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se preocupar para fazer acordos para que as operadoras ofereçam uma latência baixa”, prevê Olivieri. Segundo ele, essa necessidade vai crescer à medida que esses conteúdos chegarem a mais TVs conectadas. “Na televisão, o YouTube ainda é muito carente de qualidade.”

“A gente tem posição estratégica no Brasil, de acordo com a demanda, que vem crescendo mais até pelo mercado de vídeo.”

FOTO: DIVULGAÇÃO

PHOTOFRIDAY/SHUTTERSTOCK.COM

INFRAESTRUTURA

Christiane Nicoletti, da Level 3

Luta pelo mercado No campo dos fornecedores de serviços de CDN, a Akamai é a líder do mercado global, com 130 mil servidores no mundo. “Onde tem um provedor de Internet relevante, temos servidor”, diz o sócio da Exceda, Cláudio Baumann. A empresa é representante da Akamai no Brasil, além de outros países da América Latina e nos Estados Unidos, e tem mais de 200 clientes no País, incluindo portais com forte demanda de vídeo, como R7.com (do Grupo Record), Grupo Abril e Band. O vídeo, por sinal, é responsável por um terço do total do tráfego em CDNs no mundo da Akamai, e parte importante da estratégia da empresa, que oferece transmissões com segurança e conteúdos com proteção digital de

A Netflix tem uma CDN dedicada chamada Open Connect, oferecida às operadoras gratuitamente em pontos de interconexão. direitos autorais (DRM). Para tanto, ela oferece soluções com serviços agregados, como o que chama de geobloco. “Determinado conteúdo pode estar disponível para clientes de uma região, e, fora disso, ter o acesso bloqueado”, explica Baumann. Ainda assim, a arquitetura para a entrega do conteúdo se baseia justamente na distribuição da rede. A empresa não divulga a quantidade exata, mas garante que são “milhares de servidores no Brasil”, procurando colocar as CDNs cada vez mais próximas do usuário final. “Não se trata de colocar grandes capacidades de processamento e entrega de conteúdo. A ideia é trabalhar ao longo do tempo para construir essa rede tão espalhada quanto possível”, determina o executivo. Baumann explica que a rede de distribuição 4 0

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é construída com constantes trocas de informações, adaptando o tráfego de maneira dinâmica. “Os softwares conseguem montar um mapa instantâneo de toda a Internet acima dos backbones de cada provedor. São feitas medições de vários caminhos possíveis e são montados mapas de rotas óticas e capacidade de entrega em cada ponto”, conta. “Quando um cliente passa a usar os serviços, o que a solução faz é entregar a resolução do DNS para essa infraestrutura de servidores. Ele olha o IP do cliente e, em função disso, sabe qual será o servidor com melhores condições naquele momento.” Uma concorrente forte da Akamai é a Level 3, que afirma ter como diferencial o gerenciamento da infraestrutura, da qual também é fornecedora. “A gente tem toda uma rede, um backbone de alto tráfego, e um dos maiores players do mundo na área de Internet, então a gente consegue otimizar a transmissão de rotas, escolhendo as melhores para entregar qualidade para provedores de banda larga”, declara a especialista em produtos da empresa, Christiane Nicoletti. Ou seja, a gestão de rede e do data center da aplicação da CDN pode ser feita com um player só. Para atender a toda essa demanda, a Level 3 conta com 15 mil servidores no mundo. “A gente tem posição estratégica no Brasil, de acordo com a demanda, que vem crescendo mais até pelo mercado de vídeo, que aumenta”, diz. Especificamente para vídeo, a companhia disponibiliza a CDN Vivyx, com a qual atua em transmissão de eventos esportivos, como as Olimpíadas de Londres, a final do futebol americano, o Super Bowl, e a final da Copa da UEFA. Além disso, a companhia tem contrato com a Netflix, para quem disponibiliza o ponto de interconexão em seu data center em São Paulo. “É um cliente nosso há bastante tempo, principalmente com a operação norteamericana”, explica Nicholetti. O mercado de CDN tem se tornado tão relevante na estratégia das empresas que querem distribuir conteúdos (e para as empresas que oferecem infraestrutura para esses serviços) que uma tendência que se observa é a integração dos servidores de conteúdos na ponta da rede. Já existem tecnologias de BTS (base stations, que são as estações de transmissões das redes móveis) que incorporam capacidade de gerir CDNs. Ou seja, a única distância a ser percorrida pelo conteúdo, em tese, poderia ser entre a antena e o telefone celular, colocando o conteúdo o mais próximo possível do consumidor.

E S P E C I A L

I P T V

E

S E R V I Ç O S

Revista TelaViva - 239 - Julho de 2013  

Revista TelaViva - 239 - Julho de 2013

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