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televisão, cinema e mídias eletrônicas

ano 20_#214_abr2011

PREMIADO Brasil foi destaque na NAB, em Las Vegas, pelo crescimento do mercado e expansão da TV digital. Feira viu a consolidação da produção em 3D.

TV POR ASSINATURA

Os negócios dos canais nas telas da TV out-of-home

PRODUÇÃO

Produtoras de som investem no mercado de conteúdos


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FOTO: MARCELO KAHN

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equipe de TELA VIVA acumulou muitas milhas este mês. Estivemos em Las Vegas, para a NAB, que cobrimos anualmente desde 1995. Também fomos a Cannes, onde aconteceu o MipTV, mercado mundial de programas de TV, e a Nova York, para o upfront (apresentação da programação) da Discovery Communications. Em janeiro e fevereiro já havíamos ido também à Natpe (Miami) e ao KidScreen (Nova York). Cobrir eventos in loco, dando a visão brasileira e buscando as informações que interessam ao nosso leitor está no DNA de TELA VIVA desde seu lançamento. Uma boa cobertura não se faz (apenas) pela Internet. É preciso estar lá, ver, falar com as pessoas. Nos três eventos que cobrimos este mês, apesar de tão diferentes em seus objetivos, encontramos um traço em comum: a produção de conteúdo de qualidade está em alta, mais do que nunca. Pode parecer paradoxal, já que no mercado da comunicação eletrônica se fala o tempo todo nas mídias digitais, na fragmentação da audiência, nos vídeos gerados pelo usuário, nos novos talentos do YouTube. Mas parece que a resposta dos grandes grupos de mídia produtores de conteúdo tem sido justamente esta: criar programas de alta qualidade, como forma de se contrapor à massa de conteúdos disponível online. Foi o que se viu nos grandes lançamentos de séries de ficção e realities do MipTV, nos documentários de alto nível da Discovery e nos inúmeros lançamentos de equipamentos de captação em 3D e 4K da NAB. Faz sentido. Ao mesmo tempo em que estamos consumindo vídeo em telinhas de celular, tablets e monitores de computador, explodem as vendas de televisores de tela fina de alta definição e diversos tamanhos (em geral grandes). O cinema 3D também é uma onda forte, com salas sempre lotadas e bilheterias gordas. A explicação parece simples: há espaço para tudo, em momentos diferentes. É bom poder ver no computador o gol de Messi contra o Real Madrid que você perdeu no dia anterior, mas é ótimo também chegar em casa e assistir a um filme em alta definição, talvez até em 3D. Há também outra razão: a necessidade cada vez maior de se fortalecer a marca. No mar de conteúdos online, quem tiver marcas fortes, que orientem o público e deem segurança ao consumidor de conteúdos, vai se sobressair. Esta é a beleza do momento em que vivemos, uma época empolgante para se estar no negócio de TV e cinema.

ILUSTRAÇÃO DE CAPA: EDITORIA DE ARTE/CONVERGE

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NAB

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Brasil é destaque no evento em Las Vegas

scanner6 figuras

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evento

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Ficção ganha força no MipTV, mas mercado encolhe sem os estúdios

( cartas)

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tv por assinatura

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Canais pagos tentam obter novas receitas na mídia digital out-of-home

FORMAÇÃO Bom saber quais são os planos da nova secretária do Audiovisual, Ana Paula Santana. Formação de mão-de-obra é essencial e deve ser tratada com prioridade. Desejo muita sorte em sua nova função! Carlos Garcia, São Paulo, SP

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programação

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Discovery investirá US$ 1 bilhão em produção em 2012

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INFANTIL Fiquei abismada ao ver na matéria “Tempo de rir e interagir” que os aplicativos mais baixados nos smartphones são focados no público préescolar. Posso comprovar isso em casa, onde meu filho passa mais tempo brincando com meu iPhone do que eu! Espero que esses números só melhorem os conteúdos disponíveis para as crianças. Silvana Carvalho, Porto Alegre, RS

audiência

making of

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case

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Casa de Cinema de Porto Alegre produz sua primeira atração para a TV paga

produtoras

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Demanda de jobs de conteúdo provoca mudanças em produtoras de som

TELA VIVA edita as cartas recebidas, para adequá-las a este espaço, procurando manter a máxima fidelidade ao seu conteúdo. Envie suas críticas, comentários e sugestões para cartas.telaviva@convergecom.com.br

upgrade

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agenda

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Acompanhe as notícias mais recentes do mercado

telavivanews www.telaviva.com.br 4

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Agora! A Net Serviços apresentou o Now, serviço de VOD que a operadora oferecerá aos assinantes do pacote Net HD e Net HD Max. O serviço utiliza a rede da operadora de cabo e começou a ser ofertado em abril em algumas regiões da cidade de São Paulo. A expansão será gradativa e a ideia é chegar a todos os clientes HD da cidade até o final do ano. O Now estreia com aproximadamente dois mil títulos, entre conteúdo pago e gratuito, vídeos em alta definição e em definição padrão. A plataforma também suporta o conteúdo 3D. Os títulos possuem classificação etária e estão agrupados em categorias como cinema, canais Net, variedades, kids, música e adulto. No conteúdo pago, que exige senha para exibição, há filmes de catálogo e lançamentos. A operadora negocia diretamente com os estúdios para posicionar o VOD junto à janela de home vídeo. Filmes que estão no pay-perview do Telecine também estarão disponíveis para locação na subcategoria Telecine On. O aluguel varia de R$ 3,90 (título SD de catálogo) até R$ 9,90 Menu do Now, serviço de (lançamento HD). O filme fica disponível vídeo sob demanda da Net. de 24 a 48 horas, dependendo do acordo com o estúdio. O assinante pode iniciar o filme em um ambiente da casa e continuar vendo da parte em que parou em outro ambiente, contanto que seja um ponto adicional HD. No conteúdo gratuito, o cliente encontra conteúdos que fazem parte do seu pacote. Algumas atrações do SporTV, Multishow, GNT, Globonews, Canal Brasil e Discovery/BBC estão disponíveis sob demanda. Na categoria Telecine Play, assinantes da Rede Telecine têm acesso gratuito, sem custo adicional, às estreias. Há negociações para a entrada de conteúdo dos canais HBO e conteúdo da TV aberta.

Canal de filmes conta ainda que busca a produção cinematográfica brasileira recente e que não trabalhará com exclusividade. “Pediremos só seis meses de exclusividade para o lançamento”, diz. Neste primeiro momento, o Movie Box Brazil vai abrigar também conteúdo de turismo e música brasileiros, que servirá como divulgação dos próximos canais a serem lançados pela programadora, o Music Box Brazil e o Travel Box Brazil, em 60 e 120 dias. Esses canais, assim como o canal especializado em cinema, serão focados apenas na música brasileira e no turismo em destinos brasileiros. A programadora fechou um contrato com a Intelsat para distribuição dos canais e negocia a entrada nas operadoras. As receitas serão provenientes de assinatura e publicidade.

A programadora Box Brazil, que começou a ser projetada há cerca de oito anos, então com o nome Made in Brazil TV, lançará o primeiro de três canais entre maio e junho deste ano. Trata-se do Movie Box Brazil, canal focado em cinema brasileiro, com conteúdo de filmes, programas de entrevistas, making of, entre outros assuntos relacionados ao cinema nacional. A grade do canal será composta por 5% a 10% de conteúdo próprio. O restante será de produtos licenciados de produtores independentes. “A ideia é que o canal seja um grande parceiro da produção independente brasileira”, conta Cícero Aragon, sócio da Box Brazil. “Podemos até pensar em coproduções depois, mas a ideia é fomentar a produção independente pelo licenciamento”, completa. Aragon 6

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Octávio Florisbal, diretor geral da Globo, que quer ampliar cobertura digital, conteúdo HD e modelo de afiliadas na Internet.

Metas 2011 Ampliação da cobertura digital, conteúdo HD e aplicação do modelo de afiliadas na Internet são as prioridades da TV Globo para este ano.O diretor geral da emissora, Octávio Florisbal, declarou que entre as prioridades está a ampliação da cobertura do sinal digital. “Queremos ter no mínimo 70% de cobertura até a Copa”, disse. Segundo o executivo, a Globo e suas afiliadas começam a levar, a partir deste ano, o sinal digital para todas as cidades com mais de 50 mil habitantes. Em seguida, o diretor apontou o crescimento da produção em alta definição, e a transmissão de novas faixas em HD. “Além disso, queremos concluir todo o sistema digital HD”, completou. Ainda este ano, a Globo deverá ter todas as etapas funcionando em alta definição, abandonando o parque técnico em SD. Com destaque para a dramaturgia e a cobertura jornalística e de esportes, a Globo apresentou as novidades em sua grade de programação para o primeiro semestre do ano. Entre os destaques de dramaturgia, estão as novas comédias “Tapas e Beijos”, “Lara com Z”, “Batendo Ponto” e “Macho Man”. Além das produções próprias, a Globo destacou a aquisição de filmes e séries de sucesso, como “Glee”, “Flash Forward” e “Castle”. A cobertura de esporte vai ganhar um cenário novo, com direito a hologramas e um estúdio móvel, construído dentro de um ônibus. Foi apresentado ainda um sistema de rastreamento dos jogadores, que aliado ao tira-teima, permitirá análises táticas. O novo cenário será usado em todos os programas esportivos da Globo.

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Para crianças

Sítio social

Elifas Andreato, artista plástico e diretor editorial do “Almanaque Brasil”, e Mauro Garcia, que foi diretor da TV Cultura e presidente da TV Educativa do Rio de Janeiro, criaram a Fábula, unidade da Andreato Comunicação e Cultura destinada à produção de conteúdo infantil. O objetivo da Elifas Andreato e Mauro Garcia empresa é criar, lançam a Fábula, para desenvolver conteúdo infantil. desenvolver e licenciar conteúdos de entretenimento infantil em diversas plataformas. Entre os projetos em andamento está a regravação do CD Canção dos Direitos da Criança, por Toquinho. O projeto, previsto para ser lançado em outubro deste ano, ainda traz um DVD com um clipe de animação para cada música. A produção de conteúdo audiovisual para TVs públicas e um livro ilustrado sobre a Declaração dos Direitos da Criança também estão entre os trabalhos em curso.

A Editora Globo e a Globo Marcas estrearam a comunidade virtual Mundo do Sítio (www.mundodositio.com.br), destinada a crianças de 5 a 10 anos. Baseada na obra de Monteiro Lobato, a comunidade trará mais de 30 jogos e atividades. O projeto levou cerca de um ano para ficar pronto e contou com mais de 60 profissionais, entre programadores, ilustradores, animadores, game designers, músicos e jornalistas, para a criação e desenvolvimento dos jogos, cenários e da arquitetura do site. O Mundo do Sítio tem também uma seção pedagógica exclusiva que recebeu a consultoria de Marcelo Cunha Bueno, educador e colunista da revista Crescer, que ajudou no desenvolvimento dos jogos educativos que reforçam o conteúdo que as crianças desta faixa etária veem em sala de aula. O site tem uma área gratuita e conteúdo restrito a A Editora Globo e a Globo Marcas lançaram a assinantes (R$ 6,90/mês). comunidade virtual Mundo do Sítio.


( scanner) FOTO: EDU MORAES/DIVULGAÇÃO

Negócio da China O presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad, e o vicepresidente da TV estatal chinesa CCTV, Luo Ming, assinaram um acordo em que cedem um ao outro o uso de imagens de conteúdo jornalístico de suas TVs. Em comunicado, a Band anunciou ainda que existe interesse em ampliar a parceria para outros setores, como esportes, entretenimento e coproduções.

Futebol e vida

Novos jurados do programa “Ídolos” em audição em São Paulo.

A ESPN exibe em parceria com a Mastercard a série de documentários “Capitais do Futebol”, que retrata quatro grandes centros de futebol mundiais: Madri, Milão, Rio de Janeiro e Buenos Aires. Trata-se de uma coprodução da ESPN Internacional com a 100Bares, produtora vencedora do Oscar de 2010 com o filme “O Segredo dos seus Olhos”. Os filmes investigam como e por que o futebol afeta a rotina dessas cidades, com enfoque para a rivalidade local, estádios, lendas, jogadores, momentos históricos e o que faz o esporte ser um modelo de vida para os fãs. A estreia aconteceu simultaneamente em 19 países (18 de língua espanhola e o Brasil) no dia 17 de abril. No lado comercial, “Capitais do Futebol” pretende mostrar como o cartão MasterCard pode auxiliar os fãs a desfrutarem de novas experiências, mostrando estabelecimentos e locais que se tornaram lendas, despertando o interesse por viajar para estas cidades. Além disso, três vinhetas de 30 segundos da marca são incluídas em cada episódio da série. O Departamento de Soluções Comerciais (International Marketing Solutions) é a mais recente divisão de vendas da ESPN. Este grupo enfoca o desenvolvimento de campanhas produzidas com exclusividade, e a geração de conteúdos que permitam o estabelecimento de conexões entre as marcas e os fãs de esportes.

A Record estreou a quarta edição do programa “Ídolos”, formato da Fremantle Media. Entre as novidades para este ano estão a produção de conteúdo exclusivo para a Internet, e a exibição online de cenas que não foram mostradas na TV. Na Internet, o programa conta com vídeos exclusivos de bastidores, de entrevistas e das audições não exibidas durante o programa, além dos episódios na íntegra. “Além disso, temos dois apresentadores entrando ao vivo na Internet quinze minutos antes e quinze minutos depois da exibição na TV”, diz o diretor geral de Internet da Record, Antonio Guerreiro. Há ainda uma forte presença nas redes sociais, com 26 profissionais dedicados exclusivamente às redes. Assim como aconteceu na versão americana do reality, que perdeu seu jurado mais importante, Simon Cowell, na última temporada, o “Ídolos” também renova seu painel de jurados este ano. A cantora Luíza Possi e o produtor Rick Bonadio passam a ocupar a mesa, ao lado de Marco Camargo. “Este ano a audiência do ‘American Idol’ nos Estados Unidos cresceu em relação aos anos anteriores. Se isso se

refletir aqui, teremos um ‘Ídolos’ ainda mais exitoso”, disse Carlos Gonzalez, presidente da Fremantle Media na América Latina. “Ídolos” é uma das apostas da emissora para este ano ao lado de outras atrações, como os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (México), em junho. As competições serão transmitidas na Record e na Record News, que no período se tornará uma espécie de “canal do Pan”. Além disso, a emissora possui os direitos para a Internet, onde deve exibir competições ao vivo que não forem exibidas pela Record ou pela Record News. Mafran Dutra, então presidente do comitê artístico da emissora, contou ainda que com a estreia de “Vidas em Jogo”, novela que substitui “Ribeirão do Tempo”, o prime time da Record deve passar a ser quase todo HD. Além da nova novela e dos jogos Pan-americanos, o diretor ressaltou a importância do investimento feito no segundo horário de novelas, com a exibição de “Rebelde”, que tem dado resultados positivos para a emissora. A Record prepara ainda um novo produto para a Internet, com foco em vídeos.

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Ídolo na web

Documentário da ESPN em parceria com Mastercard mostra a influência do futebol em Madri, Milão, Rio de Janeiro e Buenos Aires.

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Independentes na tela Com metade da grade diária dedicada ao público infantil, a TV Cultura estreou em abril a programação 2011. O investimento na grade de 2011 foi de R$ 5 milhões, enquanto o orçamento total para o ano é de R$ 190 milhões – com R$ 85 milhões provenientes do governo do Estado e cerca de R$ 30 milhões de publicidade. Entre as novas atrações, destacam-se as aquisições de produtoras independentes. “Amores Expressos”, da Academia de Filmes, abre a sessão independente, com o envio de 16 escritores brasileiros para diferentes cidades do mundo, com a missão de buscar influências para escrever histórias de amor. Além dessa, foram anunciados para essa sessão “Ponto de Virada” e “Personalidade Anônima”. Outro destaque é uma coprodução da Urca Filmes com o Canal Brasil. Trata-se de “Sangue Latino”, que mostrará entrevistas com artistas latino-americanos. São 18 entrevistas já programadas, e uma segunda temporada com outras 18 já encomendada. A programação infantil, responsável por metade da grade da emissora, tem como um dos destaques o novo “Quintal da Cultura”, exibido ao vivo. Entre os quadros exibidos pelo programa está o “Brincadeiras Musicais”, com a dupla Paulo Tatit e Sandra Peres, do Palavra Cantada. Para completar a programação infantil, a emissora exibe um pacote de desenhos do Festival

“Sangue Latino” é uma das produções independentes da grade da TV Cultura em 2011.

Internacional de Cinema de Animação, com curadoria de Carla Camurati e Carla Esmeralda, e também estreia a 15ª temporada de “Cocoricó” e as séries de animação “Tromba Trem” e “Carrapatos e Catapultas”, vencedoras do programa AnimaTV. Para o público jovem, a série “Tudo O que é Sólido Pode Derreter”, da Ioiô Filmes, ganhará uma segunda temporada, que deve estrear apenas em 2012. Junto com a nova programação, a emissora apresentou nova identidade visual e um novo site, o Cmais (www. cmais.com.br), com os conteúdos da emissora na íntegra.

Entretenimento

Marcelo Martins e Luis Eduardo Vasconcelos, sócios da Faro Multimídia criaram a Faro Filmes.

Após cinco anos atuando no mercado nacional com a produção de filmes publicitários, a Hungry Man BR dá início a suas atividades na área de entretenimento com dois projetos de coprodução internacional. “The Samaritan” é um longa-metragem estrelado por Samuel L. Jackson, que será rodado no Brasil e no Canadá. A Hungry Man BR é coprodutora brasileira do filme. Já “Minotauro: O Filme” conta a história dos irmãos Rogério e Rodrigo Minotauro, grandes campeões mundiais da UFC MMA. As filmagens acontecerão no Brasil, nos Estados Unidos e no Japão. A produção ficará com a Hungry Man nos três países, onde ela também possui estruturas próprias para produção. Os dois filmes terão produção executiva de Alex Mehedff, Fernando Sezerdelo e João Pedro Albuquerque. Sezerdelo foi recentemente contratado para integrar o núcleo de entretenimento da produtora.

Cheiro de novidade A carioca Faro Multimídia, qua há treze anos atua no mercado de vídeos institucionais e filmes publicitários, lançou a Faro Filmes, especializada em produção de conteúdo multiplataforma. Em menos de um ano, a produtora concluiu três curtas-metragens e um documentário e os apresentou ao público em um evento no Cine Glória, no início de abril. Os projetos iniciais foram experimentais e, neste ano, a produtora pretende iniciar a captação de seu primeiro longa-metragem comercial: “Capota, mas não Breca”. T E L A

Filme sobre os irmãos Minotauro (foto) é um dos primeiros projetos da área de entretenimento da Hungry Man BR.

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Substituição O Sony Spin, novo canal da Sony Pictures Television, substitui o Animax desde 1º de maio em toda a América Latina. Desde o ano passado, o Animax vem passando por transformações que reduziram o espaço dos animês na grade. A proposta era deixar de ser um canal focado nos desenhos japoneses e voltar-se para o público jovem. Segundo a programadora, o canal foi programado para o público entre 16 e 24 anos e estreou com 80 horas de programação inédita no horário nobre. Entre os destaques do lançamento estão as séries dramáticas sobrenaturais “Teen Wolf” e “Lost Girl”, o drama voyeurista “Look”, o programa de variedades “Warp TV” e as séries “Glory Daze” e “Next Logotipo do Sony Spin, que substitui o Animax. Stop for Charlie”.

Chico animado A LightHouse SP, coprodutora do longa “As Mães de Chico Xavier”, prepara uma série de animação baseada na vida do médium e mais importante divulgador do espiritismo no Brasil. A série será coproduzida com a produtora mineira Big Jack Studios. Segundo Ricardo Rihan, proprietário da LightHouse, a ideia é iniciar a série com um especial de Natal que espera que seja exibido ainda este ano. Para isso, os produtores encaminharam à Ancine o pedido de autorização para captação de recursos incentivados. Rihan conta com os direitos exclusivos para transformação de Chico Xavier em animação, bem como os direitos do livro “Chico, o Menino Aluado”, de Ada May, que narra histórias da infância do personagem histórico. “Queremos levar exemplos de vida de Chico Xavier às crianças, mas de forma não religiosa. A ideia é mostrar o herói como um Gandhi, e não um líder religioso”, explica Rihan.

Com drama Após dirigir a campanha vitoriosa da presidente Dilma Rousseff, a diretora de cena Lô Politi, que foi sócia da Maria Bonita e, mais recentemente atuava pela Zeppelin, abriu a sua própria produtora: a Dramática Filmes. Com foco em filmes publicitários e em projetos de entretenimento, a Dramática surge como um selo de produção hospedado na Movie&Art, usando a infraestrutura operacional (equipamentos, estúdios, finalização, atendimento e gestão administrativa) da produtora paulista.

A diretora de cena Lô Politi, ex-Maria Bonita e Zeppelin, inaugurou a Dramática Filmes.

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“Carrapatos e Catapultas”, da Zoom Elefante, uma das séries resultantes do programa AnimaTV.

Fim de ciclo O AnimaTV chegou ao fim do ciclo com um evento na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, para celebrar as duas séries vencedoras do programa. As séries “Tromba Trem”, da Copa Studio, e “Carrapatos e Catapultas”, da Zoom Elefante, estrearam na TV Cultura e na TV Brasil. Elas foram as selecionadas entre quase 300 produções e depois escolhidas entre 17 finalistas do programa da Secretaria do Audiovisual e da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura em parceria com a TV Brasil, TV Cultura, Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec) e Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA). Como desdobramento imediato, o programa lançou o site Anime! (www.tvcultura. com.br/animatv/anime ou www.tvbrasil.org.br/ animatv/anime), com vídeos das oficinas de arte, narrativa, produção, comercialização, mercado, licenciamento e criação transmídia, pelas quais passaram os

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produtores com projetos selecionados no programa. Outro lançamento é o livro “Dramaturgia de Série de Animação”, de Sérgio Nesteriuk, sobre o processo de criação da narrativa dos desenhos animados. O livro, licenciado pelo Creative Commons, está disponível para download na página Anime!. Segundo Ana Paula Santana, secretária do audiovisual, agora é momento da coordenação executiva avaliar o resultado do primeiro ciclo do programa para poder aprimorá-lo em uma eventual segunda temporada. “Vamos nos reunir e nos reunir com a TV Brasil e TV Cultura para tentar compor o orçamento para uma nova edição”, diz. Ana Paula ainda anunciou na ocasião a criação de uma escola de animação na capital paulista. A ideia é selecionar talentos em todo o País para estudar na escola-residência. Ainda não há data precisa para a inauguração da escola, mas a ideia é começar a selecionar animadores ainda neste ano.


Pesquisa local A NDS, desenvolvedora de sistemas de acesso condicional, middleware e software de interatividade para TV quer aumentar sua presença local, inclusive com a criação de uma estrutura de pesquisa, desenvolvimento e suporte no Brasil, disse a vice-presidente sênior e gerente geral da companhia para a Europa, Ásia, Oriente Médio e América Latina, Caroline Le Bigot, que está no país. Segundo ela, há uma grande preocupação da empresa em ter uma presença maior no mercado latinoamericano, pelo seu crescimento. Ela relata que os outros dois grandes mercados emergentes, China e Índia, também crescem muito rapidamente, mas com ARPUs (receitas médias mensais por usuário) muito baixas, de até US$ 5. Assim, diz ela, mesmo com menos assinantes no total, a América Latina será equivalente em receitas aos mercados chinês e indiano somados. A empresa abriu há dois anos escritórios em São Paulo, Moscou e Johanesburgo. “Perdemos muito tempo Caroline Le Bigot, da NDS. aqui, devíamos ter esta presença local antes, mas agora queremos recuperar”, conta. Ela acredita que em breve deve contar com uma equipe de cerca de 50 pessoas no escritório local. Ela não revela qual será o investimento. A estratégia da NDS é conquistar mercado em dois serviços: acesso condicional (CAS) e plataformas interativas, com o guia interativo Snowflake. Ela acredita que há espaço para a NDS no mercado de CAS, mesmo em um ambiente já bastante consolidado como o brasileiro. “Nosso diferencial é que nosso sistema nunca foi hackeado”, diz, referindo-se a concorrentes que tiveram seus códigos quebrados por piratas. “Não me preocupa que o mercado esteja consolidado. Na Alemanha quase toda a base era de um concorrente nosso, e conseguimos migrar a maioria dos assinantes, pela melhor resposta à pirataria”, conta. Quanto aos serviços avançados de vídeo, ela avalia que há uma oportunidade, pois o mercado está maduro e a oferta de conteúdo é praticamente igual em todos os operadores. “Eles terão que se diferenciar, e isso se dará pelo middleware e pela interface do usuário”, diz Caroline. Segundo ela, os produtos de middleware e interface do usuário são independentes do CAS e podem ser aplicados em operações que usem acesso condicional de outros fornecedores também. 12

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“Turma do Penadinho”, que estreia em 2012 no Cartoon Network, é o primeiro trabalho da MSDP, parceria da Mauricio de Sousa Produções com a Digital 21.

Turma unida A Mauricio de Sousa Produções e a Digital 21 anunciaram a criação da MSDP, Mauricio de Sousa Digital Productions. A empresa chega ao mercado apresentando diversos projetos em andamento e em finalização. O primeiro é a série animada “Turma do Penadinho”, que estreia em 2012 no Cartoon Network, produzida com recursos dos produtores e do canal. A série, com 26 episódios de 11 minutos produzidos em 3D, além de uma dezena de vinhetas de programação, também será exibida na Globo, após uma janela de seis meses na TV por assinatura. Barry Koch, vice-presidente sênior e diretor geral do Cartoon Network América Latina, lembra que os personagens de Mauricio de Sousa já estão no canal há cinco anos. “Pela primeira vez, entrarão como programação original”. Segundo ele, a série viajará para os países de língua espanhola na América Latina e já está em estudo a dublagem em inglês para que chegue aos outros países da região e do Caribe. Além disso, diz, deve ser levado para os outros países onde os personagens de Mauricio de Sousa já são conhecidos. Antes da série do fantasma Penadinho, o canal de TV por assinatura levará ao ar outra produção da MSDP, um especial de Natal. José Luiz Bartolo, da Globo, também falou durante o evento de lançamento da MSDP e da série de especiais que devem ir ao ar este ano pela emissora. Segundo ele, serão quatro especiais ao longo de 2011.

Cara nova O Discovery Home & Health ganhou nova identidade visual e novo logotipo e maio. O objetivo é Nova identidade visual do Discovery Home dar ao canal uma imagem & Health pretende transmitir a sensação de mais contemporânea e uma liberdade, juventude e frescor. identificação maior com seu público. O conceito gráfico foi desenvolvido por Richard Gibson, diretor de criação dos canais de entretenimento e estilo de vida da Discovery Networks na América Latina. A nova imagem pretende transmitir sensação de liberdade, juventude e frescor. V I V A

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r e s a i u d e m l a i c o s o t n e m a n i e a r t t u a n u o r t s a de s s e e c n n i e s g i u l b l e t in 贸 p m e a u g 谩 -


( scanner) Laboratório de imagens

Renúncia fiscal

Repaginada

Foram recolhidos em 2010 R$ 43,85 milhões através do Artigo 3º A da Lei do Audiovisual, mecanismo que permite que canais de TV usem parte do imposto devido sobre a aquisição de direitos internacionais de programação na coprodução de conteúdo com produtoras independentes brasileiras. O dado está disponível na página do OCA (Observatório Brasileiro do Cinema e Audiovisual), no portal da Ancine (www.ancine.gov.br). Na dianteira do recolhimento está a Globo, com aproximadamente 60%, tendo recolhido no ano passado R$ 26,55 milhões. A maior parte destes recursos foram recolhidos por conta dos direitos da Copa do Mundo de Futebol. Segundo os dados divulgados pela Ancine, R$ 22,93 milhões foram recolhidos na transação entre a Globo e a Fifa. Em segundo e terceiro lugar estão, respectivamente, a HBO, com R$ 4,19 milhões, e a Record, com R$ 3,79 milhões. Vale ressaltar a importância do evento Copa do Mundo no recolhimento através do mecanismo de incentivo criado para alavancar a produção independente de TV. Em 2010, metade dos valores foram recolhidos por conta do evento. Sem essa transação, a Globo ficaria em terceiro lugar no ranking das empresas com maior recolhimento. No mesmo ano, foram aportados em projetos com recursos do Artigo 3ºA R$ 28,201 milhões. O grande líder em investimento com o incentivo foi novamente a Globo, responsável por 64,5% deste montante; seguido pela HBO, com 19,6%; pela Record, com 6,8%; a Fox, com 5,6%; a ESPN, com 2,5%; e a Telecine, com 1,1%

O iG, provedor de acesso e conteúdo da Oi, anuncia o lançamento da nova TV iG. O canal chega repaginado e com a produção de séries exclusivas e inéditas. Além da distribuição pela web o conteúdo poderá ser acessado nos televisores com as plataformas Internet TV, da Sony, e Netcast, da LG. Os vídeos serão oferecidos também para iPhones e Blackberries. Entre os conteúdos exclusivos está o “Língua Portuguesa”, sobre a nova gramática brasileira. A vaidade feminina também está na programação com o “Pacote Delas”, composto por 57 vídeos com dicas de maquiagem, cuidado com cabelos e beleza, além de exercícios, arrumação e decoração de casa. Durante os próximos meses, episódios e séries inéditas também chegam à TV iG, como o “Urawaza”, sobre o “jeitinho japonês” para solucionar problemas do cotidiano, além de “Esportes Radicais“, “Religiões”, “Não se Engane”, “Toque com seu Ídolo”, “Adestramento de Animais”, “Dicas Profissionais”, “Mágica na Rua”, “Fale Como...” e “Falha Deles”. A TV iG também trará conteúdo gratuito de diversos conteúdos dos canais da Turner, como Cartoon Network, Adult Swim, Infinito, Fashion TV, TV iG ganhou novos Tru TV, Woohoo, TNT programas, como o “Pacote Delas”, com dicas e Tooncast. de maquiagem, beleza, exercícios e decoração.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Banzai Studio (formado por A produtora ParanoidBR Thales Banzai, Luan Banzai e lançou em abril um novo Fernando Nogari, divididos projeto, com o objetivo de entre São Paulo, Curitiba e explorar outros tipos de Barcelona) e Galeria conhecimento e entregar Experiência (formado por projetos customizados para Diego Lajst, Juliana Nadin, diferentes mídias. Trata-se da Daniel Gutierrez, Davi Boarato ParanoidLAB, um e Ali Cameron), e a fotógrafa “laboratório” que pretende Renata Chebel. “Queremos explorar tecnologia, preservar a identidade dessas criatividade e a experiência pessoas, ser como um dos profissionais de diferentes guarda-chuva”, diz o sócioformações que o compõe. “A diretor. “E, em São Paulo, eles ParanoidLAB, novo selo da Diretores da ParanoidLAB, por Daniel Semanas: experimentação em atuarão com exclusividade produtora, conta com quatro diferentes mídias. com o selo ParanoidLAB”. diretores, mas está aberta a A ideia é que a ParanoidLAB trabalhe tanto com receber pessoas de outras áreas para os trabalhos”, conta projetos criados dentro do selo quanto com a realização Egisto Betti, sócio-diretor da ParanoidBR.“Esse time que se de projetos sob demanda dos clientes. “O foco é juntou a nós é muito digital, então a premissa é fazer coisas publicitário, mas há espaço também para o apoio a do universo digital”, completa. projetos autorais”, conclui Betti. O projeto tem início com Daniel Semanas, os coletivos


( figuras) FOTO: ARQUIVO FOTO: MARCELO KAHN

A Ancine reestruturou sua superintendência de fomento, que está agora sob o comando do ex-diretor da agência Paulo Alcoforado. A ideia é dar maior agilidade à análise de projetos, substituir mecanismos de controle formais por mecanismos mais simples e eficientes.

Empresa própria Após 11 anos de trabalho nas Organizações Globo, Marcelo Gluz deixa a gerência geral de novas mídias da Globosat para fundar sua start-up de Internet. A empresa fará mentoring na área de design de produto interativo e vai desenvolver projetos próprios, sempre centrados na web.

O Grupo RBS anunciou a contratação do executivo Fabio Bruggioni, atual vice-presidente do Grupo Telefônica, para a posição de CEO de Internet e mobile. O executivo comandará o lançamento de uma nova empresa, que terá sede em São Paulo e atuação nacional, com foco no mundo digital. Bruggioni, que inicia suas atividades na RBS em 2 de maio, será membro da Diretoria Executiva, reportandose ao vice-presidente executivo, Eduardo Sirotsky Melzer.

Comitê artístico

Comercial

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Gustavo Gaion assume a recémcriada vice-presidência de mídia da Y&R. Gaion comandou a diretoria nacional de Mídia da Ogilvy & Mather de março de 2008 a janeiro de 2011, após quatro anos na Almap/BBDO.

Roberto Franco, que estava interinamente no comando do Fórum ISDB Internacional, será mantido na presidência da entidade que reúne os países que adotaram o padrão nipobrasileiro de TV digital. Ele permanece no cargo por um mandato de dois anos. Também foi formado, em encontro que aconteceu em Santiago, no Chile, um grupo de trabalho responsável pela harmonização técnica das normas do ISDB-T nos países que o adotaram. A coordenação do grupo será da engenheira brasileira Ana Eliza Faria e Silva.

Fabiano Freitas será o novo presidente do Comitê Artístico da TV Record. Freitas, que era diretor-executivo da Record Minas, substitui Mafran Dutra, que assume a direção executiva da Record Goiás. A afiliada goiana passará por uma etapa de investimentos, com a aquisição de uma nova sede, modernização de equipamentos e ampliação da programação regional. O novo presidente do Comitê Artístico da emissora, comandou o processo que ampliou o espaço regional da programação na Record Minas.

Internet e Mobile

Mídia

Internacional

FOTO: GRUPO RBS/MARCELO KAHN

FOTO: ARQUIVO

Fomento

O Grupo RBS promoveu mudanças na área comercial. Nilson Moysés, ex-diretor de mercado do Canal Rural, assume a função de diretor comercial regional. Nilson Moysés, Adriana Schwarz, Marcelo Oréfice Marcelo Oréfice e Marcelo Zenga (Ex-Editora Globo e Editora Três) o substitui. Marcelo Zenga (ex-Grupo Schincariol) é o novo diretor comercial de eventos e Adriana Schwarz, antes executiva de contas, passa a ser a nova gerente comercial regional SP.

Parcerias

Reforços A Dínamo Filmes contratou Luiz Ferré (ex-BossaNovaFilms) e Felipe Alonso como diretores de cena. A produtora também anuncia a chegada da produtora executiva Anna Martinez, encarregada de estruturar a operação da Dínamo Internacional. Anna atua com produção publicitária há 25 anos. Nos últimos cinco, trabalhou na operação internacional da BossaNovaFilms. 16

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Wolff Rapchan reforça o time da Auwe Digital, empresa com expertise em comercialização de publicidade em cinemas e mídia digital indoor comandada por Roberto Nascimento. O profissional, que foi Roberto Nascimento e Wolff Rapchan executivo de negócios na Promocine e sócio-diretor da Cinecom Publicidade, assume o cargo de gerente de desenvolvimento de parcerias.

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Inteligência

Operações

A ParanoidBR contratou Patrícia Corso para o núcleo de inteligência. Ela será responsável pela gerência de conteúdo das três áreas de atuação da produtora: publicidade (ParanoidBR), entretenimento (ParanoidFilmes) e experimental (ParanoidLab). Patrícia vem da Dínamo Filmes, onde era gerente de conteúdo e roteirista. A profissional também tem passagens pelas agências Ogilvy, Giovanni DraftFCB e DPZ São Paulo e Rio de Janeiro.

A Matisse Planejamento e Comunicações contratou Yuri Aizemberg para o cargo de diretor de operações. Sua missão é integrar todos os departamentos e equipes das empresas do grupo (Matisse e F, Frisson). O profissional tem passagens pela Africa, Peralta Strawberry Frog, Matosgrey, Y&R, Bates Brasil e DPZ.

Online O publicitário Fábio Tachibana é o novo diretor de mídia online da Giovanni+Draftfcb São Paulo. O profissional, que integrará a equipe de mídia dirigida por Alexandre Ugadin, tem passagens pela AgênciaClick, Gradiente, RAPP, TV1/ GNova e Energy/Young Rubicam.

Parceria O diretor Marcus Baldini junta-se ao time da Margarida Filmes para dirigir filmes de publicidade. Baldini, diretor do longa-metragem “Bruna Surfistinha”, continua desenvolvendo projetos de conteúdo em sua produtora, a Damasco Filmes. Este acordo com a Margarida Filmes também pretende ampliar a sua parceria com o Grupo INK, de forma Marcus Baldini que a Damasco possa fazer coproduções com a Academia de Filmes, também empresa do grupo, em seus próximos projetos de dramaturgia.

Mídia e criação A R.E.F fez contratações nas áreas área de mídia e criação. Chega à agência Andréa Mendes Machado (ex-Ibope e DM9DDB), como gerente de mídia. Giuliana Rocha Barletta Giuliana Rocha, Ana Lisna, Andrea Mendes, (ex-Young & Rodrigo Oliveira, Lucas Gacek, Mariana Miranda e Álvaro Carvalho. Rubicam e Loducca) e Mariana Miranda (ex-GrupoTV1 e Almap BBDO) assumem a coordenação de mídia. Outros reforços para o time da agência estão na área de criação com as quatro novas contratações: Ana Lisna (ex-Oana Publicidade) e Álvaro Carvalho (ex-Multi Solution) para a direção de arte e Rodrigo Oliveira (ex-Multi Solution) para a redação. Lucas Gacek (ex-Rede Record) também passa a integrar a equipe de criação na área de Projetos On-Line.

Anatel A Presidência da República publicou cinco decretos recompondo o Conselho Consultivo da Anatel. Foram nomeados novos representantes do Poder Executivo, da sociedade, dos consumidores e das empresas de telecomunicações. Com as designações, o conselho passa a ter 10 de suas 12 vagas ocupadas, voltando a ter quórum para deliberações. Os novos conselheiros são Rodrigo Zerbone (representante do Poder Executivo), James Azevedo Görgen (representante do Poder Executivo), Eduardo Levy (representante da sociedade), Marcello Miranda (representante da sociedade) e Leonardo Bessa (representante dos usuários).

Arte Dois diretores de arte reforçam a equipe da Santa Clara. Maso Heck (ex-Lew’Lara/TBWA) e Ronaldo Tavares (ex-Fischer+Fala) integram a equipe comandada pelo sócio-diretor de criação Fernando Campos.

Jornalismo Alberto Villas é o novo diretor nacional de jornalismo do SBT. O profissional tem passagens pela mídia impressa, em veículos como O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e revista Vogue, além de outras emissoras de televisão, como Rede Manchete e Rede Globo.

Maso Heck e Ronaldo Tavares

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( capa ) Fernando Lauterjung, de Las Vegas

f e r n a n d o @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Brilho emergente Com economia acelerada e investimentos em TV digital, Brasil é a menina dos olhos dos fabricantes de equipamentos em evento da NAB, em Las Vegas.

O

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Brasil foi um dos destaques na edição de 2011 do NAB Show, evento da National Association of Broadcasters que aconteceu entre os dias 9 e 14 de abril. Aproximadamente 1,7 mil brasileiros ocuparam os corredores do evento, que contou este ano com cerca de 92 mil visitantes, sendo 25 mil estrangeiros. Entre os lançamentos de equipamentos, fabricantes ressaltaram em Las Vegas negócios recém-fechados com empresas brasileiras e anunciaram investimentos em suas unidades locais para atender à crescente demanda impulsionada pela economia aquecida, a TV digital e a preparação para a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas. Uma das fabricantes que recebem maior atenção da mídia e dos participantes no evento, a Sony, em sua coletiva de imprensa, que juntou parte significativa dos mais de 1,3 mil jornalistas cadastrados para cobrir a feira, comemorou o sucesso da câmera de cinematografia digital F35, apontando que foi adotada pela TV Globo. A emissora começou a usar o equipamento em novelas como “Cordel Encantado”. A Sony não foi a única fabricante que deu destaque aos negócios fechados no Brasil. A Grass Valley, em sua coletiva, apontou duas importantes vendas realizadas por aqui. Uma foi com a Rede Record, que fará o upgrade da central técnica da Record News, em São 18

Paulo, para trabalhar em alta definição. A emissora já usa a plataforma de edição e produção de jornalismo Aurora HD e agora encomendou da Grass Valley switchers de produção, roteadores e processadores de sinais, incluindo um switcher Kayak HD 3.5 M/E e um painel de controle Kayenne XL. Além disso, a Record está fazendo o upgrade de seu switcher Kayak, que passará a atender dois estúdios em HD. Com a Rede Integração, afiliada da Globo em Minas Gerais, a Grass Valley anunciou a instalação de um sistema de produção de jornalismo em HD na TV Panorama, emissora da rede em Juiz de Fora. O sistema é baseado na

Segundo Rafael Castillo, da Grass Valley, o volume de negócios gerados no Brasil é crescente e não é mais concentrado nas cabeças de rede.

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plataforma Edius, integrada aos servidores K2 Summit e ao sistema de newsroom nacional EasyNews. O vice-presidente da companhia para América Latina e Caribe, Rafael Castillo, disse a esta reportagem que a Grass Valley ampliará sua equipe no Brasil. Segundo ele o volume de negócios gerados no país é crescente e já não é mais concentrado apenas nas cabeças de rede, com a digitalização das emissoras regionais. Castillo revela que as regionais já são responsáveis por 50% do faturamento da empresa no Brasil. Vale destacar, a digitalização da TV está apenas começando fora das capitais brasileiras. Além da aposta no potencial do mercado emergente, o investimento em mão de obra no país é reflexo de um redirecionamento na Grass Valley. A unidade brasileira deve ficar mais preparada ao suporte e à prestação de serviço, mas sem

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concorrer com os integradores locais. O novo CEO da empresa, Alain Andreoli, que vem da Francisco Partners, que recentemente adquiriu a tradicional fabricante de equipamentos broadcast, anunciou a mudança no perfil da Grass Valley, acompanhando a tendência de mercado. Para Andreoli, o hardware está se tornando commodity, e o broadcast se torna, cada vez mais, uma indústria de software e serviço, e a Grass Valley deve se especializar mais nestas áreas. No entanto, disse, a mudança não significa o fim do investimento em hardware. Para ser uma empresa de soluções, afirmou o executivo, é preciso ser forte também em produtos. A Harris, que inaugurou no ano passado uma fábrica local de transmissores de TV, também anunciou mudanças no modelo de trabalho no Brasil. A área dedicada à radiodifusão da empresa se prepara para prestar serviços no país. Segundo Felipe Luna, diretor regional da divisão, a ideia é oferecer o serviço de adequação de arenas esportivas no Brasil para fazer a captação e transmissão de jogos. Fora do país a empresa tem tradição neste tipo de serviço, sendo responsável pela recente implementação de infraestrutura para captação dos jogos no Madison Square Garden, em Nova York. Para atuar no Brasil, a Harris está ampliando a equipe da área de radiodifusão, que conta atualmente com 30 pessoas. Segundo Luna, pelo menos quatro engenheiros devem ficar dedicados exclusivamente à parte de serviços para arenas. Além disso, a Harris poderá recorrer, explica o executivo, aos mais de 150 técnicos e engenheiros baseados na unidade de Macaé (RJ), que prestam serviços a empresas de energia. A expectativa é que todos os estádios que receberão as partidas da Copa do Mundo contratem em breve este tipo de serviço. Além disso, Luna acredita que os estádios de grandes times que não serão usados na Copa

Sony e Panasonic apresentaram camcorders com lentes paralelas embutidas, para captação em 3D.

também terão que ser modernizados, para poder competir nos campeonatos locais. “Os campeonatos internacionais devem movimentar todo o setor esportivo no Brasil”, acredita o executivo.

Fórum Internacional do ISDB-T, ainda não há dados consolidados de todo o bloco dos países que adotaram o padrão. Segundo ele, 10 milhões de televisores com recepção digital integrada chegarão ao mercado brasileiro em 2011. Entre os anos de 2008 e 2010, foram fabricados 6 milhões de televisores de tela fina com recepção integrada de TV digital, disse. No encontro, Franco disse ainda que existem atualmente 130 modelos de televisores com recepção digital no

Reconhecimento A radiodifusão brasileira brilhou em Las Vegas não apenas como potencial compradora, mas como exportadora de tendências. A Globo recebeu o prêmio Broadcast Engineering Excellence na categoria “New Studio Technology Network”, por seu projeto Metroethernet Backbone, também conhecido como Metrolan. O projeto foi instalado nos sites principais da TV Globo e da Globo.com,

HARRIS SE PREPARA PARA PRESTAR SERVIÇO DE ADEQUAÇÃO DE ARENAS ESPORTIVAS NO BRASIL. com o objetivo de atender à crescente demanda de tráfego. O sistema permite o tráfego de múltiplos serviços, entre eles: geração de áudio e vídeo, transferência de dados entre servidores de produção, publicação na web e acesso à Internet. Este é o quinto troféu que a TV Globo recebe no prêmio promovido pela revista Broadcast Engineering. A sala mantida pela Sociedade de Engenharia de Televisão na feira da NAB recebeu uma comitiva internacional que recebeu dados da implementação da TV digital no Brasil e de como vem se desenvolvendo o padrão ISDB-Tb na América Latina e Japão. A comitiva contou com representantes do Japão, da Argentina, do Chile, do Equador, da Guatemala e do México. Segundo Roberto Franco, presidente do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital, bem como do

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país, sendo 12 deles com recurso de interatividade. Estão no mercado ainda seis modelos de set-top boxes, sendo um deles com interatividade. Para recepção móvel e portátil, estão no mercado cinco receptores USB para uso em computadores; oito modelos de celulares, sendo dois com interatividade; três laptops; seis televisores de mão; e três receptores para uso em carros. O ISDB-T conta atualmente com um mercado potencial de 543 milhões de usuários, que é a população dos países que anunciaram a adoção do padrão. O padrão chinês de TV digital, o DMB, é o que conta com o maior número de usuários potenciais, cobrindo uma população de 1,3 bilhão de pessoas. Em segundo lugar, está o padrão •

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europeu, o DVB, que atinge 709 milhões de usuários, seguido do ISDB-T. Por último está o padrão americano, o ATSC, com 512 milhões de usuários. O padrão nipo-brasileiro, no entanto, pode ampliar sua cobertura caso seja adotado em países africanos. Segundo Franco, no caso do padrão nipo-brasileiro, há maior interoperabilidade entre as diferentes implementações. Para ele, a mesma compatibilidade não é encontrada entre os países que adotaram o DVB, europeu, que conta com diversas implementações distintas. X,Y e Z Novamente este ano o conteúdo em 3D foi destaque em Las Vegas, tanto nos lançamentos tecnológicos, quanto nos debates sobre produção e mercado. A abertura do evento contou com uma apresentação de James Cameron, que aproveitou o palco para lançar a Cameron Pace Group, sua empresa de solução 3D em sociedade com o cinematógrafo Vince Pace, parceiro de longa data do cineasta nas produções submarinas e em Imax. “A televisão é o futuro do 3D”, disse, categórico, Cameron. Segundo ele, já há uma oferta razoável de televisores 3D no mercado e a tecnologia deve ser ainda mais difundida com os modelos de televisores que usam óculos passivos (os mesmo usados nas salas de cinema, que não precisam de baterias, são mais econômicos e cômodos ao usuário). Contudo,

FOTOS: TELA VIVA

( capa)

Para James Cameron e o cinegrafista Vincent Pace, o 3D não pode alterar as linguagens e os modelos de produção.

afirma, há um vácuo entre o que o consumidor busca (e para ele isso é um fato comprovado com o sucesso de bilheteria dos filmes 3D) e o que recebe. “O gap é o conteúdo”, disse. Cameron e Pace falaram sobre a forma de produzir em 3D. Para ambos, a estereoscopia só é bem feita quando executada não pelos “especialistas” na tecnologia. “Cabe ao especialista auxiliar o diretor e o operador”, disse Pace. Segundo ele, a única forma de captar com sucesso uma partida de futebol em 3D é usando o técnico que tem experiência neste tipo de produção. “Nós entramos para garantir que se possa fazer no 3D o que se vem fazendo há 30 anos no 2D”. “Eu não quero mudar a forma como eu filmo por causa do 3D”, concordou Cameron. Em “Avatar”, disse o cineasta, boa parte das cenas foram feitas com a câmera no ombro. “A linguagem do cinema não pode ser esquecida”, completou. Há um ano a Panasonic lançou a primeira camcorder com lentes paralelas incorporadas. O equipamento handheld permitiu a produção estereoscópica de

baixo custo, já que não necessitava dos pesados e caros rigs para pares de câmeras e podia ser operada por uma só pessoa. Este ano a fabricante japonesa apresentou outro modelo com lentes paralelas embutidas, desta vez uma camcorder para operação em ombro. A Sony também apresentou no evento soluções com lentes paralelas: uma camcorder handheld e outra para operação em ombro. O modelo novo da Panasonic, a AG-3DP1, se diferencia do lançado há um ano não apenas pelo tamanho e pela possibilidade de operação em ombro. Seus sensores de imagens são maiores, formados por dois conjuntos de chips 3-MOS de 2,2 megapixel. A camcorder grava em cartões P2 HD em 10-bit, 4:2:2, 1920 x 1080. Assim como o modelo anterior, a câmera incorpora os ajustes de estereoscopia, permitindo que o ponto de conjunção das duas lentes seja definido pelo operador de câmera, sem a necessidade de equipamentos externos. A câmera conta com zoom óptico (duplo) de 17 vezes. Esse tipo de camcorder, para uso em ombro, permite a gravação em 3D em um leque de produções antes não contemplado. O custo de produção não fica tão alto quanto o custo com uso dos equipamentos de cinema digital para 3D. No entanto, contempla produções que necessitam de equipamentos mais sofisticados que as handhelds, como eventos ao vivo, esportes e até documentários e cinema independente. O modelo lançado pela Sony para

GUERRA PELO ESPECTRO O radiodifusores norte-americanos se mantêm firmes na guerra contra a FCC, agência reguladora das comunicações nos Estados Unidos, que quer realocar o espectro de frequências para abrir espaço para serviços de tráfego de dados. A FCC alega que quer trabalhar com a cessão voluntária de espectro, mas a radiodifusão teme que aqueles que não se voluntariarem sejam prejudicados de alguma forma. O presidente e CEO da NAB, Gordon Smith, na abertura do evento afirmou que “a tal crise do espectro não passa de um problema menor de capacidade que os radiodifusores podem ajudar a resolver”. No entanto, o setor primeiro precisa ter certeza de que a oferta de espaço no espectro será voluntária. “Os radiodifusores que não desejarem ceder parte do espectro não podem ser sujeitos a novas taxas”, disse.

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“Os radiodifusores que não desejarem ceder parte do espectro não podem ser sujeitos a novas taxas.” Gordon Smith, da NAB

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este ano é o PMW-TD300, que conta com um conjunto de dois sensores 3CMOS de 1/2” com resolução full HD 1920x1080. A camcorder conta com gravação na plataforma XDCAM EX, em cartões em estado sólido. Quando usada para produção 3D, as imagens de cada “olho” são gravadas em cartões independentes. O centro de convergência das imagens varia entre 45 mm e 1,2 m. O modelo compacto apresentado pela Sony é o HXR-NX3D1E, da série NXCAM. A fabricante sugere que a câmera, compacta, poderá ser usada em produções com orçamentos ultra reduzidos, como vídeos corporativos e até casamentos. Cinema digital No evento foram discutidas ainda tendências antagônicas em produção de conteúdo premium: o uso de câmeras SLR (câmeras fotográficas) para produção HD, e o avanço da cinematografia digital para a resolução 4K. Em uma apresentação coordenada pela HP, Jacob Rosenberg, um dos sócios da produtora norte-americana Bandito

FOTO: DIVULGAÇÃO

( capa)

A Sony demonstrou sua primeira câmera 4K, a CineAlta F65.

Brothers, apontou por que vem usando exclusivamente câmeras SLR. Segundo ele, não se trata de uma iniciativa para reduzir o budget das produções, mas de transferir os recursos antes usados em equipamentos caros para outros aspectos da produção. “Prefiro investir em uma locação ou cenário”, exemplificou. Para o diretor, o uso deste tipo de equipamento permite ainda que o operador se aproxime mais do objeto ou ator em primeiro plano, mesmo em uma filmagem multicâmera, sem que um

operador acabe captando a imagem do outro. “Graças a isso, nós conseguimos fazer todas as nossas produções em apenas uma diária. Com câmeras maiores, seria necessário reencenar algumas cenas”, explicou. Na contramão deste modelo, a Sony deu continuidade ao seu plano de levar a resolução 4K para a cinematografia digital, da captação à exibição, com o lançamento da sua primeira câmera da linha CineAlta com resolução 4K, a F65. Segundo a fabricante, trata-se do equipamento que eleva o nível do cinema digital ao “look” do filme 65 mm. Equipada com um sensor de imagens 8K, com aproximadamente 20 megapixel de resolução, a câmera dá saída em formato RAW de 16-bit. O sensor 8K, atualmente, permite trabalhar com imagens em resoluções HD, 2K, e 4K, e permitirá passar a barreira dos 4K acompanhando a evolução tecnológica no setor. A câmera poderá ser usada com um gravador SR acoplado, que grava diretamente em cartões de memória de 256 GB, 512 GB ou 1 TB.

MAPA DO OURO

FOTO: DIVULGAÇÃO

A feira em Las Vegas contou com debates de mercado, Audiência abordando o momento de convergência, suas implicações, Em relação às soluções over-the-top, especialistas apontam que desafios e oportunidades. A questão para financiar as novas falta um componente fundamental para sua popularização: o plataformas passa não apenas por conquistar usuários, mas por conteúdo local. Segundo Jack Perry, da Syncback, uma empresa aprender a mapear o hábito deste usuário e repassar a fornecedora de tecnologia para distribuição de conteúdo online, sem informação ao mercado publicitário. conteúdo local as soluções over-the-top não representam um modelo Segundo Michael Hayes, presidente da área digital da disruptivo, e são apenas uma ferramenta adicional para consumir agência Initiative Worldwide, aproximadamente 80% do conteúdo. Com as emissoras locais, no entanto, podem disputar orçamento dos anunciantes para publicidade vai espaço com outras plataformas de distribuição. “O para a TV, seja ela aberta ou por assinatura. Os que seria do cabo e do satélite (DTH) sem as novos serviços de vídeo (online, móvel ou games) emissoras locais?”, questionou. ficam com uma fatia entre 7% e 10%. Segundo ele, Richard Buchanan, vice-presidente de serviços a chave para mudar esta distribuição é a medição de conteúdo da Comcast, concorda. “Há um de audiência. Segundo o executivo, serviços de apetite pela informação local, seja em esportes, distribuição de vídeo online, como o Hulu e até a trânsito ou clima”, disse. Os conteúdos das Netflix, caso esta migre para um modelo híbrido de emissoras locais já estão online, mas em seus assinatura e publicidade, só terão participação sites, funcionando mais como uma plataforma de significativa no bolo publicitário quando tiverem marketing do que como uma plataforma de medição de audiência tão ou mais eficiente que a distribuição de conteúdo. Para ele, o que ainda medição da TV. torna o tema controverso para os radiodifusores é Blair Westlake, vice-presidente corporativo de haver um gatekeeper, já que a radiodifusão está mídia e entretenimento da Microsoft, concorda. habituada a chegar diretamente ao seu público. Segundo ele, esta mudança está em curso e será Para Perry, a questão ainda é a proteção do O volume de informação que se revolucionária. O volume de informação que se tem conteúdo. “Já existem ferramentas para tem sobre a audiência será sobre a audiência será incomparável ao que há hoje assegurar que o conteúdo estará protegido. É incomparável (em um futuro em um futuro próximo, diz. “Isso mudará a forma uma questão de tempo até a radiodifusão próximo) ao que há hoje, diz Blair como as decisões são tomadas”, afirmou executivo. perceber isso”, disse. Westlake, da Microsoft.

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O trabalho das film commissions pelo Brasil. Como os escritórios regionais se articulam para fomentar e receber produções de outras localidades. Os mecanismos de fomento e financiamento. Fechamento: Novembro/2011

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A demanda por serviços com o crescimento da produção. Terceirização vs. internalização. Quais são as principais plataformas tecnológicas. Fechamento: Dezembro/2011

PARA ANUNCIAR: (11) 3138-4623 comer cial@co n v e rg e c o m . c o m . b r


( evento) André Mermelstein, de Cannes

a n d r e @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Conteúdo versus conteúdo No MipTV, canais apostam nas superproduções e na segmentação para brigar com os serviços de vídeo online. Evento perde força com ausência dos grandes estúdios.

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pior da crise já passou, mas parece que o MipTV nunca será como antes. O mercado é um dos dois grandes eventos do setor de conteúdos promovidos pela ReedMidem durante o ano, sendo o outro o Mipcom, em outubro, que em geral tem mais público e expositores. Segundo o comentário ouvido de vários participantes, o custo de participar dos dois eventos acaba sendo muito alto, ainda mais pelo MipTV estar próximo das datas da Natpe, que acontece nos EUA em janeiro com foco nas Américas, e dos LA Screenings, em maio, promovido pelos grandes estúdios americanos. Estúdios estes, aliás que reduziram sensivelmente sua participação no MipTV deste ano. Poucos construíram estandes e no geral mandaram poucos executivos à França. Um dos expositores ouvidos por TELA VIVA foi claro: “Não é tanto o custo do estande. Posso até gastar a mesma coisa por ano, mas preferia concentrar em uma data só, porque nesta época já temos muitos eventos e acabamos gastando muito e nos desgastando em tantas viagens”, revelou. Além dos altos custos, a viagem acaba tomando muito tempo. No geral, o evento pareceu mais vazio que em anos anteriores. “Tem menos gente, mas quem vem está mais focado, estamos fazendo mais reuniões”, disse um participante.

Congresso movimentado, mas sem a mesma presença das majors.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

da Zodiak, David Frank, quanto o do Canal +, Rodolphe Belmer, reforçaram o papel do conteúdo televisivo forte como forma de enfrentar a queda de audiência causada pela fragmentação das mídias. Frank afirmou que, ao contrário de algumas previsões, não acredita que o negócio da TV esteja perdido. “Somos uma companhia de TV. Vamos criar para diferentes plataformas, mas o foco será sempre na TV”, disse. A Zodiak produz programas de ficção, não-ficção e infantojuvenis, e distribui conteúdo de 45 produtoras. “Esqueça por um momento todo o barulho em torno das novas plataformas. O que as emissoras no mundo todo ainda procuram é um hit, um programa de sucesso”, afirmou. Mas a noção de hit também mudou, admite. Hoje o que vale, disse, não é apenas no programa ter grande audiência, mas sim um grande valor, como as propriedades infantis, que geram receitas em outros mercados. Belmer, do Canal +, foi além.

Conteúdo Os dois keynotes do primeiro dia do evento em Cannes, tiveram algo em comum. Tanto o CEO

“Vamos investir em conteúdo para preservar o business da TV.” Rodolphe Belmer, do Canal+

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Disse que todo o modelo de produção da companhia está mudando em função das novas mídias, para preservar o business de TV. Segundo ele, o modelo do Canal +, com seus 27 canais, é diferente do normal em pay-TV, pois é fortemente baseado em exclusividade e identificação de marca, a exemplo do que faz a HBO. Também aposta em conteúdo generalista, e não segmentado (tem esportes, filmes, séries etc). O Canal + produz 50 horas de conteúdo original por ano. Segundo o executivo, a audiência dos canais já vem caindo, causando perdas de publicidade e na percepção de valor para o assinante. Ele também aponta para o que chamou de banalização do conteúdo norteamericano, que com a TV digital ficou onipresente na televisão francesa. A solução, diz o executivo, passa por garantir a audiência, através de programas mais qualificados, e aumentar a distribuição, valendo-se da tecnologia para criar novos canais. A aposta do Canal + está no que Belmer chamou de megafilmes, produções de alto nível, com qualidade cinematográfica, divididas


“O que as emissoras ainda procuram é um grande hit.”

em séries. Mas diz que o canal sozinho não consegue produzir. “Podemos investir no máximo um milhão de euros por hora de filme, mas uma produção dessas demanda até 2,5 milhões de euros a hora, então vamos buscar a coprodução”, afirmou. Estas coproduções, disse, serão feitas com produtores independentes, pois tentaram fazer com broadcasters e esbarraram na questão das janelas de exibição.

sérias deformações faciais. O objetivo do programa é alegadamente o de combater o preconceito. Na mesma linha, no sueco “Service with a Smile”, jovens com síndrome de Down são contratados por restaurantes e hoteis para trabalhar como “pessoas normais”, e no fim acabam ficando no emprego. Dos shows apresentados nesta sessão, o único que trazia algum tipo de inovação era “Dance can Slam”, dos EUA. Trata-se de um concurso de dança, mas cada participante faz a performance de sua própria casa, via webcam. A votação popular também é toda feita pela Internet.

David Frank, da Zodiak

Ficção com tudo Após anos de predomínio dos reality shows, a ficção pareceu ganhar destaque novamente nos corredores do MipTV. Os programas de realidade continuam muito presentes, mas segundo analistas ouvidos por este noticiário, as redes e canais estão investindo em ficção como forma de se diferenciar. “Realities dão audiência, mas o que qualifica e identifica uma emissora são as séries ficcionais” disse um conhecedor do mercado. Duas produções estão entre as mais comentadas do mercado em Cannes, ambas de época. Uma é “Borgia”, drama histórico baseado na história da poderosa família italiana. Foi orçada em 30 milhões de euros. Curiosamente, outra série com o mesmo tema, “The Borgias”, foi produzida quase ao mesmo tempo pelo canal americano Showtime. Agora as duas produções milionárias disputam simultaneamente os mercados mundiais. A outra série de destaque é “Camelot”, baseada na lenda inglesa do rei Arthur. A HBO deve exibir em março do ano que vem a versão europeia de “Borgia”. A HBO Latin America tem uma pequena participação na produção da série e garantiu os direitos de exibição na região. A produção europeia foi produzida pelo grupo francês Lagardére, em coprodução com a alemã Beta Films e o Canal +, além de outras participações. Mesmo com os destaques para as

superproduções ficcionais, pode-se ver muita novidade em realities. Em uma tradicional sessão do MipTV em que se apresentam novos programas de TV ao redor do mundo considerados indicativos de tendências, a francesa Virginia Mousseler, da The Wit, exibiu um festival de game shows baseados em provas muitas vezes humilhantes e jogos de perguntas (quiz shows). O tema do desemprego e da crise econômica está presente em programas como “You Deserve It” (EUA), no qual o concorrente não fica com o prêmio, mas indica uma pessoa para receber a bolada que ganhar, ou “Holding up for a Hero” (Inglaterra), em que o prêmio vai para alguém que dirija projetos sociais. Em meio a shows que incentivam trotes telefônicos e game shows em que os participantes que erram as perguntas caem em um alçapão, chamaram a atenção dois programas que levam as questões de ordem ética ao limite. No britânico “Beauty and the Beast” mulheres obcecadas por beleza, frequentadoras de clínicas de cirurgia plástica e sessões de botox, são obrigadas a viver por um período com pessoas com

Brasil Globo e Record mantiveram seus estandes no evento. Já a Band e o SBT, que tiveram seus espaços em anos anteriores, não apareceram desta vez, apenas enviaram representantes. Mas o SBT planeja voltar ao evento em outubro, no Mipcom, mesmo com sua complicada situação econômica. Além das tradicionais novelas, a Globo levou a Copa do Mundo e VillaLobos ao MipDoc, mercado de documentários que acontece junto ao MipTV. Os preparativos do país para o Mundial, a música do maestro e os jardins de Burle Marx são alguns dos temas de documentários que a emissora apresentou. As coproduções com a América Latina também foram o tema de um painel no MipTV. O presidente da ABPI-TV, Marco Altberg, falou sobre os mecanismos de fomento que o país oferece e mostrou um vídeo sobre o Rio Content Market. O diretor da Griffa/Gullane, Fernando Dias, relatou o case de uma coprodução entre Brasil, Canadá, França e Singapura, chamada “Extintions”, sobre espécies ameaçadas, feita em parceria com a produtora Marca d’Água. A série teve cenas rodadas em dez países. Do lado brasileiro, a série teve apoio da TV Brasil e patrocínio da Tetra Pack. Já foi exibida na França e distribuída para 50 países, e deve ter uma segunda temporada.

ABRACADABRA A empresa israelense Primesense, criadora da tecnologia por trás do sistema Kinect, demonstrou no MipTV uma aplicação através da qual o usuário controla seus arquivos de mídia, como fotos, vídeos e musicas, usando apenas os movimentos do corpo. Segundo Iris Finkelstein-Sagi, diretora de marketing da empresa, a fabricante Asus já prepara o primeiro produto com a tecnologia, um set-top box que fará o streaming de conteúdos do computador para a TV. Segundo ela, a ideia por trás da tecnologia é que os dispositivos devem aprender a linguagem humana, ao invés das pessoas aprenderem a linguagem das máquinas.

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( tv por assinatura) Daniele Frederico

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Fora de casa Programadoras de TV por assinatura apostam na mídia digital out-of-home como plataforma para a distribuição de seus conteúdos, mas receitas ainda deixam a desejar.

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m 2010, o digital out-ofhome foi o segmento que mais cresceu entre os de mídia exterior: 58,05% em relação a 2009, segundo dados do projeto Inter-Meios. Com investimento publicitário de quase R$ 149 milhões acumulado em 2010, a mídia digital out-of-home tornou-se atraente para os detentores de produtos audiovisuais, que veem nessas telas espalhadas em transportes públicos, lojas, supermercados, aeronaves, farmácias, e outros locais, mais um meio para a distribuição de seu conteúdo. A TV aberta tem demonstrado forte interesse nesta mídia, com a associação de emissoras a empresas de mídia outof-home, especialmente as voltadas para o transporte público. É o caso da Record, que fornece seu conteúdo para a BusTV, e da Band, que comprou a TVO e a TV Minuto. Com números tão expressivos, outros produtores de conteúdo que não os ligados à TV aberta têm se interessado por essa mídia de divulgação e de sua promissora fatia publicitária. Há conteúdo dos canais pagos disponível em aviões, supermercados e lojas. Os modelos de negócios e os formatos do conteúdo são os mais diversos possíveis, o que torna esse ambiente um mistério para os players de TV por assinatura, acostumados com modelos de negócios e formatos mais consolidados. “Esse é um negócio relativamente novo”, lembra o presidente da Associação Brasileira de Mídia Digital Out-of-Home (ABDOH), Fábio Ribeiro. “Do ponto de vista da publicidade, essa mídia está 28

TV Wal-Mart: conteúdo de TV por assinatura ganha visibilidade em canais comerciais.

se consolidando, mas do ponto de vista de conteúdo há muita experimentação”, diz. Para Ribeiro, a tendência observada entre as empresas de mídia digital out-ofhome é a de não pagamento pelo conteúdo que exibem de terceiros. “Se a empresa tem a opção de construir modelos em que não remunere o dono do conteúdo, ela vai escolher essa opção. São poucos os que remuneram e quem o faz paga um valor baixo”, afirma. Essa prática teria ligação com a origem das empresas de mídia digital out-of-home. “A maioria veio de tecnologia e publicidade. Poucas vieram de mídia tradicional, acostumada a remunerar por conteúdo”, analisa. Ele ressalta ainda que é preciso ter relevância nessa mídia, ou seja, saber que as pessoas que estão vendo a TV em um determinado espaço estão, de fato, prestando atenção ao conteúdo. “Com a exceção de TVs em lojas, não é possível

“O canal e o site faturam mais, mas a TV Ri Happy é um diferencial para os anunciantes, é mais um ponto de contato com a nossa audiência.” Rafael Davini, da Turner

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ter som na programação, por isso o uso de conteúdo televisivo fica limitado”, diz. Embora encontrem obstáculos como o som e a falta de remuneração pelo conteúdo, as programadoras e as empresas de digital out-of-home apostam no conteúdo da TV paga como adequado para essa mídia. “Acredito que existe espaço para a TV paga crescer nesse segmento”, diz o diretor comercial dos canais pagos da Band, Alexandre Bortolai. “A TV por assinatura tem uma qualidade de produção alta. Acho que em um curto espaço de tempo os canais pagos serão grandes fornecedores de conteúdo para essa mídia”, diz. A programadora de canais pagos da Band fornece conteúdo atualmente para as TVs em supermercado operadas pela Subway Link: TV WalMart, Sam’s Club TV, TV Bom Preço e TV Big. Neste caso, a programação do canal Band News entra na grade das TVs durante cinco minutos a cada meia hora, exatamente como é exibido para os assinantes de TV paga. “Existe um valor negociado, mas é ínfimo. Não posso fornecer o sinal de um canal pago gratuitamente”, diz Bortolai. Para o vice-presidente de desenvolvimento corporativo e novas mídias para a Turner América Latina, Alex Gonzalez, existem duas formas possíveis de ganhar dinheiro com programação de TV paga na mídia digital out-of-home. Uma é o licenciamento de conteúdo. A outra é pensar essa mídia como uma extensão da rede de publicidade da programadora. “Acredito que esse segundo modelo seja mais interessante. Com uma nova tela, você consegue um novo inventário, amplia o número de impressões que


oferece para o anunciante”, diz. No Brasil, a Turner aposta na TV Ri Happy, exibida dentro da rede de lojas de brinquedos que dá nome ao canal. A TV, que conta com conteúdo Cartoon Network, é uma parceria entre a Turner, programadora do Cartoon, a Subway Link e a rede de lojas. Nesta parceria, a Turner é responsável pelas venda de espaços publicitários e pelo fornecimento de conteúdo do Cartoon. As receitas são divididas entre as partes. Segundo o vice-presidente de vendas publicitárias para a TBS Latin America, Inc., Rafael Davini, a mídia digital out-of-home em questão é responsável por cerca de 2% a 3% do faturamento do canal, enquanto a Internet já corresponde a 12%. “O canal e o site faturam mais, mas a TV Ri Happy é um diferencial para os anunciantes, é mais um ponto de contato com a nossa audiência”, diz o executivo da Turner, lembrando que a TV Ri Happy é sempre valorada, ou seja, não é oferecida de graça para os anunciantes. A Discovery Brasil, por outro lado, escolheu trabalhar com o licenciamento de conteúdo dos canais Discovery Channel e Discovery Science nas aeronaves da TAM, sob demanda. Para o gerente de desenvolvimento de negócios e estratégia para Discovery Networks Latin America/USH, Pitter Rodriguez, as receitas geradas pela mídia digital out-of-home já são significativas se comparadas às de Internet e mobile. “Ela está no mesmo patamar da distribuição de vídeo no celular”, diz. O conteúdo da Discovery está presente nas aeronaves da TAM há pouco mais de um ano, em formato longo, ou seja, os episódios são exibidos sem edição ou corte comercial. Rodriguez conta ainda que, assim como ocorre em outras mídias, existe uma janela de dois anos em relação à TV para a exibição dos conteúdos Discovery nessas telas. As aeronaves têm sido importantes meios para a

“Além de expor a marca e valorizar nosso produto, acredito que exista um valor agregado no digital out-of-home para a TV paga.”

operação de TV nas redes Carrefour e Extra. O modelo é o de comercialização dos espaços publicitários, que está a cargo da Cereja Digital.

Pitter Rodriguez, da Discovery

Divulgação O que parece estar claro para as programadoras que aderiram à mídia digital out-of-home como meio de distribuição de seus conteúdos é que, independente da geração de receita ser significativa neste momento ou não, essa é uma plataforma que serve para a divulgação das marcas dos canais e das propriedades. Em última instância, a exposição pode levar a novas assinaturas. “Além de expor a marca e valorizar nosso produto, acredito que exista um valor agregado para a TV paga”, diz Rodriguez, da Discovery. Ramos, da Net Brasil, avalia que diferentes tipos de mídia digital out-ofhome podem significar diferentes objetivos a serem atingidos. “Com a Cereja temos uma operação grande, a perspectiva é diferente da de ter conteúdo em algumas aeronaves”, diz. “No caso dos aviões, espera-se visibilidade, a partir de uma experiência de imersão”. Além da evidente exposição das marcas e das possíveis receitas, em alguns casos, especialmente o de produtos infantis, pode haver uma relação com a venda de produtos licenciados. “Ter ponto de contato com a sua marca agrega ao licenciamento. Assim, se eu exponho o ‘Ben 10’ no ponto de venda, eu ajudo a vender os produtos da marca”, lembra Davini. Para Arnold Correia, diretor geral da Subway Link, operadora da TV Ri Happy e parceira do Cartoon Network neste negócio, essa relação entre a exposição do programa no ponto de venda e a compra dos produtos licenciados daquela marca pode ser constatada claramente. “Podemos perceber que quando o conteúdo está no ar, a venda do licenciado aumenta no caixa”, conclui.

distribuição de conteúdo da TV paga em mídia digital out-of-home. Além da Discovery, presente na TAM, a Viacom e a Globosat têm conteúdo na companhia aérea Azul. Diferente da Discovery, que oferece conteúdo dos canais sob demanda, a Viacom customizou dois canais com conteúdo Nickelodeon e VH1 que, desde fevereiro deste ano, rodam durante os voos da Azul. O conteúdo dos canais é formatado dentro da própria Viacom, pensando na duração dos voos da companhia. “Não poderia colocar um filme do VH1 de mais de uma hora, quando um voo pode durar 40 minutos”, lembra o diretor de distribuição da Viacom Networks Brasil, Rogério Francis. Embora o acordo gere receita para a programadora, a aposta da Viacom é no longo prazo. “Mídias como Internet e celular estão alguns anos à frente em termos de faturamento”, conta Francis. Já o modelo da Globosat com a Azul é de permuta de publicidade na revista de bordo, interior das aeronaves e veículos oficiais da companhia, como ônibus de transporte dos passageiros. Neste acordo, não há receita para o programador. “Acredito que na maioria dos casos não há receita adicional, mas uma perspectiva de visibilidade”, diz Fernando Ramos, diretor executivo da Net Brasil, empresa que negocia os conteúdos da Globosat. A programadora atua ainda em supermercados, em um acordo fechado há quase quatro anos com a Cereja Digital. A Globosat fornece uma seleção do conteúdos dos seus canais para a empresa de digital out-ofhome, que mantém uma

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“Mídias como Internet e celular estão alguns anos à frente em termos de faturamento.” Rogério Francis, da Viacom

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( audiência -TV paga)

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m sua 11ª edição, o “Big Brother Brasil” mostrou que não perdeu a capacidade de atrair espectadores. Na TV por assinatura, o programa levou o Multishow ao primeiro lugar do ranking de alcance dos canais pagos entre o público acima de 18 anos em fevereiro. No mês, o canal registrou 10,9% de alcance diário médio e tempo médio diário de audiência de 19 minutos. Além de flashes ao vivo do “BBB”, o Multishow exibe programas relacionados à atração, como “A Eliminação”, em que Diego Alemão entrevista os eliminados do reality show. Outro destaque na programação do Multishow em fevereiro, de acordo com o canal, foi “De Cara Limpa”, em que o humorista

FOTO: TV GLOBO/FRED ROZÁRIO

“BBB” e derivados levam Multishow ao topo

“Big Brother Brasil 11”: reality show foi destaque do canal em fevereiro.

Fernando Caruso tem a missão de fazer as pessoas rirem em situações e locais estressantes, sempre no improviso. No total, os canais pagos tiveram entre o público adulto 46,27% de alcance diário médio e tempo médio diário de audiência de duas horas e 21 minutos. Depois do Multishow, aparecem na lista TNT, SporTV, Globo News e Fox.

O Cartoon Network manteve o primeiro lugar no ranking de alcance entre o público de 4 a 17 anos, conquistado em janeiro. Em fevereiro, o canal teve 15,26% de alcance diário médio e tempo médio diário de audiência de uma hora e sete minutos. Em seguida, aparecem Disney Channel, Discovery Kids, Nickelodeon e Multishow. Os canais pagos tiveram entre o público infantojuvenil alcance diário médio de 45,21% e duas horas e 42 minutos de tempo médio diário de audiência. Para este levantamento do Ibope Mídia são consideradas as praças Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Distrito Federal, Florianópolis e Campinas. DANIELE FREDERICO

ALCANCE* E TEMPO MÉDIO DIÁRIO – FEVEREIRO 2011 De 4 a 17 anos**

(Das 6h às 5h59)



Alcance (%) Indivíduos (mil) Tempo Médio Total canais pagos 46,27 4.680,09 02:21:57 Multishow 10,90 1.102,62 00:19:40 TNT 10,47 1.059,18 00:30:24 SporTV 10,34 1.045,49 00:36:15 Globo News 7,92 801,18 00:24:50 Fox 7,58 766,56 00:28:43 Cartoon Network 7,16 723,82 00:34:52 Megapix 6,80 687,36 00:30:13 Warner Channel 6,68 676,06 00:29:07 Viva 6,66 673,49 00:29:30 SporTV 2 6,50 657,28 00:18:53 Telecine Pipoca 6,45 652,45 00:31:40 Discovery Kids 6,33 640,51 00:57:59 Universal Channel 6,29 636,50 00:25:48 National Geographic 5,94 601,28 00:17:40 Disney Channel 5,88 594,32 00:36:25 Discovery Channel 5,56 562,67 00:19:07 Telecine Premium 5,12 518,27 00:23:58 Telecine Action 5,07 513,18 00:22:54 GNT 4,86 491,82 00:15:20 AXN 4,21 425,30 00:29:16

(Das 6h às 5h59)

Alcance (%) Indivíduos (mil) Tempo Médio Total canais pagos 45,21 1.059,47 02:42:27 Cartoon Network 15,26 357,48 01:07:44 Disney Channel 13,76 322,51 01:08:28 Discovery Kids 13,32 312,09 01:10:41 Nickelodeon 11,65 272,97 01:01:36 Multishow 9,01 211,17 00:23:09 Disney XD 6,90 161,65 00:53:01 Fox 6,74 158,03 00:27:05 TNT 6,37 149,13 00:24:35 SporTV 5,90 138,11 00:29:51 Megapix 5,52 129,41 00:23:25 Telecine Pipoca 5,42 127,14 00:33:51 Universal Channel 4,19 98,18 00:21:40 SporTV 2 4,01 93,96 00:19:30 Warner Channel 3,99 93,59 00:22:37 Telecine Premium 3,89 91,24 00:21:11 Viva 3,88 90,99 00:21:20 Discovery Channel 3,60 84,37 00:17:50 Boomerang 3,57 83,63 00:22:59 Telecine Action 3,55 83,09 00:16:33 National Geographic 3,32 77,70 00:15:51

*Alcance é a porcentagem de indivíduos de um “target” que estiveram expostos por pelo menos um minuto a um determinado programa ou faixa horária.

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**Universo 22.343.300 indivíduos Fonte: IBOPE Media Workstation – Tabela Minuto a Minuto - Fevereiro/2011



**Universo: 10.115.000 indivíduos

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( programação) André Mermelstein, de Nova York*

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De olho no mundo Mercado internacional deve superar o doméstico (EUA) para a Discovery Communications em poucos anos. Grupo investe US$ 1 bilhão em conteúdo e aposta nas produções locais.

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ortalecimento das marcas e forte oferta de conteúdo. É assim que a Discovery pretende enfrentar a fragmentação das mídias e da audiência. Os resultados parecem confirmar a tese: segundo o presidente e CEO global da companhia, David Zaslav, 2010 foi o melhor ano da história para o grupo (ver box). Ele anunciou investimentos de US$ 1 bilhão em programação para o próximo ano, com a produção de 250 séries e especiais ao redor do mundo. Um aumento de 25% em relação a este ano, quando a companhia investiu US$ 800 milhões. “Há cinco anos, quando entrei na empresa, o investimento era de US$ 600 milhões”, lembra Zaslav. Segundo ele, houve uma etapa no mercado de pay TV em que o mais importante era ter quantidade de canais, um portfólio amplo, para atender às demandas dos operadores. Hoje, em um cenário altamente competitivo, os investimentos têm que ser em qualidade de programação, para fortalecer as marcas e criar personalidades marcantes no universo da TV paga. Outra aposta grande é na segmentação e na subsegmentação, com a criação de novos canais e programas voltados a targets bem específicos. O grupo lançou três canais nos últimos seis meses, The Hub (infantil, em parceria com a fabricante de brinquedos Hasbro),

FOTO: DIVULGAÇÃO

3Net, o primeiro canal pago 100% 3D, desenvolvido em parceria com a Sony e a Imax, e o OWN, parceria com a apresentadora Oprah Winfrey. Também anunciou um novo canal voltado para homens, o Velocity.

FOTO: TELA VIVA

Internacional Com o mercado norteamericano praticamente estagnado, por conta da crise econômica e da penetração já bastante elevada dos serviços de pay TV, a Discovery se volta cada vez mais para os mercados internacionais. Não demorará muito para que o mercado internacional ultrapasse o doméstico (EUA) nas receitas do grupo, previu David Zaslav, em encontro com a imprensa em Nova York. Ele não arriscou uma data, mas deu a entender que isso se dará nos próximos três ou quatro anos. Ele relata que quando assumiu a empresa, há cinco anos, o mercado internacional representava 10% do faturamento, e hoje chega a 33%. “Devo passar a partir de agora 40% do meu tempo fora dos EUA, que é onde o mercado mais cresce”, disse Zaslav, que acaba de voltar de um tour pela América Latina. O grupo tem 120 canais ao redor do mundo, em praticamente todos os países onde há TV por assinatura, e conta com 32 escritórios locais. Segundo Zaslav, o Brasil é hoje o segundo principal mercado internacional do grupo, depois do Reino Unido. Em alguns mercados a situação é curiosa, como na China, onde os canais não podem

“Devo passar agora 40% do meu tempo fora dos EUA, que é onde o mercado mais cresce” David Zaslav, CEO da Discovery

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O ator Morgan Freeman produziu e apresenta “Grandes Mistérios do Universo”, no Science.

ser distribuídos, apenas alguns programas são vendidos aos canais pagos chineses. Mesmo assim, a programadora não planeja lançar canais novos no Brasil por enquanto, conta Henry Martínez, VP executivo para a América Latina e US Hispanic. Esta internacionalização deve se refletir também na origem dos conteúdos. Zaslav diz que a ideia é produzir mais conteúdos locais, pelo apelo que têm junto à base de assinantes, e que os formatos locais devem cada vez mais fazer o caminho inverso e chegar ao mercado dos EUA. Dois exemplos são o programa inglês “Gypsiville” e o norueguês “Don’t Tell the Bride”, que ganharam versões nos EUA. Segundo o diretor internacional de conteúdos do grupo, Luis Silberwasser, a ideia não é trazer os programas prontos para os EUA, mas produzir localmente formatos de sucesso em outros países. Upfront No dia 14 de abril a Discovery apresentou em Nova York seu Upfront, uma prévia da programação que entrará nos diferentes canais do grupo a partir do quarto trimestre de 2011 e durante 2012. O foco da apresentação era o mercado publicitário americano, e o presidente de vendas publicitárias, Joe Abruzzese, foi direto ao bater na TV aberta americana. “No estado da mídia atual, os losers (perdedores) são os broadcasters”, disse. Segundo ele, 78% dos programas da TV aberta


FOTO: HELGA ESTEB/SHUTTERSTOCK

tiveram queda de audiência no último ano. “As audiências estão caindo, mas os preços de publicidade estão subindo”, alfinetou. Ele defendeu, evidentemente, os canais pagos, cuja audiência vem subindo e que oferecem cobertura em praticamente todos os targets demográficos. Também lembrou que os canais pagos fazem sucesso nas outras plataformas. O site da Discovery, disse, tem mais audiência que o de todas as emissoras abertas. São 100 milhões de vídeos online por mês e 30 milhões de fãs no Facebook, com 100 mil novos por semana. Em seguida o grupo apresentou as principais atrações de seus canais americanos. O que se pode perceber é que a aposta forte é na supersegmentação dos conteúdos, com canais e programas voltados a targets cada vez mais específicos. O principal destaque foi o OWN, apresentado no evento pela sócia Oprah Winfrey. Segundo a CEO Christina Norman, o canal, lançado em janeiro, já tem 63 milhões de espectadores nos EUA e já estreou 15 séries. Não há previsão de vinda para o mercado brasileiro. O canal com maior crescimento no mercado doméstico é o ID: Investigation Discovery. Deve chegar a 80 milhões de casas no fim do ano. O destaque da próxima temporada é uma série com a advogada Erin Brockovich. O Animal Planet mostra uma programação cada vez mais voltada à relação dos homens com os animais e com a natureza, em lugar dos antigos programas que mostravam apenas animais. São programas como “Surprisingly Human”, que mostra a interação do homem com animais, ou o programa sobre pesca e proteção ambiental “Hillbilly Handfishing”, em que um grupo pega peixes com as mãos (sem varas ou redes). Outros

Oprah Winfrey apresenta o canal OWN, parceria com a Discovery sem previsão de chegar ao Brasil.

feminino, com seus reality shows de decoração, moda etc. São programas como “Spouse vs. House”, em que o homem do casal redecora a casa, e “Say Yes to the Dress”, sobre vestidos para madrinhas de casamento, além do curioso “Extreme Couponing”, sobre pessoas obcecadas por compras econômicas (que utilizam cupons de supermercados impressos em jornais). Já o canal carro-chefe do grupo, o Discovery Channel, traz 17 novas temporadas e 25 novas séries. Na maioria, reality shows, como “Gold Rush”, sobre garimpeiros, “Life on a Wire”, sobre um equilibrista que ganha a vida andando em corda bamba, “Best in the Business”, sobre os melhores profissionais em diversas atividades, e “Get Lost”, um game em que pessoas têm que se esconder por um período em algum lugar dos EUA sem serem descobertas. O canal ainda comemora 25 anos da famosa “Shark Week” (“Semana do Tubarão”), um clássico da TV paga. O presidente do canal, Clark Bunting, destacou ainda a produção de séries especiais. Em 2012 será a vez de “Frozen Planet”, com seis episódios, criada pelos produtores de dois sucessos anteriores: “Life” e “Planet Earth”.

programas nesta linha são “Tanked”, sobre construtores de aquários e “Saved”, sobre pessoas que foram salvas por animais. São ao todo 14 novas séries, inclusive uma de tom misterioso, que deixou a plateia perplexa: “Mermaids”, sobre uma investigação de vestígios de sereias. Estrelas O canal Science aposta em algumas celebridades para alavancar sua programação. O comediante inglês Ricky Gervais produz a série “An Idiot Abroad”, em que um rapaz não muito inteligente viaja o mundo e vai descobrindo costumes locais. O diretor de cinema Riddley Scott (“Blade Runner”) produz e apresenta “Prophets of Science Fiction”, que a cada programa aborda um artista que previu inovações, como Steven Spielberg e Isaac Asimov. O grande destaque é o ator Morgan Freeman, que em sua aparição no Upfront disse ser apaixonado por física desde criança, e que produziu e apresenta “Through the Wormhole”, série sobre os mistérios da física que estreia no Brasil em maio com o nome de “Grandes Mistérios do Universo”. Na linha subsegmentação, o campeão é o canal TLC, voltado ao público

*O JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DA DISCOVERY COMMUNICATIONS

DISCOVERY EM 2010 Receitas US$ 3,773 bilhões Crescimento sobre 2009 9% Crescimento EUA  9% Crescimento internacional 11% OIBDA* US$ 1,699 bilhão Crescimento sobre 2009 14% Crescimento EUA  11% Crescimento internacional 22% Receitas internacionais US$ 1,251 bilhão Distribuição US$ 760 milhões (cresc. 6%) Publicidade US$ 422 milhões (cresc. 23%) * Resultados operacionais antes de depreciações, amortizações e juros

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( making of )

Daniele Frederico

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m carro capaz de dar vida a estátuas. E estátuas que, ao tomar vida, passam a perseguir esse carro em uma aventura pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro. Embora pareça um roteiro cinematográfico, essa é a história do comercial da Mitsubishi para o lançamento de seu produto ASX. “A história é crescente. Vai envolvendo o espectador aos poucos. E no clímax, há um pouco de humor”, conta o diretor do comercial, Carlão Busato, da Hungry Man, lembrando que ao final, o motorista desliga o carro e os animais voltam a ser estátuas. Para dar vida aos bichos, o comercial contou com a ajuda da pósprodução, que construiu as estátuas em 3D e corrigiu detalhes da arquitetura da cidade. Os edifícios de onde saem esses animais são reais, mas contaram com ajustes na pósprodução. A fachada a partir da qual uma águia toma vida, por exemplo, foi construída na pós, assim como a base que sustenta os animais em cima da fonte. “Houve um processo de estudo das locações e da criação dos bichos, desde a textura até os movimentos”, lembra Busato. Houve ainda um cuidado ao escolher os animais representados por essas estátuas. “A escolha visou traçar um paralelo com os atributos do carro, como a força, representada pelo leão, e a liberdade, simbolizada pela águia”, diz o diretor. Além dos animais, uma das principais preocupações na produção do comercial era conferir integração ao filme. Desde a textura das superfícies até o estilo arquitetônico, um estudo de direção de arte determinou quais tipos de escultura combinariam com os prédios escolhidos. O diretor conta que, apesar do trabalho de pós-produção ser fundamental para um filme deste tipo, 34

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Selva urbana

Filme da Mitsubishi contou com estátuas em 3D e prédios reais, com ajustes feitos na pós-produção.

um dos fatores mais importantes para contar essa história foi a decupagem cinematográfica. “Com o acesso que se tem hoje, a tecnologia deixou de ser um diferencial. O mais importante é como contar uma boa história, como transformar esse roteiro em algo realmente envolvente”, diz. Para conferir ritmo ao filme, o diretor utilizou a câmera “solta” durante a maior parte das filmagens. “O 3D é mais fácil do que a composição. Temos mais liberdade para trabalhar”, diz o diretor. O comercial exigiu muito planejamento e pouco improviso para que a história ficasse coerente. “Foi isso que possibilitou algumas cenas, como aquela em que os •

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animais esbarram e derrubam uma lata de lixo”, lembra o diretor. “Não se pode pensar onde os animais vão estar apenas na pós-produção”. Para a equipe de filmagem, um dos grandes desafios a serem enfrentados foi o calor. As ruas percorridas pelo carro foram molhadas, com o objetivo de deixar o chão mais uniforme e corrigir imperfeições do asfalto. “Foram dois dias de filmagem muito quentes. No segundo take de uma cena, a rua já estava seca”, lembra o diretor. “Tínhamos que acionar o caminhão pipa para molhar tudo de novo”, conclui. FICHA TÉCNICA AgênciaÁfrica Anunciante Mitsubishi Motors do Brasil ProdutoASX Título“Estátuas” Produtora Hungry Man Br Direção Carlão Busato Dir. de fotografia Russo Loyola Dir. de produção Rodrigo Castello Montagem Fernando Vidor Pós-produção Hungry Man/Bitt Finalização e 3D Bitt Supervisão de pós Rodrigo Oliveira Áudio A9 Áudio


Quebra-cabeças

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m mês de pré-produção. Esse foi o tempo necessário para desenvolver e ensaiar as diferentes etapas da realização do comercial criado pela Master Comunicação para a linha Lubrax, de óleos lubrificantes da Petrobras. No filme, a nova embalagem do produto, reproduzida em tamanho gigante, vai sendo construída peça a peça, com a ajuda de dançarinos e acrobatas. Protótipos da embalagem, desconstrução desses protótipos, ensaios de dança e de malabarismo e um ensaio geral foram necessários para que o balé de construção da embalagem acontecesse. “Esse filme poderia ser composto, mas fizemos tudo orgânico, tudo é real”, conta o diretor do comercial, Rodrigo Lewcowicz, da Produtora Associados. Um dos primeiros passos foi construir protótipos da embalagem e ver a viabilidade de montar as peças em um estúdio. “Chegamos à conclusão que seria melhor construir a embalagem de verdade do que usar 3D. A embalagem em tamanho gigante foi feita em fibra, com a ajuda de um scanner 3D”, explica o diretor. As maiores peças – também as mais pesadas – contaram com o apoio de rodinhas e de cabos para serem movimentadas. A base da embalagem gigante tinha rodinhas, que foram empurradas pelos atores até a posição correta, e a peça maior, que pesava cerca de 100 quilos e ficava em cima desta base, foi içada por meio de cabos. Assim como a peça mais pesada, alguns malabaristas carregaram partes e ajudaram a montar a embalagem pendurados em cabos. Os irmãos Fratelli, especialistas em malabarismos e acrobacias, cuidaram de todas as cenas que envolviam esses movimentos. “Houve também um cuidado de casting, para selecionar

uma esteira de linha de produção. “Houve um ajuste de textura, já que o material utilizado para a construção da embalagem gigante não tem exatamente a mesma textura da real”, conclui o diretor.

FICHA TÉCNICA

Balé de construção da embalagem exigiu protótipos do produto e ensaios de dança e malabarismo.

não apenas os melhores dançarinos, mas também personagens”, diz Lewcowicz. A pós-produção entrou em cena apenas para a usual correção de cor e para fazer a transição do objeto montado para o objeto real, que aparece ao final do filme, em

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Cliente Petrobras Distribuidora – BR Campanha Revitalização de Lubrax Produto Linha Lubrax Agência Master Comunicação Produtora Produtora Associados Direção Rodrigo Lewkowicz Dir. de fotografia Marcelo Corpanni Pós-produção Produtora Associados Trilha Sonido Imagem 3D Platinum


( case )

Mulher de fases

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produtora e produtora executiva Nora Goulart, da Casa de Cinema de Porto Alegre, está sempre atenta às novidades do mercado editorial, pois acredita que deste segmento podem surgir bons projetos audiovisuais para o portfólio da produtora gaúcha com foco em entretenimento. O livro de uma amiga, a escritora Claudia Tajes, chamou a atenção de Nora. “Louca por Homem – Histórias de Uma Doente de Amor”, conta a história de Graça, mulher que muda de personalidade de acordo com o perfil do homem com o qual se relaciona. Nora apresentou a obra a Pedro Furtado, roteirista associado à produtora, e conversou sobre a possibilidade de transformá-la em um produto audiovisual. Na época, Luis Peraza, vice-presidente executivo de aquisição e produção original da HBO Latin America, estava procurando algumas produtoras para avaliar os projetos que elas tinham. A programadora tinha vontade de desenvolver uma produção original com tom de comédia fora do eixo Rio-São Paulo. Foi quando a Casa de Cinema de Porto Alegre apresentou a proposta que seria o embrião da série “Mulher de Fases”, uma coprodução da produtora com a HBO Olé Originals. Os contatos com a programadora começaram em 2007. A partir deste momento até a produção da série em 2010, aconteceram diversas reuniões entre a equipe da Casa de Cinema de Porto Alegre e a da HBO, formada por Peraza, Maria Ângela de Jesus e Roberto Rios, produtores 36

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Casa de Cinema de Porto Alegre produz sua primeira série para a TV paga, uma comédia que vai ao ar pela HBO no Brasil e na América Latina.

HBO procurava um projeto de comédia fora do eixo Rio-São Paulo e a Casa de Cinema de Porto Alegre tinha uma proposta com base na obra da escritora gaúcha Claudia Tajes.

da HBO Latin America. “A encomenda era de 13 episódios. As coisas foram sendo desenhadas junto com a HBO”, conta Nora. “Mulher de Fases” seria o primeiro projeto para a TV por assinatura desenvolvido pela Casa de

A SÉRIE FOI ORÇADA EM R$ 7 MILHÕES E FINANCIADA COM RECURSOS PROVENIENTES DO ARTIGO 39 E ARTIGO 3ºA. Cinema de Porto Alegre, que tem no portfólio trabalhos desenvolvidos para emissoras como a RBS TV e a TV Globo. “Queríamos fazer algo de qualidade, que tivesse novidade na televisão, mas ao mesmo tempo fosse verossímil”, afirma a produtora executiva. Fora do eixo Fortemente influenciada pela produção cinematográfica, assinando a produção de inúmeros curtas e longas-

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metragens como “Antes que o Mundo Acabe” (2009), “O Homem que Copiava” (2003) e “Meu Tio Matou um Cara” (2004), a equipe da Casa de Cinema decidiu filmar os 13 episódios de 30 minutos em Super 16mm. “Sabíamos que era um desafio, mas achávamos que iríamos dominar melhor”, explica Nora. A organização do trabalho, com duplas de profissionais na direção (Ana Luiza Azevedo e Marcio Schoernadie), direção de fotografia (Jacob Solitrenick e Alex Sernambi) e direção de arte (Rita Faustini e Marcelo Escañuela), com definições de maquiagem e figurino e alinhamento de toda a equipe na fase de pré-produção, facilitou a etapa das filmagens, que aconteceram entre os meses de janeiro e março de 2010 em Porto Alegre. Toda a série foi filmada em locações da cidade. Segundo Nora, a decisão de filmar na capital gaúcha trouxe um desafio: não há oferta tão forte de atores como nos grandes centros. Os testes de elenco tiveram

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que ser feitos também no Rio de Janeiro e São Paulo. A atriz Elisa Volpato, que interpreta a protagonista Glória, é gaúcha. Ao longo da série, ela se relaciona com 26 homens, sendo metade deles interpretados por atores gaúchos e metade do Rio de Janeiro e de São Paulo. Terminadas as filmagens, a montagem foi feita dentro da produtora. Foram quatro ilhas de edição concentradas no projeto durante dez meses. A sonorização, o trabalho de correção de cor e todos os efeitos foram feitos na Teleimage, em São Paulo. Em órbita A série foi orçada em R$ 7 milhões e financiada com recursos provenientes do Artigo 39 e Artigo 3° A da Lei do Audiovisual. “Mulher de Fases” estreou no dia 11 de abril simultaneamente em toda a América Latina e existe a expectativa de chegar a HBO latina nos Estados Unidos. No Brasil, a atração vai ao ar pela HBO e HBO HD, às segundasfeiras às 20h30, com reprises durante a semana. De acordo com Nora, o momento agora é de avaliar os resultados e a recepção do público. Ainda não se sabe se a série terá uma segunda temporada ou episódios especiais, como aconteceu com outras séries

Formato Produtora

MULHER DE FASES 30 minutos

série de 13 episódios de Casa de Cinema de Porto Alegre

die Ana Luiza Azevedo e Márcio Schoerna Nora Goulart Produção executiva Tajes Claudia Tajes, Pedro Furtado e Duda Roteiro Maria Angela de Jesus, Roberto Rios, Produção Nora Goulart e Luis Peraza Direção 

SINOPSE: Graça, uma corretora de imóveis recém-separada, procura um homem para reconstruir sua vida, e para isso conta com a ajuda de sua grande amiga Selma e da filha desta, a pré-adolescente Tereza. Sua mãe Hilda, no entanto, preferiria ver a filha ainda ligada ao ex-marido Gilberto. Aos poucos, Graça descobre que seus relacionamentos têm um padrão: ela tende a absorver a personalidade do homem que lhe interessa.

que foram exibidas pelo canal como “Alice”, produzida pela Gulane Filmes. Independente dos desdobramentos do trabalho, a Casa de Cinema de Porto Alegre comemora o projeto. “É um portfólio incrível. Uma produtora com

volume de produção chama a atenção. Além do mais, esta série está sendo exibida na América Latina, é uma superexposição”, observa Nora. ANA CAROLINA BARBOSA

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( produtoras) Ana Carolina Barbosa

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No ritmo do mercado Acompanhando o aumento da produção nacional e as investidas dos anunciantes em conteúdo, produtoras de áudio preparam-se para dar conta da demanda crescente de jobs de entretenimento.

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divisão interna para atender às demandas de conteúdo chega aos poucos às produtoras de som. A Associação Brasileira de Produtoras de Fonogramas Publicitárias (Aprosom) não tem pesquisas, mas constata o crescimento do segmento de conteúdo pelos relatos de suas associadas. Tanto o atual presidente da entidade, Kito Siqueira, como o ex-presidente, Dimi Kireef, acreditam que esse movimento teve início há aproximadamente cinco anos, com a popularização do uso da Internet no País, não apenas pela plataforma ser uma nova oportunidade, mas também por atrair o público das mídias tradicionais. Outro fator importante para a atenção que as produtoras de som vêm prestando ao segmento de entretenimento, de acordo com a Aprosom, é o interesse do mercado publicitário em utilizar o entretenimento para a comunicação de marcas. A criação do núcleo SubSound na paulistana Satélite Áudio no ano passado surgiu neste contexto. Foi resultado de dois grandes projetos que desencadearam uma série de pedidos de orçamentos de jobs de entretenimento, obrigando os sócios Roberto Coelho e Kito Siqueira a reestruturarem a produtora para melhor atender à demanda. A Satélite ficou encarregada de toda a produção de som de dois FOTOS: DIVULGAÇÃO

projetos de branded content desenvolvidos pela Film Planet para a Nestlé: “Tô Frito”, série dirigida ao público jovem que foi ao ar pela Band e pela MTV, e “Galera Animal”, uma série de animação 3D exibida na Rede Globo. “Neste último, foram 35 minutos de animação em que fizemos casting de vozes, gravação com orquestra, trilha original. Foi uma superprodução e a partir daí notamos uma procura muito grande. Era necessário ter um núcleo”, conta Coelho. Ele conta que foi preciso investir na capacitação da equipe e em novos equipamentos para o estúdio de som. Embora a publicidade ainda represente a maior parte do faturamento e do volume de trabalho da produtora, o conteúdo aos poucos ganha seu espaço. No ano passado, o núcleo SubSound desenvolveu a trilha do estande do Brasil em um pavilhão de exposições

em Xangai e assinou a produção de som de um documentário. Neste ano, a Subsound já trabalha em projetos de entretenimento da O2. Segundo Coelho, o mercado de conteúdo além de apresentar perspectivas otimistas de negócios, também é um caminho para que os profissionais consigam mostrar de maneira mais elaborada o potencial artístico. “A expectativa é poder dar vazão a tudo que a gente tem de background como engenheiro de som e como compositor”, afirma. A Play it Again, com estúdios em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Lisboa, tem um núcleo especial para atender os projetos de conteúdo desde 2008, denominado PlayRK30. O núcleo dirigido por Bia Ambrogi aumenta gradativamente a participação no faturamento da produtora. Em 2009, a área de conteúdo representava 4,8% do

“Conteúdo para TV digital, trailer de cinema sonorizado em inglês para os produtores levarem a feiras internacionais, tudo isso está crescendo.” Ruben Feffer, da Ultrassom Music Ideas

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faturamento. Saltou para 9,9% em 2010 e a expectativa é de chegar a 15% em 2011. O segmento PlayRK30 já tem no portfólio longas, médias e curtasmetragens, programas para TV, videoclipes, documentários, games, vinhetas para rádio, vídeos institucionais e vídeos educativos. Atualmente, a produtora cuida da produção de som do longa-metragem “Tetra Corinthians”, da série infantil de animação “Trudi e Kiki” e da série de TV “Conexões Urbanas”. Segundo Bia, é importante para a produtora o desenvolvimento constante de projetos de entretenimento e, por isso, a PlayRK30 tem também uma política de apoio a curta-metragistas. Além

“O volume de trabalho e os orçamentos não compensam.” James Pinto, da Jamute

de ter sempre um projeto de curta-metragem na casa, a produtora apoia o Festival Internacional de CurtasMetragens de São Paulo. Bia conta que a produtora também tem tentado desenvolver projetos na área de radionovelas em que possa assinar também o desenvolvimento e criação, não apenas a produção de som. Promessas De acordo com a diretora da PlayRK30, o crescimento da área dentro da produtora deve ser impulsionado neste ano pelos projetos na área de rádio e televisão, mas o segmento de games também vem despontando e

oferece grande potencial. “É muita coisa que se pode desenvolver em um projeto de game: o som de apertar um botão, a trilha, o movimento dos personagens”, enumera. Ruben Feffer, diretor musical e produtor da Ultrassom Music Ideas, também aposta no crescimento da área de games, mas destaca outros segmentos que vêm apresentando bons resultados. “Conteúdo para TV digital, trailer de cinema sonorizado em inglês para os produtores levarem a feiras internacionais, tudo isso está crescendo”, destaca. O surgimento da Ultrassom está relacionado a projetos de entretenimento desde o princípio, devido aos contatos de Feffer com profissionais do cinema e do teatro. Entre os projetos que a produtora tem no portfólio estão o longametragem de animação “Garotos

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Cósmicos” e os documentários “Paulo Freire” e “Rita Cadillac, A Lady do Povo”. Apesar de trabalhar também com filmes publicitários, o conteúdo continua sendo o foco da casa. A produtora executiva Maristela De Vasques explica que um dos aspectos interessantes dos jobs de conteúdo é que existe a possibilidade de segmentação. A produtora pode fazer o serviço completo, que inclui todo o processo artístico, com criação de trilha sonora original ou entrar em um processo específico da produção de som como a mixagem, a edição de diálogo ou a edição de sons ambientes (foley). Bia, da Play it Again, acrescenta que muitas vezes esta segmentação do serviço é determinada pela afinidade do cliente com determinado profissional. “Às vezes ele gosta de determinado editor ou de determinado maestro e quer fazer o trabalho com ele”. Maristela explica que, como uma produtora que fez o caminho inverso, de começar com conteúdo e aos poucos absorver jobs de publicidade, a Ultrassom observou no início certa resistência do mercado publicitário, que questionava a capacidade de uma produtora de som focada em entretenimento cumprir os prazos de publicidade. Hoje, no entanto, com os anunciantes experimentando novos formatos muito mais próximos do conteúdo do que da publicidade tradicional e entregando as peças de 30 segundos com mixagem sorround 5.1, a estrutura e a expertise dos profissionais da produtora acabam credenciando-a para todo tipo de projeto. Outra produtora que também foi estruturada para trabalhar com projetos de conteúdo em 1998 e entrou depois para o mercado publicitário apostando na intensa atividade

Roberto Coelho, da Satélite Áudio, que criou em 2010 um núcleo para atender à demanda de conteúdo, o Subsound.

econômica do setor, foi a S de Samba, dos sócios Dimi Kireef, Jair Oliveira e João Ponês. No audiovisual, a produtora assinou, entre outros trabalhos, quadros da Rede Globo para o “Fantástico” como “Retrato Falado”, “Dias de Glória” e “Norma”. Kireef destaca que a indústria ainda tem alguns desafios a enfrentar, principalmente no que diz respeito a projetos de conteúdo que são desenvolvidos pelo mercado publicitário. A principal questão é cultural. Anunciantes e agências precisam ter clareza sobre os custos de produção e o de mídia, já que um projeto de entretenimento costuma ter briefings mais complexos e duração maior que a

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( produtoras) orçamento, em geral, fica por volta de 10% do valor captado nos projetos que utilizam recursos incentivados. O orçamento inclui a produção e a pósprodução de som.

Mercado regional Para James Pinto, produtor musical e proprietário da Jamute, com base em Curitiba, o mercado de conteúdo tem crescido e oferecido novas possibilidades às produtoras de som em São Paulo, mas em outros mercados, a realidade é diferente. “O volume de trabalho e os orçamentos regionais não compensam”, explica o produtor. Há 15 anos no mercado e com uma equipe de 12 profissionais, a produtora trabalha atualmente só com publicidade. “Estes trabalhos já lotam as nossas agendas”, diz. Jobs

PRODUTOR MUSICAL ALERTA PARA DESAFIO EM CONTEÚDO QUE PARTE DO MERCADO PUBLICITÁRIO: ANUNCIANTES E AGÊNCIAS DEVEM TER CLAREZA SOBRE VALORES DE MÍDIA E PRODUÇÃO. peça de 30 segundos. “Clientes e agências precisam entender que para que estes projetos tenham qualidade e sejam bem sucedidos, a produção tem que ser bem remunerada e bem acima do investimento em mídia”, explica Kireef. Por outro lado, o desafio para as produtoras de som que trabalham com conteúdo é estruturar a parte comercial, já que estes projetos exigem um nível elevado de elaboração e tempo de trabalho maior que a publicidade. André Antunes, gerente geral da Ultrassom, estima que um longa-metragem, por exemplo, precise de uns três meses entre edição e mixagem e seis meses para a criação musical. Bia Ambrogi, da Play RK30, conta que a produtora procura fazer uma estimativa do tempo de trabalho e que o Bia Ambrogi, da PlayRK30, núcleo de conteúdo da Play it Again que aumenta ano a ano a participação no faturamento da produtora. A expectativa para 2011 é chegar a 15%.

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de conteúdo costumam ser muito pontuais e dependem da identificação do produtor com a proposta. Há cerca de quatro anos, a empresa tem desenvolvido muitos trabalhos para agências de São Paulo. James acredita que a sua presença em festivais internacionais de publicidade, como Cannes, e o envolvimento em assuntos de produção como conselheiro da FilmBrazil, o ajudaram a abrir portas neste mercado. Ele não descarta a possibilidade de trabalhar com conteúdo, mas acredita que isso seria mais viável se pudesse atender ao mercado nacional. “Não é fácil estar fora da região, mas nos seminários que participo nos festivais internacionais sempre há produtoras da Austrália trabalhando para produtores da Inglaterra, por exemplo. A sensação que eu tenho é que é mais fácil convencer o mundo a trabalhar com parceiros remotos do que o Brasil”, afirma.


( upgrade )

Fernando Lauterjung

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

3G Transmission, da Grass Valley, une triax e fibra em uma plataforma.

Formato AVCCAM: direto para a timeline do Final Cut Pro.

Do cartão para a edição

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Sem discórdia

azer com que o conteúdo flua entre as diferentes etapas de produção pode ser um desafio. A agilidade no fluxo de trabalho é crucial sobretudo em projetos com prazos apertados. A Panasonic apresentou em abril, durante a NAB, em Las Vegas, uma solução que trará praticidade aos projetos gravados no formato AVCCAM, adotado para gravação em memória em estado sólido em algumas de suas câmeras high-end, como a AG-AF100 (de cinema digital) e a AG-3DA1 (3D), além das handhelds AG-HMC80, AG-HMC40 e AG-HMC150. Trata-se de um plug-in para importar o formato AVCCAM no player QuickTime e no software de edição Final Cut Pro. Ao invés de converter o arquivo, o software permite realizar a edição em seu formato nativo, diretamente de um arquivo “.mts”. Com isso o usuário não precisa mais esperar o tempo de conversão dos arquivos, O plug-in será disponibilizado no site da Panasonic, gratuitamente.

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Grass Valley colocou na última NAB, em abril, um ponto final na discussão sobre a melhor tecnologia para transporte de conteúdo das câmeras para as estações base. A empresa apresentou um sistema de transmissão que é capaz de trabalhar com as duas tecnologias mais populares: triax e fibra. O chamado 3G Transmission pode transportar um sinal de 3 Gb/s em qualquer das tecnologias, permitindo carregar 1080i, 720p ou 1080p. A fabricante garante ainda que está preparando uma solução para que o novo sistema carregue o sinal estereoscópico dos conteúdos em 3D, multiplexados em pares de 720p ou 1080i. O sistema de transmissão pode carregar até quatro canais de áudio digital até a estação base, como dois pares de áudio AES/EBU ou ainda embutido no próprio sinal de vídeo. Dois sinais independentes de vídeo podem ser retornados à câmera. Um destes sinais pode ser para monitoração por parte do operador, enquanto o outro pode alimentar um monitor de palco, por exemplo. O sistema também pode ser usado para a comunicação entre o operador e a base e para comunicação por dados, para controlar uma câmera robótica. Outra novidade é que a nova versão estendeu a distância máxima para uso de cabos triax em 25%. Com isso, a transmissão usando este tipo de cabo pode ser de até 1,5 mil metros.

Nexio Farad trabalha com banda de pelo menos 32.000 Mb/s e armazenamento de 512 TB.

Família renovada

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Harris levou para Las Vegas, durante a NAB, em abril, a nova geração de suas soluções para servidores broadcast, armazenamento e edição. Entre os produtos atualizados estão os servidores Nexio, incluindo o mais recente Nexio AMP (advanced media platform) e o Nexio Farad, para armazenamento online. Ambos são equipados com o novo software Nexio 6.0, que traz melhorias ao workflow de produção de jornalismo. O Nexio AMP, usado para ingestão de conteúdo, trabalha com formato 1080p (3 Gb/s) e pode ter até quatro canais bidirecionais de ingestão em HD, ou oito canais SD (quatro canais de entrada e quatro de saída). Ele suporta todos os codecs em um único chassi, reduzindo a demanda por espaço no rack. Para emissoras e produtoras que trabalham em uma escala elevada de geração de conteúdo, a empresa apresenta o Harris Nexio Farad, que pode ser usado em conjunto com o sistema de edição Velocity 2.5. Trabalhando com banda de pelo menos 32.000 Mb/s e capacidade de armazenamento que começa em 512 TB, o Nexio Farad é indicado para aplicações de ingestão, edição e playout para produção, esportes, eventos esportivos e jornalismo. T E L A

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( agenda ) 15 e 16 de junho de 2011 Ponto de encontro de executivos de televisão de vários países, produtores, distribuidores de conteúdos e operadores de TV paga e telecom. 12º Forum Brasil – Mercado Internacional de Televisão, Centro de Convenções Frei Caneca, São Paulo, SP. Tel.: (11) 3138-4660. E-mail: info@convergecom.com.br. Web: www.forumbrasiltv.com.br

18 e 19 de maio de 2011 Discussões sobre conteúdo para celular e entretenimento móvel, além de conceitos técnicos e de negócios aplicáveis ao setor. Tela Viva Móvel, Centro de Convenções Frei Caneca, São Paulo. Tel.: (11) 3138-4660. E-mail: info@convergecom.com.br. Web: www.telavivamovel.com.br

MAIO

Chicago, EUA. Tel.: (202) 2222-2430. E-mail: thecableshow@ncta.com. Web: www.ncta.com

11 a 22 Festival de Cannes, Palais des Festivals, Cannes, França. Tel.: (33-1) 5359-6100. E-mail: festival@festival-cannes.fr. Web: www.festival-cannes.org

12 a 15 Banff World Television Festival Program Competition, Banff, Canada. Tel.: (1 416) 921-3171. E-mail: info@achillesmedia.com. Web: www.bwtvf.com

31 a 12/6 Cinesul 2011 – 18º Festival Iberoamericano de Cinema e Vídeo, Rio de Janeiro, RJ. E-mail: festivalcinesul@gmail.com. Web: www.cinesul.com.br.

19 a 25 Cannes Lions, Cannes, França. Tel.: (44 20) 7728-4040. Web: www.canneslions.com

JUNHO

6 a 10 34º Festival Guarnicê de Cinema, São Luís, MA. Tel.: (98) 3231-2887. E-mail: guterresfilho@gmail.com

21 a 24 Sunny Side of the Doc, La Rochelle, França. Tel.: (33 05) 4634-4652. E-mail: coordination@sunnysideofthedoc.com. Web: www.sunnysideofthedoc.com

6 a 11 35º Festival Internacional de Animação de Annecy, Annecy, França. Tel.: (33 04) 5010-0900. Web: www.annecy.org

23 a 10 10º Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, Florianópolis, SC. Tel.: (48) 3232-5996. Web: www.mostradecinemainfantil.com.br

6 a 12 8º Femina – Festival Internacional de Cinema Feminino, Rio de Janeiro, RJ. Tel.: (21) 2576-5744. E-mail: contato@feminafest.com.br. Web: www.feminafest.com.br

24 a 1º/7 FAM 2011 – 15º Florianópolis Audiovisual Mercosul, Florianópolis, SC. Web: www.panvision.com.br

JULHO

11 a 17 6º Festival de Cinema LatinoAmericano de São Paulo, São Paulo, SP. Tel.: (11) 3813-8333. E-mail: audiovisual@uol.com.br. Web: www.festlatinosp.com.br

9 a 16 21º Cine Ceará – Fetival Iberoamericano de Cinema, Fortaleza, CE. Tel.: (85) 3264-3877. E-mail: festival@cineceara.com.br. Web: www.cineceara.com.br

14 a 21 4º Festival Paulínia de Cinema, Paulínia, SP. Tel.: (19) 3874-5700. E-mail: meloci@uol.com.br. Web: www.culturapaulinia.com.br

14 a 19 FICA – 13º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, Cidade de Goiás, GO. Tel.: (62) 3224-2642. E-mail: fica@fica.art.br. Web: www.fica.art.br

15 a 31 Anima Mundi 2011, Rio de Janeiro, RJ, e São Paulo, SP. Tel.: (21) 2543-8860. E-mail: info@animamundi.com.br. Web: www.animamundi.com.br

14 a 16 The Cable Show 2011, 42

T E L A

V I V A

9 a 11 de agosto de 2011 O maior e mais importante evento de negócios de TV por assinatura, mídia, entretenimento e telecom da América Latina. ABTA 2011, Transamérica Expo Center, São Paulo, SP. Tel.: (11) 3138-4660. E-mail: info@abta.com.br. Web: www.abta.com.br

AGOSTO

5 a 13 39º Festival de Cinema de Gramado, Gramado, RS. Tel.: (51) 3235-1776. E-mail: festivaldegramado@lnconsultoria.com.br. Web: www.festivaldegramado.net 23 a 25 Broadcast & Cable, São Paulo, SP. Tel.: (21) 3974-2028. E-mail: bc@certame.com. Web: www.broadcastcable.com.br 25 a 2/9 22º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum, São Paulo, SP. Tel.: (11) 3034-5538. E-mail: spshort@kinoforum.org. Web: www.kinoforum.org

SETEMBRO

6 a 11 Andina Link 2011, San José de Costa Rica, Costa Rica. Tel.: (57 1) 2498-229. Web: www.andinalink.com 9 a 15 38ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia, Salvador, BA. Tel.: (71) 3014-0678. E-mail: jornadaba@yahoo.com. Web: www.jornabahia.com 12 a 17 11º Curta-se, Aracaju, SE. Tel.: (79) 3302-7092. E-mail: mostras@curtase.org.br. Web: www.curtase.org.br 21 a 25 Ottawa International Animation Festival, Ottawa, Canadá. Tel.: (613) 232-6315. E-mail: info@animationfestival.ca. Web: www.animationfestival.ca 29 a 2/10 BRAFFTv 2011 – Brazilian Film Festival of Toronto, Toronto, Canadá. Web: www.brafftv.com

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Revista Tela Viva - 214 - Abril 2011  
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