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119 Mas Rommel não estava rosnando. Estava ganindo. Ganindo de medo. Por me ver. A MIM! Quantas vezes por dia eu devo ser humilhada? “Ah, cachorro mais estúpido.” Grandmère esticou o braço ergueu Rommel, que ficou apavorado. Posso apostar que os camafeus de diamante dela estavam pinicando a coluna do coitado (ele não tem gordura nenhuma ali, e, como não tem pêlo, é especialmente sensível a objetos pontudos), mas, embora ele se contorcesse para se libertar, ela não o soltou. “Agora, Amélia”, disse Grandmère. “Preciso que sua mãe e esse Fulano que vai se casar com ela escrevam os nomes dos convidados e seus endereços hoje à noite para que eu possa enviar os convites amanhã. Sei que sua mãe vai querer convidar alguns daqueles amigos mais... como direi, de espírito livre, dela, Mia, mas acho que seria melhor eles ficarem do lado de fora com os repórteres e turistas e acenarem enquanto ela entra e sai da limusine. Assim ainda terão a sensação de estarem participando, mas não incomodarão ninguém com seus penteados sem graça e vestes mal-ajambradas. “Grandmère”, disse eu “Eu acho mesmo que...” “E que acha desse vestido?” Grandmère mostrou-me uma foto de um vestido de noiva Vera Wang com uma saia-balão que minha mãe não usaria nem morta. Vigo observou: “Não, não, Alteza. Eu acho que é melhor esse.” Aí mostrou uma foto de um vestido Armani justinho que minha mãe também não usaria nem morta. “Ai, Grandmère”, disse eu. “É mesmo muita gentileza sua, mas

2 o diário da princesa 2 - a princesa sob os refletores  
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