Agenda de Programação | Teatro Municipal de Bragança (janeiro-abril 2023)

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JAN . 2023 FEV . MAR . ABR . PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO

“Considero tão difícil combater uma obra que o público aprova, como defender outra que ele condena.”

(Molière)

A procura de equilíbrios, nas múltiplas vertentes da vida, é um dos maiores desafios da Humanidade. “Aprovações” e “condenações” conduzem a momentos de questionamento e reflexão, essenciais em processos construtivos de equilíbrios. As propostas culturais de elevada qualidade, diversidade e abrangência têm fomentado o desejado equilíbrio de programação do Teatro Municipal de Bragança. Nesta linha de pensamento, analise, escolha e venha vivenciar as propostas artísticas do presente quadrimestre.

Na área de Teatro, um óbvio destaque para os seis espetáculos que integram o ‘27 – Festival de Teatro’, com abertura marcada pelo acolhimento de “Misantropo”, pelo Teatro Nacional D. Maria II, seguido por “Vânia”, pelo Teatro Nova Europa, “Língua”, pela Estrutura, “She Wolf ou o Cálice da Inveja”, pelo Teatro da Terra, “Uma Ideia de Justiça”, pelo ACE - Teatro do Bolhão e “Antígona 3 por 3,5”, pela Companhia do Chapitô. Abrangendo todos os públicos, mais cinco criações teatrais sobem à cena. Virgílio Castelo regressa a Bragança, com “O Homem de Amália”, que dá lugar a “Não Vais Entrar”, pela Lobby Teatro, “Capuchinho” - Teatro para bebés, pelo Teatro Plage, “Tartufo”, pelo Teatro da Garagem e “Anónimo Não é Nome de Mulher”, pela Narrativa Ensaio.

Não esquecendo a dimensão formativa, o Serviço Educativo é reforçado pelas habituais sessões de contos de António Fontinha - “Viver o Património Imaterial”, pela “Oficina de Danças Urbanas”, por Catarina Pinto, pelo espetáculo inclusivo “Syn-Tropia” - Concerto-dança para surdos e outras audições - Sonoscopia, pelo “Concerto para Bebés e Papás” –Movicantabébé e pela oficina crítica de Teatro “Critique”, por Luís Mestre (Teatro Nova Europa).

No campo da Dança, realce para “Distante”, pelo Balleteatro, para “Os Brinquedos de Maria - Dança ao Som do Piano”, pelo Conservatório de Música e Dança de Bragança, bem como para a estreia, em Portugal, do Musical “Michael’s Legacy”, pela conceituada Jackson Dance Company.

Em Música, o “Concerto de Ano Novo” assinala o regresso da Orquestra do Norte ao Teatro Municipal de Bragança. Também o “Encontro de Cantadores de Reis”, organizado pelo Lions Clube de Bragança, retoma a tradição. Janeiro encerra com o acolhimento do mundialmente aclamado The Linkin Park Tribute, pelos Hybrid Theory. Fevereiro abre com a digressão comemorativa de 40 anos dos míticos TÁXI e segue com a apresentação de “Dois Quartetos Sobre o Mar”, pelo Quarteto Mário Barreiros. Março é mês de receber Dino D’Santiago e, em abril, o Teatro Municipal de Bragança acolhe a abertura da digressão portuguesa de Sarah McCoy, para apresentação do novíssimo álbum “High Priestess”. Celebrando as riquezas da nossa cultura ancestral, o projeto “Da Raiz ao Fado”, de Daniel Pereira Cristo, celebra a diversidade e a contemporaneidade da música e dos instrumentos musicais portugueses. Numa vertente urbana e independente, os Birds Are Indie levam ao palco o seu mais recente trabalho “Ones & Zeros”. A encerrar a programação da presente agenda, chega a Portugal o estimulante projeto “Je Cour Pour La Culture”, de Gauthier Herrmann.

Entre obras a “aprovar” ou a “condenar”, venha construir equilíbrios no Teatro Municipal de Bragança.

Seja bem-vindo a 2023.

João Cunha (Diretor do Teatro Municipal de Bragança)

ORQUESTRA

DO NORTE

© JORGE CARMONA

21h.

CONCERTO

PARCH

Valsas, Polkas e Marchas da Família

Ebisquiatatur re vel molo comnimet optae velibus ea senditi

Strauss…

A entrada no Novo Ano preparase para ser celebrada a rigor. As divertidas obras dos irmãos Strauss marcam o ritmo de um concerto revestido de melodias inesquecíveis, executadas pela Orquestra do Norte, sob a direção do Maestro Fernando Marinho. Com algumas influências espanholas, o programa inicia-se

comnimet optae velibus ea senditi orehendita quatiusam, to et essi aceseces mossitatur, quis et int quas eaquuntibus eosam veremol rae venda dit libus estotat archilles mi, et explabo. Et ant am dit ex ent venim quaernatur aut aut aut quo in nonsequi dolore molorios estius alit, nim idebist optioribus, temolen tiusciumqui adit ut

uptibusam con plis magnis amus

Ut voluptatur magnate velesed ut optis dis quam aut eature ped quam dolesti bustibusae verro temqui omnimag nissinum essunt lant volor simenis eosam

com a abertura “O Barão Cigano”, continuando com a elegância das valsas “Vida de Artista”, “Vinho, Mulheres e Canções” e “No Belo Danúbio Azul”, a espetacularidade da marcha “Espanhola” e as engraçadas polkas como “Galope dos Bandidos”, “Novo Pizzicato” e “Sem Preocupações”, entre outras.

Brindemos à entrada no Ano Novo de 2023, com boa música, saúde, paz e amor!

DE ANO NOVO

04.01.2023
JANEIRO . 04.
AUDITÓRIO • M6 • 90 MIN. C/ INTERVALO • 6,00 EUROS
QUA . 21H

SÁB. 21H

AUDITÓRIO • M12 • 75 MIN. • 6,00 EUROS

TEXTO E INTERPRETAÇÃO: VIRGÍLIO CASTELO

A história do amor mais profundo, mais estranho e mais secreto que alguém teve com Amália Rodrigues.

A história de um homem que existiu, e deixou de existir, por se ter apaixonado por uma estrela que não se podia alcançar.

A história de um homem que dedicou a sua vida e a sua morte, a seguir a nossa única diva, onde quer que ela estivesse.

Através dos fados que ela cantou, dos versos que ela escreveu, e das paixões que sentiu, vamos acompanhar Amália durante uma hora e um quarto, vendo-a com os olhos do homem que por ela viveu, e por ela morreu.

Num espetáculo cheio de golpes de teatro, vamos ficar a conhecer a Amália que só este homem conheceu. Nas casas de fado, nos teatros, no cinema, no êxito lá fora, na inveja cá dentro. Vamos recordar algumas coisas que já sabíamos da vida dela, e ficar a saber outras de que ela nunca falou. E quando o pano fechar, a nossa estrela maior, estará ainda mais presente nas nossas memórias – onde nunca deixou de brilhar – sublimada, agora, pelos desvarios do coração destroçado deste desconhecido HOMEM DA AMÁLIA.

JANEIRO . 07.
YELLOW STAR COMPANY

LIONS CLUBE DE BRAGANÇA

CANTARES DOS REIS

Organização: Lions Clube de Bragança. Apoio: Município de Bragança e União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo.

AUDITÓRIO • M6 • 120 MIN. • 5,00 EUROS JANEIRO . 14. SÁB. 21H

NÃO VAIS ENTRAR?

CAIXA DE PALCO • M14 • 65 MIN. • 6,00 EUROS

Em 2015, Valter Vinagre compôs POSTO DE TRABALHO, uma coleção de fotografias, cenicamente iluminadas, reveladora de estruturas improvisadas destinadas a receber quem procura a prostituição nas estradas nacionais. Foi a partir dessas que Jaime Rocha escreveu A CULPA NÃO FOI MINHA, onde uma trabalhadora do sexo divaga sobre interesses vários, tornando público o que antes pertencia à esfera privada. NÃO VAIS ENTRAR? é o novo projeto teatral de Mariana Fonseca que surge a partir da evolução do diálogo que se estabeleceu entre os trabalhos descritos e propõe refletir, nos seus conteúdos dramatúrgicos, questões relacionadas com a condição

feminina, o entendimento cultural desse corpo, a consequente negação de direitos e valores e a busca por uma liberdade individual. Sublinhando a urgência em vir a integrar um futuro, porventura utópico, em que o feminino não é sinónimo de uma identidade social menor, o projeto apresentase como um espetáculo que reúne três atos ou performances em sequência - IT GENDER; ENCONTRAMO-NOS AQUI e METAMORFOSE -, protagonizados pela autora, com o intuito de explorar, através de diferentes linguagens artísticas, um “alter ego” que se recusa a pedir perdão e a desvalorizar a sua condição de Mulher. Criação e Interpretação: Mariana Fonseca . Desenho e Operação de luz: Janaina Gonçalves Música e Som: João Gamory . Produção Executiva: Bernardo Peixoto . Apoio à criação: Rafael Barreto e Sofia Soromenho . Consultoria artística: Jaime Rocha e Valter Vinagre . Apoio à dramaturgia: Jaime Rocha . Assistência e Conceção de cenografia: Pedro Silva . Conceção de figurinos: Conceição Ferreira . Direção de movimento: Rafael Barreto e Sofia Soromenho . Desenho digital: Patrícia Freire . Fotografia: Valter Vinagre, Alípio Padilha e Ricardo Reis . Vídeo: Ricardo Reis Mapping e Operação de Som e Vídeo: Show Ventura . Teaser . Apoio à Comunicação: Mariana Dixe Produção | LOBBY teatro . Co-produção | YEP [Young Emerging Performers], uma parceria entre Rua das Gaivotas 6/ Teatro Praga e O Espaço do Tempo . Apoio à criação em residência: teatromosca / Festival MUSCARIUM . Agradecimentos | CAF, Companhia Olga Roriz, Lugar Comum, Born2fail, Baal17, João Canto e Castro, Monique, Camila, Kaio e Centro Dramatico Rural

Apoio:

LOBBY TEATRO
JANEIRO . 18.
QUA . 21H
© MÓNICA CUNHA

SÁB. 11H E 15H

CAIXA DE PALCO • TODAS AS IDADES • 25 MIN. JANEIRO .

“Mamã, avó, floresta, bolo.”

A palavra dita, narrada a partir de um livro que se abre, sugere o poder transformador do cenário em imaginário. “Cuidado, lobo, perigoso.” A narradora-mãe adverte o desconhecido. E a Capuchinho-bailarina, em seu singular percurso, dança ao luar com o lobo mentiroso, na floresta que também é a casa da avó de boca tão grande que afinal era o lobo, que não era assim tão mau mas que tinha fome. O caçador ouve o grito e não mata, mas salva. A moral é apaziguadora.

Uma peça montada a partir de inesperados contrastes que servem para iluminar cada um seus elementos, personagens animadas, de carne e osso, e inanimadas, os objetos do cenário. A expressão corporal e a dança relevam o perfil da sonoridade da sílaba e da música. Quem consegue ficar indiferente ao maravilhoso Dueto de Gatos e à Exaltação dos Animais?

A imagem, o movimento, o som e a palavra eximiamente sincronizados, num auto em que era uma vez uma história encantada, dramática e vivamente encantadora.

Encenação: Paulo Lage . Coreografia: Elsa Madeira . Interpretação: Cheila Lima, Carolina Branco e Duarte Melo . Apoio Vocal: Silvia Filipe . Cenografia: Ana Paula Rocha . Figurinos: Mónica Cunha, Confeção de Mestra Olga Amorim . Arranjos Musicais: Elmano Coelho e Carlos Garcia . Desenho de Luz: Pedro Nabais . Desenho de Som: Frederico Pereira . Operação de Som: Paulo Lage . Adereços: Xana Capela . Desenho Maquilhagem: Guilherme Gamito . Fotografias: Sofia Berberan . Produção: Thekingroad . Co-Produção: Teatroplage e Casa das Artes de Famalicão

TEATRO PLAGE

Livre

Levantamento de bilhete obrigatório (Bilheteira presencial do TMB)

21.

VIVER O PATRIMÓNIO IMATERIAL

QUI. 09H30, 11H E 15H

DE ENSAIOS • M6 • 50 MIN.

Surpreendentemente, na era do audiovisual e da Internet, o simples ato de contar histórias tem vindo a recuperar relevo.

Sendo certa a erosão dos lugares que a tradição oral habitava, é fantástica a apetência de novos espaços, como os palcos de teatro, para essa ancestral prática.

Hoje, perante ferramentas como o Catálogo dos Contos Tradicionais Portugueses, torna-se evidente a enorme riqueza de um imaginário que importa perpetuar oralmente.

António Fontinha, pioneiro do movimento de narração oral em Portugal, descobriu a vocação de contador de histórias em 1992, contando já com milhares de sessões de contos, dinamizadas em múltiplos contextos e para públicos diversificados.

A base do seu repertório são temas da tradição oral portuguesa que, paralelamente à atividade de narrador, tem vindo a recolher em várias campanhas de recolha de contos tradicionais, um pouco por todo o país.

COM ANTÓNIO FONTINHA

Livre

Levantamento de bilhete obrigatório (Bilheteira presencial do TMB)

26.
SALA
JANEIRO .

HYBRID THEORY

THE LINKIN PARK TRIBUTE

Os portugueses Hybrid Theory - The Linkin Park Tribute Show, são considerados, atualmente, a maior banda de tributo do mundo a Linkin Park . Com espetáculos esgotados nos quatro cantos do globo, reproduzem fielmente a banda original, a um nível que deixa rendidos os fãs de todo o mundo.

AUDITÓRIO •
11,00
JANEIRO . 28. SÁB.
M6
90 MIN. •
EUROS
21H

DIGRESSÃO 40 ANOS

SÁB. 21H

AUDITÓRIO • M6 • 75MIN. • 11,00 EUROS

Os TAXI nasceram no Porto, em 1979. Absorvendo a influência musical pós-punk, new wave e ska, inicialmente os TAXI compunham e interpretavam temas originais cantados em inglês. Essa situação s mudou quando, em fevereiro de 1981, num concerto no Colégio Alemão no Porto, foram “descobertos” por dois elementos da editora Polygram. São imediatamente convidados a gravar um álbum, com a condição de ser cantado em português. Os TAXI editaram o seu primeiro disco em 1981, um registo que se tornaria no primeiro disco de ouro do rock português. Em 1982 editaram

o álbum “Cairo”, também disco de ouro, cuja capa em lata se tornou rapidamente num objeto de culto. A banda gravou, até à data, cinco álbuns de originais, com temas tão famosos como “Chiclete”, “TV WC”, “TAXI”, “Vida de Cão”, “Lei da Selva”, “Rosete”, “Cairo”, “Fio da Navalha”, “Sozinho”, entre muitos outros temas que fazem parte do imaginário de milhares de portugueses.

Os TAXI voltaram ao estúdio e lançaram novos temas, que irão acompanhar com os melhores êxitos, que vamos poder ouvir no Teatro Municipal de Bragança, no dia 4 de fevereiro. FEVEREIRO . 04.

TARTUFO

Texto: Molière . Tradução: Regina Guimarães . Encenação e Dramaturgia: Carlos J. Pessoa Música e Sonoplastia: Daniel Cervantes . Cenografia e Figurinos: Sérgio Loureiro Desenho de Luz: Nuno Samora . Operação de Luz: André Carinha Mateus Assistência de Encenação: Ana Palma . Direção de Produção: Raquel Matos Registo Fotográfico: Carlos Porfírio / Puro Conceito . Interpretação: Ana Palma, Joana Raio, Miguel Damião, Paula Só, Sérgio Silva, Susana Blazer .

Coprodução: Teatro da Garagem, Teatro Nacional São João Apoio: Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC, Junta de Freguesia de Santa Maria Maior Financiamento Direção-Geral das Artes, Governo de Portugal | Ministério da Cultura

© CARLOS PORFIRIO

Há um Molière que subitamente se atravessa no caminho do Teatro da Garagem. Uma alegre anomalia, isto se pensarmos que a companhia não pratica um teatro de repertório, escorando antes a sua identidade artística nos textos do dramaturgo e encenador Carlos J. Pessoa. E porquê Molière? E porquê Tartufo (1664), meditação sobre a mentira e a hipocrisia, mas também sobre a essência do teatro, essa máquina infernal de produzir impostura? Com Tartufo, o Teatro da Garagem convida o espectador a revisitar um texto clássico, aqui na tradução da poeta Regina Guimarães, com o pudor de quem reaprende a ler,

incentivando-nos a construir pontes entre o passado, o presente e o futuro. “Quando é que somos mais enganados? Quando somos tartufos ou quando somos tartufiados?”, pergunta-nos Carlos J. Pessoa. Num espetáculo de texto e de atores, o encenador olha para o clássico de Molière e descobre um teatro ignóbil que corre no sangue de todas as personagens. Um teatro onde não há heróis nem vilões, mas criaturas que produzem e combatem a pestilência, imersas na paranoia de se limparem ou purificarem. “Estaremos condenados à intoxicação pela tartufice?”

FEVEREIRO . 11.
AUDITÓRIO • M12 • 100 MIN. • 7,00 EUROS
SÁB. 21H

QUARTETO MÁRIO BARREIROS

Em Janeiro de 2022, Mário Barreiros lançou o trabalho discográfico ‘Dois Quartetos Sobre o Mar’, gravado entre julho e agosto de 2021. A bateria de Mário Barreiros é o denominador comum destes dois quartetos. Para o concerto no Teatro Municipal de Bragança, marca presença o quarteto Pacíficoque assim foi denominado para se distinguir do outro, o Abissal -,

no qual brilham Ricardo Toscano no sax alto, Abe Rábade no piano e Carlos Barretto no contrabaixo.

O repertório do Mário Barreiros Quarteto consiste na apresentação de originais dos seus elementos registados no disco, ‘Dois Quartetos Sobre o Mar’, prometendo protagonizar uma noite de devoção à paixão de uma vida: o jazz.

Dois Quartetos Sobre o Mar

• M6 • 70 MIN. • 6,00 EUROS FEVEREIRO .
AUDITÓRIO
15. QUA . 21H

DISTANTE

PAISAGENS, MÁQUINAS, ANIMAIS

© PEDRO FIGUEIREDO

SEX. 21H

AUDITÓRIO • M6 • 60 MIN. • 6,00 EUROS

A motivação para fazer uma série de projetos em torno das paisagens, máquinas e animais, surge da necessidade de pensar uma peça que não se esgotasse num único espetáculo, mas que pudesse dialogar com outras obras.

A recorrência da paisagem e do corpo como paisagem nos meus projetos, mesmo não sendo sempre de uma forma óbvia, determinou este ciclo de trabalho. Paisagens, Máquinas e Animais, os conceitos aqui envolvidos, evidenciam três pontos de fuga na definição do humano e, simultaneamente, abrem-se como categorias para pensar o corpo performático. Em todas as peças, estas dimensões estão presentes e se cruzam.

O terceiro objeto desta série, Distante, irá focar-se sobretudo na máquina e na possibilidade de expandir o corpo e o lugar. Por isso, nesta peça voltarei a ter como colaborador o João Martinho Moura e, também, o Alexandre Soares com quem fiz inúmeros trabalhos. Os FAHR 021.3, colaboram em Neve e em Distante. Inicialmente este projeto tinha outro título, Quinta-feira à tarde, título de um álbum de Brian Eno. Mudou a designação, mas a intenção manteve-se, a de um lugar pautado por um tempo cronológico que ilude a segurança e a escala. A escala e a distância, dimensões para relacionar o corpo com a máquina, para entender o corpo-máquina e o corpo animal.

Direção e coreografia: Né Barros . Música: Alexandre Soares Cenografia: FAHR 021.3 Media Art: João Martinho Moura .Intérpretes: Afonso Cunha, Beatriz Valentim, Bruno Senune, Marjorie Silva e Vivien Ingrams . Desenho de Luz: Nuno Meira Esgrima: José Luís Guimarães . Produção executiva: Lucinda Gomes Coprodução: Teatro Municipal do Porto, Balleteatro .

BALLET TEATRO
Né Barros
FEVEREIRO . 24.

ANÓNIMO NÃO É NOME DE MULHER

ANÓNIMO NÃO É NOME DE MULHER

Regimes opressores forçaram o internamento de mulheres em hospícios. Dadas como loucas por desafiarem as normas, eram presas, torturadas, esquecidas. Milhares morreram. Partindo dessas vidas reais, Anónimo Não É Nome de Mulher resgata histórias silenciadas e confronta-nos com resquícios de um tempo não muito longínquo. No hospício de Santa Teresa, duas mulheres internadas debatem-se com as suas dores, dúvidas e sonhos em cacos. Uma Texto: Mariana Correia Pinto . Encenação: António Durães . Assistência de encenação: Joaquim Gama . Interpretação: Luisa Pinto e Maria Quintelas . Composição e interpretação musical: Cristina Bacelar . Espaço cénico: António Durães . Figurinos: Composição coletiva . Luz: Francisco Alves . Fotografia de Cena: Paulo Pimenta . Apoio à produção: Constança Antunes e Carla Gomes . Coprodução: Narrativa Ensaio-AC e Casa das Artes de Famalicão . Apoio: Centro de Estudos Arnaldo Araújo/ ESAP, MIRA FORUM e SP- Escola de Teatro (Brasil)

trabalhadora testemunha o impensável e questiona o seu papel. Uma mãe espera. Uma médica reduz pacientes a números. Uma autarca zela pela “máquina” oleada do regime. Naquele lugar desumanizado, surge, no entanto, esperança: poderá a bondade vencer a opressão? Enquanto estas vidas se enovelam, outra mulher narra a sua história. Amor e violência, loucura e verdade, fama e solidão, violência e feminismo. A História aqui tão perto, perigosamente perto. Por dentro de nós.

NARRATIVA ENSAIO
COMPANHIA
• M16 • 75 MIN. • 6,00
MARÇO . 01. QUA . 21H
AUDITÓRIO
EUROS
© LINO SILVA

Dança ao Som do Piano

OS

BRINQUEDOS DE MARIA

Este espetáculo conta a história da Maria, uma menina meiga e sonhadora que um dia se entristece ao ver que uma das suas bonecas de pano se tinha rasgado. Eis que surgirá uma inesperada ajuda. Quem será? Juntos viverão uma grande aventura, repleta de cor e encantamento.

Direção artística: Ausra Bernataviciute e Luciula Zanella Músicas: Piotr Ilyich Tchaikovsky Figurinos: João Fernandes Intérpretes: Alunos do Conservatório de Música e Dança de Bragança

CONSERVATÓRIO DE MÚSICA E DANÇA DE BRAGANÇA
2,00 EUROS MARÇO . 03. SEX. 21H
AUDITÓRIO • M3 • 45 MIN. •

Mais do que descentralizar, o TNDM II quer procurar novos centros, materializando no seu projeto uma ideia de mudança de paradigma no teatro a que se tem vindo a assistir e que tem, em 2023, um momento-chave transformativo: a Odisseia Nacional. Nesse sentido, está em curso uma operação inédita e histórica: uma programação difundida por todo o território nacional e que abrangerá mais de 90 municípios de todo o país.

O TNDM II estará mais próximo das populações, em todo o território de Portugal, mostrando o país como um espaço de cultura ainda mais acessível e dando conta do crescente investimento e dinamismo da cultura.

FRUTOS

08.janeiro a 11 .março

OFICINA DE TEATRO

Como se cria um grupo de teatro escolar? Diversos atores desenvolvem residências artísticas, durante 2 meses, em escolas de todo o país, criando oficinas de teatro que fomentem a criação de grupos de teatro juvenil. Serão desenvolvidas várias atividades de aproximação do ensino às práticas teatrais, em articulação com outras práticas e referências da cultura local. Um artista na escola é um instigador à quebra da rotina, propondo atividades complementares e de proximidade, para a promoção de capacidades de comunicação,

. 2023

espírito de grupo e sensibilidade estética nos alunos do 2º e 3º ciclos e respetivos professores. Na semana em que o município irá receber a Odisseia Nacional existirá uma partilha informal dos processos com a comunidade escolar.

O projeto Oficina de Teatro é apenas um ponto de partida, na expectativa de que esta permanência esbata os muros entre a escola e as práticas artísticas.

Este projeto resulta da parceria entre o D. Maria II e o Plano Nacional das Artes.

Agrupamento de Escolas Miguel Torga Público-alvo: 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico
O MISANTROPO Por Hugo Van Der Ding e Martim Sousa Tavares a partir de Molière LANÇAMENTO DE LIVRO edição TNDM II / Bicho-do-Mato (coleção Textos de Teatro) FOYER • MARÇO . 11. SÁB. 16H30

MISANTROPO

O
© MARTA CARREIRAS

SÁB. 21H

AUDITÓRIO • M12 • 90 MIN. • 7,00 EUROS

Por Hugo Van Der Ding e Martim Sousa Tavares a

partir de Molière

É noite de estreia. O Misantropo, de Molière, vai ser representado pela primeira vez em Portugal perante o Rei e toda a corte e o espetáculo está longe de estar pronto.

Há um grupo de atores, juntos por misteriosas e diversas razões, com os nervos à flor da pele, dispostos a muito –ou a tudo – mesmo antes de se ouvirem as pancadas de Molière.

Há um homem que tem aversão aos seres humanos, que não gosta da convivência social, que é melancólico, insociável, misantrópico, mocho, bufo. (in dicionário Priberam)

Há, acima de tudo, o desejo fervoroso de frequentar a corte e agradar o Rei.

A pergunta crucial é: “Que feliz acaso vos trouxe a este lugar?”

Autores: Hugo van der Ding e Martim Sousa Tavares . Encenação: Mónica Garnel, com Ana Guiomar, Inês Vaz, Joana Bernardo, João Grosso, João Vicente, José Neves, Manuel Coelho, Manuel Moreira Cenografia e figurinos: Marta Carreiras . Desenho de luz: Rui Monteiro Música original: Vitória . Desenho de som e sonoplastia: João Pratas e Vitória . Assistência de encenação: Ana Água . Apoio à criação: Inês Vaz Produção: Teatro Nacional D. Maria II . Agradecimentos: Rita Garnel

TEATRO NACIONAL D.MARIA II

MARÇO . 11.

SYN.TROPIA,

CONCERTO-DANÇA E OUTRAS
PARA SURDOS
AUDIÇÕES
YOLA PINTO . SIMÃO COSTA

CAIXA DE PALCO • M6 • 50 MIN.

MARÇO . 16. QUI. 10H30 E 15H

SYN.Tropia é música para surdos, dirigida a todos. Ouvintes e surdos todos à escuta. Não há tradução, todos ouvem com o corpo todo de uma forma visceral, experienciando o som numa perspetiva multirreferencial e sinestésica. E assim se constrói um corpo de dança, um corpo que dança. Promovida igualdade de circunstâncias na fruição, elevado o estatuto da escuta a todos os sentidos, as perguntas são: Criação Artística e Interpretação: Yola Pinto e Simão Costa . Dança: Yola Pinto . Piano: Simão Costa . Desenho de Luz: Cristóvão Cunha . Dispositivo Escuta Tátil: Simão Costa, Yola Pinto e João Calixto . Registo Fotográfico: Mário Rainha Campos e Estele Valente . Registo Vídeo: Bruno Canas . Programação Informática: MSM Studio . Produção executiva: YPSC_Transduction . Produção: MãoSimMão – Associação Cultural . Residências Artísticas: Musibéria, O’culto da Ajuda – Miso Music Portugal, Oficinas do Convento e LAC –Laboratório de Atividades Criativas . Apoios: Teatro da Voz, MSM Studio e Associação Portuguesa de Surdos (Lisboa) Agradecimentos Miguel Carrelo e Rafael F. Vieira Uma encomenda São Luiz Teatro Municipal . Coprodução Centro de Arte de Ovar e Cine Teatro Louletano –Festival Som Riscado . Apoio: DGArtes / República Portuguesa.

Que corpo é este? Que música será esta? A resposta possível é: Syn (juntos) – Tropia (forma, direção).

Espetáculo de dança e música que junta na mesma plateia surdos e ouvintes. Um pianista e uma bailarina dão a ouvir, a ver e a sentir o som. Conta com um dispositivo inédito, Escuta Tátil, disponível tanto para público surdo como ouvinte, que difunde os vários conteúdos sonoros através do tato.

Levantamento de bilhete obrigatório (Bilheteira presencial do TMB)

Livre
© DARYAN DORNELLES
DINO

SÁB. 21H

AUDITÓRIO • M6 • 60 MIN. • 11,00 EUROS

Dino D’Santiago, natural de Quarteira, é hoje uma figura central da música portuguesa. Em termos musicais, trabalha a tradição cabo-verdiana com o peso contemporâneo da eletrónica global, como prova o hino “Kriolu”, com a colaboração de Julinho KSD e co-produção de Branko. O artista algarvio, porém, já ultrapassou qualquer fronteira musical e social.

Com um ano de 2022 absolutamente avassalador, a começar pela lotação esgotada no Coliseu dos Recreios (Lisboa), passando por momento incontornáveis como o NOS Alive, MEO Marés Vivas, entre outros, o músico português afirma-se cada vez mais como um dos principais protagonistas da música contemporânea feita em português.

Dino D’Santiago agrega público e crítica, todos juntos numa multidão que agora também se junta os seguidores do The Voice Portugal (RTP), programa televisivo no qual o músico algarvio assume papel de mentor.

Dino D’Santiago é, sem dúvida, um nome incontornável da atual música feita em Portugal.

D´SANTIAG

O
.
MARÇO
18.

Concerto_ _Música para Bebés e Papás

MovicantaBeBé é um projeto pioneiro que tem como objetivo proporcionar aos Bebés e Papás uma viagem pelo Mundo da fantasia, promovendo a partilha e a socialização em ambientes sonoros, rítmicos e tímbricos variados, onde a música Erudita marca também a sua presença.

A Música aliada ao Movimento, oferece ao Bebé momentos intensos de animação e brincadeira, potencializando a aprendizagem e o desenvolvimento infantil.

Um espectáculo musical repleto de melodias, ritmos e harmonias, para desfrutar em família.

Livre
. 25.
MOVICANTABEBÉ Levantamento de bilhete obrigatório (Bilheteira presencial do TMB)
SALA DE ENSAIOS • DOS O AOS 36 MESES • 60 MIN. MARÇO
SÁB. 10H30

VÂNIA

SÁB. 21H

AUDITÓRIO • M14 • 75 MIN. • 6,00 EUROS

O dramaturgo e encenador Luís Mestre regressa ao diálogo vivo e aberto com os clássicos, depois de Ricardo III (William Shakespeare), Medeia (Eurípides) e Quando Nós, os Mortos, Despertarmos (Henrik Ibsen), agora com Tio Vânia de Anton Tchékhov. Mas a viagem de redescoberta e releitura deste clássico não se fica pelo final do século XIX, continua pelo século XX e estabelecem-se pontes com dois outros autores contemporâneos que criaram laços com Vânia: David Mamet e Howard Barker. Texto (a partir de Tchékhov, Mamet e Barker) e encenação: Luís Mestre Interpretação: Ana Moreira, Belisa Branças, João Oliveira, Sílvia Santos e Tânia Dinis . Espaço cénico e desenho de luz: Joana Oliveira . Espaço cénico e vídeo: Ana Joana Amorim . Figurinos: Helena Guerreiro . Operação de luz: Luís Ribeiro Operação de vídeo: Luís Mestre . Produção executiva: Patrícia do Vale . Coprodução: Casa das Artes de Famalicão, Teatro Nacional São João e Teatro Nova Europa . Apoios: Teatro Municipal de Bragança e Teatro Ribeiro Conceição . Apoio a residência: CRL-Central Elétrica . Apoio a alojamento: Porto PATH O Teatro Nova Europa é uma estrutura financiada pela República Portuguesa –Cultura | DGartes – Direção-Geral das Artes

Numa noite em que o tempo parece congelar, encontraremos as personagens em perda de si mesmas, assaltadas por emoções e palavras, desprovidas de esperança e num estado de alienação latente face ao seu próprio destino que se desviou das suas ambições.

As personagens deste drama íntimo são: Elena, que se quer embriagar com a vida; Serebriakov, um homem que não quer nada com a vida; Sónia, uma jovem que vê a vida reflectida; Astrov, que vê a vida a sumirse; e Vânia, uma mulher que se embriaga com a vida. MARÇO . 25.

LÍNGUA

© JOÃO TUNA

QUI. 21H

AUDITÓRIO • M12• 70 MIN. • 6,00 EUROS

Língua é um espetáculo que utiliza a Língua Gestual Portuguesa como veículo primordial de comunicação e que pretende colocar em causa as relações de poder e de privilégio que estruturam há muito essa coisa chamada teatro. Procuramos o confronto entre modelos de comunicação e linguagem de uma obra teatral, de modo a desimportantizar a língua que ouvimos (quem a ouve...) e sublimar outras, numa tentativa de combater o fonocentrismo que perpetua relações de violência, insistindo em obrigar todos/as a falar da mesma forma. Dentro e fora do teatro. Criação: Cátia Pinheiro & José Nunes + Diogo Bento . Texto: Diogo Bento e José Nunes . Versão LGP: Joana Cottim . Interpretação: Cláudia Braga, Diogo Bento, Joana Cottim, Mariana Magalhães e Tiago Jácome . Cenografia: Cátia Pinheiro . Desenho de Luz: Daniel Worm d’Assumpção e Pedro Nabais Vídeo: Vasco Mendes . Desenho de Som: Vasco Rodrigues . Figurinos: Jordann Santos . Produção: Inês Carvalho e Lemos . Formação LGP inicial ao elenco: Ana Bela Baltazar . LGP nos Ensaios e Espetáculo: Joana Cottim Apoio à Cenografia: Emanuel Santos e Raúl Constante Pereira . Assistência de Figurinos: Clementina Delgado . Assessoria de Imprensa: Bruno Malveira (The Ugly Duckling Agency) . Coprodução: Estrutura, Teatro Nacional São João e São Luiz Teatro Municipal . Apoio: 23 Milhas . A Estrutura é uma companhia residente no Teatro Campo Alegre, no âmbito do programa Campo Aberto do Teatro Municipal do Porto . Entidade financiada por: República Portuguesa - Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes

Em cena, Língua Gestual Portuguesa e língua portuguesa (falada e escrita) unem-se, num espetáculo verdadeiramente bilíngue, que tenta ser uma proposta de reflexão sobre a ideia de língua, questionando possibilidades, limites e identidades. Pelo meio, há um pouco da história dos Surdos, replicam-se algumas idiossincrasias do quotidiano das pessoas Surdas, bem como especificidades da comunicação em Língua Gestual Portuguesa.

MARÇO . 30.
ESTRUTURA
DA RAIZ AO FADO © GONÇALO DELGADO ABRIL . 01. SÁB. 21H AUDITÓRIO • M6 • 80 MIN. • 6,00 EUROS

“Da Raiz ao Fado” - um espetáculo de celebração da portugalidade e da diversidade da música e instrumentos portugueses, sob um ponto de vista atual e de rigor. Este espetáculo segue paralelamente com o lançamento do disco de Daniel Pereira Cristo - “De Pernas para o Ar”, que sucede ao primeiro álbum, com que venceu o Prémio Carlos Paredes em 2018.

O objetivo maior desta produção é agora levar pelo país o concerto “Da Raiz ao Fado” - como metáfora e sentido de mostrar e dar palco às nossas raízes seculares, celebrando as riquezas da nossa cultura ancestral, a diversidade dos nossos instrumentos e ritmos, e reclamando com rigor e contemporaneidade, a atualidade, genuinidade e importância da nossa música, como contributo para um mundo mais plural.

A palavra, os poetas e a música mais cantautoral são também apostas claras neste novo

trabalho. Com poemas musicados de Fernando Pessoa e Antero de Quental e com a importante contribuição do grande letrista português Tiago Torres da Silva. Uma fadista convidada, como que uma “porta-voz” do Fado - estilo musical inconfundivelmente português, que neste trabalho com produção e direção musical de Hélder Costa, dialoga com aquela que pode muito bem ser uma das suas origens (a música tradicional portuguesa) e, simultaneamente, um dos seus resultados…

Com este álbum e concerto, Daniel Pereira Cristo com o produtor Hélder Costa e os convidados especiais da área do fado, pretendem mostrar um importante sentido de união em torno da valorização da diversidade do nosso património etnomusicológico, abrindo horizontes, cruzando públicos e realçando sempre a mensagem da importância de estarmos juntos, do sentido de comunidade e do sentido do bem comum!

SARAH

McCOY

© ANOUSH ABRAR

High Priestess

Sarah McCoy regressa a Portugal para uma curta digressão de apresentação do novo disco editado em Janeiro. À semelhança de “Blood Siren”, também este “High Priestess” foi produzido por Renaud Letang (Feist, Manu Chao, Charlotte Gainsbourg, Jane Birkin) e pelo conceituado pianista canadiano Chilly Gonzale com quem a diva americana se cruzou, em 2017, no festival ARTE Concert, em Paris – onde reside actualmente.

A cantora e pianista - que viajou diretamente de Nova Orleães para a cena musical jazz e blues da Europa - explorou a vertente intimista e confessional no seu álbum de estreia e evoluiu agora para outro patamar de composição, optando por uma sonoridade mais electrónica que vai seguramente conquistar novos públicos. “High Priestess” preserva contudo a escrita visceral e a voz poderosa que caracterizam Sarah McCoy.

Concerto de abertura da digressão em Portugal

Os temas de “High Priestess” mergulham profundamente no interior do seu imaginário singular e revelam uma artista em constante mutação, avessa a qualquer tipo de catalogação musical. O isolamento forçado dos últimos anos afetou profundamente a sociedade e, no caso de Sarah McCoy, resultou num trabalho que disseca e questiona a saúde mental com uma ‘dolorosa mas gentil faca afiada’. Para além do piano acústico, é possível escutar, nas novas canções, baixo, sintetizadores, batidas e, naturalmente, a voz, sempre a voz quase assombrada que desafia as certezas absolutas da realidade e apresenta texturas pós-apocalípticas nas entrelinhas.

ABRIL . 05. QUA
AUDITÓRIO • M6 • 90 MIN. • 7,00 EUROS
. 21H

ANTÍGONA 3 POR 3,5

CAIXA DE PALCO • M12 • 60 MIN. • 6,00 EUROS

Que raio de sol atravessa Tebas Esperem pela sombra O destino final dos descendentes de Édipo Antígona 3 por três e meio Quanto sangue cabe num quadrado

Após a morte de Édipo, a regência de Tebas foi dividida entre os seus dois filhos, Etéocles e Polinices, que acordaram alternar o poder por períodos iguais. No final do primeiro período, Polinices vem tomar o seu lugar e é impedido por Etéocles. Junta-se ao rei de Argos, iniciando uma guerra com o seu irmão, da qual resulta a morte de ambos. Criação Colectiva da Companhia do Chapitô . Encenação: José C. Garcia e Cláudia Nóvoa . Interpretação: Pedro Diogo, Susana Nunes e Tiago Viegas . Direcção de Produção: Tânia Melo Rodrigues Ambiente Sonoro: A Cadeira d’Avó . Figurinos: Glória Mendes . Desenho de Luz: José C. Garcia e Bruno Boaro . Designer Gráfico: Sílvio Rosado . Motion Picture: Sofia Serrazina . Audiovisuais: Bruno Gascon e Joana Domingues . Comunicação: Cristina Carvalho Fotografia de cena: Frank Saalfeld

COMPANHIA DO CHAPITÔ
ABRIL . 12. QUA
. 21H

SHE WOLF OU O CÁLICE DA INVEJA

TEATRO DA TERRA

SÁB. 21H

AUDITÓRIO • M12• 75 MIN. • 6,00 EUROS

“Talvez o mundo não seja pequeno (Cálice)

Nem seja a vida um fato consumado (Cálice)

Quero inventar o meu próprio pecado (Cálice)

Quero morrer do meu próprio veneno (Pai, cálice)

Quero perder de vez tua cabeça (Cálice)

Minha cabeça perder teu juízo (Cálice)

Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cálice)

Me embriagar até que alguém me esqueça (Cálice)”

Chico Buarque

Em fevereiro de 1587 Maria Stuart foi decapitada, depois de uma trama de conspirações, jogos de poder e disputas de território, engendradas em grande parte por uma teia de homens, terem levado Isabel I a ordenar a sua execução. Golpes de autoritarismo, poder e disputa protagonizados sobretudo por figuras masculinas atravessaram os tempos, alteraram mapas e sobretudo redimensionaram a escala do sofrimento e êxodo humano. Poucas foram as mulheres que participaram na liderança destes movimentos. “She Wolf” foi utilizada no teatro inglês para classificar rainhas de origem francesa que se envolveram num universo dominado por homens: o da política. Ao longo das gerações, a memória coletiva cristalizou o imaginário dessas mulheres que lideravam exércitos e conselhos de ministros como algo não natural.

15.

Duas Rainhas, antigas rivais, digladiam-se ferozmente depois de terem perdido todos os territórios que outrora lhes pertenceram. Apesar de ambas terem saído derrotadas, e mesmo já não sendo rainhas de coisa nenhuma, lutam pelo que resta de uma nogueira: tudo o que sobrou do vasto território lhes foi retirado, numa manobra de invasão avassaladora operada por um exército demolidor. Mais do que vítimas da conquista, são vítimas da agonia e da tormenta da inveja: o cálice da inveja.

Numa narrativa que oscila entre o Humor e o tom de Epopeia, as duas figuras de rainha (quase caricaturais, quase grotescas) são a expressão máxima do excesso e da soberba. Destituídas de uma época ou contexto real, são uma espécie de personificação ficcional das líderes poderosas e reais que atravessaram a história do Mundo. São também profundamente humanas: na sua carência de afeto, nos seus gestos mundanos, na sua profunda fraqueza e vulnerabilidade.

Texto: Ana Lázaro . Encenação: Maria João Luís . Com: Maria João Luís e Sílvia Figueiredo . Cenografia: Daniela Cardante . Figurinos: Dino Alves . Desenho De Luz: Pedro Domingos . Produção: Teatro da Terra 2023 . Co-Produção: Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão / Teatro Municipal de Bragança / Centro Cultural Raiano . Parceria: Câmara Municipal do Seixal . Teatro da Terra é uma estrutura financiada por: República Portuguesa - Cultura I DGArtes – Direção-Geral das Artes

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ABRIL

QUA . 10H30 E 15H

CAIXA DE PALCO • M6 • 60 MIN.

Quando perguntamos o que é a justiça não é assim tão fácil chegarmos a uma definição.

Já a injustiça, quando a sentimos na pele, é bem mais fácil de identificar: sentimos tristeza, raiva, e, acima de tudo, uma vontade enorme de desfazer qualquer coisa mal feita. A injustiça tem isso: ao observá-la (em nós ou nos outros) sabemos quase sempre o que seria necessário para a impedir ou para a reparar. Como se num bolso, a injustiça trouxesse um martelo (para desfazer em cacos um vaso) e no outro um tubo de cola (capaz de os colar).

Em suma: somos capazes de dizer “isto é uma injustiça” porque, apesar da dificuldade em encontrar as palavras certas, dentro de nós sabemos mais ou menos bem o que é a justiça. A tal ponto que nos podemos perguntar: quem terá posto a definição de justiça dentro de mim?

Ou ainda: de onde virá esta fome de justiça que sinto ao acordar?

Isabel Minhós Martins

ABRIL

19.

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É nossa intenção abordar questões tão relevantes como a diversidade, a escolha, a igualdade, a liberdade, fazendo do espetáculo uma ferramenta de construção de JUSTIÇA, integrando a língua gestual, que permitirá uma maior proximidade a públicos diversos. Este espetáculo pretende responder ao desafio permanente que as palavras de Sophia de Mello Breyner, na sua Arte Poética III, nos lançam, como uma interpelação: “Quem procura uma relação justa com a pedra, com a árvore, com o rio, é necessariamente levado, pelo espírito de verdade que o anima, a procurar uma relação justa com o homem. Aquele que vê o espantoso esplendor do mundo é logicamente levado a ver o espantoso sofrimento do mundo (…)” Joana Providência

Direção: Joana Providência . Texto: Isabel Minhós Martins . Interpretação e cocriação: Joana Mont’ Alverne, Joana Petiz e Rina Marques . Cenografia: Cristóvão Neto . Figurinos: Cátia Barros . Luz: Tiago Silva . Apoio a voz: Maria do Céu Ribeiro . Apoio a Movimento: Daniela Cruz Ilustração: Carolina Gaessler Coprodução: Teatro do Bolhão, Teatro Nacional São João e Teatro Aveirense

Levantamento de bilhete obrigatório (Bilheteira presencial do TMB)

JOANA PROVIDÊNCIA
Livre

MICHAEL´S LEGACY

SÁB. 21H

AUDITÓRIO • M6 • 110 MIN. • 11,00 EUROS

Esta criação da Jackson Dance Company é uma notável homenagem a Michael Jackson e oferece o conceito de espetáculo que o próprio Rei da Pop implementou em todas as suas digressões. Com música e voz ao vivo, Michael’s Legacy apresenta uma cenografia muito cuidada, com réplicas exatas de músicas e coreografias originais, através de um extraordinário grupo artístico de quase vinte pessoas, entre bailarinos, atores, músicos, cantores e técnicos.

MICHAEL’S LEGACY é considerado o melhor espetáculo musical da atualidade sobre o Rei da Pop: Michael Jackson.

No papel principal, um dos mais conceituados imitadores do Rei da Pop - Ximo MJ -, para a vivência de contagiantes e inesquecíveis momentos.

A Jackson Dance Company criou este espetáculo musical de grande formato, para todos os públicos, com o qual já se apresentou nas mais importantes salas de Espanha.

Michael’s Legacy chega agora a Portugal, com estreia nacional no Teatro Municipal de Bragança.

Cantores: Alejandro Trinidad , Amanda de la Mano . Teclista e Diretor Musical: Samuel Gil . Baixista: Diego Barbera . Guitarra: Javi Navarro . Bateria: Víctor Llorens Bailarinos : Edgar Solaz, Adrián López, Enrique Enguidanos, Nuria Carreras, Jessica Carreras, Lidia Garrido, Antonella Boria, María Buges, Laia Navarro, Arantxa Carbonell, Marta Castillo, Lucas Darás . Direção Musical: Nuria Carreras y Ximo Fillol . Coreógrafa: Nuria Carreras

JACKSON DANCE COMPANY

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ABRIL
22.

BIRDS ARE INDIE

© BRUNO PIRES

Os Birds Are Indie nasceram em Coimbra, em 2010, entre Ricardo Jerónimo e Joana Corker, que se apaixonaram em 1998, e aos quais se juntou Henrique Toscano, um amigo de longa data. Banda independente, tem-se afirmado junto do público e da crítica, bem como tocado por todo o país e por Espanha, onde apresentam a sua forma singular de estar em palco.

Depois de, em 2020, terem assinalado 10 anos de uma peculiar carreira que inclui vários EPs e 5 álbuns, 2023 traz consigo o lançamento do 6.º longaduração “Ones & Zeros”, gravado no estúdio da Blue House e editado pela conimbricense Lux Records. Traçando uma nova fase no seu percurso, este é um disco onde o trio se focou mais na intensidade do que nas harmonia e se envolveu mais na massa sonora do que na delicadeza dos arranjos. O resultado são canções que, não perdendo uma certa essência pop, misturam guitarras distorcidas, caixas de ritmos dançantes, sintetizadores analógicos, bateria e baixo pujantes, aos quais se somam vozes mais ríspidas e roucas que o habitual, a servir a urgência das letras.

ABRIL . 26.
CAIXA DE PALCO • M6 • 60 MIN. • 6,00 EUROS
QUA . 21H

ABRIL . 29.

SÁB

Levantamento de bilhete obrigatório (Bilheteira presencial do TMB)

JE COURS POUR LA CULTURE

Livre de Gauthier Herrmann

“Je Cours Pour La Culture” é um festival itinerante cheio de vida, que cruza fronteiras e propõe Música para todos, em vários lugares!

Artistas de prestígio internacional irão atravessar três países para se encontrarem com diferentes públicos e, com eles, vivenciarem momentos inesquecíveis. Mais do que apenas Música de elevada qualidade, “Je Cours Pour La Culture” é um festival que engloba várias dimensões da vida humana: Música, Desporto, Natureza, Saúde, Superação, Convívio…

Nesta terceira edição, envolva-se nesta experiência multidisciplinar e assista ao concerto previsto para Bragança, na noite de 29.04.2022. Trio com piano? Quarteto de cordas? Canto lírico?.. Cerca de vinte artistas participam neste festival, revezando-se em várias localidades. Se for do seu interesse, poderá também participar na vertente desportiva do projeto e “Correr pela Cultura”.

Para saber mais e descobrir quais os artistas que estarão presentes em Bragança, visite o site www. jecourspourlaculture.com, a partir de 15 de Janeiro de 2023, ou aceda através do código QR.

AUDITÓRIO • M6 • 60 MIN.
CORRER PELA CULTURA > 23.04.2023 a 03.05.2023 10 maratonas / 10 dias / 6 concertos França / Espanha / Portugal

DANÇAS URBANAS

18.fevereiro

OFICINA

DE DANÇA

SÁB. 15H30 • SALA DE ENSAIOS M10 • 120 MIN. com Catarina Pinto

Oficina de Danças Urbanas pretende fundir a técnica, a aprendizagem coreográfica e também a improvisação, abordando três estilos diferentes das danças urbanas: Hip Hop, Waaking e House.

Um workshop que dará espaço à aprendizagem, à partilha e também à diversão!

inscrição obrigatória para: producao-teatro@cm-braganca.pt Livre >

CRITIQUE!

25.março

SÁB. 17H30 • SALA DE ENSAIOS M16 • 75 MIN.

O teatro é cada vez mais diverso, sobrepondo múltiplos artistas e áreas criativas. Por vezes, é difícil encontrar a nossa porta de entrada no espetáculo enquanto espetador emancipado e agente activo.

A Oficina Critique, que se desenvolve ao longo de três sessões, tem como objectivo aguçar o espírito observador e a análise crítica do teatro hoje.

Na primeira sessão o dramaturgo e encenador

OFICINA DE CRÍTICA DE TEATRO

Luís Mestre partilhará o movimento de transformação do drama até à contemporaneidade, para depois dotar os participantes com ferramentas de análise crítica e teatral. Após o visionamento do espetáculo, haverá uma sessão final na qual os participantes colocarão em prática os conceitos e ferramentas abordados.

Livre >

inscrição obrigatória para: producao-teatro@cm-braganca.pt

© TEATRO NOVA EUROPA

50 % + 60 %

ESTUDANTES

CARTÃO JOVEM PESSOA COM DEFICIÊNCIA

NÃO HÁ DOIS SEM TRÊS

SE COMPRAR DOIS BILHETES PARA O MESMO ESPETÁCULO, TERÁ DIREITO A UM TERCEIRO BILHETE/CONVITE

ÚLTIMOS MINUTOS

20 MINUTOS ANTES DO INÍCIO DO ESPETÁCULO, E SE AINDA HOUVER BILHETES, OS MESMOS CUSTARÃO 4,00 EUROS

DESCONTO IGUAL À IDADE ( MAIORES DE 60...65...70 ANOS )

PARABÉNS

SE FAZ ANOS E HÁ ESPETÁCULO ENTÃO VENHA FESTEJAR CONNOSCO. NÓS OFECEMOS-LHE UM CONVITE DUPLO

IDADE MAIOR

TODOS OS QUE TÊM IDADE IGUAL OU SUPERIOR A 75 ANOS SÃO NOSSOS CONVIDADOS

OS BILHETES PARA OS ESPETÁCULOS DE ENTRADA LIVRE (SERVIÇO EDUCATIVO; IDADE MAIOR E ANIVERSÁRIO) DEVERÃO SER LEVANTADOS PRESENCIALMENTE, NA BILHETEIRA DO TEATRO MUNICIPAL DE BRAGANÇA.

AOS PORTADORES DE BILHETES COM DESCONTOS, PODERÁ SER EXIGIDO, NO ACESSO AOS ESPETÁCULOS, DOCUMENTO COMPROVATIVO DE DIREITO AO DESCONTO APLICADO.

BILHETEIRA_ _HORÁRIO:

TERÇA A SEXTA 13H30_16H30

ESPETÁCULOS À TARDE 09H00_12H00 ; 13H30_16H30

ESPETÁCULOS À NOITE 13H30_17H30 ; 20H00_21H00

VENDA DE BILHETES ON-LINE EM: ticketline.sapo.pt

ABERTURA DE BILHETEIRAS (PRESENCIAL E ON-LINE): 02.01.2023 (13H30)

SE PRETENDE RECEBER A AGENDA DE PROGRAMAÇÃO DO TMB, PREENCHA OS DADOS E ENTREGUE NO TMB, ENVIE POR CORREIO OU VIA EMAIL: bilheteira@cm-braganca.pt

ESPETÁCULOS ACESSÍVEIS A PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E INCAPACIDADE AUDITIVA E VISUAL. INCLUI LEGENDAGEM AO VIVO EM PORTUGUÊS, INTERPRETAÇÃO EM LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA AO VIVO E AUDIODESCRIÇÃO AO VIVO, COM INTRODUÇÃO ÁUDIO E VISITA TÁTIL. SERVIÇO PRESTADO PELO INSTITUTO POLITÉCNICO DE BRAGANÇA, NO ÂMBITO DO PROJETO “ CULTURA PARA TODOS EM BRAGANÇA ” (NORTE-07-4230-FSE-000058), PROMOVIDO PELO MUNICÍPIO DE BRAGANÇA.

DEP.LEGAL: 377963/14 PERIODICIDADE QUADRIMESTRAL: JANEIRO . FEVEREIRO . MARÇO . ABRIL ANO: 2023 TIRAGEM: 4000 EXEMPLARES DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DIREÇÃO E COORDENAÇÃO: JOÃO CUNHA EDIÇÃO: CÂMARA MUNICIPAL DE BRAGANÇA PROJETO GRÁFICO: NASCIMENTO FERREIRA IMPRESSÃO: BRINGRÁFICA

NOME: MORADA: TELEFONE: EMAIL: TEATRO MUNICIPAL DE BRAGANÇA . PRAÇA PROFESSOR CAVALEIRO FERREIRA . 5300-252 BRAGANÇA

PROGRAMAÇÃO

.2023