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p r o g R A mm A Março 2014 ╓── EDIT KALDOR: Woe ║ ║ ● teatro ↣ 21h30 ║ ╙ Æ sáb 01

╓── ADRIANA SÁ, TÓ TRIPS ║ ║ E JOHN KLIMA: Timespine ║ ║ ● música ↣ 22h ║ ╙ Æ qua 05

╓── CHRISTOPHE MEIERHANS: Some ║ ║ use for your broken clay pots ║ ║ ● teatro ↣ 21h30 ║ ╟ Æ sex 07 ║ ╙ Æ sáb 08 ╓── TEHO TEARDO E BLIXA BARGELD ║ ║ Still Smiling ║ ║ ● música ↣ 22h ║ ╙ Æ qua 12

ABR

╓── MARTA BERNARDES ║ ║ E AFONSO CRUZ: Barafunda ║ ║ ● crianças e jovens ║ ╟ Æ ter 25 ↣ 10h ║ ╟ Æ qua 26 ↣ 10h ║ ╟ Æ qui 27 ↣ 10h ║ ╟ Æ sex 28 ↣ 10h ║ ╟ Æ sáb 29 ↣ 16h30 ║ ╙ Æ dom 30 ↣ 11h e 16h30

╓── ANA BORRALHO & JOÃO GALANTE ║ ║ Atlas ║ ║ ● teatro ↣ 21h30 ║ ╟ Æ qui 27 ║ ╙ Æ sex 28

╓── PATRÍCIA PORTELA E CLÁUDIA ║ ║ JARDIM: fábulas elementares ║ ║ ● crianças e jovens ║ ╟ Æ qui 13 ↣ 10h ║ ╟ Æ sex 14 ↣ 10h ║ ╟ Æ sáb 15 ↣ 16h30 ║ ╙ Æ dom 16 ↣ 11h e 16h30 ╓── Em reunião ║ ║ ● debate e pensamento ║ ╟ Æ sex 14 ↣ 11h às 20h ║ ╙ Æ sáb 15 ↣ 11h às 20h

╓── SOFIA DINGER: A Grande Ilusão ║ ║ ● teatro ↣ 21h30 ║ ╟ Æ qui 20 ║ ╟ Æ sex 21 ║ ╙ Æ sáb 22 ╓── FACEBOOK 1974 ║ ║ ● literatura ║ ╙ Æ seg 24 mar a sex 25 abr

MARIA MATOS TEATRO MUNICIPAL


Equipa diretor artístico Mark Deputter diretora executiva Andreia Cunha programador música Pedro Santos programadora crianças e jovens Susana Menezes assistente de programação Laura Lopes adjunta gestão Glória Silva diretor de produção Joaquim René adjunta direção de produção Mafalda Santos produtora executiva Catarina Ferreira produtora crianças e jovens Rafaela Gonçalves estagiário de produção Tiago Antunes diretora de comunicação Catarina Medina gabinete de comunicação Rita Tomás textos e conteúdos Maria Ana Freitas imagem e design gráfico barbara says… diretora de cena Rita Monteiro adjunta direção de cena Sílvia Lé camareira Rita Talina diretor técnico Zé Rui adjunta direção técnica Anaísa Guerreiro técnicos de audiovisual Félix Magalhães, Miguel Mendes e Rui Monteiro técnicos de iluminação/palco Luís Balola, Manuel Martins, Nuno Samora e Paulo Lopes bilheteira/receção Diana Bento, Rosa Ramos e Vasco Correia frente de sala Letras & Partituras — Isabel Clímaco (chefe de equipa), Afonso Matos, Ana Paula Santos, Ivo Malta e Ana Rita Carvalho (estagiária)

PROGRAmmA proprietário EGEAC, EEM diretor Mark Deputter editora Catarina Medina retroversões Nuno Ventura Barbosa morada Calçada Marquês de Tancos, 2, 1100-340 Lisboa sede de redação Rua Bulhão Pato, 1B, 1700-081 Lisboa periodicidade bimestral O PROGRAmmA foi escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico de 1990 Foi impresso em papel reciclado de produção nacional imagem capa: © José Veloso Crise Académica — Coimbra 1969 Assembleia Magna que decidiu a greve a exames (28 Maio 1969) imagem p. 41-42: © José Veloso Crise Académica — Coimbra 1969 Manifestação cultural de apoio ao luto académico


Índice TEATRO

Æ EDIT KALDOR: Woe

Æ CHRISTOPHE MEIERHANS

Some use for your broken clay pots

Æ SOFIA DINGER: A Grande Ilusão

Æ ANA BORRALHO & JOÃO GALANTE: Atlas Æ KORNÉL MUNDRUCZÓ: Dementia

Æ TERESA SOBRAL/QATRELCOLECTIVO

04 10 20 24 36 42

Decreto-lei n.º 22:992

MÚSICA

Æ ADRIANA SÁ, TÓ TRIPS E JOHN KLIMA: Timespine Æ TEHO TEARDO E BLIXA BARGELD: Still Smiling Æ DIRTY BEACHES: Landscapes in the mist

Æ BRUNO PERNADAS: How can we be joyful in

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a world full of knowledge

CRIANÇAS E JOVENS

Æ PATRÍCIA PORTELA E CLÁUDIA JARDIM

18

Æ MARTA BERNARDES E AFONSO CRUZ: Barafunda

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fábulas elementares

Æ JOANA PROVIDÊNCIA, GÉMEO LUÍS E EUGÉNIO RODA

Catabrisa

Æ DIA DAS HISTÓRIAS QUE BRILHAM NO ESCURO

Æ RACHEL CAIANO, COSTANZA GIVONE E GONÇALO

30 32 44

M. TAVARES: Viagem ao País da Levitação

Debate e Pensamento

Æ Em Reunião

Literatura

Æ FACEBOOK 1974

Teatro/música

Æ ORQUESTRA GULBENKIAN E LA FURA DELS BAUS

Quartett

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TEATRO ★ 27 fevereiro a 1 março quinta a sábado ↣ 21h30 coprodução mm

EDIT KALDOR Woe

(Amesterdão)

A palavra inglesa woe significa aflição, angústia, mágoa. Três adolescentes estão no palco, perto dos espectadores. Procuram palavras na tentativa de contar uma história e guiam o público através das memórias da sua própria juventude. Progressivamente, imagens de uma infância normal são substituídas por outras que evocam sentimentos de solidão e impotência. Enquanto os atores partilham emoções e memórias de abandono e violência, a atenção vai-se centrando em tentativas de colocar em palavras essas dolorosas experiências. Até que ponto conseguimos abordar e compreender a experiência de uma infância marcada pela violência? Woe é um espetáculo íntimo sobre o poder e os limites da empatia e a coragem de olhar profundamente para o interior de cada um. Edit Kaldor, voz singular do teatro contemporâneo, oriunda da Hungria e residente em Amesterdão, regressa ao Teatro Maria Matos depois de aqui ter estreado o espetáculo C’est du Chinois, na edição de 2010 do Alkantara festival. palco da sala principal ● 14€ / 7€ em inglês com legendagem ● duração: 80 minutos 28 fevereiro (sexta): conversa com os artistas após o espetáculo

Performed in English In Woe, three teenagers invite us to remember images from childhood, which gradually lead to emotions, memories and information about what happens to the body and the mind of children during abandonment and physical abuse. Edit Kaldor, a unique voice within contemporary theatre brings us an especially intimate look on powerlessness, the limits of empathy and the courage to look deeply into one’s inner self.

Coprodução no âmbito da rede House on Fire, com o apoio do Programa Cultura da União Europeia

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conceito e encenação: Edit Kaldor interpretação: David de Lange, Tirza Gevers e Kobbe Koopman texto: Edit Kaldor, Karmenlara Ely e intérpretes assistência à dramaturgia: Camilla Eeg-Tverbakk e Nicola Uuger assistência à encenação: Annefleur Schep luz: Jan Fedinger • técnica: Ingeborg Slaats consultoria: Rob de Graaf, Nicola Unger consultoria para hard/software: Tony Schuite gestão: Anneke Tonen • produção: Stichting Kata/Edit Kaldor coprodução: Hebbel am Ufer, Maria Matos Teatro Municipal e STUK apoios: Performing Arts Fund NL, Amsterdam Arts Fund e SNS Reaal Fund imagem: © Pepijn Lutgerink

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MÚSICA ★ 5 março quarta ↣ 22h

ADRIANA SÁ, TÓ TRIPS E JOHN KLIMA Timespine No meio da calçada da Bica, em Lisboa, Adriana Sá tomou a iniciativa de organizar o Sabaduo como um evento semanal em que músicos dialogam em duo com outros músicos. Foi numa destas sessões que atuou pela primeira vez com Tó Trips — conhecendo-se há décadas, foi um reencontro que prosseguiu em estúdio. Lá, e de um modo informal, Tó Trips desafiou-se a encontrar-se na complexa escala musical de Adriana, fora da grelha de tons e meios-tons. O resultado foi, nas palavras de ambos, “magia”, que também contagiou John Klima, levando o duo a transformar-se em trio e a editar o seu álbum de estreia na Shhpuma — com a colaboração do Teatro Maria Matos. O mapa de Timespine assenta nas partituras gráficas feitas por Adriana Sá, que incluem um desenho sugestivo de texturas e densidades, assim como indicações sobre estrutura, sequenciação e vocabulário. O resultado subtrai-nos o fôlego: música circular, profundamente hipnotizante, que se desenvolve numa narrativa vibrante que cria ligações subtis entre a folk de câmara e a composição moderna, deixando os movimentos entregues aos desígnios da improvisação. Música de encantos infinitos que terá ainda, no nosso palco, uma dimensão visual, fruto de um software reativo desenvolvido por Adriana Sá e John Klima. sala principal com bancada ● 12€ / 6€

Chords strummed and struck, manipulated in every way, creating a flow of music that suspends time, suggesting a spirituality anchored in improvisation and contemporary composing: here’s Timespine, a trio united by complicities and old friendships that, with the collaboration of Teatro Maria Matos, released their brilliant debut album last year. Now the time has come to listen to them live in a concert designed for our stage. zither, sampler: Adriana Sá • dobro, percussão: Tó Trips baixo: John Klima • 3D software: Adriana Sá e John Klima imagem:© Vera Marmelo

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Depois do programa dedicado à Fraternidade, com o espetáculo We are your friends da companhia holandesa De Warme Winkel e do projeto Lecture for Every One de Sarah Vanhee, o ciclo There’s no such thing as society aborda o tema da Igualdade de forma análoga, com um espetáculo e um projeto teórico. A Declaração dos Direitos Humanos abre com o que parece ser uma constatação: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.” A ideia da democracia tem nesta frase o seu fundamento. Qualquer sistema democrático, mas também qualquer reunião ou encontro que se queira “democrático”, parte do pressuposto de que todos os participantes (na democracia ou na reunião) são tratados e ouvidos de forma igual, sem distinção. Na prática, sabemos que a voz de uns é mais ouvida do que a de outros, que os direitos de uns tendem a pesar mais do que os direitos de outros. O artista suíço Christophe Meierhans interroga o modelo democrático existente, através de uma proposta tão ambiciosa quanto fascinante: a criação de uma constituição alternativa. No projeto Em Reunião, o grupo baldio e o Teatro Maria Matos propõem um evento multifacetado e participativo sobre as possíveis ligações entre a performance e a reunião.

MARÇO ↘ 7 e 8 / sexta e sábado ↣ 21h30 TEATRO ★ CHRISTOPHE MEIERHANS Some use for your broken clay pots 14 e 15 / sexta e sábado ↣ 11h às 20h DEBATE E PENSAMENTO Em Reunião

There’s no such thing as Society faz parte do tema The Individual and the Common da rede House on Fire e é apoiado pelo Programa Cultura da União Europeia

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TEATRO ★ 7 e 8 março sexta e sábado ↣ 21h30

CHRISTOPHE MEIERHANS

tnstas

(Bruxelas)

Some use for your broken clay pots

Na cidade antiga de Atenas, um líder político que assumisse demasiado poder podia ser banido pelos cidadãos, num plebiscito conhecido como ostracismo, em que escreviam o nome do usurpador em cacos de barro. Em Some use for your broken clay pots [Algum uso para os seus vasos de barro partidos], o artista transdisciplinar suíço Christophe Meierhans parte desta prática antiga para questionar o sistema democrático atual. Em colaboração com uma equipa de académicos e constitucionalistas, Meierhans criou um espetáculo cujo texto base é nem mais nem menos do que a Constituição de um estado democrático radicalmente diferente. O texto oferece uma visão coerente de todas as instituições, órgãos, leis e procedimentos necessários

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There's no such thing as society ao estabelecimento de um regime democrático alternativo, funcional e talvez mais participativo e aberto do que o nosso. Encenado como um momento de campanha eleitoral, Some use for your broken clay pots levanta uma questão fascinante: assumindo que a nossa identidade enquanto cidadãos de democracias ocidentais reflete o que está escrito na Constituição, então, a criação de novas leis criará novos cidadãos. Cabe ao espectador imaginar que tipo de cidadãos e que tipo de sociedade este novo regime poderia produzir.

conceito, realização e interpretação: Christophe Meierhans dramaturgia: Bart Capelle consultadoria conceptual: Rudi Laermans equipa de consultores: Anne-Emmanuelle Bourgaux, Rudi Laermans, Jean-Benoît Pilet e Dave Sinardet jurista constitucional: Anne-Emmanuelle Bourgaux cenografia: Sofie Durnez publicação: The Theatre of Operations ilustração: Nuno Pinto Da Cruz produção: Mokum coprodução: Kaaitheater, Workspace Brussels, WVooruit Arts Centre, Maria Matos Teatro Municipal, BIT Teatergarasjen, Kunstenfestivaldesarts apoio: Vlaamse Gemeenschapscommissie e Governo da Flandres imagem: © atlas detector @ CERN

sala principal com bancada ● 14€ / 7€ em inglês ● duração: 90 min

In Some use for your broken clay pots, an electoral candidate campaigns in front of the public — his potential voters — for a radical change of our election and democratic system. Assuming that our identity as citizens of Western democracies directly mirrors what is written in the constitutions, would the making of new laws create new citizens?

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DEBATE E PENSAMENTO ★ 14 e 15 março sexta e sábado tnstas

Em reunião das reuniões como práticas performativas / das práticas performativas como reuniões Coorganização baldio — estudos de performance e Teatro Maria Matos

Trate-se de juntar gente, esforços, saberes, meios… reunir parece ser condição essencial para agir coletivamente. E é elemento essencial no trabalho do palco. A reunião é a um tempo só um início e um momento de balanço. Mas as reuniões existem sempre em situação, são contextuais, e dependem inteiramente de quem as faz, de como são feitas, e para quê. São absolutamente performativas. Sendo, em si, um tipo particular de ação, precedem ações mais visíveis: são como que os bastidores dessas ações, o lugar onde elas se decidem. Google-se a palavra e aparecem: reuniões de pais, de operários, summits, eucaristias, entrevistas de emprego... Encontram-se reuniões de e é esse de que lhes parece dar a forma e o tom, o que deixa no ar a questão de como serão as reuniões quando esse de não é um dado adquirido, mas sim algo em construção, feito de cumplicidades, consensos, desacordos, conflitos, tomadas de decisão participadas; quando esse de incorpora a ecologia particular de um lugar. Se as reuniões podem ser vistas como práticas performativas (elas implicam uma distribuição de papéis e de funções), as práticas performativas assentam no ato de reunir. O próprio teatro é sempre criação coletiva e qualquer espetáculo reúne público e atores, normalmente de dois lados dos holofotes, mas cada vez mais misturados em projetos comunitários ou espetáculos participativos. Virar as coisas do avesso, olhar para este momento que fica entre o que já fizemos e o que vamos fazer, e que, refletindo o passado, abre lugar ao futuro, é a nossa proposta. Porque nos parece fazer falta tanto reativar as capacidades de uma possível ação coletiva como compreender os moldes, os limites e as possibilidades de como a colocar em prática, propomos ao espaço do teatro (em si lugar de reunião) que esteja em reunião.

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curadoria: Ana Bigotte Vieira, Joana Braga, Ricardo Seiça Salgado e Mark Deputter • apoio: Re.al • o baldio é financiado pela DGArtes/Presidência do Conselho de Ministros/Secretaria de Estado da Cultura e Fundação Calouste Gulbenkian • imagem: © Isabel Brison

Em Reunião [In Meeting] is a two day event that, on the one hand, looks at the performative aspect of all kinds of meetings (e.g. participants have different roles and functions) and, on the other hand, at the different ‘meetings’ that are implied in any type of performance, such as collaborative creation processes or the wide range of possible encounters between performers and spectators.

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DEBATE E PENSAMENTO 14 março ↣ sexta SEMINÁRIO 11h ↣ 13h / 14h30 ↣17h30 André Lepecki O descomunal, o incomum, o desconforme, o díspar: para uma arte no contrafluxo

Neste seminário, serão abordados alguns conceitos da filosofia política e da teoria da performance que ajudam a mapear as ideologias cinéticas e estéticas que informam o fluxo policial do neoliberalismo atual. Paralelamente, refletir-se-á sobre alguns casos na história da performance em que o desconforme, o incomum, o díspar, o vago, lançaram possibilidades de concretização de uma vida outra. entrada livre, máximo 15 participantes inscrição obrigatória até 7 março com envio de nota biográfica e carta de motivação sujeito a seleção: info@teatromariamatos.pt

CONFERÊNCIA ↣ 18h Da emergência dos encontros Rui Catalão, Sílvia Pinto Coelho, Ana Bigotte Vieira e Joana Braga

Em três apresentações de 20 minutos cada, abordar-se-ão as práticas performativas como momentos privilegiados de encontro. Falar-se-á de espetáculos, processos criativos e de pequenas intervenções transdisciplinares disseminadas pela cidade. entrada livre (sujeito à lotação da sala) mediante levantamento prévio do bilhete no próprio dia a partir das 15h

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DEBATE E PENSAMENTO 15 março ↣ sábado 11h ↣ 16h OPEN OFFICE

Há hoje uma multiplicidade de práticas interdisciplinares de pequena escala, que com poucos meios agem em público, resistindo: aqui um outdoor, ali uma cozinha popular, uma universidade livre, a reativação de um espaço fechado. Open Office apresenta-se como reunião alargada, feita de pequenas reuniões de diversos coletivos: AND_Lab, stress.fm, Casa Do Vapor/Exyzt, Demimonde, Unipop, Primeiros Sintomas, Laboratório de Curadoria, Pedras, Urban Nomads [a linha], Artéria e Observatório das Transformações XXX da Cidade de Lisboa. As reuniões são abertas, estando todos convidados a participar para debaterem as questões lançadas pelos seus anfitriões.

16h ↣17h30 BRINDE DE APRESENTAÇÃO baldio – estudos de performance

baldio é um espaço em que – de várias maneiras, sob várias formas e a várias vozes – se ensaia uma abordagem interdisciplinar a que se pode dar o nome de Estudos de Performance.

CONFERÊNCIA ↣ 18h André Lepecki Fazer o encontro: para uma política da proximidade

O que é, na sua potência, um encontro? O que é a proximidade? Quais as forças que disparam, afetiva e politicamente falando? Esta conferência navegará pelo arquivo pessoal de André Lepecki de performance e dança de modo a que se possa pensar de que maneira fazemos para nós mesmos corpos, arte e vidas abertas a encontros que nos ofereçam algo mais do que o comum. Um encontro sobre fazer encontro. entrada livre ● (sujeito à lotação da sala) mediante levantamento prévio do bilhete no próprio dia a partir das 10h30 ● os participantes poderão entrar e sair livremente do Open Office

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MÚSICA ★ 12 março quarta ↣ 22h

TEHO TEARDO E BLIXA BARGELD Still Smiling

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A vida de Teho Teardo transformou-se, nos dias de hoje, num majestoso cruzamento entre o seu passado experimental e as suas composições para cinema. Ou seja, um encontro entre a década de oitenta, em que colaborava com Nurse With Wound ou Mick Harris, e a primeira década deste milénio, quando começa a escrever para cinema, garantindo-lhe prémios e uma merecida atenção. Foi justamente numa dessas bandas sonoras — Una Vita Tranquilla (Claudio Cupellini, 2010) — que Teho se encontrou com Blixa Bargeld para colaborarem num dos temas, ficando vontade de se encontrarem novamente. Still Smiling é o maravilhoso resultado de uma jornada de dois anos, entre Roma e Berlim, em que um intenso refinamento poliu uma rara melancolia — quiçá nunca ouvida — na voz do Einstürzende Neubauten. Still Smiling é uma coleção de canções pop verdadeiramente notável em que a suprema e íntima interpretação de Blixa ganha música e arranjos à altura do seu estatuto. Subindo ainda mais a fasquia, convidámos também o Quarteto Lopes-Graça para ouvirmos cada canção tal como foi idealizada. Depois da sua visita em 2010 com Alva Noto, recebemos de novo um dos mais idiossincráticos cantores da atualidade com um dos seus projetos mais pessoais. sala principal ● 18€ / 9€ excecionalmente não se aceitam reservas

It was one of last year’s most pleasant surprises, although we’ve come to expect the best from both musicians. But Still Smiling is a truly remarkable collection of songs, showing us Teho’s sublime arrangements and Blixa as we’ve never heard him before. We’ll also invite Quarteto Lopes-Graça on stage in order to listen to Still Smiling in all its splendour. guitarra, sintetizador: Teho Teardo voz, pedais: Blixa Bargeld violoncelo, Glockenspiel: Martina Bertoni Quarteto Lopes-Graça: Luís Pacheco Cunha (violino), Anne Victorino D’Almeida (violino), Isabel Pimentel (viola) e Catherine Strynckx (violoncelo) imagem: © Thomas Rabsch

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10↦13 anos ★ teatro/performance 13 a 16 março ↣ quinta a domingo coprodução mm

PATRÍCIA PORTELA E CLÁUDIA JARDIM fábulas elementares Em fábulas elementares, os materiais de que são feitos os brinquedos são os protagonistas. Que maçã era aquela que envenenou a Branca de Neve? Era orgânica, tinha pesticidas ou era geneticamente modificada? E de que são feitas as estrelas? Serão as estrelas do mesmo material que o sapatinho de cristal da Gata Borralheira ou que o interior de um telemóvel? Num mundo que depende de materiais que parecem ter os dias contados e de outros que parecem regenerar-se infinitamente, fábulas elementares é um espetáculo que se faz entre um laboratório e uma conversa íntima sobre as coisas com que brincamos e construímos as nossas histórias. semana: 10h / sábado: 16h30 / domingo: 11h e 16h30 sala de ensaios ● criança: 3€ / adulto: 7€ duração: 60 min

In fábulas elementares [elementary fables], the main characters are the materials from which toys are made. Could the stars be made from the same material as Cinderella’s crystal shoe or the inside of a mobile phone? fábulas elementares is a show made between a lab and an intimate conversation about the things we play and build our stories with. um projeto de e com: Patrícia Portela e Cláudia Jardim produção: Prado coprodução: Centro Cultural Vila Flor, Maria Matos Teatro Municipal, Teatro Viriato apoio: Câmara Municipal de Oeiras

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TEATRO ★ 20 a 22 março quinta a sábado ↣ 21h30 produção mm

SOFIA DINGER A Grande Ilusão

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Em abril de 2012, no âmbito da Noite do Manifesto, Sofia Dinger apresentou uma performance em que apelava a Jean Renoir, nome maior do cinema francês. Dois anos depois regressa ao mestre. Uma atriz apropria-se das palavras de um realizador e propõe uma peça de teatro sobre a arte e a vida. “Ao escolher um Mestre, o melhor é escolher um que seja grande. Isto não quer dizer que estamos a comparar-nos. Significa, simplesmente, que estamos a tentar aprender alguma coisa com ele”, disse Jean Renoir. E eu segui o conselho, escolhendo-o como um dos meus Mestres. Encontro-me com ele na sua desconfiança no que toca a planos demasiado definidos, partilho a sua incapacidade de seguir uma linha. “Amo o seu caos.” Dentro dos meus limites, percebo “a personagem secreta, misteriosa, a que age ao arrepio das nossas vontades”, que engole a partir de dentro e de que ele tanto fala. E procuro a exaltação do estado de vida, a volúpia, a violência de um corpo em desejo deitado nas margens pinceladas dum rio. Confio que “Há um momento em que a criação nos escapa.” E que é nesse momento que estou. Entretanto, recorro ao Mon petit théâtre e construo na companhia do Mestre que escolhi, apropriando-me da sua receita de felicidade: trabalhar com aqueles de quem gosto muito. E não tenho a certeza se o que acabei de escrever é mesmo verdade ou, talvez, uma grande ilusão. Sofia Dinger

palco da sala principal 12€ / 6€

An actress takes ownership of the words of a film director and proposes a theatre play about art and life. “When choosing a Master it is best to chose a great one. This does not mean we’re comparing ourselves. It just means we’re trying to learn something from him”, said Jean Renoir, and Sofia Dinger follows his advice, choosing him as one of her Masters. conceção e interpretação: Sofia Dinger apoio à criação: Inês Vaz e Urândia Aragão apoio dramatúrgico: Rui Catalão apoio residências artísticas: Atelier Re.al, Espaço Alkantara e O Espaço do Tempo produção: Maria Matos Teatro Municipal imagem: © fotomontagem João Ferro Martins

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3 ↦5 anos ★ TEATRO 25 a 30 março ↣ terça a domingo coprodução mm

MARTA BERNARDES E AFONSO CRUZ Barafunda Barafunda é um espetáculo de Marta Bernardes e Afonso Cruz sobre arrumar e desarrumar mundos. Propõe-se como um exercício poético sobre a imensidão das coisas simples: por exemplo (des)arrumar um quarto, uma mesa, uma gaveta, uma frase, uma história, uma cabeça. Inspirado nos maravilhosos Metadiálogos, textos do linguista Gregory Bateson resultantes das conversas com a sua filha durante a infância, este projeto mergulha de cabeça e sem medo de naufrágios na ideia de transformação do real; como lugar onde o erro, a tolice, a desordem e o riso são critérios rigorosos e muitas vezes são o caminho curto, curvo e certeiro para fazer colidir mundos que se desconheciam. semana: 10h / sábado: 16h30 / domingo: 11h e 16h30 sala de ensaios ● criança: 3€ / adulto: 7€ duração: 30 min

Inspired by the wonderful Metalogues, texts by linguist Gregory Bateson springing from his talks with his daughter during her childhood, Barafunda [Hotchpotch] proposes to tidy and untidy worlds: the room, the drawer, a story or the mind. A poetic exercise on the vastness of simple things where there’s room for error, foolishness, disarray and laughter. encenação e interpretação: Marta Bernardes texto original: Afonso Cruz e Marta Bernardes música original: Nuno Sousa e Marta Bernardes vídeo: Giacomo Miceli, Riot Films, Marta Bernardes cenografia e figurinos: Júlio Vanzeler e Marta Bernardes produção: Ana Rocha — Mezanine • apoio à produção: mala voadora apoio em residência: Maus Hábitos e Associação Cultural Saco Azul uma encomenda: Maria Matos Teatro Municipal coprodução: Maria Matos Teatro Municipal, Teatro Virgínia e Mezanine

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DIA MUNDIAL DO TEATRO teatro/performance ★ 27 e 28 março quinta e sexta ↣ 21h30 coprodução mm

ANA BORRALHO & JOÃO GALANTE Atlas Na mitologia grega, Atlas é aquele que foi condenado por Zeus a carregar o céu aos ombros. Com 100 pessoas de diferentes profissões em palco, Ana Borralho & João Galante pretendem construir um Atlas da organização social humana, uma representação dos seres humanos através da sua função na sociedade em que se inserem. Atlas estreou em 2011, por ocasião do 42.º aniversário do Teatro Maria Matos. Com 100 pessoas em palco e a casa esgotada, Atlas foi — mais do que um espetáculo — um verdadeiro acontecimento com ressonâncias além do teatro. A investigadora Francesca Rayner da Universidade do Minho escreveu a este propósito: “Pareceu-me que este espetáculo era exatamente o que o teatro devia estar a fazer agora, ou seja, a contrapor o poder das pessoas comuns e do teatro às forças que querem que acreditemos que nada disso interessa. Construir, afinal, um atlas histórico e geográfico da sociedade humana num momento particular como uma forma de lutar por um futuro sustentado.” Depois de uma digressão internacional que levou Atlas a várias cidades nacionais e internacionais, regressa agora ao Teatro Maria Matos neste Dia Mundial do Teatro para relembrar que a sua pertinência se mantém intacta. sala principal ● entrada livre (sujeita à lotação da sala) mediante levantamento de bilhete no próprio dia a partir das 15h

On Teatro Maria Matos’ 42th birthday, Ana Borralho & João Galante presented an atlas of the Portuguese society, with 100 people representing several professions attending and speaking. After a successful tour, Atlas now returns on World Theatre Day to remember that its relevance remains intact.

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performers: 100 pessoas de diferentes profissões conceito e direção artística: Ana Borralho & João Galante luz: Ana Borralho & João Galante • aconselhamento luz: Thomas Walgrave som: Coolgate • colaboração dramatúrgica: Fernando Ribeiro e Rui Catalão colaboradores artísticos e coordenadores de grupos: Catarina Gonçalves, Cátia Leitão (Alface) e Tiago Gandra produção executiva: Maria João Garcia, Andrea Sozzi direção de produção: Mónica Samões • produção: casaBranca coprodução: Maria Matos Teatro Municipal residência artística: Atelier Real, Espaço Alkantara apoio: Junta de Freguesia da Estrela e Alkantara casaBranca é uma associação financiada pela DGArtes/Presidência do Conselho de Ministros/Secretaria de Estado da Cultura agradecimentos: a todos os participantes de Atlas

Apresentação no âmbito do projeto Create to Connect com o apoio do Programa Cultura da União Europeia

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TEATRO/MÚSICA ★ 1 e 2 abril terça ↣ 21h / quarta ↣ 19h

ORQUESTRA GULBENKIAN e LA FURA DELS BAUS Quartett A partir de uma leitura muito pessoal do famoso romance Les Liaisons Dangereuses, de Choderlos de Laclos, por parte do imprevisível dramaturgo alemão Heiner Müller, Luca Francesconi compôs uma ópera ambiciosa estreada em 2011 no Scala de Milão. A singularidade e contemporaneidade da proposta ficou então nas mãos da direção artística de Àlex Ollé (da companhia de teatro catalã La Fura dels Baus) e da maestrina Susanna Mälkki. “É a denúncia de um mundo ocidental que pretende resolver tudo com o controlo aparente sobre todas as coisas”, resume Francesconi. grande auditório Fundação Calouste Gulbenkian plateia A: 32€ / plateia B: 27€ / plateia C: 22€ / balcão: 14€ descontos dos espetáculos no ciclo teatro/música bilhetes à venda na Fundação Calouste Gulbenkian em inglês com legendagem ● duração: 80 min

Performed in English Based on a very personal reading of Choderlos de Laclos’ famous novel Les Liaisons Dangereuses [Dangerous Liaisons] by the unpredictable German playwright Heiner Müller, Luca Francesconi composed an ambitious opera premiered in 2011 at Milan’s La Scala. A unique and contemporary proposal laid in the hands of Àlex Ollé (La Fura dels Baus) and conductor Susanna Mälkki. encenação: Àlex Ollé (La Fura dels Baus) música, libreto e direção de som: Luca Francesconi maestrina: Susanna Mälkki • maestro assistente: Jean-Michaël Lavoie interpretação: Allison Cook (meio-soprano) e Robin Adams (barítono) diretora da reposição da encenação: Magali Ruelle cenografia: Alfons Flores • vídeo: Franc Aleu figurinos: Lluc Castells • desenho de luz: Marco Filibeck técnicos do Ircam: Sébastien Naves (engenheiro de som), Benoit Meudic (produção informática do som), Julien Aléonard (gravação, edição e mistura do coro e da orquestra no Teatro alla Scala) e Serge Lemouton (desenho informático do som) • coprodução: Teatro alla Scala de Milão e Wiener Festwochen • colaboração: Ircam • imagem: © Rudy Amisano

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MÚSICA ★ 3 abril quinta ↣ 22h

DIRTY BEACHES Landscapes in the mist

Inquieto e multifacetado, Alex Zhang Hungtai tem vindo a transportar uma intensa matéria musical enquanto Dirty Beaches. Embora frequentemente perfilado como um crooner punk de sentidos despertos ao poder das imagens, apercebemo-nos, no entanto, que o abstracionismo se assume igualmente como uma via essencial na sua obra. Essa ausência de formas rígidas e o sentimento de não-pertença a um lugar de conforto leva-o a abordar terrenos menos óbvios. Também literalmente: o tempo que Alex Zhang Hungtai passou em Lisboa no início deste ano abriu a sua música a novas inspirações e paisagens. É nesse contexto que se apresenta no Teatro Maria Matos: Landscapes in the mist é um concerto único e exclusivo de Dirty Beaches, feito de novos sons e novas imagens, de Lisboa e do nosso encontro com o rio e o mar. Como ponto de referência, tomem a brilhante banda sonora Water Park, sobre um parque aquático indoor no Canadá, ou a segunda metade do seu álbum de 2013, em que Alex Zhang Hungtai se afirma definitivamente como um construtor exemplar de ambientes e um ávido criador de espaços sonoros.

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sala principal ● 15€ / 7,5€ em colaboração com a Galeria Zé Dos Bois

Since Water Park, a year ago, we’ve been dreaming of having Dirty Beaches on our stage. Chance had him come to live in Lisbon in 2014, making it all more obvious and easier. Landscapes in the mist is a unique and exclusive concert for Teatro Maria Matos, in which Alex Zhang Hungtai will show his new soundscapes inspired by Lisbon’s landscapes and the sea surrounding us. guitarra elétrica, safoxone e efeitos: Alex Zhang Hungtai guitarra elétrica e efeitos: Shub Roy sintetizador modular: André Gonçalves imagem: © Vera Marmelo

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6↦12 anos ★ TEATRO DE SOMBRAS 3 a 6 abril ↣ quinta a domingo coprodução mm

JOANA PROVIDÊNCIA, GÉMEO LUÍS E EUGÉNIO RODA Catabrisa Já ouviste dizer que esta brisa, que sentes no cabelo, pode vir do outro lado do mundo, onde uma pequena borboleta bate as asas? Talvez esta seja uma história sobre o vento, pois é com o vento que vão e vêm as sementes, as ideias e a vontade de mudar o mundo. Em Catabrisa, um menino, em tudo igual a todos os meninos, vive as maiores aventuras de sempre, da curiosidade, da descoberta, da invenção, de quem nasce e cresce com o corpo e a mente aos rodopios. A partir da história contada no livro Catavento, este espetáculo apela a um jogo coreográfico entre o texto, a ilustração e a interpretação. Depois de estrear no Teatro Maria Matos e de ter tido uma digressão de 166 apresentações, passando pelo Théâtre de la Ville em Paris, a delicada composição de luz e sombra de Catabrisa regressa ao nosso Teatro. semana: 10h / sábado: 16h30 / domingo: 12h30 e 17h sala de ensaios ● criança: 3€ / adulto: 7€ duração: 50 min

Based on the story told in the book Catavento [Wind vane], this performance calls for a choreographic game between text, illustration and performance. After its premiere at Teatro Maria Matos and its presentation in Paris, at Théâtre de la Ville, Catabrisa [Breeze vane]’s delicate composition of light and shadow returns to our stage. texto: Eugénio Roda a partir do livro Catavento (edições Eterogémeas) de Gémeo Luís e Eugénio Roda conceção e direção coreográfica: Joana Providência dramaturgia: Eugénio Roda (Emílio Remelhe) criação, cenografia e figurinos: Gémeo Luís interpretação: Filipe Caldeira • música: Manuel Cruz produção executiva: Companhia Instável • uma encomenda: Maria Matos Teatro Municipal • coprodução: Casa da Música, Centro Cultural Vila Flor, Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, Comédias do Minho, Companhia Instável, Fundação Lapa do Lobo e Maria Matos Teatro Municipal

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6 abril ↣ domingo 10h às 18h

Neste Dia das Histórias que Brilham no Escuro, apresentamos quatro projetos criados a partir do mesmo mecanismo intemporal: a manipulação da luz e da sombra. Inspirados pelo primeiro eclipse solar registado na Grécia Antiga precisamente num dia 6 de abril, ocupamos cantos e recantos menos evidentes do Teatro com propostas nas quais crianças e adultos podem explorar a luz e assim descobrir-lhe a sombra. In this Dia das Histórias que Brilham no Escuro [Stories-thatglow-in-the-dark Day], we present four projects originating from the same timeless mechanism: the manipulation of light and shadow: Catabrisa [Breeze vane], also presented from April 3rd to April 6th (page 26); the workshops Histórias Feitas com Luz [Stories made of light]; Valeria Guglietti’s Não toquem nas minhas mãos [Don’t touch my hands]; and Sou a minha sombra que me segue a mim [I am my shadow that follows me] a reading of illuminated words and drawings by António Jorge Gonçalves.

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famílias ★ 10h ↣ 18h OFICINAS CONTÍNUAS

RITA RAPOSO E BELIZA SOUSA

Para brincar com os efeitos da luz e da sombra, vamos usar cartões, cola, filtros de projetores, arames e a ajuda da cabeça, da boca, dos narizes e tudo o que estiver à mão em diversas experiências, durante todo o dia. E assim tentar descobrir as histórias que só se revelam quando se experimenta algo de novo. coordenação: Rita Raposo e Beliza Sousa entrada livre

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3 + anos ★ 10h30 e 16h teatro de sombras

VALERIA GUGLIETTI

Não toquem nas minhas mãos é um espetáculo em que as sombras chinesas se encontram com o cinema mudo, as marionetas e a música para criarem uma coleção de histórias cheias de humor. A argentina Valeria Guglietti conta com as mãos pequenas histórias e dá vida a todo o tipo de criaturas. A nossa imaginação é desafiada a completar o que vê em cada momento. criação e interpretação: Valeria Guglietti palco da sala ● criança: 3€ / adulto: 7€ duração: 20 min

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3+ anos ★ 11h30 e 15h performance

ANTÓNIO JORGE GONÇALVES E ANA BRANDÃO

António Jorge Gonçalves recupera um verso de Almada Negreiros para criar um recital de palavras iluminadas e desenhos ditos por uma atriz que canta e um desenhador que inventa sombras com um retroprojetor. Uma brincadeira. Duas brincadeiras. criação e interpretação: António Jorge Gonçalves e Ana Brandão plateia da sala ● criança: 3€ / adulto: 7€ duração: 30 min

6↦12 anos ★ 12h30 e 17h teatro de sombras

JOANA PROVIDÊNCIA, EUGÉNIO RODA E GÉMEO LUÍS

Na semana em que Catabrisa regressa ao Teatro Maria Matos, celebramos o dia totalmente dedicado às crianças e às famílias com um espetáculo composto por um delicado equilíbrio entre texto, música, luz e sombra. sala de ensaios ● criança: 3€ / adulto: 7€ duração: 50 min

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TEATRO ★ 11 e 12 abril sexta e sábado ↣ 21h30 coprodução mm

KORNÉL MUNDRUCZÓ (Budapeste)

Dementia

Um dos mais famosos hospitais psiquiátricos da Hungria foi obrigado a encerrar portas há alguns meses. O edifício tem-se degradado, o jardim transformou-se numa selva de ervas daninhas e alguns pacientes foram deixados para trás a vegetar solitariamente. Os pacientes num avançado estado de demência estão a viver no império da amnésia. A nova criação de Kornél Mundruczó confronta-nos com questões delicadas: como pode a sociedade beneficiar do prolongamento da vida de um paciente mental? Qual é o sentido de ajudar aqueles que sofrem se o caminho leva à morte, independentemente dos esforços? No fim de contas, não é a sociedade sempre melhor caracterizada pela forma como trata os mais velhos e aqueles que vivem com dificuldades? Dementia divide-se entre o realismo documental e um melodrama pós-moderno vertiginosamente próximo da vida quotidiana.

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Kornél Mundruczó ganhou fama internacional como realizador de cinema, mas é atualmente reconhecido pelas peças de teatro hiperrealistas e impiedosas, que encena em conflito aberto com o regime sufocante da Hungria. Apesar das enormes dificuldades que enfrenta em Budapeste, continua a criar as suas peças graças a uma rede de apoio extensa de teatros e festivais internacionais. Em 2010, a Culturgest e o Alkantara Festival apresentaram a sua criação Hard to be a God.

sala principal ● 15€ / 7,5€ duração: 2h10 ● M/16

A world famous psychiatric hospital in Hungary was forced to close down a few months ago, but a handful of patients have been left to vegetate alone. This latest production of Kornél Mundrczó makes us face some difficult questions about society and the place it holds for those who live with difficulties. interpretação: Ervin Nagy, Roland Raba, Annamária Láng, Lili Monori, Balázs Temesvari, Orsi Toth, Gergő Banki, László Katona encenação: Kornél Mundruczó • assistente de encenação: Zsófia Csató dramaturgia: Viktória Petrányi, Gábor Thury • música: János Szemenyei direção técnica e desenho de luz: András Élteto cenografia e figurinos: Márton Ágh • produção: Dóra Buki assistente de produção: Ágota Kiss • aderecista: Gergely Nagy técnico de som: Zoltán Belenyesi • técnico de vídeo: Zoltán Gyorgyovics camareira: Melinda Doman • coprodução: Hebbel am Ufer, Theatre National de Bordeaux en Aquitaine, Hellerau, Trafó House of Contemporary Arts, Festival De Keuze, Noorderzon Performing Arts Festival, Spielart Festival, Festival Automne en Normandie, Maria Matos Teatro Municipal, Künstlerhaus Mousonturm, Kunstenfestivaldesarts • apoio: NXSTP e House on Fire, com o apoio do Programa Cultura da União Europeia

Coprodução no âmbito da rede House on Fire, com o apoio do Programa Cultura da União Europeia

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MÚSICA ★ 16 abril quarta ↣ 22h

BRUNO PERNADAS How can we be joyful in a world full of knowledge Apesar do agitado currículo de Bruno Pernadas — When We Left Paris, Julie & The Carjackers ou Suzie’s Velvet —, e de se perceber as diversas influências pelas quais se deixa fascinar, nada nos preparou para o arrojo conceptual de How can we be joyful…, uma maravilha pop, de propensão instrumental de um álbum que obriga a anos de reverência. Feito com ideias e apontamentos guardados, na sua maioria, entre 2012 e 2013, Bruno Pernadas conseguiu miraculosamente dar vida própria a um cadavre exquis feito de jazz, space-age pop, psicadélica, eletrónica ou exótica, fazendo-nos recordar os complexos cérebros de Jim O’Rourke, Van Dyke Parks ou Stereolab. Gravado com exímia mestria e paciência durante o ano passado, a riqueza de How can we be joyful…, tal como a conhecemos, seria irreproduzível ao vivo. Mas para este concerto único, Bruno Pernadas pega nas qualidades das suas composições e no poder de improvisação dos músicos que sobem consigo ao palco para explorar um mundo aberto de possibilidades, expandindo canções e temas bem além dos seus limites originais. sala principal ● 12€ / 6€

It could be an album impossible to reproduce live were it not for Bruno Pernadas’ excessive ambition. Luckily for him and for us, his ambition matches his talent and tonight we’ll be able to watch his enlarged and expanded rendering of his own solo debut. How can we be joyful… is an exotic or psychedelic pop wonder made of jazz, where everything seems perfectly dreamed up. Seeing is believing. guitarra, teclados, vibrafone, sampler e voz: Bruno Pernadas bateria, percussão e sampler: João Correia baixo elétrico: Nuno Lucas guitarras e percussão: Ricardo Gouveia teclados e voz: Margarida Campelo guitarra e voz: Francisca Cortesão guitarra e voz: Afonso Cabral saxofones e flauta: João Capinha sopro: a anunciar • sopro: a anunciar imagem: © João Bento

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There's no such thing as society

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A terceira e última parte do ciclo There’s no such thing as society foca o tema Liberdade. Coincidindo com as comemorações de 40 anos de democracia em Portugal, duas iniciativas lembram-nos que a liberdade é tudo menos óbvia, porque nem sempre as pessoas nasceram livres neste país. E que a liberdade por si só não garante a dignidade do indivíduo e os direitos de todos.

There’s no such thing as Society faz parte do tema The Individual and the Common da rede House on Fire e é apoiado pelo Programa Cultura da União Europeia

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literatura ★ 24 março a 25 abril produção mm

Facebook 1974 Houve um herói anónimo no 25 de abril de 1974. No sítio certo, na hora certa, Pedro Xavier fez o que era preciso que ele fizesse. E a revolução aconteceu. Em 1974, não havia Facebook. Ainda assim, estará disponível na Internet, durante o mês que antecede o quadragésimo aniversário da revolução, a página de Facebook que Pedro Xavier teria escrito entre 24 de março e 25 de abril de 1974. Acederemos, então, ao que lhe foi acontecendo, ao que pensou e sentiu. E Pedro acederá ao que, deste seu futuro, lhe podemos dizer. A página de Facebook de Pedro Xavier será o portal por onde entraremos na sua cabeça. E a ficção tornar-se-á realidade. ● 1973. Pedro está exilado em Paris, fugido à guerra colonial. Luísa teve de ficar em Lisboa. Apaixonados, escrevem-se todos os dias. Misteriosamente, Luísa deixa de responder às cartas. Sem conseguir contactá-la, Pedro teme o que lhe possa ter acontecido. Voltar a Portugal é um risco enorme, mas Pedro sabe que tem de o fazer. Regressa a Lisboa no início de 1974. ● Pedro Xavier. A revolução precisou deste homem. Este homem precisa de si. Siga-o. No Facebook, a partir de 24 de março de 2014. 1973. Pedro Xavier lives in exile in Paris, on the run from fascism. Luísa had to stay in Lisbon. They are in love and write every day. One day, Pedro Xavier stops receiving Luísa’s letters. In spite of the danger, he returns to look for his love. He arrives in the beginning of 1974 and, although he doesn’t know that yet, is destined to play a decisive role in the revolution. During one month, between March 24th and April 25th, we’ll follow Pedro Xavier on Facebook…

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TEATRO ★ 23 a 30 abril (exceto 28) semana ↣ 21h30 / domingo ↣ 18h30 coprodução mm

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TERESA SOBRAL/ QATRELCOLECTIVO Decreto-lei n.º 22:992

Decreto-lei n.º 22:992 é o resultado de uma longa recolha realizada por Teresa Sobral de testemunhos de ex-presos políticos, documentos de particulares e da PIDE, notícias oficiais e clandestinas, fotografias e filmes relativos ao período compreendido entre 1933 e 1974. Durante décadas, direitos humanos fundamentais foram violados. Houve prisões ilegais, torturas físicas e psicológicas, detenções sumárias para realização de trabalhos forçados, expropriações de bens particulares e até mortes. Um conjunto de vozes, nove intérpretes, representa no palco os milhares de homens e mulheres que estiveram presos em Portugal por razões políticas, durante o Estado Novo. Além da motivação política que fez uns serem presos e outros prender, os testemunhos contam-nos o que aconteceu a estes homens e mulheres dentro de muros. Este espetáculo é uma viagem às memórias de outros, com os quais nos confundimos, porque foram eles, mas poderíamos ter sido nós. sala principal ● 14€ / 7€

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There's no such thing as society

Based on testimonies, official documents, news, photographs and films, Decreto-lei n.º 22:992 [Decree-Law 22:992] brings to the stage a set of voices representing the thousands of men and women who were imprisoned in Portugal for political reasons during Salazar’s regime.

conceção, criação e guião final: Teresa Sobral composição/alinhamento de texto: Abel Neves, Ana Saragoça, São José Almeida, Teresa Sobral entrevistas: Teresa Sobral • vídeo: João Pinto desenho de som: Paulo Curado • desenho de luz: Nuno Figueira exposição: São José Almeida, Teresa Sobral fotografia: Maria João Cabrita produção executiva: Maria João Cabrita elenco: Anabela Brígida, Carla Bolito, Elsa Galvão, João Pinto, Filipe Duarte, Joana Solnado, João Saboga, Marco D’Almeida e Romeu Costa

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8↦12 anos ★ LEITURAS ENCENADAS 29 abril, 3 e 4 maio ↣ terça, sábado e domingo produção mm Livros com pernas para andar

RACHEL CAIANO, COSTANZA GIVONE E GONÇALO M. TAVARES Viagem ao país da Levitação Viagem ao país da Levitação é o quarto livro do ciclo de leituras Livros com Pernas para andar que estamos a realizar em parceria com a Associação para a Promoção Cultural da Criança. Com a ajuda das pequenas construções da Rachel Caiano, Costanza Givone vai contar e dançar a história de um país onde as pessoas não têm peso e mantém apenas uma única necessidade: dançar. Uma leitura encenada especial que será ainda uma celebração do Dia Mundial da Dança, 29 de abril, com uma sessão extraordinária para famílias. Dia Mundial da Dança

29 abril ↣ 18h

Famílias terça: 18h / sábado: 16h30 / domingo: 11h e 16h30 sala de ensaios ● criança: 2€ / adulto: 2€ duração: 35 min aprox. Escolas este projeto desloca-se às escolas no concelho de Lisboa ● mediante marcação 6 a 9 maio ↣ terça a sexta (durante as manhãs) bilheteira@teatromariamatos.pt ● 21 843 88 01 preço: 60€ ● lotação máxima: 60 pessoas pagamento integral na bilheteira do Teatro Maria Matos para confirmação da reserva

With the help of Rachel Caiano’s small constructions, Costanza Givone tells and dances the story of a country where people are weightless, and preserves one single need: to dance. A special staged reading, which will also celebrate the International Dance Day, on April 29, with a special session for families.

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5 SENTIDOS REDE DE PROGR AMAÇÃO CULTUR AL Projetos para 2014

A Rede 5 Sentidos foi criada em 2009, no âmbito do QREN 2007-2013, com o intuito de promover a programação cultural e a produção artística em rede. Atualmente composta por 10 equipamentos culturais do país, a rede 5 Sentidos procura apoiar e dinamizar o desenvolvimento das artes performativas em Portugal, organizando digressões de espetáculos e apoiando a produção de novas criações através de cofinanciamentos, coproduções e residências. A estratégia da rede 5 Sentidos — assente na troca de saberes, processos e experiências de trabalho — visa fortalecer o desempenho dos parceiros, dinamizar a criação artística e alargar os públicos. Os equipamentos que integram esta rede de programação cultural são: Teatro Viriato (Viseu), Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), Centro de Artes de Ovar (Ovar), O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo), Teatro Académico de Gil Vicente (Coimbra), Maria Matos Teatro Municipal (Lisboa), Teatro Micaelense (Ponta Delgada), Teatro Municipal da Guarda (Guarda), Teatro Nacional São João (Porto) e Teatro Virgínia (Torres Novas).

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Em 2014, a rede 5 Sentidos irá coproduzir, apoiar e apresentar as seguintes obras: Ä

MARGARIDA MESTRE E ANTÓNIO-PEDRO Poemas para bocas pequenas ● crianças e jovens

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INÊS BARAHONA & MIGUEL FRAGATA A Caminhada dos Elefantes ● crianças e jovens

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TONAN QUINTO E PEDRO GIL ● teatro

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JOÃO SOUSA CARDOSO E ANA DEUS ★ Mima-Fatáxa (a partir de 3 textos de José de Almada Negreiros) ● teatro

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MARLENE FREITAS De Marfim e Carne — As estátuas também sofrem ● dança

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CARLA GALVÃO E CRISTA ALFAIATE ● crianças e jovens

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LAFONTANA FORMAS ANIMADAS ● crianças e jovens

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JACINTO LUCAS PIRES E ALMA PALACIOS ● teatro

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GONÇALO WADDINGTON & CARLA MACIEL ● teatro

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TÂNIA CARVALHO ● dança

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ARTISTAS UNIDOS ● teatro

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OS PRIMEIROS SINTOMAS ● teatro

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JOHN ROMÃO ● teatro

Fausta

Lá Fora

A Peregrinação

Libretto

Albertine

A Tecedura do Caos

Gata em Telhado de Zinco Quente

Cyrano de Bergerac

Pocilga

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Coproduções em digressão em março e abril 2014 Æ

Joana Providência, Gémeo Luís & Eugénio Roda ★ Catabrisa Estreia fevereiro 2012 Sobral de Monte Agraço ● Cine-Teatro do Sobral de Monte Agraço ↣ 8 março 2014 Santarém ● Teatro Sá da Bandeira ↣ 12 março 2014 França, Sablé sur Sarthe ● Centre Culturel Joël Le Theule ↣ 14 a 18 abril 2014

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Edit Kaldor ★ Woe Estreia outubro 2013 Países Baixos, Roterdão ● Rotterdamse Schouwburg ↣ 19 março 2014

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Kornél Mundruczó ★ Dementia Estreia outubro 2013 Alemanha, Dresden ● Hellerau ↣ 28 fevereiro e 1 março 2014 Alemanha, Berlim ● Hebbel am Ufer ↣ 9 a 11 março 2014

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Tiago Rodrigues/Mundo Perfeito ★ By Heart Estreia novembro 2013 Guimarães ● Centro Cultural Vila Flor ↣ 13 e 14 março 2014

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Inês Barahona e Miguel Fragata ★ A Caminhada dos Elefantes Estreia novembro 2013 Guimarães ● Plataforma das Artes e Criatividade ↣ 9 a 11 março 2014 Braga ● Theatro Circo ↣ 18 a 21 março 2014 Viseu ● Teatro Viriato ↣ 27 a 29 março 2014

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Margarida Mestre e António-Pedro ★ Poemas para bocas pequenas Estreia janeiro 2014 Torres Novas ● Teatro Virgínia ↣ 13 a 15 março 2014 Ovar ● Casa de Arte de Ovar ↣ 16 e 17 março 2014

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Tonan Quito e Pedro Gil ★ Fausta de Patrícia Portela Estreia fevereiro 2014 Viseu ● Teatro Viriato ↣ 14 março 2014 Coimbra ● Teatro Académico de Gil Vicente ↣ 27 março 2014

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Christophe Meierhans ★ Some use for your broken clay pots Estreia fevereiro 2014 Países Baixos, Amesterdão ● Frascati ↣ 13 março 2014 Noruega, Bergen ● BIT Teatergarasjen ↣ 11 e 12 abril 2014 Bélgica, Kortrijk ● KC Buda ↣ 27 abril 2014


a seguir... TEATRO/MÚSICA ★ 13 e 14 maio terça e quarta ↣ 21h

ANNE TERESA DE KEERSMAEKER E BORIS CHARMATZ Partita 2 (Sei Solo) Finda a residência em Lisboa como primeira Artista na Cidade, e estreitados os laços com o público lisboeta, Anne Teresa de Keersmaeker regressa ao ciclo Teatro/Música. Partita 2 nasceu de uma improvisação espontânea no Convento Celestino de Avignon, tendo-se desenvolvido posteriormente em torno das notas da Partita para Violino solo n.º 2 de J. S. Bach. plateia A: 22€ / plateia B: 17€ plateia C: 15€ ● descontos dos espetáculos da Fundação Calouste Gulbenkian no ciclo teatro/música ● bilhetes à venda na Fundação Calouste Gulbenkian

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Quem tem entre 30 e 65 anos tem um cartão para ir ao Teatro Maria Matos e ao Teatro São Luiz durante um ano com 50% desconto. Ver condições em: w w w.teatromariamatos.pt e w w w.teatrosaoluiz.pt


Bilheteira terça a domingo das 15h às 20h em dias de espetáculo das 15h até 30 minutos após o início do mesmo 218 438 801 • bilheteira@teatromariamatos.pt bilheteira online: www.teatromariamatos.pt outros locais de venda: ABEP / Agência de bilhetes Alvalade / CTT / Fnac / São Luiz Teatro Municipal / Worten

Descontos* preço único 5€ menores de 30 anos (apenas válido para espetáculos mencionados) desconto 50% portadores do cartão Maria & Luiz, estudantes, maiores de 65 anos, pessoas com deficiência e acompanhante, desempregados, profissionais do espetáculo, funcionários da CML e empresas municipais (extensível a acompanhante) desconto 30% grupos de dez ou mais pessoas (com reserva e levantamento antecipado) Cartão Maria & Luiz cartão que garante acesso a desconto de 50% a todos os espetáculos assinalados do Teatro Maria Matos e do Teatro São Luiz para maiores de 30 e menores de 65 anos durante 12 meses. Preço 10€. Condições: Válido durante 12 meses a partir do momento da compra. Desconto mediante apresentação do cartão, apenas válido na bilheteira física e online do Teatro Maria Matos e do Teatro São Luiz. Não acumulável com outros descontos e não extensível a espetáculos de preço único, passes e outros selecionados. A utilização do cartão é pessoal e intransmissível. Ciclo teatro/música gulbenkian descontos aplicáveis aos espetáculos da Fundação Calouste Gulbenkian inseridos no ciclo teatro/música 50% <30 anos e >65 anos 30% Grupos de 10 ou mais pessoas (com reserva e levantamento antecipado) e profissionais do espetáculo *descontos não acumuláveis


Reservas

Levantamento prévio obrigatório até 30 minutos antes do espetáculo.

Programação Crianças & Jovens Famílias Espetáculos 7€ preço adultos 3€ preço menores de 13 anos Leituras encenadas 2€ preço único Reservas Levantamento prévio obrigatório até 2 dias antes do espetáculo ou oficina. Escolas Espetáculos 3€ preço único menores de 13 anos Professor acompanhante não paga Reservas Pagamento parcial obrigatório nas 48h após a reserva Leituras encenadas Este projeto desloca-se às escolas no concelho de Lisboa Preço único por sessão: 60€ Pagamento integral obrigatório na Bilheteira do Teatro Maria Matos para confirmação da reserva

Classificação

Os concertos, os espetáculos de dança e os espetáculos para crianças e jovens têm classificação “maiores de 3 anos”. Os restantes espetáculos incluídos neste programa têm classificação a definir, exceto quando mencionada.

Como chegar?

Avenida Frei Miguel Contreiras, 52 / 1700-213 Lisboa comboio: Roma-Areeiro metro: Roma autocarros: 727, 735 e 767 bicicletas: Ciclovia e parque de bicicletas junto ao Teatro Maria Matos

Receber informação do Teatro Maria Matos

para receber a nossa informação consulte o nosso site www.teatromariamatos.pt

Parceiros

Media Partners


p r o g R A mm A abril 2014

╓── ORQUESTRA GULBENKIAN ║ e LA FURA DELS BAUS ║ ║ Quartett ║ ║ ║ ● teatro/música ║ ╟ Æ ter 1 ↣ 21h ║ ╙ Æ qua 2 ↣ 19h

╓── DIRTY BEACHES ║ ║ Landscapes in the mist ║ ║ ● música ↣ 22h ║ ╙ Æ qui 3

╓── JOANA PROVIDÊNCIA, GÉMEO LUÍS ║ ║ E EUGÉNIO RODA: Catabrisa ║ ║ ● crianças e jovens ║ ╟ Æ qui 3 ↣ 10h ║ ╟ Æ sex 4 ↣ 10h ║ ╟ Æ sáb 5 ↣ 16h30 ║ ╙ Æ dom 6 ↣ 12h30 e 17h ╓── DIA DAS HISTÓRIAS QUE ║ ║ BRILHAM NO ESCURO ║ ║ ● crianças e jovens ║ ╙ Æ dom 6 ↣ 10h às 18h

╓── KORNÉL MUNDRUCZÓ: Dementia ║ ║ ● teatro ↣ 21h30 ║ ╟ Æ sex 11 ║ ╙ Æ sáb 12 ╓── BRUNO PERNADAS: How can ║ ║ we be joyful in a world ║ ║ full of knowledge ║ ║ ● música ↣ 22h ║ ╙ Æ qua 16 ╓── TERESA SOBRAL/ ║ ║ QATRELCOLECTIVO ║ ║ Decreto-lei n.º 22:992 ║ ║ ● teatro ║ ╟ Æ qua 23 ↣ 21h30 ║ ╟ Æ qui 24 ↣ 21h30 ║ ╟ Æ sex 25 ↣ 21h30 ║ ╟ Æ sáb 26 ↣ 21h30 ║ ╟ Æ dom 27 ↣ 18h30 ║ ╟ Æ ter 29 ↣ 21h30 ║ ╙ Æ qua 30 ↣ 21h30

╓── RACHEL CAIANO, COSTANZA ║ ║ GIVONE E GONÇALO M. TAVARES ║ ║ Viagem ao País da Levitação ║ ║ ● crianças e jovens ↣ 18h ║ ╙ Æ ter 29

Profile for Arquivo Teatro Maria Matos

PROGRAmmA março e abril 2014  

Programação do Teatro Maria Matos março e abril 2014 Lisboa

PROGRAmmA março e abril 2014  

Programação do Teatro Maria Matos março e abril 2014 Lisboa

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