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“Tem que colocar o espectro para trabalhar, para o 4G não há o que chegue.”

foto: arquivo

Outra alternativa de otimização de uso do espectro é a implementação da nova forma de licenciamento das frequências, como o acesso compartilhado autorizado (ASA, na sigla em inglês), que abre a possibilidade de uso de espectro em lugares com baixa densidade e que poderia ser utilizado como uma etapa preparatória para o refarming. “Você pode usar no início e depois ir limpando aos poucos”, explica. Giacomini cita ainda a utilização da faixa de 900 MHz, mas afirma que são blocos pequenos de 2,5 MHz + 2,5 MHz. “É muito pouco, principalmente para LTE”, diz. Uma saída seria utilizar o compartilhamento de espectro (RAN sharing), que permitiria aumentar o espaço, embora o executivo acredite que seria necessário mais. Para isso, ele cita a tecnologia Scalable UMTS, que permite o uso de blocos menores, aumentando a eficiência. “Com o tamanho desses blocos, mesmo com RAN Sharing, talvez você tenha ali um 3G mais eficiente do que um LTE 4G”, compara. A Ericsson vê com bons olhos a tentativa de refarming das frequências pelas operadoras. Embora recomende 20 MHz + 20 MHz para obter velocidades teóricas de 100 Mbps no LTE, reconhece benefícios complementares com a faixa de 1,8 GHz, que conta com 15 MHz + 15 MHz, fragmentado em blocos de 5 MHz + 5 MHz e capacidade de 80 Mbps. “Provavelmente a rede conviveria num futuro próximo com 4G em 2,5 GHz, 1,8 GHz e 700 MHz. É uma coisa natural, porque de onde saiu o 2G e o 3G havia várias frequências”, diz o vice-presidente de estratégia e marketing para a América Latina da Ericsson, Lourenço Coelho. Ele acredita que o

Lourenço Coelho, da Ericsson movimento natural será a migração da base de usuários do GSM para WCDMA, permitindo um melhor aproveitamento de espectro. “Tem que colocar o espectro para trabalhar, para o 4G não há o que chegue”, declara. Ele acredita que a tendência é que as operadoras utilizem essas três faixas e ainda queiram espaço. “Quanto mais (espectro), mais throughput, maior capacidade de rede, melhor a cobertura.” Coelho lembra que a companhia sueca já executou refarming no 2G e no 3G, então não seria diferente com o 4G. “A dificuldade nunca está na tecnologia, mas na viabilidade econômica. E ela nunca está na rede, sempre está no terminal”, determina, citando a falta de sucesso do padrão CDMA por conta dos altos custos de handsets, dificuldade de roaming e problemas com clonagem. Ao mesmo tempo que aumenta a eficiência espectral, a combinação com o 2,5 GHz poderia deixar o serviço LTE compatível com 80% dos terminais. Além disso, a otimização pode ser aplicada mesmo para o GSM, reduzindo de 9,6 MHz para 4,4 MHz a necessidade de espectro com a tecnologia 2G. Uma das formas de fazer isso é o half-rating, que permite configurar uma conversação telefônica para não enviar sinais durante os intervalos de silêncio, otimizando assim o uso do espectro. Outra é a modulação ortogonal, que permite colocar quatro usuários por unidade de Hertz, onde

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Fonte: GSA (julho/2013). Muitos dispositivos possuem conectividade com mais de uma banda.

211 209

FDD-LTE

153 137 105 850 MHz Banda 5

80 900 MHz Banda 8

AWS (1,7 GHz e 2,1 GHz) Banda 4

800/1.800/2.600 MHz Tri-Banda

700 MHz Banda 13

2.100 MHz Banda 1

700 MHz Bandas 12 e 17

800 MHz Banda 20

1.800 MHz Banda 3

2.600 MHz Banda 7

203

45

3 2.600 MHz Banda 41

215

1.900 MHz Banda 39

224

2.300 MHz Banda 40

243

2.600 MHz Banda 38

284

As faixas mais populares do LTE no mundo (por número de devices)

TDD-LTE j u l h o 2013 | t e l e t i m e | 15

Teletime - 167 - Julho de 2013  
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