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A pergunta que não quer calar... 2012: Chegou a hora da tecnologia iP? Informativo trimestral da TecVoz

Ano IV - Número 12

A pergunta que não quer calar...

2012: Chegou a hora da tecnologia IP?

Novo Presidente da ABESE

IMPRESSO

Colonialismo e tecnologia juntos em Tiradentes

1 PODE SER ABERTO PELA ECT


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Editorial 2012 será mesmo o ano IP? VOZ é uma publicação trimestral da TecVoz

Tiragem desta edição: 8.000 exemplares

Colaboração: Douglas Pereira Fernando Losano Flávio Losano

Produção / Edição / Arte: Leonardo Vitulli leonardo@tecvoz.com.br

É com grande prazer que contamos mais uma vez com a presença de vocês embarcando em nossas páginas. A Revista Voz está ganhando um novo posicionamento e firmando-se como uma publicação inteiramente voltada ao mercado de CFTV e segurança eletrônica em geral. E, na terceira edição do ano, trazemos um grande questionamento: 2012 será realmente o ano da tecnologia IP? Segundo dados da consultoria IMS Research, as vendas de câmeras IP irão superar as vendas de câmeras analógicas no Brasil em 2012, representando 53% do mercado, e ainda a expectativa é que esse número suba para 60% em 2013. Além de saber o que os profissionais do setor esperam do ano de 2012, a Revista Voz também traz uma entrevista exclusiva com o presidente da ABESE, Carlos Progianti, onde faz um balanço sobre o primeiro ano de mandato, comenta a missão de substituir um ícone do setor como a ex-presidente Selma Migliori, fala sobre a criação da Fenabese (Federação

Interestadual de Sistemas Eletrônicos de Segurança), e ainda faz projeções para o segundo ano de mandato e, quem sabe, uma possível reeleição. Nas páginas da Revista Voz ainda é possível conferir como foi a terceira edição da IP Convention, um dos principais eventos do segmento na região Sul do país, além de conferir como andam os investimentos em segurança eletrônica pelo Brasil. Abordando esses temas extremamente pontuais, não deixe de visitar as próximas páginas da Revista Voz.

Obrigado e boa leitura, Paulo Yoon Diretor Comercial

Redação:

Índice

NB Press Comunicação

Jornalista Responsável: Marco Miranda

voz@tecvoz.com.br www.tecvoz.com.br

Entrevista Eventos Esportivos e a Segurança Eletrônica

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Espaço do Canal Distribuidores Centro-Oeste visam Copa do Mundo

Treinamentos e Eventos Programa de Certificação do SiS e evento IP Convention

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Lançamento e Notas

Artigo Do Analógico ou IP: Qual o próximo passo?

08 e 09 Impressão: PGE Gráfica

Distribuído: Canal de vendas TecVoz

Case Pousada em Tiradentes une colonialidade e tecnologia

Capa 2012: Chegou a hora da tecnologia IP?

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17 Resposabilidade Socioambiental TecVoz lança calendário anual beneficente

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Entrevista Carlos Progianti

Eventos Esportivos e a Segurança Eletrônica “O mercado não está pronto para receber esses investimentos.”

O ano de 2011 foi de grandes mudanças no setor de segurança eletrônica. Selma Migliori não se encontra mais à frente da principal entidade do setor, a Abese. Também neste ano, após muita luta, o segmento ganhou a Fenabese (Federação Interestadual de Sistemas Eletrônicos de Segurança). E nesse contexto de grandes acontecimentos, Carlos Progianti assumiu a presidência da Abese. Contando com grande experiência após exercer a função de vice-presidente durante o mandato da ex-presidente Selma, Progianti faz um balanço exclusivo para a Revista Voz de como foi o primeiro ano de seu mandato, quais as expectativas para o segundo ano e já fala sobre uma possível reeleição, além de comentar sobre a maturidade do mercado para receber os investimentos provenientes dos grandes eventos esportivos.

“...o mercado de segurança eletrônica precisa se profissionalizar mais para receber a demanda dos grandes eventos esportivos.” Carlos Progianti

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Foto: divulgação

Em entrevista exclusiva para a Revista Voz, Carlos Progianti, Presidente da Abese, faz um balanço sobre o primeiro ano de seu mandato e conta que o mercado de segurança eletrônica precisa se profissionalizar mais para receber a demanda dos grandes eventos esportivos.


1. O senhor está prestes a completar o primeiro ano do seu mandato. Como avalia esse período?

4. Com a criação da nova entidade, como está sendo o trabalho em conjunto das duas associações?

Esse primeiro ano à frente da Abese foi muito bom. Tive um preparo muito grande com a ex-presidente Selma Migliori. E quando eu ainda estava como vicepresidente na gestão anterior, atuava à frente dos compromissos que a entidade já vinha desempenhando.

Hoje fazemos um trabalho muito importante para consolidar o setor, e tanto a Abese quanto a Fenabese estão muito bem alinhadas. Aliás, a Abese não só fundou a Fenabese, como também participou da criação de vinte outros sindicatos do segmento – Siese, Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – e sempre prezou a importância de todas as ações estarem conjuntas e alinhadas.

Acredito que nesse primeiro ano conseguimos aumentar a base associativa, melhorar nossa CPA (Comissão de Avaliação Própria) e continuar a jornada de disseminação de conhecimento sobre profissionalização e aperfeiçoamento de segurança eletrônica, a partir de simpósios. Nosso planejamento vem sendo cumprido à risca, e estamos satisfeitos. 2. O senhor assumiu a entidade após uma grande gestão da ex-presidente Selma Migliori. Quais foram os principais desafios propostos para dar seguimento ao trabalho? O grande desafio era substituir um ícone. A Selma não foi só importante na gestão da Abese, ela é uma das peças principais de todo o setor. E isso torna a responsabilidade da minha gestão e de quem vier futuramente muito maior. Estou lutando ao máximo para buscar o melhor ao setor e suprir a ausência da diplomacia que a Selma representa, mas certamente continuaremos contando com ela como conselheira e amiga. 3. O senhor iniciou seu mandato logo com a criação da Fenabese (Federação Interestadual de Sistemas Eletrônicos de Segurança), um ideal que foi perseguido por longos anos pela Abese. Podemos dizer que tudo foi iniciado com o pé direito? A Fenabese nasceu para fortalecer ainda mais o segmento de segurança eletrônica, lutando pelos ideais do setor. Esse foi um trabalho que a ex-presidente Selma Migliori havia começado, e tive o prazer de poder finalizá-lo em meu mandato. Mas isso foi apenas a coroação de todo o esforço da Selma, e ela assumir a presidência da nova entidade foi uma forma de presenteá-la. A criação da Fenabese era certamente algo de que todos nós precisávamos.

Vamos realizar uma nova convenção com os principais representantes do setor e definir os planejamentos estratégicos das entidades de segurança eletrônica para os próximos seis meses. 5. Quando o senhor assumiu, uma das pretensões era ampliar a base de associados da Abese, criando novos produtos e serviços voltados para a demanda das empresas. Tivemos um acréscimo nesse sentido? Primeiro temos um grande desafio, que é olhar para o Brasil inteiro. Não podemos focar somente as empresas de São Paulo e das grandes capitais. Nesse primeiro ano de mandato tivemos um crescimento de 12% da base de associados, e estamos ganhando cada vez mais força, conforme objetivamos no início do ano. Outra novidade que conseguimos é o lançamento de um software de gestão para empresas de segurança eletrônica, que deverá chegar em breve ao mercado. Boa parte das empresas do setor ainda vive em formato de gestão familiar, é aquela revenda que passou de pai para filho, e parte da família passa a compor a equipe, deixando de lado uma gestão mais profissional e os conhecimentos profundos. Com esse novo software será possível dar mais corpo às empresas e buscar um crescimento maior do que os 12% anuais. 6. Com o crescimento de em média 12% ao ano, o segmento de segurança eletrônica vem ganhando cada vez mais representatividade. Como o senhor vê a importância da Abese nesse desenvolvimento? O papel da Abese no setor é ímpar. E auxiliamos nesse crescimento através dos

eventos que realizamos, tratando de gestão e profissionalização. Queremos ensinar como gerir o segmento. Temos conhecimento de que muitas empresas de segurança eletrônica nascem, crescem um pouco e depois morrem, tudo por conta da gestão familiar. Dessa forma, um dos grandes diferenciais é o Selo de Qualidade Abese, que garante a gestão profissional das empresas de sistemas eletrônicos de segurança. 7. Os grandes eventos esportivos se aproximam. Em sua opinião, como estão os investimentos em segurança eletrônica junto à infraestrutura que está sendo montada para receber esses eventos? Eu diria que, grosso modo, o mercado não está pronto para receber esses investimentos. Tanto o crescimento do setor quanto o do país são contínuos, a entrada de alta tecnologia é constante. Mas falta profissionalização, e nos preocupamos com isso. É esse fator que vai dar sustentação ao mercado e preparar o caminho para recebermos toda essa demanda. Aí sim estaremos prontos para receber esses investimentos. 8. Para finalizar, o que podemos esperar para o segundo e último ano do seu primeiro mandato? Podemos dizer que esse é um período curto para desenvolver todos os planos que foram definidos? A Abese vai continuar trabalhando para ensinar o mercado a formatar os preços, melhorar os produtos e, o principal, buscar a profissionalização. Contamos com um grande reconhecimento dentro de toda a cadeia, o que nos possibilita buscar meios de alavancar o setor. Já sobre um possível segundo mandato, admito que não começamos a conversar sobre isso ainda, mas eu diria que sou muito favorável à reeleição. Acredito que temos na situação um time muito bom, que teve início com a Selma, no qual já fui diretor e vice-presidente. Sou mais um jogador e temos ao nosso lado um time campeão. Estamos prontos para continuar fazendo um bom trabalho.

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Espaço do Canal Distribuidores do Centro-Oeste apostam em produtos TecVoz para abastecer projetos de segurança eletrônica visando a Copa do Mundo O Centro-Oeste é a terceira região do país que mais investe em segurança eletrônica, ficando atrás do Sudeste e do Sul, com 12% Ao lado do Rio de Janeiro, a cidade de Brasília receberá a maior quantidade de jogos da Copa do Mundo 2014, inclusive sendo sede da decisão de terceiro lugar. E, se somada mais a cidade de Cuiabá, capital do Mato Grosso, a região Centro-Oeste do país irá receber ao todo 11 partidas do maior campeonato de seleções de futebol do mundo. Além disso, Brasília também sediará a abertura da Copa das Confederações em 2013. E, para receber toda essa movimentação, que deverá trazer milhares e milhares de turistas, toda a região já começa a se agitar em termos de infraestrutura. Setor Hoteleiro, transportes, alimentação e lojas de consumo, todos voltados para receber bem aqueles que desejam acompanhar a bola rolando. Porém, uma coisa é fundamental para manter tudo em ordem: segurança. E os investimentos em segurança eletrônica começam a se intensificar. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos (Abese), o Centro-Oeste é a terceira região do país que mais investe em segurança eletrônica. O Sudeste representa 53%, seguido pelo Sul com 22% e logo na sequência vem o Centro-Oeste com 12%.

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E, nesse panorama, posicionada como uma das principais empresas especializadas em armazenamento, transmissão e captação de imagem e voz via rede ou internet, referência no setor de CFTV, a TecVoz e sua linha de produtos da marca, como aparelhos Stand Alones, Câmeras Infrared, Câmeras Speed Domes, Câmeras Profissionais, entre outros, além de toda a linha de tecnologia IP, recebe uma atenção especial dos distribuidores e integradores da região.

“...a TecVoz não é

somente uma parceira nossa, é muito mais do que isso...”

Wilton Reis de Lima “Hoje, a TecVoz tem uma importância muito grande em nosso balanço. Entre 60% e 70% do nosso faturamento vem de produtos da marca. E a TecVoz não é somente uma parceira nossa, é muito mais do que isso, existe uma relação de amizade. E isso é o que mais prezo”, afirma Wilton Reis de Lima, diretor geral da MEG Distribuidora, de Brasília.

Ainda de acordo com dados da Abese, a expectativa é que o constante crescimento de 13% ao ano seja mantido. “O mercado está se mantendo aquecido, e esperamos que esse crescimento de 13% se mantenha distribuído entre todas as regiões do país. Acredito que com esses eventos esportivos a serem recebidos pelo Centro-Oeste, a região deverá receber um investimento maior, e deve ser tratada com bons olhos pelos fabricantes”, comenta Paulo Yoon, diretor comercial da TecVoz. O executivo da MEG Brasília conta que a distribuidora está preparado para receber essa demanda. “Estamos bem abastecidos com produtos de qualidade para abastecer essa maior procurar de equipamentos e projetos de segurança eletrônica. Contamos com uma ótima linha de câmeras IPs da TecVoz, além de equipamentos de controle de acesso, o novo Stand Alone de 32 canais. Além disso, também temos o novo software SiS, que certamente ajudará muito o profissionalismo do mercado”, finaliza Lima. Além da MEG Brasília, a MEG Goiânia também é um dos destaques em produtos da marca na região.


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Lançamentos TecVoz lança novos modelos de DVRs Stand Alone

Fotos: divulgação

Para oferecer ao mercado um portfólio de produtos cada vez mais completo, a TecVoz lança dois novos modelos de DVRs Stand Alone da linha HS Full da marca, o TD-2432MD (32 Canais) e o TD-2516FD (16 Canais). Os aparelhos suportam o gerenciamento simultâneo de 32 e 16 câmeras, respectivamente. Além disso, contam com o sistema looping individual para cada câmera, o que permite que as câmeras sejam distribuídas em aparelhos distintos para monitoramento.

Contando com tecnologia Pentaplex, os novos DVRs Stand Alone da linha HS Full da TecVoz permitem monitorar, gravar, buscar, realizar backup e acessar remotamente o sistema, tudo simultaneamente, sem perder a qualidade na gravação. Os aparelhos ainda acompanham software de monitoramento que suporta até 32 câmeras, inclusive possibilitando o acesso remoto por web browser e plataformas móveis (Windows mobile, Symbian, iOS, Android e Blackberry).

Os lançamentos da marca ainda contam com entrada e saída E-Sata para HD externo, gravador de DVD, entrada USB e controle para câmeras Speed Dome. Além disso, voltado para um sistema mais robusto, o modelo TD-2516FD (16 Canais) possui gravação em tempo real na resolução Full D1, com qualidade de DVD.

Principais Caracteristicas - Conexão HDMI (1080p) - Gravador de DVD - Looping Individual para todos os canais - Saída E-Sata para HD Externo - Rede Giga (10/100/1000) - 16 canais de áudio - Gravação em tempo real - Acesso remoto via SmartPhones - Controle remoto e mouse - Acesso via Internet / Rede - Backup das gravações via USB - Controle de Speed Dome - *Resolução Full D1 (Disponível no modelo TD-2516FD)

Stande Alones HS FULL 32 e 16 canais Atendem a diversas situações, como residências, comércios, empresas, governos, entre outros locais. Basta adequar a quantidade de canais.

*Além de reunir todos os recursos da linha FULL, possui gravação em tempo real na resolução Full D1 (Resolução de DVD)

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Notas São Paulo será mais vigiada na Copa do Mundo

Orla marítima de João Pessoa será monitorada por câmeras no verão

Escolas municipais do Rio ganham sistema de CFTV em 2012

A cidade de São Paulo ganhará um acréscimo de oito mil câmeras de vigilância integradas durante a Copa do Mundo de 2014. Os equipamentos serão coordenados pela Polícia Militar, pela Guarda Civil Metropolitana, pela Companhia de Engenharia de Tráfego e pelo Centro de Gerenciamento de Emergências. O investimento para as câmeras de segurança virá de parte do R$ 1,6 bilhão destinado pelo Governo Federal ao Estado e ao Município para aprimorar a segurança durante o evento. A cidade de São Paulo foi escolhida para sediar a abertura da Copa, e irá receber um total de seis partidas, entre elas uma semifinal.

Os pontos considerados mais vulneráveis a ocorrências de crimes na orla marítima de João Pessoa, capital da Paraíba, serão monitorados por câmeras durante todo o verão. A decisão foi tomada no último dia 13 de outubro, durante reunião do Conselho de Segurança Turística, que é composto pela Polícia Militar, pela Empresa Paraibana de Turismo (PBTur) e por comerciantes. A iluminação no local também será reforçada para evitar novos crimes quando o movimento aumentar devido ao período de férias.

Escolas e creches do município do Rio de Janeiro irão iniciar o ano letivo de 2012 com um novo sistema de CFTV (Circuito Fechado de Televisão). Câmeras de segurança serão instaladas em corredores, portarias e berçários, com o objetivo de aumentar a segurança dentro das unidades municipais. Em cada unidade de ensino haverá uma central de monitoramento, no qual professores e funcionários poderão monitorar os 688 mil alunos. O edital que vai licitar a empresa responsável pelo serviço já foi publicado no “Diário Oficial”, com o valor do contrato de R$ 71,5 milhões.

Teresina expande o programa Guardião Eletrônico com mais 20 câmeras

Campo Grande irá implantar central de monitoramento

Governo de Santa Catarina amplia sistema de monitoramento no estado

Na última semana de outubro, o Governo do Piauí anunciou a conclusão da instalação de mais 20 câmeras de monitoramento, expandindo o programa Guardião Eletrônico em Teresina. Com um investimento da ordem de R$ 1,3 milhão, o novo aparelhamento vem somar-se às 10 câmeras já instaladas em pontos estratégicos das zonas Leste, Sul e Central da capital do Estado. A expectativa das autoridades é que as câmeras auxiliem no combate à criminalidade.

O prefeito de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, Nelson Trad Filho, anunciou recentemente que serão instaladas 40 câmeras de segurança na região central e histórica da cidade. O objetivo do investimento é monitorar desde possíveis crimes até atos de vandalismo. De acordo com o prefeito, a cidade já conta com infraestrutura pronta para implantar a central de monitoramento.

O Governo de Santa Catarina anunciou que irá ampliar em 358 câmeras de monitoramento o sistema de vigilância eletrônica do estado. Em convênio com mais 31 municípios catarinenses, o projeto está orçado em R$ 5 milhões. Com o investimento, as câmeras irão se juntar às 550 câmeras instaladas em 18 cidades, somando assim 49 municípios. A meta da Secretaria de Segurança Pública do estado é que até o início de 2012 mais de 1,2 mil pontos já estejam sob monitoramento.

Parques de Santo André receberão 54 câmeras de segurança

Polícia Federal anuncia que utilizará robôs como projeto de segurança para a Copa

Ministro da Justiça pede maior capacitação e espera regulamentar as empresas de segurança privada

Os parques Celso Daniel, Central e Antonio Pezzolo (mais conhecido como Chácara Pignatari), considerados os três maiores de Santo André, região do Grande ABC, em São Paulo, ganharão 54 câmeras de segurança em breve. O edital de licitação para a compra dos equipamentos está em fase de elaboração. O sistema de vigilância deverá entrar em operação a partir de 2012.

A Polícia Federal apresentou na última semana de outubro, em Belo Horizonte, Minas Gerais, um robô de fabricação canadense que será utilizado para desarmar explosivos nas cidades onde haverá jogos da Copa do Mundo de 2014. O robô é comandado por meio de um controle remoto que envia e recebe sinais de rádio, e conta com cinco câmeras para a visualização de toda a área a ser coberta. De acordo com o departamento da PF, cada robô custará entre R$ 250 e R$ 300 mil.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou recentemente que é necessário cobrar maior treinamento e capacitação de agentes de segurança privada. Segundo ele, a qualificação dos profissionais do setor e o tipo de trabalho que essas empresas podem ou não realizar serão mais bem definidos no Estatuto da Segurança Privada, em discussão no governo. Com o estatuto, o governo quer permitir a contratação de empresas privadas para serviços de segurança armada em presídios, transportes coletivos e em eventos, como jogos de futebol e shows.

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Capa 2012: Chegou a hora da tecnologia IP? Pesquisa da consultoria IMS Research aponta que em 2012 as vendas de câmeras IP no Brasil irão superar as vendas de câmeras analógicas com 53% do mercado. Já profissionais do setor discordam do levantamento

O ano de 2012 nem começou e já é marcado por muitas previsões e expectativas. Alguns falam de evolução das obras para a Copa do Mundo, outros falam em novas tecnologias, e existe até quem clame pelo fim do mundo. No entanto, quando o assunto é segurança eletrônica, existe uma dúvida que não sai da cabeça dos profissionais do setor: O ano de 2012 será mesmo da utilização da tecnologia? Segundo dados da consultoria britânica de inteligência de mercado IMS Research, a resposta é sim. As vendas de câmeras IP no Brasil irão superar as vendas de câmeras analógicas com 53% do mercado, e o estudo realizado pela empresa ainda vai além, estimando que em 2013 esse número alcance 60%. Ou seja, se esses números se confirmarem, em 2013 as vendas de câmeras IP apresentarão um crescimento de aproximadamente 50% em relação a 2010. No entanto, na visão de Oswaldo Oggiam, diretor de marketing da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas de Segurança Eletrônica), para esses números se consolidarem, é preciso ver algumas questões antes. “A mudança de tecnologia analógica para IP vem ocorrendo nos últimos três anos com a mudança de cultura de quem compra projetos, mão de obra especializada em TI e principalmente a disponibilidade de banda larga. Dos países da América Latina, o Brasil é o único que ainda não tem uma regulamentação que indique qual é a velocidade mínima para uma conexão ser considerada de banda larga”, afirma.

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“Acredito que 2012 seja marcado pela transição final do analógico ao IP, e 2013, sim, já deverá superar as vendas...” Leonardo Vitulli

E, dessa forma, o executivo mostra um tanto de ressalva em relação a esse assunto.”Não sei se acompanharemos o percentual indicado na pesquisa, mas a evolução da comunicação, incluindo o custo, determinará a virada do mercado para IP ou não”, explica Oggiam. Profundo conhecedor do mercado de segurança eletrônica, o diretor de tecnologia da Newello, Mario Montenegro, também segue o discurso do executivo da Abese. “Quando falamos de infraestrutura no Brasil, nós falamos em gargalo. Em número de novos projetos, aqueles que

estão começando do zero, as câmeras IP já superaram as analógicas. Nosso gargalo não é a venda de câmeras, e sim a infraestrutura para utilizá-las. Não temos broadcasting o suficiente para transmitir essa quantidade de dados, e o preço do link no país é abusivo e não regulamentado”, conta Montenegro. Já na opinião do fabricante, a expectativa é que realmente 2013 seja o ano de IP, mas o próximo ano deverá ser marcado pelo último passo da transição dessas tecnologias. “Os anos de 2010 e 2011 foram anos em que se apostou muito no IP. Hoje já podemos ver grandes projetos apostando no IP, porém o mercado como um todo só começa a entender realmente agora a tecnologia. Acredito que 2012 seja marcado pela transição final do analógico ao IP, e 2013, sim, já deverá superar as vendas”, visiona Leonardo Vitulli, da área de marketing da TecVoz. As câmeras IP são marcadas por grandes vantagens, e a flexibilidade exercida por esses aparelhos permite o atendimento das principais demandas recentes do mercado, principalmente quando falamos sobre o acesso às câmeras (local, remoto, distribuído) e à gravação de vídeo (qualidade, tempo e segurança do armazenamento). Mais profissionalismo ao mercado Além das vantagens de se trabalhar com tecnologia IP, a utilização da tecnologia também irá exigir um maior conhecimento por conta dos profissionais do setor. “Nos próximos dois anos vai haver uma mudança


muito grande no mercado. Com a transição do analógico para o IP, os profissionais devem se preparar, já que estamos falando de uma tecnologia diferenciada, de instalação e suporte diferenciados, é tudo baseado em redes. E, quem já se preparou para isso estará mais consolidado quando o mercado virar de vez; caso contrário, estará sujeito difamada carnificina de mercado”, prevê Mario Montenegro. E, ainda clamando pela profissionalização do setor, o especialista ainda vai além. “A tecnologia de protocolo IP é muito difundida no segmento de TI. Os profissionais de segurança eletrônica precisam pensar: é mais fácil um conhecedor de TI aprender a lidar com pontos estratégicos para a instalação de câmeras ou ele próprio passar a usufruir da nova tecnologia em rede? Precisa haver uma mobilização maior para deter o conhecimento”, enfatiza. Auxílio na transição As plataformas de software de monitoramento de câmeras de seguranças vêm sendo importantíssimas para começar a englobar tanto a mudança dessas tecnologias quanto a introdução dos profissionais em novos

“Dos países da América Latina, o Brasil é o único que ainda não tem uma regulamentação que indique qual é a velocidade mínima para uma conexão ser considerada de banda larga.” Oswaldo Oggiam

processos voltados para computadores. O diretor de marketing da Abese, Oswaldo Oggiam, acredita que eles auxiliam no desenvolvimento do mercado como um todo. “Os novos softwares de segurança eletrônica criaram uma nova inteligência eletrônica que com certeza continuará evoluindo nos próximos anos, facilitando a vida dos profissionais de segurança em desenvolver projetos que aumentem a capacidade de prevenção em segurança”, crava o executivo. Um dos softwares que nasceu para atender essa função foi o SiS da TecVoz. A plataforma é o primeiro sistema de monitoramento de câmeras de segurança do mercado a integrar as tecnologias analógica e protocolo IP. “O SiS foi criado com o intuito de buscar uma união entre os mundos IP e analógico, e aos poucos fazer essa transição. Dessa forma, para utilizar o SiS, não é preciso que seja 100% fiel a uma determinada tecnologia, e sim que se crie o conhecimento para operar em ambas, e preparar o know-how para ofertar projetos completos em IP quando o mercado passar a exercer essa demanda”, finaliza Leonardo Vitulli, da TecVoz.

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Case

Colonialismo e tecnologia: Pousada Pequena Tiradentes alia comodidade com segurança eletrônica Localizada na cidade histórica de Tiradentes, interior de Minas Gerais, pousada de alto luxo investiu em um projeto de CFTV assinado pela TecVoz para obter melhor gerenciamento da movimentação e segurança do local. Espaço foi coberto por minicâmeras da marca O ano era 1702. Após a descoberta de ouro às margens do Rio das Mortes, foi construída a pequena Vila de São José Del Rei, que anos mais tarde viria a dar lugar à cidade de Tiradentes, Minas Gerais. Já em 1938, o estilo colonial das construções do século XVIII garantiu à cidade o tombamento pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Inclusive, a Matriz de Santo Antônio, primeira construção do local, possui a fachada esculpida com obras de Aleijadinho.

“...uma necessidade de ter um melhor gerenciamento da segurança, além de poder verificar como estão os funcionários. ” Fabio Koga Contrastando com esse conceito histórico, o Brasil vive toda a agitação pré-Copa do Mundo de 2014. Não apenas os estádios estão em construção e modernização, a infraestrutura hoteleira é fator primordial para receber os mais de sete milhões de turistas que devem vir ao país para acompanhar o maior torneio de seleções do mundo, segundo dados do Ministério do Turismo.

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Localizada a pouco menos de duas horas de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, que receberá seis jogos da Copa do Mundo, incluindo uma das semifinais, está a Pousada Pequena Tiradentes, em Tiradentes. Famosa pelas aconchegantes e charmosas acomodações coloniais e por receber uma série de celebridades e a alta classe, inclusive a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, a pousada resolveu investir no aumento da segurança eletrônica do local, para levar cada vez mais comodidade às instalações.

“...até 2014 a ideia é oferecer um grande resort no coração histórico de Tiradentes. Dentro de um ano, o objetivo é contar com ao menos 120 câmeras.”

Prezando por qualidade, para atender todos os requisitos dos frequentadores, a Pousada Pequena Tiradentes, junto à FMK Monitoramento, integradora de segurança eletrônica, decidiu, então, implementar um projeto de CFTV (Circuito Fechado de Televisão) assinado pela TecVoz.

“O sistema inicial era precário, as câmeras não disponibilizavam boas imagens, e não existia uma central de monitoramento interligada”, lembra.

Segundo Fabio Koga, Diretor Geral da integradora, a grande necessidade era possuir um maior controle efetivo do local. “Como o ambiente de pousada é muito aberto, havia uma necessidade de ter um melhor gerenciamento da segurança, além de poder verificar como estão os funcionários. Tudo com o objetivo de manter o alto padrão do lugar”, conta.

Com a insatisfação por parte da pousada, e após o estudo do antigo projeto, a ideia logo foi ampliar e transformar tudo em TecVoz. “Quando chegamos para estudar o local, havia um sistema genérico com 50 câmeras e três servidores. Então, resolvemos fazer a instalação de minicâmeras da TecVoz, levando a uma maior discrição e qualidade”, explica Matsuzaki.

Já de acordo com Cláudio Matsuzaki, responsável pelo desenvolvimento do projeto, existia um sistema antigo de segurança eletrônica, porém era pouco efetivo para as necessidades da pousada.

O novo projeto conta com 32 minicâmeras HS500 da marca. Com 38 milímetros de altura e 38 milímetros de largura, o aparelho é ideal para passar despercebido da visão dos hóspedes. Além disso, com

Cláudio Matsuzaki


tecnologia Day Night, a minicâmera TecVoz consegue gravar com qualidade tanto no claro quanto no escuro. Com as novas câmeras, toda a área comum da Pousada Pequena Tiradentes passou a ser monitorada 24 horas por dia. “Foram instalados equipamentos na recepção, no caixa, no ambiente de passeio, nos corredores, tudo altamente discreto. Além disso, toda a área de privacidade dos clientes foi mantida fora do projeto. Não podíamos interferir no livre-arbítrio dos hóspedes”, comenta o responsável pela implementação. Além das câmeras, os servidores genéricos foram substituídos por Stand Alones da TecVoz. O aparelho disponibiliza gravações digitais armazenadas em HD (High Definition), dispensando o uso de um computador, e leva simplicidade de operação, além da facilidade de instalação, configuração e manutenção.

Foto: divulgação

Ainda de acordo com Fabio Koga, o projeto vem atendendo às expectativas da pousada. “Quando começamos a trabalhar com as primeiras câmeras TecVoz, logo houve um feedback extremamente positivo, e o projeto foi naturalmente ampliando-se. A qualidade das minicâmeras MCS-500HS

“ Quando começamos a trabalhar com as primeiras câmeras TecVoz, logo houve um feedback extremamente positivo, e o projeto foi naturalmente ampliando-se.” Fabio Koga impressionou os executivos da pousada em relação ao equipamento que existia antigamente”, lembra. O integrador ainda fala da confiança e do diferencial que os produtos da marca apresentam. “Trabalhamos 100% com materiais TecVoz. Certamente, é um diferencial competitivo para nós.

A qualidade da marca é comprovada, e podemos contar com um produto de extrema confiabilidade e credibilidade”, afirma Koga. Contando com mais de 80 câmeras, somadas as do antigo projeto com as novas da TecVoz, Cláudio Matsuzaki comenta que o sistema de CFTV local continua em expansão e ainda fala das dificuldades de implantar os aparelhos na pousada. “Os equipamentos devem ser instalados com extrema cautela, tudo deve estar o mínimo possível à vista; já os fios nem sequer devem aparecer. Com essa dificuldade, não expondo nada aos hóspedes, vamos aos poucos finalizando todo o projeto”, explica. O profissional ainda relata as expectativas futuras da Pousada Pequena Tiradentes em relação ao sistema de segurança eletrônico. “Estão sendo feitos novos salões para atender o Carnaval, e até 2014 a ideia é oferecer um grande resort no coração histórico de Tiradentes. Dentro de um ano, o objetivo é contar com ao menos 120 câmeras”, finaliza.

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Treinamentos e Eventos TecVoz cria programa de certificação para o software SiS Programa que unifica módulos técnicos e comerciais certifica e autoriza empresas parceiras a vender e prestar suporte ao primeiro software de segurança eletrônica a integrar as tecnologias analógica e protocolo IP. Primeiro grupo de certificação contou com os principais distribuidores da marca No último mês de julho, a TecVoz trouxe ao mercado o software SiS, a primeira plataforma de segurança a integrar as tecnologias analógica e protocolo IP. Com as versões SiS TecVoz e SiS Multi, a empresa inovou em um setor que já apresentava sinais de alta demanda. O SiS TecVoz tem como objetivo gerenciar todos os produtos da marca, tanto DVR Stand Alone como DVR PC e câmeras IP, em uma única plataforma, inclusive sendo compatível com os equipamentos mais antigos da marca. Já o SiS Multi, além de integrar as tecnologias analógica e de protocolo IP, é a única plataforma do setor compatível com aparelhos das principais marcas presentes no mercado, como: LG, Samsung, Bosch, Pelco, AXIS, GeoVision, Bycon, Intelbras, entre outras. Após apresentar oficialmente a solução ao mercado, a empresa viu a necessidade de aprimorar os integradores e revendedores em relação ao conhecimento e à usabilidade do software, criando assim a Certificação TecVoz SiS. “Acreditamos que o SiS é uma forma de profissionalizar mais o mercado, auxiliar na transição gradativa do analógico para o IP. E nossa expectativa é fazer com que o mercado esteja apto tanto a vender como a implantar e dar suporte à plataforma”, conta Flávio Losano, Gerente de Marketing da TecVoz.

“Optamos por uma certificação diferenciada para o SiS justamente por se tratar de uma solução inovadora.” Flávio Losano “Optamos por uma certificação diferenciada para o SiS justamente por se tratar de uma solução inovadora. É preciso que os integradores e revendedores saibam como dar suporte, mas também como apresentar ao cliente, ressaltar os pontos positivos do produto, passar o software como a verdadeira plataforma promissora que é”, afirma Losano. Para participar do programa de certificação para o SiS, é necessário pagar uma taxa de inscrição, o que credencia o integrador ou distribuidor a ganhar até duas licenças do SiS.

E, além de agregar ao parceiro o diferencial competitivo de poder disponibilizar a venda e o suporte ao software, a TecVoz ainda criou um pacote de incentivos para a certificação da plataforma, que conta com: desconto de 5% em toda a linha IP da TecVoz durante 30 dias; atendimento preferencial Gold ao suporte técnico da marca; acesso em primeira mão a todas as atualizações das versões do SiS, possibilidade de indicação direta de projetos pela TecVoz, além de um desconto especial, com o qual no dia da certificação, o parceiro poderá adquirir a câmera IP HLC-84V a preço de custo. Com a criação da Certificação TecVoz SiS e, consequentemente, o aumento das vendas da plataforma, a expectativa da empresa é que tenham uma parcela representativa no balanço anual da marca. “Temos um planejamento inteiro desenhado para as vendas e ações de certificação do SiS, e vemos uma lucratividade bem diferente com o software. Acreditamos que de um modo geral ele deva representar algo entre 30% e 40% de nosso core business. Esperamos nos tornar líderes de mercado em no máximo dois anos”, finaliza Losano.

Inicialmente, foram certificadas nos treinamentos da TecVoz ao SiS os principais distribuidores da marca. “Foram escolhidos alguns revendedores e integradores parceiros que apostaram e demonstraram um maior interesse na criação e desenvolvimento da plataforma”, explica Losano. A partir da certificação, os parceiros ficam autorizados a vender o SiS e dar suporte técnico ao produto.

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Fotos de divulgação

A Certificação TecVoz SiS funciona em formato diferenciado em relação aos outros treinamentos da empresa. Formado por um módulo mais estendido, o programa traz aliadas tanto as competências técnicas quanto as comerciais, para abranger de ponta a ponta o ciclo da solução.


TecVoz, Newello e Carlo Gavazzi são destaques na terceira edição do IP Convention, em Santa Catarina Empresas que formam um tripé de segurança eletrônica com CFTV, controle de acesso e automação ganham destaque com a possibilidade de integração das soluções Foto: Flávia Matos

Nos últimos dias 12, 13 e 14 de outubro, a cidade de Brusque, em Santa Catarina, vivenciou grandes debates sobre as principais tendências e tecnologias voltadas para segurança eletrônica. Contando com profissionais renomados e alguns dos principais fabricantes do segmento, a terceira edição do IP Convention, evento promovido pela distribuidora de segurança eletrônica ASP Seg, reuniu mais de 150 profissionais do setor. Dividido em sete auditórios de fabricantes, além de um auditório central, o encontro abordou as tecnologias mais avançadas para sistemas de segurança, trazendo oportunidades de mercado e traçando estratégias para a utilização dessas novas tecnologias. De acordo com a organização, essa foi a melhor edição já feita do evento. “Nosso objetivo sempre foi trabalhar para que o encontro seja o melhor possível, e estamos com o sentimento de dever cumprido. Trouxemos grandes palestrantes, e acreditamos que multiplicamos o conhecimento, superamos todas as expectativas. Com certeza, o mercado de segurança eletrônica de Santa Catarina está mais competitivo e muito mais capacitado”, afirma Sandro Schmidt, diretor da ASP Seg. Durante os três dias, a sala que reunia TecVoz, Newello e Carlo Gavazzi foi um dos destaques do IP Convention 2011. Contando com as participações de Bruno Duarte, Consultor Comercial da TecVoz, e Mario Montenegro, Diretor de Tecnologia da Newello, as empresas apresentaram soluções de CFTV, o software SiS, primeira plataforma de monitoramento de câmeras de segurança a integrar as tecnologias analógica e protocolo IP, além de soluções de controle de acesso da Newacess, da

Newello. Mas a grande novidade do evento foi a apresentação da linha de automação residencial Smart House, da Carlo Gavazzi. “Smart House é uma linha de soluções novas da Carlo Gavazzi que traz a automação inteira de casas e apartamentos. Com a Smart House é possível gerenciar toda a parte eletrônica local a partir de uma plataforma só, criando uma grande interação. Além disso, também é possível integrar tudo com sistema de CFTV e controle de acesso, formando um tripé de segurança eletrônica”, explica Mario Montenegro.

“...estamos com o sentimento de dever cumprido.” Sandro Schmidt Na apresentação da solução, o executivo ainda contou que existe muita gente nova entrando no mercado de automação. “Vejo que as pessoas possuem muitas dúvidas sobre os conceitos de automação, e sempre perguntam como faz e quanto custa. Mas o mercado está se expandindo, em breve serão cerca de 18 mil apartamentos com automação; e já está sendo cada vez mais comum e até exigência dos consumidores que os empreendimentos já venham preparados nesse sentido. Ou seja, o mercado terá um aquecimento de demanda”, afirma Montenegro. A TecVoz ainda contou com a presença de

Cristiano Vitulli, da área comercial, e Flávio Losano, Gerente de Marketing da empresa, durante o evento, que viram grandes oportunidades e a importância de a marca participar do principal evento de segurança eletrônica de Santa Catarina. “Hoje temos uma parceria muito estreita com a ASP, e por ser um evento referência na região Sul do país, é estratégico para a marca participarmos. Estamos em contato com outros integradores locais, e sempre há a possibilidade de levarmos a confiança e a credibilidade dos produtos da marca TecVoz”, comenta Losano. Já Vitulli acredita que a apresentação das soluções é fundamental para o desenvolvimento e disseminação da marca por todo o país. “Aproveitamos a IP Convention para apresentar de forma mais profunda o SiS. Percebemos que havia integradores que já tinham projetos de CFTV em andamento, porém não possuíam um software de confiança, e dessa forma conseguimos abrir novos horizontes. Tivemos uma grande procura pelo SiS e saímos com diversos projetos debaixo do braço”, lembra o representante comercial. Agora, as atenções e a expectativa das empresas de segurança eletrônica da região já começam a se voltar para a próxima edição do evento, e Sandro Schmidt, da ASP, promete que em 2012 a IP Convention será ainda melhor. “Já lançamos a próxima edição do evento, que está agendado para ocorrer entre os dias 17 e 19 de outubro. A programação deverá receber o mesmo formato, mas nosso objetivo é trazer mais profissionais e criar uma dinâmica ainda maior”, finaliza o executivo.

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Artigo Do Analógico ao IP: Qual o Próximo Passo? Por Edson Pacheco* O ano de 2011 marcou a ultrapassagem de sistemas de vídeo-monitoramento IP sobre os de base analógica para novos projetos. O crescimento das soluções IP é uma tendência irreversível, à qual fabricantes e integradores terão que se adaptar. Neste ambiente de mudanças, os softwares de gerenciamento de vídeo (VMS) terão um papel decisivo.

O objetivo destes sistemas é bastante claro: gerenciar as imagens de DVRs tornando-os equivalentes a uma câmera IP. A vantagem desta abordagem está, principalmente, em permitir que uma infraestrutura já existente possa desfrutar das vantagens de uma arquitetura IP. Mesmo em projetos novos, é possível utilizar DVRs em conjunto com câmeras IP, aproveitando as vantagens de custos dos equipamentos de base analógica.

O crescimento dos sistemas IP já era esperado. Sua flexibilidade permite o atendimento das principais demandas recentes do mercado, ligadas especialmente ao acesso às câmeras (local, remoto, distribuído) e à gravação de vídeo (qualidade, tempo e segurança do armazenamento). A redução dos custos dos equipamentos, associada a uma maior compreensão pelo mercado das vantagens do IP, têm ajudado em sua adoção.

O desafio está em integrar essas duas tecnologias. Para isso, é importante conhecer o que elas têm de semelhante e de diferente. Do ponto de vista puramente técnico, DVRs e câmeras IP são mais parecidos do que se imagina. Todas as funcionalidades tidas como vantagens das câmeras IP, inclusive o acesso remoto, podem ser obtidas dos DVRs mais modernos. As diferenças não são tecnológicas, mas de concepção: câmeras IP são equipamentos de rede; DVRs são dispositivos independentes. Em um projeto baseado em IP, definidos os principais requisitos, elege-se um software de gerenciamento e gravação de imagens (VMS) e câmeras IP para sua captura. Estas câmeras podem ser de diferentes marcas, modelos e tecnologias, pois sua integração é garantida pelo VMS e pelos padrões de comunicação de rede. Esta flexibilidade é o que promove o atendimento das novas demandas do mercado. Em um modelo analógico tradicional, por sua vez, a flexibilidade é reduzida. A definição do projeto exige fidelidade à marca, pois há pouca ou nenhuma conectividade entre aparelhos de fabricantes diferentes.

Foto: divulgação

Contudo, não podemos desprezar os sistemas de base analógica, como os DVRs, que são uma solução econômica, robusta e de bom desempenho para boa parte dos projetos. Mais do que isso, eles correspondem à absoluta maioria dos equipamentos instalados. Um bom projeto deve contemplar a manutenção destes equipamentos.

É importante estar atento à escolha do VMS, especialmente ao se trabalhar com DVRs. No caso das câmeras IP, o desempenho dos softwares é razoavelmente semelhantes pois o acesso às informações dos fabricantes é aberta e igual a todos os desenvolvedores. O caso dos DVRs é diferente: seus fabricantes não divulgam suas informações de controle e acesso às imagens e, quando o fazem, normalmente é de forma confusa e desorganizada. Com isso, cada desenvolvedor encontra uma solução de compatibilização, com resultados completamente distintos. Assim, os VMS são diferentes no que tange a qualidade das imagens ao vivo e gravadas, velocidade de conexão e estabilidade quando se conectam a DVRs.

“ O desafio está em integrar essas duas tecnologias. Para isso, é

O mercado de vídeo-monitoramento IP já é uma realidade e um desafio, especialmente para os integradores que se desenvolveram no mercado de CFTV analógico. Para estas empresas, tornase especialmente importante conhecer as possiblidades de integração das duas t ecnologias e suas ferramentas, que podem permitir uma transição suave para seus clientes e seus negócios.

importante conhecer o que elas têm de semelhante e de diferente.” Edson Pacheco

* Edson Pacheco é diretor executivo da Visionica, empresa parceira da TecVoz no desenvolvimento do software SiS, o primeiro do mercado a integrar as tecnologias analógica e IP

Este cenário está mudando com a introdução dos VMS de nova geração, capazes de captar as imagens de DVRs.

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Responsabilidade Socioambiental TecVoz lança calendário anual beneficente Além das já conhecidas atividades de Natal, Páscoa e Festa Julina, ações de Carnaval, al, Teatro e Higiene Pessoal passarão a fazer parte do cotidiano social da marca Com o slogan “Missão de Proteger”, a TecVoz sempre esteve presente entre os principais fabricantes de produtos para segurança eletrônica. Porém, em 2007, a missão da empresa transformou-se em algo muito além de simplesmente proteger. O Natal daquele ano marcou a primeira ação solidária da empresa: com a criação da campanha “Faça uma criança sorrir”, a marca levou alegria ao Natal de centenas de crianças em instituições carentes. Desde então, o cunho social e a vontade de ajudar ao próximo passaram a estar intrínsecas em todos os profissionais e nas diretrizes da TecVoz. Com o passar dos anos, o Natal também virou Páscoa, que virou festa de São João, e que agora acaba de virar o “Calendário Anual da Campanha Faça uma Criança Sorrir”. A partir de agora, o ano social da TecVoz contará com seis datas beneficentes, que levarão apoio e alegria para crianças das seguintes instituições carentes: Centro de Apoio à Criança Carente com Câncer (atual Casa Ninho, onde a criança e a mãe têm suporte para que possam fazer o tratamento no hospital); Associação Casa de Apoio Amigos da Vida (casa de apoio a crianças portadoras de HIV); Casa de Apoio Luz Divina (instituição que também dá apoio para a criança e a mãe durante tratamentos hospitalares); Centro Educacional Comunitário Sagrada Família (Casas Lares, que abrigam cerca de 100 crianças, algumas cujos pais perderam a guarda temporariamente,

outras que estão aguardando adoção); Lar Batista de Crianças (instituição que abriga 20 crianças órfãs ou cujos pais perderam temporariamente a guarda); e a Associação Beneficente Parsifal (escola para crianças especiais, onde aproximadamente 50 crianças são atendidas).

Quisemos fazer algo diferenciado, ir além de brinquedos e chocolates. As crianças não querem só isso, elas querem carinho, atenção, diversão. Maysa Oliveira

Além das já promovidas, Natal, Festa Julina e Páscoa, foram acrescentadas à “Campanha Faça uma Criança Sorrir” as datas de Carnaval, Higiene pessoal e Teatro, que acontecerão nos meses de fevereiro, março e agosto, respectivamente.

“Quando criamos o primeiro Natal da campanha, já queríamos fazer algo a mais. E, em 2010, nós conseguimos fazer a Páscoa e a Festa Julina. Mas não queríamos parar por aí, estudamos diversas formas de continuar contribuindo e resolvemos então aderir a esse calendário”, conta Maysa Oliveira, Gerente Administrativa da TecVoz e responsável pelo desenvolvimento do projeto “Faça uma criança sorrir” da empresa. Para criar as novas datas, foram escolhidos os temas que levassem algo diferenciado para as crianças. O Carnaval será composto de uma visita irreverente de palhaços às instituições, fazendo brincadeiras e movimentando o dia a dia dos pequeninos. Já a ação de Higiene pessoal ficará por conta de uma equipe especializada de cabeleireiros que irão até as entidades para cuidar das crianças. Além disso, serão arrecadados itens como escova de dente, pasta de dente, shampoo, sabonete, entre outros. E, para levar um pouco de cultura, o dia do Teatro contará com uma série de peças com fantoches para alegrar a criançada. “Quisemos fazer algo diferenciado, ir além de brinquedos e chocolates. As crianças não querem só isso, elas querem carinho, atenção, diversão. Temos uma preocupação muito grande em fazer cada vez mais parte do cotidiano delas. Sempre que pudermos, vamos estar lá presentes. Afinal, amor não se pede, se doa!”, afirma Maysa. Confira abaixo o calendário completo:

Calendário Anual "Campanha Faça uma Criança Sorrir" Ação

Mês

Carnaval

Fevereiro

As crianças receberão a visita de palhaços para animar uma festa com a temática da tradicional data. Receberão também máscaras para se divertir.

Higiene pessoal

Março

Uma equipe especializada de cabeleireiros irá até as entidades para cuidar das crianças. Além disso, serão arrecadados itens como escova de dente, pasta de dente, shampoo, sabonete, entre outros.

Páscoa

Abril

Serão doados chocolates para as instituições.

Festa Julina

Julho

Será realizada uma Festa Julina, onde serão arrecadadas doações a serem revertidas para as instituições.

Teatro

Agosto

Natal

Dezembro

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Como será

As crianças poderão acompanhar uma série de peças de teatro com fantoches. Com doações de brinquedos, papais-noéis irão às instituições, onde conversarão com as crianças e realizarão o sonho de Natal.


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VOZ-12  

Voltado ao mercado de segurança eletrônica, o Voz é um jornal informativo que tem como objetivo abordar as principais atividades da TecVoz r...

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