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120 mamãe decididamente não quer um casamento grandioso. Juro. Definitivamente.” “Pfuit”, disse Grandmère. Pfuit é “não” em francês. “Ela vai querer quando vir o hors d’oeuvres delicioso que vão servir na recepção. Conte a ela, Vigo.” Vigo disse, arrebatado: “Cabecinhas de cogumelos recheadas com trufas, pontinhas de aspargos envoltas por fatias de salmão finíssimas, vagens recheadas com queijo de leite de cabra, endívia com migalhas de queijo azul dentro de cada folinha de1icadamte enrolada...” Eu disse: “Grandmère... Não, ela não vai gostar não. Acredite em mim!” Grandmère respondeu: “Bobagem. Confie em mim, Mia, sua mãe vai adorar isso. Vigo e eu vamos fazer do dia do casamento dela um evento que ela jamais esquecerá.” Eu não tinha a menor dúvida. Tentei de novo: “Grandmère, mamãe e o sr. G estavam mesmo planejando uma coisa bem informal e simples...” Mas aí Grandmère me lançou um daqueles olhares dela — são mesmo assustadores — e disse, naquela sua voz mortalmente severa: “Durante três anos, enquanto seu avô estava fora, se divertindo a valer na luta contra os alemães, eu mantive os nazistas — sem falar em Mussolini — a distância. Eles disparavam morteiros às portas do palácio. Tentavam atravessar nosso fosso com seus tanques. E eu perseverei amparada apenas na minha força de vontade. Está me dizendo, Amélia, que não posso convencer uma mulher grávida a fazer o que acho melhor? Ora, não estou dizendo que minha mãe tenha algo em comum

2 o diário da princesa 2 - a princesa sob os refletores  
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