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A N O S

DE

TV

conseguiu ser líder do mercado em número de títulos de capitalização e foi graças obviamente ao nosso trabalho de patrocínio na TV”, conta Sérgio Moura, diretor de criação da Promo Líder, a house e produtora dos filmes da Liderança. “Nosso recall está estabelecido nas grandes capitais. Hoje se você perguntar sobre títulos de capitalização na rua, a maioria fala em Liderança Capitalização. Agora estamos entrando em outros filões que são as emissoras regionais”, admite. “Estamos ampliando para outras praças, porque sabemos que existem nichos fora das capitais. Hoje temos os canais regionais, canais a cabo, enfim, uma nova gama de possibilidades. Investir no carnaval do Rio e da Bahia, por exemplo, deixou de ser nosso foco principal. No ano passado, o quente foi investir no carnaval de Olinda. Estamos procurando outros mercados para fazer experiências de merchandising. Um alvo em que atuamos e onde estamos medindo a resposta do público atualmente é a TV Ponta Negra, de Natal”, comenta.

tradição Se o uso de novas mídias reflete a busca por uma comunicação cada dia mais individualizada, a imaginação e criatividade são artigos tradicionais, dos quais nenhum patrocinador pode se desfazer. “As peças de marketing eram rudimentares, improvisadas por modelos durante a transmissão

ontem e hoje 1951/52

O s primeiros desenhos animados comerciais feitos para TV foram feitos para a Cera Parquetina, Leite Leco e Casa Zacharias.

1952 Tupi monta o primeiro estúdio para produção de comerciais. 1958 Jingles passam a ser usados como trilha de comerciais de TV. final dos 500 anunciantes regulares; anos 80 1,3 mil agências de propaganda;

1998

150 emissoras de TV; 145 milhões de habitantes (73% em zonas urbanas); investimento publicitário de US$ 2 bilhões (55,9% em TV)

Investimento publicitário na TV: US$ 4,44 bilhões (46% do total) Investimento do varejo na TV: US$ 875,5 milhões (34% do total)

ao vivo, mas o trabalho das marcas, os slogans eram produzidos por agências de propaganda”, conta a professora Sandra Lopes. Os quatro investidores pioneiros eram vinculados basicamente a três houses de criação, as americanas McCann-Erickson e a Thompson e a brasileira Standard, as três ainda hoje nomes fortes no mercado. Havia poucas agências brasileiras naquela época, mas a Publicis Norton, antiga Norton, é uma destas pontes que podem ser estabelecidas entre os dois tempos. A Publicis Norton, aliás, tem a conta da Nestlé. “Nós somos uma das cinco agências que fornecem trabalhos para a Nestlé, conta o diretor da Publicis, Geraldo Alonso. A família Alonso tem uma tradição da qual Geraldo é herdeiro (a empresa foi

Não disponivel

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T E L A V I V A M A RÇO D E 2 0 0 0

fundada por seu pai em 1946) e está transformando em memória. “Criamos o Instituto Geraldo Alonso, uma entidade sem fins lucrativos cuja primeira tarefa é resgatar a memória da comunicação brasileira. Temos uma biblioteca com cerca de três mil livros sobre o tema e uma hemeroteca com arquivo de imagens, fotos e anúncios, que está aberta para estudantes de publicidade ou interessados.” Alonso pretende criar um museu brasileiro da propaganda. Ele já tem o material e o espaço, falta apenas um detalhe para seu esforço se concretizar: patrocínio. Os anúncios são meros reflexos da história da humanidade e retratam o cotidiano de um povo. Na história da televisão eles são um dos personagens principais.

Revista Tela Viva - 91 Março de 2000  

Revista Tela Viva - 91 Março de 2000

Revista Tela Viva - 91 Março de 2000  

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