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Da redação do Teletime News

foto: arquivo

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Vamos ter que discutir mais estímulos para produção e desenvolvimento de produtos aqui.” Paulo Bernardo, ministro das Comunicações

os acessos LTE, por sua vez, cresceram 65,4% em junho, somando 174,1 mil conexões 4g. Foram 68,834 mil novas conexões no último mês. * a Vivo adicionou sozinha 25,132 mil linhas, ou 36,6% das adições líquidas do período.

Segurança

Brasil pode ampliar exigências de produtos nacionais O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) já cogita a hipótese de a Anatel ampliar as exigências de equipamentos produzidos no Brasil, como forma de driblar a espionagem internacional. Pela primeira vez desde o estouro da denúncia de Edward Snowden de que a espionagem norte-americana visa também o Brasil, uma autoridade do governo admite que os equipamentos presentes nas redes brasileiras podem ter uma funcionalidade de backdoor – em cumprimento à legislação americana denominada Communications Assistance for Law Enforcement Act (CALEA), de 2004. “A lei CALEA obriga empresas produtoras tanto de software quanto de hardware a produzir equipamentos que permitam (ao governo dos EUA) obter informações. E como esses equipamentos são produzidos em série, há um consenso de que os equipamentos vendidos em outros países tenham essa configuração. Portanto, há uma possibilidade imensa de obter essas informações”, constatou o ministro em audiência no Senado no início de julho. “Achamos que a saída para isso é a gente investir em tecnologia, não dá para resolver no curto prazo, mas acho que dá para resolver no médio prazo. Temos grandes empresas que podem produzir tecnologia desenvolvida aqui”, completa ele. Para diminuir a dependência de produtos estrangeiros, um caminho seria ampliar a exigência de produtos com tecnologia nacional nos editais de licitação de radiofrequência da Anatel. O ministro mencionou que no leilão da faixa de 2,5 GHz as empresas que arremataram as faixas deverão comprar neste ano pelo menos 10% de produtos com tecnologia do Brasil, percentual que cresce ano a ano e chega a 20% a partir de 2017. “Acho que isso vai ter que ser reformulado agora. Vamos ter que discutir mais estímulos para produção e desenvolvimento de produtos aqui”, disse ele.

4G

LTE em 450 MHz vira padrão O 3GPP, fórum internacional que estabelece padrões industriais para a telefonia e a banda larga móvel, concluiu a padronização da tecnologia LTE na faixa de 450 MHz, proposta pelo Brasil. A uniformização era muito aguardada pelo governo brasileiro e pelas empresas do setor de telecom, já que é necessária para embasar o modelo industrial dos equipamentos que compõem a rede de acesso, como antenas, dispositivos de radiofrequência, estações radiobase, terminais LTE com interface para redes Wi-Fi e sistema de gerenciamento de rede. A proposta de padronização do LTE em 450 MHz foi levada ao 3GPP em setembro do ano passado por empresas como Huawei, Qualcomm e TIM, além do CPqD.

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Slavoljub Pantelic/shutterstock.com

O Brasil fechou junho com 265.741.217 acessos móveis, crescimento de meros 215,3 mil novos acessos, ou 0,08%, em relação a maio. * Vale lembrar que maio é o mês em que se comemora o Dia das Mães.

Espectro

Anatel deve desistir de licitar o 3,5 GHz para banda larga Depois de sete anos de discussão, a Anatel está próxima de enterrar, definitivamente, a ideia de licitar a faixa de 3,5 GHz. O conselheiro Roberto Pinto Martins, em análise sobre a matéria apresentada no dia 11 de julho, ponderou que desde que a Anatel passou a analisar as questões de interferência da faixa na recepção da banda C houve uma mudança de cenário com relação à faixa. Além da questão da interferência, existe a necessidade de analisar a adequação das tecnologias disponíveis aos projetos de inclusão digital e também o acompanhamento dos estudos da UIT no sentido de utilizar a faixa para femtocell e outros dispositivos de pequeno alcance. Diante disso, concluiu Martins, “não se mostra mais oportuna a licitação nos moldes propostos e devem ter início novos procedimentos para sua licitação, e por isso, proponho o arquivamento”. Até o fechamento desta edição, a matéria estava sendo analisada pelo conselheiro Rodrigo Zerbone. A faixa de 3,5 GHz foi licitada no Brasil em 2003. Em 2006, a Anatel abriu uma segunda licitação, que acabou sendo suspensa a pedido do Minicom, pois excluía a participação das concessionárias de telecom. Em 2009, a Anatel pensou em retomar a licitação, mas ai surgiu a questão da interferência entre o serviço de WiMAX na faixa de 3,5 GHz e os serviços de radiodifusão. Em 2012, o grupo de estudo concluiu a análise.

Teletime - 167 - Julho de 2013  
Teletime - 167 - Julho de 2013  

Teletime - 167 - Julho de 2013

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