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O Canal Brasil produziu o documentário “Dossiê Jango” e planejou os lançamentos em todas as mídias em um intervalo de três meses. O longa estreou no cinema no dia 5 de julho. Quinze dias depois chegou ao iTunes. Em 12 de agosto estreia no VOD e irá ao ar pelo canal em 18 de setembro. No mesmo mês será lançado em DVD pelo selo Coleção Canal Brasil. O documentário, dirigido por Paulo Henrique Fontenelle com base no argumento de Paulo Mendonça e Roberto Faria, propõe a reflexão sobre a ditadura militar brasileira a partir da morte do ex-presidente João Goulart, em 6 de dezembro de 1976, na Argentina. A ideia de fazer o documentário surgiu a partir das pesquisas para um filme de ficção de Faria sobre a vida do ex-presidente. A partir da conversa com a viúva de Jango, Maria Tereza Goulart, Fontenelle percebeu que haveria material para outro projeto. “Vimos que poderia sair

Fotos: divulgação

História revista

O documentário “Dossiê Jango”, do Canal Brasil, terá lançamento em todas as mídias em um intervalo de três meses.

dali um filme totalmente diferente”, disse. O filme apresenta novos elementos e testemunhas-chave para reabrir a discussão em torno das

circunstâncias da morte de Jango, cuja hipótese de assassinato vem sendo levantada desde a ditadura, sem nunca ter sido investigada. Oficialmente, o ex-presidente morreu de infarto durante seu exílio político, quando planejava voltar ao Brasil. Em três anos de filmagens e pesquisa, a equipe do filme entrevistou o filho e a viúva de Jango, amigos, jornalistas, historiadores, políticos e esteve na Argentina e no Uruguai, onde Jango viveu com a família em exílio. Lá, teve acesso a documentos da polícia uruguaia nunca revelados no Brasil. Segundo Fontenelle, a parte mais difícil do filme, que começou a ser estruturado em novembro de 2009, foi conseguir imagens. Muitas das pesquisas tiveram que ser feitas no exterior, em arquivos de bibliotecas argentinas, americanas e francesas. O documentário foi inteiramente financiado pelo Canal Brasil e teve apoio do Instituto João Goulart.

Animação nacional O filme “Uma História de Amor e Fúria”, uma coprodução da Buriti Filmes e da Gullane, ganhou o prêmio de melhor filme de animação na competição oficial do Festival de Annecy, na França. Esta foi a primeira vez que um longa brasileiro foi selecionado para a mostra competitiva em 53 anos de festival. O longa é uma animação para adultos que narra o amor entre Janaína e um guerreiro indígena que, ao morrer, assume a forma de um pássaro. Durante seis séculos, a história do casal sobrevive, atravessando quatro fases da história do Brasil: a colonização, a escravidão, o regime militar e o futuro, em 2096, quando haverá uma guerra pela água. Com traço e linguagem de HQ, o filme é dirigido por Luiz Bolognesi. Fox financiou a atração “Mundo Selvagem de Richard Rasmussen”, resultado de uma expedição de três meses por sete estados.

Selvagem O NatGeo estreou “Mundo Selvagem de Richard Rasmussen”. Em nove episódios, a atração acompanhará o biólogo em uma expedição de três meses pelos estados do Pará, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Minas Gerais. A produção é da Green Planet, produtora nacional da qual Richard é sócio. Cada episódio da série foi montado em cima de um conhecimento, mito ou lenda tradicional das regiões visitadas. A atração, que é a primeira produção de Rasmussen para a TV paga, foi financiada pelo canal. 12

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O longa “Uma História de Amor e Fúria” levou prêmio de melhor filme de animação na competição oficial do Festival de Annecy, na França.

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Revista TelaViva - 239 - Julho de 2013  

Revista TelaViva - 239 - Julho de 2013

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