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“Hã-hã”, disse eu, olhando o Paizinho girar a Mãezinha praticamente para dentro do chafariz de champanhe. “Provavelmente nunca mais tornarão a lhe dirigir a palavra.” “Ah”, disse mamãe, toda satisfeita. “Não é uma pena?” Às vezes minha capacidade natural de mentir acaba sendo útil. Mas, infelizmente, justo nessa hora a ligação caiu. Bem, pelo menos a mamãe tinha ouvido meu aviso sobre a contaminação do gelo antes de perdermos o contato uma com a outra. Quanto a mim, bem, posso dizer que me diverti à beça — quero dizer, a única pessoa que tinha quase a minha idade era o Hank, e ele estava ocupado demais dançando com a Gisele para falar comigo. Graças a Deus, lá pelas onze da noite, o papai começou: “Hã... Mia, não é Dia das Bruxas, hoje?” Eu respondi: “É, sim, pai.” “Não há nenhum outro lugar onde preferia estar?” Sabe, eu não havia me esquecido do Rocky Horror, mas achei que Grandmère ia precisar de mim. Às vezes as coisas de família são mais importantes do que as amizades — até do que o romance. Só que assim que escutei aquilo, respondi logo: “Hã... sim.” O filme começava à meia-noite no cinema Village, a uns 50 quarteirões de distância dali. Se eu me apressasse, conseguiria chegar a tempo. Bom, o Lars e eu chegaríamos a tempo. Só havia um problema. Não estávamos fantasiados: no Dia das Bruxas, só deixam a gente entrar no cinema de fantasia. “Como assim, não está fantasiada?”, disse Martha Stewart, que havia entreouvido nossa conversa.

237 Mostrei-lhe a saia do meu vestido.

2 o diário da princesa 2 - a princesa sob os refletores  
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