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smartphones, segundo Camargo, a Oi “a nossa rede está dimensionada de está tendo uma abordagem cautelosa. maneira que a parte de sinalização e “Já estamos fazendo, mas não em larga autenticação consuma pouco da rede escala. É preciso ter cuidado porque se e não nos traga problema.” colocamos em uma estação do metrô, Alexandre Olivari, da claro por exemplo, em horário de pico uma enxurrada de solicitações de autenticação ao HLR da rede móvel A ideia é usar as redes paralelas à poderia congestionar e até derrubar a privativa do cliente, com sua autorização interface aérea da rede móvel no prévia, naturalmente. Assim, todos os momento da abertura das portas do gateways da GVT se tornarão pontos trem”, justifica. As primeiras experiências públicos de Internet, oferecidos aos da Oi com EAP-SIM estão sendo outros usuários da operadora, que realizadas nas praias cariocas do Leblon, também planeja hotspots Wi-Fi em Ipanema e Copacabana. locais de grande movimentação e ao A rede Oi WiFi é subdividida em três longo de sua rede. redes: os hotspots outdoor, isto é, em locais abertos (como a orla do Rio de Iniciativa conjunta Janeiro, o Pelourinho, em Salvador; a Praia de Boa Com um investimento conjunto de R$ 100 milhões, Viagem, no Recife; a Praia de Mucuripe, em Fortaleza; e Claro, Embratel e Net Serviços anunciaram em meados o Mercado Municipal de Porto Alegre); uma indoor de de maio o lançamento comercial de sua rede pública lugares premium em redes de fast food, cafeterias, compartilhada de hotspots Wi-Fi. O dinheiro, de acordo restaurantes, aeroportos e shopping centers; e ainda com o diretor de produtos e serviços da Net, Márcio redes indoor que compõem a Oi WiFi FON, em que Carvalho, foi destinado não apenas à construção, desde o pequenos comerciantes e residências escolhem final de 2011, dos mais de seis mil hotspots, mas habilitar um segundo SSID para compartilhar até 1 Mbps também a sistemas de gerenciamento e controle e ao de suas conexões. dimensionamento do backbone da Embratel para “Nos pontos premium aproveitamos também para suportar o tráfego desses pontos de acesso. A capacidade comercializar acessos Wi-Fi, rede que foi construída instalada no tronco atualmente é de 200 Gbps, mas pode basicamente a partir dos hotspots ser expandida até 1,8 Tbps. “Estamos todos os adquiridos da Vex, mas a grande maioria trabalhando a sinergia do grupo e a ideia gateways da GVT inicial foi utilizar uma rede que já estava dos nossos pontos de acesso se dá com esses pequenos comerciantes e sendo implementada pela Net e Embratel se tornarão assinantes residenciais que escolhem pontos públicos para dar maior acessibilidade e trazer fazer parte da rede FON”, detalha Camargo. melhor experiência para usuários da Claro de Internet, “E a velocidade de crescimento da rede Oi oferecidos aos em pontos de grande concentração de WiFi FON é a nossa velocidade de tráfego e, obviamente, fazer o que outros usuários chamamos de Wi-Fi offload”, complementa crescimento do serviço de banda larga”, da operadora. ressalta Camargo, lembrando que o diretor de serviços de valor adicionado e atualmente os modems de acesso banda roaming da Claro, Alexandre Olivari. larga já têm Wi-Fi integrado. Carvalho lembra que a estratégia de Wi-Fi da Net A estratégia da Oi deve ser seguida pela GVT, que começou dentro de casa do assinante. “Desde que planeja utilizar a sua base instalada de home gateways lançamos a velocidade de 10 Mbps estamos instalando (são cerca de 350 mil hoje, mas devem chegar a 500 mil Wi-Fi nas residências e hoje já temos mais de dois até o final do ano) para criar redes de uso livre para seus milhões de usuários com Wi-Fi em casa”, revela o usuários. Esses home gateways são instalados nas executivo. “A rede pública é o caminho natural de evolução residências dos assinantes de TV por assinatura da GVT e para tentar garantir conexão aos clientes fora de casa”. permitem a criação de duas ou três redes Wi-Fi paralelas. Os hotspots da Net estão espalhados nos principais

Mais espectro

A

Anatel pretende liberar o uso da faixa de radiofrequência entre 5,2 GHz e 5,8 GHz para serviços Wi-Fi. Ao contrário de outras faixas, como a de 2,4 GHz, que hoje é livre para o uso de Wi-Fi (ou seja, é uma faixa não-licenciada), o bloco entre 5,2 GHz e 5,8 GHz provavelmente vai requerer uma autorização da agência. De acordo com o vice-presidente da Anatel, Jarbas Valente, a faixa deve atender principalmente as empresas do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). Será feito, entretanto, um estudo prévio para avaliar a interferência desse uso sobre transmissões via satélite.

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Teletime - 167 - Julho de 2013  
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