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TEI OSO edição trimestral . nº

3 . julho 2011


ÍNDICE 2

EDITORIAL

4

PROGRAMA DE RÁDIO “A VOZ DA ESCOLA”

6

CALENDÁRIO ESCOLAR 2011/2012

11

CORRIDA MUNDIAL DA HARMONIA

12

PROVAS DE AFERIÇÃO

13

TEATRO “MINHA QUERIDA MATEMÁTICA”

14

PENSAR + FILOSOFIA PARA CRIANÇAS

16

AS PALAVRAS QUE NÃO DISSE

18

PARA TI, SER OMISCIENTE E OMNIPRESENTE

21

DA INTEGRAÇÃO À INCLUSÃO

24

ANOREXIA

28

CONFERÊNCIAS SOBRE “ALIMENTAÇÃO”

29

TERTÚLIA: VIOLÊNCIA NO NAMORO

30


32

ALDEIA DE S. SEBASTIÃO: VISITA DE

34

ESTUDO CAFÉ-CONCERTO

36

O CAVALEIRO DA DINAMARCA

38

PORTUGAL:25 DE ABRIL DE 1974

40

ESCRITA EM CADEIA

44

CONHECE O TEU CONCELHO: QUINTA NOVA E SANTA EUFÊMIA

47

AMBIENTE SAUDÁVEL...VIDA SÃ!

52

SEMANA CULTURAL 2010/2011

54

CONTOS

58

LEITURA

69

DESPORTO ESCOLAR

70

PASSATEMPOS

72

ÍNDICE

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

3


Caros leitores:

Chegámos ao fim de mais um ano letivo. Como sempre,

EDITORIAL

há aqueles que estão felizes, que tiveram bons resultados e até já estão de férias… que bom! Outros, ainda que com menos sucesso, têm a possibilidade de repensar

o que

esteve menos bem e fazer com que o próximo ano seja mais promissor. Acontece... Também aqui, na redação do jornal escolar ―O Teimoso‖ houve quem trabalhasse mais, quem estivesse embrenhado até ao fim na redação, na composição, na edição do jornal.

4

Outros não tiveram tão grande preocupação. Porém, o seu trabalho não deixou de ser válido. Na verdade, o trabalho de equipa é e vai ser sempre importante, ao longo da nossa vida. Este e outros projetos escolares não querem senão abrir a porta a iniciativas de grupo que permitam a alunos e professores contribuir para a construção do seu próprio conhecimento e para a partilha desse mesmo conhecimento. A partilha permite acordar a imaginação e o resultado é o aparecimento de projetos que dão vida, dão dinamismo às instituições.


Pensamos já no ano letivo 2011/2012 e gostariamos de continuar a ser o jornal do Agrupamento de Escolas de Pinhel. Para tal solicitamos a todos os nossos colaboradores, e também aos que ainda não tiveram oportunidade de entrar neste grupo, que enviem notícias, reportagens, entrevistas, trabalhos desenvolvidos nas várias áreas escolares, para que a nossa edição seja possível. Os vossos trabalhos são o sangue das nossas veias. Sem eles, a nossa vida não pode continuar. Agradecemos aos que nos ajudaram. Acreditem que aprendemos muito com alunos e professores, que mostraram não só o seu empenho, mas também o seu talento. Resta-nos desejar a toda a comunidade escolar ótimas férias e as maiores felicidades.

FICHA TÉCNICA Jornal Escolar “O Teimoso” Propriedade do Agrupamento de Escolas de Pinhel Colaboradores: Alunos e Professores do Agrupamento Redação e composição: Alunos do 5º C Professora Carminda Monteiro Professor Luís Filipe Matos Professora Maria Emília Pires

EDITORIAL

Com aquele abraço de “O Teimoso‖

5


Programa de Rádio do AEPinhel ―A VOZ DA ESCOLA‖

O Programa ―A Voz da Escola‖, programa de rádio do

EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖

Agrupamento de Escolas de Pinhel em colaboração com a Rádio Elmo, foi emitido quinzenalmente ao longo do presente ano letivo. Nele participaram alunos e professores de todos os níveis de ensino.

De

todos

chegaram

notícias,

reportagens,

música,

entrevistas...

6

O último programa decorreu a 9 de Junho e a entrevistada foi a Subdiretora do AEPinhel, Professora Esperança Álvaro, que transmitiu aos ouvintes, informações importantes da vida da instituição. Apresentamos, na íntegra, a entrevista:


Bom dia, Sra. Subdirectora! - Bom dia a todos os que nos escutam.

EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖

ENTREVISTA À EXMA SRA. SUBDIRETORA DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PINHEL

Quero agradecer o vosso convite para estar aqui hoje neste programa de encerramento de “A Voz da Escola”, neste ano lectivo. 1. Passaram 2 anos após a criação do presente Agrupamento. Acha que houve aspetos positivos nesta união de escolas? - Relativamente à vossa questão…Claro que, existem vários aspectos positivos. Desde logo a melhor gestão dos recursos humanos, quer de professores quer de pessoal não docente; É possível completar horários de professores, possibilita a mobilidade entre escolas do pessoal não docente, o que nos trouxe mais-valias, nomeadamente na conservação dos espaços escolares, em situações de ausência…

7


Uniformização dos horários, o que dá a possibilidade de organizar melhor os transportes. Com a criação do Agrupamento verificou-se uma maior abertura à comunidade das actividades desenvolvidas e da partilha de experiências. 2. E aspectos negativos do Agrupamento? - Aspecto negativos… pode dizer-se que onde há mais gente

EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖

por vezes gera-se alguma confusão e também um grande acréscimo de trabalho em alguns sectores. 3. A articulação entre os ciclos está a correr bem? O que se pode melhorar? - Já se fazia, e bem, a articulação entre o pré-escolar e o 1ºciclo e entre o 1º e o 2ºciclos. Existe ainda alguma dificuldade na articulação entre o 2º e o 3ºciclos, e é uma das grandes apostas da Direcção deste Agrupamento, a ser ultrapassada. 4.

Há casos graves de indisciplina no Agrupamento?

- Não consideramos que haja casos graves de indisciplina na escola, há sim comportamentos menos bons que merecem a

8

nossa reprovação e intervenção. Nesta como em outras escolas do país, fruto das mais diversas proveniências (familiar, social, económica, cultural) que se vão resolvendo, solicitando, por vezes, apoio de outras entidades. 5. Como é que os pais e encarregados de educação podem ser mais envolvidos na resolução dos problemas de indisciplina? - A indisciplina é um problema que aparece nas escolas em resultado da sociedade actual. Parte dessa indisciplina é uma consequência directa dos ambientes pouco facilitadores no seio da família.


Partindo desse pressuposto o ideal seria mudar a sociedade e mudar mentalidades a nível familiar. 6. Qual o papel da Associação de Pais? - Deveriam promover mais debates/palestras que envolvam os pais e os sensibilizem para esse problema, o que reconheço que nem sempre é fácil. O Agrupamento organizou várias tertúlias e colaborou em outras nem sempre é a ideal. 7. Está a decorrer a avaliação interna do Agrupamento de Escolas de Pinhel. Considera que os resultados obtidos foram positivos? - Bastante positivos.Quando se partiu para a Avaliação Interna do Agrupamento

o

grande

objectivo

era

identificarmos

fundamentalmente os aspectos negativos para que dessa forma pudéssemos melhorar o funcionamento e a qualidade do Agrupamento e naturalmente do ensino nas nossas escolas. Feita a aplicação dos questionários nos diversos sectores da

EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖

conferências, mas a adesão dos pais/encarregados de educação

comunidade educativa verificámos que de uma forma global já estamos, neste momento, aos olhos dos docentes, do pessoal não docente, alunos e pais/encarregados de educação, no bom caminho. 8. O que destacaria dos questionários dos professores? - Atendendo à diversidade geográfica das nossas escolas ainda não se verifica a convivência que é desejável entre professores. Temos consciência que para se fazer a interligação é necessário haver um melhor conhecimento entre pares. Pedagogicamente os professores sentem, e bem, necessidade de planear em grupo, de trabalhar mais nos grupos disciplinares, de partilhar conhecimentos e materiais pedagógicos.

9


9. E o que destacaria dos questionários dos alunos? Em relação aos alunos aparecem algumas curiosidades que é bom destacar: - Consideram fundamental o empenho dos alunos para o sucesso escolar; - Consideram que os seus próprios pais se deviam envolver mais nos assuntos da escola, nomeadamente para resolver problemas

EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖

de indisciplina; - Valorizam muito o ensino que recebem na escola e dizem corresponder ao que esperavam, o que é um excelente sinal; - Reconhecem que o que aprendem na escola lhes vai servir no futuro e que realço com muita alegria e satisfação, “Sentem muito orgulho em serem alunos neste Agrupamento.” 10.

Dos

188

pais

e

encarregados

de

educação

que

responderam aos questionários, a maioria tem uma imagem positiva das escolas do Agrupamento? - Efectivamente a grande maioria dos pais dizem ter uma imagem muito

positiva

do

Agrupamento,

nomeadamente

no

bom

relacionamento com professores, com funcionários, considerando

10

haver um clima tranquilo e de bem-estar de modo a favorecer a aprendizagem. 11. Que balanço faz dos resultados dos questionários de avaliação dos serviços do Agrupamento? - Já o afirmei anteriormente que ficámos surpreendidos pela positiva com

os

resultados

favoráveis

dos

Serviços

prestados

no

Agrupamento. Temos consciência e trabalhamos diariamente para melhorar essas condições e para isso contamos com o profissionalismo de todos.


12. O que gostaria de ver concretizado no próximo ano letivo? - Gostaria que tivéssemos a “prenda” de ver incluída a nossa escola Sede na lista das requalificações a realizar pela tutela e a EB2 com a Videovigilância instalada. Desde que chegamos à Direcção do Agrupamento, diariamente temos feito melhoramentos significativos, contudo, ainda há muito por fazer sendo que muitas coisas estão para lá das nossas 13. Quer deixar alguma mensagem à comunidade escolar? - Que todos e cada um de nós seja parte da solução e jamais um problema. Em resumo, que o brio profissional de todos quantos fazemos parte do nosso Agrupamento, contribua para que sejamos capazes de criar um ambiente acolhedor, facilitador das aprendizagens dos nossos alunos e onde todos nos sintamos realizados e felizes… Muito obrigada!

Calendário Escolar para 2011/2012 Períodos letivos 1.º

Início Entre 8 e 15 de

Termo 16 de Dezembro de 2011…………………......

Setembro de 2011.. 2.º

3 de Janeiro de

23 de Março de 2012……………………….....

2012……………... 3.º

EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖

competências.

10 de Abril de

8 de Junho de 2012 – para os 6.º, 9.º, 11.º e

2012………………

12.ºanos……………………………………....... 15 de Junho de 2012 – para os 1.º, 2.º, 3.º, 4.º, 5.º, 7.º, 8.º e 10.º anos de escolaridade... 6 de Julho de 2012 – para a educação préescolar.............................................................

11


Corrida Mundial da Harmonia Pinhel recebeu a tocha da Corrida Mundial da Harmonia. Foi no dia 3 de Maio que, junto ao Pelourinho setecentista, o Sr. Presidente da Câmara, Engº António Ruas, recebeu a tocha e a transmitiu ao Sr. comandante da Corporação dos Bombeiros Voluntários de Pinhel. Os alunos do Agrupamento de Escolas de

Miguel Mateia 5º C

Pinhel estiveram presentes e correram pela

12

harmonia mundial até à sede do Agrupamento, onde a tocha terá sido passada ao Sr. Diretor do Agrupamento de Escolas de Pinhel , Professor José Monteiro Vaz. Com cânticos e récita de poemas foram recebidos os representantes da Harmonia Mundial , que deram, neste sentido, também o seu contributo. Para os participantes foi um momento de reflexão sobre a importância da resolução de problemas fundamentais em todo o mundo, para que a harmonia reine!


Provas de Aferição

o 4º e 6º anos, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, respetivamente. Não correram mal, ainda que alguns meninos pudessem tirar melhores notas. Os alunos do 5º ano, nesses dias não puderam

ter aulas e

então, no dia 6 de Maio visualizaram o filme «Artur e os Minimeus», ouviram alguns tipos de música e viram as fotografias da «Corrida da Harmonia».

Margarida Ribeiro 5º C

Nos dias 6 e 11 de Maio realizaram-se as provas de aferição para

No dia 11 de Maio, fizeram um piquenique junto ao Castelo de Pinhel, onde fizeram uma caminhada. Todos partilharam o lanche. A seguir subiram aos castelos, de onde avistaram extensa paisagem. No final o piquenique e o convívio saudável entre todos tinha sido uma grande prova.

13


―Minha Querida Matemática‖ Teatro No dia 7 de Junho de 2011, realizou-se no Cineteatro de Pinhel a peça de teatro ―Minha Querida Matemática‖. Os alunos que iam ver o teatro partiram de autocarro às 15 horas e 15

Sara Agostinho 5º C

minutos. Os restantes ficaram na escola.

14

Antes de começar o teatro todos ficámos à espera em fila até nos darem os bilhetes e por fim entrámos para ver o teatro. Depois de alguma espera deu-se início à peça ―Minha Querida Matemática‖. Este teatro contava várias e pequeninas histórias que nos falavam de como a Matemática pode ser divertida, e como também é importante para o nosso dia-a-dia. O teatro para além de conter algumas contas também tinha bastante piada. Eu achei que o teatro foi bastante divertido, engraçado e para mim quem não foi perdeu um teatro bastante interessante.


Sara Agostinho 5ยบ C

15


“Pensar +” - Filosofia para crianças

A Filosofia para crianças, sob o lema ―Pensar +‖, visa potenciar a autonomia do pensamento, estimular o gosto pela leitura

e consequentemente o prazer da

escrita enquanto

forma criativa de expressão. Reconhecer a alteridade e

O Professor Carlos Adaixo

diferentes formas

16

de ser e de pensar. Retirar à filosofia a

imagem de disciplina complicada e estranha e conferir-lhe o papel de área onde o jogar com as palavras se torna o inicio de uma aventura do pensamento individual que depois se partilha e debate no grupo.


―Pensar+...muito mais!‖

prolongar o trabalho já iniciado na língua materna da expressão através da palavra. Expressar o que nos vai na alma, o que o olhar detecta, interpretar, avaliar e descodificar a realidade. Para além de tudo isto, surge subjacente algo muito importante enquanto objectivo, conferir autonomia no pensar. Urge pensar pela própria cabeça, faz falta à humanidade ter cidadãos interventivos e conscientes, capazes de se expressar com palavras, não as temer e acarinha-las enquanto instrumento de uso constante. A palavra é fantástica, é barata , de uso livre e se a tratarmos com respeito, democrática,

chega a todos e todos serve. Descobrir-lhe o

significado, os duplos sentidos, o efeito que provoca nos outros é um dos lados grandiosos da história humana. Foi pela palavra que fizemos a diferença, será pela palavra que nos distanciaremos da violência, romperemos os silêncios, expressaremos conhecimentos, interpretaremos o sentido da vida. A filosofia para crianças é essa aproximação às palavras como tradutoras da vida e também dos seus enganos. Descobrir significado e sentido, colorir o mundo com novos termos, libertar de preconceitos atávicos, demolir pretensos becos sem saída. O homem até podia viver com meia dúzia de palavras básicas, … mas não era a mesma coisa.

O Professor Carlos Adaixo

Existe na actividade da ”Filosofia para crianças” o desejo de

17


Um exemplo de actividade realizada no âmbito

Beatriz, Tatiana Filipa e Tatiana Sofia 4º Ano

da Formação Cívica: Filosofia para Crianças

Construir um texto com cinco palavras ( comboio, paisagem, férias, primos e gelados). Nas minhas férias eu e os meus primos fomos de comboio até Coimbra e vimos uma linda paisagem. Quando lá chegámos comemos gelados, fresquinhos e saborosos, porque íamos muito cansados. Fomos lá ver os nossos tios, a nossa avó, bisavó e a nossa tetravó… O Fábio e Sara quando viram a família toda junta, deram beijos, abraços… tinham muitas saudades, uns dos outros. Mas quando os meninos ouviram o comboio a avó disse-lhes. - Meus netinhos têm dinheiro para entrar no comboio?

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- Sim, temos dinheiro. - Mesmo assim vou-vos dar dinheiro e uma fotografia de uma linda paisagem. - Obrigada avó. - Olá ,senhor da gelataria. – disse a Sara. - Sara, podes comprar-me um “corneto” de chocolate? - Sim, Fábio. Mas primeiro vamos ver os primos a Aveiro. - Yes! Sara! Assim acabou a história de mais uma aventura…


―As palavras que não disse…‖

João foi sempre um menino calado, filho ��nico, neto forma meiga, era simpático, dizia que sim com a cabeça. Ouvia os pais, os tios , os avós, sentava-se no meio deles, absorvia –lhes as palavras, vivia no meio das conversas constantes, mas raramente falava. Quando falava , João era preciso e certeiro no que dizia, mas parecia poupado nas palavras. A mãe costumava dizer que ele não gostava de as gastar, que as guardava para

outros momentos. Já na

escola , João só falava se lhe oferecessem

um momento

obrigatório de palavra. No entanto lia muito, os livros eram o seu refúgio, um mundo à parte onde viajava, onde descobria,

O Professor Carlos Adaixo

único, sozinho no seu quarto. Raramente falava. Sorria de

onde o mundo se mostrava. Foi crescendo com as palavras como fundo, cenário constante da sua vida. E quando muitos anos mais tarde lhe perguntaram numa entrevista porque escrevera livros e não decidira fazer outra coisa João respondeu com um sorriso: “ Foi para compensar das palavras que não disse”.

19


O Professor Carlos Adaixo

Atividade de Filosofia

20

O Plano Anual de Actividades, do grupo de Filosofia, contemplava, entre outros, o concurso de textos filosóficos. Depois da recolha e selecção dos textos elaborados pelos alunos de Filosofia (10.º e 11.º anos), o júri constituído pelos professores Céu Ferreira, Carlos Adaixo e Manuel Perestrelo, seleccionou, por unanimidade, o texto a seguir apresentado “Para

Ti,

Ser

Omnisciente

e

Omnipresente‖. O prémio foi o livro, Felicidade Paradoxal do filósofo

Gilles

Lipovetsky

onde

retrata

a

sociedade

do

hiperconsumo. A sua entrega realizou-se no dia oito de Junho, na sala quatro da Escola sede. Este tipo de evento é fundamental para promover a criatividade e as competências argumentativas bem como as capacidades de trabalho e espírito crítico/ reflexivo dos alunos


As implicações éticas no conhecimento científico e tecnológico Para Ti, Ser Omnisciente e Omnipresente. Como sabes, pediram-me que escrevesse um texto sobre as implicações éticas no conhecimento científico e tecnológico, porém eu não sei o que dizer. Não agora, enquanto sou meramente uma adolescente “tão inocentemente egoísta e ingénua quanto a idade o permite e justifica …” Bem, acho mesmo que o melhor é começar devagar, por aquilo que conheço por experiência própria de maneira a que consiga alcançar Alguma vez comparaste a amizade a uma corda infinita que se pode puxar quando e durante quanto tempo se quiser, pois esta nunca acaba? Eu já! O pior é quando descobrimos que a corda não é infinita, que, quando precisamos e puxamos, esta acaba e ninguém a está a vista…

10ºA

segurar, o que nos faz cair num poço sem fundo, sem esperança à

Ana Falcão

tal tema tão ilimitável e “desconhecido” para a minha geração.

Provavelmente, deves estar a perguntar-te por que raio é que eu vim com esta conversa quando era suposto falar de algo tão “objectivo” quanto o tema inicial deste texto. O que eu quero mostrar-te é que, apesar de ter apenas quinze curtos anos de existência, não sou tão idiota quanto a sociedade actual o julga! É absolutamente inadmissível a maneira como o Homem mascara/ relativiza a realidade consoante muito bem quer e lhe apetece e nós, adultos de amanhã, caímos que nem um patinhos!... É impossível negar que estamos a entrar em decadência, tanto em valores morais como em capacidades intelectuais e qualitativas. Por vezes pergunto-me onde é que vamos parar… É óbvio que sem evolução a nossa espécie não subsistiria!

21


Às vezes questiono-me como é que nos pudeste abandonar no mundo tão biologicamente desarmados… Ao contrário dos outros animais, somos uns “desgraçadinhos”! Sendo fisicamente tão desprotegidos, só temos uma única arma que nos permite subsistir, progredir e conquistar. A questão é explicar qual arma que realmente nos define. Para uns, é indiscutivelmente a inteligência. É ela que nos permite avançar, que nos serve de portal ao conhecimento e ao poder. A busca incessante pela verdade, pela sabedoria, por algo que nos permita ascender, que nos sirva de aspiração a um estado de sapiência sem limites, à pretensão de reduzir a ignorância e

Ana Falcão

10ºA

perplexidade que sentimos perante nós mesmos e o mundo que nos

22

rodeia é, sem dúvida, um dos aspectos que nos permite vingar no mundo e deixar a nossa marca pela História. Não é à toa que o conhecimento, nomeadamente científico e tecnológico, nos permitiu e nos permite superar as nossas fragilidades enquanto seres animais. Todavia,

os

seus

avanços

obrigam-me

a

reflectir

incessantemente e a questionar-me enquanto ser humano. Bem, tenta ver as coisas sobre o meu ponto de vista, ainda que este seja tão insignificante e imaturo quando comparado com o teu: Observa o caso da clonagem. Pensar que caso algo de mal nos aconteça, existe uma maneira pela qual nos podemos salvar, é algo de espectacular. Como sabes, todo o ser humano tem a secreta esperança de viver para sempre, no entanto, eu pergunto-me: será correcta a clonagem de seres humanos? Infelizmente, o Homem nem sempre utiliza o poder do conhecimento para boas causas. Salvar vidas humanas, é correcto, certo? Contrariar a selecção natural é um acto humanitário, não é? Pois, eu penso que sim. A verdadeira questão é: que preço estamos dispostos a pagar por isso?


Ainda no outro dia li, numa revista científica, que se não fossem as associações que promovem a ética e os valores humanos, nomeadamente na Medicina, já teriam sido fabricados clones sem cabeça de maneira a que se lhe pudessem extrair os órgãos, a pele, etc., para transplantes cirúrgicos. É então que eu me pergunto: estará isto correcto? Será que matar esses clones, mesmo que estes não tenham cabeça, não será um crime? Será correcto e moralmente aceitável fazê-lo? Numa sociedade onde o conhecimento científico e tecnológico é tão esmerado, tão incentivado e onde os valores morais estão cada vez mais esquecidos e deturpados, o perigo é iminente. Até ao brutalidades. No entanto, o meu medo é que, com o desprezo crescente pelos verdadeiros valores que caracterizam a Humanidade, amanhã

Ana Falcão

momento, tem havido algumas entidades que dizem NÃO a estas

o ser humano não saiba distinguir entre o que está correcto e o que Penso que, se a verdade, o amor, a justiça e a dignidade humana continuarem a ser relativizadas, os humanos perderam aquilo que realmente os define: a compaixão, a generosidade; para passarem a ser autênticos monstros frios e sem escrúpulos. Como tal, enquanto adulta de amanhã, não deixarei que as implicações éticas se afastem do conhecimento científico e tecnológico, no que toca à minha pessoa e a todas aquelas que eu conseguir alcançar, pois, sem elas, “ a corda infinita esgotar-se-á e cairemos num poço sem fim, sem que alguém nos possa alcançar”.

10ºA

está errado, entre o que é humano e o que é monstruoso.

23


Professora Céu Saraiva

“Da Integração à Inclusão”

A educação inclusiva é um processo que pretende uma educação de qualidade para todos os alunos. É o direito de todas as crianças terem o seu lugar na escola e que a todos se destina. O desafio que a todos nós se coloca, é o de analisar

24

quais são as barreiras que se opõem à existência de escolas e de salas de aula eficazes para todas as crianças e assumir, acima de tudo, a coragem de as derrubar. É

importante

estarmos

sensibilizados

e

observar

cuidadosamente os alunos, procedendo, em seguida, ao seu encaminhamento para especialistas para que seja feito o diagnóstico, tendo em vista o melhor acompanhamento destas crianças. Para que a inclusão seja uma realidade, é necessário que se proceda à formação de professores capazes de lidar com a diferença, é necessário dar respostas às necessidades educativas dos nossos alunos.


Na nossa opinião, a filosofia da inclusão traz vantagens no que modelo educacional eficaz para toda a comunidade escolar, designadamente para os alunos com NEE’s. A situação da educação, em Portugal, para as crianças e jovens com deficiência ainda não é a desejada. Ainda não foram adoptadas as medidas fundamentais para possibilitar a integração/ inclusão no ensino regular: faltam apoios humanos e técnicos. As equipas de educação especial não conseguem dar resposta às inúmeras solicitações de que são alvo, particularmente nas zonas

Professora Céu Saraiva

respeita às aprendizagens de todos os alunos, tornando-se num

mais desprotegidas como é o nosso caso. Pretende-se que a inclusão não seja uma miragem, mas que possibilite o desenvolvimento dos alunos tendo em conta as suas características e as suas necessidades.

25

Unidade de Apoio de Pinhel


Actualmente, a Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei 46/86); o Decreto-Lei 319/91 de 23 de Agosto; a Declaração de Salamanca (Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais, de 1994) e mais recente o Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro, apontam no sentido de proteger e de ajudar as crianças e os adolescentes com Necessidades Educativas Especiais. Preconiza-se que: 

Cada criança tem o direito fundamental à educação e

Professora Céu Saraiva

deve ter a oportunidade de conseguir e manter um nível aceitável de aprendizagem; 

Cada

criança

tem

características,

interesses,

capacidades e necessidades de aprendizagem que lhe são próprias; 

Os sistemas de educação devem ser planeados e os programas educativos implementados tendo em vista a vasta

diversidade

destas

características

e

necessidades, 

As crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares, que a elas se devem adequar através duma pedagogia

26

centrada na criança, capaz de ir ao encontro destas necessidades; 

As

escolas

regulares,

seguindo

esta

orientação

inclusiva, constituem os meios capazes para combater as atitudes discriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias, construindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos; além disso, proporcionam uma educação adequada à maioria das crianças e promovem a eficiência, numa óptima relação custo-qualidade, de todo o sistema educativo ” . ( Declaração de Salamanca: 1994);


As medidas de educação especial visam promover a aprendizagem e a participação dos alunos no âmbito da adequação do se processo de ensino/aprendizagem: apoio

pedagógico

personalizado;

adequações

curriculares individuais; adequações no processo de avaliação; currículo específico individual e, tecnologias de apoio. (Decreto-Lei 3/2008). 

Qualquer criança pode apresentar dificuldades no seu percurso escolar;

Devem ser averiguadas quais as barreiras que se colocam à

Quando as barreiras se situam no âmbito do processo de ensino, é necessário actuar a esse nível, procurando estratégias educativas;

Cabe aos professores do ensino regular e às escolas o papel essencial para a melhoria das condições de ensino;

O apoio especializado deve envolver, não só os alunos, mas também todos os agentes educativos. Para o sucesso da integração/inclusão dos alunos com NEE,

os professores do ensino regular devem ter uma formação que lhes permita: - Compreender de que forma as limitações afectam a aprendizagem; - Saber identificar as necessidades educativas e adoptar as estratégias adequadas; - Considerar que cada criança, apesar de fazer parte de um todo, é um ser individual, que necessita de atenção (cada caso é um caso); - Compreender a situação emocional da criança; - Utilizar os serviços de apoio ao seu dispor; - Envolver os pais no processo de ensino/aprendizagem .

Professora Céu Saraiva

aprendizagem de algumas crianças;

27


Diogo Gonçalves e Mariana Cabral 5º C

Anorexia

28

A anorexia nervosa, também simplesmente conhecida como anorexia, é um transtorno alimentar que provoca no indivíduo tanto medo de ganhar peso e/ou gordura corporal que ele(a) limitará severamente a quantidade de comida que ingere. Por vezes, os anoréxicos também fazem exercício em excesso. Mesmo quando se desgastam fisicamente, e os outros os acham doentiamente magros, os anoréxicos ainda acham que os seus corpos são muito pesados e continuam a comer tão pouco quanto possível. Infelizmente, sem nutrientes suficientes para os alimentar, os órgãos internos de um anoréxico podem falhar, podendo daí resultar a morte. Sinais de Anorexia: Raramente um anoréxico reconhece o seu transtorno alimentar e procura ajuda, portanto cabe muitas vezes a familiares e amigos que suspeitam de anorexia nervosa procurar ajuda de profissionais. Muitos dos sinais que indicam anorexia incluem: ● Contagem obsessiva de calorias; ● Saltar refeições; ● Brincar com a comida no prato em vez de comer; ● Esconder comida (num guardanapo, debaixo de uma travessa, etc.) para evitar comê-la; ● Mentir quanto a já ter comido, numa tentativa de evitar uma refeição; ● Ingerir apenas um determinado tipo de comida; ● Fazer exercício em excesso, particularmente depois de uma refeição, ou “para abrir o apetite”; ● Perda dramática de peso; ● Excessivo interesse em questões relacionadas com peso, imagem corporal e jejum; ● Vestir (para esconder o corpo) roupa larga ou disforme; ● Baixos níveis de energia; ● Doenças frequentes; ● Sono excessivo;


Conferências sobre ―Alimentação‖ A alimentação é um factor essencial para a promoção da saúde. Comer bem é viver melhor e prevenir o desenvolvimento de determinadas doenças como a obesidade,

diabetes,

cardiovasculares

as e

certos tipos de cancro. Tendo como objectivo reforçar a sua

A alimentação saudável é a

actuação no âmbito da educação

alimentação ou nutrição de comer

alimentar e, com isso, melhorar a

bem e de forma equilibrada: para

saúde dos seus munícipes, o

que os adultos mantenham o peso

Município de Pinhel

ideal e as crianças se desenvolvam

organizou

duas conferências, cujo mote foi

bem, física

e intelectualmente,

“Educar para melhor Alimentar – A

dependendo do hábito alimentar. Alimentação saudável é uma

Escola, a Família e a Autarquia”. A primeira palestra decorreu no dia

dieta

29 de Abril e esteve subordinada

carbonatos, gorduras, fibras, cálcio

ao tema “Alimentação Saudável

e outros minerais, como também

na Infância e na Adolescência”.

rica

Uma semana depois, dia 6 de

necessitamos

Maio,

variada, que tenha todos os tipos

realizou realizou--se

conferência,

no

a

segunda

intuito

de

de

composta

em

alimentos,

também

do tema “Alimentação Saudável

agora...respeite

desde

alimentos!

Nascimento”.

de

vitaminas.

promover uma reflexão em torno do

Carina Coelho 5º C

doenças

a

sem

de sem

proteínas,

Para uma

dieta

abusos

exclusões. a

isto

roda

e Já dos

29


Professoras Céu Ferreira e Emília Franco

Tertúlia: Violência no Namoro

No dia 3 de Junho de 2011, pelas vinte e uma horas, realizouse, na Biblioteca da EB2, do Agrupamento de Escolas Pinhel, mais uma tertúlia subordinada ao tema: Violência no namoro. Esta actividade, relativamente às anteriores, contou com a participação e comunicação das alunas do 12.º C. Esta temática foi, por elas, desenvolvida, ao longo de todo o ano, na disciplina de Área de

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Projecto, sob a coordenação da professora Isabel Aragonês. A apresentação incluiu uma entrevista à psicóloga do Agrupamento Dr.ª Ana Cariano e um pequeno filme onde abordavam várias problemáticas relacionadas com o tema e onde foram as protagonistas. Terminaram com um powerpoint muito elucidativo e pormenorizado que incluiu a pesquisa realizado ao longo do ano. Estão de parabéns! Consideramos que foi importante, este trabalho, não ficar confinado à escola mas ser aberto e divulgado à comunidade presente de educadores , alunos e pais.


psicóloga Dr.ª Catarina Vaz e a jurista Dr.º Sónia Botelho, representando o Núcleo de Apoio à Vítima do Distrito da Guarda, apresentaram uma comunicação onde abordaram, de forma brilhante, assuntos relacionados com o tema e a respectiva especialidade. A sensibilidade dos presentes foi posta à prova despertando-nos para uma realidade, que é bem próxima e que, infelizmente, cruza diariamente connosco, mas que continua a ser muito silenciada. Os mitos ainda subsistem em torno desta problemática tais como: o ciúme é uma prova de amor; a violência tem tendência a terminar quando as pessoas se casam e uma bofetada ou um insulto não é violência. É difícil às pessoas que vivem uma situação de violência romper o silêncio, por isso, os amigos e a família têm um papel muito importante. Devem estar atentos e quando identificarem algo que não está bem devem ouvir e acreditar na vítima, expressando preocupação, afecto e apoio. A

Professoras Céu Ferreira e Emília Franco

Na segunda parte a assistente social Dr.ª Alexandra Leal, a

violência tem grandes custos para a saúde e é um crime público, como tal devemos denunciá-lo às entidades competentes. Foi sobre todas estas problemáticas: adolescência, mitos, importância dos amigos e família, legislação em vigor que as nossas convidadas discorreram, de forma rigorosa e elucidativa. Todos saímos mais esclarecidos e sensibilizados para não ter medo de denunciar quando for necessário. A avaliação a atribuir à actividade é excelente. Esperamos, poder

contar

com

o

saber,

efectivo

e

experiente

destas

especialistas, em próximas actividades, dentro deste contexto.

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Dia Mundial da Criança O Dia Mundial da Criança realizou-se no dia 1 de Junho e houve actividades na E.B.2 de Pinhel. De manhã, realizou-se a tradicional largada de balões. É sempre muito bom ver aqueles balões tão coloridos desaparecerem no céu azul. Os alunos também desenharam em painéis gigantes os desenhos

Paula Martins 5º C

sobre o Dia Mundial da Criança que desenvolveram na disciplina de

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E.V.T. Depois disso, realizou-se o almoço e ainda bem, pois tivemos tempo para recuperar energias. Durante a tarde continuaram as actividades do Dia da Criança. Todos os alunos se dirigiram para o Parque da Trincheira onde realizaram actividades muito engraçadas. Fomos recebidos pelo Ex. Sr. Presidente da Câmara de Pinhel que discursou durante algum tempo. Logo a seguir, continuaram as actividades desportivas. Fizemos escalada, que foi entusiasmante, fizemos Karate, uma gincana de bicicletas e andámos de barco numa piscina insuflável. Às 16h00m regressámos à escola. Foi um dia muito divertido!


Paula Martins 5ยบ C

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Aldeia de S. Sebastião:

EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖

Visita de Estudo dos Alunos do 6º Ano do AEPinhel

Os alunos do 6ºano do Agrupamento de Escolas de Pinhel participaram, no dia 4 de Junho, num conjunto de atividades lúdico-

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desportivas realizadas pela Associação Cultural e Desportiva da Aldeia de S. Sebastião em parceria com o Instituto Português da Juventude. Os alunos receberam kits de limpeza, chapéus, e o pequeno almoço enviados pelo Pingo Doce e partiram para a limpeza do pinhal envolvente. Após o almoço houve muita diversão: slide, escalada, BTT, jogos de mesa e futsal. Finalmente os alunos deliciaram-se na piscina e confraternizaram num lanche/convívio que lhes daria energia para regressarem a casa, por volta das 20 horas. Para lá de alunos e professores estiveram também presentes alguns encarregados de educação, que muito colaboraram nas atividades.


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EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖


CAFÉ CONCERTO No dia vinte de Maio, decorreu, no salão polivalente da escola sede do Agrupamento de Escolas de Pinhel o primeiro Café Concerto. Esta actividade, organizada pelo grupo de professores de português, contou com a actuação do Grupo de Teatro do Manigoto, com poesia e música. O serviço ficou a cargo dos alunos do CEF de Serviço de Mesa e Bar e a decoração das mesas dos alunos do CEF Assistência à família e apoio à

EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖

Comunidade.

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Foi, sem dúvida, uma noite diferente para as cerca de duzentas pessoas que encheram por completo a sala e não arredaram pé antes do final das atuações. Todos ficaram deslumbrados com a qualidade que têm os nossos alunos. É mais uma prova de que em Pinhel há muito talento e que com vontade e dedicação se pode marcar a diferença.


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EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖


―O Cavaleiro da Dinamarca‖

EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖

APRESENTAÇÃO DO CONTO AO 6.º ANO

Visando a interdisciplinaridade das disciplinas de Educação Visual e Língua Portuguesa, as professoras Brígida Ribeiro e Dulce Rodrigues exploraram, no 3º período, com os

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alunos do 7º ano de escolaridade da turma D, o conto O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen. Neste projecto, também colaboram a professora Emília Franco, coordenadora da biblioteca do 2.º ciclo, e o professor Carlos Franco. O público-alvo deste evento foram os alunos do 6º ano de escolaridade e consistiu na leitura do conto com a projecção visual de ilustrações criadas pelos alunos do 7º ano de escolaridades e um cenário de sombras chinesas. Esta actividade decorreu no dia 21 de Junho de 2011, na biblioteca do 2º Ciclo e foram realizadas duas sessões.


este evento procurou despertar o gosto pelo desenho ilustrado e expressivo através da exploração de técnicas e materiais.

No

que

concerne

a

disciplina

de

Língua

Portuguesa, a actividade visou sobretudo promover o gosto

EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖

No que diz respeito à disciplina de Educação Visual,

pela leitura e a sua importância, o conhecimento de obras literárias de autores portugueses. Por outro lado, esta actividade também teve como objectivo aproximar os ciclos do Agrupamento, acreditando que todos podemos aprender uns com os outros de forma criativa e maximizar assim as aprendizagens de todos e estreitar ainda mais a relações interpessoais.

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40 Ana Marisa 6ยบ D


25 De Abril Querido diário, hoje aqui em Lisboa aconteceu uma grande revolução, que decerto vai ficar para a história. Bem... vou

contar-te! Preparava-me para sair , quando ouvi um grande alarido na rua e fui ver o que se passava. Abri a janela e nem podia acreditar no que via, muitos militares apoiados pelo povo exigiam a demissão de Marcello Caetano. não o podia dizer, caso contrário aquele que contrariasse as ordens de Salazar e que o difamasse ou dissesse algo que ele não concordasse era punido e assim todos nós fomos obrigados a aceitar tudo que Salazar queria. Eu sou jornalista e escrevi um artigo que o meu chefe e os meus colegas de trabalho acharam muito bom, mas não o pude publicar pois o governo não o permitiu, achou que era um insulto ao Estado Novo. Estava muita gente na rua e eu também me senti revoltada por nunca ter tido esta oportunidade de poder gritar ao mundo que Salazar não era o melhor para o país e também por o governo ter recusado o meu artigo, por isso juntei-me a eles. Os militares queriam apenas restituir a liberdade e os direitos cívicos aos portugueses e nada mais que isso, para demonstrar o seu apoio e solidariedade para com os militares, muitas pessoas colocaram cravos na ponta das suas espingardas. Todos juntos conseguimos vencer o governo de Marcello Caetano e a partir daí esta Revolução ficou também conhecida como “Revolução dos Cravos”.

Ana Marisa 6º D

Durante a Ditadura, o povo estava descontente com o governo mas

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42 Ana Marisa 6ยบ D


Ana Marisa 6º D

A GRANDE REVOLUÇÃO

No dia 25 de Abril de 1974, o MFA organizou uma revolução que pôs fim ao Estado Novo no nosso país. Logo de manhã, os militares saíram para as ruas de Lisboa. Tinham tudo bem organizado e planeado, logo que ouviram a canção de Zeca Afonso ―Grândola vila Morena‖, que era a senha decisiva, saíram dos seus quartéis sem medos e determinados a derrotar Marcelo Caetano. O povo aderiu á revolução e ajudou o MFA a alcançar a grande vitória. Muitas pessoas distribuíram cravos aos milhares de militares que ali estavam lutando pela liberdade, e é por isso que este dia ficou conhecido como ―Revolução dos Cravos‖. Marcelo Caetano fez questão de entregar o poder a um militar de alta competência, foi substituído pelo general António De Spínola. Assim, com um povo satisfeito, foi iniciada em Portugal a 2ª República.

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ESCRITA EM CADEIA

Numa atividade designada ―Escrita em Cadeia‖, os alunos

Rosa Peixe 5º C

construíram um livro. Este livro, cuja história pretende alertar para a

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preservação da floresta e do meio ambiente, foi iniciado pela Biblioteca Escolar e desenvolvido, em colaboração com os professores, pelos alunos do Jardim-de-Infância, passando pelo 1º Ciclo e terminando no 2º Ciclo do Ensino Básico do Agrupamento de Escolas de Pinhel. Começa assim: ―No Reino da Magia tudo tem de ser feito em tempo certo e sem demoras, para que resulte. Lara, Mara e Sara eram três fadazinhas da terra que tinham nascido na floresta. Desde muito pequeninas começaram a aprender a cuidar todas as plantas, árvores, ervas, arbustos… tudo o que estivesse ligado à terra por raízes. E tinham muito que aprender, porque rico e variado é o reino vegetal. Na verdade, para as três fadazinhas não foi nada difícil aprender, foi até muito fácil porque descobriram uma magia de efeitos fantásticos que tratava e curava as plantas: bastava cantar. E que canções eram essas com tal poder? Todos os dias, do outro lado do mundo, o Sol trazia música variada.


As fadazinhas atentas, ouviam-no e reparavam no que depois acontecia: o Sol cantava e dava saúde e vida às plantas, às árvores e a todos os seres vivos da floresta. Assim aprenderam as canções. Cantavam e curavam. Era, ou não era, uma grande magia? Ao ouvi-las cantar, toda a Natureza sorria e um sorriso pode curar muitos males, não é? Um sorriso vale mais que mil lágrimas, ensinavalhes o Sol. Era uma manhã quente de Verão. Num céu muito azul, sem nuvens, refulgia um Sol brilhante. Essa luz dourada e intensa transformava os cabelos claros das três fadazinhas, que como de costume, se preparavam para passear pela floresta e brincar com todos os seus amigos. De repente pararam e ficaram à escuta. Parecia―Salvem a Floresta! Salvem a Floresta…!‖

Rosa peixe 5ºC

lhes ouvir a brisa do vento nas folhas a sussurrar:

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46 Rosa Peixe 5ยบ C


Conhece o teu Concelho... Há muitos anos, um casal que possuía um prédio não muito longe de Pinhel, apenas a alguns quilómetros, decidiu construir uma casa numa quinta a que chamou QuintaNova. À medida que os filhos do casal foram constituindo família,

Inês Gonçalves 5º C

Quinta-Nova

os pais decidiram dar a cada um, um terreno para construir a sua própria casa, dando origem a uma povoação. As infras-estruturas da Quinta-Nova ficaram a dever-se, na sua quase totalidade ao seu benfeitor e Presidente da Camâra de Pinhel, o Sr. Carneiro de Gusmão, que providenciou a água, a luz, o cemitério, a igreja e a escola. E assim se foi desenvolvendo a nossa simpática aldeia da Quinta-Nova.

A Terra A Quinta-Nova é uma pequena aldeia do conselho de Pinhel, do distrito da Guarda. Situa-se na Beira Alta, numa zona geograficamente isolada. Rodeada de quintas (a da Lapa, a da Chinchela, a do Vale da Pipa, a dos Barros ,a de Montemeão, a da Caltanheira, a da retorta …) é zona de oliveira ,sobreiro, vinha e terra de batata. Os terrenos produtivos da Quinta-Nova, parecem convidar os seus habitantes a permanecer na terra… Possui uma escola desde 1940,

uma capela dedicada a Nossa

Senhora do Carmo e uma bela fonte … Aldeia pequenina, com cerca de 200 habitantes, sofre como todas as aldeias da Beira Interior, dos fenómenos da desertificação e da degradação do meio ambiente provocada pelos fogos e pela erosão. Apesar disso continua a ser bonita, sendo uma anexa da freguesia de Pinhel.

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Quinta Nova...

Inês Gonçalves 5º C

Capela de Nossa Senhora do Carmo

Foi por iniciativa de José de Abranches Carneiro de Gusmão, ao tempo Presidente da Câmara Municipal de Pinhel, e para nós o mais notavél Pinhelense deste o século, que na anexa da QuintaNova, se construiu em terreno seu, uma capela dedicada a Nossa Senhora do Carmo,em memória de sua mãe, D. Maria do Carmo

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Sermenho e Vasconcelos. O risco é do, então também técnico municipal, Sr. António Augusto Duarte. Temos em arquivo todas as notícias e fotografias que ao acontecimento se referem desde a primeira visita para a escolha do terreno em que logo a população se juntou oferecendo dinheiro e auxílio, até ao dia em que se inaugurou.


Quinta Nova... É uma capela vasta, rectangular, que assenta à entrada sul da povoação em sitio e limpo a que se segue a rua de acesso à aldeia.Tem sacristia, e sobre a porta de entrada nesta, assenta o campanário com o seu respectivo sino. O altar e o seu retábulo são bons, representando este a Sagrada Família. Teve banquete em castiçais de metal branco. Seu irmão Senhor Capitão Albino que é igual a outra também por ele oferecida para a igreja de São Luís de Pinhel templo.

Poema à Quinta Nova Adeus lugar da Quinta-Nova, Logo ali à entrada Ficaram meus olhos presos, Numa rosa encarnada. Adeus lugar da Quinta-Nova, Logo ali à saída Ficaram meus olhos presos Numa bela rapariga. Adeus lugar da Quinta-Nova, Pequena mas airosa, Quem nela tomar amores Pode-se chamar ditosa. Quinta-Nova é um bairro, Porque não pode ser cidade. É um bairro pequenino, Mas tem linda mocidade.

Quinta-Nova dos barrocos, É assim que se chama. Estás ligada a Pinhel, Toda a gente te ama.

Inês Gonçalves 5º C

Carneiro de Gusmão, ofereceu para a capela a imagem da padroeira,

49 Ó Quinta-Nova, tu és A única sem rival. Pois tu engrandeces Este nosso Portugal. Esta Quinta-Nova feiticeira Corre todo o Portugal, Vai à cidade e à aldeia, Sobe ao monte e desce ao vale. Quinta-Nova é linda Como o mar. Têm cor florida E riso até fartar.


Conhece o teu Concelho... Santa Eufêmia

Santa Eufêmia é uma freguesia do Concelho de Pinhel, com 11,85 km² de área e 194 habitantes. Fica situada a 12 km de Pinhel, sede de concelho, e a 3 km da Ribeira do Massueime. A fauna e flora desta

Povoação

constituem

uma

das

suas

maiores

riquezas.

Alexandra Silva 5º C

Os habitantes de Santa Eufêmia têm uma curiosa devoção por Nossa Senhora das Fontes – culto muito raro em Portugal. Em meados do século XVIII foi-lhe dedicada uma capela, erguida entre massas graníticas,

que

dão

à

região

um

ar

agreste.

Os habitantes de Santa Eufêmia denominam-se de Samarras.

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Igreja Matriz e Solar dos Fidalgos


As famosas festas em honra de Santa Eufêmia realizam-se no fim -de-semana antes do dia 15 de Setembro. No primeiro fim-de-semana do mesmo mês, realiza-se uma romaria a Nossa Senhora das Fontes no Santuário com o mesmo nome, a 2 km de distância da povoação.A Ermida da Senhora das Fontes é um dos locais mais emblemáticos do Concelho de Pinhel. No Verão, a Aldeia duplica o número de habitantes com a chegada dos emigrantes, que dão uma notória contribuição à vivacidade da Aldeia. Nas tardes de Verão, são muitos os que se deslocam até à Ermida da Senhora das Fontes aproveitando a acolhedora e magnífica paisagem que a Natureza oferece. Fazem-se saborosa da fonte ali situada. Reza a lenda que quem por ali passar e provar daquela água casará em Santa Eufêmia.

Património: - Ermida Senhora das Fontes

- Alminhas em Santa Eufémia

- Igreja Matriz

- Casa dos Fidalgos de Sta Eufémia

- Capela da Senhora dos Aflitos

- Chafariz da Fonte do Concelho

- Capela de Santa Bárbara

- Fonte do Concelho

Alexandra Silva 5º C

piqueniques à sombra de árvores milenares, prova-se a água fresca e

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Ermida de Nª Sra das Fontes


Ambiente Saudável...Vida Sã! A nossa vida, o futuro dos nossos descendentes e do mundo dependem de um ambiente saudável. Respeitar toda a vida, seja animal, vegetal e mineral, é demonstração do desenvolvimento de conhecimentos, compaixão e sabedoria espiritual. Estando bem informados, para além de ajudarmos o mundo e os seus habitantes, poupamos imenso dinheiro, melhoramos drasticamente a nossa saúde e preservamos o futuro do planeta. Os poemas seguintes talvez nos possam ajudar!

Carina Coelho 5ºC

Eco lógico

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Se aos pássaros perguntares. Quem polui os nossos ares, onde os pulmões se consomem, o eco, lógico, responde: ... homem... homem... homem... E o húmus de nosso chão, que resta pró nosso pão logo após uma queimada? O eco, lógico, responde: ... quase nada... quase nada... O que era o Saara? A Amazónia o que será? Um futuro muito incerto? O eco, lógico, responde: ... só deserto... só deserto... O que resta, desmatando, o que sobra, devastando, ao homem depredador? O eco, lógico, responde: ... só a dor... a dor... a dor... Que precisa a natureza pra manter sua beleza e amainar a sua dor? O eco, lógico, responde: ... mais amor... amor... amor... Autor Desconhecido

Amigos do Planeta Terra Somos todos responsáveis Pela conservação do meio ambiente. Cada um deve ser Um cidadão consciente. Cuidar das plantas, da praça, da rua E também do parqu e do jardim. Ser amigo do planeta É bom para você e para mim. Djenane Alves Recolha de Carina – 5ºC


Para o Planeta proteger...

Mariana Cabral 5ยบC 53

...a floresta deve manter!


Semana Cultural 2010/2011 No âmbito do Plano Anual realizaram-se na última semana de aulas algumas atividades lúdico-pedagógicas, com o objetivo de incentivar os alunos a recordar conteúdos programáticos dados e fomentar o espírito de grupo e convivência social. Houve vencedores e prémios nas atividades realizadas. Deixamos algumas:

EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖

1. Concurso “Achas que sabes português?”

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VENCEDORES 5º Ano – Equipa do 5º D – Alexandra Cabral e Celina Rodrigues 6º Ano – Equipa do 6º A – Inês Correia e Francisco Morgado

2. Campeonato de Leitura da Língua Portuguesa:

VENCEDORES 5º Ano – 5º D - Alexandra Cabral 6º Ano – 6ºD - Inês Saraiva


3. Peddy Paper de História e Geografia de Portugal:

VENCEDORES 5ºAno: Vitor, Sara Alexandra, Sara Agostinho, Alexandra e Yúri do 5º C.

4. Jogo do 24 na Matemática:

5. Interturmas na Educação Física:

EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖

6º Ano: Ana, Inês Saraiva, Inês Nascimento, Miguel e Andreia do 6º D.

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EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖

6. Convívio:

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8. Festa do Jardim de Infância:

EQUIPA DE ―O TEIMOSO‖

7. Marchas de São João:

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No velho castelo, aquele retrato da senhora de guarda-sol, mimoso vestido de roda, coletinho de menina e largo chapéu enfeitado, na parede sombria do castelo, aquele retrato destoava. Precisava de luz, precisava de sol o retrato, ou de outro modo não

Sara Carlos 5º C

se justificava nem o chapéu de rendas da dama nem o guarda-sol, a

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proteger-lhe o rostinho de marfim, com uma flor de sorriso. Mas parece que ninguém tinha dado por isso. E a menina senhora dama, de mimoso vestido de roda, ali se ficara quase às escuras. Aproveitando os enfeites de um dos cantos da moldura, uma desrespeitadora aranha pôs-se a construir a sua teia. Subia, descia, tecia e quase roçava o ombro da senhora, a importuna. - Tanto não - protestou a dama menina, no seu retrato. E com um gesto só cortou o fio à teia. Caiu a aranha no chão. Coisa assim tão de espantar, nunca ela, ao longo da sua vida de aranha, jamais vira: um retrato a falar e a mexer-se, quem tal diria? Foi fazer queixa à mãe das aranhas que morava num denso novelo de teias, rente ao tecto. A velha aranha não se admirou com a notícia. Até conhecia histórias semelhantes, umas passadas com ela, outras contadas por aranhas amigas, de outros castelos e palácios ensombrados. - A pobre senhora está farta de viver naquele quadro, é o que é! explicou ela à aranha nova. - Talvez nós pudéssemos dar-lhe uma ajuda...


“Nós" eram elas todas, as milhares de aranhas daquele castelo. Pois as milhares de aranhas, às ordens da velha aranha, juntaram-se à volta do quadro e começaram a tecer uma teia tão cerrada, tão cerrada, que por completo toldava o quadro da vista das pessoas, que distraidamente por ali passassem. Já não se via quadro nem moldura, mas só uma parede de teia. O quadro, a senhora dama de chapéu de rendas teria ficado, coitada, a p r i s i o n a d a

a t r á s

d a q u e l e

b i o m b o ?

Nas manhãs suaves desta Primavera soalheira, vê-se às vezes, a passear pelos campos, à roda do castelo, uma senhora de longo vestido a arrastar, guarda-sol luminoso e chapéu de rendas... Donde terá ela vindo?

Sara Carlos 5º C

Donde terá ela saído? As aranhas sabem...mas não dizem!

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Sara Carlos 5º C

A Escola dos Gatos

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Dantes, os cães e os gatos eram amigos. Tanto assim era que, uma vez, um cão pediu a um gato para ir com ele à escola. Que escola? A escola dos gatos, já se vê. - Gostava de saber fazer o que vocês fazem - disse o cão. Gostava de aprender a miar, a trepar às árvores... O gato aceitou o novo colega e levou-o para o meio da gataria que andava a aprender. Mas o cão era muito distraído. Não só dava pouca atenção às aulas como faltava muito. E chegava sempre atrasado. Perdia que tempos até chegar à escola. Pelo caminho, junto de cada árvore, alçava a perna... Ora, quando se tem de chegar a horas, não se pode perder tempo com distrações destas. Uma vez, chegou à escola já depois de ela ter fechado. - Para onde foram os meus amigos gatos? - perguntou ele à professora, que ia a sair. - Procura - respondeu a professora. E foi à sua vida. O cão baseou-se no pouco que até aí tinha aprendido. Farejou para um lado, farejou para o outro e encontrou um rasto de gato.


Sara Carlos 5º C

Sempre de focinho no chão, chegou ao pé de uma árvore. Ia fazer o que costumava fazer junto de cada árvore, quando ouviu um risinho por cima da sua cabeça. Era o gato que o tinha inscrito na escola dos gatos. - Do que é que estás a rir ? - perguntou-lhe o cão. - De ti - respondeu o gato. - És um palonço. - Não sou nada - protestou o cão. - És um burro - continuou o gato. - Não sou nada - irritou-se o cão. - És um desqualificado - insistiu o gato. - Não sou nada - zangou-se o cão. E começou a ladrar, de patas fincadas ao tronco da árvore. - Vês - disse-lhe o gato. - Se tivesses sido um bom aluno, já sabias trepar às árvores como eu sei. O cão desesperou-se, mas já era tarde. Nunca iria aprender a miar e a subir às árvores. Por culpa sua. E o cão e o gato deixaram de ser amigos.

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Beatriz Carvalho 4ºQ

Que sonho maravilhoso!

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Era uma vez uma menina chamada Marta que estava nos seus magníficos dias, pois ia para a praia. Os pais já tinham as malas feitas e só tinham de as colocar no carro. Depois de terem tudo no carro, começaram a viagem. Só ainda tinham andado dois quilómetros e a Marta já estava a perguntar: - Mamã, ainda falta muito para chegarmos? – perguntava ela já em pulgas para respirar a maresia. Mal chegaram, ela saltou do carro como um canguru e disse: - Vamos mamã, vamos papá – disse ela toda alegre. E pensou: “finalmente cheguei à praia”. Mal pôs os pés na areia começou logo a pensar que estava por cima de uma esponja super fofinha. A Marta só tinha vontade de gritar, mas é óbvio que não ia gritar ali. Enquanto os pais montavam a tenda, ela já lá andava a brincar na areia. O dia foi passando e chegou a hora de almoçar. Almoçaram e a Marta foi dormir na tenda. Adormeceu num instante. E vejam só com o que ela sonhou. Sonhou que estava a brincar com uma fada que lhe disse o que pensava sobre a praia: - Olha, para mim a praia é alegria, é Verão, é respirar ar puro, é sentir a maresia… Eu também gosto muito da areia, é finíssima, a água é translúcida e brilhante, as ondas quando batem na areia parecem aplausos e os rochedos são espectaculares. E sabes uma coisa? Eu na praia sinto-me descontraída, sem preocupações. Adoro vir à praia. E quando acorda grita de alegria dizendo ao pai e à mãe: - Nem imaginam como o meu sonho foi extraordinário!


3º e 4º Q

4ºQ e 6º A

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Viva a República! Trabalho Realizado pelo 6ºA


Sara Carlos 5º C

O Piquenique da Felisbela

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Por altura dos piqueniques na mata, a lebre Felisbela anda mais descuidada. Onde há piqueniques não há caçadores. Em contrapartida, há comida à escolha, restos de salada, cascas de fruta e outros manjares fora do vulgar dia-a-dia de uma lebre fomenica. Então depois dos domingos e dos feriados, a mata é uma mesa de banquete. Andava a lebre Felisbela, numa matina de segunda-feira, na recolha regalada da comida para o resto da semana, quando viu, junto a um castanheiro, um enorme cesto de vime. - Alguém que o deixou esquecido. - pensou a lebre, sem estranhar a prenda. E logo a seguir veio-lhe à memória uma saladinha de frutas exóticas que provara de uma saladeira partida e abandonada por piqueniqueiros desleixados. Não pensou mais. Levantou a tampa do cesto e atirou-se lá para dentro. Grande surpresa! Garras poderosas fincaram-se-lhe nas orelhas. - Apanhei-te - disse uma voz de meter medo. Era o lobo, que urdira aquela armadilha para provar que os lobos não são tão tolos como, nas histórias, os descrevem. O lobo triunfante ergueu-se do cesto e com a lebre bem presa dirigiu-se à fonte da mata. - Não gosto de comer nada sem o lavar primeiro - esclareceu o lobo. - Tomo muito cuidado com a minha alimentação. - Prudente regra, senhor lobo - aprovou a lebre Felisbela. - Foi por não ter seguido esse preceito que estou como estou. - E como é que tu estás, posso saber?


Sara Carlos 5º C

Em resposta, o lobo ouviu um fundo suspiro de desalento. Logo a seguir, um gemido de cortar o coração. - Não te sentes bem? - perguntou o lobo, abrandando as tenazes das garras sobre as orelhas da lebre. - Sob a protecção do senhor lobo sinto-me muito bem respondeu a lebre, voltando a suspirar. - Mas eu não estou a proteger-te. Vou matar-te não tarda. - Quanto mais depressa melhor, senhor lobo. Nem eu esperava outra coisa, quando levantei a tampa do cabaz, à sua procura. - À minha procura? - admirou-se o lobo. - Pois tu sabias que eu estava lá dentro? - Vi-o entrar. Por isso, fui ter consigo. O lobo desconfiou: - Estás a maquinar alguma, lebre. Isto já não me cheira bem. - Se já cheiro mal, a culpa é dos cogumelos - e a lebre, de propósito, largou uma bufa daquelas de agoniar até as moscas. - Ui, que pivete! - queixou-se o lobo. - De que cogumelos falas? - De uns venenosos, que comi, desprevenida - explicou a lebre. Estou com umas cólicas que, se o senhor lobo não me mata depressa, cuido que rebento antes. Por isso me atirei para dentro da seira, para abreviar o sofrimento. - Ó maldita - exclamou o lobo, enojado. - E escolheste-me a mim para carrasco? Tu não sabias que eu não como bichos doentes, ainda para mais envenenados. O lobo arremessou a lebre para longe, o mais longe que pôde. Ainda a Felisbela ia no ar e já se estava a rir. Que grande desfeita ela pregara ao bronco do lobo! E salvara a vida...

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Cecília Correia e Eliana Garcia 5º C

Karaoke na EB2 No dia 7 de Abril de 2011 realizou-se o concurso de karaoke no Salão Polivalente da Escola Básica do 2º Ciclo. Começou às 15 horas e acabou ás 17 horas e 30 minutos. No Polivalente estava tudo pronto: as cadeiras, o palco, que tinha 2 troféus e algumas medalhas. Faltavam só os cantores, que em breve haviam de chegar. Foram bastante os que se encorajaram e muitos apoios tiveram de toda a Escola. Quem ganhou foi o Gonçalo Maia do 5ºB e a Inês Correia do 6º

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A. Estão mesmo de parabéns, apesar de já ter passado bastante tempo.


Nas férias grandes todos os meninos têm mais alguma disponibilidade para a leitura. Deixamos duas obras de que facilmente se gosta. Boa leitura!

1.«Um Cheirinho a Canela» de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, coleção Viagens no Tempo.

2.«O Jogo Misterioso» de João Aguiar, coleção “O Bando dos Quatro‖. No princípio do Verão, o Álvaro recebe, de presente um jogo de computador e começa logo a jogar. Passados alguns dias aparece no correio uma disquete para conseguir mais rapidamente passar os níveis do jogo. E são os instrumentos dessa disquete que dão um novo jogo mais difícil e mais perigoso. Quem mandaria esta disquete? Para se descobrir, o bando dos quatro tem de entrar em acção.

Vitor Faro 5º C

O João e a Ana são irmãos e o Orlando é um amigo deles: -Foi um horror, sim! O ar encheu-se de estrondos e os homens gritavam de pavor! De repente a Ana diz: - Lembro-me de ver o mastro partido ao meio e de ver a onda que comeu o meu pai. João e Orlando começaram a compreender a aversão cada vês maior que ela tinha pelo mar e acharam inútil pensar em coisas tristes.

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Sara Carlos 5º C

A Lenda da Casa Grande

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Sabiam que Pinhel é a única cidade que tem uma casa que se diz assombrada?... Será??? Diz então a lenda que certo dia de Verão o mestre que dirigia a obra da Casa Grande adoeceu, caindo de cama. Impossibilitado de continuar a obra, o mestre decide mandar chamar um dos seus oficiais explicando-lhe que deveria ir até aos "carrascos", nome dado à pedreira situada numa mata de vegetação a poucos quilómetros de Pinhel, buscar o granito que faltava para continuar as obras da casa. Foi então que, exigindo-lhe segredo, lhe ordenou que com ele levasse um livro e, chegado ao local da pedreira o abrisse, pois desde logo, trabalhadores saídos das páginas o iriam ajudar a levar as pedras para Pinhel e continuar a obra.


O Homem assim o fez, seguiu viagem com o livro a tiracolo, mas quando ia já perto da Póvoa d'El Rei, a curiosidade atiçou-o e num golpe de coragem abriu o livro. Enquanto isso o sol pousava no horizonte. A tentação fora mais forte do que as ordens do mestre. E logo, das páginas do alfarrábio precipitaram-se figuras demoníacas e burlescas, gritando e gesticulando de forma desordenada: "Que queres que façamos?",

perguntaram-lhe.

Ainda

atordoado

com

os

insólitos

acontecimentos o oficial de pedreiro apenas se lembrou de mandar cortar os silvados que o rodeavam. Assim foi feito. Diz a lenda que o próprio Diabo, "em carne e osso", comandou os seus diabretes no trabalho. Pinhel sem mais o abrir. No dia seguinte, não houve pedra para continuar a obra. O mestre de obras, entretanto recuperado, ficou furioso com o seu oficial e acabaria ele próprio por se dirigir à pedreira com o livro. Reza a história que foi o Diabo, em pessoa, que comandou os diabretes, transportando a pedra para obra. E foi assim que a Casa Grande surgiu, levantada pelos operários com a pedra do Diabo e dos seus diabretes.

Sara Carlos 5º C

Assustado, o oficial de pedreiro fecha o livro e corre apressadamente para

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Yúri Cardoso e Mateus Gonçalves 5º C

DESPORTO ESCOLAR

A equipa de futsal Infantis feminino do Agrupamento de Escolas de Pinhel, Escalão B, classificou-se em 2º lugar no Campeonato Distrital do Desporto Escolar. Nas três concentrações realizadas apenas foram derrotadas pela equipa da Sequeira, que obteve o 1º lugar. É, assim, vice-campeã distrital.

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A Equipa de fustal Infantis B, masculinos, do Agrupamento de Escolas de Pinhel venceu todos os jogos da fase de apuramento, defrontando na final a equipa do Agrupamento de Santa Cara (Guarda) e derrotando-a por 12-4. São, pois, campeões distritais de futsal. Pena não haver campeonatos regionais e nacionais para estes escalões. Os professores de Educação Física agradecem a todos os alunos e alunas envolvidas na modalidade pelo seu empenho e dedicação. Na modalidade de Voleibol existe também uma equipa de Infantis masculinos no Desporto Escolar do Agrupamento. Esta equipa ocupou o 3º lugar distrital, realizando-se a última concentração no dia 17 de Junho, Guarda.

na cidade


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Yúri Cardoso e Mateus Gonçalves 5º C


ADIVINHAS—Cecília e Eliana 5ºC

ADIVINHAS

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1- Qual é coisa qual é ela que anda com os pés na cabeça? PIOLHO 2- Qual é coisa qual é ela que tem coroa e não é rei, tem raiz e não é planta. O que é? DENTE 3- Na água nasci na água me criei mas se me jogarem na água morrerei. O que é? SAL 4- Qual é a maior boca do mundo? A BOCA DA NOITE 5- O que é que é, quanto mais se perde, mais se tem? O SONO 6- Porque a China tem tanta gente? PORQUE COMEM COM DOIS PAUZINHOS

7- Qual é a cor mais barulhenta? A C O R N E T A 8- O que há no meio do coração? A L E T R A A 9- Quem inventou a fila? A S F O R M I G A S


Anedotas

Joãozinho luta, na rua, com um menino que deveria ter metade da sua idade. Um senhor que passava por eles aproxima-se e separa-os. - Não tens vergonha? - Diz ele dirigindo-se ao Joãozinho. - Bater num menino mais pequeno? Seu covarde! - O que queria o senhor? - Respondeu ele. – Que esperasse que ele crescesse? Na prisão, um preso pergunta ao outro: - Porque é que estás aqui? - Concorrência comercial… - Como assim? - O Governo e eu fabricamos notas iguais… Ao telefone: - Está? De onde fala? - Da sapataria. - Desculpe, enganei-me no número! - Não faz mal. Traga cá que nós trocamos! Na clínica psiquiátrica: - Doutor, está uma mulher ali fora a dizer que é invisível! - Diga-lhe que agora não posso vê-la! Um homenzinho num bar, muito bêbedo, senta-se ao lado de outro que estava descansado, numa outra mesa: - Ó amigo, desculpe lá, mas eu não pude resistir. É que o senhor é a cara chapada da minha mulher! - Ouça lá! Você quer gozar com a minha cara, é? - Não, a sério! Tirando o bigode a semelhança é incrível! - Oh homem! Mas que bigode? Eu não uso bigode! - Pois não, mas usa a minha mulher!

ANEDOTAS—Cecília e Eliana 5ºC

Joãozinho vai a farmácia. – Sr. Joaquim, dê-me uma caixa de supositórios. Distraído, o menino pega a caixa e vai saindo da farmácia sem entregar o dinheiro. - É pra pôr na conta de sua mãe? - Pergunta o farmacêutico. - Não, é para pôr no rabo do meu pai!

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O Teimoso3