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53 Quando lhe disse que estava muito adoentada e que provavelmente não poderia dar a entrevista no sábado, ela simplesmente me passou um sermão! É isso aí. Me deu uma senhora bronca, como se fosse culpa minha eu ficar doente. Depois começou a falar sobre o dia do casamento dela, que teve uma febre de 39 graus, mas por acaso isso a impediu de ficar de pé durante uma cerimônia de casamento de duas horas, ou de percorrer depois as ruas de Genovia acenando para a população em carro aberto, e jantar prosciutto com melão na recepção, valsando até as quatro da madrugada? Não, talvez não fiquem muito surpresos por saber a resposta. Não impediu, não. Isso, prosseguiu Grandmère, é porque uma princesa não usa seus mal-estares como desculpa para esquivar-se aos seus deveres para com seu povo. Como se o povo de Genovia estivesse ligado naquela porcaria de entrevista minha no Twenty Four/Seven. Eles nem mesmo assistem a esse programa por lá. Quer dizer, só os que têm parabólica, talvez. Lilly teve tão pouca compaixão quanto Grandmère. Aliás, Lilly não é uma visita lá muito consoladora para se ter por perto quando a gente está doente. Ela insinuou que talvez eu estivesse tísica, exatamente como Elizabeth Barrett Browning. Eu disse que achava que era só uma bronquite à toa, e Lilly respondeu que devia ter sido isso que a Elizabeth Barrett Browning pensou antes de morrer.

2 o diário da princesa 2 - a princesa sob os refletores  
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