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ANUÁRIO BRASILEIRO DE FORNECEDORES DA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO, GÁS E BIOCOMBUSTÍVEIS

2013


índice ANUÁRIO BRASILEIRO DE FORNECEDORES DA INDúSTRIA DE PETRÓLEO, GÁS E BIOCOMBUSTÍVEIS Editorial 07

Apresentação: IBP 09

Seções: Consultoria técnica 12 Controle antipoluentes atmosférico 16 Engenharia 20 Equipamentos contra-incêndio 24 Gás

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Geradores 32 Indústria mecânica Juntas de expansão Logística

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Película de segurança 52 Serviços 68 Serviços geofísicos e equipamentos 56 Tubos e conexões 62


Editorial

Reconhecida por publicações conceituadas nas áreas de arquitetura, decoração, medicina, estética e turismo, a Editora Target decide lançar novos voos e realizar novas conquistas. Por isso, é com muito orgulho que a empresa traz para o mercado o primeiro Anuário Brasileiro de Fornecedores da Indústria do Petróleo e Biocombustíveis - ABP. Voltado para organizações e empresários, a publicação reúne grandes indústrias, tornando – se uma fonte de pesquisa confiável para aqueles que desejam buscar serviços referentes à área de óleo e gás. Somando-se a isto, está o desejo de celebrar o bom momento deste mercado brasileiro, onde a produção de gás natural atingiu 77,3 milhões de metros cúbicos em março deste ano, segundo a Agência Nacional do Petróleo, e superou em 12% o mesmo período de 2012. Aqui, você ainda irá encontrar, além de empresas conceituadas, matérias e artigos sobre assuntos pertinentes relacionados ao universo do petróleo, biocombustíveis e gás, como é o caso do aniversário de 60 anos da Petrobras. Esperamos que aproveitem o conteúdo e que o Anuário ABP possa contribuir ainda mais com o seu trabalho. Boa leitura!

expediente Anuário Brasileiro de Fornecedores da Indústria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis 2013 • Produção: Target Editora Ltda • Direção Executiva: Marcus Guimarães - (21) 2236-0114 • Arte: Karina Pussenti • Redação: Roberta Cardoso - (21) 2236-2050 • Estagiária: Louise Albuquerque • Tiragem: 20.000. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida, eletronicamente ou mecanicamente, sem autorização. Os textos publicados são de inteira responsabilidade dos profissionais e empresas anunciantes.

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50

CGG Veritas

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C. M. Couto 26 Capmetal 18 Dinatecnica 44 Fluke

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FormatĂşs 40 GL Group 14 Safety Film 54 Schulz 64 Super Gera 36

fornecedores

AGM

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consultoria técnica

GNL em Números Foto: Tarbit Shipping

Bit Vinking: navio movido a GNL

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Existe uma série de medidas para reduzir o impacto no meio ambiente causado pela indústria da navegação. Com os cortes requeridos de emissões de gases para a atmosfera, os especialistas apontam para o gás natural liquefeito - GNL como a melhor solução para que os navios cumpram os regulamentos iminentes, mas quais são os custos? O especialista do GL Group, Dr. Pierre Sames, fala sobre os fatores que influenciam na decisão de investir em navios movidos a GNL e os desafios para o desenvolvimento desta infraestrutura.

primeira pergunta é a diferença entre o preço do GNL e do óleo combustível pesado. Como os preços são mais ou menos os mesmos, certamente, faz mais sentido, comercialmente, optar pelo GNL. E quanto mais tempo um navio passa dentro de áreas de controle de emissões de gases (ECAs), mais rápido será o retorno do investimento feito com esta instalação. A equação, como tal, é bastante simples, mas os preços de mercado não são transparentes. Assim, a questão crucial é: “Nós podemos identificar números confiáveis para basear a nossa decisão?”

Dr. Sames, que fatores precisam ser considerados pelos armadores quando decidirem pensar em investir em um navio movido a gás natural liquefeito?

No caso do óleo combustível pesado, os números são relativamente transparentes. O que leva a uma incerteza no mercado de GNL?

Dr. Pierre Sames: Para um armador, considerando a instalação de um sistema GNL em uma embarcação, a

Dr. Pierre: A ausência de um mercado global de GNL torna extremamente difícil fazer uma previsão de qual

será o custo do produto nos próximos cinco anos. Isto é ainda mais complicado pela diferença nos preços de GNL entre os Estados Unidos, Europa e Ásia, o qual é muito mais alto do que os preços do óleo combustível pesado. Nos Estados Unidos, o custo atual do GNL equivale a um quarto do que os navios teriam que pagar na Ásia. Entretanto, podemos prever com alguma certeza, que o GNL, num futuro próximo, será e continuará sendo mais econômico do que o diesel e esta diferença conduzirá o retorno do investimento em navios que operam nas áreas de controle de emissão de gases (ECAs). No entanto, a decisão de adotar o GNL se baseia principalmente sobre a diferença de preço entre o GNL e óleo combustível pesado. E há indícios de que os navios podem receber o GNL ao preço de óleo combustível pesado na Europa, se forem bem negociados.


Quais são os custos médios de investimentos e como um armador principalmente avalia se a decisão de implementar o GNL em um navio é viável? Dr. Pierre: O GL concluiu recentemente um novo estudo em conjunto com a MAN, que analisa os custos e benefícios de navios contêineres movidos a GNL. Os resultados sugerem um investimento inicial adicional, na ordem de 300 a 500 dólares por Kw, levando-se em conta todo o equipamento relacionado ao GNL. Avaliamos também o tempo de retorno para várias configurações, tamanhos de navios, rotas, navios que estão em áreas de controle de emissões de gases e preços de combustível, e realizamos uma ampla pesquisa para identificar os parâmetros dominantes para este cálculo. O estudo mostra que a diferença do preço entre o óleo combustível pesado e do GNL e o tempo que um navio opera em áreas de controle de emissões de gases são os fatores mais importantes na determinação do tempo de retorno para o investimento em GNL antes de 2020. A criação de mais áreas de controle de emissões de gases poderia também funcionar como um estímulo para a adoção do GNL? Dr. Pierre: De fato. Sabemos, por exemplo, que navios de longo curso geralmente gastam entre 5 e 6 por cento do seu tempo de operação nas áreas de controle de emissão de gases. Mas esse número pode crescer consideravelmente em número de rotas dos navios, uma vez que os novos requisitos para a qualidade do combustível do navio, que são equivalentes as do norte da Europa, entraram em vigor ao longo da costa Norte-Americana, em agosto de 2012. Além disso, uma série de outras áreas marítimas são esperadas para introduzir restrições semelhantes sobre as emissões antes de 2020, data de vigência dos limites globais de enxofre no óleo combustível pesado. Mais uma vez, faz sentido olhar mais de perto para os navios movidos a GNL que operam mais em áreas de controle de emissão de gases. Que outros fatores são relevantes para a adoção do GNL como combustível de navios? Dr. Pierre: Há muitos fatores que contribuem, mas uma preocupação particular foi considerada no estudo em conjunto da MAN e GL, que é o custo do investimento e sua dependência da disponibilidade de estações de reabastecimento. Por exemplo, um navio que opera em uma rota típica de longo curso entre a Ásia e a Europa, exigiria um tanque com capacidade de combustível suficiente para 50% da viagem completa. Para um navio grande, esta capacidade seria na faixa de

10.000m3. No entanto, um navio que pode transportar somente combustível suficiente para a metade de sua viagem de volta ficaria mais exposto aos custos flutuantes dos combustíveis em seus destinos. Por outro lado, como os custos de construção dos tanques GNL são altos, a limitação do tamanho do tanque afetará diretamente os altos custos de construção. Isto também significará que os espaços tomados pelos tanques irão reduzir a capacidade de carga, o que aumentará o potencial de rendimento do navio. Como mais estações de abastecimento de GNL construídas nos portos, a aceitação desta tecnologia irá beneficiar a todos. Existe uma pressão crescente dos operadores de navios para reduzir o tempo de abastecimento de combustíveis. De que forma as embarcações movidas a GNL são afetados por isso? Dr. Pierre: Nós estamos apenas começando a investigar a questão de quanto tempo realmente leva o abastecimento do GNL com segurança. O que realmente sabemos é que os nossos clientes esperam um processo de abastecimento de combustíveis similar e conveniente tanto para o GNL como para o óleo combustível pesado, incluindo um período de tempo aceitável. Hoje, o processo de preparação para abastecimento de GNL envolve o resfriamento e sistemas de inertização do próprio tanque, antes de começar o processo de reabastecimento. Mas, há esforços em curso para reduzir o tempo necessário de preparação. Por exemplo, é possível começar a resfriar as mangueiras antes de fazer a conexão. Da mesma forma, a tripulação do navio poderia começar o resfriamento do sistema de bordo antes de conectar. Existem várias opções que ainda não foram totalmente exploradas. Como o interesse comercial em construção é crescente, veremos um rápido desenvolvimento de novas tecnologias para facilitar o abastecimento de GNL (gás natural liquefeito) que ainda não está estabelecido. Isto é um desafio técnico que pode ser superado, e é certamente uma das razões pelas quais a navegação rápida está à frente da adoção do GNL (gás natural liquefeito). Pode-se dizer que isto serve de laboratório experimental para navios de longo curso. Como está se desenvolvendo o acesso ao abastecimento do GNL? Dr. Pierre: Uma série de portos oferece instalações de GNL, particularmente no norte da Europa. Na primavera de 2011, um novo terminal de GNL foi entregue pela Linde, em Nynäshamn, ao sul de Estocolmo, que oferecerá um rápido reabastecimento de GNL, em

breve. Recentemente, Gasnor anunciou que vai disponibilizar GNL no porto alemão de Brunsbüttel. Os planos da empresa para fornecimento de gás liquefeito, inicialmente, e a possibilidade de construir um pequeno terminal no futuro, de acordo com a demanda. Tais anúncios da indústria de fornecimento são muito úteis no sentido de incentivar os armadores a considerar o uso do GNL. É importante demonstrar aos proprietários que existe a intenção de iniciar e construir uma infraestrutura necessária de acordo com o crescimento da demanda. O GL está atualmente trabalhando com a autoridade do Porto de Hamburgo (HPA) para explorar as opções possíveis para oferecer abastecimento de GNL (gás natural liquefeito). Além disso, o GL está participando de um projeto financiado pela Comunidade Européia (EU) chamado “Clean North Sea Shipping”, e pretende apresentar um “LNG Showcase Hamburgo”, em conjunto com a autoridade do Porto de Hamburgo (HPA), no Dia do Marítimo (European Maritime Day), em maio próximo. Vários de nossos atuais projetos de pesquisa e desenvolvimento irão examinar os aspectos práticos e de segurança das instalações potenciais de abastecimento de GNL) em Hamburgo e outros portos, com foco na viabilidade técnica. Os armadores precisam de opções de abastecimento; os fornecedores precisam de navios para abastecer isto é um pouco semelhante ao dilema do surgimento do ovo e da galinha. Dr. Pierre: É verdade, e esta é uma das razões que faz o GL se manter numa forte posição, no sentido de apoiar esta tecnologia. Acreditamos que podemos ser impulsionadores nesta área, por isso nos envolvemos em várias atividades, como pesquisa, desenvolvimento de regras e projetos e em algumas aplicações comerciais iniciais. Nossa contribuição e suporte no projeto de conversão do navio “Bit Viking” é um bom exemplo. Sem o apoio substancial dos especialistas das Sociedades Classificadoras como o GL, tais tecnologias, como o GNL, não seriam desenvolvidas, ou no mínimo, não se desenvolveriam na mesma velocidade que podemos ver atualmente. É muito gratificante para nós poder contribuir para este desenvolvimento, para verdadeiramente inspirar pessoas a utilizar a tecnologia disponível e para, juntos nos empenharmos na sua implementação. Espero firmemente que, futuramente, ao olharmos para trás, possamos concluir que seguir nesta direção foi a escolha certa. *Texto produzido pela equipe GL Group

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consultoria tĂŠcnica

Safer, Smarter, Greener.

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GL Group. You are looking for safer, smarter and greener solutions to boost your business. We use our strong R&D capabilities to develop new tools, methodologies, standards and recommended practices to solve technical challenges. All the while, we reinforce high safety and quality standards. Rely on GL Group’s assurance, consulting and classiďŹ cation for the maritime and energy industries.

www.gl-group.com

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controle antipoluente atmosférico

Biocombustíveis: energia sustentável Flávio Guimarães, diretor operacional da Radix, explica os benefícios do uso de biocombustíveis

Foto: Revista Plantar

Os biocombustíveis são um dos grandes avanços na busca por criar alternativas de energias sustentáveis e que não poluam o meio ambiente. No Brasil, os mais comuns são o etanol e o biodiesel, mas existem outros tipos criados a partir de cana de açúcar, mamona ou outros produtos agrícolas. Para entender mais sobre este combustível sustentável, conversamos com Flávio Guimarães, diretor operacional da Radix, empresa que desenvolve projetos de tecnologia para grandes empresas do país, como a Petrobras, Braskem, Vale, CSN, TV Globo, Eletronuclear, Chevron, Estaleiro Atlântico Sul, entre outras. ABP: Fale sobre o trabalho desenvolvido pela Radix? Flávio Guimarães: A Radix é uma empresa 100% nacional que tem como missão ser a principal parceira no desenvolvimento de tecnologia das grandes empresas do país. Hoje, desenvolvemos projetos com a Petrobras, Braskem, Vale, CSN, TV Globo, Eletronuclear, Chevron, Estaleiro Atlântico Sul, entre outras. São projetos nas áreas de engenharia, automação industrial e desenvolvimento de software que buscam otimizar os processos, utilizando os recursos disponíveis de forma mais inteligente e segura. Além das tradicionais áreas de óleo e gás, energia e metalurgica, já desenvolvemos projetos nas áreas de produção de petroquímicos a partir de matéria prima renovável, eficiência energética e nanotecnologia, sempre com um compromisso de longo prazo com nossos clientes, funcionários e com a sociedade. Por ser uma empresa focada em tecnologia, a Radix possui uma rede de relacionamento com mais de 30 universidades e centros de pesquisa em todo o Brasil. ABP: O que é o biocombustível? Quais os tipos que existem?

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Plantação de soja

Flávio: Biocombustível é o combustível cuja energia é proveniente da fixação biológica de carbono, ou seja, a transformação que ocorre em seres vivos de compostos inorgânicos de carbono, como o gás carbônico (CO2), em compostos orgânicos - os hidrocarbonetos. Os biocombustíveis mais conhecidos são os álcoois - com destaque para o etanol, o biodiesel, o


diesel verde, o biogás, o bioéter e os biocombustíveis sólidos, como madeira e bagaço de cana. ABP: Qual é o mais utilizado no Brasil? Flávio: No Brasil, o biocombustível mais utilizado é o etanol. Seu uso se iniciou na década de 70, quando o país buscava alternativas energéticas durante a crise do petróleo e durante algumas décadas foi o líder mundial de produção, que é fortemente baseada no cultivo da cana de açúcar. Atualmente, ocupa o segundo lugar, tendo sido ultrapassado nos últimos anos pelos Estados Unidos. Mesmo assim, o programa de etanol no Brasil é um modelo para diversos países no mundo. Desde 1976, o etanol é utilizado como aditivo na gasolina, além de poder ser usado também diretamente como combustível, o que fez crescer amplamente seu uso, muitas vezes subsidiado por políticas governamentais. ABP: Quais os benefícios do seu uso? Flávio: A grande vantagem do uso do biocombustível é a independência que traz em relação ao uso de combustíveis fósseis, que são um recurso finito no planeta. Mesmo com as grandes descobertas de novas reservas, especialmente no Brasil com a camada pré-sal, o combustível fóssil é um recurso não renovável. O biocombustível, pela sua própria essência, é uma matéria prima renovável, que pode ser produzida pelo homem. E seu uso não desequilibra o balanço de carbono da atmosfera, que vem ganhando grande atenção por conta do aquecimento global. Ao contrário do petróleo, cujo uso (queima) transporta o carbono que estava em reservas subterrâneas e submarinas para a atmosfera, o etanol proveniente da cana precisa deste mesmo carbono para ser produzido pelo processo de fotossíntese, reduzindo o impacto ambiental de seu uso. Em resumo, o uso do etanol polui menos que o uso de derivados de petróleo, como a gasolina e o diesel.

ABP: Como ele é produzido?

Foto: Material de divulgação

Flávio: O etanol é produzido por meio do processo bioquímico de fermentação, onde microrganismos e enzimas atuam em moléculas de açúcar ou celulose, provenientes de trigo, milho e cana de açúcar. Após o processo de fermentação, o etanol passa por processos de filtragem e separação, cuja complexidade depende do grau de pureza que se busca: etanol hidratado (que possui 1 % de água) ou anidro (100% puro). Para o etanol hidratado comumente se usa o processo de destilação para atingir o grau de pureza requerido. Para o anidro, após a destilação, ainda é necessária uma etapa de “secagem”, onde se utiliza tecnologias como a de peneiras moleculares. ABP: Como estão os investimentos do Brasil para a produção deste combustível? Flávio: O setor de produção de etanol têm sofrido muito com a competição direta com a gasolina. Há cinco anos houve um rápido crescimento, com investimentos em novas usinas realizados por grupos nacionais e internacionais. O auge desta fase foi em 2008, quando os investimentos chegaram a 10 bilhões de dólares. Mas, no final do mesmo ano, com o advento da crise mundial e as descobertas de óleo e gás na camada pré-sal o cenário mudou. As usinas sentiram o impacto financeiro da crise, além das variações de safra, e não conseguiram repassar estes custos para o preço final ao consumidor, reduzindo drasticamente as margens do setor e, consequentemente, sua atratividade para novos investimentos. Empresas multinacionais provenientes de diversas partes do mundo, como Índia, Espanha e Cingapura, que investiram na produção de etanol no Brasil atualmente procuram compradores para seus ativos.

ABP: Existem desvantagens para sua produção? Quais?

ABP: O Brasil é um país rico em mamona, cana de açúcar, e outros produtos que são necessários para a produção do biocombustível. O que é preciso para que existam mais iniciativas para expandir esta fonte de energia?

Flávio: A grande desvantagem da produção do etanol está na sazonalidade da produção de cana de açúcar. Por depender de fatores climáticos, a programação de produção sofre bastante com as oscilações ambientais. Nos últimos três anos, o Brasil viveu uma série de quebras de safra de cana, que impactou diretamente na produtividade do setor. Estas variações de produção são muito ruins para intensificar o uso deste combustível tanto no país quanto no exterior.

Flávio: Entendo que são necessárias políticas de incentivo à produção que permitam às empresas uma perspectiva de médio e longo prazo. Ampliar a produção de biocombustíveis e aumentar a eficiência em seu uso e produção, especialmente por meio de atividades de pesquisa e desenvolvimento, requer grandes investimentos. Mas para que eles aconteçam, é preciso existir uma certa margem de confiança de que será possível viabilizar este consumo. E esta confiança

Flávio Guimarães depende de como os setores públicos e privados vão se organizar para este fim. ABP: Na sua opinião, a sociedade em geral ficou mais consciente a respeito das questões do meio ambiente? Que mudanças podem ser observadas no comportamento das pessoas ao longo dos anos? Flávio: Com certeza. Hoje, o impacto das questões ambientais é evidente no nosso dia a dia. Mesmo em um país com diversas vantagens naturais como o Brasil já sentimentos alterações climáticas e já percebemos preocupações com uma possível escassez de recursos essenciais como a água. Desde pequenas, as crianças já vem sendo educadas tanto em casa quanto nas escolas sobre a importância do uso inteligente destes recursos. Sempre que financeiramente viável, a opção por combustíveis renováveis com baixo impacto ambiental é crescente. Nas novas casas e novos prédios, diversos projetos estão buscando aproveitar ao máximo energia solar e água de chuva se multiplicam pelo país. E nessa mudança de conceitos, a engenharia cumpre um papel fundamental em transformar as tecnologias existentes em soluções viáveis para minimizar os impactos ambientais nos diversos segmentos de nossa sociedade.

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controle antipoluente atmosfĂŠrico

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ARTIGO

Como conquistar seu lugar no mercado de petróleo e gás Foto: Banco de Imagens Petrobras

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Legenga 1 Altas remunerações e possibilidade de crescimento atraem novos profissionais


Foto: Arquivo Pessoal

Rodrigo M. Imberti é engenheiro e professor da Faculdade Pitágoras de Linhares

Por Rodrigo M. Imberti Devido às recentes licitações e novas descobertas, como na camada do pré-sal, o mercado de petróleo e gás está mais aquecido do que nunca no Brasil. Com o aumento de oportunidades do segmento, consequentemente aconteceram incrementos nas contratações por parte de empresas para que todos estivessem preparados para um possível aumento da força de operação e trabalho. Em contrapartida, o setor tem chamado bastante atenção de alguns profissionais da área por conta das chances interessantes de crescimento e altas remunerações oferecidas para os especialistas. O setor operacional do mercado cobre um leque abrangente de profissionais com diversas formações, que se estendem desde os níveis profissionalizantes, como tecnólogos e técnicos, até níveis superiores, podendo inclusive atingir profissionais com grau de Ph.D. Porém, apesar do mercado ser promissor e cheio de oportunidades, deve-se estar atento as qualificações exigidas atualmente, já que o setor exige especialização, muita dedicação e precisa de colaboradores com boa bagagem acadêmica e experiência profissional. Há algum tempo atrás, quando o mercado estava na fase iniciante no país, não havia mão-de-obra formada na área específica de petróleo e, por isso, profissionais de setores ligadas ao mercado, ou aqueles que possuíam um pouco de experiência, eram contratados para suprir a demanda petroleira. Os anos passaram e à medida que o mercado foi se desenvolvendo, surgiram cursos específicos na formação de petróleo e gás como, por exemplo, as graduações

de Engenharia do Petróleo e Engenharia Química, que aumentaram o nível de dificuldade de ingresso no mercado para os demais profissionais não qualificados na área. Assim, a concorrência para trabalhar em oil & gas aumentou radicalmente, assim como o nível de exigência das companhias. Apesar da grande carência de mão de obra no mercado, possuir apenas uma graduação ligada diretamente ao setor de petróleo e gás não é garantia de emprego: as companhias realizam uma análise completa do profissional para averiguar sua aptidão para o mercado e não se apressam para contratar até que encontrem a pessoa com perfil e habilidades corretas para o cargo proposto. Para conquistar um bom cargo no setor é essencial começar a estudar cedo: o interessado deve se dedicar para conquistar certificações técnicas, experiências de trabalho e cursos complementares. Os estudantes que iniciam a carreira com um estágio na área têm muitas chances de continuar com o trabalho depois de formado. Outro ponto muito importante para quem almeja ingressar no mercado petroleiro é investir em cursos para a proficiência na língua inglesa, considerando que esta é uma área global. Se possível, o domínio de outros idiomas, como espanhol, muito utilizado atualmente para relações com países da América Latina, faz a diferença na hora da seleção dos candidatos. Um perfil muito procurado nas companhias petroleiras são indivíduos que gostam de conhecer novas

culturas, já que muitos trabalham em empresas multinacionais que possuem cultura organizacional e método de trabalho diferente do mercado brasileiro. É necessário ser flexível e ter capacidade de adaptação para conseguir lidar com tais desafios. Os profissionais da área ainda devem estar dispostos a viajar para adquirir experiência e expandir os conhecimentos: nos últimos anos, por exemplo, muitos dos trabalhadores da área foram direcionados para o estado do Espírito Santo, que se tornou destaque na produção de petróleo e gás natural no Brasil. Outra dica interessante para os interessados é marcar presença em eventos do ramo como a Rio Oil and Gas e Vitoria Oil & Gas, ou outras feiras menores, como os eventos promovidos por faculdades, congressos com especialistas, minicursos, palestras e outras atividades que se tornam chances de contato e relacionamento com quem já está no mercado. Como o setor é muito movimentado, manter o currículo atualizado em portais de empresas e redes sociais e verificar periodicamente as novidades de vagas de emprego é imprescindível. Importante prestar atenção ao tipo de recrutamento realizado em cada companhia: algumas empresas realizam concurso para vagas no setor, outras trabalham com um processo seletivo extenso, com diversas etapas e entrevistas. Paciência e dedicação para trabalhar no mercado são fatores essenciais, mas o setor é promissor e o esforço para quem gosta da área compensa em médio prazo.

Foto: Banco de Imagens Petrobras

Além do conhecimento técnico, falar outros idiomas e ser flexível é essencial para o profissional de óleo e gás

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engenharia abp_flukeeng_560x280_art_04.ai

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equipamentos contra-incêndio

Segurança na indústria do Petróleo: prevenir é sempre melhor Acidentes em empresas de óleo e gás causam grandes desastres, por isso é sempre importante investir em prevenção Foto: Banco de Imagens Yeling

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O uso dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s são obrigatórios e garantem a segurança de quem trabalha indústria


A segurança é um fator importante dentro de qualquer empresa. Para quem trabalha na indústria, principalmente, a atenção deve ser maior, devido aos equipamentos e operações que podem apresentar riscos à saúde dos funcionários, à estrutura da empresa e até ao meio ambiente. De acordo com Paulo Niemeyer, diretor executivo da Aon – empresa que presta serviços de consultoria e corretagem de seguros – o número de acidentes no setor de Oil & Gas é baixo no Brasil. Porém quando acontecem, geralmente é causado por um conjunto de erros. “Falha humana, problemas técnicos e operacionais, falha de equipamentos e/ou desastres naturais. Um exemplo é o sinistro da BP (empresa sediada no Reino Unido que opera no setor de energia, óleo e gás), no Golfo do México em 2010, onde foi levantado uma falha nos equipamentos de segurança, denominado como BOP, falha na cimentação do poço, falha humana etc”, conta. No caso das empresas petrolíferas, a fiscalização de operações legalizadas e que sejam seguras ao meio ambiente são de responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP. Porém, quando o assunto é a segurança dos funcionários, cabe ao Ministério do Trabalho a supervisão do serviço sem riscos. Quando acontece qualquer incidente que possam comprometer a natureza, a empresa tem a obrigação de informar imediatamente o órgão regulador. Do mesmo modo, ao iniciar suas operações, a ANP também deve autorizar, após as analises necessárias.

Prevenção Prever um acidente antes de acontecer é sempre a melhor forma para evitar tragédias. Afinal, quando se está à frente do problema é possível consertar todos os erros que podem causá-lo. Esse conceito não vale somente para grandes desastres, mas para pequenos incidentes que é comum acontecer no dia a dia de uma indústria. Para Niemeyer, algumas medidas devem fazer parte da rotina da empresa. “Revisão de procedimentos técnicos, manutenção dos bens e equipamentos, treinamento de pessoal e gestão destes funcionários, implantação de melhores procedimentos de emergência e segurança, gerenciamento dos riscos associados as atividades e operações, que inclui a mitigação destes riscos, implantação de novas tecnologias etc”. Outra ação, praticamente obrigatória em qualquer empresa, é a contratação de um bom seguro

para proteger os seus bens. É justamente neste setor que atua a Aon. “O nosso trabalho consiste na análise, identificação e avaliação das exposições e riscos inerentes as atividades das empresas de Petróleo e Gás e a mitigação e transferência destes riscos para o mercado segurador e ressegurador. Temos uma área especializada de Oil&Gas, localizada no RJ, 100% dedicada para a prestação de serviços a empresas da indústria petrolífera, além de uma área de sinistros que auxilia os nossos clientes em toda a regulação em caso de acidentes”, explica o diretor da empresa. Ainda segundo o executivo, o valor de um seguro pode variar de acordo com a operação que a empresa realiza, e os riscos que ela traz. “Atualmente existem seguros para toda a cadeia da indústria, desde a fase de sísmica, passando pela exploração, desenvolvimento, construção, produção e descomissionamento”, diz. Além disso, o setor de seguro para empresas petróleo no Brasil também é afetado por eventos que acontecem fora do país, já que muitos resseguradores internacionais compõem os contratos das seguradoras e resseguradoras nacionais.

Tecnologias de combate a acidentes Pensando na prevenção e nos perigos das altas temperaturas dos equipamentos industriais, a Nanotech do Brasil lançou o Nanothermic 3, uma tecnologia em formato de tinta que reduz o calor dessas máquinas. Indicado para indústrias petrolíferas, açúcar e etanol, químicas, de papel e celulose ou outros locais que apresentem perigo de queimadura, a tecnologia pode ser aplicada em tanques, trocadores de calor, difusores e outros equipamentos do ambiente de produção. Segundo o presidente da Nanotech do Brasil, José Faria, a nanotecnologia tem realizado grandes avanços na questão de redução de acidentes. “Esses fatores contribuem para o avanço da produtividade, queda do absenteísmo e redução de custos operacionais”, explica. O produto atende a norma de proteção pessoal ASTM C1057 e previne queimaduras, caso o operador tenha contato com a pela nua em até 5 segundos em uma temperatura de até 60 graus. “Outro diferencial em relação ao isolamento tradicional é que o Nanothermic 3 é impermeável, não promove a corrosão e facilita a inspeção. A eficiência dura até 20 anos”, completa Faria.

Anticorrosão protege plataformas Outro produto que chegou ao mercado brasileiro capaz de reduzir os prejuízos causados pela corrosão em embarcações, plataformas e tanques é o EcoGlas Pro Protetor Permanente, conhecido como “vidro líquido”. Comercializado pela DPM Tecnologia, o protetor foi desenvolvido na Alemanha e tem durabilidade de 20 anos. Sua fórmula é composta de dióxido de sílica (SiO2) e uma solução de polissilazano em solvente, formando um revestimento anticorrosão, anti-abrasão e antipichação 50 vezes mais fino que um fio de cabelo. “O objetivo é selar a superfície, não permitindo mais que a oxidação aconteça”, explica Paulo Loria, diretor da DPM Tecnologia. Além disso, EcoGlas Pro Protetor pode ser aplicado em outras superfícies que não respiram, como plástico, granito, com finalidade de proteger contra umidade, sujeiras e diversas substâncias líquidas, como água, vinho, ácidos, sendo para mármores e granitos uma solução definitiva.

Foto: Banco de Imagens

EcoGlas Pro Protetor Permanente

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equipamentos contra-incĂŞndio

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GÁS

GLP: a energia que aquece os lares brasileiros Amaro Helfstein, da Copagaz, fala sobre os benefícios do gás de cozinha e como manuseá-lo com segurança Foto: Divulgação

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Unidade da Copagaz em Mauá


Presente na maior parte dos lares brasileiros, o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) – ou gás de cozinha – é um dos meios mais comuns de se gerar energia, principalmente dentro de casa, além de ser considerado mais seguro, devido ao seu armazenamento, distribuição e transporte. Apesar disso, é preciso tomar certos cuidados ao adquirir um botijão de gás, como comprar de revendas autorizadas e verificar o estado do produto: se ele estiver amassado ou enferrujado você não deve aceitá-lo. Só em 2012, a Agência Nacional do Petróleo interditou mais de 800 estabelecimentos e 63,4 mil botijões foram apreendidos. Entre as principais distribuidoras de gás de cozinha do Brasil, está a Copagaz, com mais de 50 anos, ela ocupa 8% do mercado nacional. Conversamos com o diretor comercial e de operações da Copagaz, Amaro Helfstein, que falou sobre a atuação da empresa, explicou a importância da requalificação dos botijões após 10 anos e ainda trouxe alguns cuidados sobre como armazenar o gás de cozinha com segurança. ABP: Conte-me sobre o trabalho da Copagaz. Amaro Helfstein: A Copagaz foi fundada por Ueze Zahran, em 1955, (que comanda a empresa até hoje) e atua como distribuidora e engarrafadora de gás liquefeito de petróleo, o GLP (gás de cozinha). Atualmente, produzimos mais de 600 mil toneladas por ano, faturando mais de R$ 1 bilhão. Somos a quinta maior empresa do segmento, com 8% do mercado nacional. Contamos com 1300 colaboradores e temos operações em 19 estados brasileiros e no Distrito Federal, por meio de 13 engarrafadoras próprias e uma rede composta por três mil revendedores, que abastecem milhões de lares, indústrias e empresas do país. Desde o início das nossas operações, sempre mostramos preocupação com dois pilares: qualidade no produto entregue e preocupação com a segurança dos nossos colaboradores. Somos a única empresa do setor que conta com todo o processo produtivo da cadeia de GLP: a fabricação dos botijões- na Ibrava, as engarrafadoras – Copagaz e a requalificadora – a NHL. ABP: Como a empresa investe na segurança de seus produtos? Amaro: Sem dúvida, o principal investimento foi trazer as leis internacionais para o mercado brasileiro. Durante anos lutamos para a implementação destas normas internacionais, que há muito tempo já

existem nos mercados europeu e norte-americano. A principal delas consiste na obrigação das distribuidoras de gás em testar seus botijões a cada dez anos de uso, denominada requalificação. Trata-se de um processo rigoroso que analisa as condições de uso dos vasilhames, mantendo os que estão bons no mercado e retirando, sucateando os que não têm mais condições e oferecem perigo aos consumidores, substituindo-os por novos. Além disso, a Copagaz também investe muito na sua área de tecnologia, fundamental para a companhia oferecer um produto de qualidade e que não ofereça riscos para os consumidores. Outra maneira de investirmos na segurança dos nossos produtos está no fato de promovermos constantemente campanhas educacionais para orientar o consumidor sobre a maneira mais correta e segura de uso do seu botijão, e em como agir em caso de problemas de vazamento. Isso é feito por meio de duas formas: com etiquetas informativas enviadas junto aos milhares de vasilhames entregues nas residências e por meio da divulgação de dicas em programas de TV, rádio, jornais e na internet. ABP: O que as pessoas usam mais no Brasil: gás de cozinha ou gás encanado? Na sua opinião, qual é o mais seguro e porquê? Amaro: Sem dúvida o gás de cozinha é o mais usado no Brasil. O Gás Natural ainda engatinha por aqui, tendo presenças mais fortes apenas em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, enquanto o GLP está presente em 100% do território nacional. O GLP é o mais seguro por conta de uma série de fatores, tais como: distribuição, eficiência, flexibilidade e transporte. Os botijões de gás abastecem 95% dos lares brasileiros. De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP, o gás de cozinha tem mais penetração em território nacional do que a energia elétrica, a água encanada e a coleta de esgoto, enquanto que o gás natural é bem limitado por aqui. Por isso, caso ocorra um problema na rede de distribuição do gás, no caso do GLP existe uma armazenadora do produto que não interromperia o seu fornecimento, mas com o gás natural, a ruptura de uma tubulação ou qualquer problema que ocorra na Bolívia (fornecedora da maior parte do produto para o Brasil) traz a necessidade do corte imediato do abastecimento, o que deixaria centenas de indústrias sem energia para mover suas máquinas e produzir.

Foto: Divulgação

Amaro Helfstein, Diretor comercial e de operações da Copagaz

Outro ponto favorável diz respeito à eficiência do gás para cocção de alimentos, aquecimento de água, ou outras atividades que trazem a necessidade do uso do produto no segmento industrial. Por ter um poder calorífico maior (25% mais), o GLP concentra mais energia e, portanto tem mais eficiência e rendimento do que o gás natural. Também podemos destacar a questão da livre concorrência que permite ao consumidor escolher o fornecedor, pesquisar melhores preços, atendimento, flexibilidade no horário da entrega do vasilhame e qualidade do produto, enquanto que no caso do gás natural, ele fica preso a uma empresa apenas. E ainda cabe ressaltar a questão da vantagem do transporte no caso do GLP. Enquanto o gás natural é transportado em gasodutos, o GLP, ao contrário, pode ser armazenado e transportado com facilidade via veículos automotores para todos os cantos do Brasil, o que impediria qualquer crise no abastecimento do produto. ABP: Como é feita a produção do GLP? Amaro: O GLP, ou gás de cozinha, consiste numa mistura gasosa de hidrocarboneto obtido do gás natural das reservas do subsolo, ou do processo de refino

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GÁS Foto: Divulgação

Usinas de asfalto da Copagaz

do petróleo cru nas refinarias. Ele é acondicionado dentro de cilindros em estado líquido. O cilindro quando cheio contém em seu interior 85% de GLP em estado líquido e 15% em estado de vapor. O GLP em estado líquido começa a se transformar em vapor à medida que os aparelhos a gás são utilizados. Ele é produzido pela Petrobrás. É ela quem distribui o gás para as companhias distribuidoras. Todas recebem o mesmo produto em seus plants. Lá o GLP, que fica armazenado em grandes tanques, passa por um processo de envase e, após engarrafado, é transportado para as revendas efetuarem a comercialização para o consumidor final.

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ABP: Quais os cuidados que uma pessoa deve ter ao comprar um botijão de gás? O que ela deve verificar? Amaro: Estes cuidados devem ocorrer desde o momento da compra do botijão. Antes de mais

nada, o consumidor deve observar se o local da compra é uma revenda oficial ou clandestina. Toda revenda legalizada deve manter na sua fachada uma placa contendo a razão social, CNPJ e o número da autorização da Agência Nacional do Petróleo - ANP. O consumidor também deve ficar atento e conferir se a marca estampada em relevo no botijão é a mesma do lacre e da etiqueta. O lacre deve estar intacto na etiqueta e conter a marca da distribuidora, informações sobre manuseio e telefone da assistência técnica. Vale ressaltar a importância do usuário fazer um contato visual com o cilindro para checar se não está enferrujado, rachado ou amassado. Caso esteja, o consumidor não deve aceitar o vasilhame. ABP: Qualquer pessoa pode comercializar os botijões? Que cuidados devem ser tomados no armazenamento desses produtos?

Amaro: Para comercializar botijões de gás de cozinha é preciso seguir algumas regras. A primeira e mais importante, é seguir as exigências da ANP, assim como sua licença para ser um revendedor. A prefeitura local e o corpo de bombeiros devem ser envolvidos nesse processo para instruir o representante sobre as normas de segurança e conceder os alvarás necessários. Os cuidados no armazenamento do produto também constam na ANP e variam de acordo com a quantidade armazenada, bem como para qual segmento se destina: se para o residencial ou industrial. ABP: No ano passado, quantos acidentes relacionados ao gás de cozinha foram registrados? Amaro: Não há como mensurar este dado, visto que não há um sistema unificado que controle que agrupe esta informação. Mas posso assegurar que, principalmente, por conta do avanço do processo de requalifica-


ção, o índice de vítimas fatais decorrentes de acidentes com vazamentos de botijões, caiu vertiginosamente nos últimos anos. São investimentos constantes que as distribuidoras estão fazendo para garantir, cada vez mais, a segurança do consumidor. ABP: Como a requalificação dos botijões contribuiu para a diminuição desses acidentes? Amaro: A requalificação dos botijões começou a ser feita no Brasil em 1997. Por iniciativa da Copagaz, foi trazido ao conhecimento das autoridades brasileiras leis e regulamentos internacionais de regulação do setor. Com a requalificação, vários botijões vencidos e em péssimo estado de conservação ou com defeitos como ferrugem, rachadura ou amassado, que facilitam a ocorrência de vazamentos de gás e consequentemente de explosões que vitimam consumidores, foram sucateados e deixaram de circular dentro de milhares de residências do país. Para se ter uma ideia do universo que estamos falando, entre novembro de 1996 e agosto de 2012, 138 milhões de botijões foram enviados pelas distribuidoras para requalificação. Após passarem por rigorosos testes visuais e de pressão, 115 milhões foram aprovados e voltaram ao mercado, enquanto que 23 milhões foram reprovados e destruídos. Ou seja, esta queda drástica no número de vítimas de acidentes com GLP se deu principalmente porque muitos vasilhames que colocavam a vida dos consumidores em sério risco deixaram de circular pelo país, dando lugar a outros novos, recém-saídos das fábricas, em perfeito estado e 100% seguros. ABP: Como a requalificação é realizada? Amaro: A requalificação passou a ser obrigatória depois de determinação imposta em novembro de 1996, por meio de portaria do Ministério de Minas e Energia – Nº 334. Sobre como ela é realizada, encaminhamos o infográfico ao lado com todo o passo a passo do processo. ABP: Quem tem um botijão com mais de 10 anos de uso, como deve agir? Amaro: Caso o consumidor receba um botijão com dez ou mais anos de uso e visualizar através das taras marcadas no próprio vasilhame que ele está vencido, deve recusar o recebimento ou se dirigir à revenda responsável para pedir a troca por um requalificado e dentro do prazo. Cabe às distribuidoras encaminhar os botijões que se encontram nesta situação para um dos 27 centros de requalificação espalhados pelo país, sem custo algum para o consumidor.

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geradores

Energia limpa: solução para um planeta sustentável Investir na produção de energia limpa pode ser uma das soluções para diminuir a poluição do planeta e preservar a saúde da natureza

Foto: Falcão Jr.

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Usina de energia no Porto do Pecém


A preservação do meio ambiente é um dos temas mais discutidos da atualidade. Afinal, medidas sustentáveis, que não agridam ainda mais a natureza são necessárias – e urgentes – para diminuir a poluição do planeta Terra e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes, além é claro de evitar grandes catástrofes que podem ser causadas pelo aquecimento global. Em 2012, o Rio de Janeiro se tornou a capital do meio ambiente quando recebeu a conferência Rio + 20. Organizada pela ONU, o encontro de líderes mundiais foi realizado com o objetivo de buscar soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável das nações. Apesar de poucas resoluções, o evento colaborou para a conscientização da população em geral sobre a importância de medidas simples que podem contribuir, como, por exemplo, economizar energia. Entre as principais preocupações que envolvem este tema estão os investimentos para a produção de energia limpa, onde não existe a liberação de resíduos ou gases poluentes que contribuem para o efeito estufa e aquecimento global. Hidrelétrica, eólica, solar e das marés são os tipos mais indicados por especialistas para a produção de energia, isso porque garantem a sustentabilidade e a qualidade de vida. De acordo com Luís Maria Barroso, gerente comercial da Dalkia - empresa que é referencia mundial em serviços de eficiência energética - o Brasil tem avançado nos investimentos para produção de energia renovável, em comparação com outros países, mas ainda há muito que fazer. “Segundo o relatório de 2012 da BP, foram consumidos no Brasil 270 MTEP (Milhões de Toneladas Equivalentes de Petróleo) dos quais 105 MTEP têm origem renovável. Isto significa que 39% da energia consumida no Brasil é de origem renovável, enquanto que a média mundial é de 8%. Várias ações, nomeadamente do foro regulatório, têm sido tomadas pelo executivo tendo em vista a promoção das fontes renováveis, como por exemplo: leilões específicos para cada tipo de fonte (já acontece para a energia eólica e prevê-se que em 2013 se aplique também ao fotovoltaico), legislação definindo um nível mínimo (60%) de conteúdo nacional nos equipamentos de geração, linhas de crédito do BNDES com taxas de juro de 2,5% a 5,6% ou o desconto de 80% nas tarifas para uso e distribuição do sistema elétrico para empreendimentos solares que entrarem até 2017”, explica.

Energia Elétrica: mocinha ou vilã? Há quem diga que a produção de energia elétrica também pode ser prejudicial ao meio ambiente, pois para construir as usinas é necessário interferir de forma significativa na natureza. “Na área onde é construído o reservatório da hidrelétrica, a natureza sofre fortes alterações: o clima muda, espécies de peixes desaparecem, animais fogem para refúgios secos, árvores viram madeira podre debaixo da inundação. O impacto social é ainda mais significativo: o montante de desabrigados. No Brasil, 33 mil desabrigados estão nessa situação, e criaram até uma organização, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)”, explica a professora da IFRJ em economia ambiental e pesquisadora da Redesiste/UFRJ em meio ambiente, Maria Gabriela Podcameni. De acordo com a professora, o ano de 2012 registrou, em todo o planeta, recorde em investimento de energia limpa. “Foram US$ 263 bilhões, um aumento de 6,5% comparado a 2010. A fonte de produção que mais cresceu foi a solar - 44%, atraindo US$ 128 bilhões em investimentos e respondendo por mais da metade da energia limpa produzida pelo G20. A queda dos preços nos últimos 12 meses foi a maior responsável pelo crescimento”, afirmou.

Crescimento sustentável O crescimento da população mundial e o desenvolvimento da tecnologia acarretarram no aumento da produção de energia. Por isso, é cada vez mais urgente que este consumo seja feito de forma planejada, para que nos próximos anos o planeta não venha cobrar tudo o que lhe foi retirado. Segundo o diretor da instituição ambiental Energy Marcon, Marcus Saussey, é preciso planejar a decisão por uma ou outra fonte de energia, já que esta escolha está relacionada não só a fatores econômicos, mas também questões técnicas. “A geração e uso da energia são atividades que afetam o ambiente, tanto em escala local como a poluição do ar em centros urbanos, regional resultantes das emissões de óxidos que podem originar chuva ácida e em escala global são as emissões de gases que contribuem ao aquecimento global”, afirma. Para Saussey, isso não significa estar contra os avanços da sociedade, porém é preciso crescer de forma consciente. “Não acredito ser viável retardar o desenvolvimento e, consequentemente, o desenvolvimento

tecnológico e econômico das nações, porém podemos sim, buscar formas mais eficientes de desenvolvimento, evitando o desperdício de matéria-prima e tendo em mente formas de mitigação aos impactos negativos oriundos de nossas atividades, uma vez que não possamos impedir que os mesmos aconteçam. Não podemos admitir que em pleno século XXI, com todo o aparato tecnológico disponível, sigamos nos desenvolvendo de formar a degradar o nosso habitat”, disse.

Os perigos da energia nuclear Em 1986, o mundo presenciou o maior desastre nuclear da história, na usina de Chernobyl, na Ucrânia, que atingiu milhares de pessoas e foi responsável por muitos casos de câncer de tireóide nos anos seguintes, o acidente criou uma grande nuvem radioativa, que cobriu grande parte da Europa. Em 2011, um terremoto no Japão causou várias explosões na usina nuclear de Fukushima, o que causou a liberação de grande quantidade de radiação e outras substâncias tóxicas ao meio ambiente. Estes acidentes são alguns exemplos de como a produção de energia nuclear pode ser perigosa. Para Milton Pinto, diretor de Energia Eólica do Centro de Estratégias em Recursos Naturais & Energia (CERNE), esta forma de energia é a que mais prejudica o meio ambiente. “Até o momento não apareceu nenhum mágico para esconder esse lixo radioativo (césio, plutônio, estrôncio etc.), uma espécie de bomba armada por pelo menos alguns milênios. O plutônio ainda tem a particularidade cruel de poder ser usado em armas atômicas. Estima-se que por ano sejam geradas em torno de 10 mil toneladas de lixo atômico no mundo. O problema é que o quintal do outro é meu quintal também. Estados Unidos, França e Japão são os maiores responsáveis por sujarem o planeta da forma mais perigosa possível. Esses três países não estão localizados em Marte ou na Lua. O lixo atômico é uma espécie de “mau hálito” fatal, que não infecta apenas o seu dono, afirma em seu livro Fundamentos da Energia Eólica. Já Josely Rosa afirma que os acidentes são raros, porém o risco é grande. “Risco é a probabilidade de ocorrer um acidente multiplicado pela magnitude do dano. A probabilidade de acidente é baixíssima, mas os efeitos são muito graves, pois radiação se estoca no organismo e pode ser transmitida por gerações”, explica o diretor-presidente do Grupo Baram –

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geradores empresa que está há mais de 12 anos no setor da construção civil e que possui um segmento voltado para a geração de energia solar e eólica. Apesar disso, para o especialista, a usina mais poluente é a termoelétrica, que utiliza a queima de carvão e combustíveis fósseis, liberando grandes quantidades de carbono na atmosfera.

Medidas sustentáveis Além da produção de energia limpa, outras ações também podem contribuir para a preservação do meio ambiente. Josely Rosa destaca algumas delas:

Conheça as principais Pedimos para a professora Maria Gabriela Podcameni detalhar que é aquela que não polui o meio ambiente. Confira as suas

• “Reciclagem de diversos tipos de materiais: papéis, alumínio, plástico, vidro, ferro, borracha etc; • Coleta seletiva de lixo; • Tratamento de esgotos industriais e domésticos para que não sejam jogados em rios, lagos, córregos e mares; • Descarte de baterias de celulares e outros equipamentos eletrônicos em locais especializados. Estas baterias nunca devem ser jogadas em lixo comum; • Uso racional (sem desperdício) de recursos da natureza como, por exemplo, a água; • Diminuição na utilização de combustíveis fósseis (gasolina, diesel), substituindo-os por biocombustíveis; • Utilização de técnicas agrícolas que não prejudiquem o solo; • Combate ao desmatamento ilegal de matas e florestas; • Combate à ocupação irregular em regiões de mananciais; • Criação de áreas verdes nos grandes centros urbanos; • Manutenção e preservação dos ecossistemas. • Valorização da produção e consumo de alimentos orgânicos.”

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Vale lembrar que qualquer ato que viola a lei 6.398/81, que institui a política Nacional do Meio Ambiente, pode ser considerado crime ambiental e é passível de pena. Por isso, não polua a natureza e fique atento às operações que podem ser ilegais. Afinal, o Planeta Terra precisa de mais cuidado.

Hidrelétrica: “Geração de energia elétrica por meio das forças dos rios. Para gerar energia elétrica por meio da força dos rios é necessário, em primeiro lugar, a construção de uma represa, onde é armazenada uma grande quantidade de água. Portas de controle impedem ou liberam a sua passagem por um canal, onde é enviada às turbinas, fazendo-as girar. Os geradores transformam a energia do movimento das turbinas em correntes elétricas, que são aumentadas por transformadores até um nível adequado à sua condução, por meio de linhas de transmissão, até os centros de consumo. Por fim, tubos de sucção devolvem a água utilizada nesse processo ao rio. Apesar da hidrelétrica ser considerada uma energia limpa, diversos ambientalistas tem afirmado que essa fonte energética possui altos impactos sócio-ambientais”.

Energia eólica: “É aquela gerada pelo vento. Desde a antiguidade este tipo de energia é utilizado pelo homem, principalmente nas embarcações e moinhos. Atualmente, a energia eólica, embora ainda pouco utilizada, é considerada uma importante fonte de energia por se tratar de uma fonte limpa (não gera poluição e não agride o meio ambiente). Atualmente, apenas 1% da energia gerada no mundo provém deste tipo de fonte. Porém, o potencial para exploração é grande. Atualmente, a capacidade eólica mundial é de 238,4 GW (Gigawatts). Os países que mais geram energia eólica: China (62,7 mil megawatts), Estados Unidos (46,9 mil megawatts) e Alemanha (29 mil megawatts)”.


fontes de energia limpa um pouco mais sobre as principais formas de produzir energia renovável, definições:

Energia solar: “É aquela proveniente do Sol (energia térmica e luminosa). Esta energia é captada por painéis solares, formados por células fotovoltáicas, e transformada em energia elétrica ou mecânica. A energia solar também é utilizada, principalmente em residências, para o aquecimento da água. Ainda é pouco utilizada no mundo, pois o custo de fabricação e instalação dos painéis solares ainda é muito elevado. Outro problema é a dificuldade de armazenamento da energia solar. Os maiores produtores são: Japão, Estados Unidos e Alemanha. Mas vale ressaltar que é a fonte energética que mais cresceu no último ano a nível mundial”.

“A energia das marés é obtida de modo semelhante ao da energia hidrelétrica. Constrói-se uma barragem, formando-se um reservatório junto ao mar. Quando a maré é alta, a água enche o reservatório, passando através da turbina e produzindo energia elétrica, e na maré baixa o reservatório é esvaziado e água que sai do reservatório, passa novamente através da turbina, em sentido contrário, produzindo energia elétrica”. No Brasil, mas precisamente no Ceará, um projeto bem sucedido gera 100 KW, o suficiente para o consumo de 60 famílias. A usina, que funciona com a força das ondas (foto), no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, ainda produz uma baixa quantidade de energia, mas é um grande avanço para os pesquisadores, já que o sistema é pioneiro na América Latina.

Biocombustíveis: “É o combustível de origem biológica não fóssil. Normalmente é produzido a partir de uma ou mais plantas. Todo material orgânico gera energia, mas o biocombustível é fabricado em escala comercial a partir de produtos agrícolas como a cana de açúcar, mamona, soja, canola, babaçu, mandioca, milho, beterraba e algas. O Brasil é o segundo maior fabricante de biocombustível, atrás somente dos Estados Unidos”.

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geradores

Contato: Telefones: (21) 2573-8882/ (21) 3104-6093 Celular: (21) 9858-4197 locacao@supergera.com.br comercial@supergera.com.br www.supergera.com.br

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Especializada em geração de energia elétrica com grupos geradores, a Super Gera garante a seus clientes o abastecimento, confiável e sem interrupções. Seus geradores silenciados possuem potências de 14 kVA a 400 kVA, adequados a qualquer necessidade. Além disso, a empresa possui frota própria, tem o compromisso de entregar o equipamento no tempo previsto e ainda conta com uma equipe de profissionais especializados preparados para qualquer situação, 24 horas por dia, sete dias na semana. Entre seus principais clientes, estão a Ambev, a Caixa Econômica, a Delta Construções, entre outros. Um dos projetos de sucesso é a iluminação especial do Cristo Redentor, que agregou ainda mais valor ao monumento turístico do Rio de Janeiro. Com a missão de ser referência em soluções de energia, atendendo as necessidades do mercado em locação de geradores, a Super Gera assume 100% dos custos de manutenção, além da responsabilidade técnica junto ao CREA. 37


indústria mecânica

A indústria mecânica no Brasil Com dificuldade para conseguir mão de obra, empresas buscam capacitar profissionais com bom potencial

Foto: Divulgação

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Equipamentos MNO


Diferente de outras áreas de trabalho, o mercado industrial está sempre com oportunidades abertas para novos profissionais. O grande problema deste setor é que, na maioria das vezes, as empresas não encontram pessoas qualificadas para ocupar os cargos disponíveis e acabam trabalhando com menos pessoas do que seria suficiente para a produção. É o caso da indústria mecânica brasileira. De acordo com Fernando Marucci, diretor regional da Asap – consultoria de recrutamento e seleção de executivos, o mercado está escasso de bons perfis. “Com isso, notamos um esforço muito grande para reter os profissionais. Entre as principais estratégicas podemos mencionar investimento em treinamento e desenvolvimento de mão de obra, melhoria salarial e um plano de carreira mais definido para os profissionais que são considerados potenciais”, conta. Essa dificuldade acontece porque, além do conhecimento técnico, o profissional precisa ter outras qualificações necessárias para sua função, como por exemplo, falar outras línguas, principalmente o inglês. Cursos de gestão, e entender a cadeia produtiva como um todo contribui em favor do candidato.

Especialização é fundamental! Um engenheiro mecânico pode trabalhar em diversos setores: produção, manutenção, projetos, obras etc. Há seis anos trabalhando na Eletrobras, Frederico Cesarino é responsável pela operação e manutenção de equipamentos de geração de energia, em uma usina termelétrica, localizada em Manaus. Para conquistar o cargo, Frederico realizou um concurso público, mas também precisou fazer uma especialização em gestão de manutenção e cursos nas áreas de gerenciamento de projetos, segurança do trabalho, gestão de pessoas, treinamentos técnicos em equipamentos específicos. Além disso, ele já trabalhou por quase 10 anos com manutenção mecânica. “O mercado para minha profissão está reaquecido no Brasil, principalmente após os governos de Lula e de Dilma. O Governo, nos últimos dez anos, tem criado ações de incentivo a grandes obras e investimentos diversos, o que demanda a contratação de profissionais especializados na área de mecânica”, afirma Cesarino que ainda concilia a profissão de engenheiro com a de professor de matemática. O engenheiro percebe a dificuldade do setor em conseguir bons profissionais, inclusive na região onde trabalha, e ainda conta que existe mais ofertas de

vagas do que profissionais concorrendo a elas. Para quem deseja ingressar na área ele aconselha. “Primeiro, precisa gostar de mecânica e gostar de solucionar problemas. Deve, em seguida, fazer um bom curso de graduação e procurar estágios em empresas que possam lhe ensinar além da universidade”. A Asap, por exemplo, realiza cursos de desenvolvimento e aperfeiçoamento, para engenheiros. “Para os níveis gerenciais a realidade não é diferente. Muitas

indústrias firmam parcerias com instituições de ensino para proporcionar MBA e outros cursos de gestão. Esse investimento em gestão se faz fundamental”, conta Marucci. Quanto ao retorno financeiro, o diretor da Asap explica que irá depender do perfil e da ambição do profissional. “Se analisarmos a média da gerência, podemos falar de um salário de 10 a 15 mil reais por mês”, revela.

MNO: Locação e serviços de equipamentos Empresa de locação de equipamentos pesados, a MNO Equipamentos trabalha com cortes, carregamentos e materiais de vários tipos, como aviões, trens, navios, pás eólicas e estrutura que passam por sinistros, principalmente incêndios. Com atuação em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Paraná, a empresa também enfrenta dificuldades para encontrar mão de obra. Conversamos com o diretor da empresa, Anselmo d’ Almeida que falou um pouco sobre o trabalho realizado pela MNO. Confira: ABP - Como é o trabalho da empresa? Anselmo d’ Almeida - A MNO Equipamentos nasceu como uma empresa de locação de equipamentos pesados para serviços diferenciados, mas identificamos rapidamente que o mercado tinha uma carência de conhecimento de como otimizar o uso destes equipamentos no seu dia a dia e decidimos então prestar o serviços a nossos clientes na execução dos trabalhos. Hoje, dispomos de equipamentos simples para locação e equipamentos mais complexos, que fazemos a locação e alocamos mão de obra especializada para executar os serviços. ABP - Quais clientes atendem? Anselmo - Basicamente os clientes da MNO são construtoras e empreiteiras, mas como temos equipamentos especiais de corte e demolição, temos na nossa lista de clientes Estaleiros, Siderúrgicas e Demolidoras de grande porte e seguradoras. ABP - Como está o mercado brasileiro neste setor? Existe muita concorrência? Anselmo - O mercado brasileiro está em franco crescimento, entretanto a falta de mão de obra especializada faz com que poucas empresas ainda atuem neste mercado, principalmente de cortes especiais. O ciclo de formação de profissionais é sem dúvida um limitador de crescimento. ABP - Quais as principais dificuldades do setor? Anselmo - Como é comum em outros setores da economia, temos uma grade déficit de mão de obra qualificada no mercado. Para a operação de equipamentos de corte especiais é quase impossível encontrar mão de obra qualificada disponível no Brasil. ABP - Como vocês buscam profissionais qualificados? Anselmo - Normalmente em centros de formação, como escolas técnicas, SENAI e também buscamos profissionais em cursos de Mecatrônica e Automação.

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indústria mecânica A CARAM/FORMATUS é uma empresa brasileira com sede própria no Rio de Janeiro. Fabricamos válvulas industriais forjadas e fundidas, com padrão de qualidade baseado nos melhores métodos e normas de projeto, aquisição, manufatura e ensaios, visando satisfazer plenamente as necessidades de seus clientes com produtos de alto desempenho, acompanhados do melhor pós-venda. Executamos serviços de usinagem e fabricação de componentes e equipamentos mecânicos para os setores de Óleo e Gás (offShore e onshore), Siderurgia, Industrial, Naval, Mineiração, Ferroviário, Química e Petroquímica. Possuímos um parque industrial moderno e uma equipe técnica altamente qualiicada.

Válvula Esfera Fundida, Trunnion, Side Entry, Vedação em Delrin, Classe 2500 PSI, DN 4”.

Company Proole The Mechanical Industry CARAM/FORMATUS is a Brazilian company with headquarters in Rio de Janeiro. We manufacture industrial valves forged and cast, with quality standard based on the best methods and standards for project, acquirement, manufacturing and testing, in order to satisfy the needs of its customers with high performance products, accompanied by the best after-sales. Executes cutting and manufacturing services on mechanical parts and equipments for the following industries: Oil and gas (Offshore and Onshore), Siderurgy, Naval, Mining, Railway, Chemistry and Petrochemical. We have a modern industrial park and a highly qualiied technical team.

1- Válvula Gaveta Forjada, Aparafusada, Com Fole em AISI 321, Vedação em Stellite, Classe 800 PSI, DN 3/4”. 2- Válvula Globo Forjada, Aparafusada, Vedação em Stellite, Classe 2500 PSI, DN 2

Válvula Esfera Criogênica Fundida, Side Entry, Vedação em Kel-f (Testada a -196°C com Nitrogênio Liquido), Classe 300 PSI, DN 3”.

Linha de produtos Nosso portfólio de produtos é composto por Válvulas Gaveta, Globo, Retenção e Esfera, forjadas e fundidas, nas classes 150 a 4500 PSI e DN de ¼” a 54”. Dentro desse escopo podemos destacar as válvulas criogênicas e as com fole metálico, bem como as opções de união corpo/tampa aparafusada, pressure seal, lip seal, roscada ou união. As opções de acionamento podem ser: Alavanca, Volante, Atuador Elétrico, Atuador Pneumático ou Atuador Hidráulico. Product Line Our product portfolio consists of Valves Gate, Globe, Sphere and Retention, forged and cast, in classes 150 to 4500 PSI and DN ¼ "to 54". Within this framework, we highlight the cryogenic valves and those with metal bellows as well as options for union body / lid screwed, pressure seal, lip seal, threaded or union. The drive options can be: Lever, Wheel, Electric Actuator, Pneumatic Actuator or Hydraulic Actuator.

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Materiais A CARAM/FORMATUS utiliza na manufatura de seus produtos materiais que atendem os mais rigorosos requisitos de qualidade das normas ASTM, ASME e NACE. A sistemática de rastreabilidade do produto garante a qualidade e a segurança desde a entrada da matéria-prima até válvula pronta e em operação. Atentos às exigências do mercado, perseveramos em entregar um produto de excelência e, consequentemente, que satisfaça o desejo de nossos clientes.

Válvula Globo Forjada, Aparafusada, Vedação em Stellite, Classe 2500 PSI, DN 2”.

Materials Caram uses materials that attempt the most stringent quality requirements of ASTM, ASME and NACE. The products traceability system ensures the quality and safety, since the arrival of raw material to the operating valve. Attentive to the market demand, we persevere on delivering a product of excellence, therefore that satisses our customers desires.

Válvula Globo Forjada, Pressure Seal, Vedação em Stellite, Classe 2500 PSI, DN 3/4”.

Qualidade Adotamos uma losooa de melhoria contínua do processo operacional com o objetivo de garantir a qualidade do produto. Desenvolvemos uma eecaz sistemática de calibração de nossos instrumentos, executada internamente por pessoal qualiicado ou por entidades externas credenciadas pela rede nacional de calibração. Controlamos nossos equipamentos de medição e ensaios não destrutivos de acordo com os padrões da ISSO 9000. Quality We have a continuous improvement philosophy o four operational processes in order to assure the quality of our products. The calibration control of the instruments is performed in our labs by our trained personnel or in external labs belonged to Brazilian calibration net. The accuracy in the control of the parts we manufacture is a routine for us and our measurement equipments follow ISO 9000 requirements. Válvula Gaveta Fundida, Aparafusada, Vedação em 13%Cr/Stellite, Classe 150 PSI, DN 42”.

Válvula Fundo de Tanque Forjada, Vedação em Rulon, Classe 600 PSI, DN 3/4” x 1”.

http://www.caram.ind.br Rua Ferreira Camâra, 37- Maria da Graça -Rio de Janeiro - RJ CEP: 20785-470 Contatos: Tel: (55 21) 3792-9900 - E-mail: caram@caram.ind.br

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ARTIGO

Offshore: investir para crescer cada vez mais Investimentos, produção e expectativas do mercado de petróleo e gás, segundo Marcelo Martins, da Schneider Electric Foto: Banco de Imagens Petrobras

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Legenga 1 Novos investimentos são necessários para abrir oportunidades no setor de oil & gas


Por Marcelo Martins Segundo levantamento divulgado recentemente, apesar do cenário brasileiro ter apresentado queda de 4,9% na produção de petróleo em dezembro de 2012, em relação ao mesmo mês de 2011, a produção de petróleo só no pré-sal e gás natural foi recorde no mesmo período: 242,7 mil barris diários de petróleo e 76,2 milhões de metros cúbicos diários de gás. Junta-se a este cenário, a crescente preocupação da Petrobras para aumentar a eficiência operacional da produção dos campos maduros da Bacia de Campos. Podemos considerar o atual momento do mercado como um divisor de águas, alavancado pelos investimentos do pré-sal e pela demanda por maior eficiência energética nos processo de exploração e produção de petróleo. Este é um momento de grandes oportunidades, porém de grandes desafios. As oportunidades passam por uma exigência de maior utilização de conteúdo local, ou seja, um demanda por equipamentos, produção local, mão de obra qualificada e infraestrutura para o segmento de offshore, através de uma participação maior das empresas brasilei-

ras, ou aqui instaladas, na cadeia de fornecedores de bens e serviços para o setor. A revisão da resolução ANP nº 36/2007, que define os critérios e procedimentos para execução das atividades de produção nacional, além de propor novos métodos e critérios para cálculo de bens, materiais e serviços. Essa medida traz incentivos, aumento de demanda e sustentabilidade para a indústria offshore brasileira, beneficiando estaleiros, fornecedores de equipamentos e prestadores de serviços. É preciso investir para crescer cada vez mais. As empresas instaladas precisam formar mão de obra, além de investir em novas tecnologias. Há estudos de que o país precisará de 10 vezes mais técnicos do que tem e cinco vezes mais engenheiros. A expectativa de que sejam criados mais de 200 mil empregos diretos e indiretos relacionados ao petróleo nos próximos cinco anos, nos níveis médio, técnico e superior, segundo o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). Atendendo a este desafio, a Schneider Electric vem investindo no país em suas 10 unidades fabris, engenharias, P&D, tecnologia de ponta, parceria com empresas nacionais e em treinamento para seus mais de 5 mil colaboradores.

Foto: Divulgação

Marcelo Martins é diretor para o mercado de Óleo & Gás na Schneider Electric

Especialista em gestão de energia e contando com equipe de engenharia especializada no Brasil, a Schneider Electric aproxima-se cada vez mais de seus clientes para ajudá-los a resolver o dilema de aumento de produção reduzindo a emissão de dióxido de carbono. Soluções diferenciadas, integrando gestão de energia ao processo (Ecoxtruture), com elevado conteúdo local e de tecnologia. O investimento já vem dando resultado, pois a divisão de Oil&Gas da empresa cresceu 48% nos últimos dois anos, com destaque para as soluções de módulos de distribuição elétrica, das quais 75% são produzidas localmente para plataformas FPSO e WHP. No âmbito da alta tecnologia, a Schneider Electric fornece módulos elétricos para serem instalados a 400 e 1 mil metros de profundidade em nível global, além de desenvolver soluções para até 3 mil metros. O fato é que o país precisa investir de forma maciça em infraestrutura para, somente assim, colher bons frutos com a exploração de seus recursos naturais e tão valiosos -seja por meio de iniciativas públicas ou privadas. Capacitação e inovação em pesquisa e desenvolvimento são mais do que fundamentais para o mercado brasileiro.

Sobre a Schneider Eletric De origem francesa, a Schneider Electric é líder global na gestão de energia. Está presente em mais de 100 países e oferece soluções integradas para diversos segmentos de mercado, obtendo posições de liderança em Energia e Infraestrutura, Indústrias e Fabricantes de Máquinas, Prédios não-residenciais, Data Centers e Networks, assim como residencial. Focada em oferecer energia mais segura, confiável, eficiente, produtiva e sustentável, a Schneider Electric possui mais de 130.000 colaboradores em todo o mundo e faturou globalmente 22,4 bilhões de euros em 2011, graças a seu forte compromisso em ajudar as pessoas e organizações a utilizarem de maneira eficiente a energia. No Brasil, presente há 65 anos, possui cerca de 5.000 colaboradores, 13 filiais comerciais e 10 unidades fabris: Guararema (São Paulo), Sumaré (São Paulo), Curitiba (Paraná), Fortaleza (Ceará), Blumenau (Santa Catarina), Caxias do Sul (Rio Grande do Sul), Manaus (Amazonas) e 3 na cidade de São Paulo. Mais informações em www.schneider-electric.com.

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juntas de expans達o

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LOGÍSTICA

O caminho certo para o sucesso Saber onde quer chegar e o que fazer para atingir seu objetivo são alguns conceitos do planejamento estratégico

Foto: Banco de Imagens Qualifica

Planejar antes de executar é importante para atingir as metas desejadas

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Conquistar o caminho para o sucesso de uma empresa não é uma tarefa fácil. Mais difícil ainda é manter este sucesso ao longo dos anos e alcançar uma posição de destaque no mercado. Para quem quer começar um novo negócio ou ainda levantar um projeto que não está dando certo, o primeiro passo a

ser tomado é definir aonde quer chegar e em quanto tempo será necessário para atingir esta posição. Tendo como base a ideia de que não é possível sair do lugar sem antes saber qual o objetivo que deve ser alcançado e ter um plano estruturado de como essa meta será alcançada, que consultores de grandes

empresas aconselham a implementação do planejamento estratégico na hora de estruturar ou reestruturar uma empresa. De acordo com a consultora de RH Cíntia Bortotto, planejamento estratégico “é uma sistematização do que deve ser feito hoje para que se chegue à organiza-


ção do futuro definida na Visão”, ou seja é a definição das metas para que cada área saiba em detalhes o que precisa fazer para atingir o seu objetivo final. Para a consultora, esta metodologia contribui para o desenvolvimento das organizações, pois oferece os pilares necessários aos gestores, que podem acompanhar como as metas estão sendo desenvolvidas. “É muito comum você encontrar metas de médio e longo prazo e metas de curto prazo, mas tudo interligado ao que se quer de futuro. Um exemplo, a empresa precisa faturar mais para ser a número um no segmento no Brasil. Se faz um estudo do mercado e se estabelece uma meta de crescimento ano a ano para chegar no objetivo de ser o número um em X anos. Para que se consiga vender mais, uma das estratégias é introduzir novos produtos, isto já pode significar submetas para áreas como Marketing e Desenvolvimento, e assim por diante”, afirma. Passo a passo É importante para uma empresa ter sua missão, visão, valores e competências essenciais. Segundo Cíntia Bortotto esta é a primeira decisão que precisa ser tomada ao criar uma estratégia. “Elaborar com o conselho administrativo ou com o dono o planejamento de tempos para se alcançar a visão. Isto é submetido ao grupo da gestão (presidente e diretores) e eles devem contribuir para este processo com informações de mercado e um detalhamento. Depois isto, deve ser cascateado para os gerentes e coordenadores. Todos contribuem. O próximo passo é comunicar e usar uma metodologia de acompanhamento”, explica. Já para o consultor empresarial e CEO do Grupo Triunfo, Scher Soares, este processo pode variar de acordo com o perfil do empreendimento. “Grandes empresas de capital aberto e de grande porte necessitam de planejamentos estratégicos de longo prazo realizado por um grupo de pessoas de dentro e de fora da empresa (consultorias) com boa dedicação de tempo e demais recursos. Empresas de menor porte, de capital fechado e com forte presença do fundador, por exemplo, já demandam um exercício de planejamento mais alicerçado na visão do fundador e nos objetivos definidos por ele e seu staff de primeira linha. Em todo o caso, como a maioria dos processos, é importante contemplar os fundamentos básicos de um processo de planejamento estratégico, como definição de missão e razão/finalidade da existência daquela empresa, objetivos de longo e médio prazo, valores que nortearão as decisões da empresa, declaração de propósito e posicionamento, análise de

ambiente interno e externo, prioridades estratégicas, metas associadas e assim por diante”, conta. Scher ainda conta que gosta de fazer duas perguntas para seus clientes que costumam provocar alguns debates e estimular um pensamento inovador: “Se você não estivesse nesse mercado, você entraria nele? Por que?” e “Se sua empresa saísse do mercado hoje, ela faria falta? Por que sim ou por que não?”. O engajamento de todos na empresa é fundamental Na hora de colocar o planejamento na prática é importante que todos os envolvidos estejam cientes da sua participação no projeto e que trabalhem motivados para conquistar o objetivo final. A dedicação e o entusiasmo são essenciais para o bom resultado. “A dinâmica envolve a participação do maior número possível de funcionários (de preferência a totalidade), envolvendo a discussão de missão, valores, pontos fortes e pontos fracos da empresa. Normalmente é realizado fora da organização, de forma a permitir integração e concentração”, diz o diretor da JCI Acquisition, José Carlos Ignácio, ressaltando ainda que todos podem e devem influenciar na busca do melhor resultado. Na opinião de Ignácio, as metas devem ser definidas em consenso e de forma realista, para que sejam atingidas como reflexo de superação e não de acomodação. “As divisões de função devem ser claras, assim como a liderança deve estar ciente do seu papel de follow up e correção de rumos”, complementa.

Veja o caso das indústrias do setor Oil&Gas. Muitas iniciaram seus projetos acreditando que o preço dos combustíveis seria ajustado...

Walter Tamaki

Se for preciso, reestruture e corrija! Muitas vezes, por ser um processo demorado, é comum que durante o caminho sejam identificadas outras necessidades que possam mudar o planejamento final. Por isso, é importante o acompanhamento contínuo pelos responsáveis e, se for o caso, a reformulação do projeto inicial. “O planejamento é impres-

cindível, porém, nunca deixe de controlar e corrigir aquilo que planejou. Acompanhe o fluxo de caixa, verifique se os recursos estão compatíveis com o que havia previsto. Veja o caso das indústrias do setor Oil & Gas. Muitas iniciaram seus projetos acreditando que o preço dos combustíveis seria ajustado (há pelo menos uns dois anos) e, pior, mesmo com aumento autorizado este ano, não foi o suficiente para viabilizar economicamente vários destes projetos”, aconselha Walter Tamaki, , sócio consultor da Ventana Capital. Além disso, segundo Tamaki, o planejamento estratégico não deve ser desenvolvido somente para metas a longo prazo. Resultados que precisam ser alcançados em pouco tempo também podem ser conquistados utilizando este método. “Estamos acostumados, com razão, a considerar estratégico qualquer projeto vultoso, caro, demorado e complexo. Por outro lado, não menos estratégico seria a decisão de se fechar uma unidade fabril, abandonar um segmento de negócio deficitário, descontinuar a produção de um artigo conhecido e tradicional ou comprar outra empresa. Mesmo que tais decisões não demorem tanto a serem tomadas ou implementadas”, conclui. Técnica aplicada no mercado de petróleo Em empresas onde o cenário de negócios muda constantemente, como é o caso da indústria de óleo e gás ou organizações ligadas à tecnologia, é importante estar atendo a outros processos que possam somar ao planejamento estratégico, um exemplo de outra metodologia é a modelagem de negócios. Para Scher Soares, a modelagem de negócios permite que as empresas consigam definir seu posicionamento e proposta de valor a partir da identificação de grandes segmentos que compõem o ambiente de negócios no qual ela está inserida. Com isso, é possível criar, de forma rápida e eficaz, um panorama claro que seja capaz de passar a informação necessária a todo o grupo envolvido. É possível citar como exemplo o caso da Chevron do Brasil, uma das principais empresas de energia do mundo, em seu site a empresa afirma que seu plano estratégico é voltado para direcionar e alinhar sua organização, além de criar uma distinção da concorrência. Os pontos que a empresa mais trabalha são: investimento em pessoas para conquistar uma força de trabalho talentosa; executar seus serviços com excelência – por meio programas e conceitos que envolvem a comunidade e o meio ambiente; crescimento com lucros – criar vantagens competitivas e procurar novas oportunidades.

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LOGÍSTICA

Casos de sucesso Perguntamos aos especialistas em gestão e estratégia sobre casos, que eles participaram ou não, de empresas que tiveram sucesso com a aplicação do planejamento estratégico. Veja o que eles falaram:

“Acabo que ajudar a terceira maior empresa de distribuição de produtos de panificação e confeitaria do Brasil, a Sorvepan, neste processo, como estamos no primeiro ano ainda é tudo recente, mas já começamos a ver resultados. Tudo fica mais claro e começamos a perceber, através do acompanhamento, oportunidades de negócio. Isto se traduz em volume de vendas e rentabilidade”,

Cíntia Bortotto Consultora de RH

“Tivemos um cliente que, em função de um litígio societário, houve a necessidade de se organizar e negociar a separação societária, a nova forma de gestão e sua estratégia competitiva, com novo posicionamento frente ao mercado. A simultaneidade dos problemas exigiu um rígido planejamento de forma a superar os problemas”.

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José Carlos Ignácio Diretor da JCI Acquisition


Scher Soares Consultor empresarial e CEO do Grupo Triunfo

“Vejo com muito bons olhos o desempenho da companhia aérea Azul a partir do seu planejamento estratégico. Tive a oportunidade de conhecer o David Neeleman, fundador da Azul pessoalmente e pude conversar muito com ele sobre esse tema. Trata-se de um excelente exemplo de adesão de uma companhia ao seu próprio planejamento estratégico, uma boa execução, que é um grande desafio da maioria das empresas e um nível de engajamento superior a média, fruto de uma liderança atuante em vários níveis. Outro grande exemplo é o da Cia Hering, empresa que foi coroada de êxito com a reestruturação decorrente do seu processo de planejamento estratégico e vem registrando saltos em crescimento. Temos também um grande exemplo com um dos nossos clientes, a Cacau Show, que tem se mostrado profícua na missão de planejar bem e executar bem”.

“Há alguns anos, fomos contratados para levantarmos recursos para uma construtora. Uma empresa familiar, bem organizada e competente, que atuava no Norte/Nordeste. Ela já era muito bem sucedida em concorrências públicas e já havia construído vários unidades da Minha Casa Minha Vida. Tinha funcionários preparados e dedicados que acompanhavam os editais, interpretavam e apresentavam propostas competitivas (mas lucrativas). Eram capazes de orçar os projetos (em detalhes) e, o melhor, eram capazes de construir no prazo e sem fugir do orçamento. O plano que a empresa havia elaborado e que confesso, infelizmente, não tivemos participação foi: Walter Tamaki Sócio consultor da Ventana Capital

1 - Sabiam que o programa Minha Casa Minha Vida ia ser relançado; 2 - Prepararam pessoas para visitar prefeituras, cujo déficit habitacional os credenciassem como candidatos ao Programa; 3 - Identificaram áreas promissoras com custos de construção mais favoráveis; 4 - Obtiveram uma carta compromisso junto aos municípios. Assim, em poucos meses, possuíam um portfólio de terrenos que lhes garantiu projetos de centenas de milhões de reais de VGV”

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IPANEMA Rua Farme de Amoedo, 56 / 3° andar Ipanema - Rio de Janeiro Tel.: (21) 2103-4680 GAMBOA Rua Pedro Ernesto, 120 Gamboa - Rio de Janeiro Tel: (21) 2107-6000 / Fax: (21) 2107- 6039 PAVUNA Rua Benjamin da Silva, 345 Pavuna - Rio de Janeiro Tel: (21) 2107-6000 / Fax: (21) 2107- 6054 R. Embaú, 2.207 Jardim Columbia - Pavuna - Rio de Janeiro BELFORD ROXO Av. Coelho da Rocha, 364 Vila Dagmar - Belford Roxo Tel: (21) 2762-0643

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MACAÉ Av. Nelson Carvalhães, 58 Lagoa - Macaé Tel: (22) 2753-1756 SÃO JOSÉ DOS PINHAIS Av. Rocha Pombo, 2.561 Águas Belas - São José dos Pinhai Tel: (41) 3035-9600 MANAUS Av. Torquato Tapajos, 299 Flores - Manaus Tel: (92) 3088-4470


Eficiência e agilidade você encontra aqui.

Operações no mercado logístico Fundada em 1958, a Armazéns Gerais Murundu LTDA atua no mercado de operações de logística integrada, armazenagem, distribuição, guarda e gerenciamento de documentos em processos que ocorrem em armazéns próprios ou ''in-house''. Trabalhando para grandes empresas, como instituições bancárias, financeiras, empresas petrolíferas nacionais e estrangeiras e indústrias, a AGM é hoje um dos principais players do mercado logístico e já incomoda grandes operadores devido a sua capacidade de montar uma operação, devidamente adequada a necessidade do cliente, em curto espaço de tempo. Entre seus principais projetos, estão as implantações de armazéns para atendimento a operação do cliente, condução e operação de usinas termoelétrica, gestão de estoques de diversos tipos. E para obter o sucesso, sempre agrega conhecimento e experiência às operações, trabalhando em conjunto com o cliente em busca de melhorias constantes. Para o futuro, a empresa espera crescer cada vem mais, abrangendo outros nichos de mercado tais como montadoras automobilísticas, por exemplo.

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ARTIGO

Avanços do setor não garantem crescimento da Petrobras Rachel Pinaud Menezes analisa o mercado de petróleo e gás

Foto: Banco de Imagens Petrobras

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Para a especialista é preciso um modelo de gestão para o desenvolvimento da maior empresa petrolífera do país


Por Rachel Pinaud Menezes Como sabido, a produção de petróleo e gás natural no Brasil cresceu 45% e 55%, respectivamente, na última década. E em 2011 experimentamos um recorde de produção, com aproximadamente 768 milhões de barris de petróleo e 24 bilhões de metros cúbicos de gás natural. Muito embora a produção em 2012 tenha ficado abaixo do esperado, a despeito das novas descobertas no Pré-Sal, fato é que o setor de óleo e gás movimenta o País. Consectariamante, a força desse setor tem reflexos econômicos positivos não só em toda a cadeia produtiva, mas também numa enorme gama de serviços de apoio, que estão direta ou indiretamente ligados à produção. A atividade jurídica, aí incluídos os legisladores, as Receitas Federal, Estaduais e Municipais e a Agência Nacional do Petróleo - ANP, estes em sua função regulamentadora, assim como a advocacia consultiva e contenciosa, tem papel fundamental e indissociável das atividades que permeiam a indústria. Há muito tempo é evidente o fenômeno da especialização em quase todos os ramos do conhecimento. É assim, por exemplo, com os profissionais da medicina, da engenharia e também do direito. E, na esteira do desenvolvimento do mercado brasileiro de biocombustíveis, passou-se a identificar advogados que atuam preponderantemente voltados para essa indústria como “Especialistas em Óleo e Gás” – confesso que a designação sempre me soou estranha, embora eu mesma já a tenha usado. Estranha porque as matérias analisadas pelos que atuam nesta área são, por felicidade, as mais diversas possíveis. Há os onipresentes desafios tributários, intensas e até mesmo tensas questões trabalhistas, envolvendo mão de obra nacional e os chamados expatriados; há discussões acirradas sobre o conceito de plataforma (se embarcação ou não – e essa resposta faz toda a diferença para fins de enquadramento fiscal); há o desenvolvimento, ainda engatinhante, das regras e do método de cálculo do conteúdo local de bens e serviços, concebido como um elixir para o crescimento e a capacitação nacional, mas que ainda não se traduz em instrumento eficaz; há licitações, negociação de contratos de afretamento de grande porte até aqueles de menor vulto, como para o fornecimento de TV por satélite para o pessoal embarcado; há debates acerca de cláusulas limitativas de responsabilidade e sua validade frente à ocorrência de danos ambientais; há triangulações, criação de consórcios e de sociedades de propósito específico, aqui e no exterior; há avaliação de garantias, seguros; obtenção de habilitações e concessões de regimes

aduaneiros especiais; há tanto, e tanto de tudo, que por certo não estamos diante de uma especialização, mas de uma advocacia de “clínica geral”. A diferença é que nessa clínica, por pior que seja o problema, e por mais amargo que seja o remédio, os pacientes viverão prósperos por muitos anos de prospecção. Mas o avanço do Direito aplicável ao setor de óleo e gás não pode pensar em anos. Mesmo que as normas legais avancem lenta e cautelosamente, como tem de ser, a atividade jurídica é responsável por criar soluções criativas e instrumentos que efetivamente auxiliem esse mercado fomentador. Não que o direito deva ter caráter intrinsecamente dinâmico, apenas que sirva para garantir segurança jurídica nas relações comerciais e não como entrave ao desenvolvimento. É bem verdade que ao longo da história o Estado fez intervenções no setor de óleo e gás, de acordo com as necessidades de cada época e com vistas à manutenção de uma economia equilibrada. Vale a pena relembrar. Em 1953, o Congresso aprovou a criação da sociedade de economia mista, de controle estatal, Petrobrás (ainda com acento no a). Em 1967, a Carta Magna declara: “Art. 162 - A pesquisa e a lavra de petróleo em território nacional constituem monopólio da União, nos termos da lei.” As demais atividades estavam reguladas pela Lei nº 2004/53. Em 1988, nasce a atual Constituição, que em seu Art. 177 mantém o monopólio da União. Contudo, em 1995, há emenda ao referido artigo para inclusão do seu parágrafo primeiro, nos seguintes termos: “A União poderá contratar com empresas estatais ou privadas a realização das atividades previstas nos incisos I a IV deste artigo observadas as condições estabelecidas em lei.” Em 1997, com a Lei n. 9.478, a Petrobras deixa de ser órgão executor do monopólio da União e entrega essa função a ANP, fica instituído o regime de concessão e são estabelecidas as participações governamentais na indústria do petróleo. Esse marco legal para as atividades de exploração e produção, foi instituído num período em que o país era amplamente dependente da importação de petróleo para fazer frente às demandas do mercado interno. Com a flexibilização do monopólio do petróleo, a Petrobras (já sem acento no a) passou a concorrer no mundo econômico e, com o Decreto Presidencial nº 2.745 de 1998, foi autorizada (ainda que muito se discuta a constitucionalidade dessa autorização) a contratar por regime licitatório simplificado. No final da década de 90 essa reformulação foi fundamental para

possibilitar o fortalecimento da Petrobras e permitir sua inserção no mercado competitivo. Em 2010, é criado o regime de partilha de produção pela Lei 12.351, estabelecendo que a Petrobras seria a operadora de todos os blocos contratados sob o regime de partilha de produção, sendo-lhe assegurada participação mínima de 30% nos consórcios de empresas que atuarão nos blocos contratados. Mas será que isso serve aos melhores interesses da Petrobras? E de seus acionistas? Já foi dito que não. Embora seja patente que o Direito não é estanque e que o legislador procura adequar a norma à realidade de cada época, temos também que o Estado mantém posicionamento ambivalente em relação à Petrobras, que restou na verdade um híbrido – nem uma empresa com liberdade para atuar no mercado competitivo, nem uma extensão da mão do Estado. Hoje, em que pesem os avanços, ainda é preciso desenvolver um modelo que permita que a maior empresa do País continue a crescer. Antes mesmo da criação da Petrobras, Monteiro Lobato escreveu: “O petróleo é o sangue da terra; É a alma da indústria moderna”. Tal pensamento, quero crer, não está datado.

Foto: Arquivo Pessoal

Rachel Pinaud Menezes, sócia do escritório Tostes e Associados Advogados, é advogada especialista em contratos internacionais e procedimentos licitatórios e suporte jurídico para a indústria de óleo e gás.

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película de segurança

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serviços geofísicos e equipamentos

Petrobras: 60 anos mudando a história do Brasil No ano em que comemora seis décadas de existência, a Petrobras tem muito que comemorar

Foto: Banco de imagens da Petrobras

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Ilustração das camadas do pré-sal


Presente em todos os continentes brasileiros, a Petrobras produz petróleo e gás de campos na terra e no mar. Só em 2012, a empresa conquistou uma receita de vendas de R$ 281 bilhões e 379 milhões, um aumento de 15% em relação a 2011. Grande parte da sua produção vem de águas profundas e ultraprofundas (são 25% dessas operações em águas profundas do mundo). Para este trabalho, a Petrobras conta com uma equipe de técnicos das áreas de exploração e produção e Pesquisa de Desenvolvimento tecnológico. Sua atuação está espalhada em 27 países e engloba a exploração e produção, refino, transporte e distribuição de derivados, geração e distribuição de energia elétrica, além de outras atividades. Além disso, durante todo este período em que esteve à frente do setor petrolífero brasileiro, a organização contribuiu, e muito, para o desenvolvimento do país. Suas operações impulsionam a economia e aumentam as taxas de emprego e renda e seus programas sociais mostram a preocupação da empresa quanto aos problemas enfrentados por diversas famílias brasileiras. Segundo dados de sua assessoria, a Petrobras é hoje a maior compradora de equipamentos, materiais e serviços no mercado nacional; maior contribuinte fiscal; maior exportadora; realiza os maiores investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, entre outros. A contribuição econômica da empresa medida pela geração de impostos, taxas e contribuições sociais, em 2012, foi de R$ 73 bilhões 43 milhões, dos quais R$ 66 bilhões no país e R$ 6,8 bilhões nos países onde atua no exterior. Além disso, foram pagas participações governamentais (royalties e participação especial) pela produção de petróleo e gás de R$ 31 bilhões 300 milhões a governos estaduais e municipais.

do que importar. Em 2010, começou a explorar as camadas do pré-sal, um grande passo para reduzir a importação de óleo leve e gás natural. Atualmente, a Petrobras é uma sociedade anônima, de capital aberto e possui mais de um milhão de acionistas, sendo o Governo brasileiro o detentor da maior parte das ações. É a maior empresa petrolífera do Brasil e, no setor de energia, a 7ª maior do mundo. Mas o desejo de continuar crescendo é grande. Para 2020, tem como visão está entre as cinco maiores organizações de energia integrada do planeta. Campos de atuação Além da exploração e produção do petróleo, a Petrobras também atua no mercado de gás natural; geração e distribuição de energia elétrica, produção de

derivados de petróleo, comercialização de petróleo, gás natural, gás natural liquefeito, derivados de petróleo e energia elétrica; transporte de petróleo, gás natural e derivados, produção de petroquímicos básicos; produção de fertilizantes; produção de biocombustíveis e distribuição de derivados. Cada operação é administrada por subsidiárias, que juntas integram o Sistema Petrobras. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, este relacionamento “está alinhado aos processos de gestão que contribuem para o desenvolvimento sustentável, com metas de eficiência energética e redução da intensidade de emissões de gases de efeito estufa e ações para conservar e recuperar ecossistemas. Também está baseada na promoção da segurança das pessoas e dos processos e na preservação da saúde da força de trabalho”.

História Foto: Banco de imagens da Petrobras

Criada em 3 de outubro de 1953, pelo presidente Getúlio Vargas, a empresa iniciou sua operação no ano seguinte com o intuito de atuar na exploração do petróleo em nome da União. Neste primeiro ano teve uma produção de 2.663 barris, equivalente a 1,7% do consumo nacional. Entre os momentos mais marcantes da sua história está a autossuficiência na produção dos principais derivados, com o início de funcionamento da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, que aconteceu em 1961. Depois de 45 anos, novamente a empresa conquista a sua autossuficiência, desta vez na produção do petróleo e gás. Com isso, a produção aumentou e o Brasil passou a exportar mais petróleo

Sistema de produção único

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serviços geofísicos e equipamentos Energia A Petrobras é responsável por 17% da produção da energia termelétrica brasileira. São 5.848 MW de capacidade e, em 2014, pretende ampliar a operação para 6.378 MW com a abertura da Usina Termelétrica da Baixada Fluminense, o que representa 18% da produção do país. Este aumento é importante uma vez que energia termelétrica tem sido uma opção para o governo quando os reservatórios de água das Usinas Hidrelétricas estão com um nível abaixo do padrão para funcionamento. É importante ressaltar que muitos especialistas consideram a energia termelétrica mais cara e poluente do que a energia elétrica, por exemplo. Apesar da significativa participação da Petrobras no gerenciamento dessas usinas movidas pelo calor, a empresa também investe em outros produtos não poluentes, como o biocombustível. Biocombustível A subsidiária Petrobras Biocombustível é líder nacional em vendas de biodiesel e uma das maio-

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res produtoras de etanol do país. Estes combustíveis são criados a partir de uma ou mais plantas, como a mamona, milho, cana de açúcar, entre outras. A grande vantagem é que eles não poluem o meio ambiente, pois seu ciclo de produção podem capturar carbono e sua queima não liberam enxofre. Durante um pronunciamento na edição do evento Sugar & Ethanol Brazil 2013, em São Paulo, que aconteceu no dia 20 de março, o gerente de Gestão Tecnológica da Petrobras Biocombustível, João Norberto Noschang Neto, afirmou que “a Petrobras Biocombustível trabalha para otimizar cada vez mais a produção de etanol de segunda geração e cumprir a meta de produção comercial a partir de 2015”. Este projeto para produção de etanol de segunda geração consiste em gerar o combustível a partir do bagaço da cana e permite um aumento em 40% da produção de etanol na mesma área de plantio de cana, pois aproveita melhor a matéria-prima. “O projeto está em fase de detalhamento de engenharia. Estamos certos de que esse novo produto estará disponível para abastecer o mercado nacional de biocombustíveis”, afirmou Noschang.

Pesquisa e desenvolvimento De acordo com informações divulgadas por sua assessoria, nos últimos anos, a Petrobras tem figurado entre os cinco maiores investidores de pesquisa e desenvolvimento na área de energia no mundo, investindo em torno de 1% do faturamento em estudos para buscar soluções nas áreas de atuação da empresa. Entre alguns dos processos estudados para seu desenvolvimento, estão a otimização das soluções para perfuração, produção e logística para os reservatórios do pré-sal; o desenvolvimento de novas alternativas para transporte de gás natural offshore; a redução do consumo de água e o descarte de efluentes; a redução das emissões de poluentes atmosféricos, CO2 e outros gases de efeito estufa, o aumento da eficiência energética dos processos e produtos da companhia etc. Meio ambiente Quanto o assunto é preservar o meio ambiente, a Petrobras também faz a sua parte. Em 2011, a Companhia investiu R$ 2,7 bilhões em projetos de proteção ambiental e possui uma meta de ser referência


internacional em responsabilidade social na gestão dos negócios, contribuindo para o desenvolvimento sustentável. Por sete anos consecutivos a empresa integra o Dow Jones Sustainability Index, o mais importante índice mundial de sustentabilidade, que avalia as melhores práticas de gestão social, ambiental e econômica no mundo e ainda recebeu, pela sexta vez, a nota máxima no critério “transparência”. Foi considerada benchmark nos critérios “combustíveis mais limpos” e “políticas e sistemas de gestão ambiental”. Além disso, a Petrobras adota uma gestão alinhada aos dez princípios do Pacto Global da ONU, do qual é signatária desde 2003. A Companhia investe em sistemas para reuso de água. Em 2012, foram mais 23 bilhões de litros de água reaproveitada. Este número corresponde a 11% das atividades da empresa e seria suficiente para abastecer uma cidade com, aproximadamente, 550 mil habitantes durante um ano. A Petrobras possui o Guia Técnico sobre Conservação e Reúso de Água em Áreas Administrativas, para que seus funcionários possam seguir uma metodologia para aplicar nas instalações da empresa.

Responsabilidade social Por meio do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania, implementado em 2007, a empresa contribui com projetos de cunho social. “Por meio do patrocínio, a companhia reafirma o compromisso de investir em iniciativas que contribuam para a inclusão social de populações em situação de risco no país. Os projetos apoiados pelo programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania trazem resultados diretos, como a geração de renda, de oportunidades de trabalho, qualificação profissional, além da conscientização da população sobre os direitos das crianças e adolescentes”, explica o documento divulgado pela empresa. Atualmente, são 300 projetos patrocinados, que envolvem 17,6 milhões de pessoas. Estes grupos são selecionados por meio de seleções públicas, que acontecem a cada dois anos, para garantir a democratização do acesso dos recursos e a transparência do patrocínio. Futuro Até 2016, a Petrobras tem como meta a produção mundial de 3 milhões 300 mil barris de óleo equi-

valente por dia, sendo que 3 milhões só no Brasil. A longo prazo, a expectativa é alcançar, em 2020, uma produção total de 5 milhões e 200 mil barris de óleo equivalente por dia, somente no Brasil, e 5 milhões e 700 mil barris diários considerando os campos no exterior. Com isso, a capacidade de refino da empresa no Brasil passará dos atuais 2 milhões de barris por dia para 3,3 milhões/dia em 2020. Para continuar crescendo, em março, a presidente da Companhia Maria das Graças Silva Foster apresentou o Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, que tem por fundamento a gestão integrada do portfólio de projetos enfatizando a recuperação da curva de produção de petróleo e gás, prioridade para os projetos de exploração e produção no Brasil, foco no atendimento e perfeito alinhamento das metas físicas e financeiras de cada projeto e o desenvolvimento dos negócios com indicadores financeiros sólidos. Os investimentos até 2016, para atender a estes fundamentos são de US$ 236,5 bilhões, dos quais 60% para a área de exploração e produção de óleo e gás. Fonte: site www.agenciapetrobras.com.br

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serviços geofísicos e equipamentos

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ARTIGO

Como a Inteligência Competitiva tem apoiado o setor de Oil & gas? Muitas vezes o trabalho de Inteligência está na desconstrução de análises precipitadas que venham sustentar decisões equivocadas Foto: Banco de imagens

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Decisões no setor de óleo e gás precisam ser tomadas a partir de várias análises de dados


Por Luciano Gonçalves Para responder à questão do título deste artigo, recorro ao caso de um cliente do Centro de Inteligência em Petróleo e Gás da Plugar-Dinamus (CIP O&G), que dirijo desde o ano passado. Recentemente, uma multinacional do segmento subsea precisava de uma projeção da quantidade de equipamentos submarinos específicos que seriam necessários para a exploração do pré-sal no Brasil até 2020. Seu objetivo era definir a estratégia comercial e de produção, tendo por base a projeção da demanda, analisando variáveis como histórico de licitações ganhas e prazos cumpridos, capacidade produtiva, potenciais concorrentes, entre outros fatores. Esta empresa poderia ter recorrido às projeções pré-existentes e disponíveis no mercado. Contudo, optou por encomendar ao CIP O&G um estudo independente. Para apoiar o cliente na projeção desta demanda específica, desenvolvemos uma análise preliminar de estimativa que, na verdade, tornou-se um trabalho de desconstrução das diferentes projeções pré-existentes. Nosso desafio não foi a coleta de dados e informações, ou mesmo a elaboração de premissas para nossa análise, mas sim na realização da checagem das informações disponíveis, buscando entender quais informações eram coerentes, quais estavam desatualizadas e quais estavam tendenciosas. Aqui faço um parêntesis. Por ser uma empresa especializada em Inteligência Competitiva, a Plugar se depara com este dilema constantemente. Normalmente, somos chamados com o objetivo de apoiar tomadores de decisão provendo informações, análises e/ou recomendações, buscando a redução do risco e a maximização dos resultados, sejam eles com foco mercadológico, concorrencial, comercial ou estratégico para a empresa. E para isso nada mais relevante do que contar com dados coerentes, atualizados e imparciais. Se fizermos um cruzamento da celeridade e competitividade do mercado de negócios com o alcance mundial da informação e o cenário de facilidade de divulgação encontrada pelos meios de comunicação, principalmente na web, chegaremos à fórmula “imediatismo por resultados, exigindo o imediatismo da geração de conteúdo, coleta de dados e informações”. Tudo sempre muito rápido, afinal o tempo é hoje a espada em cima da cabeça de todos. A maior parte das pessoas já sabe que nem tudo que é publicado na web ou em veículos impressos é confiável. Mas então porque encontramos veículos de mídia replicando conteúdos incoerentes, periódicos

de massa publicando dados desatualizados e analistas gerando estudos com resultados consideravelmente diferentes? Por que é cada vez mais comum encontrarmos dados e informações que desconsideram momentos políticos, econômicos e governamentais no tempo em que o conteúdo será consumido? A escassez de tempo é uma das variáveis que responde a tais questões. Voltando ao caso, decidimos adotar uma metodologia, desenvolvida pela Plugar, que envolveu tanto a especificação das informações encontradas quanto o cruzamento de dados e informações, o entendimento do cenário político-econômico nos períodos de divulgação dessas informações que seriam usadas para as análises e, sobretudo, o momento de transição da alta gestão da Petrobras, forte influenciadora do setor. Ao final do trabalho, o CIP O&G pôde concluir que este tipo de projeção para o setor O&G é comum e, naturalmente, se baseia em dados quantitativos sobre as estimativas iniciais de novas licitações de campos de exploração e de projeções de produtividade destes campos. Contudo, se considerarmos que (1) fatores políticos, econômicos e governamentais são influenciadores diretos destas licitações; (2) licitações de campos exploratórios não garantem o arremate da totalidade ou mesmo a produtividade dos campos arrematados; e que (3) este segmento O&G está em constante evolução, principalmente tecnológica, entenderemos a importância da qualificação de dados e informações, de estudos e proje-

Foto: Divulgação

ções já realizados e de todas as fontes de informação, independente de reputação. O resultado de nossa análise preliminar foi a construção de uma projeção mais apurada e realista, que contemplou dimensões mercadológicas distintas, bem como variáveis e cenários de maior influência no resultado. Ainda assim, um trabalho desta natureza, inevitavelmente, requer revisão periódica para acompanhar a volatilidade do setor e dos diversos players que o influenciam. Portanto, os analistas de inteligência devem entender que nem tudo que está publicado é confiável. Desconfiem sempre e busquem checar as informações necessárias entre varias fontes.

Conheça melhor o trabalho desenvolvido pela Plugar: A Plugar Informações Estratégicas S/A (www. plugar.com.br) é o único full service provider de Inteligência Competitiva do Brasil. Com unidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, possui mais de 120 clientes em vários segmentos econômicos. Atuando há mais de 15 anos no mercado de inteligência competitiva, a empresa conta com áreas de consultoria, tecnologia, educação e serviços de Inteligência e monitoramento de mercado, e se destaca pelo contínuo investimento em inovação e desenvolvimento de soluções em IC que atendam seus clientes.

Luciano Gonçalves é gerente do Centro de Inteligência para Petróleo e Gás (CIP O&G) Plugar. Mestre em Gestão de Marketing e International Business pelo American International College (EUA). Possui oito anos de experiência profissional em projetos de Inteligência Competitiva, Gestão de Conhecimento e Construção de taxonomias nos segmentos de Mídia, Transporte, Infraestrutura, Logística, Varejo, Energia e Óleo e Gás para empresas como TV Globo, RPC, Tecon Rio Grande, Wilson Sons, Bunge Alimentos, Cyrela, Renner, BVS Serviços Financeiros, Carrefour Soluções Financeiras, Hospital Moinhos de Ventos, AGCO, V&M Tubes, Brandili, Subsea7, FMC Technologies, G-Comex, Ministério da Saúde, entre outras.

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tubos e conex천es

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O Grupo Schulz está presente no Brasil desde 1995, como Schulz América Latina, Fundada na Alemanha, em 1945, a WILH. SCHULZna GMBH sempre como objetivo a otimização todas asaltos suas áreas de ativifornecendo soluções inovadoras área de teve tubulação, dentro dosdemais padrões dade, o que lhe garantiu considerável sucesso em adequar sua gama de produtos às demandas dos clientes. de qualidade. Com Centros de Distribuição estrategicamente localizados e suas Presente no Brasil desde 1995, como Schulz América Latina, o grupo Schulz fornece soluções inovadoras na área de tubulação, fábricas de tubos e conexões em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, a dentro dos mais altos padrões de qualidade. Seus Centros de Distribuição estrategicamente localizados no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Recife, tornam a empresa apta a atender de imediato seus consumidores. empresa está apta a atender as demandas de seus clientes. Com atuação na Alemanha, Canadá, Índia, Emirados Árabes e Estados Unidos, a Schulz possui em sua cartela de clientes empresas setores de petróleo, gás natural,epetroquímico, construção naval einox, siderúrgico, entre outros. A dos Schulz fabrica tubos conexões em aço duplex e ligas. Mantém grande

inventário de produtos entrega Atua nas sem áreas dee metalurgicamente óleo, gás, refino, Para o futuro, pretende desenvolverpara novos produtos, ondeimediata. se destaca o tubo bimetálico, costura cladeado, único no mundo e de enormenaval, potencialpapel de aplicação no desenvolvimento dos campos do pré-sal. química, construção e celulose.

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Brasil: o país do turismo O setor hoteleiro é um dos que mais cresce no país. De olho nos próximos eventos, empresas do ramo apostam em novos empreendimentos para atender a alta demanda de turistas Foto: Foto: Divulgação

Já é possível ver os benefícios que os eventos como a Copa e as Olimpíadas estão trazendo para o país. E, é claro, devido ao enorme número de pessoas que deverão embarcar no país, o setor hoteleiro é um dos negócios que mais tem crescido nos últimos tempos. Apesar do otimismo que existe com relação ao aumento de turistas nos estados brasileiros, o número de vagas em hotéis ainda não é suficiente. Para atender esta grande demanda, ainda é preciso investir mais. De acordo com Paulo César Garcia Jr., fundador da Hoteli, 1ª operadora de Last Minute do Brasil, o mercado hoteleiro pretende aumentar sua capacidade em até 20% nos próximos dois anos. A grande preocupação dos empresários deste setor é que, no futuro, depois dos eventos, a taxa de ociosidade das vagas aumente consideravelmente. Porém, em algumas cidades que normalmente já tem um grande fluxo de turistas, a expectativa é que o negócio continue promissor por mais tempo. “O Rio de Janeiro por sua vez é a menina dos olhos. As tarifas atingiram níveis estratosféricos com uma baixíssima taxa de ociosidade durante a semana, tudo causado pelo frenesi que está ocorrendo atualmente ao redor da cidade. A expectativa é que isso se mantenha por pelo menos mais quatro anos”, analisa Paulo César.

Novos empreendimentos

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Fachada do projeto Holiday Inn da construtora Patrimar

Apesar de São Paulo e, principalmente, o Rio serem os destinos mais visados, outras cidades também estão recebendo uma atenção especial para acolher os visitantes. Afinal, serão 12 os locais de competição da Copa do Mundo e a maioria ainda não tem estrutura necessária para o evento, como por exemplo, Belo Horizonte. Entre os novos hotéis que estão sendo construídos visando atender as áreas de negócios, eventos e turismo, está o Holiday Inn, da rede IHG (InterContinental Hotels Group), lançado pela construtora Patrimar. Com 1759,50m² e 216 unidades, o hotel deve estar pronto em 2014 e é uma das primeiras construções de alto padrão da capital mineira. Para José Aparecido Ribeiro, consultor da Patrimar, também é possível observar o aumento no número de cons-


truções nessas cidades. “Esses novos investimentos estão abrindo cerca de 3 a 4 mil postos de trabalhos ligados diretamente ao setor e 12 mil empregos indiretos”, afirma. Outros empreendimentos que também deverão ser concluídos em 2014, em Belo Horizonte, são o Ramada Hotel Minascasa, administrado pela Vert Hotéis e construído pela construtora Líder, o Go Inn Del Rey, um hotel voltado para o setor de negócios da Atlantica Hotels International e o Tulip Inn Savassi Hotel, que já está presente em 13 estados brasileiros, estes dois últimos lançado pela Direcional Engenharia.

Oportunidade de trabalho Com um número grande de hotéis sendo construídos pelas cidades brasileiras, a tendência é que aumente na mesma proporção o número de empregos na área. Porém, segundo José Aparecido Ribeiro ainda falta mão de obra especializada e as empresas, principalmente aquelas que trabalham com hotéis de bandeira internacional, acabam trazendo funcionários de fora. De acordo com Maarten Van Sluys, consultor da Direcional Engenharia, o primeiro passo na hora de começar no setor hoteleiro é procurar uma graduação de hotelaria. “Antigamente, na hotelaria familiar o plano de carreira era restrito e demorava. Hoje, com as redes hoteleiras, o plano é rápido e você pode se locomover entre estados, além disso, as redes investem em treinamentos e contribuem na evolução do profissional”, afirma. Já o fundador da Hotelli, ressalta que o setor nunca criou tantos empregos ou criou tantas expectativas para crescimento profissional como atualmente. “As principais redes estão criando planos de carreiras para os seus funcionários e as principais agências online, principalmente, estão liderando a tecnologia do setor, oferecendo a possibilidade de crescimento profissional tão agressiva quanto as outras multinacionais dos principais setores da economia”, conta Paulo César.

Investimentos Para quem quer investir no turismo o momento é agora. Para o consultor da Patrimar, investir em hotéis é a garantia de uma boa aposentadoria. “Do ponto de vista de mercado, podemos considerar a hotelaria como o melhor segmento para se investir atualmente, é o que aponta a revista Exame, em estudo realizado em setembro desse ano. Devido ao crescimento do setor, e as inúmeras oportunidades, quem investe na

hotelaria tem conseguido resultados muito satisfatórios”, explica.Ainda de acordo com o consultor, como o setor permite a participação de diversos investidores, não existe a necessidade de linhas de créditos governamentais. Já o fundador da Hotelli conta que o governo tem criado pacotes de aceleração para o desenvolvimento do setor e incentivar o bom atendimento aos turistas. “No entanto, com a entrada de grandes grupos hoteleiros no país de forma pesada como as redes Accor e BHG, as aquisições e construções de novos hotéis deram um boom, com investimentos enormes e aquisições entre redes frequentes com a utilização do capital próprio. É interessante notar que com a maturidade econômica que o país está atingindo, as principais redes e hotéis ficaram menos dependentes de ajuda governamental”, diz.

Turistas Para quem pretende viajar deve ficar atento: está cada vez mais caro se hospedar em hotéis brasileiros.

”As tarifas altas podem ser mantidas devido ao grande influxo de passageiros estrangeiros que viajam com frequência, oriundos principalmente das indústrias de construção e petróleo, que também estão vivendo um apogeu nas principais cidades do país”, explica Paulo César Garcia Jr. Maarten Van Sluys ressalta que o Brasil tem uma mídia espontânea imensa no cenário mundial por conta dos eventos que irá sediar. “Quem vem para a Copa não quer só assistir aos jogos, quer explorar o país. É um turismo muito mais amplo, que já pode ser percebido o quanto o Brasil desperta atenção do mundo. Isso é perceptível, começando a gerar divisas, como a realização de eventos e negócios aqui, transferência recursos e tecnologia para atender essa demanda”. É claro que motivos não faltam para conhecer o Brasil, além das belíssimas paisagens, o brasileiro é um povo acolhedor, o que torna ainda mais fácil escolher este país como destino. Mas uma boa infraestrutura é fundamental para que os frutos da Copa e das Olimpíadas possa durar por bastante tempo.

Petróleo impulsiona o Turismo de Negócios na região norte fluminense Foto: Rui Porto Filho / Prefeitura de Macaé

No interior estado do Rio de Janeiro, principalmente nas cidades de Campos e Macaé, um outro ramo do turismo movimenta a economia dos municípios: o de negócios. Devido a grande movimentação de pessoas que trabalham no setor petrolífero, o vai e vem nestas regiões é bem grande e, graças a isso, outros mercados também crescem, como transporte, alimentação, hospedagem etc. Segundo a prefeitura de Macaé, a cidade tem hoje o maior parque hoteleiro do interior do estado, com cerca de três mil leitos, distribuídos em aproximadamente 100 hotéis e pousadas. Pessoas que vão à cidade correspondem para negócios correspondem a 71% do setor de turismo e contribuem com 10% do PIB do município. O lugar, que é praticamente sustentado pelo petróleo, vê o turismo de negócios crescendo de 6% a 9% ao ano. Macaé, inclusive, já ganhou o Selo de Ouro do Turismo, da Embratur, por conta desta demanda.

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Foto: Divulgação

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Quando o pernambucano Othon Lynch Bezerra de Mello abriu sua primeira loja, em 1905, mesmo sem saber, dava início a um império. No final de 1943, o fundador criou a Companhia Brasileira de Novos Hotéis, que viria a se chamar Rede de Hotéis Othon - a maior rede hoteleira do Brasil com capital nacional. Um verdadeiro case de sucesso, até hoje a rede não para de crescer. São 28 hotéis espalhados pelo Brasil e no mundo, com diversas categorias: Othon Palace, Othon Classic, Othon Travel, Othon Suites, Othon Pousadas. Todos com a qualidade de uma rede que tem tradição e experiência. Para qualquer tipo de viagem, você pode contar com Hotéis Othon - uma rede forte que está em todos os lugares, agora também na Europa, em Lisboa, Porto e Madrid; e nos EUA, em São Francisco. Ao mesmo tempo em que desfruta da tradição e do respeito conquistado nessas seis décadas de existência, a Rede Othon não deixa de pensar no futuro. Por isso, está investindo na revitalização dos hotéis, de olho no turismo de negócios. O projeto de renovação conserva as características arquitetônicas marcantes da época de sua construção, sem se esquecer das facilidades da hospedagem moderna.


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Piscina - Rio Othon Palace Apartamento - Olinda Othon Classic

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