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The Rapture – um pós-punk irresistível

Dos EUA para o Mundo, o pós-punk dançável, o indie rock e o funk dos The Rapture tem deixado boas memórias às críticas. Com três álbuns de originais e o sucesso do mais recente single “How deep is Your Love?”, a sua marca na música é cada vez mais assinalável. Talvez seja por isso que marcaram presença em dois dos festivais de Verão de Portugal. Por Tatiana Henriques Foi em 1998, em Nova Iorque, que os The Rapture começaram a criar a sua sonoridade, trilhando os seus primeiros passos no mundo da música. Os seus fundadores foram Vito Roccoforte (bateria) e Luke Jenner (vocalista e guitarrista), que ainda permanecem na banda. Nesse mesmo ano, lançaram o single “The Chair That Squeaks”. Todavia, ainda demorou algum tempo até que conseguissem lançar o mini-álbum “Mirror”, em 1999. Já em 2001, é a vez do baixista Matt Safer juntar-se aos The Rapture, estando presente no lançamento do primeiro EP da banda, “Out Of The Races and Onto The Tracks”, ainda sem muita projecção. Gabriel Andruzzi viria a juntar-se definitivamente ao grupo um ano depois, incrementando o som proveniente das teclas, que já se tornara uma das características na música dos The Rapture.


Em 2003, inicia-se um novo período na história do grupo, com “Echoes”, o primeiro álbum de longa-duração que deixou boas marcas perante a crítica, que apreciou a sonoridade dos The Rapture, tendo sido considerado o álbum do ano, pelo Pitchfork Media. O registo conseguiu colocar dois temas no Top 40 de singles no Reino Unido. A música “House of Jealous Lovers” foi a que rendeu as melhores opiniões, conquistando reconhecimento para a banda.

Aliás, foi a partir do sucesso desta música que o álbum acabou por ver a luz do dia. A partir daqui, os The Rapture acompanharam outros grupos famosos nas suas respectivas digressões, como os Sex Pistols, Interpol, The Cure ou ainda Franz Ferdinand. Após uma espera de três anos, chega a vez de “Pieces of the People We Love”, o álbum que se seguiu no espólio da banda, que apesar de não ter sido tão marcante quanto o anterior, não deixou de fortalecer a identidade musical do grupo. O som algo mais refinado não reuniu, contudo, opiniões semelhantes entre crítica e fãs. O tema “Get Myself Into It”, foi o single inaugural e um dos mais conhecidos do álbum, destacando-se pelo seu dance-punk envolvente. E quem não se lembra do tema “How Deep is Your Love?”, que se tornou um novo ícone da banda? O single era o protagonista dos anúncios televisivos ao Primavera Sound no Porto (link – http://www.somaletra.com/primavera-sound/), que se realizou no passado mês de Junho. E não, ao contrário do que se possa eventualmente pensar, não se trata de uma cover da música dos Bee Gees, de 1977. Na verdade, é o principal tema do mais recente álbum da banda, lançado em 2011, “In the Grace of Your Love”. A pausa de cinco anos entre álbuns parece ter reparado as energias e a veia artística dos The Rapture, que voltaram com toda a garra, igualando finalmente o álbum “Echoes”. Entretanto, a banda tem feito o seu périplo por diferentes festivais. Aliás, esteve presente nas duas edições do Primavera Sound deste ano, em Barcelona e no Porto, além de marcarem presença no Super Bock Super Rock, num concerto marcado por alguns problemas técnicos, que acabou por desanimar alguns dos festivaleiros. Não se sabe para quando está previsto o próximo trabalho dos The Rapture, mas se tivermos em conta as pausas entre álbuns anteriores, talvez seja melhor


esperar. No entanto, algo que é de esperar é que continuemos a ouvir uma batida punk dançável, sempre à procura de novos ritmos, marcando a diferença ao longo dos diferentes temas. Assim são os The Rapture: distintos e inovadores.

http://www.somaletra.com/the-rapture-um-pos-punk-irresistivel/

The Rapture  

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