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Edição Nº 3 - Maio de 2007

Persona José Roberto Liói segue o exemplo de Guga para superar desafios

Quando a família dá jogo

INTERLIGA JÁ MOVIMENTA CLUBES E ACADEMIAS


DGABC Publicidade


Liga ABC de Tênis

Presidente: Maurício Ribeiro de Souza Vice-Presidente: Carlos Alberto S. de Souza Secretária Geral: Neusa S.Oguihara de Souza Tesoureiro: Mário Alberto O Cintra Corrêa Diretores de Esporte: José Manoel Sanches,Rodrigo Pavão, Edson Pereira dos Santos, Maurício Mattioli, Edmilson Silva, Ricardo A Coelho,Alexandre Baldoni,

Caros leitores Quando parei para escrever um pouco sobre as

novidades da Liga ABC de Tênis para esta edição, fiquei um pouco perplexo. Esta criança nem bem completou dois anos e já está dando muito o que falar. É claro que nem tudo são flores; a entidade busca ainda se firmar financeiramente e para isso precisamos buscar parcerias na iniciativa privada. É o que temos feito e, com certeza, em algum momento elas virão.

Marcelo O Capolupo Diretor Social: Odilon Malheiro Diretor de Cultura: Paulo Cunha Conselho Fiscal: Antonio Carlos Gomes, Selma Bueno, José Luís Cirino Suplentes: Cássio Vetorazzi e Devanilson Sanches Paradas www.ligaabcdetenis.com.br contato@ligaabcdetenis.com.br

Mas, apenas para elencar alguns dos assuntos que merecem ser colocados aqui para reflexão sobre o

crescimento da Liga é bom destacar o II Circuito ABC que vem recebendo número expressivo de inscrições, inclusive de pessoas de outros municípios que estão fora do Grande ABC.

Fone: (11) 4330-1258 CNPJ: 07.761.565/0001-30

Lançado há menos de dois meses, também merece

REVISTA da Liga ABC de Tênis

destaque o

Coordenação Editorial: Virtual Comunicação & Marketing Editor: Eduardo Borga (MTb 11.539) Editor Assistente: Nelson Tucci (Mtb 12.823)

Interliga, torneio que, aos poucos, irá se

transformar em referência de jogos entre clubes e academias, tal tem sido a garra e a determinação das equipes que dele têm participado. Também vem crescendo muito o número de participantes a partir de iniciativas

Repórteres: Daniela Dahrouge, Tatiana Ferreir a,

voltadas à divulgação dos torneios da nossa entidade.

Aline Brandi e Ana Carla Portela Fotos: Ana Paula Trajano Projeto Gráfico: Atta Comunicação e Marketing Programador Visual: Luís Marcelo Marcondes Colaboradores: Paulo Cunha e José Cirino Contato Comercial: Fones (11) 5542 3817 (11) 5543 4187 virtual.com.mkt@uol.com.br www.virtualcomunicacao.com

Além do site, que está passando por uma total reformulação, temos o Liga News, a Revista da Liga ABC e a parceria com o Diário do Grande ABC.

TIRAGEM: 2.000 Exemplares Impressão: Targ Gráfica e Editora DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

LIGA ABC DE TÊNIS

Maurício Ribeiro de Souza Presidente

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EDITORIAL A Revista da Liga ABC de Tênis chega à sua terceira edição com muito a comemorar. Faltando menos de 100 dias para completar dois anos (fundada em agosto de 2005) a entidade colhe resultados das iniciativas que vêm plantando. O II Circuito ABC de Tênis é um deles que, já nas três primeiras etapas, teve aumento de inscrições em quase todas as categorias, o mesmo acontecendo com o INTERLIGA. Esta edição procura registrar este crescimento e outros enfoques dentro do universo do tênis, com um destaque especial para os tenistas mais jovens, a partir da própria CAPA que traz uma matéria contando a história de uma família inteira dedicada ao tênis no ABC. Também no PERSONA destaque

Indice

ÍNDICE

Interliga II Circuito Liga ABC Ranking

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4

para um jovem campeão da Liga que, ainda hoje, se inspira em Guga para jogar. A revista também aborda as lesões em tenistas, traz DICAS para enfrentar certos tipos de jogadas, mostra a trajetória de um vencedor que um dia foi gandula e apresenta um RANKING parcial até a terceira etapa do torneio. Além de alguns destaques nos clubes da região, o leitor poderá refletir ou filosofar sobre posturas que adota em quadra ou na torcida durante os jogos e acompanhar o crescente movimento no torneio das DAMAS. Boa Leitura

08 05 06 07 08 11 12 14 16 18 22 25 Torcida 30

O Editor

Saúde Persona Damas Aquecimento

22 Especial Filosofia de vida Clubes & Academias

Pelo Mundo LIGA ABC DE TÊNIS


SAÚDE

Jovens são vítimas de lesões Se você é um (a) jovem tenista, na faixa dos 20 anos, e acha que raramente vai se contundir, atenção. Ao contrário do que se pode imaginar, são os (as) jovenzinhos (as) e não os “tiozinhos” que mais se machucam... O auge das lesões acontece na faixa etária entre os 16 e 35 anos de idade, quando o tenista está “bombando” nas quadras. Aliado a esse fator existe o crescente número de praticantes iniciando cada vez mais cedo no esporte. De acordo com Antonio Milani, médico especialista em ortopedia e traumatologia, cada esporte tem suas lesões características. “No caso do tênis, as mais comuns ocorrem nos membros inferiores, atingindo músculos, joelho, tornozelo e quadril, e nos superiores, destaque para cotovelos”. Um das lesões específicas do jogador de tênis é a lesão da panturrilha, conhecida entre os tenistas como a famosa “pedrada”. Outra é o tennis elbow, uma dor desconfortável que surge no cotovelo e demora a passar às vezes: é comum em praticantes de tênis de uma maneira geral, embora seja rara em competidores de elite. Ela ocorre devido a esforços repetitivos e, principalmente, a uma técnica inadequada na seqüência de alguns golpes como backhand principalmente quando realizado com uma só mão. CARTILAGEM É O PERIGO Para o médico, que também é diretor do Hospital IFOR de São Bernardo do Campo e professor da Escola Paulista de Medicina, as lesões mais difíceis de recuperação para o tenista são as de cartilagem e ligamentos. “Principalmente a de

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cartilagem que, inevitavelmente, vai evoluir com Lesão o tempo para uma artrose, limitando a “tennis elbow” performance do jogador”. tem recuperação Hoje as lesões podem ser tratadas dependendo demorada, da gravidade sem precisar “abrir o paciente”. A diz Milani artroscopia é muito utilizada; além de evitar alguns riscos normais que toda cirurgia tem, sua recuperação é mais rápida e menos traumática. “Se os bancos de tecidos no Brasil fossem menos burocráticos e de fácil acesso, tornaria mais rápido e até mais vantajoso a utilização de doadores, não precisando usar o implante do enxerto do próprio corpo”, pondera o dr. Milani. Fisioterapia é fundamental A par dos cuidados médicos, não se pode esquecer que a recuperação depende ainda da reabilitação. Para o ortopedista, “cada uma é responsável por 50%”, ou seja, o médico e os procedimentos que ele utilizar e o pós-atendimento, que engloba a fisioterapia e a preparação física. Quando o assunto é tempo de recuperação não existe uma formula mágica. Didaticamente considera-se que os músculos fiquem “de molho” por volta de seis a oito semanas. Já com os ligamentos e tendões o tempo é maior e dura de quatro a seis meses. Tudo depende do atleta e do grau da lesão. Conselhos para tenistas são: prudência e procurar os especialistas quando precisar. Com isto, terão um bom desempenho nas quadras, além freqüentá-las sempre.

Elas ajudam a aumentar as estatísiticas Nos últimos cinco anos, segundo estudos apresentados no 7o Congresso Mundial de Medicina e Ciência do Tênis, na Califórnia, no final de 2006, houve um aumento de lesões graves, principalmente no ombro e colunas que, somados, respondem por 21% do total, principalmente em mulheres. O médico Antonio Milani atribui os números ao aumento de pessoas que praticam esportes, mas nem sempre com adequado preparo fisiológico. “É importante procurar um acompanhamento médico e não simplesmente resolver começar a jogar no escuro”, adverte. Nas mulheres a incidência aumenta devido ao biotipo físico. São normalmente mais “delicadas” que os homens, embora não menos competitivas.

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PERSONA

Liói busca inspiração em Guga para se superar

Q

uando tinha apenas oito anos de idade, em 1997, o entrevistado de PERSONA desta edição, José Roberto Fernandes Liói, não entendia a importância da primeira conquista de um Grand Slam obtida por Gustavo Kurten. Três anos depois, quando Guga conquistou o segundo título e em 2001 quando sagrou-se tricampeão de Roland Garros, a vida do pequeno Liói mudou. Apoiado pelo pai Antonio Demétrio Liói que praticava tênis, cresceu acompanhando os passos do ídolo e não largou mais a raquete. Liói disputou torneios de duplas pela Federação Paulista de Tênis e foi o campeão da categoria MA1 no I Circuito ABC da Liga ABC de Tênis, no ano passado, embora tenha participado de apenas três das sete etapas. Atualmente com 18 anos e cursando o segundo ano de jornalismo, Liói sabe que são poucas as possibilidades de se tornar um destaque fora das disputas regionais, mas não pretende abandonar o tênis. Diz que aprendeu a ter domínio sobre os seus atos no dia-a-dia. Em fase de fisioterapia para melhorar a lesão, o futuro jornalista acredita que ainda há muito a ser feito pelo tênis. Entre os seus projetos pessoais ele inclui uma especialização em jornalismo esportivo. Revista da Liga - Guga foi o

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Mesmo sem jogar, Liói continua focado no II Circuito

seu grande exemplo e inspirador? Liói - Sem dúvida; quando eu tinha 11 anos fiquei meio pirado com as vitórias dele e a forma como ele se superava em quadra. O Máster Cup realizado em Portugal e o tri em Roland Garros foram coisas inesquecíveis.

“Pretendo continuar participando da Liga, pois os jogos são muito próximos em termos de distância” E como foi o seu primeiro contato como tênis? Meu pai (Antonio Demétrio Liói) jogava e começou a me levar para o esporte. Acabei gostando e fiquei; hoje meu pai é que desistiu de jogar tênis, embora ainda seja bastante novo. Tem apenas 54 anos e, vejo muita gente jogar, e jogar bem, com esta idade nos torneios. Particularmente, acho que meu esporte tinha mesmo que ser o tênis. No futebol sempre estava

jogando no gol; com as mãos. Então acabei colocando a raquete na mão e descobrindo o tênis. No I Circuito ABC de Tênis você não disputou todas as etapas, mas conseguiu ser o campeão em sua categoria. A que você explica esta vitória? Eu entrei pra valer na 5ª e na 6ª etapas, nas quais fui campeão, mas acabei perdendo no Máster. Porém a pontuação geral acabou me permitindo ficar com o título. Dentro da quadra só posso dizer que a palavra superação não saía da minha cabeça. Eu pensava muito naqueles jogos históricos do Guga, quando ele se recuperava numa partida quase perdida. A propósito de torneio na região, como você avalia a criação da Liga ABC de Tênis para o esporte? Eu não tenho mais pretensão de ser profissional; no Brasil é muito difícil conciliar estudos com o esporte. Mas gosto de disputar os torneios. Vou continuar participando da Liga porque os jogos são muito próximos em termos de distância; de pre ferência em quadras rápidas. Gosto de jogo mais batido, com mais velocidade. Para isso trieno duas vezes por semana. No momento estou com uma lesão e me mantenho afastado das quadras, mas volto no segundo semestre.

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Encontro de Damas atrai novas participantes Para algumas tenistas, o tênis é uma forma de perder peso e melhorar o condicionamento físico. Existem aquelas, que encaram como uma forma de diversão e uma oportunidade de fazer novas amizades. Têm outras, que levam o esporte a sério e buscam acumular títulos e vitórias. O motivo não importa, o fato que merece destaque é o crescente número de tenistas acima dos 35 anos que participam do encontro de damas promovido pela LIGA ABC desde 2006. “Logo no primeiro encontro deste ano já apareceu um grande número de novas tenistas, o que é um bom sinal e prova que estamos no caminho certo”, disse Irene Martins Drumond, uma das organizadoras do evento desde sua primeira edição. A procura é tanta que a LIGA aumentou esse ano o número de encontros de cinco para nove. Até agora, quatro encontros foram realizados. Até dezembro acontecerão mais cinco. Para a I Encontro: O primeiro encontro de 2007 aconteceu dia 05 de março no Clube Mesc em São Bernardo e contou com a presença de 31 tenistas, entre elas, Ana Baretti, Tereza Anhê, Orozina Fonseca do Tênis Clube de São Caetano (que pela primeira vez participou do evento). Vencedoras: Categoria A: Shigueko Minami (campeã-24 pontos) e Irene Martins Drumond (vice-20 pontos); Categoria B: Zélia Oliveira (campeã-20 pontos) e Terezinha Rhoen (vice-19 pontos) e Categoria C: Milka Mitsujima (campeã-24 pontos) e Sônia Takemoto (vice-23 pontos).

DAMAS

Da esquerda para a direita: Isaura Assano, Fujiko Suzuki, Maria do Socorro, Maria Steffens e Dulcinéia Teixeira

representante comercial Izaura Assano, que mora em São Paulo, treina no clube Nippon em Arujá e que uma vez por semana joga com as amigas no Parque do Ibirapuera, participar do II Encontro de Damas, foi uma experiência muito boa. “É a primeira vez que participo, não conhecia ninguém, mas gostei. Vou querer participar dos próximos”, afirmou. “A gente não depende só do nosso desempenho e sim da nossa parceira também. Além disso, temos que entrar confiante e procurar jogar por um bom resultado“, explicou a tenista Dulcinéia Teixeira Soares do Aramaçan.

II Encontro: O segundo encontro foi realizado dia 19 de abril no Clube Aramaçan de Santo André e contou com a presença de 26 tenistas. O encontro foi marcado pelo equilíbrio e na categoria B houve até um empate entre duas tenistas que dividiram o título de vice-campeãs. Vencedoras: Categoria A: Maria do Perpetuo Socorro (campeã-18 pontos) e Fujiko Suzuki (vice-18 pontos); Categoria B: Maria Sueli Riquete Steffens (campeã-24 pontos) e Miriam V. San Miguel e Zélia Carneiro Oliveira (vices-16 pontos) e Categoria C: Dulcinéia Teixeir a Soares (campeã-17 pontos) e Izaura Assano (vice-16 pontos)

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Tereza Anhê durante II Encontro de Damas

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Jogo

Cabeça

A coluna AQUECIMENTO desta edição revela a dica do técnico e professor Rodrigo Pavão, da Academia Pavão Tennis, que explica como o uso de táticas e estratégias tornam o jogo de tênis mais interessante e competitivo. Para ele, o empenho em utilizar um plano préestabelecido nas partidas e dispor de uma boa disciplina mental faz toda a diferença para alcançar vitórias.

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a

AQUECIMENTO

Fique atento aos detalhes: O melhor modo de obter uma melhora, em um curto espaço de tempo, é compreender e usar melhor todas as oportunidades para ganhar vantagem. Especialmente as pequenas, que são as que os jogadores negligenciam por causa da ignorância ou da preguiça. Fique atento ao jogo do adversário. Se ele minou sua esquerda da última vez, pense em como evitar que a mesma coisa aconteça desta vez. Se o saque dele é fraco, vá para cima, e tire proveito disto. Mesmo se você joga sempre com as mesmas pessoas, (o que abafa o seu tênis), é importante zerar o jogador específico num determinado dia. Coloque a sua mente no adversário. Se vocês vêm jogando regularmente, pode ser mais vantajoso rever e ajustar as suas táticas, porque você já tem informação acumulada sobre o oponente e ele sobre você.

Na sua forma mais básica, o seu plano, inclui o modo como você responde as questões: Qual a melhor arma do meu oponente? Qual o seu ponto fraco? Qual o melhor golpe, e como posso dirigi-lo para a fraqueza do meu oponente? O que eu posso fazer para manter o meu oponente afastado das minhas fraquezas?

O plano de jogo: A estratégica supõe a elaboração de um plano geral ou esquema de jogo, enquanto que a tática é a colocação em prática deste plano durante o jogo. Com dois jogadores igualmente pouco habilidosos, aquele que for consciente da busca dinâmica por uma vantagem, oportunidades e brechas antes, durante e pós a partida, irá vencer. Dizem que o tênis é como um jogo de xadrez. Os jogadores devem organizar um plano de jogo, programar como iniciarão a partida, ter em mente o que vai ser feito. Os jogadores devem pensar nas jogadas antes de iniciá-las, organizar a seqüência de rebatidas, considerando, inclusive, as possíveis variações e alterações as quais deverão reagir. Conhecer o jogo do adversário, mesmo quando a alta velocidade de troca de bolas dificulta o tempo de reação, dará chance para antecipação das jogadas.

Pontos fracos do adversário: Os jogadores podem apresentar diversos tipos de fraquezas. Observe os golpes fundos. Geralmente um dos lados é mais fraco que o outro. Explore então esse lado. Bolas altas e profundas são difíceis devolver para os jogadores principiantes. Geralmente, os jogadores apresentam mais dificuldades em executar os golpes em movimento do que em posição estável.

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Pensar em tudo isso para o jogador iniciante pode confundi-lo em quadra, já que ele ainda não tem total domínio de seu jogo. Nesses casos, o importante é manter a regularidade. Explore jogadas - Vantagens dos golpes fundos: - obriga o adversário a retroceder - obriga o adversário a devolver bolas que pingam alto - permite fechar muitos ângulos - obriga o adversário a jogar desde uma posição distante, o que diminui sua precisão. - força o adversário a devolver bolas curtas, oferecendo a possibilidade de abrir ângulo com nosso próximo golpe.

Faça com que eles não tenham tempo para parar e rebater a bola.

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Top Spin Publicidade

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Interliga agita clubes e academias da região Um antigo ditado popular sustenta a tese de que “quem tem pressa come cru e quente”. E nada melhor que um dia após o outro pra confirmar o velho adágio e, ao mesmo tempo, comemorar o sucesso do Interliga – torneio idealizado pela Liga ABC de Tênis entre os clubes e as academias. Agora, com vários atletas e dirigentes comprometidos com a iniciativa, a competição mostra que veio pra ficar e já apresenta os primeiros campeões: o Tênis Clube de São Caetano e o clube Aramaçan, de Santo André que venceram respectivamente, nas categorias PM1 (Principiante Masculino até 34 anos) e PM2 (Principiante Masculino acima de 35 anos). O clima de torcida e empolgação tem sido forte no torneio disputado à semelhança da Copa Davis. Podem ser inscritos de dois a cinco jogadores por categoria. Em cada confronto são realizados dois jogos simultaneamente. Apoio total A experiência do Interliga no ABC tem sido recebida com aplausos pelos diretores de clubes e academias e também pelos atletas. Basta acompanhar um dos jogos para sentir a empolgação dos participantes. César Liberato, que disputou e venceu o PM2 pelo Aramaçan, acredita no sucesso do torneio, mas prefere falar com cautela sobre futuras partidas: “Não é nada fácil não; as partidas são muito disputadas; final é sempre complicada” – conclui destacando que este é o terceiro título em sua carreira. Já o seu parceiro de equipe, Danilo Dea de Oliveira, procura ver também o lado da sociabilidade e novas amizades que o torneio oferece: “É muito importante esta iniciativa, principalmente pela confraternização que ela proporciona entre as pessoas e os clubes” - destaca. Outros jogadores e técnicos que acompanharam o Interliga desde o início também têm elogios a “A iniciativa favorece a confraternização” Danilo de Oliveira

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“Estatística é mais importante que a matemática” Mário Matos

fazer ao torneio. É o caso do matemático Mário Matos, da equipe da Tênis & Cia: “O Interliga é muito bom, mas em quadra vale mais a estatística do que a matemática” – brincou, logo após uma Jean Pasquini enfrenta das partidas dispuDanilo de Oliveira no tadas na Pavão INTERLIGA Tennis. Seu parceiro, Luiz Vitalino dos Santos, prefere definir a competição como uma “rivalidade saudável”. Ele nunca havia disputado um torneio, mas agora está otimista: “Agora vou disputar tudo; inclusive o Circuito ABC; isso é muito bom” – conclui. Quem também está otimista é o técnico e professor Francisco Olmos, da Academia Red Tênis. Acompanhando seus alunos em outras academias durante o Interliga, ele destaca a importância do torneio para desenvolver a competitividade entre os alunos: “É muito importante pra quem está começando no tênis também; a gente acompanha a moçada e estimula a jogar mais”- explica. Outro técnico que também mostrou empenho em quadra na orientação de sua equipe foi o professor Nagib Fuganholli, da Tênis & Cia. Ele garante que vai entrar em quase todas as categorias e explica as razões: “Essa disputa acaba unindo atletas e academias e clubes; ela também favorece uma integração maior entre treinador e alunos” - enfatiza Fuganholli ao reforçar que a competição é saudável e seletiva. Mais detalhes e datas podem ser confirmados no site: www.ligaabcdetenis.com.br. “As partidas são muito disputadas.” Cesar Liberato

“Disputa une atletas.” Nagib Fuganholi

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II Circuito é sucesso de inscrições e público O II Circuito ABC de Tênis não está nem na metade e já tem muito o que comemorar. As duas primeiras etapas do torneio, disputadas na Academia Top Spin & Big Ball em São Bernardo e Academia Pavão Tennis, em Santo André bateram recordes de inscrições. A terceira etapa, que terminou no último dia 12, no Clube Mesc em São Bernardo seguiu o mesmo caminho e bateu o

Marcos Vasconcelos jogou n o amistoso entre cadeirantes e não-cadeirantes que abriu o torneio.

recorde de inscrições do ano passado. Criado pela LIGA ABC em 2006, o Circuito ABC teve naquele ano seis etapas mais a disputa do máster que reuniu os oito primeiros tenistas mais bem classificados no ranking ABC em cada categoria. Agora em 2007, o II Circuito ABC terá 11 etapas mais o máster. E as diferenças não param por aí.

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Para efeito de disputa do máster serão computados apenas os sete melhores resultados de cada tenista durante o ano. Para o professor Claúdio Ribeiro, que atuou como árbitro durante a primeira etapa, as mudanças tornaram o torneio ainda melhor. “Esse ano a etapa Top Spin do Circuito foi melhor do que no ano passado. As categorias foram mais bem divididas, os jogos foram bem disputados e o nível técnico dos atletas está excelente”. Outra mudança diz respeito à cobertura do evento. Com o apoio do Diário do Grande ABC, todos os sábados uma página do caderno de esportes do jornal traz matérias e fotos do campeonato. Muitos tenistas já sentiram na pele a sensação de ter suas histórias contadas no jornal. CADEIRANTES 1ª Etapa – Um desafio inédito entre dois tenistas cadeirantes contra dois não – cadeirantes marcou a abertura do II Circuito ABC de Tênis na Academia Top Spin & Big Ball. Além da lição de superação em quadra que agradou ao público que foi conferir de perto a partida de duplas, a primeira etapa do ano comemorou ainda um recorde de inscrições: 220 atletas participaram do torneio. Vencedores: Vinícius Presas Rodrigues (1M1), Rafael Nunes Rosa (3M1), Renato Veneziano Toniol (4M1), Adriano Ribeiro do Nascimento (5M1), Marcos Vinicius Borges (PM1), Carlos Roberto Cortegoso (1M2), Reinaldo Reato (2M2), José Aparecido Florêncio (3M2), Raul Eulálio de Faria (4M2), Élcio Kogati (5M2), Ednílson Pereira Motta (PM2), Gregório Martinez Sanchez (VM), Shigueko Minami (2F2), Kátia Thomaz Sanches (3F2), Mariana Fernandes Triveloni (4F1), Silmara Bianchini Prado (4F2), Rodrigo Vieira Campos (MM) e Enrique Bianchini Bogo (MI). 2ª Etapa - A segunda etapa foi disputada na Academia Pavão Tennis, em Santo André. As três quadras da academia ficaram lotadas e para dar conta da grande demanda de jogos, já que novamente houve recorde de inscritos em relação à etapa de 2006 (196 inscrições no total), foi necessário realizar algumas partidas durante a semana.

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Vencedores: Hélio Romeu Soares Filho (1M1), Israel da Silva Oliveira (3M1), Bruno Louzada Mollo (4M1), Adriano Ribeiro do Nascimento (5M1), Pedro Henrique Moreno (PM1), Cláudio Alves Lago (2M2), Rafael Oliveira (3M2), Raul Eulálio de Faria (4M2), Fernando Sodré da Nóbrega (5M2), Ednílson Pereir a Motta (PM2), Yoshimi Shimamoto (VM), Mariana Fernandes Triveloni (4F1), Eliane Vicuna (4F2), Rodrigo Vieira Campos (MM) e Enrique Bianchini Bogo (MI). 3ª Etapa - A terceira etapa foi disputada no Clube Mesc, em São Bernardo do Campo onde teve grande número de tenistas disputando as diversas categorias. A etapa também marcou a promoção de dez tenistas, que devido ao bom desempenho nas duas primeiras etapas do ano subiram de categorias. ( matéria na página 14). Vencedores: Wandre Cavalcanti (1M1), Cassiano Nascimento (3M1), Rodrigo R. Lima (4M1), Vinicius Zioli Romo Martins (5M1), Marcelo M. da Silva (PM1), José Roberto Salla (1M2), José Aparecido Florêncio (2M2), Cleiton Mesquita Pereira (3M2), André Oliveira (5M2), Rogério Novelli (PM2), Jorge Koga (VM), Shigueko Minami (2F2), Maria Sueli Steffens (3F2), Andréia Ribeiro de Souza (4F1), Maria Cristina de Matos (PF1) e Renan Naves (MI).

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Gilmar José Biasi durante jogo do II Circuito

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Liga promove 10 tenistas e mantém nível da disputa Após duas etapas do II Circuito ABC de Tênis, a diretoria da LIGA ABC, que organiza o torneio, promoveu dez tenistas de classe, devido ao bom desempenho nos jogos disputados na Top Spin e Pavão Tennis. Segundo a secretária da LIGA ABC, Neusa Oguihara essas mudanças servem para manter o equilíbrio da competição. “Estão ocorrendo estas promoções após avaliação da Diretoria Técnica, através dos resultados (placar) dos jogos e desempenho do tenista na quadra. Estas promoções podem ocorrer de acordo com o Regulamento de Contagem de Pontos (que está disponível no site da LIGA ABC)”. Para o tenista do Aramaçan, Pedro Henrique Zangirolami Moreno, 16 anos que passou da categoria Principiante Masculina até 34 anos para a 5ª Classe isso foi um prêmio a sua dedicação nos treinos. O tenista que antes de entrar na LIGA treinava apenas duas vezes por semana, aumentou para cinco o número de dias dedicados aos treinamentos depois da primeira etapa. Tudo isso para conseguir ser campeão. O trabalho duro deu certo e mais que o primeiro troféu conquistado, junto veio a promoção de categoria.

“Eu jogo tênis desde os meus 14 anos, mas só há dez meses que decidi me empenhar de verdade nos treinamentos. Quando eu venci a etapa do Pavão Tênis e fiquei sabendo que iria mudar de categoria, senti um pouco de receio. Mas como eu quero que esse troféu seja o primeiro de muitos, e sei também que agora vai ficar um pouco mais difícil, já que vou enfrentar tenistas um pouco mais experientes, o segredo vai ser treinar, treinar e treinar“. Requisitos para a alteração: Realizar, no mínimo, 15 jogos válidos e obter a média, conforme Item 4 - Tabela de Médias. Porém, a qualquer tempo, a Diretoria Técnica, se julgar necessário, poderá alterar a classe do tenista que estiver causando desequilíbrio à categoria em que estiver participando.

Saiba quem são os promovidos: Adriano Ribeiro do Nascimento (MESC) - 5M1 para 4M1 Ednílson Pereira Motta (PAVÃO)- PM2 para 5M2 Enrique Bianchini Bogo (FORD) – MI para 5M1 Fernando Sodré da Nóbrega (MESC) - 5M2 para 4M2 José Aparecido Florêncio (ARAMAÇAN) - 3M2 para 2M2 Paulo Gonçalves (FORD)- 5M2 para 4M2 Pedro Henrique Zangirolami Moreno (ARAMAÇAN) - PM1 para 5M1 Peterson Meceguel Gonçalves Dias (AVULSO) - PM1 para 5M1 Rafael Oliveira (ESPAÇO TENIS) - 3M2 para 2M2 Raul Eulálio de Faria (FORD) - 4M2 para 3M2

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Enrique Bogo: um dos que subiram de categoria este ano

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Ranking ABC O ranking parcial apresentado nesta página traz a classificação dos 15 primeiros colocados em cada categoria que está sendo disputada no II Circuito ABC de Tênis. O número de participantes em cada categoria reflete o quadro de interesse pelo torneio e o perfil etário dos tenistas inscritos. Os nomes dos demais classificados podem ser conferidos no site: www.ligaabcdetenis.com.br 4M1 - 4a. CLASSE MASCULINA ATÉ 34 ANOS Renato Veneziano Toniol (AVULSO) 220 Renato Luiz Alba (MESC) 220 3 Rodrigo Rodrigues de Lima (PAVÃO) 200 1

4 5 6 7 8 10

15

1 2

Bruno Louzada Mollo (PAVÃO) Adriano Ribeiro do Nascimento (MESC) Anderson da Silva Araujo (AVULSO) Emerson Martins dos Santos (MESC) Glauco Pinheiro da Cruz (PAVÃO) Devanilson Sanches Paradas (MESC) Ricardo Yoiti Nagano (MESC) Paulo Cunha (ARAMAÇAN) Marcio Ter aoka (AVULSO) João Carlos Sencine Alminana (ARAMAÇAN) Danillo Mitsujima (TENIS & CIA) Fabio Ribeiro De Souza (TOP SPIN BIG BALL)

180 160 120 100 80 80 60 60 60 60 60 40

2M2 - 2a. CLASSE MASC. ACIMA DE 35 ANOS Claudio Alves. Lago (FORD) 300 Reinaldo Reato (SBTC) 220 Jose A. Florencio (ARAMAÇAN) 220

4 5 6 7 8 9

Alexandre A. Rosa (MESC) Luiz Carlos Silva (FORD) George V. Mihailoff (MESC) Gilmar Moreira (ARAMAÇAN) Dionel Angelo Muratt (FORD) Jose Topcin (ARAMAÇAN)

160 140 110 100 90 80

10

Rafael Oliveira (ESPAÇO TÊNIS)

60

3F2 - 3a. CLASSE FEMININA ACIMA DE 35 ANOS 1 Denise Passos da Silva (ARAMAÇAN) 180 2 Katia Thomaz Sanches (TENIS ABC) 120 Maria Sueli Riquete Steffens (MESC) 120 4 5

8

Aparecida Akemi Masuda (AVULSO) Miriam V. San Miguel (MESC) Nilza Shimamoto (FORD) Araci Ter aoka (AVULSO) Ivone Hitomi Hiraoka (AVULSO)

100 80 80 80 60

4F2 - 4a. CLASSE FEMININA ACIMA DE 35 ANOS 1 Silmara Bianchin Prado (ARAMAÇAN) 300 2 Eliane Vicuna (ARAMAÇAN) 160 Elizabete Da Costa (ARAMAÇAN) 160 4 6 7 8

Claudia Carvezan Dias (TC SCS) Selma Regina Bueno (ARAMAÇAN) Vanilda Oliveira (ARAMAÇAN) Bregitte Hellmich (TENIS & CIA) Mariley Bertaco (PAVÃO)

220 220 120 220 60

PF1 - PRINCIPIANTE FEMININO ATÉ 34 ANOS 1 Maria Cristina de Mattos (TC SCS) 120 2 Vanice C. Gonzales de Souza (MESC) 100 3 Ana Paula C. Oliveira (MESC) 80 Graziele Ferreira Pacheco (AVULSO)

16

80

1 2 3

MM - MASCULINO MIRIM ATÉ 11 ANOS Rodrigo Vieira Campos (TENIS & CIA) 240 Vinicius R. dos Santos (TENIS & CIA) 200 Matheus Rodrigues Biassi (AVULSO) 80 Vitor A wada Tarcha (RED TENIS) Leonardo C. G. Costa (TOP SPIN BIG BALL) Pedro Fusco Nicolau (TENIS & CIA)

80 80 80

PM2 - PRINCIPIANTE MASC ACIMA DE 35 ANOS 1 Rogério G. Novelli (TCSCS) 420 2 Paulo R. Mandelli (ARAMAÇAN) 380 3 Jose P. A. dos Passos (ESPAÇO TENIS) 360 4

7 9 11 13 15

Juan J. Santos Neves (ESPAÇO TENIS) Denis Daniel Ferraz (ESPAÇO TENIS) Anderson Rufino da Costa (TCSCS) Percival Oliveira (ESPAÇO TENIS) Alécio Castaldelli Jr (TCSCS) Andre Rossi (MESC) Homero C. Morabito (ESPAÇO TENIS) Flavio Antonio Mandelli Pinol (PAVÃO) Roger Rocha (TCSCS) Sidnei Batista Cavini (ARAMAÇAN) Katsumi Mauro Miyoshi (PAVÃO) Otacilio Santos (ARAMAÇAN)

320 300 300 280 280 260 260 240 240 220 220 200

4M2 - 4a. CLASSE MASC ACIMA DE 35 ANOS Paulo Gonçalves (FORD) 200 Jose Roberto Lambert (ARAMAÇAN) 200 3 Paulo Cunha (ARAMAÇAN) 180 1

5

8 10

15

1 2 3 4

7 9

1 2 3 4 5

João Carlos S. Alminana (ARAMAÇAN) Nilton Luiz Simas (FORD) Jose Eduardo Dias (FORD) Rogerio Takashi Yamane (SBTC ) Jose Donizeti de Souza (MESC) Emerson Martins dos Santos (MESC) Mitsuo Utsunomia (AVULSO) Norberto Padovanni Pinto (PAVÃO) Devanilson Sanches Paradas (MESC) Max Steiner (FORD) Elcio Kogati (SBTC) Eduardo Gobatti (SBTC) Walter de Mattos (SBTC) Mário José Mendonça (FORD) 18 Renato Gamba (AVULSO) Jose Carlos P. Reigada (CITY SPORTS) Fernando Sodré da Nobrega (MESC)

180 160 160 160 120 120 100 100 100 100 100 80 80 80 60 60 60

1M1 - 1a. CLASSE MASC ATÉ 34 ANOS Vinicius Rodrigues (TENIS & CIA) 220 Rafael Nunes Rosa (MESC) 200 Fabiano C Chaves (PAVÃO) 1 60 Helio Romeu Soares Filho (PAVÃO) Vandre Cavalcanti (PAVÃO) Israel da Silva Oliveira (PAVÃO) Vitor Zabucas Begara (TENIS & CIA) Heitor Rodrigues (TOP SPIN BIG BALL) Cassio Vetorazzi (ESPAÇO TENIS) Celio Vega Bexiga (MESC) Jose Roberto Fernandes Lio i(FORD)

120 120 120 100 100 80 80 80

4F1 - 4a. CLASSE FEMININA ATÉ 34 ANOS Mariana Fernandes Triveloni (MESC) 340 Andréia R. Souza (TOP SPIN BIG BALL) 300 Priscila Nakamura Pfeiffer (PAVÃO) 240 Bruna Cristina Cobo Mellaci (FORD) Erika Schiersner (PAVÃO)

200 100

LIGA ABC DE TÊNIS


3M2 - 3a. CLASSE MASC ACIMA DE 35 ANOS 1 Cleiton M. Pereira (ARAMAÇAN) 220 2 Odinir Penteado de Souza Jr (MESC) 200 Gilmar Guilherme Pereira (MESC) 200 5 6 7

10 11 13

Raul Eulálio de Faria (FORD) Flavio B. Bedinelli (RED TENNIS) Amilcar Junqueira (ARAMAÇAN) Pedro Topciu (ARAMAÇAN) Jose Luiz Cirino (ARAMAÇAN) Haruo Asai (FORD) Marcelo Farina Blass (FORD) Wilson Kiyoharu Onodera (PAVÃO) Eduardo Borga (ARAMAÇAN) Edson de Sobral (AVULSO) Jorge Cezar Liberato (AVULSO)

200 180 160 140 140 140 120 80 80 40 40

MI - MASCULINO INFANTIL DE 12 A 14 ANOS 1 Renan Naves (ESPAÇO TENIS) 280 2 Enrique Bianchini Bogo (MESC) 240 3 Leonardo Vieira Campos (TENIS & CIA) 220 5 6 7 9

12 13

Marcos Vinicius de A. Silva (AVULSO) 220 Gustavo Henrique Bonotto (TC SCS) 180 Lukas Dias Valente da Silva (FORD) 140 Felipe M. de Silveira Rodrigues (TC SCS) 120 Gustavo Sebastiani de Oliveira (TENIS & CIA) 120 Thiago Duarte de Brito (TC SCS) 100 Diego Gonzales de Souza (MESC) 100 Fabio Dias Bergamo (MESC) 100 Otavio Brietzke (MESC) 80 Andre Von R andow (TC SCS) 60 Rafael Papadopoli José (TENIS & CIA) 60 William Topfstedt (AVULSO) 60

Ranking ABC 5M2 - 5a. CLASSE MASC ACIMA DE 35 ANOS Andre Eduardo de Oliveira (TCSCS) 220 Jorge Tadeu Batista Capelão (MESC) 220 3 Sinval Barbosa de Souza (MESC) 180 1

4 6 7

13 15

5M1 - 5a. CLASSE MASCULINA ATÉ 34 ANOS Vinicius Zioli Romo Martins (MESC) 220 Fabricio Fonseca Bianchi (MESC) 200 Otavio Gabriel Polezei (FORD) 180

5 7 8 9 11

4 6 7 9

15

Douglas Alex F aria Feijes (ARAMAÇAN) Pedro Henrique Z. Moreno (ARAMAÇAN) Carlos Frederico Padial (MESC) Jose C. da Conceição (ESPAÇO TENIS) Roberto G. Magalhães (AVULSO) Inácio de Loiola Mantovani (PAVÃO) Fernando Kanashiro (AVULSO) Rodolpho Pfeiffer Jr (PAVÃO) Fabio Rogerio Verzbickas (TENIS & CIA) Emerson Artur Franco (AVULSO) Peterson M. Gonçalves Dias (AVULSO) Enrique Bianchini Bogo (MESC)

160 160 140 120 120 100 100 100 100 100 100 80

VM - VETERANOS MASC ACIMA DE 60 ANOS 1 Gregorio Martinez Sanchez (MESC) 280 2 Juvencio Leite Sampaio (MESC) 200 Luiz Carlos Ferracciú (TENIS & CIA) 200 6 8 9

Yoshimi Shimamoto (MESC) Jorge Koga (MESC) Ennio Furlani (MESC) Helio Zanoni (AVULSO) Zildo Pedro Latini (MESC) Antonio Pichinin Neto (MESC)

200 200 180 180 120 100

2F2 - 2a. CLASSE FEMININA ACIMA DE 35 ANOS 1 Shigueko Minami (AVULSO) 240 2 Rosana A. de Moraes Souza (MESC) 180 3 Maria Janete Abe (MESC) 160 4 5

Kazue Suguimoto (MESC) Rosana Zioli Romo Martins (MESC)

LIGA ABC DE TÊNIS

100 80

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1 2

Guilherme A. H. Mesquita (ARAMAÇAN) Felipe Moraes M. da Silva (PAVÃO) Jean Cesar Pasquini (PAVÃO) Danilo Dea de Oliveira (ARAMAÇAN) Guilherme Medeiros de Almeida (PAVÃO) Iuri Gladcheff Cristofaro (TC SCS) Aylton Takayuki Sonehara (MESC) Alexandre A. Rebelo (ESPAÇO TENIS) Rogerio Luis Calabrez (RED TENNIS) Anderson dos Reis Suave (PAVÃO) Pedro Ivo Gonçalves Mendonça (MESC) Mauricio Corregio (AVULSO)

320 300 300 280 260 240 240 220 220 200 200 180

1M2 - 1a. CLASSE MASC. ACIMA DE 35 ANOS Helio Romeu Soares Filho (PAVÃO) 200 Carlos Roberto Cortegoso (MESC) 180 Jose Roberto Salla (MESC) 180

4 6

9

13 14

1 2

140 140 130 120 120 120 120 120 120 100 100 90

PM1 - PRINCIPIANTE MASC ATÉ 34 ANOS Alexander G. de Aguiar (PAVÃO) 420 Marcelo Manoel da Silva (MESC) 340 Everton Fernandes da Silva (AVULSO) 320

1 2 3

13

1 2 3

Enri Pedretti (MESC) Marcio Mellaci (FORD) Ednilson Pereira Motta (PAVÃO) Elvio Floresti Junior (SBTC) Marcello Raul Pereira (MESC) Orlando Penna Ferreira (SBTC) Osmar de Sousa (PAVÃO) René a. M. Nascimento (RED TENNIS) Sidilei Rodrigues da Silva (AVULSO) Luiz Claudio Cordeiro (MESC) Pedro Makoto Sato (FORD) Reinaldo M. C. Filho (ESPAÇO TÊNIS)

Alberto C. de Souza (ESPAÇO TENIS) Reinaldo Romo Martins (MESC) Felicio Cirillo Guberti (MESC) Shigetaka Fujiki (MESC) Roberto Eliti Ushida (MESC) Denis Abe (MESC) Celio Vega Bexiga (MESC) Aquiles R. F. Raspantini (AVULSO) Rodolfo Xavier Florêncio (MESC) Yang Ching Chig (MESC) Antonio A. Azoia Ibarra (MESC) Francisco Alvaro Quartarolo (MESC) Jose Carlos Pinto (FORD) Toshiaki Tatey ama (AVULSO)

120 120 100 100 100 80 80 80 80 60 40 40 40 40

3M1 - 3a. CLASSE MASCULINA ATÉ 34 ANOS Cassiano G. R. Nascimento (MESC) 260 Adriano Klerer (AVULSO) 240 Luis Gustavo Guarilha (FORD) 240

4 5 6 8 9

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Alessandro Milanezi Neves (AVULSO) Rubem Balan Junior (PAVÃO) Eduardo Falasca Gomes (AVULSO) Eduardo Borga (ARAMAÇAN) Christian Chiarot (ARAMAÇAN) Jose Luiz Cirino (ARAMAÇAN) Rodrigo h. Yoshida (ARAMAÇAN) Paulo Jose da Silva (MESC) Claudio Silveira Brisolara (PAVÃO)

180 160 100 100 90 80 80 80 60

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Esportista ou Apoio sempre é importante e necessário. Já a pressão por resultados poderá insuflar um quadro depressivo futuro. Fazer do filho o fiel depositário de suas expectativas é uma maneira inteligente de educálo ? Cobrar resultados ajuda ou compromete o desenvolvimento emocional ? De acordo com uma psicóloga, todo apoio e incentivo é importante, mas a cobrança pode gerar problemas seriíssimos em crianças e adolescentes. “Todos os pais passarão expectativas aos seus filhos. Isso é humano e, portanto, comum. O que os pais não podem é fazer escolhas de vida para seus filhos, sem dar oportunidades a eles de fazerem as próprias escolhas”, comentou Marisa Minhoto, mestre em psicologia e professora universitária da cadeira de psicopatologia. Algumas crianças e adolescentes sofrem pressões brutais. Exemplo: no dia 27 de março último, o técnico ucraniano de natação Mykhaylo Zubkov espancou a filha, Kateryna Zubkova, durante o Mundial de Esportes Quáticos de Melbourne (Austrália), porque a menina não conseguiu o resultado que ele queria. O mundo assistiu perplexo à cena, reproduzida por inúmeras redes de tv. Ao final, o pai e técnico da nadadora foi suspenso pela Federação Internacional daquela

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campeão? modalidade. Mas, casos como este não acontecem somente com ucranianos e tampouco só na natação. No tênis regional mesmo já foram vistas cenas de agressão verbal envolvendo pais e filhos e pais e adversários de filhos... “Se a agressão é forte, e contínua, certamente vai gerar problemas”, atesta a psicóloga clínica, lembrando que muitos adolescentes adquirem depressão em decorrência disso. “Até uns 15 anos atrás, depressão era coisa da meia idade. Hoje não, adolescentes entre 13 e 15 costumam ter depressão”, completa. Lucca Rodante Corsi é um garoto de sorte. Sempre teve a liberdade de escolha. E, invertendo o eixo das expectativas, iniciou-se no tênis há 7 anos (hoje ele tem 14), por vontade própria, e depois arrastou o pai, o cirurgião Carlos Corsi, que há quatro pratica o esporte na Tênis & Cia. Lucca, que tem uma irmã praticante de balé, treina no Tênis Clube de São Caetano do Sul e hoje tem um grau mais apurado de sociabilidade. “Disciplinado ele já era, mas o esporte ajuda muito. E, como médico recomendo atividades esportivas, pois além do comportamental, ajuda no desenvolvimento físico”, sublinha o médico. A prática do tênis ajuda na sociabilidade de Lucca

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Quando o problema está nos pais Segundo o psicólogo esportivo João Ricardo Cozac, exigir dos filhos prosperidade e ambição nas práticas esportivas e na própria vida é algo positivo, desde que haja limites. “Muitos pais querem projetar suas vontades e anseios na vida dos filhos, e esses, na maioria das vezes, vão buscar corresponder às expectativas. São nessas situações que os jovens podem desenvolver uma personalidade fóbica, cheia de medos e inseguranças em relação a desafios”, explica. O assunto já virou até tema de novela. Em Páginas da Vida (Rede Globo), a adolescente Gisele (Pérola Faria) sofria com as exigências da mãe Anna (Deborah Evelyn), que a forçava a praticar ballet. A pressão foi tanta que Gisele acabou desenvolvendo um distúrbio alimentar chamado “bulimia” (alimentar-se em exagero e provocar o vômito posteriormente). Para evitar tais problemas, o psicólogo – que também é diretor do CEPPE - Consultoria, Estudo, Pesquisa da Psicologia do Esporte — alerta sobre a importância dos pais darem aos filhos a liberdade para escolher qual esporte praticar, e apoiá-los nessa decisão. Caso exerçam qualquer tipo de pressão contrária, as crianças ou jovens podem assimilar a prática do esporte com algo desprazeroso e estressante, o que pode ocasionar no que os especialistas chamam de “burnout” (desistência precoce das atividades físicas). Cozac diz ainda que quando um jovem possui alguma barreira psicológica que o atrapalha a melhorar no esporte, é importante que haja um acompanhamento não só do atleta, como também de seus pais. “Muitas vezes não há avanços porque os pais possuem um comportamento totalmente contraditório ao tratamento. É difícil para criança reunir forças para reagir a essas pressões, muitas vezes, ela nem consegue identificá-las. Os pais têm de lembrar que o esporte é, acima de tudo, um ensaio para a vida”, completa o especialista. LIGA ABC DE TÊNIS

Carlos disse ter visto a cena do ucraniano e ficou triste com a atitude destemperada daquele pai. A mesma impressão negativa ficou na professora Sandra Aparecida Triveloni, mãe de Mariana, de 12 anos, tenista do MESC. “O desejo meu e do marido (Edmilson) é que ela torne-se uma esportista. Nunca cobramos resultado dela”, diz Sandra, que praticou tênis por 10 anos mas agora só assiste à filha, Mariana, e o próprio pai, Wilson Fernandes (de 76 anos), no MESC. A menina, que já jogou handebol também, optou em praticar o tênis somente. “É uma decisão dela, e respeitamos”, acentua a mãe, afirmando que Mariana Triveloni adquiriu maior maturidade e disciplina com o esporte. É ótimo quando os pais não pressionam – afirma a psicóloga Marisa Minhoto. E pressão não é coisa que o metalúrgico Márcio faz em cima do filho Marcos Robério da Silva. Mas que ele torce um bocado para o filho ser campeão, ah, isso ele torce. “Eu quero que ele seja alguém”, diz o nordestino, radicado em São Bernardo do Campo. E parece que o menino Marcos Robério, que completará 11 em junho, tem jeito para a coisa Mariana: maturidade com mesmo. Tanto que foi selecionado para o projeto social da professora Laís Romanholi, desenvolvido na Academia Top Spin. Ele é uma das 34 crianças que treinam por lá duas vezes por semana. O pai Márcio confessa não ter condições financeiras de dar um suporte maior ao filho, mas aposta no feeling: “Ele gosta do esporte, é esperto e estamos – eu e a mãe - confiando muito no garoto”.

o esporte

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Enzo André Sônia Mário

Hisa

Tudo em família Torneio todo fim de semana, treinos diários, gastos com raquete, cordas, tênis, viagens etc. Ser pai e mãe de tenista não é nada fácil. E como se um filho nesse caminho já não fosse desafio suficiente, imaginem três. Pois na casa do casal Sônia Takemoto Cintra Corrêa e Mário Cintra Corrêa a situação é exatamente essa. Os filhos André (18), Enzo (15) e Hisa (17) começaram a jogar tênis há nove anos e não pararam mais. Com exceção de Hisa, que só joga hoje por lazer, André (1ª classe) e Enzo (4ª classe) estão firmes na maratona de torneios da Federação Paulista de Tênis, buscando uma melhor colocação no ranking. O mais velho, André, agora está no Japão para treinar e, no próximo ano, disputar torneios universitários. “Recebi o convite durante um dos torneios que participei no fim do ano passado, e devo partir em breve”, alegra-se André que, por enquanto conta com o apoio da família para se manter nesta investida. Os três sempre tiveram todo incentivo dos pais, que acompanham grande parte dos jogos. “Teve dias em que eu fui para um lado com o André, e a Sônia para outro com o Enzo. É uma correria”, admite Mário.

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Quando não podem acompanhar os filhos, os pais não fazem tempo ruim e dão sempre um jeito para que eles não faltem às disputas. André, por exemplo, antes de embarcar para o Japão, viajava sozinho para participar de torneios desde os 14 anos. “Às vezes também ele pegava carona com colegas que jogariam o mesmo campeonato, e isso facilitava”, diz a mãe. Despesas: Em relação aos gastos, Mário diz que é um investimento um pouco alto, ainda mais se o tenista viaja e treina com freqüência. Entretanto, afirma que é compensador e espera que todo esforço dos filhos dê frutos no futuro. “Caso eles não sigam carreira nas quadras, podem aproveitar sua habilidade para estudar.” É o caso de André, que aproveitará a bolsa de treinamento e hospedagem no Japão para estudar o idioma em uma escola local. Apesar de toda correria, os pais acreditam que na hora de somar, ter filhos tenistas tem muito mais lados positivos. Sônia lembra até que depois que André começou a passar com uma nutricionista na academia, os hábitos alimentares de toda a família mudaram para melhor. “O tênis fez bem para todos. Não é só bater na bolinha; é um esporte completo”, conclui Mário.

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De gandula a campeão Apesar das dificuldades, é possível fazer uma trajetória vitoriosa. Ele não tinha roupa de tenista, raquete, tênis e sequer dinheiro para pagar os treinos e viagens. Mas tinha vontade, algumas bolinhas nas mãos e, acima de tudo, muita curiosidade para entender o esporte que envolvia seus dias de trabalho. O garotinho humilde que pegava bolinhas para descolar um dinheiro no fim do mês cresceu. E transformou-se no grande Júlio Silva, 8º melhor tenista do Brasil e 217º do ranking mundial da ATP. Sua história começou nas quadras de Jundiaí, onde, incentivado pelo professor Zezinho e por alguns alunos, passou a trilhar um caminho de vitórias no esporte e na vida. “Eu jogava futebol, mas o Zezinho dizia que ali eu seria só mais um na multidão”, conta Julinho, acrescentando em seguida: “No tênis, ele via um futuro para mim. Dizia que eu poderia virar professor ou até um grande jogador”. E não é que a previsão do professor Zezinho tornou-se realidade!. Para ser o Júlio Silva das jogadas agressivas e regulares, o tenista enfrenta diariamente uma maratona de treinos na academia Top Spin & Big Ball. Lembra que não foi fácil chegar aonde chegou, mas que valeu a pena cada sacrifício. “Foi preciso muita garra e colaboração daqueles que acreditavam em mim. Acho que é possível

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sionais e 1ª Classe, Wandre é professor de tênis da Pavão Tennis, e afirma ser muito feliz com sua profissão. Jovem fixa meta Diferente da maioria dos meninos que querem ser grandes astros do futebol, Rafael Milani Pereira, de 14 anos, tem uma meta para sua vida: ser professor de tênis. Apesar de o sonho ter nascido há apenas um mês, a convicção e o brilho nos olhos de Rafael não deixam dúvidas em relação ao seu desejo. “Sei que não vai ser Dedicação e apoio de empresários transformam fácil, mas tenho paixão pelo Julio em sucesso nas quadras tênis”, conta. Além de bater bola com gandulas se tornarem grandes jo- outros gandulas no intervalo das gadores. Basta prestar atenção nas aulas na Pavão Tennis, o jovem aulas e jogos e ter muita dedica- diz que não perde uma dica e ção”, comenta. explicação dos professores. “Fico Caminho Semelhante prestando atenção, já que não Wandre Cavalcanti possui uma posso pagar pelos treinos. Já história semelhante à de Júlio. Foi aprendi bastante coisa e estou pegador de bolinhas, e sofreu com jogando direitinho”, orgulha-se a falta de incentivo da família, que Rafael. não via futuro no tênis. Entretanto, ele deixou todas as dificuldades de lado, e apostou em seu talento. “Foi difícil, pois o tênis é Rafael quer ser um esporte elitizado e eu não tiprofessor de tênis nha dinheiro para investir. Mas aproveitei todas as oportunidades e hoje incentivo gandulas que têm o mesmo sonho”, diz. Atualmente, depois de ter disputado torneios profis-

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Filosofia de vida P

ara conhecer uma pessoa antes de fazer negócios, basta convidá-la para uma partida de tênis. Essa é a dica de Fernando Fontoura, que considera o esporte um espelho de nossas crenças e posturas. Autor dos livros “Configure seu jogo” (1998) e “Tênis para Todos” (2003), Fernando conversou com a Revista da Liga sobre como as atitudes dos tenistas em quadra denunciam sua personalidade e o modo como se relacionam com as pessoas.

Revista da Liga - Qual a filosofia por trás do tênis? Fernando Fontoura - O tênis, como todo esporte, pode ser encarado como uma ferramenta, um meio, para um fim e não um fim em si mesmo. Qualquer esporte encerra em si uma gama de possibilidades tanto profissionais como de valores. E para cada uma dessas possibilidades terá que desenvolver as virtudes básicas para ter sucesso, que a prática do esporte em si desenvolverá. Portanto, a filosofia no esporte está em percebê-lo como um meio, uma ferramenta profissional, social e de desenvolvimento do caráter. O que faz um tenista ser realmente campeão? Considerando o tênis como um meio, a resposta é: quando ele consegue desenvolver sua personalidade e crescer como ser humano. Roger Federer tem praticamente a mesma técnica que há dez anos. Seu maior desenvolvimento foi mental, de postura, de autoconfiança. A maioria dos jogadores espera por algum grande acontecimento ou vitória para ter confiança em si mesmo. A diferença deles para os grandes campeões é que os últimos confiam em si mesmo antes de qualquer acontecimento. Não esperam por motivação externa. A trajetória do jogador Maradona é um exemplo negativo e mostra como é necessário o desenvolvimento integrado entre a pessoa vencedora e o próprio caráter. Não há atalho para o desenvolvimento das virtudes. Elas serão esculpidas martelada a martelada. Como a ética e moral influenciam o jogo de tênis? O limite para a competição sadia, de até onde o jogador ‘faz de tudo’ para vencer, é a ética. Dentro dos limites da moralidade tudo é permitido e cada ação contribui para o desenvolvimento do ser humano. Fora desses

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Clubes e Academias

limites o esportista se torna um ‘dart veider’ e trabalha para o lado negro do esporte. Fazer de tudo para vencer é extremamente positivo desde que seja dentro dos limites da ética, pois assim ganha-se no placar e na vida. É possível conhecer a pessoa que está por trás do tenista analisando seu jogo? Assim como um zagueiro é zagueiro não por sua técnica, mas por sua personalidade, ao analisar o estilo de jogo de um tenista pode-se, em termos gerais, ter numa idéia de como ele é na vida. Um jogador de fundo, normalmente, usa a mesma estratégia na vida. Constrói sua vida através da paciência, da persistência, de riscos extremamente calculados, de saber esperar a hora certa de arriscar. Seu estilo de jogo é um reflexo de sua personalidade, e assim, de como encara a vida. Muitas vezes em minhas aulas, quando tentava adicionar uma tática mais agressiva a um jogador de fundo defensivo, percebia muito a dificuldade que ele tinha. Conversando com ele fora da aula percebia que ele havia construído sua vida através de uma tática defensiva, portanto o que eu estava querendo ensinar para ele não era apenas uma questão tática, mas entrava em conflito direto com sua estrutura pessoal de encarar a vida. O esporte é um espelho de nossas crenças e se um dia quiser conhecer alguém antes de fazer negócios com ela posso simplesmente convidá-la para jogar. Como manter a ética diante de um adversário que está

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Fernando diz que a ética e a moral também influenciam o jogo

disposto a fazer de tudo para ganhar? A ética é um sistema de princípios que traz ganhos em todos os níveis, mas uma de suas maiores vantagens é a durabilidade do tempo das conquistas. Conquistas éticas têm maior tempo de durabilidade porque são conquistas verdadeiras e não entram em conflito com os valores pessoais. É a vitória da não-contradição. E uma vitória só é uma vitória real se não coloca o agente em confronto consigo mesmo. Quando uma vitória entra em contradição com quem a gerou, normalmente o vencedor se transforma em amoral por entender que o que fez está certo ou acaba por se esconder na desculpa muito usada de que os fins justificam os meios. Tanto a evasão quanto a negação da realidade farão uma pressão enorme a longo prazo mesmo que tenha qualquer conquista a curto prazo. Isso, em nenhum dos ângulos de visão da filosofia, é considerado uma vitória, mas uma auto-enganação.

O que falta ao Brasil para alcançar o profissionalismo e o reconhecimento mundial? Tudo. Qualquer vitória de tenistas brasileiros que aparece na mídia é fruto de esforços pessoais, não de uma estrutura organizada e apoiadora. Ao contrário, essa estrutura só atrapalha. A grande maioria das Federações e a Confederação Brasileira de Tênis podem ser consideradas uma doença grave no tênis que o enfraquece ao invés de o fortalecer. É só olhar para o mercado e se perguntar o que aconteceu de extremamente positivo desde o aparecimento de Guga. Não digo de algumas coisinhas aqui e outra ali. Mas de coisas realmente grandes e importantes do mesmo nível do que Guga presenteou o país. Suzana Silva, grande estudiosa do tênis brasileiro, é que está certa: viver do tênis profissional no Brasil hoje em dia é mais raro do que um brasileiro ser mordido por um tubarão branco.

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Via Nova

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LIGA ABC DE TÊNIS


Academias e Clubes que integram a Liga ABC de Tênis TOP SPIN BIG BALL - Av. Piraporinha, 516 – SBC – 4341-8423 PAVÃO TENNIS – Rua Ouro Preto, 50 – Santo André – 4426-8656 CLUBE MESC – Av. Roberto Kennedy, 2113 – SBC – 4344-5562 ACADEMIA TOPP – Rua Renato Andreolli, 100 – Ribeirão Pires – 4825-2528 RED TENNIS – Av. Winston Churchil, 626 – SBC – 4365-2888 CITY SPORTS – Rua São Luis, 140 / 158 – Diadema – 4056-4949 ZÉ MANOEL PROMOÇÕES – Rua Almirante Tamandaré, 670 – Sto. André- 3438-4231 TÊNIS & CIA – Rua São Francisco, 55 – Santo André – 4438-0855 T.C. SÃO CAETANO DO SUL – Rua Justino Paixão, 367 – SCS – 4232-8175 A.R. FORD – Estrada dos Alvarengas, 4023 – SBC – 4358-1444 ARAMAÇAN – Rua São Pedro, 345 – Santo André – 4972-8200 SÃO BERNARDO TÊNIS CLUBE – Rua Tietê, 255 – SBC – 4368-2911 ESPAÇO TÊNIS – Av. D. Pedro II, 2081 – Santo André – 4991-3672

Tenis & Cia LIGA ABC DE TÊNIS

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Novo diretor comemora título Em apenas 38 dias de gestão, o novo diretor do Departamento de Tênis do Clube Atlético Aramaçan, Gilson de Oliveira, de 53 anos, já tem o primeiro título a comemorar: campeão do Interliga na categoria PM1 – Principiante Masculino até 34 anos. O título foi conquistado diante da equipe da Academia Pavão Tennis em 20 de maio e Gilson esteve acompanhando de perto a equipe formada por Danilo Dea Oliveira, seu filho e César Liberato. Gilson está no Departamento de Tênis desde o dia 12 de abril, mas é sócio do clube desde 1983. Além de contar com o apoio de uma comissão que vai ajudá-lo no encaminhamento de soluções para o tênis no Aramaçan, Gilson solicitou a um de seus

colaboradores, o tenista José Florêncio, a encaminhar a participação do clube no Interliga. Ele entende que a Liga precisa ser prestigiada: “É importante para o tênis na região; ela está crescendo e isso é bom”. Ao comentar sobre as atividades do universo das tenistas no Aramaçan, Gilson fala da importância do Torneio de Damas que é chancelado pela Liga ABC de Tênis e que já teve duas edições realizadas no Aramaçan. Nesta tarefa ele conta com a colaboração da tenista Selma Bueno, uma das campeãs do I Circuito de Tênis realizado no ano

Gilson comemora título da PM1 Danilo e Cesar

passado pela Liga. É a própria Selma quem fala, com otimismo, sobre a nova administração do tênis no clube: “acredito que sob esta nova direção teremos uma reestruturação da prática do esporte com a difusão de novas regras e regulamentos que visam aliar interesses de quem quer treinar e de quem quer lazer”argumenta ela.

Retorno às quadras em grande estilo Além de hospedar a segunda etapa do Circuito ABC de Tênis e vários jogos do Interliga, a Academia Pavão, em Santo André, teve um motivo a mais, em maio, para comemorar o crescimento do tênis na região: a vitória de Rodrigo Pavão em grande estilo numa competição de jogadores de primeira classe disputada na Academia Tênis & Cia. Pavão está com 30 anos e de-

Pavão durante treinamento

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cidiu disputar com tenistas bem mais jovens que ele o torneio Bruno Capato, uma homenagem ao tenista de mesmo nome, falecido há um ano na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, onde estudava e jogava tênis. Afastado de disputa oficial desde 2004, Pavão encontrou dificuldades para impor seu jogo e técnica diante dos novos tenistas, mas depois de passar por cinco jogos no qualifying e mais quatro na competição conseguiu “com muitas bolhas no pé” como ele mesmo diz, mais um título. Na final da chave principal da Classe Especial Masculina do Aberto de Santo André ele venceu Robson Queiroz, de 22 anos, com parciais de 3/6, 6/3 e 10/5. O torneio dis-

tribuiu R$ 2.500 entre os 16 melhores tenistas. Pavão está no tênis desde os 10 anos de idade. Sempre se destacou entre os melhores tenistas do estado, com participação em mais de 300 campeonatos estaduais, nacionais, e conquistou mais de 80 títulos de campeão em mais de 120 finais que disputou. Também jogou torneios profissionais pela ITF- Federação internacional de Tênis e pela ATP- Associação dos Tenistas Profissionais. Como o seu próprio currículo destaca, sempre esteve entre os melhores do Ranking Paulista de sua categoria com vitórias importantes sobre tenistas de atual destaque no ranking da ATP tais como: Ricardo Mello, Júlio Silva e Flávio Saretta.

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Torneio homenageia Bruno Capato Uma das maiores realizações da Academia Tênis & Cia., neste semestre foi o ABERTO DE SANTO ANDRÉ “TROFÉU BRUNO CAPATO” torneio profissional em homenagem ao tenista Bruno Capato, atleta que treinava na academia e que faleceu em maio de 2006 quando fazia intercâmbio nos Estados Unidos. O torneio contou ponto para a classe especial da Federação Paulista de Tênis e distribuiu R$ 2,5 mil em prêmios, tendo como campeão o tenista e professor Rodrigo Pavão, de 30 anos e como vice, Robson Queiroz, de 22 anos. Os jogos atraíram grande público principalmente aos sábados e domingos. O diretor do torneio, Alexandre Baldoni, ficou entusi-

asmado com a grande procura pelo torneio por parte de tenistas profissionais do ranking estadual. “Tivemos 90 inscritos; isso foi importante porque trouxe o melhor do tênis do Estado aqui para a região” destaca Baldoni. A disputa teve um tom de confraternização entre todos que gravitam no universo do tênis, principalmente entre aqueles que conheceram de perto o jovem tenista Bruno Capato. A premiação foi marcada por forte emoção, principalmente quando a mãe de Bruno fez a entrega do troféu aos finalistas ao lado Baldoni e dos outros dois sócios, Edson Pereira dos Santos e o próprio vencedor, Rodrigo Pavão. Agradecendo a homenagem prestada ao seu filho, Sonia Ge-

Edson, Queiroz, Sônia e Pavão durante a entrega do Troféu Bruno Capato

neroso Capato dizia que já está empenhada em arranjar novos patrocinadores para o torneio do próximo ano: “Só tenho a agradecer aos professores e à Tênis & Cia por esta homenagem ao meu filho; sei que ele esta presente aqui com a gente neste momento. E que cada vez mais o tênis seja freqüentado pelas novas gerações” - destacou.

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Postura de torcida Silêncio e bom senso na hora de aplaudir as jogadas desclassificar o jogador”, explica. Além do excesso de barulho, conduta considerada inapropriada numa partida de tênis é ovacionar quando um dos tenistas erra a jogada. “O ideal é aplaudir somente nos pontos bonitos, quando um dos jogadores ‘mata’ a bola”, esclarece Carlos. Mas nem toda torcida possui tal postura. “O que vemos por ai é um comportamento de guerra nas arquibancadas, quando o que deveria existir é somente a confraternização”, enfatiza o arbitro.

Sem ela, parece que está faltando alguma coisa. Em qualquer esporte, a torcida é peça fundamental para incentivar os jogadores a dar aquele “gás” na hora da decisão. É função da torcida dar o apoio moral necessário, além de agitar e fazer barulho para intimidar os adversários. No tênis, a coisa não é bem por ai. Embora a presença da torcida também seja importante, o barulho pode ser deixado um pouco de lado. Isso por que aplausos, gritos e assobios podem atrapalhar a concentração do tenista caso sejam utilizados na hora errada. “Tem horas em que o silêncio vale mais que mil aplausos”, afirma o árbitro de tênis e vice-presidente da Liga ABC de Tênis, Carlos Alberto Soares de Souza. Segundo ele, mesmo não havendo uma regra para regulamentar o comportamento da torcida durante as partidas, deve existir bom senso da parte do árbitro para interferir quando necessário. “O certo é falar com o capitão da equipe da torcida que está exagerando. Caso não haja mudança, o árbitro pode tirar pontos e, dependendo do caso, até

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Sempre presente nos jogos do filho Enrique Bogo (11 anos), Enir Fábio Bogo diz que já teve de lidar com torcidas maleducadas. “Elas ficam provocando, mas sempre mantive a calma e a educação. Compareço aos jogos, pois meu filho cobra e tem mais confiança quando estou presente”, diz. Mesma postura tem a torcida de Renan Naves (14), da qual fazem parte os pais, avós, tios e amigos do tenista. “Ele gosta que a gente participe, mas não fazemos barulho para não atrapalhar a concentração do jogo”, explica a mãe Lucia Naves.

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Preparando-se para o casamento

Nada mal O tenista espanhol Rafael Nadal, tricampeão do Masters Series de Roma, é o 29º jogador a ultrapassar a casa dos US$ 10 milhões na lista de premiação em dinheiro na carreira. O líder da Corrida dos Campeões já atingiu os US$ 10.070.634,00 em ganhos como profissional, algo em torno de R$ 20.328.581,79. O líder da lista é o americano Pete Sampras, que faturou US$ 43.280.489,00 nos 15 anos de sua extraordinária carreira. Importante registrar que, normalmente, um tenista fatura cinco vezes mais do que a premiação oficial, caso sejam incluídos os contratos de publicidade, exibições e jogos pela Copa Davis

A tenista belga Kim Clijsters, que está disputando sua última temporada da carreira, não disputará o torneio de Roland Garros para se dedicar à preparação de seu casamento com o jogador de basquete americano Brian Lynch. A número 5 do mundo, que se casará em 14 de julho, no entanto, disputará Wimbledon, que começará em 25 de junho.

Esquenta a briga pela liderança O Masters Series de Monte Carlo ajudou a esquentar a briga pela liderança da Corrida dos Campeões, ranking que considera apenas os pontos obtidos na temporada. Com a conquista do título, o espanhol Rafael Nadal assumiu o segundo lugar na lista e agora já faz sombra a Roger Federer. Nadal garantiu 100 pontos e pulou do sexto para o segundo posto, agora com 305. Federer, que amargou outro vice no saibro, foi para 346. A disputa ainda tem outro concorrente, o sérvio Novak Djokovic. Antes mais perto de Federer, ele deu uma distanciada por não ter ido tão bem em Monte Carlo. Ainda assim, aparece em terceiro lugar com 287 pontos. O quarto colocado é o britânico Andy Murray, com 212. Ainda na margem dos 200 pontos aparecem o quinto Andy Roddick, com 210, e o sexto Tommy Haas, com 209.

O triunfo de número 500 O número 1 do mundo, o suíço Roger Federer conquistou a vitória de número 500 em sua carreira profissional. A vitória foi em cima do espanhol David Ferrer. Essa foi a sexta vitória dele sobre o espanhol. Federer tem apenas 127 derrotas em nove anos de carreira, o que lhe dá aproveitamento de 79,8%.

Teliana lança blog Wimbledon online Wimbledon anuncia a continuidade da exibição do torneio através da internet. Pelo segundo ano consecutivo, os internautas do mundo inteiro poderão acompanhar o centenário torneio ao vivo, assinando o serviço oferecido pela MediaZone, com sede em San Francisco, Estados Unidos. Para este ano, está sendo prometido ainda mais novidades. O Grand Slam inglês começa no dia 25 de junho.

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Seguindo a tendência mundial dos blogs de tenistas, Teliana Pereira, 18 anos, pernambucana radicada no Paraná, lançou nesta semana seu blog oficial. No www.teliana.com, a número 387 do mundo e campeã de três torneios da Federação Internacional na Europa neste ano, conta sobre seus treinamentos, bastidores das competições e divide seus segredos com os internautas. Na primeira semana, Teliana conta sobre os bastidores da equipe brasileira que disputa da Fed Cup, na Argentina.

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Revista Liga ABC #3