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© Bruno Simão

ESTE É O MEU CORPO 7 SOLOS

MÓNICA CALLE SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL


A procura de um caminho para a vitalidade

Os solos impõem-se como formato ideal para essa reflexão? Sim, porque são os trabalhos mais radicais, aqueles em que posso experimentar tudo, uma vez que só me uso a mim. Talvez de fora nem sempre se note isso, mas estes foram os trabalhos em que testei sempre os meus limites. Exatamente porque não sabia como continuar. Alguns destes solos – A Virgem Doida, Os Meus Sentimentos e A Boa Alma – foram momentos de ruturas muito profundas.

À conversa com Mónica Calle, a propósito de Este é o Meu Corpo

Este é o Meu Corpo é o título deste ciclo de solos feitos nos últimos 28 anos. Escolheu-o porque o corpo sempre esteve no centro das suas criações? Curiosamente, o primeiro título não era este. Tinha chamado a este ciclo Autópsia, mas esse foi também o título que a Olga Roriz escolheu depois para a sua última criação e decidi mudar. Gostava dessa ideia de “ver com os próprios olhos”, que é o que significa a palavra autópsia, mas, ao mesmo tempo, havia alguma coisa nisso que me incomodava. Este ciclo, para mim, tem a ver com isso: com o ver-me e voltar a ver-me com os meus olhos. Este é o Meu Corpo é um título que ainda não sei se é uma afirmação ou uma npergunta. Quis fazer este ciclo porque percebi que preciso de voltar a estes espetáculos, que são os que fiz sozinha e sempre com essa necessidade de me procurar. Todos eles foram criados em momentos em que precisei de compreender onde estava e como podia continuar, tanto a nível pessoal como a nível artístico. Foram sempre momentos em que não sabia como continuar na vida e no trabalho.

Porquê voltar a eles? É um desses momentos em que não sabe como continuar? Há muitos anos que não uso a palavra nos meus espetáculos, fui-me afastando da palavra, cada vez me sinto mais distante. Estes textos foram todos pensados quando era a partir da palavra que construía os meus espetáculos, a palavra estava muito ligada ao meu corpo. Quis ter este confronto agora. O meu primeiro objetivo, pessoal e artístico, com este ciclo é ter uma resposta em relação a muitas coisas. Por isso, para mim, isto é, mais uma vez, um lugar de procura. Quero procurar, com toda a violência e brutalidade que isso envolve, porque são 30 anos de trabalho e momentos que foram sempre difíceis. Já não estou nesses lugares – mas também não sei em que lugar estou. Acredito que vou 2

espetáculo que, para mim, é uma frustração. O último que agora apresento, Rosa Crucificação, com textos do Henry Miller – que é o meu espetáculo mais recente destes sete, estreei-o em 2019 – também não está acabado. Já fiz várias versões, mas ainda não cheguei lá, está em construção. Não fui eu que escolhi esta ordem, mas, como sempre, as circunstâncias acabam por ter um sentido. Vou começar e terminar com os dois espetáculos que nunca chegaram a ser cumpridos. Não os vou fazer por ordem cronológica por uma questão de disponibilidade dos espaços do São Luiz. Mas não deixa de ser curioso que os dois espetáculos que não foram resolvidos abram e fechem o ciclo. A vida tem sempre um sentido qualquer que nos ultrapassa.

redescobrir-me neste ciclo, vai permitir-me saber onde estou. Não quer dizer que não tenha planos nem ideias para o futuro, mas esta procura é mesmo por uma resposta, por um caminho. Este ciclo nunca será inócuo para mim. Esse é o primeiro propósito. É uma viagem imensa e quero fazê-la agora. Voltar a olhar para as palavras, as razões que me levaram na altura a fazer aqueles espetáculos. Por isso, não é, de todo, uma revisitação. Não vou estar a reproduzir nada, vou estar a reconstruir tudo. Não haverá nenhum espetáculo igual ao que já fiz no passado. E porque não fazer um novo solo em vez de reconstruir os anteriores? Estou a criar um novo solo. Este ciclo todo é um novo solo para mim, feito a partir dos meus solos anteriores. Estou a começar mesmo do início, a trabalhar as coisas de verdade. Quando isto acabar, vou pensar neste projeto como um solo: o solo Este é o Meu Corpo, em que vou buscar os materiais dos meus 30 anos de vida como atriz durante os quais fiz estes 7 espetáculos. A Boa Alma, que é o primeiro que apresento no São Luiz, é um espetáculo que nunca ficou resolvido. Fi-lo num momento de crise, em que saímos do Cais do Sodré e nos mudámos para a Zona J e nunca cheguei a dizer o texto todo, nunca foi acabado, é um

Serão sempre espetáculos diferentes por hoje ser uma pessoa diferente e por já não estar a viver aquilo que a fez criá-los há uns anos, não é? Sou uma pessoa diferente e tenho um propósito diferente. O meu corpo não é o mesmo. Mas também serão espetáculos diferentes porque há outras pessoas envolvidas no trabalho, pessoas que não fizeram parte da construção original, na luz, na fotografia, na produção… Apesar de serem solos, envolvem sempre relações com outras pessoas. Estou a trazer pessoas novas e muitas delas nem nunca viram estes trabalhos. 3


© Bruno Simão

Mortais, e foi aí que nasceram as Cartografias. Queríamos fazer isto em ruínas e espaços devolutos. Tivemos um financiamento da Gulbenkian, mas a Mónica teve um convite para fazer um solo no Teatro Aberto e, apesar de ter estado sempre ao meu lado, era preciso eu reformular tudo. Não conseguia fazer aquilo sozinha e chamei as atrizes das Cartografias. Ao mesmo tempo, pedi ao Luís Mário Lopes para escrever um texto só para mim, a partir de um dos textos do Brecht que era A Boa Alma de Sé-Chuão, e pedi ao JP Simões para fazer a música. O Brecht falava dessa ideia de que não somos só uma coisa e de como conseguimos ser bons e fazendo concessões.

O ciclo no São Luiz começa com A Boa Alma, um espetáculo de 2015, que, como disse há pouco, é uma frustração. Está a conseguir resolvê-la agora passados cinco anos? Estou a tentar. Vai ser um espetáculo completamente novo, completamente diferente do que fiz na altura. Aconteceu quando a Casa Conveniente saiu do Cais do Sodré e deixou de ter financiamento. Eu e a Mónica Garnel começámos a pensar como é que se podia continuar a partir dali. Ficámos sem sítio e construímos um caminho para encontrar uma nova casa. Era essa a ideia: como é que se continua quando não tens nada? Sem desistir. Descobri um texto do Brecht, Os Sete Pecados 4

O facto de os fazer num espaço completamente diferente também influenciará esta nova criação. Sim, claro, e fazer este ciclo ocupando todo um teatro também. Quis pensar na ideia de como é que um teatro mais institucional pode albergar estes espetáculos, que foram construídos em lugares muito distintos, em alturas muito distintas. E como é que o meu trabalho pode existir nessas diferentes relações, ocupando um espaço que, na verdade, é mais complexo e menos institucional do que aparenta ser.

O Luís pegou nestas questões e escreveu para mim, usando o meu nome completo num jogo de personagens, e escrevendo sobre essa procura de uma casa. Não conseguia chegar à zona J sem fazer um caminho e foi quando pedi ajuda a estas atrizes que fazem parte das Cartografias e a vários teatros. Toda a gente me ajudou. Passaram 4 anos até que estreasse A Boa Alma, já na Zona J, mas sem nunca conseguir fazer como queria. Apresentei-o no Porto e em Coimbra, mas nunca cheguei ao espetáculo. Naquele momento, não fui capaz artisticamente de lidar com aquilo que tinha.

Para Lar Doce Lar, o segundo que apresenta no São Luiz, escolheu o Largo do Picadeiro, à porta do Teatro. Sim, dentro de uma caixa gigante. Em 2006, estreei-o no terraço do Lux. É uma instalação, um percurso, e há um momento. O espectador faz um caminho e eu estou lá. Tem a ver com a cidade, o interior, o imaginário. Não quero revelar muito.

E como está a ser a releitura agora? Está a ser outra vez difícil. Mas acho que encontrámos o caminho. O texto é lindo, é incrível, é gigante. Foi mesmo escrito de propósito para mim, é tão profundo… tal como as músicas do JP. Estamos a tentar encontrar o lugar onde posso, finalmente, estar. É completamente distinto do que foi da outra vez. Na altura, não me sentia livre para trabalhar este texto e agora já começo a sentir-me. Este trabalho que estou a fazer agora com A Boa Alma servirá para todos os outros espetáculos também. Nem sequer vou ter tempo entre eles para pensar muito. Mas serão todos diferentes daquilo que foram.

É um espetáculo para um espectador à vez. E também Rua de Sentido Único, que apresenta no Camarim da Sala Bernardo Sassetti, será para um grupo muito reduzido de cada vez. Esta intimidade ajuda nesse processo de descoberta? O Rua de Sentido Único começou num projeto organizado pela 5


construindo esta ideia de casa e de família. O trabalho e as pessoas são o lugar onde sou mais feliz, mais completa, onde consigo fazer as melhores coisas. E continuo a acreditar que o trabalho artístico e o trabalho performativo são redentores e que nos aproximam dos outros e de nós, que é aí que se criam ligações. Este trabalho também é sobre isso: as coisas acontecem sobre o tempo. Tudo se faz sobre o tempo. Fazemos e voltamos a fazer e voltamos a tentar. E é nessa persistência que vamos criando. Sem nunca desistir. Nessa relação com os outros. Tem sempre a ver com os outros. Eu só existo nessa relação com os outros. No teatro, para mim, o mais importante tem sempre a ver com a relação com os outros. Acredito em Deus e sou cristã, acredito no Novo Testamento e acredito nesta ideia do Cristianismo que é a necessidade de Deus se fazer homem, corpo, e todos estes espetáculos têm a ver com esta ideia de mortalidade do corpo, do nosso tempo, numa relação profunda com os outros, com uma ideia divina, de plenitude e de tudo estar ligado.

Essa felicidade também tem a ver com as relações que estabelece nesses trabalhos, com os seus espectadores, com as pessoas com quem colabora. Sim, com as pessoas que vou trazendo, com os espectadores, com nas pessoas com quem vou

Tem vindo a sentir cada vez mais essa ligação? Cada vez mais. Ou talvez tenha cada vez mais vontade de o afirmar. Não demagogicamente. Deixei a palavra e o corpo está menos balizado, mais livre. Mas sempre lá esteve desde o início. 6

© Bruno Simão

Lúcia Sigalho, em 2002, num Dia Mundial do Teatro. Chamava-se Notas de Suicídio, passava-se no Hotel Tivoli e eram cinco quartos ocupados pela Sensurround, o Projecto Teatral, a Cão Solteiro, o Olho e a Casa Conveniente. Todos estávamos sem espaços de apresentação e sem dinheiro. Tínhamos aquele quarto durante 24 horas e podíamos fazer o que quiséssemos. Tinham passado 10 anos desde o início da Casa Conveniente, eu estava outra vez num momento de crise e decidi que só ia fazer o espetáculo de um para um. Quando entrou a primeira pessoa, comecei a dizer uns textos, mas aquilo pareceu-me tão absurdo que lhe pedi “vamos recomeçar”. E inventei. Apaguei as luzes, fomos para cama e depois nesse longo dia fui testando coisas. Ao fim do dia, disse: “Ok, resolvi, já sei como continuar”. Foi daí que surgiu Rua de Sentido Único, que depois elaborei e voltei a apresentar em vários sítios. Tem sempre a ver com este confronto. É sempre a trabalhar que consigo encontrar outro sentido para o quer quero fazer. O sítio onde sou mais feliz é no meu trabalho.

Como foi esse início, com A Virgem Doida, em 1992? Estava no Conservatório e foi o início da Casa Conveniente. Foi o primeiro trabalho que fiz e lá estava essa ideia de me procurar, de saber quem era. O Luís Fonseca, que era meu namorado, ofereceu-me o livro do Rimbaud, traduzido pelo Cesariny, com quem eu bebia copos todas as noites no Estádio: Une Saison en Enfer, ou, como traduziu Cesariny, Uma Cerveja no Inferno. Li-o e decidi que queria encenar um dos textos maiores, o único que é na voz feminina, A Virgem Doida. Eu e os meus colegas do Conservatório queríamos fazê-lo num lugar de prostituição. Andámos pelas ruas do Cais do

Sodré e do Intendente a ver sítios abandonados. Aqueles foram os primeiros a cederem-nos o espaço, era do Sindicato dos Estivadores, tinha sido uma loja de ferragens que se chamava Casa Conveniente. O que nos interessava era perceber como trazíamos pessoas para ali, como misturávamos pessoas, como criávamos relações com as pessoas. Depois, 20 anos mais tarde, em 2012, voltei a fazer A Virgem Doida. Foi quando tudo correu mal, eu e a Mónica Garnel tínhamos posto na fachada da Casa Conveniente dois telões com frases do Heiner Muller, que falavam da morte. Estava lá escrito, nós próprias pusemos os telões a dizer que aquilo ia morrer. Sempre soube 7


contos que nunca tinham sido publicados e entretanto comecei a comprar os livros dela e comecei a ler. Um dia li este e não tive dúvidas. “A Violeta sou eu. Tu não sabes, mas escreveste este livro para mim”, disse-lhe. Tinha de fazer o livro completo. Fiz três apresentações e foram três espetáculos diferentes, aquilo foi uma violência brutal. Mas ficou fechado para mim. Agora posso mexer, claro. O que era mais importante para mim na altura eram coisas muito concretas: os meus filhos adolescentes, a minha mãe num hospital, o fim de uma relação, a vontade de morrer que tive pela única vez na minha vida, tudo estava a acontecer. O livro salvou-me, porque de repente senti-me menos sozinha. Havia alguém que não sabia que eu existia, que escreveu aquele livro muitos anos antes de me conhecer e escreveu um livro que me fez sentir menos sozinha, onde tudo o que eu sentia estava ali. Salvou-me. Ainda não sei o que vou fazer desta vez. Voltar a este livro vai ser de certeza outra coisa do que foi naqueles três dias. Mesmo no livro, aquilo que hoje é mais pertinente para mim não é o mesmo que era na altura.

que ia acontecer aquilo ao Cais do Sodré, tal como sei o que vai acontecer à Zona J, já está a acontecer. A Alexandra Gaspar sugeriu que, na celebração dos 20 anos, voltasse a fazer A Virgem Doida. Quando olhei para aquele texto achei que só aquilo já não fazia sentido e fui à procura do livro todo. E tudo aquilo estava ligado à minha vida naquela altura: a ideia de queda e de redenção. O último capítulo diz: “Eu vi lá longe o inferno das mulheres e um dia ser-me-á dado possuir a verdade numa alma num só corpo.” Nunca pego naquele livro, só quando o trabalho, porque acho que é alquimia – e eu não sou nada dada a estas coisas. Nunca lhe toco. É algo que me assusta sempre, porque me provoca mesmo coisas. É mágico, não consigo explicar mais do que isso. É o livro inicial, tem a ver com um caminho. Outro dos textos a que aqui regressa é o de Dulce Maria Cardoso, Os Meus Sentimentos, com cuja personagem se identificou. Foram apresentações dolorosas, as de 2013, como será agora? Foi dos momentos mais terríveis da minha vida. Nem sequer ainda consegui olhar para esse espetáculo outra vez. Identifiquei-me com o livro todo. Já disse à Dulce que aquele livro foi escrito para mim, acho mesmo. Já éramos amigas e eu queria fazer um texto dela, a Dulce ia-me mandando

Ainda não falámos de Variação Sobre a Última Gravação de Krapp, o espetáculo que estreou em 2007. Era outro texto que ia direto ao que estava a sentir na altura? 8

solitário para me confrontar e para continuar. Não quero desistir. Sei que vou continuar, mas quero saber como vou continuar. Quando sair do São Luiz em maio, sei que vou ter algumas respostas. Mesmo que não sejam conclusivas, acredito que terei força para continuar. Quero recuperar a vitalidade, que é coisa que neste momento só tenho quando estou em ensaios ou a fazer espetáculos, não a tenho em mim. Preciso dela.

Tinha 39 anos, tal como o Krapp nessa última gravação no texto de Beckett. O que é que se escolhe: o amor ou a ideia de ser artista? Onde concedes? Eu estava ali, numa altura de escolhas, quase a fazer 40 anos. E foi quando conheci o pai da minha filha mais nova e foi, depois, quando ela nasceu. De alguma forma, houve uma ressurreição aí com esse espetáculo. Confrontava-me com excessos, com solidão, com escolhas e acabei por fazê-las. Este texto é brutal, é terrível.

Entrevista realizada em fevereiro 2020, por Gabriela Lourenço / Teatro São Luiz

É ainda mais doloroso enfrentar estes espetáculos agora do que foi quando os criou? É, porque tenho 53 anos e estou a olhar para 30 anos de trabalho. É olhar e ver-me nesses momentos todos. Alguns desses momentos estiveram relacionados com coisas concretas: mortes, separações, etc… Agora não há nenhuma razão, há só a minha razão. Não há nada de exterior a mim. O meu conflito e a minha rutura têm só mesmo a ver comigo. Não tem a ver com a DGArtes, nem com desgostos amorosos, nem com filhos, nem com pais… sou eu, por isso desta vez é muito mais solitário. É muito mais violento. Acho que Este é o Meu Corpo acaba por ser uma pergunta e uma afirmação. Sim, este é o meu corpo, é a minha história, mas este é o meu corpo? Quero voltar a um lugar 9


março a maio

2 a 4 março

teatro

ESTE É O MEU CORPO

A BOA ALMA

A VIRGEM DOIDA

Segunda a quarta, 21h Sub-palco Duração: 2h

Quarta, sexta e sábado, 21h; quinta, 20h Sala Mário Viegas (não convencional) Duração: 4h (em qualquer momento do espetáculo, o público pode entrar e sair, no limite dos lugares disponíveis)

Texto: Luís Mário Lopes; Criação, Interpretação, Cenografia e Figurinos: Mónica Calle; Desenho de luz: Daniel Worm; Música original: JP Simões; Assistência de encenação: José Miguel Vitorino; Fotografia: Vitorino Coragem; Vídeo: Marcelo Pereira; Direção de produção: Sérgio Azevedo; Produção executiva: Inês Mateus

7 SOLOS DE MÓNICA CALLE €7 m/18

15 a 18 abril

27 a 30 abril

RUA DE SENTIDO ÚNICO

Texto: Arthur Rimbaud; Criação, Interpretação, Figurinos e Cenografia: Mónica Calle; Desenho de luz: José Álvaro Correia; Assistência de encenação: José Miguel Vitorino; Colaboração em figurinos: Killed in Action® luxury lingerie; Fotografia: Bruno Simão; Vídeo: Marcelo Pereira; Direção de produção: Sérgio Azevedo; Produção executiva: Inês Mateus

Segunda a quinta, 19h e 21h Camarim Sala Bernardo Sassetti Duração: 2h Texto: a partir de vários autores; Criação, Interpretação, Cenografia e Luz: Mónica Calle; Assistência de encenação: José Miguel Vitorino; Fotografia: Alípio Padilha; Vídeo: Marcelo Pereira; Direção de produção: Sérgio Azevedo; Produção executiva: Inês Mateus

27 a 29 março

LAR DOCE LAR Sexta a domingo, 19h, 20h, 21h, 22h e 23h Largo do Picadeiro Duração: 1h (sessões contínuas) Texto: a partir de vários autores; Criação, Interpretação, Figurinos e Desenho de luz: Mónica Calle; Desenho de luz e Cenografia: Nadir Bonaccorso; Assistência de encenação: José Miguel Vitorino; Fotografia: Bruno Simão; Vídeo: Marcelo Pereira; Direção de produção: Sérgio Azevedo; Produção executiva: Inês Mateus

2 a 4 abril

OS MEUS SENTIMENTOS Quinta a sábado, 19h à 1h Sala Luis Miguel Cintra (não convencional) Duração: 6h

20 e 21 abril

VARIAÇÃO SOBRE A ÚLTIMA GRAVAÇÃO DE KRAPP

8 a 10 maio

ROSA CRUCIFICAÇÃO Sexta e sábado, 21h e 23h; domingo, 16h e 18h Sala Mário Viegas Duração: 2h (sessões contínuas) Texto: a partir de Henry Miller; Criação, Interpretação e Desenho de luz: Mónica Calle; Assistência de encenação: José Miguel Vitorino; Colaboração em figurinos: Killed in Action® luxury lingerie; Fotografia e Vídeo: Pedro Laycos; Direção de produção: Sérgio Azevedo; Produção executiva: Inês Mateus

Segunda e terça, 19h às 21h30 Sub-palco Duração: 2h Texto: a partir de Samuel Beckett; Criação, Interpretação, Figurinos, Desenho de luz e Cenografia: Mónica Calle; Assistência de encenação: José Miguel Vitorino; Fotografia: João Tuna; Vídeo: Marcelo Pereira; Direção de produção: Sérgio Azevedo; Produção executiva: Inês Mateus

Texto: Dulce Maria Cardoso; Criação, Interpretação, Figurinos e Cenografia: Mónica Calle; Desenho de luz: José Álvaro Correia; Assistência de encenação: José Miguel Vitorino; Fotografia: Rita Carvalho; Vídeo: Marcelo Pereira; Direção de produção: Sérgio Azevedo; Produção executiva: Inês Mateus

Apoios:

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MARÇO A MAIO 2020 2 A 4 MARÇO A BOA ALMA 27 A 29 MARÇO LAR DOCE LAR 2 A 4 ABRIL OS MEUS SENTIMENTOS 16 A 18 ABRIL A VIRGEM DOIDA 20 E 21 ABRIL VARIAÇÃO SOBRE A ÚLTIMA GRAVAÇÃO DE KRAPP 27 A 30 ABRIL RUA DE SENTIDO ÚNICO 8 A 10 MAIO ROSA CRUCIFICAÇÃO

Direção Artística Aida Tavares Direção Executiva Ana Rita Osório Programação Mais Novos Susana Duarte Assistente da Direção Artística Tiza Gonçalves Adjunta Direção Executiva Margarida Pacheco Secretária de Direção Soraia Amarelinho Direção de Comunicação Elsa Barão Comunicação Ana Ferreira, Gabriela Lourenço, Nuno Santos Direção de Produção Mafalda Santos Produção Executiva Andreia Luís, Catarina Ferreira, Mónica Talina, Tiago Antunes Direção Técnica Hernâni Saúde Adjunto da Direção Técnica João Nunes Produção Técnica Margarida Sousa Dias Iluminação Carlos Tiago, Ricardo Campos, Tiago Pedro, Sérgio Joaquim Maquinaria António Palma, Miguel Rocha, Vasco Ferreira, Vítor Madeira Som João Caldeira, Gonçalo Sousa, Nuno Saias, Ricardo Fernandes, Rui Lopes Operação Vídeo João Van Zelst Manutenção e Segurança Ricardo Joaquim Coordenação da Direção de Cena Marta Pedroso Direção de Cena Maria Tavora, Sara Garrinhas Assistente da Direção de Cena Ana Cristina Lucas Bilheteira Cristina Santos, Diana Bento, Renato Botão

TEATROSAOLUIZ.PT

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ESTE É O MEU CORPO - ciclo Mónica Calle 2020  

ESTE É O MEU CORPO - ciclo Mónica Calle 2020  

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