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L.B. Persona

Longa-metragem que mistura documentário e ficção marca a retomada das atividades de produção da Cinematográfica Vera Cruz.

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FOTOs: divulgação

m longa-metragem com estreia prevista para 2011 marca a volta da Cinematográfica Vera Cruz à produção após 33 anos. “L.B. Persona” é uma mistura de documentário e ficção coproduzido pela Digital Filmes & Toons e tem como proposta promover um encontro entre produtores, diretores e técnicos envolvidos na produção de “O Cangaceiro”. Produzido pela Vera Cruz em 1953, este foi o primeiro filme brasileiro a ganhar um prêmio no Festival de Cannes, na categoria filme de ação. Além da linguagem documental, com o depoimento dos profissionais que trabalharam em “O Cangaceiro”, “L.B. Persona” traz um contraponto ficcional, com o ator Milton Levy interpretando o diretor do filme, Lima Barreto, e sua persona, que comenta suas atitudes. Sérgio Martinelli, produtor executivo do filme, conta que o projeto do longa-metragem, apresentado por Galileu Garcia, que foi o primeiro assistente de direção de Barreto em “O Cangaceiro”, era o que faltava para que a Vera Cruz retomasse suas atividades de produção, interrompidas em 1977, após o lançamento de “Paixão e Sombras”, de Walter Hugo Khouri. A Cinematográfica Vera Cruz foi fundada em dezembro de 1949. Até 1977, a produtora realizou 40 longas-metragens e documentários, com títulos de sucesso como “Tico Tico no Fubá”, “Caiçara” e “Sinha Moça”, Nos últimos anos, a Vera Cruz dedicou-se à distribuição e à recuperação de seu acervo, com algumas iniciativas para preservar

Orçada em R$ 800 mil, produção foi financiada com recursos do Proac e da Lei do Audiovisual.

sua memória, como exposições e Femsa e a Viação Cometa. Os lançamento do CD-rom R$ 350 mil restantes ainda devem “Vera Cruz – Imagens e História do ser captados pelo Artigo 1º da Cinema Brasileiro” e do livro “Vera Cruz Lei do Audiovisual. e Seus Filmes”, de autoria de Martinelli, que esteve ligado à empresa desde o Primeiro de muitos trabalho com Khouri, em “Paixão e Segundo Martinelli, as filmagens Sombras”. Havia, no entanto, o desejo de foram “emocionantes”, com a retomar os trabalhos de produção. reunião dos profissionais ainda vivos Quando surgiu o projeto de Galileu de “O Cangaceiro”, incluindo equipe Garcia, o produtor técnica e elenco, A Cinematográfica entre eles a atriz colocou a infraestrutura de Vera Cruz e a Digital Vanja Orico, que produção da Digital durante o Films & Toons Films & Toon à depoimento canta continuarão a disposição. “Olê Muié coproduzir filmes. Rendeira”, música O filme, orçado em O próximo será uma que intrepretou na R$ 800 mil, começou a comédia inspirada em produção de 1953. ser rodado em março de 2010. No ano Foram três diárias “Proibido Beijar”. passado, os produtores nos Estúdios conseguiram parte dos recursos (R$ 450 Quanta para os depoimentos e mil) pelo Proac (Programa de Ação filmagens em locações para a Cultural), mecanismo de incentivo fiscal da dramatização de momentos da vida Secretaria de Estado de Cultura de São de Lima Barreto, como as caricaturas Paulo, tendo como patrocinadores a que ele fazia de transeuntes na

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Revista Tela Viva 205 - Junho 2010  

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