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na gravação da entrevista Disse que o papai havia falado com ela, e que ela entendeu tudinho. Até tentou me fazer crer que tinha sido culpa dela por não ter contado nada a ele logo. Sei que isso é mentira — a culpa na verdade é minha, minha e da minha boca idiota mas foi legal ouvir, assim mesmo. Então, tivemos uns momentos agradáveis planejando o casamento dela e do sr. G para o Dia das Bruxas, porque a idéia de se casar é mesmo assustadora. Como ia ser na prefeitura, isso significava que eu provavelmente teria que faltar à escola, mas por mim, tudo bem!. Como seria Dia das Bruxas, mamãe resolveu que, em vez de vestido de noiva, iria para o cartório de King Kong. E quer que eu me vestisse de Empire State Building (Deus sabe que tenho altura para isso). Estava tentando convencer o sr. G. a vestir-se de Fay Ray, quando o telefone tocou, e ela disse que era a Lilly, para mim. Fiquei surpresa, porque tinha acabado de sair da casa dela, mas imaginei que devia ter esquecido a escova de dentes lá, ou coisa assim. Só que ela não estava ligando por causa disso. Não era por isso que ela estava ligando — como descobri quando ela perguntou, azeda: “Que negócio é esse de você ser entrevistada pelo Twenty Four/Seven esta semana?” Fiquei besta. Cheguei apensar que a Lilly tinha sexto sentido ou coisa assim, e tinha escondido isso de mim todos esses anos. Aí perguntei: “Como soube?” “Porque tem comerciais anunciando a entrevista a cada cinco minutos na televisão, sua lerda.” Liguei a televisão. Lilly tinha razão!. Em todos os canais, havia comerciais dizendo para os telespectadores não perderem “na noite

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2 o diário da princesa 2 - a princesa sob os refletores  
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