Issuu on Google+

Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE RIOPEIXE

1


2

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

3


EDIÇÃO 06

DEZEMBRO DE 2016

SUMÁRIO

REDAÇÃO Karoline Bertotto CRIAÇÃO / DIAGRAMAÇÃO Artur Mendes de Oliveira DESIGN / PUBLICIDADE / ANÚNCIOS Artur Mendes de Oliveira

• 06 - RUGBY, Disciplina, solidariedade e educação • 16 - EMPREENDER: Fabíola Tristão • 20 - RESTAURAÇÃO de veículos antigos • 24 - VERÃO abrasileirado - Chick Boutique • 36 - TOC: Transtorno Obsessivo Compulsivo

• 24 - BIPOLARIDADE: afeta de 1 a 2,5% da população • 41 - MODA, Carine Cecatto • 42 - ARTE DA GENTE: Luli Santos • 44 - CAMARIM, Jéssica Gomes

DEPARTAMENTO COMERCIAL Thiago Cavalett Helton Ferreira FOTOGRAFIA Karoline Bertotto Artur Oliveira Fotografias Todas as matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores. A opinião das pessoas que publicam nessa revista, não refletem necessariamente a opinião da revista. Todas as publicidades são de inteira responsabilidade de seus anunciantes

• 46 - CAPA: Espiritualidade e energias www.facebook.com/revistariodopeixe redacao@revistariodopeixe.com www.revistariodopeixe.com

JEAN VITOR

• 58 - REINO ANIMÁLIA, Paula Lichtenberg

4

revista DO

Vista de Caçador a noite

RIOPEIXE RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


JEAN VITOR

Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE RIOPEIXE

5


ESPORTE

POR KAROLINE BERTOTTO FOTOGRAFIA ARTUR OLIVEIRA

Disciplina, solidarie 6

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


riedade e educação É fato de que no Brasil, o esporte mais popular, seja nas escolas, nas ruas ou clubes profissionais é o futebol de campo. Ele ainda é a oportunidade de meninos e meninas da favela ascenderem profissional e financeiramente. Uma pesquisa realizada pela empresa de consultoria, PageGroup, identificou que ser um jogador de futebol é a carreira mais desejada entre o meninos no Brasil, seguida de policial e cientista. Apesar das dificuldades em se inserir uma nova modalidade no país, o rugby está conquistando cada vez mais adeptos e já é considerado o esporte que mais cresce no Brasil. O que tem conquistado os brasileiros no esporte? Um show de disciplina e educação.

Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

7


O rugby em Caçador Caçador conta com dois times de rugby. Um deles, o Contestado Rugby, foi criado em julho de 2014 e conta com 18 jogadores que treinam regularmente. “O Luan Bordignon entrou em contato comigo, queria saber como jogava e pediu para treinar. Quando iniciamos os treinos, começaram a surgir outros jogadores de Videira, Campos Novos, Fraiburgo, Tangará, hoje temos 18 atletas na ativa, como são jogadores de diversos municípios da região do Contestado, resolvemos mudar o nome do time que era Videira Rugby para Contestado Rugby”, explica um dos fundadores e capitão do Contestado Rugby, Fael Faustino. Os treinos ocorrem, principalmente, em Caçador, na Pista Olímpica, e em Videira, no Complexo Esportivo do Medalhão. O time não possui patrocinadores e as despesas com transporte e alimentação são bancadas pelos próprios integrantes. O objetivo é conquistar apoiadores para que o time possa participar de mais competições e, principalmente, cumprir com a regras para poder se federar na Federação Catarinense de Rugby (Fecaru). “Em 2017 queremos nos federar para poder disputar o catarinense, mas pra isso precisamos de verba, pois é um esporte bem caro. Pode ser praticado em qualquer hora e lugar, mas para se profissionalizar ele é muito caro”, afirma, citando as exigências para que o time possa ser federado. “Só pode participar do campeonato catarinense, se tiver uma equipe juvenil, equipe feminina, e tem que ter o responsável pelo time, um árbitro de nível 3. Além disso, toda a equipe precisa passar por uma bateria com

8

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

cinco tipos de exames”, explica. Para se tornar árbitro de rugby, Fael explica que o site internacional do esporte disponibiliza cursos online tanto para arbitragem, treinador, preparador físico, sem a exigência de uma faculdade. Além disso, a Federação também oferece os cursos de níveis em que qualquer pessoa pode participar. Porém os cursos têm um custo, que conforme afirma, não é baixo.

Falta de conhecimento gera preconceito De origem inglesa, o rugby chegou em terras brasileiras por volta de 1895, pelas mãos do inglês Charles Miller, o mesmo que trouxe o futebol para o Brasil. Mas o rugby só passou a ser praticado regularmente a partir de 1925. Apesar do crescimento, no Brasil, o esporte ainda sofre resistência por parte da população. Confundido, muitas vezes, com o futebol americano, o rugby ganha a fama de esporte violento. “O rugby é um esporte de contato, mas com regras bem definidas para que haja o “fair play” (jogo limpo), impedindo que seja um esporte violento, assim esse contato só deve ser feito com ombros e braços. Já no futebol americano, os jogadores projetam seus corpos para cima dos adversários com a finalidade de parar a jogada, havendo mais riscos de se acidentarem e contraírem graves lesões”, explica Faustino. Além da agressividade, por ser um esporte de muito contato físico, o rugby também sofre comentários machistas. “Existe uma resistência machista com o esporte, às

vezes convido amigos e ouço comentários bem preconceituosos. Com a ajuda da mídia queremos descontruir esse conceito da cabeça das pessoas”.

Respeito, disciplina e democracia Para o barbeiro e auxiliar de faturamento, que pratica a modalidade há cerca de seis anos, algumas características são o motivo do crescimento do esporte no Brasil e no mundo. A mais importante, segundo ele, é o respeito que existe dentro do esporte. “Ninguém pode desrespeitar o juiz, qualquer atitude e o jogador pode ser afastado, esse tipo de respeito no rugby é bem diferente do futebol. Além disso, no rugby as partidas são televisionadas, toda e qualquer dúvida que o juiz tiver, ele tem as imagens que irão auxiliá-lo, ou seja, não existe nenhuma discussão ou dúvida com os pontos”, afirma. O respeito no rugby também passa para a torcida, segundo Fael, os torcedores refletem a educação vista dentro do campo. Outra característica que faz o rugby ser um esporte em crescimento é o fato de não limitar um porte físico para os seus jogadores. Ao contrário de esportes estereotipados, em que os jogadores precisam seguir uma linha de peso e altura, no rugby, os quinze jogadores possuem as mais variadas características, (gordo, magro, alto, baixo), habilidades, gêneros e idades, o que é considerado benéfico ao time. “Geralmente, os jogadores do 1 ao 8 são maiores, já do 9 ao 15 são jogadores mais leves, o que possibilita a todos jogarem”.

Dezembro 2016


Com oito anos se usa uma cinta com tirinhas coloridas, o oponente não vai usar o peso do corpo dele, ele vai puxar a fita e dar a posse de bola para o time”, esclarece. Outro objetivo do time é formar uma equipe feminina. “Em 2017 queremos conseguir mais patrocinadores, por causa da crise perdemos muito. Pessoas que ajudavam mensalmente não ajudam mais, para competir estamos mais tirando dinheiro do bolso do que recebendo”, comenta. Esse, inclusive, tem sido o motivo pelo qual as competições estão paralisadas. “Participamos da 1° etapa da Copa Oeste de Rugby, mas as próximas etapas ainda não aconteceram, pois os times não possuem verba para dar seguimento ao campeonato”, conta. Em dois anos de existência, o Contestado Rugby já participou de cerca de oito amistosos, vencendo cinco deles. “Perdemos para equipes consolidadas como Lages e Itajaí, que existem há mais de 20 anos”, comenta. Santa Catarina possui 18 equipes de rugby federadas. Apesar de visarem a profissionalização do time, os integrantes não excluem aqueles jogadores que queiram apenas treinar e ter o rugby como um hobby. “Não obrigamos ninguém a competir, nossos jogos são abertos a quem quiser apenas aprender a jogar e treinar. O rugby é um esporte bastan-

te intenso, utiliza-se muito o cardiorrespiratório, que faz com que haja queima de gordura”, comenta sobre os benefícios. Quem tiver interesse em participar ou conhecer melhor a modalidade, pode entrar em contato com time por meio da página Contestado Rugby no facebook.

Rugby também é solidariedade Em 2014, ano em que o time foi criado, os jogadores promoveram um amistoso beneficente que arrecadou doces e chocolates às crianças em vulnerabilidade social dos bairros mais carentes de Caçador. Em 2015, o time entregou donativos ao Lar Bom Samaritano na cidade de Videira. “Em abril de 2015, em uma ação conjunta com o Leo Clube de Caçador promovemos um amistoso beneficente, sendo que o valor do ingresso era um quilo de alimento não perecível para auxiliar a população atingida pelo tsunami na cidade de Xanxerê”. Esse ano o time preparou uma ação de Natal. Para assistir ao amistoso com o Rugby Club a entrada foi um quilo de alimento, que também foi destinado a entidades carentes dos municípios.

A disciplina é outra característica marcante do esporte. Conforme Fael, um exemplo disso é a forma de se dirigir ao árbitro. Geralmente, o único que fala com ele é o capitão do time.

Planos futuros? De acordo com Fael Faustino, o time Contestado Rugby também sentiu os reflexos da crise econômica pela qual o Brasil vem enfrentando. “Hoje, o time não tem respaldo financeiro o que o impede de crescer”. Um dos objetivos a longo prazo, segundo ele, é formar uma escolinha de base para que as crianças iniciem no esporte desde cedo. “Criança pode jogar, mas sem contato físico. Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

9


HOTEL DKN

UM NOVO CONCEITO EM HOSPEDAGEM

Quando deixamos o conforto do nosso lar, sempre buscamos um local que nos ofereça o máximo para poder nos sentir em casa. O conforto, bom atendimento e qualidade na estrutura são imprescindíveis na hora de escolher um hotel. Em Caçador, esses diferenciais remetem a uma única localização. Desde abril deste ano, a região conta com um novo conceito em hospedagem. Trata-se do Hotel DKN, (antigo Le Canard), que oferece o que há de melhor em atendimento. Além dos serviços que já eram prestados, são realizadas constantes melhorias para que os hóspedes sejam sempre bem atendidos. Entre as mudanças já realizadas, está a melhoria do café da manhã, que ganhou um cardápio ainda mais elaborado, com uma variedade maior de alimentos frescos e de qualidade. Outra novidade em relação ao café da manhã é que todas as quartas-feiras a preparação é temática, com um cardápio diferenciado, de acordo com o tema escolhido. Além disso, foi realizada a troca dos enxovais, oferecendo maior comodidade aos hóspedes, que recebem ainda um kit de banho. Também está disponível aos clientes uma cadeira de massagem e acesso à sala fitness, contando ainda com uma sala de eventos com capacidade para 70 pessoas sentadas. Entre os diferenciais do Hotel DKN estão ainda o amplo estacionamento, localização privilegiada e internet em alta velocidade, contando sempre com a excelência no 10

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

atendimento, que é o foco do empreendimento, disponível 24 horas por dia. Preparado para sempre bem receber os hóspedes, conta com recepcionistas que possuem inglês fluente, facilitando a comunicação com clientes de todo o mundo e proporcionando maior tranquilidade aos hóspedes estrangeiros. Contando com 67 apartamentos e uma suíte com hidromassagem, oferece acessibilidade, proporcionando aos portadores de necessidades especiais maior comodidade e facilidade no acesso às mais diversas áreas do hotel, tornando-se referência nesse quesito de atendimento. O Hotel DKN possui também convênio com diversas empresas, oferecendo tarifas reduzidas. Em Caçador, hospede-se no que há de melhor, hospede-se no Hotel DKN, sinônimo de bem estar, qualidade e excelente atendimento.

Dezembro 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE RIOPEIXE

11


RELACIONAMENTO

DE DESPEDIDA DE SOLTEIRO A DESPEDIDA DE CASAMENTO Após noivo cancelar o casamento, mulher decidiu manter tudo como o planejado, em vez de despedida de solteiro, ela comemorou a despedida do casamento. No dia seguinte, ainda embarcou sozinha para uma maravilhosa viagem às Bahamas Daiane Migliolli cuidava dos preparativos para o casamento havia quatro meses. “Coloquei muito amor na preparação do casamento e, apesar de já ter contratado todos os profissionais, estava preparando muita coisa “DIY” (Do it Yourself /Faça você mesmo) e cuidei de cada detalhe para que esse dia fosse marcado para sempre na memória de todos”, lembra. A maioria dos convites já haviam sido entregues, alguns presentes já recebidos, quando em uma manhã de domingo, seu ex-noivo acordou e disse: “Amor, quero que você cancele o casamento”. “No começo, achei que meu mundo iria acabar! Eu sentia muita vergonha das pessoas, dos convidados, questionava a mim mesma sobre o que estava acontecendo. Parecia que tudo aquilo não era verdade. Pedi folga do trabalho por alguns dias, fui para casa dos meus pais. Eu não sabia como recomeçar, do dia para a noite eu me vi sozinha e com a responsabilidade de cancelar um casamento”. De acordo com ela, aquilo soou bastante contraditório. “Não houve briga! Na semana anterior havíamos entregado vários convites e ele sempre demonstrava alegria ao convidar as pessoas. Tirávamos fotos, postávamos nas redes sociais, era tudo muito natural. Eu digo que soou contraditório pois, foram exatamente essas as palavras que ele disse: “Amor, quero que você cancele o casamento”. Ao mesmo tempo que me chamava de amor, ele me pedia algo que estava longe de ser uma demonstração de amor”. Mesmo perplexa e anestesiada, Daiane fez apenas uma pergunta: “Você está certo disso?”. A partir da resposta positiva e em meio a algumas explicações que não justificavam o fato, a primeira coisa que ela fez foi avisar as madrinhas. “Afinal, elas são as pessoas com quem eu mais me identifico e que com certeza me dariam suporte emocional para tratar de todos os trâmites do cancelamento”. Em conversa com elas, surgiu a ideia de transformar a festa de Despedida de Solteira em “Despedida do Casamento”. “No dia em que seria o casamento, algumas madrinhas organizaram uma festa com direito a itens 12

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


do casamento. Eu fiquei muito feliz porque o sentimento de pena era a última coisa que eu precisava naquele momento. A festa foi inesquecível, sem dúvidas, uma data muito divertida! Eu estava rodeada por pessoas que gostam de mim e não permiti que meu ex-noivo me tirasse esse privilégio”, afirma. Daiane não recebeu apenas elogios à iniciativa, algumas pessoas reprovaram a atitude. “No início, muitos acharam loucura, mas depois entenderam a mensagem que eu queria transmitir: Você é quem faz a sua felicidade, faça valer a pena!”. E foi com esse pensamento, que decidiu também fazer a viagem de Lua de Mel sozinha. “No dia seguinte da festa de Despedida do Casamento, como a viagem estava paga, embarquei sozinha para a Lua de Mel. Saindo do Porto de Miami, fiz um cruzeiro pelas Bahamas e isso serviu, sem sombra de dúvidas, como o fechamento desse ciclo da minha

vida. Eu imaginava que a viagem seria incrível, mas mal sabia quantos aprendizados ela me traria”. As madrinhas, que são companheiras de Daiane, muitas dos tempos de colégio, foram quem deram o alicerce que ela precisava naquele momento de mudanças. Em meio a tantos lugares maravilhosos e verdadeiros paraísos visitados durante a Lua de Mel, Daiane conta que pode perceber o quanto é mais fácil optar por ser feliz em vez de viver a amargura de uma frustração. “Hoje penso que ser feliz é ter a consciência de que tudo o que acontece é importante, mesmo que seja difícil. Por isso, hoje eu insisto em dizer: seja gentil e grato com a sua história, inclusive, pelos desejos não realizados e pelas intenções contrariadas. Você (e somente você) tem a possibilidade de enxergar os acontecimentos de sua vida como um problema ou uma oportunidade. Eu sei que não desejamos

“NÃO IMPORTA O QUE FIZERAM À VOCÊ. O QUE IMPORTA É O QUE VOCÊ FAZ COM AQUILO QUE FIZERAM À VOCÊ.”

Dezembro 2016

certos acontecimentos para nós, no entanto, eles acontecem. Mas você decide se isso te fará mais ou menos feliz”. Em seu caso, ela conta que resolveu se adaptar à nova situação e aprender com ela. “As pessoas passam pela nossa vida e nos deixam nada mais, nada menos do que aprendizado. E é isso que devemos levar conosco”. Quando questionada sobre o que diria hoje ao seu ex-noivo, ela responde: “Obrigada por me livrar de uma grande decepção que viria no futuro, obrigada por me deixar viver esse momento e só assim ter a certeza do quanto eu sou forte. Graças a você eu estou certa de que ninguém pode tirar a minha felicidade”. A grande decepção amorosa, não fez ela desacreditar do amor. “A dor tem a capacidade de mudar a forma como olhamos e lidamos com a vida. Confesso que estou mais cautelosa agora, não com relação ao amor, mas com relação ao que chamam de amor. Acredito que as pessoas estão banalizando muito as relações e isso acaba por repercutir no que chamam de amor”. A partir de então, uma frase de Jean-Paul Sartre tem sido o lema de sua vida: “Não importa o que fizeram à você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram à você.”

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

13


14

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro Abril 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

15


EMPREENDER

ATITUDE PARA TER SUCESSO, PLANEJAMENTO PARA CRESCER Nascida e criada dentro da loja dos pais, a empresária caçadorense, Fabíola Tristão, decidiu bem cedo o ramo que iria seguir. Com apenas oito anos de idade, já auxiliava na escolha das peças, arrumação da vitrine e serviços rotineiros de uma loja de calçados e confecções. Aos dezenove agarrou com as duas mãos a oportunidade de reabrir a loja da família em um dos pontos mais cobiçados do comércio local. Com muita cautela e planejamento conseguiu triplicar suas instalações e hoje conta com duas lojas completas no ramo de calçados e confecções adulto e infantil, masculino e feminino. Para chegar no patamar em que está hoje, Faby conta que foi necessária muita dedicação, atitude e planejamento. Confira a entrevista completa:

muitos anos de trabalho e bem planejado. Você precisa ter um planejamento porque a hora que surgir a oportunidade não pode perder. Foi isso que aconteceu, surgiram as oportunidades e fomos agarrando com as duas mãos. Nós focamos muito a questão da moda, sempre vamos a São Paulo, buscamos novidades, preços acessíveis, temos marcas exclusivas e diferentes para fugir da concorrência.

Qual é a principal dica que você daria pra quem pretende montar o próprio negócio? Hoje, eu acho que a pessoa precisa estudar o mercado, precisa saber aonde vai comprar, qual a localização que pretende se instalar, deve estudar como vai fazer, e, principalmente, ter um planejamento financeiro, porque vender é relativamente fácil, mas existe todo um processo por trás que acontece em uma loja e as pessoas não têm conhecimento. É preciso ter capital de giro, estoque, funcionários capacitados para auxiliarem e a parte financeira bem estrutura para poder fazer mudanças e investimentos quando necessário.

“É PRECISO TER PLANEJAMENTO PORQUE A HORA QUE SURGIR A OPORTUNIDADE NÃO PODE PERDER”

Qual foi o seu primeiro emprego? Eu comecei na Styllus Magazine bem cedo, tinha uns doze anos, eu ajudava à tarde em dia de semana. Trabalhava com meu pais que eram sócios também, fazia o serviço de vendedora, caixa, vitrinista, fazia um pouco de tudo. Não tínhamos muitos funcionários, de início foi puxado.

Como e porque escolheu o ramo da moda? Quando iniciou a Styllus eu estava com oito anos, e eu sempre ia lá ajudar, e fui pegando gosto, foi algo natural pra mim, fui criada dentro de uma loja e as coisas foram acontecendo. A partir de que momento decidiu montar o próprio negócio? Em 1997, surgiu a oportunidade de adquirirmos um ponto comercial na avenida Barão do Rio Branco. Desci pra cá (na avenida) com 19 anos e tomei a frente da loja junto com meus pais. Começamos em uma lojinha pequenininha, a Copi Modas. Quando cheguei eu me assustei porque não era a minha cara, mas aos poucos fomos imprimindo o nosso jeito no negócio, trouxemos peças diferenciadas. Em 2000, surgiu a oportunidade de comprar o ponto comercial da Faby Baby que foi quando separamos o adulto do infantil. Fomos ampliando aos poucos, conquistando mais espaços, e hoje estamos em um patamar que não tem como ampliarmos mais. Tudo o que conseguimos foi com 16

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Qual a importância o curso superior teve em sua carreira e empreendimento? Me formei em 1999, em Administração de Empresas pela extinta UNC e em 2007 me formei em Marketing pela Unopar. O primeiro curso eu percebi que foi voltado para empresas muito grandes, não focava muito. O Marketing foi algo que eu utilizei mais na loja, como pesquisa de mercado, ver o que pode ser aprimorado. Nesse segundo curso eu aprendi ações de marketing que pude utilizar nas duas lojas. Apesar da segunda faculdade ser um pouco mais curta, ela foi mais precisa naquilo que eu tinha necessidade. Qual a principal dificuldade para conseguir se manter em alta no mercado? O que eu percebi nos últimos anos é que com a crise houve uma diminuição de renda familiar e isso me afeta devido ao poder aquisitivo que diminui. Como a minha loja não é voltada para um perfil tão popular, ela é o perfil intermediário, as pessoas deixam de comprar na minha loja para ir em uma loja mais popular. Em momentos de crise, a alimentação é necessária, mas calçados e confecções não são itens de primeira necessidade, então, a questão da diminuição poder aquisitivo se torna uma dificuldade.

Como ter sucesso no ramo escolhido? Eu acho que a pessoa tem que ter muita atitude e rapidez, pois o mercado hoje para qualquer ramo de negócio é muito rápido, a internet veio e acelerou muito a vida. Temos que ser muito rápidos, ágeis e antenados em tudo o que acontece pra poder ter o sucesso e ir pra frente. Especificamente, na área de moda eu procuro sempre estar um passo à frente, pra quando chegar o frio ou quando chegar o calor, por exemplo, as mercadorias já estarem aqui. Eu procuro sempre antecipar as minhas compras, sempre ter novidades, pois isso é muito importante no ramo da moda. Além disso, sempre estou mexendo no layout acho que isso é muito importante, quando as pessoas acostumam, eu mudo. Sempre estamos modificando para que o produto esteja em destaque. Quais são seus projetos e ambições futuras enquanto empreendedora? O meu principal objetivo era a reforma da loja, que foi concretizada esse ano. Nós fechamos por dois meses e repaginamos ela por completo, ficou praticamente outra Faby Magazine. Esse era um sonho de anos, que foi planejado. Fizemos todas as reformas sem financiamento, com dinheiro guardado para quando chegasse a hora. O objetivo que eu tenho hoje é me manter no mercado, ser reconhecida no ramo da moda. Em 2017 a loja fará 20 anos, então o no how que adquirimos com as viagens e feiras faz toda a diferença, estamos sempre garimpando e trazendo o que há de melhor para nossos clientes. Dezembro 2016


FOTO: ARQUIVO RIO DO PEIXE

Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

17


18

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

19


PA I X Ã O

NÃO SOBRA UM

PARAFUSO!

Pai e filho realizam restauração completa de veículos antigos

20

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

21


Quarenta anos atrás, Antônio Ribeiro dos Santos trabalhava em uma fábrica de papel e nem imaginava que um dia, o hobby de restaurar automóveis iria virar trabalho. Seu filho, Juliano Ribeiro dos Santos, cresceu vendo o pai montar e desmontar as carcaças dos carros que comprava e tinha o prazer de restaurar inteirinhos. Juliano chegou se formar em Direito, mas desde cedo herdou a paixão por carros do pai e decidiu exercer o direito de largar à advocacia para se dedicar às restaurações. De início, os dois restauravam apenas os carros da família, mas logo o dom de pai e filho começou a ser divulgado por amigos e familiares que ficavam maravilhados com o capricho e talento dos dois. Em 2004, quando se aposentou, Antônio começou a fazer carros de outras pessoas. Com alguns cursos, muita dedicação e vontade, Juliano e Antônio desenvolveram um trabalho de restauração de carros, que é referência na região. Eles já restauraram carros de diversos municípios e recebem muitos pedidos de fora. De acordo com eles, o segredo para o sucesso no trabalho de restauração é dedicação e paciência. Uma restauração completa leva cerca de um ano para ser finalizada. “É um trabalho minucioso, pegamos carros caindo aos pedaços. Primeiramente, ele é desmontado inteiro, não sobra nenhum parafuso, a tinta também é toda removida. Então, começamos do zero e vamos refazendo parte por parte”, explica Juliano sobre o processo de restauração. O trabalho pode ser considerado como artístico, visto que é feito de maneira artesanal e tem um processo de inovação e criatividade bem grande. Dessa forma, a restauração automobilística não é um serviço financeiramente acessível, porém o custo-benefício do trabalho compensa o investimento. “O valor de uma restauração depende muito do estado do carro. Mas geralmente sai entre 25 a 50 mil reais. Depois da restauração, o carro valoriza e chega a custar 150 mil reais, ou seja, é um investimento que vale a pena”, comenta Juliano. Para pai e filho, quanto mais antigo o modelo melhor. Eles já trabalharam na restauração de diversos automóveis, da década de 1920 até a década de 1980. Antônio e Juliano são responsáveis pela restauração de toda a parte mecânica e de chapeação, a restauração da estofaria e outros itens é realizada por parceiros. “Temos diversas parcerias e entregamos o carro pronto”, salientam.

“VENDI CINCO VEZES E COMPREI DE NOVO” Para os amantes de automóveis, a paixão por um carro pode não ser compreendida por muitos, mas para eles ultrapassa qualquer sentimento. Desde jovem, Antônio nutre sua paixão. Seu primeiro carro, um Dogde verde 1971, foi vendido e comprado por ele novamente cinco vezes. “A última vez que vendi, não encontrei mais pra comprar. Para matar a saudade do carro, compramos um Dodge e fizemos igual aquele”, comenta sobre a restauração que mais o emocionou. O Dodge, aliás, é o modelo que tem a preferência de Antônio. Em sua garagem, o restaurador guarda sete exemplares, além de um corcel GT 1972 e um Plymouth Fury 1958. Atualmente, Antônio e Juliano dedicam-se exclusivamente ao serviço de restauração de carros. A oficina da família fica na linha Cerro Branco, a cerca de 11 quilômetros de Caçador.

22

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

23


24

revista DO

RIOPEIXE RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


Dezembro chegou e com ele a estação mais badalada do ano. Para dias quentes, peças ousadas, clássicas ou mesmo discretas sugerem um toque de graça e leveza. Para combinar com o clima do verão, nada melhor que um look que favoreça e passe segurança a quem está vestindo. Shorts, saias, calças, blusas, camisas, vestidos fluidos. Figurinos exuberantes, carregados de gingado, harmonia e beleza. O editorial “Verão Abrasileirado” quer mostrar tudo o que vem no pacote do verão: muita cor, luz, vida e alto astral, sem perder a sofisticação e modernidade na combinação de looks glamorosos e acessórios divinos, confira! Produção: Pamela Scolaro Cabelo: Raffa Cambrussi Maquiagem: Sueli Pirán Makeup Roupas: Chick Boutique Fotografia: Artur Oliveira Acessórios: Dubai Perfumes e Cosméticos Modelos: Karla Furtado, Karin Carneiro e Itah Albuquerque


26

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE RIOPEIXE

27


28

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

29


30

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE RIOPEIXE

31


CTKO

32

revista DO

RIOPEIXE RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

33


O 2017 DA FITNESS LIFE COMEÇA COM INOVAÇÃO

34

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

35


SAÚDE

POR CARINA MENDES

VOCÊ PODE TER TOC, SABIA? 2,5% DA POPULAÇÃO MUNDIAL VAI DESENVOLVER TOC EM ALGUM MOMENTO DA VIDA

O Transtorno Obsessivo Compulsivo vai muito além do conhecido comportamento de lavar as mãos exageradamente, ele e é associado a outros sintomas pouco disseminados ao conhecimento público. Em entrevista, psicóloga especialista em transtornos do desenvolvimento humano detalha indícios da doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o TOC ou Transtorno Obsessivo Compulsivo é o quarto transtorno psiquiátrico mais comum no mundo. Ele atinge, aproximadamente, um em cada 40 ou 60 indivíduos, equivalente a 2,5% de pessoas ao longo da vida. Lavar as mãos de forma frenética é apenas um dos sintomas que podem ser associados a doença em sua fase compulsiva. Conforme a psicóloga, especialista em transtornos do desenvolvimento humano, mestre em ciências da saúde e também doutoranda em psicologia social, Ana Claudia Lawless, o primeiro diagnóstico vem do próprio paciente.

36

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

“A percepção dos sintomas é realizada na maioria das vezes pelo próprio indivíduo. A obsessão e a compulsão são rituais diferentes. As obsessões são pensamentos que se impõem na consciência de uma pessoa de uma maneira bem angustiante. A compulsão são ações que a pessoa se sente forçada a realizar. Em conjunto, o TOC é caracterizado por imposições persistentes e indesejadas de pensamentos e os impulsos de praticar os rituais sem sentido. Ou seja, você tem um pensamento obsessivo e obrigatoriamente a sua consciência lhe impõe a realizar determinada coisa”, explica. Muitas das vezes ligadas a situações em que o indivíduo fará mal a outra pessoa, a

doença pode acometer vários pensamentos inconsequentes no estágio obsessivo. “Pensar que se está com uma faca na mão e que vai cortar o próprio filho, ou que se está com um punhal na mão e que vai assassinar o marido ou a mãe. Geralmente, esse tipo de pensamento está voltado a figuras representativas como um filho, o pai ou a mãe e assim por diante. Em outras situações, o indivíduo pensa que não tem capacidade, que não consegue, que é burro, que se realizar algo Deus vai lhe castigar, ou que se fizer determinada coisa o diabo vai vencer. E assim ele vive uma dualidade do que é certo e o que é errado, pois mesmo não querendo, o pensamento vem à tona”, expõe a psicóloga.

Dezembro Dezembro 2016


AS PESSOAS ATORMENTADAS POR OBSESSÕES PODEM SENTIR QUE PERDERAM O CONTROLE DA MENTE E POSTERIORMENTE DOS PRÓPRIOS ATOS, O QUE PODE IMPEDIR ATÉ MESMO O CONVÍVIO SAUDÁVEL DE UM INDIVÍDUO COM OUTRAS PESSOAS”.

ANA C. LAWLESS

O pensamento obsessivo se volta também ao próprio indivíduo. “Ele também pode estar ligado ao suicídio, quando o paciente pensa o tempo todo em como vai se matar e de que forma, planeja em sua cabeça. A doença é nada mais nada menos do que a pessoa ser escrava da própria mente, em um sofrimento extremamente grande e profundo, porque o sujeito não tem controle dos pensamentos, eles simplesmente aparecem”, relata, demonstrando que em seu estágio compulsivo surgem os rituais que procuram aliviar a ansiedade gerada pelos pensamentos. “Aqui entram as ações desnecessárias que aliviam temporariamente a obsessão causada pela ansiedade, como lavar as mãos constantemente, como um ritual de limpeza e purificação, em que o sujeito tenta prevenir-se de ser comido por bactérias, quando entra em contato com outras pessoas ou paredes de órgãos públicos,

Dezembro Abril 20162016

vitrines e outros objetos. Indivíduos que limpam a casa de forma neurótica e coisas ou cômodos que já estão limpos. Lavam os pratos seis vezes, conferem se a roupa do varal está limpa e lavam-nas três ou quatro vezes porque acham que elas não estão limpas o suficiente. Está sempre tirando pó dos móveis e assim por diante”, comenta. Segundo Ana, para o indivíduo com transtorno nada estará suficientemente bom, o que o distingue de uma pessoa com características acentuadas como o perfeccionismo. “É quando a pessoa confere uma vez, duas, três e ainda acha que deve melhorar algo. Você está fazendo um artigo científico, tenta aprimorar e adiciona outros autores, faz uma análise crítica e pode até pensar que talvez tenha faltado algo, mas consegue dar como terminada aquela atividade e se livra do pensamento de cobrança. O obsessivo não consegue

terminar essa atividade, pois para ele o trabalho jamais vai estar pronto”, explica.

TRATAMENTO Conforme explica a especialista, o diagnóstico e tratamento do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) necessita avaliação de um psiquiatra, pois depende quase que 100% do uso de medicação. “A terapia somente não teria um retorno rápido para o paciente que sofre de TOC, pois é necessária a entrada com medicamentos que auxiliem no controle da ansiedade, que provoca os processos obsessivos e compulsivos. A doença não tem cura, pois é neuroquímica, tem alterações biológicas, fisiológicas, psicológicas, genéticas, entre inúmeros fatores associados ao transtorno. Hoje, o sujeito trata um ritual específico, mas pode ser que ele venha a desenvolver outro tipo de ritual amanhã ou depois”, afirma.

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

37


SAÚDE

POR CARINA MENDES FOTOGRAFIA CARINA MENDES

TRANSTORNO BIPOLAR AFETA DE 1 A 2,5% DA POPULAÇÃO O ÁPICE DA VULNERABILIDADE SE APRESENTA ENTRE OS E OS

20

29 ANOS

E OS FATORES GENÉTICOS ESTÃO ASSOCIADOS À DOENÇA

38

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


Denominado como Transtorno Maníaco Depressivo, o hoje chamado Transtorno Bipolar afeta de 1 a 2,5% a população e tem idade de risco entre os 20 e os 29 anos, podendo iniciar na adolescência. De acordo com a psicóloga, Ana Lawless, os transtornos bipolares se caracterizam pela experiência tanto de períodos depressivos como maníacos. “Os sintomas dos episódios maníacos são o oposto daqueles observados durante a depressão. Durante o episódio maníaco, a pessoa se exalta com maior facilidade, é eufórica e extremamente sociável. É impaciente com qualquer obstáculo e vai atrás de resolver qualquer empecilho. É proativa, resolve e não protela nada, por maior que seja o problema. Como características cognitivas estão os pensamentos precipitados, é alguém criativo e cheio de ideias, impulsivo, falante e autoconfiante, experimentando ilusões de grandeza, de conquistas e de projetos, idealizando casamentos ou relacionamentos. As características motoras são a hiperatividade, não há cansaço e acaba exigindo menos sono do que o habitual, podendo ficar dias sem dormir, apresentando sempre maior impulso sexual. Se torna um excelente pai ou mãe, se dá muito bem

com os colegas de trabalho e desempenha tudo perfeitamente. É uma pessoa que muda de assunto desenfreadamente, pois o pensamento é extremamente acelerado. Nessa fase o sujeito perde a capacidade de julgamento, definindo que todo mundo é bom e feliz. Ele também pode se classificar como um jogador compulsivo, apostando em jogos para ganhar dinheiro”, descreve. Conforme a psicóloga, as características presentes no episódio depressivo Segundo a especialista Ana Claudia Lawless, 75% dos são totalmente oposcasos de TOC são diagnosticados ainda na adolescêntas ao maníaco. “Encia e a maioria acontece antes dos 30 anos de idade tre as características emocionais estão a melancolia, a desesperança, o isolamento social, a irritabilidade, o conceito de que tudo é ruim, difícil e penoso. Lavar uma louça é triste e organizar uma casa é terrível. As características cognitivas são a lentidão do pensamento, a preocupação obsessiva com a falta de dinheiro, com a criação dos filhos, com o emprego e o desempenho que é intitulado ruim, além de questões sexuais, envolvendo a baixa estima, a incapacidade de tomar decisões, se acha feio, incapaz e acha que pode estar desenvolvendo uma doença grave, se culpando por qualquer coisa que aconteça para si ou para os que estão a sua volta. As características motoras são o cansaço excessivo, só tem vontade de dormir, perde o desejo sexual e tem o apetite reduzido”. O tempo entre os episódios e a duração deles varia muito de pessoa para pessoa. Ana destaca que pessoas com transtorno bipolar têm experiências tanto maníacas quanto depressivas que podem durar uma semana, um dia, um mês. “A pessoa vive uma exacerbação da euforia e da depressão. Tem gente que pode viver episódios depressivos e de euforia em um único dia. Tem outras em que os episódios podem durar mais tempo e se prolongarem. Geralmente, a pessoa bipolar é extremamente intensa, ou está muito feliz ou muito triste”, explica.

Relacionamentos abalados Paciente do CAPS II (Centro de Atenção Psicossocial) em Caçador, Isabel Barbosa Martins, 50 anos, foi diagnosticada com transtorno bipolar há sete anos, depois que teve a sua primeira síndrome do pânico e foi internada. Antiga cozinheira em um dos órgãos públicos do município, teve de abdicar a sua vida profissional para dar continuidade ao tratamento da doença, o qual realiza duas vezes por semana.“Me irritava fácil com as pessoas e explodia por qualquer coisa. Não era assim antes, eu era calma e aquilo se tornou algo frequente. Tem dias que tenho vontade de conversar com outras pessoas, em outros é só tristeza. Tenho medo de me relacionar. A relação com minha família ficou abalada. Hoje sou separada e um dos motivos da separação foi a doença”, contou. Com olhar tênue, Isabel contou que um dos seus maiores desafios é de relacionamento. “Tenho dificuldade em conviver com as pessoas. É importante que quem se sente assim procure ajuda o quanto antes. Demorei a perceber e é muito triste chegar a esse estágio em que estou”, admite. Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

39


20%

*Consulte o regulamento.

DE DESCONTO PARA COMERCIÁRIOS*

PARA QUEM QUER ESTAR NA FRENTE

PÓS-GRADUAÇÃO SENAC.

sc.senac.br | (49) 3563-0000

MARKETING ESTRATÉGICO GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS www.revistariodopeixe.com GESTÃO PRODUÇÃO E DA QUALIDADE RIOPEIXE DA 40

revista

DO

Dezembro 2016


MODA CARINE CECCATTO

Carine Ceccatto é Graduada em Design de Moda pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI. Atua nas mais diversas áreas, como produtora de moda, personal stylist, personal shopper, personal organizer e visual merchandising.

Dezembro 2016

Olá Leitores, tudo bem? Separei uma lista curta e rápida com as principais apostas para a próxima temporada, itens essenciais da sua mala ou do seu armário. Ombros de fora, acessórios que mudam a cara do look e uma estampa conhecida de todos que é a cara da estação mais quente do ano. Ficou curiosa para descobrir quais são essas peças?! Então vem comigo descobrir. Ciganinha: Do sexy ao romântico, o Ombro a Ombro não é novidade, mas vai continuar presente em nossos looks. Ganhando novas versões, essa trend continua sendo uma das mais queridinhas. O mais legal é que o modelo é sensual sem mostrar muito, deixando só os ombros à mostra, podendo ser usado não só em blusas, como em vestidos também, passando por diferentes estilos. Salto bloco: Não tem nada mais confortável que usar uma sandália ou sapato de salto grosso – podendo ser um modelo baixo, médio ou alto. Além de estilosos eles são super moderninhos e confortáveis. E para a nossa felicidade, estarão bombando no verão 2017. Você pode apostar em qualquer calçado nesse estilo, a regra de ouro é apostar em tiras mais delicadas, ornamentos e brilhos para um look mais elegante; já nas produções mais pesadas valem tiras médias e modelos monocromáticos.

Bolsa de palha: A bola da vez é a bolsa de palha, de material mais a ver com o verão possível, esse acessório levanta qualquer produção no ato. Quanto mais colorida melhor, assim bem alegre com a cara do verão. Se tiver alguns enfeites, como fitas ou pompom, melhor ainda. Perfeita para ser usada na praia ou piscina, a bolsa do momento também circula tranquilamente nas ruas, em um momento despretensioso, o ar artesanal da palha não limita a circulação desse acessório. Listras: Uma das prints mais clássicas da moda vem repaginada para esta temporada de verão 2017. Ela se firma com força total tanto na versão original, com pegada navy, como em versões diferentes em mood mais gráfico e moderno. A grande vantagem é que já carregam todo um estilo sozinho, ou seja, não precisa de muito para criar uma produção cool e mega estilosa, só uma peça listrada resolve, tipo short jeans + tee listrada e pronto. Óculos retrô: Os óculos de sol com lentes espelhadas já foram tendência no ano anterior, e nesta temporada vão continuar presentes. As lentes aparecem em diversas cores, como o verde, vermelho, rosa, azul e os tradicionais dourado ou prata. Com o retorno do vintage, uma década cheia de cor e glamour como os anos 60, os óculos de modelo redondo estilo John Lennon chegam com força e um pouco mais modernizados. É uma aposta segura para ficar dentro das tendências do verão. O modelo que vai chegar com força nessa temporada é o Ray Ban Gatsby, um modelo de óculos que pode ser oval ou redondo e que promete ser a sensação.

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

41


ARTE DA GENTE

A ARTE É CAPAZ DE RESGATAR

O ESPÍRITO NATALINO Envolvida com artesanato desde criança, Lucimar Santos é conhecida por seus trabalhos, que resgatam valores e envolvem a todos em um clima nostálgico de uma época em que tudo parecia ter mais significado. Inspirada pela mãe, Lucimar Santos iniciou no artesanato ainda criança. “Minha mãe fazia crochê, tricô e a primeira técnica que eu aprendi foi o tricô com uma agulha feita pelo meu pai”, conta. Luli, como é conhecida por todos, fez magistério, mais tarde formou-se em Artes pela Universidade Regional de Blumenau (Furb) e aprendeu uma infinidade de técnicas. “A diversidade de materiais, a mistura de cores, texturas e técnicas me fascina e me leva a criar de tudo um pouco. Já trabalhei com biscuit, feltro, patch colagem, patchwork, diversas técnicas de pintura, argila, bordado russo, macramê, tapeçaria, costura tricô. Mas a minha verdadeira paixão são as bonecas de pano”. A paixão pelas bonecas é antiga e cheia de significados. “Quando eu era pequena a minha mãe montava bonecas de pano, e eu tinha verdadeira paixão por elas. Ela criava as bonecas pra mim e fazia roupinhas diferentes. Há alguns anos, comecei a fazer bonecas de decoração para quarto de bebê, festas de aniversário e o trabalho foi crescendo”, conta. Os primeiros passos foram guiados pela mãe, mas a maior parte das técnicas que desenvolve, Luli aprendeu de forma autodidata. “Pego uma peça e transformo ela. Chego no ambiente e já vejo o que eu poderia fazer ali, já vou mudando, transformando. Nunca fiz curso de costura, deve ser inspiração divina”, sorri. Apesar de ser graduada, Luli nunca esteve em sala de aula. “Mesmo com formação no magistério e pós em séries iniciais continuei dentro desse círculo, não cortando o vínculo com o artesanato, sempre criei materiais pedagógicos e decorativos para salas de aula, além de ministrar cursos para professores na criação e confecção de materiais didáticos”. Recentemente, a artista se especializou em arteterapia e procura aliar terapias alternativas durante o processo de criação. “Se eu não estiver bem, eu não faço, porque quando vou dar algum trabalho meu, a pessoa tem que levar uma energia boa do meu trabalho. Fiz estudo de reiki, cristais. Conciliei arte com terapias alternativas as quais utilizo em minhas aulas, no meu trabalho, 42

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

na minha vida e com as pessoas que convivo. É uma forma de aliviar o estresse e viver melhor. Eu poderia passar horas falando sobre os benefícios de fazer uma atividade artesanal, mas só produzindo para sentir seus benefícios”, conta. Os trabalhos natalinos de Lucimar também são sua marca registrada. Tanto é que há muitos anos Luli participa diretamente na decoração natalina de diversas instituições de Caçador. Feitos em feltro, EVA, isopor, a artista se apropria das mais diversas técnicas e transforma o ambiente com as suas peças,

todo o nosso ser. Sem perceber, você lidou com o medo, com as frustrações, com a angústia e por isso você se orgulha do que fez, e quando nos orgulhamos de algo, nossa autoestima fica lá nas alturas. Para beneficiar-se do poder restaurador do artesanato basta praticá-lo, seja como for. Esporadicamente, todos os dias, toda a semana, com lucro, só para presentear, não importa. Basta praticar e contemplar o resultado. Aí está um apoio terapêutico vitorioso em casos que vão desde a depressão até os transtornos de humor. Criar com as próprias mãos pode mudar sua vida”.

“CRIAR COM AS PRÓPRIAS MÃOS PODE MUDAR SUA VIDA”. envolvendo-o no clima do Natal. “Nessa época em que comemoramos o nascimento, buscamos com a arte, resgatar o verdadeiro espírito do Natal e o que há de melhor nas pessoas, colocando em cada criação nosso amor para que ele possa ser repassado por meio das peças confeccionadas”. Amor, aliás, é o diferencial de seu trabalho. Lucimar considera a arte um medicamento natural com potencial transformador e recomenda que todos experimentem ao menos uma vez a dose de alegria que o ato de criar produz. “Ao fazer um trabalho artesanal, sua mente fica focada apenas naquela atividade. Isso acontece porque o trabalho exige um alto nível de concentração. O mais interessante é que você acaba se concentrando sem perceber, é como se você tivesse feito uma higiene mental. Um dos maiores benefícios para quem faz uma atividade artesanal é a satisfação indescritível que sentimos ao ver o trabalho pronto. O sentimento de alegria e de orgulho invade Dezembro 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

43


CAMARIM JÉSSICA HAIDÉE GOMES

Jéssica Haidée Gomes Maquiadora Profissional, designer de sobrancelhas e Nutricionista Clínica e Estética. Professora no curso de ma quiagem profissional no SENAC – Caçador e no Instituto Mix. Proprietária do Espaço Nutri & Bella.

44

revista DO

RIOPEIXE

Olá pessoal, tudo bem? Com as festas de fim de ano chegando, fica impossível não surgir àquela dúvida de qual maquiagem usar né? Por isso, nesta edição vou trazer algumas opções que vão deixá-la linda para comemorar com sua família e amigos o fim de 2016 e início de 2017. Vamos iniciar pelo nosso famoso e coringa esfumado clássico, como o nome já diz, um clássico nunca sai de moda. Dificilmente se erra ao utilizá-lo, pois é charmoso, elegante, clean e sofisticado. Perfeito para as festividades que estão chegando, você pode ousar usando um batom escuro ou então fazendo um delineado duplo com glitter que também está em alta no momento. Para você que gosta de uma maquiagem marcante, temos o famoso smokey eyes, que originalmente é aquele olho preto esfumado, porém ele tem variações lindas e bem usáveis como o smokey marrom ou vinho. Para dar um toque a mais usamos um glitter no centro da pálpebra, porém, cuidado! Caso não goste de chamar muita atenção, esta não é sua maquiagem certa, pois ela é sensual, marcante e tem um ar de mistério. E para as mulheres que gostam de cor, os esfumados coloridos estarão em alta neste verão. Cores vibrantes tanto nos olhos como nos lábios. É claro, precisa gostar de ousar, pois é uma maquiagem mais

www.revistariodopeixe.com

fashion e chamativa, que brinca com cores e relembra tendências dos anos 80, porém menos cintilantes. Podemos também utilizar delineadores coloridos. Para quem quer um toque de cor um pouco diferente, o delineado azul é um dos mais vistos em celebridades e profissionais que ajudam a criar tendências. Para a pele, como já falamos anteriormente ainda estamos em uma fase mais natural, sem tantos contornos e produtos, deixando uma pele mais leve e de princesa, como se tivesse acordado cinderela. Vale lembrar que a maquiagem ajuda a compor todo o look escolhido, então, embora hoje em dia não se combine mais cor de batom, sombra ou esmalte com as cores da roupa, precisamos cuidar para que não fique tudo em exagero e sem nexo. O que importa é sentir-se bem e bonita, seja com ou sem maquiagem, seja você mesma! Feliz Natal e Ano Novo a todos que me acompanharam neste ano. É muito gratificante fazer parte desta equipe maravilhosa e poder levar um pouco mais da minha paixão e conhecimento aos leitores assíduos da revista. Espero que 2017 seja um ano iluminado e repleto de sentimentos bons para todos. Para quem tem mais dúvidas, fique à vontade para mandá-las para o email contato@nutriebella.com. Até a próxima pessoal

Dezembro 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

45


C A PA

Espiritualidade e energias: o mundo além do material POR KAROLINE BERTOTTO

FOTOGRAFIA ARTUR OLIVEIRA, KAROLINE BERTOTTO

46

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


Depois de uma verdadeira revolução científica iniciada no século XV, seis séculos depois a humanidade volta a expandir a prática das medicinas alternativas para a busca da cura. Compostos químicos, procedimentos cirúrgicos e tudo o que envolve a medicina tradicional não está sendo substituído, tampouco abandonado. A indústria bioquímica e farmacêutica funciona a todo vapor, mas agora também as terapias alternativas ganham espaço maior na vida das pessoas.Buscando curar sentimentos concretos como dores de cabeça, estômago, problemas de pele, ou sintomas mais abstratos como a ansiedade, o estresse e a depressão, as terapias alternativas são aliadas dos remédios e paradoxalmente já produzem efeitos cientificamente comprovados.

Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

47


Acupuntura: O estímulo da cura pelo próprio corpo A acupuntura, técnica milenar que iniciou na China, possui diversas finalidades e pode ser desenvolvida em pessoas de todas as idades. De acordo com a acupunturista, Marcela Horta de Lima Telck, proprietária da Clínica Ponto de Equilíbrio, são várias as técnicas utilizadas pela medicina chinesa para a cura de diversas doenças. Marcela trabalha principalmente com: acupuntura sistêmica, auriculoterapia, ventosa, gua sha, tuiná e moxa.

48

revista DO

RIOPEIXE RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

De acordo com a especialista, cada técnica tem sua finalidade, porém elas também se complementam. A acupuntura sistêmica é uma das terapias orientais mais populares no mundo todo. Muitos procuram a acupuntura para aliviar dores, mas ela é mais que um analgésico – combate a dor através da resolução do processo inflamatório que a causa. O estímulo dos pontos leva à produção de substâncias que agem sobre receptores do sistema nervoso resultando na normalização

das funções alteradas. Há similaridades entre os efeitos da acupuntura e os causados pela serotonina, o hormônio do bom humor. A auriculoterapia é baseada na ideia de que a orelha é um microssistema, com o corpo inteiro representado no pavilhão auricular. Os distúrbios que são mais tratáveis com auriculoterapia incluem problemas nas articulações dos joelhos, ombro, tornozelo; distúrbios hormonais, sintomas associados à menopausa; distúrbios da tireoide e problemas menstruais; doenças que afetam os órgãos, tais como úlceras gástricas, asma e alergias, e problemas digestivos. Especificamente, a orelha é um excelente local para tratar qualquer problema que tem um componente de dor, como dor lombar, dores de cabeça, problemas de pele (dermatites), problemas neurológicos e vasculares, tais como esclerose múltipla e hipertensão arterial. Problemas emocionais e ansiedade também são satisfatoriamente tratados por este método. A ventosa é um tipo de terapia que tem como procedimento básico a colocação de copos redondos de vidro sobre a pele, gerando a sucção do local. Seu principal efeito terapêutico é controlar a corrente sanguínea e tem como base a troca gasosa, visando limpar o sangue pela pele. “A ventosa atua também como relaxante muscular, e a ventosa de fogo é uma ótima aliada no tratamento contra a gripe”, explica Marcela.

Dezembro 2016


O gua sha tem função semelhante a ventosa, porém utiliza materiais diferentes. Através da raspagem da pele com uma espátula, o gua sha melhora a circulação sanguínea e a oxigenação do corpo. É uma técnica que estimula o rejuvenescimento da pele e reativa o metabolismo dos músculos, inclusive, nos que mais sofrem tensões diárias. Ele ajuda a remover toxinas, remove a estagnação do sangue e líquidos, promove produção do colágeno, por isso, na estética consegue ótimos resultados para celulite e redução de medidas. Já a moxa utiliza a cauterização como método de curar doenças. É uma espécie de acupuntura térmica, feita pela combustão da erva artemísia. “É uma técnica que utilizamos bastante para doenças do frio. O procedimento também atua como relaxante muscular e para tonificação”. De acordo com Marcela, a principal diferença entre a medicina convencional e a medicina oriental, é que na oriental o próprio corpo vai atrás da cura. “A agulha faz o estímulo, ela não tem nenhuma propriedade médica, é apenas uma agulha de aço cirúrgico, mas com o estímulo correto o próprio corpo faz o processo de cura”, explica. A especialista explica que se o paciente a procurar por causa da enxaqueca, ela não irá tratar apenas a enxaqueca, mas irá buscar a causa. “O tratamento é um pouco mais demorado que tomar um analgésico, porque não

Dezembro 2016

é simplesmente atuar direto na enxaqueca, mas procurar a causa. Normalmente, a dor está mascarando algo que já vem de muito tempo”.

A busca incessante pelo bem-estar Algumas pessoas vão ao médico regularmente, mas não conseguem melhora para suas dores e aflições. Muitas vezes, elas encontram-se cansadas e desacreditadas e tudo o que precisam é de um ambiente com harmonia, equilíbrio e paz. Então, elas desabafam a vida a amigos, familiares ou conhecidos, que lhes indicam tomar um passe. A técnica do passe espiritual é bastante comum no Brasil e diversas pessoas são adeptas. Passe é o nome que se dá, no espiritismo, à imposição de mãos. Segundo os adeptos da religião, ele visa promover a doação de supostas bioenergias de um indivíduo ao outro. O objetivo do passe, de acordo com Juliano Kovalhuk, membro do Centro Espírita Renascer de Caçador, é, justamente, proporcionar bem-estar e harmonia àqueles que recebem as energias emanadas durante a prática. De acordo com ele, para dar o passe é necessário um preparo, que consiste, basicamente, em estar harmonizado. “Antes de

trabalhar no centro, temos o nosso trabalho lá fora, a nossa família, temos problemas iguais a todo mundo, que geram estresse, preocupação. É uma obrigação de todos que trabalham no Centro Espírita separar. Se eu estou com problemas, tenho que deixá-los lá fora, pois a nossa função aqui dentro é passar o bem-estar para as pessoas. Por sermos canais também passamos um pouco a nossa energia para a pessoa, então, se eu não estou harmonizado, que tipo de energia eu vou passar?”, indaga. De acordo com o estudioso, existem algumas formas de se conquistar a harmonia. “A harmonia se conquista no cuidado com os pensamentos, sentimentos, palavras e atitudes. A partir do momento que eu estou bem comigo, o que está em volta começa a sentir também essa energia. Se em um grupo se reúnem pessoas que estão nessa mesma sintonia, fecha-se um elo muito grande e emana-se uma energia muito boa”, explica sobre a importância da harmonização. Conforme resume Kovalhuk, o passe nada mais é que uma renovação de energia. “Essa renovação de energia traz calma, alívio, cada pessoa tem um tipo de reação diferente. Algumas pessoas sentem tontura, o que é normal, porque é sinal que aquela energia era necessária”. A energia, a qual ele fala, se propaga por meio da imposição das mãos. “Não fazemos o toque, pois em nosso ponto de vista não há

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE RIOPEIXE

49


necessidade. Sempre pedimos para as pessoas relaxarem, fecharem os olhos e fazendo isso com uma pessoa te tocando cria um desconforto, pode ser que ocorra um bloqueio da recepção da energia, justamente por isso”, explica. De acordo com Juliano, os membros do centro são apenas o canal que disponibiliza a energia. “O primeiro procedimento é fazer a limpeza espiritual. Trabalhamos como na cromoterapia, cada cor tem um significado e a gente vai mentalizando essas cores e direcionando para os chakras da pessoa. Depois da limpeza faz-se a harmonização e energização para atingir um equilíbrio e uma proteção espiritual. Tudo isso mentalizando cores e desejando que essa energia chegue até a pessoa e tenha esse efeito”. Para Juliano, a relação entre pensar, sentir e transmitir é automática. “O poder do nosso pensamento é muito forte, então, se eu estou fazendo o passe em alguém, mentalizando uma energia boa para aquela pessoa, o poder do pensamento permite que aquilo aconteça e o mesmo acontece ao contrário, quando eu não estou com pensamentos bons”. Conforme explica, a Casa Espírita é um local protegido energeticamente e o passe é um reforço da reforma íntima que cada pessoa deve fazer individualmente. “Para se ter harmonia, a pessoa precisa fazer sua reforma íntima, que é mudar os pensamentos, sentimentos, palavras e atitudes. Fazendo isso, automaticamente, ela começa a se sentir mais tranquila e a tratar os problemas e dificuldades de uma outra forma”. 50

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

A partir da reforma íntima, de acordo com ele, a pessoa passa a ter uma postura diferente, as dificuldades não são tão complexas e os problemas são encarados de forma mais segura. Segundo Juliano, o passe pode proporcionar a cura de problemas ocasionados por um desequilíbrio espiritual, que pode causar inclusive dores físicas as quais não se consegue descobrir a origem. “O trabalho espiritual chega ao ponto de trazer essa harmonia. Porém, jamais a gente disse para qualquer pessoa parar de ir ao médico ou tomar o remédio, o passe é mais uma alternativa em que possibilitamos que a pessoa trate e transforme a energia pesada, que causa o desequilíbrio”, explica. Para o espírita, a fé é o que move o trabalho de energização. Mas é preciso fé de ambos os lados. “A fé é o que faz tudo isso acontecer. O acreditar é fundamental para esse tipo de terapia. É um trabalho em equipe, nós estamos colocando fé que funciona, mas a pessoa tem que acreditar também. A espiritualidade nos diz que se nós aplicássemos toda a fé que está disponível não precisaríamos de outro recurso. Só que ainda não estamos em um estágio evolutivo a ponto de sermos autossuficientes”, comenta.

Reiki: o poder de energização por imposição de mãos O Reiki é mais uma técnica da medicina tradicional chinesa. O método trabalha a estrutura energética do corpo humano como uma forma de promover o equilíbrio e como

consequência a saúde por meio dos fluxos energéticos. Bastante semelhante ao passe, tem por base a crença na existência da energia vital universal manipulável por meio da imposição de mãos. Reikiano há dez anos, Júlio Moschetta da Silva explica que o corpo humano possui sete principais chakras, que são rodas de energia. Cada chakra tem ligação com determinados órgãos e sistemas do corpo humano. “Às vezes, a energia se condensa em determinada parte do corpo e isso provoca o desequilíbrio dos chakras e da saúde”, afirma. De acordo com Júlio, o Reiki, a acupuntura e as principais técnicas da medicina alternativa trabalham o campo energético do corpo, que para a medicina tradicional não existe. “Alguns médicos tradicionais não entendem a medicina chinesa, porque para eles não têm muita lógica espetar uma agulha na ponta do dedão e curar uma dor de cabeça, não tem uma ligação muscular ou do sistema nervoso, ela vai muito além, vai na área energética. Daí muitos céticos da medicina aceitam, mas não entendem”. Ele explica que o ser humano é formado por uma teia de energia, canais energéticos em que os chakras são os principais, mas existem vários pontos em todas as partes do corpo e as técnicas da medicina oriental são uma forma de descondensar essas energias materializadas, acumuladas em determinado ponto, e com isso promover o fim de uma dor ou acelerar o processo de cura. Conforme explica, o Reiki trabalha esses fluxos energéticos por meio de vários métodos para promover o fluxo adequado dessa Dezembro 2016


energia no corpo humano e por sua vez promover a cura, sem a colocação de agulhas ou a interferência de qualquer forma no corpo. A técnica milenar é feita de uma determinada distância por meio da imposição de mãos. “Seguindo como base que nós temos chakras nas pontas dos dedos e palmas das nossas mãos, então, em síntese estamos usando esses chakras para promover a ativação dos chakras do paciente e nesse contexto fazer a energia fluir”. A luz apagada, as velas acesas e o incenso fazem parte da porcentagem de esoterismo, que de acordo com Júlio, alguns profissionais usam mais, outros menos. “A maior parte é trabalhar com uma energia sutil, não existe um equipamento para colocar no paciente e conseguir determinar os chakras. O reikiano canaliza a energia do Chi, que é a energia do universo, e a energia do Ki, que é a energia da terra. O Reiki é uma canalização dessas energias e o reikiano é uma torneira por onde passa essa energia”, define. De acordo com Júlio, o reikiano não é necessariamente uma pessoa sensitiva. “Eu comecei a trabalhar com Reiki e fui transformando a técnica para uma realidade que eu acredito mais. Como eu não sou sensitivo, uso de uma técnica chamada radiestesia”.

Radiestesia e os mundos sutis A radiestesia é uma ciência antiga que estuda e desenvolve a capacidade que o ser humano tem de perceber e sentir, de detectar e qualificar com instrumentos ou sem eles, as energias extrafísicas geradas e irradiadas peDezembro 2016

los seres, pelas coisas e pela terra. Além da radiestesia, Júlio também se utiliza dos estudos e da influência da simbologia, física quântica e geometria sagrada. Nas sessões de Reiki trabalha com luzes, cristais, aromas, um misto de várias técnicas das terapias alternativas, que combinadas ao Reiki aceleram o processo de cura. A paixão pela radiestesia, Júlio desenvolveu há alguns anos. “Uma vez me deram um pêndulo e me falaram que eu poderia procurar até água com ele. Tentei procurar no meu sítio e eu encontrei alguns pontos, mas como ainda não confiava em mim, resolvi contratar um senhor que andou com o pêndulo sobre o terreno e apontou os locais que tinha água, ele falou até a profundidade, 24m. Algum tempo depois, contratei empresa para fazer a perfuração, quando chegou em 24,2m começou a jorrar água e foi só aquele ponto, abrimos 70m, não teve mais nenhuma veia de água, naquele dia de fato eu virei radiestesista”, conta. Mas como era funcionário público e professor universitário levava a radiestesia como um hobby. Apenas há dois anos, resolveu assumir a área como um trabalho profissional. “Eu resolvi aceitar a minha sensibilidade e ir mais afundo. Tento usar isso num contexto de ajudar mais pessoas, quero criar uma técnica que realmente faça a diferença e que possa ajudar outras pessoas”. O reikiano acredita que quando a pessoa entende o ser humano além da carne e osso, não apenas como algo material, mas como algo mais profundo, passa a entender seu real papel nesse processo e como pode

sentir as energias dos ambientes e usá-las da melhor maneira possível. “A espiritualidade te ensina que você é algo a mais, não apenas um corpo que está aqui para comer, respirar e rezar, mas tem uma missão para interagir com o todo”. Júlio fez diversos cursos e especializações na área e além do pêndulo passou a utilizar outros equipamentos que captam a energia, como Dual Rod, Auramiter, Forquilha, Mesa Radiestésica, e vários instrumentos para se pesquisar questões de saúde humana e questões voltadas ao ambiente.

Mapeamento energético dos ambientes A radiestesia possibilita decodificar todas as vibrações que o inconsciente emite, mas que são normalmente impossíveis de serem interpretadas. A partir de seu estudo e com o uso de equipamentos específicos é possível fazer o mapeamento dessas vibrações ou energias dos ambientes. “Já vou com uma mochila cheia de parafernálias, tipo caça-fantasmas”, brinca. Com esses equipamentos faz-se o mapeamento de tipos de influências energéticas que podem vir do subsolo, para Júlio, a radiestesia é 80% ciência. Além da radiestesia, ele trabalha também com a radiônica, técnica que segue o princípio de que tudo o que existe e tem forma (vivo ou não), vibra em uma frequência própria, produzindo os mais variados tipos de radiação. Essa vibração pode ser irradiada a parwww.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

51


melhorserviço serviço OO melhor vistoriasveiculares veiculares dede vistorias Caçador! dede Caçador! Vistorias para Transferência, Vistorias para Transferência, Segunda CRV Segunda ViaVia dodo CRV ee Alteração Características Alteração dede Características para Carros, Motos, para Carros, Motos, Ônibus e Caminhões. Ônibus e Caminhões.

Fácil acesso Fácil acesso Amplo pátio Amplo pátio

Vistoriadores experientes Vistoriadores experientes Bom atendimento Bom atendimento Prêmios todo o mês Prêmios todo o mês Atendemos aos sábados Atendemos aos sábados

Venha fazersua sua Venha fazer vistoria coma agente! gente! vistoria com

52

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

tir de um ponto especifico ou pode ser uma combinação de frequências de elementos que se interferem mutuamente. “Quando a água passa no subsolo, a fricção dela com a rocha produz uma descarga elétrica e é isso que o radiestesista sente, tem sensibilidade a esses elementos”. Dar um simples aperto de mão e levar um choque, sentir calafrios involuntários, receber a visita de um conhecido e sentir que o ambiente ficou pesado ou mais feliz. De acordo com Júlio, todo mundo tem sensibilidade às energias do ambiente, porém não as desenvolve. Conforme explica, um ambiente possui fontes telúricas e fragmentações energéticas advindas das mais diversas situações. “Existe um livro chamado Casas que Matam e o termo é esse mesmo, as casas matam. Às vezes, as pessoas constroem as casas em lugares que não servem nem para chiqueiro, porque existem interferências do subsolo, cavernas, correntes de água, placas tectônicas, metais ou materiais orgânicos que produzem energias telúricas”. Conforme a técnica estudada e utilizada por Júlio, um cruzamento de águas embaixo da cama pode ocasionar insônia, dores de cabeça ou outra situação. “As fragmentações energéticas não respeitam fronteiras, elas sobem até a troposfera, não importa se você mora no 5° andar”, explica. De acordo com o estudioso, o simples fato de mudar a cama de lugar ou apenas arredá-la pode solucionar o problema. “O corpo humano tem a vibração de aproximadamente 6500 Angstroms (unidade de comprimento de onda), aquela vibração que vem do subsolo está gerando a 4000 Angstroms, não é que ela está te sugando, mas é que a tendência da natureza é existir um equilíbrio. Quando você deita na tua cama vem uma vibração bem inferior à tua qualidade de vida. Então, a tendência é a tua vibração começar a cair, aí você irá acordar cansado, pois não dorme direito e não entende o porquê e é pela questão energética”, exemplifica. De acordo com Júlio, algumas pessoas causam esse mesmo efeito. “Inconscientemente, as pessoas fazem esse mesmo papel porque elas giram em um fluxo energético mais baixo, então, quando estão perto de alguém com uma energia mais elevada, elas absorvem”. Além das energias telúricas, existem diversas outras formas de energia que influenciam um ambiente. “A palavra é uma energia, as cores são um tipo de energia. Em uma casa, quando a pessoa que morava lá emitia frequentemente uma energia de baixa frequência (brigas) através de sentimentos de raiva, ódio e mágoa, fica impregnado nas paredes, medimos isso como forma-pensamento. Os móveis usados trazem muitas informações e a tendência é a energia de tudo isso se equilibrar com você”, explica. Além disso, as condições climáticas e de temperatura também exercem grande poder de influência energética. “Existem estudos que afirmam que as formas emitem energias, não é à toa que as pirâmides são como são, isso é geometria sagrada.

Se as formas emitem ondas, a forma como foi construída nossa casa também emite. Exemplo: Em cima da tua cama tem uma coluna exposta que emite uma pressão energética, se a coluna fica bem em cima do travesseiro, a probabilidade é de a pessoa ter infinitas dores de cabeça”, comenta. Para minimizar os efeitos que essas estruturas causam são utilizadas formas, figuras e cores. “Às vezes, ter um quarto todo preto, por mais que a pessoa goste, psicologicamente, pode estar levando ela para uma situação menos alegre, o preto não favorece”.

Holístico, o todo Ilda Czerniack nem imaginava que um dia exerceria a profissão, que exerce já há dezesseis anos. “Um mero acaso me levou para essa área. Eu já frequentava centro espírita e recebia irradiações, mas no dia 1° de janeiro de 2000, por acaso, eu encontrei um material que falava muito da energia quântica e dessa busca pessoal pelo futuro. No final tinha uma receita de uma massagem holística. Eu comecei a estudar e aplicar em pessoas da família e de repente começou a aparecer uma clientela”, recorda. Inicialmente, Ilda começou a trabalhar com a massoterapia. “Na época eu estava desempregada e as coisas foram acontecendo muito rapidamente. De lá para cá, eu nunca mais parei de estudar. Estava em busca de curar a mim mesma, a minha depressão”, conta. Conforme ressalta, as terapias holísticas trabalham em todos os níveis: físico, emocional, mental, espiritual, holístico quer dizer o todo. “A massagem holística trabalha além do físico, todas as terapias alternativas trabalham as energias. A acupuntura fala dos meridianos, de um sistema energético que se localiza ao nosso corpo, é uma circulação que não é a sanguínea e que não está nos mapas do corpo humano, não é estudada nas aulas de biologias”, explica. Durante a massagem, Ilda trabalha para liberar as energias bloqueadas e os nódulos energéticos. “Como tudo é muito relacionado, as contraturas musculares podem interromper o funcionamento do estômago. E assim é com tudo, problemas de insônia, coração”.

A Deeksha Luzes apagadas, velas acesas, aroma de incenso, mantra em volume baixo e muita introspecção fazem parte de um clima necessário para que se possa doar ou receber a benção da unidade, ou simplesmente, Deeksha. Ilda iniciou na Deeksha em 2008 e precisou fazer um curso de iniciação para aprender a canalizar uma energia dourada através do chakra coronário e soltá-la pelas mãos. “A gente canaliza do cosmos, invoca o divino que cada um acredita, seja Jesus, Buda, Allah, a crença não importa, não tem conotação religiosa, todos nós sempre acreditamos em um criador e invocamos para que esse divino libere a energia para cada um”. Conforme explica, o canal energético é Dezembro 2016


aberto e basta elevar o pensamento e se conectar com o divino para ele vir. “A Deeksha é uma técnica para acalmar e nos libertar um pouco dos nossos pensamentos e da nossa mente que questiona tudo, que julga tudo. No momento da deeksha quanto menos pensamento estiver na mente melhor, o mantra é uma forma de se conectar e se concentrar mais”. Qualquer pessoa pode receber a Deeksha. Para doar é necessário fazer a iniciação e se transformar em um doador. “Tem pessoas que recebem um chamado para isso e outras simplesmente se mantem recebendo, o que também é um privilégio”. Ilda salienta que a Deeksha é uma forma de silenciar a mente. “A deeksha tende a silenciar aquela mente tagarela, dual, que está sempre julgando. Outro grande problema com a mente é a preocupação com o futuro. Nós vivemos em dois momentos que não são o agora. O presente que é o nosso grande presente, fica para trás. Nós não vivemos esse momento direito porque vivemos atrelados ao passado e ao futuro, isso são coisas da mente. O que passou não existe mais e o que há de vir ninguém sabe. Faz parte planejar, mas aí você faz de uma forma mais consciente. Sem uma atividade mental incessante, que te leva a um grande nível de ansiedade. A ansiedade por consequência nos leva a depressão e várias outras doenças”. Outro benefício da Deeksha é o despertar da consciência. Com a técnica, a terapeuta holística afirma que é possível conhecer a própria luz e sombra. “Nos conectamos com o mundo como um todo, reconhecemos que somos apenas células de um grande ser, que Dezembro 2016

é o universo, paramos de nos ver com grande importância e o resto pequeno”, afirma. O despertar, de acordo com ela, também leva a separar nossa mente da mente coletiva. “Muito do que sofremos e pensamos não é nosso, é da mente da humanidade. Existe a energia da mente coletiva, quando uma música começa a fazer sucesso, de repente estão todos cantando a mesma música. Com o tempo, recebendo a Deeksha, a mente vai despertando e começa a reconhecer o que é seu e o que é da mente coletiva”.

Polaridade Sistêmica Em um formato inovador e único, a terapia da Polaridade Sistêmica utiliza a base teórica dos arquétipos de Jung, a teoria dos campos fórmicos e o conhecimento da síntese das constelações familiares. Esses três campos estão presentes nessa terapia. Ao usar a escolha como método, o Sistema de Cura Essências da Deusa ajuda o cliente a acessar sua própria Sabedoria Sagrada, unindo-a a Sabedoria do Terapeuta Autorizado que facilita a sessão e ao próprio

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

53


Campo de Consciência criado durante a consulta. Por meio das Essências de Campo de Consciência eleitas, se tem uma visão exata de seis pontos: o Consciente, o Inconsciente, o presente, o que impede o avanço, o novo e o resultado esperado. Apesar de se utilizar de um composto líquido, a Polaridade Sistêmica também tem sua composição com faixas de vibração energética. Inicialmente, é feito um diálogo para que se possa direcionar as escolhas para um campo da vida. “O paciente vem até mim, conversamos, ele expõe o que acontece em sua vida e o que está buscando, para criar um campo energético sobre isso. Eu conduzo esse cliente a um estado mais interiorizado e ele faz escolhas utilizando uma mandala, que pode ser de diferentes épocas e culturas”. Escolhas feitas, interpreta-se a fórmula. “As cartas sempre têm uma grande sincronicidade e uma grande resposta. Por último, eu manipulo os florais com as essências que foram escolhidas”. Os florais da deusa são compostos líquidos extraídos da energia das flores e ativados com cristais e rituais que o tornam ainda mais especial. A alquimia dos florais é formada por flores de duna, mata atlântica, jardins e matinhos da ilha de Florianópolis, que oferecem seu pulso e luz para compor as fórmulas. Depois vem muitas alquimias, diluições e acréscimos, até que se tenha duas abordagens completas de cura e auxílio. Geralmente, as pessoas utilizam a técnica para tratar traumas físicos, psicológicos, espirituais e transgeracionalidade.

Microfisioterapia promove a auto cura De acordo com a microfisioterapia, muitas doenças e dores se devem a pequenas disfunções que se acumulam durante a nossa existência e terminam por enfraquecer o organismo. Essas disfunções podem ter como causa uma frustração, perdas, sentimentos de abandono, traumas que ocorreram na gestação, intoxicações e até mesmo memórias hereditárias. De acordo com a fisioterapeuta e especialista em microfisioterapia, Cristiane Ronzoni, a microfisioterapia ajuda o corpo a eliminar essas “cicatrizes” e a melhorar seu estado de saúde. “Ela auxilia o organismo a promover sua própria reconstituição, eliminando os vestígios emocionais e traumáticos. A microfisioterapia promove o tratamento por meio de toques específicos sobre a pele, que são as micropalpações, a fim de estimular o sistema nervoso a eliminar esses registros e restabelecer o equilíbrio físico e emocional”, explica. É uma técnica de origem francesa ainda pouco difundida no Brasil, onde existem apenas três mil microsfisioterapeutas. Assim como a maior parte das terapias alternativas, a microfisioterapia age na causa das doenças, que podem ser de várias origens: estresse, medicação em excesso, poluição, alimentação inadequada, traumas, cortes, rupturas, separações que causam 54

revista DO

RIOPEIXE RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

sobrecargas no sistema, geram um desequilíbrio em algum órgão e desenvolvem uma patologia, doença ou sintoma. “Com base em um mapa e com o estímulo do toque conseguimos datar a época da sobrecarga e, geralmente, os pacientes conseguem relacionar as datas a acontecimentos específicos que podem ter causado uma desordem, gerando a sobrecarga ao órgão”, afirma. No mapa utilizado pelos microfisioterapeutas estão listados os padrões dos locais em que devem ser feitas as micropalpações, conforme o período de vida: fetal, infância, adolescência e vida adulta. Ali também há uma lista de todos os órgãos e sua relação com os sentimentos. “Cada órgão tem relação com um sentimento. Por exemplo, fígado é irritabilidade ou raiva, tristeza é pulmão ou rim, sabendo isso fica mais fácil fazer o desbloqueio depois”. Em conjunto com a microfisioterapia, Cristiane também trabalha a nova medicina germânica e a reprogramação biológica. “A nova medicina germânica parte do princípio de que a partir de alguma situação de estresse, o corpo fica sobrecarregado e entra em algum conflito”. A partir das palpações, a microfisioterapeuta consegue identificar as datas e a origem dos traumas. Conforme Cristiane, enquanto apalpa, ela sente a energia, quando há qualquer bloqueio o sistema endurece porque essa memória está instalada, ou seja, a pessoa sofreu o trauma, estresse ou sobrecarga e com o enrijecimento o sistema avisa. “Faço testes físicos no corpo para ver se há algum bloqueio, tem os pontos específicos e para cada fase é uma palpação e um local diferente, se há bloqueio eu faço um controle global para ver em qual região o bloqueio está instalado e a data, o mapa me dá a data e eu questiono para o paciente se ele tem alguma lembrança para tentar entender o porquê daquele bloqueio”, explica. Nos pontos em que estão bloqueados, Cristiane faz o movimento de correção e reinforma ao sistema que ele tem que desbloquear. “As pessoas me questionam como eu sei que teve alguma separação naquela fase, mas não sou eu que sei, é o teste que apresenta o bloqueio, então eu reinformo o sistema que aquela memória está atrapalhando e precisa ser eliminada”. A eliminação, aliás, é realizada pelo organismo de várias formas.

De acordo com Cristiane, a maioria dos pacientes ficam com as reações ativadas nos primeiros dias pós sessão. “Se tem dor de cabeça fica com mais dor de cabeça, porque eu tenho que ir na causa e fazer com que o sistema faça a eliminação. As vias de eliminação são intestino grosso, bexiga, útero, ejaculação, glândulas sudoríparas, alergias, lágrimas, cera do ouvido. Para auxiliar o sistema nessa limpeza, peço para os pacientes tomarem muita água”. A segunda sessão, conforme a profissional, é apenas para retestar o sistema e confirmar que está desbloqueado. Para Cristiane, muitas situações encontram respostas com a microfisioterapia. “Tem dias que você está irritado e nem sabe o porquê, às vezes isso é em decorrência de um bloqueio que ocorreu lá na infância. Você queria uma bicicleta, não ganhou e aquilo te traumatizou, cada vez que você vê alguém com uma bicicleta fica irritado e nem percebe, isso se chama cronicidade. Quando você é criança, está no berço e cai, você pode ficar com medo de altura porque o sistema entende que cair de lugar alto é um trauma, então, fica uma memória gravada de medo, as micropalpações agem para eliminar esses bloqueios”, exemplifica. Conforme a microfisioterapeuta, o cérebro só reconhece o que vive. “As memórias ficam registradas, o sistema ativa depois e as pessoas não conseguem entender, com a microfisioterapia vamos nessas fases para tentar resgatar”. Cristiane é natural de Concórdia. Formada em fisioterapia há 16 anos, há seis trabalha com microfisioterapia. “Me apaixonei pela micro por ser uma técnica rápida, ela faz a estimulação, mas o próprio corpo é que faz a cura, eu só mostro o que precisa limpar, e o corpo faz o movimento de liberação”.

Dezembro 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

55


INFORME PUBLICITÁRIO

AS REFORMAS PROPOSTAS PELO GOVERNO ATUAL SÃO UM ATAQUE AOS DIREITOS TRABALHISTAS E SOCIAIS, QUE SÃO

CONQUISTAS DO NOSSO POVO!

56

revista DO

RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


DIRECTUS DIEM GIANNI LUCIO PARIZOTTO CONTRATAÇÃO POR MEIO ELETRÔNICO

Gianni Lucio Parizotto é advogado especialista em direito tributário pela UNIPLAC e Procurador do Município de Caçador desde 2007.

Dezembro 2016

Final de ano muitos consumidores optam por realizar suas compras de natal por meio eletrônico. Embora a preferência ainda seja – por questões de segurança e costume – realizá-las em loja física. No entanto, o comércio eletrônico foi regulamentado através do Decreto Federal nº7962/2013 e ainda assim, gera dúvidas tanto aos consumidores quanto aos comerciantes. De qualquer forma, a contratação por meio eletrônico deve obedecer a três aspectos: a informação clara e precisa a respeito do serviço, produto e fornecedor; atendimento facilitado ao consumidor e direito ao arrependimento. No que se refere à informação clara e precisa devem ser observados, por exemplo, incluídos os riscos à saúde e à segurança dos consumidores; a discriminação, no preço, de quaisquer despesas adicionais ou acessórias, tais como as de entrega ou seguros; condições integrais da oferta, incluídas modalidades de pagamento, disponibilidade, forma e prazo da execução do serviço ou da entrega ou disponibilização do produto; além de quaisquer restrições à fruição da oferta (como a voltagem de determinado produto). Quanto ao atendimento facilitado, há de se atentar para que seja disponibilizado um meio de confirmar imediatamente o recebimento da aceitação da oferta, colocando à disposição o contrato ao consumidor em meio que permita sua conservação e reprodução, imediatamente após a contratação; além de, utilizar meca-

nismos de segurança eficazes para pagamento e para tratamento de dados do consumidor. Já em relação ao direito de arrependimento, o art.49 do Código de Defesa do Consumidor, prevê que o consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, e que os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados. Para tanto, o consumidor poderá exercer seu direito de arrependimento pela mesma ferramenta utilizada para a contratação, sem prejuízo de outros meios disponibilizados, implicando a rescisão dos contratos acessórios, sem qualquer ônus. Também, o exercício do direito de arrependimento será comunicado imediatamente pelo fornecedor à instituição financeira ou à administradora do cartão de crédito ou similar, para que a transação não seja lançada na fatura do consumidor; ou seja efetivado o estorno do valor, caso o lançamento na fatura já tenha sido realizado. Assim sendo devemos todos nos precaver ao efetuar compras por meio eletrônico, para que não tenhamos surpresas indesejáveis, e se ainda assim isso ocorrer, possuirmos elementos suficientes para garantir nossos direitos de consumidores em eventual demanda administrativa ou judicial. É isso aí. Forte abraço!

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

57


REINO ANIMALIA PAULA LICHTENBERG

CINOTERAPIA

Paula Lichtenberg Graduada em Medicina Veterinária pelas Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu de União da Vitória. Apaixonada pelos animais, mas amante de gatos e cavalos, ela pretende se especializar e atuar na área de Reprodução em Equinos.

58

revista DO

RIOPEIXE

Há, pelo menos 12.000 anos, o ser humano mantém um elo afetivo com os animais, isso foi descoberto quando um fóssil de uma mulher abraçada a um cão ou lobo foi encontrado. Já a domesticação existe há 100.000 anos, realizada com lobos que cercavam o acampamento. Inicialmente, tinham os animais para proteção e, posteriormente, como animais de companhia. O uso de animais em centros de tratamento iniciou em 1792, em que pacientes com problemas mentais podiam cuidar de cães pertencentes ao local, notando-se melhora e pontos positivos. Então, passaram a chamar a técnica de Terapia Facilitada por cães (TFC) - a atual Cinoterapia - terapêutica facilitada por cães, visando estimular e reabilitar de forma geral o indivíduo em questão. Os principais pontos que a cinoterapia agrega ao paciente são: melhora da coordenação motora, de habi-

www.revistariodopeixe.com

lidades cognitivas e sócioemocionais e dos Componentes Cognitivos que são caracterizados pela capacidade do ser humano de manter e dirigir a atenção, usar a memória, capacidade de resolução de problemas, habilidade de organização, sequenciação e seriação; diminui a ansiedade, motiva o indivíduo, faz com que ele se sinta útil, estimula a prática das outras terapias, faz com que os pacientes sintam-se no comando, o que passa sensação de segurança, além de estimular a fala (comando de voz dados ao cão) tornar os indivíduos menos agressivos, mais comunicativos e com melhor relacionamento social, facilitando assim, a interação com psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e outras pessoas relacionadas. Profissionais da saúde garantem que esse contato libera substâncias que funcionam como analgésicas, relaxantes naturais, aliviam a dor e dão sensação de prazer, são elas as famosas serotonina e endorfina além, de diminuir a frequência cardíaca e pressão arterial, ou seja, um ponto positivo para pacientes cardíacos. Hoje em dia, já existem hospitais e outros centros que permitem a permanência de animais para auxiliar no tratamento dos pacientes. Os resultados positivos são significativos e a implantação da técnica só aumenta!

Dezembro 2016


Dezembro 2016

www.revistariodopeixe.com

revista DO

RIOPEIXE

59


60

revista DO

RIOPEIXE RIOPEIXE

www.revistariodopeixe.com

Dezembro 2016


Revista Rio do Peixe - 6º Edição