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MA Lizandra

de

K

ING

O

F

Almeida

paraíso

Velas esteticamente perfeitas ...

... para não comprometer o visual ...

... nem o desempenho do barco. 34

Os cigarros Hollywood levaram ao ar mais uma superprodução que combina aventura com regiões improváveis e paradisíacas da Terra. O quinto filme da série foi ambientado no arquipélago de Ko Phi Phi Leh, na Tailândia, mesmo local onde, por acaso, na mesma época estava sendo filmado o longa “A praia”, atualmente em cartaz. A cada nova criação da série, a equipe da DPZ enfrenta a pergunta: para onde vamos? O mundo inteiro foi pesquisado, com a ajuda do velejador Amir Klink, para se encontrar um novo ponto de correspondência com o mote da campanha, que é “No limits”. Nesse caso, sugeriu-se o mar. Era preciso encontrar não só um local maravilhoso como relacioná-lo a um esporte e, obviamente, à possibilidade de o personagem fumar um cigarro depois de vencer um desafio. Segundo o criativo Ruy Branquinho, a ilha na Tailândia foi um dos locais sugeridos e pôde ser relacionado à vela de alta velocidade, com o uso de um catamaran (veleiro de dois cascos) e um trimaran (de mais de dois cascos). Aí começaram as muitas dificuldades do processo. O diretor de RTV, Marcelo Machado, acompanhou todo o processo, que começou na procura dos barcos. Era preciso combinar o desempenho perfeito com um design interessante. Qualquer mudança visual no barco poderia comprometer seu desempenho. Por isso, foi feita uma reforma estética mas que não afetou sua velocidade, ou seja, os barcos foram pintados com motivos típicos e o modelo de velas escolhido (spinaker) também tinha essa função, com a orientação de Gino Morelli, um dos maiores experts em construção de veleiros de alta velocidade. A princípio, a pintura das velas foi encomendada a uma empresa inglesa. O resultado não foi o esperado: a estampa foi feita só de um lado. Foi quando a

T E L A V I V A M A RÇO D E 2 0 0 0

produção descobriu, durante um evento náutico no local, que um dos maiores fabricantes de vela do mundo tinha se mudado da Austrália para lá. As velas foram então refeitas. Como a intenção era a de promover manobras radicais, com os dois veleiros muito rápidos e mais próximos do que o normal, foi preciso contratar experientes velejadores para compor o casting. Toda a tripulação era formada de pessoas com experiência em vela. As imagens também deveriam acompanhar os riscos do esportes, com cenas captadas próximo à água. “Para filmar de um barco, teríamos problema de estabilidade e não conseguiríamos usar uma teleobjetiva”, diz Machado. “Além disso, havia o risco de molhar as câmeras nas manobras mais arriscadas.” Por isso, as câmeras foram encomendadas no Havaí, de Yuri Farrant, especialista em filmagens submarinas e de surf. Foram usadas cinco câmeras e um equipamento chamado Libra, que compensa as ondulações da água. Com isso, o diretor e fotógrafo Dariusz Wolski (que dirigiu longas como “Dark city” e “O corvo”) pôde filmar perto da água. O produtor executivo Carlos Paiva, da Zohar Cinema, conta que além de ter de trabalhar com elementos imponderáveis como clima, maré e ventos, os pontos chave do filme, que eram os barcos, não podiam sofrer nenhum dano. Por isso, F I C H A

T É C N I C A

Título Ko Phi Phi Leh Cliente Souza Cruz Produto Hollywood Agência DPZ Criação Carlos Savério e Ruy Branquinho Produtora HSI (EUA) e Zohar Cinema Direção Dariusz Wolski Fotografia Dariusz Wolski Tratamento de imagens Geninho Montagem Tamis Lustre e Donizete Amaro Trilha Play it Again Finalização Casablanca

Revista Tela Viva - 91 Março de 2000  

Revista Tela Viva - 91 Março de 2000

Revista Tela Viva - 91 Março de 2000  

Revista Tela Viva - 91 Março de 2000

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