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Conexão Comércio - Jan/Fev 2013

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Mensagem do Presidente Emerson Beloti de Souza Presidente do Sindicomércio - JF Vice-Presidente do Sistema Fecomércio Minas

Prezados Leitores, Quero levantar alguns assuntos de extrema importância, que vem se arrastando a várias administrações municipais, seja por falta de verba, vontade política ou outro fator que desconhecemos. Importante se torna registrar que as críticas são bem vindas quando vêm acompanhadas de sugestões para a solução ao desafio exposto. Portanto, convido a uma leitura de alguns dos principais assuntos que, na visão do Sindicomércio-JF, são fundamentais para o bem estar e desenvolvimento socioeconômico de nossa cidade. “Iluminação Pública, Comércio Ambulante, Transposição da Linha Férrea, Transporte Urbano, Edifícios Garagens, Hidrantes, Código de Posturas, Revitalização da Área Central e Segurança Pública”. Nesta edição abordaremos uma parte e, na próxima, os demais, pois são questões defendidas por esta entidade que representa 11.500 CNPJs (varejo, atacado e serviços), que geram 54% do PIB do município e proporcionam a empregabilidade de mais de 26.000 trabalhadores. A maioria dos governos municipais tem o mesmo discurso de que a saúde, ensino e educação serão o foco da administração. O raciocínio é perfeito, porém os habitantes de uma cidade precisam de muito mais que os sempre mencionados temas. A Iluminação Urbana de Juiz de Fora é precária, principalmente em áreas de grande concentração de veículos e pedestres à noite. Excetuo, as Avenidas Barão do Rio Branco e a Presidente Getúlio Vargas. É necessária uma nova ação do poder público com a CEMIG para que o referido assunto seja resolvido, visto que Juiz de Fora não se restringe apenas à estas avenidas citadas. Existem ruas do centro e de bairros comerciais extremamente importantes e que precisam de uma boa iluminação pública para os que transitam e esperam a devida segurança. Há muitos anos persistimos com as autoridades públicas que os ambulantes de nossa cidade precisam de um espaço adequado para desenvolver seus negócios. Um lugar onde os mesmos possam trabalhar com dignidade, sem perder o movimento comercial que possuíam. Existem cidades, até de menor porte, que já adequaram os referidos profissionais nesses espaços. Sem dúvidas, este é um procedimento que traria mais conforto aos pedestres nas calçadas e um fluxo adequado do trânsito. “A transposição da Linha Férrea é uma fortuna e inviável para a cidade”. Este é o pensamento de alguns. Será mesmo? Será que os juizforanos terão que conviver com dezenas de viadutos e meios alternativos para chegar ao seu destino pelo fato de existir um grupo de pessoas que transmite tal pensamento e que, talvez, possa estar equivocado? Uma solução, menos onerosa, e que poderá proporcionar a convivência com tantos viadutos e mudanças estruturais para o desbloqueio do trânsito no município, é dispor de um metrô de superfície, com aproveitamento da linha férrea, facilitando e agilizando a locomoção de moradores de bairros periféricos. Uma malha ferroviária cortando a cidade, no passado, era de grande importância para o município. Hoje, com a falta de medidas contundentes que tragam benefícios para os que residem no município, é um transtorno. Portanto, recursos para os itens acima mencionados, se viabiliza, basta vontade, atitude e foco.

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índice

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Entrevista: Eustáquio Noberto Código de Defesa do Contribuinte

Diretoria 2010 / 2014 Emerson Beloti de Souza Presidente Rui Mussel da Silva 1º Vice-presidente Oddone Villar Turolla 2º Vice-presidente Nilton Ramos da Silva 3º Vice-presidente Paulo Roberto Lopes 4º Vice-presidente Nício Fortes Garcia 1º Secretário Marcelo Rodrigues Sepúlveda 2º Secretário

Carlos Alberto Martins de Pinho 3º Secretário Alexandre Tassi Brugiolo 1º Tesoureiro Gilson Guimarães Peixoto 2º Tesoureiro Zênio Fernandes Filho 3º Tesoureiro Sergio Costa de Paula Superintendente

Volta às Aulas

28 Reportagem Especial Juiz de Fora: Uma boa cidade para se investir

03. Mensagem do Presidente 06. Entrevista Especial 08. Coluna do Advogado - O papel da advocacia empresarial moderna 09. Coluna do Contabilista - Desoneração da Folha de Pagamento 10. Coluna RH - Faça da sua empresa um ambiente saudável e harmonioso 11. Coluna UBQ - Workshop Gestão para Excelência 12. Universo Jurídico - Como vender para o poder público 14. Contribuição Sindical 15. Convenção Coletiva 2012/2013 16. Você já sabe o que muda com a nova NFS-e 17. Contrato de trabalho tem novo modelo de recisão 18. Aproveite o início de ano para impulsionar seu negócio 19. Brasileiros já economizaram R$30,4 bilhões na compra de genéricos 20. Produtos licenciados ganham destaque na volta às aulas 22. Digitalização de documentos traz vantagens para a sua empresa 23. Mundo virtual: sua empresa está preparada? 24. Como superar as dificuldades financeiras? 25. O perfil das MPEs mineiras 26. Comerciantes querem resgatar o Carnaval de JF 28. Reportagem Especial - Juiz de Fora: Uma boa cidade para se investir 30. Turismo de Negócios ganha força em JF


Expediente: Conselho Editorial Emerson Beloti de Souza Sergio Costa de Paula Fernanda Assis Jornalista Responsável Fernanda Assis - 16754/MG Colaboradores: Ana Carolina Fernandes Sergio Costa de Paula Fernando Saadi Luiz Henrique Faria Michelle Garofalo Ronzani UBQ Regional Rubens Andrade Advogados Lucas Eduardo Oliveira CNC Fecomércio Minas Senac Sesc Sebrae Felipe Costa Adriano Oliveira

31 Papel do Marketing

36 Lixo Eletrônico & Logística Reversa

31. O papel do Marketing na organização das empresas 32. Como se preparar para sucessão de liderança? 33. Procura-se cuidador de idosos 34. SAC: Estreitando relações com os consumidores 35. Dê mais credibilidade para sua empresa 36. Lixo eletrônico 38. Gestão de qualidade: Sindicomércio - JF pratica o SEGS 39. CNC - Segs encerra 2012 com recorde de participações 40. FECOMÉRCIO Minas- Fecomércio MG apresenta nova marca 41. SENAC - Senac tem capacitação gratuita em 2013 42. SESC - Um novo conceito em turismo social 43. SEBRAE - Foco no negócio: Diferencial no mercado 44. Pesquisa: Redução na taxa de juros não refletiu nas MPEs mineiras 46. Concurso Vendedor do Ano 2012 47. Presidente do Sindicomércio recebe honraria do Exército Brasileiro 48. 5ª Copa do Comércio de Juiz de Fora 49. História dos Associados 50. Novos Associados 52. Artigo Especial - Por que as empresas precisam da ajuda de um consultor? 54. Motivacional - Liderança Samurai

A Revista Conexão Comércio não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos assinados, que expressam apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção da revista. A direção se reserva no direito de resumir os artigos.

Fontes Utilizadas: Agência Brasil Ambiente Limpo Conjur Diário do Comércio Diário Regional Fecomércio Minas IBGE Junta Comercial de Minas Gerais Passo-a-passo (Sebrae) www.codemig.com.br www.maxiacao.com.br www.portaldoconsumidor.wordpress.com www.rotadosamba.com Esta revista segue as regras do novo acordo ortográfico.

Fotografias: Arquivo Convention Visitors Bureau Arquivo Minas Freios/ Minas Imports Arquivo Sebrae Arquivo Senac Arquivo Sesc Arquivo Zé Kodak Manoel Carlos Fotografia Priscilla Ázara Wolmer Monteiro As fotografias utilizadas nesta edição foram gentilmente cedidas pelos fotógrafos e entidades creditadas.

Dpto. Comercial e Marketing: Ana Carolina Fernandes (32) 9198-0535 Projeto Gráfico e Editoração: ArtWork Propaganda (32) 3215-7075 Tiragem: 5.000 exemplares Impressão: Gráfica Central Contato: Telefone: (32)3215-1317 e-mail: sindicomerciojf@sindicomerciojf.com.br Site: www.sindicatodocomercio.org.br Twitter: www.twitter.com/sindicomerciojf Endereço: Av. Rio Branco, 2588, 5º andar – Centro Horário de funcionamento: De segunda a sexta, 8h30 às 18h30


entrevista

especial

Com a recente regulamentação do Código de Defesa do Contribuinte (CDC), a discussão sobre a relação entre o fisco e os contribuintes tornouse pauta dos encontros empresariais. Mas, o que muda com regulamentação desta lei? Para nos ajudar a compreender estas e outras questões do Código de Defesa do Contribuinte, a Conexão Comércio entrevistou o advogado Eustáquio Noberto de Almeida, do Departamento Jurídico da Fecomércio Minas, entidade que esteve sempre à frente das negociações para apoiar a regulamentação do código. Conexão Comércio: Entre a criação e a regulamentação do Código de Defesa do Contribuinte se passaram 12 anos. Na sua opinião, porque o regulamentação do CDC demorou tanto? Eustáquio Noberto: Lei 13.515/2000, que institui o Código de Defesa do Contribuinte, quando aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais e levada à sanção do Governador da época, foi totalmente vetada pelo mesmo, sob o argumento que seria prejudicial à fiscalização com reflexos negativos na arrecadação estadual. No entanto, a Assembleia Legislativa derrubou o veto e presidente da Casa promulgou a lei na época. Acredito que as dificuldades para a sua regulamentação sempre foram os mesmos motivos do veto, agora superados por meio de alterações promovidas na lei, que cuidou de ajustar o seu texto a uma realidade possível de regulamentação. CC: Que mudanças a Fecomércio Minas propôs ao texto. Essas alterações aconteceram? EN: Para que a lei de fato atendesse a todos os anseios dos contribuintes, seria necessário fazer uma nova edição. Entretanto, isso seria inviável em função do tempo que demandaria, além das dificuldades a serem novamente superadas em sua tramitação.

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foto: Priscila Ázara

Código de defesa do contribuinte

Eustáquio Noberto de Almeida

Departamento Jurídico da Fecomércio Minas

Assim, a fim de viabilizar a regulamentação do CDC, as alterações sugeridas pela Fecomércio Minas foram bem pontuais, levando-se em conta apenas aquelas mais prejudiciais as empresas, sob pena de inviabilizar sua regulamentação. As mudanças propostas acatadas pelo governo foram: • A manutenção da possibilidade da apresentação de denúncia espontânea


entrevista

especial

• A exigência de manutenção no Estado da empresa beneficiada com incentivos fiscais, pelo prazo de duração do incentivo concedido e não pelo dobro do prazo, como proposto • A revogação da exigência de ressarcimento ao fisco, pelo contribuinte, quando não cumprido o prazo de permanência do contribuinte no incentivo fiscal concedido • A proibição do fisco em induzir o contribuinte à auto denúncia em razão de débitos • A exclusão da perda do benefício da redução da multa, caso contribuinte não recolha imediatamente o débito apontado pelo fisco • A exclusão da possibilidade de lacrar móveis, equipamentos ou depósitos, em função da recusa do contribuinte em exibir mercadorias, livros ou documentos, programas ou meios eletrônicos, por meio de qualquer tipo de requisição, como verbal ou por telefone, por exemplo, valendo somente aquela feita por escrito • O direito à contagem da prescrição de débitos tributários nos termos do Código Tributário Nacional após cinco dias do prazo em que deveriam ter sido cobrados ou iniciada a sua cobrança

• A proibição da presença de força policial no estabelecimento apenas como forma de causar constrangimento ou humilhação ao contribuinte CC: O que muda na rotina dos contribuintes? EN: Os contribuintes passaram a contar com maior segurança jurídica na realização de seus negócios, podendo exercer as suas atividades na certeza de que terão à disposição, um órgão que efetivamente defenderá os seus interesses perante a administração tributária. Com isto, certamente, muitas questões de ordem fiscal poderão ser evitadas e outras serão melhor solucionadas, resultando em ganho de qualidade, tanto para o contribuinte quanto para o fisco. CC: Uma das propostas do CDC é a criação da Câmara de Defesa do Contribuinte. Qual é o seu objetivo e quem pode participar? EN: O CDC é composto pela Câmara de Defesa do Contribuinte (CADECON) e pelos Serviços de Proteção dos Direitos do Contribuinte (DECON), aos quais caberão a defesa dos interesses das empresas. Em função do alcance estadual da Lei 13.515/2000, somente as entidades representativas do contribuinte a nível estadual e constantes da Lei 13.515, poderão participar da CADECON, no entanto, outras entidades devidamente constituídas e registradas na forma da lei, que se interessarem em atuar na defesa dos direitos dos contribuintes, poderão implantar o DECON, desde que credenciados na CADECON.

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Coluna do

advogado

Fernando Saadi Saadi Advogados Associados

o papel da advocacia

EMPRESARIAL MODERNA Nos tempos modernos a ordem do mercado é se reinventar. Quem não se atualiza fica para trás. E não podia ser diferente com o Direito. Inúmeras são as mudanças que ocorrem a todo o momento, seja na legislação, seja na forma de aplicá-lo, mas principalmente na sua condução. Mas o queremos dizer com isso? No passado o conceito de advocacia era esperar a demanda para atuar. Nos tempos modernos a necessidade é atuar para evitar a demanda. E porque esse efeito se torna cada vez mais comum? Várias são as justificativas: judiciário assoberbado, custos elevados das ações na justiça tendo em vista sua morosidade, ferramentas eletrônicas instantâneas; negócios sendo realizados em tempo real, menos burocracia dos órgãos governamentais tornando-os mais ativos, agilidade nos procedimentos através dos meios eletrônicos e, o mais importante, a mudança cultural. Na realidade, o que se observa é que a cultura empresarial está mudando e com isso às bancas de Advocacia também. O advogado moderno atua de forma objetiva e preventiva, auxiliando na tomada de decisões administrativas. Prova disso, são as questões de cunho tributário. Nos dias atuais, o Fisco bate recordes de arrecadação sem aumento de percentuais na carga tributária, utilizando tão-somente dos instrumentos tecnológicos de fiscalização.

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Outra informação de suma importância é com relação às execuções fiscais promovidas pelas Fazendas Públicas. Estas ficaram mais eficazes contra o contribuinte, não só porque as advocacias dos fiscos estão mais ativas, como também, porque os Juízes, na maioria das vezes, têm rejeitado as garantias dadas pelo executado. Diante de tais fatos, chegou o momento do empresário refletir antes de contratar profissionais que empurram os problemas para frente, prometendo soluções mirabolantes que, na quase totalidade das vezes, só trará entraves financeiros e tributários sérios no futuro para o cliente. Assim, a advocacia empresarial moderna, repita-se, terá de ser cada vez mais preventiva, buscando, com isso, evitar que o empresário tenha demandas na justiça, e ainda, que ao realizar negócios (comprar, vender, arrendar empresas e/ou demais operações), consulte e tenha assistência de profissionais capacitados para orientá-lo.


Coluna do

contabilista

Breves comentários

sobre a Desoneração da Folha de Pagamento A Medida Provisória nº 582/2012 pretende dar continuidade ao Plano Brasil Maior, instituído pelo Governo Federal. A contribuição previdenciária de certas empresas industriais e prestadoras de serviços passará a ser paga aplicando um percentual sobre a receita bruta, em substituição à contribuição patronal incidente sobre a folha de salários. Defende o Governo Federal que as alterações são necessárias para criar novas condições para a retomada de investimentos nos setores produtivos, como o incentivo à produção, garantia dos níveis de emprego. Mas fiquemos atentos, porque a adoção destas medidas de “redução de custos” certamente refletirá em aumentos em outros setores da economia. Medida Provisória que cria ou altere tributos somente pode ser aprovada depois de realizados estudos do seu impacto na arrecadação dos impostos. Deve-se ainda observar e atender a, pelo menos, um dos dois critérios: a redução do percentual devido ao INSS não afeta as metas de resultados fiscais previstas pelo Governo Federal ou a redução deve ser compensada através de aumento ou mesmo criação de outros impostos. Entendemos que a situação econômica atual exige medidas adicionais de incentivo ao aumento da capacidade produtiva do país. Acreditamos também que seja benéfica a redução da carga tributária para os setores que passarão a

Luis Henrique de Faria Sócio proprietário do Escritório Mercúrio Ltda

contribuir com base na receita bruta, ao invés da folha de pagamento. Com a substituição da base de incidência da contribuição previdenciária, estas empresas poderão ter um fôlego financeiro e poderão, certamente, aumentar a contratação de mão-deobra, haja vista a redução dos encargos sobre a folha de pagamentos. Sem sombra de dúvidas, no decorrer de 2013, teremos no Congresso Nacional, inúmeros debates e discussões acerca do tema. Esta política de desoneração da folha de pagamentos vem sendo implantada de forma gradativa e com certeza novas propostas de emendas dos parlamentares serão apresentadas, visando adicionar outros setores da economia ao regime de recolhimento de contribuições previdenciárias através do faturamento. Resta-nos, portanto, aguardar votação da MP 582/2012 na Câmara, a partir de fevereiro de 2013, para que seja, em seguida avaliada pelo Senado e então sancionada pela Presidente Dilma Rousseff. Fiquemos atentos!


Coluna

RH

Michelle Garofalo Ronzani Recursos Humanos Sindicomércio - JF

Faça da sua empresa

um ambiente saudável e harmonioso Conflitos interpessoais como falta de gentileza e polidez no trato profissional acarretam custos elevados para as empresas, porque prejudica a imagem organizacional, além de comprometer o relacionamento interno e externo. Isto ocorre porque a falta de cortesia faz com que as pessoas se sintam mal, refletindo de alguma forma entre os colegas de trabalho, clientes, fornecedores e terceiros. Problemas internos com o chefe, na exposição inadequada de idéias e opiniões, por exemplo, geram mal estar, tensão e instabilidade na empresa. O mesmo também ocorre quando há conflitos entre colegas de trabalho. Tais comportamentos minam os relacionamentos e afetam a produtividade, pois atrapalham a execução de atividades e diminuem a autoestima. Neste momento, o gestor e/ou gerente são fundamentais no processo de identificação e tratamento de conflitos. Mesmo porque a maioria dos conflitos encontra-se camuflados e só poderão ser identificados através de minuciosa observação de comportamentos e ações praticadas, além do acompanhamento dos resultados da equipe. É papel do gestor, administrar conflitos e fazer com que o clima organizacional seja agradável. As ações dos gestores são sempre um exemplo para seus colaboradores, por isso, saber falar e tratar de forma cortês seus subordinados incentiva bons hábitos.

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O bom relacionamento entre o gestor e o colaborador ajuda no desenvolvimento da empresa, pois, se bem assistido em suas particularidades, o colaborador sente-se estimulado, produzindo mais e com qualidade, atingindo suas metas de forma eficaz. Assim, as empresas deverão sanar seus conflitos internos o quanto antes, a fim de que o clima do trabalho não seja afetado e seus efeitos minimizados. O gestor não é o único responsável pelo processo, há de se desenvolver na empresa uma mentalidade grupal, onde a mesma terá que valorizar e mostrar para seus funcionários o quanto é importante manter um bom ambiente organizacional, fazendo com que cada um procure ajudar o outro, extinguindo ações individualizadas. Todos precisam estar envolvidos neste processo, pois somente a partir desta postura que poderemos resolver este tipo de problema. Portanto, dizer “BOM DIA!”, é um ótimo antídoto para desarmar qualquer ambiente negativo.


Coluna

ubq

A União Brasileira para a Qualidade – Regional Campo das Vertentes e Zona da Mata e o Instituto Qualidade Minas (IQM), com o apoio de várias entidades e organizações, realizarão a partir do dia 20 de fevereiro o Ciclo de Workshops: Gestão para a Excelência. Serão ao todo nove workshops (um por mês), começando com uma apresentação geral do Modelo de Excelência da Gestão - MEG ® da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e sua visão sistêmica. Nos demais encontros, serão estudados cada um dos oito critérios de excelência que compõem o modelo. Basicamente, a dinâmica dos eventos será a seguinte: Um Examinador Sênior do Prêmio Mineiro da Qualidade (PMQ) fará uma apresentação conceitual do tema do Workshop (um dos critérios de excelência do MEG), abordando os fundamentos da excelência que sustentam o critério e os requisitos que as organizações devem cumprir para aderir ao Modelo de Excelência da Gestão. Em seguida, duas empresas ganhadoras dos prêmios da qualidade apresentam a sua gestão em relação ao tema do Workshop. Debates com todos os participantes encerram os encontros. O Modelo de Excelência da Gestão – MEG é um modelo prático, desenvolvido a partir das boas práticas de empresas de classe mundial e, face aos bons resultados comprovados por organizações internacionais e governos, é mundialmente aceito e tem uma vantagem significativa sobre os demais: não prescreve rigidamente como fazer a gestão, mas orienta no que deve ser feito para uma gestão adequada da empresa, de qualquer ramo ou porte. Assim, o modelo atende desde micro e pequenas empresas até grandes corporações. É preciso ressaltar que a participação nos Workshops não obriga as empresas a se candidatarem ao Prêmio. Os Workshops serão realizados no auditório do SENAI/FATEC, de 8:30 às 12:00 horas e obedece o cronograma ao lado. As inscrições podem ser feitas na sede UBQ Regional, que fica na Av. Barão do Rio Branco, 2337/13º andar (Ed. São Lucas), Centro. O horário de atendimento é das 9 às 12h e das 14 às 18h. Para outras informações ligue: (32) 3214-1994.

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universo

jurídico

Rubens Andrade Neto Escritório Rubens Andrade Advogados

Como vender para o Poder Público Vender para o Poder Público é um bom negócio e não é assunto apenas para grandes empresas. Entrar no mundo das licitações pode ser uma ótima forma de garantir lucros, considerando que as compras públicas representam cerca de 10% do PIB e são responsáveis pelo crescimento de milhares de microempresas. Os diversos entes das administrações direta e indireta do setor público na União, estados, municípios e Distrito Federal seguem a Lei das Licitações (Lei 8.666/93). Licitação é o procedimento administrativo usado para escolher a proposta mais vantajosa na compra de produtos e serviços, com menor custo e melhor qualidade. Os processos licitatórios têm de seguir princípios constitucionais e os critérios para escolha podem levar em conta Melhor Preço e Melhor Técnica ou a combinação de ambos. Através do edital, a empresa licitante (que vai fornecer os produtos e/ou serviços) conhece todas as condições para guiar o processo de participação, como documentação exigida, características do bem ou serviço e prazos. O empresário tem de estar muito atento a este edital e a todas as cláusulas ali descritas. O Poder Público adquire toda espécie de equipamentos e serviços e, para se ter idéia da importância das compras públicas para a economia, as micro e pequenas empresas participaram com um valor de 8,06 bilhões de reais das compras do governo. O governo tem entendido que investir dinheiro público em segmentos

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como micro e pequenas empresas é uma forma de impulsionar o desenvolvimento nacional. Por isso, surgiram os direitos diferenciados dos pequenos negócios. Dentre as prerrogativas favoráveis, temse, por exemplo, a obrigatória preferência por empresas de pequeno porte em caso de empate em licitações, em detrimento de empresas de porte maior. Apesar dos benefícios, muitos empresários perdem a oportunidade de participar deste atraente mercado por insegurança ou por desconhecimento. Nos dias atuais, com o grande incentivo governamental, muitas possibilidades de negócios surgem para quem decide se inserir nos processos de licitação. Os empreendedores que têm interesse em participar das competições podem acessar alguns portais de compras como o Compras Net (www.comprasnet.gov.br); o Licitações-e (www.licitacoes-e.com.br) e o Cidade Compras (www.cidadecompras.com.br). Na hora de vender para o governo, algumas dicas são importantes. É essencial que as certidões da empresa que comprovam a regularidade jurídica, fiscal, econômica e técnica estejam atualizadas, e consequentemente, os impostos devem estar devidamente quitados. Não há dúvidas que as empresas só tem a ganhar. Seja competitivo! Com o apoio de uma assessoria jurídica que preste todos os esclarecimentos no que tange à dúvidas, recursos e impugnações, as empresas tornam-se aptas a participar deste mercado de fornecimento altamente rentável. Nos dias atuais, poucas empresas tem a estrutura necessária para participar dessas negociações e aquelas que têm uma assessoria jurídica especializada saem a frente nos negócios. Para mais informações, entre em contato através do site: www.rubensandrade.adv.br.


Boas práticas no transporte coletivo Se todos ajudam. Todos ganham. Usuários de ônibus têm direitos e também deveres. Ajude a fazer um transporte coletivo de qualidade. Exerça o senso de “coletividade”.

Assentos preferenciais • A preferência pelos assentos mais acessíveis é de quem tem restrições de mobilidade: deficientes, gestantes e obesos. • Idosos com cartão Passe Fácil podem passar na roleta e ocupar melhor os demais assentos. • Menores de 5 anos devem viajar no colo. • Ceda seu lugar sempre que possível. Gestos simples, um apoio fazem diferença. Evite acidentes • Olhe sempre para os dois lados ao atravessar, especialmente onde há faixas exclusivas para ônibus. Olhe de novo e nunca atravesse correndo. Embarque mais ágil • Agilize o embarque: deixe seu Passe Fácil à mão ou pague com o valor contado. • Dê espaço a quem vai subir ou descer do ônibus. Faça fila e ajude quem tem dificuldade de locomoção.

Prudência e regras de convivência • Não distraia o motorista. Ele precisa estar atento ao trânsito. O cobrador pode ajudá-lo. • Evite brincadeiras e tumulto. Viagem tranquila é sinônimo de viagem segura. • Use fone de ouvido para aparelhos eletrônicos. Patrimônio de todos • Cada ônibus, todos os dias, é limpo e preparado para receber os usuários com higiene e conforto. • Não risque assentos e encostos. • Não deprede veículos e abrigos. Assim, eles ficam confortáveis para você e sua família. • Todos os ônibus têm lixeira. Colabore. Senso de coletividade • No coletivo, não utilize mais de um assento para acomodar pacotes, bolsas ou bagagem. A prioridade é das pessoas. • Ao trafegar em pé ou ao passar na roleta, deixe bolsas e mochilas na frente do corpo por segurança e para não incomodar ninguém.

www.astransp.com.br

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notícias

Contribuição Sindical A Contribuição Sindical é uma contribuição compulsória devida, prevista pela CLT – Decreto Lei nº 5.452/43 nos artigos 573 a 610 e pela Constituição Federal de 1988 em seu artigo 8º parágrafo IV - a todas as empresas, independente de seu porte, natureza ou constituição, estando ou não filiada a um sindicato. Além dos empregadores, a Contribuição Sindical Patronal é devida também pelos autônomos e profissionais liberais, quando organizados em firmas ou empresas, a favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão. Na inexistência deste sindicato, a contribuição deve ser creditada em favor da Federação correspondente à referida categoria. Este encargo é anual e tem vencimento sempre no dia 31 de janeiro. Se a empresa iniciar suas atividades após esta data, fica a mesma responsável por solicitar junto ao respectivo sindicato a boleta de cobrança. A empresa tem até 30 dias após seu registro ou licença para pagar esta quantia. Vencido prazo, somam-se juros e multas previstas no art. 600 da CLT.

Para que serve a Contribuição Sindical Patronal? O objetivo dessa cobrança é custear as atividades sindicais e manter a Conta Especial Emprego e Salário administrada pelo MTE.

O cálculo da Contribuição Sindical é feito através de aplicações de alíquotas sobre o capital social da empresa registrado na respectiva Junta Comercial ou órgãos equivalentes. Veja a tabela abaixo de valores para o exercício 2013.

Classe Capital Social (R$)

Alíquota (%)

Valor a adicionar

De 0,01 a 20.580,00 De 20.580,01 a 41.160,00 De 41.160,01 a 411.600,00 De 411.600,01 a 41.160.000,00 De 41.160.000,01 a 219.520.000,00 De 219.520.000,01 em diante

Contribuição Mínima 0,8% 0,2% 0,1% 0,02% Máxima

164,64 Sem valor a acrescentar 246,96 658,56 33.586,56 77.490,56

Para trabalhadores autônomos não organizados em empresa, profissionais liberais e Micro Empreendedores Individuais (MEI) a contribuição devida é de R$82,32 (50% da contribuição mínima). O pagamento em atraso desta contribuição gera multa de 10% (dez por cento) nos 30 primeiros dias, acrescidos de 2% (dois por cento) por mês subseqüente, além de juros de mora de 1% (um por cento) ao mês, passível de atualização monetária.

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notícias

Convenção Coletiva

2012/2013

Colaboração: Lucas Eduardo de Oliveira Departamento Jurídico da Fecomércio Minas

Dispõe o art. 611 da CLT que Convenção Coletiva é um acordo de caráter normativo, com objetivo de estipular condições de trabalho. Como no sistema sindical brasileiro vigora o princípio da unicidade sindical e do enquadramento automático por categorias, as convenções coletivas possuem eficácia geral, obrigando todas as empresas a cumprirem suas cláusulas, independentemente de seu porte econômico ou filiação ao seu sindicato representativo. A Convenção Coletiva de trabalho 2012/2013 aplicável ao comércio de Juiz de Fora, além de conter cláusulas econômicas e sociais para a categoria profissional dos comerciários, como reajuste acima da inflação e estabilidade pré-aposentadoria, também apresenta cláusulas que flexibilizam as relações entre capital e trabalho e beneficiam a categoria econômica do comércio.

É o caso, por exemplo, do chamado “banco de horas”, que permite a compensação das horas extras no prazo máximo de 90 dias, gerando benefícios para o empregado, que poderá ter eventuais folgas ou emendar feriados, e para o empregador, que não precisará mais efetuar o pagamento de horas extras, com reflexos nas demais verbas trabalhistas. A Convenção Coletiva também autoriza o trabalho do comércio em feriados, desde que as empresas possuam o Certificado de Regularidade, acordo assinado entre o Sindicato Patronal e o Sindicato dos Empregados, que regulariza a abertura dos estabelecimentos nestes dias específicos, com exceção do dia 25 de dezembro (Natal), 1º de Janeiro (Confraternização Universal) e do Dia do Comerciário (quarta segunda-feira do mês de agosto), mediante ao pagamento de gratificação e concessão de folga compensatória.

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NOTÍCIAS

Você já sabe o que muda

com a NFS-e?

A Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e), instituída pela Prefeitura de Juiz de Fora no dia 1º de dezembro de 2012, foi mais uma etapa percorrida pela empresas no processo de escrituração digital estabelecido pelo SPED Fiscal. Agora, de forma geral, as empresas prestadoras de serviço têm até o dia 31 maio de 2013 para se adequar ao novo sistema, que fica facultativo aos Micro Empreendedores Individuais (MEI), aos prestadores de serviços enquadrados no ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) e aos autônomos. Estes devem pagar seus impostos de acordo com o valor de tabela. Para o contador Anísio Tavares de Paiva, isso mostra que o rigor da fiscalização está aumentando gradativamente. “Como normalmente a pessoa física não pede a nota fiscal do serviço prestado, o cruzamento das informações se dava, quase que exclusivamente, pelos serviços concedidos a pessoa jurídica. Com a NFS-e, a sonegação de tributos se tornará mais difícil, pois o cruzamento das informações será rápido e preciso”. “Toda mudança tem algum tipo de resistência no início. Porém, a médio e longo prazo será possível verificar pontos positivos como, por exemplo, a modernização do negócio”, defende o contador, Marcello Jacinto de Sales. Na sua opinião, a maior dificuldade das micro e pequenas empresas será adequar sua estrutura as exigências da lei. É preciso investir em computadores, modem, internet banda larga e certificado digital.

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Para contadora Jaqueline Araújo Martins, a NFS-e vai facilitar muito o seu trabalho. Agora, apenas com uma procuração eletrônica, o empresário poderá permitir a visualização de suas notas fiscais pelo contador. Isso evitará uma série de problemas como a falta de notas fiscais. “Antigamente, a emissão de um novo talão demorava, em média, 15 dias, trazendo grandes transtornos para as empresas. Com a NFS-e o empresário só precisará solicitar a nota uma única vez (credenciamento). Depois isso, não tem mais limite ou prazo para a emissão”, explica. Outra vantagem apontada pela contadora é o cálculo do ISS ao final do mês. “O valor deste imposto vai constar automaticamente em todas as notas. No final do mês, basta somar os valores. É preciso lembrar, que o bloco de notas não deixará de existir, pois em caso de problemas com o sistema, a empresa poderá emitir a nota de papel. Contudo, terá que substituí-la depois por uma na versão eletrônica”. Na nova NFS-e, além do campo para a descrição dos serviços prestados, será necessário selecionar o código correspondente da atividade. Desta maneira, fica mais fácil para o fisco cruzar as informações entre os serviços prestados e a atividade declarada pela empresa. No entanto, existe a opção “outros”, que deve ser usada em casos esporádicos, pois serve com um alerta para os agentes fiscalizadores, que entendem que a empresa está realizando um serviço diferente do seu objeto social. Prestadores de serviços fiquem atentos a essas mudanças. Em caso de dúvidas, recorram ao seu contador.


NOTÍCIAS

contrato de trabalho

tem novo modelo de rescisão Começa a valer no próximo dia 31 de janeiro o novo formulário de rescisão de contrato de trabalho. A medida, que já foi adiada por duas vezes pelo governo, tem por objetivo trazer mais segurança aos envolvidos no processo de rescisão, pois haverá mais clareza nos dados. Além do novo modelo do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT), que possui mais campos para discriminar as diferentes verbas às quais o funcionário tem direito e também mais espaço para especificar as deduções, foram criados dois novos formulários: o Termo de Quitação e o Termo de Homologação. O Termo de Quitação será usado quando não existir a obrigatoriedade de assistência sindical, ou seja, para os contratos rescindidos com menos de um ano de trabalho. O Termo de Homologação será utilizado para rescisão de

contratos superiores há um ano, onde a assistência sindical é obrigatória. De qualquer forma, a apresentação do novo modelo do TRCT será obrigatória a partir do dia 31 de janeiro. Anexo a ele deverá ser apresentado também o Termo de Quitação ou o Termo de Homologação de acordo com cada caso. Esses documentos serão exigidos tanto pelos Sindicatos e Superintendências Regionais do Trabalho – SRTE, quanto pela Caixa Econômica Federal na habilitação do pagamento do FGTS e SeguroDesemprego dos trabalhadores.

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Aproveite o início de ano

para impulsionar seu negócio Com o consumidor cheio de contas extras para pagar, o movimento do comércio e do setor de serviços em geral cai consideravelmente no início do ano. Muitos empresários vêem este momento de calmaria como prejuízo para negócios. Entretanto, há muito que se fazer para enfrentar este período de sazonalidade. Além das tradicionais liquidações para queimar as mercadorias que não venderam no Natal, com dinâmica e estratégia, é possível fidelizar clientes e ainda conquistar novos consumidores neste início de ano. Veja abaixo algumas dicas.

É claro que não é possível fazer tudo ao mesmo tempo, pois em alguns casos é preciso ter dinheiro em caixa para investir. Mas, considere que algumas destas ações podem fazer parte de um planejamento futuro, tornando seu negócio mais competitivo e sólido.

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Brasileiros já economizaram

R$30,4 bilhões na compra de genéricos Desde que foram criados, os medicamentos genéricos já somaram uma economia de R$30,4 bilhões ao bolso dos consumidores brasileiros, segundo estudo recente divulgado pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). No Brasil, os medicamentos genéricos começaram a ser comercializados em 1999. Hoje, de acordo com IMS Health, os genéricos representam 25,6% das vendas em unidades no conjunto do mercado farmacêutico. Desde o início do programa, as maiores indústrias do setor no mundo iniciaram movimento de vendas no país e alguns estudos para a instalação de plantas industriais no mercado local. Assim, a previsão de investimentos até 2014 é em torno de 1,5 bilhões de dólares. Atualmente, entre as 10 maiores empresas farmacêuticas, 5 são brasileiras. Outro dado positivo diz respeito à origem destes medicamentos. 90% dos genéricos comercializados no país são de origem nacional. Isso significa mais empregos, desenvolvimento da economia e preços competitivos. Oficialmente, os medicamentos genéricos são 35% mais baratos que os remédios de referência. Na prática, esse desconto pode chegar de 50 a 70%, variando de acordo com cada medicamento. O proprietário da Drogaria Dia e Noite, Sérgio José Abreu de Oliveira, explica que alguns laboratórios têm reduzido o preço de seus medicamentos para torná-los mais competitivos no mercado. “Em várias situações, o lançamento do genérico provocou a redução do preço do próprio produto de referência, como foi o caso do Viagra, por exemplo”. De acordo com o gerente da Drogaria Getúlio Vargas, Sebastião César Machado, além do preço, o modo de ação e a disponibilidade são algumas vantagens a mais que os genéricos têm em relação os medicamentos de marca. “Na minha loja, os genéricos representam cerca de 70% dos medicamentos vendidos”. Na Drogaria Estrela

do Acesso, que pertence ao Programa Farmácia Popular, a venda de genéricos chega a 75%. “Hoje, poucas pessoas não fazem a substituição do remédio de marca pelo genérico. A maioria dos casos, só vendemos remédios de referência quanto não há o mesmo em genérico”, afirma a proprietária Camila Evelin Lúcio. Como o conceito dos genéricos já está bem difundido no mercado, quase todos os medicamentos foram bem recebidos pelos consumidores, com destaque para os remédios de pressão, diabetes e antidepressivos. Recentemente, os anticoncepcionais entraram nesta lista e já estão ganhando confiança dos consumidores.

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Produtos licenciados

ganham destaque na volta às aulas Vencido o período de pesquisa de preços, que ocorre no mês de dezembro, as primeiras semanas de 2013 prometem movimentar as livrarias e as papelarias da cidade com a volta às aulas. A aposta dos comerciantes deste segmento são os produtos licenciados, com os personagens de desenhos infantis, games ou programas da TV. “Nos últimos oito anos, o mercado vem se valorizando muito, principalmente por conta dos produtos licenciados. Hoje, eles correspondem a 60% das vendas, mas nossa expectativa é que esse número continue crescendo. Apesar de ter maior valor agregado, os pais compram estes itens para motivar os filhos nos estudos”, afirma o gerente da Palimontes, Sílio Marcos Borges. Segundo ele, o material escolar escolhido pela criança diz muito sobre sua personalidade. Compartilha desta mesma opinião, o empresário Tiago Ferreira Costa, da papelaria Sion. “As crianças de hoje são muito influenciadas pelas mídias. Para ficar na moda, elas procuram os artigos de seus personagens favoritos”. Ele diz que trabalhar com materiais personalizados é complicado, pois além do investimento ser maior, o período de evidência é curto. “Cada personagem tem uma linha completa de produtos que vão desde mochilas e cadernos até agendas, lápis de cor, borracha, entre outros.”

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Para os empresários, a maior dificuldade é encontrar espaço para expor todos os produtos. Quem quer variedade e atendimento personalizado deve antecipar suas compras, pois neste período as lojas ficam cheias. A expectativa é que o movimento cresça entre 40 e 50% em relação aos dias normais e, dependendo da data, chegue a dobrar o fluxo de clientes. Outro segmento que lucra com a volta às aulas é o das livrarias. Walter Carneiro Júnior, proprietário da Livraria Flamingo, espera que o movimento cresça em 100% se comparado com os dias normais. “Este é o melhor período do ano para quem trabalha com venda e troca de livros didáticos usados. Em média, eles são 50% mais baratos que os novos, gerando uma grande economia na lista de material escolar”. O empresário destaca que a troca de livros vem crescendo ano a ano. “Cada edição dura em média três anos. Só recebemos livros adotados pelas escolas de Juiz de Fora. A troca também depende do estado de conservação do livro. São dois livros por um. Além do desconto, essa prática é sustentável e muitas pessoas já perceberam isto”. Para Edwald J. Winand, gerente comercial da Livraria Liberdade, o movimento da volta às aulas representa um incremento de 30% nas vendas. Sua livraria não trabalha nem com livros didáticos nem paradidáticos. “Vendemos livros para estudantes do ensino superior, nas mais diversas especialidades. São mais de 80 mil títulos diferentes, porém se não temos o produto naquele momento, podemos facilmente encomendá-lo para o cliente”. Apesar do pagamento do 13º salário ser ainda recente, a maioria dos clientes optam pelo cartão de crédito para pagar e/ou parcelar suas compras. Porém, quem paga no dinheiro pode conseguir bons descontos na lista de material escolar.


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digitalização de documentos

traz vantagens para a sua empresa A digitalização de documentos consiste no armazenamento de imagens digitais de documentos originalmente em papel. Essa digitalização propicia a gravação digital em CDROMs, DVDs, discos ópticos ou em servidores de internet, com o benefício do acesso rápido e ágil na localização de diversas informações ao mesmo tempo. O principal objetivo é eliminar arquivos de documentos em papel, que são volumosos, de pesquisa única e fácil deterioração. Nas empresas, onde os computadores estão integrados em uma rede, os resultados são mais expressivos, pois é possível estabelecer para cada usuário o limite de acesso à informação. Permitir ou não a visualização de documentos, bem como copiar, enviar ou editar arquivos são algumas das possibilidades. Além disso, o gestor terá em suas mãos um relatório completo de quem, quando e o que foi acessado no sistema. Para o consultor em TI, Denis Almeida, o ideal é as empresas contratarem profissionais qualificados na área de TI para dar suporte ao sistema (backup) e auxiliar seus colaboradores no dia a dia. Para o contador, Marlon dos Santos, a digitalização de documentos ajudou muito na gestão financeira das empresas. “O ganho de tempo foi extraordinário. Para atender as demandas dos clientes, criamos em nosso site um espaço virtual, onde eles têm acesso aos seus documentos através de senhas. Assim, a gestão ficou mais organizada e segura”.

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Segundo ele, a digitalização de documentos também é uma tendência na administração pública. “Desde 2008, o governo federal vem exigindo mais informatização das empresas. É o caso do SPED - Sistema Público de Escrituração Digital - que promove a atuação integrada dos fiscos nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal), a fim de uniformizar o processo de coleta de dados contábeis e fiscais. Além de reduzir custos, simplifica e agiliza os processos para o cumprimento das obrigações acessórias”. O mais importante na digitalização de documentos, além de se estabelecer um padrão para organização de arquivos, é estar sempre atento as questões de segurança. Por isso, mantenha o antivírus do seu computador sempre atualizado, e antes de abrir qualquer dispositivo ou arquivo externo faça um scaneamento com o antivírus no mesmo.


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mundo virtual:

sua empresa está preparada? Há algum tempo, a Internet vem se firmando como o principal veículo de informação dos jovens e adultos. Hoje, também podemos dizer ser um importante ambiente de consumo. Essas mudanças transformaram o contexto dos negócios e muitos empresários buscam se adequar a esse novo mercado. Mas uma dúvida é recorrente: será que a minha empresa está preparada para ingressar nas redes? Atualmente, com quase metade dos brasileiros online, cerca de 77,7 milhões de pessoas, segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/ IBGE), não há como se pensar em negócios sem considerar o mundo virtual. Para Diogo Garcia, diretor comercial do Grupo Emídia, todo tipo de negócio tem espaço no ambiente virtual, desde que se desenvolva um trabalho integrado entre diferentes plataformas de comunicação. “O site institucional é um cartão de visita online. Responsável por construir a credibilidade da empresa no meio virtual, é nele que os clientes vão buscar informações sobre a empresa, dados de contato, produtos e serviços”. Ele entende que a interatividade será a maior marca dos novos negócios. “Com certeza, o consumidor já faz parte do processo de construção de algumas marcas e produtos. O empresário precisa perceber que essa interação permite que a empresa melhore seu desempenho e até mesmo aproveite outras oportunidades”.

Ainda segundo Diogo, a inserção da empresa nas redes sociais é essencial para o sucesso do projeto. “Tem empresas que atuam nas redes sociais para divulgar seus produtos e serviços, outras realizam estratégias de relacionamento. São linhas de atuação diferentes que interferem diretamente a imagem da empresa, seja online ou offline”. Osmar Sexto, diretor de criação da Agência Infinito compartilha desta mesma opinião. “O ambiente virtual é um bom espaço para agregar valor à marca e à empresa. Porém, é preciso desenvolver uma boa estratégia de marketing, bem como pensar na produção de conteúdos relevantes. Para quem tem a intenção de abrir uma loja virtual, outra preocupação é com a logística do negócio”, afirma. Para seu sócio Adriano Maia, diretor de desenvolvimento, o maior desafio é ganhar relevância na internet. “Como a rede está aberta a todos, quem não se promove é facilmente esquecido”. A complexidade do sistema de gerenciamento também influência no desempenho online. Para o consultor em TI, Marcelo Melquíades Vieira, quanto mais didático for o sistema, mais fácil será para administrá-lo. “Atualmente, as principais plataformas de gerenciamento são Joomla e o Wordpress. Não podemos esquecer que é necessário atrelar os sites em algum mecanismo de busca como Google e Yahoo!”. Apesar de parecer simples, é essencial o acompanhamento de um profissional especializado. Segundo Marcelo, o processo é dividido em três etapas. Primeiramente, uma análise do que já existe e do que é praticado pela concorrência. Em seguida, conhecer profundamente o público-alvo e, finalmente, transformar este público em acessos. “É por isso que as empresas devem contratar um suporte especializado, porque o trabalho na Internet é contínuo, o desenvolvimento é apenas a fase inicial do projeto”, conclui.

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Como superar

as dificuldades financeiras? Boa parte das empresas convive com problemas financeiros no seu dia a dia. As dificuldades são das mais diversas, como a falta de controle gerencial, identificação incorreta do lucro, inadimplência dos clientes, cálculo dos preços, fluxo de caixa, endividamento, identificação de custos fixos e variáveis, entre outras questões tributárias. Para fazer a empresa prosperar é fundamental ter em mãos um planejamento estratégico, que considere as características do negócio e a sazonalidades do mercado, e ainda, apresente as diretrizes a curto, médio e longo prazo. O economista do Sebrae, Gilson José Rodrigues, aconselha: “Para quem já está no mercado, é preciso reciclar ou buscar novos conhecimentos, a fim de se tornar mais competitivo. Para quem é iniciante, a dica é pesquisar, avaliar e conhecer profundamente o mercado”. O consultor empresarial Marco Antônio Gazzinelli têm mais uma dica: “É preciso programar o pagamento das contas antes do seu vencimento. Não se deve contar

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com as vendas do dia para pagar as contas do dia seguinte”, afirma. Para o contador Marlon da Paixão, do escritório Sermac, o maior problema é misturar o dinheiro da empresa com o pessoal. “Esta é situação muito comum. As retiradas são feitas de acordo com a necessidade, não havendo controle nos gastos. Há casos, também, em que o empresário estabelece para si um salário muito alto, incompatível com os rendimentos da empresa, comprometendo o capital do negócio”. Segundo alguns comerciantes consultados pelo Sindicomércio, a maior dificuldade está no entendimento da legislação tributária e na conciliação dos pagamentos com os recebimentos. Assim, se você tem dificuldades em gerir as finanças da empresa, procure está cercado de bons profissionais na área, como contadores e consultores, que poderão ajudá-lo a resolver estes problemas.


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O perfil das MPEs mineiras 2% conseguiram destaque

8% emergentes

14% indiferentes no mercado

25%

76%

precisam melhorar seus processos

possuem planejamento formal

45%

com potencial

possuem planejamento informal

Com o objetivo de mostrar o nível de organização dos pequenos negócios no estado, o Sebrae-MG, em parceira com a Fundação Dom Cabral (FDC), realizou a pesquisa “Organização Empreendedora”. O levantamento contou com a participação de 556 estabelecimentos dos setores da indústria, construção civil, comércio e serviços. As empresas foram avaliadas a partir de dois enfoques: orientação empreendedora e cultura organizacional. O resultado revelou que os micro e pequenos empreendimentos mineiros, apesar de possuírem características como criatividade, inovação e competitividade, ainda precisam aperfeiçoar seu planejamento estratégico. Um dos maiores problemas apontado pelo estudo é a cultura organizacional das empresas, altamente burocráticas, que impedem posturas mais empreendedoras e corajosas. Segundo a pesquisa, apenas 25% apresentam um planejamento formal de ações, enquanto 45% trabalham com planos informais. Ainda de acordo com este estudo, 76% das MPE precisam melhorar seus processos, 14% estão numa situação indiferenciada no mercado, 8% são emergentes e com potencial, e somente 2% conseguiram se destacar.

CRESCIMENTO Nos últimos cinco anos, o número de micro e pequenas empresas abertas em Minas Gerais aumentou 787%. Os dados são referentes a outro estudo realizado pelo Sebrae em parceria com a Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg), que considerou mais de 559 mil MPE ativas no estado. Uma das justificativas para esse aumento pode ser os estímulos da Lei Geral às MPE e as vantagens da formalização com a criação do Empreendedor Individual. O setor do comércio é o que concentra mais da metade do número de MPE (52%), seguido pelo setor de serviços (28%), indústria (16%) e construção civil (4%).

JUIZ DE FORA No ranking das MPE de Minas Gerais, a cidade ocupa o 4º lugar do ranking no comércio, com 16.531 empresas, mesma posição conquistada pelas indústrias, com 4.945 estabelecimentos. Já no setor de serviços, a cidade sobe uma posição (3º lugar), com 15.160 empresas.

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Comerciantes querem resgatar

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ki - Car anda Da

Muitos juizforanos não se lembram, outros nem eram nascidos, mas o Carnaval de Juiz de Fora já teve seus anos de glória em meados da década de 60. Na época, o Carnaval era marcado pelos desfiles dos blocos de rua, festa nos clubes, concursos de fantasia, batalhas de confete, entre outros. Somente em 1966, aconteceu o primeiro desfile oficial das Escolas de Samba da cidade. Alguns depois, em 1978, o Carnaval de Juiz de Fora passou a integrar o calendário nacional de eventos. No ano seguinte, nosso Carnaval ficou entre os três melhores do país e o maior de Minas Gerais. Essa tradição começou a perder força em meados dos anos 80, e hoje já não é mais vista nas ruas da cidade. Para Dona Munira, proprietária da Casa Chic, o Carnaval perdeu seu prestígio por causa da falta de segurança nas ruas. Quem compartilha dessa opinião, é a Dona Terezinha, proprietária da Casa Combate. “O Carnaval de Juiz de Fora já foi melhor. Hoje ele perdeu sua tradição, pois as pessoas preferem viajar para outras cidades”. Mesmo não sendo uma data comercial muito forte, as empresárias esperam um aumento de 20 a 30% nas vendas. Outro estabelecimento que também vende artigos de Carnaval em Juiz de Fora é a Caçula. “Reunimos com as escolas de samba da cidade logo após o fim do Carnaval, para garantir as vendas ao longo do ano”, afirma o gerente Luciano Duarte. Quem também espera pelo aumento da demanda por causa do Carnaval é a gerente da loja de fantasias Mundo Mágico, Eliane do Carmo Pinto. “No Carnaval, o movimento aumenta cerca de 15%, principalmente, em aluguel de fantasias infantis”.

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Arquivo zé kodak

o Carnaval de JF

as de Luxo recebem Banda Daki e Doméstic homenagem na Câmara dos Vereadores

O QUE RESTA DO TRADICIONAL CARNAVAL DE JUIZ DE FORA? Com 55 anos de história, o tradicional Bloco das Domésticas de Luxo quer resgatar o Carnaval de Rua na cidade. Segundo o presidente do bloco, Sérgio Rodrigues, falta incentivo e divulgação do Carnaval de Rua de Juiz de Fora. “O Carnaval de Juiz de Fora mudou muito. Nosso maior desafio é recuperar o Carnaval de Rua para as famílias. Contudo, é preciso investir na segurança dos foliões”. Neste ano, o Bloco das Domésticas de Luxo desfila no dia 2 de fevereiro no Calçadão da Rua Halfeld, abrindo oficialmente a programação do Carnaval de Juiz de Fora. Outro expoente do nosso carnaval é a Banda Daki, que com seus 41 anos de tradição, reúne cerca de 60 mil foliões todos os anos. A banda começa a se concentrar às 10h do sábado de Carnaval (9), em frente ao Colégio Vianna Júnior, na Av. dos Andradas. O início do desfile está marcado para as 13:30h e promete ocupar a pista central da Av. Rio Branco.


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REPORTAGEM

ESPECIAL

Arquivo Convention Visitors Bureau

Praça da Estação

Juiz de Fora:

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Uma boa cidade para se investir São várias as razões que colocam Juiz de Fora como boa alternativa para novas oportunidades de negócio. O município integra uma das mais importantes malhas viárias do país, com acesso aos principais mercados brasileiros e aos portos da região sudeste. Além disso, conta com bons indicadores de qualidade de vida, dispondo de uma excelente infraestrutura em educação, saúde, segurança, saneamento básico, transportes, mão-deobra qualificada, entre outros. Diversos estudos já comprovaram isto.

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A cidade, que já foi uma das mais importantes do país, tem agora mais um desafio: Se tornar ainda mais atrativa para novos investimentos. No caminho do seu desenvolvimento, Juiz de Fora se tornou referência na indústria, comércio, serviços, cultura e educação. Vamos conhecer um pouco mais sobre cada setor.

INDÚSTRIA: Com o Distrito Industrial totalmente reformulado, o setor se encontra em franca expansão na cidade. Destaque para fabricação de alimentos e bebidas, bem como produtos têxteis, artigos de vestuário, mobiliários, produtos metalúrgicos, montagens de veículos, etc. COMÉRCIO: Organizado entre ruas, galerias e shoppings centers, o comércio de Juiz de Fora é o mais dinâmico da Zona da Mata. Contando com aproximadamente 12 mil estabelecimentos, o comércio é um dos setores que mais geram empregos na cidade. Sua representatividade vai além das fronteiras do município, sendo referência em qualidade e variedade de produtos.


REPORTAGEM

ESPECIAL

SERVIÇOS: Principal atividade econômica da cidade, o setor de serviços é o maior e mais diversificado da região. Com ampla rede de hotéis, bares, restaurantes, casas noturnas, hospitais e clínicas em geral e outros. O município conta com diversos hotéis (aproximadamente três mil leitos), com modernas instalações e preparados para receber todo tipo de evento empresarial, social, tecnológico ou científico. Não podemos esquecer dos bares e restaurantes espalhados por toda a cidade. Ainda no setor de serviços, Juiz de Fora é referência na área da saúde. São 17 hospitais e clínicas particulares, com cerca de dois mil leitos

para internação. Sua estrutura é responsável pelo atendimento da população e de cidades vizinhas. Outro segmento que vem ganhando espaço na cidade é do turismo, com destaque para o Turismo de Negócios. O município possui infraestrutura completa para sediar congressos, seminários, feiras e workshops.

CULTURA E EDUCAÇÃO: Também são setores de grande destaque na cidade. Juiz de Fora possui 13 instituições de ensino superior, além de uma Universidade Federal. Berço de importantes personalidades do país como, por exemplo, Carlos Bracher e Arlindo Daibert, artistas plásticos, Murilo Mendes, escritor/poeta, entre outras, Juiz de Fora se consagra no cenário cultural. Nossa cidade possui mais de 13 centros culturais e 10 museus, entre eles o Museu Mariano Procópio e o Museu de Arte Moderna Murilo Mendes (MAMM). Também podemos evidenciar o Cine Theatro Central, considerado um dos dez melhores do país, o Teatro Solar, o Centro Cultural PróMúsica, o Fórum da Cultura e o Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. Enfim, não faltam atrativos ou motivos para se investir em Juiz de Fora, que vive no cenário político, econômico e social, um momento de grande expectativa e mudança. Sem dúvida, a cidade só precisa de novos investimentos para continuar seu caminho rumo à prosperidade.

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Carlos Fotograf

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Turismo de Negócios

ganha força em JF

Pela primeira vez em sua história, Juiz de Fora será contemplada com uma parcela do ICMS Turístico. Isso quer dizer que a cidade irá receber investimentos do estado para desenvolver suas atividades turísticas, bem como promover melhorias no setor de serviços e ampliar o número de atrações. O objetivo é trazer para cidade mais turistas e mantê-los aqui por mais tempo. Ainda não é possível dizer o valor do benefício, porém já estão garantidos pelo menos R$200 mil em investimentos. Segundo a presidente do Convention &Visitors Bureau, Andrea Rocha, a quantia é pequena se considerada a necessidade do setor. “Juiz de Fora tem um grande potencial turístico para ser explorado. Os investimentos vêm crescendo ano a ano. Isso é positivo, pois entendo que é um processo contínuo”, afirma. Além do Convention, a cidade conta com outras organizações como a Rede de Turismo (Sebrae), o Contur (Conselho Municipal de Turismo) e o Gol (Grupo de Organização Local para Mega Eventos Esportivos). Recentemente, a cidade foi contemplada com uma cadeira no Conselho Estadual de Turismo, que faz parte da Secretaria de Estado de Turismo – SETUR. Danielle Feyo, gestora do Núcleo de Turismo da Prefeitura de Juiz de Fora, foi escolhida para ocupar o cargo. Segundo ela, sua participação irá destacar as questões turísticas da cidade e região, a fim de idealizar novos projetos para o Circuito Caminho Novo. Na sua opinião, o maior desafio da nova administração será criar políticas e ações que evidencie o turismo em Juiz de Fora. “O turismo é baseado em um tripé – público, privado e população – que precisa de iniciativas para se desenvolver. O primeiro passo é mudar a visão e a autoestima da população. Os juizforanos não valorizam sua cidade. Muitos nem conhecem as atrações turísticas que temos. É preciso

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incrementar o lazer e a cultura na rotina da população. Outro desafio, diz respeito à capacitação dos profissionais para receber os turistas. Neste caso, é preciso de ações conjuntas entre o setor público e privado para resolver o problema”, explica. Ainda segundo a gestora, Juiz de Fora utiliza apenas de 15 a 20% do seu potencial turístico. “Isto é positivo, porque temos a oportunidade de crescer. Não creio que a nossa cidade esteja em uma situação preocupante, mas sim desafiadora, onde os projetos e as idéias precisam sair do papel”.

Turismo de Negócios Um setor que vem crescendo e ganhando espaço na cidade é o do Turismo de Negócios. Este é um conjunto de atividades turísticas decorrentes de encontros de interesse profissional, associativo, institucional, de caráter comercial, promocional, técnico, científico e/ou social. Para Andrea Rocha, Juiz de Fora sai na frente quando o assunto é Turismo de Negócios. “Nós já temos a infraestrutura necessária. Agora é preciso fomentar e orientar o desenvolvimento do turismo, através de ações de marketing planejadas, visando atrair para nossa cidade a realização de todo tipo de evento”, conclui.


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O papel do Marketing

na organização das empresas Colaboração: Ana Carolina Fernandes Departamento de Marketing do Sindicomércio

Na atual visão organizacional, exige-se dos empresários uma gestão participativa, onde todos os colaboradores, independente do seu cargo (do porteiro aos diretores), têm um papel importante na empresa. Esse é o modelo de uma organização de sucesso, que não foi “esquecido” pelo tempo. Para implementar essas mudanças, o gestor precisa estar preparado e qualificado, pois é responsável pela prosperidade ou declínio de sua equipe. Quando o desenvolvimento da empresa está ameaçado e/ou não vinga, não é por conta do mercado está saturado e sim, por que houve uma falha administrativa. É necessário que a administração esteja preocupada com o cliente e principalmente, voltada às suas necessidades e desejos, e não apenas interessada no produto. Às vezes, pensamos tanto no lucro e na produção, que nos esquecemos do principal propósito: satisfazer os clientes. Se a satisfação for maior do que a esperada, o cliente fica encantado. Se for menor, fica insatisfeito. Quando nos apaixonamos pelo nosso produto e esquecemos do mercado, sofremos de “Miopia de Marketing”. As empresas precisam se aperfeiçoar, acompanhar as tendências, bem como as novas formas de fazer negócio.

CURIOSIDADES Estudos revelam que a alta administração possui 4% do conhecimento dos problemas de uma empresa. Já na média gerência, esse percentual cresce para 16%. Entretanto, de acordo com a pesquisa, os funcionários possuem 80% de conhecimento dos problemas e dificuldades da empresa.

A internet, delivery, cartão de crédito, compra coletiva e consórcio são alguns exemplos. A administração não deve julgar que sua tarefa é fabricar produtos, mas sim proporcionar satisfação aos clientes, atendendo suas necessidades e criando novos desejos. Devemos considerar que sempre haverá a necessidade de se vender. Porém, o marketing torna supérfluo o esforço da venda, uma vez que seu objetivo é conhecer e entender profundamente o cliente, a fim de que o produto ou o serviço se venda sozinho. Então, a única coisa, ainda necessária, seria tornar o produto ou o serviço disponível. Já as vendas se preocupam com os truques e as técnicas para convencer o cliente, fazendo com que as pessoas troquem seu dinheiro por um determinado produto. Não se preocupam com os valores intrínsecos dessa troca. A atividade de vendas não deve ser confundida como marketing. Existe um conjunto de ferramentas que a empresa utiliza para concretizar seus objetivos de marketing e produzir adequadamente o que deseja no mercado alvo. É o que chamamos de “Mix de Marketing” ou os “4P’s”. A empresa que quer estabelecer um posicionamento no mercado, precisa se adaptar ao local e a cultura, a fim de evitar erros na sua estratégia.

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Como se preparar

para sucessão de liderança? Um dos momentos mais difíceis na trajetória de uma empresa é a sucessão de seu líder. Etapa que precisa ser vencida através do planejamento antecipado, principalmente se a empresa for de origem familiar, a fim de se evitar danos ao patrimônio construído ao longo dos anos. Em alguns casos, uma sucessão mal executada pode levar ao fechamento da empresa. O substituto para o principal cargo da empresa precisa ser encontrado a tempo de ser treinado, independente de ser ou não da família. Contudo, nem sempre o familiar é o profissional mais indicado para assumir o controle da empresa. É isso que defende a consultora de RH do Sebrae, Carmen Rossana C. K. Pereira. “A seleção interna de profissionais é sempre mais indicada neste caso, porque os mesmos já conhecem a rotina da empresa. Além disso, é uma boa oportunidade para reconhecer os esforços daqueles

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mais dedicados, servindo também de exemplo e incentivo para aqueles que chegam”. De acordo com a consultora, o tempo mínimo para preparar um sucessor é de dois a três anos, sendo muito comum a participação de consultores externos no processo. O primeiro passo para encontrar um sucessor é estar pré disposto às mudanças e respeitar as diferenças de estilo, pois cada pessoa tem a própria maneira de gerenciar. “O fim será sempre o mesmo se os processos estão bem definidos e claros. Porém, o caminho pode ser diferente. É preciso estar preparado para isso”, afirma a consultora. Em seguida, é fundamental observar o perfil do futuro sucessor. “Uma conversa franca entre as partes pode resolver este problema. Nunca as expectativas da empresa podem sobrepor à vontade do candidato”. Finalmente, é preciso relacionar as competências e habilidades do profissional com as necessidades do cargo. “Na preparação do novo líder, a busca por empatia é essencial. Nenhum sucessor consegue trabalhar sem ter a confiança e a credibilidade de sua equipe”. Ainda segundo Carmen, as MPE são as mais vulneráveis a este processo, por falta de uma cultura de planejamento de médio a longo prazo. É um erro muito comum pensar que o processo de formação de líderes só é necessário em caso de sucessão. Normalmente, toda empresa em expansão, precisa desenvolver novos gestores que possam assumir a responsabilidade pelas filiais. Sendo assim, podemos dizer que a formação de lideres se não é, deveria ser contínua em todas as empresas. É preciso sempre pensar no futuro para ir além.


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Procura-se

cuidador de idosos Todos nós possuímos uma pessoa idosa na família. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 1991 e 2010 o percentual de idosos no Brasil cresceu de 4,8 para 7,4%. Isso significa que o país possui 20 milhões de pessoas acima de 60 anos. Acompanhando essa projeção, em 2050, a expectativa é que 50% da população seja formada por pessoas idosas. Podemos dizer que esses dados refletem o avanço da medicina, bem como o aumento na qualidade de vida, o acesso aos serviços públicos de saúde e medicamentos. Contudo, dependendo do grau de autonomia, comprometimento físico e/ou cognitivo, a companhia de um familiar não é o suficiente para suprir as necessidades do idoso. Neste caso, é essencial buscar um profissional capacitado que possa se responsabilizar pelos horários dos remédios, alimentação, higiene, entre outros. O cuidador de idosos é o profissional mais indicado, porque têm as competências necessárias para avaliar as condições psicológicas e físicas do paciente. De acordo com a supervisora pedagógica do Senac-JF, Marlei Rodrigues Pires, durante o curso são dadas aos alunos noções básicas sobre as principais doenças e problemas dos idosos, medicamentos mais utilizados e suas características, processos de reabilitação, suporte familiar, qualidade de vida na velhice, entre outros. “Diariamente, o Senac recebe demandas por profissionais capacitados em diversos cursos, mas principalmente na área da saúde. O curso Cuidador de Idosos já existe a muitos anos e é frequentado por jovens, homens e mulheres. Tendo procura, existe a possibilidade de viabilizar novas turmas”, destaca. A enfermeira Andréia da Silva Costa, orientadora do curso Cuidador de Idosos do Senac, conta que os alunos tiram suas dúvidas durante as aulas. “O curso trabalha com

questões práticas, presentes no dia a dia. Por isso, o aproveitamento é o maior possível. Os alunos saem muito satisfeitos, porque rapidamente sentem os reflexos do que aprenderam em sua rotina.” Outro diferencial deste profissional está na assistência psicológica ao paciente e sua família. “Trabalhar com o lado emocional e psicológico é muito complicado, principalmente quando a família não está por perto. Os idosos são mais carentes e precisam de atenção especial. Por outro lado, os familiares precisam ter paciência para saber lidar com situações adversas”, lembra a enfermeira. O cuidador de idosos pode atender em clínicas, hospitais e domicílios, com jornadas diárias de 6 horas ou em regime 12/36h. A responsabilidade da limpeza e organização da casa deve ser negociada na hora da contratação. O salário deste profissional varia entre R$700 a R$1.800. Este trabalho não é considerado uma profissão, mas uma ocupação, que possui os mesmos direitos e garantias de um trabalhador doméstico.


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SAC:

Estreitando relações com os consumidores O SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor – é um serviço oferecido por muitas empresas com a finalidade de resolver as demandas dos clientes sobre informação, dúvida, reclamação, suspensão e/ou cancelamento de contratos e de serviços. O SAC é indicado para todas as empresas que querem aperfeiçoar seu atendimento. Antes de criar um SAC, é preciso refletir sobre qual será o posicionamento desta ferramenta dentro da empresa. O SAC será a representação de sua empresa junto aos clientes ou será a representação dos clientes junto à sua empresa? Questões como esta precisam ser consideradas, bem como a real posição da empresa no mercado. Se a empresa tem problemas de imagem negativa, não será o SAC que irá resolver isto. Este serviço ajuda a melhorar a imagem da empresa, mas não a transforma. Alguns cuidados devem ser tomados para garantir a efetividade do serviço. O principal deles é preparar o colaborador (representante) para responder a todo tipo de solicitação. Ele deve conhecer profundamente todos os produtos e serviços oferecidos, bem como os processos internos da empresa e sua política para o tratamento de informações. Vamos conhecer duas empresas de Juiz de

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Fora que dispõe deste serviço de atendimento ao consumidor. Para estabelecer um canal de relacionamento com o cliente, o Bahamas Card criou o SAC em 2005. A ferramenta é vista como estratégica para empresa, pois muitas políticas foram traçadas a partir deste canal de comunicação com o público. Para o administrador do Bahamas Card, Luiz Otávio Galil, o mais importante é manter toda a equipe envolvida no processo. “Contamos com nove pessoas na Central de Atendimento. Porém, toda a equipe está apta a atender ao cliente na necessidade de direcionar uma demanda específica. Realizamos, em média, 600 atendimentos por semana”. Já para a assessora de comunicação, Danielle Monteiro Vallejo, responsável pelo atendimento ao consumidor da rede de lojas Kika, o SAC é uma ferramenta para fidelizar clientes. “Sem dúvida, este serviço é a melhor opção para estreitar o relacionamento e dar suporte ao cliente”. Apesar de não terem um número específico para o SAC (0800), muitos clientes ligam para as lojas Kika a fim de esclarecer suas dúvidas. “Nossos principais meios de interação com o cliente são as redes sociais e o site. Em média, realizamos 25 atendimentos por semana. A meta é responder a todos no mesmo dia”. Mais importante que ter um SAC é manter sempre um canal aberto de comunicação com o cliente/consumidor.


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Dê mais credibilidade

para sua empresa

Quando você entra em uma loja, como reconhece quem é o vendedor? Mais do que facilitar a identificação dos seus colaboradores, o uniforme corporativo é o cartão de visita das empresas e, para muitos clientes, é sinônimo de seriedade, sofisticação, profissionalismo. Além de causar a primeira impressão, o uniforme traz consigo uma série de valores tanto para a empresa quanto para os funcionários. Assim, sua escolha deve ser assertiva, considerando diversos fatores como cor, corte, tamanho, comprimento, etc. O uniforme deve estar de acordo com a identidade visual da empresa em cor e estilo. É preciso atenção nos detalhes. Não deve ter exageros ou extravagâncias. Carece de simplicidade, praticidade, sobriedade e, principalmente, precisa ser confortável. Neste caso, o tipo de tecido ou malha influência muito. Tecidos sintéticos são mais quentes e dificultam a transpiração. Pense em um vendedor que trabalha visitando os clientes. Num dia de sol quente, seu corpo irá transpirar mais do que o normal, podendo até molhar a roupa. Imagine o quanto é desagradável chegar a um determinado lugar desta maneira. Questões simples como esta também precisam ser consideradas. O uniforme deve estar adequando ao ambiente de trabalho. Outro quesito a ser cuidado é o tamanho do uniforme. Ele precisa estar rigorosamente ajustado no corpo. Assessórios são permitidos, desde que discretos e usados com bom senso. Eles não devem chamar mais atenção do que o próprio uniforme. Apesar de parecer óbvio, é preciso lembrar que o uniforme não deve causar constrangimento ou mal estar aos funcionários. Por isso, se sua empresa ainda não tem um uniforme ou o mesmo desagrada à maioria, consulte seus colaboradores. Pergunte o tipo de roupa que eles se sentiram bem em usar.

PROFISSIONALISMO E MARKETING PESSOAL Estes são aspectos que precisam ser valorizados pelos colaboradores. Lembre-se que “a primeira impressão é a que fica”. Portanto, manter o uniforme limpo e conservado, significa que o profissional é dedicado, organizado e cuida da sua higiene pessoal. Imagine, por exemplo, a imagem que um restaurante passa se seus funcionários trabalham com o uniforme manchado. Além de perder toda a credibilidade, o estabelecimento será taxado como sujo e inadequado. Portanto, de tempos em tempos é necessário comprar novos uniformes. Por fim, a última dica (se não a mais importante) é: Não adianta a empresa ter um uniforme bonito e apresentável, se o colaborador não tiver uma postura profissional, ou seja, é preciso estabelecer regras de comportamento, etiqueta profissional.

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lixo

notícias eletrônico

Lixo Eletrônico & Logística Reversa Um dos assuntos mais discutidos em 2012 foi a sustentabilidade. No Brasil, a Rio+20 mobilizou diversos setores da economia, a fim de desenvolver projetos e políticas sociais que diminuam os impactos ambientais causados pela crescente demanda de recursos naturais. A Política Nacional de Recursos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, bem como o Decreto nº 7.404 de 23 de dezembro de 2010, foram os principais avanços do país neste assunto. Desde então, a lei propôs um acordo setorial entre o poder público e a iniciativa privada (fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes) que visa à implantação da responsabilidade compartilhada durante o ciclo de vida dos produtos, ou seja, desde a obtenção de matériasprimas até a disposição final, passando pelo processo produtivo e a comercialização. Entende-se por disposição final ambientalmente adequada a distribuição ordenada dos rejeitos em locais apropriados após o processo de reutilização, reciclagem, compostagem, recuperação e/ou aproveitamento energético, evitando danos ou riscos à saúde

pública e à segurança, bem como minimizando os impactos ambientais adversos. Ainda dentro deste assunto, podemos citar a logística reversa que se constitui por um conjunto de ações, procedimentos e meios que viabilizam a coleta e a restituição dos resíduos sólidos do setor empresarial, para o reaproveitamento ou outra destinação ambientalmente adequada. Outra questão importante também abordada pela Lei nº 12.305 diz respeito aos padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços. Segundo a lei, esta é a melhor forma para atender as necessidades atuais e ainda permitir melhores condições de vida, sem comprometer a qualidade ambiental e o atendimento das necessidades das futuras gerações. Com o aperfeiçoamento da tecnologia, a destinação adequada do lixo eletrônico se tornou um grande problema para os cidadãos. Pensando nisso, algumas empresas de Juiz de Fora desenvolveram projetos e processos para o recolhimento destes objetos. Especializada no recolhimento e na destinação adequada do lixo eletrônico, a empresa Ambiente Limpo foi pioneira na cidade. Entre os materiais recolhidos estão computadores, acessórios, máquina de escrever, vídeo cassete, celulares, baterias (celular, nobreak e automotiva) e fios diversos. “Nosso trabalho está diretamente envolvido com a consciência ambiental da população, empresas e órgãos públicos.


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Celulares e Smartphones Cds e DVDs Câmeras fotográficas Computadores e acessórios Monitores Baterias e Nobreaks

Impressoras e Scanners Mp3, Mp4, Ipod, etc. Vídeo cassetes, DVD players, Vídeo games e similares Aparelhos de telefone

Cabos e fios diversos

Processadores, Placas Discos rígido Estabilizadores e Fontes de energia Pen drives e Webcam

Disquetes e cartuchos

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Arquivo Ambiente Limpo

Entretanto, não temos o devido apoio dos órgãos municipais”, esclarece o sócio-proprietário da Ambiente Limpo, André Carvalho Costa Freire. Segundo ele, 96% do lixo eletrônico podem ser reaproveitados. “Por isso, buscamos parcerias com outras empresas, para que nós tenhamos condições de separar adequadamente as matérias-primas”. Outro diferencial do serviço é o recolhimento gratuito, que pode ser solicitado pelo telefone (32) 3217-5609. As empresas que dão destinação correta aos resíduos eletrônicos ganham um certificado da empresa. Uma das empresas parceiras da Ambiente Limpo é a Microtools, que desde junho de 2012 recolhe estes materiais em sua loja na Av. Presidente Itamar Franco. “É uma demanda antiga dos nossos clientes e fornecedores, bem como uma necessidade da própria empresa. Precisávamos encontrar a destinação correta dos equipamentos eletrônicos em desuso. Por isso, resolvemos ser um eco-ponto”, afirma a analista de Marketing da Microtools, Natália Guedes. O Serviço Social do Comércio de Minas Gerais, Sesc Minas, também desenvolveu um projeto para o recolhimento do lixo eletrônico. A Semana Mineira de Redução de Resíduos, realizada entre os dias 19 e 30 de novembro, recolheu 5.219 itens em todo o estado. Em Juiz de Fora, as duas sedes do Sesc recolheram juntas 653 itens. Cada doador recebeu um voucher no valor de R$50,00 em desconto por item doado. O mesmo é valido para compra de passagens aéreas em uma empresa da cidade. “É a primeira vez que realizamos este projeto. Nossa intenção é torná-lo permanente”, afirma o gerente da Unidade de Serviços do Sesc, Evandro Pinheiro. O Sindicomércio-JF apóia e parabeniza a todas as empresas que desenvolvem algum tipo de projeto relativo à gestão integrada e/ou preservação dos recursos naturais, garantindo assim o crescimento da economia sem comprometer a sustentabilidade do nosso planeta.

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Gestão de qualidade:

SINDICOMÉRCIO - JF pratica o SEGS Colaboração: Sergio Costa de Paula Superintendente do Sindicomércio

Praticar uma gestão de qualidade tem sido a meta de muitas empresas, que se espelham em modelos e experiências bem sucedidas de outras, revelando-se com o diferencial no mundo dos negócios, através do planejamento e na adoção de medidas estratégicas, implementando ações orientadas pela qualidade, visando não só a sustentabilidade da empresa junto aos clientes, mas também a perenidade e a sobrevivência do negócio. A CNC - Confederação Nacional do Comércio, buscando contribuir com suas Federadas e Sindicatos filiados, promoveu, com intenso trabalho de seus departamentos técnicos, uma adaptação para a realidade sindical dos critérios e fundamentos do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ), que é reconhecido internacionalmente e está alinhado aos modelos dos principais prêmios de qualidade, tais como o americano Malcolm Baldrige Award e o japonês Deming, criando o programa SEGS – Sistema de Excelência em Gestão Sindical, que incentiva o desenvolvimento da excelência na gestão das entidades sindicais filiadas ao Sicomércio, de modo a torná-las referência nacional, trabalho que começou a ser implantado no ano de 2008.

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Com objetivos bem definidos, o SEGS permite aos participantes identificar o seu grau de desenvolvimento nos aspectos: associativismo, estrutura diretiva, representatividade, gestão financeira e produtos e serviços oferecidos, promovendo a capacitação das lideranças e executivos em práticas gerenciais de reconhecida excelência, possibilitando incrementar a atuação da entidade sindical, vivenciando o compartilhamento de práticas gerenciais de sucesso, através de “benchmarking”, o que proporciona o crescimento individual dos participantes e, consequentemente, das entidades sindicais envolvidas no processo, bem como, indiretamente, as empresas por elas representadas. Em encontros de trabalho ao longo do ano com técnicos da CNC promovidos pela Fecomércio Minas e com a atuação de avaliadores capacitados, o Sindicato do Comércio de Juiz de Fora já alcançou o nível 1. Em 2013, motivado pelo prosseguimento da implantação da excelência na gestão sindical, o Sindicomércio-JF estará empenhado na busca pelo certificado de nível 2.


CNC

Segs encerra 2012

com recorde de participações

O ciclo 2012 do Sistema de Excelência em Gestão Sindical (Segs) foi encerrado com a entrega das Avaliações de Consenso, realizadas pelas Federações do Comércio e pelos Sindicatos. No total, a Gerência de Programas Externos (GPE) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) recebeu 496 Avaliações, sendo 473 o número de entidades certificadas – um recorde absoluto para o Programa, criado em 2008. O Segs promoveu 139 turmas de treinamento em 575 entidades. Um total de 1.085 pessoas foram treinadas durante o ciclo, e foram mais de 450 horas de consultoria prestadas. “A principal resposta dada pelos sindicatos está evidenciada no número de participações, que cresceu significativamente, em termos tanto de entidades como de pessoas envolvidas no processo do Segs em todo o Brasil”, afirmou o gerente de Programas Externos da CNC, Rodrigo Timm Wepster. Este ano, o Programa apresentou algumas melhorias em relação aos ciclos anteriores, como explica Wepster. “As Lições Ponto a Ponto, o Guia de Excelência unificado, o novo formato

das planilhas de avaliação, a antecipação do ciclo de avaliações, o vídeo didático Introdução ao Segs e, principalmente, as videoconferências transmitidas via Rede Sesc possibilitaram a aproximação remota de todas as federações, otimizando custos, tempo e outros recursos, sem perder a efetividade dos treinamentos e encontros realizados”, disse. Nas federações os resultados também foram positivos. Na Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina (Fecomércio-SC), o interesse em participar do Segs foi maior, segundo a multiplicadora no Estado, Cecília Miranda. “Ficou evidente que o Programa tem muito a auxiliar, enquanto ferramenta de gestão, no desenvolvimento dos sindicatos filiados à Fecomércio-SC”, afirmou Cecília. Em São Paulo, o Segs também foi um sucesso em 2012. “A participação significativa nas ações deste ano expressou um estreitamento importante nas relações da Federação com os sindicatos filiados”, avaliou Paula Firmino, multiplicadora do Segs na Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP).

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Fecomércio minas

Fecomércio MG

apresenta nova marca

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) apresentou sua nova marca ao mercado. Criada pela agência Packaging Brands, segue o conceito desenvolvido para a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e traz a unificação de identidade entre as federações do Sicomércio. O símbolo escolhido foi a asa, elemento presente na figura do Mercúrio, deus do comércio, que representa o futuro e a transformação que a entidade promove. Além disso, a asa remete a sonho, resultado alcançado e capacidade de realização. A assinatura também foi alterada, reforçando sua força e solidez: “Uma nova marca. A atuação de sempre.” “Comemoramos 74 anos de atuação. Nada melhor que mostrar, também por meio de nossa marca, que trabalhamos com a visão de futuro, orientando e defendendo nossos representados de forma legítima”, salientou o presidente do Sistema Fecomércio-MG, Sesc, Senac e Sindicatos, Lázaro Luiz Gonzaga. Nos últimos meses, também os braços sociais de atuação do Sistema alteraram suas marcas, criando uma uniformidade visual. Agora Sesc e Senac, além da CNC e Fecomércio MG, mantêm uma identidade visual, com sinergia entre elas e respeito a essência de cada entidade.

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Fecomércio MG A Fecomércio MG representa 714 mil estabelecimentos no estado, que empregam 3,3 milhões de pessoas. É uma entidade não-estatal, órgão máximo de representação do comércio mineiro de bens, serviços e turismo, criada para orientar, coordenar, proteger, defender e representar as atividades e categorias econômicas do comércio e serviços do Estado. Fundada em 4 de dezembro de 1938, possui o objetivo de fortalecer o setor do comércio de bens, serviços e turismo, e desempenha uma série de funções para os seus representados no estado. Além disso, se faz ouvir em todos os níveis dos poderes constituídos, em articulação nacional com as demais federações estaduais que integram a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Formada, inicialmente, por sete sindicatos de Belo Horizonte (Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios; Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos; Comércio Varejista de Automóveis e Acessórios; Comércio Varejista de Maquinismos, Ferragens e Tintas; Comércio Atacadista de Tecidos, Vestuários e Armarinho; Lojistas do Comércio de Belo Horizonte; e Comércio Atacadista de Gêneros Alimentícios), a entidade contabiliza, hoje, 29 sindicatos filiados e 22 sindicatos conveniados.


senac

Arquivo Senac

Senac tem capacitação

gratuita em 2013

Para marcar o início de suas atividades em 2013, o Senac abriu as inscrições para o Programa Senac de Gratuidade (PSG). O evento aconteceu no último dia 7 de janeiro e contou com a presença de aproximadamente 300 pessoas, que já aguardavam na frente da unidade deste o dia anterior. Inicialmente, foram ofertadas 255 vagas, divididas em 11 cursos. Esse grande movimento é apenas uma amostra do que a unidade espera realizar ao longo de 2013, não somente em Juiz de Fora, mas em todos os 68 municípios que compõe a sua abrangência. Na programação, cursos em diversos níveis de formação, palestras, workshops e atendimentos comunitários. A proposta é que a maior parte destas ações seja gratuita. Para se candidatar às vagas disponíveis no PSG, o interessado deve possuir renda familiar per capita inferior a dois salários mínimos. O programa é voltado para alunos que estejam cursando ou já tenham concluído a educação básica, e trabalhadores empregados e/ou desempregados. Somente em Juiz de Fora, no último ano, mais de 650 pessoas tiveram acesso a cursos de formação básica e de nível técnico pelo programa.

O Diretor de Escola do Senac em Juiz de Fora, André Carvalho, destaca também o Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego - o Pronatec, que garante a comunidade amplo acesso a capacitação. O Pronatec é um programa do Governo Federal realizado com parceria com a Prefeitura Municipal. “No ano passado, tivemos um registro histórico de matrículas. Neste ano, queremos ampliar ainda mais a oferta. É nosso compromisso com o trabalhador e com os empresários.” As inscrições para a seleção prévia do Pronatec são feitas junto a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Juiz de Fora, na Rua Halfeld, 450. Ao longo do ano de 2013, o Senac deve viabilizar de mais de 4 mil alunos em capacitações e formações de nível técnico, e totalizar em todos os níveis de formação, mais de 10 mil alunos atendidos. Os interessados em maiores informações sobre os próximos editais e datas de seleção podem acessar o site da instituição no endereço www.mg.senac.br, ou ainda contatar o Centro de Educação Profissional de Juiz de Fora por meio do telefone (32) 3690-4700, ou diretamente na Av. Rio Branco, 3.330 - Centro.

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sesc

Um novo conceito em turismo social Sesc Minas investe na qualidade e aposta em pacotes diversificados na hora de arrumar as malas.

Arquivo Sesc

Turismo Social é uma prática integrante da missão do Sesc Minas e levada ao pé da letra pela Entidade. A boa prática dessa ação tem permitido que milhares de pessoas, sobretudo os trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, conheçam o país. Com uma proposta inovadora, o Sesc Minas aposta em projetos fora do convencional com preços acessíveis e, claro, sem perder a qualidade. Em 2012, por exemplo, a Instituição lançou o Sesc no Ar. O projeto oferece pacotes aéreos para destinos nacionais, como Florianópolis (SC) e Matinhos (PR), Fortaleza (CE) e São Luiz (MA). E as novidades não param. Para 2013, o destino passa por outro continente. Em abril, cerca de 40 passageiros terão como destino Portugal, na Europa. A iniciativa inaugura o “Sesc Internacional”, outra proposta inovadora da Entidade para as ações de Turismo Social. Além de vários passeios e atrações inclusos, um dos destaques desse pacote é o passeio ao Santuário de Fátima. Lá, os turistas poderão conhecer a Igreja da Santíssima Trindade, participar de missas e visitar lugares históricos como Valinhos, onde se encontra o local da 4ª aparição de Nossa Senhora, assinalado por um monumento.

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QUALIDADE DE SEMPRE O turismo no Sesc está em constante mudança, mas, nem por isso deixa a qualidade de lado quando se fala dos serviços que já são oferecidos ao longo desses anos. Mensalmente são oferecidos pacotes de excursões para vários destinos do país, como Grussaí e Copacabana, no Rio de Janeiro; Bertioga, em São Paulo; Praia Formosa, no Espírito Santo; Caldas Novas, em Goiás; e Ouro Preto, Poços de Caldas, Araxá, em Minas Gerais. Os pacotes incluem transporte, hospedagem e refeição. Das 43 Unidades de Hospedagens do Sesc espalhadas pelo país, 13 estão sob a coordenação da Diretoria Regional de Minas - 12 no próprio estado e uma no Rio de Janeiro, no município de São João da Barra, litoral norte fluminense. Entre elas o Sesc Pousada Juiz de Fora, localizada na Zona da Mata mineira, pólo econômico e cultural do estado. Situada entre montanhas e muito verde, a Unidade está localizada cerca de 10 km do Centro da cidade. Com uma completa infraestrutura, incluindo apartamentos, suítes, ginásio poliesportivo coberto, piscinas, lagos, bosques, salões para jogos, lanchonete, restaurante e sedes sociais, o Sesc Pousada Juiz de Fora é uma excelente opção para hospedagem, lazer e confraternização. Viste a Unidade e faça a sua reserva. Informações pelo telefone (32) 3233-1144 ou pelo e-mail pousadajf@sescmg.com.br.


sebrae

Foco no negócio:

Com a competitividade ditando os rumos do mercado, muitos empresários acreditam que diversificar seu negócio significa ampliar o número de produtos e serviços ofertados. Contudo, muitas empresas estão no sentido contrário. Buscam na segmentação ou especialização do negócio para conquistar seu diferencial. É sobre este assunto que conversamos com o gerente da Macrorregião Leste do Sebrae-MG, João Roberto Marques Lobo. Ele acredita que a busca ou não por um foco (diferencial) depende, principalmente, de um amplo conhecimento do mercado. Conexão Comércio: Quando o negócio é diversificado e se busca um foco a fim de obter um diferencial no mercado, que fator deve ser considerado para essa tomada de decisão? João Roberto: Diversificar um negócio pode ser uma boa estratégia para aumentar a lucratividade da empresa. Mas, é preciso que haja sinergia entre os diferentes negócios, para que o empreendedor não perca o foco de sua atividade principal. Ou seja, o novo empreendimento devese somar àquele já existente. CC: Que ferramentas e processos podem dar suporte à empresa na busca pelo foco? JR: Há no mercado algumas ferramentas consolidadas, como a Análise de Atratividade de Michel Porter, por exemplo, que faz uma análise completa do segmento do negócio, ajudando os empreendedores a reduzir os riscos de investimentos em novos empreendimentos. CC: O principal benefício de se ter um foco nos negócios é construir uma imagem diferenciada no mercado? JR: Penso que o principal benefício é consolidar a empresa junto a um mercado que remunera melhor o trabalho, reconhecendo os diferenciais dos produtos e serviços oferecidos. É claro que a imagem da empresa se transforma positivamente nestas condições.

Arquivo Sebrae

diferencial no mercado

João Roberto Marques Lobo

Gerente da Macrorregião Leste do Sebrae-MG

CC: Que tipos de adversidades as empresas, que não possuem um foco, podem encontrar na manutenção de seu negócio? JR: A maior dificuldade é a baixa eficiência financeira. Em geral, por produzirem “de tudo para todos”, não conseguem se tornar referência em nenhum segmento de mercado. Essa é uma armadilha relativamente comum, vivenciada pelos novos empresários. Na ânsia de atender a todos para não perderem negócios, acabam não sendo valorizados pelos clientes. CC: Em termos de investimento e reservas, de quanto é preciso para se iniciar um processo como este? JR: Não há um valor pré-definido. Depende de algumas variáveis. Mas, é preciso que o empreendedor tenha em mente que é importante e seu custo-benefício. Ou seja, quanto ele investirá para ter uma empresa com foco estratégico, e quanto ele terá de retorno. CC: Qual é o papel do plano de marketing neste processo? JR: O plano de marketing é fundamental, a partir do momento em que você tem um mercado estabelecido. Ele propiciará uma visão geral das alocações dos recursos necessários para o sucesso da empresa junto a seu público alvo.

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pesquisa

Pesquisa:

Redução na taxa de juros não refletiu nas MPEs mineiras Sem dúvida, o ano de 2012 foi histórico para a economia brasileira. Em meio à crise econômica mundial, o governo brasileiro decidiu reduzir gradativamente as taxas de juros. As reduções começam em agosto de 2011 e se estenderam até o mês de outubro de 2012, quando a Selic atingiu o menor índice da sua história, 7,25%. O Governo Federal também anunciou a redução das taxas de juros nos empréstimos em bancos públicos, que foram acompanhados pelas instituições financeiras privadas. Esperava-se com isso, alavancar a economia brasileira. Contudo, o PIB brasileiro cresceu apenas 0,98% em 2012. Para avaliar os impactos que essas reduções trouxeram as micro e pequenas empresas de Minas Gerais, o Sebrae realizou, junto com 525 empresários, a pesquisa Expectativa das Micro e Pequenas Empresas para o 4º Trimestre (2012). Como resultado, o estudo apontou que grande parte das MPEs mineiras não sofreu num tipo de impacto com as medidas. Inicialmente, o estudo mostrou que 70,8% das MPEs não realizam nenhum tipo de financiamento bancário. Contudo, essa falta de interesse nos empréstimos bancários indica que as empresas estão buscando outras alternativas para gerar recursos.

A pesquisa mostrou que 62,7% dos gestores estão parcelando suas compras com seus fornecedores. A segunda forma mais utilizada de financiamento foi o capital do sócio ou proprietário, constituindo como fonte de recursos para 59,6% dos entrevistados. As linhas de financiamento bancário conquistaram a terceira posição entre as opções dos empresários. 40% dos entrevistados utilizaram esse meio para obter recursos. Destes, 58,4% buscaram empréstimos nos últimos seis meses. Então, 41,6% já tinham algum tipo de financiamento anterior. O cheque especial de pessoa jurídica foi apontado por 35,9% dos gestores. Destes, 11,3% também usam o cheque especial de pessoa física para captar recursos. Isso significa que, muitas vezes, o limite concedido às empresas é insuficiente para suprir as suas necessidades. Além disso, a pesquisa demonstrou que 23,5% utilizam o cartão de crédito de pessoa jurídica e 23,4% cartão de crédito de pessoa física. 8,8% utilizam as duas formas de cartão. Ainda dentro deste estudo, 28% dos entrevistados disseram descontar cheques e duplicadas junto ao banco, e 11% antecipam os recebíveis do cartão de crédito. 4,4% dos empresários utilizam essas duas fontes ao mesmo tempo. Mas, o que podemos concluir com todas essas informações? Primeiro, é de suma importância que os gestores avaliem bem qual o tipo de financiamento é mais vantajoso para cada situação. Segundo, é preciso estar atento para não misturar as finanças pessoais com as empresariais, o que por consequência nos leva a última consideração, é preciso aprimorar os mecanismos de gestão das micro e pequenas empresas.

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anuncio artwork

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AÇÃO DE

REPRESENTATIVIDADE

Fotos: Wolmer Monteir

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Participantes do o 2012 Concurso Vendedor do An

Vencedores do Concurso Vendedores do Ano 2012. 1º Eloisa Helena Terra Pinto (Centro) 2º Reginaldo Batista da Silva (Esquerda) 3º Humberto Silva do Nascimento (Direita)

Eloisa Helena

é a Vendedora do Ano 2012 Numa cerimônia marcada pela emoção, Juiz de Fora conheceu a vencedora do concurso Vendedor do Ano 2012. Seu nome é Eloisa Helena Terra Pinto, da equipe de vendas do Plasc – Santa Casa. A vendedora realizou 48 atividades nos últimos 12 meses, conquistando 50,5 pontos na competição. “Eu acredito que a arte de vender pode ser lapidada com participação, conhecimento e treinamento”, afirma a vencedora do concurso. Reginaldo Batista da Silva, do Magazine Luiza, e Humberto Silva do Nascimento, da Superfreios, conquistaram o 2° e 3° lugar respectivamente. O concurso considerou diversos critérios, entre eles o nível de escolaridade, participação em cursos

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capacitação e/ou qualificação, palestras, workshops e eventos em geral. Cada um dos critérios teve um peso específico para a pontuação de classificação. Durante a cerimônia de premiação, os 250 convidados puderam assistir a apresentação do palestrante Willian Caldas, que abordou temas como vendas e atendimento. Em continuidade ao evento, todos os 16 inscritos foram chamados para a entrega do certificado de participação do concurso, que precedeu a entrega dos prêmios aos primeiros colocados. O Concurso Vendedor do Ano é uma realização promovida anualmente pelo Senac-MG, e contou com o envolvimento e a parceria com o Sindicomércio-JF.


AÇÃO DE

REPRESENTATIVIDADE

Numa solenidade realizada na sede administrativa do 4º Grupo de Artilharia de Campanha (4º GAC), o presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, recebeu o Medalhão Marquês de Barbacena, maior honraria concedida pela unidade militar a representantes de entidades e autoridades de Juiz de Fora. O medalhão foi entregue pessoalmente pelo comandante do 4º GAC, Ten. Cel Augusto Perez. “Essa honraria é um agradecimento pela constante colaboração do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora ao Exército Brasileiro. Essa parceria engrandece o nosso trabalho e enaltece a nossa corporação”, afirma Perez. O presidente do Sindicomércio agradeceu a lembrança e declarou estar honrado por colaborar com o Exército Brasileiro.

Arquivo Sindicomércio - JF

Presidente do Sindicomércio recebe honraria do Exército Brasileiro

Ten. Cel. Augusto Perez entrega medalha Marquês de Barbacena a Emerson Beloti de Souza

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AÇÃO DE

REPRESENTATIVIDADE

Equipe Distriminas é a Campeã

Após quase dois meses de disputas, a Copa do Comércio, que contou com a parceria do SESC Juiz de Fora, tem um campeão no futebol soçaite. O time da Distriminas se destacou na competição e levou a taça para casa. Foram 4 vitórias (uma por W.O nas semifinais) e 2 derrotas. Na partida final, a equipe sobrou dentro de campo e conquistou um placar de 4X0 sobre o time da Líder Peças, que ficou em segundo lugar. Foto Oficial - Final 5ª Copa do Comércio A equipe Flaire foi a terceira colocada na competição. Ao final das 29 partidas, alguns jogadores também se destacaram como Carlos Roberto Batista (Distriminas), que ganhou o troféu de “Melhor Goleiro” com apenas 10 gols sofridos, e Alexsandro Carlos de Paula (Líder Peças), que conquistou a artilharia da competição com 7 gols. A 5ª Copa do Comércio de Juiz de Fora contou com a participação de 15 equipes, que no ato de suas inscrições doaram uma cesta básica cada. Estas foram encaminhadas ao Abrigo Santa Helena. Na programação para 2013, o Sindicomércio projetou a 6ª Copa em duas modalidades esportivas (futebol de salão e soçaite), em semestres diferentes, estando, em exame, competições voltadas para as mulheres. O Sindicomércio-JF parabeniza e agradece a todos os participantes que com espírito esportivo engrandeceram nossa competição, bem como registra especial agradecimento aos técnicos do SESC pelo trabalho na organização e acompanhamento da Copa.

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da 5ª Copa do Comércio de Juiz de Fora


história dos

associados

Casa Faísca

“Talvez o consumidor final não nos conheça, mas com certeza as indústrias de Juiz de Fora e região conhecem minha empresa”. Estas são as palavras da empresária Adriana Pereira Machado, proprietária de uma das lojas mais antigas (tradicionais) da cidade, a Casa Faísca. Especializada em venda e manutenção de motores elétricos de máquinas industriais, a Casa Faísca está no mercado desde 1956, atendendo hospitais, hotéis, restaurantes, padarias, siderúrgicas, mineradoras, entre outras. O negócio que começou com uma pequena lojinha na Praça da Estação, hoje é a maior referencia no segmento, sendo uma autorizada dos motores Weg. De acordo com Adriana, as transformações da tecnologia não afetaram muito o seu negócio, pois a base mecânica praticamente não se alterou. O que mudou foi a eficiência dos equipamentos, o sistema de controle de ruído e o consumo de energia. A empresária acrescenta que a maior dificuldade encontrada pelo segmento é a disponibilidade de mão de obra qualificada. “Nossos profissionais são extremamente qualificados. Por

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R. Trinta e Um de Maio, 197 - Ladeira

isso, quando precisamos aumentar o quadro de funcionários, nós mesmos damos o treinamento”. Segundo ela, existem cerca de 10 empresas no ramo, porém o número de profissionais autônomos é grande. Na sua concepção o atendimento é essencial, porque a maioria das vezes, os clientes são leigos no assunto e, normalmente, não têm o hábito de ler manuais. “Gosto de trabalhar aqui. Sou apaixonada pelo que faço. O atendimento ao cliente e o processo de recuperação dos equipamentos me encantam”, conclui.

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novos

associados

Pharmes Farmácia de Manipulação R. Santa Rita, 406 - Centro

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Com mais de 15 anos no mercado a Pharmes é uma das farmácias de manipulação mais tradicionais de Juiz de Fora. Além dos medicamentos manipulados, a loja também oferece produtos diet, light e suplementos alimentares. “Trabalhamos com produtos naturais diversos. Em média, realizamos 200 atendimentos por dia. Isso é muito, se compararmos com a concorrência que temos ao nosso lado”, afirma o proprietário Túlio Cézar Almeida. Para se destacar no mercado, a Pharmes Farmácia de Manipulação realiza visitas a clínicas e consultórios médicos. “Com a indicação destes profissionais, os produtos manipulados estão ganhando força e credibilidade no mercado. Nosso destaque é o bom atendimento, preço e, principalmente, qualidade”conclui.

Minas Freios e Minas Imports Minas Freios: R. Jose C. Ahouagi, 630 – Centro Minas Imports: R. Deputado Oliveira Souza, 27 – Centro

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Finalmente, Patrícia ressalta os motivos que a levaram a se associar ao Sindicomércio. “Há algum tempo vinha amadurecendo esta ideia. Quando conheci os benefícios que o sindicato oferecia, não tive mais dúvidas. Hoje, meu principal objetivo é buscar o fortalecimento da nossa representatividade”, conclui. Arquivo Minas Freios/Minas Imports

Com 26 anos de mercado, a Minas Freios é uma loja de peças para veículos, com especialidade no tipo pesado. Seus principais clientes são órgãos públicos, concessionárias, caminhoneiros e frotista. “Nosso maior objetivo é fidelizar o cliente através do bom atendimento. Mais que a venda, buscamos soluções para os seus problemas”, enfatiza a sócia-proprietária Patrícia Matos Figueiredo Campos. A empresária lembra que devido à expansão do mercado de veículos de luxo e passeio, decidiu ampliar seu negócio. “A Minas Imports surgiu há três anos. Nesta loja, nos especializamos em veículos importados leves e pesados, como também em vans e pick-ups. Desta forma, aumentamos o número de opções e, consequentemente, de clientes”, afirma. Além do atendimento personalizado realizado por profissionais experientes, a Minas Freios e a Minas Imports dão ao cliente a possibilidade de fazer suas compras por telefone.


novos

associados

Lilica e Tigor Independência Shopping - loja 120 Mister Shopping, 1º piso - loja 175

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Há três anos a frente da franquia Lilica e Tigor, a pediatra Roberta Granato Casella diz estar satisfeita com o seu negócio. “A melhor opção para quem quer entrar no ramo e não possui experiência, como era meu caso, é procurar uma boa franquia para abrir o negócio. Além do suporte da marca, auxilio administrativo e de marketing, nós dispomos de treinamento e qualificação. Para quem trabalha com crianças então, isso é fundamental”, destaca. Esse cuidado pode ser percebido em toda loja, rica em detalhes e cores. “Quando se trabalha para o público infantil o feedback instantâneo. As crianças buscam conforto e a beleza. São exigentes e merecem ser atendidas com muito carinho e paciência”, conclui.

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instituto de educaÇÃo continuada aprender mais e sempre

JuiZ de Fora Direito Processual

pÓs-GraduaÇÃo LATO SENSU | 1º semestre | 2013

Direito Público

Direito Trabalhista

Enfermagem do Trabalho Gestão de Negócios Gestão de Pessoas

Gestão de Projetos

Processos Criativos em Palavra e Imagem

INSCRIÇÕES ATÉ 18/02

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artigo

Especial

Adriano Oliveira Diretor Executivo Olyver Consultoria Empresarial

Por que as empresas precisam da ajuda de um consultor? Ao longo dos anos, percebemos que as empresas vêm buscando cada vez mais aprimorar os seus recursos humanos e tecnológicos, visando conquistar competitividade no mercado. Sabemos que hoje o fator de sucesso dos negócios é ter um diferencial na prestação dos serviços ao cliente. Com isso, se tornou necessário readequar a organização da empresa para acompanhar movimento. Desde então, muitos empresários contam com auxilio de profissionais independentes ou empresas de consultoria em gestão. Consideremos abaixo alguns fatores que fazem com que as empresas precisem de uma ajuda externa para melhorar sua organização, reestruturando seus processos internos, tornando-os eficientes e, conseqüentemente, melhorando os resultados financeiros da empresa. MUDANÇA DE CULTURA: Consultores são pessoas ou equipes externas, sem vínculo com a organização, que atua de forma imparcial nas soluções dos problemas. Com isso, não há coleguismo com os funcionários, mas sim um relacionamento profissional, que tem por objetivo implementar planos de trabalho e metas. MÃO DE OBRA QUALIFICADA: A ausência de mão de obra qualificada e/ ou multifuncional

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são fatores que impedem a melhoria da Gestão Empresarial. FALTA DE EXPERIÊNCIA: Os empresários normalmente têm a percepção do que se deve fazer para melhorar os resultados da empresa. Entretanto, não tem experiência suficiente e/ ou nem profissionais qualificados para colocar em prática essas mudanças. Afinal, são poucos empresários que já passaram por situações adversas em diferentes empresas. FALTA DE PLANEJAMENTO: Empresas que cresceram muito rápido podem ter gargalos nos processos, o que futuramente pode causar problemas para o cliente. FALTA DE TEMPO: Muitos empresários não têm tempo para se dedicarem à estratégia do seu negócio (grandes negociações), pois muitos deles estão focados na operação do trabalho (dia a dia). Normalmente as empresas de médio e grande porte utilizam consultorias em demandas especificas ou serviços setorizados para ajustar o crescimento. Já as pequenas empresas optam por uma reestruturação organizacional para se adequar ao mercado competitivo. O mais importante é contratar os serviços dos profissionais que tenham experiência na demanda solicitada e que consigam transmitir de forma clara a mudança na cultura da empresa. É bom sempre lembrar que “não há nada tão bom que não possa melhorar”. Assim, no mundo em constantes mudanças, é preciso que as empresas busquem profissionalizar suas equipes cada vez mais e modernizar seus processos.


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Motivacional

Felipe Costa Consultor Empresarial

LIDERANÇA SAMURAI A liderança tem estado à frente do pensamento de gerência desde o final dos anos 80, e todas as pessoas que ocupam um cargo de chefia precisam entender que nos dias de hoje, ser chefe não é o suficiente. Precisamos ser Líderes. A concorrência, as mudanças de comportamento dos consumidores, as exigências cada vez maiores quanto à qualidade dos produtos e serviços oferecidos e o corre-corre diário, fazem com que as pessoas necessitem de um orientador, de um guia, ou seja, de um líder. Acredito que o desafio para cada pessoa é o de desenvolver o seu estilo de liderança, baseado é claro, em alguns princípios. Defendo a ideia que um líder é primeiro de tudo uma pessoa comum com determinações extraordinárias. Reparem as pessoas de sucesso, os empreendedores, os grandes revolucionários, pessoas comuns como nós, mas com uma determinação muito acima do que a grande maioria das pessoas. Vale salientar também que só exercemos a liderança de uma maneira: Através dos exemplos, sejam eles positivos ou negativos. Na realidade são os exemplos que farão com que as pessoas se envolvam com o seu propósito. São os comportamentos de atendimento e vendas do líder que vão orientar os vendedores, são os comportamentos de gestão, de organização, de disciplina e honestidade do líder que vão servir de exemplo para todo o grupo. Para que possamos ter um número muito maior de acertos do que erros neste caminho chamado liderança, sugiro que sigamos os conceitos passados pelos grandes líderes

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Samurais, que tinham como principais objetivos desenvolver pessoas e servir ao próximo (a palavra SAMURAI significa aquele que serve), para isso seguiam as 7 virtudes do BUSHIDÔ (Bushi=guerreiro/Dô=caminho) que era o seu código de ética, seu código de conduta, um verdadeiro código de honra que nos traz estas 7 fantásticas virtudes indispensáveis para qualquer pessoa que ocupa um cargo de liderança. Vamos a elas.

Tenha certeza que praticando estas virtudes você transmitirá exemplos extraordinários e com certeza conseguirá resultados incríveis. Muito sucesso e realização para você.


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Revista Conexão Comércio