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10a edição | 1o Semestre 2016

A corrupção de cada dia

Para exterminar esse problema, é preciso transformações de caráter. Você está disposto a mudar esse cenário?


VAMOS JUNTOS CULTIVAR

NOVAS HISTÓRIAS A FTD Educação apresenta um projeto pensado para envolver escolas, professores e famílias na grande aventura de cultivar novos leitores.

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Às vésperas de completar 200 anos de presença mundial e há mais de 110 anos presente no Rio Grande do Sul, a atuação dos Colégios e das Unidades Sociais da Rede Marista se dá,

Presidente da Rede Marista Ir. Inácio Nestor Etges

atualmente, em 13 cidades gaúchas e em Brasília. São 26 Colégios e nove Centros Sociais, que atendem, diariamente, mais de 20 mil crianças, jovens e adultos.

Vice-Presidente da Rede Marista Ir. Deivis Fischer

COLÉGIOS Colégio Marista Aparecida colegiomarista.org.br/aparecida | 54 3449 2600

Colégio Marista São Luís colegiomarista.org.br/saoluis | 51 3713 8500

COLÉGIOS E UNIDADES SOCIAIS

Colégio Marista Assunção colegiomarista.org.br/assuncao | 51 3086 2100

Colégio Marista São Marcelino Champagnat colegiomarista.org.br/ejachampagnat | 51 3584 8000

Superintendente Executivo Rogério Anele

Colégio Marista Champagnat colegiomarista.org.br/champagnat | 51 3320 6200

Colégio Marista São Pedro colegiomarista.org.br/saopedro | 51 3290 8500

Coordenador Jurídico Elder Filippe

Colégio Marista Conceição colegiomarista.org.br/conceicao | 54 3316 2700

Colégio Marista Vettorello colegiomarista.org.br/ejavettorello | 51 3086 2100

Coordenador de Comunicação e Marketing Tiago Rigo

Colégio Marista Graças colegiomarista.org.br/gracas | 51 3492 5500

Escola Marista Santa Marta colegiomarista.org.br/santamarta | 55 3211 5200

Gerente Educacional Ir. Manuir Mentges Gerente Social Ir. Luciano Barrachini Supervisão Editorial Katiana Ribeiro, Sendi Spiazzi e Reinaldo Fontes Conselho Editorial Luciano Centenaro, Patricia Saldanha e Simone Martins da Silva

Colégio Marista Ipanema colegiomarista.org.br/ipanema | 51 3086 2200 Colégio Marista Irmão Jaime Biazus colegiomarista.org.br/jaimebiazus | 51 3086 2300 Colégio Marista João Paulo II colegiomarista.org.br/joaopauloii | 61 3426 4600 Colégio Marista Maria Imaculada colegiomarista.org.br/imaculada | 54 3278 6100 Colégio Marista Medianeira colegiomarista.org.br/medianeira | 54 3520 2400 Colégio Marista Pio XII colegiomarista.org.br/pioxii | 51 3584 8000

Sede Marista R. Ir. José Otão, 11 - Bonfim - Porto Alegre/RS CEP: 90035-060 Tel.: 51 3314-0300 / 0800 541 1200

colegiomarista.org.br socialmarista.org.br

10a Edição | 1o Semestre 2016 PERIODICIDADE Semestral

Colégio Marista Roque colegiomarista.org.br/roque | 51 3724 8100 Colégio Marista Rosário colegiomarista.org.br/rosario | 51 3284 1200 Colégio Marista Sant’Ana colegiomarista.org.br/santana | 55 3412 4288 Colégio Marista Santa Maria colegiomarista.org.br/santamaria | 55 3220 6300

ESCOLAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL Marista Aparecida das Águas Marista Menino Jesus Marista Renascer Marista Tia Jussara colegiomarista.org.br

CENTROS SOCIAIS Marista Aparecida das Águas Marista Boa Esperança Marista da Juventude Marista de Inclusão Digital (Cmid) Marista Ir. Antônio Bortolini Marista Mario Quintana Marista de Porto Alegre (Cesmar) Marista Santa Isabel Marista Santa Marta socialmarista.org.br

Colégio Marista Santo Ângelo colegiomarista.org.br/santoangelo | 55 3931 3000

POLO MARISTA

Colégio Marista São Francisco colegiomarista.org.br/saofrancisco | 53 3234 4100

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ERRATA Lançada no 2o semestre de 2011, a revista Em Família Marista estava em sua 9a edição na publicação anterior. REVISÃO Lumos Soluções Editoriais

EDIÇÃO

PROJETO GRÁFICO Estúdio Sem Dublê | semduble.com

Redação: Michele Bravos e Taysa Dias Edição de arte: Julyana Werneck

ILUSTRAÇÃO DA CAPA Julyana Werneck

Supervisão editorial: Maria Fernanda Rocha Envie comentários, críticas e sugestões sobre a revista para o e-mail faleconosco@maristas.org.br

© Todos os direitos reservados. Todas as opiniões são de responsabilidade dos respectivos autores.

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índice capa

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O problema macro da corrupção começa no universo das microatitudes, dos pequenos erros cometidos, consentidos ou omitidos, no dia a dia. Família e escola desempenham papel fundamental na formação do caráter de crianças e adolescentes, apontando para uma solução possível desse problema. 1a impressão

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O superintendente dos Colégios e Unidades Sociais, Rogério Anele, ressalta os desafios da educação na contemporaneidade diante da corrupção no País.

Dia a dia

Entrevista

Olhar

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O assunto é feminismo: como os pais devem lidar com esse tema com os filhos?

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Descubra o Sri Lanka pela perspectiva do do Irmão Canísio Willrich, que tem dedicado sua vida a missões no sudeste asiático.

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Curiosidade

Solidariedade

Como fazer

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Histórias de profissionais comprovam na prática o poder de um abraço para estimular a autoconfiança.

Um mundo novo descoberto pela prática do voluntariado internacional. Inspire-se com a história do chileno Christhofer Cabezas, que esteve como voluntário no Brasil este ano.

Ler não é só passar os olhos pelas palavras, mas significálas. Veja como o gosto pela leitura pode ser despertado e incentivado.

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Diversão

Essência

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Confira nesta edição as dicas de aprendizado das Línguas Espanhola e Inglesa.

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A especialista Fabrícia Borges fala sobre a superproteção na infância e como os pais podem controlar isso.

Aulas de culinária e fotografia são espaços de vazão para a curiosidade das crianças, contribuindo para que se desenvolvam em diversas áreas da vida.

O ex-aluno marista Matheus Giacomoni apresenta um projeto, fundado por jovens, e que visa à mudança das estruturas sociais.


m olhar sobre Unossas atitudes

ea

corrupção política Quase dois séculos já se passaram desde que São Marcelino Champagnat deu início ao seu grande legado: evangelizar crianças e jovens por meio da educação. O jeito marista de educar acompanhou as mudanças no tempo, sem perder a sua essência, porém os desafios e as responsabilidades são muito maiores atualmente. Portanto, é fundamental termos um olhar sensível e atento não somente para os contornos que a sociedade vem tomando, mas também para a nossa postura no dia a dia. Diante do cenário político que estamos vivendo, convidamos a família para refletir sobre corrupção e as pequenas atitudes diárias, cometidas em casa e na escola, que fomentam esse mal. Na reportagem de capa desta edição, A corrupção de cada dia, apresentamos dados estatísticos que mostram o quanto o brasileiro está preocupado com esse problema nacional, ao mesmo tempo que admite já ter praticado alguma ação corrupta. As pesquisas também traçam uma relação entre corrupção e falta de caráter, sugerindo que um olhar mais atento para a formação do caráter de nossos estudantes contribui para um país menos corrupto. Nesse sentido, nós entendemos a relevância de abordarmos esse tema e provocarmos pais e educadores a serem bons exemplos nessa jornada. Além disso, a família precisa ser questionadora para bem lidar com outras situações contemporâneas, como a crescente do movimento feminista. De acordo com especialistas, são as perguntas que podem levar ao diálogo aberto entre gerações. E esse é o caminho. Esse debate você acompanha na matéria Para filhos feministas, pais questionadores. Nesta edição, abordamos ainda a importância do abraço no desenvolvimento da autoconfiança de crianças e adolescentes, compartilhando histórias de profissionais que vivem isso na prática. E mais: uma entrevista com o Irmão Canísio Willrich, que realizou missão no Sri Lanka; os desafios da realização de um voluntariado internacional; o despertar para a leitura; entre outros. Essa diversidade de assuntos reforça o nosso compromisso com o desenvolvimento integral dos estudantes maristas, cujo protagonismo guiará os passos para construirmos uma sociedade mais justa e fraterna. Assim, damos continuidade ao sonho do nosso fundador, Champagnat, formando jovens cidadãos, solidários e éticos, comprometidos com o presente e o futuro.

É fundamental termos um olhar sensível e atento não somente para os contornos que a sociedade vem tomando, mas também para a nossa postura no dia a dia.

© Foto: Divulgação / Comunicação e Marketing

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Rogério Anele Superintendente dos Colégios e Unidades Sociais da Rede Marista

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dia a dia

© Foto: Acervo do Colégio

A empoderada Eduarda Peruzzo e o engajado Gabriel Sacchi, estudantes do Colégio Marista Champagnat, de Porto Alegre (RS).

Para filhos feministas, adultos questionadores Diante da popularização do movimento feminista, jovens precisam encontrar espaços de diálogo em casa e na escola, para que todos possam enfrentar os novos desafios Michele Bravos

Será que estou impedindo minha filha de fazer certas coisas só porque ela é mulher? Serão essas coisas as mesmas que eu incentivo meu filho a fazer só porque ele é homem? Para a psicóloga Marlene Strey, coordenadora do grupo de pesquisa de gênero da PUCRS, essas são perguntas que pais e mães devem se fazer constantemente, diante do atual cenário. Uma vez que acompanha muitos adolescentes, ela percebe que existe uma dificuldade por parte de pais e mães em relação aos novos tempos oriundos da luta feminista. "Parece que fica uma certa nostalgia de como eram as coisas em outras épocas". Ela também percebe que quanto mais rígidas tenham sido a educação e a inculcação de hábitos e ideias da pessoa, mais difícil é lidar com as novidades. "Por isso, afirmo que nos fazer perguntas consideradas 'embaraçosas' é o caminho adequado para melhorar os chamados 'conflitos de gerações'". Para aproximar os pais dessa realidade, a estudante Eduarda Peruzzo, 16 anos, do Colégio Marista Champagnat, de Porto Alegre (RS), passou a levar a temática para dentro de casa. "Meus pais têm desconstruído alguns pensamentos que eles tinham antes de eu trazer esse assunto para dentro de casa com mais frequência. Agora, eles são muito abertos a essas discussões e, frequentemente, debato com eles sobre assuntos que envolvem o feminismo". A psicóloga lembra que ter pontos de vista

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contrários, nesses casos, pode ser inevitável em qualquer família, mas o diálogo é a solução para enfrentar essas questões. "Conflitos não são necessariamente maus para os relacionamentos. Mas posições fechadas e a falta de diálogo, sim, são péssimos".

TORNANDO-SE FEMINISTA Ainda que muitos pais sejam resistentes em entender essa movimentação social envolvendo o feminismo, há aqueles que tomam a iniciativa de apresentar o assunto para os filhos. "Esses dias, uma universitária me contou que quando ela tinha 12 ou 13 anos, o pai começou a oferecer-lhe livros sobre feminismo para que ela pudesse ir abrindo seus horizontes. Ele trabalha com movimentos sociais e verifica os benefícios que essas transformações trazem às mulheres em termos de ultrapassar velhas tradições que as colocam como cidadãs de segunda categoria, ou seja, prejudicadas em seus direitos humanos", comenta Marlene. Os pais precisam ver o movimento para além de um ato de rebeldia, mas como um posicionamento em uma luta por direitos iguais. A estudante Eduarda percebe que cada vez mais as pessoas estão "entendendo que o feminismo não é formado por mulheres querendo rebaixar os homens, mas, sim, por mulheres indo atrás de direitos que lhes foram privados". Ela

© Ilustrações: Helyzandra Thais Schicora Gonçalves


VENCENDO O MACHISMO Na visão da psicóloga Marlene Strey, as mulheres ainda são vistas de forma objetificada pela sociedade. "Infelizmente, o que posso constatar é que, até hoje, as mulheres são consideradas objetos pertencentes aos homens. De certa maneira, a sociedade concorda com isso – inclusive muitas mulheres". Eduarda compartilha que possui amigas machistas e que tenta apresentar para elas novas formas de se posicionar na sociedade. "Divergimos em muitas coisas, obviamente. Mas desde que eu comecei a ler mais sobre feminismo, eu tento fazer com que elas desmanchem essas opiniões, mesmo sendo algo difícil por termos nascido e vivermos em uma sociedade machista". O estudante Gabriel Sacchi, 16 anos, também do 3o ano do Ensino Médio do Colégio Marista Champagnat, considera-se pró-feminista e percebe que o machismo está incrustado nas ações mais rotineiras. "O machismo pode aparecer de forma gradual e escondida, mas ele está lá. O que mais dói é ver que isso é, sobretudo, uma cultura. As pessoas são ensinadas dessa forma desde pequenas, não veem como um erro, pois é tratado como certo desde que elas se conhecem e conhecem o mundo". A psicóloga lembra que foram séculos de consolidação da ideia de que o destino da mulher é satisfazer o homem. "Isso se consolidou por meio de todos os aparatos que estão na base da sociedade". Ela afirma que os homens também precisam ser ensinados de uma forma diferente. "Se um homem aprender a respeitar uma mulher como um ser humano e não como uma posse sua, meio caminho estará andado".

Gabriel, que foi criado por “figuras femininas fortes”, como ele mesmo diz, partilha dessa ideia, sem ignorar a relevância da mulher na própria luta. "Acredito que os homens podem, sim, ter ideais feministas, caminhar sempre pela igualdade e pela luta pelos direitos da mulher. Porém, a protagonização do feminismo deve ser das mulheres, que sofrem extremamente e diretamente com o machismo e lidam com isso diariamente, em todas as situações".

O PAPEL DO COLÉGIO A psicóloga aponta que para que a desigualdade de direitos seja erradicada, é necessário um esforço conjunto da sociedade – incluindo a escola, além do núcleo familiar. Gabriel entende que a escola é a primeira instância social depois do núcleo familiar, que, em muitos casos, está rodeado de padrões e preconceitos. "É no Colégio que começamos a enxergar o mundo como multipolar e pluralizado em opiniões, características, condições econômicas e inúmeras outras diferenças. Portanto, trazer debates como esse é dar a oportunidade de criação de pessoas sensíveis, empáticas, críticas e compreensivas". Por esse motivo, no Marista Champagnat, além das discussões já previstas no currículo sobre os movimentos sociais, os debates sobre feminismo ganharam força durante a semana do Dia Internacional da Mulher (8 de março), após os próprios estudantes terem levantado a necessidade de se discutir mais sobre o tema. Durante uma semana, eles assistiram a filmes protagonizados por mulheres e a palestras. Eduarda e Gabriel estiveram diretamente envolvidos na proposta desse evento. "O objetivo não era criar um ‘exército feminista’, mas sensibilizar aos cenários de violência, abuso e intolerância contra a mulher", afirma Gabriel. Marlene lembra que o desejo de descobrir o mundo é próprio da gente jovem. "O contrário é que deve preocu-

par: alguém que se resigna e não combate por aquilo que quer". Ela ainda reitera que não existem limitações por alguém ser mulher. "Sabemos que as mulheres podem ser tão competentes quanto os homens, em qualquer situação, se houver oportunidades de desenvolverem suas capacidades humanas. Não existe uma forma ideal para cada sexo. Homens e mulheres são pessoas e as pessoas podem ter infinitas possibilidades de ser".

VALE ASSISTIR! Confira uma lista de filmes que abordam o empoderamento feminino e a mulher como autora e protagonista de sua vida.

PERSÉPOLIS • Animação que conta a história de uma menina iraniana que possui ideias muito liberais para a sua cultura, mas isso não a impede de expressar sua opinião para a família.

GIRL RISING • Documentário que explora a importância de meninas terem acesso à educação formal, por meio da história de nove personagens femininas ao redor do mundo.

LIVRE • Longa-metragem que mostra a perseverança de uma mulher em busca de si mesma, vencendo obstáculos que muitos diriam ser possível apenas para um homem.

AS SUFRAGISTAS • Filme inspirado em fatos reais que retrata a luta de mulheres por seus direitos e por dignidade na Inglaterra do final do século 19 e do início do século 20.

© Foto: Divulgação

ainda afirma que, para ela, "ser feminista é lutar pelos direitos da mulher, é adentrar em um movimento lindo que desenvolve esse sentimento de sororidade entre mulheres".

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corrupção de cada dia

capa

A

Qual a real diferença entre um político que participa de um esquema de roubo de milhões de reais e alguém que não devolve o troco que veio errado na cantina? Qual a diferença entre um deputado que apresenta uma falsa justificativa para o seu não comparecimento em uma sessão e alguém que que falsifica um documento para justificar a falta na aula. Resguardadas as devidas proporções, a corrupção está presente no dia a dia, revelando uma falha de caráter da sociedade. O combate a esse problema começa com crianças e jovens, por meio do incentivo e do exemplo de pais e professores. Michele Bravos

Diante da atual situação do Brasil, a população admite que a corrupção é o maior problema do País, segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Datafolha e publicada em novembro de 2015. O estudo ainda revela que é a primeira vez que essa questão aparece como um problema nacional, deixando em segundo plano quesitos sabidamente delicados, como saúde, desemprego, educação e violência. Pensadores da atualidade sugerem que a corrupção vivida nas instâncias políticas em nada se difere da corrupção cometida diariamente, em pequena escala, inclusive nas escolas. Por isso, os ambientes familiar e escolar devem lançar um olhar atento sobre a corrupção, promovendo uma autoavaliação daqueles que compõem esses espaços. Para o professor Alex Guilherme, pesquisador do programa de Pós-Graduação em Educação da PUCRS, a educação de um indivíduo passa também pela formação de seu caráter. "O filósofo

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Martin Buber, seguindo a tradição alemã, dizia que a educação pode ser Erziehung, no sentido de ensinar o indivíduo a fazer algo; ou pode ser Bildung, no sentido de formação de caráter. Claro, uma forma não é dissociada da outra. Precisamos trabalhar para educar e formar o caráter das nossas crianças e dos nossos jovens". Dados de uma pesquisa realizada pelo Centro Universitário Carioca (Unicarioca) em outubro de 2015 denunciam que, ao serem questionados sobre cometer corrupção na escola, os estudantes não negam praticá-la. Os resultados mostram que, em um grupo de dez estudantes, sete já colaram em provas e seis já assinaram a lista de presença em nome do colega. Para ressaltar a importância do ambiente escolar e da figura do adulto nesse contexto, o professor Alex cita a filósofa Hannah Arendt, que concebeu a escola como uma ponte entre o mundo privado e o público. "Assim sendo, a escola é o lugar onde preparamos os cidadãos do amanhã, o que ocorre por meio do questionamento da nova geração e da resposta da antiga". Isso leva a uma reflexão de que pais e professores não devem ser coniventes diante de crianças e jovens que apresentam atitudes corruptas.

SEGUINDO EXEMPLOS Um estudo realizado pela Universidade de Nottingham, no Reino Unido, cruzou dados relacionados à corrupção com um índice sobre as chances de a população quebrar regras. A pesquisa, intitulada Honestidade intrínseca e a prevalência da quebra de regras entre sociedades, analisou 23 países e revelou que há, sim, relação entre corrupção cometida em níveis institucionais e a infração de regras no dia a dia. É a clássica história de que a sociedade se move por exemplos. De acordo com a pesquisa, ética é algo transmitido por pessoas próximas, como pais e amigos, ou por pessoas que possuem algum destaque, como líderes e famosos. Dessa forma, se essas pessoas falham no caráter e são corruptas, mas o sistema não as confronta, o restante da população entende que quebrar regras não é tão ruim assim, dando margem para um desencadeamento de atitudes corruptas em todas as esferas sociais. Alex lembra que não nascemos sabendo, logo "o indivíduo se torna virtuoso pela tentativa, pelo acerto e o erro". "Assim, um indivíduo honesto pode servir de exemplo para os mais jovens, da mesma forma que a comunidade como um todo deve nos orientar quando fazemos algo errado".

DIANA BADO 2o ano EM Marista Maria Imaculada, de Canela (RS)

Por que combater a corrupção? O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime possui um forte trabalho no combate à corrupção, por meio do monitoramento dos países, do desenvolvimento de campanhas que neguem esse comportamento e da formulação de livros e documentos que discutam o assunto. Em um de seus materiais, o órgão apresenta os benefícios para uma nação que controla a corrupção:

• Facilita o DESENVOLVIMENTO econômico e social.

Grandes e pequenas empresas conseguem sobreviver mais facilmente quando se elimina o imposto artificial da corrupção.

• Aumenta o INVESTIMENTO nacional e estrangeiro. Todos estão mais dispostos a investir em um país onde os fundos não vão parar nos bolsos de funcionários corruptos.

• Fortalece a DEMOCRACIA. Os países que combatem a corrupção têm mais legitimidade, o que gera estabilidade e confiança.

• Cria um ESTADO DE DIREITO. • Os cidadãos e os empresários ganham confiança

nas instituições do país para RESOLVER CONFLITOS de maneira justa e honesta, com legitimidade e proteção aos Direitos Humanos.

• Reduz o impacto do CRIME ORGANIZADO, das

DROGAS ILÍCITAS, do TRÁFICO DE SERES HUMANOS e do TERRORISMO.

Confira o material na íntegra: goo.gl/cgDQCI

"O egoísmo e a falta de caráter e de empatia fazem com que cometamos pequenos crimes em nosso dia a dia. Não podemos esquecer que atitudes como não devolver o troco a mais recebido, priorizar prazeres em benefícios próprios, sem pensar no próximo, e furar filas são os primeiros passos para que também sejamos desvirtuados. A corrupção, antes de estar na sociedade, começa dentro de nós mesmos.”

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capa ADMITINDO O ERRO De acordo com estatísticas publicadas no começo deste ano pelo Instituto Data Popular, 70% dos entrevistados admitem já terem cometidos atitudes corruptas no dia a dia, porém apenas 3% se consideram corruptos. O Instituto entrevistou 3,5 mil pessoas, em 146 cidades brasileiras. Um passo importante no combate à corrupção – seja em instâncias menores ou em situações de maior representatividade – é a tomada de consciência, como reforça Alex: "A conscientização leva a um melhor entendimento, a um desenvolvimento crítico e à formação do caráter do indivíduo". Outra possibilidade, na opinião do professor, é a aplicação da justiça restaurativa, a qual também trabalha com a ideia de reconhecimento do erro, a autocrítica e a percepção do impacto que uma atitude gera na sociedade e em outro indivíduo. "Precisamos entender que nossas ações representam o mundo em que vivemos", diz.

Comparativo de atitudes Estudante corrupto X Adulto corrupto

ACEITAR O TROCO A MAIS NA COMPRA NA CANTINA

COLOCAR O NOME EM UM TRABALHO EM GRUPO SEM TER PARTICIPADO

COPIAR TEXTOS DA INTERNET PARA APRESENTAREM TRABALHOS SEM CITAR A FONTE/AUTOR PEDIR PARA O COLEGA ASSINAR A LISTA DE PRESENÇA EM SEU LUGAR

COLAR EM PROVAS

FALSIFICAR UM DOCUMENTO PARA JUSTIFICAR FALTA

FALSIFICAR ASSINATURA DO PAI EM AUTORIZAÇÕES E AVISOS

"Corrupção é fazer algo ilegal ou injusto em troca de um benefício próprio. A corrupção está presente em diferentes atos, como aceitar propina, prometer algo e não cumprir, colar na prova e furar a fila. Independentemente da situação, se você faz algo que prejudica o próximo para se beneficiar, isso é um ato de corrupção.”

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RICARDO R. FOLCHINI 9o ano EF Marista São Pedro, de Porto Alegre (RS)


LAURA MARCONI 2 ano EM o

Marista Aparecida, de Bento Gonçalves (RS)

“Em minha opinião, a corrupção é uma forma de corromper a própria ética e a própria moral. É um ato de egoísmo com a finalidade de conseguir benefícios ou caminhos mais fáceis para a solução de um problema e, na maioria das vezes, prejudicando alguém ou um grupo de pessoas. Acredito que, para acabar com esse problema, a educação e a honestidade são fundamentais. A mudança começa no nosso dia a dia.”

FURAR FILA NO BANCO

APRESENTAR ATESTADO DE SAÚDE FALSO PARA JUSTIFICAR FALTAS NO TRABALHO

APRESENTAR PROPOSTAS DE OUTROS COMO SENDO DE SUA AUTORIA

COMPRAR PRODUTOS FALSIFICADOS

DECLARAR INFORMAÇÕES ERRADAS NO IMPOSTO DE RENDA

TENTAR SUBORNAR O GUARDA DE TRÂNSITO PARA EVITAR MULTA

ESTACIONAR EM VAGAS RESERVADAS PARA IDOSO OU CADEIRANTE

ANA ALICE SEVERO PATEL 3o ano EM Marista Roque, de Cachoeira do Sul (RS)

“Corrupção é um ato de desamor e desrespeito. É dizer ‘não’ a direitos e deveres do cidadão. É a negação da cidadania.”

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capa CORRUPÇÃO ESTÁ RELACIONADA À QUEBRA DE REGRAS NO DIA A DIA.

Em cada 10 estudantes:

Engajamento virtual Cansado da corrupção escancarada em nosso País? Que tal apoiar o projeto 10 medidas contra a corrupção, do Ministério Público Federal, e se tornar um agente contra a corrupção? Essa é a proposta do aplicativo Mude, desenvolvido para esclarecer o projeto do Ministério Público.

“A corrupção é uma forma suja de usar algum benefício a seu favor, prejudicando alguém que possa precisar dele, como o uso indevido do dinheiro público pelos políticos, afetando a população. O Brasil não honra mais seus compromissos com o povo, como vemos nas grandes fraudes que têm trazido à tona uma quantia considerável de corruptos. A corrupção é algo que rebaixa a imagem do nosso país e o seu fim precisa começar por cada um de nós – respeitando o próximo, não furando filas, por exemplo. Eu não tenho tendências políticas, apenas quero o melhor para o meu país, sempre em defesa da justiça e respeitando a visão política das outras pessoas.”

WESLEI MOLINARI 9 ano EF o

Marista Medianeira, de Erechim (RS)

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já pediram para colocar nome em trabalho de grupo sem ter participado

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já copiaram textos da internet para apresentar em trabalhos

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já assinaram lista de presença em nome do colega

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já colaram em provas

Fontes: Pesquisa da Unicarioca (outubro de 2015); pesquisa Datafolha (novembro de 2015); pesquisa do Instituto Data Popular (fevereiro de 2016); pesquisa Honestidade intrínseca e a prevalência da quebra de regras entre sociedades, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido (abril de 2016).

70% DOS BRASILEIROS ADMITEM JÁ TER COMETIDO ATITUDES CORRUPTAS EM SITUAÇÕES COTIDIANAS.

NO ENTANTO, APENAS 3% DA POPULAÇÃO SE CONSIDERA CORRUPTA.


ÉTICA É ALGO TRANSMITIDO POR PESSOAS PRÓXIMAS, COMO PAIS E AMIGOS, OU POR PESSOAS QUE POSSUEM ALGUM DESTAQUE, COMO LÍDERES E FAMOSOS. Fonte: Pesquisa Datafolha [novembro/2015]

O USO INDEVIDO DA CARTEIRINHA DE ESTUDANTE TAMBÉM TEM DESTAQUE ENTRE AS ATITUDES CORRUPTAS COMETIDAS PELOS BRASILEIROS. 15% DOS ENTREVISTADOS DISSERAM QUE JÁ COMPRARAM MEIA-ENTRADA USANDO DOCUMENTO DE OUTRA PESSOA OU FALSO.

Fonte: Pesquisa Datafolha [novembro/2015]

CORRUPÇÃO [34%]

É O MAIOR PROBLEMA DO PAÍS, SEGUNDO BRASILEIROS. OUTROS PROBLEMAS CITADOS FORAM:

8%

10%

16%

34%

• SAÚDE [16%] • DESEMPREGO [10%] • EDUCAÇÃO E VIOLÊNCIA [8%]

SE ESSAS PESSOAS FALHAM NO CARÁTER E SÃO CORRUPTAS, MAS O SISTEMA NÃO AS CONFRONTA, O RESTANTE DA POPULAÇÃO ENTENDE QUE QUEBRAR REGRAS NÃO É TÃO RUIM ASSIM.

ANA LAURA RUCHIGA PINTO 3o ano EM Marista Santa Maria, de Santa Maria (RS)

"Corrupção é obter vantagem pelo mérito alheio, roubar, desviar. Corrupção é injustiça, falta de ética e de consideração pelo outro. Corrupção é qualquer atividade imoral, na qual o corrupto está ciente de que está tirando proveito de algo ou de alguém. Enfim, corrupção é falta de caráter.”

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© Ilustração: Freepi

entrevista

Sri Lanka: no caminho para dias melhores Conheça as particularidades e fragilidades do Sri Lanka pela perspectiva do Irmão Canísio Willrich, brasileiro que tem dedicado sua vida a missões no sudeste asiático

Por Michele Bravos

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O voo sai hoje à meia-noite de São Paulo. Daqui a um dia e seis horas, aproximadamente, e uma parada para troca de aeronave, em Dubai, você chegará ao destino: Sri Lanka. Um país localizado em uma ilha no Oceano Índico, bem perto da Índia. Distante do Brasil não só nos quilômetros mas também na cultura e nos costumes, o Sri Lanka foi a casa do Irmão Canísio Willrich de 2014 a 2016. Após esses dois anos como missionário por lá, ele partiu, este ano, para o Vietnã. Antes de embarcar para essa próxima missão, ele conversou com a revista Em Família, compartilhando a sua visão sobre os aspectos educacionais, sociais e econômicos do Sri Lanka.


Há um interesse do atual governo em melhorar a educação e também em renovar algumas escolas, porém se nota que os recursos financeiros são escassos.

Índia

Como é o trabalho marista que está sendo desenvolvido com a comunidade no Sri Lanka?

Nós, Maristas, temos Colégios no Sri Lanka e há um bom reconhecimento do trabalho educativo feito por meio desses Colégios. Eu, particularmente, estava mais envolvido na formação dos noviços, que são os jovens que desejam se tornar Irmãos Maristas. Tivemos um grupo de 11 jovens, cinco deles fizeram a primeira profissão religiosa no dia 9 de abril de 2016. Eram dois do Vietnã, dois do Paquistão e um do Sri Lanka. Em maio desse ano, recebemos um novo grupo de sete jovens vindos de vários países da Ásia para dar continuidade à formação marista.

Muitos países do sudeste asiático enfrentam sérios problemas no que diz respeito ao acesso de meninas à escola. Essa é também uma realidade da comunidade onde o senhor está inserido? O que é feito a respeito?

Há um certo predomínio masculino, porém não tenho percebido que haja exclusões no sistema educacional, pois as meninas, assim como os meninos, têm acesso à escola. Normalmente, as escolas para meninos e meninas são separadas. Há um interesse do atual governo em melhorar a educação e também em renovar algumas escolas, porém nota-se que os recursos financeiros são escassos. Vejo que o aspecto principal e mais urgente é a melhoria da qualidade de educação, uma melhor formação e preparação dos professores e também melhores salários. Acredito que a Igreja e as congregações religiosas estão dando uma grande contribuição nesse aspecto educacional do país.

Sri Lanka

O Sri Lanka está, historicamente, entre os países onde mais ocorreram perseguições aos cristãos. Como o senhor percebe isso no dia a dia?

Hoje, não se nota uma perseguição explícita de cristãos no Sri Lanka. Houve, sim, no tempo da guerra civil, há alguns anos. Mas, atualmente, o governo e as religiões buscam a harmonia e a paz. O país tem cerca de 80% de budistas e 7% de cristãos. Há tolerância e liberdade religiosa, além da promoção de diálogos inter-religiosos.

Existe algum trabalho de acolhida a perseguidos religiosos no Sri Lanka? Como funciona?

O Sri Lanka tem acolhido alguns refugiados cristãos do Paquistão. É um trabalho basicamente coordenado pela Igreja Católica em concordância com o governo. Há, também, algumas congregações religiosas que auxiliam nessa acolhida com alimentos, acomodação, atividades educativas para as crianças e oferecendo alguns trabalhos temporários para os pais e adultos. Para esses refugiados, o Sri Lanka é apenas um território transitório, pois essas famílias estão solicitando asilo em outros países. Essa organização de acolhida a refugiados também encaminha esses pedidos de asilo, porém o processo é lento e pode levar anos. Nossos noviços maristas se engajaram em duas dessas atividades: reforço no ensino de Língua Inglesa às crianças e colaboração na celebração natalina.

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entrevista Eu percebo que eles buscam alternativas para que as crianças se aprimorem em todos os níveis. Há incentivos esportivos, acadêmicos e artísticos. Claro que nem todos têm acesso a isso – especialmente as crianças do interior, que ajudam as famílias no campo a gerar uma renda. Há, também, a possibilidade de aprender outros idiomas, especialmente o Inglês, que é uma das línguas oficiais do país. As diferentes religiões e as congregações religiosas auxiliam e promovem a educação de valores de vida e de fé.

O que mais lhe causa desconforto na realidade desse país?

A limitação de recursos financeiros das famílias do interior – em outras palavras, a pobreza mesmo –, a falta de educação de qualidade e a falta de cuidado com o meio ambiente, especialmente na coleta do lixo. É preciso incentivar mais a limpeza e a reciclagem de resíduos. Além disso, há uma grande poluição sonora, buzinas fortes dos ônibus e caminhões que irritam e podem causar estresse.

Há um número grande de emigrações de países do sudeste asiático para países vizinhos, como os Emirados Árabes. Qual a sua opinião sobre esse fluxo migratório na busca por uma vida melhor, mas que, em verdade, os leva para trabalhos praticamente escravos?

É o reflexo da deficiência das políticas internas dos países. Essa não é a melhor alternativa, mas, para alguns, é a única saída, infelizmente. Precisaria ter um diálogo, um debate mais aberto com o povo, analisando as reais necessidades e canalizando recursos para o que é básico e fundamental. Quem sabe a própria comunidade poderia se organizar melhor, contribuir e colaborar mais, engajando-se em projetos de serviços sociais e buscando alternativas criativas.

© Fotos: Acervo pessoal

Quais condições as crianças possuem de real desenvolvimento pessoal e intelectual? Conte-nos um pouco sobre o ambiente em que elas se encontram e as possibilidades que têm sido apresentadas para elas.

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O que pode ser feito para impulsionar a qualidade de vida da população no Sri Lanka? Por onde começar, na sua visão?

Acredito que, para que haja uma melhora, é preciso trabalhar com a conscientização da população, incentivar a participação mais ativa da sociedade nas questões políticas locais e nacionais e investir na qualidade da educação.

Mesmo diante de amplas fragilidades, onde mora o encanto desse povo e desse país?

Na acolhida calorosa, no espírito de trabalho, na dedicação e na alegria e na vida simples do povo. Na sua cultura e no seu orgulho de ser srilanquês.

As diferentes religiões e as congregações religiosas auxiliam e promovem a educação de valores de vida e de fé.


EXPEDIENTE COLÉGIO MARISTA APARECIDA R. Ramiro Barcelos, 307 Bento Gonçalves - RS Fone: 54 3449-2600 aparecida@maristas.org.br DIRETORA Silvia Pagot Marodin VICE-DIRETOR Ir. João Olide Costenaro COMUNICAÇÃO E MARKETING Marilia Dalenogare do Carmo JORNALISTA RESPONSÁVEL Tiago Rigo (MTB 13919)

Em em movimento movimento

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Conheça o programa Zoom – Educação Tecnológica, uma aposta para o fortalecimento da tecnologia educacional no Colégio.

Com a palavra

Educação Infantil

Caleidoscópio

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Direção destaca o tema da acolhida, Educar é uma obra de amor, como um farol a guiar o ano letivo!

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Ensino Fundamental

Gente nossa

Ensino Médio

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Conheça as práticas pedagógicas que tornam o período de adaptação dos pequenos mais tranquilo e feliz.

EI EF EM

Relembre os primeiros meses do ano por meio de imagens dos principais projetos e atividades.

Da simples curiosidade ao despertar para a Iniciação Científica. Confira algumas das iniciativas propostas pelo Colégio.

Jane Clos Ambrosini, educadora, relata sua experiência no Marista Aparecida e como Champagnat faz parte de sua vida.

Temas que impactam o cotidiano integram a rotina de estudo dos estudantes.

Diz aí

Em foco

Construir conhecimentos

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O assunto é corrupção! Veja o que os estudantes pensam a respeito.

Estudantes demonstram suas percepções sobre o ambiente escolar por meio de fotografias.

Aprenda de um jeito fácil, prático e superconectado! Confira algumas dicas e, se gostar, compartilhe os vídeos!


Com a palavra

Eobra de amor ducar é uma

Estamos vivenciando mais um ano letivo e, através da confiança renovada de nossas famílias, continuamos juntos, família e escola, construindo a educação marista sonhada por nosso fundador São Marcelino Champagnat."Educar é uma obra de amor" foi a frase escolhida para a acolhida de nossos estudantes em 2016. E ela tem sido como um farol a guiar nossas escolhas! Com a revista Em Família, evidenciamos nossas propostas pedagógicas desenvolvidas ao longo do primeiro semestre. A Prática Interdisciplinar de Iniciação Científica, que já está mobilizando estudantes e educadores, foi escolhida para promover o diálogo entre as ciências, as culturas e a sociedade, com a prática da problematização, como aponta nosso Projeto Educativo do Brasil Marista. Através das construções feitas pelos grupos e apoiadas pelos educadores, os estudantes são chamados a construir respostas e encontrar novas soluções. A educação tecnológica, por meio da parceria com a Zoom e a Lego, quer desenvolver competências cognitivas e socioemocionais nos estudantes através de desafios tecnológicos, envolvendo, especialmente, a área de Matemática. Queremos ajudar nossos educadores e estudantes a explorar ideias, levantar hipóteses, formular questões e encontrar soluções. Para que essas propostas alcancem seus objetivos, necessitamos de educadores comprometidos e atuantes. Os momentos de formação são nossas principais fontes de renovação e qualificação em busca da excelência de nossa atuação pedagógico-pastoral. Reafirmamos todos os dias nosso compromisso: “Ser Marista implica em situar os jovens a partir da perspectiva institucional que traz em si um olhar sensível e compreensivo, com respeito e amor, que percebe as juventudes como fonte de renovação da sociedade, como luz do mundo e esperança do futuro” (Juventudes: nosso jeito de compreender e atuar junto aos jovens contemporâneos). Boa leitura a todos e que sigamos acreditando em uma sociedade justa e solidária, construída a partir de nossas relações vividas e compartilhadas na família e na escola.

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Colégio Marista Aparecida

Educar é uma obra de amor foi a frase escolhida para a acolhida de nossos estudantes em 2016. E ela tem sido um farol a guiar nossas escolhas!

Silvia Pagot Marodin Diretora do Colégio Marista Aparecida

© Foto: Acervo do Colégio


Por uma adaptação Brincar é tranquila e feliz ganhar tempo

Educação Infantil

O início da vida escolar traz uma série de descobertas e alegrias, mas também gera anseios e dúvidas, tanto para as crianças quanto para as famílias. É nessa fase que os pequenos entram em contato com uma nova rotina fora de casa, com a presença de pessoas que não integram seu círculo familiar. Novos hábitos são adotados a partir das atividades promovidas na escola, com horários e combinações. Além disso, começam a se formar novos vínculos por meio do convívio com os colegas e os educadores. Para os pais, o período de adaptação pode suscitar preocupações referentes ao bem-estar e à segurança de seus filhos, já que passam a deixá-los em um novo ambiente e com outras pessoas. Nesse sentido, é fundamental a confiança estabelecida com a escola para se construir uma relação de respeito, afeto e diálogo. Se a família estiver tranquila e segura, a criança também passará a se sentir mais confortável e disposta para frequentar as aulas.

INICIATIVAS QUE CONTRIBUEM

© Foto: Acervo do Colégio

Em consonância com todos esses aspectos presentes na Educação Infantil, o Marista Aparecida realiza um período de adaptação, respeitando cada criança como um ser único. Durante 15 dias, as turmas da Classe Bebê e do nível 1 são divididas em dois grupos, para que o vínculo se estabeleça de uma maneira mais tranquila, já que as turmas estão com um número reduzido de crianças. Nos níveis 2 e 3, as crianças novas também permanecem, por uma semana, somente metade da tarde no Colégio. São

disponibilizados aos pais e/ou acompanhantes um local denominado “guarda-mães”, para que eles acompanhem esse período na escola lado a lado com a orientadora educacional, respeitando sempre o trabalho das professoras e monitoras em sala de aula no que diz respeito a esse momento tão significativo na vida das crianças e suas famílias. Para que esse período se desenrole do melhor modo possível, a Coordenação Pedagógica e a Orientação Educacional acolhem as famílias e sanam suas dúvidas em uma reunião que acontece no final do ano anterior à entrada da criança na escola, que aborda questões como horários, características de cada etapa, regras, rotinas, organização do período de adaptação, entre outras informações. Na semana que precede a volta às aulas, as educadoras se reúnem com os pais e retomam os principais pontos sobre a adaptação e as expectativas para o ano letivo. Para a coordenadora pedagógica da Educação Infantil, Caroline Brandelli Garziera, a adaptação gradativa faz toda a diferença para a criança, pois respeita o tempo e o espaço de cada um. “É um processo mais humanizado e individualizado, vamos adaptando as crianças na medida em que sentimos que elas vão aceitando aquele novo espaço; percebemos as particularidades e necessidades de cada um", ressalta a coordenadora. Dessa forma, compreende-se a infância como um tempo de construção de saberes em que se deve proporcionar experiências e interações, tendo como foco o desenvolvimento integral da criança.

Se a família estiver tranquila e segura, a criança também passará a se sentir mais confortável e disposta para frequentar as aulas. Colégio Marista Aparecida

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Caleidoscópio EI

2016

Durante a prática de uma culinária comemorativa da Páscoa, as crianças do Turno Complementar participaram da produção de um bolo de cenoura, que foi servido no lanche da manhã.

PÁSCOA

A Tenda das Cores foi uma construção coletiva de todos os estudantes do nível 2, que trouxeram objetos de casa para classificar a partir das cores. A atividade faz parte do Projeto das Cores, que trabalha, através de experiências, desenhos, superfícies e texturas diferenciadas, a descoberta das cores pelas crianças.

Durante o estudo dos espaços do Colégio e do bosque, uma das iniciativas do nível 3 é a produção de tinta de terra. Após produzila, as crianças fazem desenhos inspirados no espaço ao seu redor. A próxima etapa do projeto será o plantio de uma horta no bosque!

PROJETOS

Para celebrar a Páscoa, as turmas do nível 3 tiveram uma experiência especial: a representação em sala de aula da Santa Ceia. Além de recontarem a história, as educadoras convidaram as crianças a partilharem pão e suco de uva.

Um dos projetos desenvolvidos pelo nível 1 é o Estudo das moradias. Nesse sentido, as crianças juntaram folhas e gravetos para construírem casas para os animais do bosque da Educação Infantil.

© Fotos: Acervo do Colégio

Através do projeto Tudo pode ser transformado!, as crianças da Classe Bebê estão aprendendo sobre o cuidado e a preservação do meio ambiente e fazendo a reutilização de diferentes tipos de materiais recicláveis.

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Colégio Marista Aparecida


A partir dos questionamentos levantados no livro Curiosidade premiada, as crianças do nível 3 exploraram espaços do Colégio, como o jardim e a horta, para descobrir as principais diferenças entre eles.

A adaptação da Educação Infantil é um período humanizado e individualizado, que respeita o tempo de cada criança e de cada família. Aproveitando o verão, os estudantes do Turno Complementar participaram de uma pescaria especial para celebrar a volta às aulas. O clima de verão estava completo, com direito a piscina, areia, risadas, sombra e água fresca!

LITERATURA

ADAPTAÇÃO Foi a contação da história Um presente especial, da autora Tatiana Kokalj, que deu o pontapé inicial ao projeto de cuidado e preservação do meio ambiente das turmas da Classe Bebê.

DIVERSÃO

Que tal um lanche preparado com a ajuda das mães na escola? No Marista Aparecida, a parceria entre a família e a escola também acontece nas atividades simples do dia a dia. As mães compartilharam suas receitas especiais com as professoras.

Usando elementos naturais, tintas, fitas e outros recursos, as crianças do nível 1 criaram as fachadas das suas próprias casas durante o projeto cujo tema principal foi a moradia.

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Em movimento

Tecnologia como uma aliada

© Foto: Acervo do Colégio

Em 2016, uma das inovações pedagógicas do Colégio foi a parceria com o programa Zoom – Educação tecnológica, em que os estudantes aprendem a partir de problemas reais, em busca de soluções compartilhadas Para o ano letivo de 2016, o Colégio Marista Aparecida apostou no fortalecimento da tecnologia educacional ao fechar uma parceria com as empresas Zoom e Lego e colocar em prática o programa Zoom – Educação Tecnológica como parte do currículo de todos os estudantes do 1o ao 8o ano do Ensino Fundamental. A Educação Tecnológica sempre foi um dos diferenciais dos Colégios da Rede Marista. No Marista Aparecida, são utilizadas práticas curriculares desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, respeitando as especificidades de cada nível. Já é tradição no Colégio a participação e a premiação dos nossos estudantes no Desafio de Robôs, competição de Robótica dos Colégios Maristas realizada desde 2008, que promove um espaço de construção do saber e estímulo à reflexão. Inclusive, foi a partir desses esforços que o Colégio identificou a oportunidade de reforçar uma proposta cada vez mais aliada à tecnologia educacional. Neste ano, as aulas de educação tecnológica são parte ativa da rotina de ensino-aprendizado dos estudantes: elas são realizadas quinzenalmente em uma sala própria, com toda a estrutura e todo material necessários para a atividade.

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O Colégio passou por significativas transformações para receber esse programa referência em educação tecnológica. Além de mudanças físicas, como aquisição de computadores e reforma de salas, todos os educadores envolvidos com o projeto participaram de capacitações para se familiarizarem com a metodologia e conseguirem atuar como mediadores durante as aulas, fornecendo o suporte necessário para os estudantes. O programa Zoom – Educação Tecnológica é uma metodologia diferenciada que tem como uma de suas bases a resolução de situações-problema pelos estudantes. Através de aulas contextualizadas, os estudantes trabalham a metodologia da investigação e o levantamento de hipóteses. Durante as aulas, são desenvolvidos projetos em que os estudantes 'aprendem a aprender', construindo objetos e interagindo com os kits educacionais da Lego, com os colegas e com softwares em tablets e computadores, até chegarem à resolução do problema apresentado no início daquela aula, por exemplo. Diferenciais como criatividade, motivação, memória, atenção, raciocínio lógico e pensamento crítico são constantemente motivados durante as aulas. Segundo os objetivos do pro-

Colégio Marista Aparecida

grama, a metodologia contempla quatro fases principais em todas as aulas: conectar (o mesmo que contextualizar), construir, analisar e continuar (quando os estudantes são desafiados a resolver a situação-problema adaptando a montagem construída durante a aula), todas com suas comprovações e objetivos pedagógicos. Além da aprendizagem técnica, há um ganho pessoal para os estudantes, pois exercitam questões como trabalho em equipe, relações interpessoais e protagonismo. Além disso, são estimulados a pensar durante a resolução das situações-problema, o que aumenta o repertório de conhecimento deles, que desde cedo são convidados a refletir sobre problemas reais e buscar soluções compartilhadas.

Através de aulas contextualizadas, os estudantes trabalham a metodologia da investigação e o levantamento de hipóteses.


© Foto: Acervo do Colégio

Ensino Fundamental

Incentivo à Iniciação Científica Por que o céu é azul? Como as plantas se alimentam? De onde vêm os bebês? Certamente, você já se deparou com essas e outras perguntas feitas pelas crianças, principalmente na faixa etária de 4 a 7 anos. É nesse período da infância que ocorre o despertar para a curiosidade sobre como as coisas acontecem. Esse movimento de busca pela compreensão do mundo deve ser incentivado ao longo de toda a vida escolar, pois levará os estudantes a fazerem novas descobertas, aguçando suas percepções para o aprendizado. Portanto, adotar a pesquisa científica como prática pedagógica é essencial para o desenvolvimento de habilidades e competências na construção do conhecimento. No Marista Aparecida, a Iniciação Científica é um espaço destinado à investigação, à experimentação e à troca de saberes. Além disso, promove a expansão do pensamento crítico, a reflexão e a criatividade dos estudantes a partir da formulação de questionamentos, da argumentação e do aprofundamento de informações e da coleta de dados. Em 2016, o Colégio lançou dois projetos na área, a Prática Interdisciplinar de Iniciação Científica, voltada para os Anos Finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio, e a parceria com a Zoom e a Lego através do programa Zoom – Educação tecnológica, presente no currículo do 1o ao 8o ano do Ensino Fundamental. Nos Anos Iniciais, por exemplo, por se tratar de um currículo dividido por áreas, a Iniciação Científica está mais ligada a projetos da área das Ciências da Natureza, que trabalha um

em todos os níveis

olhar mais investigativo para as situações discutidas em sala de aula. Para isso, os estudantes realizam pesquisas, palestras e experimentos e utilizam espaços de apoio, como o pátio, os Laboratórios de Ciências e de Tecnologias Educacionais, entre outros. Já nos Anos Finais, além de todo o trabalho de pesquisa interdisciplinar realizado pelos componentes curriculares em sala de aula, os estudantes estão participando da Prática Interdisciplinar de Iniciação Científica, que busca fazer com que os estudantes olhem para o mundo e reparem em problemas pertinentes de serem investigados, percorrendo toda a trajetória dessa investigação, desde a definição do método científico e da problemática até a confirmação ou não das hipóteses levantadas no início da pesquisa. Nesse trabalho, a autonomia e o protagonismo do aprendizado cabem ao jovem, que escolherá o tema a ser pesquisado e desenvolverá seu trabalho ao longo do ano letivo, conforme os resultados que for alcançando, sempre contando com o apoio dos orientadores. A parceria que o Colégio firmou neste ano com a Zoom e a Lego reforçará a educação tecnológica do 1o ao 8o ano do Ensino Fundamental. Essa iniciativa também trabalha a metodologia da investigação, o levantamento de hipóteses e sua comprovação – um trabalho semelhante ao da Iniciação Científica, porém, com o suporte da Robótica Educacional durante o processo. O objetivo desse projeto é contextualizar a aprendizagem em sala de aula através de situações-problema,

facilitando a compreensão dos estudantes e a aplicação do conhecimento adquirido em problemáticas reais, tudo isso de uma maneira mais lúdica, dinâmica e divertida.

Adotar a pesquisa científica como prática pedagógica é essencial para o desenvolvimento de habilidades e competências na construção do conhecimento. APRENDIZADO QUE VAI ALÉM DA ESCOLA A participação em mostras científicas abre caminho para que os estudantes partilhem seus projetos e exercitem a oralidade, bem como outras habilidades. Com a Prática Interdisciplinar de Iniciação Científica, os estudantes desenvolverão seus projetos ao longo de todo o ano letivo e terão a oportunidade de apresentar a trajetória e os resultados para toda a comunidade na primeira edição da Mostra Científica do Marista Aparecida, que ocorrerá no segundo semestre. Dessa forma, os estudantes já descobrem os passos da construção de um trabalho de pesquisa antes mesmo de chegarem ao mundo acadêmico.

Colégio Marista Aparecida

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Caleidoscópio EF

Durante a campanha Páscoa fraterna, o 9o ano EF passou um dia diferente, convivendo com crianças e jovens de escolas públicas do município de Bento Gonçalves. Além da entrega de doces, eles participaram de brincadeiras e jogos, doando também um pouco do seu tempo para os outros.

2016

Integrando a ação Páscoa fraterna, o 5o ano EF produziu chocolates, montou kits e fez mensagens especiais para entregar para mais de 80 atendidos pela Apae de Bento Gonçalves.

PÁSCOA

Com o intuito de aprofundar os conhecimentos em Literatura, o 6o ano EF escreveu contos com elementos fantásticos e transformou essas histórias em vídeos para apresentar em sala de aula.

LITERATURA E ARTES

Para celebrar a Páscoa, o 4o ano EF produziu um quitute especial: biscoitos de nata.

A fim de dar vida à obra e tornar a leitura mais acessível e divertida, os estudantes do 2o ano EF reproduziram uma das experiências citadas no livro Almanaque, de Ruth Rocha: bolinhas de sabão.

© Fotos: Acervo do Colégio

Como uma iniciativa da aula de Arte, o artista Eros veio até o Colégio e realizou uma oficina básica de grafite com os estudantes do 9o ano EF. Os jovens puderam aprender mais sobre a cultura e também colocaram a mão na massa e grafitaram um dos muros da escola.

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Colégio Marista Aparecida


Durante uma viagem cultural a Porto Alegre, os estudantes do 9o ano EF visitaram a exposição As meninas do quarto 28 e também conheceram as instalações do Museu de Arte do Rio Grande do Sul.

Para trabalhar questões como interpretação de texto e trabalho em equipe, o 3o ano EF participou de uma caça ao tesouro pelas dependências da escola. De pista em pista, no final, as crianças foram presenteadas com baú repleto de moedas de chocolate!

Através da parceria com o programa Zoom – Educação Tecnológica, as aulas de Robótica Educacional, centradas em situações-problema, passam a integrar o currículo do 1o ao 8o ano EF.

NA PRÁTICA

O 1o ano EF adotou um canteiro no pátio principal com a intenção de trabalhar o plantio e o cuidado das plantas. Além da manutenção do espaço, as crianças estão estudando sementes no Laboratório e plantando mudas na horta do Colégio.

ROBÓTICA

Com o início das aulas da Oficina Extracurricular de Robótica, atividade ofertada para os estudantes do 6o ao 8o ano EF, já tem início a preparação para eventos, como o Festival Marista de Robótica Educacional.

Colégio Marista Aparecida

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Gente nossa

O vínculo marista

que permanece

Existem duas coisas que sempre foram mais importantes para mim: minha família e as crianças. Isso fez com que eu me casasse muito cedo e, por pertencer a uma família tradicional, cursei o Magistério para poder exercer essa profissão em um período do dia e cuidar dos filhos no outro. Não foi surpresa quando me vi adorando esse ofício e percebi que me relacionar com as crianças era o meu dom. Quis o destino que eu e minha família viéssemos morar em Bento Gonçalves e, ao procurar uma escola para os meus filhos, conheci o Colégio Marista Aparecida. Nosso objetivo como pais era sermos participantes ativos na educação de nossos filhos. Fiquei muito interessada na escola e, após pouco tempo, fui convidada a integrar o corpo docente. Foram 18 anos de caminhada, de descobertas, tropeços, conquistas e vitórias. Foi um grande aprendizado, às vezes, não tão satisfatório, mas havia algo muito forte e significativo. Era todo esse trabalho ligado à obra de São Marcelino Champagnat. Conhecer o legado desse santo foi, aos poucos, dando significado ao meu trabalho. Eu não tinha noção de quanto impacto a obra de Champagnat tinha tido na minha vida até que, após 18 anos, com os meus filhos já crescidos, eu e meu marido decidimos que precisávamos de mais tempo para nós e iniciamos uma nova etapa de vida. Então, o Colégio passou a ser somente uma lembrança. O que mais me surpreendeu nessa caminhada foi que a primeira coisa de que senti falta foram as orações compartilhadas, os momentos de

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reflexão, os retiros. Percebi que tudo que havia aprendido sobre Marcelino Champagnat já fazia parte da minha vida. Não consegui me desvincular totalmente do Colégio, das crianças, dos colegas. E, quando ando por esse mundo afora e vejo uma criança com o uniforme marista, fico extremamente emocionada e preciso me aproximar e conversar. Mas como a nossa vida é cheia de surpresas – e nem sempre boas –, recebi, uns tempo atrás, o diagnóstico de um tumor maligno no seio. No mesmo dia em que partilhei a notícia, uma corrente de solidariedade na escola se iniciou. Na primeira visita que recebi, só me lembro de ter lido na camiseta de uma colega "Educar é uma obra de amor". Então, eu senti realmente a presença de São Marcelino e falei a ela: “Traga uma camiseta dessas para mim, pois será com ela que entrarei no hospital”. E foi o que aconteceu. A partir daquele momento, nunca mais me senti desamparada. As orações, a presença, as mensagens, tudo isso contribuiu para que minha cirurgia fosse um sucesso.

Quando acordei na sala de recuperação, senti realmente a presença espiritual de um ser que me protege. O que posso dizer àqueles educadores que um dia passaram ou estão em uma escola marista é que tenham realmente a consciência de que não estão apenas em uma instituição de ensino – estas existem aos montes por aí –, mas, sim, em uma instituição baseada em valores muito profundos, de alguém que acreditava que, com sua humildade, poderia fazer a diferença neste mundo. Hoje, sou grata a todos os Irmãos que fizeram parte dessa minha caminhada, pois com cada um deles aprendi um pouco a cada dia. Sou grata às colegas com as quais convivi, pois hoje algumas são excelentes amigas. E, principalmente, a Deus, por me ter dado o privilégio de ser uma educadora marista, pois é isso que me considero, mesmo não fazendo mais parte do quadro funcional. É muito bom tornar sempre reais os ensinamentos de Champagnat de que somos educados e educamos a todo o instante. © Foto: Acervo do Colégio

Por Jane Clos Ambrosini, educadora do Colégio

Jane é uma das educadoras envolvidas no projeto de contação de histórias Contando e Encantando, que aborda a literatura de uma forma lúdica e divertida.

Colégio Marista Aparecida


Ensino Médio

© Foto: Acervo do Colégio

Pensar

o mundo na escola Todos os dias, diversos fatos e assuntos emergem na mídia e na sociedade. Como parte desse contexto social, a escola o influencia e é por ele influenciada. Portanto, por mais que sejam planejadas atividades e intencionalidades curriculares para um período específico de tempo (por exemplo, um trimestre), sempre haverá interferências do que está além de seus muros. Isso exige constante atenção dos gestores, professores e estudantes para que a instituição escolar não fique aquém do que está sendo debatido pelas pessoas e que, simultaneamente, possa refletir e colaborar de forma propositiva na construção de um mundo melhor. Nos Colégios Maristas, pratica-se um jeito de educar e aprender que se desenvolve na combinação de diálogo e confiança, segurança e afeto, conhecimento e valores, sem descuidar de temas que impactam no cotidiano e são contemplados em avaliações externas, como o vestibular e o próprio Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Sob essa perspectiva, o estudante é incentivado a ser protagonista e tem a oportunidade de exercer esse papel tanto nas atividades pertencentes ao currículo escolar quanto nas iniciativas diferenciadas voltadas para a formação de liderança, autonomia e cidadania.

MOMENTOS DE TROCA E APRENDIZADO

O Marista Aparecida compreende a importância de abordar tópicos locais e globais relevantes no cenário contemporâneo, proporcionando espaços de fala e escuta. Esse trabalho é desenvolvido ao longo de todas as etapas escolares, sendo intensificado no Ensino Médio, por meio de aulas contextualizadas, debates, saídas a campo, palestras, entre outras atividades. Além disso, todos os educadores são estimulados a planejar suas aulas relacionando os conteúdos teóricos com a realidade local e social, focando principalmente em problemáticas atuais. Componentes curriculares mais específicos, como Sociologia e Filosofia, mais voltados para o estudo da sociedade, estão sempre fazendo essa ligação com o cenário atual, e há também as aulas de Redação, que têm como um dos objetivos discutir temas emergentes com os estudantes, desenvolvendo argumentos para as produções textuais. Com foco nas avaliações externas como Enem e vestibular, o Colégio realiza aulas por área de conhecimento, trazendo assuntos contextualizados que perpetuam por diversos componentes curriculares, e também trabalha com materiais diferenciados,

como o Todo Enem e o Enem Comentado, voltados especificamente para as avaliações. Neste ano, a escola colocou em prática outra iniciativa que faz do estudante protagonista do seu aprendizado: a Prática Interdisciplinar de Iniciação Científica, voltada para a investigação de situações-problema levantadas pelos próprios estudantes, em sua maioria baseadas em temas emergentes e situações de impacto social. De acordo com a coordenadora pedagógica Gisele Mânica Pradella, além da preparação para provas e avaliações externas, a aprendizagem voltada para além dos muros da escola prepara os estudantes para a vida, para que eles consigam se formar também como cidadãos e estabelecer relações entre as situações que enfrentamos hoje e as sementes que foram plantadas anos atrás. “Nosso objetivo é que eles se tornem indivíduos questionadores e críticos, que compreendam que não vivemos em uma sociedade solta, em uma bolha, que tudo está relacionado e contextualizado. Ajudá-los a fazer essas conexões e relações também é papel da escola”, comenta. E, assim, a educação marista busca contribuir na vida dos jovens para que possam enfrentar os desafios do presente e do futuro.

Colégio Marista Aparecida

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Caleidoscópio EM

Já tradicional no Colégio, o Dia da Fantasia é realizado uma vez por mês pelos estudantes do 3o ano EM com temáticas diversas, como o Dia do Brega.

2016

Na Semana Profissional, o 3o ano EM recebeu profissionais de diversas áreas para compartilhar os desafios das profissões de maior interesse entre os estudantes.

SEMANA PROFISSIONAL Ainda integrando a programação da Semana Profissional, o Escritório de Carreiras da PUCRS realizou uma atividade sobre imagem, postura, currículo e estágio com os estudantes do 3o ano EM.

DIVERSÃO Durante as primeiras etapas da iniciativa Prática Interdisciplinar de Iniciação Científica, os estudantes estão definindo as problemáticas a serem pesquisadas e as metodologias dos trabalhos científicos.

© Fotos: Acervo do Colégio

Para celebrar a volta às aulas, o Grêmio Estudantil foi de sala em sala dar boas-vindas aos estudantes, desejar um bom ano letivo e entregar a eles um lanche especial! Além disso, teve show com a banda Elixir no recreio da manhã e visita da Cidinha no recreio da tarde.

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Colégio Marista Aparecida


Os estudantes foram até Porto Alegre para visitar a exposição As meninas do quarto 28, no Museu da UFRGS, que retratou um pouco da realidade dos campos de concentração.

Como uma das etapas de preparação para o projeto de Iniciação Científica, os educadores do Marista Aparecida participaram de uma formação sobre o assunto com os educadores do Marista Assunção, que é referência no tema.

INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Durante a campanha Páscoa fraterna, os estudantes levaram presentes e alegria para dezenas de crianças de escolas de Bento Gonçalves.

ACONTECEU

Os educadores participaram de uma formação sobre Inclusão Escolar, que abordou questões como diagnósticos, desafios e estratégias a serem utilizadas em sala de aula.

No mês de abril, os estudantes realizaram o primeiro simulado em parceria com a FTD. Esse instrumento avaliativo auxilia os educadores a diagnosticar os pontos que precisam ser trabalhados de forma diferenciada em sala de aula.

Colégio Marista Aparecida

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Diz aí

Como podemos

combater

?

a corrupção

EMANUELLE B. SCOTTI 9o ano EF

DANIELA PASQUALINI SCOTTON 2o ano EM

MARIA EDUARDA C. NICARETTA 3o ano EM

“Nos dias de hoje, a corrupção está tão presente na vida das pessoas que elas acabam nem percebendo quando a cometem. As pessoas vivenciam essas ações e as praticam alegando ser algo 'normal', pois 'todo mundo faz'. E aí essa corrupção continuará presente. Para que isso não aconteça, devemos nos conscientizar e parar para pensar: que ações corruptas eu cometo no meu dia a dia e como posso mudá-las?”

“A corrupção, infelizmente, tanto no âmbito político quanto social, é muito presente em nosso cotidiano. Para combatêla, basta uma atitude simples e humana, demostrando cidadania, honestidade e dignidade, parando de enganar as pessoas próximas e a nós mesmos.”

“Não adianta clamar por um país mais justo enquanto nós mesmos, em uma sala de aula (colando em uma prova), furando uma fila, ou até mesmo em uma festa (onde são falsificados documentos para consumo de bebidas alcoólicas), continuarmos cometendo exatamente esses desrespeitos. A corrupção só pode ser vencida por nós mesmos, inicialmente em simples atos.”

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Colégio Marista Aparecida

© Fotos: Acervo do Colégio

no dia a dia


1... 2... click!

Em foco

A partir do tema Seu olhar sobre a escola, estudantes registraram, por meio da fotografia, a própria percepção sobre o cotidiano escolar

O jardim, próximo à Biblioteca, é cultivado com muita dedicação pelos Irmãos Maristas que vivem na Comunidade Marista de Bento Gonçalves.

EMANUELLE BALDASSARI SCOTTI 9o ano EF A sala de encontros e reuniões da Pastoral Juvenil Marista (PJM) é um espaço de formação de lideranças, de participação e convivência.

ALICE PAGOT MARODIN 2o ano EM

O pátio central representa os muitos encontros que acontecem no dia a dia dentro do Colégio; um lugar de integração e aprendizado.

GABRIELA CAVALET PERON 8o ano EF

Tradicional nas instituições maristas, a estátua traduz fisicamente a missão de Champagnat: educar as crianças e os jovens.

LUIZA PEIXOTO BARBIERI 8o ano EF

A Biblioteca Ir. Samuel Piroli é um dos principais pontos de encontro entre os estudantes; um local de aprendizado e ensinamento.

VICTOR FERRETTI SARTORI 9o ano EF

Colégio Marista Aparecida

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Construir conhecimentos

Fique por dentro!

Aprenda de um jeito fácil, prático e superconectado. Confira algumas dicas e, se gostar, compartilhe os vídeos!

COMO FAZER UM FOGUETE DE ÁGUA COMO FAZER PANQUEQUINHA AMERICANA

As estudantes Thaís Lima e Victória Lovat dão dicas, ensinam técnicas e mostram na prática como fazer uma maquiagem de uma maneira super-rápida. Além disso, as jovens mostram os produtos e acessórios mais adequados para serem utilizados durante o passo a passo. goo.gl/sFuaLw

goo.gl/uCZaib

goo.gl/HF6IdA

COMO FAZER MÁGICA COM GELO Está a fim de impressionar os amigos ou a família? Neste vídeo, você descobre como fazer uma mágica bem criativa com elementos simples como água, gelo e sal. Que tal? O estudante Antônio Baggio Giusti ensina essa técnica em pouco mais de um minuto. goo.gl/BGwk2J

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Colégio Marista Aparecida

© Fotos: Reprodução YouTube

COMO FAZER A MAQUIAGEM CUT CREASE

O tutorial ensina uma receita rápida e prática para um lanche que é sucesso entre a garotada e os jovens: panquecas! Além disso, na receita da Isadora Invernizzi e Letícia Bergonci Camargo, a dica é que o recheio seja customizado conforme o gosto de cada um. Vale a pena testar a receita!

No canal Aprender de todos os jeitos muda você tem muitas ideias de brincadeiras para fins de semana, feriados e até férias! Uma delas está no vídeo em que o Bruno Falcade Paese ensina a construir um foguete com materiais simples que você provavelmente já tem em casa. É superfácil!


Você achou legal o nosso piano? Espere até ver o que podemos fazer com o que você não usa mais.

Preservar o meio ambiente, a partir do reaproveitamento criativo de materiais eletrônicos, é o que move o projeto Recondicionar. O piano acima é o resultado desse trabalho. Sua parte externa é composta de botões de máquinas caça-níqueis, painel de led e madeira. Tudo recondicionado. O que antes era lixo acumulado, hoje nos ajuda a aprender músicas a partir de sinais luminosos. Em apenas um ano, foram arrecadadas mais de quatro toneladas de peças descartadas nos ecopontos do projeto. Saiba mais em socialmarista.org.br.


© Ilustração: Freepik

olhar

NA MEDIDA:

uma discussão sobre superproteção na infância Por Fabrícia Borges, psicóloga e professora da Universidade de Brasília (UnB)

Ao discutir sobre superproteção, precisamos primeiro entender como os filhos e as famílias se configuram no século 21. Possivelmente, a grande maioria das crianças é educada, hoje, em modelos de uma superatenção quando comparadas às crianças de 40, 50 anos atrás. Saímos de famílias com muitos membros (de oito a dez filhos) para famílias de um ou dois filhos. Só aí já constatamos que a forma de criar e educar as crianças mudou significativamente. Reconhecemos que as crianças

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precisam ser ouvidas, amadas, cuidadas, educadas e, sobretudo, entendidas. E temos mais tempo e recursos para isso. Contrariamente, também ficamos mais tempo longe delas, trabalhando e em atividades sociais. Vão mais cedo para a escola/creche, possuem mais eventos sociais, mais festas, mais passeios, estão mais midiáticas e, portanto, em um processo de globalização contínuo. Então, fico pensando de que formas nossas atenções vão ao encontro dessas infâncias? Podemos pensar que


Em um processo educativo, o ensinar a fazer é muito mais importante do que fazer por elas. Podemos pensar em uma superatenção emocional, de suas seguranças, de suas responsabilidades, de suas conquistas. existem várias formas de atenção – portanto, de superatenção. Será que as abraçamos tanto que as impedimos de se movimentar no mundo? De escolher, de criar e de ser? Até que ponto nossos cuidados permitem que essas crianças aprendam a cuidar de si e dos outros? Sim, porque, para sermos adultos felizes, precisamos aprender a cuidar do outro. Isso garante amizades, conquistas, grupos sociais, amor e afetos. Em um processo educativo, o ensinar a fazer é muito mais importante do que fazer por elas. Podemos pensar em uma superatenção emocional, de suas seguranças, de suas responsabilidades, de suas conquistas. No entanto, até que ponto cerceá-las de todos os modos permite a elas construir recursos internos para lidar com o mundo? É claro que não queremos que nossas crianças sofram, decepcionem-se e nem fiquem tristes. Também não queremos que elas se sintam inferiorizadas em seus autoconceitos, quando, supostamente, uma outra criança possui mais vantagens, sejam materiais ou afetivas. É difícil saber a dose certa entre a atenção, o amor e o afeto,

se demais ou se de menos. Precisamos, então, nos questionar até que ponto permitimos que elas aprendam e vivenciem suas responsabilidades, o exercício de serem afetivas, de conseguirem não ter tudo e ainda se sentirem satisfeitas e alegres, ou de aprenderem a lidar com suas frustração e insatisfações. Com certeza um grande desafio, pois não existe modelo e nem receita – até porque as crianças são diferentes e possuem necessidades também diferentes, assim como seus pais, suas famílias, sua escola e seus grupos sociais. Mas de uma coisa tenho certeza há algum tempo: precisamos educar nossas crianças para a solidariedade e a cidadania. Um adulto solidário faz bem a si mesmo, aos outros e ao mundo. Para isso, precisamos refletir. Talvez esta seja uma boa solução: questionar sempre nossas certezas e, também, nossas dúvidas, ensinando nossas crianças a também se questionarem. Podemos incentivá-las a buscar saber quem são, quais seus interesses, suas vontades, seus afetos, suas frustrações e suas responsabilidades. Caminhemos assim.

• Nem sempre os filhos têm razão em relação às outras crianças. • Eles não precisam ter todos os brinquedos do mundo. O que as crianças precisam é entender a importância das brincadeiras para o autoconhecimento e desenvolvimento das relações sociais. • Poupar as crianças de frustrações não garante que elas não as tenham, apenas as poupa de não aprender a lidar com elas. Cuidado, pois uma criança que só vive com sentimentos de frustração pode aprender que não existe nada no mundo além disso. • Todos nós possuímos responsabilidades e as crianças também precisam saber quais são as suas e cuidar delas. Se tomamos as responsabilidades de uma criança para nós, elas ficam sem responsabilidades. Poderão também ser adultos assim. As responsabilidades de uma criança estão no domínio de suas atividades e de seus interesses: cuidar das tarefas da escola, de seus brinquedos, de seus animais de estimação, de seus amigos. • Todos os seres humanos, inclusive as crianças, precisam entender que, se gostam de afeto, é necessário cultiválo. Seja com pais, parentes, amigos ou outras pessoas. Aprender a ser carinhoso e amoroso não significa ser submisso, ainda que quando criança. Precisamos aprender a falar tanto de nossos aborrecimentos quanto de nosso afetos e carinhos. • Aprender a dizer – e a respeitar – o “sim” e o “não”.

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Abraço que encoraja O poder do abraço é comprovado cientificamente e testificado por profissionais que percebem, na prática, a importância desse ato no desenvolvimento pessoal

© Foto: Shutterstock

Por Michele Bravos

O abraço durou longos minutos, tempo suficiente para os batimentos cardíacos se regularizarem, os níveis de estresse baixarem e a autoconfiança ser retomada. Diversas universidades no mundo – entre elas, a Universidade da Carolina do Norte (EUA), a Universidade de Viena (Áustria) e a Universidade de Bar-Ilan (Israel) – possuem pesquisas que comprovam os benefícios de um abraço. Cientificamente, todas apontam para a elevação dos níveis de oxitocina – um hormônio capaz de amenizar o sentimento de isolamento e raiva –, além de influenciar na autoestima e na autoconfiança tanto de crianças quanto de adultos. As pesquisas atestam o que é comprovado, na prática, por profissionais que estão em contato frequente com pessoas que não vivenciavam demonstrações de afeto saudáveis e que, a partir da prática do abraço, passaram a ressignificar seus relacionamentos e a própria forma de se ver. A assistente social Fernanda Celano realiza um trabalho com crianças e adolescentes de uma casa-lar em Curitiba (PR) desde 2014 e percebe o quanto o abraço é poderoso para gerar um ambiente de segurança para eles. "O processo de desenvolver o vínculo afetivo, mediado pelo toque físico do abraço, abriu caminho para o sentimento de confiança. Eles sentiram que o abraço era sincero e desinteressado. Logo, puderam falar, con-

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O ABRAÇO CERTO

© Foto: Acervo do Colégio

O Colégio Marista Pio XII realiza, desde 2014, a campanha Abraço Grátis.

tar suas histórias, no tempo e do jeito deles, sem julgamentos ou curiosidade. Desde janeiro de 2015, temos um canal de comunicação muito aberto, tanto com os meninos quanto com as meninas. Eles têm liberdade para dizer do que gostam, como estão se sentindo e também falar do que não gostam em nós". Fernanda ainda destaca que é importante que crianças e adolescentes percebam que o abraço faz parte das relações saudáveis entre familiares, amigos e casais. "O abraço é parte da construção do vínculo afetivo, demonstra aceitação, acolhimento, proteção. Eu acredito que somente uma relação amorosa pode forjar na criança o sentimento de confiança e segurança".

QUANTO MAIS, MELHOR A psiquiatra norte-americana Virginia Satir é reconhecida no meio acadêmico por defender que precisamos de, no mínimo, quatro abraços diários. Segundo suas contas, são necessários quatro abraços por dia para a sobrevivência do ser humano; oito para a manutenção do bem-estar; e 12 para um crescimento pessoal no futuro. Já Fernanda percebeu que, com o tempo, os abraços se tornaram mais frequentes e espontâneos, ressignificando a forma de as crianças e os jovens se relacionarem e se expressarem. "No nosso meio, eles recebem

muitos abraços, o que os ajuda a entender que o toque é uma linguagem de amor e não deve remeter à violência. Eles nunca recusaram um abraço, mas os primeiros eram rápidos, superficiais, tímidos e inseguros. À medida que fomos nos conhecendo, com encontros semanais, o vínculo foi crescendo, eles foram se sentindo mais seguros e amados, sabiam que eram bem-vindos, e os abraços ficaram espontâneos, demorados, afetuosos. Às vezes, expressam tristeza, permeados pela vontade de voltar para a família de origem. Às vezes, só querem o toque pelo toque, para sentir amor e afeto". No Colégio Marista Pio XII, em Novo Hamburgo (RS), o número de abraços diários passam de 12, se preciso for. Desde 2014, o Colégio aderiu à campanha do Abraço grátis. Os jovens da Pastoral da Juventude Marista (PJM) caminham pelos corredores durante o horário de intervalo com cartazes anunciando a distribuição de abraços para quem quiser. "O objetivo dessa ideia é aprofundar a formação integral e social entre os jovens, saindo da rotina. Assim, queremos despertar o cultivo de valores cristãos nos estudantes, como ser presente, ser amigo e demonstrar cuidado", explicaram os líderes da PJM do Colégio, a assessora Claudia Buttenbender e o Irmão Matheus Martins.

A pscicoterapeuta norte-americana Hillary Hendel é conhecida por desenvolver um método de terapia que busca entender as expressões do corpo, trabalhando o contato físico e a escuta das próprias emoções, em um caminho de resgate de quem se é. Recentemente, ela publicou um artigo no The New York Times sobre o poder de cura de um abraço. Na publicação, ela afirma que, para um abraço ser eficaz, ele precisa ser por inteiro, não pode ser um 'meio-abraço'. "Um abraço terapêutico, aquele destinado a acalmar o sistema nervoso, requer algumas instruções. Um bom abraço deve ser sincero. Você não pode fazê-lo pela metade. Duas pessoas, o 'abraçador' e o 'abraçado', encaram um ao outro e se abraçam, com seus corpos se tocando por inteiro. Sim, é íntimo. O 'abraçador' deve estar focado no 'abraçado' com intenção proposital para lhe oferecer conforto. É, literalmente, uma experiência de coração para coração: a pulsação do 'abraçador' pode regular o batimento cardíaco do 'abraçado'. Por último, e muito importante, o 'abraçador' deve abraçar o 'abraçado' até o 'abraçado' estar pronto para ir embora, e nem um momento antes". Tradução livre do artigo publicado no The New York Times, em 1 de Setembro de 2015. Leia na íntegra: goo.gl/dB1pc6

O processo de desenvolver o vínculo afetivo, mediado pelo toque físico do abraço, abriu caminho para o sentimento de confiança. 37


Vivências

© Fotos: Acervo pessoal

solidariedade

compartilhadas Entre sorrisos e brincadeiras, um mundo novo se abre por meio do voluntariado internacional Por Taysa Dias

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“Que se faz de boa vontade”. Essa é a definição no dicionário para a palavra “voluntário”. Explicação que poderia ser facilmente complementada por “receber muito mais do que se doa”, frase dita por Leomar Silvestro, coordenador do Centro Social Marista Santa Isabel (Cemasi), instituição localizada em Porto Alegre (RS) e escolhida para receber o voluntário chileno Christhofer Otárola Antonio Cabezas, de 27 anos, que trabalhou por lá durante o mês de janeiro de 2016. Após Silvestro comunicar a todos, educadores e crianças, sobre a vinda de um novo integrante, a euforia tomou conta dos jovens e adolescentes. A recepção do chileno ao local onde passaria seus próximos trinta dias, foi feita de forma natural e simples. A língua estrangeira, que antes parecia ser um empecilho, foi substituída por novas formas de se comunicar, sempre com carinho e respeito.


Para Christhofer, a ideia de ser voluntário surgiu de uma conversa com a colega de trabalho que acabara de chegar de uma missão na Bolívia. “Ser voluntário me permitiu sair da minha comodidade e conhecer diferentes realidades, com as quais não estou acostumado. Isso também me permitiu oferecer o meu trabalho para o outro”. A cada dia, novas experiências e vivências foram ganhando a contribuição do novo voluntário. “O Christhofer chegou ao Cemasi muito curioso para conhecer o espaço, a equipe e, é claro, os jovens do Centro. Mas algo que talvez ele não esperasse na proporção que aconteceu foram as amizades e o afeto das crianças, o mais sincero que podia vivenciar, pois elas abraçam o mundo e as pessoas como parte de sua família”, conta Silvestro. O voluntário ressalta que certamente levará o aprendizado profissional conquistado por meio das atividades no Cemasi para o seu dia a dia como professor de Química no Instituto Chacabuco, localizado na cidade de Los Andes, no Chile. “Foi uma das melhores experiências que tive na minha vida, que me permitiu crescer em todas as áreas, pessoal e profissional, além de conviver com pessoas maravilhosas que dedicam seu tempo para trabalhar nessa grande obra que são os Centros Sociais Maristas”, diz Christofer. Nesse tempo em que ele esteve por lá, ficou clara a importância do trabalho em equipe, independentemente das diferenças culturais. “Houve uma satisfação enorme e uma aproximação entre todos. O Christhofer se doou, acreditou e contribuiu com a nossa proposta”, afirma Silvestro. Christhofer pretende repetir a viagem de voluntariado no Brasil e relata que a maior contribuição para si próprio foi o autoconhecimento. “Ser voluntário é poder conhecer a si mesmo, saber o que sou capaz de entregar para o outro, além da oportunidade de conhecer os colegas brasileiros, que fizeram eu me sentir em casa”.

Ser voluntário me permitiu sair da minha comodidade e conhecer diferentes realidades, com as quais não estou acostumado. Isso também me permitiu oferecer o meu trabalho para o outro.

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© Foto: Michele Bravos

como fazer

É preciso saber ler saber ler

A liberdade e o incentivo à leitura são pontapés para formar leitores críticos e conscientes Por Taysa Dias

Você se recorda do primeiro livro que leu? E aquele título que mais o encantou ainda na infância? Certamente a segunda opção é mais fácil de lembrar. Isso porque o processo da leitura exige envolvimento individual e reflexivo, ao contrário de uma atividade de consumo rápido de texto e sem aprofundamento. Para Milena Ribeiro Martins, professora de Literatura do curso de Letras da Universidade Federal do Paraná (UFPR), gostar de ler é diferente de saber ler bem. Ela ressalta o papel da escola para exercitar as habilidades de leitura: “É preciso que o leitor aprenda a decodificar, prever a continuidade de um texto, a entender o dito e o suben-

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tendido, a entender ironia, piada, ameaça, identificar-se com emoções e colocar-se no lugar de personagens. Há muitas habilidades que exercitamos enquanto lemos, e tudo isso precisa ser ensinado, praticado e discutido”. A família tem relação direta na prática da leitura de crianças e adolescentes. Exemplo disso é o que aconteceu no lar do estudante Guilherme Engelhardt Stange, de 23 anos, onde sua mãe, Sandra Engelhardt, tinha o hábito de ler para ele livros inteiros durante sua infância. Aos 9 anos de idade, após uma ida à livraria com sua mãe, Guilherme iniciou sua primeira leitura autônoma. O título escolhido foi o mesmo de milhares


DICAS DE LEITURA Para que crianças e jovens iniciem suas descobertas no mundo da literatura, é preciso liberdade por parte da escola e incentivo por parte da família, dentro de casa. Confira algumas dicas da professora Milena para colaborar com a leitura de crianças e adolescentes: • Ajude o jovem a escolher bons livros (o que não é uma tarefa fácil!). • Guie-o pelas estantes de livrarias e bibliotecas. • Folheie, leia trechos, e não hesite em descartar um livro hoje, para retomá-lo no futuro. • Eleja seus escritores favoritos e recomende-os.

FLEXIBILIDADE X INSISTÊNCIA Para criar um hábito de leitura em casa ou na escola, é preciso ter disciplina e rotina. Segundo a professora Milena, conciliar disciplina com prazer é a melhor forma de não transformar a leitura em uma tarefa cansativa. “Se, para isso, for preciso abandonar uma leitura no meio, sem problemas, abandone! É isso que leitores maduros fazem: começam e interrompem leituras se elas não atendem a seus propósitos e a seus desejos. É importante, em casa, dar alguma liberdade de escolha”.

LITERATURA FANTÁSTICA de jovens: Harry Potter e a pedra filosofal, da autora J. K. Rowling. “Minha mãe lia muitos livros para mim, mas comecei ‘de verdade’ com Harry Potter. Foi o que me levou a gostar de ler”, revela. Depois disso, o estudante se entregou a clássicos como A volta ao mundo em 80 Dias, de Julio Verne; Capitães de areia, de Jorge Amado; O nome da rosa, de Umberto Eco, entre outros. O gosto por essas obras clássicas, contudo, não se deu de forma rápida por causa, segundo o próprio Guilherme, de sua “falta de maturidade literária”. “Lembro quando a escola solicitou que lêssemos Capitães de areia. Na época, não gostei. Hoje, já com o hábito da leitura, é um dos meus livros preferidos”.

Os livros de literatura fantástica apresentam três vertentes principais: a ficção científica, a fantasia e o horror. Esse gênero vem crescendo entre os jovens e adolescentes brasileiros e é, sim, uma porta de entrada para o mundo da literatura. Exemplo disso é a série Harry Potter, de J. K. Rowling, que vendeu milhões de exemplares pelo mundo e desmistificou o pensamento das editoras de que adolescentes não leem livros extensos. Além dessa famosa saga, outras séries ficcionais também caíram no gosto dos jovens, como Jogos vorazes, de Suzanne Collins, e Divergente, de Veronica Roth. Para a professora Milena, a literatura fantástica permite um universo ao mesmo tempo distante e próxi-

mo do leitor, que ultrapassa os limites da vida humana e permite a identificação com certos personagens e situações. “Vivemos imersos em cultura, em símbolos, em histórias. Perder a compreensão disso tudo é viver de forma rasa, superficial. Precisamos compreender o mundo em que vivemos para transformá-lo em algo melhor”.

Há muitas habilidades que exercitamos enquanto lemos, e tudo isso precisa ser ensinado, praticado, discutido.

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Confira nesta edição as dicas de aprendizado das Línguas Inglesa e Espanhola sugeridas pela assessora da área de Linguagens dos Colégios Maristas, Ana Cristina Alves.

APP MUSEU AMERICANO DE HISTÓRIA NATURAL Por meio do site do Museu Americano de História Natural (American Museum of Natural History), você pode baixar aplicativos para conhecer o acervo e enriquecer o vocabulário com leituras incríveis sobre ciência. A coleção de fósseis, incluindo de espécies de dinossauros, é um dos principais atrativos. amnh.org/apps

© Imagens: Divulgação

LIVRO WHAT'S ON

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Este é um livro didático que instrumentaliza o professor e prepara o estudante de uma maneira descontraída, usando os mais diversos filmes e séries de TV. A obra contempla funções de linguagem, aspectos gramaticais, atividades com respostas comentadas e um robusto guia de filmes e séries, como Cidade dos anjos, a saga Harry Potter, Meu malvado favorito e Friends.

LIVRO NOT JUST HAMBURGERS! Quando se pensa na culinária americana, certamente o hambúrguer é o primeiro alimento que vem à sua mente. No entanto, é importante conhecer outros pratos típicos, ainda mais se essa experiência possibilitar diversos aprendizados da Língua Inglesa. Com o livro de Virginia Klie, você também poderá conhecer as tradições gastronômicas, as influências étnicas, curiosidades e um menu especial para o Dia de Ação de Graças!


LIVRO MI BUENOS AIRES QUERIDO Mi Buenos Aires querido, de Delia María de Césaris e Telma Guimarães Castro Andrade, da editora Santillana, é uma publicação que combina o texto verbal com o áudio, possibilitando o exercício da leitura e da escuta. A história se desenrola em Buenos Aires, cidade em que um jovem brasileiro faz intercâmbio e tem a possibilidade de conhecer a cultura, as diferenças e as semelhanças entre Brasil e Argentina. A obra possui ainda glossário e atividades. Também vale conferir as diversas atividades disponíveis no portal educacional da Santillana. Confira: santillana.com.br/portal-educacional

FILMES UM CONTO CHINÊS, KAMCHATKA E CUERDAS O hábito de assistir a filmes e séries sem legenda é sempre recomendado, pois possibilita “treinar o ouvido” e ampliar o vocabulário. Alguns títulos sugeridos são Um conto chinês, Kamchatka e o curta-metragem Cuerdas. São obras que trazem aspectos culturais e motivam para um olhar sensível sobre os fatos reais ou ficcionais.

JORNAIS CLARÍN E EL PAÍS A leitura frequente desses jornais contribui para o aprendizado da estrutura gramatical da Língua Espanhola, bem como para a apropriação do vocabulário. Desenvolva o hábito de acompanhá-los e anote em um bloco as palavras novas. • clarin.com

• elpais.com

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diversão

Mas

Aulas de gastronomia e fotografia são opções de vazão para a curiosidade de crianças e adolescentes, contribuindo para o seu desenvolvimento Por Michele Bravos

A pouca idade não faz deles menos criativos ou desenvoltos. Pelo contrário. A curiosidade, inerente a crianças e adolescentes, os leva a resultados que surpreendem. Práticas que antes poderiam ser atribuídas apenas aos adultos têm conquistado o gosto das crianças e dos adolescentes também. Que tal aproximá-los desses mundos?

© Fotos: Shutterstock

por quê?

ENTRE PANELAS

Os programas de competição gastronômica com participantes mirins revelam o talento como chef de cozinha de crianças e adolescentes. E essa não é uma realidade só da TV. A professora de gastronomia Aline Wunsch, que dá cursos para os mais jovens, conta que o interesse dos alunos pelo novo faz com que aprendam rápido. “Eles são muito dedicados no que fazem. Não é difícil enxergar como suas habilidades aumentam ao decorrer das aulas”. A forma como a curiosidade é trabalhada permite que eles evoluam na prática de forma proveitosa, alcançando diferentes perfis de crianças e adolescentes. “Tenho alunos mais tímidos que são bem atentos, têm muita força de vontade e se superam a cada dia. Tenho, também, aqueles alunos superdesinibidos, que adoram interagir e têm uma criatividade fora do comum”. Uma aula de gastronomia não se destina apenas àqueles que possuem um interesse declarado pelas experiências na cozinha. As atividades podem servir para trabalhar outros aspectos no desenvolvimento do aluno. “A parte motora é desenvolvida, ao trabalharem com as panelas, com as facas e mexendo as preparações. Eles adquirem responsabilidade ao perceberem o espaço da cozinha como um ambiente que deve ser mantido limpo e organizado. Eles também aprendem a trabalhar em grupo, a ter noções de sustentabilidade e a respeitar o alimento”. O grande diferencial de um curso de gastronomia infantojuvenil comparado a um para adultos está no fato de que o segundo é mais técnico e o primeiro é mais experimental, possibilitando que os alunos aprendam diversas receitas e também treinem mais aquilo por que demonstram interesse.

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Tenho alunos mais tímidos que são bem atentos, têm muita força de vontade e se superam a cada dia. Tenho, também, aqueles alunos superdesinibidos, que adoram interagir e têm uma criatividade fora do comum.

ENTRE CLICKS

Quando ingressam nas aulas de fotografia, a imagem digital é vista como uma ferramenta de comunicação: através da imagem, se conta uma parte do dia, mostra-se quem se é (em geral, pelos selfies). No entanto, no decorrer das aulas, eles são apresentados à história da fotografia, às câmeras antigas e aos rolos de filme. O contato com esse outro universo instiga a curiosidade deles os desperta para conhecer mais do processo fotográfico e tudo o que envolve a fotografia. Para a fotógrafa Patrícia Zupo, professora de fotografia para adolescentes, “essa é a geração do anúncio pessoal, dos vídeos bem bolados, do ter algo a dizer para o público. Vejo que muitos são desinibidos. Busco trabalhar com estes a forma estética e a ética de postagens. Já os mais tímidos se soltam quando descobrem que a fotografia não precisa ser uma ferramenta de uso da autoimagem. Esse perfil de aluno, ao perceber que é possível se mostrar ao mundo sem aparecer nas fotografias, mas, sim, exibindo seu interesse pessoal, criam os mais interessantes temas de projetos”. A professora também percebe que, independentemente do perfil, algo que os alunos possuem em comum é o gosto por literatura e museus. Durante as aulas, a fotografia também é usada para despertar mais interesse pelos conteúdos convencionais da escola. “Trago a Matemática, a Física e a Química da fotografia para que eles compreendam o que e por que precisam estudar essas matérias. Por exemplo: ângulos e ótica estão relacionados diretamente a imagem e câmeras. Assim, eles começam a ver a prática do que estudam na escola”. Como os alunos dessa geração são bastante conectados, a professora inova no ensino. “Tanto os adolescentes como as crianças aprendem de forma nada convencional, com exemplos do seu dia a dia, aplicativos disponíveis e de forma livre. O imediatismo no qual eles vivem me permite incluir brincadeiras e construção de jogos para que a fotografia não seja apenas um mero ato de clicar”.

Essa é a geração do anúncio pessoal, dos vídeos bem bolados, do ter algo a dizer para o público.

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essência Matheus Giacomoni © Foto: Acervo pessoal

Ex-aluno do Marista São Pedro, formado em Administração, um dos fundadores da Múltiplo.X e transformador social.

Alterando as

estruturas

Pela minha trajetória e pela do meu sócio, Bernardo De Carli, sabíamos que não podíamos criar uma empresa apenas para ganhar dinheiro. Ele, professor de História, eu administrador. Mas, os dois com histórico de militância na educação popular e em outros projetos sociais. Por isso, nossa experiência e história de vida nos moveram a fazer a Múltiplo.X, uma empresa singular que busca dar um retorno para a sociedade, acima de tudo, visando transformação social. Fundamos a empresa com o objetivo de promover mudanças estruturais na sociedade, articulando vários setores – sociedade em geral, ONGs, empresas – e aprimorando seus potenciais de transformação. Analisamos o dinamismo do mercado atual, as novas demandas dos colaboradores das empresas, o formato da sociedade, os anseios e as necessidades da população. Chegamos à conclusão de que os formatos das relações de trabalho e consumo do século passado não são mais válidas, apesar de ainda dominarem os mercados. Hoje, exige-se que as empresas tenham a capacidade de interpretar e dar respostas aos anseios da sociedade civil. Um dos exemplos de trabalhos que realizamos foi a campanha TransformaLivro, organizada no ano de 2015 e ainda em andamento. Essa campanha, que aconteceu em espaços públicos da cidade, envolveu diversos segmentos: empresas como voluntárias e patrocinadoras, os cidadãos

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e as cidadãs de Porto Alegre, ONGs, artistas e pessoas da mídia. A TransformaLivro (goo.gl/xaAFE0) arrecadou mais de 5 mil livros em pontos de recolhimento pela cidade de Porto Alegre, e esses livros estão sendo distribuídos por bibliotecas da periferia da cidade. Bibliotecas comunitárias, que sejam geridas pelas próprias comunidades em parceria com as ONGs. Bibliotecas que têm a cara daquelas comunidades, que pertencem àquelas comunidades. Também estamos organizando saraus em cada uma das bibliotecas, pois acreditamos que apenas entregar os livros não cumpra o papel de transformação. É preciso ir até o fim: dar acesso e incentivar a leitura. Realizamos projetos nesses formatos também em ambientes empresariais. Mas, seja no espaço organizacional ou envolvendo a população como um todo, o mais importante para nós é realizar mudanças nas estruturas da sociedade, na forma de pensar a cidade.

Chegamos à conclusão de que os formatos das relações de trabalho e consumo do século passado não são mais válidas, apesar de ainda dominarem os mercados. Hoje, exige-se que as empresas tenham a capacidade de interpretar e dar respostas aos anseios da sociedade civil.


O ENSINO MÉDIO DA REDE MARISTA FICOU EM PRIMEIRO LUGAR EM LEMBRANÇA NO MARCAS DE QUEM DECIDE. OBRIGADO PELO RECONHECIMENTO.


CENTRAL DE RELACIONAMENTO COM O CLIENTE

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Colégio Marista Aparecida  

10ª ED | 1º SEM 2016

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