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Carmo da Mata, Minas Gerais

18 de Novembro de 2011

Ano 1 - Nº 14

Editor: Thiago Góis

Informações precisas, bem apuradas e com credibilidade

Mulher mais velha da cidade morre aos 108 Maria Rufina faleceu na noite do último domingo, 13, vítima de várias complicações de saúde PÁGINA 03

emerson rabêlo

Homem é preso por porte ilegal de armas e agressão contra esposa e sogra

PÁGINA 03

Confira a cobertura fotojornalística do 1º Fashion Night de Carmo da Mata Páginas 04 e 05

Carmo da Mata, 18 de Novembro de 2011


Jornal A Notícia

Editorial / Opinião

Editorial

casosereflexoes.blogspot.com Leonardo

Júnia

Alves

Empresas do setor mineral/siderúrgico versus comunidades: conflitos de interesses em Minas Gerais

Um feriado sem sentido Thiago Góis

Editor Chefe Jornal A Notícia

Há quem diga que, nos tempos atuais, os feriados começaram a perder o seu valor simbólico e, sobretudo, cultural. E, a rigor, estas pessoas têm razão. Lembro, como se fosse hoje, o período em que estava nos primeiros anos do ensino fundamental e nós, alunos, éramos acostumados a cantar os hinos da nação, cidade e escola. Participávamos de desfiles cívicos e outras atividades relacionadas à nação e à cidadania. Não entendíamos muito bem o real motivo daquelas atividades, porém, hoje, posso afirmar que aprendemos a ter amor à pátria e, também, a praticar o patriotismo. Chegamos ao atual momento, onde não se vê uma educação voltada para este fim. Não é comum vermos estas manifestações, de amor à pátria, em nossa sociedade. O nosso patriotismo é Há vários anos visto apenas nos momentos de não se vê um desfile competições, como a Copa do Mundo ou na comemoração da cívico em Carmo da Independência do país, no dia 07 Mata. Como aconde setembro, que também já per- teceu no dia 07 de deu a sua essência. Há vários anos não se vê um setembro, neste dia desfile cívico em Carmo da Mata. 15 de novembro, Como aconteceu no dia 07 de se- terça-feira, não foi tembro, neste dia 15 de novem- diferente, pois a cibro, terça-feira, não foi diferente, dade ficou vazia e pois a cidade ficou vazia e sem sem brilho. Um febrilho. Um feriado parado e sem explicação do real motivo de, riado parado e sem nesta data, não haver expediente explicação do real de trabalho na maioria dos esta- motivo de, nesta belecimentos do município. data, não haver exPara explicar o motivo da pediente de trabacomemoração desta data, retomei as aulas de história do en- lho na maioria dos sino fundamental e do ensino estabelecimentos superior. Nós devemos esse dia do município. de descanso ao Marechal Deodoro da Fonseca, militar e político brasileiro, que, no dia 15 de novembro de 1889, proclamou a República Brasileira, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil e pondo fim à soberania de Dom Pedro II. Porém, nesta última terça, a sociedade deixou o simbolismo da data e aproveitou para se manifestar em diversos pontos do país contra a corrupção que tanto atrasa os avanços da nossa nação. A manifestação, que também ocorreu na capital do nosso estado, cobrou uma imediata aprovação da Lei da Ficha Limpa, cujo julgamento está em curso no STF, além de exigir o voto aberto no Congresso Nacional, o limite à imunidade parlamentar e o aumento das penas e agilização dos processos na justiça. Uma atitude que, com toda certeza, mostra a preocupação do povo contra as diversas coisas que estão erradas em nosso país. Que as atitudes de civismo e de cidadania, cobrando os nossos direitos e cumprindo os nossos deveres, não sejam esquecidas. Pois vejo que, a cada ano, o sentido de ser brasileiro em Carmo da Mata e em tantas outras cidades começou a perder o seu estigma e, sobretudo, a cair no esquecimento. É preciso que pratiquemos mais momentos de patriotismo. Só assim valorizaremos a nossa nação.

Geógrafo Grandes jazidas de minérios de ferro, manganês, bauxita, entre outros, estão presentes no estado de Minas Gerais, e representam uma importante fatia das exportações mineiras. Um bom número de siderúrgicas também se faz presente no estado, gerando empregos para a população e renda para os municípios onde estão instaladas. Entretanto, tais atividades causam altos impactos ao meio ambiente e às comunidades que estão situadas no seu entorno. As empresas mineradoras, por exemplo, revolvem grandes extensões de solo em busca de minérios, fato esse que colabora para o aumento da erosão e transporte de sedimentos para dentro dos cursos d’água, o que causa o assoreamento dos mesmos e contribui para a ocorrência de enchentes e inundações. As siderúrgicas lançam partículas sólidas e gases tóxicos na atmosfera, e produtos químicos líquidos nos cursos d’água, comprometendo, assim, a saúde e a qualidade de vida dos moradores das proximidades. Além disso, tanto as mineradoras quanto as siderúrgicas dependem de grande quantidade de energia elétrica, o que tem levado tais empresas a construir suas próprias usinas hidrelétricas, fato esse que foi mencionado na coluna da edição anterior, e gerado constantes conflitos com a população atingida. Sempre que se pretende instalar um empreendimento mineral, siderúrgico ou hidrelétrico em alguma área são convocadas audiências públicas para consultar a população sobre a viabilidade da implantação do empreendimento. Na maioria das vezes, as associações de moradores e Organizações Não-Governamentais (ONG’s) levantam-se contra a instalação de tais atividades, o que desencadeia o início dos conflitos, na justiça, entre a organização civil e as empresas. No Brasil, existe o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que é uma organização que presta assistência às comunidades atingidas pela inundação necessária ao enchimento dos reservatórios das usinas hidrelétricas. A Comissão Pastoral da Terra (CPT), organização da Igreja Católica, também presta assistência aos atingidos pelas barragens. Na Zona da Mata Mineira, essas duas organizações são bastante atuantes, pois, na região, existem muitas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH’s) já instaladas e um bom número de projetos para instalação, que são fortemente criticados pelo MAB, pela CPT, e pelas comunidades afetadas. Os conflitos entre as empresas do setor mineral/siderúrgico e as comunidades é um dilema complicado, pois, por um lado, tais empresas trabalham com produtos que são necessários ao nosso cotidiano, além de gerar empregos e renda. Mas, por outro lado, causam uma série de impactos negativos ao meio ambiente e à população, que, do meu ponto de vista, tem o direito de se organizar e lutar em prol de suas moradias, de seu vínculo com o lugar, e de um meio ambiente mais adequado à saúde e qualidade de vida.

Jornal A Notícia Empresa Jornalística 11.981.506/0001-45 Praça Marechal Deodoro, Loja 05. Estação. Carmo da Mata/MG. CEP 35547-000 Thiago César de Góis - MTB 36586 MG Thiago Góis

Redação: Emerson Rabêlo/emersonrabelo05@gmail.com Diagramação/ José Luis Rojas / 037-91286078 joseluisroj@gmail.com Design: 037-3383-1469 / jornalismo.thiago@yahoo.com.br Fale com 037-9137-9066 / redacaoanoticia.cm@gmail.com o Jornal: Departamento Elisângela Maísa de Oliveira Administrativo: Sindicato dos Jornalistas Profissionais Aparato do Estado de Minas Gerais Jurídico: “As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e necessariamente não refletem a opinião do jornal”

Carmo da Mata, 18 de Novembro de 2011

Olhos Alheios Professora

EXPEDIENTE CNPJ: Endereço: Jornalista Responsável: Editor:

Paixão

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Qual a importância que a opinião dos outros tem em nossas vidas? Quando falo “os outros”, não me refiro àquelas pessoas que nos são caras e para as quais devemos alguma explicação; falo dos outros mesmo, das pessoas que nos rodeiam e que convivemos mesmo que não tenha sido nossa escolha. Desde muito cedo ouvimos a expressão “o que os outros vão dizer?” e acabamos pautando nossas atitudes, mesmo inconscientemente, por ela. Fazemos uma ginástica danada para viver de acordo com o que queremos e, ao mesmo tempo, agradar aos outros, ou pelo menos não desagradar muito. Em todos os lugares funciona assim, têm sempre outros de olho em nossa vida, mas em uma pequena cidade esse universo de olhos atentos nos vigiando os passos, é infinitamente maior. É uma queixa recorrente, principalmente entre os jovens, a mania que muitas pessoas têm de apontar, julgar atitudes, condenar, absolver, discordar e não raro inventar coisas a respeito de vidas, sem que essas tenham sequer algum tipo de proximidade. O fato é que se somos observados, também observamos. E é muito difícil não fazer juízos sobre aqueles à nossa volta, mas podemos guardar nossas impressões e não soprá-las ao vento. Uma das poucas coisas que não tem volta nessa vida é exatamente a palavra dita. A partir do momento que ela sai de nossa boca, não mais nos pertence e perdemos o controle. E as palavras ditas, são nossa tradução. O que dizemos e como fazemos isso está mostrando quem somos e o que vai por dentro de nós. Por isso devemos ter cuidado, não só com nossas palavras, mas com nossas atitudes. Não por que o outro pode dizer isso ou aquilo, mas sim porque quando nos expressamos, estamos mostrando ao mundo nossa essência. E o que somos é essencial na hora de julgar o outro, pois é em nosso filtro interno que esses julgamentos são processados. E se falamos levianamente dos outros, estamos abrindo o direito de falarem de nós da mesma maneira. Não tem como ser diferente. Só é respeitado quem sabe respeitar. Simples assim. Acredito que podemos viver em sociedade de uma forma tranquila e serena. Basta ser verdadeiro e usar a mesma medida para si e para os outros. Se eu posso, o outro pode. Uma das melhores formas de saber se estamos sendo justos, é se colocar no lugar do outro. Fazer não é tão fácil quanto falar, eu sei. Mesmo porque o ser humano é egoísta por natureza e vivemos, cada dia mais, uma cultura individualista. Mas é preciso exercitar até conseguir. Uma lei inexorável é a lei do espelho, tudo que enviamos volta a nós. E a colheita que queremos fazer é sempre compatível com as sementes que jogamos pelo nosso caminho. Acredito piamente nisso, e tento viver isso a cada dia. Não sem sofrer, não sem duvidar, não sem juntar os cacos de vez em quando e tentar de novo. Mas aprendi que nada é melhor para colher o respeito dos outros, do que se posicionar claramente sobre qualquer coisa, e é claro, corroborar opiniões com atitudes. Portanto, se alguém se posiciona, age com respeito ao próximo, se concentra no que realmente importa e não comete crimes, não há que temer “os outros”.


Jornal A Notícia

Gerais

Mulher mais velha da cidade morre aos 108 anos THIAGO GÓIS

Thiago Góis jornalismo.thiago@yahoo.com.br

Maria Rufina faleceu na noite do último domingo, 13, aos 108 anos de idade

O município de Carmo da Mata iniciou a semana de forma triste. Após pouco mais de 108 anos vivenciados na comunidade do Quilombo e, também, no município, Maria Rufina de Jesus, popular dona Rufina, que era considerada a moradora mais velha de Carmo da Mata, deu um adeus a toda sua família, amigos e conhecidos. Dona Rufina faleceu na noite do último domingo, 13, em sua residência. A ilustre moradora sofria

de várias complicações há alguns anos e, no último mês, se submeteu a uma cirurgia em um dos olhos. A moradora mais antiga da cidade, sempre que recebia visitas, contava histórias de Carmo da Mata sob o olhar do século passado. Como foi no final do mês de julho, quando a equipe de reportagem do A Notícia fez uma reportagem com Rufina contando um pouco de sua história. Rufina deixou filhos, netos, bisnetos e tataranetos, além de muitas histórias para serem contadas e recontadas nos próximos anos.

THIAGO GÓIS

Dona Rufina, junto de suas filhas Izolina de Jesus e Maria Auxiliadora de Jesus receberam, no final do mês de julho, a reportagem do A Notícia em sua residência com muita alegria e satisfação. Naquela época, ela ainda se encontrava fisicamente bem

Preso por bater em esposa e na sogra Carro capota e tira a vida de carmense Junto da prisão do agressor foi apreendido pela Polícia Militar um revólver calibre 22 THIAGO GÓIS

Emerson Rabêlo emersonrabelo05@gmail.com

Edilce dos Santos Barros denunciou seu genro, Valério Thiago de Faria Souza, conhecido "Carneirinho", por agressão a ela e, também, em sua filha

Thiago Góis jornalismo.thiago@yahoo.com.br

Um jovem foi preso após ter sido denunciado por agressão contra sua esposa e, também, sua própria sogra, na tarde de quinta-feira, 10. Valério Thiago de Faria Souza, “Carneirinho”, de 25 anos, foi preso após ter sido acusado de agredir e ameaçar a sua sogra com uma arma de fogo em sua

própria residência. Segundo a vítima, Edilce dos Santos Barros, as agressões iniciaram na quarta-feira, depois que ela tentou defender sua filha, Susane dos Santos Carvalho. “Por ele ser usuário de drogas e ter gastado todo o dinheiro das despesas, a minha filha foi tirar uma satisfação com o meu genro e ele, simplesmente, começou a agredi-la. Neste momento, eu busquei a defesa dela e

Além da violência doméstica, o infrator foi indiciado por portar uma arma de forma ilegal. A sua sogra afirma que ele usou a arma para ameaça-la de morte

ele pegou uma arma e começou a nos ameaçar e a me agredir”, contou Edilce Barros, com exclusividade, à reportagem do A Notícia. Ainda segundo ela, o seu genro pegou a arma e começou a dar coronhadas em sua cabeça, além de ameaçar, a todo momento, de tirar sua vida. De acordo com o sargento Sousa Filho, após a denúncia e a prisão do acusado, a PM e dois agentes da Polícia

Civil foram à residência, onde começaram a vasculhar o local a fim de encontrar a referida arma de fogo. Após as buscas, foi encontrado um revólver da marca Taurus, calibre 22, e um cachimbo utilizado para usar drogas, que foram apreendidos e encaminhados à delegacia do município. O agressor pode ser indiciado por porte ilegal de armas e agressão vida à mulher.

Um capotamento ocorrido na madrugada de domingo, 13, tirou a vida da carmense Siomara Lobato Freitas, de 44 anos, que conduzia um veículo na BR-367, entre as cidades de Itaobim e Itinga, no Vale do Jequitinhonha. Segundo informações da Polícia Militar Rodoviária, Siomara Lobato perdeu o controle da direção do veículo, que capotou várias vezes, na altura do quilômetro 216, em uma reta. Além de Siomara, outras quatro pessoas também estavam no carro. Todos estavam retornando da Festa da Manga, realizada em Itaobim. Um adolescente de 15 anos também faleceu no local do acidente. Um outro rapaz foi transferido para a cidade de Teófilo Otoni, com ferimentos graves.

Siomara trabalhava em uma escola do município de Itinga, onde residia há alguns anos. Seu corpo foi velado e sepultado no Cemitério Municipal de Carmo da Mata, na manhã de segunda-feira, 14. reprodução

A carmense Siomara Lobato faleceu após o capotamento do veículo que ela conduzia, quando voltava de Itaobim para Itinga, onde residia nos últimos anos

Motociclista morre após queda na BR-494 Thiago Góis jornalismo.thiago@yahoo.com.br

Um homem morreu na tarde do último domingo, 13, após se chocar contra uma barreira de proteção na BR-494, próximo ao Beira Rio. Cláudio Roberto Santiago, da cidade de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, conduzia uma moto

de 600cc, da marca Yamaha, modelo XJ6, junto de alguns amigos, quando perdeu o controle da motocicleta em uma curva e bateu contra uma barreira de proteção. O condutor morreu no local. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, Cláudio Roberto Santiago fraturou várias partes do corpo, e os ferimentos mais graves foram na

cabeça, o que fez com que ele morresse ainda no local. Segundo relatos de amigos que seguiam atrás do motociclista, Santiago guiava a moto tranquilamente e em baixa velocidade, mas, no momento em que ele fazia a curva, perdeu o controle, fazendo com que se acidentasse e viesse a morrer. A motocicleta teve apenas pequenos estragos.

thiago góis

Um motociclista morreu na tarde de domingo, próximo ao Beira Rio, após bater contra uma barreira de proteção na BR-494. Ele conduzia uma moto de 600 cc

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Sociais

Beleza e simpatia na passarela do Diamante Clube; fotos: patrícia betoni/thiago góis/emerson rabêlo

Thiago Góis jornalismo.thiago@yahoo.com.br

Mais de 50 jovens, entre homens e mulheres, participaram do 1º Fashion Night, que foi promovido pelo Diamante Clube e a empresa de eventos, Ronaldo Júnior produções e eventos, na noite do último sábado, 12.

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O evento, inédito na cidade, contou a participação de doze lojas, representadas por moças e rapazes, mostrando as grifes e modelos de roupas da estação primavera/verão 2011 e 2012. Nem a chuva foi suficiente para atrapalhar o brilhantismo da noite, que perdurou até a madrugada de domingo.

Após o desfile, a banda Vitrinny, da cidade de Divinópolis, e a dupla de Deejays carmenses, “Coco” e “Gordo”, abrilhantaram a noite com um supershow. A equipe do A Notícia foi convidada a apoiar o evento, dando o suporte jornalístico na realização. Confira algumas das melhores imagens do evento!


Sociais

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ingredientes do 1º Fashion Night de Carmo da Mata fotos: patrícia betoni/thiago góis/emerson rabêlo

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Dicas da

Gerais / Opinião

Atleticano aposta na garra do clube para

a reta final do campeonato Thiago Góis

Sargento Sousa Filho

jornalismo.thiago@yahoo.com.br

Atenção a essas dicas da Polícia Militar para acompanhar melhor seus filhos e ter mais segurança contra as drogas: •O primeiro passo é denunciar traficantes de drogas à Polícia Militar. A denúncia poderá ser feita através do telefone 190 ou através de nosso site: www.pmmg.6rpm.mg.gov.br. Lembre-se que ela poderá ser anônima. •Conquiste a confiança de seus filhos. Converse com eles sobre esse assunto. Esclareça-os sempre, desde a infância, sobre o mal que as drogas causam ao viciado. •Selecione as companhias de seus filhos e os ambientes que eles frequentam: clubes, bares, discotecas, outros. •Converse com os professores de seus filhos para saber de seu aproveitamento escolar. Certifique-se que seu filho não está faltando às aulas. •Oriente os adolescentes e as crianças a não aceitarem bebidas, balas, doces e outros atrativos de pessoas estranhas, seja na porta da escola, nos clubes, cinemas, praças... Esses produtos podem conter substâncias entorpecentes que poderão provocar o início da dependência. •Evite fumar ou beber na presença de seus filhos. Não dê mau exemplo. Isso pode despertar o interesse da criança em experimentar cigarros, bebidas, drogas, remédios. •Fique atento se, em sua residência, começarem a desaparecer objetos, dinheiro ou joias, rotineiramente. Pode ser que alguém de sua casa esteja fazendo isto para pagar a conta com traficantes. •Desconfie se seu filho ou alguém ligado a você passar a se comportar de maneira estranha, apresentar olhos vermelhos com frequência, marcas de picadas de injeções nos braços, dedos amarelados, tosses crônicas, irregularidade menstrual, irritabilidade, depressão, desmotivação, descontrole de tempo, mania de perseguição, dificuldade para se expressar, queda no rendimento escolar, problemas de relacionamento com pessoas (brigas), desleixo com a higiene pessoal. Esses são os principais sinais de que você pode estar lidando com um viciado em drogas. Porém, seja cauteloso: esses sinais também podem indicar algum tipo de doença. Acompanhe melhor os passos da pessoa para identificar o verdadeiro problema. PM: há mais de 200 anos promovendo ações voltadas à segurança pública e ao bem estar da sociedade!

Dicas e curiosidades de Decoração

Está faltando pouco menos de 5 rodadas para o término do campeonato brasileiro deste ano e as equipes mineiras, que estão na competição, ainda não definiram a situação para o ano de 2012. É a pior campanha da história dos times mineiros no Brasileirão. Com uma vantagem pouco melhor que a do Cruzeiro e América, o Atlético segue apostando no fanatismo de sua torcida e, também, na garra da equipe alvinegra na reta de chegada do campeonato. Seguindo o fanatismo da torcida do Galo, na cidade, está o jovem Heclésio

Inácio, o conhecido Heclésio Maluco. O carmense coleciona vários objetos oficiais do seu clube de coração há mais de dez anos. Destaque para a suas camisas oficiais, que foram autografadas por vários jogadores do Atlético em uma de suas visitas ao centro de treinamento da equipe. “Sempre que tenho uma oportunidade, assisto aos jogos do Galo no Mineirão, que no momento está em reforma. Sempre consigo tirar uma foto ou ganhar um autógrafo em uma das minhas camisas”, contou o torcedor. Se depender do otimismo do fanático torcedor carmense, o Atlético Mineiro não vai jogar a série B no próximo ano. “Dentre os times mineiros, o Atléti-

sica uma atividade nas horas extras. Adepto do estilo Raul de ser, Heclésio faz shows em Carmo da Mata e região, estilo que lhe rendeu o apelido de Heclésio Maluco. THIAGO GÓIS

O atleticano Heclésio Inácio recebeu a equipe do A Notícia em sua residência, onde ele contou um pouco de seu fanatismo pela equipe alvinegra

Crianças carmenses compõem grupo de oração contram uma vez por semana e a fé das crianças rezando a bado, 12, as crianças do grupara rezarem o terço, além de ‘Ave Maria’”, contou a criadora po de oração participaram de emersonrabelo05@gmail.com realizarem outras atividades do grupo. uma tarde de lazer realizada mais saudáveis e encontros Os encontros são organi- na Praça de Esportes do muUma iniciativa simples, de piqueniques. “Quem vê até zados por Dona Elza e alguns nicípio, regada com muita dimas que já está dando bons se emociona com a inocência colaboradores. No último sá- versão e alegria. PHELIPE GÓIS frutos, foi a criação de um grupo infantil de oração, por uma moradora do bairro Alto dos Pinheiros. A ideia é fazer com que as crianças cresçam longe da violência e de outros males e mais próximas da religião. Dona Elza Marques, residente no bairro Alto dos Pinheiros, criou o grupo de oração “Os Pastorinhos do Terço”, que já conta com a participação de 18 crianças, O grupo de oração "Os Pastorinhos do Terço" foi criado com o intuito de aproximar as crianças da religião, de 4 até 12 anos, que se en- fazendo com que elas possam ter uma base sólida para toda sua vida. No sábado, 12, os integrantes participaram

Emerson Rabêlo

de uma tarde de lazer na praça de esportes

Por Magda Oliveira Tem coisa mais gostosa do que organizar uma festa? Isso se torna ainda melhor quando esta preparação tem tudo haver com o gosto de cada um. Para organização de um evento, o ideal é que tudo seja feito passo a passo, isto é, uma coisa de cada vez, tudo com muito critério e cuidado. A cada passo resolvido, devemos passar para o próximo, tendo a certeza de que fizemos a melhor escolha sem precisar olhar para trás. É um dos

co é o time de mais garra e dinamismo. Isso, com certeza, conta muito na reta final”, explicou, confiante, Heclésio. O atleticano de carteirinha também faz da mú-

ENTRE NÓS... arquivo de família

objetivos desta coluna, que é auxiliá-lo a ter sucesso em cada passo da realização de sua festa ou evento. Na próxima edição, começaremos com dicas de rituais dos casamentos.

Todos os anos a FAMÍLIA RESENDE organiza um encontro entre todos os irmãos e outros familiares para matarem a saudade da convivência dos tempos de infância e juventude. Neste ano, rolou uma boa prosa e muita descontração arquivo de família

No último mês, foi comemorado, com um almoço especial para filhos, netos e bisnetos, o aniversário de Dona GERALDA FRANCISCA DE MELO, que completou 88 anos de vida. Foi um dia de muita alegria para todos

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CARLOS AUGUSTO (Guto) e DIONE CONQUISTA comemoraram a passagem de seus aniversários no sábado, 12, com uma partida de futebol entre os amigos da dupla. Após o jogo, que foi vencido pelo time dos "Amigos de Dione", por 4 a 0, todos os presentes participaram de uma mega confraternização com direito a muito churrasco e cerveja. Parabéns aos amigos!


Jornal A Notícia

Gerais / Opinião

Revinho comenta sobre carreira Assembleia de Deus celebra 100 pública e vida pessoal em entrevista anos da instituição no Brasil Vereador falou sobre profissão e família e ainda opinou sobre a política local e a atual administração Emerson Rabêlo emersonrabelo05@gmail.com

O vereador Reverton Jean de Oliveira, do Partido Popular Socialista (PPS), concedeu uma entrevista à reportagem do jornal A Notícia, na qual ele comentou sobre diversos temas relacionados à sua vida pessoal, profissional e política. Com 36 anos de idade, Reverton, mais conhecido no meio social como “Revinho”, vem de uma família de industriários e empreendedores da cidade de Carmo da Mata. “Minha família é do ramo de indústria de

fundição. Seus serviços geram emprego para muitas famílias da cidade. É uma atividade que passa de pai para filho”, explicou o vereador, que, antes de assumir um cargo importante na empresa dos familiares, trabalhou no meio rural por seis anos. Revinho disse que o profissionalismo e a vontade de ajudar e servir vem de berço. “Agradeço aos meus pais pelo carinho e zelo com que me criaram e me ensinaram a viver. Isso fez com que eu me tornasse a pessoa que sou”, disse. Há quase 08 anos no PPS, Revinho vive seu primeiro mandato

thiago góis

Revinho visitou a redação do A Notícia e conversou com a equipe de reportagem sobre alguns temas de interesse para a população

como vereador pelo município. Ele foi eleito em 2008, através da sigla da qual é vice-presidente, com 237 votos, e diz não parar com a carreira por aqui. “Tenho uma visão muito ampla em relação à política. Quero seguir passo a passo na carreira para adquirir mais experiência e conseguir conquistar meus objetivos aos poucos”, comentou o parlamentar, que ainda disse que sempre gostou do tema e foi influenciado a ingressar na carreira pelo clima das vésperas de eleições e por amigos. Sobre a histórica política do município, o vereador opinou, dizendo que o ideal seria se houvesse uma união entre os políticos a favor da comunidade. “A cada momento um quer fazer mais que o outro, mas quem está no comando é que sabe o que pode ser feito. Deveríamos somar, ver quem está no caminho certo, quem está mais cotado, quem é mais capacitado e trabalhar por ele. Tem que haver uma união em prol do município”, desabafou Revinho. Na entrevista, o vereador também comentou sobre a atuação da atual administração, ex-

plicando que, atualmente, existem muitas falhas, mas que elas têm alguns motivos justificáveis. “Falhas existem, mas essas falhas são desencadeadas por diversas questões, como, por exemplo, a responsabilidade por dívidas passadas, de outras gestões. Isso prejudica o mandato de qualquer prefeito”, comentou. Ao encerrar a entrevista, Revinho falou sobre algumas verbas que podem ser adquiridas para o setor de infraestrutura do município, como o início da pavimentação asfáltica de algumas ruas da cidade e término de outras. O vereador ainda comentou que conversou, pessoalmente, com o Prefeito Municipal, Milton Salles Neto (PTB), para que tentasse solucionar o problema de pavimentação de ruas dos bairros mais afastados e que necessitam das modificações com mais urgência. “Pedi uma atenção maior do prefeito para localidades da cidade que não possuem nenhuma pavimentação e nem calçamento. Essas localidades passam por muitas dificuldades, em relação à pavimentação, principalmente nesse período chuvoso”, finalizou o vereador.

Emerson Rabêlo emersonrabelo05@gmail.com

A Igreja Assembleia de Deus, Missões do Campo, com sede na cidade de Carmo da Mata, estará realizando, entre os dias 18 e 20 de novembro, várias atividades religiosas em celebração ao Centenário das Assembleias de Deus no Brasil. Vários cantores da cidade e visitantes, adeptos do estilo Gospel, se apresentarão nos dias de comemoração. Pastores e presbíteros seguidores da Assembleia também estarão presentes nas cele-

brações de cultos, que serão realizados na sede da instituição religiosa, localizada na Rua Presidente Artur Bernardes, 223, no centro da cidade. Nos dias 18 e 19, acontecerá a celebração de culto, com início previsto para as 19h. Durante todo o dia 20, que marcará o encerramento das celebrações, haverá momentos de oração e louvor, com a participação especial da corporação musical Harmonia Celeste, da cidade de Cláudio, e desfile pelas ruas da cidade, sendo fechado com um culto, na Praça Presidente Vargas, no domingo, às 18h. thiago góis

Entre os dias 18 e 20 de novembro a Assambleia de Deus do município vai estar comemorando o centenário da congregação no Brasil

ALGUÉM ESTÁ CHORANDO COM O RÁDIO LIGADO

Clay

Abreu

A GENTE QUER SÓ COMIDA (Continuação do texto da edição de número 12: “Coração de Estudante”) Publicitário Comida é pasto. Bebida é água. Você tem sede de que? Você tem fome de que?(Arnaldo Antunes/Sérgio Brito/Marcelo Fromer - Titãs) A vida de estudante na “nova república” não era nada fácil. Difícil mesmo foi conseguir alugar um apartamento. Foi uma luta para conseguirmos formar a nossa primeira “república”. Chegamos a morar menos de 24 horas num apartamento e fomos despejados antes mesmo da primeira noite. É até engraçado, mas foi isso mesmo que aconteceu. Encontramos um apartamento dentro das nossas possibilidades no centro da cidade, na Rua dos Tupis, próximo ao Mercado Central. Acertamos tudo com a imobiliária e com o proprietário, depois de muita luta para conseguir os fiadores. Finalmente, pegamos as chaves e ocupamos o imóvel. Passamos o dia fazendo as mudanças. No meu caso, nada mais que uma mala cheia de roupas e livros e mais livros. Despedi e agradeci a estadia na casa da Tia “Elisa”, que tinha acabado de se casar com o Eduardo, e me mandei de ônibus mesmo, carregando toda aquela tralha, pois dinheiro para o táxi, nem pensar. Cheguei, arrumei minhas coisas, tomei um banho, enquanto aguardava os outros republicanos - o Eduardo, o Salvinho, o Márcio, o Romeu e o Clero - que aos poucos foram chegando. Quando já estávamos quase todos lá, o porteiro do prédio chamou no interfone solicitando o nosso comparecimento ao apartamento da síndica, que queria falar com a gente e que foi clara e direta. “- Aqui neste condomínio não aceitamos república de estudantes. Vocês têm uma hora para desocupar o imóvel”. Tentamos contornar a situação, mas ela permaneceu irredutível. “- Vocês não podem nem dormir aqui esta noite”. “- Mas a gente não tem para onde ir, nossas coisas já estão no apartamento, como vamos carregar tudo isso a essa hora da noite?”. O máximo que conseguimos foi levar tudo para a garagem do prédio para que, no dia seguinte, pudéssemos buscar. Tínhamos o contrato assinado, mas não poderíamos polemizar, pois estávamos infringindo a lei. O imóvel estava alugado no nome do Carlos Henrique, que não moraria com a gente, o que denunciaria sublocação. E o problema não acabava ali, como explicaríamos, na imobiliária, que precisaríamos reincidir o contrato. E realmente não tínhamos para onde ir. Descemos à portaria e encontramos o Clero, que havia acabado de chegar aliviado depois de carregar, por vários quarteirões, suas duas malas superpesa-

clay@mastercabo.com.br das. Foi só o tempo de colocar as malas no chão, dar um suspiro de cansaço e receber a notícia. “- Não podemos ficar. Temos que nos mandar”. O que ele fez foi chorar. Já havia entregado o quarto que ele e seu irmão Eduardo alugavam num apartamento de família e que, naquela hora mesmo, já estava sendo reocupado. Terminamos a noite numa pastelaria “Pop Pastel”, próxima dali, resolvendo os nossos destinos. Na manhã seguinte, contamos com a compreensão do locatário, reincidimos o contrato e começamos tudo de novo, na batalha por um novo apartamento, o que acabou acontecendo e onde formamos a nossa primeira “república”. O apartamento era um “dois-quartos”, na Avenida Bias Fortes, próximo à Praça Raul Soares, centro geográfico de Belo Horizonte. Num dos quartos, o maior, se é que se poderia denominá-lo assim, dormiam o Clero e o Eduardo, num beliche; e o Márcio e o Salvinho em outro, comprado em sociedade. No outro, o menor, se é que poderia ser, dormia eu e o meu primo Romeu. Além dos beliches, fogão e geladeira, comprados de terceira-mão na Rua Itapecerica, só uma mesa velha e um móvel trazido de Carmo da Mata, da casa do Clero e do Eduardo, e um sofá-cama, verde quadriculado de branco, comprado pelo Romeu, faziam parte da decoração. Na parede, cartazes de propaganda da revista Playboy, com fotos de Lucinha Lins, Cristiane Torloni, Beth Faria e Sônia Braga, musas do momento, davam um ar de “graça” ao apartamento. As despesas eram contabilizadas a cada mês por um dos moradores que ficava responsável por uma caixinha de sapato onde era depositada, em dinheiro, a parte de cada um, acho que igual em qualquer república. Outros dois eram responsáveis pelas compras de supermercado: arroz, feijão, óleo, ovos e sacolão. Ovos, só dois por dia, por pessoa; um no almoço e outro no jantar. Nos primeiros meses, fritos; depois, cozidos, já que o consumo de óleo estava ficando acima do orçamento. Um pequeno plebiscito, seguido de debate foi deflagrado, a pedido do Salvinho, para se saber se o “vinagre” era supérfluo ou não, e se poderia entrar na lista da próxima compra, o que acabou sendo vetado por cinco a um. Carne, cada um comprava a sua, ou trazia de Carmo da Mata, e adicionava ao cardápio. Os bifes do Salvinho eram famosos. Vinham embaladinhos, enrolados num saco plástico, e já temperados com carinho pela sua mãe Nininha. E ele comia bife todos os dias. A Dona Efigênia ficava doida na hora do almoço. Tinha de preparar uma carne diferente para cada um que chegava morto de fome. Dona Efigênia era a nossa

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empregada. Uma pobre mulher, coitada. Morava em Neves com seus tantos filhos, num barracão divido com outra família e separado apenas por panos. Ela reclamava que o homem que morava do outro lado ficava bulindo suas filhas pré-adolescentes, assediando-as, o que a deixava muito preocupada, pois saia de casa muito cedo, antes da cinco horas da manhã para poder chegar a tempo no emprego; e que emprego, mas era o que ela tinha. Certa vez ficou impressionada ao ver, em cima da mesa, uma revista Manchete que mostrava, na capa, uma foto montada de um homem grávido. “- É é é é... o fim do mundo!” – gaguejando e cuspindo, como era característica dela. “- Ó pô cê vê, homem ficando grávido. On... on... on... onde nóis vai pará. Benzó Deus!”. Muito pior do que o fim do mundo, para ela, deveria ser o final do mês. O seu salário, embora em dia, não devia dar para nada, mas era o que ela tinha. Continuaria a morar no mesmo barraco divido por uma cortina de chitão. E, na manhã seguinte, tornaria a acordar antes das cinco, pegaria o mesmo ônibus em Neves para chegar a Belo Horizonte a tempo para trabalhar numa república de jovens estudantes que não era o ideal, mas era o que ela tinha. A gente não quer só comida. A gente quer comida diversão e arte. A gente não quer só comida. A gente quer saída para qualquer parte. (Arnaldo Antunes/Sérgio Brito/Marcelo Fromer - Titãs) Continuam na próxima edição, histórias da “Nova República”.

Carmo da Mata, 18 de Novembro de 2011


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Carmo da Mata, 18 de Novembro de 2011

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Jornal A Notícia - 14º Edição