Page 1

televisão, cinema e mídias eletrônicas

ano 19_#211_dez2010

TV paga nas alturas

Serviço tem seu melhor ano em uma década, puxado pela expansão da banda larga e do DTH.

PRODUÇÃO

Bom momento da animação gera nova safra de produtores

ENTREVISTA

Nova executiva revela as diretrizes da MTV para 2011


Foto: marcelo kahn

(editorial ) Presidente Diretores Editoriais Diretor Comercial Diretor Financeiro

Editor

Rubens Glasberg André Mermelstein Claudiney Santos Samuel Possebon (Brasília) Manoel Fernandez Otavio Jardanovski

Fernando Lauterjung

Redação

Ana Carolina Barbosa Daniele Frederico Samuel Possebon

Coordenadora de Projetos Especiais Arte

Depar­ta­men­to Comer­cial

Edmur Cason (Direção de Arte) Debora Harue Torigoe (Assistente) Rubens Jar­dim (Pro­du­ção Grá­fi­ca) Geral­do José Noguei­ra (Edi­to­ra­ção Ele­trô­ni­ca) Alexandre Barros (Colaborador) Bárbara Cason (Colaboradora) Manoel Fernandez (Diretor) Fernando Espíndola (Gerente de Negócios) Patricia Linger (Gerente de Negócios) Iva­ne­ti Longo (Assis­ten­te) Gislaine Gaspar

Marketing

Gisella Gimenez

Gerente Administrativa Gerente de TI Central de Assinaturas

Vilma Pereira Marcelo Pressi 0800 0145022 das 9 às 19 horas de segunda a sexta-feira

Internet E-mail

www.telaviva.com.br assine@convergecom.com.br

Redação E-mail

(11) 3138-4600 telaviva@convergecom.com.br

Publicidade E-mail Impressão

H

Letícia Cordeiro

Gerente de Circulação

a n d r e @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Ocupação de territórios

André Mermelstein

Editor Tela Viva News

André Mermelstein

(11) 3214-3747 comercial@convergecom.com.br Ipsis Gráfica e Editora S.A.

Tela Viva é uma publicação mensal da Converge Comunicações - Rua Sergipe, 401, Conj. 605, CEP 01243-001. Telefone: (11) 3138-4600 e Fax: (11) 3257-5910. São Paulo, SP. Sucursal Setor Comercial Norte - Quadra 02 Bloco D - torre B - sala 424 - CEP 70712-903. Fone/Fax: (61) 3327-3755 Brasília, DF Jornalista Responsável: Rubens Glasberg (MT 8.965) Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias publicadas nesta revista, sem autorização da Glasberg A.C.R. S/A

á algo no ar (além dos aviões de carreira, diria o Barão de Itararé) quando se discute a destinação futura do espectro de frequências no país. Este patrimônio nacional, finito e escasso, sempre foi objeto de disputa dentro do setor de telecomunicações, entre operadoras de telefonia fixa, móvel e TV por assinatura. Agora a disputa se estende à radiodifusão, que pretende manter seu quinhão deste latifúndio eletrônico. Até há alguns anos, a coisa não era tão complicada. Cada serviço tinha lá suas faixas, e se havia disputas, era entre players de um mesmo serviço, para ocupar este ou aquele canal. A situação mudou com a explosão dos serviços wireless, como a telefonia celular, as redes de banda larga por radiofrequência e a chegada da TV digital. Hoje são 190 milhões de celulares no Brasil, e cerca de 20 milhões de terminais 3G, entre handsets (telefones) e modems. A demanda por banda larga móvel é explosiva. As redes 3G já estão em 1,3 mil cidades do país. Estas operadoras estão chegando perto de um gargalo de capacidade de banda, e têm apetite inesgotável por novas frequências. Conseguiram levar uma parte das faixas até agora destinadas ao MMDS, e querem mais. A radiodifusão, por sua vez, tem em mãos a valiosa faixa do VHF, que em tese deverá ser devolvida à União em 2016, quando termina o prazo de transição para a TV digital. Hoje a TV aberta ocupa duas faixas: a original, analógica, e os canais consignados em UHF para a transmissão digital. Tudo indica que não largará este osso tão cedo. Nos EUA, a briga já começou. A FCC vem tomando medidas, sob os protestos da NAB, a associação de broadcasters, para monitorar e limpar o espectro, e um projeto de lei proposto pelos senadores John Kerry (democrata) e Olympia Snowe (republicana) permite à agência tirar frequências de quem não as está usando adequadamente (subutilizando ou deixando faixas ociosas, por exemplo). A ideia explicitada pelos senadores é usar faixas deixadas pela TV para ajudar na universalização da banda larga no país. Por aqui, as emissoras emitem sinais de que o switch-off (desligamento do sinal analógico) pode não acontecer no prazo previsto, e que as frequências hoje ocupadas deveriam permanecer com o serviço de TV aberta. Será uma queda de braço interessante de se assistir. O País terá que discutir que serviços serão prioritários para ocupar estes espaços, pois o cobertor é curto e não dá para todos.

capa: editoria de arte converge/shutterstock

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

3


Ano19 _211_ dez/10

(índice ) 16

10 milhões de assinantes

16

TV paga fecha 2010 em crescimento acelerado, acompanhando a ascensão da classe C

scanner figuras entrevista

6 12 22

Helena Bagnoli, diretora geral da MTV, aponta a estratégia da Abril em televisão

( cartas)

audiência publicidade

22

28 30

Produção nacional gera novas possibilidades comerciais para a TV por assinatura

Convergência Os detentores de conteúdo realmente têm que acordar e perceber que não dá mais para se apoiar nesta história de janelas. Concordo com a colocação da Truetech: é preciso dar opção de consumir conteúdo legal para evitar a pirataria. Aurélio Marcondes Ferraz, Campinas, SP

produção

32

Nova geração de produtoras chega ao mercado de animação

Entrevista São louváveis estas iniciativas como a da Videolog. É importante que os produtores tenham um espaço para mostrar seu trabalho. Márcia Meireles, Salvador, BA

making of televisão

30

36 38

TV Brasil busca maior aproximação com a audiência paulistana

Infraestrutura Espero que o investimento em unidades móveis de produção dos empreendedores brasileiros seja suficiente para que haja infraestrutura suficiente até a Copa do Mundo. Seria lamentável entregar o serviço de aquisição das partidas a uma empresa estrangeira. Frederico Maciel, São Paulo, SP

evento

40

TAL anuncia ampliações e produções originais 32

case

42

GNT coproduz longa-metragem com Lei do ISS do Rio de Janeiro

Tela Viva edita as cartas recebidas, para adequá-las a este espaço, procurando manter a máxima fidelidade ao seu conteúdo. Envie suas críticas, comentários e sugestões para cartas.telaviva@convergecom.com.br

upgrade agenda Acompanhe as notícias mais recentes do mercado

telavivanews www.telaviva.com.br 4

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

44 46


( scanner ) Além mar

Só para a web

FOTOs: divulgação

O Multishow estreou em novembro a websérie “I Love My Nerd”. São dez episódios de 15 minutos sobre as mudanças na vida de dois nerds quando estão acompanhados de duas mulheres bonitas. A atração, produzida pela equipe do próprio canal em parceria com a KN Vídeo, vai ao ar todas as terças e quintas-feiras às 17h no site do Multishow, e pode ser vista sob demanda. Até o fim do ano, o canal deve estrear três novos programas produzidos exclusivamente para a Internet, entre eles o “Serguei Rock Show”, que apresentará o roqueiro em várias situações, falando sobre música e dando dicas.

“I Love My Nerd” é o primeiro programa produzido pelo canal exclusivamente para a Internet.

Bahia em imagens Em novembro, o secretário de cultura da Bahia, Márcio Meirelles, o presidente do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), Pola Ribeiro, e o diretor da Ancine Paulo Alcoforado assinaram um convênio para um Programa Especial de Fomento (PEF). Batizado de Programa Imagens da Bahia, o PEF deverá captar R$ 11,189 milhões, que devem ser aplicados na produção de um longa-metragem, uma série de animação, cinco telefilmes, duas minisséries de ficção (uma para o público infantil e uma para o público juvenil) e cinco pilotos para o desenvolvimento de séries de animação. Também estão previstos no programa o apoio à distribuição de três longas metragens inéditos no circuito comercial e a realização de oficinas de capacitação técnica para a qualificação dos projetos. O conteúdo produzido será exibido na TVE Bahia. A gestão do programa será feita pelo Irdeb, que deve lançar os editais somente em meados de 2011, quando tiver captado pela Lei do Audiovisual 50% do valor estipulado. A Ancine tem um programa especial de fomento em parceria com a MTV para a produção de séries de animação voltada para o público adulto e, segundo Alcoforado, tem um projeto “saindo do forno” com o Ceará. 6

T e l a

O canal público TV Brasil Internacional, da EBC, passou a ser distribuído em Portugal, pela operadora Meo-TV, do Grupo Portugal Telecom. O canal entrou no pacote básico da operadora, não sendo necessário pagar um valor adicional para assiná-lo. O canal internacional conta com a programação da TV Brasil, mas com arranjos horários adaptados a cada País. Assim, o Repórter Brasil, telejornal diário da TV pública que vai ao ar às 21h no Brasil, é exibido em Lisboa às 7h da manhã. A grade internacional tem ainda programas voltados exclusivamente para os brasileiros residentes no exterior, como o “Brasileiros no Mundo”, “Conexão Brasil” e “Fique Ligado”, este último uma agenda de eventos culturais brasileiros no exterior. O canal, que começou a ser transmitido para 49 países africanos em maio, começa sua penetração na Europa por Portugal, devendo chegar em breve à Espanha. Em meados de dezembro tiveram início as transmissões para os EUA, através da operadora Dish Network. Na América Latina, a TV Brasil continua sendo distribuída pelas operadoras que antes exibiam o canal Integración. Além disso, pode ser captada pelo satélite NSS-806.

A assinatura do convênio aconteceu após o Seminário Economia do Audiovisual, organizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, que nos últimos quatro anos investiu aproximadamente R$ 17 milhões no setor do audiovisual com políticas de produção, capacitação, preservação e memória. Recentemente, promoveu a exibição no Festival de Brasília da cópia restaurada de “Leão de Sete Cabeças”, de Glauber Rocha.

Pola Ribeiro, presidente do Irdeb, Márcio Meirelles, secretário de cultura da Bahia, e Paulo Alcoforado, diretor da Ancine, assinam convênio do Programa Especial de Fomento que injetará mais de R$ 11 milhões no audiovisual baiano.

V i v a

d e z 2 0 1 0


Inversão de papeis

Cinema e publicidade

“City Down”, do cineasta e presidente da Associação Pelotense de Cinema (Cinepel) José Mattos, terá distribuição nacional em DVD pela Europa Filmes. Mattos dirigiu um filme com elenco formado por 160 não-atores portadores de síndrome de Down, selecionados nas Associações de Pais e Amigos de Excepcionais (Apaes) da região, que tem como proposta sugerir uma inversão de papeis: como seria a vida de um indivíduo que nasce sem a síndrome em uma sociedade onde todos tivessem a síndrome de Down? Como seria ser diferente dos demais cidadãos? O longa-metragem de baixo orçamento custou aproximadamente R$ 260 mil e foi viabilizado com recursos da Cinepel e apoio de empresários de Pelotas e região. O filme já teve estreia na cidade gaúcha e uma exibição exclusiva para educadores. A ideia de produtores e diretores é ainda fazer exibições “City Down”, longa-metragem com elenco formado por 160 itinerantes pelas não-atores portadores de Síndrome de Down, terá Apaes do País. distribuição em DVD pela Europa Filmes.

A Circuito Digital, empresa especializada em cine-publicidade, e a MovieMobz, distribuidora de conteúdo para cinema, anunciaram fusão e a criação da Mobz. A proposta da empresa recém-criada é oferecer ações de mídia, games, óperas, shows, cine-publicidade e produtos especiais ao vivo nos complexos de exibição. A nova empresa pretende juntar publicidade, exibição de conteúdo premium ainda não disponível no circuito tradicional e patrocínio de eventos, com o objetivo de integrar a comunicação digital nas salas. A nova empresa terá três divisões: a LiveMobz, dedicada à exibição de eventos ao vivo nos cinemas como shows de rock, óperas e balés; a MovieMobz, que ficará responsável pela distribuição de filmes em formato digital; e a MediaMobz, voltada para a publicidade e patrocínio.


FOTO: marcos hermes

( scanner) Na festa

Vh1 coproduziu documentário sobre Gilberto Gil com a Conspiração Filmes, a GG Produções e a DLA.

O canal Vh1 estreou em dezembro o documentário “Vh1 Apresenta: Gilberto Gil Fé na Festa”, uma coprodução com a Conspiração Filmes, a GG Produções e a DLA, esta última responsável pela distribuição em VOD. Este é o quarto projeto coproduzido pelo Vh1 no Brasil este ano. O programa conta com a presença do sanfoneiro Dominguinhos, que participa de uma conversa com Gil, na qual relembram momentos marcantes de suas vidas. O documentário utiliza recursos do Artigo 39.

Produção em alta

FOTOs: divulgação

A Discovery Networks anunciou as novidades de programação de seus canais para 2011. Entre os destaques estão séries como “Planeta Humano”, no Discovery Channel, e “Madagascar”, no Animal Planet. O vice-presidente sênior e diretor geral da Discovery Networks no Brasil, Fernando Medin, destacou também a presença de conteúdo nacional nos canais da programadora. Segundo Medin, foram produzidas 27 horas de conteúdo local, em 44 episódios, durante o ano de 2010. Os números representam um crescimento de 225% em relação a 2008, quando foram produzidas localmente 12 horas em 19 episódios. A supervisora de produção Carla Ponte conta que dois novos projetos aguardam a aprovação da Ancine para produção com recursos do Artigo 39. Esses projetos devem totalizar dez horas de produção original em 2011. Entre as novidades em produção local para o ano que vem, está a estreia do quarto documentário em coprodução com a Mixer. Trata-se de “Células-tronco: a chave da regeneração”, sobre a tecnologia e as experiências com células-tronco no Brasil. O documentário está previsto para estrear em fevereiro de 2011. Outros dois documentários que fazem parte do acordo de coprodução com a Mixer devem estrear no Discovery também no primeiro trimestre do ano que vem. Para o canal Discovery Home & Health, a Medialand produz “Especiais Médicos”, com nove episódios, sendo um especial de uma hora e oito de 22 minutos. O especial de uma hora tratará de câncer de mama, e cada um dos episódios de 22 minutos terá um tema específico, como leucemia infantil, déficit de atenção, endometriose e enxaqueca. Há ainda três episódios da série “Viver para Contar”, com a Conspiração, em pré-produção. Destes, dois episódios são sobre histórias que envolvem brasileiros e uma envolve argentinos.

8

T e l a

Programação Além das iniciativas em programação local, a Discovery aposta em grandes produções internacionais para o ano que vem. Serão mais de 600 horas de programação no Discovery Channel, com destaque para a série de seis episódios “Planeta Humano”, em coprodução com a BBC, e para “A Torre da Liberdade”, produzido em parceria com Steven Spielberg. O Animal Planet estreia a Discovery Science minissérie “Madagascar”, outra exibe “Through coprodução com a BBC, e também the Wormhole”, “Cara a Cara com Mike Tyson”. apresentado por Segundo o diretor de programação Morgan Freeman da Discovery Networks, André Rossi, o canal continua focado em documentários sobre o reino animal, mas mostrando mais a relação entre os homens e os animais. Para o Discovery Kids, foi destacada a segunda temporada da animação nacional “Peixonauta”, que ainda não tem previsão de estreia. Medin destacou que o próximo passo da programadora é chegar à liderança no segmento de entretenimento, com o canal Liv. “Uma das apostas é na aliança com grandes estúdios”, diz André Rossi. O canal fez uma parceria com a CBS Paramount e exibe atualmente “Hawai 5.0”. Em 2011, o canal estreia “Blue Bloods”. O canal Discovery Science deve passar por uma reformulação em 2011. Além do on air look, que deve ser remodelado, o canal ganha uma superprodução no ano que vem: “Through the Wormhole”, com apresentação de Morgan Freeman. Além disso, os canais Discovery Turbo, Discovery Civilization e os canais em alta definição Discovery HD Theater e TLC HD, passarão a ter publicidade comercializada. Segundo o vice-presidente de vendas comerciais da Discovery no Brasil, Raul Costa, os canais não terão breaks comerciais, mas haverá comercialização no formato de apoio e patrocínio.

V i v a

d e z 2 0 1 0


Estratégia

Distribuição

As produtoras de som Lua Nova e Dr DD, do Brasil, e a Diego Grimblat Música e Inaudito, da Argentina, formalizaram uma parceria estratégica cujo objetivo é oferecer benefícios aos clientes regionais e globais, que terão base de atendimento nos dois países. A ideia é facilitar a criação de campanhas internacionais e sua respectiva nacionalização no país de veiculação, seja na adaptação da peça para a língua e cultura local, seja na eliminação dos entraves burocráticos típicos da realização de trabalhos conjuntos entre empresas de diferentes países. O músico, compositor e produtor Diego Grimblat comanda as duas produtoras argentinas. Ele é especializado em criação musical e a Inaudito tem foco em pósDudu Marote, da Dr. DD, e Thomaz Roth, da Lua produção. Em 2009, a Lua Nova Nova, produtoras de som que firmaram parceria com e a Dr. DD firmaram parceria. as argentinas Diego Grimblat Música e Inaudito. Com o acordo, o núcleo criativo das duas produtoras continuou atuando separadamente e as sedes de ambas foram mantidas. A estrutura de atendimento da Lua Nova todavia passou a atender as duas produtoras, o mesmo acontecendo com as áreas financeira e de novos negócios. A Dr. DD também passou a se utilizar da estrutura de produção da Lua Nova para se tornar mais ágil.

Depois do documentário “Loki – Arnaldo Baptista”, em 2009, o selo Coleção Canal Brasil, criado para a distribuição de filmes nacionais de ficção, documentários, shows e programas do canal, lança novas produções em DVD em novembro. Os documentários “Panair do Brasil”, de Marco Altberg, “Jards Macalé – um morcego na porta principal”, de Marco Abujamra, codirigido por João Pimentel, e o longa-metragem “A Erva do Rato”, de Júlio Bressane são os filmes lançados pelo selo. “Saliva-me, ao Vivo”, de Zéu Britto, estreia a linha musical de Coleção Canal Brasil. A MZA é parceira do canal na distribuição dos produtos do selo. “A Erva do Rato”, de Júlio Bressane, é uma das produções lançadas pelo selo Coleção Canal Brasil.


( scanner) FOTOs: divulgação

100% nacional

"Julie e os Fantasmas", uma coprodução Band/Mixer, estreia em 2011 no canal.

Dramaturgia A Band dá continuidade a sua estratégia de investir em dramaturgia no próximo ano. “Estamos retomando um grande projeto de dramaturgia no início de 2011”, disse o diretor de programação da Band, Hélio Vargas, durante a apresentação das novidades de 2011.“Temos quatro projetos de produtoras sendo analisados pelo comitê de programação da emissora, que vão desde sitcoms a séries de ação. O que sabemos é que não será uma novela, e terá entre 60 e 90 episódios”, diz. Para exibição em julho, a Band produziu a sitcom “Anjos do Sexo”. São 26 episódios, que serão exibidos em duas etapas de 13, sobre o dia a dia dos casais. Para fechar o ciclo de estreias de dramaturgia no primeiro semestre, a Band exibe “Julie e os Fantasmas”, coprodução com a Mixer voltado ao público infantojuvenil. A série estreia em julho, com 26 episódios de 30 minutos. Alguns programas serão “reciclados” e voltam à grade em 2011, como “A Liga”, que teve o número de episódios aumentado. O programa vai ao ar até o começo de dezembro deste ano, e volta em 22 de março de 2011 com novos episódios. Para substituir “A Liga” no período de férias, a Band exibe outro formato da

Cuatro Cabezas, “Classe Turista, o Mundo Segundo os Brasileiros”, que mostra a vida de brasileiros que moram no exterior. Entre as aquisições, a Band aposta no lançamento, em janeiro, de “Família Moderna”, nome em português para a série cômica “Modern Family”, exibida no Brasil pelo canal Fox. Além dessa, atrações de outros estúdios serão programadas ao longo de 2011 e 2012, como “The Pacific” e “Roma”, da HBO. Os reality shows também estão na programação do ano que vem, com a estreia de “The Phone”, da Fremantle Media, em abril. Segundo o vice-presidente da emissora, Marcelo Meira, outros cinco projetos de realities estão sendo analisados. Além desses, a terceira temporada de “É Tudo Improviso” entra na grade no horário do “CQC”, no período de férias, a partir de janeiro. As perspectivas comerciais para as novidades de programação são otimistas. Segundo o diretor comercial da Band, Marcelo Mainardi, os pacotes de futebol, jornalismo e programas como “A Liga” já foram renovados para o ano que vem. A expectativa de crescimento para 2010, em relação a 2009, é de 30% a 35%, de acordo com o diretor.

10

T e l a

V i v a

O SescTV foi credenciado pelo Ministério da Cultura como canal de programação composto exclusivamente por obras cinematográficas e audiovisuais brasileiras. Com isso, o canal é favorecido em sua distribuição, uma vez que todas as operadoras de TV a cabo devem obrigatoriamente incluir em sua programação um canal desse tipo. Segundo o canal, o credenciamento também fortalece a “opção de trabalhar exclusivamente com produção independente, não exatamente por razões financeiras ou de gestão, mas como proposta de agregar produtores audiovisuais vocacionados com a difusão cultural”. Recentemente, o Canal Brasil, que foi o primeiro canal a ter esse tipo de credenciamento, previsto na Lei do Cabo, passou a ser questionado junto ao governo por produtores por exibir alguns programas com obras audiovisuais estrangeiras e também por coproduzir filmes, que não seriam portanto independentes. O canal CineBrasilTV também é credenciado como 100% nacional.

"Dança Contemporânea”, uma das atrações do SescTV.

Análise dos realities O jornalista Cláudio Ferreira lançou pela Editora Universa, de Brasília, o livro “A dinâmica dos reality shows na televisão aberta brasileira”. A obra apresenta uma análise sobre a presença destas atrações nos canais abertos do País a partir do acompanhamento de edições do “Big Brother Brasil”, da Globo, e de “O Aprendiz”, da Rede Record. Livro do jornalista Cláudio Ferreira, que estudou edições do “Big Brother Brasil” e “O Aprendiz”.

d e z 2 0 1 0


Cinema

Produção executiva A Hungry Man contratou João Pedro Albuquerque como produtor executivo para as áreas de desenvolvimento de projetos de conteúdo e entretenimento. O profissional chega do Grupo Ink e trabalhará pela geração de negócios com as possibilidades de novas mídias.

A Cinépolis, operadora de cinemas fundada no México que chegou ao Brasil este ano, contratou Luiz Gonzaga de Luca para fazer parte da diretoria da empresa. Antes da Cinépolis, o executivo atuou como diretor superintendente do Grupo Severiano Ribeiro. A operação brasileira da Luiz Gonzaga de Luca Cinépolis, que conta com quatro complexos em funcionamento no Brasil (nas cidades de Ribeirão Preto, Belém, São Paulo e Salvador), é liderada por Eduardo Acuña.

Criativos Anselmo Ramos, VP nacional de criação da Ogilvy Brasil, é o novo integrante do Worldwide Creative Council, o board mundial de criação do grupo que se reúne três vezes ao ano para desenvolver, gerenciar e dirigir um trabalho criativo para beneficiar as agências de todo o mundo. A indicação de Ramos Washington Olivetto partiu de Khai Meng Tham, diretor mundial de criação e chairman do board. Na McCann, o brasileiro Washington Olivetto, chairman da WMcCann e chief creative officer do McCann Worldgroup da América Latina e Caribe, integra o recém-criado Creative Leadership Collective, formado por seis membros de agências do grupo. Além de Olivetto, há representantes da Argentina, Estados Unidos, China, Índia e Espanha.

Nova direção A unidade de TV por assinatura da Oi terá um novo diretor geral. Trata-se de Ariel Dascal, que ocupava a função de diretor de atacado e interconexão da Telefônica. Dascal será responsável por todo o projeto de TV por assinatura do grupo Oi, cuidando da parte de marketing, vendas, operações, atendimento e programação das operações de cabo, DTH, IPTV e do canal OiTV. A função de coordenar a OiTV estava sem titular desde a saída de Carlos Watanabe, em julho, que ocupava a gerência de TV paga. Dascal esteve nos últimos cinco anos na Telefônica, onde atuou na implantação de projetos como o DTH e o serviço de IPTV, além da área de operações de campo e por fim a diretoria de atacado. Anteriormente foi consultor da McKinsey nas áreas de telecom e mídia.

A assembleia-geral da Associação de Roteiristas (AR) definiu nova diretoria. Marcílio Moraes manteve-se na presidência da entidade e Walcir Walcir Carrasco e Marcílio Moraes Carrasco assumiu a vice-presidência, em substituição a Renê Belmonte, que agora faz parte da diretoria executiva. Tiago Santiago, Denise Fontoura, Fernando Rebello, Ana Paul, Silvia Palma e Iara Sydensriker também fazem parte da editoria.

Foto: renê belmonte

Associação de Roteiristas

Cortes

Comercial A MTV tem novo diretor comercial: Sérgio Amaral. O profissional tem passagens pela Editora Abril, Editora Globo e Grupo M&M.

12

T e l a

V i v a

A Fundação Padre Anchieta (FPA), mantenedora da TV Cultura, passou por novas mudanças estruturais. Foram extintas as diretorias da área de conteúdo. Mauro Garcia, diretor de programação, e Marcelo Amiky, diretor artístico e de produção, deixam a TV Cultura. Carlos Wagner La-Bella (Waguinho), que dirigia a Marines Silva área de produção independente e aquisições, foi convidado a assessorar o presidente da fundação, João Sayad. Waguinho também era responsável pela área de prestação de serviços da emissora, uma fonte de receita que foi abandonada na nova gestão. As atividades de Garcia e Amiky serão desenvolvidas por gerentes das áreas de conteúdo: Anna Valéria cuidará da programação; Fernando Gomes cuidará do conteúdo da programação infantil; Marcelo Costa, do conteúdo dos programas de arte e cultura; Leila Russo segue na gerência de produção; e Marcos Ribeiro responderá por aquisições e produção independente. Outra novidade é a contratação de Marines Silva, que assume a área de captação da Fundação Padre Anchieta. O departamento de captação inclui as gerências de canais e leis de incentivo, de marcas e de patrocínio. A publicitária atende há 17 anos agências de publicidade, vem da Rádio Jovem Pan FM, tendo passado pela Folha de S. Paulo, TV Bandeirantes, Grupo Diários Associados e Grupo Doria Associados.

d e z 2 0 1 0

Fotos: divulgação

( figuras)


Grupo Silvio Santos

Mídia e criação

A área administrativa do Grupo Silvio Santos (GSS) passou por mudanças, após a quebra do banco Panamericano. Com o pedido de demissão de Luiz Sebastião Sandoval, na última quinta-feira, 18, Guilherme Stoliar, diretor executivo do SBT, assumiu a presidência do GSS. Na emissora, também houve Guilherme Stoliar movimentações: José Roberto dos Santos Maciel, que exercia o cargo de diretor administrativo e financeiro há dez anos, agora é vicepresidente do SBT. Roberto Franco assumiu a diretoria de rede e assuntos regulatórios deixada por Stoliar.

A Fischer+Fala! anunciou a contratação de profissionais para mídia, criação e área digital. Carolina Magalhães (ex-Ibope e Turner) é a nova gerente de pesquisa Ângelo Campana, Carolina Magalhães de mídia. O redator Kiko e Kiko Borger Borger (ex-Centoesis, Ginga e Zero11) e o redator jr. Ângelo Campana (ex-Crispin Porter + Bogusky e Jung von Matt) reforçam o setor de criação enquanto Pedro Porto (ex-Santa Clara) assume como novo head de convergência.

Digital e convergência Fred Siqueira (ex-Agência Click e Isobar) é o novo diretor de criação da WMcCann. O profissional tem experiência em agências no exterior e junta-se ao time de Washington Olivetto no momento em que a agência expande sua área digital. Ricardo Cavallini chega da Fischer+Fala! para assumir o cargo de vice-presidente de convergência na agência. Fred Siqueira

Fórum SBTVD Os 13 membros do conselho do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital foram escolhidos em assembleia geral no inicio de novembro para mandato até 2012. O conselho deliberativo ficou com a seguinte composição: Roberto Franco, José Marcelo do Amaral, Fernando Bittencourt e Frederico Nogueira e Silva representam as empresas de radiodifusão; Carlos Goya, Aguinaldo Silva, Dilson Funaro e Roberto Mello Barbieri, representam a indústria de recepção; Carlos Fructuoso e José Marcos Freire Martins representam a indústria de transmissão; Guido Lemos e Marcelo Zuffo representam a academia; e Silvio Mota, que representa a indústria de software. Também foi escolhido o conselho fiscal do Fórum SBTVD: José Carlos Anguita (radiodifusão), José Goutier Rodrigues (recepção), Jorge Ganuza (transmissão), Gunnar Bedicks (academia) e Günter Herweg (software). O novo presidente do Fórum SBTVD deve ser escolhido em meados de dezembro.

Dupla

Daniel Poletto e Rodrigo Senra

A Neogama/BBH contratou a dupla de criação formada pelo diretor de arte Daniel Poletto e pelo redator Rodrigo Senra. Os profissionais já trabalharam em parceria na Fischer América, Euro, Loducca e, mais recentemente na DPZ.

Reforços

Atendimento em SP

A Giovanni+Draftfcb de São Paulo contratou novos profissionais para a conta da Sky. Guilherme Miller (ex-Taterka) é o diretor de conta. Ricardo Vasconcelos (ex-AlmapBBDO) e Raquel Almeida Guilherme Miller, Carlos Castelo Branco, (ex-Ogilvy) assumem Enio Kawahara, Raquel Almeida e as funções de gerente Ricardo Vasconcelos. de mídia e supervisora de planejamento. O diretor de arte Enio Kawahara (ex-Y&R) e o redator Carlos Castelo Branco (ex-Grupo TV1) chegam para reforçar a criação.

A produtora gaúcha Cápsula Filmes contratou Priscila Adaime para dirigir a área de atendimento de sua recéminaugurada unidade na capital paulista. Priscila começou sua carreira em 1996 na Grottera. Em 2000 ingressou na área de produção eletrônica, com passagens pela Black Maria e Open Films. A executiva trabalhou com grandes clientes como Unilever, Ponto Frio, Philips e Supermercados Big.

T e l a

V i v a

Diretor A operadora de TV a cabo TV Cidade tem novo diretor geral. Carlos Vaisman assumiu o comando da empresa no lugar de Ricardo Miranda, que volta a se dedicar à desenvolvedora de set-top boxes NextVision. Vaisman tem passagens pelas áreas comercial, de gestão e de finanças de empresas como Net, TIM e Telemar.

d e z 2 0 1 0

13


( capa )

Samuel Possebon

s a m u c a @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Bola da vez TV por assinatura fecha o seu melhor ano da década com dez milhões de assinantes e crescimento acelerado, puxado pela banda larga e pela expansão do DTH.

A

TV por assinatura vive uma fase de expectativa em relação ao cresci­ mento em 2011, após o que deve ser o melhor ano de sua história no Brasil. A expansão acumulada de janeiro a setembro de 2010 já era superior a 21% e o mercado passou a marca de 9,4 milhões de domicílios com o serviço em outubro, podendo chegar bem perto dos 10 milhões até o final do ano. Outro dado impressionante: em três anos, os pacotes HDTV já chegam a um milhão de assinantes, marca que a indústria de TV paga como um todo só foi atingir depois de seis anos de vida, ainda em 1995. Não é pouca coisa, considerando que não houve nenhum movimento regulatório que impulsionasse a expansão da indústria. Ao contrário, o novo planejamento do serviço de TV a cabo, que a Anatel considera como necessário para retomar o processo de outorgas do serviço, só saiu em novembro, e a agência diz que não iniciará o processo até analisar um novo regulamento de TV a cabo, o que só acontecerá no primeiro trimestre de 2011. Segundo a própria Anatel, novas outorgas só devem sair em meados do próximo ano. E no Congresso, o PLC 116/2010 (antigo PL 29/2007, que cria um novo marco legal para a TV paga) ainda não havia sido aprovado até o final desta edição. Então, qual a razão dessa expansão tão agressiva do mercado? A resposta é simples: com quase 40% de todos os novos assinantes conquistados pelas operadoras de TV paga no ano, a Via Embratel pode ser considerada como o principal motor do resultado deste ano. Operadoras

16

como a Net e a Sky também cresceram significativamente, e recentemente pode ser observado um efeito positivo da operação de DTH da CTBC. Outras operadoras e mesmo empresas de telecomunicações, que em 2009 puxaram a indústria, este ano tiraram o pé do acelerador. A Oi cresceu pouco e a Telefônica, surpreendentemente, perdeu base. Quando se olha para os operadores independentes, percebe-se que o impulso só se deu quando a CTBC começou a operar sua oferta de DTH, no meio do ano. De janeiro até junho, o mercado de pequenos e médios operadores crescia não mais do que 15 mil assinantes ao trimestre. Com a entrada da CTBC no mercado, em junho, passou a crescer mais de 50 mil. Esses dados levam a uma conclusão: a TV por assinatura só cresce quando existe

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

esforço de venda e investimento. Ao contrário da banda larga, que cresce impulsionada pela venda de PCs e pela popularização da Internet em todos os meios, TV por assinatura ainda é um produto que precisa ser mostrado ao consumidor. É o que estão fazendo agressivamente Embratel, Net e Sky. A Net Serviços tem uma política agressiva de vendas desde pelo menos 2007, enfatizando sobretudo a banda larga e a oferta combinada de serviços. Mas a entrada da Via Embratel na disputa de mercado, ainda mais em se tratando de uma empresa que está vinculada a um acionista comum, a Embratel, fez com que a Net não aliviasse o esforço de crescimento. Ao contrário da Sky, que retomou sua trajetória competitiva apenas este ano,


FOTO: arquivo

depois de ter passado 2009 praticamente com o mesmo número de assinantes. Uma análise dos dados de crescimento mostra que entre junho e setembro de 2010 a Embratel foi a operadora que mais conquistou assinantes, com 237 mil novos clientes, chegando a um total de 893,2 mil, segundo a Anatel. Informações preliminares dão conta que a operadora passará a marca de um milhão de assinantes em dezembro. Em segundo lugar vem a Net Serviços, que com suas operações de cabo conquistou 186 mil clientes e chegou a setembro de 2010 com nada menos do que 4,056 milhões de assinantes de TV. A Sky também cresceu consistentemente no terceiro trimestre de 2010 e chegou a 2,333 milhões de clientes, um aumento de 155 mil assinantes no período. A operação de cabo da TVA manteve os mesmos 166 mil clientes, mas as operações da Telefônica de DTH e MMDS foram de 469 mil assinantes para 465 mil. Os dados de setembro mostram uma discrepância em relação à Oi. Enquanto a própria operadora divulga ter crescido 15 mil clientes no trimestre e chegado a setembro de 2010 com 280 mil assinantes, a Anatel aponta 371 mil clientes. Já as demais operadoras cresceram, no terceiro trimestre do ano, segundo a Anatel, 52 mil clientes, chegando a uma base de 789 mil assinantes. Ao todo, o mercado brasileiro de TV paga, segundo dados da Anatel, chegou a 9,073 milhões de assinantes em setembro de 2010. Disputa doméstica A principal disputa do mercado, há vários trimestres, se dá entre duas empresas irmãs. Net e Via Embratel estão puxando a expansão do mercado. Ambas têm a Embratel como acionista. No caso da operadora de DTH Via Embratel, com controle

banda larga é de menos de 40% nas demais operações de cabo e MMDS. Mais precisamente, 38%, segundo dados da empresa de pesquisa PTS de junho de 2010. O DTH, por questões tecnológicas, não oferece ainda opções viáveis de banda larga. No caso do serviço de voz, praticamente só a Net Serviços tem números significativos de clientes. José Felix, presidente da Net Serviços, comentou sobre as perspectivas de crescimento da operadora no ano de 2011, e descartou qualquer desaceleração. Ao se referir ao forte crescimento do DTH, disse que há mercado para diversas tecnologias, mas que nas localidades com maior densidade demográfica, o cabo tem se mostrado a melhor opção. “Temos uma rede robusta e moderna, constituída de fibras ópticas e cabos coaxiais, com tecnologia que nos permite oferecer acesso a 300 Mbps tão logo se identifique a demanda”, afirmou. Sobre a possibilidade de expandir com novas outorgas, o que dependeria

“A Net está sempre interessada em expandir sua atuação. Havendo oportunidade, vamos estudar” José Felix, da Net

total do negócio. No caso da Net Serviços, a Embratel tem 49% das ações de controle e já comprou quase a totalidade das preferenciais. A transfe­rência de controle (hoje com o grupo Globo) só poderá acontecer quando houver a mu­­dança na legislação de cabo. Daí o desejo mais do que claro da Embratel de ver o PLC 116/2010 aprovado o quanto antes. Há uma outra variável: a Via Embratel está construindo redes HFC (redes terrestres de fibra e cabo coaxial) em algumas localidades em que a Net não atua diretamente. Ou seja, a Embratel está construindo redes de cabo sem operar TV a cabo. Entre estas localidades estão Osasco e cidades na região metropolitana de São Paulo, e mais recentemente a capital

net e via embratel protagonizam a principal disputa do mercado há vários trimestres paraense, Belém. Um dado curioso é que em Belém o grupo ORM, afiliado do grupo Globo, opera com a franquia Net e programação Globosat. A estratégia da Via Embratel é ter uma forte infraestrutura de acesso para banda larga e telefonia, apostando que no futuro estas redes multisserviços oferecerão também TV por assinatura. A experiência da Net Serviços mostra que é possível ter índices elevados de penetração destes três serviços na base. A Net, por exemplo, tem cerca de 75% de penetração dos serviços de voz em sua base de clientes, e mais de 80% de penetração dos serviços de banda larga. Mas essa é a realidade da Net, que não se reflete no restante do mercado de TV. Desconsiderando-se o total de assinantes da Net Serviços, vê-se que a penetração dos serviços de

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

da Anatel, a Net recitou o mantra de todas as empresas quando falam de futuro: “A Net está sempre interessada em expandir sua área de atuação geográfica. Havendo oportunidade, vamos estudar”, disse Felix. Ele

>>

17


destacou, contudo, que além da forte atuação no Sul e Sudeste, onde a Net já está, uma aposta da empresa é na região Norte. No Nordeste a Net também tem presença pequena. Felix destaca que a Net é uma das poucas operadoras que vem crescendo sem diminuir o ticket médio do usuário. Hoje, o ARPU (receita média mensal por usuário) da Net está na casa dos R$ 137. Não existe intenção de diminuir o ritmo de vendas em 2011. É na competição direta frente às teles que a Net está ganhando espaço. Segundo fontes de mercado, o market share de banda larga da operadora onde sua rede está disponível e, portanto, onde ela pode vender, é superior a 70%, o que significa que a Net tem feito um "estrago" e tanto nos mercados em que atua. Curiosamente, a empresa que mais sofre a concorrência da Net, a Telefônica, não está respondendo na mesma moeda. A tele ainda atribui o compasso de espera no crescimento de sua base de DTH e cabo a uma decisão estratégica, tanto no que diz respeito à definição tecnológica quanto na questão regulatória. A empresa perdeu base de TV paga em 2010, o que é um feito impressionante em um ano em que o crescimento de toda a indústria foi recorde. Isso não quer dizer que a operadora não tenha um produto competitivo. Quando lançou seu serviço de DTH, em 2008, a Telefônica teve um crescimento fortíssimo, que

18

“O custo do conteúdo no Brasil é absurdo, muito mais que no exterior”

FOTO: arquivo

( capa)

Amos Genish, da GVT

só foi interrompido com a crise no Speedy, em 2009. Segundo revelou a esta reportagem Mariano de Beer, diretor geral da Telefônica, está claro que a estratégia da empresa é que a expansão da oferta de TV paga está relacionada também à expansão da oferta da rede de fibras, que é a prioridade estratégica da empresa para os próximos anos. A Telefônica tem hoje cerca de 400 mil domicílios em que a rede FTTH (fiber to the home) está disponível. O problema, além da expansão desta rede, é conseguir fazer a instalação na casa do assinante. A Telefônica, depois de mais de um ano de aprendizado e melhoria dos processos, conseguiu treinar suas equipes para executar duas instalações por período. Como são 200 equipes especializadas em instalar fibra na casa dos usuários, a operadora consegue instalar, no limite, 800 clientes por dia. A meta da operadora é chegar a 5 mil assinantes no final do ano. Segundo o presidente da Telefônica no

mostrado muito competitiva na oferta de serviços banda larga. A operadora, controlada pelo grupo francês Vivendi, pretende entrar com serviço de TV paga em meados de 2011 baseada em um modelo que agregará ao DTH a interatividade dos serviços IPTV por meio de uma caixa (set-top box) híbrida, que recebe sinais de satélite para o broadcast e se conecta à banda larga para serviços adicionais. Mas a GVT queixa-se principalmente dos custos de programação no país. “O custo do conteúdo no Brasil é absurdo, muito mais do que no exterior”, disse Amos Genish, presidente da operadora. Para o executivo, não é possível que no país um pacote simples chegue ao consumidor a R$ 100. “Há um grupo com poder que cobra mais do que o razoável, e isso impacta no preço do cliente”, disse, referindo-se ao grupo Globo. Para Ricardo Sanfelice, diretor de marketing e produtos da operadora, existe uma forte demanda pelos conteúdos Globo no mercado brasileiro, segundo as pesquisas feitas

gvt e oi apostam nos set-tops híbridos para combinar serviços lineares com vídeo on-demand Brasil, Antônio Valente, apenas agora a operadora está conseguindo instalar acesso por fibra em escala industrial. Modelos opostos O problema da Telefônica é que a rede de fibra é cara e visa um consumidor de alto poder aquisitivo, interessado também na ultra banda larga e em serviços convergentes. Mas o que tem impulsionado a venda de TV paga no Brasil são os pacotes mais baratos, entre R$ 40 e R$ 70 por um pacote de vídeo. É com essa fórmula que Sky e Embratel estão avançando. Na Net, o valor é maior, mas inclui banda larga e telefonia. Uma das empresas que pode alterar esse jogo de forças entre Net Serviços, Via Embratel e Sky é a GVT, que já tem se

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

pela GVT. “É esse conteúdo que as pessoas querem, mas também é o mais caro”. Ele lembra que outra dificuldade é que alguns modelos que a GVT pretende trazer ao país, como o catch-up TV e uma oferta grande de VOD (video on-demand), ainda não são comuns. “Existem amarrações que são negativas porque eu não consigo inovar no empacotamento”. Sanfelice explica que, descontados os custos que a GVT poderá compartilhar com outros serviços, cerca de 80% do preço é de programação. Programação é básica A realidade que a GVT constatou é algo conhecido no mercado de TV por assinatura desde o seu princípio.

>>


Ki Pro Mini. Da lente à publicação em um instante. NOVO

www.aja.com

Captura compacta direta para

Compacto, leve e pronto para qualquer ambiente de filmagem, o Ki Pro Mini grava ProRes 422 diretamente de qualquer câmera com SDI ou HDMI.

Rápida transferência para o Final Cut Pro

A mídia ProRes é armazenada no Compact Flash, pronta para ser editada tão logo você se conecte ao seu Mac com um leitor padrão de cartões.

Projetado como um gravador de campo em miniatura para criação de vídeo digital profissional “pronto para edição”, o Ki Pro Mini acelera o seu fluxo de trabalho da lente até a publicação, gravando Apple ProRes 422 (incluindo HQ, LT e Proxy) diretamente de qualquer câmera SDI ou HDMI. Enquanto a câmera estiver gravando em sua própria fita ou memória baseada em arquivo, o Ki Pro Mini captura simultaneamente as sequências em ProRes para a mídia Compact Flash, estando instantaneamente pronto para a edição assim que for conectado a um Mac. Seu design exclusivo e tamanho compacto permitem fácil montagem em câmeras e tripés. Uma placa de montagem opcional Ki Pro Mini oferece uma ampla variedade de padrões de parafusos, para conexão a praticamente qualquer acessório de câmera ou adaptador de sapata.

Saiba mais sobre nossas soluções mais recentes para transmissão e conversão, visitando-nos em www.aja.com

B e c a u s e

i t

m a t t e r s .


Programação é o insumo básico de qualquer operação. Programação relevante custa mais ainda. E pro­ gramação nacional relevante, então, é ainda mais cara. Some-se a isso um modelo consolidado em que a maior parte da programação nacional é produzida por um grande progra­ mador (Globosat), que já tem contratos estabelecidos com toda a indústria, e o resultado é uma negociação sempre complexa. Sabe-se que há operadores que chegam a deixar mais de 40% de suas receitas como custo de programa­ ção, o que pode soar insano para em­­ presas de telecomunicações, acostuma­ das com as margens altas dos serviços. Mesmo assim, os pacotes da GVT estão desenhados, revela Ricardo Sanfelice, mas ele admite que eles devem mudar muito até o lançamento, em 2011. “Até lá, muitos canais HD devem chegar ao mercado, e queremos ter uma oferta ampla nos nossos pacotes, trazendo esse tipo de conteúdo para a base da pirâmide, como fizemos com a banda larga”. Do ponto de vista da infraestrutura, a GVT ainda está negociando com operadores de satélites e fazendo as chamadas de compra dos set-tops. Recentemente anunciou uma parceria com a Ericsson para os equipamentos da sua rede de vídeo. A novidade é que a GVT deve ser a primeira operadora brasileira a usar uma tecnologia de acesso baseada em DRM, ou seja, totalmente gerenciada por software, o que permite, em tese, mais flexibilidade na compra de pacotes. Segundo Sanfelice, a empresa optou por não utilizar a solução de distribui­ ção de sinais da Telefônica (adotada pela Oi, CTBC e pela própria Telefônica) pois quer ter flexibilidade na oferta de produtos. “Nossa premissa é sempre controlar a rede de distribuição”. A oferta de TV por assinatura da GVT deve coincidir com a entrada da operadora no serviço de voz e banda larga na capital paulista, no final do segundo trimestre de 2011. Para a oferta de DTH falta ainda a autorização do serviço, já solicitada, e que deve ser emitida até o final deste ano. 

20

Segundo Antonio Valente, da Telefônica, apenas agora a operadora está conseguindo instalar acesso por fibra em escala industrial

FOTO: arquivo

( capa)

Aceleração lenta A Oi é outra operadora que deve, aos poucos, acelerar a expansão dos seus serviços de TV por assinatura. Segundo Pedro Ripper, diretor de desenvolvimento tecnológico e estratégia da Oi, ao anunciar em outubro a expansão dos serviços de DTH para a região da Brasil Telecom, os primeiros movimentos da operadora no mercado mostraram “uma demanda avassaladora”, o que fez com que a empresa diminuísse o ritmo para ajustar o lançamento do serviço em todas as cidades. “Passamos pelo processo de fusão em 2009 e pelo processo de racionalização da companhia agora em 2010, e isso também impediu que a nossa estratégia para TV paga fosse intensificada”. Ele explica que para 2011 a expectativa é de retomada do crescimento do serviço. Recentemente a Oi voltou a adotar uma estratégia agressiva de preços e reduziu o seu pacote de entrada para R$ 34,90. A Oi optou, desde o começo, por ter uma

de 80% são assinantes também de telefonia fixa. Segundo Ripper, a estratégia de TV paga começou como uma forma de defesa da base de clientes de voz, mas ele acredita que esse é um mercado de forte potencial de crescimento de receitas. “Temos um foco convergente, nos quatro serviços, e é esse valor que pretendemos agregar”. Mas a grande expectativa é em relação à oferta de serviços baseados em fibra óptica. Segundo fornecedores ouvidos por TELA VIVA, a Oi começa a sondar o mercado para a compra de um set-top box híbrido. Espera-se que a estratégia seja combinar DTH com banda larga, como faz a GVT. Mas há quem aposte que a Portugal Telecom, nova acionista da Oi, influenciará a tele brasileira a adotar um caminho baseado em redes de fibra, como fez em Portugal. A Oi tem o acesso por fibra em seu roadmap, mas apenas para regiões de alta demanda e poder aquisitivo. Nas demais, seguirá com DTH e eventualmente com IPTV,

A Oi manifestou descontentamento por não ter acesso a concessões de TV a cabo programação sem Globosat. Além disso, a empresa recriou a diretoria responsável pela área de TV por assinatura, colocando Ariel Dascal, ex-diretor da Telefônica, para coordenar a área. Entre as estratégias de preparação para um crescimento mais intenso a Oi quer ter o serviço de DTH disponível em todo o Brasil a partir do primeiro trimestre de 2011, e isso incluiria São Paulo. Outro passo é integrar a oferta de serviços de vídeo ao Oi Conta Total, o pacote convergente de voz, dados e telefonia móvel da operadora. Outra estratégia que deve ser implementada a partir de 2011 é o serviço pré-pago, que está sendo testado em pequena escala e que deverá aproveitar a rede de recarga de celular que a Oi tem hoje. Dos 280 mil clientes de TV paga da Oi, 75% deles estão na tecnologia DTH e cerca

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

dependendo da capacidade da rede. A Oi é uma das operadoras que mais vezes manifestou descontenta­ mento com o fato de não ter acesso a concessões de TV a cabo, e foi em 2010 uma das que mais pressionaram o Congresso a aprovar o PL 29/2010. A partir do meio do ano, a Anatel sinalizou com a possibilidade de reabrir as concessões de cabo, o que deu esperanças à Oi de que teria, finalmente, acesso às concessões de cabo sem ter que esperar por um novo marco legal. Mas no final, o que parecia ser um movimento de aceleração da agência no sentido de abrir o mercado de cabo acabou se tornando uma grande confusão, em que a opção da Anatel acabou sendo deixar o problema para depois.


( entrevista)

Fernando Lauterjung

f e r n a n d o @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Momento de revisão Sob novo comando, MTV Brasil passa a fazer parte do grupo de mídia da Abril e mira crescimento do share no investimento publicitário.

H

FOTO: Marcelo Kahn

elena Bagnoli, diretora geral da MTV, aponta os novos caminhos da emissora. A executiva, que era diretora superintendente da unidade de negócios segmentada I da Editora Abril, assumiu o comando da emissora em setembro deste ano, substituindo André Mantovani. A mudança foi parte de uma reestruturação organizacional do Grupo Abril, que passou a ser dividido em quatro pilares: mídia, distribuição, gráfica e educação. O setor de mídia ficou sob o comando do presidente-executivo da Editora Abril, Jairo Mendes Leal, a quem Helena se reporta. O plano é concentrar os esforços no fortalecimento da marca MTV, em todas as mídias, buscando crescimento na audiência e no faturamento com publicidade.

Helena Bagnoli quer uma programação mais nacional e menos paulistana.

TELA VIVA - Como essa reestruturação na Abril pode impactar nos negócios e na programação da emissora? E como esta integração com o grupo de mídia deve impactar na programação e nos negócios do canal? Helena Bagnoli - A MTV sempre funcionou como uma empresa à parte, e agora passa a fazer parte do grupo de mídia da Abril, composto ainda pelas publicações, web, Elemídia (telas em elevadores). Passa a ser mais um pilar do grupo. Na programação, não deve causar impacto. Esta reunião dos veículos deve fortalecer, na verdade, todos os elementos do grupo de mídia. A ideia é que a gente consiga

usar a força de todos os veículos. Para as revistas, fica fácil usar mais intensamente o nosso espaço comercial, como mídia de divulgação. A MTV, da mesma forma, deve usar mais e melhor os recursos dos sites e das revistas para divulgar sua programação. Também o espaço da Elemídia pode e deve ser usado. Acho que isso aumenta a nossa força como grupo. E em relação ao conteúdo, não deve aumentar a sinergia dos programas em parceria com as revistas? Não. Claro que o case da Capricho (com o programa “Colírios Capricho MTV”), que é uma marca que está ligada ao nosso público-alvo, ao público teen, é uma possibilidade. Pode voltar a ser feito. Também poderemos fazer conteúdo

22

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

com outras marcas que tenham relação com o público da emissora e que se adequem na grade de programação. Agora a gente fez um com a revista Elle, dentro do programa “It MTV”, um reality show, por exemplo. Eu tenho um profundo conhecimento das marcas da Abril e vou ver onde a gente pode se beneficiar de alguma parceria. Mas a MTV deve estar nos sites, espaços da Elemídia e até nos editoriais das revistas. Podemos fazer isso com os nossos artistas e até mesmo com os nossos conteúdos. A pesquisa da MTV “Dossiê Universo Jovem” (que traz o perfil do jovem brasileiro de 12 a 34 anos) foi publicada na Veja São Paulo, mas


com um corte especial, só sobre os jovens paulistanos. Esse tipo de troca será mais recorrente. Já foi lançado um jornal gratuito com a marca MTV, que foi descontinuado, e havia ainda um projeto de uma rádio. Devem surgir novos veículos usando a marca MTV? A gente está com um projeto de rádio online, que deve ter uma versão beta no ar ainda este ano. A ideia é estar presente em todas as mídias possíveis, e a rádio é uma delas. Mas é claro que o primeiro passo, mais óbvio e evidente, é ter uma rádio na web. Ter uma rádio real continua nos nossos planos, até porque um dos pilares da nossa programação é a música. Queremos ter um portal muito mais poderoso. Mais da metade da nossa programação deve estar

“linkada” com a web. Queremos colocar na prática a ideia de uma programação transmedia, onde a gente possa integrar a audiência. A web deve ser nosso segundo braço mais forte. A rádio na web é uma das iniciativas para perseguir esta meta. Também queremos criar um espaço para

A web deve ser nosso segundo braço mais forte. A rádio na web é uma das iniciativas para perseguir esta meta. novos artistas musicais no portal. Temos que trabalhar a MTV como marca, e não apenas uma emissora. As mesas de criação no ano que vem serão compostas não apenas pelos diretores de criação de programas, mas também profissionais de criação para web, engenharia, produção etc. Não dá mais

para ficar departamentalizando o conteúdo, separando o que é da web e o que é da TV. Temos que abordar tudo. Não adianta twittar o que acontece na grade de programação. Isso não é transmedia. Quando juntarmos os profissionais de todas as áreas em uma mesa, não haverá mais uma via de mão única. Alguns conteúdos já cruzaram da web para a grade da TV, como “Kathylene”, “Badalhoca” e o vlogger PC Siqueira. A marca MTV pode ser explorada fora da mídia, com licenciamento? Sim. Já estamos trabalhando com essa possibilidade. Começamos a trabalhar com licenciamento há três meses e queremos explorar como um novo negócio. Acho que o know-how da Abril deve ajudar muito, porque a Capricho é um case importante de

>>


A Converge traz para você os melhores eventos do ano. Com o apoio editorial das revistas TELA VIVA, TI INSIDE e TELETIME, os eventos da CONVERGE COMUNICAÇÕES recebem um público qualificado, com o diferencial de garantir um máximo retorno para seu investimento.

06Abr

26Abr

10a12Mai

São Paulo, SP

São Paulo, SP

Centro de Eventos CIERGS, Porto Alegre, RS

A cadeia de valor das soluções inovadoras de TI, que inclui cloud computing, virtualização e SaaS - Sotware as a Service.

Trata dos investimentos, adequação estratégica e perspectivas de resultados nas decisões sobre tecnologias, plataformas e soluções de rede, gerenciamento, provisionamento e sistemas.

A maior feira e congresso da indústria brasileira de TIC terá como foco: inovação em TI, gestão empresarial, logística e distribuição, agribusiness, telecom, mobilidade, web 2.0 e negócios digitais.

15e16Jun

29Jun

09a11Ago

Centro de Convenções Frei Caneca, São Paulo, SP

São Paulo, SP

Transamérica Expo Center, São Paulo, SP

Ponto de encontro de executivos de televisão de vários países, produtores, distribuidores de conteúdos e operadores de TV paga e telecom.

O mais abrangente encontro que discute os modelos para a banda larga sem fio e seus efeitos nos lares e escritórios brasileiros.

O maior e mais importante evento de negócios de TV por assinatura, mídia, entretenimento e telecom da América Latina.

25Out

09Nov

São Paulo, SP

São Paulo, SP

Discute as questões de estratégia, legislação e sustentabilidade em TI, abrangendo ainda temas como energia em data centers, resíduo eletrônico, projetos de facilities e infraestrutura.

As estratégias das empresas de telecom na área de TI. Os caminhos para a oferta de cloud computing, unified communications, virtualização e serviços gerenciados.


24Fev

16e17Mar

18Mar

Auditório da Finatec/UnB, Brasília, DF

Centro de Convenções Frei Caneca, São Paulo, SP

Centro de Convenções Frei Caneca, São Paulo, SP

Propostas e projeções políticas e regulatórias. O que muda com a posse do novo governo em 1º de janeiro.

Feira, Seminários, workshops e palestras discutem e analisam as tendências da WEB 2.0 no mais importante e completo evento do setor no Brasil.

Evento que apresenta estratégias e tecnologias que viabilizam a entrega de conteúdo audiovisual em múltiplas plataformas.

18e19Mai

26Mai

08e09Jun

Centro de Convenções Frei Caneca, São Paulo, SP

Auditório da Finatec/UnB, Brasília, DF

Centro de Convenções Frei Caneca, São Paulo, SP

Evento com discussões sobre conteúdo para celular e entretenimento móvel, além de conceitos técnicos e de negócios aplicáveis ao setor.

O primeiro evento voltado para os setores governamentais que demandam soluções de TI e telecom em suas atividades.

órum Saúde Digital

23Ago

27e28Set

São Paulo, SP

Centro de Convenções Frei Caneca, São Paulo, SP

Palestras e Workshops com conteúdos que abordam as novas tecnologias para Call Center, novas ferramentas de CRM e as regulamentações do setor.

05e06Out Rio de Janeiro, RJ

Fórum Soluções, novas tecnologias e experiências no uso da TI para melhorar os sistemas de gestão do ecossistema da saúde.

As inovações e propostas desenvolvidas por operadoras, agências de propaganda móvel, integradores de valor agregado e soluções empresariais e fabricantes de dispositivos móveis.

PARA PATROCINAR 11 3138.4623 COMERCIAL@CONVERGECOM.COM.BR INFORMAÇÕES 0800 77 15 028 INFO@CONVERGECOM.COM.BR

Único evento de satélites da América Latina, para debater os temas mais importantes do setor.


( entrevista ) está transmitindo digitalmente. Há uma geradora afiliada em Mateus Leme e 36 retransmissoras. A única digital, por enquanto, é a de São Paulo. A meta é digitalizar tudo até 2016. Não é a nossa meta para este momento fazer multiprogramação. A ideia é que a gente continue crescendo em audiência e, sobretudo, em share publicitário. Esse é o objetivo para 2011. Por isso ampliamos um pouco o target. Outros canais podem ser criados no futuro, mas só depois da digitalização da rede. Antes de pensar em novos nichos, precisamos rever a grade do nosso canal principal. Devem haver alguns ajustes. Se tudo correr muito bem em 2011, aí poderemos pensar a respeito de novos canais abertos ou pagos. Por enquanto não está nos planos do grupo criar novos canais.

FOTO: Marcelo Kahn

licenciamento de marca. Ainda precisamos estudar um pouco para fazer algo mais concreto. Vocês fizeram a festa de 20 anos da MTV Brasil no Rio de Janeiro. Isso reflete uma busca por uma linguagem mais carioca na programação? Um dos projetos é ter um ponto de apoio no Rio de Janeiro. A gente quer ser menos paulistano e mais brasileiro. O Rio reflete um pouco outros mercados, como o do Nordeste. Estamos considerando a possibilidade de fazer o VMB 2011 lá. A programação especial de verão será feita no Rio de Janeiro. Além disso, parte do nosso elenco é carioca, principalmente no elenco de comédia. Além dessa maior pluralidade, o que mais deve mudar na grade de programação? O target da emissora continuará igual? Estamos fechando os pilares da programação. Será focada em quatro pilares, que já são muito abordados por nossa programação: humor; esporte, que é a paixão do jovem; informação; e música. A música deve ser fortalecida novamente na programação. Deve voltar a ter música no horário nobre da MTV, o que hoje não existe mais. Também queremos abrir mais o leque para a cultura jovem, cobrindo outros aspectos como artes, cinema. A MTV é a primeira emissora aberta segmentada do Brasil. Há 20 anos que ela fala com um segmento e a ideia é continuar trabalhando com esse público jovem, mesmo havendo, hoje, uma concorrência maior. Nossa meta é sempre ser o canal audiovisual que mais entende de jovem neste país. Continuamos sendo voltados ao jovem de classe AB. É óbvio que com toda a mudança que acontece no País, com a inclusão da classe C nos últimos anos, a gente percebe que essa classe está consumindo mais. Mas acho que este jovem, que

“Deve voltar a ter música no horário nobre da MTV, o que hoje não existe mais” antes não fazia parte do nosso público, passa a se aproximar da MTV naturalmente. Vamos continuar fazendo programação voltada para a classe AB, mas que atinja e inspire a classe C também. Vamos trabalhar com um target estendido, de 12 a 34 anos (antes era de 15 a 29). Há horários na grade para cada perfil. No início da tarde a gente fala com o adolescente. À noite vamos falar com os jovens adultos. Há planos de partir para novos nichos? Usando a multiprogramação ou mesmo a TV por assinatura, por exemplo? A nossa rede aberta ainda é pouco digital. Temos muito o que correr. Temos uma geradora em São Paulo, que

26

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

Como está relação da MTV com as operadoras de TV por assinatura? A gente não está na Sky, infelizmente, porque eu adoro a Sky. Também não estamos na OiTV nem no Via Embratel. Nesse momento estou entendendo a casa, vendo como tudo se encaminha, para então tentar negociar nossa entrada nas operadoras. Estamos com o sinal na Net (embora sem contrato). Já temos um contrato mais definitivo pronto, que deve ser assinado em breve. Queremos estar na programação básica de todas as operadoras. A aquisição do share da Viacom na MTV Brasil foi importante para que a emissora deixasse de ser tratada como uma empresa à parte? Eu não sei se isso já estava na estratégia naquele momento. Se hoje ainda tivéssemos um sócio, talvez não pudéssemos integrar o grupo desta maneira. Agora temos total liberdade de construção dos novos caminhos para as marcas, inclusive a da MTV.


( audiência -TV paga)

C

om a exibição da 11ª edição do “Meus Prêmios Nick”, em outubro, o canal Nickelodeon chegou à terceira posição no ranking dos canais pagos com melhor alcance entre o público de 4 a 17 anos. No mês, o canal teve 14,49% de alcance diário médio e 52 minutos de tempo médio diário de audiência. Durante a exibição do prêmio, no dia 14 de outubro, das 20h às 22h, o Nickelodeon ficou em primeiro lugar de audiência entre as crianças com pay TV de 4 a 11 anos, de 7 a 12 anos e de 12 a 17 anos, de acordo com dados do Ibope fornecidos pelo canal. O programa, que foi reapresentado outras cinco vezes no mesmo mês, mostra o que aconteceu durante o evento, que foi gravado no Rio de Janeiro no dia 23 de setembro, e em São Paulo no dia 30. Os dois dias de festa contaram com shows

Foto: divulgação

E o prêmio vai para...

“Meus Prêmios Nick”: evento levou Nickelodeon ao terceiro lugar entre crianças em outubro.

musicais e entrega de prêmios para os escolhidos pelo público. No total, os canais pagos tiveram entre o público de 4 a 17 anos alcance diário médio de 50,99% e tempo médio diário de audiência de duas horas e 45 minutos. O canal com melhor alcance diário médio entre este público foi o Disney Channel, com alcance diário médio de 18,22% e

tempo médio diário de audiência de uma hora e seis minutos, seguido de Cartoon Network, Nickelodeon, Discovery Kids e Disney XD. Entre o público acima de 18 anos, o TNT ficou no primeiro lugar do ranking em outubro, com alcance diário médio de 11,16% e tempo médio diário de audiência de 34 minutos. Em seguida aparecem SporTV, Globo News, Multishow e Fox. Os canais pagos tiveram entre o público adulto 47,41% de alcance diário médio e tempo médio diário de audiência de duras horas e 30 minutos. O levantamento do Ibope Mídia considera as praças Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Distrito Federal, Florianópolis e Campinas. Daniele Frederico

Alcance* e Tempo Médio Diário – outubro 2010

Total canais pagos TNT SporTV Globo News Multishow Fox Warner Channel National Geographic SporTV 2 Megapix Telecine Pipoca Discovery Channel Universal Channel Viva Disney Channel Discovery Kids Cartoon Network Telecine Action Telecine Premium GNT AXN

De 4 a 17 anos** 

(Das 6h às 5h59)

Alcance (%) Indivíduos (mil) Tempo Médio 47,41 3.659,20 150:51 11,16 861,27 34:01 10,55 814,02 42:33 9,41 726,31 36:49 8,29 639,76 17:48 7,80 602,05 26:13 7,56 583,47 28:19 6,84 527,83 21:07 6,78 523,06 21:48 6,64 512,90 30:48 6,58 507,83 35:47 6,43 496,27 21:17 6,16 475,38 31:20 6,01 463,94 40:28 5,98 461,95 39:05 5,97 461,04 62:18 5,88 454,14 37:56 5,35 412,96 22:29 5,24 404,65 25:37 5,24 404,21 17:31 5,04 389,41 23:52

Total canais pagos Disney Channel Cartoon Network Nickelodeon Discovery Kids Disney XD TNT Multishow Fox SporTV Telecine Pipoca Megapix Warner Channel Universal Channel SporTV 2 Telecine Premium Boomerang Discovery Channel Telecine Action National Geographic Globo News

(Das 6h às 5h59)

Alcance (%) Indivíduos (mil) Tempo Médio 50,99 814,08 165:42 18,22 290,90 66:07 16,27 259,77 67:34 14,49 231,42 52:03 13,60 217,15 70:37 8,91 142,25 58:57 8,66 138,30 25:50 8,05 128,51 24:44 7,65 122,10 29:04 7,34 117,19 39:43 6,17 98,51 32:47 5,88 93,94 26:25 5,76 91,91 22:44 4,75 75,85 26:36 4,63 73,92 22:44 4,51 72,06 24:39 4,33 69,15 25:40 4,09 65,34 17:00 3,78 60,27 16:05 3,69 58,97 15:28 3,56 56,85 15:25

*Alcance é a porcentagem de indivíduos de um “target” que estiveram expostos por pelo menos um minuto a um determinado programa ou faixa horária.

28

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

**Universo 1.596.700 indivíduos Fonte: IBOPE Media Workstation – Tabela Minuto a Minuto - Outubro/2010



**Universo: 7.718.700 indivíduos

Acima de 18 anos**


“ I personally like Miami and think the move by NATPE is positive. Miami is a central location that will be an excellent place for TV buyers and sellers to meet and do business.” RAPHAEL CORREA NETTO

NATPE 2011, January 24-26, 2011 Fontainebleau Resort, Miami Beach www.natpemarket.com Use promo code N11TELA for $750 registration rate (does not include membership)

© 2010 NATPE. All rights reserved


(publicidade) Ana Carolina Barbosa

a n a c a r o l i n a @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Ovos de ouro Produção nacional permite formatos publicitários diferenciados na TV por assinatura e ganha atenção especial nos departamentos comerciais das programadoras.

A

FOTOs: DIVULGAÇÃO

s programadoras internacionais têm motivos para aumentar a presença do conteúdo nacional na grade dos canais além da tentativa de se aproximar do telespectador e obter retorno em índices de audiência. A proximidade e o controle da produção permitem também com que o departamento comercial elabore novas propostas para o mercado publicitário, criando condições para a inserção das marcas no conteúdo que surge como uma demanda da programação. Product placement, merchandising, ações em provas de realities e desenvolvimento de subprodutos para o break são algumas das possibilidades que a produção nacional tem trazido para a TV por assinatura. Em outubro a HBO anunciou, em seu upfront 2011, que a grande novidade comercial seria o product placement nas produções originais do grupo na América Latina. No Brasil, “FDP”, da Prodigo Filmes, uma comédia sobre a vida de um juiz de futebol que ainda está em fase de captação e roteirização, com previsão de gravação em 2011, deve ser a primeira a ter inserção de marcas na trama. “Nas comédias é mais fácil inserir marcas”, explicou na ocasião Renata Lorena, líder do departamento de Ad Sales da HBO. Em outras programadoras, a oferta de oportunidades deste tipo ao mercado publicitário já é uma realidade. Para Rafael Davini, vicepresidente de vendas publicitárias e marketing da Turner International do Brasil, Miami, Colômbia, México e Venezuela, o conteúdo local é, de fato, uma vantagem competitiva. O

Com o reality "Temporada de Moda Capricho" Turner cumpre metade de sua meta comercial.

departamento de patrocínio e promoções da programadora tem a oportunidade de se envolver em um projeto de desenvolvimento de produção nacional quando ele ainda está para ser fechado e, junto com a equipe de criação interna, identificar maneiras de associar marcas ao conteúdo. Davini destaca o interesse pelo patrocínio da cobertura de eventos do canal Woohoo e o “Temporada de Moda Capricho”, reality show para selecionar um estagiário de moda para a revista da Editora Abril, que vai ao ar nos canais Boomerang e Fashion TV. As marcas realizam ações nas provas propostas aos participantes. “O programa é um sucesso. Metade da minha meta é cumprida com ele”, ressalta o executivo. Ciclo Davini observa que encontrar maneiras de monetizar com o conteúdo nacional é importante para poder continuar produzindo localmente com qualidade, com ou sem recursos incentivados. “O investimento em produção nacional é alto e nem sempre

30

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

tem escala, já que é feito em língua portuguesa. Ele tem que ser rentabilizado e o assinante não pode ser onerado. A única maneira é com publicidade, trazendo anunciantes que não estão conosco e agregando valor àqueles que já estão”. Apesar da experiência da TV aberta na associação de marcas à produção, já que as emissoras produzem há mais tempo o conteúdo que exibem, o executivo da Turner acredita que a TV por assinatura, pelo histórico de formatos diferenciados e mais flexibilidade, tem condições de oferecer uma liberdade maior ao anunciante também na hora de inserilo no conteúdo. Segundo Davini, pelas experiências da Turner, os anunciantes gostam de aparecer de forma sutil, com um produto que faz sentido em determinada produção. “A mensagem direta fica para a hora do break”, diz o executivo. Na Fox, a identificação de oportunidades comerciais no conteúdo


nacional está na área de Creative Solutions da programadora. Trata-se de um departamento com um profissional experiente em criação que a Fox tem nos países em que atua. De acordo com Marcelo Cataldi, que cuida da área no Brasil, o setor é responsável tanto por projetos menores como vinhetas e anúncios integrados quanto pelo branded content e modalidades praticadas no conteúdo nacional. Em produção local, Cataldi destaca três programas com perfis diferentes. Um deles é a série policial “9MM: São Paulo”, uma produção da Moonshot para o canal Fox, em que a rede de restaurantes China in Box fez ações de product placement. Os policiais protagonistas da série aparecem em alguns episódios consumindo o produto do anunciante. Em algumas cenas externas, motoboys da China in Box aparecem no trânsito. “Tivemos acesso ao roteiro e achamos que tinha tudo a ver com o fast food e os motoboys. Junto com propostas de patrocínios, apresentamos oportunidades de product placement”, conta o executivo. Outro exemplo de product placement aconteceu no programa de gastronomia “O Guia”, do Nat Geo, em que o crítico gastronômico Josimar de Melo viajou por nove países para falar sobre a culinária local. Os três episódios gravados na Brasil (Bahia, Amazonas e Minas Gerais), tiveram inserções da cerveja Bohemia. O crítico comentava qual seria o tipo de cerveja ideal para harmonizar com o prato que estava apresentando. Neste momento, ele era servido com uma cerveja da marca. “O programa tinha tudo a ver com o objetivo do anunciante que era ensinar como harmonizar os pratos com os tipos de cerveja”, diz Cataldi. Diferente de “9MM” e “O Guia”, que foram concebidos para atender às

patrocínio, o interesse dos anunciantes pelo conteúdo nacional depende da audiência, como qualquer tipo de programação. “Depende da visibilidade que a atração está tendo. É natural que os clientes procurem patrocínios e breaks se o programa está bem, foi bem promovido, tem maturidade”, explica Cataldi. Na opinião de Fred Müller, diretor comercial da Globosat, o interesse pela produção local também segue a lógica da audiência. “Independente do anunciante estar inserido ou não no conteúdo, a produção nacional se mostra bastante atraente e com boa performance de audiência. Um exemplo disso é o canal Viva”, explica o executivo.

“Quando a gente é dono do conteúdo, pode desenvolver qualquer formato diferenciado a partir dele” Marcelo Cataldi, da Fox

necessidades de programação dos canais, o documentário “Across the Amazon”, produção da Canal Azul para o Nat Geo, surgiu como uma demanda do anunciante Toyota para promover as pickups Hilux em um híbrido de branded content e product placement. Este é na opinião de Cataldi um “case ideal” porque a atração segue a linha editorial do canal sem mostrar ostensivamente a marca. Cataldi explica que durante as gravações de “Across the Amazon” a equipe captou imagens extras, mostrando os carros de forma mais agressiva. Este material foi ao ar durante o break

A HBO anunciou em seu upfront 2011 que a grande novidade comercial seria o product placement nas produções originais do grupo na América Latina. comercial em forma de cápsulas. Para o executivo, a vantagem da produção nacional é poder criar também subprodutos comerciais, o que é mais difícil com o conteúdo que vem dos estúdios de fora. “Quando a gente é dono do conteúdo, pode desenvolver qualquer formato diferenciado a partir dele”, afirma Cataldi. “Em primeiro lugar vem o product placement, que é a modalidade mais adequada. Em segundo lugar, vêm os formatos comerciais diferenciados oriundos da produção nacional”.

Segundo ele, a dinâmica de associação das marcas dos anunciantes ao conteúdo na programadora varia caso a caso, podendo ser uma oferta da equipe comercial ao mercado publicitário ou uma demanda específica de um anunciante, como no caso de “Outros Lugares”, série do Multishow com produção da Conspiração, que faz parte do projeto de lançamento de um carro da Citroën. Na atração, dez jovens viajam a bordo de um carro da montadora para lugares do País ideais para a prática de esportes radicais. Para Fred, a audiência, acima de tudo, é um grande atrativo. “A peça de 30 segundos ainda é um ponto importante e fundamental na comunicação e na venda de produtos. Nem sempre o casamento entre marca e conteúdo consegue audiência”, pondera o executivo.

Audiência No caso dos formatos comerciais já consolidados na TV paga, como o break e o

“Nem sempre o casamento entre marca e conteúdo consegue audiência” Fred Müller, da Globosat

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

31


(produção) Daniele Frederico

d a n i e l e @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Eles estão chegando Com projetos ousados e multiplataforma, uma nova geração de produtores começa a conquistar espaço no aquecido mercado de animação.

A

FOTOs: divulgação

produção de animação brasileira está a todo vapor. Nunca se viu tantos projetos em desen­volvimento, capta­ ção e produção como agora. E o mais importante: as produções nacionais conquistaram espaço nas TVs abertas e, principalmente, nos canais pagos. Entre os sucessos em exibição nas telinhas estão séries como “Meu Amigãozão”, da 2D Lab, “Princesas do Mar”, da Flamma Films, e “Peixonauta”, sucesso de audiência do Discovery Kids produzido pela TV Pinguim. Séries como “Escola Pra Cachorro”, da Mixer em coprodução com a canadense Cité-Amérique, garantem ainda visibilidade internacional para as criações locais. Na TV aberta brasileira, além da tradicional parceria com as TVs públicas, como a TV Cultura e a TV Brasil, a animação nacional começa a conquistar espaço nas TVs comerciais, como a Rede Globo, que prepara em coprodução com a Mixer a série animada do “Sítio do Pica-pau Amarelo”, de Monteiro Lobato. Com tantas produções nacionais conquistando as telas no Brasil e no exterior, e uma série de editais, linhas de financiamento específicas e fundos disponíveis, é natural que apareçam novos players interessados em participar desse mercado e lucrar com o seu sucesso. Foi justamente ao ter seu projeto selecionado em um desses editais que os três ex-colegas de trabalho da Labocine Rodrigo Martins, Zé Brandão e Felipe Tavares decidiram formar, oficialmente, o Copa Studio. O edital do programa de fomento à animação para televisão AnimaTV era a peça que faltava para que os três se unissem e

Equipe do Copa Studio: produtora trabalha em projetos próprios e de outras produtoras.

formassem a produtora, em 2009. O projeto “Tromba Trem” acabou ganhando o concur­ so, e recebeu recursos para a produção de uma temporada de 13 episódios. Com a vitória na segunda fase do edital, o estúdio de animação mudou-se de um escritório no Centro do Rio para um outro prédio, onde passou a ocupar um andar inteiro. O estúdio está focado em minutagem, ou seja, trabalha especialmente em projetos de longa duração, sejam próprios ou de outras produtoras. O Copa Studio não se amedron­ ta frente às concorrentes mais experientes. “Somos parceiras umas das outras. As produtoras mais experientes nos ajudam com a parte de negócios, já que nós sempre trabalhamos com o dia-a-dia da animação”, diz um dos sócios, Rodrigo Martins. É justamente para entender o lado de mercado da animação que o Copa Studios tem contado, além da ajuda de seus parceiros produtores, com programas como o Brazilian TV Producers (BTVP), da Associação Brasileira de Produtoras Independentes de TV. “Somos desenhistas e agora temos que entender também o lado do business. E nossa maior dificuldade é entender os caminhos da captação que não seja via edital”, desabafa. Martins conta que, por isso, tem tentado participar de todos os editais disponíveis, e

32

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

estimulado as pessoas com quem trabalha a participarem também. “Se eles quiserem produzir um curta, por exemplo, encorajo para que façam aqui, no estúdio”, diz. Além dos editais, Martins diz que está buscando coproduções internacionais para a realização de seus projetos. Para “Tromba Trem”, por exemplo, busca um acordo para a produção de mais 13 episódios, ou mesmo para uma temporada completa de 52 episódios de 11 minutos. Por outras vias Produtoras como o Copa Studios, que surgiram focadas em conteúdo e não em publicidade, são casos raros. Isso porque são os trabalhos publicitários que costumam manter a estrutura fixa de uma produtora de animação em pleno funcionamento, já que os trabalhos de conteúdo são, na maioria das vezes, mais demorados. Quem começou com publicidade, embora não da forma tradicional em 30 segundos, foi a Mono3D. Nascida em 2006, com quatro sócios, a produtora fazia trabalhos publicitários para agências e clientes diretamente, mas sempre buscando fazer projetos


mais extensos, que iam desde a criação do personagem até uma possível participação deste em um comercial tradicional da marca. Além disso, a produtora trabalhou desde a sua fundação com estereoscopia, que se tornou seu diferencial. “Nós éramos uma das poucas produtoras que vendiam estereoscopia para o mercado de eventos, fazendo lançamento de produtos, por exemplo”, conta o sócio da produtora Rodrigo Olaio. A vocação da Mono3D, porém, era criar conteúdo próprio e independente. Com algumas ideias soltas, os sócios Bruno Saito, Eduardo Nakamura, Rui Okusako e Olaio começaram a montar projetos de forma mais organizada, e a primeira tentativa de captar recursos para um projeto próprio foi com o pitching do AnimaTV, com a série “Tatu e Bernardo”. Atualmente, a produtora tem outras duas séries em desenvolvimento. Além dos projetos próprios, a

produtora de animação e live action de Vitória (ES), que trabalha em dois projetos de animação. Para Tatiana, nos últimos dois ou três anos, o mercado se abriu bastante, movimento facilitado pela disponibilidade de tecnologia e por ações como a do BTVP, que promove as produtoras e seus projetos no exterior. “Hoje cerca de 40% do que fazemos é animação. Até mesmo em publicidade a animação vem tomando o espaço de outras coisas”, diz. Na área de animação, a Mirabólica trabalha atualmente na série “Desumanos”, sobre os personagens Mosca e Mosquito, que passam suas noites nos lixos da cidade, e no projeto de “Irmão de Jorel”, de Juliano Enrico, vencedor do pitching promovido pelo canal Cartoon Network no 10º Forum Brasil Mercado Internacional de Televisão, que levou o prêmio de US$ 20 mil para desenvolvimento.

“Tromba Trem”, vencedor do AnimaTV: Copa Studio busca coprodução para mais episódios.

Mono3D trabalha em iniciativas de parceiros, como “Tarsilinha”, da veterana TV Pinguim. Assim como o Copa Studios e outras novas empresas no mercado, a dificuldade ainda é encontrar os caminhos para fazer os projetos realmente aconte­ cerem. “Sabemos onde é a porta, mas não conseguimos entrar. Os mercados ainda são muito fechados”, conta Olaio. Apesar de ter um caminho difícil a tri­ lhar, essas produtoras podem contar com o próspero momento que vive o mercado de animação. “É a lei da oferta e da procura”, resume Tatiana Rabelo, da Mirabólica,

FOTO: DIVULGAÇÃO

xxx

”Pxxpaga. Essa não é a opinião da TV aberta.” José Felix, da Net Serviços

T e l a

V i v a

o u t 2 0 1 0

33

>>


(produção) FOTOs: divulgação

Embora ainda não tenha uma produtora formalmente aberta, Juliano Enrico trabalha em diferentes projetos de conteúdo e já conseguiu emplacar um quadro de humor na MTV, o “TV Quase”, produzido em live action - o nome do programa veio da revista em quadrinhos “Quase”, que pertence a Enrico. Mas foi depois que participou do Programa Internacional de Capacitação (PIC) de Animação, do BTVP, que o cartunista teve a oportunidade de aprender a formatar projetos e conseguiu adaptar a ideia do “Irmão de Jorel”, criada em 2002, para uma série de TV. Para a produção da série animada, conta com a parceria da Mirabólica e do Copa Studios. “Quero montar a minha própria produtora, mas pretendo continuar a ter parceiros”, diz Enrico. “Quero uma produtora que crie projetos, que faça a parte criativa, mas que também entenda e tenha controle sobre todas as etapas de produção de conteúdo”, completa. Quem também surgiu como produtora para dar vida às suas ideias e tem utilizado parceria de outras produtoras e estúdios é a curitibana Zoom Elefante. Assim como o Copa Studios, a Zoom Elefante venceu o AnimaTV, e produz no momento 13 episódios da série “Carrapatos e Catapultas”. Quando montou a produtora, em 2004, o professor e escritor Almir Correia trabalhava em vídeos experimentais. Agora, com a vitória no AnimaTV, está trabalhando em parceria com um estúdio de animação para a realização da série, e já está pensando em outros projetos. “Trabalhamos com uma produtora para o piloto, mas para a fazer a série precisávamos de uma produtora que fizesse a média de um episódio por mês”, conta Correia, que fez uma parceria com a Belli Studio, de Blumenau. A parceria com outras produtoras é importante para Correia, já que conseguiu vencer o edital

Mono3D: projetos da produtora contam com elementos multiplataforma.

com um projeto de texto. Ele conta que o maior problema atualmente é que existem muitas produtoras no mercado e as pessoas não dividem seus projetos. “Eu abri a produtora porque tinha projetos que queria fazer em parceria, mas as outras produtoras não os aceitavam. Será que sempre será assim? Cada diretor tem que abrir a sua própria produtora?”, questiona. Em todas as mídias O que a maioria dessa nova leva de projetos de animação sendo emplacados tem em comum é a característica de já terem sido concebidos para um mundo “multiplataforma”. Jogos, webisodes, ringtones, livros e aplicativos para celular são apenas alguns dos produtos derivados que estão sendo pensados para as séries de TV desde as fases mais iniciais de desenvolvimento dos projetos. Essa estratégia multiplataforma é um dos trunfos dessa nova geração de produtores de animação. “Acho que essa é uma geração que conhece muito bem as novidades. Novas tecnologias, novas formas de chegar ao

“Essa é uma geração que conhece novas tecnologias, novas formas de chegar ao público e as múltiplas plataformas” Juliano Enrico, produtor

34

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

público e as múltiplas plataformas”, diz Juliano Enrico. O cartunista conta que todos os projetos que cria atualmente são pensados para diferentes mídias. Os esquetes de humor que produz para a MTV em live action, por exemplo, têm na Internet uma versão com piadas mais ácidas, que incluem temas e situações que não podem ser exibidas na TV. O projeto da série de animação para crianças em idade pré-escolar “Diário de Bibi”, da Mono3D, já foi pensado para a interatividade disponível na própria TV. Na série, baseada em livros de um autor chileno, a menina Bibi conta histórias sobre seu dia por meio de um diário de desenhos. Para diferenciar o projeto de outros para o mesmo público, o roteiro está sendo pensado para a TV interativa. “Podemos fazer mais de uma possibilidade para o mesmo conteúdo, dar a opção de mudar a cor do fundo, ou estimular a criança a ajudar a personagem a encontrar algum objeto”, exemplifica Rodrigo Olaio, que diz que está fazendo reuniões para entender melhor o padrão de TV digital brasileiro. Para o animador, projetos com elementos diferenciados, como estereoscopia, Internet e rede social, não são realizados por qualquer produtora. “Algumas produtoras com estruturas muito grandes não podem assumir certos riscos. Nós nascemos mais leves, podemos arriscar mais”, diz. Além da disposição para assumir projetos mais ousados, as novas produtoras de animação trazem novas ideias e formas de trabalhar para o mercado. “Nós chegamos agora com menos experiência de como fazer as coisas acontecerem, mas com uma energia diferente”, diz Olaio. Para Rodrigo Martins, isso pode estar relacionado à paixão que os entrantes demonstram pela animação. “Quando conversamos com possíveis parceiros, eles veem em nós pessoas que começaram desenhando. Passamos a impressão de gente que gosta do que faz e que está fazendo bem feito”, conclui.


( making of )

Daniele Frederico

d a n i e l e @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

A ver navios Marinha do Brasil estreia comercial criado e produzido por equipe própria de vídeo e planeja ampliação do departamento.

Q

fotos: divulgação

uem não assistiu ao comercial da Marinha do Brasil em comemoração ao dia do marinheiro antes dos últimos acontecimentos no Rio de Janeiro pode achar que o enredo foi baseado em fatos reais. No filme, submarino, portaaviões e tanque de guerra são vistos de passagem pelas ruas do Rio de Janeiro, causando surpresa nas pessoas que cruzam seu caminho. A ideia é mostrar que, embora o brasileiro não esteja acostumado a ver a Marinha no dia-a-dia, ela faz parte da vida das pessoas ao proteger as águas nacionais diariamente. Com uma linguagem literal, com os veículos e os oficiais passeando por ruas da cidade, o comercial acabou sendo, de certa forma, premonitório. No dia 25 de novembro, tanques blindados da Marinha chegaram à Vila Cruzeiro, favela da Zona Norte do Rio de Janeiro, em apoio a uma operação policial realizada com o objetivo de coibir uma onda de violência que teve início no Estado no dia 21. A presença de tanques de guerra nas ruas do Rio de Janeiro, assim como no comercial, causou espanto e ganhou repercussão internacional. Diferente da situação vivida no Rio, porém, no comercial da Marinha o carro de combate foi levado de caminhão até o ponto desejado para a filmagem. “Esse é um veículo muito pesado, que destrói o calçamento”, conta o criador, diretor e editor do comercial, o capitão de fragata da Marinha Marco Schiavon. No comercial, todo produzido pelo Centro de Vídeo da Marinha, comandado por Schiavon, os outros veículos que passam pela cidade, como o porta-aviões e o submarino, foram fotografados e aplicados nas ruas captadas previamente. “Foram tiradas

Comercial da Marinha levou tanque de guerra às ruas do Rio. Dias depois, veículos chegaram à Vila Cruzeiro em apoio à operação policial que ocupou a comunidade.

mais de 200 fotos do porta-aviões em movimento, a partir de um helicóptero”, conta Schiavon. Já o submarino fotografado estava atracado, e o fotógrafo fez as imagens de dentro de uma lancha. A cena em que as pessoas dentro de um escritório veem o submarino passar pela rua contou com tetos, janelas e parede aplicados em computação gráfica. Os efeitos também foram utilizados para aplicar os marinheiros em cima das embarcações, que foram filmados em chroma key e multiplicados. “Esse é um comercial revolucionário para os padrões militares, com enorme uso de efeitos digitais e de um certo humor nonsense”, define o diretor. Mesmo contando com efeitos, Schiavon considera que o desafio de filmar este comercial foi a logística, já que era preciso captar uma série de imagens nas ruas. “Contei com alguns militares para ajudar a parar o trânsito, por exemplo”, conta. “Também conseguimos filmar a avenida Presidente Vargas a partir do teto da igreja da Candelária, o que é muito raro”, comemora. A veiculação do comercial teve início no

36

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

final de novembro, em emissoras espalhadas pelo Brasil. Schiavon diz que não é possível precisar exatamente em quais canais ele é exibido, já que os comerciais da Marinha, assim como os de outros órgãos federais, passam pela Secretaria de Comunicação Social do governo federal antes de serem distribuídos para as emissoras de TV e entram em um pacote de mídia pré-estabelecido. Dentro de casa Além dos efeitos e do caráter profético, o que chama a atenção do comercial em homenagem ao dia do marinheiro é o fato de ter sido totalmente criado e produzido dentro da própria Marinha do Brasil, pelo Centro de Vídeo do Centro de Comunicação Social da Marinha. Este Centro de Vídeo, inicialmente ligado à Diretoria de Ensino do órgão, era utilizado para a realização de vídeos instrucionais e de treinamento da diretoria, que cuida de escolas navais e concursos. A mudança do foco do Centro de Vídeo, de um espaço usado para


produzir vídeos voltados à educação para um centro de produção de documentários e comerciais com objetivo de divulgar a Marinha, aconteceu ao mesmo tempo em que Marco Schiavon especializou-se na área audiovisual. Em 95, o piloto de helicópteros foi estudar cinema durante um ano na New York University. Um ano depois, de volta à Marinha, começou a escrever roteiros e a inscrever seus projetos em concursos. Seu primeiro roteiro produzido foi um episódio para o programa “Brava Gente”, da TV Globo, em 2002. “Esse episódio acabou sendo uma espécie de coprodução com a Marinha, já que foi filmado na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro”, conta. Com a projeção que o episódio rendeu à Marinha, Schiavon foi convidado a assumir o Centro de Vídeo, em 2004. Nesse momento, o Centro ganhou novas funções. Os vídeos instrucionais perderam lugar para os institucionais, que divulgam o trabalho da Marinha tanto internamente quanto para o público externo. Os comerciais, antes raros e feitos por produtoras, passaram a ser feitos internamente. Atualmente, o Centro produz pelo menos dez comerciais por ano, sendo três de datas festivas, como o que comemora o dia do marinheiro, em 13 de dezembro, e outros sete de divulgação dos concursos para a entrada na Marinha. Uma renovação de equipamentos também teve início, com a aquisição de quatro ilhas de edição, câmeras HD e novo workflow. Atualmente, além do capitão, o centro conta com três sargentos, uma tenente, formada em jornalismo, e um suboficial, todos baseados no Rio. “Minha especialidade é roteiro e direção. Cubro as funções técnicas com profissionais de fora, como diretores de arte, fotografia e efeitos”, conta Schiavon. Este ano, o Centro de Vídeo foi desmembrado da Diretoria de Ensino e passou a ser vinculado ao Centro de Comunicação Social da Marinha

eventuais trabalhos para a TV online. Para o ano que vem, o plano é estruturar melhor o acervo da Marinha. “Queremos ter um controle grande dos backups, e poder recuperar arquivos rapidamente. Vamos ser o arquivo audiovisual da Marinha”, define Schiavon. Além disso, a produção de ficção e documentários também faz parte dos objetivos de Schiavon e não são novidade no Centro. Até o momento, foram produzidos cerca de dez documentários, entre eles “Trindade, Onde Começa o Brasil”, sobre a ilha, localizada a 1,2 mil km da costa brasileira, e “Os Navios da Esperança”, sobre os navios-hospitais que realizam atendimento nos rios da região amazônica, ambos premiados no Festival de Filmes Militares da Itália. Documentários como esses são produzidos uma ou duas vezes por ano. Para aumentar esse número seria necessário, segundo Schiavon, melhor estrutura e mais profissionais. “Um documentário envolve dois profissionais por praticamente três meses”, lembra. As obras produzidas são gravadas em DVDs e distribuídas em escolas e eventos. “É muito difícil colocar esses documentários em emissoras, porque embora sejam de assuntos de interesse geral, não deixam de ser institucionais”, diz Schiavon. Para o ano que vem, o capitão pretende ainda levar uma versão do episódio de “Brava Gente” para o cinema.

No comercial, produzido pelo Centro de Vídeo da Marinha, logística foi o principal desafio.

ficha técnica

(CCSM), localizado em Brasília. Em 2009, sob responsabilidade do CCSM, foi fundada a TV Marinha, canal de televisão online para divulgar os eventos mais importantes da Marinha. “Como a TV não tinha estrutura preparada, o Centro de Comunicação Social utilizava o Centro de Vídeo”, lembra Schiavon. Atualmente a estrutura da TV está montada em Brasília, enquanto o Centro de Vídeo continua no Rio de Janeiro, realizando

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

37

Produtora  Título Criação, direção  e montagem Fotografia Música Locução Efeitos Digitais Correção de cor Produção de som 

Centro de Comunicação Social da Marinha Dia do Marinheiro 2010 Marco Schiavon Gilberto Otero José Lourenço Oziel Monteiro André Roque e Flávio Tavares Link Digital Centro de Comunicação Social da Marinha


( televisão)

Identidade local A TV Brasil, presente em São Paulo em canais analógico e digital, começa a rediscutir sua relação com a cidade. O plano é trazer o cotidiano paulistano para a grade de programação do canal.

C

destinado ao conteúdo regional que será veiculado apenas regionalmente. A ideia é ocupar parte da grade de programação que é opcional às emissoras parceiras da rede da TV Brasil e ainda produzir algum conteúdo para a rede. A unidade paulistana da emissora não veiculou, até agora, conteúdo nos horários destinados às parceiras por um motivo claro: não é uma parceira. “A TV Brasil de São Paulo não é uma parceira regional da emissora, mas seu braço em São Paulo. Foi criada para ser uma geradora que representa a diretoria na cidade”, explica Rufino. Por enquanto, a emissora em São Paulo produz, além das contribuições ao jornalismo, apenas o programa “Paratodos”, uma revista eletrônica com enfoque na cultura popular e voltada para “jovens de qualquer idade”. Não se trata de um programa voltado especificamente à audiência da cidade, tendo uma abordagem mais ampla. Paulo Rufino conta que, além de buscar uma produção local na própria emissora, vem buscando parcerias na cidade. “Estamos conversando muito com potenciais parceiros, como a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), agências de publicidade, escolas de comunicação e cineastas. Acredito que há um espaço que pode ser preenchido, sobretudo na madrugada”, diz Rufino.

FOTO: ARQUIVO

om sede em São Paulo desde dezembro de 2008, a TV Brasil ainda não conseguiu se identificar com a cidade. Sem uma produção de conteúdo voltado à grade local, a emissora paulistana da TV pública é, na prática, uma unidade de suporte à rede. Para 2011, há planos de integrar mais a emissora à cidade e usar a estrutura para produzir conteúdo local. A emissora transmite na capital paulista em dois canais UHF, o 62 (analógico) e o 63 (digital), com transmissores irradiando o sinal a partir da torre da TV Cultura, no Sumaré. O ex-diretor geral da TV Brasil Paulo Rufino assumiu a gerência executiva regional, ficando responsável pelas atividades da emissora paulista. “Optei por fazer acontecer a emissora em São Paulo”, diz Rufino. “Até hoje a TV Brasil em São Paulo tem funcionado quase que exclusivamente para o jornalismo. Queremos expandir esta atuação e ter conteúdo gerado nesta unidade”, completa. Para expandir a atuação da unidade, o novo gerente executivo regional começa a desenhar um plano de diálogo com a cidade, que deve ser apresentado à presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Tereza Cruvinel. A rede da TV Brasil conta com horários destinados ao conteúdo gerado pela própria TV Brasil, espaço destinado ao conteúdo das parceiras que tenham perfil nacional e espaço

Estrutura montada A emissora conta com uma estrutura enxuta, porém bem equipada. São dois estúdios na

unidade localizada na Vila Leopoldina, bairro que hoje abriga diversas produtoras, estúdios e algumas agências de publicidade. Cada estúdio, um de 150 m2 e outro de 300 m2, conta com uma sala de controle de áudio e vídeo e quatro câmeras Sony HDC1400. A emissora conta ainda com sete ilhas de edição, sendo seis equipadas com o Final Cut Pro, além de uma estação Avid Liquid. A emissora tem uma equipe contratada para operar os estúdios, mas que acaba sendo subutilizada. Para aquisição externa, a emissora está equipada com câmeras também Sony das famílias XDCAM, de gravação em mídia óptica, e XDCAM EX, que grava em cartões de memória. “Há, entre os funcionários, uma vontade enorme de fazer televisão. Não podemos frustrar estas pessoas, sob pena de perdermos esta disposição”, diz Paulo Rufino. Potencial Além de buscar parceria para a criação de conteúdo, a TV Brasil paulistana quer parcerias para ajudar a divulgar a emissora na cidade. “Para eu fazer uma campanha anunciando que a TV Brasil está na TV analógica, digital e por assinatura, é muito complexo” explica Rufino. Contudo, diz o executivo, alguns parceiros podem anunciar o apoio à TV Brasil e, simultaneamente, divulgar a própria emissora. Fernando Lauterjung

“Há, entre os funcionários, uma vontade enorme de fazer televisão. Não podemos frustrar estas pessoas, sob pena de perdermos esta disposição”. Paulo Rufino, da TV Brasil

38

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0


Em 2011, a Feira e Congresso ABTA está de volta! Programe-se, reserve e participe!

A ABTA chega a sua 19ª edição com sucesso absoluto de público e reunindo os maiores nomes do setor de TV por assinatura, tecnologia, entretenimento e telecom do Brasil.

PARA RESERVAR: (11) 3138-4623

comercial@convergecom.com.br

9 A 11 DE AGOSTO DE 2011

TRANSAMÉRICA EXPO CENTER, SÃO PAULO, SP


( evento) Ana Carolina Barbosa, de Recife

a n a c a r o l i n a @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Adelante

D

ez anos após a sua concepção, a Rede TAL, criada para facilitar a troca gratuita de conteúdo entre TVs (sobretudo públicas) da América Latina e ser uma vitrine de exibição para produtores independentes, reuniu associados e convidados em Recife entre os dias 6 e 8 de dezembro para o primeiro Encontro de TVs Públicas e Culturais da América Latina. Além de um balanço da atuação da rede, a diretoria apresentou projetos que devem aumentar o volume do banco de conteúdo e as iniciativas de produção original. Em 2011 serão 23 países trocando conteúdo, com a entrada de Guatemala, República Dominicana, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Porto Rico, Espanha e canais de programação hispânica dos Estados Unidos. Segundo Nicolas Schonfeld, diretor de rede da TAL, neste momento, a rede planeja o diálogo com outros países e deve ter um projeto de intercâmbio de conteúdo com as TVs públicas do mundo, começando com a Europa, que já tem uma rede estruturada, a Bakaforum, com proposta semelhante à da TAL, para fazer parceria. Schonfeld conta que em julho, no DocMontevideo, a TAL ganhou um conselho consultivo, ainda em experiência piloto, que é um sinal de maturidade do projeto. “É um salto qualitativo fundamental e uma conquista importante. As iniciativas agora também partem de nossos membros que compartem seus pontos de vista sobre como seguir em frente de forma plural”, destaca. O diretor de operações da TAL, Fernando Nogueira, observa que o número de programas distribuídos

40

FOTO: DIVULGAÇÃO

Rede para a troca de conteúdo entre TVs da América Latina se prepara para ampliar oferta com a entrada de novos associados e parceria com rede europeia. Produção original também ganha atenção.

"Os Bolivianos" da série "Os Latino-Americanos", primeira produção original da Rede TAL.

também deve ter aumento no ano que vem, saindo dos atuais 700 para 1,5 mil, o que é visto com entusiasmo pelos representantes dos canais associados à rede, que têm orçamentos apertados e veem na proposta da TAL uma oportunidade de diversificar a grade. Leila Cortez Perez, gerente geral do canal estatal Bolívia TV, está usando o conteúdo da TAL há quatro meses para programar com documentários uma faixa de meia hora, de segunda a sexta-feira. “Isso nos ajuda bastante porque não temos dinheiro e comprar sai muito caro”, diz. No evento, Nogueira apresentou aos associados o novo sistema online de distribuição de conteúdo, em que os membros da TAL recebem um link para baixar o conteúdo pelo qual têm interesse. Isso deve facilitar e baratear a logística de distribuição antes feita por DVD. Produção Além das novidades na logística de gerenciamento do conteúdo e dos associados, a TAL tem buscado maneiras de aumentar a oferta com produção original. No ano passado, a rede criou a

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0

série de documentários “Os LatinoAmericanos”, que recebeu patrocínio da Petrobrás para a produção de 12 documentários de países da região para formar uma série disponível para os associados à rede. Em novembro deste ano, a TAL lançou o programa “Caixa de Clipes”, que reunirá clipes de artistas e bandas independentes. As produções serão submetidas a votação popular no site, haverá premiação e todos os filmes podem fazer parte do banco de conteúdos. No encontro, a TAL apresenta ao público a série “De Virada”, produzida com o apoio do Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura. Trata-se de uma série de dez episódios de 26 minutos com foco no jovem e na economia criativa. Schonfeld anunciou que está sendo elaborada também a primeira coprodução da TAL, uma série de televisão chamada “Mi País”, com ênfase nos recursos naturais dos países da América Latina. A jornalista viajou a convite da TAL.


workshops | feira | palestras internacionais | painéis | marketing 2.0 redes sociais | microblogs | business | tv 2.0 | social media e-commerce | mobile 2.0 | compras coletivas e muito mais. anote em sua agenda.

16e17 | Março, 2011

CENTRO DE CONVENÇÕES FREI CANECA, SÃO PAULO, SP

Participe também do evento que discute as tendências para distribuição de conteúdo audiovisual.

18 | Março, 2011

CENTRO DE CONVENÇÕES FREI CANECA, SÃO PAULO, SP

PROMOÇÃO

REALIZAÇÃO

PARA PATROCINAR 11 3138.4623 COMERCIAL@CONVERGECOM.COM.BR


( case )

Amor? Mistura de documentário e ficção produzido pela Copacabana Filmes, o longa-metragem tem coprodução do GNT via Lei do ISS do Município do Rio de Janeiro.

O

FOTO: Heloísa passos

diretor João Jardim tinha uma ideia na cabeça mas, antes da câmera, precisou sair por aí com um gravador na mão. O cineasta, que tem no currículo filmes como “Janela da Alma” e “Pro Dia Nascer Feliz”, além de programas da TV Globo como “Por Toda a Minha Vida” e “Engraçadinha”, queria fazer um filme sobre pessoas que viveram alguma forma de violência com seus parceiros amorosos. Jardim partiu então para uma pesquisa de campo. “A essência do filme é o amor. Queria encontrar pessoas que falassem de forma franca sobre como uma relação que começa com amor vira uma história de violência”, explica. Ao longo de um ano e meio, Jardim entrevistou 50 pessoas. Oito destas histórias entraram para o longa-metragem. Os entrevistados de Jardim eram pessoas indicadas por amigos. Alguns levantamentos também foram feitos em institutos de apoio às mulheres e no Juizado Especial da Mulher. “Assisti a algumas audiências lá para conhecer melhor a dinâmica destes casos”, explica Jardim. Nesta etapa do projeto, o diretor contou com o apoio da pesquisadora Renée Castelo Branco. Desde o início, a ideia era garantir o anonimato tanto dos entrevistados quanto de seus parceiros. Por isso, o diretor pensou em uma estrutura diferente: o filme deveria ser uma mistura de documentário com ficção. “Amor?” é um filme baseado em histórias verídicas, daí o seu aspecto documental. Os depoimentos, no entanto, são interpretados por atores e atrizes. A conexão entre

Atores interpretam os depoimentos reais ouvidos pelo diretor. Das 50 entrevistas feitas, oito foram selecionadas para o filme.

uma e outra história é feita pela inserção de cenas poéticas.

Imposto sobre Serviço (ISS) para financiar projetos culturais aprovados pela Comissão Carioca de Cultura, da Orçamento qual participam representantes da A ideia de Jardim era fazer um filme sociedade e do governo municipal. de baixo orçamento, até que a ideia foi “Amor?” ainda conta com duas apresentada à direção do canal GNT, pois outras fontes de financiamento: o o autor acreditava que a temática da patrocínio da Avon, via Artigo 1º A da produção interessaria à audiência do Lei do Audiovisual, e recursos do canal. O GNT entrou como coprodutor e Prêmio Adicional de Renda para o ampliou as perspectivas do filme “Pro Dia Nascer projeto, que chegou ao Feliz”, produzido e Recursos do orçamento de R$ 900 mil. Artigo 1ºA e do distribuído pela “A participação do canal Prêmio Adicional Copacabana Filmes. foi muito importante, de Renda também conversamos bastante História de financiaram sobre o projeto e eles nos qualquer um a produção. deram bastante liberdade”, O filme foi rodado observa Jardim. em duas semanas. O O GNT já coproduziu documentários elenco é formado por atores globais como “Vício de Liberdade” e “Faixa de como Júlia Lemmertz, Lília Cabral, Areia”, por exemplo, mas com “Amor?” foi Ângelo Antônio, Du Moscovis a primeira vez que usou a Lei do ISS do e Mariana Lima. Uma preocupação Município do Rio de Janeiro. Trata-se da do diretor na orientação dos atores Lei Municipal de Incentivo à Cultura que era fazer com que, apesar das permite que as empresas usem parte do orientações dos depoimentos reais,

42

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0


FOTO: otávio serra

FOTO: heloísa passos

eles incorporassem a história como sendo deles. “O espectador sabe que aquela história não é do ator, mas isso mostra que estas coisas podem acontecer com qualquer um”, explica Jardim. O longa-metragem foi captado em 16 mm. Tem versão em 35 mm e HD, com intermediação digital feita na Labocine, que também entra como coprodutora no projeto. A primeira exibição aconteceu em 28 de novembro durante o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Uma exibição especial aconteceu no dia 3 de dezembro, em São Paulo, em um evento promovido pela Associação Palas Athena e apoiado pela Avon para discutir violência doméstica. “Amor?” deve estrear nas salas de cinema em abril do próximo ano, com distribuição da própria Copacabana Filmes. No fim de 2011, ainda sem data exata, deve ir ao ar pelo GNT.

amor?

Formato Produtora

Sinopse: Mistura de documentário e ficção, o tema de “Amor?” são as relações amorosas que são pautadas pela violência. Entremeado por cenas poéticas, o filme traz atores interpretando depoimentos de quem já viveu relacionamentos em que a violência era parte de um cotidiano.

Longa-metragem, 100 minutos s Copacabana Filmes, Fogo Azul Filme

Direção Roteiro e Produção Coordenação de produção Fotografia

João Jardim João Jardim

Carla Camurati e Bianca Costa Heloísa Passos


( upgrade )

Fernando Lauterjung

f e r n a n d o @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Multiprojeção

A

JVC apresentou o projetor de 10 megapixel DLA-SH7NLG D-ILA, lançado no primeiro semestre. Com resolução de 4.096 x 2.400, o equipamento combina potência de iluminação de 5 mil ANSI lúmens, com taxa de contraste de 10.000:1. Segundo a fabricante, o projetor é ideal para ambientes de simulação, apresentações que exijam especificações mais avançadas e até monitoração. A definição e as especificações de luminância e contraste são possíveis por conta do uso de três telas com tecnologia D-ILA de 1,27” de 4K. A resolução do equipamento permite projetar uma imagem dividida com até quatro fontes de vídeo em XGA wide-screen (1.920 x 1.200). A potência de luz é devido a duas lâmpadas de mercúrio de 330W, capazes de produzir iluminação de 4 mil lúmens cada. O equipamento pode funcionar com apenas uma lâmpada, para ambientes

Versão miniatura

Projetor da JVC permite gravar configurações em memória USB.

Cores no Mac

A

Wohler Technologies anunciou no início de dezembro o lançamento do AMP1-E8-MDA-3G, monitor de áudio de oito canais que ocupa uma unidade de rack e suporta transmissões 3G, bem como fontes de áudio Dolby. O equipamento é o primeiro da empresa com estas capacidades ocupando apenas uma RU, ideal para uso em unidades móveis e pequenos estúdios. Com suporte aos formatos Dolby E, Dolby Digital (AC-3), Dolby Digital Plus, 3G, HD-SDI, SD-SDI, AES/EBU e áudio analógico, o sistema faz o processamento do sinal, apresenta o nível de som e permite fazer mixagem (apenas downmixing). Wohler apresenta monitor de áudio em 1 RU.

44

menores e com menos luz, sendo que ele escolhe, automaticamente, a lâmpada com menos uso. Graças a isso, as duas lâmpadas têm a mesma vida útil, de aproximadamente 6 mil horas de uso. O projetor consome menos de 1,1 kW. Para garantir o funcionamento em diferentes ambientes, o equipamento conta com três lentes, incluindo modelos zoom e de projeção em salas pouco profundas. As configurações de projeção podem ser armazenadas em dispositivo USB de memória para uso posterior. Através de uma porta Ethernet, o equipamento pode ser configurado por meio de qualquer computador com um browser. A conexão de rede permite ainda que múltiplos projetores trabalhem em rede.

C

hegou ao Brasil, distribuído pela DVPRO, o software DaVinci Resolve 7.0 para Mac OS X. O produto, desenvolvido após a compra da DaVinci pela Blackmagic Design, conta com todas as funcionalidades de Da Vinci Resolve ganha versão baseada em software. correção de cor do Resolve para Linux. A diferença, além de rodar em uma plataforma diferente, é que o produto é baseado apenas em software e custa, nos Estados Unidos, menos de US$ 1 mil. A ferramenta 64-bit suporta resolução HD ou até 2k, trabalhando em tempo real. Entre as novidades na nova versão estão novas ferramentas estereográficas; suporte nativo para arquivos ProRes, H.264, QuickTime, RED e RED Rocket e opcional para DNxHD; reprodução arquivos nativos Cineform 2D e 3D; e novas funcionalidades de organização EDL. O software suporta leitura e produção de arquivos H.264 em Mac. Com isso, passa a trabalhar com a nova geração de câmeras DSLR. Com o suporte a cartões RED Rocket e a graduação de arquivos r3d, a ferramenta leva para Mac OS X recursos de estereoscopia que antes eram restritos a múltiplas CPUs Linux.

T e l a

V i v a

d e z 2 0 1 0


Acesse

www.telaviva.com.br Todo o conteúdo editorial dos noticiários Tela Viva e Pay-TV News. Mais vídeos, fotos, além da versão digital da revista. Maior audiência e visibilidade para sua marca. Comentários de notícias e integração com as redes sociais.


( agenda ) 24 de fevereiro de 2011 Venha debater propostas e projeções políticas e regulatórias no principal encontro brasileiro do setor de telecomunicações e mídia. Seminário Políticas de (Tele) Comunicações, Brasília, DF. Tel.: (11) 3138-4660. E-mail: info@convergecom.com.br. Web: www.convergeeventos.com.br

18 de março de 2011 As estratégias de distribuição de conteúdos em múltiplas plataformas, em um evento essencial do setor. Congresso TV 2.0, São Paulo, SP. Tel.: (11) 3138-4660. E-mail: info@convergecom.com.br. Web: www.convergeeventos.com.br

16 e 17 de março de 2011 Feira, workshop, seminários e palestras discutem e analisam as tendências da web 2.0 no mais importante e completo evento do setor no Brasil. Web Expo Forum, São Paulo, SP. Tel.: (11) 3138-4660. E-mail: info@convergecom.com.br. Web: www.webexpoforum.com.br

JANEIRO 2011 7 a 16 Flickerfest 2011 – 20º International Short Film Festival, Sydney, Australia. Tel.: (61 02) 9365-6877. E-mail: coordinator@flickerfest.com.au. Web: www.flickerfest.com.au 21 a 30 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, Tiradentes, MG. Tel.: (31) 3282-2366. E-mail: up@universoproducao.com.br. Web: www.mostratiradentes.com.br

24 a 26 Natpe, Miami, EUA. Tel.: (310) 857-1653. E-mail: eric@natpe.org. Web: www.natpe.org 24 a 31 Fipa – International Festival of Audiovisual Programs, Biarritz, França. Tel.: (33 01) 4489-9999. E-mail: info@fipa.tm.fr. Web: www.fipa.tm.fr

46

T e l a

V i v a

26 a 6/2 International Film Festival Rotterdam, Rotterdam, Holanda. Tel.: (31 10) 890-9090. E-mail: programme@filmfestivalrotterdam.com. Web: www.filmfestivalrotterdam.com 31 a 3/02 Real Screen Summit, Washington, EUA. Tel.: (416) 408-2300. E-mail: customersupport@ realscreensummit.com. Web: www.realscreen.com

d e z 2 0 1 0


Você sabe o que está por trás das melhores estratégias de negócio: INFORMAÇÃO. Informação customizada como a sua empresa necessita sobre o mercado de TV paga, você só encontra nos relatórios da PTS ON DEMAND. A PTS faz o mapeamento das operadoras, programadoras e canais que atuam no Brasil. Números relevantes do mercado, projeções anuais e informações exclusivas das pesquisas Ibope são alguns dos serviços que estão nos relatórios PTS. Você também escolhe o formato que quer receber: eletrônico e/ou impresso.

Ligue para (11) 3138-4630 ou visite o site www.pts.com.br


Revista Tela Viva 211 - Dezembro 2010  
Revista Tela Viva 211 - Dezembro 2010  

Revista Tela Viva 211 - Dezembro 2010

Advertisement