Page 237

Eu me abaixei atrás de uma coluna e murmurei: “Ei, mamãe! O sr. Gianini já conseguiu fazer de você uma mulher honesta, foi?” Bom, parece que já tinha conseguido sim. Já estavam casados (um pouco tarde, se querem saber, mas, peraí, pelo menos a criança não vai nascer com o estigma da ilegitimidade que eu tive que suportar a vida inteira). Eram apenas seis e pouco da matina onde eles estavam, e os dois curtiam uma praia em algum lugar tomando piña colada (a original). Fiz minha mãe prometer que não ia beber mais nenhuma, porque não se pode confiar no gelo desses lugares. “Podem existir parasitas no gelo, mamãe”, informei a ela. “Tem umas minhoquinhas que vivem nos glaciares da Antártida, sabe, estudamos elas em biologia. Elas existem há milhares de anos. Então, mesmo que a água esteja congelada, a gente ainda corre o risco de pegar uma doença. Você só deve aceitar gelo feito de água engarrafada. Ei, por que não chama o sr. Gianini ao telefone, que vou dizer a ele exatamente o que precisa fazer...” Mamãe me interrompeu. “Mia”, disse. “Como eles...”, pigarreou. “Como a minha mãe reagiu?” “Mãezinha?” Olhei na direção da Mãezinha. A verdade era que a Mãezinha estava se divertindo à beça. Estava adorando viver o papel de mãe da noiva. Até ali, já tinha dançado com o príncipe Albert, que estava representando a família real de Mônaco, e o príncipe Andrew, que não parecia estar sentindo falta nenhuma da Fergie, se querem saber... “Humm”, disse eu. “A Mãezinha... tá fula da vida com você!”

236 “É mesmo, Mia?”, indagou ela, contendo a respiração.

2 o diário da princesa 2 - a princesa sob os refletores  
2 o diário da princesa 2 - a princesa sob os refletores  
Advertisement