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“Bom”, disse eu, duvidosa. “Acho que poderia passar por Glinda, a Bruxa Boa, mas não tenho varinha. Nem coroa, também.” Não sei se a Martha tinha tomado muitos coquetéis de champanhe, ou se ela é assim mesmo, mas quando eu vi, ela já estava fazendo uma varinha para mim com bastões de cristal para mexer bebidas que amarrou com uns raminhos de hera tirados do arranjo de centro de mesa. Depois fez uma coroa grandona para mim com uns cardápios e uma pistola de cola que tinha na bolsa. E sabe do que mais? Ficou bom, igual à que aparece em O mágico de Oz! (Ela virou a parte impressa dos cardápios para dentro, para não aparecer). “Pronto”, disse Martha, quando acabou. “Glinda, a Bruxa Boa.” Olhou para Lars. “E você é mole. Você é o James Bond.” Lars pareceu gostar. Podia-se dizer que ele sempre tinha sonhado em ser agente secreto. Ninguém ficou mais feliz do que eu, porém. Minha fantasia de que Michael me visse naquele vestido lindo estava para se realizar. Ainda melhor, o traje ia me dar a confiança de que eu precisava para confrontá-lo com a história do Jo-C-rox.. Então, com as bênçãos do papai — teria parado para me despedir de Grandmère, mas ela e o Gerald Ford estavam dançando tango lá na pista (não estou brincando, não) —, eu saí de lá feito um raio... E tropecei direto num mar de repórteres daqueles bem insistentes. “Princesa Mia!”, berravam. “Princesa Mia, qual sua opinião sobre a fuga da sua mãe?”

238 Eu estava para deixar o Lars abrir caminho para mim, para podermos entrar na limusine, sem dizer nada aos repórteres. Mas aí tive uma idéia. Agarrei o microfone mais próximo e declarei: “Eu só quero dizer a todos que estão me vendo que a Albert

2 o diário da princesa 2 - a princesa sob os refletores  
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