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Colégio Politécnico Pio xii | Juiz de Fora| Março 2013

Compreensão INFORMAÇÃO TORNOU-SE A PALAVRA-CHAVE DO SUCESSO

Hábito da leitura amplia conhecimento e poder de argumentação Jaqueline Dias

Você já parou para pensar que pode ser considerado um verdadeiro privilégio unir as letras à sua frente, formar palavras e dar sentido às construções? As junções ocorrem para dar vida aos verbos, pronomes, adjetivos, substantivos e, então, pode sair o “amar”, “sorrir” ou “brincar”. A elaboração resulta em um emaranhado de encontros, que só podem ser compreendidos através da leitura. Talvez seja por esse fato que Monteiro Lobato foi tão feliz ao defender que “um país se faz com homens e livros". O estudante do primeiro módulo do curso Técnico em Administração, do Colégio Politécnico Pio XII, Tárcio Benjamim Bezerra Bahia Silva, poderia elaborar uma lista de objetivos que foram alcançados através dessa saudável prática. “Graças às pesquisas que realizei, defini minha formação e já estou começando a me encontrar como profissional. E ainda conquistei meu atual emprego porque, devido ao conteúdo que busquei antes do processo seletivo, tinha maior poder de argumentação que os demais candidatos à vaga. Fiz a entrevista já munido de informações a respeito do grupo que desejava integrar”. O primeiro contato do discente com tal universo surgiu ainda na infância, através de contos alugados em bibliotecas. E por mais surpreendente que possa parecer, Tárcio possui um dicionário que carrega a tiracolo, visando sanar dúvidas durante seus estudos. “Sou apaixonado, sim, por gramática. Inclusive, tenho o hábito de ler os livros didáticos aos quais tenho acesso. Dessa forma, quando for prestar concursos, um objetivo em longo prazo, já terei uma base mais sólida que certamente irá contribuir para minha aprovação”. De acordo com o psicólogo e docente do Colégio Politécnico Pio XII, Leonardo Vargas, a informação, atualmente, é a chave de crescimento não só dos profissionais, mas principalmente das grandes empresas. “Grupos com patrimônios elevados passam por momentos conflituosos porque falta mão de obra com conhecimento. E a única maneira de buscá-lo é estudando e, principalmente, lendo. Há uma visão distorcida de que o hábito acabou, mas esse é um ledo engano. Até mesmo onde avaliamos que a ação não está presente, ela se manifesta. Posso citar, por exemplo, as redes sociais e as mensagens SMS, em que os indivíduos trocam dados diariamente”. Foto: Ilustrativa

Tárcio Silva em mais uma pesquisa no dicionário, dessa vez acompanhado por Laís Tavares, sua colega de turma

Fotos: Assessoria

Angelita Marchi debruçada sobre o livro de cabeceira dos profissionais do curso Técnico de Segurança do Trabalho

O especialista comentou que os próprios jovens têm externado que a necessidade permanece latente. “Por isso, reforço que a plataforma pode ter se modernizado, mas a base permanece. O que era mais clássico, como jornais e revistas, cedeu espaço para os equipamentos eletrônicos”. Contudo, segundo Leonardo, apesar dos novos formatos atraírem, a cada dia, mais adeptos (a expectativa da IDC é de que 190,9 milhões de unidades de tablets sejam vendidas até o final de 2013), o documento impresso não perdeu seu valor. “Atualmente temos um ‘excesso de informação’, mas sem um registro permanente, que vai acontecer principalmente através dos livros, o conteúdo pode se perder. Esse material permite não só a intensidade, mas também a constância”. A visão do educador é compartilhada por Angelita Marchi, professora de Legislação do curso Técnico em Segurança do Trabalho. “Brinco com os discentes que a obra de ‘cabeceira’ deles deve ser a de Normas Regulamentadoras Relativas à Segurança e Medicina do Trabalho”. A profissional, que é formada em Direito, defendeu a importância da leitura e alegou que sua carreira profissional também foi guiada por sua paixão. Continua na página 4


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Empreendedor Técnico CONHEÇA PARTE DO ELENCO DE PROFISSIONAIS QUE INTEGRA O CURSO

Paixão pela Informática estimula formação na área

Fotos: Assessoria

Alexandre é docente e professor referência do curso Técnico em Informática, do Colégio Pio XII. Sua trajetória começou em 1992, época em que a formação na área estava amplamente valorizada. “Ansiava por rápida colocação e o mercado carecia de mão de obra. Outro atrativo era o fato de que a instituição já direcionava os profissionais para as empreAlexandre sas que apresentavam demanda. Era garantia de contratação”. Mesmo durante sua formação, ele não vislumbrava a possibilidade de se tornar um educador. “Quando surgiu o convite para ser monitor, em 1995, acabei me envolvendo com as turmas e fui ‘conduzido’ para minha atual colocação, no ano seguinte”. A experiência, segundo Alexandre, foi estimulante. “A postura do docente deve ser diferenciada, pois seu papel é semelhante ao de um líder, que indica os caminhos mais acertados e conduz jornadas. Somos analisados com frequência, por isso, temos de ser boas referências. Mas não há palavras para expressar o quanto é gratificante saber que contribuí para a formação de centenas de bons profissionais”. Sobre sua relação com o Pio XII, ele não titubeia em destacar que tem a instituição como sua segunda casa. “Devido à oportunidade que tive acesso, foi possível me tornar um profissional reconhecido. Sinto orgulho em dizer que ‘visto a camisa’ e batalho pelo crescimento de todos”. Além da experiência como professor do ensino técnico, Alexandre ainda ministra parte dos cursos livres ofertados pelo Colégio. “A experiência teve início há dois anos e veio com a finalidade de agregar mais conhecimento aos discentes. Nos empenhamos para tentar proporcionar novas experiências e como o mercado é muito dinâmico e exige constante atualização, recomendamos que eles não se atenham somente ao que é transmitido em sala”.

Professores de Informática, em momento de descontração, com sorrisos que denunciam o astral do grupo Jaqueline Dias

Você acha possível que diferentes personalidades possam se “completar” para formar um grupo de educadores de primeira linha? Os professores do curso Técnico em Informática, do Colégio Politécnico Pio XII, provam que sim e são um exemplo claro de que os opostos são valorosos quando se trata de educação. Alexandre Magalhães, Douglas de Almeida, Evandro César de Siqueira, Giovanni Tasca, Paulo Cézar Matozinho Ferreira e Víctor Gomes de Souza somam aproximadamente 50 anos de dedicação à instituição e possuem histórias diversas, que transitam entre engraçadas e, até mesmo, emocionantes. Em uníssono, semelhante ao famoso “Sexteto do Jô”, eles declararam sua paixão pela área e, também, por lecionar. Esse grupo, em conjunto com outros colaboradores, se uniu para transmitir conhecimento e, mais do que ensinar, tais mestres “representam” uma bússola, indicando o caminho ideal a ser percorrido. Como eles gostam de exaltar, a interação e harmonia são latentes, o que possibilita o desenvolvimento de um trabalho coerente com as necessidades do mercado de trabalho. Entre risos e revelações inusitadas – como “já prendi companheiros de equipe nas salas de manutenção” –, eles relataram o que o Pio XII representa em sua vida pessoal e profissional e também explicaram como deram continuidade à formação inicial, mantendo projetos paralelos, o que ainda contribui para uma atualização constante das informações transmitidas em sala. Nos depoimentos a seguir, eles contam os motivos que desencadearam a escolha pela instituição e, também, por Informática.

Douglas A expansão da área de Informática motivou Douglas a buscar uma capacitação com esse foco, em 1997. Após três anos de dedicação e aprendizado, ele foi selecionado para atuar como monitor o que, segundo ele, permitiu não só maior interação com a tecnologia como, também, conhecimento mais específico sobre o conteúdo que, posteriormente, iria lecionar. “Fui me encantando e, em 2001, quando surgiu a possibilidade de integrar o quadro de colaboradores, não tive dúvidas de que esse

era o caminho que desejava trilhar. O Pio XII representa o ‘start’ da minha carreira, local onde me tornei um profissional competente. Por isso, sempre reforço que os estudantes devem valorizar a formação técnica, de forma que possam exercer suas atividades em um curto espaço de tempo e, mais tarde, trabalhar novas habilidades e especializações com a vida financeira mais estável”. Douglas, atualmente, também dá aulas para alunos do 6º ao 9º ano de uma instituição parceira do Pio XII, situada em Lima Duarte e é coordenador de Informática do local. Ele ainda vai iniciar um novo momento em sua carreira, ao ministrar cursos livres na instituição. “Sempre reforçamos com os discentes que a realização de atividades extras é um importante diferencial no currículo. E as oportunidades de estágio jamais devem ser dispensadas, porque representam uma porta de entrada real para o mercado de trabalho”.

Expediente: Diretora Geral: Drª Jane Aragão Diretor Pedagógico: Erickson Aragão Diretora de RH: Josane Aragão Diretora Financeira: Flávia Aragão

Diagramador: José Anselmo Pereira Revisora: Elaine Milagre Jornalista: Jaqueline Dias


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O mais novo integrante desse grupo é Evandro. Ele comentou que optou pelo curso de Informática devido à influência de seu irmão, que trabalha com a comercialização de softwares e da irmã, que já havia se formado no Pio XII. Seu objetivo era obter rápida entrada no mercado de trabalho e ele avaliou a formação como uma experiência única. “Jamais imaginei que a área englobasse tantas possibilidades. Meus horizontes foram se ‘abrindo’ para a questão da tecnologia”. Enquanto discente, ele contou que já ficava atento às oportunidades, principalmente às reEvandro lacionadas à monitoria. Evandro participou, inclusive, de um programa da Microsoft Brasil voltado para estudantes. “Por isso recomendo a realização de estágios. Não há experiência que possa se igualar a essa”. Após sua formação, em 2011, ele foi convidado para ser monitor. “Sempre deixei claro meu interesse em integrar o quadro de professores da instituição e via essa oportunidade como uma chance de ficar mais perto do meu objetivo”. Tamanha dedicação, empenho e interesse foram recompensados. Após seis meses, ele foi contratado. “Fiquei maravilhado e, ao mesmo tempo, surpreso. É uma responsabilidade diferente porque minha profissão contribui para a formação do aluno. É um desafio diário buscar novos conhecimentos e informações”. Além de educador, Evandro ainda possui sua própria empresa que presta serviços de manutenção, redes e desenvolvimento e é sócio de uma segunda, que também atua na criação de sistemas. Para quem almeja seguir o mesmo exemplo, ele deu algumas dicas. “A partir do momento em que a formação é escolhida, é necessário comprometimento. O mercado é amplo, falta mão de obra qualificada e a atualização é sempre necessária. Participem de fóruns, pensem no futuro e analisem quais áreas pretendem atuar para que seja possível direcionar as energias”.

Giovanni O início da vida profissional de Giovanni foi arquitetado longe das salas de computadores. Seu objetivo era ser educador físico, mas seu anseio por entrar no mercado de trabalho o impulsionou a recorrer à formação técnica. Ele contou com o apoio e incentivo dos familiares para mudar de direção e, ao se deparar com o curso foi surpreendido, pois começou a conhecer a amplitude que envolve a área da Informática. “Optei pelo Colégio Pio XII porque esta é uma instituição conceituada. Concluí minha

instrução em 2006 e, posteriormente, atuei como monitor por dois anos, absorvendo todo o ensinamento necessário e me ‘dividindo’ entre monitoria e manutenção dos equipamentos. Fiz projetos, redes, mas ainda não vislumbrava o cargo de professor”. Contudo, quando a vaga surgiu, Giovanni não pensou duas vezes e agarrou a oportunidade. “Foi e é um momento satisfatório. Ser docente não é uma tarefa fácil, pois existem comparações e cobranças. Mas através do conhecimento e com determinação, os alunos se transformam em parceiros. E o mais interessante é notar que o Colégio valoriza o indivíduo que se dedica e demonstra seu potencial. Por isso, ressalto desde o primeiro dia que o curso deve ser levado a sério, porque o mercado é exigente e ambiciona o ‘melhor’. Nós transmitimos a base, servimos de alicerce, mas o complemento deve partir do profissional em formação. Como eu, qualquer indivíduo pode lecionar e ser gestor do próprio negócio”.

Paulo Cézar Paulo Cézar, carinhosamente conhecido como “PC”, começou sua trajetória no Pio XII um pouco distante da Informática. A princípio, ele fazia o curso Técnico em Eletrônica, com foco mais direcionado para a questão da manutenção, seu real interesse na época. No entanto, quando a questão da informatização começou a atingir seu ápice, ele decidiu que deveria mudar de formação, uma vez que a área já demandava conhecimento técnico específico. A princípio, sua família ficou receosa porque os equipamentos eram onerosos, o que forçava o estudante a ser ainda mais dedicado, porque não poderia praticar os ensinamentos em casa. “Me empenhei, concluí meus estudos em 1997 e, no ano seguinte, conquistei a vaga de monitor. Assumi a parte de informatização da Secretaria e trabalhei na A curiosidade levou Víctor a descobrir sua verdadeira vocação. Desde jovem, ele já gostava de montar e desmontar computadores. “Formatava máquinas, consertava algumas, destruía outras”, comentou, rindo. Contudo, mesmo já tendo uma afeição à tecnologia, ele acabou enveredando para outro rumo. Sua história no Colégio Pio XII teve início quando ele cursou o Ensino Médio Integrado à Informática e, em seguida, concluiu o Técnico em Contabilidade, em 2006. Como não foi feliz em sua escolha, ele voltou às salas de aula, dessa vez para dar andamento ao que realmente tinha interesse. “Em 2008, finalizei o curso de Informática e nos dois anos seguintes, fui monitor da instituição. Posteriormente, fui convidado para ser docente. Ser contratado não era algo premeditado. Pode parecer estranho, mas não tenho o hábito de fazer planos. Meus objetivos vão sendo alcançados através da dedicação que deposito no que desejo, sem cobranças. E é interessante notar que descobri uma habilidade, que é lidar com o público, algo que não passava pela minha cabeça”. Vítor frisou que a formação técnica direcionou sua vida profissional e a escolha pelo

execução de modelos de documentos e formulários relacionados à parte gráfica”. Em 2000, foi efetivado como Técnico de Informática e atuava auxiliando os professores. Um ano mais tarde, a vaga como professor surgiu e seu nome foi indicado. “Acredito que esse era o passo esperado diante da minha carreira dentro da instituição. É uma experiência incrível, pois vejo a arte de lecionar com muito prazer. Tenho grande carinho por tudo que já vivenciei aqui, principalmente porque sei que contribuí para a formação de um grande número de estudantes que hoje são colegas de mercado”. Como a formação técnica tem em sua base a questão do desenvolvimento do espírito empreendedor, com PC não seria diferente. “A Informática me completou, mas sempre ansiei por gerir meu próprio negócio e, ao longo do curso, fui migrando para o desenvolvimento de softwares, o que possibilitou a criação de uma empresa de sistemas e suporte, com atuação entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Hoje, minha vida financeira é estável. Por isso, recomendo que os alunos atuem em algo que seja deles. O indicado é que eles formem uma equipe e trabalhem juntos, de maneira que se tornem mais fortes perante as dificuldades”.

Víctor Colégio se deve ao fato de que o local é referência e conta com alto grau de aceitação no mercado. Atualmente, ele divide seu tempo entre as atividades desempenhadas no Pio XII, em uma empresa de assistência técnica autorizada e gerindo seu próprio negócio. “Devido às facilidades proporcionadas, acredito que o ensino técnico, em inúmeros casos, é mais importante que o superior, por ser mais rápido e direcionado. Por isso, oriento os alunos a sempre agirem de forma ética e profissional, de forma que possam conquistar seus próprios clientes”.


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rias e dar ‘ares de mistério’ às passagens”. Devido à afeição, Angelita acabou desenvolvendo o dom da escrita e ainda hoje compõe poesias, sendo, inclusive, já premiada em concursos. “Com a leitura, não consigo me ver ‘solitária’. Reflito, amplio meus horizontes e estruturo ideias”. As primas Hellemn e Rebeca Cardoso, ambas do terceiro módulo do curso Técnico em Eletrônica, também nutrem grande afeição pelos livros. Para as meninas, cada obra aborda uma questão que, em algum momento, vai contribuir para a resolução de impasses do cotidiano, proporcionando a formação de opiniões maduras e concisas. Leonardo Vargas, por fim, frisou que a leitura também é vital porque os objetivos que almejamos surgem, em primeiro lugar, no imaginário e, por isso, ideias precisam ser idealizadas para serem colocadas em prática. “Ocorre uma construção abstrata da realidade. E o livro atua como amplificador desses anseios. Sendo assim, o costume deve ser inserido já na infância, com os pais lendo e estimulando as crianças porque elas, em geral, adotam posturas por imitação. Assim, será possível formar indivíduos mais criativos, sensíveis e com empatia pelo demais”. Se você conseguiu concluir a leitura deste texto, sinta-se um privilegiado por não integrar o grupo de 12,9 milhões de brasileiros com mais de 15 anos Hellemn e Rebeca Cardoso realizam testes e fazem registros de todo o que não sabem ler e escrever. Os dados integram o relatório da Pesquisa Nacional por Amostra de conteúdo, que será estudado em conjunto com os livros das disciplinas Domicílios (Pnad), organizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2011, “Meus familiares foram incentivadores desse hábito e meu encantamento tam- período base da pesquisa, a população era composta por 195,2 milhões de pessoas. Ou seja, 8,6% não bém é proveniente do empenho de meu pai, que tinha o costume de criar histó- tinham condições sequer de ler placas, confidências de amigos ou bilhetes apaixonados.

Informativo Março 2013  

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