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Revista Tavernando Edição 6 - Março 2014 revista@tavernando.com Facebook.com/Tavernando.Oficial www.Tavernando.com Editores Chefe Felipe Blesa Lucas Flicky Diretor de Redação Felipe Blesa Diretor de Arte Lucas Flicky Redatores Anderson Pontes Felipe Blesa Felipe Coelho Lucas Flicky Marcela Marcelino Rafael Nabuco Sérgio Aragão Tiago Sampaio Revisão Alex Carvalho Diagramação Lucas Flicky Mariana Pall Felipe Coelho Design Lucas Flicky Colaboradores Yuri Barros

Editorial

Não é para agradar todo mundo! Por Felipe Blesa

Tudo é singular, até certo ponto. Cada marca, jogo, pessoa, tudo. Mas sempre haverá aquela outra que é muito parecida. Não importa qual é a original, sempre haverá gente pra defender os dois lados, e críticas, infundamentadas, ao outro não faltam. Seja League of legends e Dota, Mario e Sonic, Adidas e Nike, esquerda e direita, tudo é motivo. Argumentos dos mais diversos: vende mais, foi primeiro, exige mais do computador, é de criança. No final das contas, nada disso realmente importa. A existência dessa variedade de semelhantes é sempre benéfica. Seguindo o conceito capitalista de mundo, a concorrência influencia diretamente na qualidade do produto. A Sony por exemplo, qual seria um bom motivo para lançar sempre um novo console cada vez melhor em um espaço de tempo curtíssimo além de superar os concorrentes? Trazer mais sorrisos aos fãs? Não. Se não houvesse tantos MOBA por ai, não haveria motivos pro League of Legends soltar atualizações semanais, ou viver mudando elementos do jogo. Não há necessidade de falar de marcas como Adidas, Nike e outras, e seus incontáveis produtos que constantemente se tornam obsoletos. Mesmo com toda inovação, é possível não agradar a todos, e acredite, isso é extimado pelas marcas. Com toda a tentativa de chamar uma grande parte do público, nada é feito para atingir sua totalidade, cada coisa tem seu público específico. Qualquer um pode dizer que algo não o agrade, mas julgar aquilo como ruim, com ou sem conhecimento de causa, baseado apenas em seu gosto, é desnecessário. O produto não vai mudar.

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por Rafael Nabuco Desde a segunda geração de Pokémons, a Nintendo em conjunto com a Pokémon Company desenvolveu um método para que os jogadores não perdessem seus monstrinhos digitais e assim, tornassem o objetivo supremo de completar a Pokéagenda possível, desde que, é claro, você possuísse um amigo com a outra versão e um cabo link para as trocas. Com o advento da tecnologia, essa transferência de gerações foi ficando cada vez mais fácil e gratificante, motivando muitas vezes novos jogadores à passarem por todas as gerações só para conseguir um Pokémon lendário exclusivo daquele game daquela geração específica. Na penúltima geração mais recente, é necessário somente um segundo portátil.Infelizmente, nem tudo no mundo dos games são flores, e a Nintendo acabou por complicar, e muito, esta tarefa em seu mais recente título, o Pokémon X/Y. Tendo a quinta geração, Pokémon Black/White 1 e 2, recheados de eventos de distribuição de Pokémons Lendários, inclusive aqui no Brasil onde foram distribuídos Dialga, Palkia e Giratina, ambos da quarta geração, em suas versões shiny, e Meloetta, da quinta geração, este novo método de transferência e seus problemas que ocorreram já em seu lançamento vêm frustar, e muito, todos os gamers dedicados. A nova ferramenta é denominada PokéBank, e como o nome sugere, é realmente um banco para estas criaturas digitais, com um espaço para armazenar 3000 Pokémons, não é útil só para os colecionadores, mas também para os jogadores competitivos, que costumam criar inúmeros monstrengos em busca de atributos impecáveis. Mas, apesar de todos desejarem o famoso PokéBank, em verdade, todos referemse a um aplicativo que será distribuído juntamente a ele, o PokéTransporter, a único jeito de encaminhar todas as gerações que foram levadas ao Black/ White 2 adiante para a região de Kalos, para o Pokémon X/Y, além de que o Pokémon viajante do tempo, Celebi, será enviado como um presente a todos que baixarem este aplicativo. Sua data de lançamento original era dia 27 de Dezembro, de 2013, e enquanto a rede da Nintendo já apresentava grande instabilidade desde o começo do mês, ela ficou praticamente inacessível do dia 24 ao 26 do mês. O motivo principal da instabilidade foi a 4 | R e v i s ta Tav e r n a n d o | f e v e r i r o 2014

ativação online de milhares dos consoles vendidos neste período do ano, pois tanto o 3DS quanto o Wii U utilizam o sistema de Nintendo Network IDs, necessário para acessar a loja digital do console de mesa e introduzido no portátil no início deste mês. Tendo a Pokémon Company e Nintendo então, adiado o lançamento deste aplicativo por tempo indeterminado até então devido a tais problemas. Sendo o sonho de consumo de todos os treinadores atuais, uma nova data de lançamento é divulgada pelos sites relacionados a estes assuntos sempre quando uma manutenção na rede online da Nintendo é realizada, sem uma fonte oficial da notícia em todos os casos, a empresa está sim objetivando o lançamento do PokéBank com estas manutenções, a prova disso está no Japão, onde aplicativo ficou novamente disponível no dia 22 de Janeiro depois de várias manutenções realizadas na rede. A manutenção mais recente foi realizada no dia 3 de fevereiro e, enfim, no dia 6 de fevereiro os 2/3ds brasileiros brilharam com o lançamento de Pokébank e seu aliado, Pokétransporter, realizando, finalmente, tal sonho. Por outro lado, os trapaceiros de plantão já sabiam que era possível transferir os pokémons editados através do PokéBank, é uma pena, mas o sistema anti-hack falhou novamente, é possível clonar os pokémons usando o sistema de trocas no X/Y e os Pokémons editados transferidos no Japão já conseguiram atravessar o mundo, e durante um evento no estado de São Paulo o número de landários e Dittos com atributos perfeitos clonados estava na casa das centenas. Com o advento do Pokébank não só no Brasil, como no resto do mundo, isto apenas aumentou. É um recurso ilegal, usado por aqueles que acreditam que apenas o resultado final importa, apenas o poder gabar-se de tal façanha é o que basta, esquecendose do principal numa aventura Pokémon que é, obviamente a aventura em si, a dificuldade de conseguir um monstro de bolso com atributos perfeitos, a longa viagem através das gerações para completar-se a Pokédex nacional, e não apenas passar horas criando-os em uma ferramenta, apenas por ser fácil, isso também vale para os famosos Shinyes, cuja chance de surgimento sempre foi raríssima e de tantas trapaças, eles estão ficando tão comuns que perdem o seu valor.


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Por Felipe Blesa Pokemon é uma franquia mundialmente famosa, milhares de produtos e fãs espalhados pelo mundo. Criada por Satoshi Tajiri e patenteada pela Nintendo, começou com o jogo de Game Boy, mas o sucesso ao longo do tempo foi tão grande que é possível encontrar algo da franquia em qualquer lugar. Perde apenas para a franquia de Mario Bros, sendo, então a segunda mais vendida da Nintendo, mas é tão famosa quanto a primeira. Artemis Pokemon é jogo de browser, feito por fãs, baseado nos jogos clássicos da série. O jogo trata-se de um multiplayer e busca assemelhar-se com o jogo original. Contém as 5 regiões, além de 657 pokemons. A região de Kalos, apresentada com a versão mais recente do jogo, para 3DS, ainda não foi implementada. Tem as mesmas funções que o jogo oficial da série, mas com alguns desfalques. Adaptado para browser, o jogador é capaz de capturar todas as criaturas, comprar itens, batalhar com outros treinadores, mas não há uma divisão de cidades ou a possibilidade de andar com seu personagem pelo mapa. Tudo é feito a base de cliques. Clicando em um tipo de terreno, você achará pokemons para capturar, ou apenas treinar. O mesmo funciona com as lojas e ginásios. Tudo é dividido em abas no site. Mas nada disso torna o jogo menos imersivo. O projeto foi criado originalmente por um holandês apelidado Kiru, após certo tempo ele viu não conseguiria tocar o projeto e o disponibilizou-o na internet. Marcelo Tesla e Katty Sato, aqui no Brasil,


decidiram abraçar o projeto. Depois de muito trabalho, corrigiram bugs e lançaram o Artemis Pokemon. “Desde moleque eu gostava de mexer com criação de jogos, foi nessa época que conheci o RPG Maker 2000. A partir daí, comecei a trabalhar arduamente em muitos e muitos projetos, desde então não parei mais. Hoje em dia estou focado muito no Artemis, pois foi um projeto que saiu dos bugs para a realidade. Por saber que ele teria essa capacidade de vir a tona, eu deixei de dormir diversas vezes para ficar trabalhando nele, não só eu mas a Katty também. Estamos orgulhosos do nosso trabalho e espero que ele fique cada vez melhor”, conta Tesla. Para os desenvolvedores, a pretensão é expandir ao máximo o jogo, esperando, assim, que ele continue prosperando. O jogo conta com uma base de jogadores que ajudam a manter o site funcionando a base de doações, além do site, conta também com um grupo no facebook.


Quem está no topo da cadeia alimentar? Caça ou caçador, tudo depende de você

Por Yuri Barros Lançado em março de 2004, no Japão, Monster Hunter se apresentou como um jogo de caça, onde os alvos são criaturas extremamente mortais. A ideia, apesar de simples, conquistou dezenas de fãs no oriente, o que resultou na continuação da franquia.

Lançado em março de 2004, no Japão, Monster Hunter se apresentou como um jogo de caça, onde os alvos são criaturas extremamente mortais. A ideia, apesar de simples, conquistou dezenas de fãs no oriente, o que resultou na continuação da franquia. Apesar do sucesso do jogo no mercado oriental, não foi bem recebido no ocidente. Grande parte desse problema se deve ao marketing fraco adotado em seu lançamento, além da monotonia apresentada no começo do jogo. A essência de Monster Hunter é, basicamente, fazer com que o jogador participe de todos os momentos de uma caçada. O jogo possui um ritmo, apesar das primeiras missões serem massantes, ao progredir no jogo, é possível notar a infinidade de desafios, chegando a encontrar criaturas extremamente dificeis de serem derrotadas.

Existe a possibilidade de escolher entre vários tipos de armas, 7 no total. Ao escolher uma espada grande, pode-se ver que ela é mais pesada e é manejada lentamente, enquanto a espada pequena e o escudo dão mais velocidade ao personagem. A escolha da arma é extremamente importante no jogo, podendo alterar completamente as escolhas e estratégias do jogador. Ao aceitar missões de caça, é necessaria a busca pelo monstro. Essa tarefa não é difícil, visto que eles se destacam visualmente em relação as outras criaturas. Após encontrá-lo, é possível observá-lo, mas em algum momento, ele perceberá sua presença. Quando o jogador é notado, um olho amarelo surge em seus status. Esse olho muda de cor de acordo com a postura da criatura. A inteligência artificial do jogo é bem peculiar, os monstros possuem padrões e comportamentos interessantes. Muitos monstros são capazes rugir tão alto que o personagem chega a tapar os ouvidos.

O jogo, no contexto geral, é dificil e cabe ao jogador estudar a criatura que está enfrentando e elaborar uma estratégia de combate. Essas criaturas também possuem muita força, o que acrescentará na dificuldade, tornando impossível simplesmente atacá-las. A barra de vida dos monstros não é visível, mas o jogo traz uma compensação interessante para isso. O comportamento do monstro varia de acordo com sua vida, demonstrando cansaço conforme chega sua vida vai se esvaindo, chegando hesitar e tornar-se vulnerável, e até procura fugir quando está próximo da morte, tentando ir para seu ninho ou algum esconderijo. O jogo dá ao jogador muitos recursos, como uma bola de tinta, que ao ser usada no monstro, marca sua localização no mapa, facilitando encontrá-lo caso tente fugir. Armadilhas capazes de deixar o monstro imóvel por alguns instantes e até tranquilizantes para capturá-lo. Uma infinidade de equipamentos está disponível para o jogador e com eles, qualquer criatura, por mais dificil, pode ser derrotada.


O primeiro jogo da série Monster Hunter possui falhas bastante perceptíveis, a mais conhecida e mais odiada é o problema das hitboxes falhas. Muitas vezes um ataque acerta o personagem mesmo quando o ataque visivelmente falhou. Isso ocorre com muitos monstros, mas um monstro se destacou, Plesioth, esse problema fez com que o monstro ficasse extremamente difícil de ser derrotado. Seu golpe, Hip check, onde ele se joga para o lado, deveria atingir o personagem apenas se este estivesse do mesmo lado para o qual a criatura vai, mas se o personagem estiver no lado oposto, também será atingido. A primeira geração de Monster Hunter consiste em três jogos, Monster Hunter e Monster Hunter G (apenas no Japão), que consiste em uma espécie de expansão do primeiro, contendo novas versões dos monstros e novos ataques, para PlayStation 2, e Monster Hunter Freedom para PSP. Posteriormente, Monster Hunter G ganhou uma versão para Wii. Monster Hunter e Monster Hunter G possuíam multiplayer online, porém os servidores foram fechados há muito tempo, tornando assim muitos recursos indisponíveis, pois eram disponíveis apenas no modo online. A versão de PSP, Monster Hunter Freedom, não possuía multiplayer online, mas ainda era possível jogar em multiplayer local.


por Rafael Nabuco

O Clássico Novo e o Novo em forma Clássica

de sentimentos, os lendários sonhadores por trás Ah... a música. Ferramenta de orquestra Uma dosededecomunicação nostalgia e uma nova maneira de apreciar o atual diferentes formas de vida do planeta, desde insetos, como de ambos álbuns, são: por Rafael Nabuco cigarras e grilos, passando por sapos e pássaros, até as Eric Buchholz: É um compositor/orquestrador (quem formas de vida baseadas em carbono mais desenvolvidas faz adaptações para orquestras) de Seattle e originário de da Terra, os seres humanos. Minnesota. Ele contribuiu para um número de projetos Naturalmente, no caso dos humanos, a função da profissionais de game music, incluindo ótimos álbuns música torna-se muito mais ampla e toma diferentes como Play! A Video Game Symphony, The Legend Of formas, sendo executada das mais diversas maneiras, seja Zelda 25th Anniversary Symphony e The Legend Of Zelda: através de instrumentos mais primitivos, como o tambor, Symphony of the Goddesses. Eric também foi o diretor ou entoada por um conjunto de talentosas vozes – ou, com de Zelda Reorchestrated, uma iniciativa de um fã que o advento da tecnologia, de uma única voz, repetindo-a recentemente completou Twilight Symphony, um álbum através da edição de som e vídeo –, o conhecido a capella, de arranjos de três horas e meia para The Legend of Zelda: estilo esse que, agora difundido graças à web, chegou a Twilight Princess. todos que não tiveram a oportunidade de ouvi-lo. Braxton “Skotein” Burks: Braxton é um compositor e Porém, o assunto da vez é um lançamento que vem arranjador (faz arranjos musicais) de Seattle e atualmente mexendo com o coração e a alma de todos os gamers estuda composição musical na Faculdade de Artes da de ontem e de hoje. Sem mais delongas, lhes apresento Cornualha (Cornish College of the Arts). Também o novo álbum: Pokémon Orchestrated: Double Team! criador de Pokémon Orchestrated, é mais conhecido pelo Sendo o terceiro álbum do projeto Pokémon Orchestrated, seu álbum arranjado de estreia: Pokémon Orchestrated: dos mesmos criadores dos álbuns antecessores Kanto Kanto Symphony, que aterrissou entre as paradas TOP 25 Symphony e Kanto Symphony: The Lost Diaries, este do iTunes e, de maneira rápida e inesperada, conquistou álbum apresenta músicas de todas as seis gerações da saga, a 5ª posição no ranking Billboard´s Heatseeker Albums, e também de sua continuação, The Lost Diaries. Ele num total de 12 faixas. trabalhou também em outros projetos orquestrais, como O Pokémon Orchestrated é um projeto orquestral Zelda Reorchestrated e The Legend of Zelda: Symphony of de músicas dos games de Pokémon, e os regentes desta the Goddesses.

A realização de mais este projetosonho vem provar, novamente, o sucesso do Kickstarter como ferramenta para realização de belos trabalhos, tornando realidade os sonhos de fãs e desenvolvedores, que desejam entregar destaque e homenagem a muito conteúdo que, quando existente, não recebe a devida atenção das grandes produtoras, que naturalmente visam o lucro. No caso deste projeto, a meta de 18 mil dólares não só foi atingida, bem como foi superada. Seja qual for o projeto, desde filmes e músicas a novas tecnologias e ações sociais, o Kickstarter pode ser utilizado por qualquer pessoa. Inclusive, temos grandes personalidades

utilizando essa ferramenta, como é o caso de Keiji Inafune e seu novo jogo, Mighty No. 9, projeto coberto em detalhes na edição de novembro da sua Tavernando #2. Esse e outros álbuns do mesmo projeto, ou de projetos semelhantes, podem ser comprados digitalmente pelo Loudr e pelo iTunes, ou também pelo site Joypad Records (joypadrecords. com). As cópias físicas do álbum estão em produção, disponíveis por enquanto apenas na pré-venda do site oficial do projeto (pkmndoubleteam.com). Existe também um canal do YouTube que leva o mesmo nome do projeto, Pokémon

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Orchestrated, no qual todas as faixas do álbum vão sendo gradativamente disponibilizadas. Apesar da gratuidade do YouTube, vale ressaltar que, através da compra, os autores são cada vez mais incentivados a dar continuidade em projetos similares que, com certeza, terão a mesma qualidade, amor e dedicação dos álbuns já lançados. Zelda Reorchestrated e Pokémon Orchestrated são verdadeiras obras de arte sonoras, e cada nota de suas faixas lhe trarão saudades, nostalgia e encantamento.


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HearthStone: Um Jogo de Taverna

Jogamos o beta e temos coisas relevantes a revelar por Sérgio Aragão

Surgimento World of Warcraft, Warcraft, Starcraft, Diablo... Com 29 jogos desde 91, a Blizzard pode ser considerada uma empresa de poucos títulos. Entretanto, seus poucos títulos geralmente são obras de uma qualidade sem igual. Com apenas três jogos “ativos”, foi uma bela surpresa quando a empresa anunciou que faria um novo. Muitas pessoas esperavam algo similar aos jogos mais recentes, talvez até mesmo o esperado Warcraft 4, mas, para a surpresa de todos, a Blizzard planejava algo completamente diferente do que tem feito. Um card game virtual chamado Hearthstone: Heroes of Warcraft é o que nos espera no futuro. Desenvolvido pela Team 5, um grupo de apenas 15 desenvolvedores, o jogo se encontra hoje em Open Beta, e já esta fazendo um tremendo sucesso. Inspirado no mundo de Warcraft e no já renomado card game Magic: The Gathering, Hearthstone possui uma receita de sucesso.

O Jogo Hearthstone tenta criar um ambiente divertido e acolhedor ao jogador, colocando-o em uma Taverna (a Tavernando agradece), com música animada e ruídos de pessoas ao fundo. Antes de começar, é preciso passar por um tutorial dividido em 5 partes, no qual você enfrenta várias criaturas e personalidades icônicas do mundo de Warcraft, até mesmo o famoso Illidan.


“Você não está preparada!” O novo jogo da Blizzard é bem acessível. Você monta um deck de 30 cartas com mágicas, lacaios, segredos e armamentos, e tudo é comandado pelo seu representante – ou, se preferir, seu herói. No jogo, você tem nove heróis/classes para escolher, e cada é basicamente o tipo de deck que vai usar. Existem cartas que todos podem usar e cartas exclusivas para cada uma das classes. Além disso, cada um tem um poder heroico exclusivo, que muitas vezes pode salvar a sua pele. Confira cada um: A Maga Jaina Proudmore “Quando se trata de transformar mana em A DOR É INSUPORTARGH...!, Jaina não fica atrás de ninguém. Seus decks têm uma vasta gama de feitiços de dano direto que ela lança sorridente contra os oponentes, incluindo potentes limpezas de tabuleiro, como Explosão Arcana e Golpe Flamejante. Some a isso um Poder Heroico que passa por cima de lacaios menores e uma série de Segredos, e você terá uma inimiga versátil e mortífera.” A favorita de muitos, tanto por ser a única opção no começo (você precisa passar o tutorial com ela para liberar os outros), tanto por ela ter um gama de cartas exclusivas bem versáteis. Poder Heroico: Impacto Ígneo – Causa 1 de dano. Caçador Rexxar “A música acalma as feras, e aos ouvidos de Rexxar nenhuma música é mais doce que o som de suas feras-lacaios rasgando as vítimas. Ele é profundo e paradoxal, é isso o que eu estou tentando dizer. Rexxar tem acesso a bônus que transformam até mesmo lacaios fracotes em máquinas de matar terríveis e acaba com qualquer alvo que suas feras deixem passar com uma coleção de feitiços de dano direto. A caçada começou!” Apesar de muitas vezes ser limitado a um tipo de criatura, o Caçador consegue ser bem perigoso e, apesar de não ser o deck mais popular, pode vir a te surpreender. Poder Heroico: Tiro Firme – Causa 2 de dano ao herói inimigo.

Paladino Uther, o Arauto da Luz. “Faz de conta que você é um lacaio. Em que deck você se sentiria melhor: no de Gul'dan, que provavelmente transformaria você em almoço de demônio, ou no de Uther, que concederia vários bônus, curaria você e evocaria diversos reforços em batalha? Eu imaginei. Uther pode fazer o lacaio mais fraco atropelar feito um caminhão e o mais forte chorar feito uma criança. Ele também tem um suprimento praticamente ilimitado de recrutas do Punho de Prata à disposição, portanto nunca fica sem lacaios.” Como na maioria dos jogos da Blizzard, mais uma vez, o Paladino é um dos favoritos. Mas não é sem motivo, afinal, Uther tem um poder heroico excepcional que nunca te deixa sem lacaios, além de cartas que fazem com que eles pareçam o Capitão América depois das bombas. Um deck de Paladino bem montado é um dos mais “redondos”, e está sempre preparado pro que vem pela frente. Poder Heroico: Reforçar – Evoca um Recruta do Punho de Prata 1/1. Guerreiro Garrosh Grito Infernal “Como um dos maiores guerreiros que Azeroth já viu, Garrosh traz para a mesa uma série de machados de guerra, vários lacaios sedentos de sangue e uma dificuldade profunda de conter a raiva. E isso não é uma hipérbole: o deck de Garrosh realmente se sobressai em causar e TAMBÉM receber dano. Não se surpreenda se ele mandar os lacaios direto contra você num momento de insanidade sanguinolenta.” “Violência” é o nome desse deck, e “bata primeiro, pergunte depois” o sobrenome. O deck Guerreiro tem uma série de armas poderosas e lacaios que tanto possuem quanto concedem investida aos aliados, isso sem contar as cartas de efeito e o espetacular poder heroico de Garrosh. “Pela Horda!” Poder Heroico: Aumentar Armadura! – Recebe 2 de Armadura.


Druida Malfurion Tempesfúria “Versátil é praticamente o sobrenome de Malfurion (eu sei que é Tempesfúria, mas foi tipo um trocadilho, ou sei lá como se chama). Muitos de seus feitiços podem causar um entre dois efeitos e até alguns dos lacaios dele podem mudar de forma para cumprir funções estratégicas necessárias no momento. Como gera mana rapidamente, ele pode abrir uma grande vantagem, o que permite que Malfurion lance feitiços e limpezas de tabuleiro devastadores.”

de cura e lacaios ferozes para dar um jeito nas coisas. Vá esperando surpresas quando enfrentar o antigo Chefe Guerreiro da Horda e seu arsenal muito bem equilibrado de feitiços e lacaios.”

Se a descrição oficial acima já não disse tudo, eu não sei mais o que dizer. É um dos decks mais rápidos e versáteis que eu já vi em qualquer jogo de cartas. Malfurion gera Mana numa velocidade mais do que sobrenatural, podendo colocar lacaios bem fortes antes mesmo que o inimigo possa fazer algo a respeito. Claro que nem sempre as coisas são tão preto no branco, e muitas vezes “Erros naturais” são cometidos de ambas as partes.

Poder Heroico: Evoca um Totem aleatório.

Poder Heroico: Metamorfose – +1 de Ataque neste turno. +1 de Armadura. Bruxo Gul'dan “A magia demoníaca é poderosa, mas pode cobrar um preço muito alto. Gul'dan provavelmente poderia contar uma história ou outra sobre isso. Ele tem acesso a um número incrível de lacaios demoníacos, mas, mesmo sendo poderosos e muitas vezes com uma evocação de baixo custo, eles sempre acabam compensando a diferença. Gul'dan pode criar uma vantagem de cards facilmente graças ao seu Poder Heroico, o que torna o velho bruxo um temível adversário.” Um deck rápido e perigoso. Com ele, você muitas vezes brinca com a sorte, com cartas que descartam sua mão, tiram sua vida, entre outros efeitos desagradáveis. Só que, quando bem usadas, essas cartas muitas vezes são poderosas e quase sempre valem o efeito colateral. Poder Heroico: Conversão de Vida – Compra uma carta e recebe 2 de dano. Xamã Thrall “Qual é o próximo passo depois de salvar o mundo com suas próprias mãos pela enésima vez? Diversão com cards colecionáveis, é claro! O deck de Thrall é um saco sem fundo de diversos bônus, feitiços de dano, feitiços

Esse é outro deck que não fica sem lacaios em campo. Diferentemente do Paladino, seu poder heroico de evocar lacaios chama 1 entre 4 possíveis, com muitos efeitos úteis. Entretanto, os efeitos de sobrecarga que algumas de suas cartas têm podem ser um tanto desagradáveis.

Sacerdote Anduin Wrynn “Eu sei o que você está pensando: é um sacerdote, o que ele vai fazer — me curar até a morte? É verdade que Anduin tem feitiços de cura incrivelmente fortes no deck, mas seus feitiços de Sombra podem arrancar esse risinho da sua cara num piscar de olhos. Depois ele usará excelentes feitiços de controle de mesa, como Controle Mental, para acabar com você. Usando seus próprios lacaios.” Um dos decks de melhor custo-benefício. Sem muito custo, você pode enfrentar decks poderosíssimos com o poder do sacerdote. Um dos decks que tem o melhor controle de mesa que você vai ver no jogo. Brutal e divino! Poder Heroico: Cura Inferior – Restaura 2 de Vida. Ladina Valira Sanguinar “Ladinos são mestres na arte dos ataques furtivos, da clandestinidade e do subterfúgio; Valira não é exceção. Não só seu deck inclui excelentes feitiços de dano direto e habilidades de remoção potentes, como seus cards também podem ser usados em combos com consequências fatais. O pior (pro adversário) é que a habilidade de evocar uma adaga significa que essa ladina sinistra pode muito bem resolver as coisas com as próprias mãos.” Único deck com poder heroico de invocar uma arma para o herói. Com a ladina, seu herói quase nunca vai ficar parado, e os combos muitas vezes são decisivos na partida. Poder Heroico: Maestria em Adagas – Equipa uma Adaga 1/2.


Todas as cartas do jogo possuem um custo de cristais de mana, e seus cristais de mana ficam maiores e se recarregam no início de cada turno. Ambos os jogadores iniciam a partida com um único cristal de mana e vão ganhando mais a cada turno, chegando à quantia máxima de 10 cristais. Existem cartas que permitem ganhá-los mais rapidamente e cartas que dão cristais temporários para serem utilizados. Todo início de turno, o jogador compra uma carta e verifica suas possíveis jogadas, tendo em vista o custo de mana de cada uma. Algumas cartas fazem com que você compre outras, mas é importante prestar atenção, pois todos os jogadores têm um limite de 10 cartas na mão, e toda carta que for comprada além das dez será destruída. Além disso, se você não tiver mais cartas para comprar, começará a receber dano em sua vida. O dano é aumentado a cada carta que você tenta comprar, começando em 1 e aumentando

gradativamente. Ao colocar um lacaio em campo, normalmente, ele estará dormindo. O jogo explicará que ele precisa de um turno para se preparar, mas isso pode não ocorrer em lacaios com o efeito Investida, que têm o poder de atacar assim que são colocados em campo. Além da Investida, existem outros poderes, como Provocar, que obriga o inimigo a atacar o lacaio antes de poder te atacar ou atacar aos outros. Fúria dos Ventos faz com que o lacaio possa atacar duas vezes, + Dano Magico aumenta o dano das magias, Fúria é ativada quando o lacaio não está mais com os pontos de vida máximos e os efeitos podem variar, Último Suspiro é ativado quando o lacaio morre os efeitos também são variáveis e Grito de Guerra é ativado ao colocar o lacaio em campo. Além desses efeitos, existem muitos outros mais específicos.

Raridade e Craft As cartas do jogo são divididas em raridades, como na maioria dos jogos de cartas. Entretanto, em Hearthstone, você pode destruí-las em troca de Pó Arcano para criar novas cartas, conseguindo mais Pó Arcano ao destruir cartas mais raras e as douradas (que são cartas mais “bonitas” e animadas). As cartas são divididas entre: Comum: São as cartas mais fáceis de conseguir e normalmente menos poderosas. Ao destruir uma carta comum, você ganha 5 potes de Pó Arcano, e 50 por uma comum dourada. Rara: Como o nome já diz, são mais raras, mas não tão difíceis de conseguir assim. Todo pacote de cartas vem com, pelo menos, uma rara ou superior. Ao destruir uma carta rara, você ganha 20 potes de Pó Arcano, e 100 por uma dourada. Épica: Essas são bem mais difíceis de conseguir e normalmente bem poderosas. Ao destruí-las, você consegue 100 potes de Pó Arcano, e 400 por uma dourada. Lendária: Essas são as mais difíceis de pôr as mãos, e é permitido ter apenas uma dessas no deck. Elas costumam ser criadas com base em personagens e monstros importantes da história de Warcraft. Ao destruí-las, você consegue 400 potes de Pó Arcano, e 1600 por uma dourada. Além dessas, existem as cartas sem raridade que são as básicas. São cartas você já começa com elas e que não podem ser destruídas para obter Pó Arcano.


Musica Se você jogou Warcraft 2, vai se sentir muito mais em casa nessa taverna. Muitas das músicas de Hearthstone são de Warcraft 2 refeitas e em um ritmo mais alegre, para se adequar ao ambiente que é proposta do jogo. Dublagem O trabalho de dublagem foi um carinho especial. Todo em português e com uma série de trocadilhos inteligentes (ou não), o que torna o jogo agradável até mesmo pra quem não gosta muito do gênero. “Eu manjo das magias.” Equilíbrio Uma das grandes preocupações dos desenvolvedores foi o equilíbrio, tanto entre as cartas quanto entre os jogadores casuais e hardcore. Queriam isso sem ter que perder a profundidade do jogo e, pelo que vimos, o equilíbrio foi encontrado. O jogo atrai muito bem jogadores mais casuais, com sua curva de aprendizado agradável e elementos divertidos, como a dublagem, quanto os mais ativos, que ficam atraídos pela variedade de atributos e possibilidades das cartas. As Cartas As cartas são compostas de uma série de elementos básicos e, para exemplificar, usaremos a carta do Elite Tauren Chieftain (ETC) da banda de Warcraft, que foi dada como prêmio a quem foi na Blizzcon e para quem comprou o ingresso para assistir online. ETC é uma carta do tipo Lacaio. Além dessas, existem as cartas Mágicas, que apenas possuem o custo de mana e o efeito, as cartas Segredo, que são como as Mágicas, mas funcionam como uma armadilha, e as Armas, que têm custo de mana e ataque como os lacaios, mas, no lugar da vida, têm uma durabilidade que diminui a cada ataque que o herói dá com ela.

1. Custo de mana. Você ganha 1 de Mana máxima por turno e essa é recarregada no começo de cada turno. No Caso do ETC, você precisaria de 5 de mana para colocá-lo em campo. 2. Nome da carta. 3. Raridade da carta. Existem quatro tipos de raridade diferentes. 4. Ataque. O poder de ataque da carta, que irá calcular o dano. 5. Descrição do efeito. Se não tiver nada escrito, a carta não possui um efeito. 6. Pontos de vida. O número de dano que ela pode receber antes de sair de jogo.


O campo é onde se desenrola a partida e conhecê-lo é algo importante pro andamento do jogo. Vamos explicar para que serve cada um dos mecanismos e indicadores do campo: 1. Nome e Rank (caso esteja jogando uma partida de Rank). Na parte de cima, você encontra o nome e rank do adversário. 2. Histórico da partida. Aqui, você pode ver quem realizou e quem recebeu os ataques, magias e segredos. 3. Suas cartas nas mãos. 4. Seu campo. É onde você coloca seus lacaios e normalmente onde ativa as magias e segredos. 5. Mana máxima e mana atual. 6. Vida do seu herói. 7. Arma equipada pelo inimigo. Ficará na mesma área do seu lado, caso equipe uma. 8. Poderes heroicos. 9. Indicador de carta segredo ativa. O ícone aparece semelhante no seu lado do campo. Apenas uma arma pode ser equipada por herói. 10. Ataque do herói inimigo. Fica igual do seu lado do campo. 11. Pontos de vida do inimigo. 12. Mão do herói adversário. 13. Mana atual e total do herói inimigo. 14. Passar o turno. Botão para passar o turno e indicar que é a vez do adversário. 15. Seu deck. 16. Deck do adversário. Hearthstone ainda está como um jogo beta e isso foi só uma prévia, um gostinho do que vem por aí. Já existe confirmação de um modo expectador e boatos de um modo história, com NPCs e quests, mas o que podemos ter certeza é que haverá cartas novas, campeonatos e muita emoção pela frente.


Vale a Pena relembrar

Lute contra a escuridão e recupere o mundo

Dark Cloud é uma série de RPG's criada pela Level-5 baseados em jogos de ação e estratégia. Existem dois jogos da série: Dark Cloud e Dark Cloud 2 ,os dois são exclusivos para Playstation 2. Mas hoje irei falar apenas do primeiro, que foi o que deu inicio a essa incrível série.

Militantes ocidentais descobriram uma urna cerimonial e acabaram por libertar o Genio Negro, para estudos, mas o Gênio Negro se rebela e faz um ataque a vila de Norune, tirando ela do mapa. Logo é descoberto que o Rei Fada, conjurou uma magia ao redor da vila, fazendo com que toda a vila apenas se disperse, e são espalhados dentro de Atlas em lugares protegidos. Você controla Toan, um menino camponês que recebeu o Atlamillia, portanto é encarregado de libertar os atlas, você deve viajar pelos calabouços procurando por elas, com a ajuda de outros personagens que você conhece durante sua jornada. E não demorará muito para Toan se descobrir que o Gênio atacou outras vilas também protegidas pelo rei fada.

O jogo te obriga a explorar uma dungeon em cada vila, em busca dos atlas, as dungeons são normalmente grandes, e só é possível sair dela com uma chave especial que é dropada em um inimigo aleatório, as dungeons tem passagens secretas para lugares mais perigosos e com itens mais valiosos, dentro delas ainda é possível encontrar um laguinho ou uma cachoira que recupera totalmente seus pontos de vida, os atlas são esferas magicas

encontradas através de seu caminho que guardam a áurea de cada parte da vila. O jogo teve um recurso emprestado de Zelda: Majora’s Mask, o tempo, o tempo fora da dungeon muda gradualmente, as pessoas interagem com você e até tem humor diferente de acordo com o tempo, algumas em certos horários do dia podem até te dar itens e dicas. Dark Cloud contem seus baús de itens, chaves, e uma jogabilidade muito parecida com The Legend of Zelda: Ocarina of time, lembre-se seu medidor de vida deve ser vigiado

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por Marcela Marcelino

constantemente, se seu medidos chegar a 0 você é nocauteado, além disso, outra barra pode ser encontrada, é a duração da sua arma, se muito usada sem reparos pode ser quebrada, só podendo ser restaurada com itens específicos, suas armas também podem ser fortificadas e aprimoradas, com pedras especiais, que dão certos poderes a ela. E no durante o capitulo você ainda pode brincar de construir sua própria cidade. Algumas partes de jogo você precisará de outros personagens para passar partes nas quais Toan não consegue, tais como Xiao uma gatinha que se transforma em humana e é muito boa com saltos e acrobacias, Goro que é muito forte, Ruby a única que tem poderes mágicos, Ungaga que tem um ataque corpo-a-corpo mais distanciado, podendo sair de áreas de ataques facilmente e Osmond, que consegue planar e voar e usa ataque a distancia, infelizmente ele tende a ficar sem munição muito rápido. A história do jogo não é muito boa, porem pode ter certeza, que renderá boas horas de diversão para quem jogar. Garantindo assim a sua sequencia que contem uma história mais cativante, uma aparência mais bonita mas com a mesma jogabilidade.


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As atrapalhadas aventuras de Pateta e seu filho Di di di di di di Pateta e Max, a dupla que é de mais...

Conhecido no Brasil como Pateta e Max, Goof Troop foi um dos mais marcantes jogos cooperativos da geração 16 bits. O jogo foi lançado pela Capcom exclusivamente para o console da Nintendo, o famosíssimo SNES, em 1993 na Europa /América do Norte e um ano depois no Japão. O histórico de Shinji Mikami, criador da série Resident Evil, não é apenas rodeado de zumbis e criaturas horripilantes, isto porque

por Tiago Sampaio

bem antes de ter criado esta série, ele já havia desenvolvido esse game do gênero Plataforma, Goof Troop, um tanto diferente dos games do mesmo gênero da época, se saindo bem mais parecido com Zelda, outra franquia consagrada da Nintendo. É bem provável que você já tenha se aventurado neste jogo com algum amigo seu, pois o jogo é muito popular e se torna muito mais divertido jogado em modo para dois players, uma vez que alguns quebracabeças que o jogo impõe, que não são poucos, são mais fáceis ao serem montados pela dupla de protagonistas. Goof Troop é mais um jogo baseado em personagens da Disney que se tornaram lendas nos vídeos games. O jogo é uma adaptação do

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desenho animado “A Turma do Pateta” (Pateta e Max) que foi exibido no Brasil, por alguns canais, na década de 90 e não muito diferente do game fez muito sucesso no país. O jogo de ação/aventura e puzzle conta a história da aventura do Max e do seu pai Pateta em busca de seus companheiros de pesca João Bafo-de-Onça e seu filhoB.J, que foram sequestrados por piratas em meio a uma pescaria. Tudo começa em um belo dia de sol, quando Pais e filhos saem para pescar em mares mais profundos e distantes da praia em Spoonervill, quando o barco de Bafo e BJ é atracado por um enorme navio pirata, sequestrando os dois. Bafo, pai de BJ, é muito parecido com o capitão do navio, o perigosíssimo Keelhaul Pete, e por conta disso se aproveita da situação. Finge ser o capitão, por conta disso passa a desfrutar de algumas regalias no tenebroso navio pirata! Enquanto Bafo finge ser o capital, Pateta e Max remam atrás do navio até atracarem em uma ilha. Ao


desembarcarem, percebem que está tomada por piratas e que terão enfrentar todos eles para poderem, então, resgatar seus amigos. Toda a aventura, em busca de seus amigos sequestrados, se passa nessa ilha que é composta por cincos diferentes cenários, contendo um chefe no fim de cada um deles. Os cenários são: Uma praia, uma vila abandonada, um castelo fantasma, uma caverna congelada e por último o navio dos piratas. JOGABILIDADE De início o jogador pode optar por escolher entre dois personagens com características diferente, onde o grandalhão atrapalhado Pateta tem uma grande força. podendo derrotar um inimigo com apenas um arremesso de objetos. A desvantagem do grandalhão é sua velocidade. A outra opção de personagem é o baixinho e muito esperto Max, que ao contrário de seu pai é bem ágil e veloz, porem peca no quesito força, necessitando de dois arremessos de objetos para derrotar um inimigo. O jogo não oferece um grau de dificuldade muito grande, mas não pense que a missão vai ser mamão com açúcar. Prepare-se para ter dores de cabeça ao tentar resolver os puzzles do jogo. Os inimigos do game são, em sua maioria, piratas. Não oferecem muita dificuldade para serem derrotados, mas é necessário um pouco de cautela para você não acabar se dando mal! Durante a jogatina, existem alguns utensílios nos cenários que servem como ajuda, em alguns momentos a progressão só é possível com o uso deles. Os objetos são: Uma pistola que arremessa um gancho, que serve para atravessar alguns lugares no cenário que são separados por grandes buracos e para alcançar alguns objetos distantes; Um sino que serve para chamar a atenção dos inimigos forçandoos a caírem em alguma emboscada. O sino é um ótimo acessório para armar estratégia para derrotas os inimigos do jogo; Um pedaço de madeira para servir de travessia em alguns buracos encontrados nas fases; Um variado tipo de chaves para

abrirem determinadas portas; Uma pá que serve para escavações em busca de objetos; Vela que serve para aumentar a luz em cenários escuros; Rubis de duas cores, sendo o azul para ganhar continue e o vermelho que te dar uma vida; Banana e maça que serve para encher os corações (sub vida), que ao passar dos 6 corações você recebe uma vida extra; Objetos variados como vasos e barris que servem para atacar os inimigos arremessando os objetos neles. O game traz uma câmera aérea possibilitando ver todo o cenário quadrado, onde os personagens podem se mover para todos os lados e na diagonal, pelos quatros cantos do cenário. Para resolver alguns puzzles, os personagens podem sair chutando pedras e blocos, encontrados nos cenários, que podem ser encaixados em seus devidos locais possibilitando assim a abertura de portas que dão acesso a outros locaisdo jogo. Essa câmera com ângulo em cima do personagem é ideal para a ideia que o jogo traz, com seus inúmeros puzzles, vendo que o ângulo da câmera traz uma visão sistemática e possibilita um melhor raciocino do jogador para resolver os quebras cabeças no game e assim dar seguimento no jogo. GRAFICOS O game traz gráfico cartunizado, simples, porém bem elaborado e atraente para a ideia que o jogo traz. Os personagens também são baseados em animações e tem um ótimo acabamento trazendo um charme a mais ao game. TRILHA SONORA Com músicas que vão de allegretos à melodias mais melancólicas, a trilha sonora de Goof Troop é marcante e grudenta, uma vez ouvida e ficará na cabeça do jogador o tempo todo. A parte bem animada é perfeitamente encaixada na divertida temática do jogo. Os efeitos sonoros são simples, porém bem dinâmicos. Ao jogar esse game, o jogador pode deliciar-se com sua ótima trilha sonora que não deixa nada a desejar. Então não perca tempo, prepare o sofá, coloque o refrigerante pra gelar, chame os amigos, assopre a fita e

boa diversão!

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É ano de Copa e a nossa seleção estará em campo em nome da nação, aqui personagens nacionais que representam nossa pátria nos jogos de luta. Relaxe e confira a história de seus conterrâneos:

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Blanka(Street Fighter – 1991)

Há quem diga que Blanka não é brasileiro, só está no Brasil. Isso porque a história do personagem conta que um garoto chamado Jimmy sobreviveu a um acidente de avião que caiu na Amazônia e por conta dos contatos excessivos com a fauna e flora regionais teria ganhado suas habilidades de combate e aparência selvagens. Ok, é uma forma de se pensar, mas se você pensar mais profundamente, Jimmy caiu no Brasil, mas a fera chamada Blanka nasceu no Brasil, logo Jimmy não é brasileiro, mas Blanka é! E ah, não fique triste pelo pequeno Jimmy, todos nós sabemos que Blanka encontra a mãe no fim de Street Fighter2 e vive com ela até hoje como mostra sua história em Street Fighter 4. Rumores dizem que a ideia inicial era que Blanka parecesse mais um homem das cavernas, não uma fera selvagem, isso sustenta o boato de que os conceitos iniciais de Blanka deram origem ao personagem King RastaMon do jogo de luta Saturday Night Slam Masters.

Richard Meyer (Fatal Fury - 1991)

Segundo personagem brasileiro de jogos de luta, por poucos meses não foi o primeiro, já que Street Fighter2 foi lançado em Maio e Fatal Fury em Novembro do mesmo ano. Capoeirista que entretia as massas em casas de show, Richard gostava do reconhecimento recebido e resolveu voar mais alto, sendo assim foi para os Estados Unidos e abriu seu próprio empreendimento, o PaoPao Café, em Southtown. Quando Geese banca um torneio King of Fighters (que não é nenhum dos jogos KOF) interno da cidade, Richard decide entrar para divulgar seu negócio. Ele é derrotado por Terry & cia, mas seu plano de divulgação dá certo. Isso que é mente empreendedora! Curiosamente Richard não era um personagem jogável em Fatal Fury, já que só se podia escolher um dos três protagonistas para se controlar. Porém isso mudou quando Richard virou personagem selecionável na série KOF: MaximumImpact.

Golrio (Fight Fever - 1992)

Pouco se sabe sobre esse personagem, já que o jogo não foi muito popular e não revela muito sobre seus lutadores, nem as pesquisas online mostram algo esclarecedor. Possivelmente, só quem possuiu o jogo original e seu manual teriam alguma informação a mais, mas ainda é só uma teoria. O que podemos perceber in-game é que Golrio é um índio lutador que tem poderes de fogo, podendo soltar bolas de fogo com as mãos e dar uma espécie de joelhada voadora com seu corpo incandescente, há também outro golpe que eu carinhosamente apelidei de enceradeira, onde Golrio deita de barriga no chão com seus braços e pés pra cima e rodopia rapidamente. Nos créditos do jogo aparecem cenas do que possivelmente foi o epílogo dos personagens e Golrio está em uma aldeia detendo um trator com as mãos, o que nos leva a pensar numa possível luta contra o desmatamento ou algo similar. 24 | R e v i s ta Tav e r n a n d o | F e v e r e i r o 2014


Harimaoh (Battle K-Road - 1994)

Este jogo conta com os personagens principais separados em 7 modalidades de luta: Karate, Boxe, MuayThai, MMA, Sambo, Sumo e JiuJitsu. Onde está o brasileiro?! Claro que no Sumô! Afinal de contas, não temos lutadores conhecidos no Boxe, no MMA e muito menos no JiuJitsu, mas no Sumô o Brasil é referência mundial, com certeza! (Por favor, fui irônico). Pelo jeito, o torneio não tem grandes objetivos, é só um torneio de artes marciais melhor vence. No final, fica exaltada a glória de Harimaoh em sua luta, conseguindo 1000 vitórias consecutivas.Tudo isso mostrando uma imagem bem legal ao estilo de arte japonês ukiô e do personagem em um traje típico japonês, mas com as cores do Brasil. Considerando que a empresa desenvolvedora, Psikyo, é japonesa e colocou um japonês e um brasileiro representando uma luta tradicional de seu país, creio que isso possa significar grande respeito pelos lutadores brasileiros de forma geral, mas é só uma teoria.

Liza (Kaiser Knuckle, 1994)

Liza é uma grande mistureba. Roupa e acessórios que parecem um misto de culturas, seu estilo de luta agrupa golpes envoltos de uma energia em forma animal, animais que a auxiliam (Bem no estilo de Galford e Nakoruru de Samurai Shodown), dança e um especial onde ela rodopia em trajes carnavalescos. A representante brasileira pretende usar o dinheiro do torneio na compra de uma fantasia de carnaval e ser a Rainha do Rio, como ela mesma designa. Sua origem, assim como sua fase parecem amazônicas, porém à frente das casas de palafita e crocodilos há um esqueleto de tricerátopo bem no centro da tela. Há algum sítio arqueológico importante na região ou foi viagem da galera da Taito?

Rikuo (Darkstalkers - 1994)

Rikuo é um merman amazônico, uma raça aquática de aparência antropomórfica. Mas ele não era qualquer um, não, ele era herói e rei de seu povo, que foi destruído por catástrofes naturais causadas por Pyron.Desde então a história de Rikuo gira em torno de se vingar e reconstituir seu reino. Suas habilidades de luta envolvem a mutação temporária de seu corpo em outras coisas relacionadas à vida aquática, como uma pata de caranguejo ou no jorrar de tinta de um polvo, e a invocação e controle de água em variadas formas. Em seus finais é possível notar que vagarosamente Rikuo vai conseguindo novos membros para seu reino. Boa Sorte, Rikuo!

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Bob Wilson (Fatal Fury 3 - 1995)

Bob é um capoeirista discípulo do já citado aqui, Richard Meyer. Extremamente alegre e positivo (o que pode ser notado em suas frases de vitória e por sempre estar sorrindo e/ou fazendo um joinha) seu estilo de capoeira é focado no contato, o negócio dele é dar porrada e não ficar gingando, movimento que ele só faz após suas vitórias. O interesse pela capoeira fez com que Richard tirasse Bob da pobreza e além de treiná-lo na luta, o treinou também nos negócios. A confiança e cumplicidade entre os dois cresceu de tal forma que o mestre permitiu que o PaoPao Café 2, filial de seu negócio, ficasse aos cuidados do discípulo. (Se Richard fosse um político brasileiro, possivelmente usaria isso para se promover).

Rila Estansia (Breakers - 1996)

Rila parece uma mistura de Blanka com qualquer coisa (lembra até um Thundercat), ela tem o mesmo corte “ruivo selvagem” (o que na verdade até faz parte de alguns personagens do nosso folclore), um corpo forte e movimentos que não parecem muito técnicos, mas sim animalescos, um de seus especiais, como não é difícil em personagens ligados a animais, envolve ela se tornando uma forma animal de energia e partindo pra cima do inimigo. Mais um personagem protetor da Amazônia, sua história no jogo envolve a investigação de um espírito maligno que surgiu por lá. O interessante desse jogo é que ele não tem “clones”, se os dois jogadores escolherem Rila, por exemplo, um deles chamará Sandra, nome que vem de Virgo Sandra, que era o nome de Rila em Crystal Legacy, o protótipo de Breakers.

Tau (Toshinden 3 - 1996)

Tau é aquele tipo de guerreiro íntegro, focado. Seu objetivo pessoal é se tornar um com a natureza, alcançar o equilíbrio. Seu estilo de luta praticamente imita os movimentos de outro personagem, Gaia, porém com leves modificações. Em sua história Tau era amigo do pai dopersonagem peruano Atahua. Quando os pais de Atahua falecem, Tau o adota e treina, ajudando-o a reestabelecer seu império. É na ânsia desse objetivo que ambos são convencidos a entrar no torneio como assassinos, porém ao entender que seu alvo, Gaia, não lutava apenas para sobreviver, mas também por sua filha, Tau abriu mão da luta. O mesmo ocorreu com Atahua contra Ellis, a filha de Gaia. Ambos voltam para a América do Sul para continuar sua busca em se tornar um com a natureza.

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Esclarecimentos Ikari Warriors Team

Há um grande mal entendido quanto ao time que representa o Brasil em KOF 94 e 95 ser brasileiro, mas a verdade é que todos os membros são americanos, eles defendem o Brasil apenas por estarem em missão aqui.

Leona

Leona faz parte do Ikari Warriors Team a partir de 96 e embora haja a possibilidade dela ser brasileira, nada é confirmado. A própria SNK trata a origem dela como desconhecida. É dito que Goenitz foi até sua vila e que depois de despertar o Riot of Blood (o que a transforma em forma Orochi), ela foi encontrada vagando sozinha por Heidern enquanto este estava em missão na América do Sul, mas nenhum local, nem o da vila, nem o do encontro é especificado.

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Por Felipe Coelho Muitas das músicas de jogos ficam na memória pela capacidade que o compositor teve de sintetizar toda uma gama de sentimentos para tal situação na qual a mesma toca. Este é o caso da compositora japonesa Yoko Shimomura, uma das grandes compositoras em evidência no mercado de jogos. Yoko Shimomura nasceu em Hyogo, no Japão, no dia 19 de outubro de 1967, e a paixão pela música e seu talento surgiram quando ainda era criança. Os pais a matricularam nas aulas de piano aos cinco anos de idade e, conforme ia se aperfeiçoando, começou a compor suas próprias músicas, chegando a criar suas próprias sinfonias, das quais lembra até hoje. O sonho inicial de Shimomura era se formar como professora de piano. Quase aceitou o emprego em uma loja de música, porém, seu destino com o mundo dos jogos já estava selado pelo fato dela ser uma ávida jogadora. Optou então em ingressar no mercado de composições musicais para jogos. Muitas empresas de jogos, na década de 80, estavam recrutando novos talentos nas universidades. Yoko Shimomura então recebeu um convite da Capcom para uma entrevista e audição, para fins de emprego. Sua família e mentores musicais ficaram chocados com esta guinada que Shimomura estava dando em sua vida, visto que trilhas sonoras de jogos eletrônicos não

eram bem quistas e que todo o tempo e dinheiro investido em Yoko teria ido pelo ralo se ela aceitasse aquele trabalho, mas a promissora compositora aceitou a vaga na Capcom sem hesitar.

O começo na Capcom Pela Capcom, Yoko Shimomura desenvolveu trilhas sonoras para inúmeros títulos, para os arcades CPS-1 da empresa, como Final Fight e Street Fighter II, com o qual conquistou grande notoriedade no Japão. Shimomura assumia alguns pseudônimos em alguns trabalhos, tais como Pii♪ e ShimoP, mas, nos trabalhos os quais era a principal artista, assinava com o seu próprio nome. Em 1989, lançou o primeiro álbum com músicas que produziu na Capcom, e posteriormente lançou um álbum com as músicas de Street Fighter II. Shimomura também fazia parte da banda Alph Lyla, composta pela

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equipe de músicos da Capcom, que chegavam a fazer apresentações ao vivo por todo o Japão. Yoko inclusive chegou a tocar piano no Game Music Festival em 1992.


identidade sonora em suas trilhas, e por isso é referência em trilhas sonoras épicas no mundo dos games.

A transição para a Square-Enix Yoko Shimomura deixou a Capcom em 1993 e foi trabalhar na Squaresoft, atual Square-Enix. O principal motivo foi o desejo de compor músicas que utilizassem instrumentos eruditos, uma inclinação para a música clássica voltada para RPGs, uma vez que, na Capcom, ela havia sido direcionada para a equipe de jogos de arcade, e não conseguiu se transferir para a equipe do jogo Breath of Fire, mesmo tendo contribuído com uma faixa para o primeiro jogo da série. Seu primeiro trabalho na Square foi o RPG Live a Live, de 1994. Durante o desenvolvimento do jogo Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars, trabalho da Square em parceria com a Nintendo, em 1995, Shimomura foi convidada para trabalhar na trilha do RPG futurista Front Mission. Embora atarefada com dois projetos grandes, a compositora não podia recusar os projetos do então presidente da Square, Tetsuo Mizuno. O jogo de luta Tobal No. 1, para o Playstation, foi o último projeto em que trabalhou em conjunto com outro compositor. Yoko Shimomura também assinou a trilha de Parasite Eve e da série de RPGs de ação Mana, na qual, de todas as suas obras, Legend of Mana foi a sua favorita e onde ela mais se esmerou. Parasite Eve foi um marco na época, pois era uma das primeiras trilhas que

continham uma música cantada.

Kingdom Hearts Em 2002, Yoko Shimomura mais uma vez surpreende a todos com a trilha sonora de Kingdom Hearts, que, segundo ela, considera uma de suas joias da coroa, juntamente com Street Fighter II e Super Mario RPG.

Kingdom Hearts alcançou enorme sucesso, vendendo mais de quatro milhões de cópias pelo mundo inteiro. A trilha assinada por Shimomura era frequentemente um dos quesitos mais bem avaliados do jogo por toda a crítica especializada.

Yoko Shimomura hoje Após Kingdom Hearts, Yoko Shimomura deixou a Square por licença-maternidade e passou a trabalhar como freelancer. Desde a sua saída, expandiu seu trabalho para diversas vertentes, ainda assinando a trilha sonora de todos os Kingdom Hearts produzidos até hoje, e o vindouro Kingdom Hearts III, além de ter composto as trilhas da série de RPG Mario & Luigi, da Nintendo. Shimomura também produziu álbuns com seus grandes êxitos em versões orquestradas, como o Drammatica: The Best of Yoko Shimomura, de 2008, que reúne músicas da série Mana, Kingdom Hearts e Final Fantasy XV.A expectativa em torno dessa compositora é bastante grande, pois ela assumiu o compromisso de fazer um trabalho tão bom – ou melhor – que Nobuo Uematsu, em Final Fantasy XV. Yoko Shimomura é uma compositora que conseguiu estabelecer uma f e v e r e i r o 2014 | R e v i s ta Tav e r n a n d o | 29


Uma Aventura Lego por Martiana Pall

Desde criar naves, casas ou algo além do esperado, Legos são diversão para todas as idades, e o filme é guiado pela palavra diversão do começo ao fim. A história tem como protagonista Emmet, um dos vários bonequinhos lego, que não tem nada de especial acha uma peça que pode salvar o mundo. Daí para frente é uma corrida contra o tempo para impedir o fim do universo lego com a ajuda de vários personagens diversos como o Batman, a Superestilo e Vitruvius. Para quem já jogou os games do Lego, o teor do humor não é muito diferente, o que é ótimo. Sempre quando possível se há uma piada, fazendo o filme ser cheio de energia e passar o tempo rapidamente. Ao mesmo tempo ele tem o tempo correto de duração, estendendo faria-o ficar cansativo, com tanta energia exposta. As piadas do filme são para ambos crianças e adultos, porém as piadas adultas são com temas mais sérios como consumismo e alienação da mídia, não contendo sexo ou piadas com drogas. O final, embora levemente previsível é excelente e faz o filme ganhar ainda mais brilho, tendo uma moral bonita e não piegas. Cada mundo Lego é feito com todo o cuidado, e na animação isso é aonde mais brilha. Tudo é feito como se fosse um stop motion de legos e isso inclui a explosões, água e tiros. Você tem a sensação que poderia brincar com os seus legos e a diferença seria mínima. Os bonecos são muito detalhados, desde pequenos danos neles, como o capacete do astronauta, e movimentação de cabelos. O filme é melhor em 3D, pois voam-se peças para todos os lados e é sempre divertido ver isso. A musica é extremamente bem feita."Tudo é incrível" vai ficar na sua cabeça por alguns dias, e não é para menos. A dublagem brasileira acertou na mão, e embora certas piadas no original se darem por um dos dubladores, conseguiram fazer um trabalho de adaptação ótimo, e dá pra ver que colocaram seus corações no projeto. O problema que muitos podem achar no filme é que ele no final de tudo, é uma propaganda. Uma propaganda bem feita, aos moldes dos desenhos dos anos 80 e 90, mas não deixa de ser uma propaganda, o que é irônico, pois há várias críticas ao consumismo e a propaganda. O filme também tem um olhar crítico para colecionadores, como Toy Story 2 teve e isso pode chatear-los. No final Uma Aventura LEGO é um filme divertido. Propaganda ou não, após assistir você vai querer tentar encontrar seus bloquinhos e fazer uma aventura lego sua. Apenas tenha cuidado para não pisar em um deles...Mas fora isso, boa aventura para você e para o filme.

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Tavernando #6  
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