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JOテグ ANTテ年IO PEREIRA

PORTO ALEGRE - 2011/12


DEDICATĂ“RIA

Para meus filhos, JoĂŁo Guilherme e Maiata, poesias sempre em processo, que se escrevem e reescrevem em minha vida todos os dias.


Escrever Poesia APRESENTAÇÃO

P

oesia não é desabafo. A partir deste pensamento, em determinado momento da minha vida como escritor de poemas, pisei fundo no freio, derrapei para a direita, derrapei para a esquerda, subi no meio-fio e, finalmente, parei! Parodiando Raul Seixas, este insight foi o colírio que evitou que eu batesse de cara contra o muro. Digo isso porque foi nesse momento que percebi a maneira como vinha me relacionando, até então, com a poesia. Escrevia alucinadamente. Sobre tudo! Sobre todos! Era uma metralhadora de versos. Tudo, mas tudo mesmo, que estivesse ao alcance dos meus olhos ou dos meus pensamentos virava poesia que, depois, se convertia em poema, ou poemas, alguns de caráter épico. No meu entendimento solitário, achava que tinha solução interpretativa para todos os assuntos. Nada escapava do meu aguçado olhar poético. Porém, com o passar do tempo, conhecendo a história de outros poetas, estudando suas técnicas, ouvindo seus depoimentos, lendo meus próprios textos e analisando-os à luz da percepção subjetiva, reparei que muito, mas muito mesmo, do que havia escrito não passava de pequenos relatos de momentos vividos em meu mundinho particular. Tais relatos não traziam consigo absolutamente nada de universal, nada que pudesse tocar as pessoas naquilo que mais as interessa: elas próprias. Percebi que estava escrevendo unicamente para mim. Como se escrever poesia fosse um processo de auto-análise.

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João Antônio Pereira Neste contexto, veio-me a revelação: poesia não é desabafo! De posse, agora, de tal (re)conhecimento, restou-me começar a pensar: o que é poesia, então? O primeiro passo foi olhar-me no espelho da razão e procurar ver quem era aquele que escrevia. Como ele se posicionava diante do mundo, diante das pessoas, diante da literatura, diante dos outros poetas. O que queria este ser que traduzia o que pensava e sentia na forma de poemas. A consequência dessas reflexões foram as cinco punhaladas que descrevo a seguir: primeira punhalada: ele estava com os olhos voltados para si; segunda punhalada: ele escutava apenas os próprios pensamentos; terceira punhalada: ele sentia apenas por si, a partir de si e para si; quarta punhalada: ele não era humilde consigo nem com os outros; quinta punhalada: era um solitário. Bem, bem... E agora, José? Não parece um quadro muito alentador para quem, até então, julgava-se um privilegiado, alguém com sentidos e sentimentos voltados para o mundo, com as portas do coração e da percepção, escancaradas. O segundo passo era, então, logicamente, tratar as feridas. A primeira punhalada a ser tratada foi a quinta. Por que esta? Porque aconteceu o entendimento de que o poeta é um solidário, não um solitário. O poeta deve estar inserido no seu meio, participando dele, trocando experiências com ele, respirando a vida que há nas vidas que o rodeiam, que respiram com ele. O solitário queixa-se da solidão, o solidário participa da solidão - própria ou alheia. O poeta recolhe-se para escrever, não para, no recolhimento,

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Escrever Poesia sentir. O sentir já aconteceu. Chegou antes do recolhimento. No recolhimento processa-se o sentir. A partir deste tratamento, o passo seguinte foi atacar a questão da humildade. A humildade que aqui se fala é aquela referente ao reconhecimento de que não importa o quanto se acha que está pronto, que se tem o domínio das ferramentas, da técnica, ou das técnicas, ainda assim, nossos escritos não adquiriram a condição de prontos para serem mostrados. É imprescindível reconhecer o período do aprendizado. Conseguir dizer para si que ainda é preciso evoluir, que não se atingiu o estado ideal de publicar algo. Há muito chão pela frente. Há muito o que palmilhar. É muito comum deparar-se com pessoas que não conseguem reconhecer que aquilo que escrevem não está bom, não é genial, não tem um estilo marcante, não acrescenta nada, tem ares de déjà vu. Talvez pela visão anárquica que tomou conta de todas as áreas da criação artística, atualmente, chegando até à crítica, todos se acham prontos para dizer, escrever, pintar, esculpir, cantar, interpretar, sem a necessidade da autocrítica, da autoavaliação, do filtro, da aprendizagem. Tudo é despejado, jogado, servido como num banquete de tubarões que não distinguem se o que estão consumindo é um alimento, vital para a sobrevivência, ou um pneu velho. Essa postura, de que tudo o que temos a dizer é, por antecipação, prestável, não passa de um radicalismo non sense, de uma manifestação da cegueira que nos impede de ver o outro e sua sensibilidade. Colocamo-nos num pedestal e, do alto dele, vomitamos nossas convicções, crenças, sentires, pontos de vista. Um poeta em formação precisa reconhecer o seu período de formação. Precisa ter paciência, dar tempo ao amadurecimento.

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João Antônio Pereira É neste ponto que se destaca a falta de humildade daquele que escreve: ele não consegue conceber que seus escritos não tem qualidade - ainda não são poesia. Nada, nem mesmo a poesia, é fruto que brota espontaneamente, apesar de ser um dom. É necessário que aquele que escreve se aperfeiçoe, aprenda, repare, compare, imite, tente, exercite. Estas ações são partes do ofício de escrever. No momento seguinte, também aquilo que é escrito dever ser aperfeiçoado, comparado, lido, relido, treslido, lapidado, experimentado. Não há um tempo fixado para que se possa dizer que alguém está pronto para escrever ou que um escrito está pronto para ser lido por outros além do autor. A percepção desse processo foi o que me deu consciência da humildade. Sim, minhas poesias não eram maravilhosas. Os recursos de linguagem de que lançava mão eram fracos ou, muitas vezes, inexistentes. Meus temas eram ridículos, meus conteúdos eram pífios. Minha poesia era tão criança quanto minha vaidade: queria que todos olhassem para ela, mas o que tinha para mostrar era apenas bonitinho, engraçadinho, desprovido de uma elaboração mais aguçada, mais técnica, carente de um objetivo maior que não fosse apenas o: olha pra mim, gosta de mim. A humildade trouxe consigo a maturidade. O amadurecimento para sair de si e entrar nos outros, entrar no mundo, entrar nas coisas do mundo, na sua materialidade e na sua subjetividade, transitar pelo mundo, chegar ao self. Ver a realidade que subjaz à realidade aparente, pois essa é uma das características manifestadas por quem tem em si o dom da poesia: enxergar para além do que é visto, sentir para além do que é manifestado, ouvir para além do que é dito. Ao final do tratamento da quarta facada, havia tratado,

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Escrever Poesia paralelamente, as outras três, as primeiras: a sensibilidade passou ser percebida no outro, naquele que afeta a minha sensibilidade, ou seja, o meu eu-sensível conseguiu migrar para aquele ou aquilo no qual pressinto a poesia e a partir dele manifestá-la. Assim, acabo por reconhecer que a poesia não está em mim, mas naquele ou naquilo de que falo. O dom de que sou possuidor tem a ver, antes e mais, com esta percepção do que com o fato de manipular com habilidade as palavras; isto levou-me, por implicação direta, a direcionar meus pensamentos para fora, para o que está além de mim, o que ampliou tremendamente minha visão sensível, essencial para escrever poesias de alcance universal e não apenas pessoal; conseqüência lógica desse processo de transmutação, ou transpersonalização, que alcunho evolutiva, foi que o olhar poético abriu-se para o mundo exterior e passou a vê-lo - como nunca o havia visto antes. Essa exteriorização do eu-próprio não impediu, logicamente, que a percepção de caráter intimista continuasse atuando e alimentando o fazer poético, porém, a partir de agora, o trânsito do eu-lírico não fluia mais no sentido eu-mundo-eu, mas no sentido mundo-eu-mundo. Todo esse processo de aprendizagem e desnudamento de si para si, levou-me a experimentar o êxtase da percepção da mágica que havia em mim, que conseguia fazer com que conseguisse ver (ou captar) o que ninguém mais via (ou captava): tinha conseguido atingir o plano subjacente que reside em tudo o que é aparente, seja material ou imaterial. A surpresa que provoca a descoberta da existência desse poder é tão grande, que muitas vezes somos levados a pensar que, talvez, sejamos dotados da visão divina. Porque conseguimos enxergar e traduzir em palavras o que só é percebido pelos outros depois que o revelamos. E, depois de revelado, aquele

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João Antônio Pereira que lê surpreende-se de como pode alguém, com simples jogos de palavras, desnudar tantas coisas que lhe vão na alma (a sua), com as quais ele sempre conviveu, das quais sempre sentiu a presença, mas nunca conseguiu defini-las, vê-las, tê-las diante dos olhos da razão, da compreensão. E então, diante do texto poético, deparase com tudo isso: ali está dito, sentido, mostrado, exibido em imagens possíveis de serem captadas pela imaginação, apreendidas, compreendidas, quase tocadas. - O self do mundo agora tem, além do significante, um signficado. Não se trata de descobrir a função da poesia, trata-se de descobrir o poder de que somos dotados. Porém, apesar do poder ser inato - nasce-se poeta - é imprescindível aprender a usá-lo. Aprender a usá-lo não em benefício próprio, que a poesia não deve servir a um senhor, a poesia não é escrava de ninguém, mas em benefício dos outros, pois este é o objetivo do ser poeta: chegar ao outro para ajudá-lo a ver-se, a descobrir-se, a realizarse. A grande realização do poeta (e da poesia) é o realizar-se no outro. Somos os sacerdotes do indizível, do indecifrável, do inimaginável. Somos a ponte entre a matéria e a anti-matéria. Muito antes da metafísica, lá estava a poesia. Por isso a aprendizagem com os outros poetas é tão importante para aquele que quer aprender a ser poeta. Aprender as receitas, os truques, as histórias, as mágicas, as decepções, os erros, as descobertas, as improbabilidades. Imitar os outros poetas também é um exercício saudável. Não se pode deixar de ler, ler, ler, ler muito. Deixar-se arrebatar pela mágica praticada pelos outros. Sentir inveja, ciúme, rancor, raiva, medo. Ridicularizar, desmerecer, desvalorizar, ironizar. Tudo o que é possível a um ser humano que deseja muito ser poeta. Porque o poeta não é um templo de organização e limpeza e pureza. O poeta é um caldeirão onde tudo o que presta e o que não presta se mistura.

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Escrever Poesia E assim se é, realmente, quando se atinge a maturidade da poesia, pois tudo nos fere, tudo nos interessa, e nada nos amedronta. Tudo é humano, portanto, poético. E tudo que é poético é matéria da poesia. Estudar, também, a língua que nos serve de instrumento e matéria-prima. Seus recursos, suas possibilidades, sua inflexibilidade, suas exigências matronas, seus deslizes, sua maleabilidade, seu balanço, seu aconchêgo, e por aí vai. O que temos aqui? Uma aliteração, uma assonância, uma paranomásia, uma elipse, um zeugma, um polissíndeto, uma inversão, uma silepse, um anacoluto, um pleonasmo, uma anáfora, uma antítese, uma ironia, um eufemismo, uma hipérbole, uma prosopopéia, uma gradação ou clímax, uma apóstrofe, uma metáfora, uma metonímia, uma catacrese, uma autonomásia, uma sinestesia, um barbarismo, um solicismo, uma ambiguidade, um cacófato, um pleonasmo vicioso, um eco. E lá, mais além? Os versos! Ah, os versos: o monossílabo, o dissílabo, o trissílabo, o tetrassílabo, o pentassílabo, também chamado de redondilha menor, o hexassílabo, o heptassílabo, também chamado de redondilha maior, os dificílimos decassílabos e os apavorantes dodecassílabos, ou alexandrinos. E, por fim, os bárbaros. Sim, como poderiam ter outro nome os versos com mais de doze sílabas? Que rimas fazer com tantos recursos? Talvez uma rima toante, ou aliterante, ou consoante, ou aguda, ou esdrúxula, ou rica, ou pobre. São tantas as alternativas, tão variadas as possibilidades. Veja, poeta: tua matéria é a palavra, a palavra é tua língua. Não escreve para que te leiam, mas para que leiam-se no que escreves. Lembra-te, sempre, de que lugares-comuns são um risco que todo o poeta corre, mas é só isso: um risco. Porque se lugares-

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João Antônio Pereira comuns é tudo o que escreves, então ainda és um aprendiz. E não há nada de mal nisso, desde que reconheças. (Lembra-te da humildade). Nem tudo o que escreveres será poesia e merecerá ser mostrado. Muita coisa, talvez, seja melhor, até, que escondas, que não mostres a ninguém, que guardes só para ti. Para lê-las naqueles momentos em que refletes sobre o teu ofício. Em que avalias tua própria obra com isenção. E percebes o que é necessário para transformá-la em poesia. Poesia com versos maiúsculos! Este trabalho que disponibilizo é uma amostra do ofício de escrever poesia que pratico. Nele encontrarás os receios, os vacilos, os erros, as fraquezas, as dúvidas, as certezas, as afirmações, os vários fenômenos que ocorrem durante a feitura de uma poema. O que espero é que ele te sirva de apoio para as tuas tentativas. Para que percebas que a poesia, até tornar-se obra acabada, sofre muito. E que ser poeta não é fácil. Não basta que escrevas Eu Te Amo, tens de escrever Eu Te Amo de um maneira como jamais se escreveu Eu Te Amo. E isso não é fácil, poeta, não é nada fácil. Lembra-te: Poesia não é desabafo! Depois que estiveres convencido disso, estarás pronto para fazer a pergunta: Mas, então, o que é poesia? E estarás pronto para ouvir a resposta: a resposta não reside no reino das palavras, pois poesia sente-se. E mais nada. João Ap - Porto Alegre, janeiro/2012

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Escrever Poesia


João Antônio Pereira

Poesia Gastei uma hora pensando um verso, que a pena não quer escrever. No entanto, ele está cá dentro inquieto, vivo. Ele está cá dentro e não quer sair. Mas a poesia deste momento inunda minha vida inteira. Carlos Drummond de Andrade


Escrever Poesia INTRODUÇÃO Nas páginas a seguir, o leitor poderá acompanhar, passo a passo, o “nascimento” de uma poesia até a sua conclusão. Dividido em 10 partes, mas não propositalmente, demonstro, neste ensaio, a técnica que costumo utilizar para a construção de meus poemas. Cada parte inicia por uma data e, a seguir, vão sendo mostradas as transformações que o poema vai sofrendo a cada momento, marcado por hora e minuto, nessa data. O poema teve início em 12 de outubro de 2011, às 19h30 e foi dado por concluído (será?) em 27 de outubro de 2011, às 15h15 e é esse processo que o leitor terá oportunidade de acompanhar. Às vezes há apenas a mudança de uma letra, ou de um ponto, no entanto, julguei interessante que tudo fosse documentado. A técnica que utilizo, de leituras e releituras, o que leva, muitas vezes, a mudanças de orientação no desenrolar da discurso poético, é utilizada em 99% do meu trabalho. O outro 1% é representado por aqueles poemas que “já nascem prontos”. Há alguns casos assim: a poesia já vem “fechada” e não há mais nada a acrescentar nem a retirar. São poucos, mas existem. Um dia lançarei um livro de uma página com um desses poemas. Meu editor (se eu tivesse um) provavelmente ficaria felicíssimo. Quanto à duração, o tempo que levo para dar uma poesia por terminada é muito variável: pode ser de horas, dias, meses, anos, até. Recentemente dei por concluído um poema que inicie há 3 anos. Não tenho pressa para terminar uma poesia. Sei que isto pode estar ligado a uma característica de perfeccionismo, que carrego comigo, mas não há nenhum problema quanto a isso. É uma característica minha, é um detalhe meu, uma daquelas coisas que me distinguem dos outros seres humanos.

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João Antônio Pereira Por isso, não tomo este ensaio como um trabalho científico, onde se demonstra alguma técnica de escrita a ser seguida por todos os que querem escrever. Longe disso, serve apenas como testemunho do ofício de um poeta diante de sua matéria: a poesia. É um livro para apreciação, para estudo, não para servir de modelo. Assim, fica livre o leitor tanto para criticar quanto para leválo em consideração. Até a mesmo a poesia que é apresentada pode ser relativizada quanto a valores estéticos, gramaticais, de universalidade, e outros. A obra artística é sempre relativa, pois depende, e muito, do estado de espírito daquele para quem ela é apresentada. O leitor verá que, ao final, a poesia não é assinada por mim, mas por uma certa Clarice Almada. Isto merece uma explicação. De alguns anos para cá, tornei-me, digamos, meio esquizofrênico e minhas poesias passaram a ser assinadas por outras pessoas. Assim, além da Clarice (que é uma poetisa lindíssima, originária da Espanha, da cidade de Granada. Tem a pele morena, os cabelos bem pretos, o olhar marcante, decidido, o corpo escultural - se ela existisse, eu casava com ela!), assinam meus poemas um senhor chamado Pero Vás, um rapaz, de meia idade, de nome Salim Muleke e outro, de nome Autista Baptista. Todos esses que em mim habitam, têm seus estilos próprios, seus temas preferidos, seu olhar individual para o mundo, sua forma distinta de perceber o que vem de fora. Têm, inclusive, biografia própria. Depois da percepção desse “povo” todo que mora dentro de mim, não achei mais justo que assinasse meus textos com o meu nome, porque raramente era “eu” quem estava “poetando”. Então, deixo à psiquiatria o trabalho de desvendar desse mistério. Para mim, isso tem servido muito bem: ajuda a explicarme. E vamos ao texto.

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12 de outubro de 2011 (Poesia 1.0)


Escrever Poesia

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[Tudo o que fiz fiz-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face.]

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João Antônio Pereira

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Tudo o que fiz fiz-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face. [Tudo o que fiz, fiz-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fiz-lo para sempre]

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19:31

Escrever Poesia Tudo o que fiz fiz-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fiz-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fiz-lo para sempre [mesmo diante do espanto]

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João Antônio Pereira

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Tudo o que fiz, fiz-lo na tua frente, [mesmo] diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fiz-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fiz-lo para sempre mesmo diante do espanto

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19:32

Escrever Poesia Tudo o que fiz, fiz-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fiz-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fiz-lo para sempre [pouco a pouco,] (mesmo diante do espanto)

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João Antônio Pereira

19:32

Tudo o que fiz, fiz-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fiz-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fiz-lo para sempre pouco a pouco [e de repente,]

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Escrever Poesia Tudo o que fiz, fiz-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fiz-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fiz-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, [até que muito se tornasse.]

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João Antônio Pereira

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Tudo o que fiz, fiz-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fiz-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fiz-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. [Tudo o que fiz, fiz-lo por amor: por amor a ti, por amor a mim,]

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Escrever Poesia Tudo o que fiz, fiz-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fiz-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fiz-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fiz-lo por amor: por amor a ti, por amor a mim, [pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse.]

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Tudo o que fiz, fi(z)-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi(z)-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fi(z)-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi(z)-lo por amor: por amor a ti, por amor a mim, pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse.

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19:37

Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: (por amor a ti, por amor a mim,) pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse.

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Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. [E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Mas não é preciso, mais, agora]

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Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Mas não é preciso, mais, agora, [depois que foste.]

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Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. [] Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. [] Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. [] Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. [] E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Mas não é preciso, mais, agora, depois que foste.

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Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face.

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Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. [Mas não mais será preciso, visto que agora já passaste.] (Mas não é preciso, mais, agora, depois que foste.)

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João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe.

19:42

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Mas não mais será preciso, visto que agora já [te foste] (passaste.) [Nada mais farei, então,]

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Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face.

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Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Mas não mais será preciso, visto que agora já te foste. Nada mais farei, então, [pois o que quer que eu fizesse]

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João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe.

19:47

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Mas não mais será preciso, visto que agora já te foste. Nada mais farei, [agora] (então, pois o que quer que eu fizesse)

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Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face.

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Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. (Mas não mais será preciso, visto que agora já te foste. Nada mais farei, agora,)

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João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe.

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Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. [Desde o presente de agora até que o futuro em presente se tornasse.]

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Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face.

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Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Desde de [este] (o presente) de agora até que o futuro em presente se tornasse.

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João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe.

19:50

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se [agora] (de novo) precisasse. Desde de este de agora até que o futuro em presente se tornasse.

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Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face.

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Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se [de novo] (agora) precisasse. Desde de este de agora até que o futuro em presente se tornasse.

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João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe.

19:51

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Desde de este agora até [aquele outro] (que o futuro) [que por] (em presente se tornasse.)

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Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face.

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Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Desde de este agora até aquele outro que por [hora chamamos futuro,]

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João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe.

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Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Desde de este agora até aquele outro que por hora chamamos futuro, mas depois diremos: Agora.

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Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face.

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Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Desde de [o presente de] (este) agora até aquele outro que por hora chamamos futuro, mas depois diremos: Agora.

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João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, mesmo diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe.

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Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Desde de o presente de agora até aquele outro [que espararíamos que chegasse.] (que por hora chamamos futuro, mas depois diremos: Agora.)

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13 de outubro de 2011 (Poesia 2.0)


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, (mesmo) diante do espanto estampado em tua face.

01:03

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que este também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Desde de o presente de agora até aquele outro que espararíamos que chegasse.

50


João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que (este) também passe.

01:03

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Desde de o presente de agora até aquele outro que espararíamos que chegasse.

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Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face.

01:04

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer [que fosse] (que fosse) o amor que se amasse. E faria tudo de novo, se de novo precisasse. Desde de o presente de agora até aquele outro que espararíamos que chegasse.

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João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que também passe.

01:05

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, [de novo], tudo (de novo,) se de novo precisasse. Desde de o presente de agora até aquele outro que espararíamos que chegasse.

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Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face.

01:05

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde de o presente de agora até aquele outro que espe(a)raríamos que chegasse.

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João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que também passe.

01:06

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde de o presente de agora até aquele outro que [assim seria chamado quando chegasse.] ( esperaríamos que chegasse.)

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Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face.

01:07

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde de o presente de agora até aquele outro que [presente] (assim) seria chamado quando [presente se tornasse] (chegasse).

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João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que também passe.

01:08

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde de o presente de agora até aquele outro, [que está lá no futuro,] (que presente seria chamado) quando presente se tornasse.

57


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face.

01:08

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde (de) o presente de agora até aquele outro, que está lá no futuro, quando presente se tornasse.

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João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que também passe.

01:08

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que (está) lá no futuro [mora], quando presente se tornasse.

59


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face.

01:09

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que lá no futuro mora, quando presente se tornasse. [Porque tudo o que faço, faço para sempre]

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João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que também passe.

01:12

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que lá no futuro mora, quando presente se tornasse. Porque tudo o que faço, faço[-o] para sempre,

61


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face.

02:20

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é até que também passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que lá no futuro mora., (quando presente se tornasse.) Porque tudo o que faço, faço-o para sempre,

62


João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é [e será até que] (até que também) passe.

02:22

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que lá no futuro mora. Porque tudo o que faço, faço-o para sempre,

63


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face.

02:22

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é e [que] será até que passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que lá no futuro mora. Porque tudo o que faço, faço-o para sempre,

64


João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é e que será até que passe.

02:24

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que lá no futuro mora. [Mas não será mais preciso que tanto, tanto faça...] (Porque tudo o que faço, faço-o para sempre,)

65


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face.

13:20

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é e que será até que passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que lá no futuro mora. Mas não será mais preciso que tanto, tanto faça...

66


João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é e que será até que passe.

13:23

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que lá no futuro mora. Mas não será mais preciso que tanto, tanto faça... [No presente em que vivo fazer]

67


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face.

13:24

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é e que será até que passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que lá no futuro mora. Mas não será mais preciso que tanto, tanto faça... No presente em que vivo [o fazer perdeu a sua graça.]

68


João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é e que será até que passe.

13:24

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que lá no futuro mora. Mas não será mais preciso que tanto, tanto faça... No presente em que vivo o fazer perdeu a (sua) graça.

69


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto [mudo] estampado em tua face.

13:25

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é e que será até que passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que lá no futuro mora. Mas não será mais preciso que tanto, tanto faça... No presente em que vivo o fazer perdeu a graça.

70


João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto mudo estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é (e ) que será até que passe.

13:25

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que lá no futuro mora. Mas não será mais preciso que tanto, tanto faça... No presente em que vivo o fazer perdeu a graça.

71


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto mudo estampado em tua face.

13:26

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é que será até que passe. Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que [em] muito se tornasse. Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que lá no futuro mora. Mas não será mais preciso que tanto, tanto faça... No presente em que vivo o fazer perdeu a graça.

72


João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto mudo estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é que será até que passe.

13:26

Porque tudo o que fiz, fi-lo para sempre, pouco a pouco e de repente, até que em muito se tornasse. (Tudo o que fiz, fi-lo por amor: pelo amor qualquer que fosse o amor que se amasse. E faria, de novo, tudo, se de novo precisasse. Desde o presente de agora até aquele outro, que lá no futuro mora. Mas não será mais preciso que tanto, tanto faça... No presente em que vivo o fazer perdeu a graça.)

73


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto mudo estampado em tua face.

13:26

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é que será até que passe. [Pois] (Porque) tudo o que fiz, fi-lo para sempre:, pouco a pouco e de repente, até que em muito se tornasse.

74


João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto mudo estampado em tua face.

Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: pouco a pouco e [aos pedaços] (de repente), até que em muito se tornasse.

75

13:27

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é que será até que passe.


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto mudo estampado em tua face.

13:28

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde aquele que já foi até este que ainda é que será até que passe. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: pouco a pouco e aos pedaços, até que em muito se tornasse.

76


João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto mudo estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: (desde aquele que já foi) até este que ainda é [e] que [o] será até que passe.

13:45

Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: pouco a pouco e aos pedaços, até que em muito se tornasse.

77


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto mudo estampado em tua face.

22:24

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será até que passe. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: pouco a pouco e aos pedaços, até que em muito se tornasse.

78


João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto mudo estampado em tua face. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que [é] ainda (é) e que o será [eternamente] (até que passe).

22:25

Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: pouco a pouco e aos pedaços, até que em muito se tornasse.

79


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto mudo estampado em tua face.

22:26

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que é ainda e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: [aos poucos] (pouco a pouco) e aos pedaços, até que em muito se tornasse.

80


João Antônio Pereira Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto mudo estampado em tua face.

Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até que [inteiro se] (em muito se) tornasse.

81

22:27

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que é ainda e que o será eternamente.


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto mudo estampado em tua face.

22:28

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que é ainda e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até que inteiro se tornasse. [Agora ]

82


14 de outubro de 2011 (Poesia 3.0)


Escrever Poesia Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto mudo [de tua presença ausente] (estampado em tua face.)

02:32

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que é ainda e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até que inteiro se tornasse. Agora

86


João Antônio Pereira [AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS] Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente, diante do espanto mudo de tua presença ausente.

02:33

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que é ainda e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até que inteiro se tornasse. Agora

87


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente:, diante do espanto mudo [do teu instante] (de tua presença) ausente.

02:34

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que é ainda e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até que inteiro se tornasse. Agora

88


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do [espelho] (espanto) mudo do teu [olhar] (instante) ausente.

02:34

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que é ainda e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até que inteiro se tornasse. Agora

89


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

02:36

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que é ainda e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, [até formar-se inteiramente] (até que inteiro se tornasse). Agora [que está feito,]

90


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

02:37

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que é ainda e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Agora que está feito, [estando tudo bem sonhado,]

91


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

02:52

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que é ainda e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Agora que está feito, estando tudo bem sonhado, [vou-me desfolhando aos poucos nem sei ]

92


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

02:54

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que é ainda e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Agora que está feito, estando tudo bem sonhado, [deixo-me] (vou-me desfolhando aos poucos nem sei)

93


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

02:55

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que (é) ainda [é] e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Agora que está feito, estando tudo bem sonhado, deixo-me

94


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

02:55

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. [Estando agora] (Agora que está) feito, (estando) tudo bem sonhado, deixo-me

95


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

02:56

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Estando agora feito, tudo [o que foi] (bem) sonhado, [entrego-me desfeito] (deixo-me )

96


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

02:57

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Estando agora feito tudo o que foi sonhado, [encontro](entrego)-me desfeito

97


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

02:58

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Estando agora feito tudo o que foi sonhado, (encontro-me desfeito)

98


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

02:59

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Estando agora feito tudo o que foi sonhado, [entrego-me tristemente ao descuido do teu cuidado.]

99


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

03:01

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Estando agora feito tudo o que foi sonhado, entrego-me tristemente ao descuido do teu cuidado. [E nem questiono se sou feliz,]

100


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

03:01

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Estando agora feito tudo o que foi sonhado, entrego-me tristemente ao descuido do teu cuidado. E nem [sinto] se (questiono) [estou] (sou) feliz,

101


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

03:02

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Estando agora feito tudo o que foi sonhado, entrego-me [presente] (tristemente) ao descuido do teu cuidado. E nem sinto se estou feliz,

102


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

03:02

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Estando agora feito tudo o que foi sonhado, entrego-me presente ao descuido do teu cuidado. E nem sinto se estou feliz, [nem]

103


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

03:54

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. (Estando agora feito tudo o que foi sonhado, entrego-me presente ao descuido do teu cuidado.) E nem sinto se estou feliz, nem

104


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

03:54

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. E nem sinto se estou feliz, [ou triste, ou indiferente.] (nem )

105


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

03:55

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. E nem sinto se estou feliz, ou triste, ou indiferente. [Sinto que apenas fiz]

106


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:56

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. [Não fiz-me, porém,] (E nem sinto se estou) feliz., (ou triste, ou indiferente. Sinto que apenas fiz)

107


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:57

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: até este que ainda é e que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Não fiz-me, porém, feliz. [Fiz-me apenas aparente.]

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15 de outubro de 2011 (Poesia 4.0)


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:37

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: [desde] (até) este que ainda é, [até o que] (e que o) será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Não fiz-me, porém, feliz. Fiz-me apenas aparente.

112


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

09:00

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até o que [o] será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Não fiz-me, porém, feliz. Fiz-me apenas aparente.

113


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

09:10

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até o que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Não fiz-me, porém, feliz. Fiz-me apenas aparente. [Conservado sob o verniz de uma existência transparente.]

114


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

09:12

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até [aquele que] (o que) o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Não fiz-me, porém, feliz. Fiz-me apenas aparente. Conservado sob o verniz de uma existência transparente.

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Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

09:13

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Não fiz-me, porém, feliz. Fiz-me apenas aparente. Conservado sob o verniz de uma existência transparente. [Por isso que não mostro a obra da minha vida:]

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

09:14

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Não fiz-me, porém, feliz. Fiz-me apenas aparente[:] ( . ) [c](C)onservado sob o verniz de uma existência transparente. Por isso que não mostro a obra da minha vida:

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Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

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Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Não fiz-me, porém, feliz[,] ( . ) [f](F)iz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. Por isso que não mostro a obra da minha vida:

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

09:26

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. Por isso que não mostro a obra da minha vida: [falta-lhe um rosto]

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Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, até formar-se inteiramente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. Por isso que não mostro a obra da minha vida: [faz-lhe muita falta] (falta-lhe) um rosto

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, [racional ou incoerente] (até formar-se inteiramente.) Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. Por isso que não mostro a obra da minha vida: faz-lhe muita falta um rosto

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09:42

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente.


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

09:48

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. Por isso que não mostro a obra da minha vida: faz-lhe muita falta um rosto, [e uma forma definida.]

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:09

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. Por isso que não mostro a obra da minha vida: [falta-lhe que lhe ponham] (faz-lhe muita falta) um rosto [que lhe dêem] (e) uma forma definida.

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10:10

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. Por isso que não mostro a obra da minha vida: falta-lhe que lhe ponham um rosto que lhe dêem uma forma definida. [Por que tu não o faz? perguntam-me alguns.]

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:11

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. Por isso que não mostro a obra da minha vida: falta-lhe que lhe ponham um rosto que lhe dêem uma forma definida. (Por que tu não o faz? perguntam-me alguns.)

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Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:11

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. Por isso que não mostro a obra da minha vida: falta (-lhe) que lhe ponham um rosto que lhe dêem uma forma definida.

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:14

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. Por isso que não mostro a obra da minha vida: falta que lhe ponham um rosto que lhe dêem uma forma definida. [E não posso terminá-la, pois não fui eu que a iniciei. Fi-la como mandaram,]

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10:16

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. Por isso que não mostro a obra da minha vida: falta que lhe ponham um rosto que lhe dêem uma forma definida. E não posso terminá-la, [não foi por mim] (pois não fui eu) que a iniciei. [Apenas f](F)i-la como mandaram,

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:16

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. Por isso que não mostro a obra da minha vida: falta que lhe ponham um rosto que lhe dêem uma forma definida. E não posso terminá-la, não foi por mim que a iniciei. Apenas fi-la como mandara(m),

129


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:29

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. Por isso que não mostro a obra da minha vida: falta que lhe ponham um rosto que lhe dêem uma forma definida. (E não posso terminá-la, não foi por mim que a iniciei. Apenas fi-la como mandara)

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:29

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. (Por isso que não mostro a obra da minha vida: falta que lhe ponham um rosto que lhe dêem uma forma definida.)

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10:45

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conserv[o-me](ado) sob o verniz de uma existência transparente.

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:50

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conserv[ado](o-me) sob o verniz de uma existência transparente.

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Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:14

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservado sob o verniz de uma existência transparente. [Neste palco sem cortinas no qual me assistes da primeira fila]

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:15

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservad[a](o) sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual me assistes da primeira fila,

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Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:17

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, (me assistes) da primeira fila, [me assistes,]

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:17

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, [aplaudes os passos da bailarina e não vês ]

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Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:18

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes os passos da bailarina e não vês [seus olhos tristes.]

138


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:20

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes os passos da bailarina [mas] (e) não vês seus olhos tristes.

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Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:21

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes os passos da bailarina mas não vês seus olhos tristes. [Próximo do final do ato, repito o ato]

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:22

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes os passos da bailarina mas não vês seus olhos tristes. Próximo do final do ato, repito [tudo o que sempre fiz e] (o ato)

141


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:22

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes os passos da bailarina mas não vês seus olhos tristes. Próximo do final do ato, repito tudo o que sempre fiz e [aos poucos e aos pedaços]

142


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:23

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes os passos da bailarina mas não vês seus olhos tristes. Próximo do final do ato, repito tudo o que sempre fiz e aos poucos e aos pedaços [como um cisne, morro infeliz.]

143


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:24

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes os passos da bailarina mas não vês seus olhos tristes. Próximo do final do ato, repito tudo o que sempre fiz: (e) aos poucos e aos pedaços como um cisne, morro infeliz.

144


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:26

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes (os passos d) a bailarina mas não vês seus olhos tristes. Próximo do final do ato, repito tudo o que sempre fiz: aos poucos e aos pedaços como um cisne, morro infeliz.

145


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:27

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes a bailarina mas não vês seus olhos tristes. Próximo do final do ato, repito tudo o que (sempre) fiz: aos poucos e aos pedaços como um cisne, morro infeliz.

146


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:27

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes a bailarina mas não vês seus olhos tristes. Próximo do final do ato, repito tudo o que fiz[,] ( : ) [e] aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.

147


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:28

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes a bailarina [de quem não] (mas não) vês [os] (seus) olhos tristes. Próximo do final do ato, repito tudo o que fiz, e aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.

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17 de outubro de 2011 (Poesia 5.0)


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

23:18

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxim[a](o) do ato final (do ato), [revejo] (repito) tudo o que fiz, e aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.

152


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

23:23

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do ato final, [com a coragem de uma aprendiz] (revejo tudo o que fiz,) [arrisco um salto mortal] (e aos poucos e aos pedaços,) [e desfaço tudo o que fiz!] (como um cisne, morro infeliz.)

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Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

23:24

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do ato final, com a coragem de uma aprendiz, arrisco um salto mortal e [sorrindo] desfaço tudo o que fiz!

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18 de outubro de 2011 (Poesia 6.0)


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:40

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do ato final, (com a coragem de uma aprendiz, arrisco um salto mortal e sorrindo desfaço tudo o que fiz!) [revejo tudo o que fiz, e aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.]

158


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:41

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do [final do ato] (ato final), revejo tudo o que fiz, e aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.

159


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:41

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do final do ato, [decido o passo que nunca fiz] (revejo tudo o que fiz,) e aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:42

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do final do ato, decido [dar] o passo que nunca fiz, e aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.

161


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:45

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste [teatro] (palco) sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do final do ato, decido dar o passo que nunca fiz, e aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.

162


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:45

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste [palco] (teatro) sem cortinas, no qual, da primeira fila, me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do final do ato, decido dar o passo que nunca fiz, e aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.

163


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:46

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, [à frente do qual] (no qual, da primeira fila), me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do final do ato, decido dar o passo que nunca fiz, e aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.

164


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:46

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, à frente do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do [ato final] (final do ato), decido dar o passo que nunca fiz, e aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.

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Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:47

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, à frente do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do ato final, [ao] (decido dar o passo que nunca fiz), e aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.

166


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:47

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, à frente do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do ato final, ao [pé do último passo], e aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.

167


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:49

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, à frente do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do ato final, ao [movimento] (pé) do último passo, e aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.

168


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:50

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, à frente do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do ato final, ao [preparar] (movimento) do último passo, e aos poucos e aos pedaços, como um cisne, morro infeliz.

169


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:51

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, à frente do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do ato final, ao preparar do último passo, [decido um salto mortal] (e aos poucos e aos pedaços), como um cisne, morro infeliz.

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:52

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, à frente do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do ato final, ao preparar do último passo, decido [por] um salto mortal como um cisne, morro infeliz.

171


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:53

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, à frente do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do ato final, ao preparar do último passo, decido por um salto mortal [e sufoco o amor nos meus braços.] (como um cisne, morro infeliz.)

172


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:55

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, à frente do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do ato final, ao preparar do último passo, decido por um salto mortal e [quebro] (sufoco) o amor nos meus braços.

173


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:55

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, [diante] (à frente) do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Próxima do ato final, ao preparar do último passo, decido por um salto mortal e quebro o amor nos meus braços.

174


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:56

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. [Ao rufar do] (Próxima) do ato final, ao preparar do último passo, decido por um salto mortal e quebro o amor nos meus braços.

175


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:56

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Ao rufar do do ato final, [na indecisão] (ao preparar) do último passo, decido por um salto mortal e quebro o amor nos meus braços.

176


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:56

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Ao rufar (do) do ato final, na indecisão do último passo, decido por um salto mortal e quebro o amor nos meus braços.

177


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:57

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Ao rufar do ato final, na indecisão do último passo, decido (por) um salto mortal e quebro o amor nos meus braços.

178


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:57

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Ao rufar do ato final, na indecisão do último passo, decido um salto mortal e [sufoco] (quebro) o amor nos meus braços[!] (.)

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Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:58

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Ao [abrir] (rufar) do ato final, na [preparação] (indecisão) do último passo, decido um salto mortal e sufoco o amor nos meus braços!

180


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

08:59

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não fiz-me, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Ao abrir do ato final, na preparação do último passo, decido um salto mortal e sufoco [a vida] (o amor) [em] (nos) meus braços!

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Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

09:00

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não [me fiz] (fiz-me), porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Ao abrir do ato final, na preparação do último passo, decido um salto mortal e sufoco a vida em meus braços!

182


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

09:04

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Ao abrir do ato final, na preparação do último passo, decido um salto mortal e [reclamo] (sufoco) a vida em meus braços!

183


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:12

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. Ao abrir do ato final, na preparação do último passo, decido [por] um salto mortal e reclamo a vida em meus braços!

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João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:18

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. [No encerramento] (Ao abrir) do ato final, na preparação do último passo, decido por um salto mortal e reclamo a vida em meus braços!

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Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:18

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. No encerramento do ato final, [ao rumor] (na preparação) do último passo, decido por um salto mortal e reclamo a vida em meus braços!

186


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:20

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. No encerramento do ato final, ao rumor do último passo, decido por um salto mortal e [me lanço inteira em teus braços] (reclamo a vida em meus braços)!

187


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:21

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. No encerramento do [último ato] (ato final), ao rumor do último compasso, decido por um salto mortal e me lanço inteira em teus braços!

188


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:23

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. No encerramento do último ato, ao rumor do último [movimento] (compasso), decido por um salto mortal e me lanço inteira em teus braços!

189


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:27

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes. (No encerramento do último ato, ao rumor do último movimento, decido por um salto mortal e me lanço inteira em teus braços!)

190


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:27

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina [a] (de) quem não vês os olhos tristes.

191


22 de outubro de 2011 (Poesia 7.0)


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

01:50

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Neste palco sem cortinas, diante do qual me assistes, aplaudes a bailarina [de] (a) quem não vês os olhos tristes.

194


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:09

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. [Esta que aqui vês] (Neste palco sem cortinas,) Não é aquela que aqui está. (diante do qual me assistes,) aplaudes a bailarina de quem não vês os olhos tristes.

195


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:09

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Esta que aqui vês Não é aquela que aqui está. [Esta viveu na viuvez,] (aplaudes a bailarina) [aquela morreu] (de quem não vês os olhos tristes.)

196


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:10

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Esta que aqui vês [n](N)ão é aquela que aqui está. Esta viveu na viuvez, aquela morreu

197


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:10

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Esta que aqui vês não é aquela que aqui está. Esta vive(u) na viuvez, aquela morreu

198


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:10

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Esta que aqui vês não é aquela que aqui está. Esta vive na viuvez, aquela morreu [de amar].

199


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:10

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. (Esta que aqui vês não é aquela que aqui está. Esta vive na viuvez, aquela morreu de amar.)

200


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:22

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. [Esta integridade cega que construí para que me visses é a mesma que me nega]

201


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:26

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Esta integridade cega que construí para que (me) visses é a mesma que me nega [sorte melhor do que ser triste.]

202


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:28

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Esta integridade cega que construí para que visses é a mesma que me nega sorte melhor do que ser triste. [Aos poucos e aos pedaços retiro-me de tua vida,]

203


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

10:33

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Esta integridade cega que construí para que visses é a mesma que me nega sorte melhor do que ser triste. Aos poucos e aos pedaços retiro-me de tua vida, [sem mais força, sequer, nos braços para acenar à despedida.]

204


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

11:49

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Esta integridade cega que construí para que visses, é a mesma que me nega sorte melhor do que ser triste. Aos poucos e aos pedaços retiro-me de tua vida, sem mais força, sequer, nos braços para acenar à despedida.

205


23 de outubro de 2011 (Poesia 8.0)


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

01:42

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Esta integridade cega que construí para que visses, é a mesma que me nega sorte melhor do que ser triste. Aos poucos e aos pedaços [desfaço-me em] (retiro-me de) tua vida, sem mais força, sequer, nos braços para acenar à despedida.

208


27 de outubro de 2011 (Poesia 9.0)


Escrever Poesia AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente.

15:14

Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente. Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Esta integridade cega que construí para que visses, é a mesma que me nega sorte melhor do que ser triste. Aos poucos e aos pedaços desfaço-me em tua vida, sem mais força, sequer, nos braços para acenar[-te] à despedida. [Clarice Almada]

212


27 de outubro de 2011 Texto Definitivo (Poesia 10.0)


João Antônio Pereira AOS POUCOS E AOS PEDAÇOS Tudo o que fiz, fi-lo na tua frente: diante do espelho mudo do teu olhar ausente. Tudo o que fiz, fi-lo no presente: desde este que ainda é, até aquele que o será eternamente.

15:15

Pois tudo o que fiz, fi-lo para sempre: aos poucos e aos pedaços, racional ou incoerente. Não me fiz, porém, feliz, fiz-me apenas aparente: conservada sob o verniz de uma existência transparente. Esta integridade cega que construí para que visses, é a mesma que me nega sorte melhor do que ser triste. Aos poucos e aos pedaços desfaço-me em tua vida, sem mais força, sequer, nos braços para acenar-te à despedida. Clarice Almada

217


fim

Escrever Poesia - O Livro  

Ensaio onde se discute o ofício de escrever poesia.