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televisão, cinema e mídias eletrônicas

ano 21_#224_mar2012

em alta

Mesmo com queda na audiência, TV ganha em faturamento, apoiada no crescimento da população e da renda Regulamentação Nova lei ainda tem pontos polêmicos a serem definidos

Programação Canais esportivos investem em modalidades alternativas


O primeiro canal HD dedicado ao cinema independente brasileiro. Longas, curtas, médias, documentários e mini-séries. Exclusivamente conteúdos produzidos nos últimos 12 anos. Canal disponível em HD, SD e ON Demand. Adequado à Lei 12.485/2011 (Art. 17, § 4º e §5º).

Sessão Prime Box

Os filmes brasileiros de maior destaque você assiste na Sessão Prime Box, sempre às 22h. Filmes em destaque: Olga, Memórias Póstumas, Lavoura Arcaica, Extremo Sul, Cartola, O Preço da Paz, Estamira, A Alma Roqueira de Noel, Mãe e Filha, entre outros.

+ Cinema com Rubens Ewald Filho Com a estreia prevista para os próximos meses, o programa irá destacar a qualidade da nova safra da produção para cinema, TV e Internet brasileira e trazer aspectos incomuns dos bastidores do mercado audiovisual, festivais e estreias de filmes nacionais.

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL: CINEMA, MÚSICA e TURISMO Em sua primeira fase, o Prime Box Brazil abriga também conteúdos de música e turismo brasileiro, dando uma amostra dos canais que virão em 2012. Music Box in Concert

Os melhores shows brasileiros estão no Music Box in Concert.

Box Brazil - Programadora Brasileira Independente Multiplataforma A BOX BRAZIL é a primeira programadora independente multiplataforma, 100% brasileira, dedicada à exibição, distribuição e difusão de conteúdo audiovisual nacional, na TV, Celular, Mobile, Internet e TVs Conectadas.

Av. Ipiranga, 6681 - Portal TECNOPUC - Prédio 99A - 15º andar - CEP 90619-900 - Porto Alegre RS - Fone: +55(51) 3021.6161 - www.primeboxbrazil.tv.br


Foto: marcelo kahn

(editorial ) Presidente Diretores Editoriais Diretor Comercial Diretor Financeiro

Editor Tela Viva News Redação

Projetos Especiais Arte

Depar­ta­men­to Comer­cial

Rubens Glasberg André Mermelstein Claudiney Santos Samuel Possebon (Brasília) Manoel Fernandez Otavio Jardanovski

Ana Carolina Barbosa Daniele Frederico Leandro Sanfelice (Vídeo repórter) Letícia Cordeiro Edmur Cason (Direção de Arte) Debora Harue Torigoe (Assistente) Rubens Jar­dim (Pro­du­ção Grá­fi­ca) Geral­do José Noguei­ra (Edi­to­ra­ção Ele­trô­ni­ca) Alexandre Barros (Colaborador) Bárbara Cason (Colaboradora) Bruna Zuolo (Gerente de Negócios) André Ciccala (Gerente de Negócios) Patricia Linger (Gerente de Negócios) Iva­ne­ti Longo (Assis­ten­te) Gislaine Gaspar (Gerente) Patricia Brandão (Gerente)

Marketing

Harumi Ishihara (Diretora) Gisella Gimenez (Gerente)

Administração TI Central de Assinaturas

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á tempos se fala da queda de audiência da TV aberta no Brasil e no mundo. Os números confirmam que, ainda que não tão pronunciada quanto seria de se esperar, esta queda vem mesmo acontecendo. Com a fragmentação das mídias, o tempo do espectador se divide mais entre a TV e outras “telas”, como o DVD, os games, a Internet e o celular. Ainda assim, o share da TV aberta no bolo publicitário se mantém estável, e as receitas do meio são crescentes, fruto do crescimento da população e do poder de compra das classes emergentes, como mostra a matéria de capa desta edição. Um explicação para a manutenção deste status quo é o BV, a bonificação por volume, instrumento que mantém boa parte das agências atreladas aos veículos que propiciam maior retorno financeiro aos investimentos em mídia. Nenhum outro veículo tem o poder de competir neste quesito com a TV. Sem dúvida, o BV distorce o bolo em favor da TV aberta. É provável que sem ele outros meios como a Internet e a TV paga já estivessem hoje em patamares de share mais compatíveis com a massa de audiência que atraem. Outro fator que contribui para a predominância da TV aberta é a sua capacidade, ainda inalcançada por outros meios, de atingir uma grande massa de consumidores simultaneamente. A Internet e a TV por assinatura são por natureza segmentadas, fragmentadas. Atraem, é verdade, um número cada vez maior de leitores e assinantes. Mas estes olhos estão dispersos em milhares de sites, e centenas de canais pagos. Nenhum site ou canal tem individualmente o poder de comunicação que se encontra mesmo nos canais menos vistos da TV aberta. Por ser generalista e concentrada em poucos canais, a TV aberta ainda é o melhor veículo para uma comunicação verdadeiramente massificada. Muita gente gostaria que as plataformas mais novas, como a Internet e a TV paga, representassem uma fatia maior do bolo, mais condizente com o grande volume de pessoas que atraem. Eventualmente, estas mudanças virão. Afinal, cedo ou tarde, o dinheiro da publicidade acaba indo para onde estão os consumidores. Enquanto isso, a sessentona TV aberta pode dormir tranquila.

ilustração de capa: editoria de arte converge/minifilm/bbclips/shutterstoc

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Ano21_#224_ mar/12

(índice ) 12

Publicidade

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Scanner

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Figuras

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Regulamentação

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Audiência

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Programação

26

Mercado

30

Making of

32

Case

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Upgrade

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Agenda

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Com audiência em queda, faturamento da TV aberta ainda é crescente

( cartas)

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Telas convergentes Espero que a nossa radiodifusão seja dinâmica para acompanhar a convergência das múltiplas telas, apontada na cobertura CES (edição 223). Ou, mais uma vez, vai fazer o possível para barrar a evolução tecnológica na mídia? Alice Nogueira, Curitiba

Incertezas dificultam adequação à Lei do Serviço de Acesso Condicionado

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Libertadores A demora na negociação entre operadoras e a Fox para distribuição do canal Fox Sports é parte do jogo e é esperado em um mercado saudável. Mas privar a audiência de campeonatos esportivos e usar o assinante para pressionar operadoras e programadora é uma falta de respeito a quem paga pelo serviço de TV. Antônio Barbosa, Rio de Janeiro

Canais esportivos ganham audiência com esportes sem tradição no Brasil

Nova programação da Globo foca na classe C 36

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FOTOs: divulgação

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( xxxxxxxxx) Animação franco-brasileira

Documentário sobre o Mundial de Surf de São Francisco será o primeiro da série “ESPN Dox”.

Radicais A ESPN passou por reestruturações internas no ano passado e algumas das mudanças começam a ir ao ar na área de esportes radicais. Vivian Mesquita, repórter e apresentadora da casa, substituiu Renata Netto, atual chefe de redação, como editora-chefe executiva da área de radicais e está comandando as mudanças. Entre as novidades está o fim da atração ao vivo, o “Planeta ESPN”, e a dedicação da equipe à produção de documentários, entre outros projetos. O “ESPN Dox” é uma nova aposta dos canais de testar uma produção híbrida entre TV e cinema, com linguagem mais ousada e trilha sonora especial. Serão oito documentários ao longo do ano, inspirados em competições das quais os canais possuem os direitos de transmissão ou nos X Games, evento esportivo organizado pela própria ESPN. O primeiro documentário, sobre o Mundial de Surf de São Francisco, está pronto. O segundo, sobre o Winter X Games, está em montagem. Haverá ainda documentários sobre os X Games na França, o campeonato de Free Style Motocross, os X Games da China, os X Games de Los Angeles, mais duas etapas do Mundial de Surf e algum evento de rally. Tudo será produzido pela equipe da ESPN. Apenas o documentário sobre o X Games de Los Angeles ganhará apoio da Gullane Filmes na produção. Os documentários de uma hora de duração e captação em alta definição irão ao ar nos três canais (ESPN, ESPN Brasil e ESPN HD) a partir de abril e só pularão o mês dos Jogos Olímpicos de Londres. Segundo Vivian, o fato de trabalhar com eventos dos quais a ESPN já tem direitos facilita a produção. Outra novidade na área de esportes radicais é o programa mensal “Sabiá no Ar”, com exibição nos três canais. A equipe ainda produz os programas de um minuto “Planeta Xpress” e o “Minuto da Hora”, com ensinamentos de algum esportista, e especiais temáticos.

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A produtora baiana Movioca Content House e a francesa PlanetNemo Animation fecharam contrato de coprodução para uma série pré-escolar de animação chamada “Brazoocup”. A atração de 52 episódios de 11 minutos mostrará uma Copa do Mundo entre filhotes de animais de várias espécias. A ideia é que a animação esteja pronta para lançamento próximo à Copa do Mundo de 2014. Segundo o sócio da Movioca Content House, Amadeu Alban, o orçamento estimado da série é de R$ 5 milhões. “Brazoocup”, série de animação da A partir do acordo, as produtoras baiana Movioca, terá coprodução dão início à captação e à busca por da francesa PlanetNemo. canais de televisão que possam exibir a série. Cerca de 60% da composição do orçamento deve ser brasileira e 40% francesa. O projeto foi apresentado pela Movioca em outubro de 2011, no Mipcom, em Cannes.

Primeira década O site PortaCurtas.org.br completou dez anos e estreou novo layout e funcionalidades. O serviço cataloga e exibe gratuitamente curtas-metragens brasileiros. Tem hoje cerca de mil filmes disponíveis, 240 mil usuários cadastrados e soma mais de 14 milhões de exibições. As novas funcionalidades do portal incluem uma melhor integração às redes sociais. Destacase também uma ferramenta de publicação de playlists (canais de curadoria) de filmes selecionados pelos próprios usuários, que podem ser “assinadas” por outros usuários. O player de vídeos também foi atualizado para permitir o acesso em plataformas iOS (iPad e iPhone) e outras plataformas mobile. “A mais interessante das novidades se deu no campo corporativo, pois a plataforma tornou-se um sistema white-label especializado em catalogação e exibição audiovisual”, conta Julio Worcman, idealizador e diretor do serviço. Ou seja, outros sites podem usar a plataforma do Portacurtas para oferecer os conteúdos nacionais em suas páginas. O PortaCurtas é patrocinado pela Petrobras desde sua estreia, e a  Locaweb S/A também apoia o projeto via Lei Rouanet. Home da nova página do PortaCurtas. V i v a

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App nacional A plataforma de smart TV da LG ganhou seu primeiro aplicativo pago desenvolvido no Brasil. Trata-se do #PRASEMPREFENOMENO, que traz o documentário “#PRASEMPREFENOMENO - A Despedida da Seleção”, inteiramente idealizado pela 9ine, que acompanha os bastidores das duas semanas que antecederam a partida Brasil x Romênia, realizada no Pacaembu em junho de 2011. O jogo foi último de Ronaldo com a camisa 9 verde e amarela. Segundo a LG, o documentário com o ídolo Ronaldo é o primeiro de vídeo a estar disponível no Brasil e em diversos países onde a fabricante está presente. O aplicativo terá distribuição no mercado internacional, com o idioma padrão em português e legenda em inglês e espanhol. #PRASEMPREFENOMENO é o primeiro aplicativo pago da LG desenvolvido no Brasil.

Para o Dia das Mulheres, GNT criou o projeto “Inspire-se”, com depoimentos de mulheres que servem como exemplo e inspiração.

Inspiradoras O GNT estreou um projeto na web no dia 8 de março, Dia da Mulher. O projeto “Inspire-se” traz depoimentos de mulheres que servem como exemplo e como inspiração. Os depoimentos ficarão disponíveis primeiro na web, na página especial: www.gnt.com.br/ inspirese. O público pode enviar seus depoimentos em vídeo e ter suas histórias compartilhadas com milhares de pessoas. Após o Dia da Mulher, os depoimentos também passaram a ser exibidos no canal de televisão.


( scanner) Em conjunto vendas e marketing, as empresas As empresas da América Móvil terão uma nova campanha no Brasil dão mais um passo em publicitária e produzirão novos direção à convergência dos seus materiais de marketing para que os serviços, após o Combo Multi, que mais de 1,4 mil agentes autorizados integrou, no final de 2011, Embratel, adotem as novas marcas. Cerca de Claro e Net na oferta de um pacote 200 lojas Claro oferecerão a Claro de serviços de telecomunicações. TV e o Claro Fixo, além das Agora a Embratel anunciou que o soluções de telefonia móvel hoje serviço de TV Via Embratel passa a disponíveis. Parceiros comerciais se chamar Claro TV, e o telefone da Embratel e da Claro, que Livre vira Claro Fixo. Segundo atualmente são monoproduto, Antonio João Filho, diretor executivo poderão expandir seu portfólio. da Embratel responsável por TV por Os sistemas de TI estão em fase assinatura, trata-se de um Claro TV é um projeto de unificação das marcas, de integração e Antonio João admite “movimento de unificação das buscando comunicação mais abrangente com o cliente. que é complicado oferecer serviços marcas, buscando uma comunicação em conjunto com sistemas distintos. “Não dá para fazer mais abrangente com o cliente”. Além da comunicação com uma ação ousada sem antes ter certeza de que os sistemas o cliente, a junção em uma única bandeira também ajudará atenderão o cliente de forma completa”, diz. No entanto, o a ampliar a capilaridade de vendas. “Trabalhamos durante diretor executivo da Embratel diz que já é possível começar três meses para unificar as marcas. a unificar as vendas. “Vamos começar de forma segura. A virada em campo, nos agentes de venda, está Com uma oferta comercial consistente e vantajosa para o acontecendo de forma bem sincronizada”, diz. O executivo assinante, mesmo com sistemas distintos”. Sobre a junção destaca que esta mudança não altera nenhum contrato da Net sob o mesmo guarda-chuva das marcas da América atual com os assinantes. A Embratel continua responsável Móvil, Antonio João diz que ainda é cedo para falar sobre a pela estrutura e pelos negócios relacionados aos dois possível transição. produtos (TV e Livre). Para promover a junção nas área de

Entrave

Mercado Ver o Peso, em Belém, foi abordado no episódio "Dietas Exóticas", de "Tabu Brasil".

Tabu no Brasil O Nat Geo estreou em 14 de março os episódios de “Tabu Brasil”. Os documentários da franquia “Tabu” foram inteiramente feitos no Brasil com produção da BossaNovaFilms e financiados com recursos da própria Fox. Segundo Marcello Braga, diretor de conteúdo da programadora, essa é a primeira grande produção local do canal e outras devem vir na sequência. Os episódios abordam os temas “Infância Incomum”, “Dietas Exóticas” e “Segredos da Ayahuasca”. Os temas foram escolhidos após uma análise do gosto do público brasileiro sobre os temas abordados na série. A BossaNovaFilms já havia feito production service para um episódio do “Tabu América Latina” gravado no Brasil. 8

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Os projetos para medição de audiência em aparelhos celulares do Ibope Media estão travados devido à dificuldade de acompanhar a constante evolução tecnológica das fabricantes, segundo Dora Câmara, diretora comercial do instituto de pesquisa. No ano passado, o Ibope anunciou o início da medição em uma parceria com a Vivo e a Samsung, mas o projeto não foi levado adiante. “Ainda não chegou a hora do mobile”, avalia a executiva. Dora conta que o Ibope Media trabalha no desenvolvimento de uma tecnologia que permita medir a audiência do conteúdo televisivo em aparelhos móveis. Ela explicou que, dependendo das necessidades do mercado, a medição pode ser feita por cadernos, em que o usuário deve preencher como estiveram expostos ao mobile. Hoje, ainda que os serviços de mobile video não tenham decolado nem ocupem espaço relevante no mercado, é grande a quantidade de celulares com capacidade de recepção de TV digital e analógica, mas esses dados não são computados pelo Ibope. m a r 2 0 1 2


Infantil A Sony Brasil embarcou novo conteúdo infantil nos televisores, Blu-ray players e home-theaters com a funcionalidade Bravia Internet Video. O Canal DX TV, da distribuidora Log On Multimídia, oferece séries como “Moranguinho”, “Angelina Ballerina”, “Barney”, “Bob o construtor”, “Caillou”, “Johnny Test”, além de documentários sobre a vida natural como “Planeta Terra” e “Minha Vida Selvagem”, produzidos pela BBC, e uma séries de playlists com clipes musicais. Semanalmente, uma nova série é disponibilizada para o consumidor sem custo adicional. O usuário poderá ter acesso ilimitado ao conteúdo do Clube DX TV por R$ 1 por um mês. Após este período, caso deseje renovar a assinatura, o valor mensal será de R$ 9,90. Sony embarcou na linha Bravia Internet TV o conteúdo infantil da distribuidora Log On Multimídia.

Filme do Canal Brasil receberá contribuições de internautas.

Vários amores O Canal Brasil está preparando um filme colaborativo, chamado “No Amor”. Dividido em seis capítulos, o episódio de estreia foi produzido por Mariana Marinho com roteiro e direção de Marco Abujamra, da Dona Rosa Filmes, e está disponível no site do canal. A continuação da história, do segundo ao quinto capítulo, será feita com a colaboração dos internautas. O sexto episódio também será produzido pela Dona Rosa Filmes e o filme completo irá ao ar em agosto, no Canal Brasil.


Foto: arquivo

( figuras) Vendas e Marketing

Carioca Fotos: divulgação

O executivo Rafael Davini deixa a Turner após quase 13 anos, para ocupar a posição de vicepresidente de vendas e marketing para América Latina no Terra. A partir do próximo dia 19, Davini substitui Riza Soares, que ocupava o cargo desde sua volta à matriz da empresa há oito meses Rafael Davini anteriormente, baseada em Nova York, era responsável pela expansão da EZTarget, a ad network do Terra, por toda a região. A partir de agora, Riza volta a ter atuação internacional como diretora de Operações Globais de Publicidade, na área comandada pelo vice-presidente Paulo Silva. A chegada do executivo completa a reestruturação da área no Brasil, que teve início em 2011. Antes da Turner, Davini trabalhou na Globosat e, por 11 anos, no Grupo Estado.

Luiza Chataignier, Antonio Carlos Accioly e Rodolpho Donato

Promoção e contratação A fri.to promoveu Diether Werk a gerente de tecnologia. Após dois anos e meio na agência como rich media developer, Diether passa a liderar a equipe de tecnologia, comandada por Eduardo Rafael Romano, Matita Iazzetta, Edwin Taniguchi. A área Reule e Rafael Savioli recebe ainda os desenvolvedores Front End Edwin Reule e Rafael Savioli. A agência contrata ainda mais dois novos profissionais. Para a equipe de atendimento chega Rafael Romano, ex-Wunderman e TV1. Na fri.to, será atendimento de adidas Performance, do núcleo comandado por Gustavo Giusti. Já para a equipe de social media comandada por Rodrigo Cunha, chega Matita Iazzetta, ex- Oi Moda. Ela será responsável pela produção de conteúdo digital de adidas Originals e Neo.

Diretoria A Santa Clara contratou três novos diretores. Márcio Zorzella, que tem passagens por agências como Agência Click, Leo Burnet e McCann, assume o recém-criado Luciano Tadeu, Marília Barrichello e Márcio Zorzella posto de diretor de mídia. Marília Barrichelo (ex-Publicis e JWT) é a nova diretora de planejamento e Luciano Tadeu de Oliveira (ex-Publicom, Cia Marketing Group e Giovanni+DraftFCB) assume como diretor de contas. 10

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A Margarida Filmes fez nova contratação na filial carioca. Depois da chegada do diretor Kayhan Ozmen Lannes, agora é anunciada a vinda do produtor executivo Rodolpho Donato, que passou pela DPZ, Artplan e NBS. Donato ficará responsável pela supervisão da equipe de atendimento carioca, reforçada com a promoção de Luiza Chataignier, além de assumir parte das responsabilidades de Antonio Carlos Accioly, sócio da Margarida Filmes/Grupo Ink. A expectativa do Grupo Ink é de crescimento de 20% na filial carioca este ano e continue a crescer devido aos trabalhos voltados para a Copa do Mundo e Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Artistas gráficos A dupla Hardcuore, composta pelos artistas gráficos Breno Pineschi e Rafael Cazes, chega à produtora ParanoidBR para integrar o time de diretores. A dupla é conhecida por uma estética Rafael Cazes e Bruno Pineschi com cores vibrantes, que transita entre o “feito à mão” e o design, com uma linguagem bem-humorada. Os diretores chegam à produtora com uma bagagem que inclui trabalhos para Coca-Cola, Unilever, Nike, FARM, Kellogs, Afroreggae, Koni Store, MTV, GNT, Lacoste, entre outros. Entre os trabalhos que realizaram, está o conteúdo vídeográfico projetado no palco principal do Reveillon de Copacabana (RJ), em dezembro de 2011.

Out of home A TV Minuto e TVO, empresas da Band Outernet, holding do Grupo Bandeirantes de Comunicação dedicada ao segmento digital out of home, anunciaram a contratação de novos profissionais. Fabio Ferri e Rafael Cataldi chegam à TV Minuto e à TVO, respectivamente, para o cargo de gerente comercial, e Marcelo Silveira assume a direção comercial da TVO. William Lustosa, profissional do grupo, passa a ser gerente comercial da Mão Dupla.

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Roberto Martha assume a posição de diretor sênior de produção da Viacom Networks Brasil. Além de ser head do departamento de Produção Executiva no Brasil, passará a gerenciar e a produzir conteúdo para as marcas Nickelodeon, Vh1 e Comedy Central. A Viacom International Media Networks (VIMN) The Americas também anunciou a nomeação René Roberto Martha Rodríguez como vicepresidente de Meios Digitais da VIMN The Americas (América Latina, parte hispânica dos Estados Unidos e o Canadá). Com base no escritório de Miami, ele será responsável por todos os aspectos estratégicos e operacionais dos meios digitais e interativos e assegurará a integração e expansão de ambos na Internet e em meios móveis. a integração e expansão de ambos na internet e em meios móveis. Também liderará o desenvolvimento e distribuição de propriedades digitais por toda a região, com o conteúdo das marcas VIMN The Americas: MTV, Nickelodeon, Comedy Central, Vh1, além de Tr3s; MTV, Música y Más nos Estados Unidos.

Foto: arquivo

Produção

Marketing Camila Pacheco foi promovida a diretora de marketing da Fox Film do Brasil. Há oito anos na empresa, Camila atuou como gerente de promoções de Cinema e Home Entertainment. Há quatro anos, vinha acumulando as posições de gerente sênior de promoções e de gerente da área digital para América Latina.

Atendimento A WMcCann anunciou reformulação de sua estrutura de atendimento. Como parte das mudanças retorna à agência, como vice-presidente de atendimento Max Lacerda. O profissional, cuja carreira foi construída principalmente no próprio grupo Max Lacerda McCann – nas operações do Rio, São Paulo e Lisboa - registra também passagens pela JWT e Publicis. Como parte do redesenho da estrutura de atendimento, deixam a agência os até então vice-presidentes de atendimento Andrea Sanches e Ronaldo Gasparini.


( capa )

Ana Carolina Barbosa

a n a c a r o l i n a @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Audiência derrapa, faturamento galopa

A

relação despropor­ cional entre os índices de audiência da TV aberta, que vem apresentando nos últimos anos movimento descendente, e o faturamento das redes, que cresce ano a ano com projeções sempre otimistas, de expansão beirando os dois dígitos, é explicada basicamente pela situação econômica do País. No seu escritório na sede da Globo em São Paulo, Octávio Florisbal, diretor-geral, trata os números com serenidade. Para ele, o progresso econômico que o Brasil vem experimentando beneficia o negócio da televisão. “Se o Brasil fosse economia estabelecida, não teria crescimento de domicílios e de aparelhos por domicílio. O Brasil cresceu economicamente e isso nos ajudou a compensar a perda de audiência”, observa. Na hora de analisar a audiência, ele concentra-se na faixa das 7h às 24h, no período de 15 anos, fazendo uma análise da situação a partir de 1997, época de lançamento do Painel Nacional de Televisão (PNT), comparada com os últimos dados consolidados de 2011. Ele explica que, em 1997, o total de ligados por domicílio atingia cerca de 42 pontos. Destes,

dois pontos eram de outros canais (TV paga) e um ponto era de outros aparelhos (DVD, videogame). A TV aberta ficava com 39 pontos. Passados quinze anos, o total de ligados na faixa horária analisada continua atingindo a média de 42 pontos, mas há mudanças importantes: com o crescimento da TV 12

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por assinatura no país, outros canais chegam a 6 pontos, outros aparelhos marcam 3 pontos e a TV aberta fica com 33. No caso isolado da TV Globo, houve queda de 3 pontos em 15 anos. A emissora saiu dos 21 pontos de 1997 para 18 pontos em 2011. “Acreditamos que perdemos para outros canais e outros aparelhos”, sugere Florisbal, lembrando que, nesta análise, Record e SBT marcam juntas os mesmos 13 pontos de 15 anos atrás. O que faz diferença tanto para a Globo quanto para as demais redes, explica o executivo, é a base maior. Em 97, eram 33 milhões de domicílios com TV no País; hoje, são 54 milhões. O número de aparelhos por domicílio também aumentou: hoje a média é de dois aparelhos de televisão. Mais precisamente, de acordo com o Ibope, em 1997, a média de aparelhos por domicílio era 1,72 e em 2012 saltou para 1,92. Diante deste conjunto de fatores, a entrega de audiência parte de uma base maior. Um programa de 30 pontos hoje atinge mais pessoas que um programa que marcava 30 pontos em 1997, por exemplo, pois partese de uma base com mais espectadores. Para o diretor geral da TV

editoria de arte converge/minifilm/bbclips/shutterstoc

Embora apresente oscilações e até declínio nos índices de audiência, a TV aberta cresce ano a ano em receitas publicitárias, impulsionada pela situação econômica do Brasil.


“Estou ciente que atualmente as verbas de mídias estão pulverizadas entre os meios, mas o retorno do capital investido virá, sem medo de errar, do meio com a maior cobertura, que é a TV aberta”

foto: divulgação

Números Os números registrados pelo PNT do Ibope Media, que mede a audiência em domicílios equipados com aparelhos peoplemeter, apontam constância do meio televisão de uma forma geral nos últimos cinco anos. A média do total de ligados na medição em tempo integral mostrou pouca movimentação desde 2007. Naquele

Walter Zagari, da Record

ano, o PNT registrava 15% no total de indivíduos. Em 2008, a televisão permaneceu nos mesmos 15%, evoluindo um ponto percentual em 2009 e voltando para os 15% em 2010 e 2011. Os índices por domicílio apresentam comportamento semelhante, variando de 34% em 2007 e 2008 para 35% em 2009 e voltando para 34% em 2011 e 2012. Vale lembrar que em pontos ligados estão incluídos outros canais e outros aparelhos. Na avaliação de Dora Câmara, diretora comercial do Ibope Media, a audiência de TV tem apresentado comportamento estável nos últimos anos. “As pessoas continuam dedicando boa parte de seu tempo à TV”, observa. De fato, os índices de tempo médio do total de ligados apresentam escala crescente. Em 2007, o tempo médio no total de indivíduos era de 5h06. Em 2008, passou para 5h08, indo para 5h18 no ano seguinte e marcando 5h19 e 5h28 em 2010 e 2011, respectivamente. Os investimentos publicitários no meio também apresentam evolução constante. Segundo levantamento do Ibope, o Ibope Monitor, que considera a ocupação de todo o espaço comercial utilizando o preço de tabela cheia do veículo, sem considerar descontos e negociações, a TV aberta e TV paga abocanharam juntas, entre janeiro e dezembro de 2011, 71% dos investimentos publicitários, sendo 53% concentrados na TV aberta, o que corresponde a R$ 46,3 bilhões. A evolução

“Se o Brasil fosse economia estabelecida, não teria crescimento de domicílios e de aparelhos por domicílio. O Brasil cresceu economicamente e isso nos ajudou a compensar a perda de audiência”

foto: Bob Paulino/divulgação

Globo, fazer crescer as receitas publicitárias é resultado da capacidade da rede de sintonizar investimentos em criação, produção, manutenção de talentos, compra de direitos, tecnologia e TI e a comercialização do tempo permitido por lei para a veiculação de comerciais, que é de 25% da programação. “Tem que fazer a melhor ocupação possível do estoque, um pricing muito bem sintonizado, condições comerciais adequadas de desconto. É toda uma sintonia fina para pagar toda a produção e deixar margem de lucro”, afirma. Na coletiva de imprensa que concedeu no começo de março, na ocasião da apresentação da programação 2012 da emissora, o executivo afirmou que a Globo tem a meta de reconquistar os 19 pontos de audiência no horário das 7hs às 24 hs, o que, segundo ele, já acontece de segunda a sexta, mas essa média não é mantida por causa dos fins de semana. Para a Globo, destaca Florisbal, “um ponto de audiência, assim como um ponto percentual no share publicitário, é muito importante”.

Octávio Florisbal, da Globo

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neste aspecto é bem mais notável. Em 2010, o total de investimentos em TV aberta foi de R$ 40,1 bilhões. No ano anterior, ficou em R$ 35,5 e, em 2008 e 2007 registrou, respectivamente, R$ 29,8 bilhões e R$ 25,7 bilhões. O Projeto Inter-Meios, que mede todo mês os investimentos reais em veiculação feitos pelos anunciantes na mídia brasileira, confirma a supremacia da TV aberta quando o assunto é investimento dos anunciantes em mídia. No período de janeiro a novembro de 2011, a TV aberta chegou à marca de R$ 16,2 bilhões, um crescimento de 8,8%. Discurso sereno Mesmo partindo de uma base menor que a TV Globo, as demais redes de televisão também demonstram otimismo. O diretor comercial do SBT, Glen Valente acredita que há espaços a serem conquistados. “O nosso principal concorrente é muito eficiente, as outras são mais eficientes em alguns segmentos. Nós somos mais eficientes no domingo, com os nossos comunicadores”, avalia o executivo, destacando que o canal cresceu em audiência em 2011. Valente explica que a estratégia do SBT para crescer em audiência e em faturamento publicitário é manter a “consistência” da programação. Para ele, a qualidade e a estabilidade na grade são os fatores capazes de produzir reflexos no faturamento publicitário e na audiência. Como exemplo, ele cita o projeto de carnaval do canal, o “SBT Folia”, que entrou na grade no ano 13

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( capa )

valdis torms/shutterstock

Aumento do número de lares com aparelho de TV e de número de aparelhos por lar compensa a queda de audiência. audiência média domiciliar (%) - 24h 40 35 30 25 20 15 10 5 0

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2008

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Fonte: Painel Nacional de Televisão/Total de ligados - Ibope Media

comportamento de audiência da globo (em %) 45 40

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Total de Ligados (Aud. Domiciliar 7h às 24h - PNT)

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TV Globo (Aud. Domiciliar 7h às 24h - PNT)

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passado. Em 2011, o canal concentrou-se no carnaval de Salvador. Neste ano, em uma parceria com a Globo, ampliou a cobertura para os desfiles do grupo de acesso do Rio de Janeiro e das escolas campeãs do Rio de Janeiro e de São Paulo. “Triplicamos a cobertura e dobramos o faturamento”, observa Valente. Segundo o executivo, a estimativa é que o canal feche o ano com crescimento de 8% nas receitas publicitárias em relação a 2011. A Record também vem comemorando os índices de audiência e o crescente faturamento. A emissora saiu dos 6 pontos em 2007 e, entre 2008 e 2011, manteve os 7 pontos de audiência. O faturamento, no entanto, passou por aumento significativo neste período, saindo de R$ 1,36 bilhão e chegando aos R$ 3,37 bilhões. Para Walter Zagari, vice-presidente comercial da Record, a concentração de investimentos publicitários na TV acontece devido à abrangência do meio. “Devido sua alta penetração, a TV aberta é quase que obrigatória na mídia dos anunciantes que desejam falar com aproximadamente 100% dos consumidores. Nenhum meio com tecnologia de som e imagem é tão ou mais eficiente que a TV aberta quando se pretende atingir a grande massa consumidora”, diz o executivo. “Estou ciente que atualmente as verbas de mídias estão pulverizadas entre os meios, mas o retorno do capital investido virá, sem medo de errar, do meio com a maior cobertura, que é a TV aberta”. Flávio Ferrari, ex-CEO do Ibope, hoje sócio na UNIT34, uma consultoria cuja proposta é identificar oportunidades estratégicas para os clientes, observa que o assunto queda de audiência na televisão é complexo, não se pode tratar como simples perda de audiência. Não é motivo para surpresas, no entanto, as razões pelas quais o meio concentra os

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( capa ) “Independentemente de queda, ainda é muita audiência”

FOTOs: divulgação

investimentos publicitários. “A TV ainda é de longe a mídia mais eficaz para transmitir uma mensagem do ponto de vista do custo/ benefício. A última mídia a perder investimentos publicitários é a televisão. Paga-se muito barato para atingir muitas pessoas”, explica. O executivo enumera algumas razões que fazem a TV aberta ser a menina dos olhos dos planejamentos de mídia. Entre eles, estão a simultaneidade, a capacidade de atingir muitas pessoas ao mesmo tempo; a capacidade de gerar buzz, pautando outros meios e as redes sociais; e as incertezas no cenário de mídia. “Com a chegada do cenário digital, a plataforma já não define a mídia. Você tem telefones celulares que permitem assistir TV no telefone, estações de rádio sintonizadas na Internet. As barreiras entre as mídias ficaram muito mais fluídas”, ressalta, chegando a uma conclusão parecida com a de Zagari. “Você pega um momento em que o cenário de mídia mudou e cruza isso com o fato de que nas empresas não existe espaço para experimentar. Na dúvida, melhor fazer o que é mais seguro”. Colin Mcallister, sócio da empresa italiana Sevendots, que também identifica oportunidades de crescimento para marcas e é parceira da UNIT34, de Flávio Ferrari, afirma, com base em estudo que engloba vários mercados, que no cenário mundial a TV ainda tem levado vantagem sobre os demais meios, especialmente nos países emergentes. “Os anunciantes têm a TV como principal ferramenta nestes

Paulo Gregoraci da WMcCann

mercados”, diz McAllister. Ele também chama a atenção para o fato de que o aparelho de televisão em si é menos importante do que costumava ser, principalmente em países desenvolvidos como os Estados Unidos. “As pessoas estão usando mais os seus tablets e os seus telefones mobile. Isso muda a audiência. Outro aspecto é que as pessoas estão mais conectadas à web, há mais vídeo circulando. É uma oportunidade para anunciantes”, sugere. MCallister acredita que, apesar de os novos meios apresentarem boas oportunidades, muitas vezes ainda representam algum risco. A TV tem técnicas de mensuração seguras e as

presidente de mídia da Lew’ Lara/ TBWA. Ele observa que apesar dos custos, a televisão apresenta alta rentabilidade para os anunciantes. “Os custos não param de crescer e os aumentos de tabela influenciam no faturamento das emissoras, mas é um preço que ainda compensa. A rentabilidade é muito alta. Não tem discussão”. “Indepentemente de queda de audiência, ainda é muita audiência”, afirma Paulo Gregoraci, vicechairman e COO da WMcCann, para quem a TV tem ainda grande poder regional. “O Brasil é um país continental, você tem mercados com grande potencial. Cada anunciante tem sua análise de distribuição de podutos, com regiões onde é mais forte, menos forte, onde eles querem competir mais. Você só pode fazer pesos diferenciados com compra regional”, conta. Octávio Florisbal, da Globo,

Especialista italiano destaca que o aparelho de TV é hoje menos importante do que já foi, mas o consumo de vídeos é cada vez mais significativo em outros suportes, como tablets e celulares. empresas precisam avaliar o retorno sobre investimento (ROI). “O que acontece é que a televisão não vai mudar muito, mas haverá uma substituição crescente das outras mídias”, avalia. Carta coringa Os publicitários têm uma visão bastante parecida com a dos executivos de TV e dos especialistas a respeito da concentração dos investimentos. “A diferença de reverberação para os outros meios ainda é muito grande”, diz Luiz Ritton, vice-

“As pessoas continuam dedicando boa parte de seu tempo à TV” Dora Câmara, do Ibope Media

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explica que o regionalismo tem sido importante para o faturamento da emissora e conta que isso tem relação direta com o crescimento econômico do país, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No Sul e no Sudeste, o maior crescimento vem das cidades do interior. “Isso deve continuar nos próximos anos. Terá reflexo vigoroso no faturamento publicitário”. Walter Zagari, da Record, mostra que a rede apresentou uma variação pequena na origem do faturamento nos últimos três anos. Em 2009, o nacional (NET) correspondia a 80% do faturamento. Em 2010 foi para 73% e em 2011 para 80%. “O valor absoluto foi superior tanto no NET como no local em função do crescimento da verba em TV nesses últimos anos”, afirma.


“Com a chegada do cenário digital, a plataforma já não define a mídia”

Novas praças entram na medição do Ibope Media, segundo Dora Câmera, diretora comercial, devido às demandas do mercado. “Era uma necessidade ter uma apuração com mais foco”, diz. Belém, por exemplo, entrou para a medição em 2010 e apresentou crescimento de 6% em um ano. Ainda com base no crescimento econômico e no potencial de consumo das classes emergentes, Renato Meirelles, diretor do instituto de pesquisa Data Popular, que tem foco em mercados de baixa renda, afirma que vários clientes o têm procurado para entender melhor o merchandising, que costuma funcionar bastante com a classe C. “Há mais interação, mais tempo para explicar o produto, o apresentador fala bastante com o

Flávio Ferrari, da Unit 34

público dele, a dispersão é menor”, destaca. O vicepresidente de mídia da Leo Burnett Tailor Made, Fernando Sales, explica que a demanda principal ainda é por comerciais de 30 segundos, mas existe um movimento mundial em direção ao conteúdo. Momento especial Segundo Octávio Florisbal, toda a evolução tecnológica e as possibilidades que apresentam as novas plataformas apresentam para o meio televisão fazem com que a televisão viva um momento

“muito especial”. Assistir televisão tornase mais uma atividade mais prazerosa com a tecnologia HD. O conteúdo móvel e a Internet podem trazer novas possibilidades comerciais.Os novos hábitos de consumo de mídia, como o de assistir televisão ao mesmo tempo em que se navega pelas redes sociais, ou as muitas horas que as pessoas passam no transporte público, no trajeto entre casa e trabalho, são vistos como oportunidades. Aproveitá-las depende da capacidade que as empresas cujo negócio principal é a televisão têm de dominar as especificidades dos outros meios.

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(regulamentação)

Momento de adaptação Incertezas dificultam a adequação da programação da TV por assinatura à Lei do Serviço de Acesso Condicionado (Lei 12.584/11). Jiri Flogel/ tanberin/shutterstock

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té o fechamento desta edição, não havia saído o regulamento final da Ancine para a Lei 12.485/11, que cria o Serviço de Acesso Condicionado (SeAC). Sem este regulamento, cuja consulta pública terminou no início de março, ainda restam dúvidas em relação ao tamanho da adaptação necessária para que o setor esteja em acordo com a nova lei. No entanto, é possível prever algumas mudanças que devem acontecer no line-up das operadoras. No final de 2011, o diretor de programação da Net Serviços, Fernando Magalhães, minimizou o impacto das cotas de programação criadas na Lei 12485/2011. No seminário “Os efeitos da nova lei da TV por assinatura”, promovido por TELA VIVA, Magalhães disse que, na prática, o impacto da nova regra é administrável. “Por enquanto, vamos ter que aumentar a distribuição de alguns canais já distribuídos pela Net”, disse. No prazo de três anos, admitiu que terá de acrescentar “cinco ou seis canais” ao line-up. Vale lembrar, a Lei 12.485/11 determina que nos canais de espaço qualificado (leia box), no mínimo 3h30 semanais dos conteúdos veiculados no horário nobre deverão ser brasileiros e integrar espaço qualificado, e metade deverá ser produzida por produtora brasileira independente. Em relação à cota de canais, pela lei, em todos os pacotes ofertados ao assinante, a cada três canais de espaço qualificado existentes no pacote, ao menos um deverá ser canal brasileiro de espaço qualificado. Além disso, da parcela

mínima de canais brasileiros de espaço qualificado, pelo menos um terço deverá ser programado por programadora brasileira independente. As cotas de canais e conteúdo são reduzidas a 1/3 no primeiro ano de vigência da lei e a 2/3 no segundo ano. Mudanças Uma varredura nos pacotes ofertados pelas maiores operadoras do serviço de TV por assinatura mostra que, já no primeiro ano, algumas mudanças devem acontecer nos line-ups. Na maior parte dos pacotes de entrada estão presentes canais da Globosat que devem ser considerados qualificados para cumprir a cota de canal brasileiro. No entanto, não há nos pacotes de entrada nenhum canal que veicule, no mínimo, doze horas diárias de conteúdo audiovisual brasileiro produzido por produtora brasileira independente. Pela lei, são necessários pelo menos dois canais com esta característica nos 18

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pacotes. Esta regra deve beneficiar a Globosat, com o seu Canal Brasil, disponível na maioria das grandes operadoras, mas não em todos os pacotes, e também o CineBrasilTV e o recém-lançado Box Brazil TV. Além disso, resta saber qual será o critério adotado para definir “controladora, controlada ou coligada”. Isto porque um terço dos canais brasileiros de espaço qualificado deverá ser programado por programadora brasileira independente. Segundo a lei, o que caracteriza este tipo de programadora é: não ser controladora, controlada ou coligada a empacotadora ou distribuidora; não manter vínculo de exclusividade que a impeça de comercializar, para qualquer empacotadora, os direitos de exibição ou veiculação associados aos seus canais de programação.


A Ancine, na proposta de alteração da IN 91, reduziu os elementos de caracterização de controle que já existiam na regulamentação a ponto de considerar controlador apenas o “titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e poder de eleger a maioria dos administradores”. Segundo a agência, foi um movimento para alinhar o conceito ao da Lei das S/A. Até então, a IN 91 previa não só esse elemento de caracterização de controle como também direito de veto, voto em separado e impedimento à verificação de quórum qualificado. A proposta de minuta da Ancine para regulamentar a lei, adota uma definição de controle considerada inadequada e muito flexível por entidades de defesa da democratização das comunicações. Há setores dentro do governo que não concordaram com essa flexibilização. A Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (SEAE), em suas contribuições à consulta pública da Ancine para as instruções normativas que regulam o SeAC, manifestou-se em linha com o que já haviam sugerido entidades de defesa da democratização das comunicações. Para a SEAE, a Ancine não adota um caminho adequado do ponto de vista concorrencial ao recuar nas regras de controle. Para a secretaria, este recuo em relação aos níveis atuais considerados para interesse nos vínculos societários relevantes tem impactos nas relações verticais entre fornecedores ou potenciais fornecedores de serviços da cadeia da TV paga. Na prática, o critério usado para definir se uma empresa é ou não controlada ou coligada é o que vai decidir se uma programadora como a Globosat, por exemplo, será considerada programadora independente. Se o critério for alterado na Instrução Normativa, será

necessário contemplar outras programadoras, além da Globosat e Newco, braço de programação de TV paga do grupo Bandeirantes. Já há programadoras se movimentando para se adequar à regra e ocupar o espaço. O canal Climatempo, por exemplo, quer aumentar o número de

lei, e busca aumentar sua distribuição. Hoje o Climatempo está na Sky e em algumas operadoras de cabo. “Parece que a lei foi feita sob medida para nós, porque podemos atender exatamente aos requisitos que estão colocados”, diz Magno. Outra regra diz que todo pacote

A maior parte dos pacotes de entrada ainda não conta com canal com 12 horas de conteúdo brasileiro. produções nacionais em sua grade para se enquadrar como canal qualificado de conteúdo nacional e independente. Embora já produza programas e documentários (tem cerca de 50 títulos em sua grade), o canal pretende ampliar sua base de conteúdos, voltados sobretudo a quest��es ligadas à sustentabilidade e meio ambiente, conta Carlos Magno, presidente da empresa. Com isso, o canal se apresenta como opção para o atendimento das cotas de programação nacional previstas na nova

que leve um canal brasileiro de jornalismo deve oferecer um segundo canal da mesma categoria. O canal Globonews, por exemplo, está em grande parte dos pacotes de entrada das operadoras. A regra favorecerá a Newco, com o BandNews, que não conta distribuição tão expressiva quanto a de seu concorrente. Oferta e procura Ao minimizar o efeito das cotas, Fernando Magalhães acaba

Definições da lei 12.485/11 Espaço qualificado

É o espaço total do canal de programação, excluindo-se conteúdos religiosos ou políticos, manifestações e eventos esportivos, concursos, publicidade, televendas, infomerciais, jogos eletrônicos, propaganda política obrigatória, conteúdo audiovisual veiculado em horário eleitoral gratuito, conteúdos jornalísticos e programas de auditório ancorados por apresentador.

Canal de Espaço Qualificado

É o canal de programação que, no horário nobre, veicule majoritariamente conteúdos audiovisuais que constituam espaço qualificado.

Canal Brasileiro de Espaço Qualificado

É o canal de espaço qualificado que cumpra os seguintes requisitos, cumulativamente: a) ser programado por programadora brasileira; b) veicular majoritariamente, no horário nobre, conteúdos audiovisuais brasileiros que constituam espaço qualificado, sendo metade desses conteúdos produzidos por produtora brasileira independente; c) não ser objeto de acordo de exclusividade que impeça sua programadora de comercializar, para qualquer empacotadora interessada, os direitos de sua exibição ou veiculação.

Programadora Brasileira Independente

É a programadora brasileira que atenda os seguintes requisitos, cumulativamente: a) não ser controladora, controlada ou coligada a empacotadora ou distribuidora; b) não manter vínculo de exclusividade que a impeça de comercializar, para qualquer empacotadora, os direitos de exibição ou veiculação associados aos seus canais de programação.

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Ao infinito, e além.

O Tela Viva Móvel chega à sua 11ª edição consolidado como o principal evento sobre o mercado de conteúdo para dispositivos móveis (celulares, smartphones e tablets) no Brasil. O CELULAR COMO CARTEIRA A MOBILIDADE NA NUVEM PRODUÇÃO DE CONTEÚDO NACIONAL PARA TABLETS O STREAMING VIROU MÓVEL REDES SOCIAIS EM MOVIMENTO AS PRINCIPAIS REDES SOCIAIS DA WEB Além disso, mobile marketing, TV móvel, games, e-books, apps em geral, serviços de navegação e localização, assim como novas tecnologias em smartphones e tablets, são assuntos costumeiramente abordados durante os debates do Tela Viva Móvel, seja nos paineis temáticos ou nas palestras, sempre com a mediação de jornalistas experientes da Converge Comunicações.

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( regulamentação) reprises. A agência também cogita liberar o número de reprises, mas restringir o período em que uma mesma obra pode ser usada para cumprimento de cota em uma mesma programadora. O produtor também lembra que a lei trata igualmente coisas diferentes, e que a regulamentação deveria fazer a diferenciação entre gêneros de conteúdos. “A cota deveria ser diferente para ficção, animação e programas documentais ou de nãoficção, como realities, porque os custos e prazos de produção são completamente diferentes”, disse. “Se for igual, os programadores vão priorizar a produção não-ficcional, que é muito mais barata”, completa. FOTOs: arquivo

““Por enquanto, vamos ter que aumentar a distribuição de alguns canais já distribuídos pela Net.”

apontando um problema para as operadoras nos próximos anos. O fato é que as grandes operadoras não têm, pelo menos hoje, onde buscar “cinco ou seis” canais brasileiros adicionais. Em entrevista a TELA VIVA, Antonio João Filho, diretor executivo da Embratel responsável pela operação de TV por assinatura Claro TV, afirmou que se as regras entrassem em vigor hoje, faltariam canais. Este é um dos pontos atacados pela Sky na dura campanha que fez na mídia contra a Lei 12.485/11 e a proposta de regulamentação. A operadora apontou em sua campanhas que a “lei estabelece que o conteúdo esportivo e os canais de esporte não são válidos para cumprir as cotas de conteúdo nacional e de canal nacional”. Segundo a operadora, isso criará uma restrição à veiculação de esportes, prejudicando o esporte nacional. No line-up SD da Sky, se os canais esportivos e noticiosos fossem considerados qualificados, mais 12 canais entrariam na conta, dos quais sete são gerados no Brasil. Se apenas os esportivos fossem considerados qualificados, sete entrariam na conta, sendo apenas dois estrangeiros. Portanto, em ambos os casos a operadora sairia com um “crédito” nas cotas. O fato é que esta qualificação está na própria lei, e portanto não se trata de uma decisão que possa ser revogada por um agente regulador.

Fernando Magalhães, da Net Serviços

reproduzem diversas vezes o mesmo conteúdo ao longo do mês para alegadamente dar a chance a todos os assinantes de assistirem a determinado programa em horários alternativos. A Ancine propôs originalmente que os conteúdos pudessem ser reprisados até dez vezes para efeito de cumprimento de cotas. Os programadores acham pouco. “O mínimo seria de 20 vezes, que é a média dos canais”, contou um programador a TELA VIVA. Isso garantiria que o investimento feito em um filme ou série pudesse ser

Produtores e programadores divergem sobre como deve ser regulada a exibição de reprises para cumprimento de cotas. diluído em diversas reprises, contando para o atendimento das cotas (a Ancine não vai determinar o número total de repetições, que é livre. Apenas o total de repetições considerado para cumprimento da cota). Um produtor ouvido por esta reportagem pensa o oposto: “Não deveriam permitir nenhuma repetição. Se permitirem dez reprises, estão diminuindo o total de horas produzidas por dez”, queixa-se. “Se a ideia da lei é estimular a produção, não pode repetir. Senão o total de horas produzidas anualmente será insignificante”, conclui. Vale destacar, a Ancine, além de propor um número máximo de repises, lançou um questionamento à sociedade em sua consulta pública sobre a melhor maneira de regular as

Repetição Além da definição de controle, que pode alterar a composição dos pacotes de programação, outra questão pendente do regulamento tira o sono de programadoras e produtores: o índice de repetição dos conteúdos nacionais aptos a cumprir as cotas. A repetição de programas é praxe na TV por assinatura. Os canais

Segundo Antonio João Filho, da Embratel, ainda não há onde buscar mais canais brasileiros.

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Uma solução seria ajustar o número de repetições por gênero de programa, permitindo mais reprises, por exemplo, de conteúdos mais elaborados e caros, como séries animadas. Exceções Em evento promovido pela associação NeoTV, que representa pequenos e médios operadores de TV por assinatura, o presidente da Ancine, Manoel Rangel, foi questionado por pequenos operadores sobre como a agência trataria os canais locais controlados e operados pelas atuais concessionárias de TV a cabo. Pela lei, a partir do dia 12 de março, esses canais não podem mais pertencer a uma operadora e precisariam ser transferidos para algum outro proprietário que não seja uma empresa de telecomunicações. Os operadores lembraram que estes canais não só


são importantes para suas operações e para as localidades como foram estimulados pela lei anterior, de 1995 (Lei do Cabo). O presidente da Ancine reconheceu a importância dos canais locais e seu papel junto às comunidades, mas disse que a Ancine ainda não tem uma resposta sobre como será o tratamento nesses casos em que o controle pertença as próprias empresas exploradoras do serviço, e que estudará uma solução para flexibilizar a regra, desde que não entre em confronto com a lei. “Por uma leitura mais ortodoxa da lei, estes canais não poderiam mais existir desta forma”, disse. Outro aspecto tratado por Rangel diz respeito ao dispositivo previsto em lei e na regulamentação proposta pela Ancine que dá à agência de cinema a prerrogativa de suspender em casos excepcionais cotas de

“Um canal novo, ainda pequeno, pode ter as obrigações suspensas por um tempo até que se estabeleça."

emitir a tempo os certificados necessários e fiscalizar o cumprimento de todas as exigências. “A agência ainda é muito lenta e burocrática”, disse um produtor a TELA VIVA. “Às vezes leva seis meses para emitir um certificado, ou dois meses só para enviar uma nova solicitação de documentação ou esclarecimento. Como vai fazer quando houver essa multiplicação dos pedidos para a produção de TV, que além de tudo é um mercado dinâmico, que exige velocidade e planejamento?”, questiona. A Ancine vem reiteradamente afirmando que está se estruturando e se preparando para a nova demanda que virá com a aplicação da lei. Os relatos de produtores e programadores ouvidos pela reportagem ainda não reflete estas mudanças. A realidade será conhecida nos próximos meses, quando os regulamentos estiverem na rua e a fiscalização começar para valer.

Manoel Rangel, da Ancine

programação. Rangel disse que esse dispositivo será acionado apenas em casos de exceção e que se levará em conta, além das questões técnicas que estejam sendo colocadas como justificativa para a dispensa de cotas, também o tamanho e tempo de operação dos canais e programadoras solicitantes. “Um canal novo, ainda pequeno, pode ter as obrigações suspensas por um tempo até que se estabeleça”, afirmou. Ancine Finalmente, uma grande preocupação de toda a cadeia, e talvez o único ponto em comum entre produtores e programadores, é a capacidade que a Ancine terá de processar todos os pedidos,

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(audiência - TV paga)

Janeiro de pijamas

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Foto: divulgação

m janeiro, mês de férias escolares, a competição por atenção é acirrada entre os canais de TV por assinatura voltados ao público infantojuvenil. Nesse mês, o Discovery Kids superou o Cartoon Network e o Disney Channel e conquistou o primeiro lugar no ranking de alcance entre o público de 4 a 17 anos. Entre os programas mais vistos do canal em janeiro estão a estreia da nova versão de “Bananas de Pijamas”, desta vez em animação 3D, e a exibição, às sextas-feiras, da animação “O Pequeno Príncipe”, que estreou no canal em novembro de 2011. No primeiro mês do ano, o Discovery Kids registrou 16,27% de alcance diário médio e uma hora e 25 minutos de tempo médio diário de audiência entre o público de 4 a

Estreia de “Bananas de Pijamas” foi destaque de audiência do Discovery Kids em janeiro.

17 anos. Em seguida, aparecem Disney Channel, Cartoon Network, Fox e Nickelodeon. No total, os canais pagos tiveram entre o público de 4 a 17 anos 42,03% de alcance diário médio e tempo médio diário de audiência de três horas e sete minutos. Entre o público adulto, o destaque

foi para o Megapix, que pela primeira vez desde a sua estreia no ranking dos 20 canais pagos com o melhor alcance, em 2009, chegou ao top 5. O canal de filmes dublados da Globosat teve 8,04% de alcance diário médio e tempo médio diário de audiência de 31 minutos. Em primeiro lugar da lista aparece o Multishow, seguido de TNT, SporTV, Fox e Megapix. Os canais pagos tiveram entre o público com 18 anos ou mais, 44,45% de alcance diário médio e tempo médio diário de audiência de duas horas e 32 minutos. O levantamento do Ibope Mídia considera as praças Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Distrito Federal, Florianópolis e Campinas. Daniele Frederico

Alcance* e Tempo Médio Diário – janeiro 2012 

Alcance (%) Indivíduos (mil) Tempo Médio Total canais pagos 44,45 5.661,71 02:32:04 Multishow 10,81 1.376,39 00:19:47 TNT 9,47 1.206,62 00:31:26 SporTV 9,25 1.177,62 00:36:29 Fox 8,89 1.131,78 00:30:43 Megapix 8,04 1.024,41 00:31:44 Viva 7,74 985,43 00:26:33 Globo News 7,56 962,41 00:32:04 Cartoon Network 7,32 931,96 00:44:28 Discovery Kids 7,10 904,86 01:02:16 SporTV 2 6,47 824,15 00:17:39 Disney Channel 6,41 816,41 00:43:45 Universal Channel 6,19 788,08 00:26:18 Warner Channel 5,79 737,88 00:28:46 National Geographic 5,61 714,46 00:21:33 GNT 5,43 691,41 00:15:26 Discovery Channel 4,94 628,97 00:19:49 FX 4,68 595,98 00:23:23 Telecine Pipoca 4,62 588,44 00:31:13 Telecine Action 4,52 575,94 00:34:30 Animal Planet 3,96 504,41 00:21:50

(Das 6h às 5h59)

Alcance (%) Indivíduos (mil) Tempo Médio Total canais pagos 42,03 1.448,40 03:07:18 Discovery Kids 16,27 560,50 01:25:49 Disney Channel 15,89 547,51 01:17:12 Cartoon Network 15,50 533,95 01:05:01 Fox 9,60 330,73 00:36:29 Nickelodeon 9,32 321,06 00:45:18 TNT 8,56 294,98 00:30:23 Multishow 8,16 281,16 00:22:31 Megapix 7,35 253,32 00:35:14 SporTV 5,64 194,50 00:27:32 Viva 4,89 168,42 00:25:54 Disney XD 4,72 162,70 00:52:32 SporTV 2 4,08 140,52 00:15:59 Universal Channel 4,04 139,18 00:17:50 Telecine Pipoca 3,55 122,24 00:26:12 Boomerang 3,51 120,90 00:25:30 Warner Channel 3,50 120,74 00:21:10 Discovery Channel 3,49 120,21 00:17:44 FX 3,47 119,49 00:21:40 National Geographic 3,36 115,59 00:16:54 Globo News 3,05 104,98 00:12:51

*Alcance é a porcentagem de indivíduos de um “target” que estiveram expostos por pelo menos um minuto a um determinado programa ou faixa horária.

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( programação ) Daniele Frederico

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Novos no ringue Canais esportivos apostam em esportes sem tradição no Brasil, que começam a despontar como destaques de audiência. FOTOs: DIVULGAÇÃO

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ma das cenas mais comuns no Brasil é ver amigos reunidos em bares, restaurantes e em suas casas para assistir a jogos de futebol, sejam eles da Copa do Mundo, ou dos times da segunda divisão do campeonato brasileiro. Agora, além do futebol, os encontros para assistir a futebol americano, ou as reuniões para ver uma luta de MMA, esportes que não soam tão familiares para os brasileiros, começam a se tornar mais frequentes nos lares e bares brasileiros. Embora o futebol esteja longe de perder o posto de “paixão nacional”, outros esportes começam a fazer o coração dos brasileiros bater mais rápido, e os canais especializados estão não apenas atentos às tendências como estão ajudando a criar algumas delas. Uma das modalidades que apresentou rápida evolução no Brasil foi o MMA (Mixed Marcial Arts), ou Artes Marciais Mistas, uma mistura de diferentes artes marciais e luta livre, com regras e ídolos próprios. A Globosat foi a primeira a apostar fortemente no gênero “lutas”, com especial atenção ao MMA. Em 2002, lançou um canal a la carte destinado exclusivamente ao nicho, intitulado de Premiere Combate. O canal, que hoje é chamado apenas de Combate, ficou restrito a poucos assinantes dentro do nicho durante bastante tempo. Foi com a popularização do esporte no Brasil, com lutas entre brasileiros e o Ultimate Fighting Championship (UFC), principal campeonato de MMA do mundo,

Popularização de MMA fez número de assinantes do Combate triplicar em um ano.

sendo realizado no País, que o canal finalmente decolou. “O número de assinantes do Combate quase triplicou no último ano”, conta o diretor de negócios dos canais SporTV e Premiere, Pedro Garcia. “Essa onda começou há cerca de um ano, com a luta entre Anderson Silva e Vítor Belfort e depois com a realização do UFC 134 no Rio de Janeiro”, diz. O UFC 134 resultou em cerca de 860 mil pessoas no canal por minuto (Fonte: Ibope Mídia, com informações fornecidas pelo canal). Na faixa dedicada a lutas no SporTV, a audiência também subiu neste período. Em 2010, a média da modalidade foi de 48 mil pessoas por minuto, subindo para 87 mil em 2011, o que representa um crescimento de 81%. Para Garcia, a popularização do MMA no Brasil pode ter relação com a atratividade do boxe no País. Ele lembra que o esporte sempre teve personagens de projeção no Brasil e que, graças aos americanos, os eventos são sempre considerados uma opção de entretenimento. “Acho que o MMA pegou 26

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um pouco disso”, opina Garcia. “A Globosat viu que os eventos tinham qualidade, que estavam tomando o lugar do boxe e decidiu arriscar, mesmo sendo segmentado”, diz. Quem também pegou carona na febre do MMA foi o World Wrestling Entertainment (WWE), uma espécie de luta encenada, que tem tido grande sucesso no Esporte Interativo. “O WWE nem esporte é. Mas tem níveis de audiência comparados ao futebol”, observa o diretor de conteúdo do canal, Fábio Medeiros. Além da herança herdada do boxe, uma das características que, segundo Pedro Garcia, pode ter ajudado o MMA a conquistar projeção nacional foi o fator aspiracional e de adrenalina das lutas, e, principalmente, o destaque dos brasileiros nas competições. “Sabemos que o que atrai o público brasileiro para determinado esporte é ter grandes ídolos nacionais”, diz o executivo do SporTV.


Para Medeiros, do Esporte Interativo, esse é um dos pontos principais a serem trabalhados pelos canais esportivos. “Dois meses antes de começar uma transmissão já trabalhamos o lado pessoal do atleta”, afirma. “Na média, o brasileiro assiste a determinado esporte mais pelo enredo do que pelo detalhe técnico, tático. Por isso, temos que trabalhar em cima disso, construir ídolos. Existe uma demanda reprimida para ter mais ídolos”, diz. Um dos esportes sem tanto destaque no Brasil – ainda que amplamente praticado nas escolas – que ganhou o “apoio” do Esporte Interativo foi o handebol. “Fizemos algumas parcerias com atletas para criar suas páginas no Facebook, por exemplo. Queremos que o espectador viva um pouco isso na rede e depois ligue a TV para sintonizar o evento”, explica Medeiros. Ele lembra ainda de casos como o do basquete brasileiro, que recentemente voltou a ganhar a atenção do público brasileiro, depois de um período sem grandes destaques. “O basquete deu uma sumida no Brasil devido à má qualidade da seleção. A relação era muito emocional, de afinidade com os ídolos”, observa. Nasce uma febre A popularização de esportes sem tanta tradição no Brasil neste momento acontece não apenas por conta dos destaques de esportes isolados, mas também pelo momento pelo qual o País passa, de preparação para sediar a Copa do Mundo de futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016. Para Garcia, para fazer com que um esporte caia no gosto do brasileiro é preciso ter calendário e apoio da mídia, isto é, é preciso que o País tenha consistência na realização dos eventos da modalidade.

audiência da ESPN. A audiência do Super Bowl teve crescimento de 132% em números absolutos em relação a edição de 2010, transmitida pela ESPN (em 2011 foi o Band Sports que transmitiu o evento). A temporada da NFL 2011/2012, incluindo 83 eventos, apresentou alcance total de 7 milhões de pessoas diferentes, representando 65% de acréscimo em relação a temporada anterior (70 eventos considerados no período). “Durante o Super Bowl tivemos mais de 700 mil pessoas assistindo ao canal”, diz o diretor de marketing e vendas da ESPN, Marcelo Pacheco. “O Super Bowl é um show, não é só um jogo de futebol americano. É o evento esportivo mais caro do planeta”. Só no Esporte Interativo, foram 1,8 milhão de pessoas acompanhando o Super Bowl.

WWE gera audiências comparáveis às do futebol para o Esporte Interativo.

“É preciso haver um calendário de eventos, uma sequência, várias etapas, eventos internacionais realizados no Brasil”, diz Garcia. “É como a Copa do Mundo de futebol de 2014: começamos a falar dela muito antes da data porque ela

para que um novo esporte emplaque no brasil é necessário explicar as regras para o espectador. vai acontecer aqui”. Além disso, o apoio da mídia é importante para divulgar esse calendário. “O Combate cresceu quando o SporTV começou a exibir o MMA, e ainda mais quando a Rede TV! e a Globo passaram a transmitir as lutas também”, exemplifica. “No caso das lutas, é possível relacionar ao boxe, mas há outros esportes sem essa ligação com algo no passado. São pontos fora da curva”, diz. Entre esses esportes que acabam se popularizando sem ter ídolos brasileiros, ou terem sido derivados de outros esportes mais conhecidos, está o futebol americano, que teve no Super Bowl – final do campeonato da NFL, que aconteceu em fevereiro – um dos grandes destaques de

“O que atrai o público brasileiro para determinado esporte é ter grandes ídolos nacionais.” Pedro Garcia, da Globosat

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Medeiros, do Esporte Interativo, acredita que um dos motivos para os bons resultados pode ter sido a curiosidade do brasileiro de assistir algo que está fora da TV aberta. Além desse, a popularização do Super Bowl pode ser atribuída aos esforços da própria ESPN, que não só divulgou o esporte no Brasil, mas também preocupou-se em explicar suas regras para os brasileiros. “Utilizamos as redes sociais para disponibilizar as regras, e fizemos eventos em bares e em cinemas. À medida que os jogos ficam mais emocionantes, vemos os comentários aumentando. É possível medir esse movimento de pessoas que acompanham o esporte pelas redes sociais e pelos e-mails que recebemos no canal”, diz Pacheco. Foi por causa da demanda do público e da tradição dos canais ESPN nos Estados Unidos de transmissão da NFL que a ESPN 27

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(programação) “Quando você vê o acumulado de audiência da temporada do futebol americano, de 7 milhões de pessoas, não é mais tão de nicho.”

FOTO: Willy Ertel/ESPN/DIVULGAÇÃO

decidiu investir no esporte no Brasil. “Antes esse era apenas um nicho. Mas quando você vê o acumulado de audiência da temporada do futebol americano, de 7 milhões de pessoas, não é mais tão de nicho”, observa o executivo da ESPN. “Além da audiência medida pelo Ibope, o que sentimos é que houve um aumento considerável das interações com o canal, a entrada do assunto nos trending topics do Twitter, um grande número de pessoas participando de promoções relativas ao evento, entre outros. São indicadores de que temos que investir”, diz Pacheco. Além da audiência, existem outros fatores que podem fazer com que um canal invista em um novo esporte ou competição. “Considero três pilares: o potencial de audiência, o potencial comercial e a imagem que vai dar ao canal”, diz Medeiros. “Existem esportes que sabemos que não dão audiência, mas têm uma repercussão muito boa”. A NBA, por exemplo, tem exercido esse papel para o canal de esportes. “A NBA não dá audiências enormes, mas dá credibilidade ao canal. É o tipo de atração que tem um público bem engajado”. Para Garcia, do SporTV, os principais “drives” para a compra de direitos são a realização de eventos no Brasil (especialmente circuitos nacionais), a participação de brasileiros nos eventos de fora, e aqueles “tirados da caixa”, ou seja, aqueles que são verdadeiras apostas do canal. Foi o caso dos Jogos Olímpicos de Inverno, que têm sido uma aposta consistente do SporTV desde 1992. “Era um canal novo, em um mercado novo, e pensamos ‘esse público é da classe A, viaja, pratica ski e outros esportes de neve. Por que não?’. E apostamos”, lembra Garcia.

Marcelo Pacheco, da ESPN

Em 2010, os Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver tiveram um grande aumento de audiência em relação aos jogos realizados em Turim, em 2006. “Mandamos uma equipe para cobrir em Vancouver, divulgamos as modalidades antes dos jogos, explicamos as regras e, o mais importante, transmitimos em HD pela primeira vez”, explica Garcia. “Poderíamos só ‘cumprir tabela’, mas decidimos investir mais e fazer diferente”. A resposta positiva dos patrocinadores também tem sido importante para motivar essa abertura para os esportes novos ou menos tradicionais nos canais.

no futebol americano. Para o ano que vem vamos levar os talentos para os Estados Unidos um mês antes do Super Bowl para acompanhar”, conta. O Esporte Interativo continuará a apostar no handebol, na NBA, no futebol americano, no judô e no MMA. O SporTV também acredita no rugby, mas tem olhado de perto para outros esportes, como o futevôlei, os esportes radicais e o golf. “Esse cresceu muito entre o target e vai ser olímpico em 2016”, diz Garcia. Disputa acirrada O crescimento do interesse por esportes como MMA, rugby e futebol americano não tem apenas consequências positivas. Com o crescimento da audiência, a disputa pelos direitos de transmissão também tornam-se mais acirradas. “Esse é nosso leão de cada dia. Temos que mostrar que somos os melhores parceiros para conseguir manter os

Com o crescimento da audiência, a disputa pelos direitos tornam-se mais acirradas. “Com as marcas mais tradicionais o desafio é maior”, diz Medeiros, do Esporte Interativo. Depois de uma temporada bem sucedida, porém, os caminhos ficam mais fáceis de serem trafegados. “Quando você cria um ‘caso’ de audiência e engajamento, fica mais fácil”, diz Medeiros. Em alguns casos, o próprio patrocinador faz o movimento de “empurrar” um esporte novo para a tela dos brasileiros. É o caso da Topper, que investiu na divulgação do rugby no País, com o mote “isso ainda vai ser grande no Brasil”. O rugby é, aliás, uma das principais apostas dos canais entre os esportes sem qualquer tradição entre os brasileiros. “Acreditamos que o rugby vai seguir o mesmo caminho do futebol americano, por exemplo. Por isso, já temos garantidos os maiores torneios mundiais da modalidade”, diz Pacheco, da ESPN. “Também estamos apostando na NBA, e 28

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direitos”, diz Garcia. “Apesar disso, existe um respeito grande por quem ajudou a impulsionar o esporte”, pondera. Para Medeiros, do Esporte Interativo, o canal está em uma posição privilegiada por ser a única TV aberta dedicada exclusivamente a esportes. “Temos grade disponível em TV aberta, o que não acontece em outros canais. Na TV fechada a briga vai ser muito maior”, diz. Pacheco, da ESPN, chama a atenção para os players que não têm interesse no esporte, adquirem direitos para aproveitar o momento e depois deixam o tema de lado, inflacionando o mercado. “Tem gente que quer surfar esse momento, paga cinco vezes o que vale, e depois cai fora. Nós na ESPN não vamos fazer loucuras por nada. Vamos manter algumas propriedades, mas outras não, pois não vamos inflacionar o mercado”, conclui.


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( mercado)

Para as massas Globo aposta suas fichas na classe C e aponta as tendências na forma como pretende explorar o novo cenário do mercado de mídia.

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o início do mês de março, a Globo realizou, em São Paulo, seu evento anual para o lançamento da programação de 2012. Na festa, destinada ao mercado publicitário, anunciantes e imprensa, foram apresentados diversos novos programas e apontados outros ainda sem lançamento oficial. O que se pôde concluir é que o maior grupo de mídia do país está mais atento à crescente classe C e seu agora poderoso poder de consumo. Esta atenção se reflete claramente na programação. “Desde os governos Fernando Henrique Cardoso e Lula, a economia tem conseguido se estabilizar do ponto de vista da inflação e do câmbio. A classe emergente é de mais de 110 milhões, absorve mais de 50% de todo o consumo”, disse Octávio Florisbal, diretor geral da emissora. Segundo o executivo, a classe C “está mais aberta ao consumo de mídia”, com acesso a TV paga e Internet. Além disso, tem mais acesso ao lazer fora de casa, sobretudo nos finais de semana. “Há mudanças comportamentais que precisamos acompanhar”, disse Florisbal. Mesmo com essa dispersão na atenção da audiência, a Globo trabalha com a meta de reconquistar os 19 pontos de audiência no horário das 7h00 às 24 h00. Em 2011, disse Florisbal, a média ficou em 18 pontos. “Mas chegamos aos 19 pontos de segunda a sexta”. Para a emissora, “um ponto de audiência, assim como um ponto percentual no share publicitário, é muito importante”. Ele diz que a audiência passou por poucas mudanças desde 1997. O total de 30

Cena da novela "Cheias de Charme": dramatur gia com foco na classe emergente.

aparelhos ligados se manteve estável. A Globo perdeu neste período três pontos de audiência, que, segundo o executivo, migraram para o que o Ibope aponta como “outros canais”, ou seja, a TV por assinatura. “A perda percentual é compensada pelo crescimento no número de lares no Brasil”, completou (veja matéria de capa desta edição). A busca pela audiência e pela atenção do novo perfil do público se reflete nas novidades de programação apresentadas, recheadas de elementos populares, como a música e os ambientes, como as novelas “Amor, Eterno Amor”, “Cheias de Charme” e “Avenida Brasil”; a macrossérie “Gabriela” e a série “Louco por Elas”. Foi anunciada também a volta do humorístico “Casseta e Planeta” à grade. Os jornalistas Pedro Bial e Fátima Bernardes ganharão programas de variedades. O núcleo de esporte ganhou uma mascote animada, para aproximar mais o conteúdo do público, e apresentou a cobertura de uma série de eventos, incluindo as hoje populares lutas de UFC, mas não mencionou os Jogos Olímpicos de Londres, cujos direitos de transmissão a Record detém. Florisbal garantiu que a Globo fará uma cobertura “com toda a

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dignidade”. “Temos que prestar serviço aos nossos telespectadores”, observa. O executivo conta que serão seguidas as recomendações do COI, que autoriza as redes que não detêm os direitos de transmissão a exibir entre 2 e 3 minutos diários de imagens. Outra mudança importante é que a programação infantil deve ser eliminada da grade de segunda a sexta, restringindo-se aos sábados, com preferência para o conteúdo nacional. Além de “Sítio do Picapau Amarelo”, produção da Mixer, a emissora exibe também a “Turma da Mônica”. “Em alguns mercados internacionais, não há conteúdo infantil na TV aberta. Tanto do ponto de vista de audiência quanto do mercado publicitário é muito restrito”, observou Florisbal. “Decidimos reduzir a presença do infantil em TV aberta, sabendo que em TV paga vai bem. O SBT será favorecido, pois ainda mantém esta faixa nas manhãs e vai muito bem. Nós, a Record e outras redes procuramos o público adulto neste horário”, disse. Rede Ainda no evento, a Globo acabou apontando algumas tendências que vão além da grade de programação. Segundo Florisbal, no triênio 2012 2014, a Globo deve ver “a consolidação das plataformas digitais”. No mesmo evento do ano anterior, o executivo havia anunciado um projeto de afiliação, semelhante ao da televisão, na Internet. Desta forma, cada emissora tem um portal local, com conteúdo regional, junto ao conteúdo nacional. O projeto, diz o executivo, deve estar completo até o final deste ano.


Ainda na área digital, Florisbal diz que a Globo vê grande potencial na mobilidade. Ele cita estudos que apontam que, até 2016, 100 milhões de celulares no Brasil serão smartphones. A emissora já cogita, inclusive, a criação de uma rede com afiliadas também nesta plataforma, diz o executivo. No entanto, “por razões estratégicas”, não foram dados detalhes de como a Globo deve explorar esta mídia. Outra novidade apontada no evento é uma proposta da emissora para que parte da cobertura nacional de TV digital se dê através do satélite. Florisbal afirmou que é necessária uma rediscussão do plano de digitalização da TV aberta para contemplar 4 mil cidades, que abrigam 30% da população nacional. Segundo ele, a retransmissão de TV digital nestas localidades não é economicamente viável. A proposta da Globo é usar o satélite, com conteúdo gerado por emissoras regionais. Algumas afiliadas da Globo, como a RPC, do Paraná, a RBS, do Rio Grande do Sul, e a TV Anhanguera, de Goiás, já estão transmitindo o sinal local HD via satélite, pelo sistema HD Sat Regional. Mas pela primeira vez a Globo fala em usar o satélite não apenas para antecipar a chegada do sinal HD às praças, mas também como substituto do sinal terrestre em alguns locais. Segundo Florisbal de 2008 a 2011, a Globo digitalizou 50 geradoras e 20 retransmissoras, responsáveis pela cobertura de 50% da população e do potencial de consumo. A meta é, até 2014, ter 122 geradoras e 300 retransmissoras digitais, cobrindo 70% da população até a Copa do Mundo. Tecnologia A Globo demonstrou no evento dois importantes experimentos tecnológicos que fez durante a cobertura dos desfiles do Carnaval no Rio de Janeiro. Em parceria com a Sony, a emissora captou os desfiles em ultra alta definição, tecnologia conhecida como 4K. Além disso, pelo

Coproduções e presença internacional Na área internacional, ficou clara a tendência em oferecer formatos e coproduções. Como exemplo, a Globo coproduzirá a novela “Fina Estampa” com a Telemundo. Outro projeto de coprodução também está em andamento com a TV Azteca no México. Os mercados de língua portuguesa e de língua hispânica têm sido os principais focos da equipe internacional. Em relação ao canal internacional, a Globo também procura ampliar sua atenção nos mercado lusófonos. No ano passado, o canal abriu escritório em Portugal e, segundo Florisbal, há planos de ter um escritório também em Angola, onde o canal da Globo tem forte presença, inclusive com programas locais.

quarto ano consecutivo, a Globo também fez a captação em 3D. Segundo Raymundo Barros, diretor de engenharia da Rede Globo, a captação em 4K, com definição quatro vezes maior que a alta definição da TV digital, foi feita com duas câmeras F65, da Sony. Estas câmeras contam com sensores 8K, embora o processamento do sinal seja em 4K. Barros explica que a Globo já tem know how e estrutura de captação com câmeras com sensores de 35 mm, usadas atualmente nas captações externas de dramaturgia. Além disso, conta também com um workflow 4K para a área de efeitos. “A F65 tem seu espaço no cinema. A Sony quer encontrar a forma de trabalho para o equipamento também em televisão”, explica Barros. Para isto, a Globo foi convidada a produzir um curta-metragem sobre o Carnaval, que será exibido pela primeira vez durante a NAB 2012, em abril. O material captado pela câmera de cinema digital foi editado em 24 quadros por segundo com varredura progressiva. O curta será finalizado em 60 quadros por segundo, também com varredura progressiva. Isto está sendo feito pela própria Sony, no Japão, uma vez que não há estrutura para fazer isso no Brasil.

Incentivo A Globo deve anunciar novas atrações produzidas por produtores independentes com recursos do Artigo 3ªA, a exemplo do que aconteceu com a animação “Sítio do Picapau Amarelo”, produção da Mixer, que a emissora estreou este ano. “A TV Globo e a Globo Filmes querem aproveitar o máximo possível do 3ºA”, afirmou Octávio Florisbal, diretor-geral da Globo.

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Para o diretor da Globo, este tipo de experiência é fundamental, uma vez que “a evolução da TV não para no HD”. Segundo Barros, não há um padrão para transmissão em 4K, mas a tecnologia deve chegar à TV aberta em alguns anos. Já a captação em 3D foi responsabilidade do diretor de engenharia multimídia José Dias. Este foi o segundo ano em que as imagens em 3D foram transmitidas em parceria com a Net. Segundo Dias, foram usadas seis câmeras estereoscópicas, três delas montadas em “rigs”, duas handicam (uma Panasonic e uma Sony) e uma For-A super slow motion. Na maior parte da avenida, no entanto, as imagens em 3D foram geradas com a conversão de imagens HD. Dias conta que a Globo produzirá um curta, contando a história dos desfiles de Carnaval, desde o início da montagem dos carros e das alegorias, até o desfile. Este conteúdo será exibido em salas 3D Imax. Espectro No longo prazo, a Globo não deve abrir mão de colocar essas novas tecnologias disponíveis para seus telespectadores da TV aberta. Ainda que hoje não haja tecnologia economi­ camente viável para isso, dificilmente a emissora optará por ser uma geradora de sinais para empresas de TV por assinatura. Ou seja, essas novas tecnologias devem ser utilizadas como argumento pela Globo para reivindicar mais espectro, ou pelo menos a manutenção do espectro atual. Ana Carolina Barbosa, André Mermelstein e Fernando Lauterjung

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( making of )

Daniele Frederico

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FOTOs: divulgação

ara comemorar a marca de um milhão de fãs da página da Heineken no Facebook, a agência Wieden+Kennedy criou uma ação inusitada: para cada “like”, ou “curtir”, que a marca recebesse no Facebook em um dia, um balão seria inflado. Durante todo esse dia, a produtora ParanoidBR, sob a direção de Dulcidio Caldeira, captou a interação de um ator, que supostamente enchia os balões, com os internautas que enviavam seus comentários à página da Heineken. O resultado foram 31 vídeos postados no YouTube (http://www. youtube.com/UmLikeUmBalao) neste mesmo dia. Essa não foi a primeira vez que Dulcidio Caldeira dirigiu um comercial em que os balões representavam um papel importante. Foi dele também o comercial “Balões” para a MTV, que ganhou diversos prêmios internacionais. Apesar disso, ele conta que dirigir outro trabalho com o mesmo tema foi pura coincidência. “Eles queriam alguém que tivesse o perfil criativo, já que a criação acontecia simultaneamente à ação”, conta o diretor. Além dele, a dupla de criação e a dupla de diretores de criação da agência também trabalharam na realização dos roteiros dos vídeos em tempo real. Uma sala da Heineken, que abriga um bar, ganhou ares de sala de reunião para abrigar as gravações. Uma rede cercava o espaço para evitar que os balões se espalhassem demais e não fosse possível encher a sala. “Escolhemos uma sala grande, para ser impactante”, conta Caldeira. O teaser da ação, que chama os internautas a “curtir” a página e explica que um balão será enchido a

31 vídeos foram criados e gravados no mesmo dia, em ação da Heineken no Facebook.

cada “like”, foi gravado no mesmo dia em que a ação aconteceu. No período das 8h às 20h, a agência capturou os comentários feitos na página da Heineken e transformou alguns deles em temas para os vídeos. “A equipe de criação ficava em uma sala ao lado, que chamamos de quartel general, gerando ideias em cima dos comentários”, diz Caldeira. Algumas ideias foram descartadas no meio do caminho, pela dificuldade de realização. A maioria dos roteiros acabou sendo de piadas em texto, portanto poucos objetos foram utilizados na produção. “Além da máquina de ar comprimido, para encher os balões, 32

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levamos gás hélio, para alterar a voz do ator, e um teleprompter”, lembra o diretor. Além da criação, a equipe da ParanoidBR também acompanhou tudo “in loco”, com seis profissionais, sendo um o editor fazendo os cortes e o tratamento da imagem. Para Caldeira, alguns dos desafios desse trabalho foram ter uma boa equipe de criação para gerar ideias em tempo real e um bom ator. A ação terminou quando os figurantes e o ator principal estavam submersos pelos balões. Em 48 horas, foram mais de 100 mil views no Youtube.

ficha técnica Agência WK Brasil Criação Kako Mendez/  Eddy Guimaraes Produtora ParanoidBR Direção Dulcidio Caldeira Produção executiva Egisto Betti Montagem Erik Reis


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Reis e Ratos

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odar um filme de época em 17 dias não é tarefa fácil. No entanto, graças à colaboração da equipe de técnicos e atores e ajuda da Quanta Post, empresa de pósprodução, o longa-metragem “Reis e Ratos” saiu do papel e estreou em fevereiro nas salas de cinema. A ideia de produzir o filme surgiu após uma conversa entre o diretor Mauro Lima e a produtora Paula Lavigne. Lima era produtor associado do longa “O Bem Amado”, produzido por Paula, e ambos estavam no set, pensando no que fazer com o figurino e parte da arte que eram belíssimos e iriam pro lixo. Tiveram a ideia então de pegar um roteiro que o Mauro tinha na gaveta, sobre a atmosfera conspiratória das vésperas do Golpe Militar de 1964. “Reis e Ratos” foi rodado em 17 dias do mês de março de 2009 no Rio de Janeiro. Os R$ 2,8 milhões estimados no orçamento ainda não haviam sido captados, e a equipe técnica e atores envolvidos toparam fazer um filme “pré-datado”. A pós-produção, presente desde as filmagens, também desempenhou papel importante na realização do longa-metragem. Hugo Gurgel, sócio-diretor da Quanta Post, estima que a atuação da equipe de pós-produção conseguiu reduzir entre 20% e 30% os custos do filme. “Mais importante do que ficar mais barato é tornar viável e poder ter elementos de valor na produção”, destaca. Mágica O filme foi quase todo rodado em um casarão no Alto da Boa Vista, na capital fluminense, e vários cenários saíram desta mesma locação. “A gente conseguiu fazer vários cenários no mesmo lugar. O diretor perguntava: ‘dá 34

FOTOs: divulgação

Com ajuda da equipe e da pós-produção, a Natasha Filmes conseguiu reduzir custos e viabilizar as filmagens do longa-metragem em 17 dias.

Pós-produção acompanhou filmagens para facilitar a eliminação e inserção de elementos.

para colocar o visual de outro ponto do Rio de Janeiro nesta janela?’. Filmávamos para que desse”, explica Gurgel. Lima e a equipe da Quanta Post trabalharam em sintonia para escolher a melhor maneira de filmar para apagar os elementos indesejados da locação e acrescentar elementos desejados. Em determinado momento do filme, o diretor

custaria em média R$ 10 mil e pelo processo de pós-produção foi bem mais barato além de possível, já que estes modelos de helicóptero nem existem mais. Outro ponto que Gurgel destaca é que o longa-metragem foi rodado com um negativo vencido, o que prejudicou as imagens. Para solucionar o

A maior parte do filme foi rodada em um casarão no Rio de Janeiro e vários cenários surgiram desta locação. queria a construção de um clima bélico. “Toda essa proposta foi resolvida na pósprodução: introdução de helicópteros, luzes, aviões. Até um navio no porto a gente colocou na pós”, diz. Ele ressalta que um helicóptero para aterrisar na cena

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problema, Gui Ramalho, diretor artístico e sócio da Quanta Post, desenvolveu um método para fazer o ajuste cena a cena. Os profissionais da pós-produção também tiveram que se empenhar na


correção de cor. “O filme foi inicialmente pensado para ser preto e branco. Depois, seria metade preto e branco e metade colorido. Quando vimos as cenas coloridas, elas não eram interessantes esteticamente. Tivemos que fazer trabalho de rotoscopia em todas as cenas que não eram interessantes para a gente”, observa Gurgel. Para fazer a correção de cor, a Quanta Post usou o DaVinci Resolve calibrado com os equipamentos da Tecnicolor, finalizadora situada em Los Angeles, referência em serviços de pós-produção. Para que o resultado final seja bom e o fluxo de trabalho funcione, Gurgel afirma que é importante ter uma relação “bem coesa”. “Tudo o que era decidido para o filme era dividido entre diretor, produtor e pósprodução”, diz. Foco em produção A Quanta Post foi lançada oficialmente em janeiro de 2011 e tem foco em conteúdo. Somente no ano passado, a empresa trabalhou em 12 longas, entre os quais “Bahia, Minha Vida”, um documentário sobre o time Bahia; e “Tokiori”, da Primo Filmes. Ana Carolina Barbosa

Reis e Ratos

Mauro Lima Direção Mauro Lima Roteiro aula Lavigne ProduçãoP Mauro Lima Co-produção Guel Arraes e o Mell Selton Produtores associados Nogueira Lili Produção executiva Mello scha Katiu Direção de produção ezes Men io Dudu Miranda e Marc Direção de fotografia oto Peix ral Ama dio Clau Direção de arte

Sinopse: Estado do Rio de Janeiro, 1963. O coreto da praça principal de Bacaxá explode no momento de abertura da gincana de primavera da pequena cidade. O alvo do atentando é Amélia Castanho, cantora de boate. Segundos antes do coreto ir pelos ares, ela escuta do rádio do automóvel uma bizarra transmissão: o locutor, em transe, revela o plano que pretendia vitimá-la através da explosão do coreto onde ela deveria estar… mas não estava! Assim começa Reis e Ratos. A partir dai, a narrativa quebrada em flashbacks nos traz de volta até a explosão  do coreto e seu desfecho.A trama e suas situações conduzem o espectador pela atmosfera conspiratória das vésperas do Golpe Militar de 1964.


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Fernando Lauterjung

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Áudio e móvel

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Triveni Digital aprimorou sua solução de análise do fluxo de transporte DTV em tempo real. A StreamScope MT-40 ganhou a capacidade de análise de sinais para dispositivos móveis e suporte à monitoração de loudness. Na versão 4.7, a solução dá aos usuários a capacidade de monitorar múltiplos fluxos de transporte terrestre e móvel em tempo real a partir de qualquer local através da rede utilizando um produto único e integrado. A análise também aborda a regulação de intensidade de áudio nos Estados Unidos e na América Latina, incluindo a monitoração prolongada de intensidade. O StreamScope MT-40 oferece análise de MPEG-2/MPEG-4 de ponta a ponta no fluxo de transporte para DTV, cabo, satélite, IPTV, ou redes móveis de TV digital. Ao abordar os regulamentos loudness, o StreamScope MT-40 melhora a análise em tempo real e a verificação dos fluxos de transporte de TV digital.

Além da análise do sinal para dispositivos móveis, a solução passou a suportar uma variedade de tipos de fluxo e padrões através da introdução de suporte ISDB-T, amplamente adotado na América do Sul.

StreamScope MT-40 ganhou a capacidade de análise de sinais para dispositivos móveis e suporte à monitoração de loudness.

Roteador remoto

Câmera lenta

A

E

Pesa apresenta no evento da NAB, que acontece em abril em Las Vegas, seu novo software de controle de roteador baseado em navegador web, o Cattrax Web. A solução usa os navegadores web mais comuns como interface para monitorar e controlar os roteadores instalados remotamente. O software é compatível com a linha de roteadores Pesa e pode controlar matrizes que vão de 16x16 a 1024x1024. Sobre rede Ethernet via TCP / IP, o Cattrax Web se comunica diretamente com o roteador, puxando sua configuração da placa de controle PERC2000. A solução é compatível com o Windows Server 2003, 2008, ou Windows 7, residindo em qualquer servidor de rede com suporte ao Microsoft IIS (Internet Information Services) ou Apache HTTP. O sistema básico Cattrax Web suporta até dez clientes simultâneos, cada um com um único perfil de usuário protegido por senha. Com a necessidade de usuários adicionais, o software pode ser expandido em blocos de dez, 25, 50 e 100 usuários.

ntre os produtos de destaques da Hitachi Kokusai na NAB está uma câmera HD slow-motion capaz de capturar vídeo em 2,5 vezes e 3 vezes a taxa normal de quadros por segundo. A SK-HD1500 usa lentes de 2/3” com montagem baioneta e integra-se facilmente em infraestruturas existentes para câmeras Hitachi da série SK. Destinada à produção em unidades móveis e captação de eventos esportivos, a câmera tem três CCDs de 2/3” e resolução de 2.3 Mpixel, com varredura progressiva. O equipamento tem conversão de digital-analógico RGB de 16-bit, que melhora a gama dinâmica, e a fidelidade de cores. Ele é capaz de transmitir a 6 Gbps sobre fibra óptica padrão SMPTE. A fabricante garante compatibilidade com a maioria dos servidores de slow-motion que suportam links HD-SDI 3X SMPTE292M a 1,5 Gb/s. A câmera HDTV pode gravar em velocidades de 150 e 180 frames por segundo, e suas saídas de vídeo digital HD/SD são em 1080i, 720p e 480i a 59,94 ou 50 Hz. A SK-HD1500 usa os painéis de controle, visores, kits de estúdio e acessórios da linha existente SK.

Cattrax Web usa os navegadores web mais comuns como interface para monitorar e controlar os roteadores instalados remotamente. SK-HD1500 usa lentes de 2/3” com montagem baioneta e integra-se facilmente em infraestruturas existentes para câmeras Hitachi da série SK.

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30 a 31 Mipformats, Cannes, França. E-mail: registration.depttele@reedmidem.com. Web: www.mipformats.com

16 a 25 Festival de Cannes, Cannes, França. Tel.: (33 01) 5359-6110. E-mail: festival@festival-cannes.org 21 a 23 NCTA - The Cable Show 2012, Boston, EUA. Tel.: (202) 222-2430. E-mail: thecableshow@ncta.com. Web: http://2012.thecableshow.com

ABRIL

1 a 4 MipTV, Cannes, França. E-mail: registration.depttele@reedmidem.com. Web: www.miptv.com

29 a 30 Mediahub Market, Bangkok, Tailândia. E-mail: info@mediahub. Web: www.mediahubmarket.com

11 a 22 14º Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente (Bafici), Buenos Aires, Argentina. E-mail: info@festivales.gob.ar. Web: www.bafici.gob.ar

JUNHO

4 a 9 Festival Internacional de Animação de Annecy, Annecy, França. Tel.: (33 04) 5010-0900. E-mail: info@citia.org. Web: www.annecy.org

14 a 19 Nab Show, Las Vegas, EUA. Tel.: (1 202) 595-2052. Web: www.nabshow.com 26 a 2/5 16º Cine PE Festival do Audiovisual, Olinda, PE. Tel.: (81) 3461-3773. Web: www.cine-pe.com

15 a 26 FAM 2012 – 16º Florianópolis Audiovisual Mercosul, Florianópolis, SC. Web: www.panvision.com.br 17 a 23 Cannes Lion, Cannes, França. Tel.: (44 0 20) 7728-4040. Web: www.canneslion.com

MAIO

6 a 10 Rose d’Or Festival, Lucerne, 38

T e l a

V i v a

29 a 15/7 11º Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, Florianópolis, Santa Catarina. Tel.: (48) 3232-5996. Web: www.mostradecinemainfantil.com.br

JULHO

Suíça. E-mail: info@rosedor.ch. Web: www.rosedor.ch

22 a 1/04 17º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, São Paulo e Rio de Janeiro. Tel.: (11) 3164-7485. E-mail: info@etudoverdade.com.br. Web: www.itsalltrue.com.br

21 a 28 V Festival de Paulínia de Cinema, Paulínia, SP. Tel: (19) 3874-5700. Web: www.culturapaulinia.com.br

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2 a 8 9º Feminafest, Rio de Janeiro, RJ. Tel.: (21) 2544-4080. E-mail: contato@feminafest.com.br. Web: www.feminafest.com.br 13 a 29 Animamundi, Rio de Janeiro e São Paulo. Tel.: (21) 2543-8860. E-mail: info@animamundi.com.br. Web: www.animamundi.com.br

AGOSTO

10 a 18 40º Festival de Cinema de Gramado, Gramado, RS. E-mail: festival@festivaldegramado.net 21 a 23 Broadcast&Cable, São Paulo, SP. Web: www.broadcastcable.com.br 23 a 31 23º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, São Paulo, SP. Tel.: (11) 3034-5538. E-mail: spshort@kinoforum.org. Web: www.kinoforum.org

SETEMBRO

4 a 6 Andina Link 2012, San Pedro Sula, Honduras. E-mail: contacto@andinalink.com. Web: www.andinalink.com 19 a 23 Ottawa International Animation Festival, Ottawa, Canadá. Tel.: (613) 232-8769. E-mail: info@animationfestival.ca. Web: www.animationfestival.ca


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Revista Tela Viva 224 - Março 2012