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Ano 7 | nº 70 | julho de 2011

www.tiinside.com.br

Wi-Fi não basta nos hotéis da copa Como gerenciar o boom de vídeo nas redes Exclusivo: o desafio da Dell na área de storage

NOVA RUPTURA NOS DATA CENTERS Gestores questionam ROI da virtualização, mas não retrocedem


>editorial

Ano 7 | nº 70 |julho de 2011 | www.tiinside.com.br

Presidente Rubens Glasberg Diretores Editoriais André Mermelstein Claudiney Santos Samuel Possebon Diretor Comercial Manoel Fernandez Diretor Financeiro Otavio Jardanovski

Uma nova ruptura na infraestrutura de TI

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o mainframe ao cliente/servidor e agora ao cloud computing. Sob a perspectiva de demanda de hardware, o cenário não poderia ser mais promissor para os fornecedores e prestadores de serviços de data center e sistemas de virtualização. Vejamos: dados de empresas de mercado estimam que em 2015, 7,1 milhões de dispositivos móveis estarão conectados em rede, trafegando dados, vídeos e grandes arquivos em redes de 4ª geração. A ‘’internet das coisas’’ será uma realidade. No quesito vídeo, os números também impressionam, pois preveem que daqui a dois anos, em 2012, 90% do tráfego das redes serão de vídeos. Em 2014, 20% dos funcionários das corporações estarão conectados por desktops virtuais, trabalhando com aplicações centralizadas em grandes data centers. Pelo lado dos fornecedores, pesquisa realizada pela empresa Emerson Network, revela que 57% das companhias planejam adicionar servidores ao seu parque de equipamentos nos próximos três anos, 20% pretende aumentar a capacidade de espaço alugado no modelo de colocation ou de hospedagem e ainda 18% tem planos mais ambiciosos de construir um novo data center. O contraponto desse otimismo, na mesma pesquisa, é a constatação de que 65% das companhias usam menos de 70% da sua capacidade computacional instalada. Na matéria de capa dessa edição, feita pela editora Jackeline Carvalho, o mercado sinaliza certo desalento quanto às economias prometidas pela consolidação de

Editor Claudiney Santos Redação Jackeline Carvalho (Comunicação Interativa)

data centers, porém não se vê sinais de retrocesso. Principal preocupação do gestor de TI brasileiro, em 2011, segundo o Gartner, a virtualização é o caminho natural para a oferta de serviços (internos ou externos) baseados em cloud computing. Mas, nem o termo nem a sua implementação prática estão totalmente assimilados (talvez motivada em parte pela relativa complexidade da tecnologia e pela falta de um número maior de players competindo nessa arena). Mesmo assim a tecnologia segue seu firme propósito de ocupação de território, com inovações voltadas principalmente à gestão dos ambientes, talvez o tempero que faltava para as métricas de retorno sobre o investimento em virtualização. Gestão, aliás, mostra-se um importante componente de TIC, quando observamos questões como segurança. Nesta edição repercutimos quais lições as invasões aos sites do governo brasileiro ensinam às corporações, de forma a preservar principalmente informações pessoais circulantes na web. Na “internet das coisas” a gestão da segurança, do acesso, do desempenho da rede, enfim de todo o ambiente TIC, seja público ou privado, ganhará ainda maior sentido e pode se tornar questão de sucesso ou fracasso dos gestores de TI e suas corporações. Boa leitura.

Claudiney Santos Diretor/editor csantos@convergecom.com.br

Colaboradores Claudio Ferreira Marcelo Vieira TI Inside Online Erivelto Tadeu (Editor) Victor Hugo Alves (Repórter) Gabriela Stripoli (Repórter) Arte Edmur Cason (Direção de Arte); Débora Harue Torigoe (Assistente); Rubens Jardim (Produção Gráfica); Geraldo José Nogueira (Edit. Eletrônica); Alexandre Barros e Bárbara Cason (Colaboradores) Departamento Comercial Manoel Fernandez (Diretor) Carla Gois (Gerente de Negócios); e Ivaneti Longo (Assistente) Gerente de Circulação Gislaine Gaspar Marketing Harumi Ishihara (Diretora) Gisella Gimenez (Assistente) Gerente Administrativa Vilma Pereira TI Inside é uma publicação mensal da Converge Comunicações - Rua Sergipe, 401, Conj. 603, CEP 01243-001. Telefone: (11) 3138-4600 e Fax: (11) 3257-5910. São Paulo, SP. Sucursal SCN - Quadra 02 - Bloco D, sala 424 - Torre B Centro Empresarial Liberty Mall - CEP: 70712-903 Fone/Fax: (61) 3327-3755 - Brasília, DF. Jornalista Responsável Rubens Glasberg (MT 8.965) Impressão Ipsis Gráfica e Editora S.A. Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias publicadas nesta revista, sem autorização da Glasberg A.C.R. S/A CENTRAL DE ASSINATURAS 0800 014 5022 das 9 às 19 horas de segunda a sexta-feira Internet www.tiinside.com.br E-mail assine@convergecom.com.br REDAÇÃO (11) 3138-4600 E-mail cartas.tiinside@convergecom.com.br PUBLICIDADE (11) 3214-3747 E-mail comercial@convergecom.com.br Instituto Verificador de Circulação

>sumário NEWS

GESTÃO

4 Em busca de excelência

INFRAESTRUTURA

8 Redes sob ataque, e agora?

Computação em nuvem aumenta demanda por testes de aplicações

Invasões de sites põem em dúvida a integridade de informações pessoais na internet

6 Rastreador

Aplicativo da Lopes localiza imóvel desocupado

12 Seja bem-vindo

Soluções TIC podem ser diferencial atrativo a clientes de hotéis no Brasil

7 Robô cirurgião

Hospital Oswaldo Cruz faz primeiras cirurgias robóticas pediátricas

SERVIÇOs

16 Aquém do esperado

Exportação de serviços de TI não bate meta, e setor pede ações mais eficazes do governo

20 Gargalo corporativo

Empresas precisam preparar rede de dados para a explosão do streaming

MERCADO

30 Entrevista

Executivos da Dell falam sobre os desafios da empresa na área de storage

INTERNET 32 Bolha ou consolidação?

Especialistas avaliam o fenômeno compras coletivas e tranqüilizam mercado

INFRAESTRUTURA

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Gestão é palavra de ordem nos data center públicos ou privados e o objetivo é encontrar o ROI da virtualização Capa: Josh Resnick/shutterstock

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>news EM BUSCA DA EXCELÊNCIA

Cloud computing aumenta demanda por testes de aplicações e garantia de qualidade

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terceiro World Quality Report 2011-2012, estudo que examina o estado da qualidade das aplicações e práticas de testes em diversas indústrias e regiões, identificou que 85% das organizações reconhece que o seu portifólio de aplicações necessita da chamada racionalização e que aquelas de missão crítica, implementadas utilizando tecnologias antigas, precisam ser revisadas e atualizadas para melhorar sua eficiência. O estudo foi realizado pelo Grupo Capgemini, um dos líderes mundiais em serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, e desenvolvido pela Sogeti, sua divisão de serviços, em parceria com a HP. O resultado mostrou também que 42% das companhias planejam aumentar o orçamento para testes e para o chamado Quality Assurance (QA) - garantia de qualidade. Além disso, a computação em nuvem (cloud computing) aparece no relatório como fator importante para o aumento da demanda por testes, que se tornam vitais para assegurar a excelência, evitar riscos e equívocos nos aplicativos. Assim como as empresas estão buscando adotar métodos de entrega ágil como parte do seu processo de qualidade, o porcentual de companhias que estão movendo alguns dos seus sistemas de TI para a nuvem cresceu para 81%. O estudo aponta, ainda, que os investimentos em qualidade atingem níveis excelentes nas economias emergentes. Durante o ano passado, 83% das companhias chinesas e 56% das brasileiras aumentaram de forma substancial os seus investimentos em QA, em contraste com os números revelados na América do Norte e Europa.

PREJUÍZO

Robert Adrian Hillman/shutterstock

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Interfile, empresa especializada na terceirização de processos de negócios (BPO), admite que documentos de mais de cem clientes foram destruídos pelo incêndio que atingiu três dos seus dez galpões em Jandira, no interior de São Paulo, no dia 4 de julho. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, todos os clientes já foram notificados das perdas, porém, não há previsão para término do relatório sobre os prejuízos provocados pelo acidente, devido à sua grande dimensão.  Alguns dos clientes, especialmente instituições financeiras, pediram sigilo total, haja vista que a divulgação de nomes relacionados a arquivos perdidos pode representar risco para seus negócios. A empresa informou também que não há padrão de contingência no armazenamento dos arquivos, pois os planos dependem do serviço contratado – os que preveem cópias de segurança têm custo maior do que aqueles que contemplam armazenagem simples, por exemplo.  O Corpo de Bombeiros deve finalizar o laudo com prováveis causas do incêndio até meados de agosto (previsão de 30 dias).

PRECAUÇÃO O estudo identificou aumento contínuo na automação de testes dedicados a resolver questões como:

37% das companhias utilizam técnicas de estimativa elaboradas internamente; Mais de 22% das empresas usam métodos padrão da indústria; 12% das organizações ainda não possuem qualquer metodologia; 58% realizam até a metade de seus QA sem usar automação; 23% usam as soluções de testes automatizados para mais da metade dos testes executados. “O Brasil vive um momento de transição. Antes, os testes realizados nas companhias não eram estruturados e, geralmente, estavam atrelados às áreas de desenvolvimento. Hoje, com o aumento da complexidade dos ambientes e a necessidade de imprimir mais agilidade e efetividade na implementação das novas aplicações, a demanda por profissionais capacitados, ferramentas e processos vem crescendo de forma rápida”, explica o head da prática de testes da CPM Braxis Capgemini, Sérgio Pagani Carvalho. O executivo reforça que, para evitar erros e retrabalho é essencial o desenvolvimento de uma metodologia de testes. Assim, é possível garantir o funcionamento das aplicações, otimizando custos e diminuindo os riscos aos negócios. As tendências atuais, como cloud computing e mobilidade, estão elevando a complexidade das aplicações, conclui o estudo.

Compromisso

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s operadoras de telefonia fixa firmaram com o governo termos de compromisso para a oferta de banda larga que preveem, além da oferta de internet com velocidade de 1 Mbps (megabit por segundo) a R$ 35 por mês, conexões a pelo menos 5 Mbps ao maior número possível de municípios até 2015.  O acordo não prevê metas de cobertura, nem define preços para a oferta de internet a 5 Mbps, apenas diz que as empresas deverão se esforçar para tornar técnica e comercialmente disponível um plano de serviço de banda larga no varejo com esta velocidade. O prazo para que todos os municípios brasileiros possam contar com internet de 1 Mbps a R$ 35 acaba em dezembro de 2014, mas as cidades que serão sede de jogos da Copa do Mundo e suas regiões metropolitanas deverão estar atendidas até a realização do Mundial.  No fim de junho, as concessionárias de telefonia fixa assinaram um termo de compromisso com o governo, garantindo o início da oferta de internet com velocidade de 1 Mbps a R$ 35 por mês em até 90 dias. A vigência do termo de compromisso extingue-se em 31 de dezembro de 2016. (Com informações da Agência Brasil)


>news Aplicativo da Lopes localiza imóvel desocupado Baseada em iPAD, solução traz mais de 70 mil imóveis

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endo em vista a popularização dos novos dispositivos eletrônicos da Apple e de seus aplicativos e buscando dar cada vez mais opções de acesso ao usuário que busca imóveis, a Lopes, empresa de intermediação e consultoria de lançamentos imobiliários, lança o primeiro aplicativo do setor imobiliário destinado ao IPad. Um dos destaques do aplicativo é a função de localização, a “imóveis próximos a mim”, com a qual o usuário conhece a distância de onde está até o imóvel em que está interessado. Isso funciona desde que o cliente autorize que o aplicativo utilize sua localização, permitindo também que a ferramenta exiba uma página com os imóveis mais próximos disponíveis. A novidade integra todo o portifólio de imóveis do Grupo LPS, com mais de 70 mil ofertas em mais de 200 cidades, entre lançamentos e imóveis prontos. “Escolhemos o IPad para implantar essa ferramenta justamente porque o cliente precisa ver imagens e mapas ao procurar imóveis. Entretanto, por ser um sistema multiplataforma, o aplicativo também pode operar no IPhone”, completa o diretor de marketing da Lopes, Roberto Nascimento. Com as próximas atualizações, em breve será possível utilizar o Google Street View integrado ao aplicativo, segundo a Lopes, possibilitando ao usuário ter mais informações sobre a região do imóvel escolhido. O aplicativo também permite compartilhar os imóveis no Facebook, no Twitter e em outras ferramentas das redes sociais online. Ainda está previsto para os próximos meses, a

implantação de um sistema que integra os imóveis favoritos escolhidos pelo usuário. Como parte da ficha técnica de todos os imóveis em oferta, o aplicativo traz ainda a opção de simulação de financiamento de imóveis por meio da CrediPronto, joint venture do Itaú e Lopes especializada em crédito imobiliário, oferecendo mais uma opção de serviços ao cliente. Programado para ser mensalmente atualizado, o aplicativo da Lopes pode ser utilizado para ambos os aparelhos da Apple e seu download estará disponível diretamente na Apple Store. Caso o usuário já tenha ambos os dispositivos, basta que vá à loja virtual e o descarregue apenas uma vez. O aplicativo foi desenvolvido internamente por meio da expertise da Lopes nos ambientes de internet, e em parceria com a Maya, agência especializada na criação de aplicativos para plataformas móveis com tecnologia multitouch.

Alex Staroseltsev/shutterstock

Os negócios não podem parar

Pesquisa revela que apenas 30% das empresas têm um plano de continuidade dos negócios, porém tratam o tema como prioridade para os próximos seis meses

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e acordo com pesquisa realizada pela OS&T Informática, consultoria especializada em soluções de Segurança e Alta Disponibilidade da Informação, durante o evento ‘Estratégias para garantir a Continuidade dos Negócios com Tecnologia WMware’, realizado em São Paulo, cerca de 70% das empresas pretendem implementar um projeto de virtualização nos próximos seis meses. Das organizações, 40% têm até 20 servidores e/ou Blade na empresa, 30% possuem de 51 a 100 servidores e 26% entre 101 a 500 servidores. O levantamento analisou 20 empresas de médio e grande porte, entre elas, indústrias, instituições financeiras, varejistas e órgãos públicos. Entre as organizações participantes, apenas 30% mantêm estabelecido um Plano de Continuidade dos Negócios, enquanto 13% ainda não têm qualquer projeto 6

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na área e 57% estão em planejamento. Quando o assunto é investimento, 35% dos entrevistados afirmam que o valor aplicado anualmente na área de Continuidade dos Negócios deve atingir 3% do faturamento anual. Para 9% das organizações, o valor estimado deve chegar à casa dos 5% e para 4% o valor deve chegar aos 10% do faturamento anual. Quando a pergunta refere-se ao que motivou a empresa desenvolver um Plano de Continuidade, 26% alegam ainda não ter estabelecido um projeto, 22% apresentam como fundamento estar alinhados às melhores práticas do mercado mundial, 13% devido a Sarbanes-Oxley e 9% em razão de um incidente ou evento ocorrido na empresa. Questionados sobre os impactos corporativos, de imagem e financeiros, no caso de uma parada dos processos de negócios, 69% afirmam estar cientes e 22% alegam não ter conhecimento sobre todos os possíveis impactos. d e

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ROBÔ CIRURGIÃO

Hospital Alemão Oswaldo Cruz realiza primeiras cirurgias robóticas pediátricas Passerotti. Dentre os benefícios oferecidos pelo robô Da Vinci S HD, estão maior segurança, comodidade e precisão dos movimentos, além de diagnóstico mais exato e recuperação mais rápida e menos dolorosa. No Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a robótica também tem se tornado cada vez mais indispensável nos procedimentos cirúrgicos do aparelho digestivo e urológicos. Dr. Passerotti, médico do Instituto da Próstata e Doenças Urinárias do Hospital, é o profissional que fez mais cirurgias robóticas no País: mais de 200, sendo que destas cerca de 170 foram para retirada de tumor de próstata.

fotos: divulgação

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Hospital Alemão Oswaldo Cruz realizou, recentemente, as primeiras cirurgias robóticas pediátricas no País, feitas pelo médico Carlo Passerotti. Foram operados quatro pacientes com idades entre 1 e 12 anos, com quadros de tumor na vesícula seminal, tumor de uraco benigno, refluxo vesico-ureteral e estenose da junção uretero-piélica benigna. Esta última condição clínica afeta aproximadamente 3 a 5% das crianças e é a principal indicação para cirurgia robótica pediátrica. “O uso da robótica em crianças ainda é pouco difundido no Brasil. Apesar disso, a aceitação dos pais é ótima”, afirma.

A MODA PEGOU

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aptops, smartphones, tablets e outros dispositivos móveis estão sendo usados cada vez mais nos locais de trabalho pelos empregados brasileiros que utilizam a tecnologia no seu dia-a-dia – os chamados iWorkers, conforme aponta um recente estudo mundial patrocinado pela Unisys Corporation e conduzido pela IDC.  A pesquisa mostra como a chamada “consumerização da TI” – que significa como os equipamentos pessoais e as redes sociais, utilizadas pela sociedade de modo geral, estão ganhando espaço nos escritórios – pode afetar as organizações e seus funcionários.  De acordo com o levantamento, 37% dos trabalhadores brasileiros usam smartphones para acessar aplicações de negócios, 22% utilizam tablets - bem acima da média global -, e 59% acessam sites de mídias sociais. O reflexo do crescimento desses dispositivos no ambiente corporativo, segundo a pesquisa, é que a porcentagem dos trabalhadores brasileiros que consideram o desktop como o equipamento mais importante para execução de suas tarefas deve cair cerca de 28 pontos percentuais no próximo ano, enquanto a porcentagem daqueles que consideram os laptops como a principal ferramenta subirá de 31% para 43%.  O estudo revela também que, ao contrário de outros países onde os tablets já estão incorporados ao dia a dia dos trabalhadores, no Brasil o uso desses equipamentos ainda é bastante incipiente - apenas 4% dos iWorkers brasileiros consideram o tablet PC como a ferramenta de trabalho mais importante para executar as tarefas do dia-a-dia. Apesar disso, 18% deles acreditam que o equipamento se tornará a ferramenta mais relevante nos próximos doze meses.  O levantamento mostra ainda que aumentou o uso de redes sociais no ambiente corporativo. Dos entrevistados, 34% dos iWorkers brasileiros afirmaram acessar páginas do Facebook para temas relacionados ao trabalho, parcela que foi de 16% no ano passado. O estudo destaca que o uso de j u l h o

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redes sociais pelos iWorkers no Brasil é superior ao de outros países. Isso porque 59% dos iWorkers brasileiros afirmaram acessar páginas de redes sociais ao menos uma vez ao dia para trabalhar, enquanto 48% dos americanos e 37% dos europeus indicaram utilizar essas ferramentas.  O estudo constatou que o uso por iWorkers brasileiros de dispositivos como celulares, smartphones e notebooks, tanto para trabalho como para atividades pessoais, é maior do que as empresas imaginam. Enquanto 75% alegam usar seus smartphones para o trabalho, apenas 38% dos executivos de TI acreditam que isso ocorra. Do mesmo modo, a pesquisa mostra que 22% dos iWorkers brasileiros dizem utilizar seus tablets para o trabalho, enquanto apenas 4% dos executivos de TI creem que eles usem o equipamento. Por fim, enquanto 44% dos funcionários dizem que os sistemas das empresas permitem que eles acessem sites de mídias sociais para questões pessoais, apenas 24% dos executivos de TI reconheceram que esta prática ocorre em suas organizações.  O levantamento foi feito por meio de duas pesquisas separadas. Na primeira, foram entrevistados 306 iWorkers brasileiros, enquanto na segunda foram entrevistados 101 executivos de diversas organizações localizadas no país. Globalmente, foram consultados 2.660 iWorkers e cerca de 560 líderes de áreas de TI de nove países.

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OLEKSY MARK/SHUTTERSTOCK

No Brasil, 22% dos iWorkers utilizam tablets no trabalho, diz estudo


>gestão Claudio Ferreira

Redes na mira do

inimigo, e agora?

Primeiro foi a rede de jogos da Sony, a PSN, e agora os sites do Governo brasileiro sofreram um ataque em larga escala. Ambos geraram dúvidas quanto à integridade de dados pessoais alocados nos serviços e apresentaram lições ao mercado

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Marcos Mazoni, do Serpro: ataques de hackers aos sites governamentais foram pouco significativos. Apenas o site da Presidência da República ficou fora do ar, por uma hora, após o chamado ataque de pixação

quanto a extensão dos ataques, tanto da PSN quanto no âmbito do Governo. Em coletiva de imprensa, o diretorpresidente do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), Marcos Mazoni, relativizou os fatos e afirmou que os ataques de hackers aos sites governamentais, sob responsabilidade do órgão, foram pouco significativos, e que apenas o site da Presidência da República ficou fora do ar, por uma hora, após o chamado “ataque de pixação” (veja mais em “Brasília em alerta”.

unca os sites estiveram tão seguros... Nunca os sites foram tão inseguros. As duas frases, mesmo que díspares e contraditórias, infelizmente estão certas, afinal as políticas, os profissionais e as soluções alcançaram um alto grau de maturidade, o problema é que os “atacantes” também evoluíram e suas ameaças se renovam a cada dia. Um exemplo foi o ataque em larga escala à rede do console Playstation, a PSN, da Sony, que pode ter revelado milhões de dados de seus jogadores. E mais recentemente vimos os ataques em massa se replicando nos sites do Governo brasileiro. Será que as corporações estão preparadas para essa situação? Não é incorreto dizer que a massa das corporações brasileiras não possuem em seu DNA a preocupação com segurança. “Os atos recentes mostraram que as coisas estão mais vulneráveis do que se imaginava, por mais que já exista uma cultura, a correria dos negócios mostra que a segurança está em segundo plano. Os ataques poderiam servir como um alerta, mas a forma anárquica como foram feitos não contribui para isto”, garante Ricardo Giorgi, especialista em segurança da informação e redes e professor de MBA e pós-graduação na faculdade de tecnologia FIAP. Mesmo assim, Leonardo Bonomi, diretor de suporte e serviços da Trend Micro, acredita que o “susto” e a divulgação extensa na mídia podem atentar as empresas e mesmo o próprio Governo brasileiro para que tomem mais cuidado com seus serviços e com os dados da população alocados em sites na web. “Todo mundo tem projetos e websites e nem todos se preocuparam

em ver as implicações em segurança que essas ações poderiam ter. Documentos e dados acabam sendo roubados. Mas acho que existe uma certa comoção em relação aos acontecimentos recentes”, assegura o executivo. No entanto, ainda é pouco transparente a divulgação das informações

Mais dúvidas que certezas Tais declarações, mais do que ajudar, acabam por atrapalhar quando o momento é de “aculturamento” do mercado quanto aos riscos de segurança. “O Governo não é transparente como um todo e isso se reflete em todos os campos. Acredito que as invasões aconteceram também por uma motivação política”, afirma Giorgi. Outros ataques, até mesmo o da PSN, acabam sempre envoltos em uma aura de “qual a verdade absoluta dos problemas enfrentados e dos dados”. “É sempre difícil

IPv6 ajuda?

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presidente do Serpro disse com todas as letras que a migração para o protocolo IPv6, algo que deve acontecer até 2013, pode permitir uma maior certeza sobre a identidade dos usuários da internet, gerando, portanto, menos ataques. Ele informou ainda que o Serpro pretende antecipar essa migração, o que tornaria mais seguros os sites governamentais. “No atual formato, só é possível fazer essa identificação por meio de um processo de investigação”, lamentou. Essa premissa, no entanto, não ganha eco junto aos especialistas que fazem ressalvas quanto à forma como será feita a migração. Bonomi ainda vai além e fala até mesmo em aumento de ataques. “Com o IPv6 teremos mais disponibilidade de IPs, e esse salto será uma mudança de paradigma, teremos mais dispositivos conectados nas casas. A mudança vai trazer mais dispositivos e com essa abundância ainda mais ataques”, finaliza. 8

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>gestão investimentos segue a mesma, de R$ 130 milhões por ano nas áreas de segurança e de reconhecimento da identidade dos usuários. Assim como já estava prevista uma verba extra, entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. As redes brazucas Extrapolando o Governo, perguntamos aos especialistas se as redes corporativas locais são pouco ou muito vulneráveis. “Acho que elas estão entre a alta e a muito alta vulnerabilidade, ainda se fala muito e se faz pouco. A infraestrutura tem buracos sendo criados a cada dia com grande dinamismo. Seja para o chamado “hacker ético”, aquele que não rouba nada, apenas chama a atenção, ou não”, critica Giorgi. Lá fora, ele argumenta, “os

“Todo mundo tem projetos e websites e nem todos se preocuparam em ver as implicações em segurança que essas ações poderiam ter. Documentos e dados acabam sendo roubados”

saber sua extensão. Precisamos confiar na declaração, porém esses ataques visam derrubar o site como uma primeira forma de distrair a área de segurança para o verdadeiro ataque, esse é o “modus operandi”. Nós, aqui, tentamos monitorar e vimos que existem componentes de bootnet nos ataques, Leonardo Bonomi, da Trend Micro algo que pode ser utilizado na derrubada do site para infiltrar códigos maliciosos”, completa Bonomi. Outra dúvida, o Serpro teria condições de enfrentar um ataque em tal escala? O professor da Fiap aponta que por se tratar de Governo essa noção se torna quase impossível. Já Bonomi concorda e faz uma projeção: “o futuro da TI está na “nuvem” e isso implica também em investimentos de segurança na plataforma. Em resumo, é preciso investir nas práticas”, completa. Entretanto, de acordo com o presidente do Serpro, a previsão de

Criando defesas Perguntamos aos especialistas quais os preceitos básicos para criar barreiras aos ataques em massa, veja o que pode ser feito, evoluindo do conceito a ações pré e durante os ataques. n montagem de plano diretor de

segurança da informação

n análise de risco dos projetos n testes, como o de invasão, feito

por hackers contratados

n adoção de comppliances como as ISO n uso de ferramentas de

balanceamento de carga

n melhoria constante da infraestrutura n bloqueio de ataques com

verificação de código

n uso de ferramentas pró-ativas

frameworks de segurança são levados muito mais a sério, não podemos generalizar e dizer que todas as empresas são vulneráveis, mas sempre existe um buraco, vide a NASA ou mesmo órgãos de segurança de países importantes”, explica o professor. Bonomi, porém, discorda. Para ele as redes corporativas não são tão vulneráveis assim. “Ainda é pouco, mas as empresas têm investido mais e melhor”, compara, para depois enfatizar que, com o conceito de computação em nuvem, os usuários tendem a entender ainda menos as implicações e a necessidade de segurança a partir dos serviços que estarão disponibilizados pela web. Aparentemente, então, a barreira para mitigar a questão da segurança não estaria no budget e no que é investido e sim na cultura empresarial. Com uma reversão de hábitos e preceitos, que, como toda mudança, é complexa de ser posta em prática, uma vez que a estruturação de políticas de segurança (veja mais em “Criando defesas”) e as próprias ferramentas têm evoluído, e o custo das soluções está em declínio. O professor Giorgi, no entanto, é pessimista quanto a melhoria nos investimentos. “Acho que o cenário não muda muito, acreditar nisso é utopia. As empresas são e vão continuar a ser reativas. A cultura é complicada de mudar, só muda por obrigação como em casos de comppliance”, argumenta. Posição diametralmente oposta a de Bonomi, que acredita em uma maior sensibilidade dos gestores corporativos para com sua área e as práticas de segurança e mesmo em mais recursos para a prática.

Brasília em alerta

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também foram identificados “ataques de carga”, os ataques em massa, no site da Presidência e em diversos outros endereços. Tais ataques geram grandes quantidades simultâneas de solicitações, resultando, por fim, na queda da página. Para se ter uma ideia, no pico dos ataques, foram registrados mais de 2 bilhões de acessos concomitantes. A saída foi o Serpro bloquear os acessos indevidos quando eles atingiam o dobro do habitual. A invasão do site da Presidência da República abrangeu tanto ataques de “pixação” como de carga – com a retirada do endereço do ar por uma hora. Já o site da Receita Federal sofreu apenas o de carga. Depois da primeira “onda”, o grupo de respostas da entidade já tinha adotado medidas no site da Receita para minimizar os problemas.

e acordo com o Serpro, ao todo foram 20 os sites do Governo atacados. E outros 200 sites de órgãos públicos como prefeituras, assembleias legislativas e universidades públicas também foram prejudicados. Para o presidente do Serpro, nenhum dado sigiloso do governo federal foi acessado durante a invasão, mas, ele admite, tanto o estado como as empresas que atuam em comércio eletrônico sofreram com prejuízos financeiros e de credibilidade em consequência das invasões. “Financeiramente, o prejuízo maior (para os cofres públicos) será em decorrência do gasto com o aumento da força de trabalho de nossos funcionários”, disse Mazoni. O tipo de ataque praticado se caracteriza por substituir a página original por uma outra, preparada pelos invasores. E 1 0

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foto: lafotografica/shutterstock

>gestão

Jackeline Carvalho*

Seja bem-vindo Rede hoteleira se prepara para a explosão, ainda maior, das ocupações de quartos no País, e o grande atrativo, nomeado como diferencial, é a aplicação de recursos de TIC para atrair e encantar os hóspedes

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Tatiana Rassini, do Grupo Allia Hotels: integração do website do grupo com as redes sociais e a oferta de serviços de reserva, agendamentos check-in e check-out fazem parte do projeto de inovação do Grupo

m estudo recente da Motorola Solutions revelou que é esperado um aumento no investimento em tecnologia da informação (TI) por parte do mercado hoteleiro em 2011, sendo a experiência do hóspede o fator principal para a decisão. Entre os hotéis que participaram da pesquisa, 56% planejam aumentar os investimentos em tecnologia móvel para equipar os colaboradores, melhorar a eficiência operacional e a experiência do consumidor. O Barômetro Motorola Solutions do Mercado Hoteleiro revela que 91% dos tomadores de decisão da indústria têm consciência do importante aumento das tecnologias móveis e sem fio, enquanto 1 2

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78% reconhecem o papel que a mobilidade exerce para garantir vantagem competitiva aos seus negócios. Mas a teoria ainda está distante da realidade brasileira. Enrico Fermi Torquato, presidente da ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), considera que 80% dos hotéis no País aderiram apenas ao básico, ou seja, oferecem acesso Wi-Fi grátis ou com custo baixo e fazem reservas de quartos pela internet. “Há, no entanto, padrões de automação que variam de acordo com a rede de hotéis e conforme o perfil dos clientes recebidos”, diz Torquato, para quem o nível de automação do setor no Brasil ainda é pequeno quando comparado a outros países como os EUA e regiões turísticas da Europa, e mais focado em segurança, principalmente. Gilberto Souza, gerente de produtos da Motorola Solutions, concorda que o perfil brasileiro é diferente do comportamento internacional. “As instalações foram feitas em fases e, inicialmente, sem a preocupação de usar uma rede mais profissional e robusta. A ideia era simplesmente oferecer acesso à internet aos hóspedes nas áreas comuns do hotel, mas hoje temos telefones, smartphones e tablets que alteram o perfil do acesso exigindo um suporte mais refinado ao hospede. É preciso que os hotéis estejam preparados para essa demanda de banda, principalmente quando pensamos nos grandes eventos que vêm por aí”, diz. Torquato avalia que a disponibilidade de redes sem fio ainda está sendo vista como um produto e não como serviço. “No começo era tudo pago, agora mais da metade dos hotéis oferece esse serviço gratuitamente. A necessidade de atrair clientes está tornando mais acessíveis essas “regalias” vamos dizer assim. Hoje as pessoas não conseguem mais ficar desconectadas, elas estão sempre on-line, em casa, no trabalho, na escola e não seria coerente não estarem conectadas quando forem viajar. Por isso os hotéis estão investindo nesse tipo de tecnologia”, afirma o presidente da entidade, ao dizer que Wi-Fi é básico e deve estar acessível em 100% dos hotéis do Brasil, não só por causa dos eventos esportivos, mas por que hoje é algo primordial. Para os eventos de 2014 e 2016, as redes hoteleiras do Rio de Janeiro (RJ) e

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do Recife (PE) são as que apresentam investimentos e projeções mais vultosas. Torquato conta que o governo do RJ, inclusive, está concedendo estímulos aos empresários do setor, ao realizar desde mudanças temporárias na legislação urbanística até isenção de impostos, para aumentar a capacidade hoteleira da cidade nos próximos anos. A cidade espera um aumento de 72% no parque hoteleiro, passando de 29 mil quartos para 50 mil, com a inauguração de 36 novos hotéis no estado até a Copa de 2014, 17 apenas na capital. Efeito rede social Com mais de 60 anos de experiência acumulada, a Allia Hotels conta com 35 hotéis em operação, mais de 3 mil unidades habitacionais (UHs) e cerca de 1.600 colaboradores. Em número de hotéis, já está posicionada como a terceira maior rede do País, com presença em seis estados brasileiros: Maranhão, São Paulo, Espírito Santo, Pará, Minas Gerais e Goiás. O presidente do grupo, André Monegaglia, assume que a disponibilidade de conexão sem fio à internet (Wi-Fi) é o mínimo que uma rede de hotéis pode oferecer aos seus hóspedes, e deixou de ser diferencial competitivo, tornando-se obrigação. “Estamos pensando na reformulação do site, nosso maior canal de comunicação com o usuário de turismo”, diz Tatiana Rassini, gerente de marketing de relacionamento da rede. Segundo ela, a versão atual do website está distante da ideal. “Precisamos transformá-lo em um portal de comunicação com os usuários e integrá-lo às redes sociais”, diz. O projeto prevê, inclusive, a implantação de um banco de dados no site, para que o cliente possa acompanhar remotamente a própria reserva, alterar a programação de viagem e fazer os pagamentos. “O check-in e o check-out pela web também estão sendo pensados, assim como a oferta de todos esses serviços pelo celular”, conta Tatiana. O estudo da Motorola mostrou que existem três grandes áreas que os hotéis querem abordar: a primeira é melhorar a experiência do cliente, o que não se restringe a conexões seguras e de alta velocidade, mas abrange também a mobilidade dos serviços. “Imagine um hóspede sentado à beira piscina que pede informação sobre um evento ou sobre ingressos ao garçom

sendo prontamente atendido a partir de uma consulta no computador móvel. Ele pode até, eventualmente, vender o ingresso ali mesmo”, sugere Souza. Outro item é dar poder aos funcionários do hotel, equipando o staff com um sistema de rádio. “Isso tudo leva ao terceiro item, que é a eficiência operacional para o hotel ou resort, principalmente os de grande porte. “Por

exemplo, as vezes o funcionário tem que se deslocar até o front desk para resolver alguma coisa, ou tem que retirar algum material no depósito. Com soluções móveis, esse trabalho seria poupado, oferecendo assim um serviço melhor para o hóspede e mais eficiência para o hotel”, conclui o executivo da Motorola. (*Colaborou Ruan Segretti)

checklist Melhorar a experiência do hóspede 4 Uma melhor experiência para o hóspede é o fator principal para investir em mobilidade, de acordo com 76% dos hotéis pesquisados. 4 Os tomadores de decisão do segmento hoteleiro estão investindo em tecnologias móveis para dar suporte à interação do consumidor com os aplicativos que melhoram os serviços do hóspede, por meio de acesso sem fio a e-mails, check-in do hóspede/participante, pedidos/pagamentos em restaurantes ou ingressos para eventos, entre outros. 4 61% dos entrevistados planejam instalar alguma ferramenta de vídeo, incluindo videomonitoramento, videoconferência e transmissão de conteúdo em tempo real para áreas de acesso público, como saguões. 4 58% das empresas do setor que participaram da pesquisa e que dispõem de tecnologia móvel observaram melhoria na satisfação do consumidor. Capacitar os operadores móveis 4 59% dos entrevistados que atualmente dispõem de tecnologia móvel e sem fio obtiveram um aumento na produtividade e na eficiência do funcionário, enquanto 55% constataram melhores resultados nas vendas. 4 Gerentes, funcionários da segurança e do serviço de atendimento ao consumidor são os principais usuários de aparelhos móveis e sem fio nas companhias do mercado hoteleiro pesquisadas. Entre esses, 71% dos supervisores usam smartphones, 52% dos seguranças usam rádio, 19% dos agentes de bilheteria são equipados com voz sobre IP (VoIP) e 26% dos administradores dos locais possuem tablets. 4 Atualmente as aplicações mais populares de rádios bidirecionais são para administração de projetos (51%) e colaboração (41%). Mensagens unificadas e gerenciamento/monitoramento remoto possuem a mais alta taxa de disponibilização planejada até 2012. 4 Entre os que responderam à pesquisa, os tablets e os aparelhos VoIP são os dois principais aparelhos móveis planejados para ser implementados até 2012. Permitir eficiência operacional 4 75% das empresas pesquisadas já possuem rede sem fio LAN (WLAN) funcionando em suas instalações. Na América do Norte, um terço desses locais possui 802.11n, enquanto na Europa a maioria utiliza 802.11b/g. 4 42% dos entrevistados que possuem redes WLAN esperam estar completamente atualizados para 802.11n até o final de 2012. 4 Melhorar a produtividade e a confiabilidade e expandir o alcance das atuais redes sem fio são os três fatores principais para a adoção do padrão 802.11n WLAN – todas as características críticas da rede para atender a maiores volumes de dados e ao aumento das demandas do consumidor e dos funcionários móveis por acesso.

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Sapsiwai/shutterstock

>serviço

Claudio Ferreira

Exportação de serviços

ainda não convence Atividade encerrou o ano passado com receita de US$ 2,39 bilhões, bem abaixo da meta prevista pelo Governo de US$ 3,5 bilhões. Diversos fatores, internos e externos, contribuíram para esse resultado, um deles é a perda de competitividade no mercado offshore

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foto: divulgação

César Gon, da Ci&T: o Brasil ainda tem uma pequena representatividade no mercado mundial e o protagonismo das empresas nacionais nesse volume de exportações é de menos de 10%

ainda os problemas nos países compradores de tecnologia. Mas, apesar de todas essas questões, é preciso analisar o número alcançado “Visto de forma isolada, parece um bom resultado e realmente mostra a expressão econômica da indústria. Porém, se analisarmos esses números em um contexto mais amplo, temos claramente dois desafios: o Brasil

s exportações de TI retroagiram para US$ 2,39 bilhões em 2010, de acordo com pesquisa da Brasscom, contra US$ 3 bilhões no ano anterior. Altos custos trabalhistas, forte valorização do real e os efeitos da crise nos países de economia avançada, foram fatores de contenção. Se o mercado local aquecido compensa essas perdas, investigamos o que está sendo feito para que a prática offshore possa decolar. “O sentimento é que o mercado sofreu com a crise mundial, os contratos não assinados em 2009 afetaram o resultado no ano passado e os acordos são de longa duração. Temos o problema cambial, cada vez mais sério, que faz com que percamos competitividade e tenho ouvido reclamações quanto a falta de mão de obra, mas existem outros fatores”, aponta Djalma Petit, diretor de mercado da Softex. Como outros fatores, entenda-se os componentes do chamado custo Brasil, que envolve todas as tributações, o valor do dinheiro e mesmo da mão de obra, e 1 4

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ainda tem uma pequena representatividade no mercado mundial e tem visto sua participação diminuir nos últimos 2 anos; e o protagonismo das empresas nacionais nesse volume de exportações é muito baixo, de menos de 10% – parecido com a participação no mercado doméstico. Se o objetivo é criar uma forte e exportadora indústria nacional de TI, fica evidente que tem algo muito errado”, critica César Gon, CEO da Ci&T. Em 2008, o Governo tinha estabelecido uma meta de exportar US$ 3,5 bilhões em 2010, uma avaliação que se mostrou exagerada ou mesmo acabou sendo engolfada pelos problemas internos e externos que emperraram a projeção. É possível acreditar que os acontecimentos, principalmente os externos, com a continuidade dos efeitos da crise na Europa, tenham surpreendido, mas é só isso? “O contexto é complexo, o câmbio, por exemplo, é favorável à importação. Os custos do setor aumentaram, o mundo ainda não se refez da crise e ainda temos um déficit de profissionais de 50 mil a 100 mil no mercado”, enumera Fernando de la

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offshore do setor. “De qualquer forma Gon não é tão condescendente. Riva, diretor-presidente da Concrete, vejo o resultado do setor em 2010 como “As discussões sobre desoneração da empresa com experiência de offshore um soluço, não uma tendência. O folha, que nunca saem do papel, são (veja mais em “Visão globalizada”). mercado está se recuperando e acredito intermináveis. Os programas de apoio à O executivo da Ci&T aponta que o que veremos a redução do custo Brasil exportação são pulverizados e problema é estrutural, ligado até mesmo para o setor, a partir das ações descontínuos, com pouco ou nenhum à formação da indústria e da cultura governamentais”, projeta. impacto efetivo no setor. Também não nacional do curto prazo. “Vejo um vi progressos no processo de formação movimento pendular: as empresas Qual o modelo? de capital humano de decidem exportar quando Em 2008, o Governo Partindo do Governo ou não, fica a qualidade e em escala, o mercado doméstico estabeleceu meta de dúvida: existe um modelo ou modelos outro gargalo está desaquecido e a exportar US$ 3,5 bilhões inexorável”, aponta. de exportação de serviços e software ou relação dólar/real está em serviços de TI 2010 cada empresa acaba por trabalhar por Já De la Riva, da favorável. Em seguida, o conta própria? Para Petit, o que se deve Concrete, mesmo cenário muda, a As exportações de TI criar são mecanismos e não modelos. apoiando a ideia da demanda interna retroagiram para “Algo que mostre que é possível desoneração da folha, aumenta e/ou o dólar se US$ 2,39 bilhões em 2010 alcançar resultados, sem imposição, também é cético quanto deprecia, e as iniciativas Em 2009 foram mas fomentando o setor”, pondera. à atuação do Estado. “O de exportação perdem registrados O Banco Nacional de Governo não será capaz prioridade. O fato é que o US$ 3 bilhões em vendas de fazer algo relevante Desenvolvimento Econômico e Social processo de de serviços de TI para o porque sua política atual (BNDES) seria esse instrumento? “Ele já internacionalização leva é parceiro de muitas empresas e existe tempo, consome capital e mercado internacional vai na direção do o Prosoft, que trabalha com empresas aumento de gastos e a não é algo para ser feito Fonte: Brasscom de todos os tamanhos. O BNDES deve desoneração, se existir, com metas de 2 ou 3 participar das discussões até o final do seria marginal. Eles deveriam ter uma anos”, explica Gon. ano junto ao Governo. O que deve maior margem de manobra e suas ocorrer também com a FINEP mensagens deveriam ser outras. O O papel do Estado ( Financiadora de Estudos e Projetos). E acesso ao crédito e capital, por Mais político, Sérgio Pessoa, diretor ainda a Agência Brasileira de Promoção exemplo, é muito complicado. Não de desenvolvimento de mercados da de Exportações e Investimentos (Apexconseguimos ter acesso como os Brasscom, acredita que considerando Brasil), que atua na promoção da marca norteamericanos”, compara. o cenário atual os números até que Brasil”, elenca. Ainda otimista, Petit, da Softex, evoluíram bem. “Os mercados O acesso ao capital não é coerente argumenta que o Governo prepara para compradores foram afetados e quem já com a dinâmica do mercado, como o fim do ano uma nova política de tinha uma posição consolidada foi pontua De La Riva, da Concrete. software e serviços que pode alavancar agressivo, principalmente as empresas “Demorar 6 meses ou 1 ano é muito a indústria e trazer reflexos na carteira indianas. A outra questão são os incentivos. Estamos propondo um cenário para o Governo que possa ser sustentável e que se volta para pilares de competitividade, com a melhoria do capital humano, da m outros anos, a Concrete Solutions já obteve 30% de seu faturamento com infraestrutura etc.”, argumenta. as exportações e mesmo mantendo contratos não avançou este percentual Neste ambiente, no qual Pessoa por conta dos fatores que abordamos em nosso texto principal. No entanto, a lista de clientes e países é surpreendente: Ceras Johnson, nas plantas do México, afirma que o Governo conhece as Venezuela, Estados Unidos e Argentina; Procter&Gamble, em dezenas de operações questões de insucesso e a Brasscom em países como China, Alemanha, Egito, Polônia e Estados Unidos; STC, operadora tenta mitigá-las, as diretrizes para de telecomunicações presente na Arábia Saudita; Digicel em Trinidad y Tobago; alavancar o setor vão do incentivo às além de operadoras móveis no Quênia, Marrocos e Canadá e de fabricantes de exportações, como a diminuição de softwares nos Estados Unidos, Irlanda e Canadá. custo do INSS de 20% para 10% ou “Tivemos mais adaptação que planejamento. A primeira estratégia era vender para ainda com a ideia de que cada real multinacionais que atendiam pelo Brasil a América Latina e mesmo outros países, investido em exportação reverta em R$ fomos expostos à exportação por dentro delas. E a partir das credenciais globais 2 em desconto na tributação. “O começamos a fazer projetos regionais, atuando como integradores”, relembra De La Governo entende e atua, mas não no Riva. Um dos serviços era o de centro de atendimento offshore, 24 por 7, que depois timing que seria necessário. Porém, evoluiu para um complemento de suporte onsite com negócios na Ásia e África, e estamos otimistas com o Governo ainda com desenvolvimento de software. Dilma, até na própria ideia de O executivo lembra que a especialização e o dólar com melhor câmbio capacitação, eles sabem que somos um alavancaram os negócios em outros anos. “O modelo era robusto, mas a situação setor estratégico. Acreditamos que macro deteriorou essa realidade, e hoje sou reativo. Em 2010, chegamos perto dos outras leis podem surgir, como a 20% de faturamento com as exportações e este ano deve chegar aos 10%. desoneração da folha e uma Compensei com projetos no mercado interno”, completa. Para este ano, a empresa substituição pela taxação no pretende dobrar de tamanho e agora já alcançou 70% da meta prevista. faturamento, por exemplo”, completa.

Visão globalizada

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>serviço demorado, é preciso ter uma adequação aos processos do setor. Precisamos de fontes alternativas de financiamento, talvez com uma topologia de negócios que tenham os bancos privados na ponta avaliando o crédito com acesso ao BNDES”, exemplifica. Outra questão para a qual ainda não existe um modelo é a política trabalhista para o setor, que extrapola as proposições de desoneração da folha de pagamentos. Se os salários estão aquecidos, e isso afeta os custos “O contexto é super de projetos offshore, em boa parte se complexo, o deve à elevada escassez de mão de câmbio, por obra. Uma política de capacitação não exemplo, é tem uma definição concreta por parte favorável à do Governo. importação. Os Assim como fica ainda mais claro custos do setor em momentos como este que o aumentaram, o modelo indiano, de uso de mão de mundo ainda não obra massiva e de baixo valor se refez da crise agregado – algo que também já e ainda temos começou a mudar – definitivamente um déficit de não é o que a indústria brasileira deve profissionais de buscar. “Não dá para desenhar uma 50 mil a 100 mil estratégia de exportação baseada em no mercado” arbitragem de custos através da alocação de mão-de-obra, que é a Fernando de la Riva, da Concrete modalidade de serviço ainda predominante na indústria doméstica. Por outro lado, existe um radical processo de mudança global de serviços, pela massificação da computação em “nuvem”, dos dispositivos móveis e das redes sociais. Tais transformações são uma enorme oportunidade para um posicionamento de maior valor para todas as empresas de TI, inclusive as nacionais”, projeta Gon, da CI&T.

da Concrete. Porém é preciso se aproveitar disto. E mesmo das multinacionais com centros de pesquisa e desenvolvimento local para tentar chegar aos países latinoamericanos. A proximidade, nesse caso, pode ser uma vantagem. Afinal, o Brasil representa 50% do mercado de TI na região latinoamericana. Outra questão que sempre é levantada, comparando ou não com os indianos e demais países asiáticos quando se fala em offshore, é a do fuso horário, a proximidade cultural, ou ainda inovação em mercados como oil and gas, que ganha novo alento no Brasil com as descobertas do pré-sal.

Ambiente nacional E não podemos esquecer do aspecto positivo do offshore na atenção aos clientes brasileiros. “Sou a favor da exposição e aprendizado de trabalhar em outros mercados. Não exportar traz problemas na evolução técnica interna às empresas”, argumenta De La Riva. Algo que também é ressaltado pela Brasscom. “As empresas precisam melhorar seus processos e estratégias e conseguem melhorar sua competitividade local ao exportar”, agrega Pessoa. O cenário para 2011 e mesmo 2012 está comprometido, mas mesmo assim é possível falar em crescimento e perspectivas interessantes. Na projeção da Brasscom, por exemplo, a estimativa é de crescimento de 10% este ano, chegando a algo como US$ 2,64 bilhões – porém esse número ainda é preliminar. “Acredito que a exportação vai subir agora em comparação com 2010, mas não sei se voltamos ao patamar de 2009. Entretanto, o dólar e o custo Brasil já existiam em 2009 e estávamos crescendo. A minha expectativa é de retomada junto com a melhoria da economia global”, reage Petit, com otimismo. Ele não é seguido por De La Riva, de Concrete, “o contexto fora do Brasil está muito volátil”. Mas ele ensina: “pequenas e médias empresas ainda podem conseguir espaço lá fora. Só não devem esperar algo setorial ou do Governo para avançar”.

Estratégia internacional

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osicionamento e investimento. Algo como 35% do faturamento da Ci&T tem origem nas exportações e a empresa estima faturar R$ 130 milhões este ano com a prática. Para conseguir esse resultado, a empresa tem uma estratégia de internacionalização baseada em duas frentes: na ampliação da presença local nos maiores e mais desenvolvidos mercados consumidores de TI, ou seja, Estados Unidos, Japão e alguns países da Europa e ainda no investimento em centros de desenvolvimento aqui e no exterior. “Hoje temos três escritórios nos Estados Unidos – Philadelphia, Atlanta e New Jersey – e um no Japão, em Tóquio, e essa malha deve continuar se expandindo nos próximos anos. E devemos ampliar a nossa rede global de centros de desenvolvimentos. Hoje temos dois centros no Brasil (em Campinas e Belo Horizonte), um na China (em Ningbo) e outro na Argentina (em Buenos Aires). Esses quatro centros devem continuar crescendo bastante nos próximos anos”, admite César Gon. Ele não descarta novos investimentos em outros países e revela que a estratégia suporta a projeção de crescimento de 35% ao ano até 2015. O grande desafio, admite Gon, é a integração multicultural entre brasileiros, americanos, japoneses, chineses, argentinos, indianos etc. “Nossa proposta de valor é criar times de alta performance nessa rede global de talentos, trabalhando de forma distribuída e mantendo diferenciais de qualidade e agilidade. Esse ambiente multicultural e inovador será o nosso grande diferencial competitivo daqui a 15 anos”, projeta.

Aspectos positivos Mesmo com todos os problemas elencados acima, ainda conseguimos nos destacar em algumas práticas. Claro, somos mais caros que os dominantes indianos, porém temos expertises em áreas onde os concorrentes ainda não são uma grife, como tecnologia bancária e telecomunicações. “Isso agrega valor. O problema é que com o dólar na atual situação essa especialização sai cara. O ideal seria um preço mais competitivo para que esse diferencial seja mais evidente”, argumenta Petit. Uma possibilidade é o acesso a clientes globais por meio das subsidiárias que estão no Brasil, demonstrando capacidade e especialização, como mostra a história 1 6

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>infraestrutura

Claudio Ferreira

O gargalo do vídeo Pesquisa da Accenture mostrou que 89% dos internautas brasileiros acessam aplicações de vídeo na web. Uma informação que pode indicar que o bom funcionamento das redes corporativas, ao consumir uma banda considerável com aplicações de streaming, está em perigo

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m uma época na qual o desperdício é combatido, seja ele de água, energia etc., um novo “gargalo” começa a tomar forma, que poderia bem ter a imagem de um tsunami para as redes corporativas: o consumo de fatias expressivas de banda pelos seus usuários, a partir da demonstração da pesquisa da Accenture, segundo a qual 89% dos internautas brasileiros acessam vídeos e TV pela web. Até mesmo o executivo Marcelo Fortes, da área de mídia e telecomunicações da Accenture, se surpreendeu com os resultados da pesquisa feita pela consultoria em sete países, entre eles o Brasil. “Me surpreendeu de alguma forma sim, por outro lado, como os brasileiros são campeões em uso de web, isto ajuda a explicar o alto percentual”, admite. Na média, compilando números da Alemanha, Austrália, Espanha, 2 0

Estados Unidos, Itália e Reino Unido, além de Brasil, o resultado foi de 77%, com o menor deles com 65%, ou seja, bem distante da “performance” brasileira. “Os 89% são surpreendentes. O que mostra a voracidade dos nossos internautas e traz um impacto para as operadoras de telecom, pelo streaming de vídeo,

O efeito YouTube O site YouTube, do Google, consolidou a experiência de assistir a vídeos – de qualidade ou não pela internet Antes, essa cultura ainda embrionária e mesmo a banda larga dificultava uma experiência nesse sentido Com o aumento das conexões e a construção do site que virou sinônimo de vídeos na web, entretanto,tudo mudou. T I   I n s i d e

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e mesmo para as corporações”, alerta Francisco Pinto, vice-presidente de vendas para a América Latina da Silver Peak, desenvolvedora de soluções de aceleração e otimização de redes WAN. Ele explica que o streaming na web, assim como o uso de VoIP, faz com que as redes locais tenham uma qualidade deteriorada nas transmissões. “E não tem como mudar isso, cada vez mais o tráfego será de voz e vídeo”, argumenta Francisco. Quem sabe, sabe? Rogério Reis, diretor comercial da Arcon, provedora de serviços de segurança e de redes, também não se surpreende. “Acho 89% alto, mas compatível. E o cenário de consumo de banda na América Latina e no Brasil é muito ruim. Os links têm custo alto e a infraestrutura das organizações não está preparada para essa nova carga. A saída é utilizar tecnologias que promovam aceleração e otimização da banda”, aponta.

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Mas de quem é a responsabilidade de educar o mercado? Para Francisco, por exemplo, as operadoras é que deveriam fazer isto. O que retira um pouco o peso das equipes de gerenciamento das corporações. “As operadoras deveriam investir em otimização de seus links de grande distância e na segregação de voz e vídeo”, aponta Francisco. Como fornecedora de tecnologia, a Silver Peak, que ele representa, entra nesse jogo ao colocar dispositivos nas pontas para “turbinar” as redes. Um exemplo é o de uma empresa localizada no Amapá cujo link era de 70 Mbps e a saída para os clientes era ruim, por problemas de latência. “Ao colocar os equipamentos, eles conseguiram até mesmo agregar VoIP sem mexer na velocidade”, relembra o executivo, que não tem números locais, mas revela que um projeto como esse no exterior se paga em três anos. Iniciativas e proposições O usuário quer ter o serviço, de preferência um bom serviço. As operadoras, com a atual inundação de vídeos, seguem tendo que correr atrás da melhoria da qualidade de suas ofertas, mas acabam sendo limitadas ao lidar com os problemas particulares de cada corporação. Sendo pragmáticas ao ver o cliente

Qual a melhor saída?

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e acordo com Marcelo Fortes, executivo da área de mídia e telecomunicações da Accenture, existem quatro mecanismos ou investimentos possíveis para minimizar o impacto do excesso de vídeos nas redes. Veja quais são e os comentários do consultor: n  aumentar a capacidade das redes, “que é a opção mais cara”; n  criar mecanismos de repasse de tráfego para redes Wi-Fi, “o que alivia o consumo da rede principal”; n  otimizar o tráfego, “monitorando e calibrando o consumo em tempo real e utilizando a ampliação dinâmica da capacidade da rede como forma de reagir ao gargalo”; n  estabelecer políticas de acesso, “elas podem ser explícitas ou não restringindo ou limitando aquilo que não é necessário para o seu trabalho”Box: O uso dos links foi reduzido em 92%, o que significa que a banda “virtualmente” dobrou de tamanho. “O interessante é que foi possível acomodar tranquilamente novas necessidades de negócio como, por exemplo, o uso de voz e vídeo, impensáveis antes do projeto”, afirma o gerente do Makro. com problemas na banda: é necessário uma banda com velocidades maiores. “É o que elas sabem vender. Elas não têm um conteúdo consultivo em suas equipes”, critica Francisco. As corporações, como apontam os especialistas, estão cada vez mais entendendo o tráfego de suas redes e a característica do acesso, porém a velha máxima de “comprar mais banda quando o link se degrada” ainda é a tônica (Veja mais em “Qual a melhor saída?”. Como lembra Reis, da Arcon, em um evento, nada menos que oito em cada 10 CIOs desconheciam a existência da tecnologia de

aceleração – que em alguns casos, ele garante, pode quadruplicar ou quintuplicar o link por técnicas como a de compressão. O aspecto mandatório, para as corporações, é a necessidade dos serviços acompanharem e responderem às demandas de negócios. A infraestrutura deve trabalhar em prol disso. O problema é que boa parte dos vídeos acessados pelos usuários internos das corporações não atendem a essa exigência. Educação ou repressão? Nesse sentido, de regulamentar o tráfego, as corporações têm duas

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>infraestrutura devem mostrar o impacto nos negócios, com ênfase no uso racional da infraestrutura. Acredito que a melhor forma é agregar o motivacional com a sustentabilidade, com menos aspectos policialescos”, completa.

opções: reprimir ou educar. “É importante disciplinar o usuário, o sujeito pode até usar o YouTube, mas isso precisa ocupar um limite de banda. Hoje, o que vemos, ainda é a repressão, mas sem ser totalmente antipático. Se todo mundo acessa determinada aplicação, todos devem saber que a rede vai ficar lenta”, alerta Francisco. Reis vê o caminho da repressão como o mais comum entre as corporações. Como uma polêmica semelhante ao que vimos e ainda vemos na relação dos usuários com as redes sociais. Mas, mesmo assim, negar no lugar de resolver o problema com segurança pode não ser o ideal. O detalhe é que as necessidades – com e sem aspas – dos usuários vão atropelar as políticas a partir do momento em que dispositivos como smartphones e tablets invadem os ambientes corporativos. A repressão então só funcionaria no curto prazo. Já Fortes, da Accenture, vê uma combinação dos dois formatos – educação e repressão – no ambiente corporativo. “As empresas começam na cultura e acabam utilizando as ferramentas que cortam o acesso. As campanhas de conscientização

Na mira E o usuário? Como falamos antes, é ele quem potencializa e faz a mudança de “consumo” das redes. E nos últimos tempos são eles que correm na frente e as áreas de TI precisam entender, suportar e mitigar

integrar um grande número de novas conexões e vai dificultar o upgrade. É como “cortar pela metade a passagem de ônibus e aumentar o número e a qualidade dos ônibus”. Você não consegue fazer isso na marra, a economia segue certas regras, e é preciso regulamentar e não controlar. Vejo como uma pressão grande para as redes”, admite Francisco. Ao contrário, Reis, da Arcon, vê o PNBL como algo bem estruturado que pode colocar o

No médio e longo prazo existe ainda o “fantasma” do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) no horizonte, que gera polêmica quanto ao seu impacto nas conexões à web no Brasil os problemas que surgem. Mesmo assim, consciência e conhecimento do impacto na infraestrutura deveriam ser palavras básicas, e não são. No médio e longo prazo, existe ainda o “fantasma” do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) no horizonte, que gera polêmica quanto ao seu impacto nas conexões à web no Brasil. “Me parece um desafio grande e irrealista, o Plano visa

país em outro patamar de conectividade, mas faz uma ressalva: “mesmo com esse aspecto positivo, é preciso ter uma preocupação enorme com o uso da banda e com a segurança”, aponta. Fortes, da Accenture, é mais comedido, “a velocidade inicial dele é baixo. Quando crescer o tamanho da banda, poderemos ver o seu impacto real”, finaliza.

Otimizar é preciso

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om 76 lojas e uma rede corporativa em crescimento, o atacadista Makro via, em 2010, os problemas com o tráfego de dados de suas aplicações se tornarem cada vez mais frequentes. Somando este cenário à obrigação de implantar soluções de segurança exigidas por normas internas e externas, o varejista planejava dobrar a capacidade dos links para melhorar a performance. O objetivo era elevar os níveis de serviço e implantar o controle do acesso aos recursos da rede interna e à internet para todos os funcionários das lojas espalhadas pelo país. De acordo com Paulo Fernando Rodrigues, gerente de tecnologia da empresa, “à primeira vista, a saída seria dobrar a capacidade dos links e implantar uma ferramenta de controle do acesso à web, mas esta seria uma solução bastante custosa e não resolveria os problemas de pico de demanda. Não dá para contratar um link com capacidade suficiente para os três ou quatro dias de pico da rede e pagar por isso durante o mês todo enquanto ele fica ocioso”, afirma. Após intensa pesquisa, o Makro decidiu trabalhar com a Arcon como provedora de serviços MSSP (Managed Security Services Provider ou serviços gerenciados de segurança). A provedora apresentou uma solução integrada que, além de atender os requisitos de segurança, aumentava significativamente

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o desempenho do uso dos links de longa distância, sem o upgrade de banda. Inicialmente o projeto previa um investimento para a compra e implantação de uma ferramenta de segurança e um aumento de 70% no custo dos links para dobrar a capacidade. A equipe de TI do Makro ficaria responsável pelo gerenciamento e monitoramento da nova solução adotada e dos links. Na solução proposta pela Arcon, utilizando tecnologia da Blue Coat – fabricante de soluções de otimização de redes e controle de acesso à web, foram tratadas as duas questões de forma integrada. O contrato de 36 meses exigiu um desembolso menor e sem nenhum investimento inicial. No custo mensal, estão somados a implantação do projeto, monitoramento, administração e gerenciamento da solução por todo o período do contrato, desobrigando a equipe do Makro destas tarefas. Entre as características dos serviços contratados estão a visibilidade do perfil e volume do tráfego, a possibilidade de estabelecer prioridades diferentes para os diversos tipos de dados trafegados, a compressão dos dados, o controle das ações dos usuários da rede e a proteção contra acesso a sites com conteúdo danoso ou contra a política de segurança da empresa. O resultado: uma rede mais segura, aplicações estáveis e melhor desempenho.

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>infraestrutura

Jackeline Carvalho*

Rito de passagem Operadores de data center se preparam para a alta demanda global utilizando servidores virtualizados e modernas ferramentas de gestão, incluindo o controle do consumo de energia. Do lado das empresas, há certo desalento quanto às economias prometidas pela consolidação de data centers, porém não se vê sinais de retrocesso. A virtualização segue seu firme propósito de ocupação de território

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m março de 2010, a Eurobras, empresa especializada na fabricação e fornecimento de soluções habitacionais metálicas, começou a traçar um plano de crescimento e consolidação que tinha como pré-requisito a revisão e adequação de todos os seus processos de negócios, operacionais e de suporte, incluindo os relacionados a sistemas de informação e tecnologia. Foi então que constatou um gargalo: 99% dos seus problemas críticos relacionados ao uso de sistemas de

informação ou recursos de tecnologia tinham ligação com hardware. As oscilações impactavam o desempenho do ERP SAP, do sistema de e-mail e o acesso à internet, entre outras funções fundamentais ao dia a dia dos negócios da empresa. À época, a Eurobras contava com 12 servidores montados em sua matriz, localizada em Santo André (SP). A revitalização dos processos de TI foi uma das frentes do projeto de revisão e melhoria de processos, e algo que levou a Eurobras a contratar a Danresa, uma consultoria especializada em gestão de ambientes de TI, e cuja 2 4

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incumbência foi diminuir a ocorrência dos problemas, aumentando a produtividade. O projeto de avaliação de alternativas contemplou os requisitos de negócio, disponibilidade, confiabilidade e custos, e traçou três cenários: outsourcing de todo ambiente de TI, com fornecimento de equipamentos e serviços de operação, manutenção e suporte na base de contrato de serviços, evitando novos investimentos (Hosting); outsourcing de todo ambiente de TI, mas com fornecimento dos servidores pela Eurobras, que faria os investimentos (Colocation); revitalização

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foto: divulgação

do CPD Eurobras, com investimentos em reforço de infraestrutura, aquisição de novos equipamentos e ratificação do contrato de suporte e manutenção com a Danresa. “O último cenário, num estudo para dois anos, mostrou-se mais vantajoso, e fizemos o desdobramento em dois estudos: viabilidade e custos da aquisição de servidores individuais por ambiente sistêmico, ou aquisição de dois servidores maiores e uso de virtualização, ambos visando alta disponibilidade e performance. O cenário escolhido foi o de virtualização”, explica Iara Pires, diretora de TI da Eurobras. O projeto demandou cerca de dois meses, e hoje a estrutura da Eurobras possui apenas dois servidores virtualizados e mais um storage, garantindo alta disponibilidade, estabilidade e redundância de fontes, discos HD e processadores. “A virtualização tem sido adotada muito para aumentar a utilização do hardware e, obviamente, reduzir o custo da licença do software”, afirma Flávio Duarte, executivo de serviços de data center da IBM Brasil. A premissa é confirmada por pesquisas globais, segundo as quais as empresas estão aguerridas ao propósito de economizar, seja espaço físico, energia ou mesmo em mão de obra e gestão do ambiente - algo traduzido em investimentos em virtualização -, mas ainda não definiram uma metodologia ou cenário padrão para chegarem a esses objetivos. Uma das análises, encabeçada pela IDC, indica que quase um quinto de todos os servidores vendidos durante o último trimestre de 2010, em todo o mundo, foram virtualizados. Esta categoria de servidores representaram 19,4% de todas as implantações, acima dos 18,4% registrados no 4º trimestre de 2009. As vendas de servidores virtualizados aumentou para 398.617 unidades no quatro trimestre de 2010, com a maioria do crescimento proveniente de regiões emergentes, como o Brasil. Segundo o estudo, os gastos do usuário final aumentaram 23,3% ano a ano no último período de 2010 e 13,5% nos 12 meses. “2010 foi caracterizado por uma forte demanda por novos servidores para suportar ambientes virtualizados em rápida expansão, com sistemas x86 liderando o caminho”, diz Matt Eastwood, vice-

(57%) planeja adicionar servidores ao seu parque de equipamentos nos próximos três anos, e 20% pretende aumentar a capacidade de espaço alugado no modelo de colocation ou de hospedagem. E mais: quase um quinto (18%) tem planos de construir um novo data center. 

presidente de plataformas corporativas da IDC. Mais na camada de gestão, o levantamento feito nos Estados Unidos, junto a 240 profissionais de TI, pela Emerson Network Power, identificou que apesar de o gerenciamento de infraestrutura de data centers ter avançado muito nos últimos anos, ainda falta às empresas

Desempenho A IDC identifica virtualização como um passo crítico na jornada evolutiva para a nuvem privada, com os ambientes apresentando rápida maturação e centrados na mobilidade, auto-abastecimento, medição e cobrança retroativa e capacidades. Um desempenho para o qual os operadores de data center se Danilo Bordini, da Microsoft preparam firmemente, com altos investimentos na formação de espaços modernos e com alta capacidade para “recepcionar” os servidores, sejam eles no formato de colocation ou se hospedagem. Exemplo desse empenho, a Alog, agora empresa do Grupo Equinix, inaugurou seu terceiro data center em Tamboré (SP), o maior site da companhia e cujo investimento

A Eurobras consolidou 12 servidores em duas máquinas virtualizadas e mais um storage, garantindo alta disponibilidade, estabilidade e redundância de fontes, discos HD e processadores uma visão ampla para melhorar a disponibilidade e aumentar a eficiência e a capacidade de gerenciar os recursos computacionais. Algo que a Cosan, um dos maiores grupos sucroenergéticos do mundo, buscou ao assinar um contrato de R$ 4,5 milhões com a IBM, para atualizar sua infraestrutura de TI. Com o acordo, a IBM será responsável pela construção de um novo data center de 230m², reduzido a dois servidores consolidados IBM Power System 570, com recursos de virtualização e otimização. “A média de capacidade ociosa hoje no mercado é muito alta, por isso, as empresas têm buscado otimizar os seus recursos tecnológicos”, pontua Duarte, da IBM. O levantamento conduzido pela Emerson revela que a maioria das companhias (65%) usa menos de 70% da sua capacidade computacional. Mesmo assim, mais da metade delas

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“O Hyper-V foi lançado há 3 anos e é um dos produtos que mais cresce. No Brasil tem apresentado desempenho acelerado, principalmente pelo apelo de ser integrado com uma plataforma já conhecida, o Windows”

consumiu R$ 30 milhões dos R$ 60 milhões previstos para as três fases do projeto, definidas para os próximos cinco anos. São 6 mil metros quadrados de área construída e capacidade para mais de 40 mil servidores. A Equinix e a Riverwood Capital concluíram a aquisição da Alog em abril de 2011, estendendo a atuação para o mercado da América do Sul. Com o novo data center de Tamboré, a plataforma Equinix passa a contar com 96 centros de dados, em 37 mercados mundiais. “A América Latina estava carente de um fornecedor de Colocation Premium, com os padrões mundialmente conhecidos da Equinix. Temos sentido maior procura de empresas brasileiras que querem se expandir para novas regiões e de companhias multinacionais que pretendem se estabelecer ou ampliar 2 5


fotos: divulgação

>infraestrutura presença na economia em rápido crescimento do Brasil”, afirma Sidney Breyer, presidente da Alog Data Centers do Brasil. Comprovando esta tendência, a Orange Business Services – Trading “Antes só Solutions, um provedor global de empresas produtos de voz e dados, anunciou que enormes está criando um ponto de presença no virtualizavam centro de dados Equinix NY4 para ambientes de TI, permitir acesso direto a seus parceiros com projetos comerciais no Brasil. A Trading milionários. Hoje, Solutions já se conecta com os data como oferecemos centers da Alog no Rio de Janeiro e em aplicativos no São Paulo, além de fazer parte da modelo ASP Plataforma Equinix em Frankfurt, Londres e Zurique. (application service Genebra, “Estamos prontos para atender ao provider), as mercado brasileiro pelos próximos 18 a empresas de 24 meses, porém, se algumas menor porte prospecções se concretizarem, teremos podem usar os que antecipar a construção das serviços sem próximas fases do projeto”, diz Victor gastar muito Arnaud, líder de marketing e processos dinheiro por isso”, da Alog Data Centers do Brasil . esclarece o Também apresentando o executivo da crescimento expressivo de 63%, Locaweb” saltando de um lucro líquido de R$ 7,63 Rafael Rosa, milhões obtidos em 2009 para R$ da Locaweb 12,44 milhões no ano passado, a Locaweb baseou todo o seu plano de investimento em cloud computing. “Criamos um ambiente modular, que pode ser expandido na medida da necessidade do mercado, e com a vantagem de cada novo módulo receber as tecnologias mais atuais”, diz Rafael Rosa, coordenador de produtos cloud computing da Locaweb. A empresa explora o tema virtualização de duas formas: serviços dedicados, caso em que o cliente

solicita o equipamento para ele mesmo virtualizar desktops e/ou outros ambientes; e a oferta de cloud computing, que reúne mais de 4500 servidores virtualizados. “Fora isso também virtualizamos os sistemas”, diz Rosa. A expansão da demanda, em sua visão, ocorre principalmente pelo desempenho superior das máquinas virtualizadas, com destaque para o fim da complexidade de manutenção dos equipamentos e da necessidade de se estabelecer um ambiente configurado para suportar os picos de processamento. “O ambiente virtualizado começa a ser compreendido pelo mercado. Antes só empresas enormes virtualizavam ambientes de TI, com projetos milionários. Hoje, como oferecemos aplicativos no modelo ASP (application

service provider), as empresas de menor porte podem usar os serviços sem gastar muito dinheiro por isso”, esclarece o executivo da Locaweb. Inversão de valores Principalmente por essa razão, Rosa reconhece que os e early adopters de cloud computing não são as grandes empresas, por problemas de segurança, cultura compliance, etc., mas as pequenas organizações que têm os recursos financeiros como impeditivos, mas apresentam menor restrição burocrática. A terceirização do data center, aliás, tem sido defendida pelos operadores como alternativa para as empresas driblarem um novo impeditivo de adoção de soluções virtualizadas: a decepção com os custos (veja mais na reportagem “Custos nas Alturas”). “Os CIOs estão preocupados em não terceirizar problemas, e por isso fazem uma avaliação criteriosa e reorganizam os seus ambientes antes de terceirizar, o que elimina uma parcela da decepção”, diz Victor Arnaud, da Alog. Optando pelo outsourcing, Arnaud defende que o cliente não apenas recebe toda a assessoria necessária para compor um ambiente mais compatível com as suas demandas, como tem a sua disposição serviços ininterruptos e de alto desempenho, disponibilidade que possivelmente não teria caso tivesse que investir em uma solução caseira. “Sugerimos modelos de migração e avaliamos, junto com as empresas, se elas devem optar por nuvens públicas ou privadas”, afirma o executivo de

CUSTOS NAS ALTURAS

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implementação. Entretanto, 63% dos executivos pesquisados disseram não ter obtido a economia de custos esperada, e 5% afirmaram que a complexidade da virtualização acabou, na verdade, trazendo novos custos. Segundo a CA, a pesquisa mostra que existe uma relação direta entre a automação dos serviços de TI em um ambiente virtualizado e a redução de custos, porque 44% dos entrevistados que contam com automação para a maior parte de seus processos de provisionamento de servidores, revelaram ter alcançado significativa diminuição de custos por meio da virtualização. Em contrapartida, 48% daqueles que atribuíram às complexidades da virtualização, o surgimento de novos custos, também disseram que a maior parte de seus processos de provisionamento de servidores é manual.

CA Technologies anunciou os resultados de uma pesquisa independente sobre o estado atual da automação da TI. O estudo, realizado junto a 460 tomadores de decisão de TI em empresas de médio e grande porte, revela que mais de 60% desses executivos estão desapontados com a economia de custos gerada pela virtualização. Além disso, os entrevistados acreditam que a automação desempenha papel fundamental para que se alcance a economia de custos prometida pela virtualização e pela computação na nuvem. A maioria quase absoluta dos entrevistados, 95%, implementou, está implementando ou planeja implementar a virtualização em suas organizações. E uma ampla maioria de 85% mencionou a redução de custos e a otimização do uso de servidores (84%) como razões primordiais para essa

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marketing da Alog. Por outro lado, o data center também identifica problemas, sendo os mais comuns a existência de ambientes legados resultantes de fusões e aquisições, a ausência de metodologia para a condução de projetos (gestão de projetos); e a carência de mão de obra de TI. “Temos, por exemplo, cinco operadoras de telecomunicações conectadas e geradores de energia que garantem a contingência”, pontua. Operação Por esse ângulo, pode ser que esteja no custo operacional a razão das decepções registradas por empresas que optaram pelo vôo solo na construção de data centers próprios. Novamente, o estudo feito pela Emerson Network aponta três fatores como principais responsáveis pelo baixo desempenho dos data centers: a falta de visibilidade de utilização dos sistemas, a ausência de documentação sobre eficiência e a escassez de funcionalidades nos sistemas de gestão.  Em razão desse cenário, o estudo procurou identificar as ferramentas de gestão que os departamentos de TI estão usando para ajudá-los a lidar com a complexidade crescente. Os mais utilizados são os serviços de monitoramento (65%), equipamentos de rastreamento (54%) e sistemas de gestão de refrigeração (53%). Na outra extremidade do espectro, o monitoramento de máquinas virtuais e dos hardware subjacentes (28%) e os sistemas de gestão de capacidade de TI (27%) estão entre as ferramentas de gestão menos utilizadas. Menos de um quarto (24%) dos entrevistados tem conseguido uma integração entre as plataformas de gestão física e virtual.  Na defesa pelo outsourcing, os operadores dizem que a economia gerada pela terceirização não só é imediata como ocorre nas renovações dos contratos, ganho que nas soluções da T-Systems varia de 20% a 30% em relação a ambientes internos, com o adicional das soluções de Disaster & Recovery. Vantagens que levam Luiz Hirayama, vice-presidente de desenvolvimento de negócios e parcerias da companhia, a acreditar que as empresas estejam comprando serviços para reduzir custos e atender a exigências regulatórias, principalmente auditorias de D&R.

Terra de gigantes Um dos termômetros do mercado, a Frost & Sullivan, estima que, em 2011, os serviços locais de data center registrarão crescimento acima de 13%,

Brasil e nos países da América do Sul”, pontua Thomas M. Ray, presidente e chief cxecutive officer da CoreSite. “O acordo estratégico com a CoreSite amplia a oferta de plataformas da GlobalWeb para clientes brasileiros “A GlobalWeb que queiram fazer implantação nos aposta no cloud Estados Unidos ou que precisem tornar computing seus ambientes atuais mais sólidos”, para grandes afirma Claudio Pecorari, presidente da empresas. Onde GlobalWeb. “A combinação do as fronteiras gerenciamento inovador em cloud e inexistem, e o serviços de TI da GlobalWeb, com a importante é qualidade do portifólio de data center e baixar custos, as ofertas flexíveis da CoreSite, agilizar a possibilitarão a entrega de mais valor entrega dos para empresas brasileiras”, reforça.  serviços e Assim, a GlobalWeb passa a garantir a oferecer uma variedade de serviços que segurança dos vão desde o full outsourcing de TI, o dados full time” hosting, e-mail e consolidação de servidores, storage, backup, electronic Cristina Boner, da Globalweb invoicing, enterprise resource planning (ERP), service desk, até consultoria de implementação de data center e

Cosan fecha contrato de R$ 4,5 milhões com a IBM para a construção de um novo data center de 230m², com dois servidores consolidados Power System 570, recursos de virtualização e otimização percentual muito superior a mercados mais maduros, e um cenário animador para novos investimentos por parte dos provedores globais de TI na aquisição de fundos e empresas locais. Entre as ações recentes está o desembarque da CoreSite pelas mãos da GlobalWeb, empresa brasileira de gerenciamento de serviços de cloud computing e TI. As companhias anunciaram acordo estratégico pelo qual a GlobalWeb investiu US$ 2,5 milhões para se estruturar e passar a vender, com exclusividade no Brasil, os serviços de data center da CoreSite.  “A GlobalWeb aposta no cloud computing para grandes empresas. Onde as fronteiras inexistem, e o importante é baixar custos, agilizar a entrega dos serviços e garantir a segurança dos dados full time”, explica Cristina Boner, presidente do conselho de acionistas da Globalweb. Sediada em Denver, nos Estados Unidos, a CoreSite possui 11 data centers. “A GlobalWeb está bem posicionada no mercado para atender à crescente demanda por outsourcing no

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segurança da informação. A companhia, que foi lançada em setembro de 2010, tem perspectiva de atingir um faturamento anual de R$ 170 milhões nos próximos cinco anos. Dois gumes A Emerson Network também constatou que, embora a virtualização esteja sendo usada na maioria dos data centers – somente 8% não tinham virtualizado ao menos alguns de seus servidores –, 44% disseram que devem aumentar o número de servidores físicos ao longo dos próximos três anos. Além disso, apenas 2% acredita que todos os servidores no data center serão virtualizados nos próximos três anos. Ainda assim, a adoção da virtualização é muito elevada (88%) e um surpreendente índice de 88% daqueles que a adotaram disseram ter atingido os resultados esperados, incluindo a melhoria no consumo de energia e na utilização dos espaços, bem como na implantação mais rápida do servidor.  2 7


Luiz Hirayama, da T-Systems: vantagem econômica varia de 20% a 30% em relação a ambientes internos, com o adicional das soluções de Disaster & Recovery

foto: divulgação

>infraestrutura Um cenário que leva a VMware a falar em “ruptura”, já que, segundo Rodrigo Rezende, gerente de engenharia da companhia, o número de máquinas virtuais em operação no mundo ultrapassou o número de máquinas convencionais, no final de 2010, e 50% das aplicações já rodam em plataformas virtualizadas. “Não acredito em virtualização 100%, mas os clientes ganharam maturidade, confiança e agora estão trazendo ferramentas de gerenciamento e automação para esta plataforma, além de estarem mais confiantes em virtualizar aplicações críticas”, sentencia. O ambiente favorável levou a VMware a fazer um dos lançamentos mais importantes de sua história, em meados de julho, quando junto com a versão 5 do vSphere, apresentou ao mercado uma suite de infraestrutura de cloud, voltada a questões de implantação de segurança, back-up e automação do processamento e armazenamento em ambientes de cloud computing. Paul Maritz, CEO da VMware, comparou a ação da companhia ao lançamento do Microsoft Office na década de 1990. Todos os programas trabalhavam muito bem juntos e rodavam sob a plataforma da própria Microsoft - o sistema operacional Windows. Segundo o executivo, a VMware está fazendo a mesma coisa para infraestruturas automatizadas de computação em nuvem. A empresa acredita que depois da camada de infraestrutura, no nível dos aplicativos que rodam em cloud, as organizações precisam de mobilidade e querem que esses aplicativos sejam portáteis, observa Maritz. Segundo ele, essa portabilidade é garantida com o Cloud Foundry, um serviço hospedado e gerenciado pela VMware, que possui um projeto open source para o desenvolvimento de ferramentas de portabilidade – o CloudFoundry.org. “Não queremos que essas nuvens se transformem no equivalente moderno do mainframe”, provoca o executivo.

telefônico (190) da Polícia Militar de São Paulo. “Este sistema recebe 170 mil ligações diárias”, relata Danilo Bordini, gerente de marketing para servidores da Microsoft Brasil. Outras referências brasileiras, segundo ele, são Caixa Seguros o Banco Central do Brasil. “O Hyper-V foi lançado há 3 anos e é um dos

que concluiu a aquisição da Cloud.com, uma fornecedora de plataformas de infraestrutura de software para provedores de nuvem. Segundo a empresa, com a linha de produtos CloudStack, companhias que fornecem soluções podem usar e administrar facilmente serviços de nuvem com excelente custo benefício que são escaláveis, seguros e contam com arquitetura aberta. Com a aquisição da Cloud.com, as soluções Citrix ganham a vantagem de suportar outros sistemas comerciais, como o Citrix XenServer e o VMware vSphere, assim como aqueles de código aberto, como o Xen. Adicionalmente, entrou nos planos o suporte a produtos da Microsoft, como o Hyper-V e o System Center, assim como o apoio a uma grande variedade de ambientes de desenvolvimento, sistemas de armazenamento, servidores e softwares de gerenciamento de “plataformas como serviço”. As movimentações recentes se alinham à conclusão do estudo feito pela

Segundo a VMware, o número de máquinas virtuais em operação no mundo ultrapassou o número de máquinas convencionais, no final de 2010, e 50% das aplicações já rodam em plataformas virtualizadas produtos que mais cresce. No Brasil tem apresentado desempenho acelerado, principalmente pelo apelo de ser integrado com uma plataforma já conhecida, o Windows”, defende o executivo. Sempre agressiva em suas estratégias comerciais, a Microsoft empacotou o Hyper-V no Windows Server, fazendo com que, ao comprar o sistema operacional, o cliente também receba o direito de utilizar uma solução de virtualização. “Assim, ele pode criar máquinas virtuais sem fazer investimentos extras”, diz Bordini. Somado a isso, a MS criou um ambiente de gestão do data center para administrar recursos físicos e virtuais, e praticamente 95% dos seus aplicativos estão portados para ambientes virtuais, exceto as aplicações para Unified Communications (UC). Provando que está viva na luta pelo market share de sistemas voltados à gestão da virtualização, a Citrix Systems anunciou, também neste mês de julho,

Titãs E no que depender da Microsoft isso dificilmente acontecerá. Dona da plataforma Hyper-V Server, a companhia prova que encara com seriedade o tema virtualização, ao apresentar como caso de sucesso no Brasil o sistema de atendimento 2 8

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Emerson Network Power, segundo a qual o mercado vive não apenas uma fase de forte transição, mas, para avançar efetivamente, as corporações precisam lançar mão dos instrumentos de gestão, embora ainda não consigam otimizar a capacidade e eficiência de seus sistemas. Eficiência, em particular, é uma área que está atrasada, observa Steve Hassell, presidente da unidade de negócios Avocent, ao ressaltar que não é por outro motivo que os CIOs elegeram a disponibilidade dos sistemas como o item mais importante da TI, atualmente, mais até do que custos, já que a pressão por maior eficiência cresce em progressão geométrica. “Estamos em meio a uma transformação e, quando olhamos o data center, vemos que cada real gasto neste ambiente, exige um aporte de 0,70 centavos em manutenção. É um ambiente de alto custo, por isso há a iniciativa verde – uma tentativa de minimizar os gastos”, destaca Duarte, da IBM.

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* Com colaboração de Ruan Segretti


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>mercado

Marcelo Vieira

Em busca de

oportunidade

Em entrevista exclusiva, os executivos da Dell Compellent Brian Bell e Marty Sanders falam sobre tecnologia e o futuro do armazenamento em data centers fotos: divulgação

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m dezembro do ano passado a gigante Dell anunciou uma das maiores aquisições de sua história: a Compellent Technologies, pela qual pagou cerca de US$ 960 milhões. “A última dos investimentos estratégicos”, segundo declarou a companhia texana em comunicado à época do negócio, pretendia expandir a área de produtos de storage para o mercado corporativo. A Compellent, aliás, não foi a “O desafio primeira empresa especializada em principal era storage adquirida pela Dell. Alguns perceber que movimentos na área já haviam sido boa parte da feitos, como a compra da EqualLogic capacidade por US$ 1,4 bilhão em 2008 e a Ocarina alocada (por um preço não revelado), em julho simplesmente de 2010. Tanto investimento não só não era usada melhorou a posição da empresa frente a por causa de rivais como HP e IBM, como também ineficiências” marcou o aumento da diversificação de suas atividades. Hoje, a Dell se esforça Bryan Bell para melhorar sua posição não só em equipamentos para usuários finais, mas também em data centers, redes e, é claro, storage. Em entrevista exclusiva concedida à TI Inside, os executivos da Dell Compellent Brian Bell, diretor de vendas mundiais, e Marty Sanders, diretor de tecnologia e serviços, falaram um pouco sobre a aquisição da Compellent e as tecnologias de storage do futuro. Acompanharam a entrevista Henrique Sei, diretor de vendas de soluções, e Celso Bonilha, diretor de gerenciamento

de dados inteligentes, ambos executivos da Dell Brasil, que também comentaram os investimentos e os planos futuros da companhia no País. TI Inside: O que havia de tão interessante na Compellent para atrair as atenções da Dell e motivar a aquisição? Brian Bell: Antes da compra, a Compellent era a empresa de storage que mais crescia no mundo durante três anos consecutivos, de acordo com o Gartner. Basicamente o desafio que nossos consumidores enfrentavam era aprimorar a infraestrutura de acesso em um data center de forma a permitir melhor 3 0

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utilização do poder da computação otimizada. Storage estava se tornando o maior empecilho nos data centers, representando de 20% a 25% dos custos totais com TI. O desafio principal era perceber que boa parte da capacidade alocada simplesmente não era usada por causa de ineficiências, e os clientes tinham que comprar ainda mais storage mesmo vendo a quantidade que já tinham. Então a Compellent criou a arquitetura Fluid Data, que otimiza a infraestrutura de storage, reduzindo custos, aumentando performance e disponibilidade. Marty Sanders: Acho que contribuíram os padrões tecnológicos. Algumas coisas que desenvolvemos, como a arquitetura Fluid Data, a capacidade de storage mais eficiente do mercado. Também a forma como fazemos isso, armazenando e disponibilizando dados com alta performance, migrando esses dados de uma tecnologia para outra, economizando espaço e energia. Acho que nosso trunfo foi não apenas tecnologia, mas também o fato de buscarmos soluções para melhor funcionamento dos data centers. Brian Bell: Também foi muito valorizada a forma como entramos no mercado. Um dos maiores desafios de nossos clientes, principalmente em storage, refere-se à obsolescência. As

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há muitas empresas comprando storage como serviço, o que as fazem perder a noção de gerenciamento dos dados. Queremos mostrar para esses clientes que tipo de tecnologia devem exigir do mercado. O terceiro desafio, que é o mais complicado de todos, é educar o usuário. Se você pergunta a ele como quer armazenar dados SAP, por exemplo, a resposta será “100% dos dados disponíveis em 100% do tempo pelo resto da vida”. Mas aí você analisa e descobre que ele só usou 10% dos dados nos últimos 30 dias.

tecnologias mudam. Cada player do mercado diz ao consumidor que é preciso mudar, mas isso tem custos. Conforme os dados crescem, também aumenta o risco de migração, sem contar o dinheiro jogado fora. Para a Compellent, é possível comprar um novo hardware, com novas capacidades, e fazer tudo o que você já tem funcionar junto. TI Inside: A que se refere a tecnologia Fluid Data? Henrique Sei: A Fluid Data é uma tecnologia desenvolvida pela Compellent. É um conceito muito interessante. Imagine que seus dados sejam líquidos, como água e óleo. Quando misturados, os dados mais densos descem e os menos densos sobem. Essa tecnologia faz exatamente a mesma coisa. Todos os dados dentro do storage são separados de acordo com a utilização, ou seja, o que é menos usado vai para discos de melhor custo benefício, como os Sata, e os que são mais usados vão para um disco de alta performance, como os SSD, por exemplo. Celso Bonilha: Isso acontece em níveis de blocos. Existe um volume de dados enorme dentro do storage, e a transferência de dados entre os tiers é feita automaticamente entre os sistemas. TI Inside: E quanto à interoperabilidade? A tecnologia da Compellent prevê uso de equipamentos de outros fabricantes? Marty Sanders: Uma das coisas que realmente queremos é tornar fácil para o cliente migrar de outras tecnologias para a nossa. Fizemos isso utilizando um único cartão, que entra no data center e adapta outras tecnologias para a nossa. TI Inside: Quando vocês salientam o aumento de velocidade, isso também significa redução de espaço físico no data center? Henrique Sei: Sim, de duas maneiras. Primeiro através do processo de deduplicação dos dados, que evita o armazenamento de arquivos repetidos, economizando espaço. Depois, você economiza também colocando os dados menos usados em storages de menor custo.

TI Inside: De quanto pode ser a economia utilizando a tecnologia Fluid? Brian Bell: Com relação ao storage tradicional, entre 30% e 50% dos custos de TI. Isso significa comprar menos hardware para fazer o mesmo trabalho, pois o equipamento é otimizado. TI Inside: Que desafios vocês veem para o futuro no mercado de storage? Brian Bell: Todo mercado é diferente e único, mas 80% é bastante similar. O maior desafio é gerenciar o crescimento do storage e do risco das novas tecnologias. O que compro hoje se amanhã minha necessidade mudar? Para nós, o desafio é alterar a percepção da Dell nos diferentes mercados. Precisamos continuar trabalhando com nossos clientes e influenciadores na indústria para fazer o mercado saber que somos líderes no mercado corporativo. TI Inside: Não há nenhum desafio diferente ou único no mercado brasileiro? Henrique Sei: Temos três. Primeiro, lidar com essa explosão de dados: fotos, vídeos, metadados. A explosão é muito grande e os clientes têm que comprar muito mais storage, mas estão fazendo de forma desordenada, apenas aumentando discos. Hoje o custo ainda é relativamente acessível, mas com o volume de dados duplicando, triplicando, quadruplicando em uma velocidade muito rápida, talvez não consigamos acompanhar. Além disso,

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TI Inside: Então mudar o consumidor é mais difícil que mudar o mercado? Henrique Sei: Sim. Se não é possível mudar o cliente, conseguimos mudar quem monta a infraestrutura de serviço. Se depender do cliente final, ele quer sempre tudo disponível todo tempo, o que é ainda mais complicado em ambientes virtualizados. TI Inside: A Dell pensa em fabricar equipamentos de storage no Brasil? Henrique Sei: Temos nossa fábrica em Hortolândia (SP), e vamos continuar investindo nela. Ali são fabricados a maior parte dos nossos equipamentos, inclusive servidores, hacks, blades inclusive. Storage ainda não é fabricado aqui. Se fizer sentido economicamente para o cliente, fabricaremos aqui também. TI Inside: E quais são as expectativas da Dell no Brasil, considerando a nova fase da empresa? Henrique Sei: A Dell está caminhando de uma fabricante tradicional de hardware para uma criadora e vendedora de soluções. São quatro os domínios em que estamos realmente focados no momento: data center, storage, end user e redes. A maior parte dos investimentos no Brasil são relativos a serviços e capacitação de mão de obra. Investimos pesado em trazer especialistas nestes domínios para ajudar a consolidar uma venda mais sólida. Esse ano vamos ter o que chamamos de DSC (Dell Solutions Center) no Brasil, um ambiente em que poderemos montar soluções, fazer testes de performance e simulações. Um investimento pesado na venda de soluções. 3 1

“Acho que nosso trunfo foi não apenas tecnologia, mas também o fato de buscarmos soluções para melhor funcionamento dos data centers” Marty Sanders


3DDock/shutterstock

>internet

Claudio Ferreira

Compras coletivas:

bolha ou consolidação? Especialistas em internet avaliam o fenômeno da modalidade de e-commerce, comentam o excessivo número de players, o início da consolidação do mercado e ainda opinam sobre as barreiras e a possibilidade de evolução da prática

E

inexpressivos”, admite Fernando Belfort, analista de mercado sênior da empresa. A razão para o absurdo número de players que foram criados no Brasil se deve ainda ao fato de ser relativamente fácil montar uma plataforma básica de CC, colocar no ar e estabelecer parcerias com foco em regionalização ou localidade, com os demais

m um ano, a modalidade de e-commerce das Compras Coletivas passou de novidade a hype e agora já se fala tanto em bolha – mesmo que diferente da bolha da web do início do século – como em consolidação. Parece estranho, e é. Não apenas pela velocidade, que pode ser típica do mundo virtual, como também pela variedade e mutação acelerada da prática. Uma boa medição é o Groupon, ícone do setor, criado em 2008 e que ao chegar ao Brasil, no meio do ano passado, forma com outros players o “quarteto dos grandes”, do qual ainda participam Peixe Urbano, ClickOn e Groupalia – de acordo com medição da consultoria Frost & Sullivan. “Comparamos com o início das redes sociais, outro mercado com crescimento exponencial. O mercado de CC (compras coletivas) é particular e levou à criação de centenas de sites, a principal razão é a extensão do Brasil e o número de cidades. Mas tirando os quatro grandes, os demais são quase

mostra a evolução acelerada do formato. Em junho de 2010, 1 milhão de pessoas acessaram os endereços de CC. Apenas quatro meses depois, esse número chegou aos 7 milhões e recentemente bateu os 15 milhões, de acordo com medições do Ibope Nielsen, reveladas pelo analista José Calazans. “Esse movimento foi semelhante ao que vimos em outros

O cenário para 2011 e 2012 será de consolidação, mortalidade de quem não consegue se adequar à evolução do mercado e mesmo de saída pela especialização processos de e-commerce terceirizados, como de efetivação de transações. Já existe até mesmo um “pacote” vendido na web que ajuda na montagem de sites de CC. Por outro lado, também surgem sites segmentados e especializados, o que garante certa sofisticação. “O mercado caminha para uma consolidação no curto prazo, isso é certo”, assegura Belfort. A própria audiência desses sites 3 2

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países. A audiência é concentrada apesar da pulverização de sites. A diferença é que essa variedade de concorrentes não acontece lá fora”, compara. Porém, ainda temos alguns gaps nessa comparação. Uma novidade é que os sites de CC começaram a anunciar agora, até mesmo na mídia tradicional, o que tende a chamar ainda mais atenção para a prática. Outra é que o uso da plataforma móvel está bem atrasada no Brasil, assim como a de geolocalização, 2 0 1 1


Consolidar é preciso? Outra diferença evidente é o número de players. Em todos os países, até mesmo nos Estados Unidos, a concentração e a diversidade de sites é bem menor do que a registrada por aqui. Fusões e aquisições devem e já começaram a acontecer. Até mesmo na América Latina, como a recente aquisição do Peixe Urbano na Argentina. “Muitas empresas, bancos e investidores devem participar desse processo de forma ativa. Algo que também aconteceu no e-commerce. Os grandes concentrarão a atividade mesmo que, com a ampliação do mercado, eles diminuam sua participação no futuro”, argumenta Belfort. O analista da Frost admite que pelas características e tamanho do Brasil pode existir espaço para todos, porém “muitos vão sumir. Muitos dos sites de CC de pequeno e médio porte não têm fôlego ou estrutura para seguir”, alerta. Mas existe um número de players específico que terão espaço no mercado brasileiro? “É difícil falar em número ideal, assim como não se sabe ainda qual seria a audiência desses endereços”, admite Calazans. Como comparação ele cita que 75% dos internautas norteamericanos estão no Facebook, mesmo percentual observado no Brasil. Já no Twitter não passa de 12% nos Estados Unidos, enquanto aqui está em 30%, mesmo patamar daqueles que acessam os sites de CC atualmente. Qual o teto? Nem mesmo o analista sabe. Prescrição De olho nesse mercado, o Yahoo montou uma parceria com o Peixe

foto: divulgação

apesar dos sites investirem pesado em ofertas regionalizadas e localizadas.

Urbano – veja mais em “Contrato firmado”. Seu executivo acredita que o número de players é excessivo, mas ressalta como é possível se destacar. “A limitação para entrar no mercado é baixa, mas quem investir em tecnologia, com refinamento na localização e mesmo no controle da força de vendas, vai ganhar espaço”, garante Leonardo Khéde, diretor de e-commerce do Yahoo. Para Khéde, três ou quatro grandes e outros segmentados, talvez mais 10, é um número que pode deixar o mercado mais saudável – veja mais em: “Segmentar é a solução?”. Belfort, no entanto, acredita na existência de espaço tanto para os chamados sites agregadores como de ofertas verticalizadas, e ele cita como exemplo as diversas alianças estratégicas que estão sendo montadas. “Ainda veremos as operadores de telecom, os portais e mesmo players já tradicionais de e-commerce entrando no jogo”, completa o analista da Frost.

Modelos O formato ideal de todos os empreendedores nessa área é mesmo o Groupon, que contabiliza apenas 3 anos de vida. No entanto, se a empresa entrou recentemente com um pedido de IPO – abertura de capital no mercado de ações – no valor de US$ 750 milhões, ela também conseguiu registrar um prejuízo vultuoso de US$ 413 milhões em 2010, causado em parte pela sua expansão mundial e em outra pela baixa monetização. No Brasil, o efeito da entrada do Groupon, com 1 ano de mercado local completado em junho, contribuiu para elevar a barra de maturidade do mercado e da prática, porém isto não é tudo. “Mesmo que os números indiquem uma audiência alta, nem todos são usuários. Ainda existe um mercado a ser conquistado e é preciso ser inovador até para quebrar a barreira de quem tem insegurança com a modalidade”, alerta Belfort. Como mostramos na edição passada, a credibilidade e os problemas relatados tanto por parte de usuários como de empresas anunciantes das ofertas veiculadas nos sites de CC depõem contra o mercado. “Tudo depende do serviço prestado pelas empresas que os endereços de CC oferecem. O Google Offers tem essa preocupação e o Peixe Urbano e outros investem em um processo de triagem melhor”, explica Marcelo Silva, analista de mercado da Frost & Sullivan. Soluções agora e no futuro Para Silva, os sites de CC não tinham dimensionamento ou mesmo acompanhamento de seus parceiros,

Segmentar é a solução?

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e a possibilidade de segmentar e especializar pode ser a saída para projetos de pequeno e médio porte, um exemplo é o Ofesta, CC voltado para festas e eventos. Em funcionamento desde maio, o portal oferece ofertas de serviços e produtos sem a necessidade de número mínimo de compradores. “Aproveitamos a onda das compras coletivas e unimos o útil ao agradável”, conta Marcella Cavalcanti, uma das idealizadoras do portal. “Nosso objetivo é fazer com que o consumidor realize o sonho daquele dia único com um preço bem atraente e também que nossos parceiros divulguem seus produtos e serviços para o público que está em busca disso”, declara a empresária. j u l h o

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A cada dia o Ofesta oferece uma nova oferta com descontos que podem chegar a até 90%. Entre os vários serviços e produtos oferecidos estão: fotografia, buffets, docinhos, decoração, bolos temáticos, convites, música, lembrancinhas etc. Chegando até mesmo a sofisticação de aluguel de carros, viagens de lua de mel e outros. Outro projeto recém lançado é o Gothan For Man, direcionado para o público gay masculino. Um dos autores do site, Rafael Lopes, escolheu o nome Gothan For Man em “homenagem” à cidade onde viviam Batman e Robin. O objetivo do projeto é oferecer serviços e produtos específicos para o público-alvo como cruzeiros, restaurantes e bares “friendlies” e demais venda de produtos. |

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José Calazans, do Ibope Nielsen: a audiência é concentrada, apesar da pulverização de sites. A diferença é que essa variedade de concorrentes não acontece lá fora


foto: divulgação

>internet mas “isto evoluiu e as empresas de maior peso passaram a ter uma maior preocupação com o pós-venda. Alguns pontos têm melhorado no filtro das “Muitas ofertas, no atendimento e no controle demanda. Todos devem agregar empresas, da uma co-responsabilidade porque o bancos e usuário-comprador atrela a aquisição investidores ao site”, esclarece. devem participar Como modelo para o futuro, desse processo Calazans, do Ibope Nielsen, aposta na de forma ativa. segmentação e em temas como Algo que também viagens, porém ainda faz uma ressalva aconteceu no no conceito: “Muitas empresas e-commerce. Os anunciantes de ofertas nos sites tentam grandes aproveitar um momento e não fidelizar concentrarão a o consumidor. O problema é que ainda atividade mesmo existe um componente forte de que, com a modismo”, comenta. Khéde, do Yahoo, também joga ampliação do mercado, eles suas fichas em turismo e soma a ele a diminuam sua possibilidade de CC de alto luxo. Como participação no complemento, ele acredita que os futuro” grandes players de e-commerce como a Amazon ou mesmo os grandes Fernando Belfort, da varejistas como o Wal-Mart devem Frost & Sullivan entrar ou buscar soluções no segmento. “O varejo pode utilizar o conceito de compras coletivas e as ferramentas em ofertas diárias ou relâmpagos”, admite.

“bolha”, a definição talvez não se aplique, não no mercado. No máximo pode ser

está naturalmente se consolidando e que deve gerar algumas “mortalidades”. Empresas com valoração bilionária têm o desafio de gerar lucro e é isso que o Groupon deve proporcionar”, assegura. Ele dá como exemplo positivo o Facebook que começa a gerar resultados. No entanto, também podemos falar do MySpace, que de grande marca virou um monte de poeira. Mesmo Khéde, do Yahoo, diferencia os tempos e os mercados. Para ele, a “bolha” da web aconteceu quando nada era muito concreto, ao contrário de agora e com os CCs. “É claro que ainda não temos um mercado consolidado, porém isso vai acontecer, seja pelas fusões ou mesmo aquisições”, finaliza. No geral, o cenário para 2011 e 2012 será de consolidação, mortalidade de quem não consegue se adequar à

O Groupon entrou com um pedido de IPO no valor de US$ 750 milhões, e... registrou prejuízo vultuoso de US$ 413 milhões, em 2010 usada quando vemos o conjunto dos investimentos feitos. Talvez “bolha” pelo modismo ou excesso de players. Mas não tenho dúvidas de que o mercado se consolidará”, garante Calazans. O analista de mercado sênior da Frost também tem opinião parecida. “Uma “bolha” destrutiva, como a que vimos no passado, eu não acredito. O mercado de CC não vive isso, temos sim um mercado jovem e incipiente que

Bolha ou oportunidade? Alguns críticos e analistas, muitos deles assustados com o prejuízo do Groupon, já começam a falar em “bolha” no segmento de CC. Algo que para nossos especialistas é difícil de concordar. “Não dá para se falar em

evolução do mercado – no melhor sentido darwiniano da palavra – e mesmo de saída pela especialização. Com os componentes de fidelização dos usuários e uso da plataforma móvel sendo ainda mais importantes nesse jogo, assim como o uso de geolocalização. E ainda veremos a chegada do Google Offers e mesmo do projeto do Facebook ao Brasil, o que também atuará de forma positiva.

Contrato firmado

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m dos grandes em CC no Brasil, o Peixe Urbano firmou parceria com o Yahoo para o lançamento do Yahoo Ofertas, em um momento em que o Google começa a testar sua solução Google Offers nos Estados Unidos. “Temos modernas tecnologias para segmentação e personalização da publicidade, o que possibilita oferecer aos usuários ofertas cada vez mais relevantes, alinhadas com uma experiência on-line diferenciada e forte conteúdo editorial. Com a combinação desses elementos e a parceria com o Peixe Urbano, conseguiremos apresentar a oferta certa para a audiência certa”, explica Leonardo Khéde, diretor de e-commerce do Yahoo. A primeira promoção foi a disponibilidade para compra por tempo limitado no novo canal nas seguintes cidades: Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. E agora deve ser lançado em outras localidades. A direção do Peixe Urbano, responsável pela plataforma de CC, que usa o Yahoo como um canal de vendas e de busca de atenção dos consumidores também comenta a parceria. “Aumentaremos significativamente o nosso alcance a uma nova 3 4

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audiência, a do Yahoo, alavancando a nossa estrutura e knowhow adquirido desde o nosso lançamento, em março de 2010. Teremos uma visibilidade ainda mais abrangente para os nossos parceiros e a possibilidade de fechar novas parcerias especificamente para o novo canal”, complementa Rodolpho Gurgel, responsável por parcerias estratégicas no Peixe Urbano. A aliança, com antecipa Khéde, é exclusiva por parte do Yahoo. “Temos no nosso DNA a montagem de produtos e serviços em conjunto com parceiros. Acreditamos na personalização das ofertas e conseguimos fazer isso muito bem. Temos uma base de e-mail e 30 milhões de usuários no portal e acredito que podemos atingir de 20% a 30% desse público com o Yahoo Ofertas”, projeta. O modelo local, no entanto, não segue o que é feito lá fora. Nos Estados Unidos, por exemplo, são três os parceiros. “É um mercado novo e estamos montando nosso próprio modelo, e ele pode ser migrado para a América Latina, por exemplo. Os players nacionais estão caminhando para a região agora”, finaliza Khéde. |

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Revista TI Inside - 70 - Julho de 2011