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Ele deu a impressão de que teria estendido o braço e acariciado meus cabelos, se não estivessem tão melados de musse que a mão teria ficado grudada neles. “Desculpe por isso”, disse. “Mas acha mesmo que seria feliz, Mia, sendo uma Fulana Adolescente Normal qualquer?” Hã... sim. Mas não ia querer me chamar Fulana. Talvez pudéssemos ter tido um momento realmente profundo sobre o qual eu pudesse escrever no meu diário de inglês se Vigo não tivesse aparecido justamente naquela hora. Ele parecia arrasado. E por que não estaria? O casamento dele estava se revelando uma catástrofe! Primeiro, a noiva e o noivo não aparecem, e agora a anfitriã, a princesa viúva, havia se trancado na suíte do hotel, e não queria sair. “Como assim, não sai?”, indagou meu pai. “Isso mesmo que eu disse, alteza.” Vigo parecia estar à beira das lágrimas. “Nunca a vi tão furiosa! Ela diz que foi traída por sua própria família, e jamais vai poder mostrar a cara em público outra vez, de tão grande que foi o vexame.” Meu pai pareceu encantado. “Vamos”, disse ele. Quando chegamos à porta da suíte de cobertura, meu pai fez um gesto para que Vigo e eu ficássemos calados. Depois bateu à porta.

231 “Mãe”, chamou. “Mãe, é o Phillipe. Posso entrar?” Nada. Mas eu era capaz de jurar que ela estava lá dentro. Dava para ouvir o Rommel gemendo baixinho. “Mãe” disse o papai. Tentou girar a maçaneta da porta, e viu que estava trancada. Isso fez com que ele desse um suspiro bem profundo.

2 o diário da princesa 2 - a princesa sob os refletores  
2 o diário da princesa 2 - a princesa sob os refletores  
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