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infraestrutura “O OTT para um provedor de banda larga de altíssima velocidade é, até certo ponto, um aliado.” parceria. “O OTT para um provedor de banda larga de altíssima velocidade é, até certo ponto, um aliado. Pelo consumo disso, por essa oferta de valor, é que o consumidor percebe o valor da banda larga”, pondera. Se o conceito de serviços de rede de entrega de conteúdo vai de encontro à questão da neutralidade de rede, Sanfelice prefere não entrar no mérito. “É como um acordo de peering. Hoje é uma aliança, porque ele (o parceiro) vai ter o benefício de entregar o melhor serviço, meu consumidor terá uma experiência com mais qualidade e eu vou economizar com minha banda IP”, diz. Não que plataformas OTT sejam as únicas a utilizar os serviços. Por oferecer TV por assinatura, a companhia procura proporcionar CDNs em locais com grande demanda de vídeo on-demand (VOD). “Nas cidades onde nós operamos temos alguns nós com CDNs de vídeo, com conteúdo replicado justamente para quando o usuário for assistir ao VOD, pegando o vídeo local em vez de acessar ao conteúdo que estaria (nos servidores) em Curitiba e São Paulo”, declara. Estratégia semelhante à da Telefônica/Vivo, que investe tanto na oferta de IPTV – com a plataforma Mediaroom, que era da Microsoft e foi recentemente comprada pela Ericsson – quanto na de OTT. O conteúdo on-demand da plataforma da operadora fica disponível em ambas as tecnologias. “A convergência do IPTV e OTT é mais no backend, utilizamos isso em uma CDN”, explica o head de estratégias e produtos OTT da Telefônica Digital, Fernando Garcia. “A gente colocou pedacinhos de OTT para ser mais compatível com novas tecnologias”, diz.

“Não se trata de colocar grandes capacidades de processamento e entrega de conteúdo. A ideia é trabalhar para construir a rede tão espalhada quanto possível.” Cláudio Baumann, da Exceda/Akamai 40 | t e l e t i m e | j u l h o 20 1 3 | e s p e c i a l i p t v e s e rv i ço s

Ricardo Sanfelice, da GVT Parcerias A TIM não conta com serviços de TV paga e, até por isso mesmo, investe forte em parcerias com os operadores over-the-top. A chave dessa estratégia é o fornecimento de serviços CDN, que realiza com a tecnologia Videoscape Distribution Suite Transparent Caching (VDS-TC), da Cisco. A operadora prevê que, até 2016, 60% do tráfego total na Internet seja de vídeo, e argumenta que, com a solução VDS-TC, o impacto no crescimento do tráfego seria de 30% a 40% menor. Isso acontece porque, segundo o diretor de redes fixa e de transporte da TIM Brasil, Cícero Olivieri, cerca de 85% do tráfego de Internet está fora do País. O armazenamento local evita buscar o conteúdo em servidores internacionais, onerando a rede e provocando latência, deixando a aplicação mais lenta. “O mercado de infraestrutura para a operadora é complexo, não

As CDNs permitem uma performance melhor do streaming, com menos tempo de buffering. rentabiliza, e para distribuir conteúdo fica uma pressão grande”, explica o executivo. “Temos um produto, estruturado pela TIM Fiber, no qual podemos distribuir (conteúdo) com acordos exclusivos. A ideia é usar a CDN para isso”, afirma Olivieri. Daí a importância dos OTTs, como a Netflix, com quem a TIM firmou acordo em março deste ano para oferecer melhor qualidade de streaming e compressão de vídeo, chamada de Super HD (que mantém a resolução em Full HD, mas com maior bit-rate). Isso porque a over-the-top possui uma CDN dedicada chamada Open Connect, oferecida às operadoras gratuitamente em pontos de interconexão. No Brasil, a empresa conta com pontos privados em São Paulo nos data centers da Alog, no site em Tamboré, e da Global Crossing (Level 3), em Cotia. Na capital paulista, a interconexão é feita no PTTMetro Exchange, do Comitê Gestor de Internet (CGI.br). Além da Netflix, a TIM conta com acordos com vários provedores de conteúdo, como Globo e YouTube. Com as parcerias, a operadora pretende dar ao usuário maior garantia de qualidade para esses OTTs. “O conceito de experiência e latência começa a ser crítico. O YouTube vai ter que começar a se preocupar para fazer acordos para que as operadoras ofereçam uma latência baixa”, prevê Olivieri.

Teletime - 167 - Julho de 2013  
Teletime - 167 - Julho de 2013  

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