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Nº80 ABR I L 9 9 www.telaviva.com.br

O SHOW DO

BROADCASTING EM LAS VEGAS

CINEMA NACIONAL ENFRENTA

MULTIMÍDIA: TRANSMISSÕES

o severo ajuste cambial

DE VÍDEO PELA INTERNET


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GENTE na tela

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SCANNER

c a p a

E D I T O R I A L

CINEMA

NAB’99

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Impacto do aumento do dólar

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MAKING OF

MULTIMÍDIA

Video streaming

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FESTIVAL

Recife 99

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TECNOLOGIA

Energia solar

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FIQUE POR DENTRO

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AGENDA

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A TV digital, que entre muitos outros serviços possibilita também a transmissão de imagem em alta definição (HDTV), deixou de ser uma tecnologia à procura de uma utilidade. Quem estiver no show da NAB em Las Vegas este mês poderá ver o nascimento de um novo produto, capaz de oferecer uma ampla gama de serviços, inclusive interativos, além da TV convencional que conhecemos hoje. A chegada desse produto ao consumidor norte-americano obriga fabricantes de equipamentos profissionais e de consumo, broadcasters, empresas de software e muitos outros a encarar o novo negócio como market driven. Ou seja, as áreas comercial e de marketing das grandes redes e emissoras de TV estão (e ficarão cada vez mais) envolvidas em todos os aspectos da questão. Parafraseando Clemenceau, que considerava “a guerra assunto muito sério para ser deixado nas mãos dos generais”, pode-se dizer que a TV digital é também assunto muito sério para ser deixado apenas nas mãos dos engenheiros. E não são só os broadcasters norte-americanos que têm de atualizar o marketing e a comercialização. Também as redes e emissoras brasileiras. A morte da TV analógica nos EUA tem data marcada. É em 2006. O Brasil e o resto do mundo forçosamente seguirão essas transformações num prazo bem inferior a dez anos. Serão investimentos pesados para os quais faltam recursos próprios das empresas de comunicação nacionais. A estrutura societária dessas empresas terá de mudar, o que exigirá modificações nas leis e regulamentos vigentes. Vale ressaltar ainda que esse aspecto regulatório da televisão brasileira terá de ser alterado não apenas para facilitar a capitalização dos broadcasters tradicionais e dos novos players que deverão surgir. Há também a questão dos novos serviços que permitirão extrair o máximo de retorno do dinheiro empatado. Definitivamente, as regras que regem as atuais redes e emissoras de TV têm de ser mudadas de forma radical. A televisão digital será um produto completamente diferente daquele a que estamos acostumados. Se não renovarmos nossas leis e regras, elas serão atropeladas pela transformação tecnológica e pela nova maneira de se tocar os negócios de televisão. Estamos arriscados a ficar com uma espécie de Código de Hamurabi para uma TV que não mais existirá, se insistirmos em manter a radiodifusão fora do quadro geral das telecomunicações, reguladas no Brasil pela Anatel. Não há mais lugar para a velha politicagem no setor - a barganha de concessões de rádio e TV por apoio político no Congresso. Esse retrocesso a sociedade brasileira não aceita mais. Rubens Glasberg


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GE N TE N A TEL A

Fotos: André Jung

FASHION Para o lançamento dos novos pneus da Goodyear on/off road para pick-ups e megavans, Johnny Pellizzon teve uma idéia, no mínimo, inusitada. Propôs que os cinco pneus top da Linha Wrangler fossem apresentados como top models de carne e osso rodando numa passarela que reproduzisse as condições por onde circulam os produtos da empresa. Deslizando pelo espelho d’água do jardim de inverno do La Luna (em São Paulo), as modelos vestiram roupas e adereços criados a partir dos desenhos, grafismos e Johnny Pellizzon materiais dos pneus. Alexandre Hercovitch desenhou os modelitos, Fernando Pires criou os sapatos, Beto Blasques fez a coreografia do desfile, a cenografia foi de Luciano Angelini, tudo pilotado pelo Celsinho Antunes, da Miksom, que também assinou as trilhas e um texto superfashion falando das características técnicas dos (as) top pneus (models) que a Jacqueline Dalabona conduziu com muito charme e competência. Os revendedores Goodyear, montadoras e convidados provavelmente nunca mais enxergarão um pneu com os mesmos olhos.

D O T E A T R O PA R A O V Í D E O Todos os formatos foram usados para realizar o vídeo “Da gaivota”, baseado na peça de mesmo nome dirigida por Daniela Thomas. A peça, primeira experiência de direção de Daniela, é uma adaptação da obra de Anton Tchekov e resultou em um vídeo captado em formatos desde o Hi-8 até 16 mm. A idéia de realizar um vídeo sobre o processo de desenvolvimento da peça foi das diretoras Mari Stockler e Fabrizia Pinto, essa última irmã de Daniela. O vídeo mostra desde as primeiras leituras do texto até a encenação propriamente dita. Com isso, as diretoras puderam captar cenas ímpares do processo de construção dos personagens, feitas por atrizes como Fernanda Montenegro e Fernanda Torres e pelos atores Matheus Nachtergale, Antônio Abujamra e Nelson Dantas. O programa foi exibido em final de março pela primeira vez no Multishow, mas deve ser resumido em versão de 30 minutos para o cinema. 

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BOM TRÂNSITO Depois de muita conversa em torno do nome de Alberico Souza Cruz, a Record acabou contratando o assessor de imprensa do ministro Pimenta da Veiga para assumir a Direção de Jornalismo. Com bom trânsito em Brasília, Luiz Mineiro muda-se para São Paulo com família e tudo. Na bagagem trás também seus dez anos como diretor de jornalismo do SBT na capital federal.

AGORA VAI Depois de alguns meses de implantação, a finalizadora Estúdios Mega finalmente está funcionando em capacidade total, no bairro de Higienópolis, em São Paulo. Braço da empresa carioca de mesmo nome, que atua principalmente na área musical, a Mega é uma sociedade entre os músicos Felipe Neiva e Liber Gadelha e os irmãos Álvaro e Luiz Otero. Entre os negócios da empresa no Rio, estão uma produtora de áudio, uma finalizadora, estúdios de gravação e a gravadora Indie Records, que já emplacou dois Grammy: o de Milton Nascimento, em 98, e o Felipe Neiva de Gilberto Gil, deste ano. Para coordenar a finalizadora paulista, o sócio Felipe Neiva foi deslocado do Rio e já fixou residência em São Paulo. Além de Neiva, o video designer Jorge Eduardo Alaniz de Araújo, o Jorginho, também veio do Rio, para operar o Henry V8 da empresa. O atendimento foi reforçado com a chegada de Martha Reis, vinda de uma consultoria de seleção de executivos. Segundo Neiva, a idéia do grupo é trabalhar com tudo que se refira a entretenimento. Em São Paulo, a finalizadora já começa a centralizar um complexo de produção. Na casa ao lado, funciona a Sax So Funny, de Zezinho Mutarelli, amigo de infância de Neiva. Lá também está a Garimpo, sociedade do grupo da Mega com o montador Umberto Martins, especializada em edição não-linear. Mesmo com as restrições impostas pela alta do dólar, o grupo pretende continuar investindo em equipamentos de alta tecnologia. Em busca de novidades, representantes da empresa devem desembarcar em Las Vegas, para conhecer os lançamentos da NAB.


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Fotos: Divulgação

NUMA FRIA

Breno Silveira e Amir Klink

O diretor e fotógrafo Breno Silveira fez uma grande estréia em março, que deve se repetir daqui a alguns anos. Depois de dez dias de viagem, enfrentando tempestades, ondas de mais de sete metros e outros tantos contratempos, Breno encontrou-se com o navegador Amir Klink nas águas da Geórgia do Sul. Klink encerrava sua viagem à Antártida, onde passou mais de quatro meses sozinho, e Breno iniciava o primeiro episódio do documentário que vai acompanhar os passos do navegador por suas aventuras. O projeto é uma co-produção entre a Conspiração e a Videofilmes e será dirigido por Breno Silveira, Andrucha Waddington e João Moreira Salles. Desta primeira experiência resultará um vídeo e outra série será feita a partir de material captado em outras viagens. A próxima viagem, tripulada, será uma circunavegação da terra pelos pólos e sempre um diretor estará presente, para acompanhar todas as aventuras de Klink.

COINCIDêNCIA O cineasta Aluísio Abranches jura que não tinha ouvido falar do Dogma quando resolveu filmar “Um copo de cólera” em 16 mm (na maioria das cenas com a câmera em punho) e com apenas R$ 80 mil (contra os US$ 6 milhões de “Orfeu do carnaval”). O filme foi rodado integralmente num sítio de Vargem Grande, no Rio e com apenas dois atores em cena: Julia Lemmertz e Alexandre Borges. Mostra o intenso confronto - a ação ocorre em 24 horas - que se dá entre uma jornalista e um intelectual, que desistiu da sociedade e foi morar numa chácara. “Um copo de cólera” é baseado em livro de Raduan Nassar, que, por sinal, é o must cinematográfico do ano. A adaptação de outro livro do escritor, “Lavoura arcaica”, está em fase de finalização e pode estrear no próximo Festival de Cannes. 

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UM DIA SÓ O diretor de fotografia Leonardo Crescenti e toda a equipe do curta “No meio passa um trem”, de Fernando Meirelles e Nando Olival, encararam um exercício de concisão total nas filmagens do projeto, que se resumiram a um dia. Nem por isso, explica Crescenti, as cenas foram absolutamente simples, especialmente em relação à fotografia. O cenário foi construído simulando um trem em movimento e a câmera tinha de se mover acompanhando essa intenção. Em seu trabalho, o diretor de fotografia procurou fugir da fotografia cristalina, optando por um tom esverdeado e naturalista. Esse trabalho e também os que Leonardo Crescenti produz em still estão disponíveis no site que o diretor colocou na rede no final de 1998. O endereço www.crescenti.com.br já recebeu, desde então, 2,3 mil acessos. Depois de finalizado o curta “No meio passa um trem”, os diretores da O2 Filmes, Fernando Meirelles e Nando Olival, já estão novamente no set. Desde o dia 23 de março, a dupla está filmando “As domésticas”, baseado na montagem para teatro de Renata Melo, que também tem um papel na produção. Mesclando cenas em estúdio e externas, a captação deve estar concluída até meados de abril.

NOVA ESTRUTURA Com uma média de 13 comerciais executados nos Estados Unidos por ano, o diretor Wellington Amaral, da 5.6, decidiu se dividir entre os dois mercados e trouxe outros diretores Saulo, Claudio, João e Rogéio para sua produtora, a fim de atender à demanda local. Cansado de combinar as tarefas de diretor com as de dono de empresa, Amaral agora é uma espécie de free lancer. Quer dizer, ele continua sócio da 5.6, mas outra empresa foi aberta, sem sua participação societária, chamada 5.6 Filmes. Essa nova empresa arrenda a estrutura da anterior e é quem contrata a nova equipe. Ao todo, a 5.6 Filmes tem agora sete diretores. Além de Amaral, a produtora conta com a presença de Claudio Meyer, que dirige e faz assistência de direção para Wellington; João Batista, diretor com mais de mil filmes no currículo; Rogério Gallo, que também dirige para a Videofilmes e é uma das revelações da MTV; Saulo Dan Silveira, montador experiente que vem de um período de free lancers para produtoras como Zohar Cinema e VPI; e os jovens Marcelo Reginato e Luciano Moura, este último sediado no Rio de Janeiro.


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Q U A T R O PA S S A G E I R O S

ENTRETENIMENTO E DESIGN

Foto: Marcelo Rudini

A Sisgraph e a Alias|Wavefront fecharam acordo de parceria na distribuição do Maya, software de animação 3D. Além da comercialização, a Sisgraph será responsável pelos serviços de implantação, projetos, treinamento, suporte técnico e de manutenção a todos os usuários nacionais. Para atender os clientes de entretenimento e design, a Sisgraph conta com Antonio Augusto Drummond e Silva gerenciando a área comercial. A área técnica agora está a cargo de Marcelo Gios. Vindo da Compugraph, Gios já estava na Sisgraph há alguns anos e agora recebeu a missão de lidar com os alunos que já lotaram as duas primeiras turmas do treinamento do Maya.

PÉ NA POLÍTICA Você já foi à Codó? Sabe onde fica Sinop? Em caso de dúvida é só perguntar a qualquer um dos integrantes deste quarteto. Eles não são comissários de bordo, mas têm mais horas de vôo que muito urubu. Não trabalham em nenhuma agência de viagens, mas podem ser excelentes guias turísticos. A tarefa de Alex Magalhães, Carlos Barbieri, Fernando Paraíso e Marcus Vinicius Leite é estar presente em 102 emissoras afiliadas da Rede Globo em todo o país, interagindo com as equipes locais, adequando as diferenças culturais e econômicas ao “padrão Globo de qualidade”. Esta equipe de assessores da Central Globo de Afiliadas e Expansão - CGAE - convive com hábitos e costumes de localidades bem diferentes entre si, como Porto Alegre (RS) e Ji-Paraná (RO), Curitiba (PR) e Floriano (PI), ou Fortaleza (CE) e Itaituba (PA). (Respostas: Codó fica no Maranhão e Sinop no Mato Grosso)

EM BRASÍLIA Paulo Minicucci foi indicado para assumir a Secretaria da Radiodifusão (até o fechamento desta edição não havia a nomeação oficial). Mineiro de Lavras, ex-suplente de deputado federal, chegou assumir o mandato por 15 dias na vaga aberta por Pimenta da Veiga ao ser eleito prefeito de Belo Horizonte. Durante o governo, Eduardo Azeredo dirigiu o Detel de Minas, levando o sinal da Rede Minas, a TV educativa do Estado, para 540 dos 853 municípios mineiros. Minicucci vem com a tarefa específica de manter a radiodifusão sob controle do Ministério das Comunicações, inclusive em relação às outorgas... Laerte Rimoli deixou o Jornalismo da TV Globo no Rio de Janeiro e assumiu a Assessoria de Imprensa do Minicom. Rimoli, que já trabalhou em Brasília, está agora do “outro lado do balcão”. Virou fonte. 10

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A TV Zero, produtora de Roberto Berliner e Renato Pereira, fez sua estréia no marketing político nas eleições passadas e não saiu mais. Em 98, a produtora assinou a direção da campanha do deputado Sergio Cabral Filho, o congressista mais votado do Brasil, com 390 mil votos. Satisfeito com o sucesso do trabalho, o deputado pediu que a produtora continue realizando os filmes publicitários de seu partido - que era o PSDB e atualmente é o PMDB. Segundo Pereira, a novidade pode gerar uma aproximação ainda maior entre a produtora e a política, pois é a TV Zero quem deve dirigir os programas políticos do PMDB carioca no futuro.

FINALIZAÇÃO PARA A CULTURA Os documentários “Reescrevendo CI-DADÃO”, “Caminhos e parcerias”, “Artistas brasileiros” e “De volta pra casa”, produzidos pela TV Cultura, tiveram a participação de José José Francisco, Tomas e Valmir Francisco da Silva Neto, Tomas Gyorgy Zágon e Valmir Antonio, sócios da Módulos Locação, Edição e Assessoria, responsável pela finalização dos trabalhos. Procurados pelo Núcleo de Documentários da emissora no final do ano passado, os três sócios firmaram acordo com a TV Cultura. A parceria viabilizou várias realizações, entre elas os quatro documentários. O chefe do Núcleo de Documentários da TV Cultura, Mario Borgneth, satisfeito com o resultado, pretende dar continuidade à parceria com a Módulos.

Foto: Divulgação

Fernando e Carlos (na frente) Marcus Vinicius e Alex


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MELHORES DE SANTOS A TV Tribuna, afiliada da Rede Globo na Baixada Santista e Vale do Ribeira, entregou em março a primeira edição do Prêmio Agência Talento, direcionado às melhores agências da região. O prêmio foi dividido em duas categorias, de acordo com o porte da agência. Em primeiro lugar entre as agências maiores ficou a Publicenter e em segundo, a Elcar. No segmento de agências de menor porte a vencedora foi a Oficina de Idéias/Promark e a vice foi a DSP&A.

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ER PA R T I C I PA N T E

A Rede Record filiou-se ao ATSC - Advanced Television Systems Committee - para participar mais de perto do desenvolvimento e das definições da TV digital. A entidade tem 173 membros e a Record é o segundo brasileiro a integrar a lista (a Rede Globo é o primeiro). Mesmo tendo direito a voto nas deliberações e decisões do ATSC, os engenheiros da Record continuam a acompanhar o desenvolvimento do DVB antes de opinar sobre a adoção do padrão brasileiro de DTV.

E S P I R AL N A B A H I A

REQUINTE

É a Espiral Filmes quem assina a produção da nova campanha para o Shopping Iguatemi, de Salvador. O filme para divulgar um concurso que vai sortear automóveis para os consumidores do shopping é estrelado pela modelo e apresentadora Adriane Galisteu e pelo modelo Carlos Casagrande sob a direção de Jorge Solari. O trabalho, criado pela agência Engenhonovo, é fruto da prospecção de novos trabalhos feita pelo atendimento da produtora.

A nova novela da Record, que estreou no final de março, conta com requintes de produção, pelo menos em sua abertura. Filmada em 35 mm, a abertura mostra o casal protagonista Maurício Mattar e Karina Barum em cenas na cidade. Ele a vê em todos os lugares, mas ela sempre desaparece. A produção é da JPO Produtora e a edição é da Tape House, onde também foram criados efeitos especiais e fusões.

NOVOS ORGANOGRAMAS A Rede Globo formalizou as mudanças do seu organograma no mês passado. Daniel Filho, Carlos Manga e Roberto Talma, os três diretores gerais de criação, integram o recém-criado Conselho de Criação. Mário Lúcio Vaz passa a dirigir a Central Globo de Controle de Qualidade (CGCQ). A Central Globo de Criação (CGCR), liderada por Daniel Filho é a responsável pela operacionalização (junto à Central Globo de Produção - CGP) dos programas definidos pelo Conselho de Criação. A CGP (Manoel Martins) incorpora as diretorias de Direção de Arte, a cargo de Mário Monteiro, e Direção Musical, sob o Comando de Mariozinho Rocha. Aloysio Legey assume a direção geral do Núcleo de Eventos e de Programas Musicais. A área administrativa também sofreu alterações. A Central Globo de Pesquisa e Recursos Humanos (CGPRH) substitui a Central Globo de Planejamento e Desenvolvimento. Além das divisões de Recursos Humanos, já existentes, Érico Magalhães passa a comandar também a Administração de Recursos Artísticos, liderada por Ary Grandinetti, e a Coordenação de Pesquisas, a cargo de Eneida Nogueira. A Divisão de Planejamento (DPL- José Mauro) passa a se reportar a Tom Flórido, que assumiu a Diretoria de Planejamento, que além da coordenação de processos de mudança organizacional, acompanhará os diversos projetos estratégicos da empresa. Foi ampliada a área de atuação 12

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da DIJUR, que passa a Central Globo Jurídica e de Direitos Esportivos, sob a direção de Marcelo Pinto. Além das atividades jurídicas já existentes (Dijur Simone Lahorgue) a nova central coordenará os direitos esportivos da TV Globo, incorporando a Diretoria de Negociações Esportivas (DNDE), a cargo de Ciro José. Em vigor desde o dia primeiro de março, o novo organograma do SBT abandonou o sistema implantado por Silvio Santos que dava para cada núcleo da emissora um departamento administrativo e financeiro. O sistema começou a ruir com a entrada de Eduardo Lafon como diretor artístico, que unificou a administração das áreas de produção de programas, novelas, jornalismo e cenografia. José Roberto Maluf, novo vice-presidente do grupo, achou melhor centralizar a administração, o que gerou alguns remanejamentos e cerca de 14 demissões. Segundo o organograma novo, apenas o presidente do Grupo Silvio Santos, Luiz Sandoval, está acima de Maluf. Lafon está à frente da Superintendência Artística, a Administrativa e Financeira está a cargo de Rowley Martos, Júlio César Casares cuida da Superintendência de Redes e Afiliadas e Ivandir Kotait é responsável pelos departamentos Comercial e de Marketing da geradora. Os contratos dos artistas que estiverem sem programas não serão renovados. Apesar de não se cogitar um telejornal novo, duas novas equipes de jornalismo estarão nas ruas de São Paulo para colocar matérias no ar ao longo do dia.


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RECÉM-NASCIDA

UNIVERSIDADE ITINERANTE

Durante o encerramento do III Festival de Recife foi lançada a TeleImage Produções. Com um investimento de US$ 8 milhões a empresa, que faz parte do grupo Casablanca, é especializada em locação e meios para produção de longasmetragens e comerciais. Iluminação, câmeras, maquinário, estúdio, geradores, unidades móveis, laboratórios de revelação, telecines, copiagem, edição, finalização e efeitos especiais, são disponibilizados pela nova casa.

Visando complementar a formação universitária e desenvolver mão-de-obra especializada para as diversas áreas de uma emissora de TV, a Rede Globo lançou um programa de treinamento itinerante que percorrerá todo o Brasil. A primeira etapa do UniGlobo será a reciclagem dos 1.522 profissionais da área comercial (de todas as emissoras próprias e afiliadas). Composto por 16 módulos o curso será ministrado por profissionais respeitados do meio - sejam eles funcionários ou não da rede - e pretende homogeneizar o processo de atendimento aos clientes em todas as regiões. As áreas de jornalismo, programação e engenharia também serão atendidas pelo projeto.

FAVORES A Scott Free, companhia dos irmãos Ridley e Tony Scott, está fazendo uma troca de favores com a Dreamworks SKG, de Steven Spielberg para produzir o ambicioso “Gladiator”. Os diretores britânicos avaliaram o projeto deste épico de ficção científica e concluíram que podem economizar mais de US$ 15 milhões se rodarem o filme nos EUA. Em troca da estadia norte-americana, os irmãos Scott estarão acolhendo Steven Spielberg e Tom Cruise em suas dependências para rodar “Minority Report”.

DISPUTADO “Festa de família” e “Idiots” causaram polêmica no ano passado quando foram exibidos no Festival de Cannes. Os filmes pertencem ao Dogma 95, movimento criado por quatro jovens cineastas dinamarqueses, que renega todo e qualquer artificialismo cinematográfico. Nos filmes do Dogma bastam um roteiro, os atores, uma câmera de Super8 ou uma 16 mm e uma moviola. Todo o resto é capricho. Agora estreou no último Festival de Berlim, “Mifune”, o terceiro filme do grupo, que foi disputado a tapa pelos compradores e vendido para a toda-poderosa Sony, para distribuição mundial. A velha tese de que tudo que é novo sempre causa uma resistência, antes de ser assimilada, vale mais do que nunca aqui. Ninguém se interessou muito por “Festa de família” e “Idiots” no ano passado.

MAIS COMPETITIVIDADE Anunciada em dezembro, a aquisição da Truevision pela Pinnacle Systems acabou de ser consumada. A Truevision investiu bastante na próxima geração de sua arquitetura para edição de vídeo, particularmente na nova tecnologia de chips ideais para aplicações em HDTV. Segundo o presidente e chefe executivo da Pinnacle, Mark Sanders, “a combinação dessa tecnologia com o desenvolvimento de equipamentos na Pinnacle vai aumentar a nossa competitividade na próxima geração de placas de captura e nas plataformas de edição de vídeo”. 14

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C A N AL 4 O SBT recebeu a autorização do governo para alterar o sistema irradiante e de transmissão instalado no bairro do Sumaré, em São Paulo, para colocar no ar os sinais do canal 4 paulistano. Os dois transmissores de 30 kW cada são da Toshiba. A torre sofrerá um acréscimo em seu comprimento pois o centro de fase do sistema irradiante, da espanhola Rymsa, passará de 125 m para 138 m. Todo o trabalho de instalação - inclusive dos novos sistemas de aquisição e distribuição de energia que podem ser controlados remotamente; os grupos de geradores com 500 KVA de potência, da irlandesa G.G. Wilson; e os dois sistemas de no break (300 KVA cada) - deverá estar concluído até agosto.

DANÇA DAS CADEIRAS A Accom, fabricante americana de equipamentos de vídeo, anunciou que a Video Systems passará a ser distribuidora exclusiva de seus produtos no mercado nacional. Em dezembro passado - quando a Accom assumiu a Scitex Digital Video, fabricante do Abekas e do Sphere - a Crosspoint, do Rio de Janeiro, era distribuidora da Accom no Brasil, e a Video Systems, de São Paulo, distribuía os produtos da Scitex. Segundo o diretor regional para a América Latina da Accom, Ray Handisides, tanto a Video Systems quanto a Crosspoint fizeram um ótimo trabalho de distribuição e representação no Brasil. “Infelizmente a representação pela Crosspoint de outros fabricantes causava conflitos com os produtos da Accom”, completa Handisides. Segundo o diretor da Video Systems, Kazuyuki Tsurumaki, “com a linha de produtos da Accom, incluindo a Scitex/Abekas, a Video Systems pode oferecer uma solução completa para seus clientes, porque a Accom complementa outras companhias que nós representamos como a Barco, Hitachi, Maxell, Miranda e Artel”.


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PESCA NO AR Com uma cota de patrocínio fechada e outra em negociação, a TV Alterosa de Varginha, retransmissora do SBT na região do sul e sudoeste de Minas Gerais, estreou um programa especial para as 180 cidades que cobre. Segundo o diretor da emissora, Gleizer Naves, a região tem, proporcionalmente, mais pescadores do que o Brasil tem técnicos de futebol. Por isso, a emissora criou o programa “Caminhos da pesca”, onde mostra dicas de pescaria, culinária, belezas naturais, enfim, tudo o que interessa para os amantes da pesca. O programa estreou no dia 21 de março e já motivou várias cartas e sugestões. A apresentação é feita pelo psicológo Aléssio José Freire, amante da pesca acima de tudo.

PA R A A E U R O PA A Digital Domain, a empresa de efeitos visuais fundada por James Cameron dentro da IBM, juntou forças num consórcio de investidores europeus para comprar a High Definition Oberhausen, um estúdio de efeitos digitais próximo de Dusseldorf, na Alemanha. Esse é o primeiro passo da entrada da Digital Domain no mercado cinematográfico europeu. O negócio pode tornar a Digital Domain maior que o concorrente, a Industrial Light and Magic, já que há poucos estúdios com mão-de-obra qualificada na Europa para trabalhos com efeitos do porte destes dois titãs da era da digitação.

G O O D A N D O L D C O PA O ator, produtor e agora diretor Guilherme Fontes concluiu as filmagens do longa “Chatô” na última semana de março, no Copacabana Palace. A produção, que marca a estréia de Fontes na direção, está saindo ao custo de R$ 7 milhões e está cheia de cenas com efeitos digitais. O trecho passado no Copacabana, por exemplo, tem de parecer menos poluído e sem o mar de prédios que ameaça engolir a praia. Os edifícios com menos de 50 anos serão apagados da cena, com um artifício que foi encomendado a dois artistas gráficos do Zoetrope Studios, a companhia de Francis Ford Coppola. O filme já tem data de estréia no Brasil: 21 de novembro.

M A I S E Q U I PA D A A DigiArte, que atua no mercado de finalização, incorporou um Flame que rodará em uma estação Silicon Graphics Octane Dual ao seu parque de equipamentos, para agilizar os processos de finalização de comerciais, geração de efeitos e criação de vinhetas. O novo recurso deverá estar operacional em meados deste mês. 16

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ATIVIDADES CULTURAIS O presidente da Tele Centro Sul, Henrique Neves, anunciou em março, em Brasília, o pacote de projetos culturais e comunitários a serem financiados pela empresa neste ano. De acordo com levantamento feito nas teles de sua área, no ano passado foram gastos com este tipo de atividade social cerca de R$ 3 milhões. A empresa pretende em 1999 gastar pelo menos o dobro. As promoções culturais, patrocínios e doações à comunidade terão a marca das operadoras locais onde se der o incentivo, mas a empresa pretende também ver estes projetos ligados ao nome da Centro Sul e ao número 14, código de identificação da carrier Tele Centro Sul. Se tudo correr bem, ainda este ano terá de enfrentar a concorrência de uma empresa espelho e a sua vinculação com a sociedade na área cultural e comunitária parece ser uma estratégia bem acertada. Todos os projetos tem ligação direta com as localidades e a cultura das áreas atendidas pela empresa. Para começar a Tele Centro Sul está financiando parte de cinco filmes brasileiros: “No coração dos deuses”, de Geraldo Moraes; “Onde a terra acaba”, documentário sobre o cineasta Mário Peixoto e seu filme lançado há 63 anos; “Lavoura arcaica”, dirigido por Luiz Fernando Carvalho; “O homem do ano”, com direção de José Henrique Fonseca e “Oriundi”, dirigido por Ricardo Cravo com roteiro de Marcos Bernstein. De acordo com Henrique Neves, o prazo para a apresentação dos projetos que desejam se candidatar à verba restante para este ano vai até o dia 4 de maio. Os contatos podem ser feitos com a gerente de projetos

PA D R Õ E S D E H D T V N A N A B O tema para a NAB deste ano adotado pela DVB, que estará demonstrando durante a feira transmissões ao vivo em HDTV, é “Stepping across to digital without tripping up” (caminhando pelo digital sem tropeços). A intenção da DVB é mostrar o nível da tecnologia oferecida pelos padrões do consórcio europeu. A DVB também mostrará os padrões definidos para transmissões via satélite, MMDS e cabo.

ERRATA Diferente do que foi publicado na matéria “TVs públicas sob nova fase comercial” da edição de março (nº 79) de Tela Viva, a lei que qualifica como operantes as organizações sociais é a nº 9.637 e não a lei nº 12.781. A Fundação Roquete Pinto é qualificada como organização social pelo decreto nº 2.442.


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c a p a Emerson Calvente e Mario Luis Buonfiglio*

Fabricantes e consumidores preparam-se para atuar no maior espetáculo do broadcasting. As luzes de Las Vegas mostram, entre os dias 19 e 22 deste mês, os rumos e os equipamentos para a TV digital.

NAB’99: O SHOW DO BROADCASTING Está na hora de subirem as cortinas para mostrar o cenário multimídia da NAB’99. Ao que tudo indica, as luzes destacarão o amadurecimento digital. Do lado dos bastidores o texto sugere cautela, apesar do progresso de muitas soluções digitais que já se dão ao luxo de desfilar sobre uma passarela competitiva e atraente. Os “zeros” e “uns” que mais assustam agora são os da conta bancária de um mundo globalizado, onde uma operação mal calculada pode mudar rumos e adiar sonhos. A agressividade da indústria de entretenimento revela um telespectador distante da televisão tradicional e completamente disposto a consumir engenhocas repletas de plug-ins e interatividade. No próprio site da NAB (www.nab.org/conventions/ nab99), a lista de fóruns de discussão indica o que virá por aí. Em fevereiro último, os temas foram no mínimo intrigantes, como por exemplo: “Os broadcasters continuarão a dominar os meios de comunicação de massa?”, ou ainda “O futuro do ator virtual”, e o mais comportado 18

deles, com o título “Televisão além do ano 2000”.Longe de ser uma preocupação virtual, tecnologia é linguagem de ponta para muitos profissionais brasileiros que estarão na NAB, buscando munição para a mais uma batalha digital.

acompanhamento Para Valderez de Almeida Donzelli, chefe da Divisão de Projetos Técnicos da TV Cultura de São Paulo, o foco deverá ser para a apresentação das soluções dos problemas do sistema ATSC, como as áreas de sombra e os canais adjacentes, que utilizam também um canal convencional. Quanto ao DVB, Valderez espera encontrar soluções concretas em relação à nossa largura de banda de 6 MHz. Max Alvin, sócio-diretor da Franmi, produtora independente de São Paulo, procura soluções não-lineares mais confiáveis para o ambiente de jornalismo, além de projetos de TV digital com Internet. Na área de captação digital, a expectativa, segundo

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Alvin, é encontrar soluções com qualidade e menor custo em relação ao Betacam Digital. Rever os amigos e fazer novos contatos parece ser consenso entre os sócios da Line Up, Yury Saharovsky e Cláudio Nemoto. “A NAB, como em todos os anos, é muito importante para comparar produtos similares de diversos fornecedores”, lembra Saharovsky, que neste ano espera ver com mais atenção os equipamentos de edição não-linear sem compressão. Para Nemoto, este ano a NAB não deve apresentar grandes novidades porque os fabricantes de equipamentos não venderam o suficiente o ano passado devido à crise asiática, o que forçou uma diminuição dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. Atento ao desenvolvimento de produtos para 720 P e 1080 I, Raymundo Barros, diretor de engenharia da Rede Globo em São Paulo, sustenta que é fundamental acompanhar de perto o que cada empresa está desenvolvendo, já que nesta NAB será possível ter contato com os operadores que


começaram a trabalhar com a DTV desde novembro de 98. Outro ponto destacado por Barros, é a continuidade da “batalha verbal” entre o COFDM e o 8-VSB, sendo essa a oportunidade de avaliar melhor os dois sistemas. “Não devemos ter grandes surpresas no campo dos formatos. O que se espera é um fortalecimento do DVCPRO50, além de um protótipo do DVCPRO100, que seria um formato para alta definição. Quanto às fusões de empresas, ele espera ver os resultados de parcerias como da Avid na área de news, a junção da News Maker com a New Star, que implantou seu sistema na CNN em Austin, no Texas, além é claro, da linha de softwares para Windows NT que rodavam anteriormente em Silicon Graphics. Na área de DTH, Cláudio Zylberman, gerente de engenharia da Direct TV, reconhece que os temas principais não mudarão muito. Segundo ele, a vantagem é que o mercado está mais maduro, mudando o foco da discussão, até então apenas futurista. “A NAB do ano passado foi uma fantasia do futuro. Este ano vai gerar um pouco mais de compra e vamos falar concretamente do presente”, completa Zylberman. O interesse do engenheiro Wander de Castro, gerente geral de expansão e rede da TV Record, continua sendo a televisão digital, os transmissores de HDTV e o sistema ATSC. A emissora pretende que o seu segmento de jornalismo seja produzido inteiramente por equipamentos digitais e considera “morta” a televisão analógica. “Investiremos apenas em televisão digital. Temos certeza que em 1999 o Brasil escolherá entre o ATSC americano e o DVB europeu”, conclui. O engenheiro Miguel Cipola, superintendente de engenharia da TV Bandeirantes, deve pesquisar a transmissão por satélite, sistemas de codificação e automação. “Este ano não temos uma expectativa maior. É um ano de transição para os EUA e vamos apenas dar continuidade aos nossos projetos básicos”, afirma Cipola. * colaborou André Mermelstein

NOS CORREDORES Os fornecedores de equipamentos prometem apresentar soluções compatíveis para empresas de todos os portes. E, como percorrer os estandes da NAB nos diversos pavilhões não é tarefa fácil (veja mapa), alguns destaques podem ser conferidos a seguir. Mas o olhar atento durante a visita ao Las Vegas Convention Center (LVCC) e ao Sands Expo Center é fundamental para quem busca novidades e pretende se inteirar das novas tecnologias.

L15152 Este ano a Aaton estará presente no estande da Options, que é o novo agente para a linha Keylink nos EUA. Estará exposto, além do Keylink, um sistema Indaw/InstaSync. O Indaw é uma estação para digitalização e póssincronização de som. O InstaSync é uma opção para o Keylink que permite sincronizar o som direto em tempo real durante a telecinagem. Isso quer dizer: copiões sincronizados instantaneamente.

L16730 Após o tradicional seminário dominical, onde serão mostradas as novidades, inclusive a demonstração ao vivo do sistema de edição não-linear ES-7, a Sony pretende manter a agitação do estande comemorando a marca de 140 mil unidades digitais já vendidas. A Sony oferecerá aos broadcasters novos níveis de funcionalidade e qualidade com um mínimo de investimento que assegure um sistema “à prova do futuro”, segundo Michael Vitelli, vicepresidente da Sony Eletronics Broadcast and Professional Company. A proposta é criar em etapas, componentes DTV nos formatos progressivos e entrelaçados. Desta forma, seriam propostos os projetos 1920 x 1080/60 I e uma nova versão em 50 Hz para o ano 2000. A partir de junho, a Sony começará a produzir o sistema de pós-produção 1080/24 P, que possibilitará a criação de um master de 24 frames HD para filmes 35 mm, permitindo a conversão digital para múltiplos formatos de DTV para

distribuição. Na área de MPEG, será demonstrada a interoperabilidade entre estúdios, através de uma rede baseada na tecnologia SDTI-CP, que está em fase final de padronização pelo SMPTE. Na área de formatos, o conceito “à prova do futuro” também será aplicado nos formatos HDCAM, que serão compatíveis com o Betacam SX e o Digital Betacam. E na área de edição não-linear, a Sony confirma a tendência em relação aos anos anteriores oferecendo ao mercado os sistemas já conhecidos com os seus respectivos upgrades. ES-3 - Sistema de edição não-linear baseado no Windows NT, dual stream, é uma interface aberta para todos os sinais analógicos e digitais, com efeitos 2D e ClipLink, por menos de US$ 25 mil. ES-7 - Em relação à versão anterior, o sistema possibilita agora trabalhar com arquivos de animação 3D, além de arquivos gráficos, ganhando a funcionalidade dos sistemas abertos. O conjunto faz a ponte entre a edição linear e não-linear, continuando com operação híbrida na versão 2.0, trazendo melhorias em relação ao timeline, combinando efeitos em tempo real, transferência em velocidade de quatro vezes e melhorando a performance com a função de reclip automático. DNE-1000 - Versão 1.4 deste sistema dedicado à edição jornalística não-linear em conjunto com servidores, que emprega as características do formato Betacam SX, como o Good Shot Maker. Incorpora o timeline autodigitalizado e a monitoração de gravação/edição, permitindo um rápido acesso entre o servidor e o armazenamento local.

L17607 A Hitachi apresentará a série SK-3000P de câmeras multipadrão com 2,2 milhões de pixels para 1080 I para HDTV, com seleção automática de aspecto a 1,5 Gbps via fibra óptica. Também estará presente o novo triax TU-Z3 para componente, que transmite o sinal a distâncias de mais de 1 km, a 10 MHz em 4 x 3 ou 16 x 9. Outro

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destaque serão os adptadores para câmeras portáteis que permitem a facilidade de operação das câmeras de estúdio, através de viewfinders de 7”, dois canais de intercom e picture-in-picture. As versões de baixo custo também serão destaque, como a Z-3000W, docável para os VTRs mais populares, aspecto 4 x 3, alta sensibilidade (F11 a 2000 lux) e CCD’s de 2/3 com processamento digital em 13 bits. Dispõe de um redutor de ruídos e todas as funções de set up podem ser armazenadas no Smart Card. Permite ajustes de crominância através de seis vetores e a função flesh tone

de movimento variável, para slow motion e efeitos de velocidade. Em HDTV serão apresentados protótipos do gravador D-9 HD e duas camcorders selecionáveis 1080 I/720 P. O sistema de edição não-linear TimeGate recebeu um upgrade. A versão 2.0 do software ampliou a quantidade de efeitos, incluindo perspectiva, rotação, entre outros. A novidade em display é um monitor de cinco polegadas para produção em campo que utiliza uma nova tecnologia chamada Liquid Color Crystal Shutter. A LCCS é uma combinação do CRT preto e branco com o LCD colorido que permite uma boa visualização da imagem mesmo em um ambiente externo sob a luz do sol. Em codesenvolvimento com a Divicom, será apresentado um encoder MPEG-2/HDTV em tempo real.

Lap Top AJ-LT95, o VTR portátil AJ-D92P e a camcorder 2/3” FIT AJ-D900WP entre outros produtos. Para o sistema de rede utilizando interface SDTI em VTR DVCPRO será apresentado o servidor de vídeo AJDR7000. Para o segmento jornalismo, a novidade será o editor não-linear AJDE77 com DVCPRO 4X.

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Um dos destaques mais interessantes da Tektronix na NAB’99 será a linha de servidores Profile para as pequenas e médias produtoras. Com menos recursos que o equipamento usado por grandes broadcasters e com custo las vegas convention center bastante reduzido, o sistema deixará mais acessível o uso da tecnologia de exposição video servers para qualquer produtora. exposição de de TV, cinema Os servidores da linha Profile Pro Series áudio e rádio e vídeo têm dois canais de vídeo, de quatro entrad a dez horas de armazenamento de a princ ipal imagens e até quatro canais de áudio lobby L22257 para cada de vídeo. O Pro II usa JPEG exposição exposição A Leitch Technology Corporation, 4:2:2, e o Pro III trabalha com MPEGao ar livre de TV, cinema e fabricante de equipamentos digitais 2 em 4:2:0. Qualquer equipamento da vídeo para armazenamento, distribuição e série terá compatibilidade total com processamento de sinais de áudio praticamente todos os sistemas de e vídeo de alta qualidade, fornece controle, edição ou efeitos existente. A táxis soluções integradas à comunidade idéia é que as produtoras substituam broadcasting. Na Leitch’s Gallery seus VCRs por um sistema de of Systems na NAB’99 estará em armazenamento e acesso a imagens sands expo center exibição especial o HDTV Glue, mais veloz e seguro, facilitando a um sistema para conversão e edição e pós-produção dos trabalhos. exposição produção em alta definição. O de TV, cinema e vídeo Juno é um conversor de sinais L22928 digitais de resolução padrão Presente na área de servidores, editores, Satélite & teleco- Internet municações (standard definition) para alta gráficos e filme, a Quantel apresenta sua definição, em formato wide-screen linha de produtos para o hi-end, como o NAB Multimedia e virtualmente sem artefatos. Outra Spotrunner, que é um sistema multicanal World ferramenta compatível com HDTV para inserção de comerciais, fazendo parte que será mostrada na galeria da família de servidores com compressão detail, que determina padrões variáveis de será o servidor de vídeo ASC VR300, DVCPRO. Na área de jornalismo, a definição para tons de pele. com a nova tecnologia multiformatos proposta é o Inspiration, que em conjunto (MPEG-2/DVCPRO) com disk drive de com o Cachebox e o Clipbox, completam L21501 180 GB. Inclui o sistema de edição de um sistema para qualquer tipo de O foco principal da JVC na NAB’99 vídeo digital NEWSFlash, que permite aplicação. No conceito de graphics, o será o Digital-S. A JVC apresentará ao usuário gravar, editar e reproduzir Moving Picturebox é destinado à DTV, a nova camcorder DY-90U, diretamente para o ar. além das ferramentas para cinema e sua consideravelmente mais leve que integração com a HDTV. as versões anteriores. A DY-90 será L22901 apresentada em duas configurações: Entre os produtos que a Panasonic L22941 uma versão padrão 4 x 3 e outra estará apresentando na NAB’99 está Além de apresentar seus produtos no selecionável 16 x 9/4 x 3 (DY-90W). a linha DVCPRO HDTV 1080 I (VTRs LVCC a Avid Technology também estará Estará em demonstração o VTR BRe câmeras). A linha de produtos presente no Pavilhão Microsoft no Sands D95U, com capacidade para gravação DVCPRO50 foi ampliada com o VTR (S5536). Os visitantes poderão conferir 20

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produtos otimizados para HDTV, SDTV (ATSC e DVB), animação, computação gráfica, multimídia e áudio, além dos já consagrados sistemas para edição e pós-produção de filmes e vídeos. Os novos recursos foram desenvolvidos em conjunto com a Tektronix para as linhas de produtos Avid, Softimage e Digidesign, buscando soluções para armazenamento e interoperabilidade. Entre os principais produtos que serão mostrados estão os Softimages (DS, 3D e Eddie). A Avid vai oferecer pacotes (Plus e Performance) do Softimage/3D. Em fevereiro deste ano, a versão 3.8 SP1 do Softimage/3D foi comercializada a US$ 4,995 mil nos Estados Unidos. A Digidesign, uma divisão da Avid Technology, mostrará o Pro Tools/24 MIX para Macintosh e Windows NT. O Pro Tools é provavelmente o sistema para pós-produção de áudio mais utilizado no Brasil. A Digidesign tem mais de 100 parceiros de desenvolvimento que fabricam plug-ins para o Pro Tools, que também serão mostrados na feira deste ano.

L24001 A Philips anuncia sua intenção de se tornar líder na convergência para o digital. Para a NAB’99, além dos novos produtos para broadcast, incluindo HDTV, a empresa está investindo em novas tecnologias que, segundo a ela, definirão a indústria por muitas décadas. Entre elas está o desenvolvimento do MPEG-4 e a transmissão de áudio e

vídeo broadcasting pela Internet. No segmento de câmeras digitais, a LDK 9000 Series oferece alta qualidade de imagem em HDTV com CCDs de 1” que permitem a escolha entre os formatos 720 P ou 1080 I. A empresa iniciou o desenvolvimento de produtos de baixo custo como a camcorder LDK 110 DVCPRO para os médios e pequenos mercados de produção de vídeos independentes, industriais e corporativos. O DCR 6024 Digital HDTV VTR foi desenhado para a geração de masters. O novo VTR digital grava e reproduz 1080 I/60, 1080 P/24, 1080 P/25 e 1080/48sf. A família de servidores de vídeo Media Pool da Philips agora inclui a capacidade de alta definição. O HDTV Media Pool consiste em componentes como o VR-8000HD (módulo de entrada e saída de vídeo) e o AS-8000 (para armazenamento). Os proprietários dos sistemas anteriores poderão facilmente atualizar seus sistemas (upgrade). O processador HDVP 3500 para o switcher controle mestre Saturn é um plug-in que permite enviar vídeo de alta definição. O painel do controle mestre Saturn aceita o HDVP 3500 como qualquer outro processador. O DD35-HD integra a série de switchers digitais DD35. A seleção de vídeo HD pode ser alocada em qualquer banco mix-effects do switcher digital DD35.

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A O’Connor, tradicional fabricante de tripés e cabeças para a indústria do cinema e vídeo, este ano

apresentará a nova cabeça 2060, uma versão menor da 2575, que é usada praticamente em todas as produções que filmam com Panavision. Também estará exposta a cabeça DV, desenhada especialmente para as novas câmeras de vídeo digital.

S3303 Expandindo sua linha de produtos para o broadcast, a Accom apresenta suas aplicações para graphics e pós-produção. Em conjunto com o novo Abekas 6000 MultiFlex DTV Server, agora podem ser incluídos o Axial Editing System, o Attaché Digital Disk e uma série de ferramentas incluindo cenário virtual, com o Elset, que roda em Irix ou NT. O sistema permite ainda aplicações para cinema, o Elset/Film-in, principalmente na área de efeitos visuais.

S3315 Para este ano a Silicon Graphics destaca os seguintes produtos: StudioCentral 2.0 - software de gerenciamento de recursos digitais, oferece um banco de dados independente para armazenar, acompanhar e garantir o fluxo de dados entre filmes, áudio, vídeo e texto. Opera em compatibilidade com arquivos do Windows NT, além de suportar os bancos de dados Oracle e Informix; Placa HD - disponível para os servidores Origin e Onyx, suporta input e output em alta definição e em tempo real,

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tanto no formato 1080 I quanto 720 P. Está disponível para aplicações com os produtos Disceet Logic, como o Fire;Visual Workstations 320 e 540 - linha de estações baseadas em Windows NT com processador Intel, é dirigida a profissionais de criação. Apresenta arquitetura Integrated Visual Computing (IVC), implemento que utiliza memória compartilhada para assegurar um melhor desempenho. Disponível no segundo semestre de 1999; Video Server Toolkit - disponível na plataforma Origin, opera com flexibilidade dos sistemas abertos para broadcast e pós-produção, suportando formatos de vídeo padrão, incluindo transmissão e controle de protocolos; WebForce Media Base 3.1 - software para MPEG que inclui streams de áudio e vídeo da RealNetwork para

Internet. Dirigido para aplicações de ensino à distância.

S3344 A Barco apresenta sua família de displays para alta definição, os novos ADVM 37, ADVM 49 e o ADVM 70. Através de menus, é possível ajustar a geometria, alinhamento cromático, formato de escaneamento e degauss. Disponíveis em 14, 19 e 28 polegadas. A linha UNO PRO, permite ao usuário monitorar imagens em 480 I, sendo selecionável para o aspecto 16 x 9 e o novo Luxor permite um grande número de aplicações, já que trabalha com o transporte através de fibra óptica sem compressão a uma taxa de 270 e 360 Mbps, próprio para HDTV. Na área de encoders, a Barco apresentará o Pictor, para alta definição no sistema ATSC, suportando a relação

1080 I e 720 P. E para o sistema MPEG-2, estará disponível o Pegasus MPEG-2 Multiplexer, um compacto multi-input para DVB a 100 Mbps, para dez canais.

S4009 A Discreet Logic estará demonstrando sua linha de produtos para efeitos visuais, edição nãolinear e novas ferramentas para modelagem 3D e design de gráficos para broadcast. Entre os produtos apresentados estão o Flint na Octane, o Edit sem compressão, as novas versões do Fire e Smoke e novidades no Flame e Inferno. A Discreet promoverá vários eventos, entre eles o tradicional “User Group Meeting”, o encontro anual dos usuários. Para evitar filas nos eventos é aconselhável registrar-se on line: www.discreet.com.

made in brazil Beto Costa

A competitividade no mercado global de empresas brasileiras de equipamentos para broadcasting que investiram no desenvolvimento de tecnologia própria, aumentou devido a alta do dólar. O setor de produção de transmissores vai marcar forte presença na NAB deste ano. Pela quarta vez consecutiva, a indústria mineira Linear vai expor (L12835) seus produtos na feira. No final do ano passado, a empresa desativou a produção de equipamentos analógicos. A aposta agora é na fabricação de transmissores digitais de baixa e média potência. A tecnologia da Linear foi criada considerando principalmente as necessidades de codificação de sinais e facilidades para manutenção. “O que diferencia nosso produto é que nenhum outro nesta faixa de potência oferece controle digital à distância de todas as funções do equipamento”, explica Carlos Fructuoso, diretor de marketing da Linear. Com o novo parque industrial, a feira representa para a empresa a oportunidade de 24

expandir negócios nas área de soluções completas para transporte de sinais - via satélite, microondas digital ou terrestre. E a disposição é transformar o estande da empresa da NAB’99 num lugar para fechamento de negócios. As previsões são bastante otimistas. As atenções estão voltadas para broadcasters da América Latina e Sudeste Asiático. A expectativa é de triplicar o volume de negócios, em relação à edição 98, chegar na casa dos US$ 7,5 milhões. “Seis agentes da empresa viajam pelo mundo desde o ano passado. Nós temos 50 convidados especiais que vão chegar para bater o martelo”, afirma Fructuoso, bastante convicto. A Linear tem maior agilidade técnica para produção de grandes pedidos. Um pacote de 500 transmissores pode ser entregue em até 120 dias. A empresa trabalha com linhas de crédito do Proex e pode financiar em até cinco anos (taxa básica de juros internacionais mais 1% ao ano). A Telavo é outra empresa do segmento de transmissores que chega a Las Vegas totalmente remodelada. Em junho do

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ano passado, fechou um acordo de parceria com a a italiana ABS Aquila Broadcasting (L11249). Do casamento ítalo-brasileiro com capital em partes iguais surgiu a RF Tecnologia. Uma indústria que monta em Taboão da Serra, Grande São Paulo, transmissores de média e alta potência. O investimento da ABS chega na forma de componentes. “A combinação da mecânica brasileira com a tecnologia italiana faz nossos preços serem até 25% menores que os similares estrangeiros”, avalia o sócio-diretor da Telavo, Jackson Sosa. A empresa trabalha com linhas de financiamento de bancos italianos e taxas de juros pré-fixadas. A promessa é atender aos pedidos em no máximo 120 dias. Outra novidade

mapa da mina O estande da Tela Viva (L16115) na NAB é o ponto de encontro dos broadcasters brasileiros. Lugar para tomar um cafezinho, recuperar o fôlego para prosseguir a visita, bater papo e conhecer as novidades do novo site da Tela Viva.


que a RF apresenta na feira são os filtros especiais de transmissores para uso do canal adjacente. “Com este equipamento é possível explorar novas posições no plano de freqüência. O canal 5 pode usar o 6, por exemplo”, explica Sosa. Na NAB’99, a empresa também quer preparar terreno para o futuro. A partir da metade deste ano começa a produção de transmissores digitais para transmissões em HDTV e SDTV para os padrões americano e europeu. A idéia é reforçar negócios com a América Latina. “Os argentinos já definiram o padrão de transmissão. Chile, Peru e Colômbia estão começando as primeiras experiências em HDTV”, finaliza.

presente! Mas a indústria brasileira não está só direcionada para a TV aberta. A vedete da Tecsat (S4372) na NAB’99 são os integradores de TV por assinatura, tanto para TV a cabo quanto para DTH ou MMDS. Tecnologia totalmente nacional que consumiu dois anos e cerca de US$ 5 milhões para ser desenvolvida. O sistema da Tecsat possibilita acesso condicional, agilidade para habilitar novos canais, pay-per-view disparado por telefone. “Considerando o sistema todo, 30% dos componentes são importados. Em dois anos, nós devemos estar aptos para produzir no Brasil todos estes componentes”, afirma Luiz Fernando Sperandio, diretor do grupo Tecsat nos Estados

Unidos, sinalizando que a empresa persegue a trilha da competitividade global. E a Tecsat também vai comercializar serviços de DTH em Las Vegas. Comprando este serviço, as operadoras de TV por assinatura não precisam investir em teleporto. “Neste caso, só é necessário comprar a descida do sinal. Nós rebatemos o sinal para a operadora. Uma estrutura de teleporto, dependendo do número de canais, abertos ou fechados, pode custar até US$ 7 milhões. O nosso teleporto cobre desde o início de abril 100% do território brasileiro e alguns países da América do Sul”, explica Sperandio. Quem está na mira da Tecsat são as empresas de TV a cabo e MMDS licenciadas recentemente no Brasil. A empresa usa financiamento do BNDES, prazo de até sete anos para pagar e carência de seis meses a um ano. A taxa de juros anual para negócios fechados em reais é de 15%. Para negócios em dólar, a taxa cai para mais ou menos 8%. E quem falou que uma feira não chama a outra? A Certame Eventos Promocionais está com um estande (S749) especialmente montado para divulgar a SET/Broadcasting & Cable 99. O evento que já tem 13 anos, acontece anual e alternadamente no Rio e em São Paulo. Em agosto deste ano, o Rio Centro abriga a versão carioca. Segundo a coordenadora de eventos da Certame, Michelle Siqueira, “60% da área de 3.555 metros quadrados reservada para os estandes já foi comercial-

izada”. Cada metro quadrado custa US$ 250. No ano passado participaram 150 empresas (130 brasileiras e 20 estrangeiras). Para edição deste ano a expectativa é aumentar em 50% a presença de empresas estrangeiras. Durante a feira

9 O SET E TRINTA Em sua nona edição, o encontro matinal dos broadcasters brasileiros terá novidades. As apresentações deste ano enfocarão somente as tecnologias do momento, permitindo uma maior interação entre palestrantes e participantes. Os interessados poderão mandar previamente suas perguntas para o e-mail: setv@openlink.com.br e aproveitar o espaço para esclarecer as dúvidas que surgirem durante a visita à feira. Local: Hotel Hilton Las Vegas - Salão D e E Horário: das 07h00 às 09h00 Programa: Dia 19/04 - Peter Symes, vice-presidente de tecnologia da Tektronix, falará sobre HDTV em estúdios e o tema de Edgar Wilson, da EBU e DigiTAC, é o sistema DVB. Dia 20/04 - Michael D’Amores, vice-presidente de tecnologia da Philips discorre sobre a transmissão para TV digital. Dia 21 - Hugo Gagione, da Sony, abordará os sistemas de TV digital e Bob Sedil, da CBS, finalizará o encontro explicando o sistema ATSC. Inscrições: R$ 50,00 (sócios da SET) e R$ 75,00 (não-sócios) Informações: fone: (021) 512-8747, fax: (021) 294-2791 e e-mail: setv@openlink.com.br

também acontece o 13º Congresso Brasileiro da SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão). As questões da convergência e da definição de padrão para transmissões em HDTV devem dominar os debates.

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c in e m a Hamilton Rosa Jr.

IMPACTO PROFUNDO A disparada do dólar compromete os custos das novas realizações cinematográficas e faz produtores buscarem novos caminhos para terminar os projetos em andamento.

O impacto causado pela desvalorização do real no princípio do ano gerou uma onda de especulações em todos os setores da sociedade e nem mesmo o segmento do audiovisual escapou ileso. Acesas as luzes, produtores e cineastas se depararam com uma nova realidade. O negativo, matéria-prima para o registro das imagens, subiu de R$ 210 para R$ 430 a lata com 120 m (que corresponde a 4,5 minutos de filme), a locação de equipamentos de som e luz sofreu uma alta e o trabalho de mixagem e internegativo, na maioria dos casos feita fora do País, dobrou. “A variação do dólar foi um duro golpe para o cinema nacional porque uma boa porcentagem dos insumos é importada. Não temos laboratório que produza negativos, não temos tecnologia para mixar um filme no processo Super-35 e o tratamento de imagem tem de ser feito fora do País”, explica o produtor Bruno Stroppiana, já prevendo o sacrifício que terá de fazer para manter a qualidade das adaptações cinematográficos dos livros “O Xangô de Baker Street”, de Jô Soares, e “Estorvo”, de Chico Buarque. Os dois filmes estavam em estágios diferentes de produção na semana da fatídica disparada do dólar. As filmagens de “Xangô” foram encerradas no

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Brasil, mas faltava um trecho a ser rodado na Inglaterra, orçado em US$ 500 mil. “Com a queda do real o custo duplicou. Agora tenho de desembolsar R$ 1 milhão”, afirma o produtor. Melhor sorte teve “Estorvo”, cujas filmagens já haviam sido concluídas por Ruy Guerra. “Os negativos já estavam passando por um tratamento num laboratório nos EUA e o acréscimo foi de R$ 50 mil”, completa Stroppiana.

negociações Na Videofilmes, empresa que vem se destacando desde o ano passado como produtora de “Central do Brasil”, a alternativa é minimizar os efeitos da queda do real reduzindo a dependência da produção no mercado exterior. “Filmamos nosso projeto mais adiantado, o ‘Lavoura arcaica’, na janela 1:66, e isso vai possibilitar que façamos a finalização aqui no País”, afirma Maurício Andrade Ramos, diretor da Videofilmes. Existe um mito de que o som do cinema brasileiro é ruim e, por isso, parte do empresariado tende a se apoiar na tecnologia de fora. Mas na opinião de Ramos, a edição sonora pode ser feita no Brasil com excelente resultado. “O único filme nosso que não foi sonorizado no Brasil foi o ‘Central do Brasil’, porque era uma co-produção com a França e eles cobriram o orçamento num laboratório deles. Mas no Brasil, trabalhamos com a JLS Facilidades Sonoras. O novo filme do Walter Salles com a Daniela Thomas, “O primeiro dia”, foi mixado lá, e agora estamos fazendo a mixagem e a transferência em Dolby digital do “Lavoura arcaica”, conta Ramos.

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O produtor Patric Leblanc, que com o diretor André Klotzel, está imerso na adaptação cinematográfica de “Memórias póstumas de Brás Cubas” há quase um ano, diz que o comportamento do real já deixou seu filme com um custo 4% acima do planejado. “O roteiro pedia inserções de efeitos digitais em algumas cenas, mas agora não sei como faremos isso. Estamos negociando com um finalizador americano e acho que chegaremos a um entendimento.” A declaração parece de um dirigente governamental falando em renegociação de dívidas com o FMI. Mas a barganha é uma das alternativas que os técnicos norte-americanos parecem dispostos a atender pelo menos para os clientes mais queridos. É com essa mentalidade que Maria Ionesco, produtora executiva do filme “Dois córregos”, de Carlos Reichenbach, conseguiu um desconto do laboratório. “Estávamos tirando o internegativo e as cópias de ‘Dois córregos’ naquela semana que o dólar disparou e tivemos sorte porque eles (o laboratório) entenderam o nosso drama e mantiveram o preço”, diz. Joaquim de Carvalho, produtor de “Mauá”, beneficiou-se de uma ajuda de custo estrangeira para rodar a vida do famoso visconde brasileiro. Como uma parte da ação se passava em Liverpool, e segundo a lei municipal, qualquer produção que divulgue a cidade merece apoio financeiro, Carvalho deu um jeito de se ajeitar ao contexto. “A prefeitura nos deu 50 mil libras esterlinas (aproximadamente R$ 160 mil) e resolvemos filmar imediatamente”, conta. Os demais itens de um orçamento podem ser contornados. E às vezes, a alternativa pode ser simples: no caso


atenção às finanças deve ser redobrada.

ponto nevrálgico

de “Villa-Lobos”, o diretor e produtor Zelito Viana modificou o roteiro do filme quando percebeu que a produção ia emperrar e para o novo filme de Suzana Amaral, “Possíveis amores”, a produtora Mariza Leão decidiu rodar tudo em 16 mm e puxar para a bitola 35 mm no laboratório. “Com o 16 mm descomplicamos a produção de tal forma que filmaremos tudo em seis semanas”, conta Mariza. Aliás, “Possíveis amores” encontrase em estágio de pré-produção, o que significa que está sujeito a sofrer outras intempéries financeiras, ao contrário dos filmes em fase de conclusão. O futuro destes projetos, portanto, é incerto. Alguns, como Maria Ionesco, produtora de “Dois córregos”, são pessimistas. “A crise econômica está abalando todos os setores do mercado e o cinema nacional passará por um período crítico.” Outros, como o cineasta e produtor Alain Fresnot são ponderados: “Acredito que teremos um primeiro semestre difícil, mas as coisas poderão entrar nos eixos no segundo semestre”. No entanto, a

Segundo Fresnot, diretor de “Ed Mort” e produtor da transposição do seriado “Castelo Rá-Tim-Bum” para o cinema, não será o encarecimento do negativo que vai tirar o sono do cineasta brasileiro. Numa produção cara como a do “Castelo”, o filme virgem representa um percentual mínimo. “Vamos gastar cerca de 200 latas de negativos na realização do filme. Se cada lata custava R$ 210 e passou a R$ 430, o nosso custo subiu de R$ 42 mil para R$ 86 mil. Quanto isto representa em porcentagem para um filme avaliado em R$ 7 milhões?” Na opinião de Fresnot a relação é equivalente para outros insumos. Mas o produtor esquece que o dólar é o gatilho que pode acionar indiretamente uma série de variáveis na economia do País. As pressões inflacionárias, que não acometiam o cidadão brasileiro há cinco anos, voltam a assombrar o cenário social e podem contaminar inclusive os custos de serviço de uma produção. “São efeitos perversos que nos deixam apreensivos, mas o cinema já sofreu outras crises e acredito que vamos sair dessa”, avalia Bruno Stroppiana. O produtor guia a conversa para o

que acredita ser o ponto nevrálgico da indústria cinematográfica, que é a obtenção de capital para tornar viável uma produção. Para Stropianna não importa se a nossa moeda é forte ou não. “Se os bancos estão fechados para investimentos, se você não consegue captar recursos, não adianta nada. As leis do Audiovisual e Rouanet dão um impulso tímido ao nosso trabalho e a captação de recursos vem decrescendo ano a ano”, aponta. De fato, em 98 os investimentos no setor do audiovisual foram inferiores à metade dos de 97. Os dados são do Ministério da Cultura. Em 97 a captação de recursos para o setor audiovisual foi de R$ 79.778.516,00; em 98 esse valor ficou em R$ 38.086.918,00. Dado o perfil do primeiro bimestre de 99, esse número deve continuar caindo. Stroppiana tem “Confissões de adolescente”, de Domingos Oliveira, “Peito de ferro, coração de ouro”, de Marcelo Bruno, e uma co-produção com a Argentina chamada “Meteoro”, em fase de preparativos. Acha que enfrentará maiores obstáculos com “Meteoro”, que se beneficiava com os incentivos fiscais propiciados pelo Mercosul, e que também por causa do dólar está vivendo um período de turbulência. “Mas sei que as coisas vão se acertar. Quem trabalha com cinema está acostumado a complicadores de toda a ordem”, diz.

O R Ç A M E N T O S AP E R T A D O S Com a alta do dólar o custo de uma produção nova pode aumentar substancialmente. Mas os produtores tentam se virar para manter os gastos previstos independentes da variação cambial. Confira a situação: filme status orçamento inicial orçamento atual

“O Xangô de Baker Street”

em finalização

R$ 6,5 milhões

R$ 9 milhões

“Villa-Lobos”

em filmagem

R$ 7 milhões

R$ 7 milhões

“Castelo Rá-Tim-Bum”

em finalização

R$ 7 milhões

R$ 7 milhões

“Mauá”

em finalização

R$ 6,1 milhões

R$ 7 milhões

“Estorvo”

em finalização

R$ 3,5 milhões

R$ 3,5 milhões

“O hóspede americano”

em captação

R$ 7 milhões

em reavaliação

“Quase memória”

em captação

R$ 3,5 milhões

R$ 3,5 milhões

“Enquanto a noite não chega”

em captação

R$ 3 milhões

R$ 3 milhões

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idéi a m a is técnic a

Árvore fake entre animais de verdade.

Não basta um megaorçamento para se realizar um filme publicitário perfeito, assim como não basta ter tecnologia de ponta para produzir uma idéia. Essa é justamente uma das questões impostas pela chegada da tecnologia digital ao cinema, já que muitas vezes as idéias da criação parecem ter sido feitas em função deste ou daquele equipamento. Quando a idéia é boa e há uma verba generosa, podem ser acionados os recursos necessários para a boa execução do filme, sejam eles técnicos, mecânicos, eletrônicos ou profissionais. Todos esses fatores colaboraram para a produção do filme “Búfalos”, criado por Silvio Mattos (hoje na Fischer América) para a D+. Com uma verba de US$ 800 mil, o filme mostra uma manada de búfalos em disparada sobre uma planície, enquanto letreiros se referem ao banco e à solidez que representa para seus clientes. Cenas em close e aéreas dos búfalos correndo vão passando, até que surge uma árvore frondosa no meio do caminho. A manada se divide e desvia da árvore. A câmera, então, vem do alto e mostra que, ao pé da árvore, que representa a solidez do banco, está brincando um bebê - o desprotegido cliente ao sabor das oscilações do mercado. A disposição do cliente em realizar uma idéia inteligente, mas de execução complicada, permitiu que fossem 30

usados recursos de superprodução. Para começar, não existem búfalos em tanta quantidade no Brasil, nem na América Latina. Por isso, o produtor executivo Sérgio Tikhomiroff viajou durante um mês, para locais como Austrália, Canadá, África e Estados Unidos a fim de encontrar um grupo de pelo menos dois mil animais. O local escolhido foi uma fazenda no estado de Dakota do Sul, nos Estados Unidos, próxima à cidade de Rapid City, uma sobrevivente do Velho Oeste. No mesmo local foram feitas as cenas de búfalos do filme “Dança com lobos”, de Kevin Costner. Por isso, os próprios empregados e donos da fazenda já conheciam as dificuldades de uma filmagem e, principalmente, puderam colaborar com informações preciosas sobre os hábitos dos animais. Cerca de 2,8 mil búfalos foram usados, divididos em grupos de 300 ou 400. Apesar de a pradaria ser perfeita para a idéia, não havia nenhuma árvore isolada e, para construi-la, foi necessário contratar duas diferentes empresas, uma para fazer o tronco e a outra para construir a copa. O processo de filmagem exigiu o uso de oito câmeras de diferentes tipos. Entre elas, uma Photosonic, com oito grifas e velocidade de 360 quadros por segundo. Também foram usadas cinco Arriflex 435 com velocidade de 150 quadros e duas minicâmeras, enterradas para filmar de baixo para cima em duas ocasiões. O diretor João Daniel explica que, ao encontrar um obstáculo em seu caminho, os búfalos costumam desviar. Entretanto, se o obstáculo é natural, como uma moita, eles pulam. Sabendo disso, a produção construiu uma caixa forte no meio do pasto, coberta de vegetação. A caixa tinha capacidade de suportar mais de uma tonelada de peso e, por uma pequena janela, o câmera filmou a passagem dos animais. Em

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outra cena, onde os búfalos arrebentam uma cerca, as câmeras também estavam posicionadas em buracos no chão, cobertos por grossos cristais. Quanto aos movimentos de câmera, também foram usados todos os recursos disponíveis, como grua, travelling, carrinho e até um helicóptero. O negativo utilizado era realmente preto e branco, da marca Ilford, que produz bastante contraste. À exceção de pequenos retoques no telecine, a película original praticamente não sofreu alterações. A única interferência da pós-produção foi na aplicação do bebê em uma das cenas finais. No geral, porém, o bebê foi filmado ao vivo, inclusive na cena onde os búfalos aparecem passando ao lado. “Foram poucos búfalos e o bebê estava completamente protegido, mas temos a idéia de uma grande quantidade de animais e conseguimos dar total realismo à cena”, explica o diretor de criação Silvio Mattos. Tanto a revelação quanto a telecinagem foram feitas nos Estados Unidos, para garantir que tudo havia saído como planejado. A edição final e a sonorização foram feitas na Casablanca. Ao todo, o filme consumiu três meses de trabalho. F I C H A

T É C N I C A

Cliente: Banco Bozzano Simonsen Produto: Institucional Agência: D+ Criação: Silvio Mattos Produtora: Jodaf Direção: João Daniel Tikhomiroff Fotografia: Larry Montagem: Zeca Trilha: Sax So Funny Finalização: Casablanca


Fichas técnicas de c o m e r c i a i s

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L I M P E Z A S E M I G U AL Criado inicialmente para as campanhas de mídia impressa do produto Multi Limpeza, o porquinho rosado adquiriu vida e swing no primeiro filme para TV. O comercial é um clip que mostra o personagem dançando ao som de uma paródia da música “Mexe a cadeira”, do funkeiro Vinny. Enquanto a música pede que se mexa a cadeira, a trilha diz “dança a sujeira”. Segundo o redator Rondon Fernandes, o briefing pedia que se usasse a sujeira, não de forma repugnante, mas de modo simpático para conquistar a dona de casa. Para isso, criou-se o personagem representado por um porquinho filhote, sempre às voltas com uma grande sujeira, em termos. “Apesar de ser o ‘vilão’ da história e de representar a sujeira, o porquinho sempre aparece em lugares extremamente limpos”, diz Fernandes. A princípio, a idéia era colocar o animal sambando, mas a dificuldade de animação levou a criação a optar pelo funk, um ritmo mais fácil. “Também pensamos em usar uma música do É o Tchan, mas os direitos autorais eram muito caros.” A letra da trilha foi musicada pela produtora de áudio Sam Studio, que deixou a base pronta para receber a voz. O cantor interpretou a música com voz idêntica à original. O grande desafio da produtora, segundo o diretor Guilherme Ramalho, era o de fazer o porquinho dançar. Com 45 dias de vida, eles fazem pouca coisa além de comer, dormir e fazer cocô. No primeiro storyboard, conta Ramalho, propunhase fazê-lo andar para a frente e para trás. Mas a criação queria mesmo que o bichinho dançasse. Além disso, havia outro problema: para reforçar a idéia de limpeza, seria ideal que a imagem do porco refletisse

O vilão da limpeza.

no ladrilho. As cenas são feitas em cenários de banheiro e cozinha, a exemplo da mídia impressa. O diretor achou, portanto, que o recorte não seria perfeito se o porquinho fosse filmado em chroma. A opção escolhida resolveu os dois problemas. “Como o porco não balançava sozinho, resolvemos balançar o mundo”, brinca Ramalho. Dessa forma, foram construídos cenários enormes, suspensos por correntes a partir do teto do estúdio. Eram grandes pedaços de chão, ladrilhados, que eram balançados para que o porquinho não conseguisse se equilibrar totalmente. Assim, tentando encontrar segurança, ele acabou dançando conforme a música. “Fizemos o caminho inverso tanto na construção do cenário como na composição dos elementos. Balançamos o chão e filmamos o personagem ao vivo. Na pós-produção, acrescentamos os objetos que não poderiam ser feitos em tamanho gigante, como a privada, o rolo de papel higiênico, a pia... Tudo isso foi filmado em chroma e aplicado depois. Enquanto todo mundo fica procurando o recorte no porco, as aplicações são dos objetos”, explica o diretor. As pegadas do bicho foram produzidas a partir de um molde de argila, pisado pelo porquinho. No molde foi aplicada borracha, que se tornou um carimbo de pé de porco.

Nas cenas em que aparecem apenas as pegadas, o carimbo foi usado. A pós-produção serviu apenas para aplicar nas cenas onde as manchas aparecem saindo realmente das patinhas. O trabalho com os porquinhos em si (eram cinco animais e três foram usados) também foi um caso à parte. Em primeiro lugar, o tempo de uma semana faz diferença no tamanho do animal, que em poucos dias cresce e começa a se parecer com um verdadeiro porco. Convencidos de que os bichinhos não poderiam aprender a dançar, os produtores insistiram em, pelo menos, trazê-los para perto antes da filmagem, para que se acostumassem com os humanos. Mesmo estando em casa na hora de bater a claquete, eles não se entenderam com o chão movediço e escorregaram bastante, criando os movimentos necessários ao filme. Se a sujeira a ser mostrada no filme fosse real, a produção não teria problemas: era só deixá-los por conta própria, pois em grande parte do tempo eles não fizeram outra coisa que não fazer cocô. “Toda hora tínhamos de limpar o cenário e usamos o próprio produto, que mostrou ser realmente útil”, finaliza Ramalho. F I C H A

T É C N I C A

Cliente: Bombril Produto: Multi Limpeza Agência: Almap/BBDO Criação: Marcelo Serpa, Marco

Versolato, Rondon Fernandes, Valdir Bianchi e Roberto Pereira Produtora: Trattoria di Frame Direção: Guilherme Ramalho Fotografia: Marcelo Durst Cenogafia: Beto Grimaldi Telecine: Tape House Montagem: Tamis Lustre Trilha: Sam Studio Finalização: Trattoria di Frame

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MULT I M í D I A Richard Tedesco

Quem vai controlar as transmissões de vídeo pela Internet? Cada vez mais os candidatos se posicionam para dominar o video streaming. Há apostas do segmento de multimídia que, em breve, as telas de TV sofrerão a concorrência de monitores de computadores na transmissão de todo tipo de programação.

Copyright

A Internet, hoje, não é exatamente uma mídia para TV. Muito pouca largura de banda e um grande número de computadores domésticos lentos tornam a web um ambiente adverso para o vídeo. Mas há muitos observadores da sede apostando que a Internet logo assumirá o seu lugar ao lado do broadcasting, do cabo e do vídeo doméstico, transmitindo todo tipo de programação para milhões de pessoas plugadas aos computadores. Animadas com essa perspectiva, as companhias da web com os olhos no vídeo estão sondando umas

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às outras e buscando a melhor posição para explorar o vídeo na Internet quando os problemas técnicos estiverem resolvidos. É o primeiro round do que está sendo considerada uma boa briga. “Tudo é possível”, aposta Gary Arlen, presidente e analista da Arlen Communications. “A audiência existe, mas ninguém sabe qual é e se o que ela espera é conteúdo para TV.” Em primeiro lugar está a Broadcast. com, desafiando os pesos pesados da TV como Neil Braun (ex-NBC) juntamente com o presidente da CMGI, David Wetherell, num confronto que poderá abalar o atual equilíbrio de forças do vídeo on line. A Broadcast.com, no momento a principal “agregadora” de vídeo da web, ainda repousa sobre o sucesso de seu lançamento no mercado de ações, onde conseguiu valorização acima do bilhão de dólares. Foi ela que iniciou as transmissões via Internet (em streaming) de emissoras de rádio como a AudioNet, obtendo eqüidade com broadcasters do rádio como Jacor e Hicks Muse. Depois, começou a transmitir vídeo e tornou-se a Broadcast.com. Hoje transmite mais de 40 emissoras de TV.

no ringue O cenário sugere uma analogia com a TV a cabo, mas o presidente Mark Cuban

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da Broadcast.com não concorda: “Eu não compararia com a TV a cabo porque a Internet não é TV. É uma nova mídia”. Cuban diz que a Broadcast.com não precisa atender a uma audiência maciça porque a sua programação está disponível sob demanda. “Não preciso de três pontos para continuar no negócio. Faço isso de forma agregada. Não preciso atrair o público o tempo todo.” A Broadcast.com também não conta com publicidade e nem com taxa, pelo armazenamento de conteúdo pagas pelas emissoras de rádio locais, pois 60% de sua receita são gerados pelos serviços de vídeo que ela mesma desenvolve. Após declarar um prejuízo de US$ 5 milhões no último trimestre do ano passado, a empresa ainda confia na sua vantagem sobre os possíveis competidores. “Eu não diria que temos um trunfo, mas certamente temos uma vantagem”, diz Cuban. Mas os adversários da autoproclamada supremacia da Broadcast.com sobre o vídeo on line estão se aliando. Neil Braun, ex-presidente da NBC Television Network, entra na briga com uma garantia de US$ 100 milhões do CMGI e faz planos de lançar o seu serviço de video streaming no segundo trimestre deste ano. Braun não divulga suas táticas, mas revela que os serviços contarão com várias fontes de receita e serão bem diferentes dos serviços da Broadcast.com. “Ou é diferente e vai dar certo ou é diferente e não vai dar certo. Mas será diferente”, ele


N達o disponivel


M U L T I M Í D I A

garante. O grupo que está por trás de Braun é o CMGI, que controla a Magnitude Network, de Chicago, e transmite via Internet o conteúdo de quase 100 emissoras de rádio nos EUA. Portanto Braun está começando praticamente do mesmo ponto em que a Broadcast.com começou. Referindo-se à sua experiência na TV, Braun afirma que fará exigências aos provedores de conteúdo que a Broadcast.com não faz. “É verdade que muito do que se aprende nas mídias tradicionais deve ser abandonado na Internet, mas as mídias tradicionais têm certos princípios fundamentais que também são imprescindíveis para um negócio de sucesso na Internet”, ele diz.

na disputa

O principal apelo do vídeo via PC é poder assistir a eventos que são inacessíveis pela TV.

A RealNetworks talvez seja o mais poderoso híbrido da Internet: foi o primeiro provedor de software de streaming, com o RealVideo, e é o maior agregador de conteúdo de vídeo na web. Oferece links de notícias e entretenimento através da sua Real Broadcast Network, levando o usuário de PC a sites de notícias como a CNN.com e ABCNews. com, além de eventos especiais. Esses usuários podem se conectar rapidamente a mais de 100 fontes de conteúdo de vídeo, inclusive os sites de entretenimento, já na primeira página da RealNetwork. “Nós cobramos basicamente para anunciar o que as pessoas têm”, explica Philip Rosedale, diretor técnico da RealNetworks. A RealNetworks já fornece serviços de armazenagem de informações (hosting) a mais de 100 emissoras de rádio e pode ameaçar a liderança da Broadccast.com transmitindo via Internet para as emissoras locais de TV e disputando a receita que esta última recebe por seus serviços. A audiência para noticiários on line pode ser pequena, mas a vantagem é que as emissoras locais de TV têm uma audiência suplementar, 34

principalmente no noticiário diurno. “A grande vantagem é que a emissora de TV vai atingir o espectador no trabalho”, diz David Card, analista da Jupiter Communications. Mas a RealNetworks vê o grande sucesso do video streaming nos eventos especiais. “A programação de eventos é a coisa mais importante”, afirma Mark Hall, diretor geral da divisão de divulgação de mídia da RealNetwork. “Fazer isso na Internet tem uma vantagem que a TV não pode oferecer.” A RealNetworks fez mais de um

milhão de streamings de vídeo de várias fontes de notícias on line no dia 16 de dezembro último - o dia em que os aviões de guerra norte-americanos bombardearam o Iraque enquanto o Congresso votava o impeachment do presidente Clinton. “Quando eles jogaram as bombas em dezembro, todo mundo quis ver o que estava acontecendo”, diz Jeff Garard, diretor executivo da CNN Interactive.

audiência segmentada Outra concorrente no ramo de vídeo on line, a InterVu, facilita a transmissão usando o RealVideo, o Microsoft Windows Media e outras formas de transmissão. A InterVu faz a transmissão via Internet para a CNN.com através de uma rede de servidores espalhados pelos EUA, um serviço que fornece agora à CNN Interactive em tempo integral. Além disso, a empresa tem um forte perfil de parceiro estratégico da NBC, que detém um fatia minoritária da InterVu. Atualmente, a InterVu controla os serviços de transmissão via Internet da

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CNN e da NBC em período integral. E pode eventualmente também transmitir para o grupo de emissoras da NBC, segundo Ed Huguez, diretor-chefe de operações da InterVu. Ele garante que a InterVu também está interessada em realizar o streaming de emissoras locais de TV. “Diferente de outros que existem por aí, nós não temos um portal ou um site para agregar o conteúdo. Fazemos as transmissões de acordo com os sites dos nossos clientes.” Embora a audiência da Internet para a transmissão de vídeo exista, a margem de atenção dessa audiência é breve. “As audiências on line têm uma margem de atenção muito pequena”, explica Mark Hardie, analista sênior do Forrester Research, de Cambridge, Mass. “Você está tomando minutos preciosos das pessoas para assistir a um vídeo de má qualidade.” O principal apelo do vídeo via PC é poder assistir a eventos que são inacessíveis pela TV. Há algumas provas irrefutáveis de que há audiência para os eventos: 1,4 milhão de usuários de PC assistiram a uma cena de um parto ao vivo promovida pela American Health Network no site da RealNetworks. Houve também um desfile de moda da Victoria’s Secret que foi transmitido pela Broadcast. com para 1,5 milhão de usuários de PC. O evento da Victoria’s Secret foi típico da Internet, e demonstrou simultaneamente que qualquer conteúdo sexual on line arrasta multidões e que a capacidade da Internet de atrair multidões está limitada pela própria tecnologia. Milhares de espectadores sedentos não puderam acessar a transmissão para receber o show de 15 minutos. A solução para estes casos seriam conexões broadband, com o advento de cable modems e a tecnologia ADSL das empresas de telefonia que possibilita a transmissão de dados em alta velocidade, com uso simultâneo do telefone. Mas alguns observadores ainda percebem problemas. “Quando se trata de transmissão de vídeo, a capacidade não é tão grande quanto se pensa”, diz Tom Wolzien,


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multimídia

analista de mídias de vídeo da Sanford Bernstein & Co. De acordo com Wolzien, mesmo com os cable modems, se a quantidade de usuários pendurados na ponta das redes for muito grande, a velocidade de transmissão cai substancialmente.

Player. Espera alcançar o recorde de 50 milhões até junho, com a distribuição da próxima geração do Windows, que incorpora o Media Player, segundo Gary Schare, diretor de produto para a tecnologia de mídia Windows. E Schare afirma que a Microsoft longa duração continua atenta para o QuickTime da Apple Computer, que ressurge como Em parte, essa é a razão pela qual o um importante streaming player. serviço @Home, de acesso à Internet Enquanto a Microsoft e a via redes de cabo, normalmente RealNetworks aventam a restringe os downloads de vídeo a possibilidade de um padrão comum dez minutos. Mas as operadoras de de transmissão - movimento que cabo proprietárias da @Home também poderia acelerar o interesse maciço estabeleceram esses dez minutos de pelo streaming - a postura de restrição às transmissões de vídeos ambas como arqui-inimigas torna para inibir a distribuição “indireta” de isso improvável a curto prazo. vídeo nas redes. “É claro Mas até a Microsoft que isso foi planejado para DOMICÍLIOS ON LINE POR TECNOLOGIA DE ACESSO NOS EUA reconhece que o que nenhum programador video streaming milhões de domicílios 1998 1999 2000 2001 2002 consiga burlar os nossos como mídia de ISDN 0,3 0,5 0,8 0,5 0,3 canais e distribuir massa não vai Satélite/wireless 0,2 0,3 0,5 0,7 1,0 programação através da @ acontecer tão já. DSL 0,2 0,4 1,4 2,1 3,4 Home”, diz Gaurav Suri, “A qualidade do diretor de desenvolvimento vídeo é boa, mas Cable Modem 0,5 1,2 2,9 4,9 6,8 de negócios da operadora não é mainstream”, Dial-up 27,6 32,4 35,2 39,5 45,4 de TV a cabo Comcast diz Schare. “É total 28,8 34,8 40,8 47,7 56,9 Online Communications. preciso entrar no Fonte: Jupiter Communications Nem a @Home nem os provedores de conteúdo terceirizados podem 1998 transmitir conteúdo de longa duração, line aumenta, assim embora a própria Comcast esteja como as velocidades 1999 transmitindo shows em uma rede. do download. 2000 Jeff Huber, diretor de produtos de Com 50 milhões de set top da @Home, diz que esta usuários registrados 2001 proibição é uma imposição de grandes usando seus programadoras como a HBO ou a softwares (RealAudio 2002 Showtime para se prevenirem contra e RealVideo), a a concorrência digital. “Eles não RealNewtwork 0 10 20 30 40 50 60 entenderam como este negócio iria espera acelerar milhões de domicílios evoluir e nem o que ele é”, diz Huber. dramaticamente Todd Fhatherling, presidente da os negócios nos American Health Network vê o video próximos anos. Se por um lado espaço do cable modem o mais streaming como mais um meio de registrou um prejuízo de US$ 16 rápido possível.” chamar a atenção. “Não vejo isso milhões no ano fiscal de 1998, A Microsoft descarta qualquer necessariamente como uma alternativa por outro alcançou receitas de interesse nessa disputa de conteúdo, para a distribuição de canais via cabo, US$ 64 milhões nesse mesmo ano, mas poderá mudar de idéia mas para uma rede do nosso porte é comparada aos US$ 32,7 milhões no se a transmissão pela Internet uma boa alternativa para pessoas que ano de 1997. tornar-se mainstream. não têm o canal em suas praças.” Enquanto isso, a Microsoft O gongo soou, e há muitos As grandes redes de broadcast estão registrou até agora 25 milhões de rounds ainda até que alguma interessadas somente em transmitir downloads de seu Windows Media coisa esteja estabelecida.

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via Internet clips de entretenimento de pequena duração “que sirvam para quem tem largura de banda limitada em casa”, explica Jillian Marcus, vice-presidente e diretor geral da ABC.com. A Broadcasting.com está pondo à prova um modelo de transmissão via Internet em formatos curtos num acordo com a Trimark Pictures, e poderá eventualmente transformá-lo para o pay-per-view on line. Esse é o futuro, com a intensificação das transmissões de vídeo via Internet proliferando, grandes oportunidades surgem para pequenas empresas. E isso ocorre na mesma medida em que o apetite dos usuários de PC por vídeo on

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f e s t iva l Paulo Boccato

EM RITMO DE

CRISE

Entre homenagens a Sérgio

Motta e queixas a Francisco Weffort, o Festival de Cinema do Recife inaugura um ano difícil para o cinema brasileiro.

Começou o ano para o cinema brasileiro. O III Festival de Cinema Nacional do Recife, ocorrido entre os dias 12 e 21 de março último, é o primeiro grande evento da área em 1999. E, pelo que se viu, este será um ano de grandes dificuldades para produtores, grandes e pequenos, organizadores de festivais e para o próprio Ministério da Cultura. Se em 98 o festival recifense terminou sob o impacto emocionado da estréia nacional de “Central do Brasil”, o evento deste ano encerrou-se com um desfile de reclamações contra a beleza

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fútil de Gwyneth Paltrow e a chatice desenfreada de Roberto Benigni. Não poderia ser mais simbólico: o desfecho de um evento onde se escutava a palavra “crise” em cada conversa ocorreu, justamente, durante a exibição da festa do Oscar. Para quem não crê em simbolismos, o Festival de Recife deixa outras pistas, mais concretas, do clima geral que toma conta do cinema brasileiro: a cerimônia de premiação encerrou-se com uma homenagem ao ex-ministro Sérgio Motta, quase beatificado como o grande mecenas perdido da cultura brasileira. Em seu discurso sobre o ex-colega, que prometera breve, o ministro da cultura Francisco Weffort saiu do assunto e alongou-se em promessas de alternativas para o financiamento da produção nacional, pressionado pelo duro discurso do diretor Marcelo Masagão, de “Nós que aqui estamos por vós esperamos”, o grande vencedor da noite, que, ao receber o Troféu Passista de melhor filme, condenou veementemente a Lei do Audiovisual e recorrendo a uma carta assinada por curta-metragistas

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de todo o país pediu a volta do Concurso Federal de Curtas. Posteriormente, Weffort admitiu, na presença de parte da imprensa, desconhecer a data do último concurso realizado (abril de 97) e surpreendeuse ao saber que a quantia destinada a esse tipo de prêmio é irrisória em termos orçamentários. Em sua última edição, o valor de R$ 1,6 milhão foi pulverizado para a premiação de 40 curtas, isto é, cada um dos escolhidos recebeu R$ 40 mil. Dias antes do encerramento, em debate com toda a classe cinematográfica, o novo secretário para o desenvolvimento audiovisual, José Álvaro Moisés, sentiu na carne o peso das responsabilidades que terá de enfrentar. Ouviu reclamações dos produtores, que querem um caminho alternativo de financiamento ao cinema, além das desgastadas leis de incentivo; dos organizadores de festivais, que lutam pela inclusão desse tipo de evento na Medida Provisória que prevê isenção integral de Imposto de Renda para os investidores da Lei Rouanet; dos curtasmetragistas, que desejam realizar seus filmes; de representantes dos artistas e técnicos, que pretendem conquistar uma cadeira na recente Comissão de Cinema formada pelo MinC.

balanço geral De efetivo, prometeu lutar pela criação de quatro diferentes linhas de crédito, através de instituições como o BNDES, Sebrae e Banco do Brasil: a primeira, para cerca de 70 projetos que buscam recursos para a finalização; a segunda, para o mesmo número de filmes que têm dificuldades para completar uma captação de recursos já bastante avançada; outra para a comercialização de filmes concluídos e, finalmente, uma para o financiamento de exibidores e distribuidores independentes. Os recursos para tanto, afirma Moisés, devem alcançar a marca de R$ 25 milhões. Para os curta-metragistas, Moisés propõe um novo concurso federal com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), associando a realização do formato à formação profissional.


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festival

Alheio a essas discussões, o público ocupou, em todas as noites, boa parte das 2,5 mil cadeiras do Centro de Convenções do Recife, onde ocorreram as exibições competitivas

projetos e mais projetos

O cinema pernambucano busca recursos para levar adiante quase meia centena de filmes nos mais variados formatos. Conheça alguns deles:

TEXAS HOTEL, de Cláudio Assis: mostra uma galeria de tipos marginais que circulam em um hotel fuleiro da zona portuária da cidade. Totalmente rodado, com câmeras Panavision e fotografia de Walter Carvalho, busca recursos para finalização. O roteiro é do próprio Assis e de Hílton Lacerda, com produção da Parabólica Brasil. Assis conduz também as pesquisas para um documentário sobre o Sebastianismo no Brasil, com recursos do Instituto Cultural Itaú, de São Paulo. VITRAIS, de Cecília Araújo: outra produção da Parabólica com 100% das imagens captadas. O roteiro, de Cecília e Cláudio Assis, mistura documentário e ficção para contar um pouco da história da arte dos vitrais. O curta, cuja montagem espera a entrada de novos recursos, conta com depoimento de Oscar Niemeyer. O PEDIDO, de Adelina Pontual: a co-produção da Parabólica e da Rec também foi premiada pelo concurso municipal de roteiros. Com roteiro de Adelina, direção de produção de João Júnior, fotografia de Jane Malaquias e trilha sonora de Otto e Fred Zero Quatro, busca recursos para a finalização. O RAP DO PEQUENO PRÍNCIPE CONTRA AS ALMAS SEBOSAS, de Paula Caldas e Marcelo Luna: parte das imagens foram rodadas em Super-16, com recursos próprios dos produtores e apoio da Cia. Hidrelétrica do São Francisco. O longa narra a vida num dos mais violentos subúrbios da Grande Recife. Caldas reedita também a parceria com Lírio Ferreira em um projeto sobre o sambista Cartola, com pesquisa financiada pelo Instituto Cultural Itaú.

de poemas recitados pelo próprio autor e esquetes ficcionais. O segundo mostrará como viviam os primeiros judeus convertidos (cristãos-novos), que chegaram ao Recife nos idos de 1540 e aqui mantiveram secretamente seus cultos hebraicos, através da história, misto de documentário e ficção, de Bento Teixeira, o poeta da “Prosopopéia”, e Branca Dias, uma senhora de engenho que amargou anos no cárcere em Portugal e que terminou executada na fogueira. A história se estende até o fim do domínio de Maurício de Nassau na região, quando um grupo de judeus portugueses fugiu para Nova Amsterdam (atual Nova York), onde fundou a primeira colônia judaica dos Estados Unidos. TAPACURÁ, de Liz Donovan e Nelson Caldas: a dupla de roteiristas deve dirigir o curta, que recebeu o prêmio de melhor roteiro no concurso ocorrido durante o Festival do Recife. O filme, uma sátira ao cinemacatástrofe americano dos anos 70, conta a história do pânico coletivo instaurado na cidade do Recife durante uma inundação monstruosa ocorrida realmente em 1975. Liz também espera concluir dois outros projetos: “O começo e as rosas”, curta intimista que mostra as reminiscências de uma senhora da sociedade pernambucana, com parte das imagens já captadas, e um documentário sobre o artista plástico pernambucano Francisco Brennand, que já tem R$ 35 mil captados através de leis de incentivo.

JOÃO CANTADOR, de Juliana Rondon: a diretora e roteirista busca recursos para seu segundo curta, misto de documentário e ficção sobre os meninos cantadores da Rua Bom Jesus, no bairro do Recife Antigo.

CAPIBA, de Pahuti Batalha e Francisco Amorim: o curta já captou R$ 25 mil pelas leis de incentivo estadual e municipal. Totalmente rodado, aguarda verba para finalização. Ficciona a passagem de Capiba, mestre do frevo morto em 97, na virada do milênio.

PERNAS PRO AR, QUE NINGUÉM É DE FERRO e O ROCHEDO E A ESTRELA, de Kátia Mesel: busca recursos para realizar um curta e um longa. O primeiro fala sobre a vida do poeta pernambucano Ascenso Ferreira, com depoimentos de sua viúva, gravações antigas

O VAMPIRO DO CARNAVAL, de Alessandra Alves: com dois terços das imagens rodadas, o curta sobre o Homem da Meia-noite, aquele do Carnaval de Olinda, busca recursos para sua conclusão.

Mais detalhes sobre estes e outros projetos podem ser conferidos no site www.telaviva.com.br.

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de curtas e longas. Apesar de contar com uma participação pequena de produções locais (ao contrário do ano anterior), o Festival de Cinema do Recife continua se firmando como um dos mais atraentes do País, em termos de participação de público. Motivado por esse sucesso, o evento tomou dimensões maiores do que o esperado para um festival que sequer completa meia década de existência. Mas talvez tenha se esquecido de olhar um pouco para o próprio meio em que se realiza. Recife é uma das cidades com maior tradição cinematográfica do País, que remonta à década de 20. Ultimamente, tem brindado a cinematografia brasileira com pérolas que vão do longa “Baile perfumado”, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, ao curta “Simião Martiniano, o camelô do cinema”, de Hílton Lacerda e Clara Angélica, escolhido no último mês como o melhor filme do formato em 98, em votação realizada no Espaço Unibanco de Cinema do Rio de Janeiro. Atualmente, há quase dez projetos na cidade com finalização atrasada por falta de recursos (inclusive três curtas premiados recentemente pela prefeitura do município, todos já filmados). Em cada esquina, surgem projetos de filmes com temática tão variada quanto interessante (leia box). Certamente, a presença de alguns deles no Festival serviria para enriquecê-lo. Uma das funções do evento poderia ser trazer os realizadores pernambucanos para uma busca conjunta de soluções para uma cinematografia prestes a explodir. No balanço geral, o festival trouxe, de positivo, a presença dos mais importantes representantes do MinC, que deram a cara para bater, e a mobilização de uma categoria, a dos curta-metragistas, que mostra disposição e união para brigar pela realização de seus filmes. Apesar de todos os problemas, e até por causa deles, o festival recifense já se constitui, ao lado dos de Brasília e Gramado, num dos três mais representativos do gênero no País. Mas ainda busca uma identidade.


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TV Amazonas adota energia solar em equipamentos de transmissão de várias cidades da região. Entre outras vantagens desta tecnologia, destaca-se o baixo custo de operação.

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A TV Amazonas, afiliada da Rede Globo que cobre cinco estados da Região Norte do País - Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia e Roraima - tem utilizado painéis de energia solar fotovoltaica para os sistemas de retransmissão de imagens em algumas cidades de sua área de atuação. O sistema, planejado pela Amazonas Energia Solar, empresa do grupo TV Amazonas, e desenvolvido pela empresa carioca Lys Electronic, permite alcançar regiões de difícil acesso pelos sistemas convencionais via cabo e substitui, com vantagens financeiras e ambientais, os sistemas de transmissão acionados por energia termoelétrica ou por gerador. A necessidade de desenvolvimento do sistema surgiu há dez anos, quando a TV Amazonas conseguiu um canal de satélite para suas operações, ampliando seu alcance por toda a Região Amazônica. “Antes desse período, não tínhamos acesso a muitas áreas, pois não havia como fazer a transmissão de imagens por cabo e nem como realizar a manutenção freqüente dos equipamentos”, explica

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Nivelle Daou Jr., diretor técnico da TV Amazonas. Com a entrada em operação do canal de satélite, a empresa pôde instalar sistemas de retransmissão por parabólica em grande parte dessas áreas. Inicialmente, o sistema era acionado por geradores a diesel ou por energia termoelétrica, métodos que se revelaram pouco eficientes. “Os equipamentos de retransmissão desse tipo sofrem com constantes variações de ciclagem e freqüência, exigindo um grande trabalho de manutenção”, afirma Daou. Trabalho que era dificultado pelo complicado deslocamento físico em muitas regiões do Amazonas. “Há áreas que são alcançadas por via terrestre em apenas um curto período do ano; outras que dependem de transporte fluvial ou mesmo aéreo”, explica o diretor técnico. Além de todas essas dificuldades, os equipamentos alimentados por gerador ou outras formas de energia dependiam de todo um aparato extra, como abrigos e ar-condicionados.

solução alternativa A partir dessas experiências iniciais, os técnicos da TV Amazonas passaram a buscar soluções alternativas. “Embora seja um sistema caro para altas potências, a energia solar se revelou como a melhor solução para nossos problemas de retransmissão”, recorda Daou. Os painéis solares dispensam cabos, abrigos e arcondicionado; normalmente, são instalados na própria torre de retransmissão e, em alguns casos, em árvores centenárias ou postes localizados próximos às cidades. “Há lugares em que o transporte da torre é mais caro que o custo de todo o resto da estação”, explica Daou. O sistema é bastante simples: a estação é composta pela antena parabólica, mais um receptor/ transmissor de satélite, alimentado pelos painéis solares. Esses


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painéis são compostos de vários módulos de 75 W, mais o mesmo número de baterias de 12 V e 100 Ah, controladores de carga e suportes de fixação. As baterias duram de dois a três anos, enquanto os módulos têm garantia de dez anos (mesma expectativa de vida dos controladores) e duração estimada em 25 anos. “O número e a dimensão dos painéis varia de acordo com a quantidade de sol na região escolhida e com o período de funcionamento diário previsto”, explica Luís Castro, gerente comercial da Lys Electronic. Há também algumas diferenças em relação aos painéis de uso doméstico. “Como o sistema de transmissão de TV trabalha com corrente alternada e os painéis solares só geram corrente contínua, tivemos de desenvolver um inversor de corrente que é colocado junto ao transmissor”, esclarece Castro. Alguns cuidados específicos foram tomados para que o sistema se adequasse perfeitamente ao clima da região. Foram utilizados programas de computadores que calculam a quantidade de painéis necessários de acordo com a incidência do sol na região, prevendo a capacidade de armazenamento das baterias e autonomia do sistema em dias sem sol. Além disso, os painéis são colocados em uma

ESTUDO COMPARATIVO DE SISTEMA DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA E GERADOR DIESEL SISTEMA SOLAR

GERADOR DIESEL

07 módulos fotovoltaicos de 75W 07 baterias 100 Ah 12Vdc 01 controlador de carga 12 Vdc/30 A 04 suportes de fixação dos módulos Limpeza com água Vida útil dos módulos: 25 anos Sem partes sobressalentes Sem consumo de combustível Autonomia de três dias sem sol Sem nenhuma forma de poluição Fácil aumento de geração de energia Gasto total em 12 anos: R$ 8,5 mil

01 gerador diesel 1kW 04 litros/12 hs de consumo 24 hs - tempo de funcionamento 0,423 - custo por litro de combustível Troca do filtro a cada 100 horas Vida útil do gerador: 6 anos Necessita partes sobressalentes Consome combustível Necessita armazenagem de combustível Poluição sonora e do ar Alto investimento para aumentar potência Gasto total em 12 anos: R$ 24,6 mil Fonte: Amazonas Energia Solar Ltda

inclinação precisa, permitindo que a própria água da chuva atue como autolimpante, atenuando as camadas de poeira e lodo que tendem a se formar sobre os equipamentos. “Na verdade, nós só temos o investimento inicial com a instalação do sistema. Depois, não há praticamente nenhum gasto”, acentua Daou, que afirma ter tido poucos problemas com seu funcionamento. “Estamos operando com energia solar há cerca de quatro anos e só costumamos ter algum problema quando a comunidade acaba utilizando a

emissora por um período além do previsto”, explica. Isso acontece porque, em determinadas cidades, o sistema é dimensionado para algumas horas diárias de funcionamento, mas sempre há aquela partida de futebol ou aquele filme que se estendem além do horário previsto e, claro, a população das cidades não resiste a uma pequena contravenção, forçando a capacidade operacional dos painéis.

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Paulo Boccato


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F I Q UE POR DE N TRO AUTODESK BUSCA PÚBLICO NO BRASIL

DVD NO BRASIL A segunda edição no Brasil da Replitech (conferência para replicadores e duplicadores de mídia magnética e ótica) acontecerá em São Paulo nos dia 11 e 12 de maio no Hotel Sheraton Mofarrej. Organizado pela Kipi, subsidiária da Philips Business Information, o evento focalizará na produção de CDs com ênfase na manufatura de DVDs. A programação do primeiro dia inclui conferências sobre o mercado latino-americano e os processos de fabricação de DVDs, almoço e coquetel de recepção. As conferências do segundo dia tratarão sobre discos graváveis e regraváveis, controle de qualidade, materiais e pirataria. Mais informações pelo telefone: +914 328-9157, fax: +914 328-2020 ou pelo e-mail: kipi.event@kipi.com.

A Autodesk e sua distribuidora no Brasil, a Officer, estão lançando a promoção My first MAX, em que as empresas com faturamento de até R$ 50 mil têm desconto de 50% sobre o valor do software de computação gráfica 3D Studio MAX 2.5. Segundo o channel manager da Autodesk Brasil, Paulo Kretly, o 3D Studio tem um grande potencial a ser explorado no Brasil. Com a promoção a Autodesk quer se aproximar de usuários que não tinham acesso a essa ferramenta. “A promoção foi criada numa parceria da Officer e da Autodesk e vai beneficiar um enorme conjunto de escritórios de animação, agências de publicidade e profissionais de criação em geral que vão ter em mãos uma ferramenta que antes só era acessível às grandes agências”, explica Fábio Gaia, diretor comercial da Officer.

I N S C R I Ç Õ E S PA R A G R A M A D O A 27ª Edição do Festival de Gramado, que acontecerá entre 9 e 14 de agosto, está mais compacto, mas a programação não será alterada e o número de filmes previstos anteriormente será o mesmo. Como no ano passado, haverá apenas um concurso, para longas em 35 mm brasileiros e latinos. As inscrições para a seleção de filmes curtas e médias metragens, em 16 e 35 mm, estão abertas até 15 de junho, em Porto Alegre, informações pelo telefone: (051) 332-0422, no MIS de São Paulo e na sede da Funarte no Rio de Janeiro.

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A GE N D A A

Diretor e Editor Rubens Glasberg Editora Geral Edylita Falgetano Editor de Internet Samuel Possebon Editor de Projetos Especiais André Mermelstein Coordenador do Site Fernando Lauterjung Colaboradores Beto Costa, Emerson Calvente, Hamilton Rosa Jr., Lizandra de Almeida, Mario Buonfiglio, Paulo Boccato. Sucursal de Brasília Carlos Eduardo Zanatta Arte Claudia Intatilo (Edição de Arte e Capa), Rubens Jardim (Produção Gráfica), Geraldo José Nogueira (Editoração Eletrônica) Diretor Comercial Manoel Fernandez Vendas Almir B. Lopes (Gerente), Alexandre Gerdelmann e Patrícia M. Patah (Contatos), Ivaneti Longo (Assistente) Coordenação de Circulação e Assinaturas Gislaine Gaspar Coordenação de Marketing Mariane Ewbank Administração Vilma Pereira (Gerente); Gilberto Taques (Assistente Financeiro) Serviço de Atendimento ao Leitor 0800-145022 Internet http://www.telaviva.com.br E-Mail telaviva@telaviva.com.br Tela Viva é uma publicação mensal da Editora Glasberg - Rua Sergipe, 401, Conj. 605, CEP 01243-001 Telefone (011) 257-5022 e Fax (011) 257-5910 São Paulo, SP. Sucursal: SCN - Quadra 02, sala 424 Bloco B - Centro Empresarial Encol CEP 70710-500 Fone/Fax (061) 327-3755 Brasília, DF Jornalista Responsável Rubens Glasberg (MT 8.965) Fotolito/Impressão Ipsis Gráfica e Editora S.A Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias publicadas nesta revista, sem autorização da Glasberg A.C.R. Ltda.

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9 a 18 - É Tudo Verdade - 4º Festival Internacional de Documentários. São Paulo e Rio de Janeiro. Fone/fax: (011) 852-9601. E-mail: itstrue@ibm.net. Internet: www.kinoforum.org/itsalltrue. 10 a 15/5 - Curso: “Especialização em Adobe Premiere”. Espaço Cultural AD Videotech, São Paulo, SP. Fone: (011) 573-4069. E-mail: advideotech@cst.com.br. 10 a 29/5 - Curso: “Edição com GC e efeitos”. Espaço Cultural AD Videotech, São Paulo, SP. Fone: (011) 573-4069. E-mail: advideotech@cst.com.br. 11 a 16 - Mip-TV 99, The International Television Programme Market. Palais des Festivals, Cannes, França. Fone: (44-181) 910-7878. Fax: (44-181) 910-7813. E-mail: sandrine_treguer@midem-paris.ccmail.compuserve.com.

Internet: www.miptv.com. 12 - Curso de sonorização da SPX. SPX, São Paulo, SP. Início da turma de segunda a quinta. Fone: (011) 3666-6950. 12 a 16 - Curso: “Edição Linear”. Espaço Cultural AD Videotech, São Paulo, SP. Fone: (011) 573-4069. E-mail: advideotech@cst.com.br. 12 a 16 - Curso: “Especialização em Adobe Premiere”. Espaço Cultural AD Videotech, São Paulo, SP. Fone: (011) 573-4069. E-mail: advideotech@cst.com.br. 12 a 28 - Curso: “Câmera e Iluminação”. Espaço Cultural AD Videotech, São Paulo, SP. Fone: (011) 573-4069. E-mail: advideotech@cst.com.br. 14 a 19/5 - Curso: “Oficina de animação”. Espaço Cultural AD Videotech, São Paulo, SP. Fone: (011) 573-4069. E-mail: advideotech@cst.com.br. 17 a 22 - NAB’99 (National Association of Broadcasters). Las Vegas Convention Center, Las Vegas, EUA. Fone: (1-202) 429-4188. Fax: (1-202) 429-5343.

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E-mail: kdeda@nab.org. Internet: www.nab.org. 17 a 29/5 - Curso: “Introdução à Vídeo Produção”. Espaço Cultural AD Videotech, São Paulo, SP. Fone: (011) 573-4069. E-mail: advideotech@cst.com.br. 19 a 23 - Curso: “Especialização em Adobe Premiere”. Espaço Cultural AD Videotech, São Paulo, SP. Fone: (011) 573-4069. E-mail: advideotech@cst.com.br. 19 a 30 - Curso: “Edição com GC e efeitos”. Espaço Cultural AD Videotech, São Paulo, SP. Fone: (011) 573-4069. E-mail: advideotech@cst.com.br. 20 a 20/5 - Curso: “Roteiro”. Espaço Cultural AD Videotech, São Paulo, SP. Fone: (011) 573-4069. E-mail: advideotech@cst.com.br. 24 e 25 - Workshop: produção executiva e direção de produção. Quanta, São Paulo, SP. Fones: (011) 283-4380 e 6981-4260. 26 a 30 - Curso básico de iluminação. Espaço Cultural AD Videotech, São Paulo, SP. Fone: (011) 573-4069. E-mail: advideotech@cst.com.br. 26 a 30 - Curso: “Especialização em Adobe Premiere”. Espaço Cultural AD Videotech, São Paulo, SP. Fone: (011) 573-4069. E-mail: advideotech@cst.com.br. 26 a 26/5 - Curso: “Oficina de animação”. Espaço Cultural AD Videotech, São Paulo, SP. Fone: (011) 573-4069. E-mail: advideotech@cst.com.br. M

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4 a 17 - Curso: “Iluminação profissional para vídeo e TV”. Espaço Cultural AD Videotech, São Paulo, SP. Fone: (011) 575-2909. E-mail: advideotech@cst.com.br. 5 a 7 - ExpoLatina. Feira da indústria do entretenimento. Miami Beach Convention Center, Miami, EUA. Fone: (1-800) 288-8606. Fax: (1-303) 220-0600. Internet: www. intertec.com/shows/expolat.htm.


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Revista Tela Viva 80 - Abril 1999  
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