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m u l t i m í d i a

Desbravadores da banda larga Um novíssimo mercado assanha produtoras, provedores e distribuidoras: a produção de conteúdo multimídia para a Internet. Além do uso de diferentes tecnologias, a valorização de profissionais já é realidade no mundo da rede.

A Internet de banda larga ainda vive seu período seminal no Brasil. Falar em número de usuários é um perigo, as estimativas são tortas. O presidente da Abranet, a associação brasileira de provedores de acesso, Antonio Tavares, afirma não existir um dado confiável.

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O chutômetro de outras fontes ouvidas aponta: seis mil assinantes é muito. Pouco, se comparado ao universo de internautas da banda estreita, batendo na casa dos quatro milhões. Mas o suficiente para atrair a atenção de desbravadores do conteúdo multimídia na Internet tupiniquim. Em maio do ano passado, a criação de um portal multimídia era apenas uma idéia na cabeça do pessoal da LabOne. Quatro meses depois estava no ar o MediaCast. Considerado um dos pioneiros. “Eu ainda me sinto como um bandeirante. A referência básica para se produzir este tipo de conteúdo é a TV, mas você tem de desenquadrar a TV. Você não pode ignorar que a Internet é mais ativa. Nela existe a escolha e a relação com o tempo também é diferente”, revela Marcos Lazarini, diretor de conteúdo do MediaCast. As páginas do site são

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completamente vivenciadas para quem tem banda larga, mas o usuário de banda estreita também pode navegar pelo conteúdo multimídia. São oferecidas três opções de velocidade: 28 kbps, 200 kbps e pelo Ajato (o provedor da TVA oferece acesso por cable modem). Não é preciso baixar o arquivo para assistir. A transmissão de áudio e vídeo é feita em tempo real. Para usar o chamado streaming é preciso um plug-in, o Windows Media Player. É grande a dificuldade do uso de vídeo na Internet em banda estreita. Dependendo da estrutura da rede, se houver afunilamento a imagem congela. “Quem trafega com 20 kbps recebe dez frames por segundo. Na banda larga codificado a 200 kbits, são 17 frames por segundo”, diferencia Lazarini. Na TV, são 30 frames por segundo. A resolução é outra pedra no sapato. A janela de exibição tem de ser pequena porque o sinal de vídeo é bastante comprimido. Ampliar a janela significa piorar a resolução. Mesmo com todos os percalços, os resultados já começaram a aparecer no final do ano passado. Nas finais do Campeonato Brasileiro, exibiram numa série de jogos os bastidores dos trabalhos de transmissão da rádio Jovem Pan AM. “Nós registramos 40 mil usuários nas quatro partidas. Nas duas últimas a Ford anunciou conosco”, comemora Lazarini.

menu variado As possibilidades de formato de programas são grandes. Recentemente, o portal exibiu a cerimônia que marcou o processo de fusão Rhodia/Hoescht para 12 capitais da América Latina. Quem tivesse acessado o site e as pessoas que estavam em cada um dos auditórios tinham a possibilidade de fazer perguntas. Uma espécie de grande videoconferência aberta. O menu do MediaCast é variado.

Revista Tela Viva - 91 Março de 2000  

Revista Tela Viva - 91 Março de 2000

Revista Tela Viva - 91 Março de 2000  

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