CONCERTO COMEMORATIVO DOS 500 ANOS DA PRIMEIRA VIAGEM DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO - 2019

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CONCERTO COMEMORATIVO DOS 500 ANOS DA PRIMEIRA VIAGEM DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO Programação e Direção Musical: Eduardo Paniagua e Marcos Magalhães Música Antigua Eduardo Paniagua: flautas, saltério, percussão e direção musical do projeto Cesar Carazo: canto e viola Luis Antonio muñoz: canto e viola da gamba Os Músicos do Tejo Marcos Magalhães: cravo e codireção musical do projeto Arthur Filemon: canto Marco Oliveira: canto Apresentação e textos de contextualização histórica: Juan Marchena Multimédia: Miguel Osório / La Valise d’Images Direção Artística e Produção: Carlos Gomes Produção: Transiberia

CONCERTO COMEMORATIVO DOS 500 ANOS DA PRIMEIRA VIAGEM DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO

SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL

16 e 17 dezembro música Direção Artística Aida Tavares Direção Executiva Ana Rita Osório Programação Mais Novos Susana Duarte Assistente da Direção Artística Tiza Gonçalves Adjunta Direção Executiva Margarida Pacheco Secretária de Direção Soraia Amarelinho Direção de Comunicação Elsa Barão Comunicação Ana Ferreira, Gabriela Lourenço, Nuno Santos Direção de Produção Mafalda Santos Produção Executiva Andreia Luís, Catarina Ferreira, Mónica Talina, Tiago Antunes Direção Técnica Hernâni Saúde Adjunto da Direção Técnica João Nunes Produção Técnica Margarida Sousa Dias Iluminação Carlos Tiago, Ricardo Campos, Tiago Pedro, Sérgio Joaquim Maquinaria António Palma, Filipa Pinheiro, Vasco Ferreira, Vítor Madeira Som João Caldeira, Gonçalo Sousa, Nuno Saias, Ricardo Fernandes, Rui Lopes Operação Vídeo João Van Zelst Manutenção e Segurança Ricardo Joaquim Coordenação da Direção de Cena Marta Pedroso Direção de Cena Maria Tavora, Sara Garrinhas Assistente da Direção de Cena Ana Cristina Lucas Bilheteira Cristina Santos, Diana Bento, Renato Botão

TEATROSAOLUIZ.PT

PROGRAMAÇÃO E DIREÇÃO DE EDUARDO PANIAGUA COM MÚSICA ANTIGUA & OS MÚSICOS DO TEJO Segunda e terça, 21h Sala Luis Miguel Cintra; m/6 €12 a €15 com descontos Concerto inserido na Mostra Espanha 2019


Alinhamento 1. Ay triste que vengo vencido de amor, Juan del Enzina 2. A la villa voy, Anónimo / Cancionero de Elvas 3A. Ay Santa Marya, Anónimo / Cancionero de París-Cancionero de Palacio 3B. Senhora del mundo, Anonimo / Cancionero de París 4. Puestos estan frente a frente (El Lusitano), Anónimo 5. Quien te traxo caballero, Juan del Enzina 6. Pásame por Dios barquero, Pedro Escobar 7. Pois tudo tam pouco dura, Anónimo / Cancionero de París. Texto Cristobâo Falcâo 8. Tan buen ganadico, Juan del Encina 9. Não tragais borzeguins pretos, Anónimo / Cancionero de París 10. Allá se me ponga el sol, Ponce 11. Justa fue mi perdición, Francisco de la Torre 12. Ja não podeis ser contentes 13. Portuguesinho dos céus 14. Más vale trocar, Juan del Encina 15. Na fonte esta Lianor, Anónimo / Cancionero de Paris 16. Rodrigo Martinez, Anónimo / Cancionero de Palacio Encore 17. Meis ollos van pero lo mare, Anónimo / Cancionero de Palacio 18. Fata la parte, Juan del Encina

Concerto comemorativo dos 500 anos da primeira viagem de circum-navegação Obras que Fernão de Magalhães terá ouvido em viagem por mares e portos, sobre estrelas, heróis, amores e nostalgia. Um concerto com base nos “vilancicos” e romances dos cancioneiros hispânicos do final do século XV e início do século XVI: Uma colaboração entre o grupo espanhol “Música Antigua” e o grupo português “Músicos do Tejo”, sob a direção do músico espanhol Eduardo Paniagua e a codireção de Marcos Magalhães, mediante uma residência artística em Lisboa. Um projeto que comemora a viagem promovida pela Coroa de Espanha e comandada pelo navegador Português, Fernão de Magalhães (14801521) com o objetivo de encontrar uma nova rota para as Ilhas das Especiarias. Carlos I nomeou o navegador Português, por antecipação, “governador e comandante-em-chefe da Marinha para a descoberta das ilhas das especiarias” que, a partir de Sanlucar de Barrameda (sul da Espanha) e atravessando o estreito que veio a ser batizado com o seu nome na ponta sul do continente americano, atingiu as Filipinas em abril de 1521, onde Magalhães viria a falecer. A expedição terminou a 6 de setembro de 1522 no mesmo lugar onde começou, comandada pelo navegador espanhol Juan Sebastian Elcano. “Um português apareceu na corte castelhana de Carlos I com um projeto. Chamava-se Fernando de Magalhães e fazia-se acompanhar por um grupo de geógrafos e marinheiros, alguns portugueses, outros espanhóis. Juntos acumulavam uma enorme experiência nas águas oceânicas. A sua proposta era ambiciosa: alcançar as ilhas das especiarias pelo Ocidente e provar que elas pertenciam ao rei de Castela. Navegar até às apreciadas especiarias sem tocar nas águas portuguesas, controlar essas ilhas, carregar os navios de cravo, canela e noz-moscada e regressar pela rota do Panamá. Esse era o grande desafio. Tinha que se contornar o enorme continente americano e ninguém sabia onde estava a passagem. Mas Magalhães assegurava que o encontraria. Aliciados por tanta riqueza, os comerciantes de Burgos, juntamente com genoveses, florentinos e alemães, ofereceram-se para financiar a expedição. A economia e o mercado mundial tornaram-se realidade. O intercâmbio, o crédito, o risco associado, mas também a esperança de grandes lucros, constituíam a grande oportunidade neste novo mundo, que passou a ser um imenso oceano de negócios.” Juan Marchena Fernandez