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Ancine divulgou no último mês seu relatório anual de acompanhamento da programação na TV aberta e na TV por assinatura. Mesmo limitado aos dados de 2012, o documento traz revelações interessantes sobre nossa televisão, com destaque para dois elementos: o aumento do conteúdo nacional na TV paga (consequência da lei 12.485/11, embora o relatório pegue um período relativamente curto de aplicação das cotas) e a predominância da programação religiosa na TV aberta. Na TV por assinatura, como mostra matéria nesta edição, o salto da presença de conteúdo nacional se deu a partir de setembro do ano passado. A quantidade de programas exibidos praticamente dobrou. Olhando-se apenas os canais de programação predominantemente estrangeira, fomos de uma média mensal em torno de 150 a 200 horas para algo em torno de 350 horas. Ficou patente que o primeiro momento do atendimento das cotas, como era esperado, foi marcado pela presença de filmes já prontos (aquisições), com infindáveis repetições. O campeão, “Tropa de Elite 2”, foi exibido nada menos que 69 vezes ao longo do ano, nos canais Telecine. Alguns filmes, como “Carlota Joaquina”, tiveram 27 exibições em três canais diferentes (AXN, Sony e Canal Brasil). É compreensível que os canais não tenham tido tempo de se armar com produções originais na quantidade necessária para cumprir os horários obrigatórios, algo que já está mudando, como se vê pela safra recente que tem estreado nos canais pagos, com séries como “Copa Hotel” (GNT), “A Vida de Rafinha Bastos” (FX) e “Na Fé com Artur Veríssimo” (Discovery), entre muitas outras. O movimento é positivo, com as séries nacionais dando bons resultados de audiência. Para alguns canais, já faz sentido investir em geração local de conteúdo com ou sem obrigações legais. Um exemplo é “Mundo Selvagem de Richard Rassmussen”, produzido para o canal NatGeo em um modelo de negócios que não permite que o programa cumpra cota, ou “Psi”, série nacional em produção para a HBO, bancada integralmente pela programadora. É de se esperar que a tática da reprise infinita arrefeça um pouco. Já na TV aberta, manteve-se a predominância histórica do conteúdo nacional. À exceção do SBT, por conta das séries e filmes estrangeiros, e da TV Cultura, que exibe muitas horas de produção infantil importada (animação) e cinema estrangeiro, os índices de nacionalização chegam a 76%,no caso da Globo, 83% (Record) e até 100%, no caso da TV Gazeta. Mas os números não refletem toda a realidade. Grande parte deste conteúdo não é necessariamente de boa qualidade. Séries e filmes ocupam só 14% da programação. Mesmo as novelas, quando somadas as horas de todas as redes, são apenas 3% do total programado (na programação da Globo somam 14% do horário). Quem predomina na grade das TVs aberta é a programação religiosa, que responde por quase 14% da programação total, seguida por programa de variedades (10%). O alcance dos programas de qualidade da TV aberta ainda supera em muito aquele da TV paga. E o broadcast ainda absorverá por um bom tempo a maior fatia das verbas publicitárias (veja entrevista nesta edição com o presidente da Abap para entender por que). A TV aberta se acostumou no Brasil a ter o monopólio da qualidade na programação nacional, concentrando os melhores talentos, atores, diretores, roteiristas, cenógrafos. Precisa cuidar deste patrimônio, para não virar a “rádio AM” do conteúdo, perdendo aos poucos o público qualificado que ainda detém.

Fernando Lauterjung

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capa: Dino Osmic/shutterstock.com

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Revista TelaViva - 239 - Julho de 2013  

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