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televisão, cinema e mídias eletrônicas

ano 19_#210_nov2010

PÉ NA ESTRADA

TV digital, Copa do Mundo e Olimpíadas puxam a demanda por novas unidades móveis de produção. ENTREVISTA

Mackeenzy, da Videolog, explica como a web aproxima profissionais e produtoras

POLÍTICA

Secom prepara anteprojeto de marco regulatório para as comunicações


Foto: marcelo kahn

(editorial ) Presidente Diretores Editoriais Diretor Comercial Diretor Financeiro

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uatro acontecimentos dos últimos trinta dias devem dar o tom dos debates sobre a regulamentação das comunicações a partir do próximo ano. São eles: 1) A eleição de Dilma Rousseff e seu discurso inaugural, no qual ressaltou o compromisso com a liberdade de expressão; 2) A decisão do Cade de acabar com a cláusula de preferência na compra dos direitos do Campeonato Brasileiro de Futebol; 3) A realização do Seminário Internacional de Comunicação, organizado pela Secom, que ouviu reguladores de diferentes países em busca de modelos; e 4) A quebra do banco Panamericano, que deixou o SBT à deriva, aguardando um comprador. Algumas coisas ficam claras. A primeira é que a Constituição será (como deve ser) a grande linha orientadora de qualquer política para o setor, em seu Artigo 220, que garante a liberdade total de expressão e comunicação e o impedimento à formação de monopólios e oligopólios; no Artigo 221, que preconiza a regulamentação, pelo governo, de itens como a regionalização e a produção independente; e no Artigo 222, que reserva a brasileiros o controle de empresas jornalísticas, mas cujas interpretações em relação à Internet estão bastante confusas. A outra é que uma revisão do marco legal da comunicação, sobretudo a comunicação eletrônica, é premente. O Código Brasileiro de Telecomunicações, que regula a radiodifusão, é de 1962, quando não havia sequer TV em cores e redes nacionais via satélite, quanto mais a diversidade de plataformas que existem hoje e sua complexidade. Como lidar com questões como a distribuição de direitos por várias plataformas, a televisão via redes IP e dispositivos over-the-top, a convergência entre mídia e telecomunicações, a globalização dos grupos de mídia, a entrada das telefônicas no negócio de comunicação? De saída, os reguladores devem deixar sempre claro que o objeto da regulação não é o conteúdo e a livre expressão. Aliás, apenas dois grupos fazem deliberadamente esta confusão: parte da mídia tradicional, que usa este argumento como pretexto para que não se discuta regulamentação alguma, e grupos minoritários que talvez queiram mesmo que haja algum tipo de controle sobre o conteúdo. Mas esta não é certamente a visão dominante neste e no próximo governo. A regulação é necessária e benéfica ao mercado e à sociedade. Nos Estados Unidos, medidas como o Syn-Fin, o audience cap e as regras de propriedade cruzada (cross ownership), que vigoraram por décadas, garantiram um cenário com diversidade e equilíbrio de fontes de informação. Por aqui, questões como a regionalização, a participação de capital estrangeiro, a proteção ao conteúdo nacional, as regras anticoncentração, a garantia da radiodifusão enquanto serviço voltado à informação e ao entretenimento são questões que devem ser abordadas. Escondê-las atrás da cortina, como se fez até agora, só vai gerar mais incerteza e conflitos daqui para a frente.

ilustração de capa: seri

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(índice ) 14

Produção sobre rodas

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Base de unidades móveis HD deve crescer 20% até a Copa de 2014

scanner

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figuras

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tecnologia

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Fornecedores comemoram procura por equipamentos para unidades móveis

( cartas)

making of

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política

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Secom prepara anteprojeto de Lei de Comunicação Social

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Capa Como paranaense fico orgulhoso em ver o progresso de uma empresa regional. Em um momento em que vemos a fragilidade dos grandes grupos nacionais, acho importante ver que algumas empresas crescem por apostar no desenvolvimento regional. Eduardo Dias, Ponta Grossa, PR

audiência

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entrevista

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Edson Mackeenzy, da Videolog diz como a Internet abre oportunidades no mercado de vídeo

convergência

Tecnologia Foi uma grata surpresa ver uma matéria sobre um projeto acadêmico na Tela Viva de outubro. Muito bom o projeto do Mackenzie e espero muito que ele dê certo, pois é um caminho para desenvolver a pesquisa no Brasil e também a tecnologia na área de entretenimento. Sandra Alencar, São Paulo, SP

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Players discutem as novas possibilidades de consumo do audiovisual 48

cinema

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Exibidores apostam no crescimento do conteúdo alternativo

Tela Viva edita as cartas recebidas, para adequá-las a este espaço, procurando manter a máxima fidelidade ao seu conteúdo. Envie suas críticas, comentários e sugestões para cartas.telaviva@convergecom.com.br

upgrade

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agenda

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Acompanhe as notícias mais recentes do mercado

telavivanews www.telaviva.com.br 4

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Vh1 estreou a segunda produção nacional em 2010, o “Estúdio VH1 Skank e Nando Reis”.

Poder nacional O Vh1 exibiu em novembro sua segunda produção nacional em 2010: “Estúdio Vh1 Skank e Nando Reis”. Coproduzido com a Mixer, o programa foi gravado com a banda Skank e o músico Nando Reis no início de setembro em um estúdio em São Paulo. A atração, que utiliza recursos do Artigo 39, traz a apresentação de 15 músicas e entrevistas com os artistas, que falam da parceria musical entre Samuel Rosa e Nando Reis. A primeira produção nacional do canal neste ano foi ao ar em outubro. “Vh1 Apresenta Arnaldo Antunes Ao Vivo Lá em Casa” foi uma coprodução com a Conspiração. O programa ficou em sexto lugar de audiência no target de 25 a 34 anos na faixa das 23h30 às 24h. A Viacom, que além do Vh1 programa o Nickelodeon, também comemora o desempenho de outra produção nacional no canal infantil. A 11ª edição do “Meus Prêmios Nick” levou o Nickelodeon ao primeiro lugar de audiência em sua faixa de exibição, das 20h às 22h, no dia 14 de outubro, entre o público de 4 a 11 anos, 7 a 12 anos e 12 a 17 anos com TV paga, de acordo com dados do Ibope divulgados pelo canal.

Film Business

Livro da Campus Elsevier aborda aspectos da produção, distribuição e exibição de filmes.

A editora Campus Elsevier lançou o livro “Film Business”, escrito por Iafa Britz, Rodrigo Saturnino Braga e Luiz Gonzaga Assis de Luca. Os três textos que compõem o livro abordam os aspectos voltados para a produção, a distribuição e a exibição de filmes destinados ao cinema, estruturando o ciclo, desde a sua produção até a chegada às grandes telas. O livro detalha as etapas de realização de um filme, a começar pela aquisição dos direitos de um livro ou de uma ideia, passando pelo desenvolvimento de roteiros, identificação da equipe e do elenco até a distribuição dos filmes. Planilhas financeiras ensinam a elaborar orçamentos de despesas com a comercialização de um filme, levando em conta o valor do preço médio do ingresso e o montante necessário para um lançamento. 6

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A produtora Mixer coproduz com a Globo a série de animação do “Sítio do Picapau Amarelo”, obra de Monteiro Lobato. A produção, que está em fase de roteirização, conta com recursos do Artigo 3°A para sua realização, que é o mecanismo que permite que canais de televisão (pagos e abertos) invistam parte do imposto devido pela compra de direitos internacionais na coprodução com produtores brasileiros independentes. Além desses, a produtora deve começar em breve a buscar recursos complementares via artigo 1°A. A série será produzida em 2D, com 26 episódios de 11 minutos cada. Ainda não está fechado qual será o estúdio que vai animar a série. O roteiro é de Rodrigo Castilho. A Globo, que terá a primeira exibição da atração, deve estreá-la em outubro de 2011. A distribuição em outros territórios ficará a cargo da Globo Internacional.

Coprodução internacional A Conspiração estreia no final de novembro sua primeira coprodução internacional. “Lope” é uma ficção inspirada na vida do dramaturgo Lope de Vega coproduzida com as produtoras espanholas Antena 3 Films, El Toro Pictures e Ikiru Films. A produção de época orçada em 12 milhões de euros tem direção do brasileiro Andrucha Waddington e foi rodada na Espanha e em Marrocos em maio de 2009. Com 80% de participação espanhola e 20% de participação brasileira, o filme utilizou recursos dos artigos 1º e 3º, via Warner, a distribuidora do filme no País. FOTO: Teresa Isasi

FOTO: marcelo spatafora

Sítio animado

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“Lope”, com 20% de participação brasileira e 80% espanhola, é a primeira coprodução internacional da Conspiração.


FOTOs: divulgação

De volta

“Boiadeiros do Brasil”, da EPTV, foi gravado na Índia e no Brasil.

A HBO promoveu o seu Upfront 2011 e anunciou a volta do canal Cinemax, novas propostas para o mercado publicitário e produções originais. O Cinemax deve voltar nos próximos dois meses como um canal básico, com programação baseada em filmes e séries dubladas. “Será uma degustação da HBO e terá break publicitário”, avisa Renata Lorena, líder do departamento de Ad Sales da HBO, que foi estruturado no Brasil em abril deste ano. Renata conta que serão apresentadas seis “cotasfundadores” ao mercado publicitário. As marcas anunciantes que adquirirem estas cotas terão tratamento diferenciado, com integração ao projeto gráfico do canal. Segundo a executiva, os canais HBO e Max também terão novas ofertas para anunciantes. “Não vamos apresentar formatos diferenciados, mas sim projetos personalizados”, diz. Uma das novidades é a possibilidade de product placement nas produções originais do grupo na América Latina. A produção original “FDP”, da Pródigo, que está em fase de captação e roteirização, deve ser a primeira a ter product placement. “É uma comédia sobre a vida de um juiz de futebol, nas comédias é mais fácil inserir marcas”, observa Renata. “FDP” deve começar a ser rodada em 2011 e utilizará recursos dos artigos 39 e 3ºA. A produção nacional que estreia em 2011 é “Mulher de Fases“, comédia produzida pela Casa de Cinema de Porto Alegre.

Especial A EPTV, emissora afiliada da Rede Globo em Campinas (SP), exibiu em outubro o especial “Boiadeiros do Brasil”. Trata-se de um programa especial de 47 minutos de duração, em alta definição, sobre bois. A produção do programa começou em outubro de 2009. Foram três meses de pesquisas, entrevistas com historiadores e especialistas do setor. As gravações externas demoraram cinco meses percorrendo seis estados brasileiros (SP, MG, RS, MT, PE e AC) e três estados indianos (Gujarate, Andra Pradesh e Tamil Nadu), num total de 29 mil km entre os dois países.

FOTO: arquivo

Mídia e entretenimento

O advogado Marcos Bitelli foi reconhecido pelo trabalho em mídia e entretenimento

O escritório Bitelli Advogados recebeu alguns reconhecimentos nos últimos meses pela sua atuação no setor de mídia e entretenimento. O escritório foi reconhecido novamente como top de ranking no Brasil como especialista em “Media & Entertainment” para 2011 pela Chambers & Partners, do Reino Unido. A mesma instituição escolheu Marcos Bitelli como advogado Top de ranking de profissionais no Brasil. Além disso, o Bitelli Advogados foi escolhido pela Global Law Experts (GLE) como o escritório de Direito do Entretenimento do ano de 2010. O GLE é um guia mundial que escolhe apenas um escritório de advocacia por país em sua área de especialização.

Em novembro, foi inaugurado no Rio de Janeiro o SporTV Point, bar esportivo que leva a marca licenciada do canal da Globosat. O estabelecimento oferece pratos com nomes de programas do SporTV assinados pelo chef Ivan Costa e tem a programação do canal disponível em uma sala VIP com monitor de 55”, televisores HD para as mesas e pontos de áudio individuais. A marca foi licenciada pelo canal para a Six Stars. Outra ação recente de licenciamento da marca do canal foi o início das vendas de camisetas do Cartola FC, o fantasy game do campeonato brasileiro. A loja virtual (www.vitrinepix.com.br/cartolafc) oferece dez modelos de camisetas com mensagens divertidas, sendo um deles voltado especialmente para o público feminino. O usuário também pode montar sua própria camiseta em modelo customizado, aplicando o escudo de seu time criado no Cartola FC.

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FOTO: luciano rodrigues

Licenciamento

SporTV Point: bar carioca licenciou a marca do canal

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Conteúdo variado Os canais online Elo Channels, da Elo Company, contarão com mais de 200 vídeos produzidos pelo jornal americano The New York Times. Os vídeos são reportagens de curta duração e abrangem os mais diferenciados temas como sustentabilidade, moda, esportes radicais, culinária e tecnologia, todos com dublagens ou legendas produzidas especialmente para o público brasileiro. O conteúdo será distribuído entre os canais Elo Channels de acordo com a temática. No canal Elo Gourmet (www.elogourmet.com.br), por exemplo, serão oferecidos programas de culinária como os vídeos de receitas feitas pelo colunista de gastronomia do NYT e da revista Times, Mark Bittman. A web TV Elo é composta por 19 Elo Channels, canais digitais organizados e divididos por temas de interesse. Entre eles, o Elo Vídeos com receitas do colunista de gastronomia do Cinema, o Elo Hits e o Elo Sustentável. The New York Times, Mark Bittman, estão no Elo Gastronomia.

FOTOs: divulgação

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País promissor

Segurança

devido ao desempenho nos últimos A Cinépolis, operadora de anos, pelo número de pessoas que cinemas de origem mexicana com entram no mercado de consumo de atuação na Colômbia, Guatemala, entretenimento e pelo gargalo que Costa Rica, Panamá, Honduras, há no segmento de exibição por Peru, El Salvador e Índia, inaugurou aqui, com o índice de 80 mil em novembro seu primeiro habitantes por sala. “As expectativas complexo em São Paulo. A empresa são boas, apesar de o Brasil ser chegou ao País em junho deste ano, muito caro. Quando com a inauguração de comparado com o oito salas no Shopping México, por exemplo, Santa Úrsula, em vemos que os impostos Ribeirão Preto (SP). são altos, tudo é muito Em outubro, caro, desde a inaugurou mais um importação de complexo no equipamentos até a Boulevard Shopping, construção. Ainda há em Belém. O complexo questões como a cota inaugurado em São de tela e a meia Paulo fica no Mais entrada, mas o País Shopping Largo 13, Eduardo Acuña, presidente da Cinépolis no Brasil: grupo cresce muito”, observa em Santo Amaro, e prevê investimento de R$ 500 Acuña. Segundo o conta com oito salas, milhões no País nos próximos executivo, os custos no sendo três delas com três anos para a abertura de Brasil inviabilizam a tecnologia 3D. Ainda 290 salas de cinema. abertura de salas em em 2010, o grupo locais com menos de 300 mil abre salas em Salvador. Para 2011, habitantes, mas o grupo está a empresa abrirá cinemas em estudando todas as possibilidades e cidades como Salvador, São Paulo, não pretende se limitar aos grandes Manaus, Rio de Janeiro, Campo centros. Em relação à programação, Grande, Barueri e Caxias do Sul. A Acuña explica que é necessário estimativa é de investimentos de R$ aprender sobre os gostos dos 500 milhões na abertura de 290 frequentadores de cada complexo, salas de cinema em todo o País. mas inicialmente existe uma forte Eduardo Acuña, presidente da aposta no 3D, pois tem sido uma Cinépolis no Brasil, conta que o das maiores demandas. grupo decidiu investir alto no País

O Discovery Channel estreou em novembro mais um documentário em coprodução com a Mixer. Trata-se de “Rio de Janeiro: Segurança em Jogo”, com direção de Rodrigo Astiz e Pedro Gorski, e patrocínio da CCR. O documentário busca apontar os principais desafios e as providências em andamento para garantir a segurança no Rio de Janeiro durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

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Documentário sobre a segurança no Rio de Janeiro é uma coprodução do Discovery Channel com a Mixer.

Product placement Os episódios locais de “Socorro! Tenho Filhos”, atração que vai ao ar pelo canal Discovery Home & Health, ganharam ações de product placement da Personal Baby (fralda e lenço umedecido) e Nestlé (com os produtos Chambinho e Ninho Soleil). A produção dos episódios locais é da Cuatro Cabezas.

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( scanner) FOTOs: divulgação

Acordo A produtora Emporte Filmes anunciou sua entrada no mercado de filmes publicitários, em acordo operacional com a Movie&Art. Até então, cuidava apenas da coprodução de filmes com empresas internacionais. A produtora começa a operar com sete diretores, brasileiros e estrangeiros, explica o produtor Ricardo Montanha, sócio fundador da empresa. Os diretores da casa são o espanhol Eduardo Maclean, vencedor do Grand Prix do Festival de Cannes; o também espanhol, com foco em comédias, Albert Saguer; o italiano Fabrizio Mari, vencedor do New York Festival; o gaúcho Álvaro Beck; o coletivo p.l.u.r.a.l.; e por fim, os novos talentos Rodrigo Chevas e o norte-americano Thomas Hale. O acordo com a Movie&Art prevê que decisões comerciais, estratégicas e operacionais quanto à execução de projetos serão conjuntas, embora as empresas não mantenham relação societária.

Campanha de reposicionamento do Globo News.

Repaginados Os canais pagos de notícia apresentaram nova identidade visual e reposicionamento entre o outubro e novembro. No Globo News, a logomarca e as vinhetas dos programas foram reformuladas. As mudanças foram desenvolvidas por uma equipe da empresa Crama Design Estratégico em parceria com o departamento de arte do jornalismo da Rede Globo, a partir de uma pesquisa encomendada à agência F/Nazca. Há cerca de dois anos, uma série de entrevistas começou a ser feita com a intenção de traçar o perfil do assinante. A programação também passou por algumas modificações, deixando a cobertura jornalística mais próxima dos acontecimentos. O “Em Cima da Hora”, telejornal exibido a cada hora na programação, passará a se chamar “Jornal Globo News” e ganhará um novo cenário. Além de uma nova bancada, ele terá um espaço para os apresentadores receberem convidados no estúdio. O Bandnews TV teve programação gráfica e sonora renovadas para adequar o

canal ao HDTV. Foi a segunda alteração de vinhetas desde a inauguração do canal há nove anos. As vinhetas de assinatura foram desenvolvidas pela Lobo/ Vetor Zero. Tabelas e infográficos também ganharam nova apresentação, com recursos tridimensionais. As trilhas sonoras usam base eletrônica com elementos orquestrais e sinfônicos. O Record News apresentou nova identidade visual e estreou seis programas. Entre as novidades de programação estão o “Record News São Paulo” e o “Record News Centro-Oeste”. O jornal de São Paulo tem a interatividade do telespectador, que poderá fazer denúncias e reclamações durante o noticiário. O canal ganhou um noticiário sobre agronegócio apresentado diretamente de Araraquara, interior de São Paulo. Há também novos programas de entretenimento: a revista eletrônica “NBlogs”, com a participação de blogueiros do portal R7 e o “Tonight Show With Jay Leno”, da rede NBC americana. Outra estreia é o boletim “Eco Record News” ao longo de toda a programação.

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Série coproduzida pela TV Brasil e pela Bossa Produções mostra grupos de capoeira em todo o mundo.

Roda de capoeira Uma série coproduzida pela TV Brasil e pela Bossa Produções foi atrás de grupos de capoeira em todo o mundo. Além de registrar as manifestações da capoeira, a série mostra como ela é uma porta de entrada de estrangeiros para a cultura brasileira e a língua portuguesa. A apresentação é do Mestre Boneco (Beto Simas). A série é produzida por Hélio Pitanga e foi gravada em diversas cidades do mundo: Rio de Janeiro, Salvador, Los Angeles, Nova York, Montreal, Tel Aviv, Jerusalém entre outras. Dentre os mestres entrevistados está Mestre João Grande, que recebeu nos Estados Unidos o título de doutor (Doctor of Humane Letters). Os cinco episódios de 26 minutos vão ao ar de segunda a sexta-feira às 22h, a partir da segunda quinzena de novembro.

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FOTO: thiago mancine

Corinthians no bolso A Tele System Eletronic do Brasil lançou a Pocket TV do Timão em parceria com o Corinthians. O aparelho de bolso tem tela de 3,5 polegadas e pesa 130g, receptor de TV digital no sistema ISDB-TB OneSeg, gravador de vídeo programável (até cinco horas de programação de TV em cartão SD de 1Gb) e estação multimídia completa. Fabricado na Zona Franca de Manaus, o aparelho traz o emblema do time na embalagem, na bolsa protetora e no próprio aparelho. Ao ser ligado, a tela de abertura também faz alusão ao clube e o usuário pode assistir a um slide show com imagens do Memorial do Corinthians. Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians, afirmou que o lançamento da TV portátil, como uma das ações no ano do centenário do time, tem a ver com a proposta do clube de facilitar o acesso do corinthiano ao desempenho da equipe. Com ela, o torcedor pode ver os jogos do time quando são exibidos na TV e outros conteúdos da TV digital aberta em qualquer lugar onde haja sinal disponível. “É algo que vai se popularizar e espalhar”, observa. Marco Szili, diretor geral da Tele System, explicou que a área esportiva é a que tem maior apelo para a mobilidade e a parceria com o Corinthians, por meio do licenciamento da marca, é uma aposta neste segmento.

Guta Lima, novo atendimento da Satélite Áudio, entre Kiko Siqueira e Roberto Coelho, sócios da produtora de som.

Conteúdo A produtora de som Satélite Áudio completa cinco anos e amplia a atuação para além da publicidade com a criação do núcleo SubSound, voltado à produção de trilhas para conteúdo e entretenimento. Antes mesmo do anúncio oficial desta divisão, a produtora já desenvolveu trilhas de programas como a série “Tô Frito” (Band e MTV) e para a série de animação em 3D “Galera Animal”, exibida na Globo. Ambas as produções foram realizadas em parceria com a Film Planet e a Nestlé. Outro projeto é a produção sonora dos vídeos exibidos no estande da Apex Brasil na EXPO Xangai 2010, desenvolvida pela Satélite em parceria com a O2 Filmes, e do curta “Mandingas”, criado pela F/Nazca para a Nike, também produzido pela O2, com direção de Renato Amoroso. A produtora também contratou Guta Lima como atendimento e de Milton Miné como coordenador de produção.

TV no Paraná Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians, e Marco Szili, da Tele System, apresentam a Pocket TV do Timão.

Exclusividade A Panasonic lançou equipamentos de homevideo 3D em novembro no mercado brasileiro. São dois modelos de aparelho de televisão (3D Vieira 50VT20 e 58VTV20), um Blu-ray (BDT300) e óculos (EW3D10). A fabricante fechou uma parceria com a Fox Home Entertainment para disponibilizar junto com a TV e com o Blu-ray da marca o filme Avatar 3D. Até 2012, apenas os clientes que comprarem a solução 3D da Panasonic terão a mídia em Blu-ray do filme de James Cameron. Para ajudar os consumidores a entenderem melhor os novos produtos e suas aplicações, a Panasonic desenvolveu um novo portal: www.panasonic.com.br/viera. T e l a

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A RPC TV, emissora do Grupo Paranaense de Comunicação e afiliada da Rede Globo do Paraná, produziu dois “Casos e Causos” especiais para comemorar os seus 50 anos. Os episódios, que vão ao ar em um quadro RPC produziu um doc-drama para contar a de dramaturgia nas noites história da TV no Paraná. de domingo, são em formato de doc-drama e reproduzem algumas histórias vividas no início da TV no Paraná. Os temas foram tirados do livro do repórter Sandro Dalpícolo “Uma Nova Luz na Sala – A História da TV Paranaense”. O primeiro episódio conta a história de Nagib Chede, desde o sonho de infância até o os desafios vividos para colocar a primeira TV do Paraná no ar. O segundo mostra histórias do início da televisão.

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Ronaldo Sardenberg

Anatel

Convergência e arte

O presidente Lula prorrogou por mais um ano o mandato do embaixador Ronaldo Sardenberg na presidência da Anatel. Já a vaga do conselheiro Antônio Bedran, que se abriu em 5 de novembro, será decidida posteriormente em acordo com a presidente eleita Dilma Rousseff.

A Fischer+Fala! contratou Karen Hada como gerente de projetos de convergência e Artur Pollati como diretor de arte. Karen tem no currículo as agências TV1, Oficina Interativa e Hypnotic. Pollati já passou pela Energy, Click, AlmapBBDO, Ogilvy e F.Biz.

Fotos: divulgação

Foto: arquivo

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Pan-regional

Cena

Marcelo Pacheco, diretor comercial da ESPN, assume também o atendimento dos clientes de Miami (EUA) que pretendem realizar negócios com a ESPN no Brasil. Dessa forma, o executivo passa a vender os pacotes comerciais de toda a plataforma multimídia da empresa para os clientes brasileiros, norte-americanos e da América Latina.

A produtora gaúcha Cápsula Filmes contratou o diretor de cena Rapha Coutinho. O profissional já atuou como designer de vídeo na RBS TV, além de realizar trabalhos para a Rede Globo, SporTV, GNT, Multishow e MTV. A produtora também anunciou a abertura de uma unidade na capital paulista.

Quarteto Programação A brasileira Jacqueline Cantore é a nova vice-presidente de programação e produção do A&E para a América Latina. A profissional desempenhará suas funções com base no escritório de Miami. Jacqueline tem mais de 20 anos de experiência em televisão, tendo passado por empresas como TV Globo, MTV Brasil, Canal Futura, BBC e Fox.

A agência curitibana Yeah! anuncia a chegada de quatro novos profissionais. Giovanna Domaredzki é a nova assistente de mídia, Diego Musiat chega como diretor Giovanna, Diego, Ariadne e Mariane de arte, Ariadne Sabatoski assume como assistente de atendimento e Mariane Silvestre como estagiária de design.

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Fernando Lauterjung

f e r n a n d o @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Produção em movimento Prestadores de serviço de produção móvel preparam-se para aumento da demanda por conteúdo HD e para a Copa do Mundo. Base de unidades móveis HD no país deve crescer 20% até 2014.

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Copa do Mundo de Futebol de 2014, que será realizada no Brasil, deixará no País um frota grande de veículos preparados para captar e transmitir as partidas em HD para a televisão. Os prestadores de serviços de produção, em preparação para o evento, começam a lançar novos veículos no mercado. A aposta é que, a partir do próximo ano, haverá aumento da demanda por jogos em alta definição na televisão aberta e por assinatura. Segundo pesquisa interna feita pela Sony, o Brasil tinha no final de 2009 aproximadamente 130 unidades móveis, tanto de produção quanto de jornalismo (sem contar as unidades que têm apenas uplink). Destas, aproximadamente 50% pertencem a emissoras de TV, e a outra metade está nas mãos de produtoras e prestadoras de serviço independentes. A fabricante prevê que até a Copa do Mundo este número deve crescer 20%, além dos gastos que serão feitos com a atualização da base atual, de SD para HD. A fabricante calcula que 85% desta base ainda seja de unidades com standard definition. A demanda por unidades de produção móvel vem crescendo nos últimos anos, apontam prestadores de serviço. Além do futebol, carro chefe do setor, a gravação de DVDs de shows musicais e os eventos do mercado corporativo vêm puxando a demanda para cima. Como resposta, carros preparados para os mais variados usos vão sendo lançados. Segundo João Carlos Serres, gerente geral da SP Telefilm, os

caminhões preparados para esportes são os mais versáteis do mercado. Para este tipo de produção, lembra o executivo, são necessários equipamentos específicos. No caso do futebol, além de lentes apropriadas, é necessário equipar a unidade com os equipamentos de replay. “Além da edição ao vivo, temos que ter todas as tomadas gravadas, prontas para um replay”, explica. “Tudo deriva da infraestrutura do futebol”, diz. Segundo Serres, com a estrutura do futebol, acaba ofertando serviço de captação de outros esportes, como hipismo, voleibol e futebol de salão. “Isso só é possível porque já investi nos equipamentos para o futebol”. Sem o esporte favorito nacional, não haveria demanda para um investimento tão alto em lentes e replay, por exemplo. A demanda gerada pelo futebol

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alimenta um setor formado por dezenas de empresas especializadas. “Em um fim de semana, são realizados até 50 jogos”, diz Serres, lembrando que são captados para a TV aberta, canais pagos e sistema pay-per-view todos os jogos das séries A e B, além dos mais importantes da série C. Muitas vezes, explica, o sinal é gerado para mais de um cliente. “Às vezes a gente capta o jogo e o jornalismo para uma emissora, e ainda manda o sinal do jogo para outra, que não quer ter equipe de jornalismo no local, ou leva uma estrutura só para o jornalismo”, explica Serres. HD “O carro tem que estar preparado para atender tudo. Se está pronto


câmeras, oito VTs de recuperação, switcher, replay, operação técnica e gerador próprio, além de uma unidade móvel com baú de quatro metros com quatro câmeras. Para Dutra, ainda não se justifica o pesado investimento em alta definição. “Mas o pessoal do Sul deve começar a demandar no próximo ano. A RBS em algum momento vai querer o campeonato regional em HD”, aposta. Para suprir esta demanda, a empresa está investindo R$ 6 milhões (FOB) no caminhão novo. A expectativa é que, atuando apenas na região Sul, a UM se pague em cinco anos. Apostando na demanda por jogos de futebol em alta definição, a Casablanca Online terá seus dois primeiros caminhões de produção em 2011. Totalmente HD, os caminhões contarão com 15 câmeras cada. Atualmente, além dos carros de

FOTO: divulgação

para esportes, serve para qualquer coisa”, diz Junior Danieletto, proprietário da D2, concordando que a principal demanda é para o futebol. A produtora começou a atuar no mercado de unidades móveis em 1994, para atender às demandas da Globosat e da ESPN, que eram justamente para futebol. Atualmente, diz Danieletto, o mercado atingiu um nível de exigência muito mais alto, sem mexer nos preços praticados. “Futebol é o que dá mais retorno pelo volume, mas o custo que se pratica no mercado é baixo. Antigamente replay era VT, hoje é um EVS (principal marcas de sistemas de slow motion) de US$ 100 mil”, diz o empresário. “Hoje um carro equipado custa pelo menos o dobro do que custava há 15 anos. E um HD custa até o triplo do preço de um SD”, completa. A D2 conta com três unidades móveis, sendo uma HD, uma SD e um uplink. A unidade HD conta com suporte para até 16 câmeras, sendo uma super-slow motion, e 12 VTs de recuperação. Já a unidade SD conta com 12 câmeras. A unidade para uplink em banda C conta com estrutura de produção com quatro câmeras SD. O caminhão HD da D2 começou a operar em setembro. Segundo Danieletto, a previsão é de que em cinco anos o investimento esteja pago. “HD ainda não está falando alto. Há demanda para dramaturgia, esportes ainda não”, diz. Segundo ele, apenas 10% do volume de trabalho da casa é em HD, “mas nós demoramos a entrar no mercado HD, se tivéssemos investido um ano antes, acredito que a UM já teria um volume maior de trabalho”. Esportes, com destaque para o futebol, representa 90% do trabalho da D2. A SP Telefilm, conta João Carlos Serres, por enquanto não trabalha com HD, contando com uma unidade móvel SD com dez câmeras e outra com cinco câmeras, usada na cobertura de eventos, esportes que não exijam grande número de

SP Telefilm equipou sua unidade móvel para gravar futebol e ganhar versatilidade.

câmeras e mercado corporativo. Em 2011 a produtora terá uma unidade móvel HD com 12 câmeras. “A demanda principal é em SD. Só estamos investindo em HD porque ela poderá trabalhar também em eventos SD”, diz João Carlos Serres.

demanda por unidades móveis hd ainda é pequena, mas deve crescer em 2011 “Mas estaremos preparados para o mercado em HD, que deve ser mais forte no futuro”, completa. A Start Vídeo, de Porto Alegre, é outra que prepara uma unidade móvel HD para o próximo ano. Segundo Rafael Dutra, diretor de operações da empresa, que atua no mercado de locação de equipamentos, além de prestar serviço de produção móvel, “no Sul ainda não tem demanda em HD”. A Start conta com uma unidade móvel em um baú de nove metros, com 11

uplink, a empresa conta com dois carros pequenos, com quatro câmeras cada. A empresa, até agora, atuava apenas com unidades de uplink. “Algumas empresas de produção começaram a investir em uplink, então resolvemos variar também”, explica Alex Pimentel, diretor da empresa. No caso das unidades móveis de uplink, o aumento deve ser ainda maior que o previsto pela Sony. Segundo Pimentel, a Casablanca Online conta hoje com 20 carros de transmissão. Até a Copa do Mundo, a expectativa é dobrar esta frota, diz. Segundo ele, já há um aumento da demanda de unidades móveis no Brasil. Seu principal volume de trabalho está na transmissão de partidas de futebol, sendo responsável por aproximadamente 90% do faturamento da empresa. Contudo, explica, as emissoras de TV aberta vêm investindo cada vez mais na cobertura de festas e eventos ao vivo, além dos esportes. “O evento ao vivo tem alto retorno para a televisão

UM da Start atende a região Sul do País. Versão em HD chega em 2011.

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( capa) Unidade móvel da Broadcast TV pode trabalhar em HD, 3D e 3G (1080p).

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e um custo muito baixo. Sai muito mais barato que investir em dramaturgia, por exemplo”, justifica o executivo. Por isso, eventos como festas juninas, Carnaval e outras festas regionais, como os Bois no Norte e Nordeste, vêm ganhando espaço nas grades de programação. 3G e 3D À frente da concorrência e da própria demanda de mercado, a Broadcast TV investiu na construção de uma unidade móvel preparada não apenas para a alta definição, mas também para produções em 3D e 3G (1080p). Segundo Salvatore de Luca, sócio da empresa, foram investidos três anos na preparação e no desenvolvimento da unidade, e mais dois anos na execução. Montada em um trailer semirreboque, a unidade móvel foi inteiramente projetada, inclusive a carroceria, que conta com expansão. “É o único veículo com freio eletrônico ativo no Brasil”, conta de Luca. A UM pode trabalhar com até 48 sinais, equipada com 20 câmeras, oito servidores EVS e gerador de caracteres com dois canais. “Só os monitores não são prontos para 3D, porque ainda não havia oferta de equipamentos quando montamos o carro”, explica o sócio da Broadcast TV. A UM trabalha com até oito canais de áudio digital ou analógico. Segundo Salvatore de Luca, o principal mercado é o de emissoras de TV aberta, fazendo a cobertura de grandes eventos. Como exemplo, cita a cobertura do Carnaval em Salvador para a TV Aratu, quando esta inaugurou seu sinal HD. A UM também é usada por grandes produtoras de eventos e shows, para a gravação de DVDs. Além disso, começa a ser usada para captar conteúdo para novas mídias. Foi usada, por exemplo, na cobertura do Tim Festival, fazendo a transmissão para o Tim TV, serviço de vídeos pelo celular da operadora. Segundo de Luca, o volume de trabalhos em alta definição está bem

acima do apresentado nas UMs HD da concorrência: 80% é em alta definição. “É uma unidade móvel maior que a maioria, para cobertura de eventos maiores. Não faz muito sentido captar estes eventos em SD”, justifica o empresário. Pronta em setembro de 2009, a UM levará menos tempo que o esperado para amortizar o investimento. Segundo de Luca, a empresa deve montar no futuro outra UM semelhante. “O custo com pesquisa e com o processo burocrático está pago. Se quisermos outra carreta, é só fazer e licenciar, o projeto já está aprovado”, diz. Musical e corporativo “É um momento de transição, onde cada cliente tem seu formato e sua exigência”, diz Vando Mantovani, sócio da Rentalcam, explicando por que optou por converter sua unidade móvel para HD, mas mantendo uma saída SDI. Com uma UM capaz de trabalhar com até 16

Câmera 2 aposta na demanda de produção HD fora dos gramados de futebol.

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câmeras, a empresa atende principalmente os mercados corporativo e comercial. “Pode trabalhar em HD ou SD 16:9 e 4:3. Para a TV, estamos trabalhando mais em SD”, diz Mantovani. O maior volume de trabalho da Rentalcam é na área corporativa e musical. “A área de DVDs musicais tem peculiaridades. Precisa de gravação paralela de todas as câmeras”, diz Mantovani. Contudo, não precisa dos caros equipamentos de replay que equipam as UMs usadas na cobertura esportiva. “O mercado das emissoras começa a abrir oportunidades além do esporte, na produção de eventos e cobertura jornalística”, diz o executivo, apontando outra área importante para a empresa. No mercado musical, diz Mantovani, não se usa mais produção SD. Danieletto, da D2, diz que pretende aumentar sua participação neste mercado. “Quero crescer em outros segmentos. O desgaste dos equipamentos na gravação de shows é menor”, diz. “Em um estádio, o volume de cabos necessários é muito maior”, explica, lembrando ainda que os equipamentos ficam mais sujeitos a acidentes e ao tempo. A SP Telefilm também trabalha com TVs corporativas. “O mercado corporativo acaba absorvendo o tempo ocioso das unidades móveis, e ajuda a amortizar o investimentos”, diz João Carlos Serres. Para algumas empresas, este mercado representa a principal demanda. A Câmera 2 Vídeo Filmes, que conta com uma unidade SD com suporte para até quatro câmeras, promete fechar o ano com a sua segunda UM, desta vez em HD. A empresa coloca suas fichas na demanda por conteúdo HD fora das grandes transmissões esportivas. Embora seja montada para cobrir eventos de menor porte, a unidade móvel, que conta com até cinco


câmeras, é bastante versátil, contando com sistema de energia redundante. O sistema de transmissão, também redundante, pode trabalhar nos formatos MPEG-2 ou MPEG-4 HD ou SD. Os moduladores suportam os formatos DVB-S e DVB-S2 (QPSK ou 8PSK) 4:2:0 ou 4:2:2. A RTV Filmes, que atua na região de Mogi das Cruzes (SP) tem nos mercados corporativo e educacional a principal demanda. Segundo Mario Théo, diretor de operações da empresa, estes mercados estão crescendo. “As universidades conseguem distribuir uma aula ou uma palestra para outras unidades garantindo interatividade através da Internet”, destaca o executivo. Já no mercado corporativo, explica, o custo para prestação de contas a acionistas ou de treinamento fica mais baixo, já que são cortados os investimentos com viagens. A produtora conta com uma unidade móvel diferente da maioria disponível no mercado, montada em um trailer. “Com isso a vida útil é maior, pois não tem um veículo motorizado acoplado, que tem vida limitada. Além disso, como é um engate, não precisa ficar parado por conta de problemas mecânicos no motor”, explica o executivo. O carro é equipado com mastro pneumático de 10 metros e link de microondas para transmissão a até 30 km; switcher com mesa de corte e áudio; cinco câmeras; sapatas elétricas para nivelação; e um gerador externo. Além disso, após um trabalho de nivelamento no teto, o trailer agora pode ser usado como uma plataforma de gravação. Equipe especializada Para o futebol, até a equipe tem que ser especializada. No caso da SP Telefilm, a equipe que trabalha nas produções é da própria produtora. “As emissoras mandam um coordenador ou diretor, além de narrador, comentarista e os repórteres. A equipe técnica é nossa”,

todo é atendido pela empresa, embora haja demanda maior num raio de mil km de São Paulo. A empresa sempre leva a equipe, contando apenas com alguns cinegrafistas freelancers em algumas capitais. “A equipe vai em microônibus leito, às vezes avião”, diz. Serres, da SP Telefilm, diz que a unidade móvel da empresa viaja bastante. “A gente prioriza a região Sudeste, atendendo principalmente em um raio de 600 km de São Paulo, mas já fomos para o interior do Rio Grande do Sul e para Parintins”, conta. A empresa fez a produção para a Band do Festival de Parintins durante quatro anos consecutivos. “São 11 dias para chegar lá, sete de trabalho e 13 de volta, passando inclusive por balsa”. A Start Vídeo, embora fique no extremo sul do país, já fez trabalhos no Espírito Santo e outros estados fora da região Sul. “Mas fica muito longe, é mais prático atuar no Sul”, diz Rafael Dutra. “Todos nós estamos sobre rodas”, finaliza

Teto da unidade móvel da RTV pode ser usado como plataforma de gravação.

conta João Carlos Serres. Metade desta equipe é de funcionários da produtora. São os que assumem as funções mais importantes, como edição, a operação das câmeras um a três. A outra metade é contratada por trabalho. Na Start Vídeo, de Porto Alegre, a equipe conta com cinco pessoas fixas, todas de engenharia. O restante é freelancer. “Temos equipes parceiras no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no

o profissional preparado para trabalhar em futebol e shows é o mais versátil. Paraná, todas capazes de produzir para futebol”, conta Rafael Dutra. Para a produção musical, também é necessário um treinamento específico. “Quem sabe trabalhar em futebol e em shows está preparado para fazer qualquer coisa no mercado”, diz Vando Mantovani, da Rentalcam. Boa parte do volume de trabalho da empresa está na captação de shows para DVD. “Oferecemos a solução turn key, a produção absolutamente resolvida”, diz. Até mesmo a direção fica por conta da empresa. A equipe técnica é de funcionários fixos, enquanto a operacional é formada por freelancers. A D2 também conta com equipe técnica fixa, bem como parte da equipe de produção. “No mínimo 50% da equipe trabalhando é de funcionários da casa”, conta Danieletto.

Vando Mantovani, da Rentalcam. No caso da Casablanca Online, a área de atuação começa a se expandir ainda mais em 2011. Segundo Alex Pimentel, os 20 carros da empresa estão sempre na estrada, atuando em todo o país. No próximo ano, a Casablanca Online começa a internacionalizar o trabalho. Terá sua primeira experiência com uma unidade móvel no Chile, mas deve seguir para outros países da América do Sul. Seus caminhões contam com antenas de fibra de carbono fabricadas pela própria Casablanca Online. Este é outro trabalho que deve ser levado para o exterior em 2011, quando os equipamentos serão oferecidos para venda no mercado internacional.

Território nacional O proprietário da D2 conta que o Brasil

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* Colaborou André Mermelstein

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( tecnologia) André Mermelstein

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HD sobre rodas Fornecedores comemoram alta na procura por equipamentos de alta definição para a construção de unidades móveis com vistas à Copa do Mundo, Olimpíadas e outros eventos.

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mercado está aquecido para a construção de unidades móveis, de olho nos grandes eventos dos próximos anos, como a Copa e as Olimpíadas, mas também nos Jogos Militares e na ECO+20, no Rio de Janeiro. Além dos esportes, as UMs também são usadas largamente em eventos como desfiles de moda, jornalismo e gravação de shows, para TV ou DVD. Uma indicação da importância do segmento foi dada pela Sony, que anunciou em agosto que passaria, além fornecer os equipamentos, a oferecer também o serviço completo de montagem das unidades, entregando a carreta pronta ao cliente. A empresa enviou um engenheiro a sua unidade europeia para fazer uma atualização tecnológica na montagem de unidades móveis. “Vimos que 40% do investimento em uma UM é em captação e switcher, que já fornecemos. Por isso, resolvemos passar a integrar tudo e agregar valor ao serviço”, conta Danillo Garcia, da divisão de vendas de Broadcast e Produção da Sony. A Grass Valley também aposta nas novidades tecnológicas para fermentar o negócio de unidades móveis no Brasil. Logo após a IBC, executivos brasileiros da empresa foram à unidade da empresa na Alemanha conhecer as novidades nesta área. Lá tiveram também contato com a HBS, geradora das FOTO: tela viva

imagens da Copa 2010, na África do Sul. Em dezembro, trarão técnicos da Alemanha para prestar consultoria no Brasil, para a empresa e seus clientes. Uma das principais inovações, já em prática na Europa, é a capacidade de utilizar duas ou mais UMs conjuntamente, como se formassem uma única unidade. Segundo Jaime Ferreira, gerente regional para a América Latina da Grass Valley, a solução permite que se usem por exemplo duas unidades de dez câmeras para cobrir um evento que exija 20 câmeras. Uma das unidades faz todo o gerenciamento e controle, e

“A Copa mudou o padrão de exigência do mercado. O consumidor agora quer ver mais jogos em alta definição” Danillo Garcia, da Sony

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recebe as imagens geradas pela segunda unidade, como se fossem uma só. “A vantagem é que cada unidade tem seu processamento independente, e pode ser usada individualmente, mas também podem ser integradas e trabalhar como uma só. Isso traz flexibilidade, pois uma empresa que tem uma unidade média ou pequena pode locar uma outra unidade média quando precisar. Uma emissora pode ter duas ou mais unidades pequenas e usá-las juntas ou separadas, conforme a necessidade”, conta. Outra vantagem é que unidades menores conseguem acesso a locais onde muitas vezes uma unidade grande não entra. Assim, o uso de duas UMs médias ou pequenas pode resolver uma situação difícil de ser solucionada com apenas uma unidade móvel de grande porte. Segundo Ferreira, nesta tecnologia as UMs são conectadas por cabos de rede, e toda a reconfiguração é feita via software, ou seja, não há necessidade de adaptações físicas. Por conta desta possibilidade tecnológica, Ferreira prevê um aumento na demanda por unidades de pequeno e médio portes, que podem no futuro trabalhar juntas. Fornecedores de infraestrutura também veem com otimismo o mercado de unidades móveis. Segundo Felipe Luna, da Harris, emissoras e produtoras investem em unidades com equipamentos como matrizes, multiviewers, processadores de áudio e vídeo, distribuição e instrumentação com


conexão de 3 Gbps. Luna explica que o mercado vive agora uma segunda onda de investimentos em alta definição. A primeira foi quando teve início a digitalização das emissoras, e a segunda está sendo motivada pela proximidade da Copa do Mundo. A Harris participou da montagem de oito UMs em 2010, e espera fornecer sistemas para pelo menos outras dez em 2011, todas evidentemente em HD. Luna resalta que hoje há encomendas vindas das regiões Sul e Centro-Oeste, e que tem recebido também consultas do Norte e Nordeste. Até então, a demanda era concentrada na região Sudeste. Ele conta ainda que as unidades móveis respondem por cerca de 20% do faturamento da empresa com equipamentos de infraestrutura. A Grass Valley também está

ferreira, da grass valley, diz que o mercado já diferencia ENTRE o hd de melhor qualidade e o low-end. sentindo desde já o aumento na demanda por unidades móveis. Jaime Ferreira conta que este ano a empresa forneceu equipamentos para duas UMs, mas que já para 2011 deve montar três ou quatro unidades só no primeiro semestre. O valor médio de cada unidade gira em torno de US$ 5 milhões. HD na boleia Segundo Jaime Ferreira, da Grass Valley, ninguém hoje monta um caminhão que não seja em alta definição. “A diferença de custo é muito pequena, não vale a pena”. Mas ele ressalta que nem todo HD é igual. “Existe o HD de alto nível, de qualidade

broadcast, para grandes eventos, e existe um HD mais low-end, de menor qualidade, para outras aplicações”, diz. “O mercado já faz essa diferenciação, e paga valores diferentes também para cada tipo”. Garcia, da Sony, lembra que quase todas as grandes emissoras já têm suas unidades móveis, e que grandes clientes como a Globosat chegam a locar 40 unidades por mês. Mas com os eventos esportivos à frente, precisarão atualizar esta base para HD pelo menos até 2014. “Houve uma grande mudança no grau de exigência do público depois da Copa da África do Sul”, diz Garcia. “As pessoas viram os jogos em HD, seja em casa pela TV digital ou em bares e locais públicos. O mercado agora vai cobrar mais das emissoras, quer manter o padrão”, conclui. Uma grande tendência é que o

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material produzido pelas unidades móveis saia cada vez mais finalizado, processado, em lugar do material bruto. A miniaturização e o barateamento dos equipamentos permitem esta sofisticação no serviço das UMs. “Com os equipamentos atuais conseguimos dar capacidade às unidades móveis para acelerar o workflow entre o live feed e a produção de conteúdo”, conta Nicolas Bourdon, diretor de marketing e comunicação global da belga EVS. A empresa, conhecida principalmente por seus sistemas de slow motion, também vem fornecendo sistemas integrados de gestão de conteúdos para UMs. “Há uma demanda muito grande para isso no segmento de esportes”, conta Bourdon. Você consegue receber o sinal ao vivo em múltiplos feeds e simultaneamente editá-lo, incluir metadados, aplicar slow motion, tudo com os conteúdos circulando em redes de alta velocidade, conta. Em uma transmissão esportiva, por exemplo, ele descreve uma situação em que todos os servidores recebem os sinais de todas as câmeras, e toda a equipe de produção tem acesso a este material, ao mesmo tempo, para criar clipes, inserir metadados etc. Os clipes podem ser então enviados a diferentes equipes dentro da emissora, como jornalismo, promos etc.

Segundo Luna, da Harris, as encomendas não se concentrarão mais apenas na região SE.

FOTO: DIVULGAÇÃO

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na frente, quando as coisas não andarem bem”, completa. Garcia, da Sony, vai na mesma linha. “No Brasil as pessoas gostam muito de fazer as coisas ‘em casa’, até porque os impostos são muito altos e os serviços saem caros. Mas as exigências do mercado estão aumentando, e com os grandes eventos muita gente vai ter que atender também o mercado internacional, que demanda mais qualidade. Então essa integração dos equipamentos tem que ser bem feita, por engenheiros capacitados”, conta. Ele explica que, embora a unidade móvel tenha essencialmente os mesmos equipamentos de um estúdio, existem muitos detalhes que fazem diferença. “No caminhão há mais limitações, de

Arquitetura Quando perguntados sobre quais os principais fatores a serem observados na montagem ou contratação de unidades móveis, os especialistas consultados por TELA VIVA foram unânimes: projeto, projeto e projeto. “É o primeiro passo, ter um bom projeto”, conta Ferreira, da Grass Valley”. “O investimento, mesmo para uma unidade HD lowend, é muito alto. Então não vale a pena economizar agora 10% ou 20%, se vai sentir essa diferença lá

Tudo em um Confira a configuração básica de uma unidade móvel de produção: • Câmeras • Switchers • Monitores/ multiviewer • Roteadores • Servidores e VTs • Replay (slow motion) • GC • Mixer de áudio

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• Gerador de efeito • Instrumentação • Up/down converter • Distribuidor de sinal • Intercom • Fonte e gerador • Ar condicionado • Link (opcional)

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peso, carga elétrica, dimensionamento. Não tem a mesma flexibilidade, então você tem que saber bem para o que vai usar antes de projetar, porque não dá pra fazer muitas alterações depois de pronto”, afirma. “É como para fazer uma casa”, exemplifica. “Fica bem melhor se você contratar um arquiteto”, conclui. Ferreira, da Grass Valley, também recomenda a quem for comprar ou contratar que veja se a unidade oferece um full HD “de verdade”. “Se a qualidade não for boa, podem acontecer depois problemas de recorte, de chromakey”, conta. Ele também recomenda que se observe o sistema de slow motion, para o caso de uso em esportes. “Hoje há sistemas muito bons e que já não são tão caros”, revela. Embora a Copa do Mundo de 2014 seja em si um driver importante, Danillo Garcia, da Sony, acha que ela tem um efeito sobre o mercado que vai além do período do evento. “A questão é o desenvolvimento que ela vai gerar, vai mudar o padrão de exigência. Essa infraestrutura fica para depois, para as Olimpíadas e outros eventos. Quem sair na frente, chegar lá com a oferta pronta, vai se dar melhor”, prevê. A fabricante vê o Mundial de forma tão estratégica que abriu um escritório no Japão, o Brazil Project Office, só para atender aos clientes brasileiros, com suporte e assistência, em preparação aos grandes eventos. Os números sustentam esta ideia: a Sony como um todo (profissional e consumer) deve crescer 70% no País este ano, e espera repetir o feito em 2011. A área de broadcast responde por um quarto deste crescimento. Não é à toa que todos estão de olho no país do futebol.


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Desafios naturais

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construção dos objetos 3D, e composição. A composição também foi utilizada no início do comercial, quando a ilha é mostrada a partir do mar. Por não encontrar uma ilha que considerasse ideal, o diretor optou por criá-la a partir de fotos e trechos de filmagem. A composição ficou sob o comando de Sebastian Caudron, diretor que faz parte da Fauna, selo da Delicatessen para representar artistas. Para realizar uma das últimas cenas do comercial, em que o protagonista escorrega em um tobogã gigante que teria construído em sua ilha, foram feitas cenas aéreas de um morro, misturadas na composição com outros pontos de Arraial do Cabo, como um farol. “Ficamos cerca de três horas no helicóptero captando imagens aéreas”, conta Leme, lembrando que além do tobogã, as imagens aéreas foram utilizadas em diferentes cenas do carro percorrendo a ilha. Um escorregador real foi utilizado nas tomadas mais fechadas dessa sequência. Para isso, a produção contou com um tobogã de cerca de sete metros, que foi utilizado tanto para as cenas da entrada do protagonista no escorregador gigante, quanto para o final do percurso, quando o aventureiro cai na água.

fotos: divulgação

que você levaria para uma ilha deserta? A resposta para essa pergunta é o ponto de partida do comercial criado pela WMcCann para a Nova Montana, da Chevrolet, que contou com produção da Delicatessen Filmes. Para transmitir a ideia de que o carro tem uma grande capacidade de carga, o protagonista decide levar “tudo” para a ilha deserta. Esse “tudo” – três amigas, diversas caixas e o carro– chega à ilha com a ajuda de uma balsa. O diretor do filme, Gustavo Leme, conta que trabalhou de forma bem próxima à criação da agência, para afinar e alinhar as cenas. “O roteiro inicial era muito grande e quase inviável”, diz. O tobogã, por exemplo, ganhou o espaço de uma montanha russa. “Tivemos que adaptar a estética e a pós ao custo real”. As atividades realizadas pelo protagonista na praia, como a retirada de cocos, o jogo de futebol e o transporte de materiais, foram captadas em uma praia deserta na cidade de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. As filmagens, que duraram três dias, tiveram na localização de difícil acesso seu principal inimigo. “A equipe e os equipamentos mais leves foram levados por meio de uma trilha, que descia o morro em direção à praia, enquanto os equipamentos mais pesados chegaram pelo mar, de balsa”, conta o diretor. O acesso mais difícil, porém, foi o da estrela do comercial, o carro, que não chegou à praia por via terrestre. O único acesso viável para o carro era “descer” do topo do morro até a praia com a ajuda de cabos, a partir de uma garagem de barcos, localizada na única casa da praia. “Tivemos um caminhão guincho, cabos e uma plataforma para fazer o carro chegar

Devido à dificuldade de acesso à praia, o carro foi colocado na areia com a ajuda de um guincho.

à areia. Ele desceu praticamente na vertical, e depois teve de ser içado de volta”, lembra Leme. O terreno inóspito também fez com que a equipe tivesse de desatolar o carro inúmeras vezes, com a ajuda de um pequeno trator. Para as obras construídas pelo morador da ilha, como uma lanchonete, um cinema e um tobogã gigantesco, a pós-produção entrou em ação, com a

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ficha técnica Título Ilha Agência WMcCann Campanha Nova Chevrolet Montana 2011 Produtora Delicatessen Filmes Direção Gustavo Leme Montagem Umberto Martins e Gustavo Leme Fotografia Rambo Dir. de arte Marcos Botassi Finalização Thiago Marra Efeitos Fauna Pós-produção Fauna e Tribbo Prod. de som Tesis


Ventos refrescantes

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s comerciais do creme dental Sorriso são conhecidos por estarem sempre relacionados a atividades aquáticas realizadas em dias ensolarados. O novo filme da marca, que divulga o Sorriso Fresh Explosion Night, porém, ganhou uma roupagem diferente. Embora ainda conte com os elementos aquáticos, a ação acontece durante a noite, já que a proposta do creme dental é manter o hálito fresco da escovação até o dia seguinte. “Tentamos trazer uma linguagem um pouco mais verdadeira, menos posada”, conta o diretor do filme, Nando Cohen, da Vetor Zero/Lobo. “O fato de ser à noite abriu uma porta para modernizarmos um pouco esse tipo de comercial”. No filme, um casal escova os dentes com o produto e é imediatamente transportado para a água, onde pratica kite surfing – modalidade de esporte aquático na qual o praticante desliza pela água com a ajuda de uma prancha, puxado por uma vela - na presença de amigos. As cenas aquáticas foram realizadas à noite, no Naga Cable Park, parque utilizado para a prática de esqui aquático e wakeboard em Jaguariúna, São Paulo. Para simular a prática de kite surfing, que dependeria de vento e da utilização de um barco, a produção contou com a ajuda de cabos de aço instalados em torres no parque, que puxavam os dublês – praticantes dessas modalidades esportivas – por meio de uma roldana. As acrobacias foram realizadas com a ajuda de uma rampa, já que não havia a força de um barco para puxar os atletas. A ideia de filmar neste ambiente era ter controle sobre todos os

elementos, o que poderia não acontecer durante a prática no mar, por exemplo. “Era necessário ter controle absoluto. Tínhamos um plano gigante para iluminar e fizemos muita cena em high speed”, conta Cohen. O parque todo ficou apagado, e o lago foi iluminado por grandes holofotes. “Tínhamos que criar um ambiente luminoso, que não fosse pesado”, diz o diretor. “Trabalhamos com um contraluz e uma luz mais soft de frente”. As dificuldades da filmagem à noite não foram apenas técnicas. Além dos praticantes de kite surfing, o comercial conta com uma turma de amigos do casal sentados em um deck, assistindo às acrobacias. “Os atores estavam nesse deck de roupa de banho, molhados e na noite mais fria do ano”, lembra o diretor. “Splashs” de água extras foram acrescentados na pós-produção, assim como as “partículas de refrescância”, características da representação do produto. As velas usadas pelos praticantes foram feitas em 3D e levam o nome do creme dental. “Também tivemos o cuidado de fazer as pranchas com a marca e as roupas com cor semelhante à da embalagem”, completa Cohen. ficha técnica Título Kite Surfing Produto Fresh Explosion Night Cliente Colgate Palmolive Produtora Vetor Zero/Lobo Produção Alberto Lopes, Sérgio Salles Direção Mateus de Paula Santos, Nando Cohen Fotografia Paulo Mendes da Rocha (Lito) Direção de arte Marcelo Reginato Edição Guilherme Sarinho Finaliz./pós-prod. Vetor Zero/Lobo Animação e efeitos Vetor Zero/Lobo Produtora de Som S de Samba

Comercial foi filmado em parque todo apagado, com iluminação de grandes holofotes.

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( política)

Regulação da mídia e outras assombrações Franklin Martins pede entendimento para criar marco regulatório para a comunicação social em evento que reuniu agentes brasileiros do setor para ouvir experiências internacionais. modificação, se produziu um novo ambiente regulatório, e o Brasil, penando, se livrou do fantasma do apagão. Diferente é um dia cair uma torre etc, mas o apagão, como carência da oferta de energia, isso parou de existir”, disse. Para Franklin Martins, na comunicação é necessário que aconteça o mesmo. Para que haja um clima de entendimento, Franklin Martins pediu que todos deixassem "os fantasmas no sótão”. Segundo ele, o governo federal entende que o processo de construção de um anteprojeto de um marco regulatório demanda uma discussão pública aberta e transparente. “Os problemas, as reivindicações são grandes, os ressentimentos e os preconceitos monumentais de tudo que é lado, os fantasmas passeiam por aí, arrastando correntes e, muitas vezes, impedindo que a gente ouça o que tem que ouvir”, disse na abertura do evento. Esse anteprojeto será entregue à presidente eleita Dilma Rousseff e caberá a ela, lembrou o ministro, levá-lo adiante ou não. Se avançar, a discussão será levada ao Congresso, o lugar onde se produzem as leis e palco dos conflitos de interesses, segundo Martins. Fantasmas e bichos papão Para convencer a radiodifusão a entrar nas discussões em torno de um marco legal para o setor, o ministro da Secom apelou ao bicho-papão que vive embaixo

FOTOS: Agência Brasil

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o abrir o Seminário Internacional de Comunicação Social e Convergência Digital, promovido pela Secom nos dias 9 e 10 de novembro, em Brasília, o ministro Franklin Martins passou um recado claro aos setores que evitam a discussão em torno de um novo marco legal para o setor de comunicações no Brasil, sobretudo, a radiodifusão: o marco legal vai sair no próximo governo, com ou sem o apoio do setor. “Eu estou convencido de que a área de comunicação no governo da presidente Dilma terá, mais ou menos, o mesmo tratamento que teve a área de energia no primeiro mandato do governo Lula”, disse o ministro. “Nenhum setor, nenhum grupo tem poder de interditar a discussão. A discussão está na mesa, está na agenda, ela terá de ser feita, ela pode ser feita num clima de entendimento ou num clima de enfrentamento. Eu acho que é muito melhor fazer num clima de entendimento”, completou. Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social, no primeiro mandato de Lula se fez necessário um marco regulatório para a energia para que se criasse um ambiente seguro para o investidor e para a sociedade, permitindo que o investimento fosse retomado com a velocidade necessária. “Se fez a

“A área de comunicação no governo Dilma terá o tratamento que teve a de energia no primeiro mandato do governo Lula” Franklin Martins, da Secom

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da cama dos grupos de mídia: o setor de telecomunicações e sua monstruosa capacidade de investimento. Segundo ele, as fronteiras entre as telecomunicações e a radiodifusão estão se dissolvendo. “Em pouquíssimo tempo, para o usuário, o cidadão, será absolutamente indiferente se o sinal está vindo da radiodifusão ou está vindo das telecomunicações”, disse Martins, afirmando que sem regras claras, não há segurança de como atuar. O ministro lembrou que em 2009 o setor de radiodifusão faturou um pouco mais de R$ 13 bilhões, enquanto as telecomunicações faturaram em torno de R$ 180 bilhões. “É evidente que se não houver regulação, se não houver a criação de mecanismos que entendam a radiodifusão e sua importância social no país, ela será atropelada pelas telecomunicações”, disse o ministro. Outro recado para o setor que o ministro passou em seu discurso foi que não vai admitir que a discussão seja apenas em torno da participação das empresas de telecomunicações no mercado de mídias. “Não dá para dizer: ‘Eu vou interditar toda outra discussão, e essa daqui eu quero’. Isso não existe. Aqui entre nós, ninguém é tão forte assim no Brasil para isso”, disse. Entre todos os fantasmas que podem assombrar o processo de


discussão, na visão da Secom o “mais renitente e mais garboso” é a tese de que regulação da mídia implica censura à imprensa. O ministro citou sua história pessoal e a do presidente Lula para refutar qualquer hipótese de censura e ainda deu outro puxão na orelha da radiodifusão, chamando a gritaria em torno do tema de “um truque”. “O governo Lula já deu provas suficientes do seu compromisso com a liberdade de imprensa, e deu em condições onde não teve a imprensa a seu favor. Na época do pensamento único, era fácil. Eu quero ver ser a favor da liberdade, apanhando dia e noite da imprensa, muitas vezes sem amparo nos fatos”. Segundo Franklin Martins, a liberdade de divulgar, não importa o meio, não terá qualquer tipo de restrição. Contudo, segundo ele, a liberdade de imprensa quer dizer que a imprensa é livre, não quer dizer que a imprensa é necessariamente boa. Para que haja uma liberdade plena, a imprensa precisa poder ser criticada. “A crítica a erros da imprensa, a crítica à manipulação que certos órgãos eventualmente venham a fazer, isso faz parte da disputa política, e a liberdade de imprensa não está arranhada quando alguém critica um órgão ou outro da imprensa”. Outros monstros Em seu discurso, Franklin Martins apontou os graves defeitos da legislação brasileira que trata da comunicação social e deu a dica do que realmente precisa ser regulamentado: o que está na Constituição. Segundo o ministro da Secom, a legislação brasileira é ultrapassada, com algumas mudanças promovidas para corrigir um ou outro ponto. Vale lembrar, o Código Brasileiro de Telecomunicações, que é a lei que rege a radiodifusão em linhas gerais, é de 1962. De lá pra cá, explica Martins acumularam-se problemas

“Muitos países, incluindo os EUA, estão prevendo uma escassez de espectro nos próximos anos” Susan Ness, da John Hopkins University (EUA)

imensos, que não foram resolvidos, foram sendo encostados e algumas “gambiarras” foram feitas. “Não é só em favela que se faz gambiarra para puxar TV por assinatura, não. Nossa legislação é um cipoal de gambiarras, porque não vem enfrentando as questões de fundo”, disse. Ele lembra ainda que os dispositivos constitucionais sobre comunicação, em sua maioria, não foram regulados, 22 anos depois de sua promulgação. Segundo ele, só o que foi votada foi a questão do capital estrangeiro, porque “algumas empresas de comunicação tiveram problemas de caixa”. O ministro cobrou regras para dar garantias à produção nacional, à produção regional, à produção independente, e para evitar a concentração excessiva da propriedade. “Se nós achamos que não precisamos de regras para tudo isso, nós devemos revogar essa Constituição”. Outro recado foi para a bancada de radiodifusores no Congresso: “Todos nós sabemos que deputado e senador não podem ter televisão, mas todos nós sabemos que deputados e senadores têm televisões, através de subterfúgios dos mais variados. Está certo? É evidente que está errado”.

associação e da RedeTV!, Amílcare Dallevo Jr, que participou do evento como moderador de uma das palestras, afirmou ter acompanhado com receio o seminário. “Vemos com muita preocupação esta discussão. A imprensa tem que ser cada vez mais livre, menos regulada”, afirmou, mostrando que as palavras do ministro não convenceram muito o setor. Em diversas ocasiões, Dallevo se manifestou duramente quanto à forma como o bolo publicitário é dividido entre as redes de televisão. Para ele, a própria medição de audiência é distorcida, uma vez que não contempla os telespectadores com antenas parabólicas fora dos grandes centros, o que acaba sendo uma vantagem às redes com um número de afiliadas maior. Questionado se acredita que o mercado é capaz de mudar este cenário sem a ajuda de uma regulação externa, Dallevo diz que vê com bons olhos uma regulação que garanta competição mais igualitária entre as emissoras e que “não permita monopólios”. Mesmo assim, afirma que não vale a pena o risco de um marco que regule a imprensa. A mais forte associação de radiodifusão, a Abert, também se manifestou contra a possibilidade de ver o setor mais regulado. Em assembleia da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) em Cádiz, na Espanha, a associação brasileira conseguiu aprovar uma manifestação de repúdio a qualquer proposta que altere a regulamentação de licenças de radiodifusão. Segundo nota da Abert, a AIR rechaça “toda proposta que intente reduzir o prazo legal das licenças de

Entidades se manifestam As principais associações de radiodifusão do Brasil abriram a porta do sótão e colocaram todas as assombrações na sala. A Abra, encabeçada pelo Grupo Bandeirantes e pela RedeTV!, não fez uma manifestação oficial contra as discussões. No entanto, o presidente da

“Agora, o governo também tem que pagar pelo espectro, e como resultado o Ministério da Defesa abriu mão de algumas frequências” Vincent Affleck, da Ofcom (Reino Unido)

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( política) radiodifusão ou proibir suas renovações”. Além disso, a associação brasileira conseguiu ainda aprovar na assembleia da associação internacional uma resolução que recomenda que o poder público no Brasil garanta o cumprimento do Artigo 222 da Constituição Federal. Trata-se do artigo que limita o capital estrangeiro para empresas jornalísticas e de radiodifusão. Vale lembrar, a Abert vem travando uma batalha contra grupos estrangeiros que atuam na mídia brasileira. Para a associação, a regra destinada a empresas jornalísticas e de radiodifusão deveria se aplicar a todos os meios. FOTOS: Agência Brasil

“A União Europeia produz três vezes mais filmes que os Estados Unidos. Mesmo assim, a participação de mercado dentro do bloco é muito menor” Harald Trettenbein, da Comissão Europeia

Questões globais O seminário realizado pela Secom teve o intuito de recolher experiências de vários países na regulação do processo de convergência de mídia. “Ninguém tem um modelo pronto, que está dando certo, que já resolveu tudo. Está todo o mundo, mais ou menos, sobre a marcha, enfrentando os problemas que vão aparecendo”, disse Martins. “Aprender com as experiências deles não é copiar a experiência deles; é ver como eles lidaram com problemas semelhantes ao que nós estamos lidando aqui”, completou. O evento contou com reguladores e estudiosos da Comissão Europeia, da Unesco, da França, de Portugal, do Reino Unido, da Espanha, dos Estados Unidos e da Argentina. O que se viu foram formas de lidar com muitas questões semelhantes ao que se vê no Brasil da atualidade. Concentração na mídia, proteção ao conteúdo nacional, proteção às crianças e liberdade de imprensa

foram temas presentes em quase todas as palestras. Um estudo encomendado pela Unesco analisando o cenário brasileiro de comunicações e recomendando mudanças foi apresentado no evento pelo consultor canadense Toby Mendel, responsável pela realização do estudo. Segundo ele, a estrutura regulatória da radiodifusão no Brasil é complexa e ineficiente. O consultor julga o Ministério das Comunicações, bem como o Congresso, políticos demais para atuar na outorga de licenças. “É ridiculamente lenta a concessão de outorgas”, disse. Mesmo assim, este tempo não é aproveitado para se fazer o que a situação demanda, em sua opinião. “A renovação de outorgas é uma importante oportunidade para discutir o que o radiodifusor fez e como atuará nos próximos dez anos. A outorga não é uma licença para imprimir dinheiro”, disse. Trata-se de uma área espinhosa em todo o mundo. Sobretudo por conta da crescente demanda por espectro radioelétrico. Nos Estados Unidos, lembrou a pesquisadora da School of Advanced International Studies/John Hopkins University, Susan Ness, o presidente Obama ordenou que fossem liberados 700 MHz de espectro radioelétrico até 2020. Para ajudar a cumprir esta meta, os radiodifusores foram convidados a devolver parte do espectro não utilizado, voluntariamente. Além disso, o governo americano está financiando pesquisas na otimização e no compartilha­ mento de espectro. “Muitos países, incluindo os EUA,

“O video on demand é um universo pertencente à TV, e não à Internet. Em 2012 os televisores devem ser o segundo principal console conectado das casas, com ajuda dos videogames” Emanuel Gabla, do Conselho Superior do Audiovisual da França

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preveem a escassez de espectro nos próximos anos. Por isso a necessidade desta readequação”, disse. Já no Reino Unido, conforme demonstrou Vincent Affleck, diretor internacional do Office of Communications (Ofcom), passou-se a cobrar taxas pelo uso de frequências. “E nós aplicamos esse princípio não somente em usos comerciais, mas também aos usuários governamentais. Agora, o governo também tem que pagar pelo espectro, e como resultado o Ministério da Defesa abriu mão do seu espectro e isso foi devolvido para o mercado comercial”, disse Affleck. No entanto, disse o diretor da Ofcom, é fundamental criar regras claras e que permitam que os licenciados tenham garantias. “É preciso, uma vez dado o espectro, que eles possam retê-lo por um período razoável de tempo, e que as regras que se aplicam à sua propriedade não sofrerão mudanças sem boa causa ou sem o aviso em tempo hábil”, afirmou. Concentração A concentração de mídia foi tema recorrente nas palestras. Toby Mendel, responsável pelo estudo da Unesco, fez uma crítica à falta de transparência na propriedade dos grupos de mídia brasileiros. Segundo ele, há no Brasil regras limitadas em relação à propriedade, que se aplicam a indivíduos, “mas não se aplicam aos verdadeiros proprietários”. “Na maioria dos países, nós estamos vendo, de fato, quem são os verdadeiros proprietários dos grupos, quem tem o controle e não simplesmente empresas de fachada, como é o caso em diversas situações”, afirmou. Para o consultor, já há um órgão que poderia agir neste sentido, mas não o faz. “O Cade deveria atuar de forma mais firme”, disse, referindo-se ao órgão de defesa da concorrência. Na Argentina é onde houve a mudança mais radical recentemente.

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O diretor de supervisão e fiscalização da AFSCA - Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual da Argentina, Gustavo Bulla, conta que uma mesma pessoa física ou jurídica pode ter agora até dez licenças de rádio ou de televisão aberta, e, além disso, a possibilidade de produzir um sinal para ser distribuído na TV por assinatura. No âmbito local, cada grupo licenciado pode ter até três licenças, uma delas de rádio AM, uma de FM e um canal de televisão aberta ou sistema de televisão a cabo. Ou seja, não é possível um mesmo grupo ter uma licença de TV aberta e outra de cabo na mesma localidade. Além disso, foram estabelecidas cotas de participação no mercado, “e isso não está inspirado em nenhum país socialista, mas nas normas dos Estados Unidos que também fixaram limites para esta participação”, diz Bulla. Na Argentina, um radiodifusor do sistema de televisão aberta ou rádio poderá atingir no máximo 35% da população argentina. Também há um limite de até 24 licenças de TV por assinatura. Conteúdo Harald Trettenbein, chefe adjunto da Unidade de Políticas de Audiovisual e de Mídias na direção da Sociedade de Informação e Mídia da Comissão Europeia, mostrou algumas diretrizes que os países do bloco econômico devem seguir para garantir que o conteúdo da União Europeia trafegue por todo o bloco. “A União Europeia produz três vezes mais filmes que os Estados Unidos. Mesmo assim, a participação de mercado dentro do bloco é muito menor”, afirmou, apontando uma das áreas que recebe agora atenção especial. Segundo ele, está em curso um investimento de 755 milhões de euros na produção de filmes no bloco. Este investimento começou em 2007 e se

“Chamar de rede de TV o que existia é irônico. Rede pressupõe uma troca, em duas vias, e não apenas redistribuir um sinal único” Gustavo Bulla, da Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual da Argentina

estenderá até 2013. Questionado se há limites ao conteúdo estrangeiro, o regulador diz que é o contrário: há cotas mínimas para o conteúdo local. No caso da França, esta regulação está sendo levada às novas formas de distribuição. “Os televisores conectados trazem um modelo complementar ao modelo de difusão, que rearranja toda a cadeia de valores”, diz Emanuel Gabla, conselheiro do Conselho Superior do Audiovisual (CSA) francês. Segundo o regulador, o órgão está analisando a consequência destes televisores no mercado e deve haver, no futuro, um regulação para isso. “O video on demand é um universo pertencente à TV, e não à Internet”, afirmou Gabla. “Em 2012 os televisores devem ser o segundo principal console conectado das casas, com ajuda dos videogames”, aposta. Segundo ele, a ideia é garantir que o dinheiro gerado nesta economia traga benefícios à produção cultural francesa. “Os conteúdos francês e europeu precisam ser difundidos. Para que isso aconteça, precisam ser financiados”, disse. Deve haver, portanto, em breve, cotas de conteúdo nacional e europeu ofertados nestes dispositivos na França. Na Argentina foi extinto o conceito existente no Brasil de redes de TV. Segundo Bulla, pela nova legislação não é mais possível ter emissoras apenas retransmitindo a programação de uma cabeça de rede.

“A liberdade de imprensa não é uma liberdade absoluta. A liberdade sem limites é a antítese da concepção de liberdade” José Alberto de Azeredo Lopes, da Entidade Reguladora para a Comunicação Social de Portugal

“Chamar de rede o que existia é irônico. Rede pressupõe uma troca, em duas vias, e não apenas redistribuir um sinal único”, diz Bulla. Apenas 30% do conteúdo exibido por uma emissora pode vir da cabeça de rede, e a emissora precisa produzir localmente pelo menos 30% do seu conteúdo. Além disso, as emissoras locais têm 100% dos direitos sobre o espaço comercial, e devem ter um serviço de notícias local e próprio. Trettenbein, da Comissão Europeia, falou ainda das regras de publicidade adotadas no bloco. Segundo ele, a publicidade não pode ter mensagens subliminares e deve respeitar a dignidade humana. Além disso, é proibida a publicidade de tabaco e remédios, e menores de idade não podem ser impactados por publicidade de bebidas alcoólicas ou comidas que não sejam consideradas saudáveis. Também é vetada a prática de product placement. Ainda em relação à publicidade, há o limite de 12 minutos de propaganda por hora de programação, sendo que em filmes longa-metragem é permitido apenas um break a cada 30 minutos. José Alberto de Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), de Portugal, diz que agentes reguladores devem regular apenas os órgãos de comunicação social, não a imprensa. Segundo ele, as decisões da ERC nunca são direcionadas ao jornalista, ou ao autor de determinada obra, mas apenas às empresas do setor de mídia. A regulação do setor, diz, deve ser justamente para garantir a liberdade de imprensa. Azeredo Lopes alerta que há limites que devem ser estabelecidos: “A liberdade de imprensa não é uma liberdade absoluta. A liberdade sem limites é a antítese da concepção de liberdade”, afirmou o português. Fernando Lauterjung, de Brasília


( audiência -TV paga)

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Megapix, canal de filmes dublados da Globosat, segue seu rumo em direção ao topo do ranking dos canais pagos com melhor alcance entre o público adulto. Em setembro, o canal exibiu um dos dez filmes de maior audiência do mês na TV paga, o “Vovó... Zona 2”, de acordo com dados de audiência do Ibope Media Workstation fornecidos pelo canal, e posicionou-se em sétimo lugar no ranking de alcance, com 7,26% de alcance diário médio e 38 minutos de tempo médio diário de audiência. No total, os canais pagos tiveram entre o público com 18 anos ou mais alcance diário médio de 47,73% e tempo médio diário de audiência de duas horas e 34 minutos. O líder do ranking, TNT, outro canal de filmes dublados, registrou o mesmo tempo médio diário médio do

Foto: divulgação

A caminho do topo

“Vovó... Zona 2”, um dos dez filmes de maior audiência da TV paga em setembro, foi exibido pelo Megapix.

Megapix, de 38 minutos, e alcance médio diário de 11,31%, seguido de SporTV, Multishow, Globo News e Fox. O canal Viva, que conta com programação atual e de arquivo da Rede Globo e que teve sua primeira aparição entre os 20 canais com melhor alcance da TV paga em agosto, conquistou seis lugares e ficou em 14° no ranking em setembro.

Nesse mês, o mais recente canal Globosat também figurou na lista dos canais com melhor alcance entre o público de 4 a 17 anos, em 19° lugar. Entre este público, o Disney Channel foi o canal com o melhor alcance diário médio, com 17,94%, e tempo médio diário de audiência registrado de 69 minutos. Em seguida, aparecem Cartoon Network, Discovery Kids, Nickelodeon e Disney XD. Entre o público de 4 a 17 anos, o alcance diário médio dos canais pagos foi de 50,24% e o tempo médio diário de audiência foi de duas horas e 45 minutos. O levantamento do Ibope Mídia considera as praças Grade São Paulo, Grande Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Distrito Federal, Florianópolis e Campinas. Daniele Frederico



Total canais pagos TNT SporTV Multishow Globo News Fox Warner Channel Megapix National Geographic Discovery Universal Channel SporTV 2 Disney Channel Discovery Kids Viva Telecine Pipoca Cartoon Network AXN GNT Telecine Action Telecine Premium

De 4 a 17 anos** 

(Das 6h às 5h59)

Alcance (%) Indivíduos (mil) Tempo Médio 47,73 3.691,86 02:34:52 11,31 875,11 38:24 10,41 805,28 46:27 8,79 680,27 18:58 8,36 646,38 31:53 8,03 621,24 27:16 7,26 561,66 27:38 6,96 538,31 38:55 6,90 533,65 21:38 6,73 520,62 24:01 6,56 507,29 31:44 6,31 487,69 22:56 6,25 483,84 40:11 6,00 464,39 59:51 5,94 459,42 41:24 5,93 459,06 39:19 5,80 448,63 36:00 5,22 403,96 26:48 5,08 393,28 20:31 4,61 356,31 24:02 4,51 348,73 25:58

**Universo: 7.735.000 indivíduos

Acima de 18 anos**

Total canais pagos Disney Channel Cartoon Network Discovery Kids Nickelodeon Disney XD TNT Multishow SporTV Fox Megapix Telecine Pipoca Universal Channel Warner Channel Boomerang SporTV 2 Discovery National Geographic Telecine Premium Viva AXN

(Das 6h às 5h59)

Alcance (%) Indivíduos (mil) Tempo Médio 50,24 794,44 02:45:08 17,94 283,59 69:01 15,09 238,56 73:17 14,01 221,40 76:36 12,52 198,08 55:18 9,17 144,83 55:36 8,07 127,45 31:28 7,83 123,82 26:52 7,30 115,33 40:29 7,14 112,87 28:13 5,80 91,57 25:08 5,13 81,09 31:15 4,91 77,63 25:03 4,72 74,60 22:13 4,60 72,62 28:08 4,41 69,64 17:38 3,89 61,47 18:43 3,41 53,87 12:52 3,39 53,52 26:22 3,36 53,26 30:38 3,14 49,62 13:15

*Alcance é a porcentagem de indivíduos de um “target” que estiveram expostos por pelo menos um minuto a um determinado programa ou faixa horária.

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**Universo 1.580.400 indivíduos Fonte: IBOPE Media Workstation – Tabela Minuto a Minuto - Setembro/2010

Alcance* e Tempo Médio Diário – setembro 2010


UNIDADE MÓVEL: ESCALE O MELHOR TIME. Unidade móvel também parece futebol: é bom ter bola nova, gramado perfeito, enfim, todas as condições. Sem esquecer que quem joga é o time. Na sua próxima transmissão, escale a unidade móvel da SP TELEFILM. São craques que sabem defender atrás com muita experiência, armar no meio com tecnologia de ponta e finalizar lá na frente com profissionais de primeiro time. E, em 2011, tudo isso vai para HD. Nossa filosofia em campo é “erro zero” e bola no gol. Não é isso que você está procurando para suas transmissões?

Rua Fiandeiras, 465 - São Paulo - SP - 011 2111 8500


( entrevista)

Acesso permitido Fundador do Videolog explica como a Internet está mudando a relação entre profissionais e produtoras e abrindo oportunidades para quem quer atuar no mercado de vídeo.

F

Qual o volume de tráfego do Videolog? Até dezembro de 2009 já havíamos exibido mais de 450 milhões de vídeos. Só em 2009 foram 150 milhões. A base vem crescendo de 100% a 150% ao ano, tanto em vídeos postados quanto em audiência. Crescem juntos. Temos uma média de 70 mil vídeos novos postados por ano. Mas neste ano já batemos esta meta em outubro. Devemos fechar 2010 com 120 mil vídeos novos. Comparado com o YouTube não é nada, mas você tem que pensar que só publicamos conteúdo original (nada copiado da TV, por exemplo) e brasileiro. Também não há vídeos repetidos.

FOTO: Marcelo Kahn

oi trabalhando em uma emissora de rádio comunitária do Rio de Janeiro, aos 14 anos, que Edson Mackeenzy e seu sócio Ariel Alexandre perceberam o potencial de comunicação das pessoas que estavam fora da grande mídia. “Tínhamos muita vontade de experimentar coisas novas. Nessa época ainda não havia tecnologia nenhuma, a gente cortava as fitas de áudio com gilete para editar”, conta. Com a chegada do computador, os dois mergulharam na tecnologia e chegaram a montar uma consultoria para automação de emissoras de rádio, ainda aos 17 anos. Abriram uma produtora de áudio, que logo partiu também para o vídeo. O maior problema, lembra Mackeenzy, era o custo da distribuição. “Gastávamos muito para copiar as fitas e mandar para aprovação e veiculação”, conta. “Às vezes este custo era 30% a 40% do custo da produção”, lembra. Para resolver a questão, criaram um sistema de entrega dos vídeos por FTP, e foi desta ideia que surgiu em 2004 o Videolog, hoje a maior plataforma de vídeos nacionais do país. “Na época estavam começando os blogs e os fotologs. Achamos que a sequência lógica seria o Videolog”. Nesta entrevista, Mackeenzy conta como foi esta trajetória, e como a web está mudando a relação entre produtores e consumidores de conteúdos audiovisuais.

Edson Mackeenzy

primeiro mês de operações já tivemos 30 mil usuários cadastrados usando o sistema, postando vídeos. Fomos expulsos dos dois primeiros provedores onde estávamos hospedados, porque estouramos a banda (risos). Percebemos que tínhamos que reduzir o tamanho dos vídeos, o custo de banda era muito alto, quanto mais era usado, mais gastávamos. E como resolveram? Criamos então um codec próprio, para que os vídeos pesassem menos. Conseguimos reduzir em 96% o tamanho do vídeo sem perda de qualidade. Nessa época estavam surgindo os portais de vídeo, como o Daily Motion, na França, e o Vimeo, nos EUA. Mas atuavam em nichos diferentes. Então apareceu o YouTube, com US$ 1,2 bilhão de investimento. Aí vimos que isso era um bom negócio, que daria para ganhar dinheiro.

TELA VIVA - Quando vocês começaram com o Videolog, em 2004, ainda não havia o YouTube. Houve uma boa aceitação? EDSON Mackeenzy - No

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Como foi a parceria fechada com o UOL? Fizemos esta parceria em 2006, e durou até agora (N.E.: em novembro a Videolog anunciou o rompimento do acordo com o UOL e fechou nova parceria, com o portal R7, da Record). Eles forneceram tudo o que a gente precisava para poder crescer neste momento. Foi uma das maiores parcerias da Internet brasileira até aquele momento. Quantos usuários vocês têm? Temos de 25 milhões a 40 milhões de páginas vistas ao mês, com 18 milhões a 20 milhões de vídeos exibidos, vistos por cerca de 6 milhões a 8 milhões de visitantes únicos. Destes, 10% são cadastrados na base, ou seja, temos cerca de 600 mil produtores de vídeo cadastrados.


Como garantem que todo o conteúdo seja original? Temos uma equipe que assiste tudo e se certifica que não haja conteúdo ilegal, copiado. Acontece muito no Videolog uma coisa que não acontece nos outros portais, que é um controle maior do conteúdo. Por exemplo, uma vez um policial de São Paulo postou um vídeo com uma música chamada “Dança da Periquita”, dentro de uma delegacia, que foi postado em outros portais também. Fomos notificados pela Polícia Militar e tivemos que tirar o vídeo, mas os outros portais mantiveram. Como somos sediados aqui, temos todos os registros etc, acabamos sendo mais fiscalizados. E isso é ruim? A gente optou por trabalhar de forma transparente, porque garante a

nossa idoneidade. Mas a o mesmo tempo a gente acaba perdendo essa audiência. Aconteceu também no caso da Cicarelli (um vídeo da modelo fazendo sexo no mar foi divulgado em diversos sites). Fomos notificados e tivemos que tirar do ar, mas o vídeo se manteve nos outros portais.

“Por estarmos sediados no Brasil, pagamos mais impostos e somos mais controlados em relação aos vídeos que publicamos” Também pagamos muito mais impostos que os outros, é uma desvantagem competitiva. Como é concorrer com marcas globais como o YouTube, que além de ser muito conhecido conta com milhões de dólares de investimento do Google?

Se você olhar o mercado, vai ver que de um lado há o YouTube, que tem de tudo, e de outro serviços como o Vimeo, onde está a nata da nata da produção norte-americana. Muito produtor iniciante, mas que quer ser profissional, não quer por o vídeo no YouTube porque tem muito lixo, e ele não quer ser só mais um ali no meio. Também não põe no Vimeo, porque seu trabalho vai desaparecer no meio de outros que são muito mais profissionais, ele vai ficar constrangido. Então nós somos esta alternativa, estamos entre um e outro. Outro ponto é essa idoneidade, o fato de trabalharmos sempre dentro da lei, que dá uma credibilidade. Usamos as licenças do Creative Commons, o usuário pode optar por usar estas licenças. Também damos vantagens técnicas. O YouTube tem limitações de peso (200 Mb) e duração de

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( entrevista ) E o que você oferece para quem já está no mercado, produtoras médias e grandes? Estas produtoras podem nos usar para garimpar novos talentos. Não são só cinegrafistas, temos atores, maquiadores, cenógrafos. Também, se entrarem em contato, eles podem criar suas próprias centrais de vídeo e terceirizar este custo com a gente. Não precisa investir em servidor, programador, manutenção. Por 5% a 10% deste custo ela pode manter este serviço aqui, e ter um canal de vídeo com a sua cara.

FOTO: Marcelo Kahn

arquivos (10 minutos). No Videolog, no primeiro acesso, o produtor já tem direito a publicar 400 Mb e até 25 minutos. Se ele fizer uma solicitação para um cadastro de conta Pro, pode publicar até 700 Mb, sem limite de tempo. E que tipo de pessoa usa o serviço? Hoje, até por causa desta capacidade de vídeo, somos muito usados por instituições de ensino, que sem a limitação do tempo conseguem postar aulas inteiras, por exemplo. Empresas também usam para seus vídeos de treinamento interno. E os produtores, que querem mostrar seus conteúdos. Estamos mapeando os produtores de vídeo nacionalmente e criamos uma escola de produção de vídeo, com aulas gratuitas. Qualquer um pode aprender a editar. Queremos criar uma certificação, para níveis diferentes de profissionais. Também já temos muitos produtores profissionais, que querem ser remunerados pelo seu trabalho. A gente pega os melhores, convida para dar aula, e em contrapartida ajudamos a gerar oportunidades de negócios. Temos vários casos de caras que acabaram contratados por aqui.

“Tivemos o caso de um metalúrgico da GM que pediu demissão para trabalhar com vídeo, e ganhou em seis meses seu salário de um ano” ECO+20, as Olimpíadas, a Copa, os Jogos Militares em 2011. Só aí são 8 mil atletas de 150 países, é maior que o Panamericano. Como vão transmitir todos estes eventos? A única forma é fazer colaborativamente. Então estamos fazendo alianças e convidando pessoas para fazer esta cobertura. Onde vão achar tantos produtores? As emissoras cobrem o principal, os jogos, mas e o entorno? E as empresas de fora, onde vão conseguir contratar repórteres, cinegrafistas? É muito caro trazer de fora, e aqui vão encontrar mão de obra qualificada. No Videolog você vê o portfólio do cara, suas relações, suas referências.

Pode dar um exemplo? Teve um cara chamado Cadu, que era metalúrgico da General Motors, e ganhava R$ 15 mil por ano, mas gostava de trabalhar com vídeo. Pediu demissão no ano passado e só no primeiro semestre deste ano ganhou R$ 30 mil com produção de vídeos. Já viajou o Brasil todo cobrindo eventos. É um talento que aprendeu aqui dentro, foi evoluindo. Queremos descobrir estas pessoas. Somos uma mídia social, mas é mais social do que mídia.

Então você é mais um portal de relacionamento do que de vídeo? É um grande marketplace de produção. Não é só para compartilhar vídeo, mas atender todas as necessidades de qualquer um que queira ter interação com vídeo.

E o que vocês ganham com isso? Teremos várias oportunidades, o país está crescendo, teremos a

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E como é seu modelo de negócios? De onde vocês obtêm receita? Principalmente de publicidade. O Videolog.tv é nossa vitrine. Tem muita audiência, e atrai empresas para os outros negócios, como consultoria, criação de canais de vídeo online e até venda de produtos. Nós organizamos os produtores que querem comprar equipamento e fazemos a intermediação desta compra com os fornecedores. Como isso funciona? Por exemplo, eu faço uma pesquisa e vejo que 600 usuários da minha base têm interesse em uma determinada câmera, digamos uma PD-170. Eu vejo quanto estão dispostos a pagar e vou direto no distribuidor ou no fabricante. Assim consigo negociar a compra de 600 câmeras a um preço vantajoso para todos. É uma compra coletiva, e nós ficamos com uma comissão. Também trabalhamos com agência e empresas que querem terceirizar sua produção. Ao invés de contratarem uma grande produtora, que sai caro, elas podem fazer uma chamada no Videolog dizendo o que querem e quanto querem pagar, e os produtores se oferecem. Estamos até desenvolvendo ferramentas pro produtor, como agenda e outros softwares, para ele se desenvolver.

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( entrevista ) FOTO: Marcelo Kahn

Como está o uso de vídeo pelo marketing? Está sendo bem feito? Uma coisa que acontece, especialmente em agência, é que o cara quer fazer um viral e por no YouTube. O uso da ferramenta é muito incipiente. Não param para analisar como o vídeo chega na audiência. Fizemos uma pesquisa e detectamos que 45% da audiência de um vídeo é gerada pelo próprio usuário, pela sua rede de contatos, mídias sociais. Outros 35% são virais, alguém que o cara impactou e que repassou o conteúdo. Apenas 20% é de “audiência orgânica”, ou seja, espontânea, que o cara acha por acaso, pelas tags ou por uma busca que esteja fazendo. Se só 20% da audiência é gerada pelo portal, o portal não é tão importante. O que vai fazer diferença é a qualidade, o apelo do conteúdo. A gente nota também que os vídeos dobram de audiência cada semana. O ciclo de vida de um vídeo é de 30 dias. Então, se um vídeo não bomba na primeira e na segunda semanas, é melhor trocar, porque não vai decolar.

“40% do nosso público está trocando de equipamento. Em 2008, já tínhamos 35% da base publicando vídeos em HD” maior comunidade de produção do Brasil. O público também é formado por produtores ou por caras que querem ser produtores, querem se profissionalizar. Temos muita coisa pra esse público, informações, cursos.

Um vídeo, para viralizar, precisa estar em todas as plataformas? Se o objetivo for atingir o público geral, pode ser. Mas no YouTube, por exemplo, você tá no meio de 100 milhões de vídeos. Se for em português, não vai ser indicado para quem fala outras línguas, vai se perder lá dentro. No Videolog é mais focado, é só em português, só para o Brasil. A Locaweb por exemplo fez uma campanha e gastou quatro vezes mais no YouTube que no Videolog e teve quatro vezes mais audiência com a gente. Fizemos uma ação com os nossos usuários, eles se encarregaram de espalhar, porque era legal. Se o foco não for definido, melhor pôr em tudo. Se for específico, melhor estar em portais mais focados.

Qual é o efeito da web na formação de produtores? Cerca de 40% do nosso público está trocando de equipamento, pela nossa pesquisa. Estão querendo fazer filmes em HD. Lançamos a transmissão em HD em 2007. Em 2008, já tínhamos 35% da base publicando vídeos em HD. A gente percebe que quanto mais ferramentas você dá para o usuário, mais ele quer experimentar. Hoje, pela Internet, ele consegue não só aprender a produzir, câmera, direção, fotografia etc, mas também consegue expor seu trabalho e com isso arrumar oportunidades no mundo profissional. Como você vê a fragmentação da audiência, a migração de público da TV para a Internet, com novos dispositivos como Google TV, TVs conectadas etc?

Seu público é formado só por produtores? É bastante. Nos vemos como a

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Eu venho do rádio, e desde que me apaixonei pelo rádio ouço que ele ia acabar, a TV ia matar. O povo quer sempre ver alguém se ferrando, parece que alguém sempre tem que se dar mal, e não é assim. Hoje quem trabalha com conteúdo e usa a Internet como fonte tem se dado melhor do que quem não faz isso. As emissoras de TV que estão começando a coexistir com a web também estão se dando bem. A Globo News não fala mais “boa tarde, boa noite”, porque aquele conteúdo pode ser visto depois a qualquer hora. O padrão DLNA (N. do E.: padrão de interconexão de equipamentos de mídia domésticos, como TVs, computadores e set-top boxes) é a grande chave do futuro do broadcasting. Se a emissora de TV conseguir entender que isso não é um concorrente, e sim um aliado, vai se sair muito bem. O Google TV entendeu isso, está fazendo o software baseado nessas plataformas abertas. O broadcast não vai morrer, se conseguir interagir com os outros conteúdos vai se dar muito bem. Vocês estão indo pro portal da Record. Qual é a importância disso? Esta parceria é 100% estratégica, porque estamos saindo de um grupo (UOL) em que o foco era jornal, conteúdo escrito, para um que tem foco em televisão. Teremos os Jogos Olímpicos, é muito forte. E como funcionará? Estamos partilhando a audiência, vamos começar a ceder infraestrutura de vídeo para alguns programas e ações do grupo, e vamos desenvolver novos produtos em conjunto. O objetivo é levar a pessoa comum para a TV. Se tem uma baleia encalhada em Búzios, por exemplo, um cidadão local pode registrar e essa informação, esse vídeo vai chegar à TV muito mais rapidamente que se a TV tivesse que mandar correspondente. Vamos transformar nossa rede de usuários em correspondentes da TV. André Mermelstein


( convergência) Ana Carolina Barbosa

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A multiplicação das janelas Locadoras virtuais, TVs e caixas conectadas deram as caras em 2010 e conquistam aos poucos o mercado brasileiro, levando prestadores de serviço, distribuidores, fornecedores e produtores a repensarem modelos.

S

e em 2009, o mercado audiovisual assistiu a iniciativas isoladas de distribuição online de conteúdo, como a Saraiva Digital, com opção de locação e compra de vídeos sob demanda a serem assistidos na tela do computador, este ano houve uma espécie de proliferação de janelas de exibição com o lançamento de novas locadoras virtuais, além das TVs e caixas conectadas que propõem um novo sistema de entrega de conteúdo em um espaço já tradicional de consumo de vídeos, que é a televisão. Embora estes serviços estejam no começo e precisem ainda ganhar escala, além de depender de algumas variáveis como a qualidade de banda larga, os players de todos os elos da cadeia são unânimes em afirmar que esta demanda só tende a aumentar e que é preciso estar preparado para ela, além de se pensar nos novos modelos de negócios. Na Sony Home Entertainment, divisão de home video do grupo Sony, ainda não existe uma equipe específica para cuidar destas novas janelas. A mesma equipe que cuida da distribuição de mídia física (DVD e Blu-ray) está encarregada da distribuição digital. A major assinou há pouco tempo contrato com a Saraiva Digital e também está na operação da Blockbuster Digital. “Aqui FOTOS: divulgação

ainda é um negócio bastante pequeno. Encaramos como uma mídia complementar”, explica Lucianaa Kurita, gerente de trade marketing. Na Sony, o lançamento nas plataformas digitais acontece na mesma janela do pay-per-view da TV por assinatura. Lucianaa conta que a distribuidora analisa uma série de fatores antes de decidir entrar em um serviço. “Observamos o tamanho do cliente, a plataforma que ele tem de serviço, a qualidade de entrega e de acervo, a mídia de divulgação e o gerenciamento de DRM (Digital Rights Management), que é muito importante”. Apesar de ser uma área que a Sony apenas começa a desbravar, a

“Ou você dá a opção para o cara ou ele vai baixar ilegal. Tem que decidir: vamos ganhar dinheiro ou não?” Marcelo Spinassé, da Truetech

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executiva já tem algumas pistas de quais são os conteúdos que agradam nestas plataformas: séries de televisão e filmes de ação. “Quem acessa mais é o público masculino. É um perfil de gamer”, observa. Para Lucianaa, a distribuição para as plataformas digitais tende a crescer mais com a possibilidade de acesso do conteúdo na tela da TV. “Eu acredito que tenha um bom crescimento com a história de netcast, de navegar na televisão”, diz. Ela pondera, no entanto, que o conteúdo da Sony deve entrar nos aparelhos conectados por meio de parceiros, não por um widget de conteúdo exclusivo da distribuidora. Com a Saraiva Digital, por exemplo, produções da Sony podem ser vistas por assinantes do serviço On Video, em que assinantes do Speedy, da Telefônica, ou do Ajato, da TVA, pagam um valor mensal pelo


aluguel de um set-top e podem alugar ou comprar os filmes da locadora virtual e assisti-los diretamente na televisão.

Para Sabrina Nudeliman, da Elo Company, alguns produtores ainda têm resistência à distribuição digital pela inconsistência dos modelos e receitas pouco tentadoras.

Independentes Da mesma forma que as possibilidades de distribuição digital fazem parte da pauta das majors, as distribuidoras independentes também debatem o assunto. Para Sabrina Nudeliman, diretora e sóciofundadora da Elo Company, que trabalha com mídias digitais há três anos e já tem conteúdo na operação online da NetMovies, esta é uma modalidade de distribuição que ainda encontra resistência de alguns produtores pelos modelos praticados e pelas receitas, que ainda não são tentadoras. “Acontece o mesmo que na distribuição para outros mercados. Há muitos produtores que preferem, por

exemplo, não vender um longa-metragem para Moçambique do que vender por muito pouco”, afirma. Sabrina diz que o foco na Elo é a difusão de conteúdo. Por isso, a distribuidora está totalmente aberta às propostas dos novos players do mercado. A única ressalva de Sabrina é quanto aos modelos de negócio: “Acredito muito pouco nos modelos em que o usuário paga. O modelo em que a Elo aposta é o de canais oferecidos gratuitamente com patrocínio”. A distribuidora já desenvolve projetos neste sentido com os canais temáticos, os Elo Channels, com conteúdo de cinema, gastronomia e

sustentabilidade, por exemplo, e os branded channels, web canais de conteúdo associados a uma marca, como o da CPFL energia. Mesmo as distribuidoras que têm o cinema como foco do trabalho estão atentas a estes novos movimentos do mercado. Isabelle Cabral, diretora da carioca Pipa Produções, que trabalha essencialmente com filmes nacionais e tem o trabalho voltado para a formação de público, conta que a distribuição para os meios digitais é uma possibilidade “bem real” na distribuidora, embora ainda não existam acordos fechados. “Temos produzido muito conteúdo e não temos como exibilo. Estas possibilidades são ótimas

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“Temos produzido muito conteúdo e não temos como exibi-lo. Estas possibilidades são ótimas para o mercado”

para o mercado, já que o produtor pode mostrar a produção dele de alguma forma e para a formação de público, que passa a buscar este tipo de produção”, conclui Isabelle, chamando a atenção para a velocidade com que estas modalidades têm ganhado espaço e obrigando a tomada de decisões. Do lado de produção, Cao Quintas, produtor executivo da Latina Estúdio, voltada para filmes latino-americanos, conta que trabalhar com serviços de vídeo sob demanda é importante para estas produções, que nem sempre têm abrangência para uma distribuição theatrical (salas de cinema), mas têm relevância para determinados públicos e nichos. “Um ponto que nos parece bastante interessante é que o VOD cria um atalho entre o produtor independente e o público. Não é necessário ter um agente de vendas. A cadeia acaba ficando menor e facilita 100% o processo”, explica. Atualmente, a produtora negocia com serviços de vídeo sob demanda da Alemanha e Dinamarca. “Entre os produtores, o que se tem discutido muito é a necessidade de ter os filmes finalizados em uma boa matriz digital para entrar nestas operações”, acrescenta.

FOTO: DIVULGAÇÃO

( convergência)

Isabelle Cabral, da Pipa Produções

de mídia física, com modelo de assinatura fixa, entrega a domicílio e flexibilidade na devolução, já se imaginava que a locação online teria apelo junto ao consumidor final. Em agosto de 2009, a NetMovies lançou um serviço de streaming com 80 títulos. Com poucos filmes disponíveis, a empresa decidiu não cobrar pelo serviço. Um ano depois, com dois mil títulos formatados para streaming, a NetMovies criou um modelo por assinatura de R$ 9,99 mensais. A ideia agora, é acrescentar conteúdo das majors nesta modalidade, o que já está em negociação. “Para a gente é uma

sem revelar o nome dos novos clientes. Spinassé destaca que o varejista precisa encarar a distribuição digital como um posicionamento estratégico e saber que precisa estar preparado para os investimentos iniciais, sabendo que o retorno financeiro não vem a curto prazo, e para a proteção do conteúdo, tão requisitada pelos distribuidores. O diretor acredita que a expansão dos serviços dependem de novo players no mercado e mais divulgação. Para ele, é importante também que a indústria reconsidere suas posições e reconfigure as janelas: “Hoje o usuário quer consumir, a distribuição digital é uma opção para quem quer consumir o

Entre os produtores, o que se tem discutido muito é a necessidade de ter os filmes finalizados em uma boa matriz digital para entrar nestas operações. questão que leva tempo e investimento. A gente aposta na assinatura com acesso ilimitado. Já temos levado esta ideia a distribuidores e estúdios há alguns anos”, diz Topel. Outro desejo da NetMovies, que era levar conteúdo para a TV conectada, já se concretizou, com a entrada da locadora virtual nas broadband TVs da LG. Segundo Marcelo Spinassé, diretor da Truetech, empresa especializada em soluções e serviços para a distribuição de conteúdo digital, que tem a Saraiva Digital como cliente, o mercado está aquecido. “Tenho contrato assinado com mais quatro e-commerces, todos de conteúdo audiovisual”, conta,

Vários devices A preocupação dos prestadores de serviço é expandir os negócios e proporcionar ao usuário o acesso ao conteúdo por meio de diferentes devices, como celulares, iPads e iPhones. Daniel Topel, fundador da NetMovies, conta que as principais investidas da locadora virtual agora, além de ampliação do número de filmes disponíveis online, estão neste setor. Desde o lançamento da locadora em 2006, propondo um sistema diferenciado de locação

produto original. É uma questão de combate à pirataria. Ou você dá a opção para o cara ou ele vai baixar ilegal. Tem que decidir: vamos ganhar dinheiro ou não?”, observa. Além da oferta de conteúdo em diferentes devices, Spinassé aposta que, no futuro, uma das tendências deve ser a customização, com varejistas comercializando suas próprias caixinhas conectadas. “A única dúvida que não tenho é que o negócio é pelo digital. A questão é em quanto tempo vai se posicionar. Os varejistas já estão se posicionando para isso. Tecnologias como o Blu-ray, que não pegaram, foram aproveitadas pelo digital”, observa.

“Para a gente é uma questão que leva tempo e investimento. A gente aposta na assinatura com acesso ilimitado. Já temos levado esta ideia a distribuidores e estúdios há alguns anos” Daniel Topel, da NetMovies

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( cinema)

Espaço versátil Exibidores ocupam salas de cinema com outros conteúdos além de filmes e apostam no aumento das transmissões ao vivo de óperas, shows e eventos esportivos nos próximos anos.

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FOTO: DIVULGAÇÃO

negócio principal das salas de cinema é e sempre será a projeção de filmes. Mesmo assim, há aproxidamente dois anos exibidores brasileiros têm testado novas possibilidades de aproveitamento destes espaços com a programação de conteúdo alternativo. Óperas, shows e eventos esportivos, especialmente os de transmissão ao vivo, têm gerado boas expectativas de negócios e perspectivas de amadurecimento nos próximos anos. Os exibidores acreditam que o conteúdo alternativo deve ganhar cada vez mais espaço, acompanhando o avanço da digitalização das salas. Para a exibição de conteúdo digital gravado, as salas precisam ter um projetor digital idêntico ao utilizado para filmes 3D. Para a exibição de conteúdo ao vivo é necessário que a sala esteja equipada com uma antena para recepção do sinal e um aparelho específico para converter o sinal para o formato lido pelos projetores. Na Rede Cinemark, todas as 57 salas digitais estão preparadas para o conteúdo gravado. Para o conteúdo ao vivo, a rede conta com 30 salas espalhadas por 11 municípios: São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas, Vitória, Curitiba, Santos, Manaus e Salvador. Segundo Henrique Loyola, coordenador de programação do Cinemark, a rede já teve algumas experiências bem sucedidas com conteúdo alternativo, como as exibições ao vivo e gravadas do

Divulgação de “Don Pasquale”, da temporada 2010/2011 da Metropolitan Opera from New York. Cinemark e Grupo Severiano Ribeiro afirmam ter bons resultados com exibição ao vivo destes eventos.

show The Big Four, uma apresentação que as bandas de rock Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax fizeram em Ohio, nos Estados Unidos, no ano passado, e transmissões ao vivo da Metropolitan Opera from New York, durante vários sábados, que apresentou demanda crescente: começou com quatro salas e chegou a 20 na última exibição. “A reação do público foi muito positiva. Em diversos casos, os clientes saíram de uma apresentação e imediatamente buscaram adquirir ingressos para eventos futuros. Entendemos que existe um mercado para esse material e que o público está satisfeito com o que foi entregue”, conta Loyola. O Grupo Severiano Ribeiro/Kinoplex, que também tem exibido as óperas da Metropolitan Opera from New York ao vivo também tem se surpreendido positivamente com os resultados,

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segundo a coordenadora de marketing Verônica Themudo. “A reação é ótima. As óperas inclusive estão lotando com muita antecedência”, destaca ela, acrescentando que, no próximo ano, o grupo pretende aumentar o número de exibições diferenciadas. Nova configuração A exibição de conteúdo alternativo exige, além de investimento em infraestrutura técnica e direitos de transmissão de conteúdo, algumas adaptações do exibidor dentro e fora das salas. “Uma equipe especializada foi formada em cada cinema para atender às necessidades específicas que esse conteúdo cria. Uma ópera de cinco horas, por exemplo, tem intervalos e precisa de uma oferta

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“O filme é commodity. Todos vão ter o mesmo valor, eles começam a concorrer. O conteúdo alternativo não concorre, é premium. Você proporciona esta experiência de sentar numa arena e compartilhar o evento com outras pessoas” Fábio Lima, da MovieMobz

de alimentos diferenciada. Um show de rock pode ter uma duração longa e ocorrer em um horário tardio, bem como ter uma procura por bebidas que geralmente não se encontram no cardápio da Cinemark”, explica Loyola. Paulo Pereira, gerente de programação e marketing da Cinépolis, rede de origem mexicana que atua já na Colômbia, Guatemala, Costa Rica, Panamá, Honduras, Peru, El Salvador e Índia e chegou ao Brasil este ano com planos de investimentos na construção de salas em várias cidades, afirma que o País ainda está “cru” na exibição de conteúdos alternativos, mas que a rede pretende auxiliar no desenvolvimento do mercado por aqui, equipando salas para promover exibições da mesma forma que faz no México. “O importante é investir na comunicação deste produto e criar a cultura”, opina. No México, o grupo já exibiu uma partida ao vivo e em 3D de um jogo do campeonato mexicano, tem direitos para transmissão de jogos da Champions League e do World Wrestling Entertainment (WWE) . Segundo o executivo, a exibição ao vivo dos oito jogos da Copa do Mundo de 2010 captados em 3D foi um divisor de águas. “Todos os ingressos foram vendidos, as salas ficaram lotadas”, conta. Para Pereira, o segmento de conteúdo alternativo vai se desenvolver aos poucos. Ele acredita que a transmissão ao vivo e em 3D, especialmente de eventos esportivos,

deve ser uma forte alavanca, devido à experiência diferenciada que proporciona. “Acho que teremos mais exibições em 2011 do que em 2010. Vai ser um ano de adaptação para as Olimpíadas de Londres de 2012”, diz. Alguns pontos ainda precisam ser amadurecidos em relação ao conteúdo alternativo. Loyola aponta os aspectos de aquisição de direitos: “Diversos

Direitos para cinema de eventos com bom potencial comercial ainda são entrave para a programação de salas com conteúdo alternativo.

FOTO: claudio bonesso

conteúdos com bom potencial comercial como shows e eventos esportivos sequer mencionam o cinema em seus contratos de veiculação, o que significa que ainda temos muito a avançar no campo jurídico". Outra questão que precisa ser trabalhada é a divulgação da exibição de conteúdo alternativo de maneira diferenciada junto ao público potencial, já que, devido a todos os investimentos envolvidos, estes custos são repassados ao consumidor final. Enquanto os ingressos para os filmes custam em média R$ 20, para assistir à ópera na Cinemark,

“Acho que teremos mais exibições em 2011 do que em 2010. Vai ser um ano de adaptação para as Olimpíadas de Londres de 2012” Paulo Pereira, da Cinépolis

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FOTO: divulgação

( cinema) por exemplo, o consumidor desembolsa entre R$ 45 e R$ 60. O ingresso do show de rock The Big Four foi vendido a R$ 80. Os valores destes eventos também estão sujeitos às regras de meia entrada para estudantes e maiores de 60 anos.

Produto premium A distribuidora MovieMobz, ao lado da Casablanca, que oferece apoio em infraestrutura, é a principal parceira dos exibidores brasileiros em conteúdo alternativo, viabilizando a transmissão dos shows, óperas e alguns eventos esportivos, como os jogos em 3D da Copa do Mundo. Em uma avaliação do mercado, o sócio e diretor da empresa, Fábio Lima, observa que alguns indicadores devem contribuir para a difusão do conteúdo alternativo. Um deles é “o caminho sem volta” do processo de digitalização do parque exibidor. Outro é a mudança do modelo de transição econômica da distribuição, que tem pressionado a janela das salas de cinema para que as produções cheguem em menos tempo ao VOD. Lima destaca também que é necessário que o público perceba que o conteúdo alternativo tem valor agregado alto. Para isso, é preciso destacar esse diferencial na venda de ingresso. “O filme é commodity. Todos vão ter o mesmo valor, eles começam a concorrer. O conteúdo alternativo não concorre, é premium. Você proporciona esta experiência de sentar numa arena e compartilhar o evento com outras pessoas”. Atualmente, o principal conteúdo alternativo distribuído pela MovieMobz é a temporada 2010/2011 do The Met Opera em um circuito de 24 salas. Para 2011, Lima conta que a distribuidora trabalha por novos conteúdos. ana carolina barbosa


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( upgrade )

Fernando Lauterjung

f e r n a n d o @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Pequena por fora

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nunciada ainda como projeto na NAB 2010, que aconteceu em abril, chega ao mercado a primeira camcorder profissional digital portátil com sensor de 35mm da Sony. A PMW-F3 foi projetada para uma variedade de aplicações em produção de vídeos, comerciais, documentários, programação televisiva e filmes para mercados como educação, empresas, governo, entre outros. O equipamento compacto pode ser combinado com um kit de lente de baixo custo PL que inclui 35/50/85mm T2.0 com distância focal fixa. A camcorder faz parte da linha de produtos XDCAM EX e usa o cartão de memória SxS ExpressCard. Seu sensor de imagem CMOS Super 35mm oferece profundidade de campo com sensibilidade alta e baixos níveis de ruído (ISO 800, F11 e relação S/N de 63dB no modo 1920x1080/59.94i), bem como ampla faixa dinâmica. Com uma saída dual-link HD-SDI, o equipamento pode ser usado para gravação externa (4:2:2 1080 50/59.94P como padrão, e RGB 1080 23.98/25/29.97 PsF como opção). Segundo a fabricante, a PMW-F3 é ideal para complementar a utilização da Sony F-35 ou SRW-9000PL, que também usam PL Mount, S-35 mm. O conteúdo gravado com a camcorder compacta pode ser combinado com o conteúdo gravado pela F-35 ou pelas câmeras Sony SRW-9000PL.

No modo S-Log é possível gravar imagens usando todo o range dinâmico do sensor de imagem Super35mm, trazendo flexibilidade na manipulação de imagens à pós-produção. A camcorder portátil grava nos formatos 1920x1080, 1440x1080, e 1280x720 a Nova camcorder da Sony 23.98/25/29.97p e 50/59.94i e, no modo conta com bocal PL e sensor de 35 mm. DVCAM, 25/29.97PsF e 50/59.94i. Além disso grava em slow e quick, de 1 a 30 fps em 1920x1080 (17 a 30 fps em modo dual-link) e 1 a 60 fps em 1280x720 (17 a 60 fps em modo dual-link). A Sony anunciou que lançará ainda um gravador de memória SR portátil que poderá ser conectado diretamente à camcorder, através da saída single-link ou dual-link. Com isso o equipamento poderá gravar em memórias SR, novo cartão da Sony de alta velocidade e capacidade. A camcorder estará disponível no mercado brasileiro a partir de janeiro de 2011 em duas versões PMW-F3L (sem lente) e PMW-F3K (com kit de lente PL).

Multiformato simplificado Processamento gráfico

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Grass Valley está expandindo as capacidades do Edius Neo 3, sua plataforma de edição multiformato para o mercado prosumer. Segundo a Grass Valley, o software é o mais rápido editor em formato nativo AVCHD, o que o torna ideal para edição de conteúdo captado com câmeras SLR, como as da linha Canon EOS. Para isso, não é necessário fazer qualquer tipo de transcodificação, mesmo quando se pretende usar diferentes compressões e formatos, que podem ser misturados na timeline. Entre as novas funções estão o 3D Layouter, uma ferramenta para gerenciar efeitos 3D; um mixer de áudio; preview em tela cheia; e criação de menus animados para DVD e Blu-ray.

hegam ao mercado as primeiras placas de processamento equipadas com a nova unidade de processamento gráfico (GPU) da nVidia, a GeForce GTX 580. Segundo a fabricante, a nova GPU é até 30% mais rápida do que a GeForce GTX 480. Além disso, é 35% mais eficiente no desempenho por watt e, por apresentar uma nova solução térmica, com câmara de vapor, tem baixos níveis de ruído. Capaz de processar 2 bilhões de triângulos por segundo, a GeForce GTX 580, conta com 512 núcleos e 16 motores PolyMorph que reduzem a pixelização de vídeos, imagens e jogos. GPU da nVidia é 30% mais rápida que versão anterior.

Editor para mercado prosumer trabalha com conteúdo de câmeras SLR.

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( agenda )

24 de fevereiro de 2011 Encontro para debater propostas e projeções políticas e regularórias no principal encontro brasileiro do setor de telecomunicações e mídia. Seminário de Políticas de (Tele) Comunicações, Brasília, DF. Tel.: (11) 3138-4660. E-mail: info@convergecom.com.br. Web: www.convergeeventos.com.br

18 de março de 2011 Evento que apresenta estratégias e tecnologias que viabilizam a entrega de conteúdo audiovisual em múltiplas plataformas. Congresso TV 2.0, São Paulo, SP. Tel.: (11) 3138-4660. E-mail: info@ convergecom.com.br. Web: www. convergeeventos.com.br

16 a 18 de março de 2011 Feira, workshop, seminários e palestras discutem e analisam as tendências de web 2.0 no mais importante e completo evento do setor no Brasil. World Web Expo Forum, São Paulo, SP. Tel.: (11) 3138-4660. E-mail: info@convergecom.com.br. Web: www.webexpoforum.com.br

NOVEMBRO

24 a 26 Natpe, Miami, EUA. Tel.: (310) 857-1653. E-mail: eric@natpe.org. Web: www.natpe.org

20 a 28 25º Festival Internacional de Cine de Mar del Plata, Mar del Plata, Argentina. E-mail: info@mardelplatafilmfest.com. Web: www.mardelplatafilmfest.com.

24 a 31 Fipa – International Festival of Audiovisual Programs, Biarritz, França. Tel.: 33 (0) 1 4489-9999. E-mail: info@fipa.tm.fr. Web: www.fipa.tm.fr

23 a 30 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Brasília, Distrito Federal. Tel.: (61) 3325-7777. E-mail: festivaldebrasilia@gmail.com. Web: www.festbrasilia.com.br

26 a 6/2 International Film Festival Rotterdam, Rotterdam, Holanda. Tel.: (31 10) 890-9090. E-mail: programme@filmfestivalrotterdam.com. Web: www.filmfestivalrotterdam.com

DEZEMBRO 3 a 5 Fest’Afilm, Montpellier, França. Tel.: (00 33 06) 5822-6181. E-mail: festafilm.lusophonie@gmail.com

31 a 3/02 Real Screen Summit, Washington, EUA. Tel.: (416) 408-2300. E-mail: customersupport@realscreensummit.com. Web: www.realscreen.com

6 a 11 17º Vitória Cine Vídeo, Vitória, ES. Tel.: (27) 3327-2751. E-mail: vcv@imazul.org. Web: www.vitoriacinevideo.com.br

FEVEREIRO 10 a 20 21º Festival Internacional de Berlim, Berlim, Alemanha. Tel.: (49 30) 259-200. E-mail: info@berlinale.de. Web: www.berlinale.de

2 a 12 32º Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, La Habana, Cuba. E-mail: festival@festival.icaic.cu. Web: www.habanafilmfestival.com

10 a 12 Kidscreen Summit, Nova York, EUA. Tel.: (1 416) 408-2300. E-mail: andrea@kidscreensummit.com. Web: summit.kidscreen.com

JANEIRO 2011 7 a 16 Flickerfest 2011 – 20º International Short Film Festival, Sydney, Australia. Tel.: (61 02) 9365-6877. E-mail: coordinator@flickerfest.com.au. Web: www.flickerfest.com.au

22 a 24 Andina Link 2011, Cartagena, Colombia. Web: www.andinalink.com 24 a 3/03 51º Festival Internacional de Cine de Cartagena de Índias, Cartagena de Índias, Colombia. Tel.: (57 5) 664-2345. E-mail: info@ficcfestival.com. Web: www.festicinecartagena.org

21 a 30 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, Tiradentes, MG. Tel.: (31) 3282-2366. E-mail: up@universoproducao.com.br. Web: www.mostratiradentes.com.br 50

T e l a

V i v a

25 a 1º/4 Festival Internacional de Cine en Guadalajara, Guadalajara, México. E-mail: info@festivalcinegdl.udg.mx. Web: www.ficg.mx

ABRIL 2 a 3 MipDoc, Cannes, França. E-mail: registration.depttele@reedmidem.com. Web: www.mipdoc.com 3 MipFormats, Cannes, França. E-mail: registration.depttele@reedmidem.com. Web: www.mipworld.com/en/mipformats/ 4 a 8 MipTV, Cannes, França. E-mail: registration.depttele@reedmidem.com Web: www.mipworld.com/miptv 6 a 17 13º Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiete (Bafici), Buenos Aires, Argentina. E-mail: info@festivales.gob.ar. Web: www.bafici.gob.ar. 8 a 18 15º É Tudo Verdade - Festival Internacional de Curtas-Metragens, São Paulo, Rio de Janeiro. São Paulo, Rio de Janeiro. Tel.: (11) 3064-7617. E-mail: info@etudoverdade.com.br. Web: www.itsalltrue.com.br 9 a 14 Nab Show, Las Vegas, Estados Unidos. Tel.: (508) 743-8536. Web: www.nabshow.org 28 a 8/5 Hot Docs Canadian International Documentary Festival, Toronto, Canadá. Tel.: (416) 637-5150. E-mail: boxoffice@hotdocs.ca. Web: www.hotdocs.ca.

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workshops | feira | palestras | seminários | marketing 2.0 | redes sociais microblogs | business | tv 2.0 | social media | e-commerce | mobile 2.0 2º prêmio Converge de inovação digital e muito mais. anote em sua agenda.

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Participe também do evento que discute as tendências para distribuição de conteúdo audiovisual.

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Revista Tela Viva 210 - novembro 2010  
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