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serviços móveis Vendas de celulares no Brasil (Primeiro trimestre 2013)

Feature phones

cobalt88/shutterstock.com

8,7 milhões de unidades vendidas

-7% () Variação em relação ao primeiro tri de 2012

smartphones

5,4 milhões de unidades vendidas

86%() Variação em relação ao primeiro tri de 2012

total

14,1 milhões de unidades vendidas

15%() Variação em relação ao primeiro tri de 2012

Fonte: IDC

está disposto a pagar a mais por isso. “Quem muda para um smartphone não volta para um feature phone depois. E isso acontece até com pessoas mais idosas, que não são tão ligadas em tecnologia”, comenta o diretor de marketing da Motorola Mobility, Rodrigo Vidigal, .

foto: divulgação

Estratégia de portfólio A mudança é percebida no portfólio dos fabricantes. Antes de listar os sinais dessa transformação, cabe explicar um outro conceito, o de feature phone. Trata-se do nome dado para os primeiros aparelhos celulares que incluíram funções multimídia, como câmera e mp3 player, cerca de dez anos atrás. São os “ancestrais” dos smartphones. Os webphones ficariam no meio do caminho entre as duas categorias. Para fins de classificação, contudo, a maioria dos fabricantes e das empresas de pesquisa inclui os webphones entre feature phones e assim está sendo

“Existe uma faixa de R$ 99 a R$ 300 que ainda é atendida pelo feature phone.” Thompson Gomes, da TIM 2 6 | t e l e t i m e | j u l h o 2013

considerado nesta matéria. Isto esclarecido, voltemos à evolução do portfólio dos fabricantes: hoje, para cada modelo de feature phone, a LG tem três de smartphone. “Um ano atrás, nossa receita era dividida meio a meio entre smartphones e feature phones. Hoje, 70% do valor em vendas é oriundo de smartphones. Nosso portfólio reflete isso”, diz Bárbara Toscano, gerente geral de marketing de celulares da LG. Em volume de unidades vendidas pela LG, os telefones inteligentes representavam 25% um ano atrás e agora já respondem por 48%. A análise do portfólio da Samsung também sinaliza nessa direção e merece destaque por se tratar do fabricante com maior diversidade de celulares no Brasil, com um portfólio de aproximadamente 50 modelos, que é praticamente trocado por completo a cada 12 meses. Soboll, da Samsung, relata que o número de modelos de feature phones que a fabricante tem hoje em catálogo é um terço do que havia um ano atrás, enquanto a variedade de smartphones cresceu três vezes no mesmo período.

Os webphones reinaram entre os usuários jovens pré-pagos nos últimos anos, mas começam a perder a sua principal atratividade: o preço. Um sinal de que o perfil médio do usuário de smartphone está mudando é a oferta de modelos Android com entrada para múltiplos SIMcards, característica demandada pelo público pré-pago e que tinha presença praticamente obrigatória nos webphones. A LG renovou toda a sua família L de smartphones ano passado lançando versões dual SIMcard. A Samsung também lançou Androids com entrada para dois chips. Inspirada no Brasil, a MediaTek desenvolveu uma tecnologia para incluir até três SIMcards em smartphones Android que usem o seu chipset. Marca Fabricantes de grande porte, com participação acima de 10% no mercado, como Samsung, LG e Nokia, não pretendem tirar os feature phones de seus catálogos por enquanto. Embora reconheçam o enfraquecimento dessa categoria, especialmente dos webphones, entendem ser importante ter opções para todo o tipo de consumidor. Por mais que os preços dos smartphones estejam caindo, ainda estão longe de chegar ao preço mínimo de um feature phone de gama baixa, hoje em R$ 99. “Existe uma faixa de R$ 99 a R$ 300 que ainda é atendida pelo

Teletime - 167 - Julho de 2013  
Teletime - 167 - Julho de 2013  

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