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especial vídeo online FOTOs: DIVULGAÇÃO

na Internet”, diz Odri. “O mercado tem comprado o mais barato, e acaba tendo uma experiência traumática. Essas empresas demoram para fazer outra transmissão”, completa. O custo do serviço, embora tenha diminuído com as transmissões via Internet, continua o mesmo na parte da produção do conteúdo. Fernando Palermo conta que essa é a parte mais custosa do processo. “Esse custo de produção não caiu com a produção para Internet. Em HD, ele até aumentou. O que mudou foi o custo de transmissão”, diz. Alceu Costa, da Take 5, conta que para os treinamentos e filmes semanais de TVs corporativas, os padrões de produção foram ajustados para a entrega de um vídeo profissional, mas com preço competitivo. “Um capítulo de três a oito minutos custa em média R$ 4 mil”, exemplifica. Ele conta que o preço tem caído bastante, especialmente pelo aumento da demanda. A redução do custo passa também por uma adequação da mensagem à web. “Na web, o internauta quer ir direto ao assunto, não quer perder tempo vendo vinhetas, logos. O público corporativo, principalmente, tem que ser objetivo. Isso acaba barateando a produção”. Ele lembra, porém, que o que determina o custo não é o meio, mas o propósito do vídeo. “As produções corporativas costumam ser mais simples”, resume. Ao permitir que o público entre em contato com os produtores e também com as empresas donas do conteúdo, a Internet criou ainda um novo desafio a empresas que trabalhavam, ou começaram a trabalhar, com produção e transmissão de conteúdo pela web: interação e medição. “Antes meu trabalho terminava na produção e

“Graças ao YouTube, as pessoas perderam o medo do vídeo na Internet” Cláudio Odri, da CdClip

transmissão. Hoje, meu trabalho vai além disso. Oferecemos para os clientes criar um relacionamento com o usuário. Interagimos com quem assiste, sabemos se a pessoa assistiu ou não a um conteúdo e, se não viu, queremos saber o porquê. Tenho que fazer tudo isso para garantir audiência”, diz Palermo. Loic Jeannin, da Vflow, empresa fornecedora de tecnologia, conta que a demanda está cada vez mais focada no controle do conteúdo. “No começo, todo o mundo colocava seus vídeos no YouTube. Mas existe um problema de controle”, lembra. Na CdClip, um mecanismo foi criado para que o cliente receba e organize as informações. “A informação é o que agrega valor. Depurar, dar valor ao que está sendo transmitido, vale ouro”, resume Odri.

Futuro móvel Embora seja difícil prever o que o futuro reserva para as web TVs, é possível dizer que existem alguns caminhos pelos quais elas devem evoluir. A melhoria da banda larga, que permitirá a transmissão de vídeos em melhor qualidade, é bem vista e aguardada pelo mercado. A fronteira a ser cruzada por essas empresas, porém, é a da mobilidade. “Existe muita procura de clientes corporativos por transmissão para celular”, diz Jeannin. Quem também acredita que a transmissão para dispositivos móveis vai ser um grande negócio é Bravo, da Lab 3 TV. “Vai ser importante para atingir um maior número de espectadores”, diz. Ele lembra, porém, que a produção de qualidade ainda é o que vai fazer a diferença. “A originalidade vai ser o ‘x’ da questão. As pessoas estão mais seletivas, vão assistir àquilo que agregue alguma coisa”, conclui.

Artistas 2.0 A área corporativa tem sido uma das grandes motoras desse mercado, com treinamentos, transmissões de comunicados, vídeos em e-mails, explicações para o varejo, entre outros. No entanto, áreas como entretenimento, saúde e notícias também tem utilizado o serviço de web TV, em modelos às vezes diferentes daqueles usados em comunicação corporativa - no qual as empresas pagam pela produção e pelo uso das ferramentas de publicação. Quem tem trabalhado diretamente com o mercado de entretenimento é a Lab 3 TV, que começou como uma empresa de construção de sites. Embora atenda também o segmento corporativo, é nas transmissões ao vivo e nas produções para artistas Danilo Bravo, da Lab 3 TV: que ela se destaca. “Elaboramos uma transmissão empresa quer trocar o link via ao vivo que não é apenas a transmissão do show, rádio usado nas transmissões por exemplo. Fazemos reportagens, no pré e no ao vivo pelo 3G. pós-show”, conta o diretor de produção e sócio da Lab 3 TV, Danilo Bravo. O equipamento, assim como o de outras empresas, é todo HD. A captação em alta definição permite uma migração para outras mídias. “Transmitimos um show da Ivete Sangalo pela Internet, mas precisamos captar em HD porque o material seria utilizado na programação da empresa aérea Tam”, diz Bravo. A transmissão ao vivo de eventos como esse exige um link via rádio, que transfere as informações para o servidor da Lab 3 TV. “Nossa intenção é deixar o link via rádio e ir para o 3G, mas por enquanto isso ainda não é viável”, conta o sócio.

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Revista Tela Viva 205 - Junho 2010  

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