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A relevância da gestão na vida do aplicativo Mobilidade avança nas corporações Ano 5 | nº 49 | agosto de 2009

Especialização da oferta aumenta confiança e gera novos contratos

www.tiinside.com.br

A ASCENSÃO DOS SERVIÇOS GERENCIADOS

Web 2.0 aquece negócios na área do turismo


>editorial

Ano 5 | nº 49 |ago de 2009 | www.tiinside.com.br Presidente Rubens Glasberg Diretores Editoriais André Mermelstein Claudiney Santos Samuel Possebon Diretor Comercial Manoel Fernandez Diretor Financeiro Otavio Jardanovski

Mais liberdade aos negócios

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s serviços gerenciados de TI e telecom já não trazem mais desconfiança em sua adoção por parte dos CIOs das grandes empresas usuárias. À medida que os mesmos viram valor em deixar de administrar a infraestrutura do dia-a-dia e gerenciar complexas equipes profissionais da operação, passaram a delegar também soluções de apoio aos negócios em busca da entrega de serviços com maior agilidade para as áreas finais, de forma a torná-la um diferencial competitivo. O dirigente de TI não precisa mais gerenciar cada tecnologia utilizada pela corporação, mas garantir o correto desempenho delas e fazer a gestão do todo, alinhando-as com os objetivos das métricas de negócios. Não é sem razão que grandes operadoras fecharam acordos com prestadores de serviços para administrarem suas redes, com o objetivo de ganhar flexibilidade no atendimento aos seus consumidores. O reflexo desse posicionamento pode ser visto na matéria de capa dessa edição, de autoria da editora Jackeline Carvalho e do repórter

Editor Claudiney Santos Redação Jackeline Carvalho (Comunicação Interativa)

Rodrigo Conceição Santos, que ouviram usuários e fornecedores sobre esse mercado que deve atingir a cifra de US$ 66 bilhões em 2012, com uma taxa de crescimento de 18% ao ano, segundo a consultoria Ovum. Também nesta edição, relatamos o complexo cenário das empresas posicionadas no segmento de software para gerenciamento eletrônico de documentos, também conhecido como GED. Complexo, porque elas se consideram estar no olho do furacão da crise financeira internacional e, sem dados setoriais, vivem a dificuldade do planejamento. Por outro lado, setores cuja vocação está direta ou indiretamente baseado na internet não só acumulam cifras vultosas, como mantêm possibilidades de crescimentos promissoras. O acesso à internet mobiliza usuários, fornecedores e provedores de serviços, o que faz crescer exponencialmente as soluções feitas para ou baseadas na web 2.0 e 3.0, ambas apontando para a era da colaboração.

Colaboradores Cláudio Ferreira, Genilson Cezar e Rodrigo Conceição Santos TI Inside Online Erivelto Tadeu (Editor) Victor Hugo Alves (Repórter) Arte Edmur Cason (Direção de Arte); Débora Harue Torigoe (Assistente); Rubens Jardim (Produção Gráfica); Geraldo José Nogueira (Edit. Eletrônica); Alexandre Barros e Bárbara Cason (colaboradores) Departamento Comercial Manoel Fernandez (Diretor) Glauco Forli e Francisco Cesar Jannuzzi (Gerente de Negócios); Marco Godoi (Gerente de Negócios Online) e Ivaneti Longo (Assistente) Gerente de Circulação Gislaine Gaspar Gerente de Marketing Pedro Tortamano Gerente Administrativa Vilma Pereira TI Inside é uma publicação mensal da Converge Comunicações - Rua Sergipe, 401, Conj. 603, CEP 01243-001. Telefone: (11) 3138-4600 e Fax: (11) 3257-5910. São Paulo, SP.

Claudiney Santos Diretor/editor csantos@convergecom.com.br

Sucursal SCN - Quadra 02 - Bloco D, sala 424 - Torre B Centro Empresarial Liberty Mall - CEP: 70712-903 Fone/Fax: (61) 3327-3755 - Brasília, DF. Jornalista Responsável Rubens Glasberg (MT 8.965) Impressão Ipsis Gráfica e Editora S.A. Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias publicadas nesta revista, sem autorização da Glasberg A.C.R. S/A CENTRAL DE ASSINATURAS 0800 014 5022 das 9 às 19 horas de segunda a sexta-feira Internet www.tiinside.com.br E-mail assine@convergecom.com.br REDAÇÃO (11) 3138-4600 E-mail cartas.tiinside@convergecom.com.br PUBLICIDADE (11) 3214-3747 E-mail comercial@convergecom.com.br

>sumário

Instituto Verificador de Circulação

News

Infraestrutura

6 Economia Nacional

EMC confirma investimento no Brasil

Indústria de software lança soluções para diferentes mercados e necessidades

10 Tolerância Zero

Cidade de Praia Grande, em SP, usa câmeras para coibir criminalidade

32 Gestão de documentos

Maior volume de informações acende oportunidades para o data warehouse

Gestão

8 Mobilidade Corporativa

Mercado

14 Gestão dos dados

Crise congela investimentos na área de GED

Internet

Tecnologia

16 Desenvolvimento

Fornecedores disputam negócios em na área de gestão do ciclo de vida do aplicativo (ALM)

Projeto de lei define regras para uso da internet no próximo pleito

30 Portas abertas

serviços

18 Capa

A especialização dos serviços gerenciados

Capa: mc design

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Venda de passagens pela internet está em alta

36 Campanha eleitoral

Serviços

IBM mostra porquê o centro de desenvolvimento no Brasil é um dos maiores do mundo

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34 Turismo 2.0

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>news CLAUDINEY SANTOS

EMC confirma investimento no Brasil

Transferência da produção local do parque da Celestica para a Foxcom foi aprovado pelo governo brasileiro e ainda este ano a empresa inicia a fabricação local de novo modelo de disco. Também está previsto novo lançamento na área de mainframe

“Uma empresa pode, por exemplo, gerenciar 10 caixas postais da diretoria, que normalmente têm mais suscetibilidade para o negócio, garantindo assim validade legal e ao mesmo tempo atender a qualquer demanda jurídica” Ronaldo Nielsen Stanzione, gerente da área de Gerenciamento de Conteúdo e Arquivo da EMC

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crescimento do mercado de virtualização e a digitalização de documentos estão impulsionado as iniciativas fabricantes de storage EMC. Na edição brasileira do EMC Fórum, realizado no dia 6 de agosto, o diretor geral da empresa no Brasil, Carlos Cunha, disse que em setembro lançará uma nova família de discos voltados exclusivamente para o segmento de mainframe, “atendendo a uma demanda particular do nosso mercado, onde essa classe de equipamento tem participação significativa e crescente”. “A EMC avalia os diferentes mercados e detecta as oportunidades, produzindo um novo equipamento para aquela demanda específica, como acontece agora com o Brasil”, enfatizou. O executivo confirmou ainda que a transferência da fabricação de discos da Celestica (que fechou as operações no país) para a Foxcom foi aprovado pelo governo brasileiro e que “ainda até o fim de ano iremos fabricar localmente um novo modelo”. No evento também foi anunciada a parceria entre EMC, VMWare e Cisco, para oferta conjunta de recursos de armazenamento de grande porte para empresas que estão construindo novos data centers. “Essa parceria visa uma oferta conjunta baseada em cloud computing, virtualização e escalabilidade onde entra a EMC, e as redes IP, LAN e WAN e servidores Blade, que são de

responsabilidade da Cisco”, afirma Cunha. Outra aposta da empresa é a área de gerenciamento de documentos, com a oferta do software EMC SourceOne, voltado para gerenciamento de e-mail, seguindo as definições da Governança Corporativa, que prevê o arquivamento desse tipo de documento por prazo determinado. “Uma empresa pode, por exemplo, gerenciar 10 caixas postais da diretoria, que normalmente têm mais suscetibilidade para o negócio, garantindo assim validade legal e ao mesmo tempo atender a qualquer demanda jurídica”, explica Ronaldo Nielsen Stanzione, gerente da área de Gerenciamento de Conteúdo e Arquivo da EMC. Segundo o executivo, ele é um sistema de baixo custo, integra software e hardware de armazenamento, facilitando e dando rapidez na recuperação da informação armazenada baseada em busca e pode gerenciar de uma a mais mil caixas postais. “Em alguns casos a economia da empresa é superior a 50%. Em menos de um ano a solução se paga”, acrescentou. Esse produto deve incorporar no próximo ano um appliance específico, que permitirá arquivamento de mensagens instantâneas, plataforma sharepoint, arquivos XML e aplicações empresariais, como ERP da SAP, por exemplo.

Comgás melhora tempo de acesso a documentos Integração de sistema de gestão eletrônica de documentos reduz em 80% o tempo gasto em pesquisas

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Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) implementou nova solução para a gestão do sistema GEDGÁS (projeto de Enterprise Content Management – ECM), aumentando a produtividade da área de Operações após parceria com a empresa Kaizen. Assim, os processos se tornaram mais eficientes, confiáveis e dinâmicos, como consequência da integração entre os sistemas GED, SAP e GIS (Sistema de Informações Geográficas). Os trabalhos da Comgás de cadastramento de documentos técnicos começaram em 2005, quando foi implementado o projeto de ECM, chamado GEDGÁS, e foram feitas as integrações com os sistemas GIS  e CCP (Centro de Controle de Projetos), tornando o sistema uma ferramenta corporativa de documentos técnicos. Em 2007, a Kaizen fez um mapeamento de todos os processos da companhia, com o objetivo de auxiliar os

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usuários a ampliar o conhecimento da ferramenta (consultas, relatórios). Com isso, atualmente a Comgás tem processos automáticos, reduzindo o trabalho manual. Em seguida, foi detectada a necessidade de se ampliar o escopo do GEDGÁS, para realizar a integração com o ERP SAP e aprimorar a integração com os sistemas GIS e o CCP. O projeto também incluiu no GED as customizações e processos para os demais documentos de projetos de tubulação da rede de gás, documentos de engenharia, medidores, planejamento, marketing e EVT (Estudo de Viabilidade Técnica), com rastreamento completo dos documentos, implementação das políticas de segurança, grupos de usuários, permissão e autorização de acesso de acordo com a competência de cada empregado.

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>gestão Genilson Cezar

A qualquer hora, em

qualquer lugar

Corporações usam recursos avançados de mobilidade não apenas para funções de retorno instantâneo, como serviços de manutenção, vendas e entrega de produtos, mas principalmente para transformar os processos de negócios

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Através de senha, gerada em token, o usuário em seu notebook com placa 3G da Vivo faz conexão via internet, por fio ou wireless, que é validada pelo serviço da BT. Só então é que se abre uma janela segura no site da Rhodia para o acesso às aplicações corporativas. “Os ganhos quantitativos são ainda difíceis de mensurar, mas do ponto de vista dos processos de negócios os benefícios são muito grandes, especialmente quando comparados com os sistemas anteriores”, avalia Márcio Antônio Cardoso das Silva, diretor de infra-estrutura de TI da Rhodia. “Um funcionário da área de vendas, por exemplo, consegue fechar um pedido na frente do cliente, rapidamente. Executivos com missão crítica podem aprovar negócios com agilidade, decidir sobre foto: divulgação

lto desempenho, mais produtividade e informações confiáveis e rápidas, motivam as corporações brasileiras a adotarem, em maior escala, tecnologias avançadas de mobilidade, que incluem, além dos celulares, outros dispositivos mais robustos, como notebooks e PDAs, capazes de integrar o máximo de recursos para conexão e captura de informações, desde câmaras digitais e teclados a sistemas de Bluetooth, Wi-Fi, GPRS e GPS. O objetivo é usar a mobilidade não apenas para funções de retorno instantâneo, como serviços de manutenção, vendas e entrega de produtos, mas principalmente para transformar as próprias características dos processos de negócios. Esse é o caso Rhodia, u ­ m dos “O ganho financeiro na maiores grupos industriais do setor emissão de químico, com faturamento no Brasil, em contas em tempo 2008, da ordem de US$ 1 bilhão, que real é de pelo está utilizando um serviço de acesso menos dois dias, remoto da British Telecommunications há uma redução (BT) para assegurar a usuários fora da dos custos de empresa o acesso seguro a entrega de aplicações corporativas de negócios, de notebooks dotados de correspondência através placas de rede 3G. O serviço, que pelos Correios, recebeu o nome de Rhodia Acesso além de ser um Seguro, está em implantação em 80 serviço totalmente sites da companhia no mundo. transparente para No Brasil, o serviço está aberto o consumidor” apenas para a força de vendas da Michael Wimert, empresa e executivos com atividades da Elucid de missão crítica, que precisam trabalhar inclusive em fins de semana, em suas residências ou em viagens. 8

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entrega de mercadorias e comprometer pagamentos. É um sistema que reduz os riscos da empresa e do ponto de vista do atendimento aos clientes traz benefícios fantásticos”, afirma Silva. Em tempo real Algumas concessionárias de energia do País, que já utilizam dispositivos móveis para captura de dados dos serviços prestados em residências e empresas, introduziram novas aplicações como a impressão da conta do usuário pela mesma equipe que faz a leitura da energia consumida. A solução foi desenvolvida pela Elucid, integradora de sistemas de TI e já está em operação na Companhia de Energia Elétrica do Estado do Tocantins (Celtins), uma das empresas da holding Rede de Energia, que distribui energia para 139 municípios no estado atendendo uma população em torno de 1,3 milhão de pessoas. Funciona como um sistema de billing dentro de um PDA, fabricado pela Psion, e uma mini-impressora que o leiturista carrega no cinto, e se conecta à rede da concessionária, via internet, por meio de tecnologia bluetooth. “Antes, o sistema exigia duas viagens, uma para fazer a leitura e outra para entregar a conta. Hoje, o cliente tem na sua frente o cálculo de consumo e recebe a conta na hora. O ganho financeiro é de pelo menos dois dias, há uma redução dos custos de entrega de correspondência pelos Correios, além de ser um serviço totalmente transparente para o consumidor”, explica Michael Wimert, presidente da Elucid.

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Segundo o executivo, várias concessionárias de energia estão seguindo esse modelo. Pelo menos as empresas da Rede Energia, um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro, com atuação nos estados de São Paulo, Minas, Gerais, Pará, Mato Grosso e Tocantins, além da Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. (Celesc). “Até o final de 2010, cerca de cinco milhões de unidades consumidoras das oito empresas do grupo estarão utilizando essa tecnologia”, informa Wimert. Outro foco de atuação das soluções de mobilidade, desenvolvidas pela Elucid, é o uso de dispositivos móveis pelas equipes de operação técnica das concessionárias. As ordens de serviço são automatizadas e os técnicos recebem em campo os pedidos de religação, corte de energia ou ações de fiscalização, independente dos sistemas de comunicação – via rádio, celular, modem ou linha discada. “Com isso, conseguimos reduzir o número de pessoas nessas operações e agilizar o atendimento ao consumidor final” diz Wimert. Comprovante de despesas Mas a solução de maior dimensão em desenvolvimento, segundo o presidente da Elucid, é o projeto Evoluir, de controle e monitoramento dos ativos das concessionárias para efeito de pedidos de revisão tarifária junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). É um projeto pioneiro no País, que começou pela Centrais Elétricas do Pará (Celpa), com mais de 300 pesquisadores que utilizam PDAs para um trabalho de geo-referenciamento dos ativos da companhia, tirando fotos e digitalizando dados num sistema técnico único para ser analisado depois pela agência reguladora. “O projeto será executado em duas frentes – de revisão tarifária, através do controle digital dos ativos de todas as empresas da Rede de Energia, que custará 55 milhões de reais, e de implantação do ERP SAP, que vai custar mais 40 milhões de reais”, diz Wimert. A busca por equipamentos e aplicativo mais modernos para controlar o trabalho fora dos escritórios, dinamizar a troca de informações e aumentar a produtividade, além de representar um desafio para as empresas, significa um aumento de negócios para fabricantes e desenvolvedores de software. No caso

digitalizar os pedidos, o equipamento faz outras tarefas, como validação do ponto de venda, assegurar que os produtos estão exibidos em locais certos e outras ações que podem aumentar o market share dos clientes”, diz Ferreira. Na parte de software, a Prime Systems, empresa de TI do Grupo Seculus, conta atualmente com mais de 100 clientes e cinco mil usuários de sua solução OS Mobile, de gestão remota das equipes que trabalham em campo. O software mapeia o processo de trabalho, fase por fase, passando para a retaguarda em tempo real todas as informações das tarefas executadas. “É uma solução inovadora por permitir a criação de qualquer aplicação móvel corporativa em poucos minutos, de acordo com o fluxo de trabalho em campo do cliente. Normalmente, o ganho de produtividade é da ordem de 20%”, diz Roberto Willians Azevedo, presidente da Prime Systems, que cita entre seus clientes a CTBC, empresa do Grupo Algar, e a Dimep Sistemas.

da Elucid, por exemplo, a expectativa, segundo seu presidente, é de uma receita total, este ano, da ordem de R$ 120 milhões, contra 96 milhões de reais faturados em 2008. A norte-americana Intermec, que oferece ampla variedade de soluções de coleta de dados, computação móvel, RFID, conectividade com e sem fio, com faturamento global de US$ 900 milhões em 2008, já produz em sua fábrica de Itajubá (MG) cerca de quatro mil PDAs por ano. São equipamentos desenvolvidos para ambientes corporativos, mais robustos e maiores que um smartphone convencional, mas que cabem na palma da mão. Um dos contratos mais recentes da empresa foi fechado com a AmBev, para fornecimento de 500 unidades do computador móvel CN3, considerado o curinga da companhia na oferta de soluções em mobilidade, por atender a vários segmentos de negócios com alto desempenho, de acordo com o executivo. “O objetivo é trazer outras tarefas para a operação móvel. Além de

Mais agilidade, menos custos

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iberação rápida, faturamento e entrega de pedidos dentro do prazo, racionalização e redução de custos. Estes são os pontos positivos do projeto de mobilidade adotado pela Tortuga Companhia Zootécnica Agrária, uma das maiores empresas de agrone­ gócios do País, com faturamento aproximado de R$ 1 bilhão em 2008. Em parceria com a Vivo, que forneceu 700 smartphone HTC em regime de comodato, a Tortuga estruturou uma forma de comunicação móvel, denominada PedMobile, que permite a seus repre­sentantes de venda e promotores, gerentes e supervisores enviar os pedidos dos seus clientes de qualquer ponto do território nacional, desde que haja sinal de telefone, é claro, para sua base de dados corporativa, gerenciada pelo ERP da Datasul. “Além de a comuni­cação ser mais ágil e de termos uma diminuição dos gastos com envio de fax, emissão de papel e retrabalho, a atualização do estoque e a data de entrega dos produtos são visualizados em tempo real”, conta Valdemir Raimundo, gerente corporativo de TI. Não é pouco para uma empresa em fase de grande expansão. Com mais de 1,7 mil colaboradores, entre funcionários diretos e indiretos, a Tortuga possui atualmente quatro unidades industriais de nutrição animal em funcionamento no País - Mairinque/SP, São Vicente/SP, Lavras/MG e Pecém/CE -, além de contar com um laboratório de saúde animal, no bairro de Santo Amaro, em São Paulo/SP, quatro centros experimentais, mais de uma centena de unidades demonstrativas de campo, laboratórios de controle de qualidade, centros de desenvolvimento de produtos e equipe técnica própria. A companhia também expandiu sua atuação para mais de 17 países na América Latina e Europa, principalmente com a presença de técnicos e equipes de vendas especializadas. “Nossos representantes de campo se ressentiam de formas de comunicação ultrapassadas e do desgaste de preenchimento dos pedidos em talonários de papel, depois enviados por fax”, explica Raimundo. “A automatização dos pedidos através de dispositivos móveis, além de agilizar o processo de vendas, permite coletar uma série de informações sobre os clientes – quantidades de animais das fazendas, por exemplo -, que vão alimentar nosso sistema de CRM (Customer Relationship Management) e alavancar novos negócios”, afirma o gerente de TI da Tortuga.

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>gestão Rodrigo Conceição Santos*

De olho no inimigo fotos: divulgação

Com câmeras IP instaladas em uma “infovia” de fibra ótica, a cidade de Praia Grande, no litoral paulista, reduziu em 84% os índices de criminalidade

As 24 telas da Central de Monitoramento deverão ser trocadas por monitores de LCD até o fim deste ano

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uma quantidade de câmeras de segurança dimensionada de acordo com o espaço físico a ser monitorado”, diz Leandro Fernandes Sanches, chefe do Departamento de Integração da Informação da Prefeitura. A novidade, segundo ele, são as câmeras IP já

lerta: um indivíduo em ação suspeita à beira de um córrego, onde passam fios de cobre de propriedade de empresas de telefonia. A polícia é acionada por rádio e chega ao local em menos de cinco minutos. Aborda o indivíduo e: alarme falso. Era um deficiente mental tentando pescar. Apesar de essa ação não ter resultado na interceptação de um delinquente, ela exemplifica a agilidade da defesa civil da Praia Grande, cidade do litoral sul de São Paulo. A ação foi filmada por câmeras de segurança, que monitoram a maior parte da extensão da cidade. São 1.530 delas, das quais cerca de 600 são IP e trafegam pelo anel de fibra ótica do próprio município. A Praia Grande foi uma das primeiras cidades brasileiras a implementar o conceito de Metropolitan Área Network (MAN), em 2002. Foram instalados 220 km de fibra ótica subterrânea e mais 80 km aérea, para interligar 120 prédios administrativos, entre os quais estão escolas, unidades básicas de saúde, secretarias, ginásios e outros órgãos municipais. “Todos esses locais têm

Infraestrutura potente A rede de fibra ótica da Praia Grande entrega capacidade de download de 1GB em cada prédio administrativo. “Nesse link trafegam, além dos vídeos de segurança, e-mail e voz sobre IP”, diz Sanches, salientando que todos os arquivos armazenados na área de Integração da Informação são suportados por um grupo gerador com autonomia de até 4 horas de funcionamento. A tecnologia de conectividade – o que engloba telefones IP avançados e básicos, switches e roteadores – foi fornecida pela 3Com. O storage atual, de 14 TB, é da Netapp e as câmeras, tanto as ligadas aos codificadores fornecidos pela Axis quanto as que ainda são analógicas, são de diversos fornecedores 1 0

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referidas, que começaram a ser utilizadas após a aquisição de 144 codificadores da Axis. “Cada um desses tem capacidade para converter sinal analógico para digital de quatro câmeras”. Assim, os equipamentos mais modernos foram dimensionados estrategicamente pela cidade e hoje permitem que, além do monitoramento em tempo real, as gravações das imagens sejam concentradas na Central de Monitoramento, que funciona 24 horas por dia e conta com capacidade de armazenamento de 14 Terabytes. “Sem o uso de codificadores não seria possível colocar as imagens disponíveis para acesso em tempo real no site da Prefeitura, nem centralizar o armazenamento”, diz Sanches, salientando que qualquer pessoa com acesso à internet banda larga pode acessar o portal da cidade e acompanhar uma das filmagens em tempo real. “Já teve cidadão mandando saudações para parentes no Japão”, brinca o especialista. De volta à segurança, o sistema de monitoramento da Praia Grande é posicionado nos acessos principais da cidade. A maior parte deles é por debaixo de viadutos, que interligam a orla com os bairros da periferia. “Então é muito comum ver o criminoso que age na orla passando por algum desses acessos. Uma vez identificado, podemos monitorá-lo até que a Polícia o alcance”, intervém o responsável pela Guarda Civil, que não pode ser identificado por medidas de segurança. Componente humano Esse profissional, aliás, divide o turno de trabalho de oito horas com mais quatro guardas, que observam atentamente 24 monitores com as imagens filmadas em tempo real. “Por meio de um software fornecido pela Digifort, eles ainda podem visualizar 2 0 0 9


vídeos em mosaicos e configurar alarmes automáticos que facilitam a identificação de ocorrências”, explica Sanches. O resultado do “Big Brother” de segurança da Praia Grande é a redução de 84% no índice de criminalidade nos locais que estão sendo filmados. Os homicídios, por exemplo, que em 2002 foram 19,95 para cada 100 mil habitantes, hoje são 3,66, de acordo com a Secretaria de Segurança da cidade (veja mais detalhes no quadro de redução de criminalidade). Atualmente, o Departamento de Integração da Informação da Prefeitura, responsável por implementar e fazer funcionar o sistema de segurança, além de outras tecnologias que trafegam pela infovia de fibra ótica, planeja a aquisição de mais codificadores, até que se consiga a totalidade das imagens das 1.530 câmeras trafegando por IP. “Também deveremos expandir o nosso sistema de armazenamento para 50 TB, o suficiente para disponibilizar todas as imagens gravadas por até 30 dias”. Hoje somente as imagens que geram

Abaixo a criminalidade Com ação da central de monitoramento remoto da Guarda Civil da Praia Grande juntamente com a Polícia Militar, que é acionada por rádio no caso de alguma ação suspeita, o índice de criminalidade da cidade reduziu 84%. Veja detalhes no quadro:

Taxa de delitos por 100 mil habitantes Ano 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008

Homicídio Doloso 21,79 24,97 19,96 19,95 12,32 6,81 3,45 5,09 3,75 3,66

Furto

Roubo

678,75 658,30 593,17 591,85 648,72 659,14 660,22 698,05 601,62 463,89

427,00 381,83 358,96 291,04 340,77 358,75 319,08 368,86 388,27 303,72

ocorrência são armazenadas por 60 dias, a menos que haja o pedido de uso por parte de um cidadão, imprensa ou demais interessados. “Vale ressaltar que só disponibilizamos as imagens mediante ofício judicial”, finaliza Sanches. * Colaborou Fausto Fernandes

Furto e Roubo de Veículos 276,08 250,20 229,54 153,19 182,24 180,34 213,66 231,62 200,39 162,94

Na entrada e na saída da cidade, câmeras IP fornecem imagem em tempo real e que podem ser acessadas pela internet; funcionalidade e tanta para quem quer acompanhar o movimento da estrada nos feriados prolongados


>infra-estrutura

Claudio Ferreira

DW para quem precisa A equação – mais dados e maior velocidade – está ainda mais exacerbada e chama a atenção de fornecedores e clientes de datawarehouse. Conheça as formas e soluções para investir melhor em um projeto que cumpra esses objetivos

O “As empresas usam os períodos de desaceleração do crescimento para repensar e investir em seus modelos de negócio e suas habilidades em gerenciar processos, produtos e clientes” Katia Vaskys, country manager da Teradata Brasil

aumento do volume de dados é, no primeiro momento, antagônico e conflitante com a necessidade de respostas cada vez mais rápidas – como vimos nesta edição também na reportagem sobre o mercado de GED. O mesmo efeito acontece no mundo dos datawarehouses, no qual as cargas contínuas e crescentes demandam a gestão de dados históricos e aplicação de modelos analíticos sem que com isso a velocidade na extração dos dados fique comprometida. É certo que essa premissa apresenta um estágio específico no Brasil. O mercado de DW local ainda não atingiu a maturidade vista nos Estados Unidos, Canadá ou Europa, mas já não nos encontramos nos estágios iniciais nessa evolução. “Saímos da idéia de “ilhas de excelência. Temos clientes em várias verticais, nos setores de telecomunicações, varejo, finanças e utilities, áreas que sofrem forte pressão da concorrência e de órgãos regulatórios. A próxima onda é ampliar o uso do DW nos setores de manufatura e bens de consumo”, argumenta Katia Vaskys, country manager da Teradata Brasil. O mercado local segue o que é feito lá fora e a lacuna de investimentos ou de migrações tende a ser cada vez menor. “Fizemos uma pesquisa no ano passado e vimos uma tendência na 1 2

adoção de soluções de risco no Brasil bem semelhante ao que existe no exterior. Os problemas são os mesmos. Com o preço do storage cada vez menor, se joga a massa de dados dentro do hardware o que acaba gerando problemas de disponibilidade”, admite Valsoir Tronchin, country manager da Sybase.   Além da rapidez A velocidade nas respostas se tornou uma obsessão. Uma recente reportagem do jornal New York Times mostrou que analistas da Nasdaq, em busca de ganhos de milissegundos na entrada de dados, passam a morar ou montar seus escritórios nas proximidades do prédio da bolsa T I   I n s i d e

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eletrônica. “O mundo analítico transportado para o mundo real exige cada vez mais rapidez, principalmente em eventos de grande volatilidade”, completa Tronchin. Mas o que as corporações esperam de um ambiente de datawarehouse, além da velocidade? A busca é por um ambiente extremamente estruturado, projetado para a análise de dados não voláteis, extensível, lógica e fisicamente administrável, com inputs provenientes de diferentes aplicações, alinhados com a estrutura e o business da empresa, com dados atualizados e mantidos pelo período de tempo necessário e disponíveis para análises rápidas (veja mais na reportagem: A melhor estratégia). Para Katia, no entanto, as corporações não podem esquecer que o parâmetro principal para a montagem de um projeto de DW é o alinhamento da solução com os requerimentos de negócio. “A estratégia correta é uma abordagem de implementação balanceada por entregas “faseadas”, que possibilitem obter ganhos diretamente relacionados ao negócio em cada etapa”, ensina. Essas fases seriam compostas por: determinar métricas de sucesso alinhadas aos KPI’s (indicadores chaves de performance do negócio); controlar o escopo; definir as etapas com senso de urgência e prazos; utilizar uma arquitetura modular e escalável; contar com uma equipe especializada e experiente; ter os compromissos necessários da organização; e evitar decisões 2 0 0 9


>infra-estrutura tecnológicas que limitem seus requerimentos de negócio ou que não favoreçam a continuidade do investimento nas futuras expansões. Na questão tecnológica, os fornecedores estão se movimentando “Fizemos uma pesquisa no ano para oferecer soluções para os passado e vimos problemas mais freqüentes. A Sybase uma tendência na investe, por exemplo, na possibilidade adoção de de alocar o mesmo número de dados soluções de risco que as corporações têm hoje com o uso no Brasil bem de apenas 1/5 do espaço físico semelhante ao tradicionalmente utilizado. “Lançamos o Sybase IQ há três meses, que que existe no também traz funções estatísticas importantes. exterior” Do ponto de vista prático, ele responde Valsoir Tronchin, a uma necessidade de nossos clientes, country manager da Sybase independente da vertical que eles operam”, revela Tronchin.   Momento estratégico Recentemente a Sybase fez o anúncio de uma parceria com a MicroStrategy para serviços voltados ao gerenciamento, análise e disponibilidade das informações no ambiente móvel, para oferecer ao mercado um pacote integrado dos produtos da fornecedora de BI com o servidor analítico Sybase IQ a um custo competitivo. “A aliança resulta em soluções que ajudam as corporações a maximizar o desempenho do gerenciamento de dados e de Business Intelligence”, afirma Sanju Bansal, COO da MicroStrategy. No final do ano passado a Oracle também apostou em uma parceria para avançar sua estratégia em DW, desta

feita com a HP, com a criação da plataforma HP Oracle Database Machine, um sistema de alto desempenho para armazenamento de dados. Ele consiste em uma rede de servidores Oracle Database e uma rede do novo Oracle Exadata Storage, tudo integrado em um mesmo sistema. O objetivo, de acordo com a Oracle, é eliminar o engarrafamento entre os servidores de database e armazenamento convencional enviando menos dados por meio de condutores maiores. A plataforma é pré-configurada para desempenho, pré-adaptada e certificada para as ferramentas Oracle Business Intelligence Enterprise Edition e para Oracle Real Application Clusters. Configurada para o armazenamento de

A melhor estratégia

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m projeto de DW deve, antes de tudo, possuir uma estratégia para a gestão dos dados corporativos, tendo como premissa a idéia de que o dado é um recurso valioso. No geral, existem duas regras básicas que devem ser implementadas: armazenar uma vez, usar muitas vezes e ainda qualquer pergunta, qualquer dado, qualquer período.  “Isso passa pela implementação da tecnologia adequada, capaz de acompanhar as demandas contínuas de crescimento e desempenho”, aponta Kátia, da Teradata. Como a executiva admite, algumas características são primordiais para implementar um processo contínuo e com melhor TCO para gestão de dados corporativos: • arquitetura ilimitada de processamento paralelo massivo um modelo lógico de dados baseado em regras de negócio que atende os requerimentos contínuos de crescimento do negócio • definição consistente dos modelos físico e lógico uma separação clara entre os modelos lógicos (utilizados pelos usuários e aplicações) dos modelos físicos que refletem as regras de negócio • recursos para otimizar as consultas ao banco de dados a capacidade de selecionar o melhor roteiro para executar consultas simples ou complexas, permitindo implementar uma filosofia de “qualquer pergunta, qualquer dado, qualquer período”. 1 4

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dados, incluindo uma rede de oito servidores database contendo: processador Intel 64 core, e Oracle Enterprise Linux; além de uma rede de 14 servidores database Oracle Exadata de até 168 TB (terabytes) de armazenamento bruto e data bandwidth de 14 GB/seg para os servidores de database.   E a crise? De acordo com Dan Vesset, vicepresidente de Business Analytics da IDC, soluções combinadas trazem mais valor agregado para o atual ambiente econômico de crise. “Acreditamos que uma aliança simplifica a aquisição, a implementação e a utilização do bundle e, desta forma, ajuda os clientes a maximizar o valor de seus investimentos”, comenta. Falando na montagem de projetos em dias de crise, o momento pode ser encarado como uma saída importante para quem deseja reorganizar sua estrutura de tratamento de dados e racionalizar os custos. “Aumenta o olhar para a questão do risco, o que garante uma demanda em alta. É fácil ver as conseqüências. Nunca se vendeu tanto como agora em Wall Street e em empresas de risco que tem necessidade de comppliance”, aponta Tronchin, da Sybase. Um discurso que ganha eco. “Apesar do impacto inicial, gerado pela redução dos investimentos, de maneira geral a crise foi positiva. As empresas usam os períodos de desaceleração do crescimento para repensar e investir em seus modelos de negócio e suas habilidades em gerenciar processos, produtos e clientes. A busca de uma solução para este desafio passa por uma sólida infraestrutura de dados, que pode ajudar a melhorar a eficiência operacional”, garante Kátia, da Teradata. As perspectivas de evolução do mercado, garantem os especialistas, são otimistas. Para Tronchin, setores como telecom, utilities e petróleo e gás devem investir mais em busca de aplicações especializadas. Mas a evolução da tecnologia também ajuda. “Novos recursos que permitem aumentar ainda mais o número de usuários concorrentes; balancear cargas de trabalho distintas e complexas e, principalmente, manipular dados em diferentes formatos, como realizar análises e consultas geoespaciais garantem essa evolução”, conclui Katia. 2 0 0 9


>tecnologia

Linha da vida

do aplicativo

A partir da utilização do ferramental ALM (Application Lifecicle Management) é possível acompanhar todo o ciclo de vida de um aplicativo, do nascimento à morte, e gerenciar da melhor forma possível sua existência

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“Nos deparamos com um mercado que ainda não olha a questão do ciclo de vida como algo estratégico” Thiago Santos, gerente geral da Serena Software para o Brasil e região Cone Sul

fotoS: divulgação

epois do ILM, que administra o ciclo das informações, a sigla ALM, voltada para o gerenciamento da vida útil das aplicações, ganha maior visibilidade e ferramental mais consistente. Um mercado ainda novo no Brasil, mas que ganha maior corpo com a entrada da Serena Software no País, além do investimento de gigantes como a IBM e a CA em soluções, metodologia e processos. Conceitualmente, ALM ou Application Lifecicle Management, é uma disciplina que prevê e gerencia todo o ciclo de vida dos aplicativos, desde a abertura do requerimento para seu desenvolvimento até as modificações, alterações e chegando até à aposentadoria do sistema. Entre as atividades previstas estão, por exemplo, o uso e reutilização de componentes, testes, quality assurance e controle de bugs. “ALM é um processo e é a partir dele que são criadas as ferramentas. As empresas e desenvolvedores sempre se preocuparam com o tema, mas é o ALM que estrutura o processo do ciclo de vida dos aplicativos”, garante Francisco Dal Fabbro, diretor de vendas da CA. Nos últimos anos, os processos foram aprimorados e já existem ferramentas que auxiliam na integração das diversas etapas de administração dos aplicativos, porém ainda existe muito a ser feito na cultura corporativa. “O conceito geral de ciclo de vida é maduro em algumas verticais, como a de produtos eletrônicos. No entanto,

no mercado de desenvolvimento de software ainda não é bem entendido. O foco ainda é na entrega dos sistemas e não no ciclo como um todo”, garante Roberto Argento, gerente de software Rational da IBM Latino-Americana. Uma realidade que é acompanhada pela abordagem dos fornecedores. “Usamos o ALM como um driver do controle efetivo da gestão e

local como forma de ampliar o contato com a base de clientes já desenvolvida (veja mais na reportagem: Portas abertas).   Verticais e vértices O executivo alerta ainda que, para aumentar a complexidade do processo de “aculturamento” em ALM, muitos executivos o confundem com seu “primo” ILM. “Isso acontece em algumas conversas sim e mesmo dentro de ALM existem muitas siglas que trazem um certo desconforto. O maior problema é posicionar o conceito, no qual ALM significa o início, o meio e o fim dos aplicativos”, conclui. Em uma perspectiva de evolução tecnológica, como sempre, o mercado financeiro está na liderança em ALM. Não apenas pela inovação setorial característica como também empurrado pela longevidade de muitas aplicações, como as de mainframe. Uma base instalada ou legado que quase impõe o uso dos processos e ferramentas da prática. E outro setor que evolui rapidamente é o de telecom. “O business deles está ficando commoditizado e eles precisam

Em uma perspectiva de evolução tecnológica, como sempre, o mercado financeiro está na liderança em ALM desenvolvimento de aplicativos. Nos deparamos com um mercado que ainda não olha a questão do ciclo de vida como algo estratégico”, admite Thiago Santos, gerente-geral da Serena Software para o Brasil e região Cone Sul, companhia que abriu escritório 1 6

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oferecer novos serviços e produtos, algo que exige aplicativos e como conseqüência o uso de ALM”, explica Argento, da IBM. O executivo da CA concorda com a tendência nas telcos e soma ainda as empresas de e-commerce, justificando 2 0 0 9


que elas precisam de maior qualidade nas aplicações para melhorar a experiência dos internautas. Além, é claro, das fábricas de software, que tendem também a se posicionar com um único fornecedor de ALM, como forma de unificação dos processos, independente do ferramental utilizado no desenvolvimento propriamente dito. Mas existem clientes espalhados em diferentes verticais. O perfil de quem investe, afirma Santos, da Serena, tem como característica aplicativos de missão crítica – algo que também engloba finanças e telcos. “Temos grandes empresas de N mercados com diferentes demandas de gestão. O que era antes apenas um controle de componente de sistemas críticos se tornou mais complexo, evoluindo para o ciclo de vida de missão crítica”, completa. Ele revela ainda que existem parcerias com softwarehouses para trabalhar com maior ênfase a questão dos processos ligados ao ALM nas corporações. Remédio e sintomas A maturidade, ainda sendo trabalhada, tende a evoluir rapidamente, pelo menos é o que vislumbram os fornecedores de tecnologia. “O mercado global exige isso, a entrada de grandes players de desenvolvimento (fábricas de software) em todos os países traz uma melhor abordagem e tudo é auditável hoje em dia. Grande parte dos erros de desenvolvimento pode ser evitado com o uso de ALM”, garante Fabbro, da CA. No entanto, alguns problemas podem diminuir essa velocidade. O maior deles é a crônica falta de documentação nas corporações ligada ao processo de desenvolvimento dos aplicativos, assim como o grande acúmulo de ambientes; em ambos os casos a memória é a das pessoas, e como elas se aposentam acabam não deixando nada para seus sucessores. Pior, as empresas possuem múltiplos repositórios de desenvolvimento, o que traz informações esparsas e processos não inter-relacionados. Para investir em ALM, além de resolver os problemas de documentação ou de multiplicidade de ambientes, a empresa deve iniciar sua jornada guiada por razões de negócios, e não por modismo ou apenas como forma de sanear o desenvolvimento dos aplicativos. “É preciso entender a

estratégia de negócios para depois trabalhar ALM. Em resumo: é primordial fazer uma analise criteriosa do perfil de projeto”, argumenta Argento, da IBM. Soluções na mesa O executivo aponta que entre os projetos da Rational-IBM existe desde o objetivo de modernização dos sistemas

Portas abertas

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ara a Serena, além de disseminar o conceito de ALM a empresa precisa tornar seu nome mais reconhecido no Brasil. Afinal, mesmo com uma boa base de clientes locais, é preciso associar a marca à tecnologia. Especializada na gestão do desenvolvimento de aplicativos transacionais de missão critica e processos colaborativos de suporte aos negócios, a companhia pretende a partir do escritório de São Paulo atender a região Cone Sul da América Latina, que compreende Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Peru. No total, serão investidos US$ 3 milhões localmente nos próximos dois anos. “Nossa estratégia é unir a expertise, com 30 anos de experiência de mercado, com a referência da base instalada local e responder ao mercado que deseja otimizar seu ciclo e controle de aplicativos”, revela Thiago Santos, gerente geral da Serena Software para o Brasil e região Cone Sul. Entre os clientes locais estão empresas como Bradesco, Santander, Oi, TIM, Telefônica e Embraer que eram gerenciados pelo canal de distribuição.

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legados, para tirar vantagens de arquitetura orientada a serviço, até empresas que querem trabalhar ALM como forma de implementar um desenvolvimento mais ágil ou dinamizar o lançamento de novos serviços/ aplicativos. “Isso é possível porque a Rational sempre trabalhou muito forte nos ciclos de desenvolvimento, temos um capital profissional único. Lançamos ainda um novo framework de processos e métricas para adoção de ALM, que traz uma série de ferramentas dentro dele. Trabalhamos com conceitos-chave como colaboração, automação e report em tempo real”, enumera Argento. Para Fabbro, o diferencial na abordagem da CA é que a companhia não está focada no ambiente de desenvolvimento, mas na governança de TI como um todo. “E isso independe dos frameworks de desenvolvimento, temos uma visão mais macro e queremos disseminar a abordagem de uma melhor governança”, explica. Como a CA deixou de gerar ferramentas de código, se concentrou no processo. A principal solução da CA no campo de ALM é a Software Change Management, que controla o ciclo de vida automatizando o processo de desenvolvimento de software e integrando as funções de gerenciamento de alterações de aplicativos em várias plataformas. Ele permite que usuários autorizados acessem as informações sobre o desenvolvimento distribuído e de mainframe de qualquer parte da empresa. Mesmo usuários casuais podem visualizar projetos e revisar pacotes aguardando aprovação diretamente em um navegador da Web. Já a Serena acredita na oferta de uma solução que traz uma visão global e centralizada. “Temos dois produtos, o Dimensions, para plataforma distribuída, que gerencia um repositório central e também suporta mainframe. E um produto específico para mainframe, o Serena Changement”, argumenta Santos. Como este último, o cliente, de acordo com a fornecedora, ganha mais controle, visibilidade e mais agilidade no desenvolvimento da plataforma. “Queremos trazer para os clientes maior valor agregado, com metodologia e melhores práticas, para que eles redesenhem seus processos”, finaliza. (C.F.) 1 7

“Grande parte dos erros de desenvolvimento pode ser evitado com o uso de ALM” Francisco Dal Fabbro, diretor de vendas da CA


>serviço Jackeline Carvalho e Rodrigo Conceição Santos

Gerencie CIO, pois é o

fim da execução Serviços gerenciados de TI devem crescer 18% ao ano e as equipes de Tecnologia da Informação e Comunicação tendem a assumir um novo perfil, mais voltado à medição de resultados e ao gerenciamento do todo

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utsourcing e serviços gerenciados de TI são conceitos similares, com diferentes graus de maturidade. As empresas podem contratar desde tarefas, operação gerenciada de itens ou o todo da área de TI e de Telecom, em um modelo que também aceita a co-gestão de ativos ou mesmo a oferta de serviços de hospedagem. Os serviços seguem perfis diferenciados, sendo a gestão de recursos de TI, mais precisamente a infraestrutura de hardware e software, o mais tradicional deles. A operação de redes corporativas e de telecomunicações, para operadoras de serviços, também se destaca pelo volume de negócios que gera; e mais recentemente a gestão da segurança, seja ela no núcleo da rede ou na periferia – no acesso dos usuários – ganha novas proporções. Independente da maturidade, caberá à equipe de TI definir processos tecnológicos e entregar resultados com métricas claras para o desenvolvimento colaborativo das empresas. Caberá à área também manter um bom relacionamento com os fornecedores de tecnologia e zelar para que cada um deles entregue o melhor resultado para a composição de um ambiente de TI moderno e eficiente. Enfim, o profissional de TI não precisa mais gerenciar cada tecnologia utilizada pela corporação, mas garantir o correto desempenho delas e fazer a gestão do todo. Isso não é utopia. Muito pelo contrário, é futuro, como identificou levantamento recente da consultoria Ovum.

A pesquisa indica que os negócios de serviços gerenciados de TI e comunicações vão movimentar US$ 66 bilhões no mundo até 2012, crescendo 18% ao ano. O valor é um cálculo baseado nas entrevistas colhidas com 1,3 mil empresas de 14 países. Apesar de não fazer parte das empresas entrevistadas, o Grupo Abril é um exemplo das tendências identificadas. A sua política de terceirização de TI é clara: só se terceiriza o que é de domínio pleno da equipe. “Mas a gestão dos resultados entregues por cada terceiro é sempre realizada internamente”, diz o CIO, Max Thomaz. Sua estratégia, que pode parecer paradoxal em uma reportagem que retrata o avanço dos serviços gerenciados de TI, é explicada quando ele desmembra as tecnologias utilizadas para dar suporte aos 5,8 mil 1 8

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usuários internos. O “raio X” da empresa é um índice de terceirização perto de 80% e a gestão dos resultados feita por um grupo de 98 especialistas internos. E ela não é fácil, afinal, entre terceirizadas e tecnologias próprias, a empresa soma 7.132 ativos de apoio à produtividade dos colaboradores, entre os quais estão PCs, monitores, impressoras, scanners, coletores e PCs industriais. “Contratamos um determinado fornecedor e assim diminuímos o investimento em tecnologia, ativos, contratações e ainda obtemos o conhecimento de uma empresa especializada naquela solução. Exigimos, porém, indicadores do serviço prestado para que consigamos avaliar o nível de entrega do fornecedor”, diz Thomaz. Os resultados adquiridos com esta filosofia, segundo 2 0 0 9


Otimização de recursos As vantagens são maiores, como relata Thomaz, já que apenas nos cinco meses de implementação o projeto propiciou a redução de aproximadamente 30% no custo total de propriedade (TCO). As qualidade e execução do ambiente virtual são gerenciadas pela EDS que, como os demais fornecedores do Grupo Abril, entrega as métricas para a gestão geral do CIO e sua equipe. “E assim avaliamos se o serviço está de acordo com o estabelecido previamente. É um trabalho árduo, mas que garante o bom desempenho tecnológico”, diz Thomaz. Os resultados entregues pela EDS são unidos aos entregues pelos demais fornecedores. Atualmente o Grupo Abril trabalha com 10 deles, sendo a Oracle o fornecedor de call center e CRM, tudo hospedado em Austin, no Texas (EUA). “Temos um contrato on demand com a Oracle e todo o CRM é processado e controlado por ela”, diz Thomaz. Os data centers que atendem ao Grupo também são hospedados, sendo que um dos maiores, o que lida com todos os portais e serviços relacionados à internet, é gerenciado pela Telefônica. “Já a T-Systems cuida do nosso data center para assinaturas. Um volume significativo, pois temos cerca de 4 milhões de assinantes”. No rol de fornecedores ainda está a Siemens,

foto: divulgação

ele, são animadores, vide a última ação, que estabeleceu um plano de metas para a virtualização e consolidação de alguns servidores e a atualização tecnológica de vários softwares e bancos de dados com a EDS. A economia deve beirar os R$ 50 milhões em um ano de uso. “Migramos 20 Terabytes de dados para o storage da EDS e mais 164 sistemas de softwares e banco de dados, todos já homologados pelos usuários. Essa terceirização possibilitou uma redução do tempo de processamento em 62%”, diz. Os índices de ocorrência em produção caíram a um nível perto de zero, segundo ele, pois foi possível estabilizar e compatibilizar os softwares utilizados pelos colaboradores. “A atualização tecnológica também propiciou a redução das emissões de CO2 com o consumo de menos eletricidade. A nossa métrica estabelece uma economia anual de 530 mil kVA, o corresponde a 320 quilos CO2 emitidos à atmosfera”.

“Quanto ao help desk, o índice de satisfação medido por uma pesquisa interna ultrapassa os 96% e os links de comunicação têm disponibilidade garantida de 99%”.

responsável por toda a gestão e ativos de rede local. Em toda a sua operação, o Grupo Abril administra 354 servidores de aplicativos, dados e rede, ação que propiciou significativas elevações de performance, segundo Thomaz. “Em 2002, 82% dos servidores do data center tinham mais de 3 anos de uso. Hoje esse percentual é menor que 2% e a maior parte do parque (63%) tem menos de 1 ano de uso, considerando os hospedados. Isso propicia alta disponibilidade dos equipamentos e, consequentemente, boa produtividade”, diz ele. A empresa também realiza correções em 343 sistemas, entre módulos, ferramentas e websites corporativos, distribuídos em diversas

serviços gerenciados de tic vão movimentar us$ 66 bilhões até 2012, registrando crescimento global de 18% ao ano plataformas tecnológicas. “Além disso, mantemos uma infraestrutura de comunicação por e-mail que permite um fluxo mensal de 5,3 milhões de e-mails entre o público externo e o interno, além do bloqueio mensal de 13,7 milhões de spams”, complementa. Os serviços terceirizados de help desk também são gerenciados pela equipe interna do Grupo Abril e atendem a uma média mensal superior a 13 mil chamados, além de gerenciar a operação de 64 links de comunicação.

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Potencial Latino O exemplo do Grupo Abril deve ser seguido por outras grandes corporações latino-americanas e brasileiras, vide que ao longo de 2009 o potencial de crescimento dos serviços gerenciados deve ser maior aqui do que nos países da Europa e da América do Norte, mais maduros economicamente falando e mais avançados no uso de recursos de TIC (tecnologia da informação e comunicação). Exemplo é o desempenho da Siemens IT, vinculada ao grupo alemão Siemens, que registrou crescimento global de 4% em 2008 e projeta no Brasil expansão proporcional ao desempenho da América Latina, região para a qual a IDC projeta crescimento de 10% em 2010, a despeito da crise financeira internacional, e muito próximo ao desempenho registrado em 2008, quando a expansão foi de 12%. “O Brasil segue o ritmo da América Latina e, em alguns campos, está bastante avançando na oferta e no consumo de serviços gerenciados. Em termos de maturidade, o País deve puxar os demais latino-americanos”, aposta Mucio Flavio Mol, vice-presidente de serviços gerenciados para as Américas da Ericsson. A expectativa é que novas frentes, como cloud computing e software como serviço (SaaS), contribuam um pouco mais com este crescimento. Seguindo a linha do software como serviço, a Arcon, empresa nacional com receita de R$ 30 milhões, em 2008, com expectativa de variar entre R$ 34 milhões e R$ 40 milhões este ano, optou pelo caminho da segurança a quatro anos atrás, com mais ênfase em outsourcing do que em integração de sistemas, como define Marcus Moraes, vice-presidente da companhia. Com larga experiência nessa área de terceirização, acumulada no período em que esteve à frente da operação da Alog, organização da qual ainda é sócio e ocupa cadeira no conselho administrativo, Moraes diz que 90% da receita da Arcon advém de outsourcing de segurança. “Esta área se divide em governança e risco; política de

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Marcos Moraes, da Arcon: Além dos sistemas de firewall, IPS, antivírus, antispyware etc., a empresa começa a atuar na proteção contra vazamento de informação


Eduardo Farinelli, da AT&T: investimento de aproximadamente US$ 1 bilhão ao longo do ano para continuar expandindo sua rede global e viabilizando novos serviços e aplicações baseadas em rede a empresas de todos os portes, desde as grandes corporações multinacionais, que atuam globalmente, até as menores empresas nos EUA

George Espinola, da Interop: empresa chega ao Brasil decidida a fomentar a troca de mensagens em celular

fotos: divulgação

>serviço segurança; e os sistemas, que vão desde os programas de segurança até firewall, IPS, entre outros. A Arcon faz exatamente a última parte, ou seja, operacionaliza os sistemas de segurança”, explica o executivo. Segundo ele, um dos atrativos da oferta reside em uma fraqueza do segmento corporativo que, muitas vezes, define políticas de segurança, regras de governança e até compra os sistemas, mas não consegue operacionalizar a estratégia ou, ao longo do tempo, não cumpre o papel que deveria. “Nossa proposta é que a organização selecione a tecnologia e deixe que a Arcon opere, cobrando pelo nível de qualidade do serviço”, descreve. Além dos sistemas de firewall, IPS, antivírus, antispyware etc., a Arcon começa a atuar na proteção contra vazamento de informação e, por isso, está se reorganizando internamente para obter a certificação SAE 70 e, na seqüência, inicia o processo de adequação à ISO 27000, específica para segurança. Dos seus 120 clientes, a maioria possui cerca de 300 estações de trabalho, e 30 deles já operam no modelo de serviço gerenciado, operação que recebeu investimento de R$ 1,5 milhão – e deve receber mais R$ 10 milhões de aporte nos próximos três anos – e que tem atividade 24x7.

Stainberg afirma que a tendência é de crescimento do NOC, baseado na necessidade premente de as empresas investirem em soluções IP e precisarem monitorar e garantir a qualidade de voz, tendo certeza de que conseguem estabelecer a comunicação sem ruído ou queda. “Um dos diferenciais do NOC é a monitoração da qualidade de voz sobre IP. Temos hoje muitas implementações em Cisco e um NOC que monitora a qualidade voz”, completa. Nessa mesma linha, a norteamericana AT&T montou uma estrutura no País para atender as 50 maiores empresas do mundo, com escritórios no Brasil, em outros países

Sem parar Também oferecendo uma operação ininterrupta, a Meditada se propõe a monitorar as redes corporativas, um dos seus três pilares de negócios. Lançado há um ano, o NOC (network operation center) da Medidata gerencia elementos de rede e a infraestrutura de TI das organizações como um todo. “Esta oferta representa muito pouco no bolo da receita da empresa. A maioria dos clientes, por serem de grande porte, tem o seu grupo de monitoramento e faz o acompanhamento do ambiente internamente”, diz Henry Stainberg, diretor comercial da empresa, ao explicar que lançou o serviço para ser um ambiente complementar à infraestrutura de TI dos seus clientes. “Eles fazem o gerenciamento durante a semana e a Medidata faz o restante, além de podermos adicionar o gerenciamento do ambiente de telefonia”.

Batendo no muro

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ecém-chegada ao Brasil, a Interop Technologies tem como objetivo fortalecer o segmento de troca de mensagens em texto e em multimídia (SMS e MMS, respecti­ vamente). A empresa oferece soluções tecnológicas de geração de receitas para opera­doras e provedores de telecomunicações sem fio. Além disso, fornece todo o hardware e software necessários para apoiar estes serviços e opções mais flexíveis e acessíveis de implantação que qual­ quer outro forne­cedor de soluções sem fio.

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da América Latina e mundo afora. Eduardo Farinelli, vice-presidente de vendas da empresa para a América do Sul, relata que, especificamente em serviços gerenciados, a companhia oferece desde a plataforma MPLS (Multi Protocol Label Switching), para o núcleo da rede, até aplicações adicionais, como telepresença, aceleração de WAN (wide area network), gerenciamento de telefonia IP e de redes locais (LAN). “Um serviço gerenciado é aquele em que o cliente entrega a solução para o provedor, que a desenvolve e a devolve. Por exemplo, para um serviço de dados, a AT&T contrata a infraestrutura, instala, monitora o desempenho e gerencia a eficiência das soluções”, declara Farinelli. O carro-chefe sempre foi e continuará sendo a rede, segundo o executivo. Em fevereiro, a companhia anunciou planos de investir aproximadamente US$ 1 bilhão ao longo do ano para continuar expandindo sua rede global e viabilizando novos serviços e aplicações baseadas em rede a empresas de todos os portes, desde as grandes corporações multinacionais, que atuam globalmente, até as menores empresas nos EUA. O investimento está focado em infraestrutura de rede, serviços e suporte para empresas que requerem acesso “em qualquer hora, em qualquer lugar” a sistemas, fornecedores, clientes e funcionários, e assim, sejam bem-sucedidos na condução de seus negócios. Resultante da contínua demanda por aplicações empresariais, possibilitada pela proliferação mundial de redes de comunicação em altas velocidades, assim como de aparelhos móveis, o programa de 2009 inclui: aplicações; ofertas de mobilidade e aplicações; a contínua integração das operações da rede global da IBM, de acordo com o contrato expandido, assinado por ambas as empresas; e aportes na rede global. Incluindo o aporte previsto para este ano, a AT&T terá investido mais de US$ 3 bilhões desde 2006 em rede, sistemas e aplicações, dirigidos ao mercado empresarial, com o objetivo de proporcionar um conjunto globalmente consistente de serviços robustos e seguros a mais de 3 milhões de empresas a quem atende. Com foco em utilities, mas 2 0 0 9


No mundo dos negócios, mobilidade é fundamental. Um conceito inédito e inovador, unindo o mundo da mobilidade digital ao dos negócios. TRÊS DIAS DE DEBATES E DISCUSSÕES, COM COMPLETA INFRA-ESTRUTURA. INCLUI ESPAÇO DE INOVAÇÃO, PARA DEMONSTRAÇÃO DE PRODUTOS E SERVIÇOS DESTINADOS AO SETOR, E MÚLTIPLAS POSSIBILIDADES DE PATROCÍNIO.

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Pablo Yañez, da Global Crossing: link de internet corporativo prépago permite a uma organização comprar pacotes de alguns Gigabytes de dados e utilizá-los por determinado período

foto: divulgação

>serviço igualmente interessada na expansão da demanda por serviços gerenciados, a Ericsson definiu como clientes-alvos as empresas provedoras de serviços de consumo – fornecedoras de energia elétrica, água, luz, tv por assinatura e telefonia – com especial atenção às operadoras de telecomunicações. A companhia entende que estas organizações buscam um parceiro capacitado a lhes entregar qualidade de rede por meio de uma oferta competitiva, permitindo a elas desenvolverem serviços diferenciados. Um dos contratos recentes da Ericsson foi selado com a Sprint, no valor de US$ 5 bilhões. Mucio Flavio Mol, vice-presidente da Ericsson, avalia que o Brasil ainda não está suficientemente maduro para acordos com o perfil dos que vêm sendo estabelecidos na Europa, porque na América Latina ainda se consideram os ativos de rede algo estratégico, mas avalia que a mudança cultural será apenas uma questão de tempo. Billing Corporativo Do mesmo modo que a gestão da qualidade dos serviços de telecomunicações começa a imperar como forma de “fechar” o pacote eficiente de comunicações colaborativas nas companhias, a gestão do custo na utilização dos serviços ainda se faz necessária dados os sistemas ineficientes que imperam na maioria das operadoras de telefonia. Por isso a Webb, uma empresa que presta serviços para reduzir custos em diversos processos corporativos, como suprimentos e logística, também criou um braço para gerenciar custos de telecomunicações. As ações, que podem ser caracterizadas como dentro do universo de billing corporativo, são regradas por uma só realidade: as operadoras de telecomunicações faturam errado. E essa conta, ao final do processo, pode sair bem cara. “Lidamos com contratos de telefonia fixa, móvel e de link de dados”, diz Frederico Rosito, gerente de TI e Telecom da Webb. A sua oferta é a de reduzir custos do passado, do futuro e do presente. Curiosamente, para reduzir custos passados, ou já pagos pela corporação, ele faz uma análise das faturas dos últimos cinco anos. Elas são comparadas com os contratos de prestação de serviços das 2 4

“Já com links de dados os problemas são ocasionados por nível de acordo de serviço não cumprido e pela má gestão dos ativos, pois muitas operadoras continuam cobrando links que já foram desativados pela corporação”, diz. A oferta de links de internet, que certamente depende de gerenciamento cuidadoso – vide a Fundação para o Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (FDE), que durante meses não precisou pagar a mensalidade de links contratados com a Telefônica para melhorar o acesso à internet de Escolas e Diretorias de Ensino somente porque a operadora não cumpria os níveis de acordo de serviços e as multas resultantes disso igualavam o valor da assinatura mensal operadoras, avaliando os termos de – começa a ganhar novas reajuste com as tarifas, até que se modalidades. A Global Crossing lançou encontrem valores cobrados o link de internet corporativo pré-pago. indevidamente. O que não é raro. “O Esse tipo de oferta, usual entre Gartner levantou que, em média, 85% operadoras de telefonia e que agora das contas corporativas são pagas chega às corporações, permite que a sem auditoria. O resultado é que 13% empresa compre um pacote de alguns dessas faturas são cobradas Gigabytes de dados e utilize-o por indevidamente”, diz ele. “Mas nós já determinado período. “É como um atendemos uma empresa com 27,5% celular pré-pago, no qual é negociado o de valor pago indevidamente para direito de uso de uma determinada operadoras de telefonia móvel. Essa capacidade ou infraestrutura por um empresa gastava R$ 100 mil por mês período de tempo, sendo o pagamento com esse serviço”, complementa. realizado à vista e calculado a partir do Dado o exemplo mais gritante já valor atual do serviço. Por exemplo, o encontrado pela sua auditoria, Rosito cliente contrata o direito de utilizar um pondera que a média de erro de tráfego de 10 Gbps por 10 anos. Por faturamento encontrado nas ser aplicado o cálculo de valor atual, o corporações nas quais atua é de 17% preço equivalente por Gbps torna-se quando analisadas as faturas de bastante atrativo, com a desvantagem de o valor total do o profissional de TI não contrato ter que ser pago precisa mais gerenciar cada integralmente no ato da contratação”, informa Pablo Yañez, tecnologia utilizada pela corporação, mas garantir o diretor de dados e produtos de internet da Global Crossing. correto desempenho delas e Este tipo de venda de canais de dados, de acordo com o fazer a gestão do todo especialista, foi criado para atender à demanda de corporações telefonia móvel. “Pensando em telefonia que precisam gerenciar um grande fixa a média máxima de erro é de 7% e tráfego de informações em suas em link de dados de 2%”, redes de TIC em picos variáveis, caso complementa, explicando que esses das operadoras de e-commerce. erros acontecem por diversos motivos, Aliás, segundo a Global Crossing, a entre os quais está a tarifação de maior delas atuante no Brasil é sua serviços indevidos ou não acordados, cliente. Afinal, em períodos como o como os planos corporativos de nível Natal ou Dia das Mães, ela precisa hierárquico no qual a diretoria tem trafegar um volume de dados acesso “full” e o administrativo só pode provenientes das compras realizadas receber ligações, mas não é raro que pela internet muito maior do que em todos tenham acesso completo e os outras épocas do ano. custos sejam extrapolados. T I   I n s i d e

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>serviço

O ROI da governança emTI

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consultor do Instituto Exin

MT: O ROI pode variar, mas acredito que geralmente o ROI é muito bom. Em governança de TI um “bom e oportuno” pequeno investimento pode ir bem por muito tempo.

foto: divulgação

inguém mais questiona se seguir as boas práticas e processos em serviços de TI é uma ação benéfica ou não para os negócios. O que se denuncia, no entanto, é que da teoria à prática as empresas precisam percorrer um longo caminho e, muitas delas, desistem no meio do percurso ou, ao final, extraem pouco em se falando de negócios. Nesta entrevista, Marc “Algumas Taillefer, consultor ligado ao instituto organizações e internacional Exin, cujo principal consultorias falam objetivo é pregar melhorias da bastante sobre a qualidade do setor de tecnologia da governança em informação, fala sobre a sua visão TI, mas há muita em relação à terceirização de teoria e pouca serviços de TI, os cuidados prática neste necessários, os principais erros e as discurso, porque é vantagens da opção pelo caminho difícil mudar a da governça em TI. Taillefer possui mais de 35 anos cultura de uma de experiência e treinamento empresa e no Canadá e exterior como instituir uma contínuo Consultor Expert em integração de governança processos de negócios, melhorias e simples, porém agora em Governança. Acompanhe eficiente” a entrevista concedida à TI Inside, Marc Taillefer, por email.

TI Inside: Governança em TIC foi impactada pela crise econômica internacional? De que forma? MT: Os gestores tiveram que tratar os desafios imediatos, aqueles que não exigiriam deles muita energia para observar a governança em longo prazo.

destas organizações não são TI e sim a entrega de diferentes serviços. Outro dado importante é que algumas empresas terceirizaram problemas e agora estão tendo que internalizar a infraestrutura. Note, por favor, que para alguns provedores de serviços o provimento de infraestrutura, mais do que hardware e software, enfatiza a competência profissional.

TI Inside: Neste momento de aperto financeiro internacional, é verdadeiro afirmar que as empresas caminharão com maior velocidade para a compra de serviços TIC ao invés de investir em infraestrutura própria? Marc Taillefer: Depende do país, do tipo de negócio e da experiência da corporação na compra de serviços de TI. Em alguns países a oferta de profissionais qualificados de TI ainda é grande e os preços de hardware e software são muito bons. Situações como esta levam as empresas a promoverem investimentos internos. Por outro lado, algumas organizações de governo estão terceirizando atividades de TI com provedores internos e externos de serviços. Os contratos com este perfil são crescentes, o que faz sentido uma vez que os negócios

TI Inside: Quanto se gasta mundialmente com governança em TIC? MT: Não sei exatamente, mas é certo que não o suficiente. Em alguns casos este gasto não é investimento, uma vez que o dinheiro será desperdiçado devido a sua má aplicação. Algumas empresas estão promovendo a governança na área de TI e não sabem, apenas fazem isso e trabalham! Algumas organizações e consultorias falam bastante sobre a governança em TI, mas há muita teoria e pouca prática neste discurso, porque é difícil mudar a cultura de uma empresa e instituir uma governança simples, porém eficiente. TI Inside: Qual é o retorno que as empresas acumulam com este investimento? 2 6

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TI Inside: Quais são os pontos de atenção quando se pensa em qualidade do prestador de serviços TIC? MT: Ao escolher um provedor de serviço de TI, você considerar: Conhecimentos além de TI! Ele deve conhecer o negócio do cliente saber, como gerenciar pessoas e como trabalhar com outras organizações; Deve ser robusto o suficiente para fazer uma proposta justa e que não vá além do seu potencial; Isso pode provar que ele já investe em qualidade há alguns anos TI Inside: É preciso que todos sejam certificados pela ISO 20000 e sigam as regras ITIL? Por que? MT: Nem todas as organizações precisam ser certificadas. Isso depende da maturidade organizacional de cada empresa e dos clientes que ela possui. Mas todos devem seguir as boas práticas e processos de TI, instalados em um sistema de gestão apropriado. As empresas que buscam o certificado 20000 apenas para tê-lo deveriam frear este exercício, uma vez que vão gastar um bom dinheiro para obter resultados ruins. Aquelas que são sérias em termos de serviços de TI e precisam provar ao mundo e aos seus clientes que são corretas no provimento de serviços de TI, na maioria dos casos, são certificadas. 2 0 0 9


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>artigo Bruno Rossi e Vanessa Pierangelli

Tendências em serviços gerenciados no Brasil Muitas empresas vêm buscando migrar diversos gastos realizados na área de TI do modelo CAPEX para OPEX e os serviços gerenciados são mais uma possibilidade para a realização desta transição

Um dos principais benefícios dos serviços gerenciados para o cliente final é o seu caráter proativo

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foto: arquivo

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entre os mais recentes conceitos de prestação de serviços de TI, os serviços gerenciados, mais conhecidos como managed services, podem ser definidos como um projeto menor que o outsourcing completo de TI, porém mais abrangente e preventivo do que um típico contrato de suporte técnico. As empresas que contratam tais serviços se beneficiam de aspectos como serviços pró-ativos de monitoramento de falhas, disponibilidade e desempenho; maior conhecimento do provedor de serviços dos processos de negócios da empresa, o que facilita o entendimento dos problemas do cliente e aumenta a probabilidade de que o serviço agregue um valor relevante para a empresa; maiores níveis de customização para o cliente abrangendo desde o escopo do contrato até a modalidade de pagamento. Os serviços gerenciados vêm sendo prestados dentro de diversas áreas do escopo completo de TI. No Brasil, a maioria dos contratos diz respeito a serviços relacionados à infra-estrutura de tecnologia como a gestão de diferentes tipos de redes, armazenamento de dados, segurança, equipamentos (servidores, PCs, devices móveis, impressoras, entre outros), monitoramento e desempenho de aplicações. Tais serviços são contratados principalmente por empresas de grande e médio porte dos mais diferentes setores. A grande maioria dos contratos prevê pagamentos mensais fixos com valores baseados geralmente no número de equipamentos gerenciados ou um

valor acordado entre provedor e cliente que englobe o número estimado de horas-homem envolvidas, análise de risco, tipos de vulnerabilidades, níveis de disponibilidade, entre outros aspectos. Apesar de muitos itens dos contratos de serviços gerenciados serem prestados remotamente, esse modelo prevê também os tradicionais serviços breakand-fix com diversas visitas on-site. Um dos principais benefícios dos serviços gerenciados para o cliente final é o seu caráter proativo, o que implica em uma maior segurança de que o prestador do serviço realizará o monitoramento constante das tecnologias envolvidas se responsabilizando pelos riscos da gestão. Esse aspecto libera o cliente final para investir tempo de seus recursos de TI em outras atividades, como implantação de novas tecnologias, ou mesmo dedicar-se ainda mais ao seu core business. T I   I n s i d e

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Previsibilidade Ao mesmo tempo, o cliente final se beneficia da previsibilidade de fluxo de caixa proporcionada por esse tipo de contrato, já que as despesas ocorrem mensalmente com um valor fixo acordado entre as partes. Particularmente no Brasil, os serviços gerenciados oferecem a possibilidade dos clientes finais reconhecerem o investimento realizado como uma despesa em termos contábeis, o que reduz conseqüentemente o nível de tributação. Entre as tendências para o mercado de serviços gerenciados, podemos destacar o aumento dos tipos de tecnologias que devem passar a fazer parte do escopo dos contratos. Nos próximos anos, assistiremos a um aumento significativo da prestação de serviços gerenciados na área de aplicações. Essa tendência será potencializada pela difusão do modelo de cloud computing, e trará benefícios para empresas dos mais diferentes portes. No Brasil, os serviços gerenciados tendem a ser crescentemente adotados também por empresas de pequeno porte em modelos mais abrangentes de contratos que se aproximarão de um outsourcing completo de TI. Nesse segmento de empresas, serão comuns modelos híbridos de gestão de tecnologia, que envolverão aplicações utilizadas em um modelo de cloud computing, serviços gerenciados e serviços tradicionais de suporte técnico on-site. Bruno Rossi e Vanessa Pierangelli são, respectivamente, diretor de Consultoria e consultora Especialista, da ASM

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classe mundial IBM investe em Centro de Serviços para garantir demanda do mercado internacional

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uem trabalha no setor de tecnologia de informação com certeza já ouviu falar do Centro de Tecnologia da IBM na cidade de Hortolândia, próxima à Campinas, no interior de São Paulo. Lá, em 1971, teve início a fabricação da família 4300 de computadores de grande porte da marca, no País. Em 1994, o espaço foi transformado em um centro de serviços, segundo maior centro de delivery mundial da empresa atualmente. Parecido com um campus universitário, com prédios horizontais, o centro engloba um milhão de metros quadrados 7.500 funcionários (o total da IBM no país é de 18 mil) que atendem a 150 clientes globais (inclusive do Brasil), 54 deles da lista da Fortune 500, no regime de 24x7x365. Ele é o maior fora

dos Estados Unidos e foi responsável pela exportação de US$ 400 milhões em serviços de TI no ano passado. Um dos maiores clientes do Centro é a própria IBM, cujas operações na América Latina, Canadá e Estados Unidos são suportadas pelo site brasileiro. Só no help desk de clientes trabalham mais de 1.600 funcionários, em três turnos, indo de nível um até os especialistas que são chamados a intervir caso o problema não seja solucionado nos três níveis anteriores. Além disso, também fazem a supervisão preventiva para evitar uma possível falha na infraestrutura dos clientes. O Centro continua a crescer Novos investimentos foram feitos esse ano em mais um sistema de suporte à energia elétrica e refrigeração, 3 0

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cuja fonte provêm de duas linhas distintas da CPFL (Furnas e Ilha Solteira) para evitar qualquer interrupção, além de contar com geradores próprios que garantem energia por 72 horas sem reabastecimento. Dois novos prédios foram construídos, um dos quais abriga um centro completo de telepresença da Cisco, que já está em uso pelo corpo técnico da própria IBM e, em breve, também será usado pelos clientes como uma nova modalidade de serviço. Na área do condomínio empresarial em que se situa o site da IBM há pontos de presença de nove operadoras: AT&T, CTBC, Global Crossing, Oi, Vivax, BT/Comsat, Diveo, Embratel e Telefônica. Toda contingência do Centro está espelhado no site da IBM em Belo Horizonte, garantindo assim uma distância geográfica em caso de catástrofes. As competências do Centro abrangem o laboratório de desenvolvimento de Linux, serviço de outsourcing de infraestrutura, outsourcing de aplicações, SOC – Centro de Operações de Segurança e BPS – Business Process Services. Todos os processos são adequados às normas ISO 9001, 27001, 14001, além do eSCM-SP 4, certificado de provedor de serviço outorgado pela Universidade de Carnegie Mellon, dos EUA, que só a Big Blue ostenta no Brasil. Para garantir a disponibilidade de mão de obra, o Centro tem acordos com universidades, as quais já treinaram mais de 400 professores para propagar o conhecimento aos alunos. Há também iniciativas para estudantes do 2º Grau em programas 2 0 0 9


para trainees; cursos de pósgraduação em mainframe com a FIAP, entre outras iniciativas. Para falar sobre as iniciativas do Centro de Serviço da IBM, a TI Inside entrevistou Guto Azevedo, site manager do Global Delivery Center da IBM em Hortolândia, que relata as iniciativas na área de serviços da companhia.

disputa dos contratos globais, já que muitas vezes ela concorre com IBMs de outros países? Guto - Em relação à competitividade global, o custo da mão de obra, o custo unitário é um elemento importante, e isso a gente tem que levar em consideração, da mesma forma como o câmbio também exerce um papel importante. Só que esses são elementos que a gente olha e tenta gerenciar junto a nossa estrutura e até nas relações com governos, através dos nossos núcleos de relações governamentais. Mas tem um aspecto que considero principal, que é o seu legado de capacitação, o seu legado de conhecimento, a sua experiência, a sua competência. Não basta apenas você ter um custo baixo e competitivo. Se você tem uma operação eficiente bem gerida, bem disciplinada em processos, em ferramentas, olhando muita automação, prevenção de defeitos, você vai ter a sua estrutura produtiva mais eficiente. Esse tem sido o nosso foco, a IBM, no caso do Brasil, se posiciona em alguns setores para exportação e é selecionada até pela própria corporação como centro de competência para algumas atividades. Então custo é importante sim, mas existem outros elementos que colocam nosso país dentro desse mapa global de serviços.

TI Inside - A Brasscom diz que a desaceleração econômica abre certas perspectivas, porque as empresas de outros setores têm que cuidar mais de seus processos produtivos para superar as deficiências. A IBM está sentindo essa oportunidade? Guto Azevedo - Em relação à desaceleração econômica, essa crise que se iniciou no ano passado, a IBM desde o primeiro momento enxergou isso como uma oportunidade, principalmente porque ela hoje se diversificou bem em produção e serviços. A gente enxerga como uma oportunidade onde as empresas precisam focar na sua cadeia produtiva, no seu core business, e serviços vêm a ajudar com elementos de produtividade e redução de custos e contribuir com benefícios rápidos para os clientes. Então realmente a IBM enxerga isso como uma oportunidade.

TI Inside - Nesse setor, contratos de SLAs e certificados de CMMs, Carnegie Mellon, são importantes. Como equilibrar a necessidade dessas competências com custos operacionais? Guto - As certificações são passos fotoS: divulgação

TI Inside - Dentro do cenário de prestação de serviços offshore, quais as reais oportunidades para as empresas brasileiras? Guto - Em relação a serviços offshore, temos o exemplo do nosso Global Delivery Center e a contribuição que a IBM vem dando para a sociedade. O crescimento que temos tido em receita de exportação nos últimos anos (teve crescimento de 30% de 2007 para 2008) é uma referência clara dessa oportunidade, e a gente continua investindo e a IBM continua apostando no Brasil com essa oportunidade de exportação. Agora, é uma oportunidade que está para todo mercado; então realmente o Brasil como país tem que agarrar essa oportunidade, e outras empresas têm que enxergar isso como uma oportunidade. TI Inside - Nesse mercado, a mão-de-obra representa cerca de 80% dos custos. Como a IBM do Brasil faz para ser competitiva na

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de entrada nesse comércio global. São certificações requeridas pelos clientes. A IBM tem que ter, assim como qualquer outro participante deste mercado, então tem que equilibrar na equação de custos os investimentos, em qualificação e em certificação de profissionais e em certificações corporativas. Então são pontos que a gente investe e tem que ser investido, não tem outra forma. TI Inside - Como ela consegue atrair mão-de-obra especializada para seu Centro de Hortolândia? Quais são os atrativos para manter os profissionais? Guto - No que se refere à capacitação de mão de obra e qualificação, eu digo que isso é uma qualificação contínua, a IBM tem uma série de iniciativas e programas com parceiros e programas internos. Tem programas de qualificação de mão-deobra que são o ponto de entrada para a IBM; tem parceiros, que são universidades nos principais estados são centros técnicos - então essas parcerias existem, não só pra formar mão-de-obra para a IBM, como para o mercado, a gente aproveita essa mãode-obra e esses programas internos são para dar continuidade. Se você trouxer mão-de-obra para o início da carreira, esses programas internos permitem que esses profissionais cresçam dentro da IBM. TI Inside - Quais os planos da IBM Brasil na expansão de serviços em seu Centro de Hortolândia? Guto - O centro global de tecnologia da IBM em Hortolândia tem crescido expressivamente nos últimos anos. Foram três prédios nos últimos dois anos para 1,5 mil funcionários. Estamos investindo muito este ano em infraestrutura para suportar nossos clientes de outsourcing, infraestrutura de energia e também salas para expansão do nosso data center; e vamos seguir com esse investimento, sempre associado à demanda. Então existem planos de investimento e expansão sim para os próximos anos e a ideia é seguir com crescimento modular. A infraestrutura permite crescimento para os próximos três anos na mesma proporção em que viemos crescendo nos últimos dois anos. 3 1

“O crescimento que tivemos nos últimos anos em exportação é exemplo claro da oportunidade que o Brasil tem no mercado internacional” Guto Azevedo, site manager do Global Delivery Center da IBM


>mercado Claudio Ferreira

Afinal, será um bom ano?

A proliferação dos dados eletrônicos e físicos tem contribuído para que as corporações busquem soluções de GED e serviu para aquecer o mercado, mas a crise traz uma série de indefinições quanto a performance do setor este ano

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Paulo Theophilo, diretor de marketing da Simpress

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números que batem entre pesquisas setoriais e muitas vezes o que existe engloba não apenas GED, mas também outras práticas. Algo que pode ser percebido na pesquisa “Estado da Arte do Mercado de GED, ECM e Tecnologias Correlatas”, divulgada em junho de 2008. Dividido em dois grandes blocos, o estudo contemplou respostas de Fornecedores e também de Usuários (veja mais detalhes na reportagem: Panoramas setoriais).   Retrato incompleto Na sua conclusão, a pesquisa menciona claramente: “como nem todas as principais empresas fornecedoras responderam à pesquisa, por diversas razões consideradas pelos analistas, acredita-se que o mercado fornecedor seja, na verdade, 80% maior que o aqui fotos: divulgação

“Para 2010 teremos uma perspectiva muito melhor. As condições estão prontas, falta uma melhor cultura e decisão de compra”

mpurradas pela quase onisciência da web, as corporações tendem a municiar ainda mais a grande rede com informações para diferentes públicos, desde colaboradores até parceiros e clientes. Ao mesmo tempo em que o volume de informações cresce exponencialmente é preciso gerenciar, capturar, dar segurança e administrar o acesso, entre outras atividades associadas aos documentos eletrônicos. Porém, depois de um 2008 extremamente promissor, não se sabe ao certo como o mercado pode reagir até o final deste ano. No ano passado, o mercado de GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos), segundo avaliação do Centro Nacional de Desenvolvimento do Gerenciamento da Informação, cresceu na ordem de 30,9%. Mas as perspectivas para 2009, por conta da crise financeira, ainda são controversas: se fala em patamares de crescimento menores, iguais ou até mesmo superiores aos alcançados em 2008. “Sentimos muito a crise, temos um grande volume de clientes do mercado financeiro e agora em junho os negócios retomaram. O volume mensal chegou a ser 15% menor do que tínhamos em outubro do último ano, mas abrimos outras portas. O faturamento em junho voltou ao patamar do junho de 2008 e tivemos uma forte demanda do setor de saúde”, revela Sérgio Souza, diretor geral da Interfile. O conflito de informações ou mesmo de projeções é um problema recorrente no segmento – não existem

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declinado”. E revela dificuldade em dados confiáveis quanto ao faturamento bruto dos players, com a conclusão de que o faturamento anual bruto das empresas de ECM, GED e tecnologias correlatas chega a R$ 1,5 bilhão. Ok, mas quanto disso é específico de GED? Ninguém sabe dizer. É certo que o mercado de GED passou por dois ou três anos de expansão acelerada para se deparar com as dúvidas de 2009. Porém, algumas mudanças foram detectadas. Aqueles projetos que eram eminentemente departamentais passam a ser agora corporativos, o que também explica o aumento de ciclo dos negócios que afetou o primeiro semestre deste ano, envolvido pelas incertezas da crise.  “As empresas perceberam as vantagens de ter os documentos digitalizados e isto envolveu a questão do custo. Mas, agora, a demanda mudou, existe uma necessidade de interpretar e saber melhor o que está em um documento. Isto gerou a necessidade de aprimorar o gerenciamento além da digitalização em si. Começamos a ver uma inteligência maior, com o uso de indexadores”, aponta Souza, da Interfile. O executivo revela que a partir do know-how adquirido no setor financeiro a companhia passou a atender outros segmentos.   O que eles querem? As exigências corporativas ficaram realmente mais abrangentes, a própria circulação de documentos em papel ou mesmo em meios eletrônicos, tanto

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interna como externa, forçou essa nova realidade. “Até mesmo em atividades e formas de documentos que poderiam ser simples, como um contrato em papel, as coisas se tornam mais complexas. É preciso não apenas copiar e guardar, é necessário facilitar a sua localização e organizar um workflow em muitos casos. Mas, mesmo com essas mudanças, o mercado está longe da maturidade”, argumenta Paulo Theophilo, diretor de marketing da Simpress. O executivo alerta que existem empresas com problemas tanto de processos como de infraestrutura para absorver da melhor forma um projeto de GED. Uma premissa que também é levantada por Souza, da Interfile, que faz uma ressalva: “o maior problema é em processo, infra-estrutura é uma deficiência fácil e relativamente rápida de se resolver. Algumas empresas ainda criam áreas de GED departamentais, o que mostra uma visão não estratégica, mas é algo que está mudando”. Há um ano e meio a Interfile passou a oferecer soluções com maior nível de customização, ampliando a base de áreas atendidas para as verticais de seguro, saúde e jurídico. “Trabalhamos no primeiro semestre com algo como 25 milhões de imagens e buscamos projetos mais abrangentes. O cliente começa a entender que não basta digitalizar, é preciso aprimorar a consulta e ter uma visão mais ampla. O segmento vem amadurecendo”, assegura Souza. A estratégia da Simpress é atuar na base de clientes de outsourcing de impressão, algo como mil empresas, e a partir da prática avançar em processos. “Nossa meta é chegar a 10% dessa base com serviços mais complexos. E quem exibe um processo maduro na terceirização quer avançar mais. Verticalizamos a nossa equipe, com 10 áreas implantadas, com um total de 70 a 80 funcionários, para atender segmentos como setor financeiro, jurídico, alimentos e bebidas, transportes e educação, entre outros”, completa Theophilo.   Futuro em foco Tecnologicamente falando, o setor vê a modalidade de Cloud Computing como algo a ser incorporado rapidamente nos projetos. “As empresas vão buscar provedores de outsourcing que proporcionem despesas atreladas ao volume e tamanho do negócio, reduzindo investimentos inerentes ao início da

o alto investimento inicial por parte dos clientes. Mas e as perspectivas para este ano e além, existe alguma certeza? Para Theophilo, a Simpress, apenas em “Sentimos GED, deve crescer 10%, com o muito a crise, mercado ficando um pouco abaixo. mas temos “Os números do setor ainda são muito um grande confusos, o que percebemos é que o volume de crescimento ainda é voltado para a clientes do demanda das grandes corporações, mercado mas um valor de mercado total é algo financeiro e quase empírico. A crise postergou agora em investimentos no último trimestre de junho os 2008 e no primeiro trimestre de 2009 e negócios convivemos com o tempo de entrada retomaram” em operação de novos projetos, que Sérgio Souza, demora de três a seis meses. Para diretor geral 2010 teremos uma perspectiva muito da Interfile melhor. As condições estão prontas, falta uma melhor cultura e decisão de compra”, alerta. Já Souza, da Interfile, projeta um crescimento da empresa na ordem de 18 a 20% este ano e para 2010 algo entre 20 a 25%. “Acho que o mercado está amadurecendo, precisamos agora gerar discussões mais conceituais. As perspectivas são interessantes por conta da nossa estratégia de segmentação e ampliação dos serviços nos clientes. GED era algo quase marginal e agora passa a ser algo concreto para muitas corporações, com foco na dinâmica proporcionada pela web”, conclui.

implantação de uma nova tecnologia com a aquisição de equipamentos, que agora são disponibilizados em regime de comodato”, garante Paulo Roberto de Alencastro Junior, executivo responsável pelo planejamento e gestão da Acesso Digital. A empresa desenvolveu o SAFEDOC, uma solução de digitalização e organização de documentos, que disponibiliza toda a vida documental das corporações para acesso on-line. Para permitir que empresas de todos os portes e segmentos utilizem a solução, o SAFE-DOC é comercializado por meio de mensalidades, evitando

Panoramas setoriais

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omo falamos, a pesquisa “Estado da Arte do Mercado de GED, ECM e Tecnologias Correlatas”, de 2008, engloba muito mais que apenas o universo GED. E em sua avaliação os analistas consideraram respostas obtidas a partir de 155 respondentes, o que fez com que o texto sugira a seguinte avaliação: “este estudo deve ser considerado como parcial, em relação à quantidade e tamanho das empresas que atuam nesse mercado”. Bom, mesmo com todas as dificuldades alguns números podem ser avaliados. Dentre os respondentes, 91% são prestadores de serviço no segmento, 77% prestam consultoria, 71% atuam em softwares, 23% com scanners e 22% com outros serviços. Dos fornecedores de softwares, 84% são de GED, 70% de captação de imagens de documentos, 69% para digitalização/processamento de imagens, 62% para gestão documental e 59% para captação de dados. Os fornecedores de sistemas de ECM, GED e tecnologias correlatas têm atuação mais expressiva em bancos, área de finanças, seguros, previdência e fundos de pensão, somando 54%. Governos municipal e estadual atingem a marca de 50% nesse quesito, seguido por 47% com atuação no setor saúde, hospitais, clínicas, laboratórios e planos de saúde. Das empresas pesquisadas, 8% declaram que seu faturamento anual, em reais,  está acima de 50 milhões. Com faturamento até 500 mil estão 46%, de 500 mil  a 1 milhão, 13%. De 1 milhão a 5 milhões estão 17%. Algo como 11% estão na faixa de faturamento de 5 milhões a 20 milhões, e 5% na faixa de 20 milhões e 50 milhões.

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Claudio Ferreira

Viagens no modelo 2.O

Impulsionadas pela estabilidade econômica e com o dólar em baixa, as opções de turismo online aumentaram. E nem mesmo o cenário de crise ou a gripe suína parecem não frear o setor que investe no ferramental 2.0, enquanto se prepara para a entrada de novos players globais e aguarda com ansiedade a Copa do Mundo de 2014 fotoS: divulgação

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classe média transformou a compra de passagens aéreas pela web em um hábito e o mesmo está acontecendo com a aquisição de pacotes turísticos. Até mesmo quem ainda resiste, utiliza a internet como principal ferramenta de pesquisa para consulta de preços, informações de hotéis e lugares. É correto ainda afirmar que não atingimos o patamar de negócios online no setor que um país como os Estados Unidos chegou, mas o uso de ferramental 2.0 promete encurtar essa distância. “A evolução do mercado de “Ainda não e-commerce como um todo se temos a reflete no crescimento exponencial competição que do setor de turismo online. Grandes o mercado players, como as companhias áreas, norteamericano investiram muito nos últimos anos. A possui, eles crise afetou o mercado de turismo e estão muito mais a própria gripe é um problema, mas maduros. Mas o existem muitas possibilidades no cenário é mercado online e a curva ascendente positivo, ainda é muito superior ao segmento temos muito a tradicional”, aponta Luiz Gabriel crescer” Menis, executivo de contas para Alípio viagens online da Amadeus, Camanzano, CEO companhia especializada em da Decolar.com soluções voltadas para empresas de turismo, da venda ao back-office, e que trabalha com clientes globais como Expendia, Terminal A,

lastminute.com, Rumbo, TravelGuru, Viajar.com, Reisefeber.no, Vivacances.fr, entre outras. Uma pesquisa comparativa realizada pela Phocuswright’s, ainda em 2007, concluiu que o mercado online respondia por 17% do movimento de turismo brasileiro, algo como R$ 6 bilhões, com a maior parcela dos negócios sendo feita pelas próprias companhias aéreas. Na mesma avaliação, o mundo adquiria online algo como 21% do movimento do turismo global ou algo como R$ 386 bilhões. Fora da curva, os Estados Unidos movimentavam 3 4

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pela internet algo como 40% de seu mercado de viagens corporativas e de lazer. Uma boa diferença ou meta a ser alcançada. “Mesmo esses 17% é um exagero para o nosso mercado, acho que ainda estamos em algo entre 12 e 15%. Ainda não temos a competição que o mercado norteamericano possui, eles estão muito mais maduros. Mas o cenário é positivo, ainda temos muito a crescer”, aponta Alípio Camanzano, CEO da Decolar. com no Brasil. Ele ressalva, porém, que o caminho pode ser trilhado rapidamente. Não apenas chegamos aos 65 milhões de internautas locais como a própria evolução dos usuários compradores da empresa, que bateu a marca de três milhões em quatro anos de operação, são uma amostra dessa evolução.   Saúde e menos dinheiro Camanzano aponta ainda que o mercado de turismo online aumentam seus investimentos (veja mais no Box: Investimentos sem palavras) e faturamento mesmo com crise econômica e gripe suína. Se em 2009 a Decolar no Brasil cresceu 110%, a previsão para esta ano é de 60%. “Estamos no contra-fluxo dos problemas. A gripe, em especial, afetou a performance do mês de abril, mas em maio ficamos 40% acima do 2 0 0 9


projetado e seguimos assim nos meses seguintes”, revela. O crescimento se deu em viagens para o Nordeste, Caribe, Estados Unidos e África do Sul. A gripe, no entanto, fez de países como Chile e Argentina, fortemente afetados pela pandemia, destinos a ser evitados. “A queda foi muito forte para a América Latina. No entanto, as pessoas não deixaram de viajar nas férias de meio de ano, elas simplesmente mudaram o destino. O turismo local e a Europa foram as maiores alternativas”, admite Menis, da Amadeus. O executivo argumenta que mesmo com alguns pontos negativos – além da gripe  a retração da economia – o potencial do turismo online nos países emergentes é muito grande. “O número de usuários crescente é importante, assim como a maturidade do meio como forma de negócios. E mesmo que a pessoa não compre, ela usa a web como fonte de informações. Não temos como mensurar essa utilização, entretanto é sabido que é muito extensa”, assegura Menis. A cobiça pelo mercado local está apenas começando: se aguarda para este ano e em 2010, quando a economia mundial deve se estabilizar, a entrada de novos players globais. “Isso vai acontecer e é ótimo para quem já está aqui, como nós. O Brasil segue sendo prioritário dentro dos 12 países que trabalhamos e relançamos o Viajo.com apenas para quem deseja adquirir passagens, como uma alternativa ao Decolar, que é mais completo”, explica Camanzano, que revela: 70% das vendas são feitas online e o restante por call center. Concorrente da Decolar, a sueca Travelstart – uma das quatro maiores agências de viagens do mundo, que opera 100% online – iniciou suas atividades recentemente no Brasil com investimentos de US$ 500 mil e uma perspectiva de vendas de R$ 36 milhões no primeiro ano. Atuante em 13 países e com faturamento de US$ 180 milhões, a empresa processa, apenas na Escandinávia, algo como duas mil reservas de passagens online por dia.   Do 2.0 ao 2014 O componente que os players, sejam eles grandes ou mesmo

agências de turismo de médio e pequeno porte, buscam agora é a interação com o cliente por meio de ferramental 2.0. Não por acaso, já existe um site específico sobre o tema (www.turismo20.com), em espanhol. No endereço são organizados debates, podem ser acessados blogs de personalidades do setor e muito se fala na chamada ‘inteligência coletiva’ – fruto da interação 2.0 com os clientes finais. O foco do site é não apenas o atendimento aos profissionais do setor, mas também os apaixonados por viagens. Ainda em 2.0, a Decolar, por exemplo, está finalizando os testes

de uma rede social da empresa, a Previagem.com, que vai focar em informações e dicas dos destinos escritas pelos próprios consumidores. Os primeiros posts, em regime de teste, foram feitos pelos mil funcionários da companhia em toda a AL. Já a Amadeus investe no ferramental em conjunto com seus parceiros do setor, trabalhando desde redes sociais até canais próprios. “Trazer outras experiências estimula o cliente. Além disso, é preciso saber o que o consumidor deseja, qual o seu perfil de viagem. Com a web 2.0 isto se torna muito mais fácil”, conclui Menis, da Amadeus. Ressaltando a premissa de que a Decolar é uma empresa de tecnologia com foco em viagens, seu CEO projeta um faturamento global de US$ 300 milhões em 2009, com o Brasil representando algo como metade deste montante. “Isso significa um aumento de 40% em toda a nossa operação, algo que pode ser até conservador de acordo com a performance que temos registrado”, revela Camanzano. O desafio agora é seguir investindo no mercado local, até por conta da chegada dos novos players, mas também pela expectativa com a Copa do Mundo de 2014, que deve melhorar a infraestrutura do turismo brasileiro como um todo. “A Copa já trouxe sinais positivos, e o País se torna vitrine, tanto para quem viaja como para os que investem”, completa Menis.

Investimentos sem palavras

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m dos grandes players de e-commerce e também de turismo online, o grupo B2W, proprietário do Submarino, Americanas.com, Shoptime e outras marcas, não concede entrevistas, porém segue investindo. Apenas o Submarino Viagens possui parcerias com mais de 750 companhias aéreas e 55 mil hotéis em todo o mundo. O volume que isto representa, no entanto, não é divulgado, mas pela concentração de negócios do B2W – fala-se que 50% de todo o mercado local de e-commerce está nas mãos do Grupo –, se espera um faturamento interessante. A co-irmã, a Americanas.com também está investindo em seu braço de turismo, o Americanas Viagens. Além de mudar o layout da página, os usuários ganharam opções com descontos de até 30% nos canais dedicados a passagens aéreas, pacotes turísticos, pacotes personalizados, cruzeiros e resorts. Uma funcionalidade destacada é a ferramenta Monte seu Pacote, que permite aos viajantes personalizar seu pacote de viagem de acordo com suas preferências. O usuário pode escolher o dia, horário, tipo do voo e hotel, e após a compra, pode acompanhar todo o status do pedido, além de imprimir o e-ticket na página personalizada Meus Pedidos.

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“Mesmo que a pessoa não compre, ela usa a web como fonte de informações. Não temos como mensurar essa utilização, entretanto é sabido que é muito extensa” Luiz Gabriel Menis, executivo de contas para viagens online da Amadeus


>internet Claudio Ferreira

De olho no e-voto 2010 Com a aprovação do Projeto de Lei 5.498/2009, a utilização da internet como canal pode revolucionar o pleito eleitoral de 2010. Isto, claro, se o Senado não alterar o conteúdo e se o projeto for votado até o final deste ano

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alvez estimulados pelo sucesso estratégico e de mídia da campanha de Barack Obama no ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5.498/2009 em julho último, liberando o uso da internet nas eleições. Tramitando ou, melhor, estacionado no Senado Federal – paralisado pela crise institucional que decide os destinos de seu Presidente José Sarney neste início de agosto –, o projeto deve ser alterado, se necessário, e aprovado até outubro para que entre em vigor no próximo ano, quando teremos eleições para cargos majoritários como Presidente e Governadores, além de deputados e Senadores.  No aspecto global, a liberalização do uso da web aproxima o canal do uso da tevê e rádio no processo eleitoral (veja mais no Quadro: O que muda?) e já suscita muita discussão. A possibilidade do candidato ter sua informação na web e o eleitor ir buscar a mesma, através de uma ferramenta de busca e navegação, é algo perfeitamente válido, legítimo e legal, porém se busca mais com o Projeto de Lei. “Não há motivo para não permitir a venda de espaços para propaganda na internet, como já ocorre em jornais e outros veículos, além de ser fundamental manter a distinção do que é ‘ato de vontade’ daquilo que é ‘propaganda eleitoral’, aponta Patricia Peck Pinheiro, advogada especialista em direito digital e sócia fundadora da Patricia Peck Pinheiro Advogados.  No Brasil, explica Patrícia, existem dois grupos de regras para a propaganda eleitoral: a) um conjunto fixo, composto pelo Código Eleitoral e pela Lei 9.504/97, que é válido para todas as eleições realizadas em 3 6

solo nacional; e b) um conjunto variável, composto pelas Instruções do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que muda bastante e geralmente é válido apenas para uma eleição específica.  “Como o conjunto fixo não tem disposições sobre a internet de modo mais detalhado, para dirimir dúvidas a regulamentação no Brasil costuma variar a cada pleito”, admite Patrícia. Tomando como exemplo as eleições municipais de 2008, o TSE emitiu a Instrução 121, dispondo que “a T I   I n s i d e

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propaganda eleitoral na internet somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral” e que “os candidatos poderão manter página na internet com a terminação .can.br, ou com outras terminações, como mecanismo de propaganda eleitoral até a antevéspera da eleição”.(arts. 18 e 19). Mas ainda existiam tantas dúvidas sobre o que poderia ser feito ou não, a ponto do candidato Geraldo Alckmin ter que retirar seus vídeos do YouTube. 2 0 0 9


Ontem, hoje e amanhã O caráter restritivo limitou as ações, mas não retirou internet das campanhas, como observa Moriael Paiva, diretor executivo de criação da Talk Comunicação Interativa e especialista em comunicação política na internet, que atuou como coordenador da campanha online do reeleito Prefeito Gilberto Kassab de São Paulo em 2008.  O foco, conta Paiva, foi na montagem do blog do candidato, que mobilizou uma equipe de 35 pessoas e no monitoramento de redes sociais, inclusive com a montagem de uma comunidade fechada para os participantes da campanha. “Todos sabiam que não era o Kassab que escrevia no blog da campanha, ele aparecia em videoblogs e as palavras dele eram usadas. É preciso respeitar a inteligência do eleitor/internauta, até porque ninguém aceita posts pagos”, argumenta.  Como ressalta Patrícia, pela proposta de Lei aprovada na Câmara há uma série de tratamentos que ainda limitam o uso da internet se comparado com o que é permitido para veículos impressos. Por

exemplo, os provedores de conteúdo na web estarão proibidos de dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação, ou seja, sites não poderão expressar a preferência por um ou outro candidato.  A proposta acaba ainda com a exigência de uso do domínio “.can. br”, mas obriga que os candidatos registrem seus sites oficiais no TSE – o que serve como uma proteção

para o mesmo – e define que a propaganda eleitoral será permitida somente nos blogs, sites, comunidades e outros veículos de comunicação do próprio candidato. Assim como não haverá restrições aos eleitores que quiserem fazer sites de apoio aos políticos. E passa a existir a figura do “direito de resposta” no Projeto de Lei, que se estende a blogs e comunidades e que em caso de ofensas prevê a retirada dos comentários do ar, mas sem censura prévia. Talvez copiando a ideia de doações a partir da web, que solidificou e abriu passagem para a eleição de Obama, o novo Projeto também prevê o uso da internet com doação de valores até mesmo por cartão de crédito nos sites dos partidos e candidatos. E, a partir dessas novidades previstas, fica a pergunta: será que é possível reproduzir o fenômeno Obama a partir do projeto de Lei 5.498/2009? Guardadas as devidas proporções e escala, como o número de internautas nos Estados Unidos e no Brasil, só o tempo, os Senadores e depois os internautas poderão responder.

“Não há motivo para não permitir a venda de espaços para propaganda na Internet, como já ocorre em jornais e outros veículos” Patricia Peck Pinheiro, advogada especialista em direito digital e sócia fundadora da Patricia Peck Pinheiro Advogados

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>internet PRINCIPAIS ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO ELEITORAL (*) HIPÓTESE

COMO É HOJE

O QUE MUDA COM A APROVAÇÃO DO PL 5.498/2009

DOAÇÃO A CANDIDATOS E PARTIDOS

Pessoa física ou jurídica (exceto as que tenham função publica) pode fazer doações de valores a candidatos;   MEIOS DE DOAÇÃO: cheque cruzado e depósito bancário em conta do partido.  (art.39, Lei 9.096/1995)

As doações podem ser feitas via web, por meio dos sites dos partidos e candidatos, além da  doação de valores por meio de cartão de crédito.  (altera o art. 23, da Lei 9.096/1995)  

PUBLICAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS PELO PARTIDO

Não dispõe nada acerca do tema.

A prestação de contas dos partidos passa a ser disponibilizada no site da Justiça Eleitoral (insere o §2º, no art. 33 da Lei 9.096/1995)

CENSURA PRÉVIA

A Justiça Eleitoral, a requerimento do candidato, pode censurar previamente propaganda quando concernente à reapresentação de propaganda ofensiva á honra de candidato, moral ou bons costumes. (art. 53,§2º, Lei 9.504/1997)

Dispõe que o poder de polícia se restringe às providências necessárias para inibir as práticas ilegais, vedada a censura prévia sobre o teor dos programas a serem exibidos na televisão, no rádio ou na internet.  (altera o §2º, art. 41, Lei  9.096/1995)

DIREITO DE RESPOSTA

Inclui a possibilidade de exercício do direito de resposta na web, Prevê o exercício do direito de resposta em veículos de comunicação social, regulamentando o seu exercício em regulamentando-o. (inclui o inciso IV, no artigo 58, Lei 9.504/1997) órgãos da imprensa escrita, programação normal de rádio   e TV e em horário eleitoral gratuito. (art. 58, Lei 9.504/1997)

PROPAGANDA ELEITORAL EXTEMPORÂNEA

Não enumera nenhuma situação, tanto de propaganda eleitoral extemporânea ou que não a configure. Decisão caso a caso pela Justiça Eleitoral.

Enumera situações que não poderão ser  consideradas como propaganda eleitoral antecipada, tais como:participação de filiados a partidos políticos ou pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros, ou debates no rádio, TV e na internet; realização de encontros e seminários às expensas do partido político em ambiente fechado, etc. (inclui o art. 36 – A, na Lei 9.504/1997)

PROPAGANDA ELEITORAL NA INTERNET

É possível a propaganda eleitoral na internet desde que feita no site do candidato ou do partido político. (Art. 18, Resolução 22.718/2008)

Permite a propaganda eleitoral na internet, nas seguintes hipóteses: - sites de candidatos e partidos, cadastrados na Justiça Eleitoral e hospedados em servidor no Brasil; - por meio de mensagens eletrônicas para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação; - -por meio de blogs, redes sociais, sítios de mensagem instantânea e assemelhados de candidatos, partidos ou coligações, cujo conteúdo seja gerado ou editado pelo candidato (inclui o art.57 – A e 57 – B, à Lei 9.504/1997)

MENSAGENS ELETRÔNICAS

Proibidas atualmente (Resolução 22.832/2008, que regulamentou as eleições de 2008)

Permitidas. (inclui o art. 57 – B, inciso III, à Lei 9.504/1997). As mensagens devem ter opt-out, e canceladas em 48h, sob pena de multa de R$100,00 por mensagem indevidamente enviada. (inclui o art. 57 – H, à Lei 9.504/1997)

PROPAGANDA PAGA NA INTERNET

Proibidas atualmente (Resolução 22.832/2008, que regulamentou as eleições de 2008)

É proibida a propaganda paga na internet. (inclui o art. 57 – C, à Lei 9.504/1997)

PROPAGANDA GRATUITA NA INTERNET

Proibidas atualmente (Resolução 22.832/2008, que regulamentou as eleições de 2008)

É vedada apenas em sites: oficiais ou de órgãos ou entidades da administração publica direta ou indireta; de pessoas jurídicas com ou sem fins lucrativos e ;  com destinação profissional. (inclui o artigo 57 – C, §1º, incisos I, II e III, à Lei 9.504/1997)

CADASTROS ELETRÔNICOS

Nada dispõe sobre o tema

Veda a venda de cadastros de endereços eletrônicos a partidos, candidatos ou coligações (insere o artigo 57- E, na Lei 9.504/97)

SITES QUE DESCUMPRIREM A LEI ELEITORAL

Nada dispõe sobre o tema

Podem ser suspensos por 24h, se houver decisão judicial neste sentido; esse período de suspensão pode ser dobrado, em cada reincidência. No período de suspensão, o site deverá informar que foi suspenso por descumprimento à Justiça Eleitoral. (inclui o artigo 57 – F e 57 – J, à Lei 9.504/1997)

DOCUMENTO COM FOTOGRAFIA PARA VOTAÇÃO

Nada dispõe sobre o tema, sendo permitida a votação sem apresentação de documento com fotografia.

Impõe ao eleitor que apresente seu título de eleitor na hora da votação e um documento com foto. (inclui o artigo 91-A, na Lei 9.504/1997)

VOTO IMPRESSO NAS ELEIÇÕES DE 2014

Nada dispõe sobre o tema.

Altera a Lei 9.504/1997 e determina que a partir das eleições de 2014 a urna eletrônica imprima o comprovante de votação em determinado candidato ao eleitor. (art. 5º, PL 5.498/2009)

  (*) Elaborado por Dra. Patricia Peck Pinheiro e Dra. Vivian Pratti – julho/2009

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Revista TI Inside - 49 - Agosto de 2009