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10a edição | 1o Semestre 2016

A corrupção de cada dia

Para exterminar esse problema, é preciso transformações de caráter. Você está disposto a mudar esse cenário?


VAMOS JUNTOS CULTIVAR

NOVAS HISTÓRIAS A FTD Educação apresenta um projeto pensado para envolver escolas, professores e famílias na grande aventura de cultivar novos leitores.

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Às vésperas de completar 200 anos de presença mundial e há mais de 110 anos presente no Rio Grande do Sul, a atuação dos Colégios e das Unidades Sociais da Rede Marista se dá,

Presidente da Rede Marista Ir. Inácio Nestor Etges

atualmente, em 13 cidades gaúchas e em Brasília. São 26 Colégios e nove Centros Sociais, que atendem, diariamente, mais de 20 mil crianças, jovens e adultos.

Vice-Presidente da Rede Marista Ir. Deivis Fischer

COLÉGIOS Colégio Marista Aparecida colegiomarista.org.br/aparecida | 54 3449 2600

Colégio Marista São Luís colegiomarista.org.br/saoluis | 51 3713 8500

COLÉGIOS E UNIDADES SOCIAIS

Colégio Marista Assunção colegiomarista.org.br/assuncao | 51 3086 2100

Colégio Marista São Marcelino Champagnat colegiomarista.org.br/ejachampagnat | 51 3584 8000

Superintendente Executivo Rogério Anele

Colégio Marista Champagnat colegiomarista.org.br/champagnat | 51 3320 6200

Colégio Marista São Pedro colegiomarista.org.br/saopedro | 51 3290 8500

Coordenador Jurídico Elder Filippe

Colégio Marista Conceição colegiomarista.org.br/conceicao | 54 3316 2700

Colégio Marista Vettorello colegiomarista.org.br/ejavettorello | 51 3086 2100

Coordenador de Comunicação e Marketing Tiago Rigo

Colégio Marista Graças colegiomarista.org.br/gracas | 51 3492 5500

Escola Marista Santa Marta colegiomarista.org.br/santamarta | 55 3211 5200

Gerente Educacional Ir. Manuir Mentges Gerente Social Ir. Luciano Barrachini Supervisão Editorial Katiana Ribeiro, Sendi Spiazzi e Reinaldo Fontes Conselho Editorial Luciano Centenaro, Patricia Saldanha e Simone Martins da Silva

Colégio Marista Ipanema colegiomarista.org.br/ipanema | 51 3086 2200 Colégio Marista Irmão Jaime Biazus colegiomarista.org.br/jaimebiazus | 51 3086 2300 Colégio Marista João Paulo II colegiomarista.org.br/joaopauloii | 61 3426 4600 Colégio Marista Maria Imaculada colegiomarista.org.br/imaculada | 54 3278 6100 Colégio Marista Medianeira colegiomarista.org.br/medianeira | 54 3520 2400 Colégio Marista Pio XII colegiomarista.org.br/pioxii | 51 3584 8000

Sede Marista R. Ir. José Otão, 11 - Bonfim - Porto Alegre/RS CEP: 90035-060 Tel.: 51 3314-0300 / 0800 541 1200

colegiomarista.org.br socialmarista.org.br

10a Edição | 1o Semestre 2016 PERIODICIDADE Semestral

Colégio Marista Roque colegiomarista.org.br/roque | 51 3724 8100 Colégio Marista Rosário colegiomarista.org.br/rosario | 51 3284 1200 Colégio Marista Sant’Ana colegiomarista.org.br/santana | 55 3412 4288 Colégio Marista Santa Maria colegiomarista.org.br/santamaria | 55 3220 6300

ESCOLAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL Marista Aparecida das Águas Marista Menino Jesus Marista Renascer Marista Tia Jussara colegiomarista.org.br

CENTROS SOCIAIS Marista Aparecida das Águas Marista Boa Esperança Marista da Juventude Marista de Inclusão Digital (Cmid) Marista Ir. Antônio Bortolini Marista Mario Quintana Marista de Porto Alegre (Cesmar) Marista Santa Isabel Marista Santa Marta socialmarista.org.br

Colégio Marista Santo Ângelo colegiomarista.org.br/santoangelo | 55 3931 3000

POLO MARISTA

Colégio Marista São Francisco colegiomarista.org.br/saofrancisco | 53 3234 4100

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ERRATA Lançada no 2o semestre de 2011, a revista Em Família Marista estava em sua 9a edição na publicação anterior. REVISÃO Lumos Soluções Editoriais

EDIÇÃO

PROJETO GRÁFICO Estúdio Sem Dublê | semduble.com

Redação: Michele Bravos e Taysa Dias Edição de arte: Julyana Werneck

ILUSTRAÇÃO DA CAPA Julyana Werneck

Supervisão editorial: Maria Fernanda Rocha Envie comentários, críticas e sugestões sobre a revista para o e-mail faleconosco@maristas.org.br

© Todos os direitos reservados. Todas as opiniões são de responsabilidade dos respectivos autores.

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índice capa

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O problema macro da corrupção começa no universo das microatitudes, dos pequenos erros cometidos, consentidos ou omitidos, no dia a dia. Família e escola desempenham papel fundamental na formação do caráter de crianças e adolescentes, apontando para uma solução possível desse problema. 1a impressão

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O superintendente dos Colégios e Unidades Sociais, Rogério Anele, ressalta os desafios da educação na contemporaneidade diante da corrupção no País.

Dia a dia

Entrevista

Olhar

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O assunto é feminismo: como os pais devem lidar com esse tema com os filhos?

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Descubra o Sri Lanka pela perspectiva do do Irmão Canísio Willrich, que tem dedicado sua vida a missões no sudeste asiático.

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Curiosidade

Solidariedade

Como fazer

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Histórias de profissionais comprovam na prática o poder de um abraço para estimular a autoconfiança.

Um mundo novo descoberto pela prática do voluntariado internacional. Inspire-se com a história do chileno Christhofer Cabezas, que esteve como voluntário no Brasil este ano.

Ler não é só passar os olhos pelas palavras, mas significálas. Veja como o gosto pela leitura pode ser despertado e incentivado.

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Diversão

Essência

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Confira nesta edição as dicas de aprendizado das Línguas Espanhola e Inglesa.

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A especialista Fabrícia Borges fala sobre a superproteção na infância e como os pais podem controlar isso.

Aulas de culinária e fotografia são espaços de vazão para a curiosidade das crianças, contribuindo para que se desenvolvam em diversas áreas da vida.

O ex-aluno marista Matheus Giacomoni apresenta um projeto, fundado por jovens, e que visa à mudança das estruturas sociais.


m olhar sobre Unossas atitudes

ea

corrupção política Quase dois séculos já se passaram desde que São Marcelino Champagnat deu início ao seu grande legado: evangelizar crianças e jovens por meio da educação. O jeito marista de educar acompanhou as mudanças no tempo, sem perder a sua essência, porém os desafios e as responsabilidades são muito maiores atualmente. Portanto, é fundamental termos um olhar sensível e atento não somente para os contornos que a sociedade vem tomando, mas também para a nossa postura no dia a dia. Diante do cenário político que estamos vivendo, convidamos a família para refletir sobre corrupção e as pequenas atitudes diárias, cometidas em casa e na escola, que fomentam esse mal. Na reportagem de capa desta edição, A corrupção de cada dia, apresentamos dados estatísticos que mostram o quanto o brasileiro está preocupado com esse problema nacional, ao mesmo tempo que admite já ter praticado alguma ação corrupta. As pesquisas também traçam uma relação entre corrupção e falta de caráter, sugerindo que um olhar mais atento para a formação do caráter de nossos estudantes contribui para um país menos corrupto. Nesse sentido, nós entendemos a relevância de abordarmos esse tema e provocarmos pais e educadores a serem bons exemplos nessa jornada. Além disso, a família precisa ser questionadora para bem lidar com outras situações contemporâneas, como a crescente do movimento feminista. De acordo com especialistas, são as perguntas que podem levar ao diálogo aberto entre gerações. E esse é o caminho. Esse debate você acompanha na matéria Para filhos feministas, pais questionadores. Nesta edição, abordamos ainda a importância do abraço no desenvolvimento da autoconfiança de crianças e adolescentes, compartilhando histórias de profissionais que vivem isso na prática. E mais: uma entrevista com o Irmão Canísio Willrich, que realizou missão no Sri Lanka; os desafios da realização de um voluntariado internacional; o despertar para a leitura; entre outros. Essa diversidade de assuntos reforça o nosso compromisso com o desenvolvimento integral dos estudantes maristas, cujo protagonismo guiará os passos para construirmos uma sociedade mais justa e fraterna. Assim, damos continuidade ao sonho do nosso fundador, Champagnat, formando jovens cidadãos, solidários e éticos, comprometidos com o presente e o futuro.

É fundamental termos um olhar sensível e atento não somente para os contornos que a sociedade vem tomando, mas também para a nossa postura no dia a dia.

© Foto: Divulgação / Comunicação e Marketing

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Rogério Anele Superintendente dos Colégios e Unidades Sociais da Rede Marista

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dia a dia

© Foto: Acervo do Colégio

A empoderada Eduarda Peruzzo e o engajado Gabriel Sacchi, estudantes do Colégio Marista Champagnat, de Porto Alegre (RS).

Para filhos feministas, adultos questionadores Diante da popularização do movimento feminista, jovens precisam encontrar espaços de diálogo em casa e na escola, para que todos possam enfrentar os novos desafios Michele Bravos

Será que estou impedindo minha filha de fazer certas coisas só porque ela é mulher? Serão essas coisas as mesmas que eu incentivo meu filho a fazer só porque ele é homem? Para a psicóloga Marlene Strey, coordenadora do grupo de pesquisa de gênero da PUCRS, essas são perguntas que pais e mães devem se fazer constantemente, diante do atual cenário. Uma vez que acompanha muitos adolescentes, ela percebe que existe uma dificuldade por parte de pais e mães em relação aos novos tempos oriundos da luta feminista. "Parece que fica uma certa nostalgia de como eram as coisas em outras épocas". Ela também percebe que quanto mais rígidas tenham sido a educação e a inculcação de hábitos e ideias da pessoa, mais difícil é lidar com as novidades. "Por isso, afirmo que nos fazer perguntas consideradas 'embaraçosas' é o caminho adequado para melhorar os chamados 'conflitos de gerações'". Para aproximar os pais dessa realidade, a estudante Eduarda Peruzzo, 16 anos, do Colégio Marista Champagnat, de Porto Alegre (RS), passou a levar a temática para dentro de casa. "Meus pais têm desconstruído alguns pensamentos que eles tinham antes de eu trazer esse assunto para dentro de casa com mais frequência. Agora, eles são muito abertos a essas discussões e, frequentemente, debato com eles sobre assuntos que envolvem o feminismo". A psicóloga lembra que ter pontos de vista

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contrários, nesses casos, pode ser inevitável em qualquer família, mas o diálogo é a solução para enfrentar essas questões. "Conflitos não são necessariamente maus para os relacionamentos. Mas posições fechadas e a falta de diálogo, sim, são péssimos".

TORNANDO-SE FEMINISTA Ainda que muitos pais sejam resistentes em entender essa movimentação social envolvendo o feminismo, há aqueles que tomam a iniciativa de apresentar o assunto para os filhos. "Esses dias, uma universitária me contou que quando ela tinha 12 ou 13 anos, o pai começou a oferecer-lhe livros sobre feminismo para que ela pudesse ir abrindo seus horizontes. Ele trabalha com movimentos sociais e verifica os benefícios que essas transformações trazem às mulheres em termos de ultrapassar velhas tradições que as colocam como cidadãs de segunda categoria, ou seja, prejudicadas em seus direitos humanos", comenta Marlene. Os pais precisam ver o movimento para além de um ato de rebeldia, mas como um posicionamento em uma luta por direitos iguais. A estudante Eduarda percebe que cada vez mais as pessoas estão "entendendo que o feminismo não é formado por mulheres querendo rebaixar os homens, mas, sim, por mulheres indo atrás de direitos que lhes foram privados". Ela

© Ilustrações: Helyzandra Thais Schicora Gonçalves


VENCENDO O MACHISMO Na visão da psicóloga Marlene Strey, as mulheres ainda são vistas de forma objetificada pela sociedade. "Infelizmente, o que posso constatar é que, até hoje, as mulheres são consideradas objetos pertencentes aos homens. De certa maneira, a sociedade concorda com isso – inclusive muitas mulheres". Eduarda compartilha que possui amigas machistas e que tenta apresentar para elas novas formas de se posicionar na sociedade. "Divergimos em muitas coisas, obviamente. Mas desde que eu comecei a ler mais sobre feminismo, eu tento fazer com que elas desmanchem essas opiniões, mesmo sendo algo difícil por termos nascido e vivermos em uma sociedade machista". O estudante Gabriel Sacchi, 16 anos, também do 3o ano do Ensino Médio do Colégio Marista Champagnat, considera-se pró-feminista e percebe que o machismo está incrustado nas ações mais rotineiras. "O machismo pode aparecer de forma gradual e escondida, mas ele está lá. O que mais dói é ver que isso é, sobretudo, uma cultura. As pessoas são ensinadas dessa forma desde pequenas, não veem como um erro, pois é tratado como certo desde que elas se conhecem e conhecem o mundo". A psicóloga lembra que foram séculos de consolidação da ideia de que o destino da mulher é satisfazer o homem. "Isso se consolidou por meio de todos os aparatos que estão na base da sociedade". Ela afirma que os homens também precisam ser ensinados de uma forma diferente. "Se um homem aprender a respeitar uma mulher como um ser humano e não como uma posse sua, meio caminho estará andado".

Gabriel, que foi criado por “figuras femininas fortes”, como ele mesmo diz, partilha dessa ideia, sem ignorar a relevância da mulher na própria luta. "Acredito que os homens podem, sim, ter ideais feministas, caminhar sempre pela igualdade e pela luta pelos direitos da mulher. Porém, a protagonização do feminismo deve ser das mulheres, que sofrem extremamente e diretamente com o machismo e lidam com isso diariamente, em todas as situações".

O PAPEL DO COLÉGIO A psicóloga aponta que para que a desigualdade de direitos seja erradicada, é necessário um esforço conjunto da sociedade – incluindo a escola, além do núcleo familiar. Gabriel entende que a escola é a primeira instância social depois do núcleo familiar, que, em muitos casos, está rodeado de padrões e preconceitos. "É no Colégio que começamos a enxergar o mundo como multipolar e pluralizado em opiniões, características, condições econômicas e inúmeras outras diferenças. Portanto, trazer debates como esse é dar a oportunidade de criação de pessoas sensíveis, empáticas, críticas e compreensivas". Por esse motivo, no Marista Champagnat, além das discussões já previstas no currículo sobre os movimentos sociais, os debates sobre feminismo ganharam força durante a semana do Dia Internacional da Mulher (8 de março), após os próprios estudantes terem levantado a necessidade de se discutir mais sobre o tema. Durante uma semana, eles assistiram a filmes protagonizados por mulheres e a palestras. Eduarda e Gabriel estiveram diretamente envolvidos na proposta desse evento. "O objetivo não era criar um ‘exército feminista’, mas sensibilizar aos cenários de violência, abuso e intolerância contra a mulher", afirma Gabriel. Marlene lembra que o desejo de descobrir o mundo é próprio da gente jovem. "O contrário é que deve preocu-

par: alguém que se resigna e não combate por aquilo que quer". Ela ainda reitera que não existem limitações por alguém ser mulher. "Sabemos que as mulheres podem ser tão competentes quanto os homens, em qualquer situação, se houver oportunidades de desenvolverem suas capacidades humanas. Não existe uma forma ideal para cada sexo. Homens e mulheres são pessoas e as pessoas podem ter infinitas possibilidades de ser".

VALE ASSISTIR! Confira uma lista de filmes que abordam o empoderamento feminino e a mulher como autora e protagonista de sua vida.

PERSÉPOLIS • Animação que conta a história de uma menina iraniana que possui ideias muito liberais para a sua cultura, mas isso não a impede de expressar sua opinião para a família.

GIRL RISING • Documentário que explora a importância de meninas terem acesso à educação formal, por meio da história de nove personagens femininas ao redor do mundo.

LIVRE • Longa-metragem que mostra a perseverança de uma mulher em busca de si mesma, vencendo obstáculos que muitos diriam ser possível apenas para um homem.

AS SUFRAGISTAS • Filme inspirado em fatos reais que retrata a luta de mulheres por seus direitos e por dignidade na Inglaterra do final do século 19 e do início do século 20.

© Foto: Divulgação

ainda afirma que, para ela, "ser feminista é lutar pelos direitos da mulher, é adentrar em um movimento lindo que desenvolve esse sentimento de sororidade entre mulheres".

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corrupção de cada dia

capa

A

Qual a real diferença entre um político que participa de um esquema de roubo de milhões de reais e alguém que não devolve o troco que veio errado na cantina? Qual a diferença entre um deputado que apresenta uma falsa justificativa para o seu não comparecimento em uma sessão e alguém que que falsifica um documento para justificar a falta na aula. Resguardadas as devidas proporções, a corrupção está presente no dia a dia, revelando uma falha de caráter da sociedade. O combate a esse problema começa com crianças e jovens, por meio do incentivo e do exemplo de pais e professores. Michele Bravos

Diante da atual situação do Brasil, a população admite que a corrupção é o maior problema do País, segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Datafolha e publicada em novembro de 2015. O estudo ainda revela que é a primeira vez que essa questão aparece como um problema nacional, deixando em segundo plano quesitos sabidamente delicados, como saúde, desemprego, educação e violência. Pensadores da atualidade sugerem que a corrupção vivida nas instâncias políticas em nada se difere da corrupção cometida diariamente, em pequena escala, inclusive nas escolas. Por isso, os ambientes familiar e escolar devem lançar um olhar atento sobre a corrupção, promovendo uma autoavaliação daqueles que compõem esses espaços. Para o professor Alex Guilherme, pesquisador do programa de Pós-Graduação em Educação da PUCRS, a educação de um indivíduo passa também pela formação de seu caráter. "O filósofo

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Martin Buber, seguindo a tradição alemã, dizia que a educação pode ser Erziehung, no sentido de ensinar o indivíduo a fazer algo; ou pode ser Bildung, no sentido de formação de caráter. Claro, uma forma não é dissociada da outra. Precisamos trabalhar para educar e formar o caráter das nossas crianças e dos nossos jovens". Dados de uma pesquisa realizada pelo Centro Universitário Carioca (Unicarioca) em outubro de 2015 denunciam que, ao serem questionados sobre cometer corrupção na escola, os estudantes não negam praticá-la. Os resultados mostram que, em um grupo de dez estudantes, sete já colaram em provas e seis já assinaram a lista de presença em nome do colega. Para ressaltar a importância do ambiente escolar e da figura do adulto nesse contexto, o professor Alex cita a filósofa Hannah Arendt, que concebeu a escola como uma ponte entre o mundo privado e o público. "Assim sendo, a escola é o lugar onde preparamos os cidadãos do amanhã, o que ocorre por meio do questionamento da nova geração e da resposta da antiga". Isso leva a uma reflexão de que pais e professores não devem ser coniventes diante de crianças e jovens que apresentam atitudes corruptas.

SEGUINDO EXEMPLOS Um estudo realizado pela Universidade de Nottingham, no Reino Unido, cruzou dados relacionados à corrupção com um índice sobre as chances de a população quebrar regras. A pesquisa, intitulada Honestidade intrínseca e a prevalência da quebra de regras entre sociedades, analisou 23 países e revelou que há, sim, relação entre corrupção cometida em níveis institucionais e a infração de regras no dia a dia. É a clássica história de que a sociedade se move por exemplos. De acordo com a pesquisa, ética é algo transmitido por pessoas próximas, como pais e amigos, ou por pessoas que possuem algum destaque, como líderes e famosos. Dessa forma, se essas pessoas falham no caráter e são corruptas, mas o sistema não as confronta, o restante da população entende que quebrar regras não é tão ruim assim, dando margem para um desencadeamento de atitudes corruptas em todas as esferas sociais. Alex lembra que não nascemos sabendo, logo "o indivíduo se torna virtuoso pela tentativa, pelo acerto e o erro". "Assim, um indivíduo honesto pode servir de exemplo para os mais jovens, da mesma forma que a comunidade como um todo deve nos orientar quando fazemos algo errado".

DIANA BADO 2o ano EM Marista Maria Imaculada, de Canela (RS)

Por que combater a corrupção? O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime possui um forte trabalho no combate à corrupção, por meio do monitoramento dos países, do desenvolvimento de campanhas que neguem esse comportamento e da formulação de livros e documentos que discutam o assunto. Em um de seus materiais, o órgão apresenta os benefícios para uma nação que controla a corrupção:

• Facilita o DESENVOLVIMENTO econômico e social.

Grandes e pequenas empresas conseguem sobreviver mais facilmente quando se elimina o imposto artificial da corrupção.

• Aumenta o INVESTIMENTO nacional e estrangeiro. Todos estão mais dispostos a investir em um país onde os fundos não vão parar nos bolsos de funcionários corruptos.

• Fortalece a DEMOCRACIA. Os países que combatem a corrupção têm mais legitimidade, o que gera estabilidade e confiança.

• Cria um ESTADO DE DIREITO. • Os cidadãos e os empresários ganham confiança

nas instituições do país para RESOLVER CONFLITOS de maneira justa e honesta, com legitimidade e proteção aos Direitos Humanos.

• Reduz o impacto do CRIME ORGANIZADO, das

DROGAS ILÍCITAS, do TRÁFICO DE SERES HUMANOS e do TERRORISMO.

Confira o material na íntegra: goo.gl/cgDQCI

"O egoísmo e a falta de caráter e de empatia fazem com que cometamos pequenos crimes em nosso dia a dia. Não podemos esquecer que atitudes como não devolver o troco a mais recebido, priorizar prazeres em benefícios próprios, sem pensar no próximo, e furar filas são os primeiros passos para que também sejamos desvirtuados. A corrupção, antes de estar na sociedade, começa dentro de nós mesmos.”

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capa ADMITINDO O ERRO De acordo com estatísticas publicadas no começo deste ano pelo Instituto Data Popular, 70% dos entrevistados admitem já terem cometidos atitudes corruptas no dia a dia, porém apenas 3% se consideram corruptos. O Instituto entrevistou 3,5 mil pessoas, em 146 cidades brasileiras. Um passo importante no combate à corrupção – seja em instâncias menores ou em situações de maior representatividade – é a tomada de consciência, como reforça Alex: "A conscientização leva a um melhor entendimento, a um desenvolvimento crítico e à formação do caráter do indivíduo". Outra possibilidade, na opinião do professor, é a aplicação da justiça restaurativa, a qual também trabalha com a ideia de reconhecimento do erro, a autocrítica e a percepção do impacto que uma atitude gera na sociedade e em outro indivíduo. "Precisamos entender que nossas ações representam o mundo em que vivemos", diz.

Comparativo de atitudes Estudante corrupto X Adulto corrupto

ACEITAR O TROCO A MAIS NA COMPRA NA CANTINA

COLOCAR O NOME EM UM TRABALHO EM GRUPO SEM TER PARTICIPADO

COPIAR TEXTOS DA INTERNET PARA APRESENTAREM TRABALHOS SEM CITAR A FONTE/AUTOR PEDIR PARA O COLEGA ASSINAR A LISTA DE PRESENÇA EM SEU LUGAR

COLAR EM PROVAS

FALSIFICAR UM DOCUMENTO PARA JUSTIFICAR FALTA

FALSIFICAR ASSINATURA DO PAI EM AUTORIZAÇÕES E AVISOS

"Corrupção é fazer algo ilegal ou injusto em troca de um benefício próprio. A corrupção está presente em diferentes atos, como aceitar propina, prometer algo e não cumprir, colar na prova e furar a fila. Independentemente da situação, se você faz algo que prejudica o próximo para se beneficiar, isso é um ato de corrupção.”

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RICARDO R. FOLCHINI 9o ano EF Marista São Pedro, de Porto Alegre (RS)


LAURA MARCONI 2 ano EM o

Marista Aparecida, de Bento Gonçalves (RS)

“Em minha opinião, a corrupção é uma forma de corromper a própria ética e a própria moral. É um ato de egoísmo com a finalidade de conseguir benefícios ou caminhos mais fáceis para a solução de um problema e, na maioria das vezes, prejudicando alguém ou um grupo de pessoas. Acredito que, para acabar com esse problema, a educação e a honestidade são fundamentais. A mudança começa no nosso dia a dia.”

FURAR FILA NO BANCO

APRESENTAR ATESTADO DE SAÚDE FALSO PARA JUSTIFICAR FALTAS NO TRABALHO

APRESENTAR PROPOSTAS DE OUTROS COMO SENDO DE SUA AUTORIA

COMPRAR PRODUTOS FALSIFICADOS

DECLARAR INFORMAÇÕES ERRADAS NO IMPOSTO DE RENDA

TENTAR SUBORNAR O GUARDA DE TRÂNSITO PARA EVITAR MULTA

ESTACIONAR EM VAGAS RESERVADAS PARA IDOSO OU CADEIRANTE

ANA ALICE SEVERO PATEL 3o ano EM Marista Roque, de Cachoeira do Sul (RS)

“Corrupção é um ato de desamor e desrespeito. É dizer ‘não’ a direitos e deveres do cidadão. É a negação da cidadania.”

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capa CORRUPÇÃO ESTÁ RELACIONADA À QUEBRA DE REGRAS NO DIA A DIA.

Em cada 10 estudantes:

Engajamento virtual Cansado da corrupção escancarada em nosso País? Que tal apoiar o projeto 10 medidas contra a corrupção, do Ministério Público Federal, e se tornar um agente contra a corrupção? Essa é a proposta do aplicativo Mude, desenvolvido para esclarecer o projeto do Ministério Público.

“A corrupção é uma forma suja de usar algum benefício a seu favor, prejudicando alguém que possa precisar dele, como o uso indevido do dinheiro público pelos políticos, afetando a população. O Brasil não honra mais seus compromissos com o povo, como vemos nas grandes fraudes que têm trazido à tona uma quantia considerável de corruptos. A corrupção é algo que rebaixa a imagem do nosso país e o seu fim precisa começar por cada um de nós – respeitando o próximo, não furando filas, por exemplo. Eu não tenho tendências políticas, apenas quero o melhor para o meu país, sempre em defesa da justiça e respeitando a visão política das outras pessoas.”

WESLEI MOLINARI 9 ano EF o

Marista Medianeira, de Erechim (RS)

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já pediram para colocar nome em trabalho de grupo sem ter participado

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já copiaram textos da internet para apresentar em trabalhos

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já assinaram lista de presença em nome do colega

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já colaram em provas

Fontes: Pesquisa da Unicarioca (outubro de 2015); pesquisa Datafolha (novembro de 2015); pesquisa do Instituto Data Popular (fevereiro de 2016); pesquisa Honestidade intrínseca e a prevalência da quebra de regras entre sociedades, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido (abril de 2016).

70% DOS BRASILEIROS ADMITEM JÁ TER COMETIDO ATITUDES CORRUPTAS EM SITUAÇÕES COTIDIANAS.

NO ENTANTO, APENAS 3% DA POPULAÇÃO SE CONSIDERA CORRUPTA.


ÉTICA É ALGO TRANSMITIDO POR PESSOAS PRÓXIMAS, COMO PAIS E AMIGOS, OU POR PESSOAS QUE POSSUEM ALGUM DESTAQUE, COMO LÍDERES E FAMOSOS. Fonte: Pesquisa Datafolha [novembro/2015]

O USO INDEVIDO DA CARTEIRINHA DE ESTUDANTE TAMBÉM TEM DESTAQUE ENTRE AS ATITUDES CORRUPTAS COMETIDAS PELOS BRASILEIROS. 15% DOS ENTREVISTADOS DISSERAM QUE JÁ COMPRARAM MEIA-ENTRADA USANDO DOCUMENTO DE OUTRA PESSOA OU FALSO.

Fonte: Pesquisa Datafolha [novembro/2015]

CORRUPÇÃO [34%]

É O MAIOR PROBLEMA DO PAÍS, SEGUNDO BRASILEIROS. OUTROS PROBLEMAS CITADOS FORAM:

8%

10%

16%

34%

• SAÚDE [16%] • DESEMPREGO [10%] • EDUCAÇÃO E VIOLÊNCIA [8%]

SE ESSAS PESSOAS FALHAM NO CARÁTER E SÃO CORRUPTAS, MAS O SISTEMA NÃO AS CONFRONTA, O RESTANTE DA POPULAÇÃO ENTENDE QUE QUEBRAR REGRAS NÃO É TÃO RUIM ASSIM.

ANA LAURA RUCHIGA PINTO 3o ano EM Marista Santa Maria, de Santa Maria (RS)

"Corrupção é obter vantagem pelo mérito alheio, roubar, desviar. Corrupção é injustiça, falta de ética e de consideração pelo outro. Corrupção é qualquer atividade imoral, na qual o corrupto está ciente de que está tirando proveito de algo ou de alguém. Enfim, corrupção é falta de caráter.”

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© Ilustração: Freepi

entrevista

Sri Lanka: no caminho para dias melhores Conheça as particularidades e fragilidades do Sri Lanka pela perspectiva do Irmão Canísio Willrich, brasileiro que tem dedicado sua vida a missões no sudeste asiático

Por Michele Bravos

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O voo sai hoje à meia-noite de São Paulo. Daqui a um dia e seis horas, aproximadamente, e uma parada para troca de aeronave, em Dubai, você chegará ao destino: Sri Lanka. Um país localizado em uma ilha no Oceano Índico, bem perto da Índia. Distante do Brasil não só nos quilômetros mas também na cultura e nos costumes, o Sri Lanka foi a casa do Irmão Canísio Willrich de 2014 a 2016. Após esses dois anos como missionário por lá, ele partiu, este ano, para o Vietnã. Antes de embarcar para essa próxima missão, ele conversou com a revista Em Família, compartilhando a sua visão sobre os aspectos educacionais, sociais e econômicos do Sri Lanka.


Há um interesse do atual governo em melhorar a educação e também em renovar algumas escolas, porém se nota que os recursos financeiros são escassos.

Índia

Como é o trabalho marista que está sendo desenvolvido com a comunidade no Sri Lanka?

Nós, Maristas, temos Colégios no Sri Lanka e há um bom reconhecimento do trabalho educativo feito por meio desses Colégios. Eu, particularmente, estava mais envolvido na formação dos noviços, que são os jovens que desejam se tornar Irmãos Maristas. Tivemos um grupo de 11 jovens, cinco deles fizeram a primeira profissão religiosa no dia 9 de abril de 2016. Eram dois do Vietnã, dois do Paquistão e um do Sri Lanka. Em maio desse ano, recebemos um novo grupo de sete jovens vindos de vários países da Ásia para dar continuidade à formação marista.

Muitos países do sudeste asiático enfrentam sérios problemas no que diz respeito ao acesso de meninas à escola. Essa é também uma realidade da comunidade onde o senhor está inserido? O que é feito a respeito?

Há um certo predomínio masculino, porém não tenho percebido que haja exclusões no sistema educacional, pois as meninas, assim como os meninos, têm acesso à escola. Normalmente, as escolas para meninos e meninas são separadas. Há um interesse do atual governo em melhorar a educação e também em renovar algumas escolas, porém nota-se que os recursos financeiros são escassos. Vejo que o aspecto principal e mais urgente é a melhoria da qualidade de educação, uma melhor formação e preparação dos professores e também melhores salários. Acredito que a Igreja e as congregações religiosas estão dando uma grande contribuição nesse aspecto educacional do país.

Sri Lanka

O Sri Lanka está, historicamente, entre os países onde mais ocorreram perseguições aos cristãos. Como o senhor percebe isso no dia a dia?

Hoje, não se nota uma perseguição explícita de cristãos no Sri Lanka. Houve, sim, no tempo da guerra civil, há alguns anos. Mas, atualmente, o governo e as religiões buscam a harmonia e a paz. O país tem cerca de 80% de budistas e 7% de cristãos. Há tolerância e liberdade religiosa, além da promoção de diálogos inter-religiosos.

Existe algum trabalho de acolhida a perseguidos religiosos no Sri Lanka? Como funciona?

O Sri Lanka tem acolhido alguns refugiados cristãos do Paquistão. É um trabalho basicamente coordenado pela Igreja Católica em concordância com o governo. Há, também, algumas congregações religiosas que auxiliam nessa acolhida com alimentos, acomodação, atividades educativas para as crianças e oferecendo alguns trabalhos temporários para os pais e adultos. Para esses refugiados, o Sri Lanka é apenas um território transitório, pois essas famílias estão solicitando asilo em outros países. Essa organização de acolhida a refugiados também encaminha esses pedidos de asilo, porém o processo é lento e pode levar anos. Nossos noviços maristas se engajaram em duas dessas atividades: reforço no ensino de Língua Inglesa às crianças e colaboração na celebração natalina.

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entrevista Eu percebo que eles buscam alternativas para que as crianças se aprimorem em todos os níveis. Há incentivos esportivos, acadêmicos e artísticos. Claro que nem todos têm acesso a isso – especialmente as crianças do interior, que ajudam as famílias no campo a gerar uma renda. Há, também, a possibilidade de aprender outros idiomas, especialmente o Inglês, que é uma das línguas oficiais do país. As diferentes religiões e as congregações religiosas auxiliam e promovem a educação de valores de vida e de fé.

O que mais lhe causa desconforto na realidade desse país?

A limitação de recursos financeiros das famílias do interior – em outras palavras, a pobreza mesmo –, a falta de educação de qualidade e a falta de cuidado com o meio ambiente, especialmente na coleta do lixo. É preciso incentivar mais a limpeza e a reciclagem de resíduos. Além disso, há uma grande poluição sonora, buzinas fortes dos ônibus e caminhões que irritam e podem causar estresse.

Há um número grande de emigrações de países do sudeste asiático para países vizinhos, como os Emirados Árabes. Qual a sua opinião sobre esse fluxo migratório na busca por uma vida melhor, mas que, em verdade, os leva para trabalhos praticamente escravos?

É o reflexo da deficiência das políticas internas dos países. Essa não é a melhor alternativa, mas, para alguns, é a única saída, infelizmente. Precisaria ter um diálogo, um debate mais aberto com o povo, analisando as reais necessidades e canalizando recursos para o que é básico e fundamental. Quem sabe a própria comunidade poderia se organizar melhor, contribuir e colaborar mais, engajando-se em projetos de serviços sociais e buscando alternativas criativas.

© Fotos: Acervo pessoal

Quais condições as crianças possuem de real desenvolvimento pessoal e intelectual? Conte-nos um pouco sobre o ambiente em que elas se encontram e as possibilidades que têm sido apresentadas para elas.

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O que pode ser feito para impulsionar a qualidade de vida da população no Sri Lanka? Por onde começar, na sua visão?

Acredito que, para que haja uma melhora, é preciso trabalhar com a conscientização da população, incentivar a participação mais ativa da sociedade nas questões políticas locais e nacionais e investir na qualidade da educação.

Mesmo diante de amplas fragilidades, onde mora o encanto desse povo e desse país?

Na acolhida calorosa, no espírito de trabalho, na dedicação e na alegria e na vida simples do povo. Na sua cultura e no seu orgulho de ser srilanquês.

As diferentes religiões e as congregações religiosas auxiliam e promovem a educação de valores de vida e de fé.


EXPEDIENTE COLÉGIO MARISTA JOÃO PAULO II SGAN Quadra 702 Bloco B Brasília - DF Fone: 61 3426-4600 jopa2@maristas.org.br DIRETOR Marcos Scussel VICE-DIRETOR EDUCACIONAL Luiz Gustavo Mendes VICE-DIRETORA ADMINISTRATIVA Andrea Pacheco COMUNICAÇÃO E MARKETING Anna Catarina Fonseca, Karine da Silva, Lara Lima e Thais de Melo JORNALISTA RESPONSÁVEL Tiago Rigo (MTB 13919)

Ponto de vista em movimento

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Iuri de Souza Simões Ferreira fala sobre a importância do aprendizado prático da Matemática.

Com a palavra

Educação Infantil

Caleidoscópio

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Direção destaca a importância da escuta em tempos de ascensão vertiginosa das novas tecnologias.

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Ensino Fundamental

Gente nossa

Ensino Médio

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Confira as práticas pedagógicas que tornam o período de adaptação dos pequenos mais tranquilo e feliz.

EI EF EM

Relembre os primeiros meses do ano por meio de imagens dos principais projetos e atividades.

Da simples curiosidade ao despertar para a Iniciação Científica. Conheça algumas das iniciativas propostas pelo Colégio.

Gabriel de Sá, ex-aluno marista, conta como o Colégio marcou sua vida.

Temas que impactam o cotidiano integram a rotina de estudo dos estudantes.

Diz aí

Em foco

Construir conhecimentos

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O assunto é corrupção! Veja o que os estudantes pensam a respeito.

Estudantes demonstram suas percepções sobre o ambiente escolar por meio de fotografias.

Confira algumas dicas de livros e embarque nas histórias!


Tde escutar

Com a palavra

empos

Falar e escutar são ações corriqueiras do nosso cotidiano. É nossa forma de comunicação mais usual. Ou seria teclar e ler? Com a ascensão vertiginosa de novas tecnologias, migramos facilmente para novas formas de se informar em busca de mais comunicação. Ouvimos constantemente que muito se fala e pouco se escuta. Mas escutar não é um simples ouvir. Se temos pouco tempo para ouvir e ler tudo o que nos escrevem, por exemplo, nas redes sociais, menos tempo ainda temos para escutar. Vivemos tempos em que a liberdade de expressão, de sentimentos e opiniões nunca, na história, foi tão intensa. As redes sociais são espaços para expormos o que sentimos, acreditamos, pensamos. Muitas vezes, é impossível dimensionar as consequências do que é expresso. E facilmente caímos na tentação do julgamento. Julgar sem escutar é não acolher, é excluir. Mas como exercitar a escuta em tempos de livre expressão? A pedagogia da escuta é um dos pilares das Diretrizes da Educação Infantil de nossa instituição. Não somente nesse segmento de ensino, mas a escola, como um todo, deve ser um ambiente de escuta. O documento afirma que a pedagogia da escuta está alicerçada em uma ação educativa pautada por princípios éticos, políticos e estéticos. A escuta é contrária à transmissão, às explicações predeterminadas. Ela acolhe falas, sentimentos, expressões, dúvidas. Crianças ou jovens, os estudantes são sujeitos da educação. É preciso oportunizar espaçotempo de aprendizagens para que eles se construam na vivência de experiências significativas. A partilha, o diálogo e o confronto de ideias favorecem as relações, a acolhida das diferenças e a construção conjunta dos saberes. Escutar envolve a compreensão daquilo que o outro está comunicando. Escutar envolve tempo. Um tempo chronos, um tempo kairós. Um tempo que permite a expressão e a construção da inteireza do ser humano. Um tempo privilegiado de formação integral e desenvolvimento de todos os sujeitos envolvidos na aprendizagem. Na pedagogia da escuta, educadores, estudantes e famílias tornam-se parceiros interativos e construtores do contexto educativo. Fica o convite: vamos escutar mais!

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Colégio Marista João Paulo II

A escuta é contrária à transmissão, às explicações predeterminadas. Ela acolhe falas, sentimentos, expressões, dúvidas.

Marcos Scussel Diretor do Colégio Marista João Paulo II

© Foto: Acervo do Colégio


Por uma adaptação Brincar é tranquila e feliz ganhar tempo

Educação Infantil

O início da vida escolar traz uma série de descobertas e alegrias, mas também gera anseios e dúvidas, tanto para as crianças quanto para as famílias. É nessa fase que os pequenos entram em contato com uma nova rotina fora de casa, com a presença de pessoas que não integram seu círculo familiar. Novos hábitos são adotados a partir das atividades promovidas na escola, com horários e combinações. Além disso, começam a se formar novos vínculos por meio do convívio com os colegas e os educadores. Para os pais, o período de adaptação pode suscitar preocupações referentes ao bem-estar e à segurança de seus filhos, já que passam a deixá-los em um novo ambiente e com outras pessoas. Nesse sentido, é fundamental a confiança estabelecida com a escola para se construir uma relação de respeito, afeto e diálogo. Se família estiver tranquila e segura, a criança também passará a se sentir mais confortável e disposta para frequentar as aulas.

INICIATIVAS QUE CONTRIBUEM

© Foto: Acervo do Colégio

Em consonância com todos esses aspectos presentes na Educação Infantil, o Marista João Paulo II realiza atividades diversificadas com o objetivo de facilitar a adap-

tação ao novo. Já na entrevista para a matrícula, existe um diálogo sobre a gestação, as relações afetivas, a alimentação, e outros aspectos da vida da criança em casa, com a intenção de reunir informações para que a equipe de educadores construa um atendimento personalizado. As brincadeiras, a linguagem lúdica e as interações contribuem para o processo de adaptação, que é compartilhado com as famílias. Isso acontece por meio de fotos que retratam as diferentes vivências da criança no ambiente escolar e nos atendimentos presenciais com professoras e coordenadoras, quando também é possível acompanhar o desenvolvimento do estudante ao longo do período. Para a orientadora educacional Marina Reinaldo, tais iniciativas permitem que as crianças sintam-se acolhidas, integrando-se à rotina escolar. “Ainda que cada criança precise de tempos e apoios diferentes, o acolhimento marista, baseado na confiança, proteção, conhecimento, firmeza e perseverança, contribui para que nossas expectativas e das famílias sejam alcançadas com êxito”, ressalta. Dessa forma, compreende-se a infância como um tempo de construção de saberes em que se deve proporcionar experiências e interações, tendo como foco o desenvolvimento integral da criança.

As brincadeiras, a linguagem lúdica e as interações contribuem para o processo de adaptação.

Colégio Marista João Paulo II

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Caleidoscópio EI

O cuidado com a natureza e os hábitos saudáveis são estimulados no Projeto Horta. Os vegetais são plantados, cultivados, colhidos e consumidos pelas crianças.

2016

© Fotos: Acervo do Colégio

Combater o Aedes aegypti é uma missão de todos! As turmas saíram à caça de possíveis criadouros do mosquito e aprenderam que a prevenção é o melhor remédio.

NA PRÁTICA

No Laboratório de Investigação, as turmas têm a oportunidade de investigar sobre diversos tipos de materiais, como luzes, caixas, espelhos e objetos que estimulam a criatividade.

No Dia da Família Marista, educadores, estudantes e familiares vivenciaram momentos de integração.

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Colégio Marista João Paulo II


Durante a 1a Assembleia da Educação Infantil, as crianças praticaram a autonomia e a democracia decidindo as atividades da Semana do Livro Infantil. Na Semana do Livro Infantil, as turmas participaram de atividades repletas de descobertas, aprendizados e fantasia.

DIVERSÃO

ACONTECEU

Familiares dos estudantes doaram fraldas descartáveis que foram entregues à Creche Esperança, que atende crianças carentes da Cidade Estrutural.

No Dia da Mulher, as educadoras receberam flores com desenhos feitos pelas crianças.

Colégio Marista João Paulo II

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© Foto: Acervo do Colégio

Ponto de vista

Iuri de Souza Simões Ferreira Professor de Matemática e mestre em Matemática pela Universidade de Brasília

Por que é importante

aprender Matemática

A Matemática (do grego máthema, que significa ciência, conhecimento ou aprendizagem), derivando para mathēmatikós (apreciador do conhecimento ou prazer em aprender), é a ciência do raciocínio lógico e abstrato. Procura por padrões – estudando quantidades, medidas, espaços, estruturas e variações –, formula conjecturas e, por meio de deduções e induções, tenta demonstrá-las. Muitos questionam seu uso prático. No entanto, a Matemática está em toda parte, seja nas ciências, na tecnologia ou mesmo em estudos das Ciências Humanas, todos os profissionais utilizam tais conhecimentos. Um biólogo, por exemplo, os utiliza no estudo de populações. O médico determina a dosagem de certo medicamento ou o tempo de eliminação de toxinas do organismo, tendo como uma das principais ferramentas o estudo das funções. Um engenheiro, por sua vez, tem a constante necessidade de calcular superfícies, volumes ou mesmo estruturas, levando variáveis

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diversas em consideração, como o estudo das funções, a geometria plana e a geometria espacial. Independentemente da profissão, todos utilizam elementos matemáticos constantemente. Ao escolher a embalagem de um determinado produto no supermercado, a forma de pagamento (à vista, parcelado, através de financiamento) e até mesmo no cálculo do salário após um percentual de aumento, encontramos suporte na matemática financeira. Operações básicas da Matemática são, muitas vezes, conhecidas por pessoas que têm a oportunidade de completar o Ensino Médio, mas algumas são enganadas facilmente por propagandas que causam deslumbramento e cegam o consumidor. Daí a necessidade, por exemplo, do estudo da matemática financeira, para saber fazer cálculo de juros, compreender o uso de produtos notáveis, o conteúdo de uso cotidiano, etc. Segundo estudiosos, o estudo da Matemática, mesmo dos assuntos

Colégio Marista João Paulo II

que não são usados em nosso cotidiano, desenvolve, em nosso cérebro, regiões responsáveis pelo raciocínio lógico e pela noção espacial, contribuindo consideravelmente para a nossa capacidade de tomar decisões. É um suporte intelectual significativo na formação do indivíduo. Vale ressaltar a necessidade de uma visão crítica sobre o ensino dessa importante disciplina: deve haver a preocupação de motivar os alunos em cada assunto trabalhado. Segundo doutores (e, acima de tudo, professores), como Elon Lages Lima, Paulo Cézar P. Carvalho e Augusto César Morgado, todos titulares do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), o assunto surge para resolver situações da vida real, do cotidiano, da tecnologia, da ciência, sem fórmulas explícitas. Essa é uma abordagem ignorada no ensino tradicional, onde os conceitos matemáticos são introduzidos para resolver problemas que se referem a eles mesmos.


Ensino Fundamental

Incentivo à Iniciação Científica

em todos os níveis mente, desmistificar que a investigação, a pesquisa e a própria Iniciação Centífica se limitam ao componente curricular de Ciências. As práticas educativas estruturam-se na interdisciplinaridade: a argila que se transforma em representações fósseis no Laboratório de Ciências, para compreensão de conteúdos de História, depois pode culminar em representações artísticas.

APRENDIZADO QUE VAI ALÉM DA TEORIA Dando continuidade ao trabalho, nos Anos Finais, o projeto de Iniciação Centífica é trabalhado ao longo de todo o ano. Os estudantes se dedicam à resolução de situações-problema, baseadas nos conteúdos previamente abordados em sala de aula, norteando a Mostra do Conhecimento, em que o estudante pode demonstrar o desenvolvimento de suas competências a partir das teias do conhecimento de cada série. A investigação baseada nos conteúdos aplicados em sala de aula proporciona ao sujeito melhores condições de atuar socialmente. Todas as etapas da Mostra são permeadas por uma metodologia científica orientada pelos educadores e avaliadas a partir de critérios estabelecidos. Dessa forma, os estudantes já descobrem os passos de construção de um trabalho de pesquisa antes mesmo de chegarem ao mundo universitário.

© Foto: Acervo do Colégio

Por que o céu é azul? Como as plantas se alimentam? De onde vêm os bebês? Certamente, você já se deparou com essas e outras perguntas feitas pelas crianças, principalmente na faixa etária de 4 a 7 anos. É nesse período da infância que ocorre o despertar para a curiosidade sobre como as coisas acontecem. Esse movimento de busca pela compreensão do mundo deve ser incentivado ao longo de toda a vida escolar, pois levará os estudantes a fazerem novas descobertas, aguçando suas percepções para o aprendizado. Portanto, adotar a pesquisa científica como prática pedagógica é essencial para o desenvolvimento de habilidades e competências na construção do conhecimento. No Marista João Paulo II, a Iniciação Científica é um espaço destinado à investigação, à experimentação e à troca de saberes. Além disso, promove a expansão do pensamento crítico, a reflexão e a criatividade dos estudantes, a partir da formulação de questionamentos, da argumentação e do aprofundamento de informações e da coleta de dados. “As abordagens são diferenciadas de acordo com o segmento, em função de seus níveis específicos de desenvolvimento cognitivos, mas todos os estudantes são estimulados a investigar, observar e refletir”, salienta a professora Analy Martins. Nos Anos Iniciais, por exemplo, busca-se, primeira-

Colégio Marista João Paulo II

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Caleidoscópio EF

Os estudantes têm mais acesso à informação com o uso dos novos Chromebooks.

2016

© Fotos: Acervo do Colégio

Integrantes da Pastoral Juvenil Marista (PJM) participaram de oficinas de dança, música e grafite, aprendendo um pouco mais sobre intervenção cultural para jovens.

INTERATIVIDADE

ACONTECEU

CALOUROS

As doações arrecadadas por estudantes de todos os segmentos foram entregues à Nazaré de Lima representante da Creche Esperança e fizeram a diferença para a instituição que atende crianças carentes.

O Colégio foi cenário da gravação da série Vamos acabar com o monstro, protagonizada por estudantes das turmas de 6o e 7o ano EF. O preconceito, o bullying e o desperdício foram alguns dos temas abordados.

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Colégio Marista João Paulo II


Em 2016, a Capoeira passou a integrar o Turno Integral Marista (TIM). O ritmo e o gingado do esporte também marcaram presença no Dia da Família Marista.

Na exposição ComCiência, os estudantes refletiram sobre a responsabilidade humana acerca das mutações genéticas.

COMEMORAÇÃO

Celebrando a alfabetização, as turmas do 1o ano EF receberam mensagens de incentivo dos pais e educadores em seus cadernos pautados, marcando a descoberta da escrita.

NA PRÁTICA

Complementando o conteúdo teórico sobre o universo e o sistema solar, as turmas do 6o ano EF participaram da saída a campo ao Planetário de Brasília.

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Gente nossa

Minha história

© Fotos: Acervo pessoal

com o Marista

Gabriel, ex-aluno marista, conta como o Colégio marcou sua vida

Gabriel de Sá é jornalista formado pela Universidade de Brasília e ex-repórter de Cultura do Correio Braziliense. Atualmente vive na Dinamarca, onde faz mestrado em Jornalismo e Globalização.

Sempre soube que seria um aluno marista. Desde criança, ouvia orgulhoso os causos de meu pai, que, nos anos 1960, em Belo Horizonte, estudou no tradicional Marista Dom Silvério. Todas as vezes que se lembrava de tal período, ele enchia-se de orgulho para dizer que havia tido aulas em um dos mais importantes Colégios da capital mineira. Era sonho dele que os filhos também tivessem tal oportunidade. Não deu outra: assim que o Colégio Marista João Paulo II foi inaugurado, em 1997, minha irmã mais nova, Luciana, foi matriculada lá. Dois anos depois, era minha vez de me tornar um marista, dando continuidade aos planos de meus pais para uma educação de qualidade e, ao mesmo tempo, voltada para o desenvolvimento das aptidões dos estudantes, para os valores familiares e para a formação humanística. Passei sete anos da minha vida no João Paulo II. Vi o Colégio mudar de configuração várias vezes, e eu próprio, dos 11 aos 17 anos, me transformei completamente durante esse período. Se não todas, a maior parte das histórias da minha adolescência tem o Marista como pano de fundo: a primeira namorada, a primeira viagem sem os pais, a primeira vez que pisei em um palco... Sim, o Colégio me remete a várias primeiras vezes, mas também a uma porção de aprendizados bastante duradouros. Por morar bem perto do Marista João Paulo II, ia e voltava a pé para casa. Eu e mais um bando de alunos. Era uma farra. O Colégio era mesmo uma extensão de nossa casa. Aulas de Teatro, Música, Filosofia, Religião e Línguas;

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Colégio Marista João Paulo II

esportes dos mais variados; professores dedicados e comprometidos; coordenadores sábios e atenciosos; amigos da melhor qualidade. Essas são algumas das mais saborosas lembranças desse tempo. Isso para não falar das memoráveis viagens de formatura e das festas na Chácara Pequi... A vida tem dessas coisas: assim que me formei em Jornalismo pela Universidade de Brasília, em 2011, fui contratado como assistente de comunicação, vejam só, do Marista João Paulo II. Minha estadia lá nessa função durou pouco, mas foi importante para rever pessoas que foram fundamentais em minha formação, como ex-professores e antigos colaboradores, e perceber como o Colégio cresceu e o quanto aquelas paredes e jardins estavam impregnados de histórias que também são minhas. O ciclo estava completo. Assim como meu pai, eu também estava orgulhoso de ter feito parte dessa família.

Se não todas, a maior parte das histórias da minha adolescência tem o Marista como pano de fundo.


Ensino Médio

© Foto: Acervo do Colégio

Pensar

o mundo na escola Todos os dias, diversos fatos e assuntos emergem na mídia e na sociedade. Como parte desse contexto social, a escola o influencia e é por ele influenciada. Portanto, por mais que sejam planejadas atividades e intencionalidades curriculares para um período específico de tempo (por exemplo, um trimestre), sempre haverá interferências do que está além de seus muros. Isso exige constante atenção dos gestores, professores e estudantes para que a instituição escolar não fique aquém do que está sendo debatido pelas pessoas e que, simultaneamente, possa refletir e colaborar de forma propositiva na construção de um mundo melhor. Nos Colégios Maristas, pratica-se um jeito de educar e aprender que se desenvolve na combinação de diálogo e confiança, segurança e afeto, conhecimento e valores, sem descuidar de temas que impactam no cotidiano e são contemplados em avaliações externas, como o vestibular e o próprio Exame Nacional do En-

sino Médio (Enem). Sob essa perspectiva, o estudante é incentivado a ser protagonista e tem a oportunidade de exercer esse papel tanto nas atividades pertencentes ao currículo escolar quanto nas iniciativas diferenciadas voltadas para formação de liderança, autonomia e cidadania.

MOMENTOS DE TROCA E APRENDIZADO O Marista João Paulo II compreende a importância de abordar tópicos locais e globais relevantes no cenário contemporâneo, proporcionando espaços de fala e escuta. Esse trabalho é desenvolvido ao longo de todas as etapas escolares, sendo intensificado no Ensino Médio, por meio dos Aulões Interdisciplinares, das situações-problema a serem resolvidas e das aulas de Redação. Segundo a professora Juliana Rabelo, conduzir reflexões que contemplem temas atuais é essencial para que os estudantes desenvolvam bons textos. “Durante as aulas, os trabalhos

são conduzidos, inicialmente, com base em uma pesquisa prévia, sempre envolvendo questões do cotidiano. A partir daí, é proposto um debate, que precisa ser fundamentado teoricamente, e só então os estudantes iniciam a produção do texto”, explica a educadora. De acordo com o coordenador pedagógico Jorge Santos, tais projetos têm como objetivo despertar uma leitura crítica e um posicionamento frente à realidade em que estão inseridos. Na Mostra do Conhecimento, os estudantes têm a liberdade de escolher qual tema irão trabalhar, mas, com a orientação dos professores, a tendência é a escolha por um tema contemporâneo, sendo trabalhada uma abordagem que visa contribuir efetivamente na solução de problemas, promovendo propostas de melhoria da qualidade de vida da população. E, assim, a educação marista busca contribuir na vida dos jovens para que possam enfrentar os desafios do presente e do futuro.

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Caleidoscópio EM

O Conselho de Líderes Maristas tomou posse após eleições que elegeram líderes e vice-líderes de turmas.

2016

© Fotos: Acervo do Colégio

As turmas aprendem, nas aulas de Educação Física, que o coleguismo e a empatia fazem a diferença no ambiente escolar.

BOA CONVIVÊNCIA

ACONTECEU CALOUROS

As turmas criam compromissos de boa convivência, que prevê a solidariedade, a participação e o companheirismo.

O Clube de Teatro encenou a Via Sacra, em preparação para a Semana Santa, com o tema Arruma tua casa e teu coração.

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Colégio Marista João Paulo II


O projeto Intercâmbio marista: novas culturas, novos saberes na Oceania, voltado para estudantes do 3o ano EM, promoveu vivências multiculturais e o contato com a Língua Inglesa. As turmas realizam simulados, que preparam os estudantes para as avaliações do PAS/UnB e do Enem.

PROJETO

PJM

O encontro Despertando apresenta a Pastoral Juvenil Marista (PJM) por meio de reflexões, de momentos de oração e de dinâmicas de integração.

Colégio Marista João Paulo II

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Diz aí

Como podemos

combater

?

a corrupção

MARIA EDUARDA CALDO LIMA 6o ano EF

ANA VICTORIA L. A. B. GONÇALVES 7o ano EF

VICTOR SEMPLE 3o ano EM

“A corrupção começa por pequenos atos, como quando você faz algo que não é certo para tirar vantagem. Acho que o certo é falar para a pessoa que o que ela está fazendo está errado e não aceitar coisas desse tipo. É assim que eu lidaria com esse tipo de situação.”

“Acho a corrupção algo horrível, que prejudica a nossa imagem, mas as pessoas estão cada dia mais acostumadas com isso, me sinto indignada. Se eu visse alguém sendo corrupto, eu falaria com essa pessoa para, quem sabe, ela se arrepender e mudar de postura.”

“A corrupção está presente em todos os âmbitos da sociedade. Se a ética do ser humano extrapola questões pequenas, ela tende a chegar a algo muito maior. Cabe a nós, jovens, estudantes, fazer a diferença no cenário do nosso País.”

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Colégio Marista João Paulo II

© Fotos: Acervo do Colégio

no dia a dia


Em foco

1... 2... click!

A partir do tema Seu olhar sobre a escola, estudantes registraram, por meio da fotografia, a própria percepção sobre o cotidiano escolar

Não preciso de modelos, não preciso de heróis. Eu tenho os meus amigos.

JÚLIA BONIFÁCIO 7o ano EF

Somos parte da mensagem do amor. Trazemos corações conectados para sentir, cantar e viver essa vocação.

PIETRA SANCHEZ 3o ano EM

A felicidade depois de participar de uma ação solidária.

PAULA DANTAS 3o ano EM

Além de ser um local de aprendizado, o Colégio é lugar de amizade.

JUAN PABLO RIBEIRO 7o ano EF

Colégio Marista João Paulo II

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Construir conhecimentos

Fique por dentro!

Aprenda de um jeito fácil, prático e superconectado. Confira algumas dicas de livros e embarque nas histórias!

MALALA - A MENINA QUE QUERIA IR PARA A ESCOLA

DESAFIO LITERÁRIO

“Logo na primeira página, fiquei intrigada com o livro. Ele começa com um aviso de que não há como se preparar para as infelizes aventuras dos irmãos Baudelaire. Suas histórias, cada uma mais inacreditável que a outra, nos prendem e estimulam a ler até o fim para saber o destino dos irmãos.” Jade Maria Ferreira 2o ano EM

Gabriela Padro 5o ano EF

Talita Rangel 8o ano EF

VINTE MIL LÉGUAS SUBMARINAS “Um romance de Júlio Verne, escrito no século 19, que trouxe alta inovação para o seu tempo. O livro proporciona muitas horas de alegria e êxtase ao fazer o leitor se imaginar no fundo do mar, descobrindo todas as suas maravilhas. Um bom livro para quem gosta de aventuras. Eu recomendo!” Gustavo Jacobina 9o ano EF

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Colégio Marista João Paulo II

© Fotos: Acervo do Colégio

DESVENTURAS EM SÉRIE

Que tal dar uma chance para aquele livro que você abandonou na estante? Ou ler um livro que foi adaptado para o cinema? Participar do Desafio Literário é uma ótima maneira de colocar a leitura em dia. No vídeo, a Talita explica como funciona. Confira no link: goo.gl/VNx9jD

“O livro conta a história de uma garota, Malala, que nasceu e cresceu no Paquistão, uma região de extraordinária beleza e sempre cobiçada por grandes conquistadores. Malala queria muito ir para a escola, mas ela era perseguida por isso. Eu não mudaria nada nesse livro e recomendo a todos.”


Você achou legal o nosso piano? Espere até ver o que podemos fazer com o que você não usa mais.

Preservar o meio ambiente, a partir do reaproveitamento criativo de materiais eletrônicos, é o que move o projeto Recondicionar. O piano acima é o resultado desse trabalho. Sua parte externa é composta de botões de máquinas caça-níqueis, painel de led e madeira. Tudo recondicionado. O que antes era lixo acumulado, hoje nos ajuda a aprender músicas a partir de sinais luminosos. Em apenas um ano, foram arrecadadas mais de quatro toneladas de peças descartadas nos ecopontos do projeto. Saiba mais em socialmarista.org.br.


© Ilustração: Freepik

olhar

NA MEDIDA:

uma discussão sobre superproteção na infância Por Fabrícia Borges, psicóloga e professora da Universidade de Brasília (UnB)

Ao discutir sobre superproteção, precisamos primeiro entender como os filhos e as famílias se configuram no século 21. Possivelmente, a grande maioria das crianças é educada, hoje, em modelos de uma superatenção quando comparadas às crianças de 40, 50 anos atrás. Saímos de famílias com muitos membros (de oito a dez filhos) para famílias de um ou dois filhos. Só aí já constatamos que a forma de criar e educar as crianças mudou significativamente. Reconhecemos que as crianças

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precisam ser ouvidas, amadas, cuidadas, educadas e, sobretudo, entendidas. E temos mais tempo e recursos para isso. Contrariamente, também ficamos mais tempo longe delas, trabalhando e em atividades sociais. Vão mais cedo para a escola/creche, possuem mais eventos sociais, mais festas, mais passeios, estão mais midiáticas e, portanto, em um processo de globalização contínuo. Então, fico pensando de que formas nossas atenções vão ao encontro dessas infâncias? Podemos pensar que


Em um processo educativo, o ensinar a fazer é muito mais importante do que fazer por elas. Podemos pensar em uma superatenção emocional, de suas seguranças, de suas responsabilidades, de suas conquistas. existem várias formas de atenção – portanto, de superatenção. Será que as abraçamos tanto que as impedimos de se movimentar no mundo? De escolher, de criar e de ser? Até que ponto nossos cuidados permitem que essas crianças aprendam a cuidar de si e dos outros? Sim, porque, para sermos adultos felizes, precisamos aprender a cuidar do outro. Isso garante amizades, conquistas, grupos sociais, amor e afetos. Em um processo educativo, o ensinar a fazer é muito mais importante do que fazer por elas. Podemos pensar em uma superatenção emocional, de suas seguranças, de suas responsabilidades, de suas conquistas. No entanto, até que ponto cerceá-las de todos os modos permite a elas construir recursos internos para lidar com o mundo? É claro que não queremos que nossas crianças sofram, decepcionem-se e nem fiquem tristes. Também não queremos que elas se sintam inferiorizadas em seus autoconceitos, quando, supostamente, uma outra criança possui mais vantagens, sejam materiais ou afetivas. É difícil saber a dose certa entre a atenção, o amor e o afeto,

se demais ou se de menos. Precisamos, então, nos questionar até que ponto permitimos que elas aprendam e vivenciem suas responsabilidades, o exercício de serem afetivas, de conseguirem não ter tudo e ainda se sentirem satisfeitas e alegres, ou de aprenderem a lidar com suas frustração e insatisfações. Com certeza um grande desafio, pois não existe modelo e nem receita – até porque as crianças são diferentes e possuem necessidades também diferentes, assim como seus pais, suas famílias, sua escola e seus grupos sociais. Mas de uma coisa tenho certeza há algum tempo: precisamos educar nossas crianças para a solidariedade e a cidadania. Um adulto solidário faz bem a si mesmo, aos outros e ao mundo. Para isso, precisamos refletir. Talvez esta seja uma boa solução: questionar sempre nossas certezas e, também, nossas dúvidas, ensinando nossas crianças a também se questionarem. Podemos incentivá-las a buscar saber quem são, quais seus interesses, suas vontades, seus afetos, suas frustrações e suas responsabilidades. Caminhemos assim.

• Nem sempre os filhos têm razão em relação às outras crianças. • Eles não precisam ter todos os brinquedos do mundo. O que as crianças precisam é entender a importância das brincadeiras para o autoconhecimento e desenvolvimento das relações sociais. • Poupar as crianças de frustrações não garante que elas não as tenham, apenas as poupa de não aprender a lidar com elas. Cuidado, pois uma criança que só vive com sentimentos de frustração pode aprender que não existe nada no mundo além disso. • Todos nós possuímos responsabilidades e as crianças também precisam saber quais são as suas e cuidar delas. Se tomamos as responsabilidades de uma criança para nós, elas ficam sem responsabilidades. Poderão também ser adultos assim. As responsabilidades de uma criança estão no domínio de suas atividades e de seus interesses: cuidar das tarefas da escola, de seus brinquedos, de seus animais de estimação, de seus amigos. • Todos os seres humanos, inclusive as crianças, precisam entender que, se gostam de afeto, é necessário cultiválo. Seja com pais, parentes, amigos ou outras pessoas. Aprender a ser carinhoso e amoroso não significa ser submisso, ainda que quando criança. Precisamos aprender a falar tanto de nossos aborrecimentos quanto de nosso afetos e carinhos. • Aprender a dizer – e a respeitar – o “sim” e o “não”.

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Abraço que encoraja O poder do abraço é comprovado cientificamente e testificado por profissionais que percebem, na prática, a importância desse ato no desenvolvimento pessoal

© Foto: Shutterstock

Por Michele Bravos

O abraço durou longos minutos, tempo suficiente para os batimentos cardíacos se regularizarem, os níveis de estresse baixarem e a autoconfiança ser retomada. Diversas universidades no mundo – entre elas, a Universidade da Carolina do Norte (EUA), a Universidade de Viena (Áustria) e a Universidade de Bar-Ilan (Israel) – possuem pesquisas que comprovam os benefícios de um abraço. Cientificamente, todas apontam para a elevação dos níveis de oxitocina – um hormônio capaz de amenizar o sentimento de isolamento e raiva –, além de influenciar na autoestima e na autoconfiança tanto de crianças quanto de adultos. As pesquisas atestam o que é comprovado, na prática, por profissionais que estão em contato frequente com pessoas que não vivenciavam demonstrações de afeto saudáveis e que, a partir da prática do abraço, passaram a ressignificar seus relacionamentos e a própria forma de se ver. A assistente social Fernanda Celano realiza um trabalho com crianças e adolescentes de uma casa-lar em Curitiba (PR) desde 2014 e percebe o quanto o abraço é poderoso para gerar um ambiente de segurança para eles. "O processo de desenvolver o vínculo afetivo, mediado pelo toque físico do abraço, abriu caminho para o sentimento de confiança. Eles sentiram que o abraço era sincero e desinteressado. Logo, puderam falar, con-

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O ABRAÇO CERTO

© Foto: Acervo do Colégio

O Colégio Marista Pio XII realiza, desde 2014, a campanha Abraço Grátis.

tar suas histórias, no tempo e do jeito deles, sem julgamentos ou curiosidade. Desde janeiro de 2015, temos um canal de comunicação muito aberto, tanto com os meninos quanto com as meninas. Eles têm liberdade para dizer do que gostam, como estão se sentindo e também falar do que não gostam em nós". Fernanda ainda destaca que é importante que crianças e adolescentes percebam que o abraço faz parte das relações saudáveis entre familiares, amigos e casais. "O abraço é parte da construção do vínculo afetivo, demonstra aceitação, acolhimento, proteção. Eu acredito que somente uma relação amorosa pode forjar na criança o sentimento de confiança e segurança".

QUANTO MAIS, MELHOR A psiquiatra norte-americana Virginia Satir é reconhecida no meio acadêmico por defender que precisamos de, no mínimo, quatro abraços diários. Segundo suas contas, são necessários quatro abraços por dia para a sobrevivência do ser humano; oito para a manutenção do bem-estar; e 12 para um crescimento pessoal no futuro. Já Fernanda percebeu que, com o tempo, os abraços se tornaram mais frequentes e espontâneos, ressignificando a forma de as crianças e os jovens se relacionarem e se expressarem. "No nosso meio, eles recebem

muitos abraços, o que os ajuda a entender que o toque é uma linguagem de amor e não deve remeter à violência. Eles nunca recusaram um abraço, mas os primeiros eram rápidos, superficiais, tímidos e inseguros. À medida que fomos nos conhecendo, com encontros semanais, o vínculo foi crescendo, eles foram se sentindo mais seguros e amados, sabiam que eram bem-vindos, e os abraços ficaram espontâneos, demorados, afetuosos. Às vezes, expressam tristeza, permeados pela vontade de voltar para a família de origem. Às vezes, só querem o toque pelo toque, para sentir amor e afeto". No Colégio Marista Pio XII, em Novo Hamburgo (RS), o número de abraços diários passam de 12, se preciso for. Desde 2014, o Colégio aderiu à campanha do Abraço grátis. Os jovens da Pastoral da Juventude Marista (PJM) caminham pelos corredores durante o horário de intervalo com cartazes anunciando a distribuição de abraços para quem quiser. "O objetivo dessa ideia é aprofundar a formação integral e social entre os jovens, saindo da rotina. Assim, queremos despertar o cultivo de valores cristãos nos estudantes, como ser presente, ser amigo e demonstrar cuidado", explicaram os líderes da PJM do Colégio, a assessora Claudia Buttenbender e o Irmão Matheus Martins.

A pscicoterapeuta norte-americana Hillary Hendel é conhecida por desenvolver um método de terapia que busca entender as expressões do corpo, trabalhando o contato físico e a escuta das próprias emoções, em um caminho de resgate de quem se é. Recentemente, ela publicou um artigo no The New York Times sobre o poder de cura de um abraço. Na publicação, ela afirma que, para um abraço ser eficaz, ele precisa ser por inteiro, não pode ser um 'meio-abraço'. "Um abraço terapêutico, aquele destinado a acalmar o sistema nervoso, requer algumas instruções. Um bom abraço deve ser sincero. Você não pode fazê-lo pela metade. Duas pessoas, o 'abraçador' e o 'abraçado', encaram um ao outro e se abraçam, com seus corpos se tocando por inteiro. Sim, é íntimo. O 'abraçador' deve estar focado no 'abraçado' com intenção proposital para lhe oferecer conforto. É, literalmente, uma experiência de coração para coração: a pulsação do 'abraçador' pode regular o batimento cardíaco do 'abraçado'. Por último, e muito importante, o 'abraçador' deve abraçar o 'abraçado' até o 'abraçado' estar pronto para ir embora, e nem um momento antes". Tradução livre do artigo publicado no The New York Times, em 1 de Setembro de 2015. Leia na íntegra: goo.gl/dB1pc6

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Vivências

© Fotos: Acervo pessoal

solidariedade

compartilhadas Entre sorrisos e brincadeiras, um mundo novo se abre por meio do voluntariado internacional Por Taysa Dias

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“Que se faz de boa vontade”. Essa é a definição no dicionário para a palavra “voluntário”. Explicação que poderia ser facilmente complementada por “receber muito mais do que se doa”, frase dita por Leomar Silvestro, coordenador do Centro Social Marista Santa Isabel (Cemasi), instituição localizada em Porto Alegre (RS) e escolhida para receber o voluntário chileno Christhofer Otárola Antonio Cabezas, de 27 anos, que trabalhou por lá durante o mês de janeiro de 2016. Após Silvestro comunicar a todos, educadores e crianças, sobre a vinda de um novo integrante, a euforia tomou conta dos jovens e adolescentes. A recepção do chileno ao local onde passaria seus próximos trinta dias, foi feita de forma natural e simples. A língua estrangeira, que antes parecia ser um empecilho, foi substituída por novas formas de se comunicar, sempre com carinho e respeito.


Para Christhofer, a ideia de ser voluntário surgiu de uma conversa com a colega de trabalho que acabara de chegar de uma missão na Bolívia. “Ser voluntário me permitiu sair da minha comodidade e conhecer diferentes realidades, com as quais não estou acostumado. Isso também me permitiu oferecer o meu trabalho para o outro”. A cada dia, novas experiências e vivências foram ganhando a contribuição do novo voluntário. “O Christhofer chegou ao Cemasi muito curioso para conhecer o espaço, a equipe e, é claro, os jovens do Centro. Mas algo que talvez ele não esperasse na proporção que aconteceu foram as amizades e o afeto das crianças, o mais sincero que podia vivenciar, pois elas abraçam o mundo e as pessoas como parte de sua família”, conta Silvestro. O voluntário ressalta que certamente levará o aprendizado profissional conquistado por meio das atividades no Cemasi para o seu dia a dia como professor de Química no Instituto Chacabuco, localizado na cidade de Los Andes, no Chile. “Foi uma das melhores experiências que tive na minha vida, que me permitiu crescer em todas as áreas, pessoal e profissional, além de conviver com pessoas maravilhosas que dedicam seu tempo para trabalhar nessa grande obra que são os Centros Sociais Maristas”, diz Christofer. Nesse tempo em que ele esteve por lá, ficou clara a importância do trabalho em equipe, independentemente das diferenças culturais. “Houve uma satisfação enorme e uma aproximação entre todos. O Christhofer se doou, acreditou e contribuiu com a nossa proposta”, afirma Silvestro. Christhofer pretende repetir a viagem de voluntariado no Brasil e relata que a maior contribuição para si próprio foi o autoconhecimento. “Ser voluntário é poder conhecer a si mesmo, saber o que sou capaz de entregar para o outro, além da oportunidade de conhecer os colegas brasileiros, que fizeram eu me sentir em casa”.

Ser voluntário me permitiu sair da minha comodidade e conhecer diferentes realidades, com as quais não estou acostumado. Isso também me permitiu oferecer o meu trabalho para o outro.

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© Foto: Michele Bravos

como fazer

É preciso saber ler saber ler

A liberdade e o incentivo à leitura são pontapés para formar leitores críticos e conscientes Por Taysa Dias

Você se recorda do primeiro livro que leu? E aquele título que mais o encantou ainda na infância? Certamente a segunda opção é mais fácil de lembrar. Isso porque o processo da leitura exige envolvimento individual e reflexivo, ao contrário de uma atividade de consumo rápido de texto e sem aprofundamento. Para Milena Ribeiro Martins, professora de Literatura do curso de Letras da Universidade Federal do Paraná (UFPR), gostar de ler é diferente de saber ler bem. Ela ressalta o papel da escola para exercitar as habilidades de leitura: “É preciso que o leitor aprenda a decodificar, prever a continuidade de um texto, a entender o dito e o suben-

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tendido, a entender ironia, piada, ameaça, identificar-se com emoções e colocar-se no lugar de personagens. Há muitas habilidades que exercitamos enquanto lemos, e tudo isso precisa ser ensinado, praticado e discutido”. A família tem relação direta na prática da leitura de crianças e adolescentes. Exemplo disso é o que aconteceu no lar do estudante Guilherme Engelhardt Stange, de 23 anos, onde sua mãe, Sandra Engelhardt, tinha o hábito de ler para ele livros inteiros durante sua infância. Aos 9 anos de idade, após uma ida à livraria com sua mãe, Guilherme iniciou sua primeira leitura autônoma. O título escolhido foi o mesmo de milhares


DICAS DE LEITURA Para que crianças e jovens iniciem suas descobertas no mundo da literatura, é preciso liberdade por parte da escola e incentivo por parte da família, dentro de casa. Confira algumas dicas da professora Milena para colaborar com a leitura de crianças e adolescentes: • Ajude o jovem a escolher bons livros (o que não é uma tarefa fácil!). • Guie-o pelas estantes de livrarias e bibliotecas. • Folheie, leia trechos, e não hesite em descartar um livro hoje, para retomá-lo no futuro. • Eleja seus escritores favoritos e recomende-os.

FLEXIBILIDADE X INSISTÊNCIA Para criar um hábito de leitura em casa ou na escola, é preciso ter disciplina e rotina. Segundo a professora Milena, conciliar disciplina com prazer é a melhor forma de não transformar a leitura em uma tarefa cansativa. “Se, para isso, for preciso abandonar uma leitura no meio, sem problemas, abandone! É isso que leitores maduros fazem: começam e interrompem leituras se elas não atendem a seus propósitos e a seus desejos. É importante, em casa, dar alguma liberdade de escolha”.

LITERATURA FANTÁSTICA de jovens: Harry Potter e a pedra filosofal, da autora J. K. Rowling. “Minha mãe lia muitos livros para mim, mas comecei ‘de verdade’ com Harry Potter. Foi o que me levou a gostar de ler”, revela. Depois disso, o estudante se entregou a clássicos como A volta ao mundo em 80 Dias, de Julio Verne; Capitães de areia, de Jorge Amado; O nome da rosa, de Umberto Eco, entre outros. O gosto por essas obras clássicas, contudo, não se deu de forma rápida por causa, segundo o próprio Guilherme, de sua “falta de maturidade literária”. “Lembro quando a escola solicitou que lêssemos Capitães de areia. Na época, não gostei. Hoje, já com o hábito da leitura, é um dos meus livros preferidos”.

Os livros de literatura fantástica apresentam três vertentes principais: a ficção científica, a fantasia e o horror. Esse gênero vem crescendo entre os jovens e adolescentes brasileiros e é, sim, uma porta de entrada para o mundo da literatura. Exemplo disso é a série Harry Potter, de J. K. Rowling, que vendeu milhões de exemplares pelo mundo e desmistificou o pensamento das editoras de que adolescentes não leem livros extensos. Além dessa famosa saga, outras séries ficcionais também caíram no gosto dos jovens, como Jogos vorazes, de Suzanne Collins, e Divergente, de Veronica Roth. Para a professora Milena, a literatura fantástica permite um universo ao mesmo tempo distante e próxi-

mo do leitor, que ultrapassa os limites da vida humana e permite a identificação com certos personagens e situações. “Vivemos imersos em cultura, em símbolos, em histórias. Perder a compreensão disso tudo é viver de forma rasa, superficial. Precisamos compreender o mundo em que vivemos para transformá-lo em algo melhor”.

Há muitas habilidades que exercitamos enquanto lemos, e tudo isso precisa ser ensinado, praticado, discutido.

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compartilhar

Confira nesta edição as dicas de aprendizado das Línguas Inglesa e Espanhola sugeridas pela assessora da área de Linguagens dos Colégios Maristas, Ana Cristina Alves.

APP MUSEU AMERICANO DE HISTÓRIA NATURAL Por meio do site do Museu Americano de História Natural (American Museum of Natural History), você pode baixar aplicativos para conhecer o acervo e enriquecer o vocabulário com leituras incríveis sobre ciência. A coleção de fósseis, incluindo de espécies de dinossauros, é um dos principais atrativos. amnh.org/apps

© Imagens: Divulgação

LIVRO WHAT'S ON

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Este é um livro didático que instrumentaliza o professor e prepara o estudante de uma maneira descontraída, usando os mais diversos filmes e séries de TV. A obra contempla funções de linguagem, aspectos gramaticais, atividades com respostas comentadas e um robusto guia de filmes e séries, como Cidade dos anjos, a saga Harry Potter, Meu malvado favorito e Friends.

LIVRO NOT JUST HAMBURGERS! Quando se pensa na culinária americana, certamente o hambúrguer é o primeiro alimento que vem à sua mente. No entanto, é importante conhecer outros pratos típicos, ainda mais se essa experiência possibilitar diversos aprendizados da Língua Inglesa. Com o livro de Virginia Klie, você também poderá conhecer as tradições gastronômicas, as influências étnicas, curiosidades e um menu especial para o Dia de Ação de Graças!


LIVRO MI BUENOS AIRES QUERIDO Mi Buenos Aires querido, de Delia María de Césaris e Telma Guimarães Castro Andrade, da editora Santillana, é uma publicação que combina o texto verbal com o áudio, possibilitando o exercício da leitura e da escuta. A história se desenrola em Buenos Aires, cidade em que um jovem brasileiro faz intercâmbio e tem a possibilidade de conhecer a cultura, as diferenças e as semelhanças entre Brasil e Argentina. A obra possui ainda glossário e atividades. Também vale conferir as diversas atividades disponíveis no portal educacional da Santillana. Confira: santillana.com.br/portal-educacional

FILMES UM CONTO CHINÊS, KAMCHATKA E CUERDAS O hábito de assistir a filmes e séries sem legenda é sempre recomendado, pois possibilita “treinar o ouvido” e ampliar o vocabulário. Alguns títulos sugeridos são Um conto chinês, Kamchatka e o curta-metragem Cuerdas. São obras que trazem aspectos culturais e motivam para um olhar sensível sobre os fatos reais ou ficcionais.

JORNAIS CLARÍN E EL PAÍS A leitura frequente desses jornais contribui para o aprendizado da estrutura gramatical da Língua Espanhola, bem como para a apropriação do vocabulário. Desenvolva o hábito de acompanhá-los e anote em um bloco as palavras novas. • clarin.com

• elpais.com

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diversão

Mas

Aulas de gastronomia e fotografia são opções de vazão para a curiosidade de crianças e adolescentes, contribuindo para o seu desenvolvimento Por Michele Bravos

A pouca idade não faz deles menos criativos ou desenvoltos. Pelo contrário. A curiosidade, inerente a crianças e adolescentes, os leva a resultados que surpreendem. Práticas que antes poderiam ser atribuídas apenas aos adultos têm conquistado o gosto das crianças e dos adolescentes também. Que tal aproximá-los desses mundos?

© Fotos: Shutterstock

por quê?

ENTRE PANELAS

Os programas de competição gastronômica com participantes mirins revelam o talento como chef de cozinha de crianças e adolescentes. E essa não é uma realidade só da TV. A professora de gastronomia Aline Wunsch, que dá cursos para os mais jovens, conta que o interesse dos alunos pelo novo faz com que aprendam rápido. “Eles são muito dedicados no que fazem. Não é difícil enxergar como suas habilidades aumentam ao decorrer das aulas”. A forma como a curiosidade é trabalhada permite que eles evoluam na prática de forma proveitosa, alcançando diferentes perfis de crianças e adolescentes. “Tenho alunos mais tímidos que são bem atentos, têm muita força de vontade e se superam a cada dia. Tenho, também, aqueles alunos superdesinibidos, que adoram interagir e têm uma criatividade fora do comum”. Uma aula de gastronomia não se destina apenas àqueles que possuem um interesse declarado pelas experiências na cozinha. As atividades podem servir para trabalhar outros aspectos no desenvolvimento do aluno. “A parte motora é desenvolvida, ao trabalharem com as panelas, com as facas e mexendo as preparações. Eles adquirem responsabilidade ao perceberem o espaço da cozinha como um ambiente que deve ser mantido limpo e organizado. Eles também aprendem a trabalhar em grupo, a ter noções de sustentabilidade e a respeitar o alimento”. O grande diferencial de um curso de gastronomia infantojuvenil comparado a um para adultos está no fato de que o segundo é mais técnico e o primeiro é mais experimental, possibilitando que os alunos aprendam diversas receitas e também treinem mais aquilo por que demonstram interesse.

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Tenho alunos mais tímidos que são bem atentos, têm muita força de vontade e se superam a cada dia. Tenho, também, aqueles alunos superdesinibidos, que adoram interagir e têm uma criatividade fora do comum.

ENTRE CLICKS

Quando ingressam nas aulas de fotografia, a imagem digital é vista como uma ferramenta de comunicação: através da imagem, se conta uma parte do dia, mostra-se quem se é (em geral, pelos selfies). No entanto, no decorrer das aulas, eles são apresentados à história da fotografia, às câmeras antigas e aos rolos de filme. O contato com esse outro universo instiga a curiosidade deles os desperta para conhecer mais do processo fotográfico e tudo o que envolve a fotografia. Para a fotógrafa Patrícia Zupo, professora de fotografia para adolescentes, “essa é a geração do anúncio pessoal, dos vídeos bem bolados, do ter algo a dizer para o público. Vejo que muitos são desinibidos. Busco trabalhar com estes a forma estética e a ética de postagens. Já os mais tímidos se soltam quando descobrem que a fotografia não precisa ser uma ferramenta de uso da autoimagem. Esse perfil de aluno, ao perceber que é possível se mostrar ao mundo sem aparecer nas fotografias, mas, sim, exibindo seu interesse pessoal, criam os mais interessantes temas de projetos”. A professora também percebe que, independentemente do perfil, algo que os alunos possuem em comum é o gosto por literatura e museus. Durante as aulas, a fotografia também é usada para despertar mais interesse pelos conteúdos convencionais da escola. “Trago a Matemática, a Física e a Química da fotografia para que eles compreendam o que e por que precisam estudar essas matérias. Por exemplo: ângulos e ótica estão relacionados diretamente a imagem e câmeras. Assim, eles começam a ver a prática do que estudam na escola”. Como os alunos dessa geração são bastante conectados, a professora inova no ensino. “Tanto os adolescentes como as crianças aprendem de forma nada convencional, com exemplos do seu dia a dia, aplicativos disponíveis e de forma livre. O imediatismo no qual eles vivem me permite incluir brincadeiras e construção de jogos para que a fotografia não seja apenas um mero ato de clicar”.

Essa é a geração do anúncio pessoal, dos vídeos bem bolados, do ter algo a dizer para o público.

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essência Matheus Giacomoni © Foto: Acervo pessoal

Ex-aluno do Marista São Pedro, formado em Administração, um dos fundadores da Múltiplo.X e transformador social.

Alterando as

estruturas

Pela minha trajetória e pela do meu sócio, Bernardo De Carli, sabíamos que não podíamos criar uma empresa apenas para ganhar dinheiro. Ele, professor de História, eu administrador. Mas, os dois com histórico de militância na educação popular e em outros projetos sociais. Por isso, nossa experiência e história de vida nos moveram a fazer a Múltiplo.X, uma empresa singular que busca dar um retorno para a sociedade, acima de tudo, visando transformação social. Fundamos a empresa com o objetivo de promover mudanças estruturais na sociedade, articulando vários setores – sociedade em geral, ONGs, empresas – e aprimorando seus potenciais de transformação. Analisamos o dinamismo do mercado atual, as novas demandas dos colaboradores das empresas, o formato da sociedade, os anseios e as necessidades da população. Chegamos à conclusão de que os formatos das relações de trabalho e consumo do século passado não são mais válidas, apesar de ainda dominarem os mercados. Hoje, exige-se que as empresas tenham a capacidade de interpretar e dar respostas aos anseios da sociedade civil. Um dos exemplos de trabalhos que realizamos foi a campanha TransformaLivro, organizada no ano de 2015 e ainda em andamento. Essa campanha, que aconteceu em espaços públicos da cidade, envolveu diversos segmentos: empresas como voluntárias e patrocinadoras, os cidadãos

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e as cidadãs de Porto Alegre, ONGs, artistas e pessoas da mídia. A TransformaLivro (goo.gl/xaAFE0) arrecadou mais de 5 mil livros em pontos de recolhimento pela cidade de Porto Alegre, e esses livros estão sendo distribuídos por bibliotecas da periferia da cidade. Bibliotecas comunitárias, que sejam geridas pelas próprias comunidades em parceria com as ONGs. Bibliotecas que têm a cara daquelas comunidades, que pertencem àquelas comunidades. Também estamos organizando saraus em cada uma das bibliotecas, pois acreditamos que apenas entregar os livros não cumpra o papel de transformação. É preciso ir até o fim: dar acesso e incentivar a leitura. Realizamos projetos nesses formatos também em ambientes empresariais. Mas, seja no espaço organizacional ou envolvendo a população como um todo, o mais importante para nós é realizar mudanças nas estruturas da sociedade, na forma de pensar a cidade.

Chegamos à conclusão de que os formatos das relações de trabalho e consumo do século passado não são mais válidas, apesar de ainda dominarem os mercados. Hoje, exige-se que as empresas tenham a capacidade de interpretar e dar respostas aos anseios da sociedade civil.


O ENSINO MÉDIO DA REDE MARISTA FICOU EM PRIMEIRO LUGAR EM LEMBRANÇA NO MARCAS DE QUEM DECIDE. OBRIGADO PELO RECONHECIMENTO.


CENTRAL DE RELACIONAMENTO COM O CLIENTE

www.ftd.com.br || 0800 772 2300

Colégio Marista João Paulo II  

10ª ED | 1º SEM 2016