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FOLHA DIOCESANA

CONTRIBUIÇão R$ 0,50

São José dos Pinhais

Diocese de São José dos Pinhais (PR) • ANO V • número 44 • Novembro de 2012

ESPECIAL

Dom Francisco Carlos Bach, Bispo eleito de São José dos Pinhais em visita à Catedral e ao Centro diocesano.

Diocese prepara-se para a Posse. >> Págs. 3 e 7

EIS O ADVENTO, O MESSIAS VEM AO NOSSO ENCONTRO... “Nascerá uma haste do tronco de Jessé e, a partir da raiz, surgirá o rebento de uma flor; sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus; no temor do Senhor encontra ele seu poder.” (Is 11,1-3ª)

>> Págs. 6 e 7 VEJA AINDA : PARÓQUIA DO MÊS • ASSUNTOS DA JMJ • SÍNODO DOS BISPOS • PASTORAL SOCIAL • CATEQUESE • CLICK

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São José dos Pinhais - número 44 - Novembro de 2012 | FOLHA DIOCESANA

EDITORIAL

Padre Aleixo Wardzinski de Souza Administrador Diocesano

Uma experiência que se encerra Algumas pessoas me perguntam, como é ou como foi a experiência de Administrador Diocesano após o falecimento de Dom Ladislau Biernaski, CM, o primeiro Bispo da Diocese, falecido aos 13 de Fevereiro último. E a resposta é: “não tenho resposta”. Nenhum Padre espera esta condição Ministerial perante uma Diocese. Primeiro porque ninguém se imagina sucessor de um Bispo Diocesano ( Ordinário ), que venha a falecer repentinamente ou próximo de se completar o chamado “tempo canônico” que é determinado aos 75 anos de idade. Dom Ladislau o faria em 24 de Outubro. A morte é sempre uma surpresa, ainda que os indicativos dos problemas de saúde ou presumíveis riscos de vida a denunciem. Fato é que em fevereiro deste ano, após alguns meses de graves crises de saúde, Dom Ladislau nos deixou. Seguindo as determinações do Direito Canôni-

co, o Colégio de Consultores - pequeno Conselho para assuntos muito especiais que todo Bispo Diocesano é obrigado a ter - reuniu-se, no Domingo seguinte, dia 19, para eleger o Administrador Diocesano. Essa é a tarefa mais relevante do Colégio de Consultores, a de suprir a vaga no governo da Diocese, ocasionada pela ausência do Bispo Ordinário, ou eventualmente de um Administrador. A experiência é única e acontece raramente na história de uma Diocese. Não é privilégio nem honraria prá ninguém. É um Ministério temporário. No nosso caso serão dez meses. O Colégio de consultores confiou a mim a Missão. Sou grato pela confiança, expressa em votos, mas sobretudo pelo apoio incondicional de todos e em todas as situações vividas. Nos reunimos muitas vezes e todos os assuntos de responsabilidade do governo interino, da Sede Vacante, mereceram o parecer de cada

ANIVERSARIANTES – NOVEMBRO DE 2012 01 01 01 03 08 10 12 13 16 17 20 24 25 27 29

Diácono Darci Santana dos Santos Diácono João Antonio S. Cruz Diácono José Romildo Pontarolo Diácono Nilceu Bim Diácono Arthur Conrado Drischel Diácono Narciso Cordeiro Cruz Padre Fábio Junior Meira Diácono Pedro Milhoretto Diácono Belmiro Nunho Padre Gilberto Ferreira da Silva – Orionita Padre Mário Lopes Vieira – Orionita Padre Atalmir Gabriel J. da Silva, Orionita Diácono Marcelino Ferreira dos Santos Padre Pedro Klidzio, CM. Padre José Carlos Fonsatti, CM.

Aniversário de ordenação Aniversário de ordenação Aniversário de ordenação Aniversário de nascimento Aniversário de ordenação Aniversário de nascimento Aniversário de nascimento Aniversário de nascimento Aniversário de nascimento Aniversário de nascimento Aniversário de ordenação Aniversário de ordenação Aniversário de ordenação Aniversário de nascimento Aniversário de nascimento

AGENDA DO BISPADO - NOVEMBRO - PE. ALEIXO W. DE SOUZA - ADMINISTRADOR DIOCESANO 01 - Expediente no Centro Diocesano; 02 - 09h Missa dos Fiéis Defuntos na Catedral de São José dos Pinhais ; 06 - Expediente no Centro Diocesano; 08 - Expediente no Centro Diocesano; 10 - 19h Missa em Capela da paróquia N. S. do Perpétuo Socorro em Piraquara; 11 - 09h30 Crismas em Pien – Pe. Aleixo W. de Souza; 10h00 Crismas em Campo do Tenente – Pe. João Maria Stech; 13 - 10h30 Crismas na Capela N.S. Fátima da Paróquia N.S. do Monte Claro; 16 - 19h30 Crismas na Matriz da |Paróquia N.S. do Monte Claro ; 17 - 19h30 Crismas na Capela N. S. da Luz da Paróquia N. S. do Monte Claro; 18 - 09h30 Crismas em Catanduvas do Sul com Dom Izidoro Kosinski; 11h00 Missa 50 anos do Movimento do Cursilho em Rio Negro;

20 - Expediente no Centro Diocesano; 22 - Expediente no Centro Diocesano; 23 - Crismas na Capela São Francisco da Paróquia N.S. Monte Claro; 24 - Crismas na Capela Espirito Santo da Paróquia N.S. do Monte Claro; 27 - Expediente no Centro Diocesano; 29 - 20h00 Crismas na Paróquia N. S. Aparecida do Guatupê; 30 - 20h00 Crismas na Paróquia N. S. Aparecida do Guatupê; Obs:O Administrador Diocesano, Pe. Aleixo W. de Souza estará atendendo no Centro Diocesano as terças e quintas-feiras das 09h às 11h30 e das 13h30 às 17h, cujo telefone é 3035-9800. Nos demais dias da semana através do telefone residencial 3282-0243 e pelo e-mail padrealeixo@gmail.com. Poderão também servir-se dos préstimos do Diácono Douglas (Secretário do Bispado) através dos telefones 3035-1327 e 8893-5880.

um dos seis Consultores. Segundo as orientações e determinações Canônicas a Sede Vacante deve ser governada com muita prudência, e a autoridade exercida apenas em assuntos comuns à rotina diária da Pastoral e da gestão organizacional. Somente nas situações em que a Sede Vacante se estende por mais de um ano é que o Administrador passa a ter responsabilidades maiores, como a possibilidade de nomeação de Párocos, transferências, etc., visando sempre o bem de todos e de cada um, em cada situação específica. Neste período a Diocese vem caminhando, com a compreensão e apoio de todos. E entendemos que a manutenção do processo iniciado no Pastoreio de Dom Ladislau, com o Plano de Ação Evangelizadora, em suas prioridades, é a melhor forma de nos prepararmos para acolher, agora, o sucessor de Dom

Ladislau, CM, o Bispo Diocesano Dom Francisco Carlos Bach. Temos carências e necessidades, próprios de uma Diocese, ainda tão jovem. Mas podemos dizer que este período, que já tem data para terminar, foi muito rico em diálogo, celebrações, vivências e continuidade nos projetos existentes, em todas as áreas de atuação da nossa Igreja Particular. Não houve ruptura, nem crises que provocassem abalos. Louvo a Deus pela dedicação sincera de todos e de cada um, tanto do clero como do laicato. Aos meus pares do Colégio de Consultores, mais uma vez, reconhecimento e gratidão. E a todos conclamo a nos prepararmos com intensa espiritualidade, organização e ações concretas para bem recebermos aquele que vem, por graça de Deus e favor da Igreja, como novo Pastor da Igreja de São José dos Pinhais.

AGENDA DA AÇÃO EVANGELIZADORA - NOVEMBRO 2012 NOVEMBRO - 2012

DATA 1 6 8 8 8 9 10 11 11 11 14 e 15 16 a 18 16 a 18 16 a 18 18 18 22 22 22 23 à 25 24 24 e25 28 29 29

HORÁRIO 19h30min 19h às 21h 19h30min 19h30min 14h30min 19h30min 9 às 10h30min 14h 8h às 17h 8h às 17h 8h30min

QUEM PROMOVE OFICINA DE ORAÇÃO CATEQUESE OFICINA DE ORAÇÃO MOVIMENTO DE CURSILHOS MOVIMENTO DE CAPELINHAS PASTORAL FAMILIAR COMIDI CEBs CATEQUESE AÇÃO EVANGELIZADORA PASTORAL DA CRIANÇA PASTORAL DA JUVENTUDE PASTORAL DA AIDS PASTORAL DA SAÚDE MOVIMENTO SERRA MOVIMENTO DE CURSILHOS 19h30min MOVIMENTO DE CURSILHOS 19h JMJ 19h30min OFICINA DE ORAÇÃO INFANCIA MISSIONÁRIA 8h às 15h DIACONOS 8h às 17h30min CATEQUESE 13h30min APOSTOLADO DA ORAÇÃO 20h MOVIMENTO DE CURSILHOS 19h30min OFICINA DE ORAÇÃO

EXPEDIENTE

EVENTO Oficina de Oração e vida Reunião da Equipe de reflexão catequese Oficina de Oração e vida Reunião do GED Reunião mensal Reunião da comissão diocesana Reunião da Coordenação Diocesana Encontro Mensal Encontro para formadores de catequistas Escola Teológica Reunião com os ramos no setor Assembleia Regional XIII Encontro Regional XV Encontro Regional Romaria e Encontro Nacional do Movimento 3º Encontrão MCC - DSJP - 50 Anos do MCC - Brasil Reunião da Escola Vivencial Reunião com as Comissões Paroquiais Oficina de Oração e vida Assembleia Regional Assembleia dos Diaconos Permanentes Especialização em Catequética Reunião Diocesana Assembléia Festiva (Ultreya) Oficina de Oração e vida

LOCAL Centro Diocesano Centro Diocesano Centro Diocesano Salão 6 de agosto - Rio Negro Centro Diocesano Centro Diocesano Centro Diocesano Centro Diocesano Par. São Pedro - SJP Par. São Pedro - SJP Centro Diocesano À definir Almirante Tamandaré Apucarana - PR Aparecida do Norte - SP Lageado -Rio Negro -PR Salão 6 de agosto - Rio Negro Centro Diocesano Centro Diocesano PIME - Ibiporã - PR Centro Diocesano FAVI Centro Diocesano Salão 6 de agosto - Rio Negro Centro Diocesano

Folha Diocesana São José dos Pinhais Veículo oficial da Diocese de São José dos Pinhais Rua Dona Izabel A Redentora, 1392 – Centro – São José dos Pinhais - Fones: (41) 3035.9800/ 3035.9802/ e-mail: diocese@diocesesjp.org.br Fundador: Dom Ladislau Biernaski, CM. Diretor: Padre Aleixo Wardzinski de Souza Conselho Editorial: Padre Paulo Henrique Sgaraboto, Padre Vitalino Rodrigues de Lima, Padre Adriano Zaranski, Diácono Douglas Leonel Marchiori e Léo Marcelo Plantes Machado. Circulação: Agudos do Sul, Araucária, Campo do Tenente, Contenda, Fazenda Rio Grande, Lapa, Mandirituba, Piên, Piraquara, Quatro Barras, Quitandinha, Rio Negro, São José dos Pinhais e Tijucas do Sul. Tiragem: 10 mil exemplares | Periodicidade: Mensal | Impressão: Gráfica e Editora Helvética Projeto Gráfico: Savannah Comunicação Integrada | Diagramação: TBN Com. Créditos das fotos da capa e da festa das capelinhas: Maria Isabel Ladika e Franciele Cantido

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São José dos Pinhais - número 44 - Novembro de 2012 | FOLHA DIOCESANA

ENTREVISTA

Folha Diocesana de São José dos Pinhais entrevista Pe. Aleixo W. de Souza – Administrador Diocesano Após dez meses do falecimento de Dom Ladislau Biernaski, CM., primeiro bispo diocesano de São José dos Pinhais e anunciada a nomeação pelo Papa Bento XVI de Dom Francisco Carlos Bach atual bispo de Toledo no Paraná, que deverá assumir oficialmente a Diocese no dia 15 de dezembro de 2012, aproveitamos o momento de transição para uma entrevista com o atual Administrador Diocesano, Pe. Aleixo W. de Souza.

nossos Seminaristas com os estudos de Teologia concluídos, e que aguardam ansiosamente o Sacerdócio. Também a interrupção de estudos já iniciados para a implantação de novas Paróquias; a não realização da Assembleia Diocesana, organismo tão vital para a vida da Igreja local, e que já estava também programada e vinha sendo preparada para Outubro, e outras. Folha Diocesana - Levando em conta que o novo Bispo, Dom Francisco Carlos Bach assume no dia 15 de dezembro, quais são as providências que estão sendo tomadas?

Folha Diocesana - Pe. Aleixo, a Diocese mais nova do Regional Sul 2, com menos de 5 anos perde seu primeiro bispo, Dom Ladislau Biernaski, que além de sua experiência, de modo especial junto às questões sociais, tinha também a vivência de mais de 27 anos como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba, até sua posse em 19 de março de 2007. Em 13 de fevereiro de 2012, Dom Ladislau vem a falecer e o senhor é eleito pelo Colégio de Consultores para ser o Administrador Diocesano. Fale-nos um pouco sobre essa responsabilidade que caiu sobre seus ombros. Pe. Aleixo - Foi uma responsabilidade normal, no contexto da Sede Vacante e no espírito de trabalho de equipe. De início fiquei muito preocupado, principalmente por não me sentir preparado para tanto. A gente nunca está preparado para estas surpresas da vida. Embora tenha já convivido por muitos anos com Bispos, nas funções de assessoria, tanto em Curitiba como aqui em São José dos Pinhais, nunca imaginei que um dia teria que assumir atitudes de governo como aquelas que sempre acompanhei e que nem sempre entendia. É diferente quando se está na condição da última palavra, da assinatura,

etc. Mas nesta experiência procurei sempre o entendimento e principalmente o discernimento. Rezei diariamente e me recomendei à oração de todos para que Deus iluminasse a mim e a todos os Consultores e outros líderes, para que em tudo fôssemos dóceis à vontade de Deus, fiéis e generosos nas atitudes e decisões.

meses como administrador, quais foram as maiores dificuldades encontradas e quais lições leva da experiência?

Pe. Aleixo - As maiores dificuldades foram as situações de impotência para resolver problemas relacionados as necessidades vitais da diocese, como por exemplo o adiamento das Folha Diocesana - Conside- Ordenações Diaconais, já agenrando que serão quase 10 dadas por Dom Ladislau, de

Pe. Aleixo - Todas as possíveis providências estão merecendo nossas atenções. Estamos cuidando desde as adaptações e necessárias melhorias das instalações da casa Episcopal para acolher o novo morador até a Liturgia da Posse, agendada para o dia 15 de Dezembro. Está sendo uma tarefa envolvente, muita gente participa, e também muito prazerosa porque esperávamos ansiosos por este momento desde o instante em que sepultamos Dom Ladislau, no dia 15 de Fevereiro último. Providências estão sendo tomadas há tempo, mas as principais somente agora, a partir de 3 de Outubro, quando soubemos quem seria o nosso novo Bispo. Muitos itens destes preparativos dependem da visão, das necessidades e do modo de vida do próprio Bispo. Então era justo que aguardássemos a sua manifestação em diversos assuntos, incluídos os da cerimônia de Posse. A partir do dia 5 de Novembro, haverá grande divulgação sobre este acontecimento para o conhecimento e participação de todos.

ve a apresentação de Dom Francisco. Qual foi a reação dos padres e diáconos com a presença do mesmo? Pe. Aleixo - Embora sendo do mesmo Regional da CNBB, Dom Francisco não é ainda conhecido em nosso meio, de modo que na reunião do dia 18 havia muita expectativa quanto ao perfil do Bispo eleito para São José dos Pinhais. Assim, a sua presença naquele encontro foi muito valiosa para todos. A reação da parte dos Padres e Diáconos foi muito positiva a partir da maneira como Dom Francisco se apresentou. Mostrou-se muito carinhoso com todos, objetivo, bem humorado e com muito entusiasmo pela nova Missão que está assumindo, apontando já algumas sutis informações quanto ao seu estilo de trabalho .... Parabéns a todos. Folha Diocesana - Até que ponto o senhor acha possível que aconteçam transformações na estrutura da Diocese, considerando a caminhada da Igreja particular de Toledo da qual Dom Francisco foi o pastor durante 7 anos?

Pe. Aleixo - Este assunto é muito complexo. Primeiramente iremos nos conhecer mutuamente. As estruturas existem, mas são as pessoas que as mantêm. Cada Diocese tem seu perfil, fundamentado na própria história e nas características peculiares da sociedade local. E Dom Francisco, com toda preparação intelectual, espiritual e com experiências já vividas em Ponta Grossa e, principalmente em Toledo, como Bispo Diocesano há sete anos, saberá conduzir com fidelidade, sabedoria e prudência esta importante porção do Povo de Deus da nosFolha Diocesana - No dia 18 sa Diocese. Cabe-nos colaborar, de outubro em reunião com como bons filhos, fiéis a Deus e todo o clero diocesano, hou- à Igreja.

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São José dos Pinhais - número 44 - Novembro de 2012 | FOLHA DIOCESANA

PARÓQUIA DO MÊS

Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Araucária-PR Dezoito Anos de Presença Missionária Vicentina a Serviço do Povo de Deus Por Eliane K. da Silva e Karine M. de Oliveira No início Contam-nos os dados históricos entre os escritos e as testemunhas vivas que nossa comunidade Paroquial, hoje, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Araucária, começou de uma maneira simples, como uma pequena semente de mostarda, que é lançada na terra, e que se tornou uma grande árvore, quando, então, teve seu início no ano de 1978, por ocasião das Santas Missões pregadas pelos Padres da Congregação da Missão, Província do Sul. Na época, a Comunidade pertencia à Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, hoje Santuário. Como não havia uma Capela ainda no bairro Petrópolis, Fazenda Velha, as missas, celebrações, grupos de reflexão e grupo de Jovens, eram concentrados no barracão de uma família e depois passaram a ser realizadas no Centro Social São Francisco de Assis (CSU). Com as Santas Missões, pelo Padre Lourenço Biernaski CM, e com seu incentivo, houve o despertar da necessidade de se ter uma Igreja. Como compromisso das Missões, com apoio das famílias Davet, Iencot, Pannek, Wenc, Lemos, Binhara, Penkal Kuduavicz, Wrubel, Stabach, Krzyzanovski, Kotovicz, Balbinott, Bastos, Trzaskos, Cola, Ogg, Lourenço, Bacelar, Perreto, Szeyka, Kampa, Marthaus, Boza, Pires, entre outras, no ano de 1985 após a missa do dia 05 de outubro no Centro Social São Francisco de Assis, foi feita a escolha do nome da futura Igreja através de votação da comunidade e também levando em conta a devoção ao Perpétuo Socorro de Maria na qual a mais votada foi Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Até então, todo este momento histórico, teve o acompanhamento dos Padres Pedro Speri, Arivonil Vieira, Bernardino Hablle e Pe. Valentim Vigário da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios. A Padroeira Muito venerado no oriente desde tempos imemoriais, o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está entre as mais expressivas invocações a Maria, Mãe de Deus. O quadro original é uma pintura em estilo bizantino, sobre madeira, de 54 x 41,5cm, onde se entrelaçam a arte e a piedade, a elegância e a simplicidade. A tradição popular narra que um comerciante teria roubado o quadro na ilha de Creta, no século XV, e o levado para Roma, de navio. Conta-se que, durante a viagem, uma forte tempestade colocou em perigo a vida dos passageiros e somente com a intervenção de Nossa Senhora eles conseguiram se salvar. Mais tarde, antes de morrer, o comerciante decidiu confiar o ícone a um amigo para que o levasse a uma igreja da cidade, a fim de devolvê-lo à veneração pública. Então, o quadro foi entregue à igreja de São Mateus, onde permaneceu durante 300 anos. Com a invasão de Roma pelos franceses, em fins do século XVIII, a igreja foi destruída e os religiosos agostinianos que ali trabalhavam levaram o ícone para outro lugar, onde ficou guardado e esquecido. Em 19 de janeiro de 1866, o Papa Pio IX confiou o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro aos missionários redentoristas, com a incumbência de torná-lo conhecido e amado em todo o mundo e de divulgar a devoção ao Perpétuo Socorro de Maria, cuja festa é celebrada no dia 27 de junho. Depois de restaurado, o ícone foi

Fachada da Igreja Matriz

Interior da Igreja Matriz

devolvido à veneração pública e entronizado solenemente na igreja de Santo Afonso, construída sobre as ruínas da antiga igreja de São Mateus e de São João de Latrão. O quadro é o ícone da tradição bizantina mais venerado no mundo, graças ao trabalho dos redentoristas. A História continua No ano de 1987 depois de vários eventos realizados pelas comissões foi adquirido um terreno e construído um barracão onde passou a serem celebradas as missas e realizados os eventos. No dia 11 de dezembro de 1988 foi realizada a primeira Crisma na comunidade Nossa Senhora do Perpetuo Socorro presidida por Dom Ladislau Biernaski. No ano de 1988 com empréstimo de algumas famílias foi realizada a compra de mais um terreno ao lado. Hoje todos unificados. Em Janeiro de 1990 foi realizada uma reunião com o Padre Nicolau Jess para tratar de quais encaminhamentos eram necessários para se formar uma paróquia onde iniciaram-se os procedimentos. O lançamento da Pedra Fundamental da paróquia foi no dia da Padroeira em junho de 1993. E só em 06 de Março de 1994 com a presença de Dom Ladislau Biernaski,CM, foi instalada a Paróquia. Sendo o primeiro Pároco e demais: Pe. Pedro Greboge Filho – 06/03/1994 á 28/06/1997 Pe. Mieceslau Lekent – 28/06/1997 á 06/02/1999 Pe. Stanislau Slowik – 06/02/1999 á 15/02/2004 Pe. Cláudio Walenga – 15/02/2004 – Até os dias de hoje. Após a conclusão das obras na Igreja Matriz a

inauguração foi no dia 27 de Junho de 2004. É a Igreja que está localizada em frente à Praça da Bíblia. Praça que está em processo de trâmite a ser nomeada Praça João Paulo II. A Matriz destaca-se vistosa com todo o seu patrimônio. Atividades Pastorais A Paróquia tem divisa com os municípios de Campo Largo, Balsa Nova e Contenda. Com o auxílio dos Vigários Paróquias que trabalham no Colégio São Vicente de Paulo, antigo Seminário Menor, os Padres Pedro Klidzio e João Ukachenski que ajudam nos finais de semana, onde as Comunidades são atendidas de duas á três vezes no mês, as mesmas possuem a sua ação Evangelizadora, com todas as Pastorais e Movimentos atuando dentro do modelo de organização Eclesial CAEP, CAEC, CPP e CCP. Para dinamizar ainda mais as atividades Paroquiais, a mesma se utiliza dos meios de comunicação social como Rádio Iguaçu e TV Araucária, pertencentes à Fundação São Vicente de Paulo, onde juntos as demais Paróquias da região levamos ao ar pela Rádio Iguaçu as celebrações e todos os dias o programa do Momento de Luz das 11:45 às 12:05 horas, e as vinhetas do Momento Vocacional. A valorização do trabalho leigo na Paróquia é uma realidade marcante. A exemplo dos Apóstolos as lideranças estão comprometidas com o projeto de Deus em favor da vida, organizando, formando, animando os fiéis com simplicidade e muito amor. Agradecemos a Deus pelos 18 anos de nossa Paróquia, por todos aqueles que por aqui passaram deixando suas marcas, sua generosidade, seus exemplos de lutas, espiritualidade e demonstração de fé e devoção. Que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, mãe de Jesus e nossa Padroeira, continue intercedendo pelos paroquianos,

Comunidades: Matriz e Capelas Juntamente com a Matriz, a Paróquia é formada por 17 Comunidades, sendo zona urbana e rural, assim denominadas com seus Padroeiros: ZONA URBANA Estação – Santo Antonio de Pádua Monalisa – São Lucas Dalla Torre – Nossa Senhora de Lurdes Tropical – Nossa Senhora Aparecida Porto Laranjeiras – Nossa Senhora dos Navegantes ZONA RURAL Campina das Pedras – Nossa Senhora do Monte Claro Campestre – Nossa Senhora da Assunção Colônia Cristina – São João Batista Rio Verde Abaixo – São Sebastião Rio Verde Acima – São Sebastião Formigueiro – Nossa Senhora de Fátima Guajuvira – Senhor Bom Jesus Guajuvira de Cima – São Cristovão Camundá – São Vicente de Paulo Boa Vista – Imaculado Coração de Maria Rio Abaixinho – Santo Isidoro

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São José dos Pinhais - número 44 - Novembro de 2012 | FOLHA DIOCESANA

CATEQUESE

CATEQUESE COM AS FAMÍLIAS

Coordenadores estudam sobre o Ano da Fé Entre os dias 26 e 28 de outubro, os coordenadores e equipes paroquiais de catequese, estiveram reunidos na Escola Bíblico Catequética São José, no Seminário Dom Orione, no bairro Barro Preto em São José dos Pinhais. Uma das temáticas da escola foi o Ano da Fé, com o estudo da Carta Apostólica Porta Fidei, que proclama o Ano da Fé. O tema foi assessorado pelo Pe. Flávio Augusto. Devemos participar desse ano com “todo nosso coração, com toda nossa alma e com todo nosso entendimento” (cf Mt 22,37). Mas qual é o sentido do Ano da Fé? A fé ainda tem espaço em nossa cultura secularizada? Para que serve a fé? Esses e outros interrogantes são propostos aos cristãos. Respondê-los se faz necessário para todos os que desejam viver sua fé com consciência, e não apenas como uma herança

de seus pais e avós esquecida e guardada em um canto perdido da própria vida, e que não possui nenhuma incidência concreta no modo de viver, pensar,

ser e relacionar-se. O cristão diante dessa problemática não se cala e nem deve se calar. Devemos descobrir na oração os desígnios de Deus e dar respostas adequadas. Neste sentido somos convidados a percorrer um itinerário que nos leve a descobrir o significado, importância e necessidade do Ano da Fé. Para fazer este itinerário alguns apontamentos estão na Carta Apostólica Porta Fidei, fica o convite para o estudo e reflexão no grupo de catequistas. Outros temas também foram abordados na escola: o documento da CNBB n.º 97 Discípulos e Servidores da Palavra de Deus na Missão da Igreja; Introdução ao Catecismo da Igreja Católica; Animação Bíblica de toda Pastoral. Também foram apresentados os projetos e programação da Catequese com Adultos e da Catequese com as Famílias.

Imagem do Padroeiro da Diocese volta para a Catedral Durante as atividades da escola de coordenadores, ocorreu o encerramento da peregrinação da imagem do padroeiro da diocese, São José, que peregrinou pelas paróquias, como parte da comemoração pelos cinco anos da diocese. O último local que acolheu a imagem foi o Seminário Dom Orione, representando as congregações masculinas da diocese. No dia 27 de outubro, durante as atividades da escola de coordenadores de catequese, a

imagem saiu em carreata retornando a Catedral Diocesana, na sequência os coordenadores e comunidade da Catedral celebraram a Eucaristia. Na continuidade da caminhada, por intercessão de São José, pedimos para que sejamos fiéis a Jesus Cristo e atentos à voz do Espírito Santo, reafirmando a importância de percebermos os sinais dos tempos, traçando metas específicas para a catequese à luz da Sagrada Escritura, do Magistério e da Tradição.

PRÓXIMOS EVENTOS 06 de novembro

19h às 22

Reunião da Equipe Diocesana de Catequese

Centro Diocesano

11 de novembro

8h às 17h

Encontro para formadores de catequistas

Par. São Pedro – SJP

24 e 25 de novembro

8h às 17h30min Pós Catequética

FAVI

Informações e inscrições para os eventos da catequese - Fone: 3035-9817 / e-mail: catequese@diocesesjp.org.br

Preparando os encontros com as famílias dos catequizandos Por Ricardo Luis Polakowski e Vanderly Maria Polakowski

Na Catequese, um Encontro com os pais ou familiares dos catequizandos deve ser um momento onde se construa um ambiente evangelizador e sensibilize os interlocutores sobre o seu papel na catequese, não apenas para comunicados. Nestes encontros, devemos reforçar o que o Concílio Vaticano II afirmou: “a família é a primeira escola de virtudes sociais, de que todas as sociedades precisam. Este dever da educação familiar é de tal importância que, quando falta, dificilmente pode ser substituído”(GS 3; cf DGC,179). Como organizar um encontro com as famílias? Em primeiro lugar, deve-se ter em conta questões relativas ao encontro propriamente dito: 1. Convite: deve ser enviado antecipadamente, com linguagem clara e simples, mas suscitar curiosidade e interesse pelo tema a ser apresentado; explícita quanto ao local e hora onde se realiza. 2. Ordem de trabalhos: deve indicar de forma objetiva quais os momentos em que a reunião se vai desenrolar. Por exemplo: Preparação do Ambiente; Acolhimento; Oração Inicial; Tema Central; Tema secundário; Avisos; Oração Final; Breve Convívio (Confraternização ); 3. Preparação do Ambiente e Acolhimento: o acolhimento é

muito importante. O ambiente deve ser cuidado: sala limpa, bem iluminada, com cadeiras para todos, dispostas de maneira adequada às estratégias que se vão desenvolver; com arranjos florais, música de fundo, etc.. Os catequistas devem estar disponíveis para um bom acolhimento humano, recebendo os familiares à medida que vão chegando. 4. Apresentação do Tema: sugerimos que se siga o itinerário catequético, isto é, partir da vida dos pais, iluminá-la com a Palavra (desenvolvimento do tema) e, por fim, levar à conversão em ordem a um agir novo. O animador (pároco, catequista ou convidado) deve recorrer a métodos diferentes, que incluam (se conveniente) dinâmicas de grupo e audiovisuais. 5. Oração e canto: em encontros catequéticos, seja com os adolescentes, com catequistas ou com os familiares devemos sempre ler a Palavra de Deus, escolhendo textos de acordo com o tema. As músicas com letra fáceis e de conhecimento de todos. 6. Breve convívio: momento onde se crie espaço para os pais dialogarem com os catequistas dos seus filhos. Se possível terminar a reunião com um pequeno convívio à volta de uma mesa com um chá e alguma coisa para acompanhar, isso pode “quebrar algum gelo” e predispor para próximas iniciativas.

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São José dos Pinhais - número 44 - Novembro de 2012 | FOLHA DIOCESANA

ESPECIAL

EIS O ADVENTO, EIS QUE O MESSIAS VEM AO NOSSO ENCONTRO... Por Pe. Fábio Meira Junior

“Nascerá uma haste do tronco de Jessé e, a partir da raiz, surgirá o rebento de uma flor; sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus; no temor do Senhor encontra ele seu poder.” (Is 11,1-3ª) O tempo do advento possui dupla característica: é um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que comemoramos a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, como também é tempo que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações, para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Por esse duplo motivo, o tempo do advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa. (cf. Instrução Geral do Missal Romano). Este período do calendário é o ponto tanto de partida quanto de chegada do ano litúrgico, Os dois primeiros domingos celebram a vinda gloriosa do Senhor, sendo como que um prolongamento dos últimos domingos do tempo comum, encerrado pela festa de Cristo Rei do Universo. O terceiro domingo, “Gaudete”, nos traz a tônica da alegre expectativa da vinda do Salvador, evocada, sobretudo na antífona de entrada da liturgia daquele domingo: “Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: Alegrai-vos! O Senhor está perto” (Fl 4,4.5). No quarto domingo é a preparação próxima para a solenidade do Natal do Senhor. Neste tempo a liturgia convida a nos mantermos vigilantes na fé, na oração, numa abertura atenta e disponível para reconhecer os “sinais” da vinda do Senhor em todas as circunstâncias e momentos da vida e até o fim dos tempos.

Somos convidados a dar testemunho da alegria que Jesus Salvador nos traz, com a caridade afável e paciente para com os outros, com a abertura a todas as iniciativas de bem, através das quais já se constrói o Reino futuro na alegria sem fim. Esse tempo nos motiva a manter um coração pobre esvaziado de si, imitando José, Nossa Senhora, João Batista e os outros “pobres” do Evangelho, que, precisamente por isso, souberam reconhecer em Jesus o Filho de Deus que veio salvar os homens. Espera, vigilância e conversão... A comunidade Cristã, a partir da liturgia do Advento, é chamada a viver algumas atitudes essenciais: a expectativa vigilante e jubilosa pela chegada do Salvador, a esperança de uma nova humanidade, no viés da conversão permanente de cada pessoa. “Um povo a espera do Messias...” O tempo do Advento evoca o povo de Israel,

que por séculos aguardou e preparou, por meio dos profetas, aquele que fora prometido, o Messias, o Salvador. Entre esses profetas distingue-se Isaías. Em cada advento, o novo Povo de Deus, a Igreja, une-se ao povo eleito na expectação do Messias. O Profeta Isaías convoca o Povo eleito a colocar-se na atitude de espera e de preparação para instaurar o Reino messiânico, por um lado já iniciado com a Encarnação do Verbo de Deus e proclamado com a efusão do Espirito Santo em Pentecostes. Por outro lado, o reino definitivo, ainda por vir. A Igreja vive esta tensão do “já presente” e do “ainda por vir”. O Reino messiânico já está presente pela justificação, pela graça que faz os cristãos santos. Mas não está presente em sua plenitude nos corações que crêem no Senhor Jesus. É preciso que Ele venha para que se instaure o Reino de justiça e de paz, da reconciliação. Por isso, a Igreja reza neste advento: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22, 20)

Vem com Teu Espírito instaurar o Teu reino. Isaías nos chama à conversão cabe-nos seguirmos o seu apelo. “Preparai os caminhos do Senhor...” eis o apelo de João Batista, o profeta que anuncia a vinda do Messias e O mostra presente entre os homens, junto com esse apelo vem o testemunho de vida, e o convite a conversão para recebermos o Messias. O Senhor vem na vida de cada pessoa na medida em que atendemos a mensagem dos profetas, a conversão. O Senhor vem através da ação sacramental da Igreja para os que crêem no Cristo e o acolhem em suas vidas. O Senhor vem para recompensar os que produziram fruto que promova sua conversão. Em que consiste esta conversão, garantia da vinda salvadora do Senhor? Sua natureza vem expressa nas palavras de Jesus, quando é questionado pelos discípulos de João: “És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro? Jesus respondeu: Ide contar a João que estais

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ESPECIAL ouvindo e vendo: Os cegos recuperam a vista, os coxos andam, os leprosos são purificados e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados” (cf. Mt 11,3-5). A conversão se dá pelas ações concretas, na prática da justiça e no amor ao próximo. A mudança precisa acontecer dentro de nós, voltar o coração para que nossas atitudes sejam de fato, gestos de compromisso daqueles que seguem o Senhor. O advento celebra o “Deus da esperança” (cf. Rm 15,13) e vive a alegre esperança (cf. Rm 8,24-25). Deus entra na história põe em causa o homem, questiona-o, provocando um processo contínuo de conversão. O advento nos educa para vivermos as bem-aventuranças, proclamadas por Jesus (cf. Mt 5,3-12). O Advento com a sua mensagem de espera e de esperança diante da vinda do Senhor, deve nos proporcionar momento de intensa reflexão, de atitude orante, de compromissos com a comunidade... O Advento enfim, ao mesmo tempo em que nos revela as verdadeiras e profundas dimensões da vinda de Deus, recorda também, o compromisso missionário da Igreja e do cristão para a vinda definitiva do reino de Deus. Todo o anúncio evangélico da Igreja é essencialmente baseado no mistério da vinda do Senhor. “Despertai, ó Deus, os nossos corações, a fim de prepararmos os caminhos do vosso Filho, para que possamos, pelo seu advento, vos servir de coração purificado” (Oração da Coleta da 5ª feira da 2ª semana do Advento). Participar da celebração eucarística neste Tempo do Advento é acolher e reconhecer o Senhor que continuamente vem ficar no meio de nós e segui-lo no caminho que leva ao Pai; a fim de que, com sua vinda gloriosa no fim dos tempos, ele nos introduza todos juntos no Reino, para fazer-nos “tomar parte na vida eterna” com os bem-aventurados e santos do céu. “Os profetas, com voz poderosa, anunciam a vinda de Cristo, proclamando a feliz salvação, que liberta no tempo previsto. Ao fulgor da manhã radiosa, arde em fogo o fiel coração, quando a voz, portadora de glória, faz no mundo soar seu pregão. Não foi para punir este mundo que ele veio na vinda primeira. Ele veio sarar toda chaga e salvar quem no mal perecera. Mas a vinda segunda anuncia que o Cristo Senhor vai chegar, para abrir-nos as portas do reino e os eleitos no céu coroar. Luz eterna nos é prometida e se eleva o astro-rei salvador, que nos chama à grandeza celeste com a luz do divino esplendor. Ó Jesus, só a vós desejamos para sempre no céu contemplar, e por vossa visão saciados, glória eterna sem fim vos cantar.” (Hino das Laudes do Tempo do Advento. Vol I, pág. 279-280)

Dom Francisco Carlos Bach, Bispo eleito de São José dos Pinhais, visita Diocese No dia 18 de Outubro O bispo eleito da Diocese de São José dos Pinhais, Dom Francisco Carlos Bach, esteve em visita à Catedral, ao Centro Diocesano, também se fez presente ao Encontro Formativo do Clero Diocesano, onde se encontrou com os padres e diáconos que atuam na diocese. Sempre acompanhado do Administrador Diocesano Pe. Aleixo W. de Souza, pela manhã, na Catedral, foi recebido pelos fiéis que participavam das orações matinais. “Quero saudar a todos os diocesanos neste momento tão importante para a nossa igreja”, disse o prelado, que no dia 15 de dezembro assumirá oficialmente a Diocese formada por 35 paróquias distribuídas em 14 municípios da região Sul do Estado. No Centro Diocesano, foi recebido pelos funcionários e num clima descontraído, visitou cada um dos setores, cumprimentando afetuosamente e querendo saber das atividades de cada um. Com o Pe. Aleixo, o arquiteto Tobias e o Jorge, encarregado de acompanhar as reformas, visitou sua futura morada, a Casa Episcopal, onde sugeriu algumas adaptações para a melhor funcionalidade nas concretizações das suas atividades pastorais. No almoço, o Pe. Aleixo acompanhou Dom Francisco até a paróquia Nossa Senhora do Monte Claro, onde acontecia o Encontro Formativo do Clero. Lá Dom Francisco almoçou e dirigiu uma palavra àqueles que serão seus colaboradores diretos no pastoreio do povo de Deus nesta Igreja Particular. Dom Francisco, a Família Diocesana de São José dos Pinhais prepara-se para a sua alegre acolhida em nosso meio. Conte com a fidelidade, as orações e o apoio dessa parcela do povo de Deus.

Ademar/Jornal Metrópole

Na Catedral

No Centro Diocesano

No Encontro do Clero

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PARÓQUIAS, PÁROCOS, VIGÁRIOS PAROQUIAIS E DIÁCONOS CATEDRAL SÃO JOSÉ DOS PINHAIS Telefone: 3282.0243 (Pároco: Pe. Aleixo W. de Souza; Vigário Paroquial: Pe. Flávio Augusto B. de Aguiar Diáconos Permanentes: Pedro Milhoreto e Mauro Luiz da Rocha) Agudos do Sul - Paróquia Nossa Senhora da Conceição Telefone: (41) 3624-1240 (Administrador Paroquial: Pe. Ozenildo Staviski; Diácono Permanente: Joani S. da Luz Filho) Araucária - Nossa Senhora dos Remédios Telefone: 3642-1291 (Pároco: Pe. Francisco Mazur, CM.; Vigário Paroquial: Pe. Marco Aurélio Soares da Costa, CM; Diáconos Permanentes: Valdecir Antonio Bonini, Joaquim Maurício Batista e Antonio Basso) Araucária - Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Telefones: 3643-1491 e 3643-1342 (Pároco: Pe. Claudio Walenga, CM.; Vigário Paroquial: Pe. João Ukachenski) Araucária - Nossa Senhora das Dores Tomaz Coelho Telefone: 3643-3349 (Pároco: Pe. André Marmilicz, CM.; Vigário Paroquial: Pe. Jair Furman, CM.; Diácono Permanente: Nestor José Pereira e Antonio Carlos Velho) Araucária - Paróquia Senhor Bom Jesus Telefones: 3607-1111 (Administrador Paroquial: Pe. José Carlos Fonsatti, CM.; Diáconos Permanentes: Luis de Oliveira e Marcos Leandro Tokarski) Campo do Tenente - Paróquia Cristo Rei Telefone: (41) 3628-1292 (Pároco: Pe. Estanislau Gogulski, S.Chr.) Contenda - Catanduvas do Sul - Paróquia Imaculada Conceição Telefone: (41) 3638-1161 (Pároco: Pe. Marcos Miguel Valaski, CM.) Contenda - Paróquia São João Batista Telefone: (41) 3625-1414 (Pároco: Pe. Geraldo Valenga, CM; Vigário Paroquial: Humberto Sinka, CM.) Faz. Rio Grande - Paróquia Nossa Senhora da Luz Telefones: 3608-1810 (Pároco: Pe. Liberato José Bortoluzzi; Diáconos Permanentes: José Aparecido Schimidt da Silva e Célio José de Souza Nogueira) Faz. Rio Grande - Paróquia Nossa Senhora de Fátima Telefone: 3608-0168 (Pároco: Pe. Sérgio Shiguer Nishiyama, ICMS.; Diácono Permanente: Marcelino F. dos Santos) Faz. Rio Grande - Paróquia São Gabriel da Virgem Dolorosa Telefones: 3627-1391 e 3627-4769 (Pároco: Pe. Walmir Pacheco Cordeiro; Diáconos Permanentes: Valentin H. de Andrade, Joaquim A. do Carmo Filho e José Coutinho) Lapa - Paróquia Santo Antonio Telefone: (41) 3622-1484 (Pároco: Pe. Emerson da Silva Lipinski, Vigários Paroquiais: Pe. Conrado Felski e Pe. Odair José Durau; Pe. Justino Fachini; Diáconos Permanentes: Antonio de Paula Correia, Braz Pedroso, Tribeck; Darci S. dos Santos, João Antonio S. da Cruz e José Romildo Portarolo)

CONVITE PARA A POSSE DE DOM FRANCISCO CARLOS BACH, 2º BISPO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS. A Diocese de São José dos Pinhais, PR, prepara-se para a Tomada de Posse de seu 2º. Bispo Diocesano, Dom Francisco Carlos Bach e, com alegria vem convidá-lo para esse evento histórico de nossa Família Diocesana. Data: 15 de dezembro de 2012 – Sábado Horário: 10:00 hs. Local: Catedral de São José dos Pinhais, PR. Pe. Aleixo Wardzinski de Souza Administrador Diocesano de São José dos Pinhais

Lapa - Mariental - Paróquia Imaculada Conceição Telefone: (41) 3639-1145 (Pároco: Mons. Domingos Salomão Kahel, Diácono Permanente: Lourival Goll) Mandirituba - Paróquia Senhor Bom Jesus Telefone: (41) 3626-1185 (Pároco: Pe. João Maria Rodrigues Stech, Diácono Permanente: João Carlos Schiessl) Piên - Paróquia Nossa Senhora das Graças Telefone: (41) 3632-1099 (Pároco: Pe. Paulo Henrique Sgarabotto; Diácono Permanente: Robson Andrade de Souza Piraquara - Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora Telefone: 3667-0678 (Pároco: Pe. José Vanol Lourenço C. Junior; Diácono Permanente: Belmiro Nunho) Piraquara - Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Telefone: 3673-1265 / 3673-6249 (Pároco: Pe. Flávio Demoliner, SdC.; Vigário Paroquial: Pe. Alírio Joaquim Aughebem, SdC.; Diáconos Permanentes: José Coelho e Pedro Galkowski e Manoel Pereira) Piraquara – Paróquia Senhor Bom Jesus dos Passos Telefone: 3673-1694 (Pároco: Pe. Dirceu Rudinik; Diáconos Permanentes: Arthur C. Drischel e Edson Corveto) Quatro Barras - Paróquia São Sebastião Telefone: (41) 3672-1144 (Pároco: Pe. André Scaglia, PODP.; Vigários Paroquiais: Pe. Luiz Carlos de A. Gregório, PODP e Pe. Atalmir Gabriel J. da Silva, PODP.) Diácono Permanente: Silviani Joel Túlio Quitandinha - Paróquia Senhor Bom Jesus da Cana Verde Telefone: (41) 3623-1240 (Pároco: Pe. Lauro Kovalczyk, Vigário Paroquial: Mário Kovalczyk) Rio Negro - Paróquia Nossa Senhora Aparecida Telefone: (47) 3645-0364 (Pároco: Pe. Pedro Kohut; Vigário Paroquial: Pe. Sérgio Barbosa do Amaral; Diácono Permanente: Sebastião Zacarias Rosa Filho) Rio Negro - Paróquia Senhor Bom Jesus da Coluna Telefone: (47) 3642-0080 (Pároco: Pe. Marcos Kastel) S. J. dos Pinhais - Paróquia Nossa Senhora do Monte Claro Telefone: 3382-3130 (Pároco: Pe. Nikolaus Gelinger Gafeor, SVD.; Vigário Paroquial: Pe. Nivaldo da Silva, SVD) S. J. dos Pinhais - Paróquia São Cristóvão Telefone: 3282-0744 (Pároco: Pe. Estanislau Talma, SVD.; Vigário Paroquial: Pe. Guilherme Giesen, SVD.) S.J. dos Pinhais - Paróquia Santo Antonio Telefone: 3587-1411 (Pároco: Pe. Waldenir Ferreira Pires, SDS.; Vigário Paroquial: Pe. Selvino Baldissera, SDS.) S.J. dos Pinhais - Paróquia São Marcos Telefone: 3383-2504 (Administrador Paroquial: Pe. Paulo Solak, CR.) S. J. dos Pinhais - Paróquia São Pedro Telefone: 3282-1394 (Pároco: Pe. Leon Grzyska, SVD.) S. J. dos Pinhais - Paróquia Senhor Bom Jesus Telefone: 3081-4336 (Pároco: Pe. Celmo Suchek de Lima; Diácono Permanente: Douglas Leonel Marchiori; S. J. dos Pinhais – Paróquia Sagrado Coração de Jesus - Muricy Telefone: 3635-1144 (Pároco: Pe. Alojzy Fludra, SVD.; Vigário Paroquial: Pe. Jan Wargulewski, SVD.) S. J. dos Pinhais – Paróquia São Sebastião Telefone: 3634-1118 (Pároco: Pe. Alcione José de Andrade; Diácono Permanente: Procório Moreira) S. J. dos Pinhais – Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Guatupê Telefone: 3385-4955 (Pároco: Pe. João da Silva Soares; Vigário Paroquial: Pe. Hilário Scherbate. Diácono Permanente: Narciso Cordeiro da Cruz) S. J. dos Pinhais – Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Xingú Telefone: 3282-3595 (Administrador Paroquial: Pe. Leonardo Eliecer Cruz Pérez) S. J. dos Pinhais – Paróquia Nossa Senhora Rainha da Paz - Borda do Campo Telefone: 3385-8345 / 3385-7194 (Pároco: Pe. Jaime Schmitz; Vigário Paroquial: Pe. Adriano Zaranski; Diácono Permanente: Nilceu bim) Tijucas do Sul - Paróquia Nossa Senhora das Dores Telefone: (41) 3629-1124 (Pároco: Pe. Antonio Teixeira, MSC)

Notícias da Igreja - NOVEMBRO 2012 Regional Sul II promove ações na Semana Nacional da Vida Desde ontem, 1º de outubro, regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e dioceses de todo o Brasil, estão realizando inúmeras discussões e ações em defesa e promoção da vida. Até o dia 7 de outubro está acontecendo a Semana Nacional da Vida que está trabalhando o tema “Vida, saúde e dignidade: direito e responsabilidade de todos”. Na Diocese, no sábado, dia 6 às 16h o Administrador Diocesano Pe. Aleixo W. de Souza presidiu a Celebração Eucarística na Catedral de São José em comemoração à Semana Nacional da Vida.

Resultado do gesto concreto da Campanha da Fraternidade (CF), promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o FNS 2012 apoia projetos sociais em todo país, cujos trabalhos estejam relacionados com o tema da CF deste ano “Fraternidade e Saúde Pública”.

Dia da Secretária No dia 2 de outubro, na cidade de Nova Trento em Santa Catarina, aconteceu o Encontro anual das secretárias Paroquiais de nossa Diocese. A visita ao Santuário de Santa Paulina foi em comemoração ao dia da Secretária ocorrido no dia 30 de setembro.

Pastorais Sociais Estiveram reunidos na quinta-feira dia 25 de outubro, os membros da Coordenação das Pastorais Sociais da Diocese de São José dos Pinhais. Na pauta, entre vários outros assuntos, a discussão sobre a 5ª Semana Social Brasileira com o tema “Participação no processo de democratização do Estado Brasileiro” e o tema “Bem viver: caminho para uma nova sociedade com um novo Estado”. A Semana Social Brasileira é uma iniciativa da CNBB com o apoio da Comissão Episcopal para o Serviço ds Caridade, Justiça e da Paz. Pastorais Sociais, Movimentos Sociais e Organizações da Sociedade Civil.

Mais de 140 projetos já contam com o apoio do Fundo Nacional de Solidariedade O Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) aprovou mais 57 experiências de todo Brasil. Ao todo, 142 projetos sociais já contam com os recursos do Fundo, sendo 37 aprovados na primeira reunião e 48 na segunda.

Mosteiro Nossa Senhora do novo Mundo faz 35 anos No sábado dia 6 de outubro, às 10h, o Administrador Diocesano, Pe. Aleixo W. de Souza estará participando da Celebração Eucarística em comemoração aos 35 anos do Mosteiro Nossa Senhora do Novo Um Mundo em Campo do Tenente.

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PASTORAIS SOCIAIS

ANO DA FÉ

5ª Semana Social Brasileira Mutirão por um Novo Brasil

Sínodo dos Bispos e o Protagonismo Leigo “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã” Por Dc. Douglas L. Marchiori

As Semanas Sociais Brasileiras são um evento marcante não somente para a missão da Igreja, mas principalmente para os movimentos sociais e populares, pela seriedade da proposta e pelo alcance da reflexão. Promovidas pela CNBB, coordenadas pelas Pastorais Sociais através da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, Justiça e da Paz e aprovadas em Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, tornam-se um espaço de encontro das diferentes forças sociais: igrejas, movimentos, entidades, redes, etc. sendo, por isso, considerados um espaço de articulação, debate, proposição e mobilização social do Brasil. Iniciou-se na década de 1990, à partir de um rico processo de participação popular nas décadas de 1970-80, monde nasceram, e se fortaleceram as Pastorais Sociais, que juntamente com numerosos movimentos e organizações sociais iniciaram o debate para construir o Projeto Popular para o Brasil. Cinco preocupações sempre estiveram presentes em seu contexto, história, motivações e resultados: 1) um diagnóstico da realidade sociopolítica e econômica do país; 2) uma mobilização ampla de todas as forças vivas da sociedade (eclesiais e não eclesiais); 3) tomada de posição com relação a alguns compromissos concretos em âmbito global; 4) o protagonismo real e efetivo dos leigos e 5) o caráter propositivo dos debates. A Primeira Semana Social aconteceu de 3 a 8 de novembro de 1991, tratando da questão do mundo do trabalho, desafios e perspectivas, diante das inovações tecnológicas então emergentes. A partir desta discussão surgiu como tema da CF-1999 “Fraternidade e os desempregados” e o lema “Sem trabalho...Por quê?” Na Segunda Semana o tema principal foi “O Brasil que a gente quer, o Brasil que nós queremos”, buscando alternativas ao modelo econômico neoliberal imposto através das privatizações e do sistema financeiro internacional, chegando-se a uma síntese: “Brasil economicamente justo, socialmente solidário

e culturalmente plural”. Destaca-se como resultado da 2ª SSB, o nascimento do “Grito dos Excluídos”. A partir da Terceira Semana, a duração dos estudos e reflexões aconteceu durante três anos (1997 a 199) motivando a sociedade a um debate em torno do resgate das dívidas sociais e da conquista de direitos, sobretudo dos excluídos, realizando simpósios, tribunais e um Plebiscito Nacional sobre a Dívida Externa. Surge dessa discussão a Rede Jubileu Sul no Brasil, nas Américas, Ásia e África atuando na defesa de um mundo sem dívidas financeiras e sociais. A Quarta Semana foi 2004 a 2006 e partiu do pressuposto de que o panorama de riqueza e da renda, das injustiças e desigualdades sociais, da violência institucionalizada, do desemprego estrutural e da exclusão social, entre tantos outros problemas, continuavam a fazer parte das realidade no Brasil e no mundo e, portanto, da necessidade da reflexão e ação sobre esse quadro, que clama por justiça. Em 2011 iniciou-se a Quinta Semana com o tema “Participação no processo de democratização do Estado Brasileiro” e o lema “Bem viver: caminho para uma nova sociedade com um novo Estado”, tendo como proposta a reflexão sobre o papel do Estado na vida dos brasileiros e brasileiras em uma perspectiva critica e propositiva, mostrando alguns elementos e informações para estimular o debate, comparando o Estado que temos, com o Estado que queremos: De Autoritário para Democrático, de Centralizador para Participativo, de Democracia representativa para Democracia direta e participativa, de Justiça elitista e obscura para Justiça transparente, da Hegemonia do capital financeiro para a Hegemonia do Social, de Generoso com o agronegócio para Investimento na Agricultura familiar e camponesa, de Subsídios para o capital privado e transnacional para Apoio à Economia Solidária, da Concentração de Terra para a Democratização da terra – Reforma Agrária e tantos outros avanços que se fazem necessários e que, com a participação efetiva de todos os cristãos, estaremos contribuindo para a construção de um novo tempo, o tempo de Reino de Deus entre nós.

De 7 a 28 de outubro aconteceu em Roma o Sínodo dos Bispos com o tema “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”. Do Brasil, participaram os delegados da CNBB: Cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo (SP); Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG); Dom Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF); Dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB; e Dom Benedito Beni dos Santos, bispo de Lorena (SP). No início do encontro, onde participaram aproximadamente 280 pessoas, dos quais cerca de 200 bispos e, após uma reflexão do Papa Bento XVI, a palavra do Secretário Geral do Sínodo e do Relator do Encontro, cada participante teve a oportunidade de intervir por 5 minutos, cada um fazendo suas observações sobre o tema em debate, até que , ao final, quando todos tiveram possibilidade de participar, aconteceram os trabalhos em grupos para a elaboração das propostas sobre os vários aspectos do tema, votadas e encaminhadas ao Papa, como fruto dos trabalhos sinodais. Dentre as variadas reflexões, uma de extrema importância aconteceu no dia 15 de outubro. Ainda com a presença do Papa aconteceu um apelo em favor da paz e do diálogo na República do Mali. O país africano, vivendo um “tempo de inquietude” pelas dificuldades sociais e políticas, bem como eclesiais em função dos obstáculos da evangelização num contexto em que os confrontos entre rebeldes e o governo provisório são uma ameaça para a religião. Assim, os padres sinodais invocam a paz e reiteram a importância do diálogo. Mas não são apenas as crises africanas que preocupam. Também são sombrias as páginas europeias, em que a globalização cria novas formas de martírio, incruentas, mas sofridas: a intolerância em relação aos cris-

tãos é indolente, mas contínua: Deus não é somente negado, mas desconhecido. Diante de tal realidade a igreja pode depositar sua confiança em “três instrumentos”, afirma o Sínodo: os leigos, as famílias e o diálogo ecumênico e inter-religioso. Portanto, os leigos devem ser formados de modo adequado, sólido, intenso, até, quem sabe, mediante Sínodos locais que os envolvam diretamente, de forma que sejam capazes de não ceder às ilusões do mundo e de dar testemunho dos valores autênticos, não baseados no conformismo da fé. O Sínodo ressalta que não se pode ser, ou membros da igreja, ou cidadãos do mundo. As duas dimensões caminham juntas. Os leigos devem estar unidos em redes nas dioceses, segundo os bispos, porque se a igreja se distanciar da sociedade, a nova evangelização não produzirá frutos. Destaca ainda, o grande desafio da família, Igreja doméstica, sujeito de evangelização. Deflagrada a causa da historia ocidental baseada na libertação de todo e qualquer laço, hoje a questão familiar se apresenta como o problema número um da sociedade, tanto que se acredita mais na fidelidade ao time de futebol do que ao matrimônio. E a Igreja não pode calar-se, porque está em jogo a estabilidade da própria sociedade. Daí o convite para colocar-se a família no centro da política, da economia e da cultura, bem como que a Igreja saiba tornar-se “família das famílias”, inclusive das famílias feridas. Por fim, o Ecumenismo e o diálogo inter-religioso não podem ser excluídos, sendo necessários para essa “nova evangelização”. Naturalmente sabe-se das dificuldades. De modo particular, no campo ecumênico, onde as divisões entre os cristãos é, sem dúvida, o grande obstáculo da nova evangelização, divisão essa que não é inócua em relação à descristianização da Europa e da sua atual fraqueza política e cultural.

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JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE – RIO 2013

Ser voluntário na JMJ Rio 2013 A atitude começa agora Uma maneira diferente de exercer sua juventude durante a JMJ é sendo um voluntário ou uma voluntária. Curta a Jornada Mundial da Juventude mostrando seu dom, fazendo aquilo que você mais gosta e sabe fazer melhor. Siga milhares de pessoas que chegam de sorriso e braços abertos para construir um evento que movimenta milhões. Compartilhe a alegria de ser voluntário, e mais do que ser servido, venha para servir. Porque ser jovem é isso, é crer sem limites, caminhar até onde for e não desistir da sua missão, e ainda levar mais pessoas a fazerem o mesmo! Já foram recebidas cerca de vinte mil inscrições para o voluntariado e são esperados até sessenta mil voluntários espalhados por diversos pontos estratégicos do Rio de Janeiro. Como nas edições anteriores da Jornada, serão admitidos estrangeiros para o voluntariado. “É muito importante que os candidatos confirmem a inscrição. Todos recebem um e-mail automático ao final do preenchimento do cadastro. Quem fez o cadastro antes da versão atual que está no site, receberá um e-mail com um link para atualização das informações necessárias”, afirmou Padre Ramon Nas-

cimento, diretor do Setor de Voluntários da Jornada. Ao ser selecionado o jovem receberá via e-mail um login e senha de acesso ao portal da JMJ, onde verá o material de formação espiritual e cultural. Posterior a isso, serão marcados encontros de formação específica que orientará as atividades que o voluntário desempenhará. Para ser voluntário será necessário ter no mínimo 18 anos completados antes da data inicial da JMJ (23/07/2013). Não há uma idade limite, jovens e adultos serão necessários, pois há diversas funções para os voluntários. Eles podem servir: - Na hospedagem, nos aeroportos e rodoviárias ou nos pontos de informação; Na organização dos eventos de massa, nos atos culturais e na liturgia ou nas catequeses; - Na tradução, nos serviços de saúde (apenas brasileiros) ou nos setores administrativos; - Na comunicação (redes sociais); No auxílio aos portadores de necessidades especiais entre muitas outras áreas de atuação. Para inscrever-se para o processo seletivo de voluntariado da JMJ Rio 2013, bem como tirar suas dúvidas, acesse www.rio2013.com/pt/voluntarios.

Jovens da Diocese de São José dos Pinhais selecionados para o voluntariado Já são cerca de 20 jovens de nossa diocese selecionados para cumprir essa belíssima missão como voluntários na Jornada Mundial da Juventude de 2013. Conversamos com a jovem Franciele Cantido, 24, que foi uma das selecionadas de nossa diocese.

1. O que te levou a inscrever-se como voluntária para a JMJ - Rio 2013? Ao ouvir relatos de amigos que foram para a JMJ Madri, pensei que não podia ficar fora do JMJ Rio! Então já tinha decidido participar. Porém, aos poucos, a sensação de que eu poderia ser útil durante a Jornada, colocando meus dons e talentos a disposição da juventude, começou a tomar conta de mim e então busquei informações sobre como ser voluntária e me inscrevi.

ders, eventos e shows para a juventude, entre outras atividades. Hoje posso dizer que a minha vida está voltada para a juventude, pois além destes trabalhos mencionados em São José dos Pinhais, divido-me em alguns grupos de jovens e oração em outras cidades da região. Penso que através de uma linguagem bastante jovem e até mesmo do senso de humor (sadio) é possível levar a palavra de DEUS, a devoção à Virgem Maria e o amor ao Santíssimo Sacramento até outros jovens. Somos jovens 2. Sabemos que, ao dizer evangelizando jovens. SIM à Deus, começamos um "trabalho voluntário para 3. O que você espera gatoda a vida". Sendo uma jo- nhar com a experiência de vem, como é seu voluntaria- ser voluntária na JMJ - Rio do na sua Diocese? 2013? Eu diria que meu voluntariaNão criei expectativas. Pendo é regido pelo amor e pela dis- so que serei útil conforme a ponibilidade, mas para falar dele vontade de DEUS, pois é Ele preciso mencionar minha grande quem nos molda conforme sua amiga Maria Isabel Ladika, pois vontade e nossa permissão. tudo que fazemos na diocese é Emociono-me ao pensar na compartilhado. Trabalhamos em quantidade de jovens reunidos diversas áreas na Diocese, em e a intensidade das experiênalgumas paróquias diferentes. cias que serão trocadas. Não Catequese, grupo de canto, ani- entre nações, mas sim entre jomação vocacional, fotografia, fol- vens que amam a DEUS.

Informe Sobre a JMJ Fone: 3035-9814 / e-mail: jmj@diocesesjp.org.br

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POR DOM BERNARDO BONOWITZ

O Reinado de Jesus “Céus e terra passarão, mas minhas palavras não passarão”

Uma mudança significativa no calendário Nos tempos idos da minha juventude, a solenidade de Cristo Rei era observada durante o mês de outubro, ao invés de no último domingo do ano litúrgico. A antiga prática tinha uma certa beleza, porque na época, o evangelho do último domingo concluía com a frase do Senhor, “Céus e terra passarão, mas minhas palavras não passarão”. Lembro-me de sentir um arrepio de admiração e santo temor cada vez que estas palavras eram proclamadas. Pensar que quando toda a antiga criação tivesse desaparecido e cedido lugar aos novos céus e à nova terra, as palavras de Jesus ainda continuariam válidas, ainda continuariam ressoando, brilhando com a glória de Deus. Parecia não haver melhor maneira de encerrar o ciclo litúrgico. Mas, de fato, a decisão da Igreja de mover a solenidade para sua posição atual tem um profundo significado teológico. Cristo Rei se senta entronizado no final do tempo litúrgico, o cumprimento de todas as Escrituras, a recapitulação de toda a criação, o Senhor do céu e da terra – o céu e a terra que passarão e o céu e a terra que não passarão. A solenidade é uma oportunidade de saborear novamente a alegria da Ascensão. Cristo é exaltado para sempre e está sentado à direita do Pai. E de acordo com S. Paulo, o trono é tão espaçoso que tem lugar para todos nós que cremos nele sentarmo-nos ao seu lado. Há lugar para todo o corpo místico. Cristo é rei e com ele reinaremos para sempre, como uma nação de reis e de sacerdotes. Mas que tipo de rei é ele? As antífonas, orações e leituras para esta celebração afirmam vez após vez que Cristo é rei. Mas a leitura culminante da Missa, o Evangelho, para cada um dos três anos do lecionário, insiste em nos dizer que o reinado de Jesus é totalmente diferente da realeza que imaginamos espontaneamente. Assim como os primeiros discípulos de Jesus tiveram que se reconciliar com a ideia de que ele era um Messias sofredor (um Messias da Sexta-Feira Santa) e não um Messias político (um Messias do Domingo de Ramos), assim somos chamados a experimentar que Jesus não é nosso rei tradicional, mas um rei que nós jamais sonharíamos em imaginar caso ele mesmo não no-lo revelasse. No Evangelho do ano A, na parábola dos cordeiros e dos cabritos, Jesus abole toda distância entre si mesmo e seus súditos. Não somente ele se coloca junto dos “seus pequeninos”; ele se identifica totalmente com eles. “O que quer que fizerdes... ou deixardes de fazer... a qualquer um destes meus pequeninos, foi a mim que o fizestes”. Entendemos espontaneamente que é para nosso proveito

que é verdadeiro. Jesus é o rei da verdade. Tudo o que fala é verdade – a plena verdade – e todo aquele que é veraz, todo aquele que busca a verdade de todo o seu coração e a ela se atém quando a encontra e que está disposto a se sacrificar a fim de não perdê-la – toda pessoa assim pertence ao seu reino, e escuta a sua voz. Para Pilatos, a verdade é um nada, um bolha de sabão – “O que é a verdade?” Para Jesus, trata-se de toda a razão de sua vida e missão: “Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade”. S. Paulo diz que ao pecar, “Os homens trocaram a verdade de Deus por uma mentira”; Jesus, na sua missão régia, põe um fim à mentira e dá de volta à humanidade a verdade de Deus, que é obediência a ele e comunhão com ele. Mas o mais pungente de todos, a meu ver, é o evangelho do ano C. O texto do evangelho do ano A precede imediatamente a narrativa da paixão de Jesus. O texto para o ano B aparece no meio da paixão de Jesus: o julgamento perante Pilatos. O terceiro evangelho descreve a conclusão da paixão de Jesus: sua morte na Cruz. A cruz, certamente, é o último lugar no qual se procura por um rei; um homem crucificado pode ser ridicularizado ou ser alvo de pena, mas não reverenciado e muito menos invocado. Mas o bom ladrão é um grande teólogo. Em sua própria agonia pecaminosa, ele chega a entender que é Jesus crucificado quem tem os céus à sua disposição para concedê-los imediatamente a todo aquele que pedir com fé e humildade. E sua intuição é perfeita. Ele demanda o supremo favor de um rei, e o rei lho concede: “Ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Jesus é o rei da vida eterna e tem o poder e o direito de distribuir abundantemente aquela vida que ele lucrou na Cruz.

encurvarmo-nos diante de um rei, servi-lo e atendê-lo em todas as suas necessidades. Mas Jesus se descreve aqui como o rei do qual não dá para escapar. Para onde quer que se volte, ali está ele, esperando tratamento real. Onde quer que haja um pobre, um doente, um maltrapilho, um forasteiro, um prisioneiro (e há milhões no Brasil, bilhões no mundo), ali estou eu, esperando por você para atender todas as minhas necessidades. Mas Jesus, se

eu for servi-lo em cada homem ou mulher necessitado que eu encontrar pelo caminho, isto seria um trabalho de tempo integral, um trabalho vital��cio. “Pois é”, responde Jesus. No ano B, Jesus fala do seu reino como “fora do mundo”. Sejamos sinceros: nós, como Pilatos, somos mundanos, e quando Jesus diz que seu reino não é deste mundo, isto parece mais ou menos igual a dizer que seu reino é não-existente. Mas o contrário é

Que tipo de reis e rainhas somos? S. Paulo diz aos coríntios que eles começaram a reinar, sem que ele estivesse com eles para reinar conjuntamente. Todos nós temos um imenso desejo de reinar – uma libido dominandi, uma concupiscência de dominar sobre os demais. Nossas famílias, paróquias e comunidades sofrem imensamente com nossa ambição de poder e nosso abuso dele. Os três evangelhos desta solenidade são um breve curso em realeza, com Jesus como palestrante. “Sim, meus caros”, eles diz a todos nós. “Vocês nasceram para reinar. Mas reinar significa servir-me dia após dia nos últimos dos últimos; significa ser fiel à verdade quanto quer que ela venha a custar; significa transformar seus próprios sofrimentos numa fonte de vida para os outros. Ouvir isto dos lábios de Jesus, do coração de Jesus, algo em nós é profundamente tocado e rezamos a ele como rezamos ao Pai: “Jesus, venha a nós o vosso reino!”

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São José dos Pinhais - número 44 - Novembro de 2012 | FOLHA DIOCESANA

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Encontro Formativo do Clero

FESTA DAS CAPELINHAS - 2012

O clero da Diocese de São José dos Pinhais esteve reunido no dia 18/10/2012 no Salão Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Monte Claro em São José dos Pinhais no Encontro de Formação Permanente sobre o “Ano da Fé “, com a assessoria do Pe. Antonio Luiz Catelan Ferreira, membro da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB. Lembrava o Assessor que o então Papa Paulo VI em 1967 já havia proclamado um Ano da Fé, no contexto do 19º centenário

do martírio de São Pedro e São Paulo com o objetivo de retomar a “exata consciência da fé para reavivar, purificar, confirmar e confessar e, que agora, o Papa Bento XVI retoma a intenção fundamental do anterior, precisamente para dar um renovado impulso à missão de toda a Igreja, de conduzir os homens para fora do deserto em que muitas vezes se encontram. Estiveram presentes à reunião a grande maioria dos padres religiosos e diocesanos, bem como diáconos permanentes e seminaristas.

2º Encontro Diocesano de Coordenadores Paroquiais e Agentes da Pastoral Familiar No último dia 28 de Outubro, aconteceu na Paróquia Senhor Bom Jesus, em São José dos Pinhais, o 2º encontro diocesano de coordenadores paroquiais e agentes da Pastoral Familiar. O encontro teve início às 08:00h, com a celebração da Santa Missa, presidida pelo Pe Aleixo Wardzinski de Souza, Administrador Diocesano. Na parte da manhã, a coordenação diocesana abordou os assuntos apresentados no 4º Congresso Regional Sul II, realizado em setembro na cidade de Francisco Beltrão-Pr, sob o tema: A Família, o trabalho e a festa. Três dimensões da nossa vida que se devem encontrar num equilíbrio harmonioso. Foi tratado ainda, sobre o projeto em andamento para promover as Associações de famílias, sobre o abaixo-assinado em defesa da vida e sobre casais em 2ª união. Também foi apresentado um aprofundamento sobre o tema “A Família e a iniciação cristã”. Na parte da tarde foram realizadas reuniões por setor, para avaliar os trabalhos e as necessidades de cada setor. O encontro foi finalizado com a apresentação dos trabalhos por setor e com a entrega do pla-

nejamento diocesano da Pastoral Familiar para 2013. Participaram do encontro quarenta e seis casais das diversas paróquias, a equipe de coordenação diocesana, equipe de apoio e três Diáconos Permanentes, totalizando cento e vinte pessoas. Diác. Lourival Goll - Assessor Diocesano da Pastoral Familiar.

Nos dias 20 e 21 de outubro aconteceu na Catedral São José dos Pinhais mais uma edição da tradicional Festa das Capelinhas, promovida pelo Movimento das Mensageiras, juntamente com o CAEP Paroquial. Calcula-se que mais de 4 mil pessoas participaram dos eventos nos dias de festejos, que no sábado, 20, contou com a tarde do pastel, acompanhada de um pequeno show de prêmios. No domingo, 21, as festividades tiveram início com a Missa Solene

na Catedral, presidida pelo Administrador Diocesano e Pároco da Catedral Pe. Aleixo W. de Souza, seguida da procissão das Capelinhas até a Sede das Associações, local da festa. No final da tarde, o destaque da festa ficou por conta do grande Show de Prêmios, com o sorteio de um automóvel, 5 mil reais, uma geladeira e um TV 32”, entre outros prêmios. Aos que ajudaram e contribuíram com a realização de mais uma festa, fica o agradecimento da coordenadora do Movimento das Capelinhas e do Pároco.


Folha Diocesana São José dos Pinhais – edição nº 44