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ENTREVISTA A NUNO BERNARDO

BEAT GIRL: a nova ugly betty

TATIANA HENRIQUES

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eat Girl é uma história que chegará a Portugal em várias plataformas, como um livro, uma série na Sic Radical e um jogo para smartphones, até ao lançamento do filme nas salas portuguesas, a 9 de Maio. A Metropolis conversou sobre o projecto com um dos seus criadores, Nuno Bernardo.

Como tudo começou no projecto “Beat Girl”? O Beat Girl surgiu como um guião para um filme passado no mundo do Djing e da música electrónica. Inicialmente escrito a pensar em Lisboa e em personagens portuguesas, o guião foi posteriormente adaptado a Londres por questões de financiamento e distribuição internacional. Os primeiros passos do projeto foram dados ainda em 2010 com a gravação de uma “promo” com um elenco temporário que nos METROPOLIS - BEAT GIRL


permitiu ir vender o conceito a distribuidores e financiadores.

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Pode falar-nos um pouco da história do filme? Beat Girl conta a história da jovem Heather que após a súbita morte da sua mãe tem de ir viver com o pai e o seu meio-irmão. A música faz parte da vida de Heather desde criança.

Filha de uma famosa pianista, ela sempre sonhou seguir as pisadas da mãe e formar-se pianista clássica na mais conceituada escola de música: a Juilliard em Nova Iorque. Quando a mãe morre de doença prolongada, Heather fica sozinha e a braços com sonhos que parecem cada vez mais impossíveis de realizar. Sem maneira de financiar os seus sonhos, Heather está prestes a baixar os braços quando conhece Toby. Jovem atraente, ele é também um apaixonado por música, dono de uma loja de discos durante o dia e DJ à noite. Com Toby, Heather entra no fascinante mundo da música eletrónica. Movida pela necessidade de juntar dinheiro para concorrer a Juilliard, ela torna-se DJ. Mas, à medida que aperfeiçoa a técnica, Heather vê-se cada vez mais envolvida num estilo de música e de vida que a fazem sentir-se mais livre do que nunca. Dividida entre o formalismo da música clássica (legado da sua mãe) e o novo e excitante mundo da música electrónica, Heather vai ter de descobrir o que real mente quer ser. Como foi feita a escolha da actriz que interpreta a protagonista? A Louise Dylan foi inicialmente escolhida para a promo inicial que a beActive pro duziu para vender o conceito Beat Girl. O feedback que tivemos a esta apresentação e à performance de Louise foram tão positivos que esta acabou por ser a nossa escolha final para o papel de Heather. A Louise entretanto esteve envolvida noutra produção da beActive, o The Knot, que estreou no Outono passado no Reino Unido onde deu também boas indicações das suas qualidades enquanto atriz.

Beat Girl passará agora ao mercado norte-americano. Quais são as expectativas?

O Beat Girl ainda terá de percorrer um longo caminho nos E.U.A.. O mercado televisivo norteMETROPOLIS - BEAT GIRL


americano é bastante competitivo e muitos dos projetos desenvolvidos nunca passam de guião ou episódio-piloto. E mesmo os que são transformados em série, são muitas vezes cancelados ao fim de alguns episódios. No entanto, conseguir um sucesso neste mercado significa uma exposição global, porque as séries norte-americanas são exportadas para os quatro cantos do mundo. Num dos comunicados de imprensa diz que Beat Girl poderá ser a nova Betty Feia. Porquê? A Electus é a empresa de Ben Silvermann que, no passado, foi responsável pela importação e adaptação dos formatos Betty Feia e The Office ao mercado norte-americano. Ou seja, mais do que ninguém, Ben sabe encontrar formatos internacionais e adaptá-los ao gosto dos norte-americanos e criar marcas globais. Basta ver o caso do The Office que apenas teve três temporadas no Reino Unido e já vai na nona temporada nos E.U.A. De que forma chegará Beat Girl a Portugal, além do filme em si? Em Portugal, o Beat Girl chega como Webseries (disponível no Sapo Vídeos), série para TV (em exibição na SIC Radical), livro (editado pela Editorial Presença), um CD (disponível no iTunes e Spotify) com a banda sonora original, para além do filme que chega às salas de cinema dia 9 de Maio. Além disso, existem vários conteúdos e experiências interativas nas redes sociais e um jogo para Smartphone. Em que irá constituir o jogo para smartphones? O jogo Beat Girl é inspirado em jogos populares com o DJ Hero e o Guitar Hero. O objectivo é acertar as batidas das músicas que compõe a banda sonora do filme. Em modo de carreira, o jogo permite ao utilizador seguir as pegadas de Heather, isto é, ir tocando em vários clubes e discotecas até chegar à etapa final, em Ibiza. Existem três níveis de dificuldade em cada concerto e local. Quantos episódios serão exibidos na série da SIC Radical? A série em exibição na SIC Radical é composta por 12 episódios com uma duração aproximada de 5 minutos. Estes funcionam como uma prequela (um introdução) à história do filme. Os episódios permitem ao espectador conhecer melhor as personagens, a sua motivação e alguns eventos que vão influenciar o desenrolar da história. Dez anos após o “Diário de Sofia”, pensam que “Beat Girl” poderá ter a mesma aceitação em Portugal? O Diário de Sofia foi pensado como uma série de longa duração (foram produzidos 72 episódios de 30 minutos ao longo de 3 anos), com vários livros a serem editados (15 no total) e várias ramificações na rádio, redes sociais, imprensa e outros media. Beat Girl é um projeto mais pequeno, logo a repercussão será provavelmente menor que o Diário de Sofia, que esteve no ar nas suas variadas formas entre 2003 e 2007. No entanto, a beActive espera dar continuidade a este história, quer através do remake americano, quer através de eventuais sequelas que a beActive venha a produzir no futuro

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METROPOLIS - BEAT GIRL


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