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Os motivos ornamentais gravados nas cuias expressam temas ligados à mitologia e à natureza, a este e a “outros mundos”. Representam-se escamas e espinhas de peixe, casco da tartaruga, teia de aranha, pelos do porco do mato, folhas da palmeira açaí, estrela d’alva, nuvens matinais, caminhos, padrão dãdelo e kuahi. Gravam-se, também, nomes, números ou datas, alguma mensagem ou lembrança, casas e personagens. 32

Durante o Turé e cerimônias mais formais, os índios do Uaçá usam pinturas de urucum, de cor vermelha, especialmente na face e nos braços, que aplicam com um pincel de bambu e chumaço de algodão. As pinturas do corpo apresentadas foram elaboradas por um jovem Karipuna que vem se dedicando à recuperação da arte gráfica. Ele diz ter aprendido a pintar com sua avó. 34

Os povos indígenas do Oiapoque dominam a arte da cestaria e com ela produzem peneiras, tipitis, esteiras, abanos, cestos, jamaxins e suportes para ornamentos plumários. Cada um desses objetos exige que o cesteiro tenha conhecimentos muito precisos sobre as matérias-primas a serem utilizadas e sobre o ato de entrecruzar 4 as fibras.

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As cuias são objetos simples, leves, redondos e aconchegantes. Pintadas, marcadas, desenhadas, propiciam múltiplos usos na vida cotidiana, ritual e religiosa. Cuias grandes são para servir o xibé (bebida de água e farinha, refrescante e nutritiva) ou o caxiri (bebida fermentada) durante as festas do Turé, do Tambor, do Divino Espírito Santo e de Santa Maria

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Figurinhas