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televisão, cinema e mídias eletrônicas

ano 17_#189_dez2008

Canais públicos buscam operador de rede único para a transmissão digital

todos por um especial: Acompanhe a cobertura de um ano da TV digital

TELEVISão DocTV se expande para os países de língua portuguesa

Cinema Internet vira aliada na divulgação dos filmes


Foto: arquivo

(editorial ) Presidente Diretores Editoriais Diretor Comercial Diretor Financeiro Diretor de Marketing

Rubens Glasberg André Mermelstein Claudiney Santos Samuel Possebon (Brasília) Manoel Fernandez Otavio Jardanovski Leonardo Pinto Silva

Editor Tela Viva News

Fernando Lauterjung

Redação

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Depar­ta­men­to Comer­cial

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Letícia Cordeiro Carlos Edmur Cason (Direção de Arte) Debora Harue Torigoe (Assistente) Rubens Jar­dim (Pro­du­ção Grá­fi­ca) Geral­do José Noguei­ra (Edi­to­ra­ção Ele­trô­ni­ca) Alexandre Barros (Colaborador) Bárbara Cason (Colaboradora) Roberto Pires (Gerente de Negócios) Patricia Linger (Gerente de Negócios) Iva­ne­ti Longo (Assis­ten­te) Gislaine Gaspar Vilma Pereira (Gerente) Marcelo Pressi 0800 0145022 das 9 às 19 horas de segunda a sexta-feira

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Mariana Mazza (Repórter)

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O cenário para 2009

Ana Carolina Barbosa Daniele Frederico Lizandra de Almeida (Colaboradora)

Internet E-mail

André Mermelstein

(11) 3214-3747 comercial@convergecom.com.br Ipsis Gráfica e Editora S.A.

Tela Viva é uma publicação mensal da Converge Comunicações - Rua Sergipe, 401, Conj. 605, CEP 01243-001. Telefone: (11) 3138-4600 e Fax: (11) 3257-5910. São Paulo, SP. Sucursal Setor Comercial Norte - Quadra 02 Bloco D - torre B - sala 424 - CEP 70712-903. Fone/Fax: (61) 3327-3755 Brasília, DF Jornalista Responsável Rubens Glasberg (MT 8.965) Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias publicadas nesta revista, sem autorização da Glasberg A.C.R. S/A

alma, este não é um texto sobre previsões. Até porque, em épocas de incerteza, nenhuma previsão resiste às próximas duas horas. Mas tentaremos resumir os elementos que podem fazer a diferença no mercado de comunicação nos meses que se seguem. Ninguém sabe como a crise econômica global atingirá o setor. O segmento mais afetado deve ser o da publicidade, o que tem impacto em toda a cadeia do audiovisual, da televisão aberta à TV por assinatura, chegando inclusive à produção cinematográfica, que ainda depende muito das verbas de marketing (e do lucro) das empresas. Uma eventual queda no nível de emprego da economia também se fará sentir no consumo de bens culturais, como filmes, DVDs etc, bem como a TV paga. Por outro lado, as diversas iniciativas do setor público, como as anunciadas nos últimos dias, com o lançamento dos editais do Fundo Setorial do Audiovisual e dos programas AnimaTV, FicTV e DocTV CPLP, além da entrada em funcionamento efetivo do Artigo 3ºA, devem garantir pelo menos a manutenção da atividade no mercado de produção. Aqui vale um parêntese: é gratificante ver o surgimento de mecanismos de fomento que trabalhem em sintonia com o mercado, tanto no incentivo às diversas áreas da cadeia (produção, distribuição, exibição), quanto na exigência de contrapartidas dos tomadores de recursos. Na seara regulatória, estaremos atentos ao desenrolar do PL 29/07, que muda as regras do setor de TV por assinatura. Enquanto isso, as teles já se movimentam, dentro do que hoje é permitido, e lançam seus serviços de vídeo, que começam a atuar já no primeiro semestre, aumentando a concorrência e a demanda por conteúdos. O setor de TV por assinatura deve continuar, aliás, seu processo de consolidação, e 2009 deve testemunhar novas aquisições de empresas de cabo, MMDS e DTH. O crescimento da banda larga deve continuar forte, embora talvez não repita os quase 50% anuais que vem tendo. No broadcast, a expectativa é de aumento na programação em alta definição, com a entrada de novas praças e o barateamento dos equipamentos de recepção. E a grande novidade, como se vê na capa desta edição, é o surgimento da figura do operador de rede, inicialmente para os canais públicos, e a entrada no ar de novos canais SD destas emissoras. São momentos de definição para o setor, momentos de transição, que podem mudar muito a cara deste mercado. A única certeza é que nós de TELA VIVA continuaremos acompanhando, com nossa equipe exclusiva de jornalistas especializados, na revista, na web e nos eventos, todos os movimentos relevantes do mercado. A palavra crise não assusta os brasileiros. Já passamos por outras e temos certeza de que desta, mais uma vez, sairemos fortalecidos. Boas festas e até 2009.

capa: Carlos fernandes / gilmar

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Ano17 _189_ dez/08

(índice ) TV pública Emissoras querem operador único de rede para chegar às maiores cidades

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Scanner Figuras TV digital

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Fornecedores e radiodifusores fazem balanço do primeiro ano

( cartas)

Publicidade

Capa Quem tem criança em casa sabe que eles dominam mesmo tudo o que diz respeito ao computador. Fico mais tranqüila em saber que os produtores dos programas que eles curtem na televisão estão se preocupando em desenvolver bons conteúdos online também, sem descuidar da questão da segurança. Maria Luiza Agostine, São José dos Campos (SP)

Alta definição demora para chegar aos breaks comerciais

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ANO DE

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Making of Financiamento público

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Fundo Setorial pode investir mais de R$ 100 milhões em 2009

Publicidade Muito engraçado o extremo otimismo com que anunciantes, publicitários e toda a cadeia do audiovisual encaram a crise financeira. Em que mundo vivem estas pessoas? Esperava um pouco mais de realismo do setor porque o discurso tem sido incoerente com a prática: vemos, por exemplo, a Petrobras reduzindo verba de publicidade e grandes grupos como a Viacom, a Sony e a Band demitindo funcionários. Carlos Eduardo Orlandim, Recife (PE)

Televisão

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Brasil articula DocTV com países de língua portuguesa

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Audiência - TV paga Audiência

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Telespectadores com parabólicas são incógnita no Brasil 42

Cinema

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Distribuidoras usam Internet para divulgar lançamentos

Retificação O Anuário de Mídias Digitais Pay-TV 2009, publicado em novembro último, divulgou erroneamente as seguintes informações: • O telefone de contato para publicidade dos canais Agro Canal, Canal do Boi e Novo Canal, da programadora SBA, tem código de área de São Paulo, e não do Mato Grosso do Sul. Assim, o telefone correto é o (11) 2244-5000. • O site do canal ESPN é o mesmo do canal ESPN Brasil: www.espn.com.br. • O CEP correto da plataforma de distribuição e distribuidora de conteúdos WTN é 22790-701.

Case

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Co-produção viabiliza “Última Parada 174”

Produção

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Polícia Militar produz programa para se aproximar da sociedade

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Upgrade Agenda

Acompanhe as notícias mais recentes do mercado

Tela Viva edita as cartas recebidas, para adequá-las a este espaço, procurando manter a máxima fidelidade ao seu conteúdo. Envie suas críticas, comentários e sugestões para cartas.telaviva@convergecom.com.br

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( scanner ) FOTOs: divulgação

Discovery no celular

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A Discovery Networks apresentou um novo canal para celular oferecido gratuitamente para clientes da Oi. Trata-se do Planet Green, canal com conteúdo sobre meio-ambiente e sustentabilidade, que será o primeiro da grade da Oi TV Móvel viabilizado somente por publicidade, com patrocínio exclusivo da General Motors. O canal conta com uma hora de programação, constituída por programas de cinco a dez minutos, exibida em looping. O conteúdo, editado a partir de programas da Discovery Networks que contam com o selo Planet Green, será atualizado a cada quinze dias. Entre os programas, serão exibidos comerciais e vinhetas de 5 e 30 segundos do patrocinador. O patrocínio faz parte da campanha de sustentabilidade da montadora e também inclui inserções no canal e no site do Discovery Channel. Para assistir ao canal, é necessário baixar o aplicativo Oi TV Móvel para o celular. Na televisão, a operação brasileira da programadora registrou crescimento da base de assinantes de seus canais, da ordem de 28%, de julho de 2007 a julho de 2008. O destaque fica para o canal Discovery Travel & Living, que cresceu 70% neste período.

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Programação Para o ano que vem, os executivos da Discovery Networks planejam três novas produções locais a serem realizadas em território nacional. Uma delas, já em desenvolvimento, é um documentário para o Discovery Channel, realizado por uma produtora brasileira. As outras duas, que estão em fase de análise, são um reality show e uma animação. Para fechar o ano, os canais Discovery exibiram quatro produções nacionais durante o mês de dezembro: “Chico Mendes, o Preço da Floresta”, “Viver para Contar”, “Enquanto Você não Vem” e “A Gente Vive para Contar Histórias”. Esta última, uma minissérie em dois episódios realizada pela Fuego Digital em parceria com o canal. Trata-se de um programa de “branded entertainment”, cuja idéia partiu da agência Wunderman, para o cliente Land Rover. A minissérie em dois episódios conta a história de vida e o diário de bordo de seis aventureiros que embarcam em expedições off road. O primeiro episódio explora o Jalapão (TO) e o segundo a Chapada das Mesas (MA). A direção é de Helga

“Jeff Corwin: Investigando a Terra” estará no Planet Green no celular.

Simões.

História do Biquíni

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TECNOLOGIA EM FOCO

Os pesquisadores André Barbosa Filho (assessor especial da Casa Civil) e Cosette Castro lançaram o livro “Comunicação Digital Educação, Tecnologia e Novos Comportamentos” (Editora Paulinas), em que apresentam propostas para a democratização do acesso à informação e discutem os impactos das novas tecnologias na economia, na política, na cultura, na história, na educação, no comportamento e nos relacionamentos sociais. Livro “Comunicação Digital”, de André Barbosa Filho e Cosette Castro.

Vida selvagem em HD A equipe de jornalismo da EPTV, emissora afiliada da TV Globo em Campinas, produziu um programa do “Globo Repórter” sobre a vida selvagem na África. Foram 30 dias de produção e cinco países visitados: África do Sul, Namíbia, Botswana, Zimbabwe e Zâmbia. A atração foi ao ar no dia 5 de dezembro e foi o primeiro “Globo Repórter” transmitido em alta definição pela EPTV. A emissora inaugurou seu sinal digital na região de Campinas no dia 3, sendo a primeira afiliada da Rede Globo fora das capitais a transmitir em digital.

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A EPTV, afiliada da Globo em Campinas, produziu programa sobre a África para o "Globo Repórter".

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A Mixer prepara para o início de 2009 um documentário sobre a história do biquíni, em co-produção com os canais Arte, da França e da Alemanha, e ZDF, da Alemanha. “A Revolução do Biquíni”, que está em fase de pósprodução e será entregue para os canais co-produtores em 20 de janeiro, já tem pré-vendas para mais de dez países, entre eles Austrália, Israel e Nova Zelândia. No Brasil, há negociações em andamento. A idéia para o documentário surgiu na Mixer, assim como o contato com os canais estrangeiros. Ao final de 2007, o projeto foi selecionado para o International Documentary Festival Amsterda, onde surgiram as pré-vendas. O orçamento é de US$ 800 mil. O documentário, com direção de Albert Knechtel (Alemanha) e Kiko Ribeiro (Brasil), foi captado em HD e terá duração de 90 minutos - além de uma versão de 52 minutos voltada para a TV paga.


AUTO-REGULAÇÃO DO BV

Seleção “Fora de casa”, da carioca Plano Geral Filmes, e “Deixa que eu Chuto”, da mineira Bemvinda Filmes, foram os projetos selecionados no pitching promovido pelo GNT e entrarão na grade do canal em 2009. Este ano, pela primeira vez, o processo de seleção do canal contou com um workshop com todos os finalistas. “Fora de Casa” mostrará como vivem 13 brasileiras em 13 países diferentes, abordando os motivos que as levaram a migrar, quais profissões exercem e como se adaptam às diferentes culturas. Enfermeira, cientista da NASA, cantora e mergulhadora são algumas das profissões das mulheres retratadas na série. “Deixa que eu Chuto” é um documentário sobre futebol feminino no Brasil e sobre a presença da mulher no esporte. O

O Conselho Executivo das NormasPadrão (Cenp), entidade criada pelo mercado publicitário para fazer cumprir as normas que regem a atividade, apresentou no início de dezembro o Anexo C, referente aos planos de incentivo às agências de publicidade, mais conhecidos no mercado como Bonificação por Volume (BV). “O mercado estava exigindo a transformação do BV em uma receita clara da agência, vimos a necessidade de auto-regulação. Nas normas-padrão, havia apenas duas linhas falando sobre a prática. Reunimos anunciantes, agências e veículos para discutir o assunto”, diz Petrônio Corrêa, presidente do Cenp, destacando que o anexo, resultado de mais de um ano de elaboração, foi submetido à análise do escritório Demarest & Almeida para avaliação de especialistas em aspectos éticos, legais e concorrenciais. O anexo inserido nas normaspadrão, disponível na íntegra no endereço www. telaviva.com.br/arquivos/ Petrônio Corrêa, Anexo_C.pdf, define e presidente do Cenp: legitima a prática, mas, em mercado exigia a transformação do BV princípio, não implica em uma receita mudanças radicais nas clara da agência. relações entre agências e veículos. No evento de oficialização do anexo para os planos de incentivo, que marcou também o 10º aniversário do Cenp, foi apresentado e firmado um cronograma de atuação do Grupo de Trabalho de Mídia, formado por representantes de agências, veículos e anunciantes. O grupo terá um prazo de 120 dias a partir do início das atividades para avaliar a situação da área de mídia e propor parâmetros e alternativas para o setor. O resultado destes estudos, que devem sair até março de 2009 deve servir como base para uma nova revisão das normas-padrão.

“Fora de Casa” e “Deixa que eu Chuto” vencedores do pitching do GNT.

programa fará um registro do dia-a-dia das atletas e seus respectivos times de futebol feminino, além de trazer depoimentos de familiares, amigos, torcedores, especialistas e outras atletas de renome no futebol feminino.

EDITAIS DE JOGOS

O Ministério da Cultura lançou oficialmente o prometido BR Games, programa de fomento ao setor de jogos eletrônicos brasileiros. O programa contará com mais de R$ 1 milhão para ações de capacitação dos selecionados, produção e inserção em ambientes de mercado. Serão dois editais para fomentar a produção de dez demos jogáveis. O primeiro fomentará a produção de sete demos jogáveis, no valor de R$ 70 mil cada, para pessoas físicas (nesses casos, os selecionados deverão indicar empresas para assinarem conjuntamente os contratos de desenvolvimento). O segundo fomentará a produção de três demos jogáveis, no valor de R$ 160 mil cada, para empresas estruturadas, que tenham publicado um jogo pelo menos. Deste valor, 80% dos recursos será viabilizado por investimento público e 20% por contrapartida das empresas inscritas. Além dos editais, o MinC promoverá oficina para o desenvolvimento de projetos de jogos eletrônicos para os autores dos dez projetos selecionados, com foco em co-produção internacional e duração de 40 horas. O ministério realizará ainda um evento nacional para lançamento dos demos jogáveis e fomentará a participação dos representantes das dez empresas desenvolvedoras de jogos eletrônicos em mercados internacionais. Além disso, disponibilizará as demos jogáveis no site JogosBR e portais dedicados a download de jogos eletrônicos. T e l a

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( scanner) FOTOs: divulgação

Oficinas virtuais

Tela Brasil, site de Laís Bodanzki e Luiz Bolognesi, tem exercícios online sobre produção cinematográfica.

Laís Bodanzki e Luiz Bolognesi lançaram o portal Tela Brasil (www.telabr.com.br). O site traz oficinas virtuais abordando todo o processo de produção de um filme. As oficinas são gratuitas e, em cada uma delas, há recomendação de bibliografia, filmografia e exercícios virtuais. O conteúdo foi elaborado por profissionais como Marcos Pedroso (diretor de arte em “Cinemas, Aspirinas e Urubus” e “Madame Satã”), Hélcio Alemão Nagamine (diretor de fotografia em “Doutores da Alegria o filme” e “Quero”), Paulo Sacramento (montador de “Amarelo Manga”, produtor e montador de “Encarnação do Demônio”) e André Gatti (pesquisador cinematográfico do Centro Cultural São Paulo e professor do curso de cinema da FAAP). O portal ainda traz uma seção de notícias, inscrições para festivais, cursos e dicas de lançamentos no cinema.

Caiu na rede

Novos programas

Conteúdo nacional

A Internet passará a fazer parte das pesquisas do serviço Ibope Monitor, que levanta o investimento do mercado publicitário nos meios televisão, revista, jornal, outdoor e cinema. Segundo Dora Câmara, diretora comercial do Ibope Mídia, serão mapeados os investimentos em seis grandes portais, a partir de 2009. O Ibope Mídia também espera lançar no futuro um serviço que mede o consumo de mídia dos indivíduos. Para isso, já desenvolveu equipamento capaz de monitorar se o usuário está assistindo conteúdo gravado e/ou comprado, não apenas o consumo de conteúdo dos canais lineares, em tempo real. O consumo nos celulares e em computadores também poderá ser medido, através de software instalado em cada dispositivo. A dirigente do Ibope Mídia destaca que os novos serviços deverão ser lançados dependendo da demanda do mercado. Mesmo o desenvolvi­ mento das metodologias dependem desta demanda.

A TV Brasil tem três novas produções para o fim do ano. A primeira, “Tal Como Somos”, busca promover a integração dos países latino-americanos. O programa, que estreou no fim de novembro e irá ao ar durante um ano de segunda a sábado, é produzido em parceria com a Televisíon América Latina (TAL), organização que comercializa produtos de produtores independentes, de canais de televisão e de instituições educativas e culturais latino-americanas. A direção é de Cecília Araújo e Alethéia Silvestre. No dia 6 de Jorge Mautner, dezembro, outras duas apresentador de “Amálgama Brasil”, novo séries estrearam no programa da TV Brasil canal. “Amálgama sobre os centros de cultura Brasil”, produzida espalhados pelo País. pela LC Barreto, é uma série de 26 episódios com o olhar do cantor e compositor Jorge Mautner sobre os Pontos de Cultura (150 centros culturais populares distribuídos por todas as regiões do país). A atração, que será exibida semanalmente às 18h, tem direção de Marcelo Santiago e Daniel Tendler. No mesmo dia, estreou “Alô, Alô Brasil!”, série de dez episódios, exibida todos os sábados, que resgata a história do rádio no país. A produção é do produtor independente Carlos Alberto Vizeu, que também é pesquisador, roteirista e diretor da série.

O Boomerang, canal da Turner voltado ao público adolescente e pré-adolescente, adquiriu a novela brasileira “Dance Dance Dance”, da Band. O folhetim, produzido e exibido em alta definição pelo canal aberto, estréia em fevereiro no canal pago e será exibido diariamente às 17h. A princípio, a novela musical será transmitida apenas no Brasil. Além desta atração, a Turner planeja a ampliação do conteúdo nacional em outros canais, como o Fashion TV, que estréia em novembro as séries brasileiras “Nomes da Moda”, “À Moda do Chef” e “FTV Mag”, e prepara, para 2009, seis novas séries realizadas por produtoras independentes. A primeira será “Fashion Splash: Moda em Foco”. Para o Boomerang, a programadora pretende realizar em 2009, o “BoomBox no Estúdio” com outras bandas brasileiras - este ano o canal exibiu o episódio brasileiro com a banda NX Zero.

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“Dance Dance Dance”, folhetim da Band, será exibido no Boomerang, da Turner, em fevereiro.


Jovens adultos O McCann Worldgroup abriu uma base em Buenos Aires da TAG Ideation, agência de publicidade e conteúdo do grupo especializada no público jovem adulto. A TAG surgiu há cinco anos e tem escritórios nos Estados Unidos (Nova York e São Francisco) e no Japão (Tóquio). Jeff Geisler, CEO da TAG, explicou que um dos diferenciais da agência é o desenvolvimento de ferramentas menos tradicionais de pesquisa. Entre as técnicas usadas estão o envio de perguntas por SMS e o registro em vídeo de alguns dias na vida do consumidor em que ele passa sem determinado produto. Chavo D’Emilio, ex-CEO e diretor geral de criação da McCann Erickson Buenos Aires comandará a filial portenha da TAG. A nova agência ainda não tem clientes. Segundo Luca Lindner, diretor regional

Manual A Abrafic (Aliança Brasileira de Film Commissions) e a Apex lançaram o Manual de Exportação de Locações e Serviços Audiovisuais Brasileiros. O guia trata dos procedimentos legais para a realização de filmagens em território nacional, com a proposta de padronizar o trabalho e agilizar os processos para as film commissions nacionais e Manual lançado produtores de cinema, televisão e pela Abrafic e Apex aborda os publicidade. A cartilha terá procedimentos versões em inglês e espanhol a legais para a serem distribuídas em postos do realização de Brasil no exterior, e disponível em filmagens em PDF na página da entidade território nacional. www.abrafic.org.

Jeff Geisler, CEO da TAG, Luca Lindner, diretor regional do McCann Worldgroup para a América Latina e Caribe, e Chavo D’Emilio, que comandará a filial portenha da TAG.

do McCann Worldgroup para a América Latina e Caribe, as perspectivas são otimistas apesar do momento de crise financeira mundial. “Vemos a crise como uma oportunidade. As agências querem poupar, mas achamos que é época de ter coragem e levar idéias inovadoras aos clientes. Temos que arriscar”, afirma.

Além dos 30 segundos Anésio Júnior e Flávia Madia abriram em São Paulo a Tatanka Filmes. A proposta é desenvolver projetos sob medida, com formatos e propostas que não fiquem presos aos trinta segundos comerciais. Cristiane Kapaz é responsável pelo atendimento; Guto Lins pela coordenação de produção e Marcos Cassel pela finalização. Felipe Xavier e Zé Riba são diretores associados.

TV digital desvendada O jornalista Renato Cruz, que escreve sobre tecnologia no jornal O Estado de S. Paulo, acaba de publicar o livro “TV digital no Brasil - Tecnologia versus política”, baseado na tese de doutora que defendeu na USP. O livro busca explicar a escolha do padrão japonês de TV digital para a radiodifusão brasileira, descrevendo os bastidores da decisão. A publicação é da Editora Senac São Paulo.

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( scanner) O SBT lançou sua primeira telenovela com texto original em nove anos: “Revelação”, totalmente produzida em HDTV. É também a estréia de Íris Abravanel, esposa de Silvio Santos, na dramaturgia. “O SBT só passava enlatados, mas o público se cansou disso. Precisávamos trazer vida à teledramaturgia do SBT, a cidade cenográfica estava se decompondo. Mas não conseguíamos contratar autores, porque estavam todos amarrados com a Globo e a Record. Então decidi escrever a novela”, conta Iris. Ela contou com a ajuda de roteiristas experientes do SBT, como Yves Dumont, que em dezembro deixou a emissora. Devido aos atrasos na estréia, a trama foi ao ar ainda sem nenhuma cota de publicidade vendida. Segundo o diretor nacional de vendas da rede, Henrique Casciato, estão disponíveis duas cotas nacionais, de R$ 8 milhões, e uma cota local, de R$ 2,2 milhões. O folhetim terá 164 capítulos, orçados a R$ 200 mil cada. Segundo Casciato, dificilmente a publicidade cobrirá o custo total da produção. “Novela, se empatar, já é um bom resultado”, diz. Por outro lado, ele acredita que a indefinição do lançamento gerou uma

estratégia

FOTO: Gilvan Guimarães/ Divulgação

Revelação

“Revelação” é a primeira novela original produzida pelo SBT em nove anos.

curiosidade que pode favorecer a audiência. Ninguém se arrisca a prever que marcas a trama deve alcançar, mas acredita-se que a novidade deve atrair o público. Para Íris, “se fizer a metade da audiência de ‘Pantanal’ já está ótimo”. Segundo o diretor de teledramaturgia da rede, David Grimberg, o SBT pretende manter ativo seu núcleo de novelas após “Revelação”. Não há nenhuma nova parceria internacional a vista, conta, e o próximo projeto envolve a adaptação das novelas radiofônicas de Janete Clair, cujos direitos foram comprados pela emissora.

FOTO: Divulgação

Literatura na tela Uma das atrações da programação de fim de ano da Record será o especial “200 Anos de História”, feito em parceria com produtoras independentes. A atração é uma homenagem ao centenário de morte de Machado de Assis e ao centenário de João Guimarães Rosa, com 40 minutos dedicado a cada um dos autores. “Os Óculos de Pedro Antão”, adaptação do conto de Machado de Assis, co-produzida pela Contém Conteúdo, deve virar minissérie no ano que vem. A produtora, dos sócios Aguinaldo De Fiori, Adolfo Rosenthal e Fábio De Fiori, tem planos de produzir mais cinco contos do escritor que devem ser exibidos como minissérie e depois reunidos em um longa-metragem. O projeto inteiro, orçado em mais de R$ 4 milhões, conta com recursos incentivados e “Os Óculos de Pedro Antão”, investimentos do governo do Estado do Rio de Janeiro, produção da Contém Conteúdo Petrobrás e Banco do Brasil. A idéia é que as outras para a Record. adaptações sejam também exibidas pela Record. O especial está orçado em cerca de R$ 600 mil. Toda a produção, captação e finalização será feita pela produtora. A maior parte do elenco é da emissora. “Compramos uma câmera bastante utilizada em cinema digital para garantir a qualidade estética do trabalho. Ele deve ser distribuído também no mercado externo pela Record Internacional”, explica Aguinaldo De Fiori. Segundo Ricardo Frota, gerente de comunicação da Record, é uma tendência no canal o fortalecimento das relações com produtores independentes, auxiliando-os na captação de recursos para projetos especiais na área de dramaturgia. A Bossa Nova Films prepara o documentário com elementos de drama “Sertão: Veredas”, com base no livro “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, que completará a atração.

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Com o objetivo de alavancar o crescimento do mercado de locação (que, segundo números da União Brasileira de Vídeo, sofreu uma queda de cerca de um milhão de unidades vendidas quando comparado o primeiro semestre de 2007 e o mesmo período de 2008), a Fox Home Entertainment anunciou uma nova estratégia de negócios para o segmento, com investimento de R$ 500 mil. A locação representa hoje 60% do negócio da distribuidora. Entre as ações propostas, está a “Fox Mix - Virando o Jogo”, um cardápio de ações promocionais para incrementar o consumo nas locadoras. Entre as iniciativas deste pacote estão a criação de malas diretas personalizadas com o nome da loja, cartões de fidelidade que premiam clientes assíduos e test drive de episódios-pilotos de séries de TV distribuídas pela empresa. A Fox preparou também a “Parceria em Campo”, na qual as locadoras terão um consultor personalizado, que dará apoio, acompanhará atividades e analisará o desempenho de cada loja para propor mudanças que possam melhorar o atendimento e os resultados. Um boletim chamado “Dicas Fox Semanal” será enviado para as equipes das locadoras com informações práticas sobre o segmento, como o ranking de filmes mais alugados, promoções em andamento, títulos em exibição nas TV’s a cabo e aberta no período e previsão do tempo. Além dessas ações, a Fox criou uma divisão interna dedicada a treinamentos para locadoras. A distribuidora oferecerá cursos e workshops com temas como atendimento ao cliente e novas tecnologias, a serem oferecidos a funcionários e equipes de venda.


Fotos: divulgação

(figuras )

Fabrizio Tapia

Ariel Guntern

Tecnologia e produção

Sócios

Fabrizio Tapia foi promovido a vicepresidente sênior de operações e tecnologia da informação para a Turner Broadcasting System Latin America. O executivo acumula suas atribuições como diretor da área e assessor para as emissoras afiliadas da CNN na região. Ariel Guntern foi nomeado vicepresidente da recém-criada posição de vice-presidente de produção e serviços criativos da empresa e será responsável pela visão estratégica, planejamento e direção criativa do Injaus, departamento interno de propaganda, design e produções originais da TBS Latina America. Antes de assumir o novo cargo, Guntern foi diretor criativo sênior para TNT e TCM Classic Hollywood.

Roberto Soares de Almeida (ex-Bob Films) e Paula Macedo fundaram a TudoBem Filmes e Outros voltada para a produção de filmes comerciais, clipes e conteúdo multiplataforma em 35mm, 16mm e Red.

Criativo Marco Versolato (ex-DPZ, AlmapBBDO e Lew Lara) assume a vice-presidência de criação da Y&R em janeiro de 2009.

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Presidente O capixaba Antônio Claudino de Jesus foi reeleito presidente do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC). Ele deve estar a frente da entidade no biênio 2008-2010. Luiz Alberto Cassol, do Rio Grande do Sul, é o vice-presidente.

Marcelo Cataldi

Presidente

Coordenador de Produção

Rodrigo Abreu é o novo presidente da subsidiária brasileira da Cisco. Ele substitui Pedro Ripper, que assumirá a nova diretoria de estratégia corporativa e novos negócios da Oi.

A TGD Filmes, de Porto Alegre, contratou Beto Picasso, como coordenador de produção. O profissional tem experiência em longas e curtas-metragens, programas de TV, documentários e publicidade.

Casa gaúcha A produtora paulista Black Maria, de Afonso Poyart, abriu uma filial em Porto Alegre (RS). À frente do escritório gaúcho, que atenderá a capital, o interior do estado, Santa Catarina e Paraná, está a sócia e produtora executiva Zanza Pereira. A profissional tem passagens pela RBS TV e TGD Filmes. Cristiano Ziegler, com experiência em produção de eventos, será responsável pelo atendimento na filial porto-alegrense.

Mudança O diretor de cena Rodrigo Lewkowicz deixou a Ioiô Filmes Etc. e voltou a integrar o time da Produtora Associados.

TV & Mídia Bárbara Gurjão é a nova gerente de negócios para TV & Mídia da Ericsson Brasil. A missão da profissional é atender ao crescente mercado de serviços de mídia para redes fixas e móveis no Brasil, em especial na área de TV com novas tecnologias como IPTV, além das já consolidadas tecnologias de cabo e DTH (Direct to Home). Bárbara vem da Oi, onde atuava desde 2004 no núcleo de novos negócios sendo a responsável pela gerência de vídeos e interatividades na área de serviços de valor agregado da operadora T e l a

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Sandro Romanelli

Marcelo Cataldi, que ocupava o cargo de diretor de publicidade da Fox Latin American, foi promovido a diretor geral de vendas publicitárias, sendo responsável também pela comercialização da publicidade online. Sandro Romanelli foi promovido a gerente de publicidade.

Zanza Pereira

Cristiano Ziegler

Diretor Um novo nome aumenta a lista de diretores estrangeiros representados pela BossaNovaFilms: Claudio Droguett. Especializado em filmes de beauty, Droguett é chileno, mas desenvolveu a carreira nos Estados Unidos, onde se formou em cinema e atuou na BBDO/NY.

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( capa ) Samuel Possebon

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União digital

ANO DE

T V DIGITAL

Emissoras estatais firmam protocolo para criar uma rede única de TV digital e trazem ao Brasil a figura do operador de rede. Projeto custará R$ 100 milhões ao ano.

A

implantação da TV digital aberta no Brasil viveu, no ano de 2008, uma frustrante normalidade. Não houve nenhuma grande revolução, o mercado não ficou em polvorosa por nenhuma razão específica, as estruturas centrais do setor de radiodifusão ficaram as mesmas e, seguindo a tradição dos países que já começaram sua transição digital, o número de usuários de TV digital ao fim do primeiro ano é pequeno se comparado com o imenso volume de TVs analógicas. Ou seja, tudo de acordo com o que se poderia esperar. Mas 2008 termina com pelo menos um fato novo: a criação da figura de um operador de rede de televisão digital. Para quem não é familiarizado com o conceito, operador de rede de radiodifusão é uma empresa ou entidade que controla a infra-estrutura e realiza a transmissão dos sinais. Hoje, no modelo comercial, as emissoras de TV aberta são suas próprias operadoras de rede, já que cada uma delas optou por construir suas torres e antenas e cada uma delas gerencia sua transmissão. A possibilidade de que se criasse a figura do operador de rede de radiodifusão separada da figura do próprio radiodifusor foi muito discutida quando se debatia que sistema o Brasil adotaria e qual seria o modelo. Mas com a adoção do ISDB-T na versão nacionalizada e com a sinalização do governo que não mexeria no modelo das emissoras comerciais, o assunto ficou praticamente esquecido. Coube às emissoras públicas o

trabalho de voltar a desenvolver a idéia, que não é de maneira alguma uma jabuticaba, algo que só o Brasil tem. No Japão, berço do padrão aqui adotado, os radiodifusores, públicos e comerciais, utilizam todos eles a infra-estrutura da

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NHK para levarem seus sinais aos telespectadores. A mesma coisa acontece em alguns países europeus. O que as emissoras públicas fizeram concretamente, até agora, foi celebrar entre si um protocolo


Assinatura do protocolo de intenções para a criação da rede única, em Brasília.

que dificilmente o próximo presidente poderá desfazer o modelo, já havendo contratos firmados com a iniciativa privada para bancar essa infra-estrutura, e se ela já estiver construída e operacional. Há quem aposte que muitas empresas se interessarão em operar essa infra-estrutura, desde empresas de telecomunicações, que hoje já dispõem da infra-estrutura de links e satélites (a

governo aceitou como contribuição, mas sem compromisso. Trata-se de um levantamento extenso e trabalhoso que propõe diversos cenários para a exploração do modelo de operador de rede. Ao final, alguns custos: para atender as capitais e cidades com mais de 100 mil habitantes, o CAPEX (investimento) necessário seria de R$ 550 milhões. E os custos

Rede única será operada por uma empresa escolhida em licitação, no modelo de parceria público-privada, com contrato de pelo menos 20 anos. Embratel, por exemplo, provê boa parte da infra estrutura de transmissão entre cidades das emissoras de TV comerciais), a grupos que exploram esse modelo internacionalmente. Um deles é a gigante japonesa Marubeni. Ela foi a contratada pelo Japan Bank for International Cooperation (JBIC, uma espécie de BNDES japonês para investimentos internacionais) para realizar o primeiro estudo entregue às autoridades brasileiras sobre a idéia de criar um operador de rede no Brasil. Na verdade, o JBIC propôs fazer o estudo, o

operacionais pelos próximos 26 anos girariam em torno de R$ 1,5 bilhão. Os valores são próximos aos levantamentos feitos pela TV Câmara e pela EBC para construir uma rede similar. Com a diferença que, com o operador de rede, ela poderá ser compartilhada. “O principal argumento em favor do projeto é encontrar uma forma racional de reduzir os gastos. Estamos criando um operador de rede para isso. A plataforma única reduz custos porque compartilhamos torres, antenas, satélite, infra-estrutura”, diz Tereza Cruvinel, presidente da EBC. É a mesma visão defendida pelo

FOTO: Jose Cruz/Abr

Inédito O que há de inédito nisso é que no Brasil não é comum emissoras de TV dividirem suas infraestruturas. Muito menos o Estado propor a criação desta rede por meio de uma PPP. Quem acompanha o desenvolvimento do projeto sabe que esse passo é importante porque dotará a União de uma rede de comunicação abrangente, o que consolida o modelo proposto pelo governo ao criar a TV Brasil. Se a proposta de criar o operador de rede for mesmo adiante e sair do papel dentro do cronograma de dois anos, a TV Brasil será um legado irreversível do atual governo, já

FOTO: Antonio Cruz/Abr

de intenções em que todas se colocam dispostas a trabalhar por esse projeto. Assinam o protocolo a EBC (Empresa Brasileira de Comunicações, controladora da TV Brasil), o Ministério da Educação (responsável pela TV Escola), a Câmara dos Deputados (responsável pela TV Câmara), o Senado (TV Senado) e o Supremo Tribunal Federal (TV Justiça), além do Ministério das Comunicações, que pretende criar uma rede de canais comunitários. O protocolo prevê a criação de uma rede única, operada por uma entidade escolhida em um processo público de seleção, em um modelo de Parceria Público-Privada e com um contrato de pelo menos 20 anos de duração. O projeto está inicialmente estimado para algo em torno de R$ 100 milhões ao ano, que serão compartilhados pelas diferentes emissoras participantes do consórcio e que serão pagos ao operador de rede em troca da prestação do serviço. A rede cobrirá ao longo de dois anos as capitais brasileiras e depois, progressivamente, poderá avançar sobre outras 229 cidades com mais de 100 mil habitantes, mas os detalhes dessa cobertura ainda precisam ser fechados.

“Há sinais de que até as TVs comerciais querem esse modelo.” Franklin Martins, da Secom

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2 Eventos Converge. 0 Mais para quem patrocina. 0 Mais para quem participa. 9 FEVEREIRO

MARÇO DIA 5 Auditório da Finatec Brasília, DF

DIAS 11 E 12 Brasília Alvorada Hotel Brasília, DF

3ª EDIÇÃO Encontro oficial da Associação Nacional

8ª EDIÇÃO O mais importante encontro brasileiro

de Operadores Celulares, reunindo o público mais qualificado do segmento.

sobre tendências políticas e regulatórias do setor de telecomunicações e mídia.

MAIO DIAS 6 E 7 Amcham São Paulo, SP

DIAS 20 E 21 Centro de Convenções Frei Caneca São Paulo, SP

NOVO

1ª EDIÇÃO Evolução do evento de Software como Serviço (SaaS), incluindo tendências, modelos e soluções de software para gestão de negócios.

JULHO

8ª EDIÇÃO A nova edição do encontro de maior abrangência sobre conteúdos para celular e entretenimento móvel da América Latina.

AGOSTO DIAS 11 A 13 Transamérica Expo Center São Paulo, SP

DIA 1 Paulista Plaza São Paulo, SP

oftware!nnovation. 2ª EDIÇÃO A mais abrangente discussão sobre a

nova realidade da banda larga sem fios e seu impacto nos lares e escritórios brasileiros.

Seminário de Gerenciados 17ª EDIÇÃO Há 17 anos, o encontro Serviços obrigatório de TIdee Telecom da TV por assinatura e novas plataformas distribuição, no maior evento do gênero na AL.

OUTUBRO DIAS 1 E 2 Sheraton Rio Hotel Rio de Janeiro, RJ

9ª EDIÇÃO Regulamentação, desafios e

perspectivas no único encontro da indústria de satélites do continente.

5

DIAS 14 E 15 Paulista Plaza São Paulo, SP

5ª EDIÇÃO As novidades e tendências da prática

que mais tem beneficiado empresas na competição de mercado, com ênfase para BPO.


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DIA 14 Amcham São Paulo, SP

4ª EDIÇÃO As novas formas de ver e de fazer televisão, pensadas sob uma nova plataforma de distribuição de conteúdos audiovisuais.

JUNHO DIAS 3 E 5 Transamérica Expo Center São Paulo, SP

10ª EDIÇÃO O evento que inseriu o Brasil no mapa-múndi da produção audiovisual aproximando produtores, distribuidores e broadcasters.

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4ª EDIÇÃO Feira e congresso com conteúdo ampliado, abordando também as novas soluções de CRM e inteligência de negócios.

SETEMBRO DIAS 9 A 11 Centro de Convenções Frei Caneca São Paulo, SP

DIA 25 Paulista Plaza São Paulo, SP

2ª EDIÇÃO Um panorama das soluções que trazem o melhor retorno sobre o investimento para os clientes corporativos.

2ª EDIÇÃO A nova fronteira das aplicações móveis, num evento inteiramente dedicado às inovações que transformaram a realidade dos negócios.

NOVEMBRO DIA 24 Paulista Plaza São Paulo, SP

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de serviços de TI, abordando a arquitetura orientada a serviços e seu impacto nas empresas.

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( capa) no Congresso. Por isso acho que a resistência não será grande”.

FUTURA Cobertura da rede pública Cidades com mais de 100 mil habitantes*

* Inicialmente a rede cobrirá apenas as maiores capitais, e deve se expandir gradualmente para as demais localidades. Fonte: Brasil em Foco 2008 (Target)

uma audiência pública, e em abril sai o edital da PPP. “Se der tudo certo, em julho ou agosto poderemos assinar o contrato”, diz. Para José Roberto Garcez, diretor de serviços da EBC, a dificuldade maior é a necessidade de desenhar um modelo que dê ao parceiro que vai explorar a rede garantias de longo prazo. “O projeto é muito ambicioso, mas é prenúncio do que poderia acontecer até com a TV comercial”. Tereza Cruvinel lembra ainda que a formação de uma rede digital era um dos pressupostos da existência da EBC. “Isso estava claro desde a discussão da medida provisória e das negociações

FOTO: Antonio Cruz/Abr

Ministério da Educação. Segundo o ministro Fernando Haddad, a rede conjunta permitirá a antecipação, em cerca de quatro anos, de um planejamento que o MEC já tinha de levar seus sinais para a TV aberta e de criar novos canais. O ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, também usa este argumento: “O importante é cortar custos. Todo mundo fez as contas de quanto gastaria individualmente para ter uma rede deste tamanho e o valor era muito maior. Esse modelo permite compartilhar. Há sinais de que até as TVs comerciais querem esse modelo. É uma lógica diferente”. Segundo Delorgel Kaiser, gerente de expansão da TV Brasil, em fevereiro haverá

Helio Costa, das Comunicações: desenvolvimento de uma rede de canais comunitários.

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Mais canais Na verdade, as reações contrárias ainda não começaram, até porque pouca gente entendeu o projeto. Mesmo na solenidade de assinatura do protocolo no Palácio do Planalto, o quorum era baixo. Mas se o protocolo for adiante, as implicações serão grandes. Não só pelos investimentos na construção da rede, mas também pelos novos canais que serão criados. Vale lembrar que o Decreto 5.820/06, que criou o Sistema Brasileiro de TV Digital, previu quatro canais públicos. Como em cada canal digital há a possibilidade de se colocar programações paralelas em definição standard (multicanalização), na prática a rede pública poderia gerar até 16 canais. O Ministério da Educação, por exemplo, já tem projeto para quatro canais. Um deles, a TV Escola, existe e está disponível na banda C e em algumas operadoras de TV por assinatura. Segundo Carlos Eduardo Bielschowsky, secretário de educação à distância do MEC, um dos projetos é um canal de formação do professor, mas ele prefere não comentar sobre os outros dois. O ministro Fernando Haddad, no entanto, acabou revelando que outro projeto é um canal que funcione como um pool para canais universitários. Há ainda um projeto de um canal feito em conjunto com outros dois ministérios: Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério da Saúde Também o Ministério das Comunicações, segundo o ministro Hélio Costa, está disposto a entrar no mundo daqueles que produzem canais públicos. A idéia do Minicom é viabilizar canais comunitários em todas as cidades cobertas pela rede. Ele propõe uma gestão baseada em conselhos municipais independentes. Mas ainda não há clareza sobre as formas de prover infra-estrutura


FOTO: Janine moraes/Abr

operador de rede comum der certo, ela poderá render receitas na forma de co-location de antenas e transmissores para as emissoras comerciais, ou se estas emissoras quiserem, poderão também utilizar o operador. Mas há um detalhe: no modelo de PPP, a infraestrutura volta para o Estado, e dificilmente as emissoras comerciais aceitarão ter suas transmissões na mão de uma infraestrutura estatal. Se as emissoras comerciais vierem para dentro do projeto, dizem fontes que acompanham o processo, a chance de atrair interessados na exploração da rede é grande. Segundo estas mesmas fontes, grandes empresas de telecomunicações já manifestaram

“O projeto é uma forma racional de reduzir gastos.”

FOTO: Jose Cruz/Abr

básica a esses canais (equipamentos, estúdios, técnicos etc) nem como os conselhos seriam montados. Também não há ainda orçamento. O ministro Hélio Costa acredita, apenas, que serão operações muito baratas, dados os custos dos equipamentos hoje. A TV Câmara e TV Senado também deverão ter novos canais. A TV Câmara prevê canais para as comissões, que muitas vezes não são cobertas pela programação regular. E haveria também um canal a ser dividido pelas assembléias legislativas e câmaras municipais. A EBC, além de transmitir os seus canais e de eventualmente abrir espaço para os canais das redes educativas locais, será também a gestora da rede. Caberá a ela receber os sinais, organizar e entregar ao operador de rede. O grande desafio do operador, por sua vez, é conseguir montar um sistema que permita flexibilidade, já que são até 16 canais transmitidos ora nacionalmente, ora localmente. Em alguns deles, há a possibilidade de publicidade institucional, o que exige um sistema de gerenciamento de inserções. Mas criar uma rede nacional digital não seria um risco para o modelo das emissoras educativas estaduais? Segundo Tereza Cruvinel, não. “As emissoras educativas estaduais vão participar sim do projeto. Elas poderão compartilhar essa infra-estrutura. Na verdade, até emissoras privadas já vieram conversar conosco. Elas querem fazer uma espécie de co-location”. Garcez complementa: “Esse é um modelo para a TV digital. O modelo analógico já existe. São as educativas existentes hoje, é o modelo da Abepec (associação das TVs educativas)”. Paulo Markun,

Tereza Cruvinel, da EBC

presidente da TV Cultura, acompanhou a solenidade de assinatura do protocolo e mostra apoio à iniciativa. “Não existe disputa. É claro que a TV Brasil tem que ser a cabeça de uma rede nacional”, diz. Mas ele deixa claro que a Cultura tem planos próprios para a digitalização de sua rede. “Estamos colocando desde já a nossa infraestrutura à disposição, como já fazemos com a TV Brasil na cidade de São Paulo. Queremos que o operador de rede utilize o que já está instalado”. Já o ministro Hélio Costa quer aproveitar a oportunidade da digitalização para atender a um antigo pleito das emissoras comerciais: eliminar as emissoras educativas que estejam desviadas de suas funções. “O mercado

O minicom quer aproveitar a digitalização para bloquear as educativas que estejam se desviando de suas funções. de TVs educativas é complicado, há muita confusão. Vamos ajustar tudo isso na TV digital. Vamos separar o joio do trigo”, diz Costa, lembrando que o Minicom já não está liberando o canal de transição digital para aquelas emissoras educativas que exercem irregularmente atividades comerciais ou de caráter não-educativo. Outra etapa importante para a criação do operador de rede que também passa pelo Ministério das Comunicações é uma portaria regulamentando a possibilidade de desvincular a possibilidade de transmissão do sinal da atividade de radiodifusão. Se a proposta de um

curiosidade sobre a idéia. Sem as emissoras comerciais, por outro lado, o governo teria que dar garantias de que está disposto a manter, por mais de 20 anos, o pagamento pelas operações e investimentos. Ou seja, garantir que por mais de 20 anos está compromissado com o modelo de TV pública. Vale lembrar que o modelo de PPP ainda não saiu do papel no Brasil porque, de um lado, a iniciativa privada não confia que terá garantias do governo por tão longos prazos e, de outro, se ressente de ter suas margens de lucro estabelecidas em contrato por tanto tempo. Mas se o projeto der certo, poderá inspirar outros países da América Latina a seguirem o mesmo caminho. É uma aposta do governo.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, pretende criar três novos canais para as transmissões digitais, além da TV Escola.

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( tv digital )

Fernando Lauterjung*

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Revolução lenta

ANO DE

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Radiodifusores, fornecedores e menos de 0,5% da população comemoram primeiro ano de transmissões digitais.

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ia 2 de dezembro de 2007 marcou o início das transmissões digitais de TV aberta no Brasil. Um ano depois, radiodifusores e fabricantes comemoram (ao menos em público), afirmando que o processo de transição é um sucesso. Para reforçar, o novo conselho deliberativo do Fórum do SBTVD, que assumiu em novembro, prepara uma campanha para divulgar a nova tecnologia entre os telespectadores. Fabricantes apostam em linhas mais completas de receptores, mesmo com a ameaça do fantasma da desvalorização cambial. O novo presidente do Fórum SBTVD, Frederico Nogueira, do Grupo Bandeirantes, faz uma avaliação "altamente positiva" do primeiro ano de implantação, comemorando o fato de várias capitais e uma cidade do interior (Campinas) já contarem com transmissão digital. A meta, segundo ele, é atingir as 27 capitais até o final de 2009. Em janeiro, a entidade lançará uma campanha publicitária para divulgar os benefícios da TV digital. "Mostrar a diferença entre uma TV em cores e uma em preto e branco é fácil. A diferença entre 480 e 1080 linhas, é complicado até para profissionais do setor. Explicar o ganho é um trabalho de catequese", diz Nogueira. Alguns grupos não esperaram a iniciativa das cabeças-de-rede e foram em frente com suas FOTO: DIVULGAÇÃO

próprias campanhas regionais. A RBS, no Rio Grande do Sul, por exemplo, entrou no ar com o sinal digital no dia 5 de novembro e, além de veicular uma campanha na própria TV, colocou totens demonstrativos em 40 lojas. A rede gaúcha também treinou antenistas e lojistas para o novo sistema. Segundo Frederico Nogueira, outra campanha deve ser lançada quando os equipamentos com o Ginga, o middleware que permitirá a interatividade, chegarem ao mercado. "O middleware é um grande alavancador da TV digital", diz o presidente do Fórum SBTVD, ao explicar que esta é uma das questões prioritárias para o grupo nos próximos meses. Em dezembro, a Sun divulgou ter terminado os trabalhos em torno do desenvolvimento da

versão Ginga-J. Falta ainda a harmonização do que foi desenvolvido pela Sun com a parte desenvolvida no Brasil e publicar as normas para que os fabricantes possam começar a colocar a nova linguagem nos equipamentos receptores. Segundo Nogueira, as normas do middleware devem estar publicadas em 2009, com a chegada dos primeiros equipamentos ao mercado no final do ano. Números Há ainda alguma divergência sobre o número de receptores digitais vendidos. A expectativa apontada pelo Fórum SBTVD durante a Futurecom, em outubro, é que a base instalada de televisores digitais até o final do ano seja de

“Mostrar a diferença entre uma TV em cores e uma em preto e branco é fácil. A diferença entre 480 e 1080 linhas, é complicado até para profissionais do setor.” Frederico Nogueira, do Fórum SBTVD

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FOTO: arquivo

150 mil receptores fixos (nem todos de alta definição) e 150 mil receptores móveis. Cada receptor fixo impacta em quatro telespectadores, em média, enquanto os receptores móveis são de uso individual. Portanto, até o final do ano, a expectativa é que existam 650 mil telespectadores da TV digital aberta. Já a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) trabalha com um número mais otimista: 470 mil receptores. A associação considera a expectativa de venda de 100 a 120 mil conversores, 90 mil aparelhos de televisão com receptor embutido, 180 mil celulares com TV digital e 100 mil receptores portáteis. Pelo menos no curto prazo, a indústria fabricante diz que não

“Em 2009 as famílias de receptores devem ser mais completas, com 14 ou 15 modelos por fabricante” Benjamim Sicsú, da Samsung

será afetada pela crise financeira. Segundo Moris Arditti, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Gradiente e membro da Eletros e do Fórum SBTVD, os eletro-eletrônicos encomendados pelos varejistas para o final de ano já estavam prontos ou em produção quando a crise financeira internacional estourou. Para ele, não há a possibilidade de aumento de custos neste momento. "Os componentes foram comprados antes da alta do dólar. Talvez algum varejista queira indexar pelo dólar, mas a concorrência deve inibir isso", diz. Para o vice-presidente de desenvolvimento de negócios da

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Novo conselho Veja a composição do novo conselho deliberativo do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital SBTVD, que foi eleito por unanimidade para mandato de dois anos:  Presidente Frederico Nogueira, vice-presidente do Grupo Bandeirantes; Vice-presidente Roberto Barbieri, diretor técnico da SempToshiba; Conselheiros Almir Ferreira da Silva (Telavo), Carlos Fructuoso (Linear), Carlos Goya (Sony), David Britto (Quality Software), Dilson Suplicy Funaro (LG), Fernando Bittencourt (TV Globo), Guido Lemos (UFBP), José Marcelo do Amaral (Rede Record), Marcelo Knörich Zuffo (USP), Roberto Franco (SBT), e Walter Duran (Philips).

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set/2000

ago/2002

mar/2005

jan/2006

mai/1997

set/2006

abr/2007 ago/2007

TV Digital. Há 1 ano nas telas do Brasil. Há mais de 10 anos na nossa. Tela Viva. Todas as telas. Uma só revista.

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( tv digital) Samsung para a América Latina, Benjamim Sicsú, o primeiro ano foi muito positivo, se comparado com o período inicial de transição para TV digital em outros países. O executivo lembra que o Brasil adotou um padrão que trazia inovações que não foram testadas nos outros países: o MPEG-4 e o áudio AC3. Mesmo assim, a indústria nacional conseguiu lançar produtos funcionais. Além disso, Sicsú comemora o fato de a maioria dos fabricantes ter lançado famílias de equipamentos. "Em 2009 essas famílias devem ser ainda mais completas, com 14 ou 15 modelos de receptores por fabricante", aposta. É justamente a oferta de famílias mais completas que deve trazer diferentes públicos para a nova tecnologia, ajudando, assim, a gerar escala e reduzir os preços. Contudo, diz Sicsú, a variação cambial pode anular a redução de preços com o ganho de escala. Por enquanto, ainda há queda de preços. A escala mundial de telas de LCD e plasma ajuda o país, acredita o executivo da Samsung.

redes lançarem suas novas programações, em abril, certamente a oferta de conteúdo em alta definição crescerá substancialmente", diz. Positivo ou não, o fato é que, mesmo com oferta de conteúdo e população das maiores capitais cobertas pelas transmissões digitais, o número de telespectadores digitais sequer pode

Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), os radiodifusores que pretendem iniciar as transmissões nos próximos meses já compraram seus equipamentos. "Talvez tenham que liberar os equipamentos na alfândega com o dólar mais alto do que estava

Caso a crise se prolongue, não está descartada uma desaceleração na digitalização das transmissões. ser mapeado pelo setor. Segundo Antonio Ricardo, diretor-executivo do Ibope Mídia, ainda não há sequer um telespectador de TV digital na base de medição no instituto. Não se trata de uma deficiência do Ibope, vale destacar, que está preparado para medir esta audiência, mas da conseqüência da lenta adoção da recepção digital terrestre por parte dos telespectadores. Até agora, nenhum dos lares pesquisados adotou a recepção digital.

quando fizeram a compra", disse, apostando ainda que o câmbio caia ao patamar de R$ 1,9 por dólar. "Que é o que a indústria vinha pedindo antes da crise". Caso a crise se prolongue, não está descartada uma desaceleração na digitalização das transmissões. Enquanto ainda era presidente do Fórum SBTVD, o diretor de tecnologia do SBT, Roberto Franco, afirmou que as emissoras podem adiar a compra de equipamentos, embora, tradicionalmente, a TV seja a mídia menos impactada em momentos de retração no mercado publicitário, disse a esta reportagem.

Transmissão A alta do dólar também não deve inibir os planos dos radiodifusores que pretendem iniciar as transmissões digitais no curto prazo. Segundo Paulo Castelo Branco, vice-presidente da

Conteúdo O diretor de tecnologia da Philips do Brasil, Walter Duran, acredita que o mercado será criado gradativamente, e que, assim como a TV em cores, que só emplacou com o aumento do número de programas transmitidos em cores, seu crescimento depende também da disponibilidade de conteúdo. Frederico Nogueira, do Fórum SBTVD, diz que a oferta de conteúdo em alta definição é suficiente para atrair o telespectador e fazer com que invista em um novo equipamento de recepção. Além disso, segundo ele, a oferta é crescente. "Se não fosse assim, aí eu ficaria preocupado. Hoje há uma emissora 100% HD. Quando as

*Colaborou Daniele Frederico

No cabo, video-on-demand em teste

FOTO: arquivo

Enquanto a TV aberta se esforça para difundir o sistema digital, a TV a cabo vem expandindo sua base de assinantes em alta definição sem fazer muito alarde. A Net Serviços, por exemplo, conta 30 mil assinantes de HD no Brasil, E já se prepara para os próximos saltos tecnológicos. Em dezembro, a operadora lançou na cidade de São Paulo, como já havia feito no Rio de Janeiro, o piloto da operação de banda larga com a tecnologia DOCSIS 3.0 José Felix, (chamado pela empresa de da Net Net Vírtua 5G), que permite Serviços velocidades de até 300 Mbps. Além da Internet em

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altíssima velocidade, os assinantes terão também acesso a um portal exclusivo com conteúdos HDTV on-demand de provedores como Viacom (MTV e Nickelodeon), Globosat e National Geographic. A qualidade de imagem, caso o computador seja ligado a uma TV LCD de alta definição, é superior à da transmissão normal por cabo ou broadcast. O piloto é realizado em parceria com a Motorola. Segundo Jorge Duron, vicepresidente de connected home solutions da empresa, vários operadores norteamericanos estão começando os testes com DOCSIS 3.0 e as primeiras implantações comerciais estarão disponíveis ao longo de 2009, como já acontece no Japão e na Coréia do Sul. A Net pretende manter o piloto até meados de 2009, quando a tendência é que ele se torne, também, uma opção comercial.

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5 de Fevereiro de 2009 Auditório da Finatec - Brasília, DF

Antecipando tendências. Discutindo modelos. Falando com quem decide. O principal encontro sobre as tendências políticas e regulatórias do setor de telecomunicações e mídia. Uma promoção conjunta das revistas TELETIME, TELA VIVA e do Centro de Políticas, Direito, Economia e Tecnologias das Comunicações (CCom), da Universidade de Brasília, Políticas de (Tele)comunicações chega à sua 8ª edição como o seminário de referência para autoridades, acadêmicos, consultores, advogados e presidentes de operadoras de telecom, broadcasters, canais e programadores de conteúdo, fornecedores e analistas.

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Daniele Frederico

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No Break

ANO DE

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Publicidade em alta definição ainda não emplacou, apesar de crescimento da programação HD e da pequena diferença no valor da produção. Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos considera os set-top boxes vendidos separadamente e os televisores com receptores integrados. Não é possível saber, porém, se os donos dos conversores também possuem uma TV full HD). Apesar disso, quando os programas são interrompidos pelo break comercial, os donos de uma tela 16:9 assistem aos comerciais com tarjas pretas nas laterais, já que, com raras exceções, os comerciais ainda são transmitidos em standard definition. Embora os fabricantes estejam satisfeitos com a venda de equipamentos até o momento, no mercado de produção a expectativa em relação à demanda digital era mais otimista. Especialmente em relação àquilo que definitivamente não é produzido dentro das emissoras, o break comercial. “O que existe hoje é muito pontual. Achamos que teria mais demanda, mas o pedido do cliente ainda não é HD”, diz o diretor presidente da TeleImage, Patrick Siaretta. Do lado das emissoras,

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FOTO: Marcos Issa

m ano após o início das transmissões digitais em São Paulo, é possível ver partes da programação das emissoras em alta definição. Novelas, jogos, minisséries e programas de auditório têm sido exibidos em HD, para os cerca de 200 mil receptores em funcionamento nos domicílios brasileiros (o número da Associação Nacional de

“O aumento da programação HD puxa o break HD. O aumento da programação em HD, porém, vai depender do aumento da base de espectadores.” João Daniel Tikhomiroff, da Mixer

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o diretor da Central Globo de Marketing, Anco Saraiva, afirma que a Globo vem recebendo uma quantidade razoável de comerciais prontos para a exibição em alta definição. “Acreditamos que esse número esteja num nível adequado para o momento presente”, diz. Já o superintendente comercial da Rede TV!, Antônio Rosa Neto, afirma que, apesar de a emissora veicular 100% da programação em HD, o break ainda não é em alta definição, uma vez que não há comerciais para veiculação. “Não temos veiculado comerciais em HD”, diz. “Comercialmente falando, o HD não existe”. Ele conta, porém, que nas próximas semanas estréia um comercial em alta definição na emissora. Além deste, durante 2008 apareceram alguns casos isolados de comerciais que foram captados, finalizados e exibidos em HD. É o caso de um filme do Bradesco, exibido à época do início das transmissões em São Paulo, com produção da Mixer. O presidente da produtora, João Daniel Tikhomiroff, conta que depois deste comercial, veiculado em dezembro de 2007, nenhum outro foi requisitado pelas agências para entrega em HD. Quem também viu alguns de seus comerciais serem exibidos em alta definição foi a Hamburguer Inc, que já produziu para Skol, Bacardi e Nokia


FOTOs: divulgação

comerciais veiculados na MTV em HD. A produtora escolheu trabalhar com câmeras HD ao invés da película desde o seu lançamento, em 2005. Fora de São Paulo – primeira cidade a contar com o sinal digital – também é possível identificar outras iniciativas de experimentação com o HD na publicidade. É o caso da CaradeCão Filmes, que produziu o primeiro comercial em alta definição de Minas Gerais, com exibição HD pela Globo Minas em junho de 2008. A idéia de fazer um comercial HD partiu de uma decisão conjunta entre produtora, agência e cliente. O filme, feito para o governo do Estado de Minas Gerais, teve o custo adicional –

uma cópia em HD – além da cópia SD exigida pelas emissoras para veiculação no canal analógico. Têm-se, portanto, dois processos de finalização diferentes. Ainda assim, produtores e finalizadores contam que este custo não é proibitivo para que um comercial seja veiculado em HD. Segundo Tikhomiroff, da Mixer, a pós-produção de um filme captado em 35mm encarece cerca de 50% quando é feita em HD. É preciso lembrar, porém, que esse aumento é referente apenas à finalização, que corresponde a uma pequena parte do orçamento total de um comercial. “É claro que existe um custo a mais, mas o valor é ínfimo. A produção já é cerca de 5% do valor da verba publicitária do cliente. A finalização representa menos de 10% do orçamento. Se chegar a 7% é muito”, diz Tikhomiroff.

giro de trabalho”, diz Alex Rodrigues, da Hamburguer Inc. Onde está a demanda? Embora as emissoras afirmem estar prontas para receber o material, e as produtoras digam que estão preparadas para produzir em HD, não há demanda aparente por parte dos clientes e das agências para veicular comerciais em alta definição neste primeiro ano de transmissão digital. Para Rosa Neto, da Rede TV!, o que existe é uma percepção errada em relação ao comercial HD e àquilo que ele demanda de diferente. “Devido à falta de informação, existe um ‘barulho’ no mercado de que o comercial HD é caro, de que há restrições técnicas,

Comercial para o Banco do Planeta, do Bradesco, foi o primeiro exibido em HD no Brasil, com produção da Mixer.

proveniente da finalização em HD – absorvido pela produtora, como uma cortesia pelo volume de trabalho que o cliente proporciona à empresa. “Neste primeiro momento valeu a pena absorver este custo para sermos a produtora a colocar o primeiro comercial HD na televisão de Minas. No entanto, não valeria a pena continuar a absorver este adicional”, diz o sócio da produtora Maurício Foresti. O custo adicional para entregar um comercial em alta definição não estaria, em princípio, concentrado na produção, uma vez que a maioria das produtoras já realiza seus comerciais em película – 35mm ou 16mm –, formato capaz de fornecer a melhor definição possível. O gasto extra aparece na pós-produção, uma vez que é preciso editar, finalizar e entregar

Na ponta da pós-produção Siaretta concorda. “Finalizar em HD é no máximo 30% mais caro que em SD”, diz. A diferença no custo pode não ser proibitiva para grandes anunciantes, mas em mercados menores, cada centavo conta. Foresti conta que em Minas, por exemplo, o cliente não quer

entre outros empecilhos”. Ele diz que esse desconhecimento tem atrasado a adoção do HD por parte dos anunciantes. “Você não deseja aquilo que você desconhece. Precisamos fazer com que o cliente veja o que é a alta definição e passe a desejá-la”, diz.

"Comercialmente falando, o HD não existe", diz Antônio Rosa Neto, da Rede TV! pagar a mais para ter um comercial em alta definição. “A verba dos anunciantes é muito pequena por aqui. Para que ele vai gastar R$ 3 mil a mais em cópias se ele pode ganhar esse valor em espaço de mídia?”, questiona. Além dos custos, entregar um comercial em HD exige prazo maior. “O cliente tem que trabalhar com outros parâmetros de prazo. Devido ao tempo maior que se leva para entregar em HD, as produtoras acabam tendo um menor

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Com o objetivo de demonstrar a nova tecnologia ao mercado publicitário, algumas emissoras têm realizado apresentações nas agências e nas produtoras durante o ano de 2008. Rosa Neto conta que tem conversado com as agências e com os anunciantes, com o objetivo de fazer esta ponte que aparentemente está faltando no mercado, entre a tecnologia e os anunciantes. “Já visitei cerca de 20

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( publicidade ) agências. Tenho apresentado o que é TV digital e falado da importância da publicidade para ela”, diz. Na Globo, a iniciativa vai na mesma linha. Segundo Saraiva, durante o primeiro ano de transmissões, foram realizadas mais de 20 apresentações sobre TV digital em diversas cidades do Brasil, atingindo mais de 3,5 mil profissionais - de agências de publicidade e produtoras, em sua maioria. “Nestas ocasiões, fica claro que o mercado publicitário está em momento de investimento. O primeiro passo é a aquisição de equipamentos, naturalmente; entretanto o maior desafio está no desenvolvimento de talentos aptos a trabalhar nas produções de filmes em alta definição”, conta. A expectativa do mercado em relação às emissoras, no entanto, não pára no esclarecimento sobre o formato. Agências, anunciantes e produtoras aguardam também um crescimento no número de horas de programação HD exibidas pela televisão. Assim como na transição da TV preto e branco para a colorida, quando os programas já eram exibidos em cores, mas os comerciais continuam a ser P/B, com a TV digital pareciam que o movimento será o mesmo: primeiro as TVs exibem seus programas em alta definição e depois o break os “alcança”. “Acho que quanto mais programas em HD houver, isso vai puxar todo o resto”, diz Siaretta. O diretor presidente da TeleImage conta, do ponto de vista de um espectador que possui o sistema HD em sua casa, que o comercial em SD exibido durante uma programação transmitida em FOTOs: divulgação

“Neste primeiro momento valeu a pena absorver o custo adicional para sermos a produtora a colocar o primeiro comercial HD na televisão de Minas.” Maurício Foresti, da CaradeCão Filmes

HD é desagradável para quem assiste, uma vez que a imagem é mostrada apenas no centro da tela, ao contrário do programa HD, exibido em formato 16:9. “Quem já tem o HD fica totalmente frustrado quando entra o comercial”, diz. Há ainda quem acredite que as próprias emissoras não estão totalmente preparadas para oferecer o break em HD. Para Alex Rodrigues, da Hamburguer Inc, a iniciativa para que os comerciais sejam enviados em alta definição não tem partido das emissoras, pois elas não estão preparadas para exibi-los. “Se você exige que todos mandem seus comerciais HD, você tem de estar 100% seguro de que não haverá um problema técnico”, diz. Rosa Neto vai mais longe, dizendo que as outras emissoras não estão aceitando os comerciais em alta definição. “Eu pago pelo posicionamento das outras emissoras”, diz, referindo-se a emissoras que não tem aceitado o material para veiculação em HD no break de programas transmitidos em SD. “O cliente e a agência não fazem porque não tem quem veicule”, opina. Público Enquanto alguns acham que as emissoras não estão totalmente preparadas e outros acreditam que os clientes ainda não conhecem a qualidade proporcionada pelo HD, todos parecem concordar em um ponto: o que realmente está

“O que existe hoje é muito pontual. Achamos que teria mais demanda, mas o pedido do cliente ainda não é HD”. Patrick Siaretta, da TeleImage

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faltando para que o mercado todo se interesse em criar, produzir e veicular o break em HD é público que assista a esses comerciais. O diretor de RTV da Giovanni+Draftfcb, Victor Alloza, conta que no início das transmissões, alguns anunciantes demonstraram interesse em utilizar a alta definição. No entanto, eles perceberam que a tecnologia não seria um grande diferencial, uma vez que poucas pessoas teriam acesso ao conteúdo HD naquele momento. “Acho que a partir do momento em que um número grande de pessoas puder sentir essa diferença na imagem, será natural a agência oferecer essa opção ao cliente e o cliente querer ver a diferença de qualidade”, diz Alloza. “O que vai impulsionar a transformação do break é saber que as pessoas estão prontas para receber, pois emissoras e produtoras já estão preparadas”. Para Tikhomiroff, a grande frustração é o fato do lançamento da TV digital terrestre ter sido bom, mas o preço para o consumidor não ter sido tão bem elaborado. “Com certeza, o aumento da programação HD puxa o break HD. O aumento da programação em HD, porém, vai depender do aumento da base de espectadores. No momento em que o equipamento estiver mais barato, toda essa engrenagem será desencadeada”. Esse crescimento, segundo o produtor, será a condição para que o anunciante opte por exibir em HD. “No momento em que crescer o número de pessoas com acesso ao HD, mesmo que de forma minoritária, pode valer a pena exibir o break em alta definição, pois a qualidade é melhor e com isso o comercial chama mais a atenção”, diz. “Enquanto houver um universo de consumidores pequeno, porém, a conta não fecha”, conclui.


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Truco de verdade fotos: divulgação

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mote da campanha da nova Pepsi Twist 3 é a disputa entre o sabor e as calorias. No filme “Batalha”, o exército do sabor tem de destruir o exército de calorias. Quando as calorias estão praticamente dizimadas, um soldado do sabor decide poupar três calorias “muito gente fina”, que são as calorias do suco de limão acrescentado ao refrigerante. Uma delas propõe um jogo de truco – que pode ser jogado de verdade no site www.jogatruco.com.br. A equipe de tecnologia da Almap/ BBDO desenvolveu o jogo de truco, a partir de imagens captadas em vídeo que seguem a direção de arte e a idéia do filme. O jogo tem três jogadores – o quarto é o internauta, que ao entrar no jogo tem a possibilidade de combinar os sinais com seu parceiro. O jogador escolhe a careta ou o movimento feito com a lata de Pepsi que o parceiro vai fazer para avisá-lo de suas cartas, exatamente como no jogo de truco. Segundo Juliana Borges, redatora do projeto, a primeira tarefa de toda a equipe foi aprender a jogar truco. “O roteiro foi muito complicado, porque precisávamos prever todo tipo de transição e todas as possibilidades do jogo. E ainda tem os momentos de espera, então os personagens ficam pensando, bocejando, batendo a lata...” A missão da produtora foi captar todas as possíveis imagens do parceiro, fazendo todos os sinais, e também dos dois outros jogadores. Em uma só diária – muito longa – foram feitos todos os takes, que resultaram nos 164 vídeos incluídos no vídeo. “A grande diferença desse jogo é que normalmente nos jogos de baralho na Internet só aparecem as cartas, feitas em table top”, afirma o diretor Sergio Glasberg. “Nesse caso, os jogadores estão lá, falando como

Realismo: jogadores interagem em vídeo com o internauta.

num jogo, com todos os sinais.” Cada um dos jogadores foi filmado separado, atuando para uma câmera fixa HDV. A imagem na web é formada por três imagens diferentes, que são carregadas simultaneamente. Os três personagens estão vestidos em roupas de época, em um cenário que lembra filmes da Idade Média. “Fizemos um cenário teatral, com um fundo que é uma pintura. Podíamos ter feito uma plotter, mas quisemos que parecesse uma pintura renascentista, ou o filme do Barão de Münchausen”, conta o diretor. O figurino também foi feito sob medida, e assim como a produção de objetos, seguiu a linha do filme. “As interpretações são caricatas e foi muito divertido fazer, porque incluímos cenas hilárias. Uma hora um dos jogadores tira uma carta da nuca, em outra o parceiro sobe na mesa e dá um abraço no jogador virtual, e numa terceira ele vem na direção da câmera e dá um soco. Precisamos prever a reação do jogador virtual e fazer os movimentos de câmera necessários para dar essa sensação.” Depois das gravações, a equipe da produtora passou uma semana na ilha de edição para separar os melhores takes e recortar as imagens para entregar à agência. “O processo de trabalho para internet é bem diferente, não só em

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termos técnicos como artísticos. Ainda há muito aprendizado nessa área e a interação com a agência é bem maior, porque as imagens não vão resultar em um produto final, mas vão ser usadas dentro da estrutura de programação.” As imagens selecionadas foram incluídas no programa do jogo, e a partir daí começou o processo de testes. “Fizemos uma planilha tentando prever todas as possibilidades, mas depois que o jogo estava programado começamos a jogar e descobrir os problemas, para fazer então as adaptações do que não conseguimos prever”, diz a diretora de arte Nathalia Resende.

ficha técnica Cliente Produto Agência Direção de criação Direção de arte Redação Programação Diretor de tecnologia Gerente de projetos Produtora Direção dos vídeos

Pepsi Pepsi Twist 3 Almap/BBDO Sérgio Mugnaini Guiga Giacomo, Nathalia Resende Juliana Ribeiral Borges, Luciana Haguiara Bruno Mosconi Fabrizio Barata Evelina Rios Cia. de Cinema Sergio Glasberg


Sonho de Natal

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oda a campanha de Natal das lojas O Boticário este ano estão baseadas nos personagens desenvolvidos pela equipe da Vetor Zero, que foi chamada para participar da criação desde o início, trabalhando ao lado do cliente e da agência durante todo o desenvolvimento da campanha. O filme, que tem um minuto de duração, foi todo feito em 3D. A história começa na casa do personagem principal, um garotinho que vê sua árvore de Natal crescer dentro de casa e chegar às nuvens, como na história de “João e o Pé de Feijão”. O garotinho sobe na árvore, chega à frente de um castelo gigante, e entra nele por uma fresta. Ele então avista uma linda mulher gigante, que está diante do espelho, se embelezando. Ela percebe sua presença e com uma piscadela o autoriza a levar alguns produtos – em troca, ele deixa seu estilingue. Em seguida, o menino está de volta à sua casa, presenteando a mãe com os produtos Boticário. Ele conta a história de como comprou o presente, mas todos pensam que ele tem muita imaginação. “O filme foi muito gostoso de fazer porque pudemos participar desde o começo e também porque tivemos prazo suficiente para passar por todas as etapas necessárias”, explica o diretor Nando Cohen. “O melhor dos mundos é quando nos chamam logo no início e podemos participar da

arquitetura. Tínhamos uma referência de um filme inglês e fomos por esse caminho.” Graças ao prazo, o processo pôde ser feito com mais cuidado. “Quando temos mais prazo, conseguimos fazer todas as etapas, desde a criação das expressões do personagem. As texturas foram todas pintadas à mão e pudemos usar mais detalhes, preparar melhor a luz, usar mais layers de composição e criar um animatic completo, de 60 segundos. Isso significa mais trabalho de elaboração e também mais horas de render na máquina, mas o resultado é muito melhor. Desse jeito também dá para o cliente acompanhar em várias etapas e para mudar o que for preciso antes de estar tudo pronto.” A personagem da mulhergigante foi a que mais se beneficiou da liberdade que a produtora teve para fazer o filme. “Não havia a obrigação de criar uma mulher hiperrealista. Quanto mais os personagens ficam próximos do cartoon, melhor fica a movimentação.”

Envolvimento da produtora na criação permitiu elaborar melhor os personagens.

criação dos personagens. Às vezes o cliente contrata uma agência de design para desenvolver personagens para a embalagem e depois nos chama para fazer o filme em cima daquilo que já foi criado. Em geral, é muito mais difícil.” Para começar, a produtora apresentou cerca de dez layouts diferentes dos personagens. A escolha foi praticamente unânime. “Essa família de personagens tem um estilo europeu de animação, tanto em relação ao design dos personagens como na

ficha técnica Cliente O Boticário Produto Natal Dir. de criação Dulcidio Caldeira e Luiz Sanches Criação André Kassu, Marcos Medeiros Produtora Vetor Zero Direção Nando Cohen Trilha / locutor Hilton Raw Finalização Equipe Vetor Zero

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( financiamento )

Público, com lógica de mercado

Com seus primeiros editais lançados, Fundo Setorial do Audiovisual chega com promessa de agilizar a fase de busca por recursos para produção, mas exigindo contrapartida. demanda. Outra novidade importante é que as linhas são semestrais. Para Manoel Rangel, presidente da Ancine, isso faz com que não haja correria por parte das produtoras para participar de seleções anuais. O objetivo, segundo Manoel Rangel, é ter retorno da totalidade dos investimentos. Contudo, haverá mecanismos de retenção prioritária dos dividendos gerados pelos projetos a um teto de, no máximo, 25% do valor investido. O teto varia a cada projeto. A seleção dos projetos também passa a ser de forma diferente da feita na maioria dos editais. Será levado em conta o histórico da empresa produtora, sendo mais bem avaliados os projetos das empresas que tenham obtido melhor desempenho comercial de suas obras anteriores, além de outros critérios, como potencial de comunicação da obra, como está arquitetada a distribuição e quem serão os parceiros. Participam da seleção funcionários de carreira da Ancine e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), órgão ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, ajudados por consultores externos que apresentarão pareceres. Haverá ainda entrevistas com os proponentes selecionados.

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FOTOS: ARQUIVO

Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) chega para corrigir distorções, atingir setores não atendidos pelos mecanismos de incentivo e agilizar o processo de estruturação financeira de projetos. Mas exigirá algo em troca. O fundo nasceu com a proposta de atuar com critérios de mercado, exigindo retorno, pelo menos em parte, dos investimentos. As quatro primeiras linhas do FSA destinam R$ 74 milhões ao financiamento da produção cinematográfica, à distribuição e à produção independente para a TV. A grande novidade é que, pelo menos nas linhas para distribuição e produção para TV, não haverá concurso. As linhas ficarão abertas, respondendo ao pleito dos proponentes sob

Bem-vindo Para o produtor de cinema e TV Paulo Boccato, da Glaz Entretenimento, as primeiras

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linhas do FSA são bem-vindas. "Há equilíbrio e o modo de seleção parece mais justo que o da maioria dos editais", diz. Para ele, a forma como os editais acontecem pode mudar. "A realização de dois por ano, com comitê, permite que se façam correções, se isso for necessário", diz. Marco Altberg, produtor de cinema e de conteúdo independente para televisão, diz que o fato de haver uma linha voltada à TV é um sinal da "cristalização do reconhecimento da produção independente de televisão". Ele também comemora a modalidade de edital sem competição direta, com possibilidade de inscrição a qualquer momento, mas com cautela. "Temos que acompanhar a aplicabilidade disso", alerta. Para os produtores, os mecanismos surgem para compensar a menor fluidez de recursos através dos mecanismos tradicionais. Segundo Boccato, "a crise tirou os investidores que colocam R$ 200 mil a R$ 300 mil no setor através de Artigo 1º e 1ºA da Lei do Audiovisual, enquanto o Artigo 3º diminuiu, porque a distribuição de vídeo já não está tão rentável". Especificamente para a TV, Altberg aposta que o fundo será usado para complementar o orçamento de produções que contam com recursos do Artigo 39 da MP 2.228/01 e do 3ºA da Lei do Audiovisual. O fundo conta hoje com O objetivo, segundo Manoel Rangel, é ter retorno da totalidade dos investimentos.

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aproximadamente R$ 90 milhões em caixa. Segundo Manoel Rangel, para 2009 estão previstos mais R$ 98 milhões, dependo de aprovação da Lei Orçamentária Anual. Com isso, o fundo terá mais de R$ 100 milhões no ano que vem. Segundo Rangel, esse orçamento "começa a ser investido ainda no próximo ano", mas não será necessariamente investido na sua totalidade. O comitê gestor do FSA (veja box) já apontou outras ações que poderão ser contempladas em etapas posteriores do fundo. Embora as primeiras linhas tenham esse perfil, nem todas as linhas precisam ser retornáveis. Entre as modalidades de investimento possíveis estão empréstimo; equalização de juros para empréstimos feitos por Funcines ou pelo BNDES, por exemplo; aquisição de participação em empresas; e apoio não-retornável. Entre as áreas que podem receber recursos, a Ancine destaca o desenvolvimento de projetos; desenvolvimento de modelos de negócios baseados em novas mídias e plataformas de distribuição; capacitação; complementação de contrapartida em projetos de co-produção internacional; exibição; infra-estrutura; capital de giro para a execução de projetos nos diversos segmentos da cadeia audiovisual; incentivo a uma maior interação entre universidades e agentes do mercado cinematográfico e audiovisual. "É urgente que haja investimento em desenvolvimento de projeto", diz Paulo Boccato. Segundo o produtor, trata-se de uma fase custosa para as empresas produtoras, embora seja mais barato que a produção em si. Linhas A chamada Linha de ação A Produção Cinematográfica de Longa-Metragem destinará 70% dos

através de um processo de fluxo contínuo, há um prazo para a inscrição de projetos: 30 de março de 2009, para a seleção do primeiro semestre. A linha contará com R$ 14 milhões, divididos em duas chamadas, uma por semestre. A Linha de Ação C - Aquisição de Direitos de Distribuição de Obras Cinematográficas de LongaMetragem dará recursos para as distribuidoras contempladas comprarem direito de distribuição. Os recursos terão de ser usados na produção da obra. Serão aplicados R$ 20 milhões, divididos nos dois semestres. O prazo para o primeiro semestre também é dia 30 de março. A Linha de Ação D Comercialização de Obras Cinematográficas de Longa-Metragem é destinada a projetos de comercialização apenas em salas de cinema. Serão aceitos projetos em fase de finalização ou concluídos. Esta linha contará com R$ 5 milhões em cada semestre. Os recursos serão investidos na distribuição em si. O prazo também vai até o dia 30 de março de 2009.

“É a cristalização do reconhecimento da produção independente.” Marco Altberg, produtor

recursos para complementação de recursos para a conclusão de obras, e 30% em aporte em produção. Ou seja, a maior parte dos recursos será destinada a projetos que já tenham captado parte do valor de produção, mas que ainda dependam de uma complementação para fechar o orçamento. A seleção dos projetos se dará por concurso público. Cada um dos editais (um por semestre) conta com orçamento de R$ 15 milhões. A data limite para a entrega de propostas para o primeiro semestre é dia 30 de janeiro de 2009. A Linha de Ação B - Produção Independente de Obras Audiovisuais para Televisão pode ser usada em obras de televisão aberta e por assinatura. Serão aceitos projetos de obras seriadas, minisséries e telefilmes, desde que uma emissora ou programadora tenha assumido a responsabilidade de aquisição da primeira licença. Mesmo tendo seleção

Fernando Lauterjung

Comitê gestor O FSA conta com um comitê gestor, que define as diretrizes e seleciona as áreas prioritárias. O comitê é composto por dois representantes do Ministério da Cultura, um da Ancine, um dos agentes financeiros credenciados (por enquanto, a Finep, sendo esperado o credenciamento do BNDES para breve) e dois do setor audiovisual. Fazem parte do comitê o ministro da Cultura, Juca Ferreira, tendo o secretário-executivo, Alfredo Manevy, como suplente; o secretário do Audiovisual do MinC, Silvio Da-Rin, tendo como suplente Paulo Alcoforado, diretor de audiovisual da SAV; o presidente da Ancine, Manoel Rangel, tendo o diretor da agência Mario Diamante como suplente; Luiz Antonio Coelho Lopes, superintendente da Área de Inovação para a Competitividade Empresarial da Finep, tendo como suplente Murilo Azevedo Guimarães. As diretrizes aprovadas pelo comitê são: • Melhorar a posição competitiva das empresas brasileiras independentes de cinema e de audiovisual nos mercados interno e externo; • Atuar em gargalos existentes no setor audiovisual; • Ampliar o consumo dos produtos brasileiros do cinema e do audiovisual; • Estimular modelos de negócios menos dependentes de recursos públicos e compartilhar os riscos inerentes da atividade audiovisual entre os agentes públicos e privados; • Aperfeiçoar a competência artística, técnica, gerencial e financeira das empresas brasileiras do cinema e do audiovisual; • Estimular a produção de conteúdo cinematográfico e audiovisual com alto grau de competitividade nos mercados doméstico e internacional; • Aperfeiçoar a capacitação profissional do setor audiovisual.

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( televisão)

André Mermelstein e Samuel Possebon

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Novos descobrimentos DocTV CPLP une países de cinco continentes para produzir documentários em língua portuguesa.

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rimeiro o Brasil, depois a América Latina e Ibéria, e agora o programa DocTV, gestado no Ministério da Cultura, ganha dimensão global. Foi assinado em meados de novembro o acordo para a produção do primeiro DocTV CPLP, envolvendo os oito membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) e mais a província chinesa de Macau. Segundo o diretor-geral da CPLP, Helder Vaz Lopes, as relações culturais entre os países do bloco estão em um estágio ainda bastante inicial. “Há muita vontade de se conhecer, de cooperar, mas não tínhamos os instrumentos. O bloco é novo, só existe há 12 anos, o que é muito pouco para um organismo internacional, que tem que se firmar, se estabelecer junto aos outros organismos, ONU etc”. “Este projeto possibilita que um conjunto de países que falam a mesma língua atuem juntos. Pelas distâncias, nem sempre isso tem sido possível, não é fácil juntar a vontade com a realização”, diz José Fragoso, diretor de programa da TV pública portuguesa, a RTP, uma das coordenadoras do projeto. O DocTV CPLP é o primeiro de 22 projetos de integração entre os países propostos pelo Brasil a tomar corpo. “Será o primeiro programa cultural multilateral envolvendo o setor de audiovisual”, conta o secretário do Audiovisual do

Ministério da Cultura, Silvio Da-Rin. O projeto foi fechado em outubro, em reunião preparatória à reunião dos ministros. Esta reunião envolveu ministérios e emissoras públicas dos países. Pelo Brasil, participaram a SAv e a Fundação Palmares. O DocTV CPLP já era uma idéia em gestação no MinC desde 2004, quando começaram as conversas com a CPLP, mas o pontapé inicial foi dado em junho deste ano, durante o Forum Brasil, evento promovido por TELA VIVA. “Houve uma feliz coincidência de o Forum Brasil ter promovido o Encontro das TVs de Língua Portuguesa em junho, onde arrematamos as tratativas da reunião de Praia, em Cabo Verde. No Forum, apresentamos o modelo e as TVs dos diversos países gostaram da idéia”, diz Da-Rin.

FOTO: ARQUIVO

Modelo A “tecnologia” do DocTV CPLP deve ser a mesma, com adaptações, da utilizada nas versões nacionais e ibero-americana. Essencialmente, cada membro produz um ou mais documentários, sempre realizados por uma produtora independente, escolhida em concurso, e depois toda a rede tem o direito de exibir os filmes produzidos. Em cada país o projeto é coordenado pela TV pública e pela autoridade audiovisual local. A logística desta versão, porém, é bem mais complexa. “As discrepâncias econômicas entre os países são muito maiores do que as que enfrentamos entre os Estados brasileiros e mesmo entre os países da América Latina. Além

“Temos instalações em todos os países, que podem ser usadas como apoio aos projetos.” José Fragoso, da RTP

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disso, há a questão da distância geográfica e dos fusos-horário”, explica Paulo Alcoforado, diretor de audiovisual da SAv. “Trata-se de um projeto de um milhão de euros, garantidos por um fundo. Cada país deverá aportar 2,22% do total desse fundo para produzir um documentário e ter acesso a outros nove títulos inéditos. O restante dos recursos será garantido pelo Brasil e por Portugal, e talvez Angola”, conta Da-Rin. Todos os custos são cobertos pelo projeto, inclusive os da fase preparatória de oficinas e preparação dos editais. Serão 50 mil euros para cada documentário, cada um com 53 minutos. Na qualidade de maiores financiadores, Brasil e Portugal (e eventualmente Angola) têm a coordenação. O Brasil terá a coordenação executiva, mas cabe à RTP um papel especial. A emissora portuguesa mantém laços fortes com as ex-colônias lusitanas, tem uma cooperação permanente, sobretudo com a África. “O papel da RTP é dar corpo à dinamização do projeto, junto com Brasil e Angola. Temos instalações em todos os países, que se for necessário podem ser usadas como apoio, para o acompanhamento dos projetos. Temos também linhas de satélite com todos, que podem ser usadas para a troca de imagens”, conta José Fragoso. Metodologia Cada país, depois da primeira oficina de gestão, terá uma oficina de capacitação local. Depois disso, montase a rede para exibição. “Não será uma exibição ao vivo e simultânea, porque seria complicado coordenar a grade de todas as emissoras e a parte técnica. Mas estamos trabalhando para


FOTO: divulgação

que a exibição dos documentários seja no mesmo dia ou, pelo menos, na mesma semana”, conta Da-Rin. O projeto todo terá cerca de 24 meses, para ser concluído em dezembro de 2010. A temática dos filmes é livre, mas buscam-se projetos que representem da cultura de cada país. O DocTV CPLP é dividido em cinco etapas: na primeira, são três meses de preparação e constituição institucional, oficinas de planejamento e o preparo do concurso. Em seguida, outros três meses para o processo de seleção. Serão realizados os concursos e preparadas as oficinas de desenvolvimento e desenho criativo (tratamento estético). A terceira etapa é a fase de contratação (dois meses), para fechar contratos e direitos. Tudo feito, começa a etapa de produção propriamente dita dos filmes, que dura seis meses. Paralelamente, serão realizadas as oficinas de desenvolvimento criativo planejadas na segunda etapa. Finalmente, na quinta etapa, acontece

“Há muita vontade de cooperar, mas não havia instrumentos.” Helder Vaz Lopes, da CPLP

a distribuição e difusão dos filmes. A exibição está prevista para acontecer no segundo semestre de 2010. As vinhetas e chamadas do DocTV CPLP, para todos os países, serão bancadas pelo mesmo fundo e distribuídas às emissoras. Um detalhe importante na montagem do programa é que há um mecanismo de realimentação do fundo. Caso os documentários sejam comercializados no mercado internacional, as receitas são divididas. “É como aconteceu no DocTV Brasil, em que 50% das receitas voltavam para o MinC, 25% ficavam com as TVs e o resto era repartido entre produtor e diretor. No caso do DocTV CPLP, 25% das receitas voltam para o fundo, 25% para a emissora, 25% para o diretor e 25% para o produtor”, explica o secretário do Audiovisual. “O modelo do DocTV é forte porque a dinâmica está consolidada, tanto é que já existe um DocTV na Colômbia, um na América Central, um no México. No Brasil, foram 35 documentários, sendo nove de São Paulo e 26 dos outros estados. A grande vantagem do modelo é que as

emissoras que participam colocam pouco dinheiro e têm acesso a muito material inédito”, diz Da-Rin. Para Helder Vaz Lopes, da CPLP, o programa tem um potencial enorme de fomentar a indústria do audiovisual nos países-membros. “Muitos territórios têm grande potencial cultural, mas sem os recursos financeiros e humanos para desenvolvê-los. O programa pode levar até à criação de novas produtoras”, comemora. O potencial do programa ultrapassa as fronteiras dos países da Comunidade, acredita Lopes: “Podemos estar abrindo um caminho para a cultura de língua portuguesa no mercado internacional, como um pacote”, diz. José Fragoso, da RTP, vê outras vantagens: “Não são só os nove filmes que serão criados, mas o processo todo permitirá que estas produtoras se encontrem, trabalhem juntas, troquem informações, experiências, mantenham a proximidade”. Segundo ele, isso pode dar início a futuras colaborações, mesmo fora do projeto.

O DocTV em resumo O I Programa DocTV CPLP (I Programa de Fomento à Produção e Teledifusão de Documentários da Comunidade de Países de Língua Portuguesa) foi aprovado pela Reunião Extraordinária de Ministros da Educação e da Cultura da CPLP, realizada na cidade de Lisboa nos dias 14 e 15 de novembro, antecedida pela Reunião Técnica da CPLP, realizada nos dias 30 e 31 de outubro, que reuniu representantes dos Ministérios da Cultura e das emissoras de TV dos países do bloco e de Macau. Cada país participante co-produzirá um documentário com as seguintes características técnicas: • Duração: 52 minutos • Período de produção: 180 dias • Valor de produção por documentário: € 50 mil O DocTV CPLP terá um plano de trabalho a ser executado em 18 meses, a partir da realização do Encontro de Planejamento Executivo a ser realizado no mês de janeiro de 2009 no Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia/ TVE Bahia, na cidade de Salvador.

A Coordenação Executiva do programa será composta pelo Secretariado Executivo da CPLP, Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Instituto do Cinema e do Audiovisual do Ministério da Cultura de Portugal, Rádio e Televisão de Portugal RTP, Televisão Pública de Angola - TPA e Empresa Brasil de Comunicação EBC.

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O DocTV é um modelo de gestão formulado e desenvolvido no Brasil desde 2003 que inspirou as experiências internacionais do Programa DocTV Iberoamérica (primeira e segunda edições), Programa DocTV Colômbia, projeto de Programa DocTV Cinergia (Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Panamá) e projeto de Programa DocTV México.

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(audiência - TV paga)

Língua materna

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Em uma disputa acirrada, o Cartoon Network conquistou o primeiro lugar do ranking de alcance dos canais pagos entre o público de quatro a 17 anos. O canal ficou com 18% de alcance diário médio e tempo médio diário de audiência de 46 minutos. Em segundo lugar, muito próximo do primeiro colocado, aparece o Disney Channel, com 17,68% de alcance diário médio, seguido de Jetix, Nickelodeon e Discovery Kids. No total, os canais pagos tiveram 53,28% de alcance diário médio e duas horas e 12 minutos de tempo médio diário de audiência (universo: 1.198.000 indivíduos). O levantamento do Ibope Mídia considera as praças Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Distrito Federal.

Foto: divulgação

s três canais com melhor alcance diário médio em outubro podem não ser todos brasileiros, mas certamente falam a língua do país. Os canais de filmes dublados TNT e Telecine Pipoca ocuparam o primeiro e o terceiro lugar, respectivamente, e o esportivo brasileiro SporTV ficou na segunda posição do ranking dos canais de TV paga com melhor alcance entre o público com 18 anos ou mais. O TNT registrou 11,59% de alcance diário médio e 24 minutos de tempo médio diário de audiência. O Telecine Pipoca, que em agosto destacou-se por ganhar posições no ranking, registrou 8,85% de alcance diário médio e 34 minutos de tempo médio diário de audiência. Além desses, Discovery Channel e Globo News aparecem no topo do ranking, em quarto e quinto lugares, respectivamente. No

“O Aviador”, o Megafilm da TNT em outubro: canal de filmes dublados permanece no topo do ranking.

total, os canais pagos tiveram entre o público adulto 49,35% de alcance diário médio e tempo médio diário de audiência de duas horas e dois minutos. Para esta lista foi considerado o universo de 5.362.100 indivíduos.

Daniele Frederico

Alcance* e Tempo Médio Diário – outuBRO 2008 Total canais pagos TNT SporTV Telecine Pipoca Discovery Globo News Multishow Fox Universal Channel AXN Cartoon Network Warner Channel Disney Channel National Geographic Telecine Premium Telecine Action Discovery Kids HBO ESPN Brasil Sony SporTV 2

De 4 a 17 anos** 

(Das 6h às 5h59)

Alcance (%) Indivíduos (mil) Tempo Médio 49,35 2.646,12 02:02:23 11,59 621,68 00:24:35 9,41 504,33 00:37:16 8,85 474,34 00:34:15 8,47 454,03 00:19:37 8,05 431,76 00:32:06 7,90 423,70 00:17:25 7,87 421,79 00:20:26 7,83 419,59 00:32:23 7,31 392,17 00:28:11 7,30 391,21 00:31:25 7,00 375,26 00:22:15 6,39 342,52 00:34:46 6,18 331,44 00:16:14 5,86 314,22 00:20:59 5,73 306,98 00:23:39 5,66 303,66 00:41:57 5,40 289,66 00:21:06 5,17 277,11 00:23:01 4,88 261,65 00:15:26 4,84 259,60 00:15:52

Total canais pagos Cartoon Network Disney Channel Jetix Nickelodeon Discovery Kids TNT Telecine Pipoca Fox Multishow SporTV Boomerang Discovery Universal Channel Telecine Premium Warner Channel AXN Telecine Action ESPN Brasil National Geographic HBO

(Das 6h às 5h59)

Alcance (%) Indivíduos (mil) Tempo Médio 53,28 638,29 02:12:42 18,00 215,61 00:46:19 17,68 211,79 01:09:00 12,63 151,29 00:45:18 12,52 149,98 00:49:15 11,10 133,03 00:52:06 9,99 119,62 00:19:59 8,99 107,69 00:40:15 7,94 95,17 00:24:51 7,31 87,62 00:21:49 6,93 83,06 00:23:56 5,55 66,52 00:23:18 5,22 62,57 00:14:02 4,84 58,03 00:18:43 4,56 54,63 00:20:25 4,54 54,36 00:18:09 4,24 50,84 00:13:35 4,21 50,45 00:17:25 4,11 49,26 00:11:57 4,11 49,24 00:11:08 3,95 47,33 00:15:38

*Alcance é a porcentagem de indivíduos de um “target” que estiveram expostos por pelo menos um minuto a um determinado programa ou faixa horária.

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**Universo 1.198.000 indivíduos Fonte: IBOPE Media Workstation – Tabela Minuto a Minuto – Outubro/2008



**Universo 5.362.100 indivíduos

Acima de 18 anos**


Dias 17 a 19 de março de 2009

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( audiência )

Público desconhecido Ibope não acompanha audiência do público das parabólicas fora dos grandes centros. Canais sustentam que base precisa ser corrigida.

S

substancialmente menor. Em São Paulo, por exemplo, calcula-se que apenas 5% dos televisores recebam o sinal da TV por meio de antenas parabólicas de banda C. O Ibope explica que seu Painel Nacional de Televisão não faz uma varredura em todo o país. "Nós não fazemos pesquisa nacional (de audiência). Nós fazemos pesquisa em 11 regiões metropolitanas", diz Antonio Ricardo Ferreira, diretor-executivo do Ibope Mídia. Segundo ele, o hábito de consumo de TV do público das parabólicas não muda muito em relação aos 11 centros medidos (Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém e Goiânia). "Há cidades no Brasil com 40% ou até mais de domicílios com antena

FOTO: divulgação

egundo uma estimativa da TV Cultura, 56 milhões de pessoas recebem sinais de televisão através de antenas parabólicas de banda C (sinais abertos). "É uma questão mal resolvida no Brasil. De uma pesquisa a outra, o número de antenas varia entre 10 milhões e 20 milhões", diz o diretor de marketing e captação da Fundação Padre Anchieta, Cícero Feltrin. A emissora trabalha com o número de 14 milhões de antenas, servindo, em média, quatro pessoas cada uma, o que leva ao número acima. O hábito de consumo desses telespectadores não é acompanhado pela medição de audiência. Embora o Ibope faça a sua medição independente do tipo de captação do sinal, a base de amostragem se encontra em grandes centros urbanos, onde o uso de parabólicas é

“É um mercado diferente daquele dos grandes centros e da TV paga." Cícero Feltrin, da TV Cultura

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parabólica. Mas, nas cidades onde existem três ou quatro geradoras, cai enormemente o número de parabólicas", diz. O argumento é usado para mostrar que o público do satélite busca o sinal das grandes redes. É difícil imaginar que programas de forte apelo popular no Brasil, como as novelas, não tenham o mesmo apelo junto ao público fora dos grandes centros comerciais. Por outro lado, há programas e até mesmo canais direcionados a este público e que nas 11 praças têm audiência insignificante. "É um mercado diferente do das pessoas dos grandes centros e da TV paga", diz Feltrin. "São famílias das classes CDE, que é o público que a TV Cultura procura trabalhar", completa. Ele cita como exemplo o programa "Viola, Minha Viola", de música sertaneja. "Deve ter audiência neste público. Em São Paulo, é próximo de traço", diz. Quem também não está satisfeito com a ausência de medição fora dos grandes centros é a Abril. Segundo André Mantovani, desde que o sinal da MTV Brasil foi aberto para as parabólicas (após sua saída ruidosa do line-up da Sky), a audiência não mudou. "Não mudou nada porque o Ibope não consegue medir, porque não tem base de aferição de parabólica", cutuca o diretor dos canais Abril. Segundo Antonio Ricardo, do Ibope, houve sim uma mudança de audiência, negada por Mantovani (vale explicar, o Ibope não pode divulgar os números de audiência, apenas confirmar números divulgados por quem comprou a pesquisa). "O público da MTV Brasil é AB, e o das parabólicas é predominantemente


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milhares de cartas. Fomos obrigados a abrir novamente", diz. Contudo, na comercialização de publicidade, o sinal das parabólicas vale pouco. "Para o anunciante entrar no sinal da parabólica, paga mais 10% do valor pago para entrar em São Paulo. Acho que deveria custar mais caro, mas não tenho como justificar com números", diz. Para Feltrin, "não precisaria ter o minuto-a-minuto, mas seria interessante ao menos apontar a tendência de audiência junto às parabólicas". Ele acredita que as agências de publicidade deveriam exigir esses dados. "Há preguiça nas agências em pensar no assunto. Provavelmente nem programam

“Se 99% do território está coberto pelas grandes redes, porque 40% usam parabólicas?”

FOTO: arquivo

CD", explica o diretor do Ibope Mídia. Mantovani diz que seu público é ABC+, mas discorda que este público não dependa da parabólica. "Onde não há sinal aberto, também há classes mais abastadas", diz. O executivo da Abril questiona até mesmo os dados divulgados pelas três maiores redes, principalmente a Globo, que alegam cobrir quase todo o território nacional. "Quem tem antena parabólica em casa, é para pegar o que? É porque as locais não chegam lá. Se 99% do território está coberto pelas grandes redes, porque 40% usam parabólicas?", questiona. Segundo o Ibope, 100% da sua base com parabólicas (sempre dentro dos 11 centros medidos) não usa apenas a antena como fonte de recepção de sinal. "Muitas vezes a residência está coberta pela Globo e pelo SBT, por exemplo, mas coloca uma parabólica para receber também a Record", diz Antonio Ricardo. Nesses casos, explica, os telespectadores costumam ver o sinal local dos canais com cobertura, ligando o set-top box da parabólica apenas para os canais não cobertos. A Abril diz que gostaria de ter a

André Mantovani, dos Canais Abril

medição fora dos grandes centros. "Quero que o Ibope conserte a base", diz Mantovani. O Ibope, por outro lado, diz que, para que haja medição em território maior, alguém precisa pagar a conta. "Custa R$ 5 mil para implantar um medidor em cada televisor", diz Antonio Ricardo. Segundo ele, para implantar em uma cidade onde o Ibope não está presente, custaria ainda mais caro. "Até agora, ninguém se

segundo o ibope, hábito de consumo de tv das parabólicas não muda em relação às praças medidas. manifestou pedindo esse serviço", diz. "Querem que eu pague a instalação dos equipamentos de medição, para depois vender para mim e para outros o resultado das pesquisas. Fico com o custo e eles com a receita", reclama Mantovani.

mídia para parabólica. É claro que sob influência do BV (bonificação por volume), uma propina institucionalizada". "Há 30 anos, havia mais pesquisa que hoje. Estamos nivelados por baixo." Segundo ele, a única novidade que surgiu neste período foi a medição minuto-a-minuto, "o que não serve ao mercado publicitário, mas apenas para auxiliar diretores de TV a decidir por mais ou menos baixaria no programa".

Publicidade Cícero Feltrin, da Cultura, que contrata apenas a medição de São Paulo, também acha que o aumento da base para fora dos grandes centros é necessário para corrigir a medição. "Quando suspendemos o sinal analógico para as parabólicas, recebemos

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Fernando Lauterjung

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( cinema)

Ana Carolina Barbosa

a n a c a r o l i n a @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Cartaz virtual Distribuidoras aumentam investimentos em campanhas online, apostando na interatividade para a divulgação dos lançamentos de cinema.

G

diante, mas ainda prevalece a cultura da televisão. “O próximo ano vai ser difícil. Vamos descobrir se as distribuidoras realmente confiam na Internet, que com um investimento menor permite ao cliente se comunicar com as pessoas que ele precisa e até controlar quanto tempo elas interagem com o conteúdo. Cerca de 78% dos internautas, por exemplo, costumam ver os trailers na íntegra”, destaca.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

randes lançamentos do cinema precisam de uma comunicação forte na Internet. É consenso entre as distribuidoras que a mídia, hoje, não é só um complemento, mas parte fundamental na estratégia de divulgação de um filme. “É um dos meios mais importantes no planejamento de mídia e tem crescido filme a filme. Percebemos que há uma afinidade maior entre os freqüentadores de cinema e a Internet”, afirma Camila Pacheco, gerente sênior de promoções e Internet da Twentieth Century Fox. A percepção de distribuidoras e agências responsáveis pelo desenvolvimento das campanhas é que os investimentos têm aumentado, sobretudo nos últimos cinco anos, devido às mudanças no perfil de consumo da Internet causado pelo surgimento de novas ferramentas como as redes de relacionamentos e do YouTube. Telma Gadioli, diretora de marketing da Sony Pictures no Brasil, estima um crescimento de 60% no mercado brasileiro nos últimos anos. As majors costumam destinar cerca de 10% do orçamento de mídia às campanhas online. Nas distribuidoras independentes, o gasto médio com a divulgação de filmes no ambiente digital fica entre 20% e 25%. A crise financeira, que deve deixar os orçamentos mais apertados em 2009, pode favorecer a Internet como mídia para a divulgação de lançamentos, pelos preços mais acessíveis deste meio. “Talvez chegue à média de 30% do orçamento de mídia no ano que vem. Não acho que aumentará

Tela touchscreen do pôster virtual criado pela Ginga para a divulgação de “Crepúsculo”, lançamento de dezembro da Paris Filmes.

muito porque ela já cresceu absurdamente no bolo nos últimos tempos. Não dá para ignorar as outras mídias, porque uma complementa a outra”, opina Sandi Adamiu, diretor de marketing e expansão da Paris Filmes. Telma vê possibilidades de aumento de recursos para campanhas digitais para os filmes médios e com potencial comercial. Para os blockbusters, ela considera a mídia já bastante agressiva. De acordo com Rogério Bonfim, diretor da Virtual Net, agência digital que atende exclusivamente a clientes da área de entretenimento, entre eles a Sony e a Disney para o Brasil e América Latina, os investimentos quintuplicaram de 2001 em

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Vantagens.com A elaboração de uma campanha online começa cerca de seis meses antes da estréia do filme nos cinemas. As agências procuram identificar o número de usuários de Internet que estão na faixa etária do público alvo do filme e o que eles costumam fazer quando estão conectados para desenvolver campanhas cada vez mais sofisticadas, que vão além da criação de hotsites e de banners. As redes de relacionamento têm sido muito utilizadas para proporcionar a interatividade e espalhar a mensagem entre os usuários com interesses em comum. Para a divulgação de “High School Musical 3 - Ano da Formatura”, a Virtual Net desenvolveu um aplicativo dentro do Orkut em que o usuário escolhia o personagem da trama com o qual ele mais se identificava e aqueles que mais combinavam com seus amigos. As informações ficavam armazenadas nas atualizações e podiam ser vistas por todos os amigos do internauta que usou o aplicativo, gerando assim o efeito viral. Em 15 dias, foram mais de 50 mil interações com o aplicativo e,


no final da campanha, 200 mil usuários fizeram a identificação com os personagens, comunicandose com 14 milhões de pessoas que fazem parte de seus núcleos de amigos na rede de relacionamento. “Em geral, conseguimos atingir de 30% a 40% do público em potencial para o filme que está na web”, conta Bonfim, que também desenvolveu aplicativos para os lançamentos de janeiro, o infantil “Bolt”, da Disney, e “The Spirit”, da Sony, cuja campanha online começou em fevereiro. Segundo Camila, é fundamental que os internautas tenham a oportunidade de interagir com o conteúdo do filme antes da estréia nas salas de cinema. Por isso, todo filme distribuído pela Fox tem uma campanha online. A distribuidora desenvolveu uma campanha global, complementada por ações regionais, para o “O Dia em que a Terra Parou”, que estréia nos cinemas americanos em 12 de dezembro e chega ao Brasil em 9 de janeiro, utilizando sete redes de relacionamento e abrangendo dez idiomas. A agência de marketing digital americana Moxie Interactive desenvolveu um aplicativo para que os usuários destas redes possam escolher o que ou quem

filme homônimo que será lançado no Brasil na segunda quinzena de dezembro. “Entramos nas comunidades do Orkut para divulgar a rede própria. Também há acesso pelo site oficial do filme. Lá, os usuários podem interagir, fazer upload de fotos e vídeos e participar das promoções”, explica Martinez. A rede de relacionamento foi aberta no dia 1º de dezembro e, em uma semana, já tinha cerca de mil participantes. Para complementar a campanha digital, a Ginga desenvolveu pôsteres interativos, com telas touchscreen, colocados em quatro estações de metrô de São Paulo (Tatuapé, Santa Cruz, Vila Madalena e Consolação) durante o mês de dezembro. “São estações próximas a universidades, shoppings e cursinhos, locais pelos quais o público do filme transita com freqüência”, justifica Martinez. Nestes pôsteres, o usuário pode assistir ao trailer do filme, conhecer mais sobre o livro e sobre o perfil das personagens. Ainda há um aparelho de bluetooth nestes totens para enviar wallpapers e trailers do filme ao celular dos interessados. “É a primeira ação deste tipo que fazemos, ainda não temos relatórios quantitativos, mas

Rogério Bonfim, da Virtual Net, em seu perfil no Orkut com os aplicativos que desenvolveu para a divulgação de “Bolt”, novo filme da Disney. Redes sociais são cada vez mais utilizadas para as campanhas online.

salvariam se a Terra parasse. Os itens mais essenciais do mundo serão computados no site www.earthvitallist. com. O site também apresenta aos visitantes um panorama de como os itens estão sendo classificados em todos os países. Um cronômetro com a contagem regressiva para o lançamento do filme nos EUA vai coincidir com uma revelação dos itens mais importantes segundo a escolha dos internautas. Paulo Martinez, sócio diretor de planejamento e mídia da Ginga, agência de interação digital que desenvolve as campanhas da Paris Filmes, desenvolveu uma rede de relacionamento própria para o público do filme: adolescentes do sexo feminino, fãs do romance “Crepúsculo”, que narra a história de uma jovem que se apaixona por um vampiro e inspirou o

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o pôster tem chamado “É a mídia mais interativa, que gera bastante atenção, talvez fique comentários muito espontâneos do como uma mídia permanente público, positivos ou negativos. Dá para ter da Paris”, diz Martinez. uma idéia do desempenho do filme, Outra distribuidora funciona como termômetro” independente que vem Camila Pacheco, da Fox apostando em campanhas online, inclusive para a divulgação de filmes nacionais com esta temática, a ação rendeu um é a Downtown Filmes. “Essa mídia livro de receitas de “Estômago”, tem a vantagem de possibilitar a disponível em PDF no site oficial. mudança de materiais com rapidez, o contato estreito com o público Termômetro jovem e jovem adulto das classes A, Embora tenham aumentado os B e C e o valor dos investimentos investimentos e estejam convencidos de ainda é mais acessível para que é preciso estar na Internet, apostado empresas menores”, diz Cristiana em novos recursos para atrair a atenção Cunha, gerente de marketing da do público no ambiente digital, os distribuidora. Uma das campanhas distribuidores reconhecem que é trabalhadas de forma mais impossível estabelecer uma relação entre agressiva no ambiente digital foi a o sucesso de uma campanha na Internet de divulgação do filme “Estômago”, e o bom desempenho na bilheteria. “Não de abril de 2008. A Salem, agência dá para saber ao certo, mas é a mídia responsável pela campanha, mais interativa, que gera comentários mapeou os blogs voltados para o muito espontâneos do público, positivos tema do filme, gastronomia, e ou negativos. Dá para ter uma idéia do convidou os blogueiros do Rio de desempenho do filme, funciona como Janeiro e de São Paulo para uma termômetro”, diz Camila, da Fox. sessão especial no cinema, “As campanhas se complementam, não propondo a cada um deles a dá para saber se o espectador foi ao criação de uma receita com os cinema por causa do spot na televisão ou pratos e ingredientes mostrados porque viu na Internet”, ressalta durante o filme. Além de Adamiu, da Paris Filmes. repercussão do filme nestes blogs, Para dar suporte aos clientes e atingindo um público interessado investigar melhor o potencial da mídia na culinária e inclinado a ir ao Internet, Rogério Bonfim, da Virtual Net, cinema assistir a uma produção desenvolveu o Cineflip, um aplicativo

FOTO: DIVULGAÇÃO

( cinema) dentro do Orkut. A equipe da agência faz as atualizações das estréias (de todas as distribuidoras, não só de seus clientes) e um parceiro fornece a relação de salas e horários em que os filmes estão sendo exibidos. Os usuários que aderiram ao aplicativo podem assistir aos trailers, manifestar a intenção de assistir, postar comentários sobre os filmes que já assistiram e indicar se recomendam ou não. As informações ficam armazenadas nas atualizações e podem ser vistas por toda a rede de amigos dos usuários. São mais de 500 mil pessoas cadastradas desde julho de 2008, quando o aplicativo entrou no ar. “Estamos desenvolvendo uma pesquisa, analisando esta fase do boca-a-boca, os comentários espontâneos dos filmes. As estratégias das campanhas geralmente são focadas no primeiro fim de semana de estréia e queremos ver como é o bocaa-boca do filme que teve uma queda bastante acentuada do primeiro para o segundo final de semana e tentar estabelecer as relações”, conta Rogério, acrescentando: “A única coisa certa é que se o filme for bom, ele tem sucesso de qualquer jeito”.

Auxílio à soberana FOTO: Renato Miranda - TV Globo/ Divulgação

Assim como o cinema, a televisão Globo também promoveu uma leitura tem apostado em iniciativas coletiva de “Dom Casmurro”, obra de inovadoras na Internet para divulgar Machado de Assis que inspirou a seus lançamentos. A minissérie produção. No site www.milcasmurros. “Capitu”, que foi ao ar pela TV Globo com.br, o livro foi dividido em mil entre os dias 9 e 13 de dezembro, é trechos para que os internautas um exemplo. A emissora planejou pudessem lê-los e grava-los no site. duas ações inéditas no ambiente A Central Globo de Comunicações online para as semanas que informou a TELA VIVA que as antecederam a estréia da atração. estratégias de lançamento de Capitu Na chamada “Capitucrossing”, foram fazem parte de um projeto que tem sido “Capitu”, minissérie da TV Globo, teve forte espalhados cerca de dois mil DVDs desenvolvido pela emissora para campanha online. com um clipe e imagens inéditas da integrar a televisão e a Internet com o produção em locais públicos de São Paulo, Rio de Janeiro, objetivo de atrair o público, principalmente o adolescente e Belo Horizonte, Recife e Brasília. O material instruía a jovem, bastante acostumado à web, para a TV aberta. Outras pessoa que o encontrasse a assistir, dar sua opinião sobre a produções devem se beneficiar deste canal de troca com o obra no site (www.passeadiantecapitu.com.br) e repassar o público. Para a próxima novela das oito, “Caminho das material a outra pessoa para que ela fizesse o mesmo. A Índias”, já estão sendo preparadas ações semelhantes.

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Brent Friedman Cecile Frot-Coutaz Jan David Frouman Peter Funt Theodore Garcia David Goldberg Greg Goodfried Irwin Gotlieb Alex Graham Chris Grant Bill Gray Melissa Grego Kathy Griffin Allison Grodner Ben Grossman Elizabeth Guider Philip Gurin Albie Hecht Russell Hickey Bill Hilary Jordan Hoffner Dave Howe David Hudson

Brian Seth Hurst Mark Itkin Kate Juergens Marc Juris Jon Kamen Andy Kaplan Michael Kassan Michael Kelley Roma Khanna Jason Klarman Bruce David Klein Kirk Kopic Tim Kring John Langley Jeff Lerner Liz Levenson Jordan Levin Gary Lico Jane Lipsitz Dave Logan, Ph.D Marc Lorber Chuck Lorre Curt Marvis

Cara Mertes Ty Montague Jonathan Murray Dale Nelson Gary Newman Charlie Nooney Tana Nugent Jamieson

Nadav Palti Tyler Perry Sean Perry Rod Perth Craig Piligian Holly Pye Orlando Reece Will Richmond Tom Rogers Douglas Ross Neal Sabin Anne Schelle Eric Schotz Howard Schultz Lori H. Schwartz Dmitry Shapiro

Ben Silverman Donna Speciale Morgan Spurlock Anne Sweeney Sarah Szalavitz Fernando Szew Sharon Tal John Taylor Sabrina Toledo Peter Tortorici Jeff Wachtel Dana Walden Andrew Wallenstein Catherine Warren Brent Weinstein Ken Werner Daisy Whitney Katrina Wood Michael Wright Strauss Zelnick

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( case)

Última Parada 174 FOTOs: DIVULGAÇÃO

Co-produção franco-brasileira, filme foi custeado em mais de 50% por recursos privados. Esta matéria faz parte de uma série que Tela Viva publica mensalmente, explicando o desenvolvimento de projetos audiovisuais bem sucedidos, sob o ponto de vista do modelo de negócios e do financiamento.

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spirante brasileiro a uma vaga na competição de melhor filme estrangeiro no Oscar 2009, “Última Parada 174” poderia não ter sido realizado. Inscrito e recusado em editais da Petrobras e do BNDES, o projeto só virou realidade quando produtores e investidores decidiram colocar dinheiro próprio na produção, orçada em cerca de R$ 8 milhões. Baseado na tragédia acontecida na tarde de 12 junho de 2000, no Rio de Janeiro, quando Sandro do Nascimento, armado com um revólver calibre 38, transformou passageiros de um ônibus em reféns, o filme foi idealizado pelo diretor Bruno Barreto após assistir ao documentário de José Padilha sobre o fato, “Ônibus 174” (2002). Barreto impressionou-se com a postura e o amor incondicional da mulher que se dizia mãe de Sandro. Ele iniciou a pesquisa e chamou Bráulio Mantovani (“Cidade de Deus”) para desenvolver o roteiro. O objetivo era fazer uma obra de ficção, focada na história dramática dos personagens que culminou em tragédia. A princípio, Padilha era um dos sócios do projeto, mas deixou a empreitada para fazer “Tropa de Elite” (2007). Em 2005, quando atuou como diretor de conteúdo na Movi&Art, trabalhando no longametragem “Caixa Dois” (2007), Barreto apresentou o projeto ao produtor executivo e sócio-fundador

Filmagens na mesma locação dos eventos: produção correu risco de não sair do papel.

da produtora, Paulo Dantas. “Gostei da proposta e decidi apoiar, comprando a parte do Padilha no filme, os direitos da história”, conta Dantas, que investiu mais de R$ 2 milhões, usados nas etapas de produção e filmagem. Até a entrada da Movi&Art na produção, Barreto contava com o apoio do Canal+ francês, por meio da produtora Mact Productions, disposto a destinar 400 mil euros ao filme, valor que deveria ser gasto necessariamente na França e com a contratação de profissionais franceses. Ele tinha também o suporte do investidor paulista Pedro Conde Filho, que, após ler no jornal “O Estado de S.Paulo” uma nota informando que ele estava quase desistindo do projeto, telefonou para o diretor e ofereceu R$ 1,25 milhão para que seguisse adiante, e de Patrick Siaretta, da Moonshot Pictures, que se comprometeu também a investir dinheiro próprio no filme e cuidar da finalização. Com a entrada de Dantas, o projeto foi

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retomado e a Paramount Pictures entrou como co-produtora e distribuidora no projeto, investindo R$ 3 milhões pelo artigo 3º da Lei do Audiovisual. “A entrada da Paramount foi fundamental, sem eles o filme não teria saído”, diz Dantas. Recursos do Funcine Rio Bravo fecharam a conta e a Globo Filmes entrou no projeto garantindo a mídia de divulgação. Ação “Última Parada 174” foi filmado entre 24 de julho e 19 de setembro de 2007 no Rio de Janeiro. Toda a produção e pré-produção foi acompanhada pelo produtor escolhido pela Moonshot e Movi&Art, Roberto Vitorino. Os produtores optaram por trabalhar com atores desconhecidos do grande público e recorreram a artistas provenientes de grupos de formação de atores em


comunidades carentes da capital carioca. O protagonista é interpretado pelo ator Michel Gomes, vindo de um destes grupos. “A busca pelo elenco foi muito difícil e o trabalho de preparação de atores feito pelo Ricardo e pelo Rogério Blat é bem importante para o resultado do trabalho”, conta Vitorino. A equipe de produção encontrou duas atrizes brasileiras residentes na França para cumprir os acordos de co-produção. Outros profissionais também são franceses como diretor de fotografia, Antoine Heberlé (“Paradise Now”), e o responsável pelo som direto, Guillaume Sciama (“Indochina” e “A Professora de Piano”). A mixagem de som do filme foi feita em Paris por Bruno Tarrière (“León” e “The Messenger - The History of Joan of Arc”). As filmagens foram feitas em locações na capital carioca como o Jardim Botânico e a Candelária. “Filmamos nas mesmas ruas, nos mesmos locais onde a história real aconteceu. As pessoas ficavam impressionadas porque sete anos depois reviviam o acontecido. Usamos muitos figurantes e cuidamos de cada detalhe para que tudo ficasse realmente bem parecido”, diz Vitorino, destacando a direção de arte de Cláudio Amaral Peixoto, que, além da reconstituição do ônibus seqüestrado (a linha 174 não existe mais), construiu minuciosamente as casas dos personagens nos estúdios do Pólo de Cinema, na Barra da Tijuca. Outros cuidados foram tomados para conferir verossimilhança à narrativa. Mantovani teve contato com a mãe de Sandro para elaborar o roteiro. Para fazer as cenas de reconstituição do seqüestro do ônibus, Barreto chamou André Batista, policial que negociou com Sandro durante o ocorrido para resgatar os detalhes da seqüência. O filme foi gravado com duas câmeras super-16 mm, uma do Canal+ e outra da Movi&Art, modelo ARRI 416, adquirida especialmente

para o longa-metragem. Segundo Dantas, a produtora investiu aproximadamente US$ 1 milhão em equipamento para o filme. Apenas as cenas do seqüestro do ônibus foram gravadas com uma câmera diferente porque foram misturadas

de cor em relação à finalização em HD) na TeleImage, estreando equipamentos adquiridos pela empresa que são mais potentes para este tipo de trabalho: o ARRI Scanner e o ARRI Laser. O processo de finalização durou quatro meses. Tapete vermelho O lançamento de “Última Parada 174” foi no dia 6 de setembro no Festival de Toronto. Depois, o filme abriu o Festival do Rio, em 25 de setembro e, antes de estrear nas salas de cinema no Brasil, em outubro, ficou durante uma semana em cartaz em uma sala de cinema em Jundiaí, interior de São Paulo. Com isso, os produtores cumpriam uma das regras da Agência Nacional de Cinema (Ancine) para considerar a inscrição de um filme concorrente à seleção do representante nacional por uma vaga na competição de melhor filme estrangeiro do Oscar: ele deve ter sido lançado e permanecido em exibição por no mínimo sete dias consecutivos em salas comerciais. “Última Parada 174” foi eleito o representante brasileiro na disputa e ganhou R$ 150 mil da Ancine para a campanha. “O objetivo agora é que o filme seja visto pelas pessoas que vão escolher os filmes da disputas. Colocamos anúncios em revistas americanas como ‘Variety’ e ‘Hollywood Reporter’”, conta Vitorino. Enquanto faz campanha visando à entrada no tapete vermelho do Teatro Kodak, em Los Angeles, o filme segue a trajetória rumo aos festivais e ao mercado internacional. No início de dezembro, participou do festival de Havana, em Cuba. Até o final de novembro, “Última Parada 174” fez 450 mil espectadores no Brasil. Deve estrear nos EUA na segunda quinzena de janeiro, com 20 a 30 cópias distribuídas. A distribuição na França já está garantida para maio e um agente de vendas negocia com outros mercados.

Última Parada 174 16 mm Longa-metragem de ficção, 110 minutos, Bruno Barreto Direção Antoaine de Clemont-Tonnerre, Bruno Produção Barreto, Paulo Dantas, Patrick Siaretta Moonshot Pictures, Movi&Art, Produtoras Mact Productions, Paramount Pictures, Globo Filmes e Canal+

Sinopse: Uma mãe em busca de um filho, um filho que precisa de uma mãe. Inspirado em uma história real, o filme narra o drama que culminou no seqüestro de um ônibus em plena zona residencial do Rio de Janeiro em junho de 2000.

imagens captadas pela produção do filme com cenas do arquivo da TV Globo, da cobertura jornalística sobre o seqüestro. “As tomadas aéreas e as cenas de fora do ônibus são da televisão. Captamos as imagens no interior do ônibus com o mesmo equipamento da TV para passar a sensação que o Barreto queria transmitir, de mistura entre realidade e ficção”, explica Vitorino. A finalização do filme foi feita em 2K (técnica que quadruplica a informação

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( produção)

PM, câmera e ação Polícia Militar de São Paulo produz há dez anos programa institucional de televisão. Hoje exibido na TV Câmara e na TV Aberta,“Emergência 190” tem foco em serviços públicos e cidadania.

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FOTO: tela viva

Polícia Militar de São Paulo encontrou na produção audiovisual um caminho para estreitar seu relacionamento com a sociedade. Há dez anos, o departamento de rádio e televisão da PM paulista produz um programa institucional. “Embora seja um departamento de rádio e televisão, hoje só trabalhamos com a televisão”, afirma o capitão Rogério Guidette, que há dois anos e meio coordena o setor. Ele também opera a câmera e atua como repórter e apresentador do programa semanal de meia hora de duração “Emergência 190”. A atração é transmitida ao vivo na TV Câmara (da Câmara dos Vereadores), às sextas-feiras, às 17h, e tem reprise às quartas-feiras, às 17h, na TV Aberta São Paulo, canal comunitário. Com uma equipe de sete policiais que se revezam nas tarefas de câmera, edição e reportagem, a Polícia Militar produz entre três e cinco matérias por semana. As reportagens têm foco institucional, abordando temas da atualidade. Em dezembro, por exemplo, foram apresentadas matérias sobre um evento para motociclistas promovido pela Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicleta (Rocam), formatura dos alunos do 24º Curso Multiplicador de Polícia Comunitária e uma reportagem sobre religiões. “Não posso dizer que faço jornalismo porque não sou imparcial, não posso falar mal do Estado. Não falo sobre o que não gosto. Escolho os assuntos que acho interessantes para trazer para o programa”, diz Guidette. O programa passou por evoluções ao longo destes anos. Começou na TV

Capitão Rogério Guidette grava “Emergência 190” em estúdio da TV Câmara.

Aberta com o nome “Comentando a Notícia”, programa semanal ao vivo de duas horas de duração. Os policiais que o apresentavam usavam imagens congeladas de outras emissoras para comentar ocorrências e assuntos de segurança pública. Quando a PM começou a produzir material próprio, o programa ganhou espaço nas extintas Rede Vida e Rede Mulher, com exibição das reportagens e entrevistas feitas ao vivo no estúdio. Entrou para a programação da TV Câmara há quatro anos. Na TV Aberta, canal que sempre veiculou a atração, ganhou um novo nome: “A PM e Você”, que saiu do ar há um mês e foi substituído pela gravação de “Emergência 190”, da TV Câmara, que é hoje a única atração produzida pela PM. Vídeos institucionais Para a produção, a equipe de rádio e televisão conta com duas câmeras Sony (PD 170 e PD 150) e três ilhas de edição, com Adobe Premiere e Avid Liquid. Alguns policiais do departamento, inclusive o capitão Guidette, têm formação técnica pelo Senac. Além das matérias para o programa de televisão, eles desenvolvem também vídeos institucionais, como o DVD da Banda Sinfônica da PM. Para o jantar de final de ano da instituição em 2007,

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eles produziram o vídeo “Preleção”. Com base em um texto do poeta Sérgio Jockymann, Guidette desenvolveu o roteiro e dirigiu o filme de oito minutos com o apoio de uma produtora terceirizada para a produção. As imagens foram editadas na PM e o DVD, com vídeo e making of, distribuído aos policiais. As imagens captadas pela Polícia Militar também são editadas para a distribuição a outras emissoras. Foi o que aconteceu com algumas cenas exibidas nos telejornais de negociações de policiais com o seqüestrador Lindemberg Alves, que manteve a ex-namorada em cativeiro em Santo André (SP) em outubro deste ano. Outra tarefa do setor é analisar e obter autorizações para empréstimo de viaturas, uniformes e figuração de policiais em produções audiovisuais, além de acompanhar filmagens que tenham relação com o trabalho da polícia e possam atrapalhar a ordem pública. “Muitas produtoras não sabem que precisam de autorização para fazer uma cena de tiro na cidade, por exemplo. As pessoas podem pensar que é uma ação real e chamar a polícia”, explica. O último trabalho deste tipo feito pela PM foi no longa-metragem “Linha de Passe”, de Daniela Thomas e Walter Salles. Sem esconder a empolgação em fazer televisão, Guidette planeja novos formatos para o programa para executá-los um dia, se não houver tantas limitações técnicas. “Gostaria de fazer um programa mais emocionante, com acompanhamento de ocorrências. Meu sonho é ter uma estrutura de televisão mesmo e equipe 24 horas”, idealiza. ana carolina barbosa


(upgrade )

Fernando Lauterjung

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Streambox lançou um encoder para transporte de vídeo capaz de trabalhar com conteúdo HD ou SD. O SBT3-9200 HD/SD permite capturar, transmitir e executar conteúdo ao vivo ou gravado em sistema de arquivos e codifica em HD 1080i/720p/1080p em data rate de 256 Kbps a 30 Mbps, enquanto o conteúdo SD pode ser de 64 Kbps a 15 Mbps. O equipamento pode ser usado em estruturas de finalização de filmes, para transmitir conteúdo HD de alta qualidade, e ao vivo, em redes IP, como forma de acelerar o tráfego entre a ilha de edição e a de correção de cor, por exemplo. Com a solução, é possível enviar também o conteúdo em tempo real em uma rede IP para aprovação de clientes, destaca o fabricante. O equipamento é indicado ainda para uso em produção externa de jornalismo e envio do conteúdo para a central. A caixa vem equipada duas portas Gigabit Ethernet, permitindo que uma porta seja usada apenas para gerenciamento do equipamento. O SBT3-9200 pode fazer streaming simultâneo de sinal HD e SD, provenientes de uma única fonte HD, e oferece suporte para formatos digital e analógico HD de entrada e de saída.

4Caster C4: um stream HD ou multiplos SD para diferentes plataformas.

O

utro modelo de encoder que chega ao mercado é o 4Caster C4 Three Screens, da Envivio. O equipamento trabalha em multicanal e multiperfil, para IPTV, Web TV e aplicações móveis. Faz o transporte por stream em redes IP de conteúdo de um canal HD ou múltiplos canais SD. A possibilidade de trabalhar com multi-perfil permite que o equipamento dê saída para diferentes mídias, como WebTV, IPTV e aplicações móveis, podendo ainda dar saída para diferentes modelos de telefones celulares. Para aplicações IPTV, o 4Caster C4 pode ser distribuído nas configurações Premium Compression ou Extreme Compression, para compressões mais precisas, ou buscando maior economia de banda, respectivamente. Para aplicações WebTV, o equipamento pode distribuir conteúdo para execução em Windows Media Player, QuickTime e VLC. Já para aplicações móveis, o encoder distribui streams 3GPP, 3GPP2, para execução em diversos modelos de dispositivos móveis que trabalham com estes formatos.

O SBT3-9200, da Streambox, permite trabalhar com data rate de 256 Kbps a 30 Mbps em HD.

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FOTOS: divulgação

sar o cabeamento SMPTE híbrido de fibra óptica com cobre (que alimenta as câmeras de estúdio ao mesmo tempo que leva o sinal de vídeo da câmera para a estação base) pode ser custoso. A Telecast Fiber Systems lançou um novo adaptador Shed (SMPTE Hybrid Elimination Device) e HDX que suporta câmeras HD da Panasonic. Com o sistema é possível substituir o cabo híbrido fibra/cobre por cabos de fibra mais econômicos, e ainda alimentar o equipamento de energia remotamente. Cada sistema SHED consiste em dois adaptadores que permitem comunicação entre a câmera e a estação base, através de duas fibras singlemode. Por não levar a alimentação elétrica à câmera, o cabo pode ficar a quilômetros da unidade HDX, que fica próxima à câmera para alimentá-la. A solução pode ser usada com câmeras Panasonic equipadas com conectores híbridos SMPTE, incluindo a AK-HC931B e a AK-HC3500.

Sistema Shed/HDX traz economia às câmeras equipadas com conectores híbridos SMPTE.

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26 a 29 Natpe Conference & Exhibition, Mandalay Bay Resort, Las Vegas, Nevada, EUA. Tel.: (1-310) 453-4440. E-mail: info@natpe.org. Web: www.natpe.org

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5 a 15 Festival Internacional de Berlim, Berlim, Alemanha. Tel.: (49-30) 259-200. E-mail: info@berlinale.de. Web: www.berlinale.de

11 a 13 Kidscreen Summit, Nova York, EUA. Tel.: (1-416) 408-2300. E-mail: cleighton@brunico.com. Web: www.kidscreensummit.com

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Festivals, Cannes, França. Tel.: (33-1) 5359-6100. E-mail: festival@festival-cannes.fr. Web: www.festival-cannes.org

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