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mais comuns nos serviços de IPTV atuais são a rápida mudança de canais, serviços de VOD, gravação de programas com possibilidade de assistir em qualquer ambiente da casa, extensão do conteúdo da TV em tablets e smartphones, conteúdo de portais de Internet na TV e interatividade com aplicativos e redes sociais. “Para investir em IPTV é preciso ter capacidade para atender assinantes simultaneamente, e a demanda só vai aumentar conforme aumenta a qualidade do vídeo”, diz o vice-presidente de inovação da Ericsson, Jesper Rhode. Para ele, o investimento em IPTV permite que as operadoras ofereçam serviços convergentes e aumentem a retenção de clientes. “Com serviços mais integrados, unindo TV, telefonia e Internet, a operadora oferece um perfil de serviço mais completo ao usuário, e isso é importante, porque cada vez que se perde um cliente é preciso fazer um investimento para compensar”, diz. A fornecedora adquiriu recentemente a plataforma de IPTV Mediaroom, da Microsoft. A aquisição garantiu à Ericsson uma participação de mais de 25% no mercado de soluções de IPTV e multitela do mundo. Mediaroom é o middleware escolhido para as plataformas de TV paga por protocolo IP nas operadoras brasileiras Vivo e Oi, além da AT&T, Deutsche Telekom, Portugal Telecom, Telefónica, Telus, Swisscom e cerca de outras 20 operadoras ao redor do mundo.

“Para investir em IPTV é preciso ter capacidade para atender assinantes simultaneamente, e a demanda só vai aumentar conforme aumenta a qualidade do vídeo.” Jesper Rhode, da Ericsson

“O principal desafio é garantir a qualidade e a integração com os outros dispositivos da casa”, diz o CTO para os mercados da América Latina da Arris, Patricio Latini. “O cliente espera ter, no mínimo, a mesma garantia na entrega do serviço que tem no cabo e no DTH”, completa. De acordo com ele, a última milha é onde as operadoras precisarão fazer mais investimentos. No caso de Oi e Vivo, a solução encontrada foi oferecer o serviço de IPTV com FTTH (fiber-to-the-home), levando fibra ótica à casa do assinante. “É um investimento alto, mas tomamos essa decisão pensando nos serviços que queremos oferecer agora e também nos que surgirão no futuro”, pondera Fonseca, da Vivo. Com a fibra, diz, leva-se para a casa do cliente também conexões de 200 Mbps e que podem evoluir para até 1 Gbps, abrindo espaço para ofertas de triple play e mais interatividade. “Conforme abrimos essa velocidade, diversos serviços vão surgir. Não faz muitos anos, 1 Mbps era considerado uma velocidade muito grande, mas novos serviços surgiram e hoje se discute até se isso é banda larga. O ‘giga’ é o novo ‘mega’”, conclui. Sobre a possibilidade de levar o conteúdo ao vivo da TV para os tablets, o diretor da Vivo diz que é preciso fechar modelos de negócios que beneficiem operadoras e programadores. “Precisamos discutir como fica isso, porque nós pagamos para os programadores de acordo com número de assinaturas. O conteúdo no tablet vai contar como um ponto adicional?”, questiona. De acordo com ele, esse tipo de negociação é comum quando se quer oferecer novos serviços. “É uma discussão interessante, sempre que se lança algo novo há a vontade de se FOTO: ARQUIVO

A aquisição da plataforma Mediaroom, da Microsoft, deu à Ericsson uma participação de mais de 25% no mercado de soluções de IPTV e multitela do mundo.

Revista TelaViva - 239 - Julho de 2013  

Revista TelaViva - 239 - Julho de 2013

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